DA RELAÇÃO COM O SABER
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- Bento Angelim Neiva
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1 DA RELAÇÃO COM O SABER Simone Vieira de Souza 1 Bernard Charlot. Da relação com o saber: elementos para uma teoria. Tradução Bruno Magne. Porto Alegre: Artmed, p. Bernard Charlot nasceu em setembro de 1944, na cidade de Paris, França. Graduado em Filosofia, doutorou-se em Ciências da Educação pela Universidade de Paris Université Paris X, Nanterre (1985), onde atuou como professor. Atualmente é Professor Visitante Nacional Senior (bolsa Capes) na Universidade Federal de Sergipe (UFS), campus de Laranjeiras, Núcleos de Dança e Teatro, é membro dos cursos de Pós-Graduação em Educação (NPGED) e em Ensino de Ciências e Matemática (NPGECIMA). É também Professor Titular Emérito da Universidade Paris VIII e Professor Catedrático Convidado da Universidade do Porto, Portugal. Na UFS, é líder do Grupo de pesquisa Arte, Diversidade e Contemporaneidade (CNPq). Pesquisa, principalmente, o tema da relação dos alunos com o saber e a escola. Escreveu e organizou mais de 12 livros, com destaque para as seguintes obras: A mistificação pedagógica (1979); Da relação com o saber: elementos para uma teoria (2000); Os jovens e o saber (2001); Relação com o saber, formação dos professores e globalização (2005); Educação e artes cênicas: interfaces contemporâneas (2013), descritas em ordem cronológica de publicação. Integram a obra, aqui resenhada, seis capítulos, nos quais o autor destaca a dimensão do saber e sua relação com o sentido e o 1 Psicóloga, mestre em Psicologia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), doutora em Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), é professora da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul). [email protected] EntreVer, Florianópolis, v. 3, n. 4, p , jan./jun
2 prazer. Ao longo do livro, desconstrói algumas ideias já cristalizadas sobre as causas do fracasso escolar e, ancorado em uma reflexão antropológica, enuncia o que define por figuras do aprender. No desenvolvimento do seu trabalho, Charlot dialoga com teóricos da Sociologia, entre os quais, Bourdieu, Passeron, Baudelot e Establet, Dubet; e da Psicologia, como Wallon, Vygotsky e Beillerot. O livro se constitui a partir de questões desencadeadas e vividas por ele como integrante/pesquisador da equipe de pesquisa Educação, Socialização e Coletividades Locais, ligada ao Departamento das Ciências da Educação da Universidade Paris VIII, Saint-Denis ESCOL, ao estudar a relação com o saber nas escolas de periferia na França. Como questionamentos fundantes dos estudos do grupo destacam-se: Por que será que certos alunos fracassam na escola? Por que será que esse fracasso é mais frequente entre as famílias de categorias sociais populares do que em outras famílias? Por que será que algumas crianças dos meios populares alcançam sucesso em seus estudos? É com base em tais questões que o autor anuncia o objetivo da obra tratar uma questão antiga de forma relativamente nova, e propõe perspectivar o fenômeno do fracasso escolar, problematizando a relação que se estabelece entre o saber e a escola. Para isso, destaca duas questões que se encontram relacionadas e são abordadas no livro: Por que estudar o fracasso (ou sucesso) escolar em termos de relação com o saber? O que se deve entender por relação com o saber? No primeiro capítulo, intitulado O fracasso escolar : um objeto de pesquisa inencontrável, o autor apresenta a ideia de que o fracasso escolar é um objeto sociomidiático, ou seja, trata-se de um objeto tomado pelo discurso social, cuja expressão se transforma supostamente em uma explicação para o vivido, a experiência e a prática. Contudo, consiste numa maneira de verbalizar, por meio de um conceito polissêmico e ambíguo, um recorte, uma interpretação e EntreVer, Florianópolis, v. 3, n. 4, p , jan./jun
3 categorização do mundo social. Para Charlot, o fracasso escolar torna-se uma categoria com limitações, possível de ser utilizada muito mais em uma esfera ideológica do que capaz de explicar um problema real. O capítulo seguinte é apresentado sob o título Serão a reprodução, a origem social e as deficiências a causa do fracasso escolar? ; nele, o autor destaca que a sociologia da década de 1960 e 1970 explicou o fracasso escolar através de parâmetros localizados nas diferenças produzidas entre as posições sociais, recaindo na impossibilidade de elucidar a complexidade que abarca a categoria fracasso escolar. Este capítulo discute e problematiza, ainda, a concepção sobre a causa do fracasso, atrelado a ideia da origem social e das deficiências socioculturais. Neste ponto, Charlot desconstrói de maneira combativa tais defesas, afirmando se tratar de uma explicação abusiva, que reifica uma leitura negativa da escolarização da criança e das famílias de classes populares. Por uma sociologia do sujeito, é o terceiro capítulo da obra. Utilizando os referendados estudos de Durkheim, de Bourdieu, e Beillerot (que estudou a relação com o saber numa perspectiva psicanalítica), Charlot reflete sobre uma sociologia do sujeito. Nesse sentido, agir no e sobre o mundo, encontrar a questão do saber como necessidade de aprender, produzir a si mesmo pela educação, compreender-se como um ser humano, em sua natureza social e singular, são afirmações do autor. Em Durkheim, faz referência a noção de representações coletivas que pensam os fenômenos psíquicos sem referência a um sujeito. Na mesma linha de compreensão, Bourdieu não explica o social a partir do sujeito da filosofia clássica. A potência da sociologia de Bourdieu reside na possibilidade de produzir inteligibilidade na relação do aluno com o saber, contudo, é insuficiente para dar conta de pensar a experiência escolar dos sujeitos. Referenciando-se nas ideias de Dubet, Charlot elenca fundamentos de uma sociologia da experiência escolar que EntreVer, Florianópolis, v. 3, n. 4, p , jan./jun
