MANUAL DE CERTIFICAÇÃO

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1 MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS, DE GESTÃO E CONTROLO DE PRODUTOS COM DIREITO A DENOMINAÇÃO DE ORIGEM RIBATEJO E INDICAÇÃO GEOGRÁFICA TEJO Edição: 3 Data: Pag: / 34 MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS, DE GESTÃO E CONTROLO DE PRODUTOS COM DIREITO A DENOMINAÇÃO DE ORIGEM RIBATEJO E INDICAÇÃO GEOGRÁFICA TEJO MANUAL DE CERTIFICAÇÃO

2 MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS, DE GESTÃO E CONTROLO DE PRODUTOS COM DIREITO A DENOMINAÇÃO DE ORIGEM RIBATEJO E INDICAÇÃO GEOGRÁFICA TEJO Edição: 3 Data: Pag: / 34 CAPÍTULO I REVISÕES DO MANUAL Capítulo Secção Pag I REVISÃO DO MANUAL 3

3 MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS, DE GESTÃO E CONTROLO DE PRODUTOS COM DIREITO A DENOMINAÇÃO DE ORIGEM RIBATEJO E INDICAÇÃO GEOGRÁFICA TEJO Edição: 3 Data: Pag: / 34 Preparado por Aprovado por Gestor da Qualidade: João Silvestre Presidente da Direcção: José Gaspar 1. REGISTO DE ALTERAÇÕES DO MANUAL DE CERTIFICAÇÃO Edição Data Alterações que geraram a nova edição CAP. SEC. PAG ALTERAÇÃO Edição inicial Todos Todas Todas Alterado em todo o documento o nome da IG Ribatejano para TEJO Alterado em todo o documento a referência à CVRR para CVRT II 3 5 Retirada a lista dos documentos de referência e feita referência que estes se encontram no MD03 III Alteração da lista de documentos necessários à inscrição de parcelas de vinha IV 2 13 Alteração do procedimento de recolha de amostras nas instalações dos AE para entrega das amostras na CVRT pelos AE. IV Feita referência que o controlo de rendimentos e feito pelo Sivv. V 1 15 Alteração da capacidade das vasilhas de 2500 para 5000 litros V Alteração do procedimento de recolha de amostras nas instalações dos AE para entrega das amostras na CVRT pelos AE. V Inclusão da possibilidade de subcontratação de um outro laboratório de Análise Físico-química. Alteração da composição do Anexo A para os certificados de acreditação dos Laboratórios subcontratados sendo feita referência que os Manuais de qualidade dos respectivos Laboratórios se encontram para consulta na CVRT. Incluída referência que o protocolo mínimo de ensaios a realizar para cada produto é o disposto no Despacho 22522/2006 de 7 de Novembro. VII Alteração dos prazos de apreciação de rotulagem para 16h normal e 8horas urgente VIII 1 26/27 Alteração do modo de identificação alfanumérica dos selos de garantia de origem X Alterado o modo de envio dos certificados para envio por correio electrónico V Inclusão da metodologia de colheita de amostras V Inclusão da prática aleatória de amostras nos AE para comparação com as entregues para certificação V Inclusão da obrigatoriedade de realização de análise físico-quimica ao destilado utilizado na elaboração dos VLQPRD.

4 MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS, DE GESTÃO E CONTROLO DE PRODUTOS COM DIREITO A DENOMINAÇÃO DE ORIGEM RIBATEJO E INDICAÇÃO GEOGRÁFICA TEJO Edição: 3 Data: Pag: / 34 CAPITULO 2: GESTÃO DO MANUAL DE CERTIFICAÇÃO Capítulo Secção Pag II GESTÃO DO MANUAL DE CERTIFICÇÃO 5 1 Objectivo e Campo de Actuação 5 2 Responsabilidades e Organização 5 3 Referências 5 4 Termos e Definições 6

5 MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS, DE GESTÃO E CONTROLO DE PRODUTOS COM DIREITO A DENOMINAÇÃO DE ORIGEM RIBATEJO E INDICAÇÃO GEOGRÁFICA TEJO Edição: 3 Data: Pag: / OBJECTIVO E CAMPO DE ACTUAÇÃO Com o presente manual pretende-se compilar as principais regras necessárias para a certificação e controlo das denominações de origem "RIBATEJO", (VQPRD, VEQPRD e VLQPRD, Vinagre de Vinho RIBATEJO, "Aguardente Vínica RIBATEJO" e dos vinhos de indicação geográfica Vinho Regional Tejo. Todos os custos referidos inerentes aos pontos seguintes constarão da tabela anual a aprovar pelo conselho Geral da CVRT em conjunto com o Plano de Actividades e Orçamento Previsional. 2 RESPONSBILIDADES E ORGANIZAÇÃO A execução das acções de controlo e certificação dos produtos vitivinícolas com direito a Denominação de Origem Ribatejo ou Indicação Geográfica Vinho Regional Tejo é da responsabilidade da Estrutura de Controlo e Certificação (ECC) da CVRT. A Estrutura de Controlo e Certificação tem uma autonomia funcional e orgânica relativamente aos outros serviços da CVRT e total autonomia quanto à elaboração dos planos anuais de controlo, definição das equipas de trabalho que irão executar as acções de controlo previstas e adopção das decisões relativas à concessão, manutenção, extensão, suspensão e anulação da certificação dos produtos. O organigrama funcional da ECCC é o seguinte: Estrutura de Controlo e Certificação João Silvestre (Coordenador) TÉCNICOS OPERACIONAIS Ana Martinez João Preto Marco Marques Câmara de Provadores Laboratório de Análises Fisico Químicas 3 REFERÊNCIAS O presente Manual de Certificação foi elaborado de acordo com as orientações referência constantes no Inventário de Documentos (MD03) relativo a legislação. descritas nos documentos de

6 MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS, DE GESTÃO E CONTROLO DE PRODUTOS COM DIREITO A DENOMINAÇÃO DE ORIGEM RIBATEJO E INDICAÇÃO GEOGRÁFICA TEJO Edição: 3 Data: Pag: / TERMOS E DEFINIÇÕES A CVRT utiliza na documentação do seu sistema algumas abreviaturas que se definem a seguir. Abreviaturas AE BA CO CVRT DO DOC IVV, I.P. ECC SIvv VQPRD VEQPRD VLQPRD IG DRAP RCV IFAP DCP DA DAA IPAC INPI Abreviatura Descrição Agente Económico Boletim de Análise Certificado de Origem Comissão Vitivinícola Regional do Tejo Denominação de Origem Denominação de Origem Controlada Instituto da Vinha e do Vinho, I.P. Estrutura de Controlo e Certificação Sistema de Informação da Vinha e do Vinho Vinho de Qualidade Produzido em Região Determinada Vinho Espumante de Qualidade Produzido em Região Determinada Vinho Licoroso de Qualidade Produzido em Região Determinada Indicação Geográfica Direcção Regional de Agricultura e Pescas Registo Central Vitícola Instituto Financeiro da Agricultura e Pescas Declaração de Colheita e Produção Documento de Acompanhamento Documento Administrativo de Acompanhamento Instituto Português de Acreditação Instituto Nacional da Propriedade Industrial

7 MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS, DE GESTÃO E CONTROLO DE PRODUTOS COM DIREITO A DENOMINAÇÃO DE ORIGEM RIBATEJO E INDICAÇÃO GEOGRÁFICA TEJO Edição: 3 Data: Pag: / 34 CAPITULO III - INSCRIÇÃO Capítulo Secção Pag III INSCRIÇÃO 8 1 Inscrição do Agente Económico 8 2 Inscrição das Parcelas de Vinha / Cadastro 8 3 Inscrição das Instalações 8 4 Documentação a Apresentar 9

8 MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS, DE GESTÃO E CONTROLO DE PRODUTOS COM DIREITO A DENOMINAÇÃO DE ORIGEM RIBATEJO E INDICAÇÃO GEOGRÁFICA TEJO Edição: 3 Data: Pag: / INSCRIÇÃO DO AGENTE ECONÓMICO Todas as pessoas singulares ou colectivas que se dediquem à produção e comercialização de produtos vitivinícolas controlados e certificados pela Comissão Vitivinícola Regional do Tejo (CVRT), excluindo a distribuição e a venda a retalho de produtos engarrafados, estão sujeitos a inscrição na CVRT, a qual deve estar em conformidade com a inscrição prévia no Instituto da Vinha e do Vinho, como operadores do sector vitivinícola. Para tal, os interessados devem dirigir-se à CVRT, com a documentação necessária, a fim de ser aberto o respectivo processo de inscrição. A ECC da CVRT recepciona o pedido, verifica a conformidade do mesmo com a documentação evidenciada, solicita esclarecimentos adicionais, caso se justifique e regista e arquiva a inscrição. 2. INSCRIÇÃO DAS PARCELAS DE VINHA / CADASTRO Todos os vitivinicultores e produtores que pretendam usufruir da Denominação de Origem "Ribatejo" ou Indicação Geográfica Vinho Regional "Tejo" têm que inscrever as suas vinhas na CVRT. A ECC da CVRT recepciona o pedido, verifica a conformidade do mesmo com a documentação evidenciada, e solicita esclarecimentos adicionais, caso se justifique. As parcelas de vinha inscritas para a produção de uvas com direito à D.O. Ribatejo são objecto de uma vistoria por parte da ECC da CVRT, nomeadamente para confirmação das exigências estipuladas no Regulamento da produção e comércio da Região Vitivinícola do Ribatejo, sendo emitido de seguida o respectivo relatório de vistoria onde devem constar as áreas aprovadas e reprovadas bem como os motivos das reprovações. È enviada ao AE, através de ofício, informação da decisão sobre as vistorias efectuadas. 3. INSCRIÇÃO DAS INSTALAÇÕES As instalações de produção, destilação, armazenagem e pré-embalagem, têm de estar inscritas na CVRT de acordo com o Regulamento da produção e comércio da Região Vitivinícola do Ribatejo e cumprir a legislação aplicável ao exercício da actividade industrial. Qualquer alteração aos elementos, constantes do registo de inscrição, deve ser comunicada à CVRT. A ECC da CVRT recepciona o pedido, verifica a conformidade do mesmo com a documentação evidenciada, e solicita esclarecimentos adicionais, caso se justifique. As instalações inscritas são objecto de vistoria por parte da ECC da CVRT, é emitido o respectivo relatório de vistoria sendo o AE informado da decisão de aprovação ou reprovação das instalações.

9 MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS, DE GESTÃO E CONTROLO DE PRODUTOS COM DIREITO A DENOMINAÇÃO DE ORIGEM RIBATEJO E INDICAÇÃO GEOGRÁFICA TEJO Edição: 3 Data: Pag: / DOCUMENTAÇÃO A APRESENTAR INSCRIÇÃO DO AGENTE ECONÓMICO - Modelo MD27 Devidamente preenchido - Cópia do cartão de identificação fiscal - Fotocópia da certidão da Conservatória do Registo Comercial com todas as inscrições em vigor relativas à Sociedade ou cópia actualizada do pacto social (no caso de pessoa colectiva) - Cópia do documento comprovativo da inscrição no IVV 4.2 INSCRIÇÃO DAS PARCELAS DE VINHA - Modelo MD28 Caso se trate de parcelas candidatas a DO Ribatejo - Modelo MD29 Caso se trate de parcelas candidatas a IG Vinho Regional Tejo - Ficha de Exploração (SIVV); - Ficha de Património Vitícola (SIVV) 4.3. INSCRIÇÃO DAS INSTALAÇÕES - Modelo MD30 Devidamente preenchido -Planta das instalações, mencionando a escala respectiva, com identificação das áreas de produção, armazenagem e pré-embalagem do vasilhame fixo, sua localização, numeração e respectivas capacidades, bem como a planta de um corte da instalação que permita a apreciação do seu pé direito e do espaço existente entre a parte superior dos depósitos e a cobertura. -Memória descritiva e justificativa relativa à instalação: -Tipo de construção, pavimento, paredes e cobertura; -Capacidade total de armazenamento e pré-embalagem; -Aparelhos, máquinas e demais equipamento, com a respectiva especificação; -Sistema de abastecimento de energia eléctrica e água potável; -Tipo de iluminação; -Rede de esgotos; -Outras referências que se entendam necessárias. - Fotocópia do documento comprovativo da inscrição na alfândega, (caso se aplique)

