O que é Teologia Prática?
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- Maria Vitória Bacelar Carmona
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1 O que é Teologia Prática? What is practical theology? Qué es la teología práctica? James Farris Em preparação. Palavras-chave: Em preparação. ABSTRACT In preparation. Keywords: In preparation. RESUMEN En preparación. Palabras clave: En preparación. 57
2 [Edição original página 83] Fazer a pergunta O que é Teologia Prática é entrar num campo vasto e complexo. Para começar, é fundamental a identificação de quem está levantando a pergunta e quem está respondendo. Por exemplo, um psicólogo, sociólogo ou filósofo, sem nenhuma inserção na Igreja, vai entender esta pergunta de maneira totalmente diferente de um/a pastor/a ou um/a teólogo/a com raízes profundas na fé cristã. No campo cultural, há considerável dúvida sobre a palavra Teologia e a tarefa teológica. A teologia é chamada superstição sistematicamente articulada por algumas pessoas nas ciências exatas. 1 Dentro de certas partes da cultura moderna, a teologia é vista freqüentemente como algo que pertence ao passado. Não pertence ao mundo da ciência. É um mistério que, às vezes, é posto na mesma categoria como a alquimia ou a astrologia. Quando a palavra Prático é acrescentado a Teologia o efeito é algo como Alquimia Prática ou Astrologia Prática. Na pior das hipóteses, dentro da cultura moderna ou pós-moderna, a Teologia Prática é compreendida como superstição sistematicamente articulada, que é prática. A cultura neoliberal que influencia a visão do mundo dominante é altamente instrumental. A atitude fundamental por trás dessa atitude e- conômica cultural filosófica é focalizada para resolver problemas. Por isso, qualquer disciplina que não tenha interesse na eficiência, na solução de problemas práticos, ou no lucro, é desvalorizada. A teo- 1 Don BROWNING, A Fundamental Practical Theology, Minneapolis, Augsburg: Fortress, 1991, p. 4. logia, de uma perspectiva neoliberal, ou não é funcional [Edição original página 83/84] ou é de importância apenas em termos de sua função social. Nessa perspectiva, a Teologia Prática é vista ou como uma contradição total, ou como um instrumento puramente social. A cultura neoliberal faz a pergunta: Uma disciplina pode ser prática, sem ser instrumental? A resposta é, quase sempre, Não. Prático, nesse contexto, significa eficiente, como definido por mercados econômicos ou pelo pragmatismo. Por essas razões, este ensaio não vai lidar com as categorias de questões e abordagens apresentadas pelos contextos seculares, ou culturais, num sentido amplo. Este trabalho vai destacar o mundo da Igreja, ou das tradições religiosas e suas perguntas e dúvidas sobre o lugar e a identidade da Teologia Prática. Não obstante, muitas pessoas dentro de tradições religiosas não têm idéias claras sobre o lugar ou a identidade da teologia. Dentro de muitos contextos religiosos, a teologia é freqüentemente vista como algo abstrato e teórico feito por outras pessoas, normalmente um grupo de elite. A Teologia Prática, como disciplina teológica formal, é quase desconhecida ao nível da igreja local. Na melhor das hipóteses, ouvindo o termo Teologia Prática as pessoas em igrejas locais pensam na Educação Cristã, ou no Aconselhamento Pastoral. Nesse sentido, a Teologia Prática é limitada às disciplinas ministeriais. O propósito deste trabalho é oferecer um curto resumo da história e do estado atual da Teologia Prática, a fim de informar melhor as comunidades da Igreja e da academia sobre sua função e identidade. A James FARRIS. O que é Teologia Prática? 58
3 fim de fazer isso, este trabalho está divido em quatro momentos: 1) Perspectivas históricas; 2) A Teologia Prática hoje e: 3) Temas centrais e metas na Teologia Prática e; 4) Uma descrição da Teologia Prática. Teologia Prática perspectivas históricas A teologia é dividida, atualmente, em diversas categorias. Essas variam entre tradições religiosas e escolas de pensamento; as categorias mais comuns são: A Teologia Histórica ou Fundamental, [Edição original página 84/85] Sistemática e Prática. A Teologia Histórica pergunta: O que dizem os textos Cristãos normativos para nós, hoje? As disciplinas tradicionais dos estudos bíblicos, da história da Igreja e da história do pensamento Cristão tratam dessa pergunta básica. A Teologia Sistemática é a exploração da relação entre as práticas contemporâneas e as práticas achadas nos textos Cristãos normativos. A Teologia Sistemática levanta duas perguntas básicas que tratam da natureza da relação Eu - Outro - Criação - Deus: (1) Que significado novo surge quando práticas e perguntas presentes são colocadas em diálogo com a testemunha Cristã central? E (2) Quais razões podem ser articuladas para apoiar esses novos significados? A Teologia Prática foi tradicionalmente entendida como a aplicação da teologia gerada pelas Teologias Fundamentais e Sistemáticas. Nesse contexto de ser uma extensão da Teologia Fundamental e Sistemática, a Teologia Prática levanta a pergunta: Como podem as perspectivas da Teologia Fundamental e Sistemática serem aplicadas à vida da Igreja? Por isso, a Teologia Prática tem incluído, pelo menos na história recente, a Educação Cristã, a Liturgia, o Aconselhamento Pastoral, a Missão e outras disciplinas práticas ou aplicadas. O uso moderno do termo Teologia Prática e esta divisão das disciplinas teológicas, refletem o pensamento de Friedrich Schleiermacher. 