4 considera a subjetividade dos atores, Dubet estuda o processo de subjetivação nos diferentes estágios do sistema escolar. No diálogo com a Psicologia, citando Piaget, Wallon e Vygotsky, entre outros, o autor clarifica o princípio da sociologia do sujeito, a saber, cada um leva em si o fantasma do outro (CHARLOT, 2000, p. 72); pressuposto fundamental para compreender a experiência escolar e sua relação com o saber. Nos capítulos finais da obra no quarto capítulo, denominado O filho do homem : obrigado a aprender para ser (uma perspectiva antropológica) ; no quinto, intitulado O saber e as figuras do aprender ; e no sexto capítulo, denominado A relação com o saber: conceitos e definições, Charlot define o que entende por relação com o saber, considerado como objeto de pesquisa que possibilita superar a compreensão tradicional relativa ao fracasso escolar. Ao explicar o conceito de relação com o saber, desenvolve a ideia das diferentes figuras que abrangem o aprender. Afirma não haver saber senão para um sujeito, sendo que este saber se organiza conforme suas relações internas; defende que a ideia de saber implica a de sujeito, de atividade do sujeito, de relação do sujeito com ele mesmo e de relação com os outros. Em síntese, o saber existe sob formas específicas, ou seja, o sujeito de saber e o saber existem em uma relação com o mundo (e essa é uma proposição básica) que é, ao mesmo tempo, uma relação consigo e com os outros, o que implica uma forma de atividade, uma relação com a linguagem e uma relação com o tempo. Na conclusão de sua obra, Charlot reafirma a ideia de que o fracasso escolar não existe como um fato abstrato e em si e que, portanto, para ser estudado, deve ser constituído como um objeto de pesquisa: investigar qual o sentido que o jovem estudante atribui para o saber. É somente aí que se podem encontrar respostas para as questões de pesquisa que orientaram sua ação investigativa. EntreVer, Florianópolis, v. 3, n. 4, p , jan./jun
5 O contato com o pensamento de Bernard Charlot potencializa reflexões na direção de pensar as contradições que se colocam no cotidiano escolar. No ponto de encontro entre o professor, o estudante e a produção de conhecimento, suas reflexões e teorizações permitem o diálogo ancorado no exame crítico das situações específicas dos processos de aprendizagem, sem desconsiderar as questões e situações sociais que a constituem. Com este livro, consideramos que uma nova força teóricometodológica se instala no campo da formação do educador, anunciando a capacidade de refletir sobre um tema tão complexo e antigo como o fracasso escolar, bem como sobre a naturalização que o revestiu na tentativa de explicá-lo. Nos apontamentos da teoria apresentada, o que acontece dentro da escola deve ser compreendido para além de seus muros, sendo que a análise da relação entre o estudante e o professor, entre o ensinar e o aprender deve produzir necessidades que irão, consequentemente, desencadear mobilização para estudar e aprender na escola. Com isso, Charlot traz contribuições importantes para entender o fracasso escolar para compreender o motivo pelo qual alguns estudantes, mesmo vivendo em condições mais difíceis fora da escola, podem encontrar nela fonte de mobilização para superar a dificuldade, podem sentir prazer na relação com o saber produzido. E aí reside a indicação de sua leitura a todas e todos da área da Educação e das áreas afins, ou ainda aos curiosos e inquietos que apostam na Educação como caminho de garantia de direitos para aqueles de quem muitas vezes têm sido usurpado o direito a uma educação pública, gratuita, democrática, de qualidade e socialmente referenciada. REFERÊNCIAS EntreVer, Florianópolis, v. 3, n. 4, p , jan./jun
6 CHARLOT, B. A Mistificação Pedagógica: realidades sociais e processos ideológicos na teoria da educação. Trad. Ruth Rissinosef. Rio de Janeiro: Zahar, Da relação com o saber: elementos para uma teoria. Trad. Bruno Magne. Porto Alegre: Artes. Médicas, Os Jovens e o Saber: perspectivas Mundiais. Trad. Fátima Murad. Porto Alegre: Artmed Editora, Relação com o saber. Formação dos Professores e Globalização Questões para a educação hoje. Trad. Sandra Loguercio. Porto Alegre: Artmed, (org.). Educação e Artes Cênicas. Interfaces contemporâneas. Rio de Janeiro: WAK, Recebido em: 18/05/2013 Aprovado em: 31/05/2013 EntreVer, Florianópolis, v. 3, n. 4, p , jan./jun
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