10 MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS, DE GESTÃO E CONTROLO DE PRODUTOS COM DIREITO A DENOMINAÇÃO DE ORIGEM RIBATEJO E INDICAÇÃO GEOGRÁFICA TEJO Edição: 3 Data: Pag: / 34 CAPITULO IV - DECLARAÇÃO DE COLHEITA E PRODUÇÃO / CIRCULAÇÃO DE PRODUTOS ENTRE AGENTES ECONÓMICOS Capítulo Secção Pag IV DECLARAÇÃO DE COLHEITA E PRODUÇÃO / CIRCULAÇÃO DE PRODUTOS ENTRE AE 1 Declaração de Colheita e Produção Controlo de Rendimento de produtos com direito a DO 11 2 Circulação de Produtos a Granel entre AE 11

11 MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS, DE GESTÃO E CONTROLO DE PRODUTOS COM DIREITO A DENOMINAÇÃO DE ORIGEM RIBATEJO E INDICAÇÃO GEOGRÁFICA TEJO Edição: 3 Data: Pag: / DECLARAÇÃO DE COLHEITA E PRODUÇÃO A Declaração de Colheita e Produção, vulgarmente denominada por DCP, é uma declaração anual obrigatória, da produção de uvas, mosto e vinho obtidos, de forma a permitir aos vitivinicultores e produtores comercializar a sua produção. Os vitivinicultores e produtores que produzam uva, mosto ou vinho, devem apresentar a DCP entre 1 de Outubro e 15 de Novembro, de cada campanha vitivinícola, excepto nos casos em que o IVV comunique datas diferentes. Os vitivinicultores que não efectuem a entrega da DCP, no prazo fixado, ficam sujeitos a penalizações: - Impossibilidade de comercialização de produtos vínicos com denominação de origem ou indicação geográfica; - Redução e/ou perda de ajudas nacionais e/ou comunitárias; - Risco de exclusão do seguro colectivo de colheitas; - Procedimento contra-ordenacional, nos termos do Decreto-Lei nº 213/2004, de 23 de Agosto. São isentos de apresentar a DCP, os produtores de uva que: - Produzam exclusivamente uva para consumo em espécie, para o fabrico de passas ou para sumo de uva; - Cuja exploração seja inferior a m2 de vinha e não comercializem qualquer parte da sua produção. A DCP pode ser entregue na sede das instalações da CVRT ou directamente no SIvv (Sistema de Informação da Vinha e do Vinho) O mosto, vinho ou produtos vínicos declarados na DCP como aptos à Denominação de Origem Ribatejo ou Indicação Geográfica Vinho Regional Tejo estão sujeitos ao pagamento de uma fracção do valor da taxa de certificação, definido anualmente pelo Conselho Geral da CVRT CONTROLO DE RENDIMENTO DE VINHOS COM DIREITO A DO De acordo com o Regulamento da produção e comércio da Região Vitivinícola do Ribatejo, só serão consideradas para efeitos de certificação, as produções declaradas na DCP cujo rendimento das vinhas não exceda: 80 hl/hectare para VQPRD RIBATEJO Tinto 90 hl/hectare para VQPRD RIBATEJO Branco Esta verificação é efectuada automaticamente pelo Sivv aquando da entrega da DCP. 2. CIRCULAÇÃO DE PRODUTOS A GRANEL ENTRE AGENTES ECONÓMICOS De acordo com o Regulamento da produção e comércio da Região Vitivinícola do Ribatejo, os produtos vínicos com direito à denominação de origem "RIBATEJO" e à indicação Geográfica Tejo apenas podem ser comercializados a granel, quando o seu destinatário é um armazenista inscrito na CVRT.

12 MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS, DE GESTÃO E CONTROLO DE PRODUTOS COM DIREITO A DENOMINAÇÃO DE ORIGEM RIBATEJO E INDICAÇÃO GEOGRÁFICA TEJO Edição: 3 Data: Pag: / 34 A comercialização a granel para fora da região, de produtos vínicos aptos à DO Ribatejo e à IG Vinho Regional Tejo, só é autorizada após uma apreciação favorável prévia ao processo de certificação do respectivo lote. Para tal, o AE deve solicitar à CVRT tal apreciação através do preenchimento do MD31 Se se tratar de um vinho com IG Tejo e o MD32 se se tratar de um vinho com DO Ribatejo. Um pedido de apreciação prévia ao granel, gera um processo de apreciação, pelo que a sua recepção implica a atribuição de um código pela CVRT, bem como o desencadear dos seguintes procedimentos: 1. Análise documental do pedido e cruzamento com os registos em conta corrente 2. Entrega nas instalações da CVRT de uma amostra do lote composta por sete garrafas de 0,75l, identificadas por etiqueta própria na qual deve constar obrigatoriamente, o número do processo de certificação, a data da entrega da amostra e uma rubrica do técnico da CVRT e do representante do agente económico que procedeu à entrega das amostras. De seguida o Técnico da CVRT é responsável por diferenciar a ou as amostras entregues colocando as etiquetas previamente codificadas no gargalo terminando o procedimento selando as mesmas com cápsula transparente da CVRT. 3. Das garrafas entregues, uma fica em poder do agente económico, e cinco ficam nas instalações da CVRT; 4. Posteriormente, e após uma dupla codificação, duas delas são enviadas para a Câmara de Provadores e duas para o laboratório de análises físico-químicas subcontratado pela CVRT, ficando as restantes nos arquivos da CVRT. 5. Após a realização dos ensaios físico-químicos e sensoriais, verificação da conformidade e tomada de decisão, o AE é informado da decisão de autorização de comercialização a granel, para fora da Região. Saliente-se que este procedimento não corresponde a uma certificação, tratando-se apenas de uma mera apreciação do lote a granel, para efeitos de concessão de autorização da sua circulação para fora da Região. A validação e a certificação dos produtos vínicos aptos à Denominação de Origem Ribatejo ou Indicação Geográfica Vinho Regional Tejo deve ser efectuada previamente pela CVRT, após a verificação administrativa dos requisitos. A validação e a certificação destes produtos, são evidenciadas no respectivo documento de acompanhamento (DA) sem o qual não é possível efectuar o transporte. A circulação e comercialização de produtos vínicos a granel, só pode efectuar-se quando acompanhada do respectivo DA ou DAA, desde a saída das instalações.

13 MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS, DE GESTÃO E CONTROLO DE PRODUTOS COM DIREITO A DENOMINAÇÃO DE ORIGEM RIBATEJO E INDICAÇÃO GEOGRÁFICA TEJO Edição: 3 Data: Pag: / 34 CAPITULO V - CERTIFICAÇÃO V 1 CERTIFICAÇÃO Pedido de Certificação Prévia ao Engarrafamento de lote de produto vínico Realização de Ensaios Físico- Químicos e Sensoriais Comunicação 16

14 MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS, DE GESTÃO E CONTROLO DE PRODUTOS COM DIREITO A DENOMINAÇÃO DE ORIGEM RIBATEJO E INDICAÇÃO GEOGRÁFICA TEJO Edição: 3 Data: Pag: / CERTIFICAÇÃO A certificação dos produtos com direito à Denominação de Origem Ribatejo e à Indicação Geográfica Vinho Regional Tejo é efectuada previamente ao engarrafamento: -Por vasilha de armazenamento, -Por lote, quando a capacidade das vasilhas seja igual ou inferior a 5000 litros sendo neste caso é obrigatória a execução física do lote a aprovar, antes das operações de engarrafamento ou embalamento. Simultaneamente à certificação pode ser solicitada a atribuição de designativos tradicionais e a identificação de uma, duas ou três castas de videira na rotulagem. A certificação dos produtos com direito à Denominação de Origem Ribatejo e à Indicação Geográfica Vinho Regional Tejo implica o cumprimento dos seguintes requisitos: - Lote aprovado analiticamente (ensaios físico-químicos e sensoriais); - Rotulagem aprovada; - Verificação da compatibilidade dos elementos relativos ao potencial de produção; - Verificação da compatibilidade do pedido de certificação com as declarações de produção e de existências bem como dos registos (contas correntes) do agente económico. A certificação é concedida sempre que todos os requisitos estejam em conformidade com os requisitos do produto, e é evidenciada através do "Documento de Certificação". 1.1 PEDIDO DE CERTIFICAÇÃO PREVIA AO ENGARRAFAMENTO DE LOTE DE PRODUTO VÍNICO. Os pedidos de certificação prévia ao engarrafamento, são efectuados através do preenchimento do MD31 Se se tratar de um vinho com IG Tejo e o MD32 se se tratar de um vinho com DO Ribatejo. e enviados para a Estrutura de Controlo e Certificação da CVRT devidamente preenchidos, e indicando sempre: - O número da cuba onde o lote está contido; - A quantidade do lote de produto vínico contido na cuba; - O ano de colheita; - A categoria a que o produto vínico se candidata; - A rotulagem a utilizar, com indicação do nº do processo de rotulagem; - Indicação caso pretenda a certificação com requisitos específicos, isto é, mencionando a sub-região, as castas, os tipos de vinificação ou designativos de qualidade, de entre outros.

15 MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS, DE GESTÃO E CONTROLO DE PRODUTOS COM DIREITO A DENOMINAÇÃO DE ORIGEM RIBATEJO E INDICAÇÃO GEOGRÁFICA TEJO Edição: 3 Data: Pag: / 34 Na sequência da recepção de um de pedido de certificação, é gerado o correspondente processo de certificação, com a atribuição pela CVRT de um número ao processo, bem como o desencadear dos seguintes procedimentos: 1. Análise documental do pedido e cruzamento com os registos em conta corrente 2. Entrega nas instalações da CVRT de uma amostra do lote composta por sete garrafas de 0,75l, identificadas por etiqueta própria na qual deve constar obrigatoriamente, o número do processo de certificação, a data da entrega da amostra e uma rubrica do técnico da CVRT e do representante do agente económico que procedeu à entrega das amostras. A amostra tem que corresponder ao lote de produto vínico que se pretende engarrafar, o qual deve estar devidamente acabado e estabilizado. De igual forma, o lote do produto vínico total a certificar, deve ser homogéneo e corresponder às características da amostra. Se o produto se encontrar a granel a amostra de sete garrafas de 0,75l deverá ser colhida directamente do Depósito ou cuba, devendo ser sempre primeiro retirado cerca de um volume de vinho correspondente a 0,5l que é eliminado para que desta forma não seja considerado o produto que eventualmente possa estar retido na provadeira do depósito. No caso do produto se encontrar pré-embalado as sete garrafas que constituem a amostra deverão ser retiradas de modo aleatório em vários níveis da pilha devendo sempre evitar-se o inicio e o final da pilha. De seguida o Técnico da CVRT é responsável por diferenciar a ou as amostras entregues colocando as etiquetas previamente codificadas no gargalo terminando o procedimento selando as mesmas com cápsula transparente da CVRT. 3. Das garrafas entregues, uma fica em poder do agente económico, e cinco ficam nas instalações da CVRT; 4. Posteriormente, e após uma dupla codificação, duas delas são enviadas para a Câmara de Provadores e duas para o laboratório de análises físico-químicas subcontratado pela CVRT, ficando as restantes nos arquivos da CVRT. 5. Sempre que o entender, de uma forma aleatória e no mínimo uma vez por mês, a CVRT deslocar-se-á às instalações dos AE para recolha de uma amostra composta por cinco garrafas que será comparada em termos de ensaios físico-quimicos e sensoriais com a amostra do mesmo lote entregue pelo respectivo AE para certificação. O procedimento utilizado para recolha das amostras será o descrito no nº REALIZAÇÃO DE ENSAIOS FISICO-QUÍMICOS E SENSORIAIS Os ensaios físico-químicos constantes do protocolo de análise físico-química estipulado no anexo A do Despacho nº /2006, são realizados num dos Laboratório acreditados pelo IPAC, subcontratados pela CVRT para esse serviço e detentores do Certificado de Acreditação N. L e Nº L0226, cujas cópias acompanhadas do respectivo anexo técnico constituem o anexo A deste Manual. Os Manuais da Qualidade dos laboratórios subcontratados encontram-se disponíveis para consulta na CVR. O protocolo analítico mínimo (bateria de ensaios físico-químicos e sensoriais) para cada produto vínico a certificar, é o

16 MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS, DE GESTÃO E CONTROLO DE PRODUTOS COM DIREITO A DENOMINAÇÃO DE ORIGEM RIBATEJO E INDICAÇÃO GEOGRÁFICA TEJO Edição: 3 Data: Pag: / 34 constante no despacho 22522/2006 de 7 de Novembro de No caso de se tratar da certificação de um Vinho Licoroso, e conforme o disposto no respectivo despacho, será também necessária a realização em todos os lotes de destilado vínico a utilizar na elaboração de vinhos licorosos, para além das análises previstas para a aguardente, as relações isotópicas de deutério/hidrogénio (D/H)1, (D/H)u, 13C/12C e 14C/12C; Os resultados da análise físico-química, devem estar de acordo com a legislação em vigor e com as especificações da CVRT. Os ensaios sensoriais a praticar para controlo e certificação dos produtos vitivinícolas com direito a DO ou IG, são efectuados pela Câmara de Provadores da CVRT cuja constituição e funcionamento respeita o disposto no respectivo Regulamento interno, que constitui o Anexo B deste Manual. O resultado da análise sensorial é positivo ou negativo, conforme decisão emitida por este órgão, e registada em acta. Os AE podem interpor recurso dos resultados da análise sensorial, no prazo de 10 dias úteis, a contar da data de recebimento da notificação, nos termos do previsto no Regulamento interno da Câmara de Provadores COMUNICAÇÃO Após a execução dos ensaios físico-químicos e sensoriais referentes às amostras entregues, é efectuada a análise de verificação da conformidade de todos os elementos, de forma a permitir a tomada de decisão. Verificada ainda a conformidade dos volumes constantes do pedido de certificação, é efectuado o seu registo no sistema informático da CVRT, em conta corrente específica, e emitido o respectivo relatório de certificação. A CVRT procede à comunicação ao agente económico, da decisão da certificação do lote de vinho, no prazo de dez dias úteis, desde que todos os elementos necessários à certificação tenham sido entregues na CVRT.