2 Essa divisão de disciplinas teológicas estava baseada na sua preocupação com a organização do conhecimento e o que ele denominou as afecções religiosas. O que é de importância é que Schleiermacher estava tentando organizar o conhecimento teológico ao redor da, ou baseado na, experiência humana. Ele viu a Teologia Prática como a Rainha das Ciências ou a Coroa dos Estudos Teológicos no sentido de ser a prática, ou a aplicação, do conhecimento teológico. A Teologia Prática não produziu a teologia; ela aplicou o que havia sido desenvolvido pela Teologia Fundamental e Sistemática. Em Schleiermacher, os estudos teológicos podem ser entendidos como uma árvore. A Teologia Fundamental é as raízes. A Teologia [Edição original página 85/86] Sistemática é o tronco e os galhos. A Teologia Prática é as folhas, ou a coroa da árvore. Porém, Schleiermacher não via a árvore como um organismo vivo onde todas as partes contribuíam para sua energia de vida. Para Schleiermacher, só as raízes, a Teologia Fundamental, deram vida à árvore. Até recentemen- 2 Friedrich SCHLEIERMACHER, Brief Outline on the Study of Theology, Richmond, Virginia, John Knox Press, Originally Published em Revista Caminhando, v.6, n. 1 [8], p.56-68, 2010 [2ª ed. on-line 2010; 1ª ed. 2001] 59
4 te, essa visão geral das disciplinas teológicas dominou as relações entre as diversas escolas de teologia. Em termos históricos, essas divisões da teologia são relativamente recentes. Uma das convicções iniciais da Igreja Primitiva era que a vida dos crentes deveria ser orientada por uma visão básica do mundo. 3 Como fazer isso era entendido como uma das tarefas centrais na vida da Igreja. Embora o termo teologizar não fosse usado nesta época, o processo e o seu conteúdo representam o berço da teologia cristã. Essa convicção da importância de formar uma visão básica do mundo estava relacionada com a idéia de Paulo de ter a mente de Cristo e criar os frutos do Espírito. Isso não só envolveu a aceitação intelectual da fé Cristã, mas, também, a experiência emocional e o comportamento certo. Esta visão do mundo não existia em indivíduos, ou não era implantada na hora da conversão; uma das tarefas centrais da Igreja era formar essas convicções, sentimentos e comportamentos. Por isso, foi prestada grande atenção a tais coisas como hinos, liturgias, manuais espirituais de disciplina e material educacional. 4 Estes assuntos práticos iniciais geraram debate em termos de como formar a mente de Cristo nos crentes, bem como a suficiência do material educacional, e como essa visão do mundo, a mente de Cristo, deveria se manifestar. Conseqüentemente, a primeira reflexão intencional, ou sistemática, teológica na Igreja Cristã tratou de assuntos práticos ou espirituais. Obviamente, isso in- 3 Randy MADDOX, Recovering Theology as a Practical Discipline: A Contemporary Agenda, Theological Studies 51 (1990): MADDOX, p cluiu questões de exegese, mas o problema central era prático. [Edição original página 86/87] Outra dimensão da discussão teológica na Igreja Primitiva foi os apologéticos. Como a Igreja deveria tratar pessoas que questionam ou rejeitam convicções e práticas Cristãs? Esse debate envolveu assuntos puramente filosóficos e práticos, mas o tópico central era como comunicar a mensagem do E- vangelho. A visão Cristã do mundo era diferente das Religiões de Mistério e das várias escolas de filosofia. Essas diferenças geraram debates teóricos, ou filosóficos, que e- ram, sem dúvida, abstratos. Porém, o tópico central que marcou a discussão era como comunicar o Evangelho à cultura circunvizinha. Em outras palavras, enquanto o debate teológico e filosófico era intenso, seu ponto de começo e propósito último era prático. Esse debate não foi dirigido exclusivamente aos não-crentes. As mesmas perguntas levantadas por pessoas fora da fé estavam sendo levantadas por pessoas dentro da Igreja. A pergunta sobre como Jesus poderia ser Deus e homem era central. Essa era uma questão abstrata e prática, ou espiritual. Por exemplo, a idéia de Jesus como Logos entrou na religião Cristã como uma forma de comunicar o ser de Jesus na linguagem Neo-Platônica. Essa imagem ajudou a comunicação entre a comunidade Cristã e a cultura e a formar a fé dos crentes. Tudo foi orientado, direta ou indiretamente, para o entendimento da fé, ou visão do mundo Cristão, da mente de Cristo, e sua formação. A teologia era profundamente prática. Havia pouca ou nenhuma separação entre a teoria e a prática. 60 James FARRIS. O que é Teologia Prática?