17 MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS, DE GESTÃO E CONTROLO DE PRODUTOS COM DIREITO A DENOMINAÇÃO DE ORIGEM RIBATEJO E INDICAÇÃO GEOGRÁFICA TEJO Edição: 3 Data: Pag: / 34 CAPÍTULO VI CONTAS CORRENTES Capítulo Secção Pag VI CONTAS CORRENTES 18

18 MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS, DE GESTÃO E CONTROLO DE PRODUTOS COM DIREITO A DENOMINAÇÃO DE ORIGEM RIBATEJO E INDICAÇÃO GEOGRÁFICA TEJO Edição: 3 Data: Pag: / CONTAS CORRENTES Os Agentes Económicos têm a obrigatoriedade regulamentar (Despacho Normativo nº42/2000) de manter registos dos movimentos de entradas e saídas dos produtos vitivinícolas em armazém, designados por contas correntes. As contas correntes devem ser estabelecidas em função do tipo de produto, Denominação de Origem, Indicação Geográfica, Espécie, Ano de Colheita, Designativo de Qualidade e casta designando-se assim, por conta corrente específica. As contas correntes devem ser estabelecidas em livros próprios pré-numerados, fornecidos pelo IVV ou em aplicação informática devidamente autorizada pela CVRT e pelo IVV. Devem ser registados nas contas correntes, para cada entrada e saída, a data da operação, a quantidade real de entrada ou saída e uma referência ao documento que acompanhe ou tenha acompanhado o transporte em questão. Os registos das entradas e saídas devem ser encerrados a 31 de Julho de cada ano (balanço anual). Nessa data deverá ser feito o inventário de existências. As existências verificadas devem ser inscritas como entradas a 1 de Agosto de cada ano. Devem ser sempre indicadas nos registos as seguintes operações: - A desclassificação de um VQPRD ou de um Vinho Regional - O Aumento do Título Alcoométrico - A acidificação - A desacifidicação - A edulcoração - O lote -O engarrafamento - A destilação - A elaboração de vinhos espumantes, de vinhos frisantes e de vinhos frisantes gasificado - O tratamento por carvões de uso enológico - O tratamento com ferrocianeto de potássio Para cada uma destas operações devem ser sempre mencionados nos registos - A operação efectuada e a sua data - A natureza e as quantidades de produto utilizados - A quantidade de produto obtida por essa operação - A quantidade de produto utilizada para aumentar o título alcoométrico, a acidificação, a desacidificação No que diz respeito à elaboração dos vinhos espumantes, os registos de vinhos de base devem mencionar, para cada um dos vinhos de base preparados: - A data de preparação, - A data de engarrafamento, para os vinhos espumantes de qualidade e os vinhos espumantes de qualidade produzidos em regiões determinadas (VEQPRD), - O volume do vinho de base, bem como a indicação de cada um dos seus componentes, o seu volume e os seus

19 MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS, DE GESTÃO E CONTROLO DE PRODUTOS COM DIREITO A DENOMINAÇÃO DE ORIGEM RIBATEJO E INDICAÇÃO GEOGRÁFICA TEJO Edição: 3 Data: Pag: / 34 títulos alcoométricos adquiridos e em potência, - O volume do licor de tiragem utilizado, - O volume do licor de expedição, - O numero de garrafas obtidas, especificando, se for caso disso, o tipo de vinho espumante expresso por um termo relativo ao seu teor em açúcar residual, desde que essa designação seja mencionada no rótulo. Os detentores dos registos ficam obrigados a manter registos ou contas especiais de entradas ou de saídas para os seguintes produtos que detenham, seja a que título for, inclusive para efeitos de utilização nas suas próprias instalações: - Mosto de uvas concentrado, - Mosto de uvas concentrado rectificado, - Produtos utilizados para a acidificação, - Produtos utilizados para a desacidificarão, - Álcoois e aguardentes de vinho. As contas correntes devem estar sempre actualizadas e concordantes com as existências reais e devem estar disponíveis para consulta por parte da CVR sempre que esta as solicite, caso contrário o AE incorre em infracção disciplinar prevista no Artigo 11º do Regulamento Disciplinar da CVRT.

20 MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS, DE GESTÃO E CONTROLO DE PRODUTOS COM DIREITO A DENOMINAÇÃO DE ORIGEM RIBATEJO E INDICAÇÃO GEOGRÁFICA TEJO Edição: 3 Data: Pag: / 34 CAPÍTULO VII- ROTULAGEM Capítulo Secção Pag VII 1 ROTULAGEM Pedido de Aprovação Apreciação 21

21 MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS, DE GESTÃO E CONTROLO DE PRODUTOS COM DIREITO A DENOMINAÇÃO DE ORIGEM RIBATEJO E INDICAÇÃO GEOGRÁFICA TEJO Edição: 3 Data: Pag: / ROTULAGEM Os Agentes Económicos não podem utilizar rotulagem em produtos certificados sem a sua prévia aprovação da CVRT, sob pena de aplicação das correspondentes sanções disciplinares. A aprovação é efectuada pela ECC da CVRT em concordância com o Regulamento Interno de Rotulagem que constitui o anexo C do presente manual e demais legislação em vigor à data da apresentação PEDIDO DE APROVAÇÃO Os pedidos de aprovação de rotulagem devem ser enviados para a ECC da CVRT, via suporte electrónico em formato PDF ou em papel, devendo incluir os seguintes documentos: - Maqueta da rotulagem, entendendo-se por rotulagem o conjunto das designações e de outras menções, sinais, ilustrações ou marcas que caracterizem o produto e que constem do mesmo recipiente, incluindo o dispositivo de fecho e as etiquetas presas ao recipiente (rótulo, contra-rótulo, pendentes, gargantilha, etc.) Os elementos remetidos devem corresponder exactamente aos que o AE pretende utilizar nomeadamente no que diz respeito a cores, tamanho (real) e indicações; - Título ou pedido de registo de marca no INPI (sempre que se trate de uma nova marca), em formato PDF (ou em suporte de papel); - Outros documentos que sejam solicitados para casos particulares (ex.: referência a quinta, menção de outros operadores económicos, ETC) em formato PDF (ou em suporte de papel) 1.2. APRECIAÇÃO A apreciação da rotulagem é efectuada pelos serviços da ECC da CVRT, por ordem de entrada dos pedidos, tendo por objectivo avaliar a sua conformidade com o Regulamento Interno de Rotulagem e demais legislação nacional e comunitária em vigor. Na sequência da apreciação, é elaborado o correspondente relatório MD40, devidamente fundamentado, onde são descritas as incorrecções, caso existam, e indicadas as correcções a efectuar, com a decisão de Conforme ou Não Conforme. Este relatório é disponibilizado, em regra no prazo de 16 horas úteis após recepção do pedido. Podem ser efectuados pedidos de apreciação de rotulagem com carácter de urgência implicando um custo acrescido, cujo montante é fixado anualmente, na Tabela de Preços em anexo que constitui o Anexo D do presente Manual. Estes pedidos, cujo número global não deve exceder o limite diário máximo fixado pela CVRT, e que é de 3, são de igual forma, analisados por ordem de entrada na CVRT, no prazo de 8 horas úteis após a sua recepção.

22 MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS, DE GESTÃO E CONTROLO DE PRODUTOS COM DIREITO A DENOMINAÇÃO DE ORIGEM RIBATEJO E INDICAÇÃO GEOGRÁFICA TEJO Edição: 3 Data: Pag: / 34 Qualquer alteração à rotulagem já apreciada e objecto do correspondente relatório com a decisão de Conforme está sujeita a um novo pedido de aprovação, que segue a tramitação já enunciada (ex.: alteração do teor alcoólico, ano de colheita, etc.) A CVRT pode, sempre que o entenda necessário, proceder ao controlo dos rótulos e contra-rótulos existentes nas instalações dos agentes económicos A comunicação da apreciação da rotulagem é enviada aos agentes económicos sendo indicados os aspectos não conformes, em caso de não aprovação. A rotulagem que foi objecto de decisão de aprovação passa a constar do processo de cada Agente Económico, que é numerado, pelo que a sua identificação é efectuada através do número de processo.

23 MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS, DE GESTÃO E CONTROLO DE PRODUTOS COM DIREITO A DENOMINAÇÃO DE ORIGEM RIBATEJO E INDICAÇÃO GEOGRÁFICA TEJO Edição: 3 Data: Pag: / 34 CAPÍTULO VIII- SELOS DE GARANTIA Capítulo Secção Pag VIII 1 SELOS DE GARANTIA Requisição De Selos de Garantia Decisão Disposições Gerais 26

24 MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS, DE GESTÃO E CONTROLO DE PRODUTOS COM DIREITO A DENOMINAÇÃO DE ORIGEM RIBATEJO E INDICAÇÃO GEOGRÁFICA TEJO Edição: 3 Data: Pag: / SELOS DE GARANTIA A CVRT tem como marca de conformidade o selo de garantia. É com a aposição do selo de garantia, fornecido pela CVRT, que é evidenciada publicamente a certificação dos produtos vitivinícolas com direito à Denominação de Origem ou da Indicação Geográfica, pré-embalados e o pagamento das respectivas taxas. Os selos de garantia são identificados através de um sistema alfanumérico sequencial e individualizado, o que permite garantir que cada exemplar é único sendo assegurada ainda pela CVRT, a sua autenticidade e controlo de utilização. A CVRT disponibiliza os selos de garantia em bobine (autocolantes). A pedido do operador económico, os selos de garantia integrados nas peças de rotulagem dos AE apenas podem ser produzidos em gráficas autorizadas pela CVRT (Listagem em anexo que constitui o Anexo E do presente Manual). Para esse efeito, o interessado deve enviar para a ECC da CVRT, o Modelo MD33 Devidamente preenchido. As peças de rotulagem dos AE com selo impresso são obrigatoriamente entregues pelas gráficas na CVRT, sob pena da aplicação da sanção disciplinar prevista no art.º11º do Regulamento disciplinar da CVRT ao AE. A atribuição das séries e respectivas numerações é condicionada pelo tipo de selo usado. Selo de garantia inserido nas peças de rotulagem do AE Regional A numeração destas séries é sequencial. Cada série é acompanhada de um registo das autorizações atribuída aos diferentes lotes de vinho, tipo, ano, marca comercial e gráfica autorizada. (de 0,5 a 1 Lt.) Séries compostas por duas letras sendo a 1ª R (RA; RB; RC etc.) Estas séries são numeradas sequencialmente desde o número ao (Inferior a 0,5 Lt.) Série composta por três letras sendo acrescentado á respectiva série a letra P no final. Estas séries são numeradas sequencialmente desde o número ao (superior a 1 Lt.) Série composta por três letras sendo acrescentado á respectiva série a letra G no final. Estas séries são numeradas sequencialmente desde o número ao DOC - A numeração destas séries é sequencial. Cada série é acompanhada de um registo das autorizações atribuída aos diferentes lotes de vinho, tipo, marca comercial e gráfica autorizada. (de 0,5 a 1 Lt.) Série composta por duas letras sendo a 1ª A (AA; AB; AC etc..) Estas séries são numeradas sequencialmente desde o numero ao (Inferior a 0,5 Lts.) Série composta por três letras sendo acrescentado á respectiva série a letra P no final. Estas séries são numeradas sequencialmente desde o número ao (superior a 1 Lt.) Série composta por três letras sendo acrescentado á respectiva série a letra G no final. Estas séries são numeradas sequencialmente desde o número ao

25 MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS, DE GESTÃO E CONTROLO DE PRODUTOS COM DIREITO A DENOMINAÇÃO DE ORIGEM RIBATEJO E INDICAÇÃO GEOGRÁFICA TEJO Edição: 3 Data: Pag: / 34 Selo de Garantia Avulso: Regional e DOC A numeração destas séries é sequencial. O controlo de saída de selos é feito por intermédio das requisições de levantamento de selos onde se encontra registado o lote de vinho, tipo, ano, marca comercial e Processo de Certificação. (de 0,5 a 1 Lt.) Série composta por três letras ATJ; BTJ; CTJ etc..) Estas séries são numeradas sequencialmente desde o numero ao (Inferior a 0,5 Lts) Série composta por quatro letras (ATJP; BTJP; CTJP etc..) Estas séries são numeradas sequencialmente desde o numero ao (superior a 1 Lt.) Série composta por quatro letras (ATJG; BTJG; CTJG etc..) Estas séries são numeradas sequencialmente desde o numero ao REQUISIÇÃO DE SELOS DE GARANTIA Os selos de garantia são requeridos através do preenchimento da Requisição de Selos MD34 devendo identificar a DO ou IG, a espécie, tipo, designativo, ano de colheita, marca comercial, nº de processo de certificação, capacidade do recipiente a selar, bem como a quantidade de selos pretendidos. Podem ser requisitados selos de garantia para a totalidade ou parte do lote do produto vínico certificado. Após a recepção da requisição a ECC da CVRT procede à contagem física dos selos de garantia e ao registo da sua série e numeração na respectiva requisição. Casa requisição de selos dá obrigatoriamente lugar à emissão de uma factura por parte da ECC da CVRT que inclui sempre o código e descrição dos selos levantados, a sua série e numeração e a identificação do lote para qual os selos foram requisitados (tipo de vinho, marca comercial, ano de colheita). Com a emissão da factura é sempre feito, no sistema informático da CVRT, o movimento dos volumes correspondentes aos selos levantados para cada processo de certificação. 1.2 DECISÃO Os selos de garantia são disponibilizados ao AE, até à totalidade do lote do produto vínico que foi objecto de certificação, apenas quando se verificam, cumulativamente, as seguintes condições: - O produto está analiticamente conforme; - Conta corrente de produto certificado com saldo e conforme com as especificações constantes na rotulagem. Com a entrega dos selos, a CVRT procede à cobrança do restante valor da Taxa de Certificação e da Taxa de Promoção. A certificação de lote do produto vínico é válida pelo período de um ano, a contar da data de conclusão do Processo de Certificação, para efeitos de levantamento e aposição dos respectivos selos de garantia. Ultrapassado aquele prazo, sem que o engarrafamento tenha sido efectuado, o lote é desclassificado e o operador económico deve devolver os selos não utilizados à CVRT preenchendo para tal uma devolução de selos MD35 Os selos de garantia não deverão, seja a que título for, continuar em poder dos interessados sempre que ao lote aprovado tenha sido dado destino diferente do engarrafamento, devendo ser devolvidos num prazo máximo de três

26 MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS, DE GESTÃO E CONTROLO DE PRODUTOS COM DIREITO A DENOMINAÇÃO DE ORIGEM RIBATEJO E INDICAÇÃO GEOGRÁFICA TEJO Edição: 3 Data: Pag: / 34 meses após o motivo que levou à não utilização dos selos, sem o que perderá o direito à devolução da respectiva taxa DISPOSIÇÕES GERAIS A entidade engarrafadora a quem estiverem confiados os selos de garantia deve manter em dia um registo de existências de selos. A CVRT pode, sempre que o entenda necessário, proceder ao controlo dos referidos registos existentes nas instalações dos agentes económicos, e, nos casos em que tiver por conveniente, proceder à recolha dos selos sobrantes ou substituí-los por novas séries. Enquanto não forem aplicados, os selos de garantia são, para todos os efeitos, propriedade da CVRT, pelo que Não podem sair dos armazéns das entidades, quaisquer produtos pré-embalados sem estarem devidamente rotulados e com os selos de garantia apostos nos respectivos recipientes. Contudo e no interior da região, exceptua-se a circulação entre preparadores dos vinhos espumantes ainda em preparação, e que apenas se pode realizar desde que o produto esteja contido em garrafas fechadas com um vedante provisório mas sem rótulo e sem selo de garantia. Para o efeito deverá ser solicitada autorização prévia à CVRT com dois dias úteis de antecedência em relação ao transporte, tendo em vista o seu controlo.

27 MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS, DE GESTÃO E CONTROLO DE PRODUTOS COM DIREITO A DENOMINAÇÃO DE ORIGEM RIBATEJO E INDICAÇÃO GEOGRÁFICA TEJO Edição: 3 Data: Pag: / 34 CAPÍTULO IX- DESCLASSIFICAÇÕES Capítulo Secção Pag IX DESCLASSIFICAÇÕES 28

28 MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS, DE GESTÃO E CONTROLO DE PRODUTOS COM DIREITO A DENOMINAÇÃO DE ORIGEM RIBATEJO E INDICAÇÃO GEOGRÁFICA TEJO Edição: 3 Data: Pag: / 34 1 DESCLASSIFICAÇÕES De acordo com o REG CE 1493/1999, do Conselho em cada campanha os produtores podem: 1 Não solicitar a classificação como VQPRD ou Vinho Regional dos produtos referidos na sua Declaração de Colheita e Produção como aptos a tal, devendo comunicar à Entidade Certificadora essa disposição. 2 Solicitar a Desclassificação do V.Q.P.R.D. para vinho Regional ou para Vinho de Mesa. 3 Solicitar a desclassificação de Vinho Regional para Vinho de Mesa. Para tal devem preencher o respectivo Pedido de Desclassificação MD36 A CVRT pode proceder à desclassificação de vinhos admitidos a certificação ou certificados sempre que, nas acções de controlo, sejam detectadas discrepâncias entre um produto recolhido no mercado pela CVRT e o seu respectivo processo de certificação, nomeadamente nos casos em que sejam detectadas práticas enológicas não permitidas legalmente ou que não sejam cumpridas as regras estabelecidas para os produtos vínicos com direito à Denominação de Origem Ribatejo ou à Indicação Geográfica Vinho Regional Tejo. O controlo do produto vínico após a sua desclassificação para vinho de mesa ou outras categorias é da responsabilidade do IVV. A desclassificação para vinho de mesa efectuada por iniciativa do agente económico de qualquer produto já certificado pela CVRT, dá lugar ao pagamento de 50% do valor da taxa de certificação em vigor para referido produto.

29 MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS, DE GESTÃO E CONTROLO DE PRODUTOS COM DIREITO A DENOMINAÇÃO DE ORIGEM RIBATEJO E INDICAÇÃO GEOGRÁFICA TEJO Edição: 3 Data: Pag: / 34 CAPÍTULO X CERTIFICADOS DE ORIGEM E CERTIFICADOS DE ANÁLISE Capítulo Secção Pag X 1 CERTIFICADOS DE ORIGEM E CERTIFICADOS DE ANÁNISE Pedido Apreciação Emissão 30

30 MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS, DE GESTÃO E CONTROLO DE PRODUTOS COM DIREITO A DENOMINAÇÃO DE ORIGEM RIBATEJO E INDICAÇÃO GEOGRÁFICA TEJO Edição: 3 Data: Pag: / CERTIFICADOS DE ORIGEM E ANÁLISE (EXPORTAÇÃO) Os Certificados de Origem e os Certificados de Análise são emitidos apenas para efeitos de exportação para mercados externos, servindo como documento aduaneiro para o desalfandegamento dos produtos nos mercados de destino. Os Certificados de Origem não constituem documentos formais de certificação. Esta é evidenciada pelo Relatório de Avaliação/Decisão e/ou com o selo de garantia de origem PEDIDO Sempre que se pretenda exportar para fora da comunidade europeia, produtos vínicos com direito à DO Ribatejo ou IG Vinho Regional Tejo, engarrafados ou embalados, o pedido de documentação necessária (certificado de origem acompanhado de certificado de análise e eventuais declarações complementares), deve ser enviado à CVRT, através de modelo MD APRECIAÇÃO Os documentos solicitados são emitidos com base no relatório de ensaio que deu origem à certificação do produto, desde que tenha sido emitido num prazo inferior a 1 ano. Quando forem ultrapassados os prazos supra referidos, ou sempre que considere conveniente, a CVRT procede ao controlo e colheita de amostras da encomenda identificada no pedido efectuado pelo AE, para emissão dos documentos solicitados EMISSÃO Os documentos são emitidos pela CVRT no prazo de 5 dias úteis, e enviados para o AE por correio electrónico em formato PDF. Quando solicitado poderão ser enviados pelo correio.

31 MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS, DE GESTÃO E CONTROLO DE PRODUTOS COM DIREITO A DENOMINAÇÃO DE ORIGEM RIBATEJO E INDICAÇÃO GEOGRÁFICA TEJO Edição: 3 Data: Pag: / 34 CAPITULO XI ACTIVIDADES INSPECTIVAS E DE CONTROLO XI ACTIVIDADES INSPECTIVAS E DE CONTROLO 32 1 Controlo 32 2 Descrição do controlo 32 3 Avaliação do controlo 32 4 Decisão 32

32 MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS, DE GESTÃO E CONTROLO DE PRODUTOS COM DIREITO A DENOMINAÇÃO DE ORIGEM RIBATEJO E INDICAÇÃO GEOGRÁFICA TEJO Edição: 3 Data: Pag: / CONTROLO De acordo com o Regulamento da produção e comércio da Região Vitivinícola do Ribatejo, a CVRT tem competências para a realização de acções de controlo. Assiste-lhe ainda o direito de proceder à selagem de produtos e acesso a toda a documentação que permita verificar a obediência ao estipulado no referido regulamento relativamente aos produtos vitivinícolas da região por si certificados. As acções de controlo podem ser realizadas: - Nas instalações dos Agentes Económicos, nomeadamente, realizar vistorias às vinhas inscritas bem como proceder à colheita de amostras nas instalações de vinificação, destilação, armazenamento e pré-embalagem, dos produtos sob a sua tutela e confrontar as existências físicas apuradas com as constantes nos registos. - Nos pontos de distribuição e venda a retalho de produtos certificados pela CVRT, onde se procede à recolha de amostras para posterior confrontação com os elementos constantes do processo de certificação do respectivo lote (análise físico-química e sensorial, rotulagem utilizada, selo de garantia, etc.) - Controlos de natureza administrativa, incidentes sobre as Declarações de Colheita e Produção, declarações de Existências e Registos. 2 - DESCRIÇÃO DO CONTROLO A CVRT planeia a realização de acções de controlo de acordo com os objectivos definidos anualmente, os quais podem ser ajustados sempre que se entenda necessário tendo por base pedidos de certificação, denúncias e outras situações de risco. O controlo é realizado por técnicos da ECC da CVRT que elaboram um auto da respectiva acção de controlo. 3 - AVALIAÇÃO DO CONTROLO Concluída a acção procede-se ao enquadramento legal dos factos apurados elaborando-se um relatório final que contém uma proposta de decisão. 4 - DECISÃO Sob a proposta apresentada é tomada uma decisão devidamente fundamentada e que é comunicada ao sujeito objecto do controlo. Sempre que sejam detectados factos que se enquadrem numa infracção disciplinar, de acordo com o Regulamento Disciplinar dos Operadores Económicos Inscritos na CVRT, é instaurado o respectivo processo disciplinar.