5 Os primeiros mil anos da teologia cristã foram orientados pela práxis Cristã, embora dizer isso seja uma generalização. Enquanto muitas questões teológicas fossam altamente abstratas ou acadêmicas, a teologia era uma disciplina prática no sentido de responder à pergunta: O que significa ser cristão?. Os debates e as discussões envolveram a vida de todos na Igreja e trouxeram implicações imediatas em termos de como formar a mente de Cristo. Porém, uma divisão começou a a- contecer na prática da Igreja. Dois tipos diferentes de professores começaram a aparecer. Um grupo se especializou na formação dos Cristãos nas suas vidas cotidianas. Outro grupo começou a se especializar na formação da santida- [Edição original página 87/88] de em grupos pequenos de monges. Porém, em ambos os grupos, a orientação espiritual era feita por mentores que participavam de comunidades de fé. A especialização começou a aparecer com o desenvolvimento das Escolas Catedrais. As Escolas Catedrais começaram a dominar a tarefa da formação espiritual. Essa especialização foi formalizada no décimo terceiro século, quando as Escolas Catedrais começaram a funcionar como universidades semiindependentes. Essa transição criou grupos de especialistas acadêmicos que ensinavam a teologia ou treinavam os monges. Os padres e mentores que viveram e trabalharam em comunidades locais continuaram tendo influência considerável, mas seu ministério prático era visto em contraste com o trabalho acadêmico dos professores nas universidades. A teologia crescentemente não foi vista como uma disciplina prática, mas especulativa, ou teórica. A identidade e função inicial da teologia, como uma disciplina prática, cuja meta era guiar o desenvolvimento da mente de Cristo, estava desaparecendo. A distinção entre a Teologia Prática e Especulativa, ou Teórica, foi formalizada por Tomás de Aquíno no seu Summa. Tomás incluiu as preocupações da teologia monástica na última seção do Summa. Essa seção tratava de como responder à graça de Deus e estava preocupada com a prática. Isso estava em contraste com a preocupação central de Tomás com a convicção Cristã. Na sua teologia, a convicção foi relacionada diretamente à Teologia Teórica ou Especulativa. A prática estava situada em uma subseção chamada Teologia Prática. Um dos resultados desta estrutura era que a prática e a convicção estivessem crescentemente separadas. Outra distinção no Escolasticismo Católico Romano estava entre a prática do Cristão ordinário e a prática de pessoas que procuram as vocações espirituais. Isso conduziu a uma subdivisão dentro da Teologia Prática: uma seção inicial foi dedicada a clarificar as expectativas éticas que pertencem a todos os cristãos (Teologia Moral); uma segunda seção (Teologia Espiritual) detalhou o método da elite ( ) A divisão estrutural da Teologia Moral e Espiritual no Es- [Edição original página 88/89] colasticismo Católico Romano ( ) deixou a Teologia Moral focalizada em atos, regras, e casuística, com pouca consideração da necessidade para (ou meios de) formar inclinações e disposições à ação moral. I- ronicamente, a reação ao Catolicismo Romano empurrou as teologias Escolásticas Protestantes na mesma direção. Sua rejeição de qualquer distinção entre Cristão comum e de elite combinou com a preocupação com o perigo de Salvação através de Atos e o resultado era a separa- Revista Caminhando, v.6, n. 1 [8], p.56-68, 2010 [2ª ed. on-line 2010; 1ª ed. 2001] 61