33 MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS, DE GESTÃO E CONTROLO DE PRODUTOS COM DIREITO A DENOMINAÇÃO DE ORIGEM RIBATEJO E INDICAÇÃO GEOGRÁFICA TEJO Edição: 3 Data: Pag: / 34 CAPITULO XII: RECLAMAÇÕES E RECURSOS XII RECLAMAÇÕES E RECURSOS 34 1 Reclamações apresentadas à CVRT Apresentação da Reclamação Apreciação e Comunicação Recurso 34 2 Reclamações apresentadas aos AE 34

34 MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS, DE GESTÃO E CONTROLO DE PRODUTOS COM DIREITO A DENOMINAÇÃO DE ORIGEM RIBATEJO E INDICAÇÃO GEOGRÁFICA TEJO Edição: 3 Data: Pag: / 34 1-RECLAMAÇÕES APRESENTADAS À CVRT 1.1- APRESENTAÇÃO DA RECLAMAÇÃO As reclamações no âmbito da certificação devem ser apresentadas por escrito nos serviços da CVRT. A reclamação é registada, devendo ser fornecida a identificação do reclamante para efeitos de resposta. 1.2 APRECIAÇÃO E COMUNICAÇÃO Em face da reclamação apresentada é desencadeado um processo de tratamento da reclamação que consiste num diagnóstico de causas e na implementação de acções correctivas, sempre que necessário. Ao reclamante é comunicado a conclusão devidamente fundamentada. 1.3.RECURSO Das decisões parciais no âmbito da certificação, é passível o recurso para a estrutura de Certificação da CVRT, excepto os recursos dos resultados das análises físico-químicas e sensoriais que têm um regime próprio 2 - RECLAMAÇÕES APRESENTADAS AOS AE Os operadores económicos sempre que recebam reclamações dos seus produtos certificados pela CVRT deverão proceder ao respectivo registo e tratamento bem como disponibiliza-las à CVRT.

35 MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS, DE GESTÃO E CONTROLO DE PRODUTOS COM DIREITO A DENOMINAÇÃO DE ORIGEM RIBATEJO E INDICAÇÃO GEOGRÁFICA TEJO Edição: 3 Data: ANEXO A CÓPIAS DOS CERTIFICADOS DE ACREDITAÇÃO DOS LABORATÓRIOS DE ANÁLISES FISICO-QUÍMICAS SUBCONTRATADOS

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37 INSTITUTO PORTUGUÊS DE ACREDITAÇÃO Informação geral Acreditação L0347 Referencial NP EN ISO/IEC 17025:2005 Entidade Sigla Agroeno, Prestação de Serviços à Agricultura, Lda. AGROENO Data de Concessão Certificado em vigor Anexo técnico em vigor Contacto Locais abrangidos Endereço Distrito Enga. Guida Tralhão Rua de Alpiarça, nº Almeirim Santarém Telefone Fax Âmbito de acreditação - Local: Almeirim Produto Ensaio Método Categoria [ Alimentos e produtos alimentares ] Vinho Acidez total (Titrimetria) Reg. CEE nº 2676/90 Anexo 13 0 Vinho Vinho Açúcares Redutores Oxiredução+ iodometria Açúcares totais Oxiredução+ iodometria NP 2223: NP 2224: Vinho Densidade relativa a 20ºC (Areometria) Reg.CEE nº 2676/90 Anexo 1 0 Vinho Suspensão desde Extracto não redutor Cálculo Reg.CEE nº 2676/90 Anexo 4 0

38 Vinho Suspensão desde Extracto seco total Cálculo Reg.CEE nº 2676/90 Anexo 4 0 Vinho Massa volúmica a 20ºC Areometria Reg.CEE nº 2676/90 Anexo 1 0 Vinho Pesquisa dos Diglucósidos das Antocianidinas Fluorescência no UV NP 2276: Vinho ph Potenciometria Reg.CEE nº 2676/90 Anexo 24 0 Título Alcoométrico Reg.CEE nº Vinho Volúmico Adquirido 2676/90 0 Areometria Anexo 3 Notas Local Notas Almeirim Categorias 0 - ensaios realizados nas instalações permanentes do laboratório 1 - ensaios realizados fora das instalações do laboratório ou em laboratórios móveis 2 - ensaios realizados nas instalações permanentes do laboratório e fora destas

39 MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS, DE GESTÃO E CONTROLO DE PRODUTOS COM DIREITO A DENOMINAÇÃO DE ORIGEM RIBATEJO E INDICAÇÃO GEOGRÁFICA TEJO Edição: 2 Data: ANEXO B REGULAMENTO DA CÂMARA DE PROVADORES

40 REGULAMENTO DA CÂMARA DE PROVADORES Edição: 2 Data: Pag: 1 / 10 Todos os produtos vitivinícolas com direito a Denominação de Origem Ribatejo e Indicação geográfica Tejo, estão sujeitos a uma análise sensorial. Para tal, a Comissão Vitivinícola Regional do Tejo dispõe de uma Câmara de Provadores, cuja constituição e termos de funcionamento obedece ao disposto no presente Regulamento. CAPÍTULO I COMPETÊNCIAS ARTIGO 1º A Câmara de Provadores é um órgão colegial dependente da Estrutura de Certificação da C.V.R.T. e tem as seguintes funções: a) Realizar a análise sensorial dos vinhos e produtos vínicos com vista à atribuição da Denominação de Origem Ribatejo e da Indicação Geográfica Tejo ; b) Realizar outras acções de análise sensorial que sejam determinadas pela C.V.R.T. CAPÍTULO II INSTALAÇÕES, MEIOS TÉCNICOS E INSTRUMENTOS DE ANÁLISE SENSORIAL ARTIGO 2º O laboratório de análise sensorial utilizado pela Câmara de Provadores da CVRT é composto: a) sala de ensaio que permite o trabalho individual e de grupo b) sala de preparação das amostras c) sala de lavagem de material para além destas salas existem ainda as áreas de apoio d) gabinete administrativo e) vestiário / instalações sanitárias f) local de relaxe ou descompressão Além destas áreas a CVRT dispõe ainda de um local para o armazenamento dos duplicados, separado da sala de ensaios ou de preparação das amostras.

41 REGULAMENTO DA CÂMARA DE PROVADORES Edição: 2 Data: Pag: 2 / 10 TERRAÇO COZINHA SALA DE ARRUMOS SALA DE PREPARAÇÃ O - AMOSTRAS SALA DE PROVAS W C W C WC SALA DE CONVIVIO GABINETE ADMINISTRATIVO Fig. 1 Laboratório de Análise Sensorial Sala de Prova/Ensaios Localização A sala de prova de ensaio situa-se junto à sala de preparação da amostra, para facilitar a distribuição e deslocação da amostra. As salas apesar de contíguas, têm acessos independentes para que os provadores não passem pela sala de preparação de amostra e as amostra não passem pela sala de prova. Temperatura A temperatura do local de ensaio é constante e controlável. Em geral a temperatura ronda os 20 ± 2ºC. Ruído A ausência de ruído é fundamental para a concentração dos provadores. A sala de prova da Câmara de provadores da CVRT está bem localizada, estando isenta de ruídos externos. Odores O local de ensaio é bem ventilado e livre de odores. Dispõe de ar condicionado equipado com filtros de carvão activado e o chão é de material não poroso. Cor das Instalações As paredes da sala de prova são de cor neutra - branca. Iluminação geral A iluminação geral do local de ensaio é uniforme, sem sombras e controlável. Grande parte da iluminação é natural.

42 REGULAMENTO DA CÂMARA DE PROVADORES Edição: 2 Data: Pag: 3 / 10 Cabinas de prova para ensaios individuais Nas sessões de prova é necessário que os provadores estejam em cabinas de ensaio individuais de modo a serem limitadas as distracções e de modo a evitar que comuniquem entre si. Existem na sala 9 separadores amovíveis, que são colocados nas mesas de trabalho, para individualizar a prova. Os separadores estão identificados com um número (1 a 9), são laváveis e de cor neutra branco. Copo O copo usado nas provas da Câmara de Provadores da CVRT é o copo oficial do OIV. O copo é formado por uma haste ou base que repousa sobre um pé que suporta a taça (em forma de ovo alongado), a abertura deste copo é mais estreita que a parte convexa, para concentrar aromas. Fabricado em vidro transparente, dito cristalino, tem bordo regular, liso e arredondado, paredes finas e lisas. A capacidade do copo varia entre os 210 mililitros e os 225 mililitros. Sala de Preparação de Amostras A sala de preparação das amostras é contígua ao local de ensaio. Esta zona é bem ventilada. A sala é composta por: a) Bancadas de trabalho b) Equipamento para preparação e apresentação das amostras (copos saca-rolhas, decanter, cuspideiras) c) Armário de temperaturas, d) Armários / prateleiras Preparação da Amostra A amostra de vinho para análises sensorial começa a ser preparada no dia anterior à referida prova. As garrafas são colocadas no armário de temperatura, cerca de 24 horas antes. A temperatura a que são servidos os vinhos depende do tipo de vinho em prova: - Vinhos doces entre 8ºC e 10ºC - Vinhos Espumantes - entre 8ºC e 10ºC - Vinhos brancos e rosados - entre 10ºC e 12ºC - Vinhos Tintos - entre 16ºC e 18ºC A quantidade de amostra fornecida a cada provador varia entre os 15 e 20 ml.

43 REGULAMENTO DA CÂMARA DE PROVADORES Edição: 2 Data: Pag: 4 / 10 Sala de lavagem de material A sala de lavagens de material é composta por um lava-loiças, uma máquina de lavar-loiça e um frigorífico de apoio. A limpeza dos copos é efectuada logo após a realização da prova, na máquina de lavar loiça, com água quente e com detergente neutro de odores. CAPÍTULO III ORGANIZAÇÃO DA SESSÃO DE PROVA ARTIGO 3º Sempre que tal se justifique e ouvido o Chefe de Câmara, a Câmara de Provadores reúne, sob convocatória da estrutura de certificação da C.V.R.T. ARTIGO 4º Em cada sessão da Câmara de Provadores são convocados cinco membros, devendo a mesma funcionar com a presença mínima de cinco elementos, incluindo o Chefe de Câmara em exercício. As sessões de prova decorrem sempre com a presença do Chefe de Câmara ou Adjunto; em caso de ausência destes, previamente comunicada à C.V.R.T., assume essas funções, um membro votado de entre os presentes na sessão ARTIGO 5º As amostras dos vinhos em apreciação são submetidas à prova em regime de absoluto anonimato garantido com uma dupla codificação das amostras efectuada previamente pela estrutura de certificação da CVRT., sendo as embalagens abertas, na sala de preparação de amostras, pelos técnicos da Estrutura de Controlo e Certificação da CVRT, imediatamente antes da prova. ARTIGO 6º O número de amostras em prova em cada sessão não pode exceder as 25 amostras, sendo as provas efectuadas em séries de no máximo de 10 amostras. ARTIGO 7º A ordem dos vinhos à prova é definida em cada sessão pelo chefe de Câmara em articulação com a Estrutura de Controlo e Certificação da CVRT tendo por base os seguintes princípios.

44 REGULAMENTO DA CÂMARA DE PROVADORES Edição: 2 Data: Pag: 5 / 10 VINHOS BRANCOS Dos de mais idade para os de menos idade ESPUMANTES BRANCOS - Dos de mais idade para os de menos idade VINHOS ROSADOS - Dos de mais idade para os de menos idade ESPUMANTES ROSADOS - Dos de mais idade para os de menos idade VINHOS TINTOS Dos de menos idade para os de mais idade ESPUMANTES TINTOS - de menos idade para os de mais idade VINHOS LICOROSOS Dos de menos idade para os de mais idade AGUARDENTES E VINAGRES Para a apreciação destes produtos será sempre realizada uma sessão específica. ARTIGO 8º No inicio de cada sessão de provas é entregue a cada provador, uma tabela indicando o código, o ano de colheita e a categoria a que se destina cada uma das amostras. ARTIGO 9º As amostras a provar em cada série são servidas nos copos pelos Técnicos da ECC da CVRT sem a presença dos provadores na sala de prova, sendo que estes só têm acesso às amostras já servidas com a indicação do número da amostra na base do copo. Cada provador preenche uma ficha de prova para cada amostra que é entregue aos técnicos da ECC da CVRT no final de cada série. ARTIGO 10º Caso seja entendido por algum dos provadores a reapreciação de uma segunda garrafa do mesmo vinho, esta, será sugerida ao Chefe de Câmara ou a quem o represente, podendo este decidir por esta via. ARTIGO 11º As apreciações efectuadas por prova cega e isolada, deverão ter na devida conta o respeito pela individualidade dos provadores na apreciação dos produtos, sendo vedada a troca de impressões entre si, sobre os produtos em apreciação, antes de todos terem completado o preenchimento das respectivas fichas de prova e as terem entregues, isto é, até ao final da sessão.