6 ção da subseção sobre a Teologia Espiritual da seção sobre a Teologia Prática. O resultado era a identificação da Teologia Prática com a Teologia Moral. 5 As universidades da Europa iniciaram um processo lento de especialização começando no século décimo quinto. Inicialmente, as universidades viram o conhecimento como um todo. A ciência, ou scientia, era o corpo unificado de conhecimento que poderia ser estudado na perspectiva de diversas disciplinas. Porém, com o crescimento e diversificação do conhecimento, a especialização era necessária. A teologia acadêmica refletiu esse movimento, com as subdivisões do compêndio escolástico se tornando disciplinas discretas - tipicamente: a Teologia Bíblica, a Teologia Histórica, a Teologia Sistemática, e a Teologia Prática. Desde o princípio, a Teologia Sistemática se definiu como sendo Teologia no sentido mais puro do termo, pondo em questão a natureza das outras disciplinas. 6 A Teologia Prática começou a ser identificada com a vida Cristã. Era Teologia Moral. Essa tendência continuou até Friedrich Schleiermacher limitar a Teologia Prática, pelo menos nas Igrejas protestantes, às práticas pastorais da Educação Cristã, Liturgia, Missão, Apoio Pastoral e outras atividades pastorais. A Teologia Prática se tornou a Teologia Pastoral. Na Igreja Católica Romana a mesma dinâmica da separação da Teologia Prática da Especulativa, ou Teórica continuou. O que começou como a tarefa fundamental de formar 5 [Edição original página 89/90] Randy MADDOX, Spirituality and Practical Theology: Trajectories Toward Engagement, Unpublished manuscript presented to the Association of Practical Theology Seminar, AAR/SBL, Orlando, Florida, November 21, 1998, p MADDOX, 1998, p. 9. a vida Cristã, a mente de Cristo, na Igreja Primitiva, se tornou uma disciplina limitada aos aspectos técnicos do ministério. A Teologia Prática hoje A Teologia Prática não é a Teologia Sistemática aplicada. A Teologia Prática é mais que a Teologia Moral. A Teologia Prática não é sistematicamente articulada à superstição, que é prática. A pergunta que será tratada nesta seção é a seguinte: Levando em conta sua história e os desenvolvimentos recentes da Filosofia Prática, o que é a Teologia Prática? A raiz da palavra prática é práxis, a ação. Porém, entendimentos modernos de práxis geralmente integram dois elementos: a ação e a reflexão. A Teologia Prática é uma teologia de ação e reflexão sobre aquela ação. Outras disciplinas teológicas focalizam as interpretações verbais da mensagem Cristã, porém a Teologia Prática estuda como o Evangelho é interpretado, ou expresso, na ação. Essa ação é individual e institucional. Esse foco na ação também indica a importância central da experiência vivida, a situação contemporânea. Nesse sentido, a Teologia Prática é a interpretação de, ou reflexão crítica sobre, a mensagem Cristã em ação. Historicamente, isso foi limitado ao trabalho do pastor, ou à ação pastoral. Como já mencionado, a Teologia Prática freqüentemente foi, e continua sendo, chamada Teologia Pastoral. Porém, a ação pastoral não só se refere ao trabalho do pastor. A ação pastoral é crescentemente compreendida como a ação da comunidade da I- greja, ou os atos dos crentes. Nes- 62 James FARRIS. O que é Teologia Prática?
7 sa luz, a Teologia Prática é a interpretação da mensagem Cristã na ação da comunidade da Igreja. Há um problema com a palavra ação. No momento em que nós limitamos a Teologia Prática à interpretação da mensagem Cristã na ação da comunidade da Igreja nós limitamos nossa reflexão ao fazer em contraste com o ser. Isso resulta em um retorno ao estudo das práticas do aconselhamento, da educação, da missão e assim sucessivamente. A comunidade da I- greja é mais que sua a- [Edição original página 90/91] ção. A comunidade da Igreja, ou a vida de solidariedade da Igreja, é a koinonia. Nesse sentido, o objeto da Teologia Prática não é exclusivamente a ação da Igreja, mas sua vida. A koinonia da Igreja. A vida da comunidade da Igreja envolve receber, ser e agir. 7 Esses três são inseparáveis. John Deschner entende esses três aspectos em termos da adoração, da solidariedade e do serviço. A Teologia Prática tem a ver com a vida inteira da congregação a adoração, a solidariedade e o serviço. 8 Essa é uma idéia intrigante, que está relacionada intimamente com o conceito de que todo o entendimento humano é um diálogo. O entendimento humano é sempre contextualizado. Nós começamos com nossa experiência, nós a testamos contra a nova informação e formulamos outras idéias ou entendimentos. Isso é bem parecido com receber, ser e agir. A vida da comunidade da Igreja pode, num certo sentido, começar 7 John DESCHNER, Preface to Practical Theology, J. Arthur Heck Lectures, United Theological Seminary, April 21-22, 1981, unpublished manuscript, p DESCHNER, p. 11. com a experiência, ou com o contexto do divino, mas isto acontece em um mundo secular. A Igreja e- xiste em relação a Deus e ao mundo. O ministério da Igreja é influenciado, ou condicionado, através de contextos culturais. Nesse sentido, a Igreja, indivíduos e instituições, entram com a experiência do divino, testam-na em contextos culturais, geram novas maneiras de expressar o divino e avaliam-nas à luz das experiências originais. Esse processo pode resultar num fortalecimento das experiências do sagrado originais, ou em novas interpretações. Essa idéia é importante à luz da variedade enorme de contextos culturais. Há contextos Europeus, Latino-Americanos, Asiáticos e assim sucessivamente. Há contextos ricos e pobres. Há contextos de pessoas que são casadas, não-casadas e divorciadas. Há contextos heterossexuais e homossexuais. A pergunta atual não é se a Igreja deveria tratar cada um desses contextos. Onde há os seres hu- [Edição original página 91/92] manos, a Igreja tem uma missão para ministrar a eles. Isso é axiomatico. A questão é: Qual é o objeto da Teologia Prática? A idéia central é que a Igreja não está isolada. Por isso, uma das tarefas fundamentais da Teologia Prática é trazer o elemento da revelação, o divino, para diálogo com os desafios presentes, em contextos culturais diferentes. A Teologia Prática tem que reconhecer a tensão que existe entre o contexto divino e os contextos vividos. Os e- lementos fundamentais da solidariedade, da adoração e do serviço e- xistem dentro de uma miríade de contextos. A vida da Igreja envolve escutar, respeitar e entrar em diá- Revista Caminhando, v.6, n. 1 [8], p.56-68, 2010 [2ª ed. on-line 2010; 1ª ed. 2001] 63
8 logo com as realidades divinas e culturais. Essa realidade, também, levanta a pergunta sobre a possibilidade de separar as realidades divinas e culturais, mas essa pergunta está fora do alcance desta discussão. Neste momento, vale levantar uma série de perguntas. Por que prestar tanta atenção aos contextos culturais? Por que não proclamar, sem outras preocupações, o Evangelho? Nós temos nossos textos e tradições sagradas. Nós temos nossas convicções e credos fundamentais. A missão da Igreja é proclamar o Evangelho. Por que não gastar mais tempo com o divino do que com o cultural? Por que não gastar mais tempo proclamando o absoluto do que prestar atenção ao relativo? Outro modo de levantar estas perguntas é: Por que não separar o Sagrado do Profano? Como todo o conhecimento humano acontece no diálogo, nós não podemos separar o Sagrado do Profano. Nós não podemos separar o Cristo da Cultura. Outra resposta é que Deus ama contextos seculares e comunidades de crentes. A Igreja é O Povo de Deus, mas esses mundos, também, são O Povo de Deus. Qualquer visão do mundo secular que ignore ou rejeite essa verdade básica é superficial e viola o espírito do Cristianismo. Por isso, quando nós falarmos da vida no contexto da Igreja, nós temos que reconhecer sua realidade divina e cultural, no mesmo momento. Outro modo de dizer isso é que a Igreja está situada em um contexto só, a criação, mas dentro desse contexto, Deus fala na voz da cultura e na voz do transcendente. [Edição original página 92/93] Uma questão fundamental à Teologia Prática é: Que método é adequado para essa tarefa? Em termos amplos, a teologia pode ser entendida como um diálogo mutuamente crítico entre interpretações da mensagem Cristã e interpretações de experiências e práticas culturais contemporâneas. 9 Em outras palavras, a teologia Cristã é um diálogo crítico entre as perguntas implícitas e as respostas explícitas do Cristianismo e as perguntas explícitas e as respostas implícitas de experiências e práticas culturais contemporâneas. Em vez de a cultura moderna levantar as perguntas e a teologia prover as respostas, como em Paul Tillich, Tracy reconhece que a cultura e a teologia fazem perguntas e oferecem respostas. Isso exige um diálogo crítico entre a cultura e a teologia. Esse método pode evitar os extremos da Teologia Prática dedutiva, ou indutiva. A teologia dedutiva começa com os princípios eclesiológicos e os aplica a situações ou contextos práticos. A teologia indutiva começa com o contexto cultural, colocando a situação imediata num papel central, para mudar a ação da Igreja. Esse é o modelo mais usado pelas Teologias da Libertação. Em diversas Teologias da Libertação, a situação da pobreza financeira provê o ponto de partida da reflexão teológica. A tarefa é usar a análise estrutural para clarificar a situação de opressão, e a- profundar essas perspectivas através da sabedoria do Evangelho. O objeto dessa análise e reflexão é ajudar a Igreja a agir de modos mais efetivos e fiéis. 9 David TRACY, The Foundations of Practical Theology, in Practical Theology, ed. Don Browning, San Francisco, Harper and Row, James FARRIS. O que é Teologia Prática?