45 REGULAMENTO DA CÂMARA DE PROVADORES Edição: 2 Data: Pag: 6 / 10 No final de cada sessão de provas, será elaborado pelos técnicos da ECC da CVRT uma acta, a assinar por todos os participantes, onde são assinalados os vinhos apreciados e os resultados obtidos, devendo os vinhos ser identificados pelos respectivos códigos. CAPÍTULO III FICHA DE ANÁLISE SENSORIAL, ENSAIOS OBRIGATÓRIOS E PONTUAÇÕES ARTIGO 12º A Ficha de Análise Sensorial (MD38) utilizada nas sessões de prova e que constitui o anexo A deste Regulamento, teve por base a ficha oficial da OIV tendo sido adaptada especificamente para o efeito. Os ensaios efectuados por cada provador são os seguintes: VISÃO (Limpidez e Côr) AROMA (Intensidade, Genuinidade e Qualidade) GOSTO (Intensidade, Genuinidade, Qualidade e Persistência) APRECIAÇÃO GLOBAL ARTIGO 13º A escala de pontuação final utilizada tem como limite mínimo 40 pontos e máximo de 100 pontos. Cada provador preenche uma ficha de análise sensorial para cada amostra em prova, preenchendo sempre os seguintes campos: Nome do provador, Código da amostra, Categoria a que se destina, Ano de colheita Pontuações parciais para cada um dos parâmetros analisados Pontuação final atribuída à amostra O provador deve sempre colocar a data e assinar a ficha de análise sensorial.

46 REGULAMENTO DA CÂMARA DE PROVADORES Edição: 2 Data: Pag: 7 / 10 CAPÍTULO V TOMADA DE DECISÃO ARTIGO 14º Após a recepção das fichas de análise sensorial de todos os provadores os técnicos da ECC da CVRT elaboram uma tabela com as pontuações de cada provador, sendo calculada, para cada amostra a média aritmética das pontuações dos provadores presentes,. ARTIGO 15º Considera-se aprovada para engarrafamento uma amostra que obtenha, cumulativamente, uma maioria de aprovações e uma média aritmética igual ou superior à prevista na tabela que se segue: 55 pontos para o Vinho com indicação Geográfica Tejo ; 60 pontos para o Vinho com indicação Geográfica Tejo com características organolépticas destacadas (Superior, Escolha, Colheita Seleccionada, Reserva, Velho e Garrafeira); 60 pontos para os vinhos e produtos vínicos com a Denominação de Origem Ribatejo 65 pontos para os vinhos e produtos vínicos com a Denominação de Origem Ribatejo com características organolépticas destacadas (Superior, Escolha, Colheita Seleccionada, Reserva, Velho e Garrafeira). CAPÍTULO VI COMPOSIÇÃO E QUALIFICAÇÃO DO PAINEL DE PROVADORES ARTIGO 16º A Câmara de Provadores da CVRR é composta por um número fixo de oito membros, a designar pela C.V.R.T. ARTIGO 17º Os membros que constituem a Câmara de Provadores são nomeados por um período de um ano, sendo a sua recondução tacitamente aceite se nenhuma das partes o denunciar, sendo responsáveis por manter o seu Curriculum actualizado na C.V.R.T., nomeadamente no que respeita à sua relação profissional directa ou indirecta com os operadores do sector.

47 REGULAMENTO DA CÂMARA DE PROVADORES Edição: 2 Data: Pag: 8 / 10 ARTIGO 19º Para efeitos de exclusão dos candidatos, são considerados os seguintes critérios: 1. Assiduidade - Anualmente os provadores têm o dever de comparecer a um mínimo de sessões para o qual foram convocados nominalmente, admitindo-se como número máximo duas faltas, sem justificação. 2. Desempenho - o desempenho de cada provador é avaliado de acordo com os resultados estatísticos acumulados ao longo do ano, segundo o modelo de avaliação de desempenho que constitui o anexo B deste regulamento. ARTIGO 20º Os prémios de presença a auferir pelos provadores serão suportados e actualizados anualmente, em montante acordado entre a Direcção da C.V.R.T. e a Câmara de Provadores e aprovado pelo Conselho Geral. ARTIGO 21º A Câmara de Provadores reúne em plenário no mínimo duas vezes por ano, sendo a primeira, obrigatoriamente no mês de Janeiro, por convocatória do Chefe de Câmara em funções. A ordem de trabalhos, deve prever a discussão da proposta do Chefe de Câmara para o ano civil em curso bem como os critérios a aprovar para aplicação do artigo 6º deste regulamento. Da sessão plenária será elaborada uma acta, devidamente assinada pelos presentes. ARTIGO 22º São atribuições do Chefe de Câmara e Adjunto: Assegurar a ligação entre a Câmara de Provadores e a estrutura de certificação da CVRT. Dirigir as sessões da Câmara de Provadores. Tomar decisões que tenham a ver com o bom funcionamento da Câmara, em articulação com os serviços da C.V.R.T. Promover a formação contínua dos provadores que integram a Câmara de Provadores, com vista a melhorar o rigor dos processos de certificação dos Vinhos DOC e Regionais analisados.

48 REGULAMENTO DA CÂMARA DE PROVADORES Edição: 2 Data: Pag: 9 / 10 ARTIGO 23º O prémio de presenças a auferir pelo Chefe de Câmara ou na sua ausência pelo Adjunto ou Substituto, nas sessões em que participe, será de 1,5 vezes o prémio atribuído por provador. CAPÍTULO III RECURSO ARTIGO 24º Caso o agente económico não concorde com a decisão da Câmara de provadores poderá, no prazo de 10 dias úteis a contar da data da recepção do resultado, solicitar uma nova apreciação da amostra que será introduzida numa próxima sessão de Câmara procedendo-se em conformidade com o disposto no artigo11º. Para o efeito deverá o agente económico entregar na CVRT o duplicado da amostra em seu poder e se assim o entender estar presente na sessão de Câmara de Provadores sem no entanto ter acção directa na mesma Edição Data Alterações que geraram a nova edição CAP. ART. PAG ALTERAÇÃO Edição inicial Todos Todas Todas Alterado em todo o documento o nome da IG Ribatejano para TEJO Todos Todas Todas Alterado em todo o documento a referência à CVRR para CVRT III 4 4 Alteração para do número de provadores contactados e do número mínimo de provadores para o funcionamento da Câmara V 14 7 Eliminação da retirada das pontuações extremas VI 16 8 Alteração DA composição da Câmara para um número fixo de 8 provadores VI 18 8 Eliminação dos nºs 1 a 7 deste artigo VI 19 9 Alteração para 2 do número de faltas não justificadas admitidas

49 REGULAMENTO DA CÂMARA DE PROVADORES Edição: 2 Data: Pag: 10 / 10

50 REGULAMENTO DA CÂMARA DE PROVADORES Edição: 2 Data: ANEXO A FICHA DE ANÁLISE SENSORIAL

51 FICHA DE ANÁLISE SENSORIAL MD38 PROVADOR: OBS. QUALIDADE para APROVAÇÃO Amostra N.º Colheita Excelente Muito Bom Bom Suficiente Insuficiente VISÃO LIMPIDEZ COR INTENSIDADE Ribatejo DOC (60) Ribatejo DOC c/ Designativo Especial (65) Vinho Regional Tejo (55) AROMA GENUINIDADE QUALIDADE INTENSIDADE Vinho Regional Tejo c/ Designativo Especial (60) Designativos Especiais : Superior, Escolha, Colheita seleccionada, Reserva, Velho e Garrafeira GENUINIDADE GOSTO QUALIDADE PERSISTÊNCIA APRECIAÇÃO GLOBAL DATA : PROVADOR (100) (86) (72) (56) (40) TOTAL = CVRT Comissão Vitivinícola Regional do Tejo R. de S. Pedro Apartado 393 S. Pedro Santarém Telefone Fax [email protected]

52 REGULAMENTO DA CÂMARA DE PROVADORES Edição: 2 Data: ANEXO B AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOS PROVADORES

53 AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOS PROVADORES CVRT

54 AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOS PROVADORES Indice de Reprodutibilidade Indice de Estratégia Defensiva Curva ROC

55 AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOS PROVADORES INDICE DE REPRODUTIBILIDADE Para determinar o Índice de Reprodutibilidade (RI), a mesma amostra terá que ser provada pelos provadores duas vezes na mesma sessão, em condições de reprodutibilidade. A forma mais simples de expressar a reprodutibilidade é através do valor absoluto da diferença entre as duas amostras. A expressão traduz claramente o raciocínio: R = C 1 -C 2 em que: R: é a reprodutibilidade do provador C 1 : é a classificação dada pelo provador na amostra padrão C 2 : é a classificação dada pelo provador na réplica

56 AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOS PROVADORES A reprodutibilidade do provador pode ser expressa pelo valor médio de R para as amostras provadas. Com base nesta grandeza será possível calcular o Índice de Reprodutibilidade (RI) que é dado pela expressão: RI = 1 - se Ř E RI = 0 se Ř E Em que E= RI: Índice de Reprodutibilidade Ř: valor médio de R E: valor esperado de R, admitindo que as classificações C 1 e C 2 provêm de uma distribuição uniforme discreta com L níveis, em que L= 60.

57 AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOS PROVADORES Os valores mais próximo de zero, ou mesmo zero, indicam que o provador tem um desempenho mau relativamente às notas atribuídas (à amostra padrão e à sua réplica). Valores mais perto de 1, ou mesmo 1, indicam que o provador reproduz os seus julgamentos de forma muito semelhante ou mesmo exactamente igual entre a amostra padrão e a réplica.

58 AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOS PROVADORES INDICE DE ESTRATÉGIA DEFENSIVA O provador que utilize uma Estratégia Defensiva atribui a mesma classificação a todas as amostras, independentemente da sua qualidade. O Índice de Estratégia Defensiva (DI) é calculado através da seguinte formula: DI = 1 - se 2. DI = 0 se 2. em que: DI: Índice de Estratégia Defensiva do provador σ 1 : Desvio Padrão referente ao painel de provadores σ 2 : Desvio Padrão referente ao provador

59 AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOS PROVADORES Para valores próximos de 1, significa que o provador utiliza a escala do mesmo modo que o painel de provadores. Quando este índice se aproxima do valor mínimo, ou seja zero, significa que o provador não utiliza a escala da mesma forma que os restantes provadores.

60 AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOS PROVADORES ANÁLISE ROC A análise ROC possibilita a obtenção de indicadores da sensibilidade do provador, independentes do critério usado. A variável considerada é a Decisão da Câmara (variável que exprime o resultado final dos julgamentos dos provadores). Note-se que o resultado final da Câmara é determinado pela média das decisões individuais dos provadores. Considera-se um vinho BOM, o vinho que é aprovado pela Câmara e considera-se um vinho MAU, o vinho que não é aprovado. Para calcular os parâmetros para a construção das curvas ROC, utilizam-se as seguintes fórmulas: P fp = n.º de vinhos MAUS aprovados pelo provador n.º total de vinhos MAUS Em que: P fp proporção de vinhos MAUS considerados BONS P tp proporção de vinhos BONS considerados BONS e P tp = n.º de vinhos BONS aprovados pelo provador n.º total de vinhos BONS

61 AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOS PROVADORES A avaliação deste gráfico é feita através da área dada pela curva ROC. Valores acima de 0,5 podem significar que os provadores se encontram a discriminar bem a qualidade dos vinhos. São considerados bons valores, os valores acima de 0,8, e podemos afirmar com segurança que os provadores que apresentam áreas superiores a 0,8 são provadores que não provam ao acaso e que possuem uma elevada sensibilidade à qualidade dos vinhos.

62 AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOS PROVADORES AVALIAÇÃO FINAL Na avaliação final do provador recorremos aos 3 parâmetros em termos médios e assim podemos concluir que: RI 0,55 DI 0,32 Área ROC 0,66 RI este valor médio significa que o provador nem sempre reproduz de forma exacta os seus julgamentos. DI o valor é muito baixo, o que significa que o provador não usa a escala da mesma forma que a Câmara de Provadores. Área ROC este valor está acima do valor médio 0,5 o que significa que o provador demonstra alguma sensibilidade à qualidade do vinho, mas está muito longe de ser considerado excelente.

63 AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOS PROVADORES AVALIAÇÃO FINAL Indice de Reprodutibilidade 40% Indice de Estratégia Defensiva 30% Análise ROC 30%

64 AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOS PROVADORES AVALIAÇÃO FINAL Na avaliação final do provador recorremos aos 5 parâmetros em termos médios e assim podemos concluir que: Assiduidade 0,92 Aval. Chefe Câmara 0,73 RI 0,55 DI 0,32 Área ROC 0,66 RI este valor médio significa que o provador nem sempre reproduz de forma exacta os seus julgamentos. DI o valor é muito baixo, o que significa que o provador não usa a escala da mesma forma que a Câmara de Provadores. Área ROC este valor está acima do valor médio 0,5 o que significa que o provador demonstra alguma sensibilidade à qualidade do vinho, mas está muito longe de ser considerado excelente.

65 AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOS PROVADORES AVALIAÇÃO FINAL Assiduidade 10% Avaliação do Chefe de Câmara e Formador 20% Indice de Reprodutibilidade 30% Indice de Estratégia Defensiva 20% Análise ROC 20% A*0,1 + ACF*0,2 + RI*0,3 + DI*0,2 + ROC*0,2 0,92*0,1 + 0,73*0,2 + 0,55*0,3 + 0,32*0,2 + 0,66*0,2 = 0,60

66 MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS, DE GESTÃO E CONTROLO DE PRODUTOS COM DIREITO A DENOMINAÇÃO DE ORIGEM RIBATEJO E INDICAÇÃO GEOGRÁFICA TEJO Edição: 3 Data: ANEXO C REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM

67 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT Edição: 2 Data: Pag: 1 / 46 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT

68 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT Edição: 2 Data: Pag: 2 / 46 CAPÍTULO I VINHOS COM DIREITO À DENOMINAÇÃO DE ORIGEM RIBATEJO PARTE I INDICAÇÕES OBRIGATÓRIAS (Regulamento (CE) nº1493/1999, de 17 de Maio, Anexo VII, ponto A) Estas indicações devem ser agrupadas no mesmo campo visual no recipiente e apresentadas em caracteres nítidos, legíveis, indeléveis e suficientemente grandes para sobressair bem do fundo no qual foram impressas e poderem distinguir-se nitidamente do conjunto das outras indicações escritas e desenhos (Reg. (CE) nº753/2002, de 29 de Abril, art. 3º, nº1). 1.DESIGNAÇÃO DO PRODUTO VINHO 2. RIBATEJO (Reg. (CE) nº1493/1999, de 17 de Maio, Anexo VI, ponto A, nº3, e Anexo VII, ponto A, nºs 1 e 2) a) Menção que deve figurar no rótulo com destaque, sendo os seus caracteres, os de maior tamanho ou, pelo menos, imediatamente inferiores desde que se tenha como evidente o seu destaque. b) Menção sempre feita em português (Reg. (CE) nº1493/1999, de 17 de Maio, Anexo VII, ponto D).

69 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT Edição: 2 Data: Pag: 3 / DENOMINAÇÃO DE ORIGEM CONTROLADA OU DOC (Reg. (CE) nº1493/1999, de 17 de Maio, Anexo VII, ponto A, nº2, al. c), Reg. (CE) nº753/2002, de 29 de Abril, art. 29º, nº 1, al. i) e Decreto-lei nº 212/2004, de 23 de Agosto, art. 8º, al. a)) a) Esta menção deverá constar imediatamente após a menção RIBATEJO e em caracteres de dimensão inferior aos daquela menção. b) Menção sempre feita em português (Reg. (CE) nº1493/1999, de 17 de Maio, Anexo VII, ponto D). 4. VOLUME NOMINAL (Reg. (CE) nº1493/99, de 17 de Maio, Anexo VII, ponto A, nº1) a) A indicação do volume nominal é efectuada em litros, centilitros ou mililitros e expressa em algarismos acompanhados da unidade de medida utilizada ou do símbolo desta unidade (Portaria nº924/2004, de 26 de Julho, Anexo I, nº1º, al. d)). b) O símbolo da unidade de medida deverá ser indicado em letras minúsculas, com excepção do símbolo utilizado para a unidade litro, cujo símbolo consta da letra minúscula l ou da maiúscula L ( Decreto-Lei nº238/94, de 19 de Setembro). c) Os algarismos deverão possuir uma altura mínima de (Portaria nº359/94, de 7 de Junho): - 6 mm, se o volume for superior a 1l; - 4 mm, se o volume for igual ou inferior 1l e superior a 200 ml; - 3 mm, se o volume for igual ou inferior a 200 ml e superior a 50 ml; - 2 mm, se for igual ou inferior a 50 ml. d) A comercialização de Vinho com direito à Denominação de Origem Ribatejo poderá ser efectuada em garrafa de vidro com o volume nominal igual ou inferior a 5 litros e em embalagens tipo bag-in-box com o volume nominal igual ou inferior a 20 litros.) Sem prejuízo do disposto na alínea anterior, os volumes nominais permitidos, tendo em vista a comercialização do Vinho com direito à Denominação de Origem Ribatejo pré-embalado, são os seguintes (em litros): Garrafa de vidro (0,10-0,25-0,375-0,50-0,75-1, ) (Portaria nº359/94, de 7 de Junho). Embalagem tipo bag-in-box ( ).

70 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT Edição: 2 Data: Pag: 4 / TÍTULO ALCOOMÉTRICO VOLÚMICO ADQUIRIDO (Reg. (CE) nº753/2002, de 29 de Abril, art. 3º, nº2) a) Indicação feita por unidade ou meia unidade de percentagem de volume, devendo o número correspondente ao título alcoométrico ser seguido do símbolo «% vol» e podendo ser precedido dos termos «título alcoométrico adquirido» ou «álcool adquirido» ou da abreviatura «alc». b) Sem prejuízo das tolerâncias previstas pelo método de análise de referência utilizado, o título alcoométrico indicado não pode ser nem superior nem inferior em mais de 0,5%vol ao título determinado pela análise. No caso de vinho com indicação do ano de colheita armazenado em garrafa durante mais de três anos, o título alcoométrico indicado não pode ser nem superior nem inferior em mais de 0,8%vol ao título determinado pela análise. c) Se o volume nominal for: - superior a 100 centilitros, o título alcoométrico deverá ser indicado em caracteres com uma altura mínima de 5 mm; - igual ou inferior a 100 centilitros e superior a 20 centilitros, o título alcoométrico deverá ser indicado em caracteres com uma altura mínima de 3 mm; - igual ou inferior a 20 centilitros, o título alcoométrico deverá ser indicado em caracteres com uma altura mínima de 2 mm. 6. NÚMERO DO LOTE (Directiva 89/396/CEE, de 14 de Junho) a) Entende-se por lote o conjunto de unidades de venda de um produto acondicionado em circunstâncias praticamente idênticas (Portaria nº924/2004, de 26 de Julho, nº3º, al. g)). b) O lote será determinado em cada caso pelo engarrafador. c) Esta indicação deverá ser precedida da letra L, devendo sempre figurar na rotulagem de modo a ser facilmente visível, claramente legível e indelével (Portaria nº924/2004, de 26 de Julho, Anexo I, nº1º, al. f)). d) Em excepção à regra geral, a indicação do número de lote pode figurar fora do campo visual de que constam as restantes indicações obrigatórias (Reg. (CE) nº753/2002, de 29 de Abril, art. 3º, nº1).

71 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT Edição: 2 Data: Pag: 5 / NOME OU FIRMA, MUNICÍPIO E ESTADO-MEMBRO, DO ENGARRAFADOR; MUNICÍPIO ONDE SE REALIZOU O ENGARRAFAMENTO QUANDO ESTE TEM LUGAR EM MUNICÍPIO DIFERENTE DO DO ENGARRAFADOR E NÃO SE SITUA EM MUNICÍPIO CIRCUNDANTE DAQUELE (Reg. (CE) nº1493/1999, de 17 de Maio, Anexo VII, ponto A, nº3 e Reg. (CE) nº753/2002, de 29 de Abril, art. 15º) a) Esta menção será acompanhada por indicações que se refiram à actividade do engarrafador, nomeadamente engarrafador ou engarrafado por, devendo, quando se trate do enchimento de outros recipientes que não garrafas, estas indicações ser substituídas respectivamente por acondicionador e acondicionado por. b) Caso se trate de um engarrafamento por encomenda, a indicação do engarrafador será completada pelos termos engarrafado para...por. Considera-se engarrafamento por encomenda quando este ocorre pelo recurso a uma prestação de serviço, sendo o produto pré-embalado vendido por quem encomendou o engarrafamento, não havendo transferência da titularidade do produto para o prestador do serviço. As situações de engarrafamento por encomenda estão sujeitas a autorização prévia da CVRT, sendo objecto de um controlo específico. c) Não é necessário o emprego de uma das indicações referidas nas alíneas anteriores sempre que se utilize uma das seguintes menções: Engarrafado na Casa, Engarrafado no Paço, Engarrafado no Palácio, Engarrafado no Solar, Engarrafado na Quinta, Engarrafado na origem, Engarrafado na cooperativa, Engarrafado na adega cooperativa, Engarrafado na propriedade, Engarrafado pelo vitivinicultor, Engarrafado pelo produtor, Engarrafado na região de produção (condições de utilização: Parte II, pontos 8 e 9, do presente Capítulo). d) Poderá ser utilizado um código para o nome ou denominação social do engarrafador, desde que figure no rótulo, por extenso, o nome, município ou parte do município correspondente à sede de uma entidade que, além do engarrafador, intervenha no circuito comercial do vinho nos termos do ponto 1, Parte II do presente capítulo. Esse código corresponde ao número de engarrafador

72 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT Edição: 2 Data: Pag: 6 / 46 atribuído pelo IVV, precedido pela indicação Eng. nº (Portaria nº924/2004, de 26 de Julho, Anexo I, al. b)). Caso a entidade referida no rótulo não se encontre inscrita na CVRT, o engarrafador, aquando do pedido de apreciação da rotulagem, deverá entregar junto da CVRT cópia do documento da inscrição dessa entidade no IVV, bem como cópia cartão de identificação fiscal, ou, quando não haja lugar a essa inscrição (ex: retalhistas), apenas cópia do cartão de identificação fiscal. e) Na indicação do município, serão utilizados caracteres cujas dimensões não excedam metade das dos caracteres que indicam RIBATEJO. f) Sempre que o município contenha a indicação, no todo ou em parte, do nome de uma região determinada, não tendo direito a tal designação, esta deve ser substituída pelo respectivo código postal (Portaria nº924/2004, de 26 de Julho, Anexo I, nº1º, al. c)). g) A indicação do Estado-membro deverá ser efectuada em caracteres do mesmo tipo e dimensão dos utilizados na identificação do engarrafador (nome ou firma, endereço), incluindo as expressões que a completam, podendo ser efectuada por extenso ( Portugal ), após a indicação do município ou pela abreviatura postal ( PT ). 8. MARCA (Decreto-Lei nº376/97, de 24 de Dezembro, art. 2º) a) No rótulo, deverá constar uma marca, nominativa ou figurativa, devidamente registada nos termos do Código da Propriedade Industrial. A marca deverá obedecer à legislação nacional vigente e ainda às regras previstas na regulamentação comunitária, nomeadamente ao ponto F, do Anexo VII do Reg. (CE) nº1493/99, de 17de Maio. b) As marcas não podem conter palavras, partes de palavras, sinais ou ilustrações, que sejam susceptíveis de, no espírito das pessoas a que se destinam, ser confundidas com a totalidade ou parte da designação de um vinho de mesa ou de um VQPRD (ponto F, Anexo VII do Reg. (CE) nº1493/99, de 17 de Maio). c) O uso de uma mesma marca para outros vinhos VQPRD ou de mesa não constitui impedimento à sua utilização em vinhos com direito à Denominação de Origem RIBATEJO, desde que não