9 O modelo que está sendo desenvolvido neste ensaio busca combinar os elementos da teologia dedutiva e indutiva. A Teologia Prática, como entendida aqui, reconhece o lugar central da Mente de Cristo ou da Vida em Abundância como fundamental. Mas, esse modelo, também, reconhece que esta Visão do Mundo, ou A Mente de Cristo fica sempre situada em contextos específicos. As duas perspectivas, indutiva e dedutiva, têm que entrar no diálogo que guia a Teologia Prática. [Edição original página 93/94] Temas centrais e metas na Teologia Prática Um dos objetivos desta discussão é ilustrar a complexidade da Teologia Prática. Não existe nenhum consenso, histórico ou atual, em termos de uma definição da Teologia Prática. Porém, existem temas compartilhados. No meio dessa diversidade de perspectivas, é possível identificar três preocupações compartilhadas que permeiam a Teologia Prática. 10 A primeira é que a reflexão teológica deveria ser focalizada na experiência e ação concretas. A segunda é que a reflexão teológica deveria ajudar a entender a experiência e guiar a ação. A terceira é que os modelos teológicos deveriam ser influenciados pela experiência e ação concretas. Para clarificar esses temas compartilhados, nós temos que examinar algumas definições recentes da Teologia Prática. A perspectiva básica 10 Mary Elizabeth MOORE, The Aims of Practical Theology: Diversity in the United States, Unpublished manuscript, The School of Theology at Claremont, Claremont, California, July, 1995, p. 2. que tem guiado essa discussão, até este momento, é que a Teologia Prática é a interpretação da, ou reflexão crítica na, mensagem Cristã em ação e na vida total da Igreja. Essa definição identifica vários temas fundamentais: 1) A Interpretação e reflexão crítica; 2) A mensagem Cristã em ação, e 3) A vida da Igreja. Essa definição entende a Teologia Prática como começando e terminando com a vida e a ação da Igreja no meio de culturas. Outra definição da Teologia Prática é que ela é a avaliação crítica da vida da Igreja considerando as Boas Novas do amor de Deus reveladas em Jesus Cristo e o uso das artes e ciências humanas para dar forma e estruturar a prática atual. 11 Esta definição indica a relação íntima entre a teologia e as artes e ciências humanas. Também, sugere que a ação da Igreja seja ambos, o começo e o termino da reflexão teológica prática. Uma definição semelhante é oferecida por John Deschner. Ele descreve a Teologia Prática como o estudo de como o Evangelho [Edição original página 94/95] é interpretado em ação visível, institucional e verbal. 12 Deschner também oferece uma versão mais completa e complexa, dessa definição. A Teologia Prática é a reflexão autocrítica e projeção da Igreja em termos de como ela se entende, manifesta, ordena e integra a vida contemporânea da congregação de adoração, solidariedade e serviço no contexto local do Povo de Deus.13 Essa definição, enquanto mais complexa, continua enfatizando os mesmos temas. Especifica- 11 Howard GRIMES, What is Practical Theology, Perkins Journal, 30 (Spring, 1977), p DESCHNER, p DESCHNER, p. 20. Revista Caminhando, v.6, n. 1 [8], p.56-68, 2010 [2ª ed. on-line 2010; 1ª ed. 2001] 65
10 mente, a Teologia Prática examina a relação entre a Igreja e seus contextos vividos. Também, esta definição continua o tema de que a Teologia Prática começa e termina com a vida e a ação da Igreja. Don Browning oferece uma definição mais ampla da Teologia Prática. A Teologia Prática deveria ser crítica, pública e focalizada em éticas teológicas. 14 Browning entende que a palavra crítica significa que a Teologia Prática deveria buscar entendimentos e razões, especialmente para sua ação prática. 15 Isso significa que a Teologia Prática deveria ser pública no sentido de relacionar a mensagem Cristã à I- greja e à vida pública. Por conseguinte, a Teologia Prática deveria incluir a Igreja e a cultura. Inerente a essa perspectiva é que a Teologia Prática não começa e termina com a vida e as ações da Igreja. A Teologia Prática, também, deve ser pública. Isso manifesta a influência de David Tracy e o método de correlação revisada. Carol Lakey Hess amplia a necessidade de diálogo crítico, mas acrescenta o elemento da libertação. 16 No seu modelo, Hess identifica a necessidade de dialogar com as pessoas, comunidades e instituições que estão às margens da sociedade. Hess reconhece a necessidade de prestar atenção aos excluídos, mas, ao mesmo tempo, não permite à situação social limitar ou definir a Teologia Prática. Essa perspectiva se encaixa bem com os entendimentos diversos da 14 Don BROWNING, "Practical Theology and Religious Education," Formation and Reflection, Lewis S. Mudge and James N. Poling, eds., Philadelphia, Fortress, 1987, p BROWNING, 1987, p Carol Lakey HESS, Conversation and Midwifery: A Feminist Approach to Practical Theology, Unpublished manuscript presented to the International Academy of Practical Theology, June, [Edição original página 95/96] Teologia Prática já apresentados. Porém, de acordo com Hess, prestar atenção às pessoas, comunidades e instituições que estão na periferia da sociedade requer dois a- créscimos importantes. Primeiro, o contexto social de todos os participantes do diálogo deve ser levado em conta. Segundo, a questão da libertação, a análise de atos e estruturas opressivos para melhorar as ações da Igreja e cultura, têm que se tornar um foco central da Teologia Prática. A teologia nunca é neutra, em termos de valores. Por isso, a Teologia Prática tem que i- dentificar os valores implícitos e explícitos, ou normas, que influenciam sua visão da Mente de Cristo. Seguindo esse argumento, a libertação deve ser um valor ou norma central. Uma descrição da Teologia Prática Em resumo, esta discussão apontou os quatro temas que guiam a Teologia Prática. Primeiro, a Teologia Prática está relacionada ao autocriticismo disciplinado da vida inteira, inclusive da ação da Igreja. Segundo, a Teologia Prática está relacionada à crítica disciplinada de culturas. Terceiro, a Teologia Prática busca estabelecer um diálogo vivo entre a Igreja e as culturas. Quarto, a meta dests diálogo é criticar as perguntas e as respostas oferecidas pela Igreja e pelas culturas a fim de formar a Mente de Cristo e transformar o mundo. Essa formação ou atualização da visão cristã do mundo não significa a conversão do mundo ao Cristianismo, como entendido tradicio- 66 James FARRIS. O que é Teologia Prática?
11 nalmente. Dentro da Igreja Cristã, a formação da visão cristã do mundo significa a interpretação e comunicação da verdade dos textos Cristãos no meio das realidades de culturas e como essas verdades podem ser expressas em ação. Isso significa comunicar as perguntas e as respostas oferecidas pela Igreja de modo que desafiem as perguntas e as respostas oferecidas pelas culturas. Esse processo será discutido em mais detalhe na seção seguinte. Em vez de tentar oferecer uma definição sintética da Teologia Prática, é mais útil descrever seus objetivos básicos. Um dos objetivos da Teologia Prática é guiar a vida da Igreja. Isto inclui o dese- [Edição original página 96/97] jo de reformar a eclesiologia, mas envolve muito mais que isto. Guiar a vida da Igreja significa uma avaliação crítica da vida e ação da I- greja, levando em consideração as Boas Novas do amor de Deus em Jesus Cristo, o Evangelho, e o uso das artes e ciências humanas. Um segundo objetivo da Teologia Prática é oferecer uma visão integrada das disciplinas práticas de ministério. Isso envolve reforçar as várias especialidades de ministério (a missão, o aconselhamento, a educação, a liturgia e assim sucessivamente) dentro de uma visão unificada da vida e ação da Igreja. Um terceiro objetivo é construir teologias em relação ao contexto social. Isso poderia ser visto como o desenvolvimento de teologias locais. Aprender como relacionar a teologia aos contextos sociais diversos de modo que reconheçam as necessidades e realidades específicas e proponham ações pertinentes e específicas. Um quarto objetivo é contribuir à análise social e à conversação pública crítica. Esse objetivo trata de analisar e responder às realidades sociais em um contexto público e para propósitos públicos. A Teologia Prática busca contribuir ao bem comum e fazer isto por meio de diálogos com cientistas sociais, líderes políticos e outras tradições religiosas a fim de lidar com os problemas sociais atuais. Um quinto objetivo é contribuir com a sabedoria prática para a tarefa teológica. Isso significa entender a teologia como uma disciplina integrada, na qual todas as partes contribuem à vida do todo. Por e- xemplo, a experiência e ação humana informam e revisam a teologia sistemática e a teologia sistemática informa e revisa a ação humana. Finalmente, um sexto objetivo é contribuir para a transformação social. Uma motivação fundamental da Teologia Prática é a libertação ou transformação do mundo. Por causa desse motivo, a Teologia Prática e a Teologia da libertação são difíceis de separar. As duas analisam criticamente a ação com o objetivo de transformar a I- greja e o mundo. As diferenças entre as duas disciplinas são, na maior parte, metodológicas. Para concluir, é importante destacar que nem todos os teólogos práticos dão ênfase igual a cada um desses objetivos. A Teologia Prática é diversa. Porém, estes temas ou objetivos identificam as [Edição original página 97/98] preocupações centrais dentro dessa diversidade. Como já citado, no meio dessa diversidade de objetivos, há três idéias que unem a Teologia Prática: 1) A reflexão teológica deveria focalizar a experiência e ação concretas: 2) A reflexão teológica deveria ajudar a entender a experiência e guiar a ação, e 3) Revista Caminhando, v.6, n. 1 [8], p.56-68, 2010 [2ª ed. on-line 2010; 1ª ed. 2001] 67
12 Os modelos teológicos deveriam ser influenciados pela experiência e ação concretas. Como esses objetivos e idéias são atualizados no mundo real será o tópico da próxima seção. Conclusões A Teologia Prática oferece a possibilidade de criar pontes entre diferentes perspectivas dentro da Igreja e entre a Igreja e a cultura. Entretanto, a Teologia Prática oferece mais que um espaço para o diálogo entre perspectivas diferentes. Seu propósito original era formar a Mente de Cristo. Por essa razão, a Teologia Prática oferece mais que uma zona neutra onde as opiniões diversas podem ser formuladas, podem ser expressas e podem ser criticadas. Esse diálogo crítico é fundamental, mas não é um fim em si mesmo. A meta da Teologia Prática é descrever, analisar, interpretar e propor ação com a meta de contribuir para a vinda do Reino de Deus, ou para a formação da Mente de Cristo. Embora esses dois conceitos tenham muitas interpretações que freqüentemente entram em conflito, eles continuam a ser valiosos porque indicam metas e crenças, ou metáforas, compartilhadas pela comunidade Cristã. São símbolos fundamentais que formam e expressam ideais e esperanças. Alguns teólogos práticos rejeitam esses conceitos por causa de seus conteúdos e implicações sexistas e cognitivos. Entretanto, a esperança e a sabedoria comuns que essas frases representam não são rejeitadas. A pergunta central é como atualizar a fé, a esperança, o amor, a justiça, o respeito, a comunidade e a integridade que existem atrás, dentro e além dessas imagens? A melhor maneira de fazer isso é a- través da reflexão da experiência vivida. O que significa o Reino de Deus e a Mente de Cristo no mundo de hoje? Quais formas tomam no século vinte e um? [Edição original página 98/99] Como foram pervertidos para servir e satisfazer às necessidades egocêntricas? Que ações melhor expressam suas intenções subjacentes? Como podem ser atualizados de modo que respeitem a diversidade, promovam a tolerância e sirvam à justiça? A Teologia Prática levanta essas, e outras perguntas, não só dentro do contexto e da linguagem da fé Cristã, mas também dentro de culturas. As metas e os métodos da Teologia Prática procuram responder essas e muitas outras perguntas mediante o diálogo crítico a serviço da sabedoria prática. A Teologia Prática não é nem superstição sistematicamente articulada, que é prática, nem Teologia Sistemática aplicada. É um campo distinto da teologia que contribui para a Teologia Cristã, para a vida da Igreja e para a transformação do mundo. 68 James FARRIS. O que é Teologia Prática?
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