73 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT Edição: 2 Data: Pag: 7 / 46 contenha palavras, sinais ou ilustrações susceptíveis de criar confusão no espírito do consumidor quanto ao produtor, ao engarrafador, à origem e às qualidades do vinho. d) As marcas não podem conter palavras, partes de palavras, sinais ou ilustrações, que sejam susceptíveis de dar origem a confusão ou de induzir em erro as pessoas a que se destinam, no que diz respeito à origem ou proveniência do produto. e) A marca deverá ser da titularidade (propriedade ou licença de exploração) do engarrafador ou de uma pessoa que participe na comercialização do produto, desde que essa pessoa se encontre devidamente identificada no rótulo. h) Para efeito de inscrição de uma marca na CVRT, deverá o engarrafador apresentar: - cópia do documento comprovativo do registo da marca junto do Organismo competente; - ou, sendo caso disso, cópia do pedido de registo da marca. Se a marca não for do engarrafador, deverá ainda ser apresentada: - declaração do titular da marca comprovativa de que concorda que a sua marca seja utilizada para identificar o vinho em questão, sendo certo que o engarrafador, mantém para todos os efeitos a responsabilidade pelo produto. 9. INGREDIENTES (Reg. (CE) nº753/2002, de 29 de Abril, art. 3º, nºs 1 e 3) a) Sempre que estejam presentes um ou vários ingredientes enumerados no Anexo IIIA da Directiva 2000/13/CE, estes devem ser mencionados na rotulagem, antecedidos do termo contém. b) No caso dos sulfitos, podem ser utilizadas as seguintes menções: sulfitos, anidrido sulfuroso ou dióxido de enxofre. c) Em excepção à regra geral, a presente indicação pode figurar fora do campo visual de que constam as restantes indicações obrigatórias (Reg. (CE) nº753/2002, de 29 de Abril, art. 3º, nº1). 10. PORTUGAL a) Indicação obrigatória quando o vinho se destina à venda fora do mercado nacional.

74 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT Edição: 2 Data: Pag: 8 / 46 b) A menção Portugal pode ser precedida da expressão Produto de... ou Produzido em... ou dos seus sinónimos noutras línguas oficiais da Comunidade. PARTE II INDICAÇÕES FACULTATIVAS (Regulamento (CE) nº1493/1999, de 17 de Maio, Anexo VII, ponto B) 1. NOME, MUNICÍPIO OU PARTE DO MUNICÍPIO E QUALIDADE DE UMA OU TODAS AS PESSOAS QUE TENHAM PARTICIPADO NA COMERCIALIZAÇÃO para além do engarrafador (Reg. (CE) nº753/2002, de 29 de Abril, art. 15º) a) Esta menção apenas poderá constar na rotulagem se a pessoa ou pessoas indicadas tiverem dado o seu acordo. O documento comprovativo do acordo deverá ser remetido à CVRT, aquando do pedido de apreciação do rótulo. b) Esta menção será acompanhada por indicações que se refiram à actividade (qualidade) das pessoas que tenham participado na comercialização através dos termos viticultor, colhido por, negociante, distribuído por, importador, importado por ou de outros termos análogos. As indicações supra referidas só podem conter termos que façam referência a uma exploração agrícola, se o produto em questão provier exclusivamente de uvas colhidas em vinhas que façam parte da exploração vitícola ou da exploração da pessoa qualificada por um desses termos e se a vinificação tiver sido efectuada nessa exploração (não será tida em conta a adição de mosto de uvas concentrado ou concentrado rectificado que tenha por objectivo o aumento do título alcoométrico natural do produto em questão).

75 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT Edição: 2 Data: Pag: 9 / 46 c) Quando o vinho é adquirido ao engarrafador especificamente para ser comercializado num determinado estabelecimento (ex: restaurante, hotel), pode ser referido o nome deste, sendo indicado o município do estabelecimento principal em vez do nome do seu proprietário e da sede. Neste caso, o documento comprovativo do acordo deverá ser elaborado pelo proprietário do estabelecimento, identificando o nome do estabelecimento, tipo e localização. d) Na indicação do município, serão utilizados caracteres cujas dimensões não excedam metade das dos caracteres que indicam Ribatejo. e) Sempre que o município ou parte do município contenha a indicação, no todo ou em parte, do nome de uma região determinada, não tendo direito a tal designação, esta deve ser substituída pelo respectivo código postal (Portaria nº924/2004, de 26 de Julho, Anexo I, al. c)). 2. TIPO DE PRODUTO (Reg. (CE) nº753/2002, de 29 de Abril, art. 16º) a) Seco - quando o vinho em questão tiver um teor de açúcar residual de: - 4 gramas por litro, no máximo; ou - 9 gramas por litro, no máximo, quando o teor de acidez total expresso em gramas de ácido tartárico por litro não for inferior em mais de 2 gramas por litro de açúcar residual. b) Meio seco ou Adamado - quando o vinho em questão tiver um teor em açúcar residual que exceda os valores referidos para o vinho seco e: - atinja o máximo de 12 gramas por litro; ou ácido tartárico gramas por litro, quando o teor mínimo de acidez total for de 6,5 gramas por litro de

76 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT Edição: 2 Data: Pag: 10 / 46 c) Meio doce - quando o vinho em questão tenha um teor de açúcar residual que exceda os valores referidos para o vinho meio seco e atinja, no máximo, 45 gramas por litro. d) Doce - quando o vinho em questão tenha um teor de açúcar residual de 45 gramas por litro no mínimo. 3. ANO DE COLHEITA (Reg. (CE) nº753/2002, de 29 de Abril, art. 18º) a) É admissível a indicação do ano de colheita sempre que, pelo menos, 85% das uvas utilizadas para a elaboração do vinho que ostenta esta menção, após a dedução dos produtos utilizados para uma eventual edulcoração, tiverem sido colhidas durante o ano em questão. b) O vinho que ostente esta menção: - deve constar de uma conta-corrente específica; - devendo o vasilhame que o contém permanecer devidamente identificado em adega e armazém, desde o momento em que é vinificado. 4. NOME DE UMA OU MAIS CASTAS OU OS SEUS SINÓNIMOS (Reg. (CE) nº753/2002, de 29 de Abril, art. 19º) a) Nome de uma casta ou do seu sinónimo: quando o produto em questão seja, pelo menos, em 85%, após a dedução da quantidade dos produtos utilizados para uma eventual edulcoração, proveniente da casta mencionada, devendo essa casta ser determinante para o carácter do vinho em questão. b) Exclusivamente proveniente da casta... : quando o produto em questão for exclusivamente proveniente da casta indicada, incluindo a quantidade dos produtos utilizados para uma eventual edulcoração, com excepção dos mostos concentrados rectificados. c) Nome de duas ou três castas ou dos seus sinónimos: quando o produto em questão seja 100%, após a dedução da quantidade dos produtos utilizados para uma eventual edulcoração, proveniente das castas mencionadas. Neste caso, as castas deverão ser indicadas por ordem decrescente de proporção e em caracteres das mesmas dimensões.

77 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT Edição: 2 Data: Pag: 11 / 46 d) Nome de mais de três castas ou dos seus sinónimos: poderão ser indicados desde que fora do campo visual das indicações obrigatórias, integradas num texto relativo à história do vinho em questão e em caracteres do mesmo tipo, cor e dimensão dos utilizados no resto do texto em que estão integradas. e) Os nomes das castas bem como os seus sinónimos deverão constar da lista de classificação das castas destinadas à produção de Vinho com direito à Denominação de Origem RIBATEJO. f) O vinho que ostente a menção a castas: - deve constar de uma conta-corrente específica; - devendo o vasilhame que o contém permanecer devidamente identificado em adega e armazém, desde o momento em que é vinificado. 5. UMA DISTINÇÃO, MEDALHA OU CONCURSO (Reg. (CE) nº753/2002, de 29 de Abril, art. 21º) a) Apenas podem ser mencionadas na rotulagem as distinções concedidas ao lote de vinhos premiados em questão, por organismos oficiais ou oficialmente reconhecidos para o efeito, no âmbito de concursos permitidos pelas autoridades competentes, conforme lista publicada no Jornal Oficial das Comunidades. b) Esta indicação deverá ser acompanhada da indicação do ano de colheita, referindo-se a um único lote homogéneo de vinho proveniente, no momento do engarrafamento, do mesmo depósito (Portaria nº924/2004, de 26 de Julho, Anexo I, nº8º, nº1, al. b)). c) Só pode ser utilizada em vinho comercializado em recipientes com o volume nominal igual ou inferior a dois litros (Portaria nº924/2004, de 26 de Julho, Anexo I, nº8º, al. d)). d) O vinho que ostente esta menção: - deve constar de uma conta-corrente específica; - devendo o vasilhame que o contém permanecer devidamente identificado em adega e armazém.

78 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT Edição: 2 Data: Pag: 12 / INDICAÇÕES RELATIVAS À COR / AO MODO DE OBTENÇÃO / AO MÉTODO DE ELABORAÇÃO / À QUALIDADE DO VINHO (Reg. (CE) nº753/2002, de 29 de Abril, art. 22º, e Portaria nº924/2004, de 26 de Julho, Anexo I, nº2º) a) Branco, Tinto e Rosado / Rosé : O Vinho com direito à D.O. RIBATEJO pode ser branco, tinto ou rosado/rosé. Aconselha-se o uso da indicação que estiver em causa sempre que o vasilhame não permita a identificação da cor do produto. b) Branco de uvas brancas : menção reservada para vinho branco obtido exclusivamente de uvas brancas. c) Branco de uvas tintas : menção reservada para vinho branco obtido exclusivamente de uvas tintas. d) Palhete ou Palheto : menção prevista para vinho tinto obtido da curtimenta parcial de uvas tintas (Vd. Ponto 9, Parte I do Cap. I do presente Regulamento). e) Clarete : menção prevista para vinho tinto, pouco colorido, com um título alcoométrico adquirido não superior a 2,5% vol. ao limite mínimo legalmente fixado. f) Vinho com Agulha : menção reservada ao vinho acondicionado em garrafa de vidro que contenha anidrido carbónico e que possua uma sobrepressão inferior a 1 bar, quando conservado à temperatura de 20º e em recipiente fechado. g) Vinho de missa : menção reservada para vinho obtido de acordo com as regras estabelecidas pela autoridade eclesiástica, desde que esta tenha dado a sua autorização escrita ao engarrafador. h) Novo : menção reservada para vinho acondicionado em garrafa de vidro, com menos de um ano de idade e que apenas pode ser comercializado no período compreendido entre o início e o final da campanha da sua produção sendo obrigatória, no rótulo, a indicação do ano de colheita. i) Velho : menção reservada para vinho acondicionado em garrafa de vidro, que tenha um envelhecimento não inferior a três anos para vinho tinto e a dois anos para vinho branco ou rosado, apresente características organolépticas destacadas e um título alcoométrico volúmico adquirido mínimo de 11,5% vol., devendo constar de uma conta corrente específica. j) Garrafeira : menção reservada para vinho que apresente características organolépticas destacadas e tenha, para vinho tinto, um envelhecimento mínimo de 30 meses, dos quais pelo

79 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT Edição: 2 Data: Pag: 13 / 46 menos 12 meses em garrafa de vidro, e, para branco ou rosado, um envelhecimento mínimo de 12 meses, dos quais pelo menos 6 meses em garrafa de vidro, devendo constar de uma conta corrente específica. Esta menção deverá estar associada ao ano de colheita. k) Escolha : menção reservada ao vinho acondicionado em garrafa de vidro, com características organolépticas destacadas, que associado ao ano de colheita pode ser designada como Grande Escolha. l) Superior : menção reservada ao vinho acondicionado em garrafa de vidro, que apresente características organolépticas destacadas, um título alcoométrico volúmico adquirido superior, pelo menos, em 1% vol. ao limite mínimo legalmente fixado. m) Colheita Seleccionada : menção reservada ao vinho acondicionado em garrafa de vidro, que apresente características organolépticas destacadas, um título alcoométrico volúmico adquirido superior, pelo menos, em 1% vol. ao limite mínimo legalmente fixado, sendo obrigatória a indicação do ano de colheita. n) Reserva : menção reservada a vinho acondicionado em garrafa de vidro, com a indicação do respectivo ano de colheita, que apresente características organolépticas destacadas, um título alcoométrico volúmico adquirido superior, pelo menos em 0,5% vol. ao limite mínimo legalmente fixado. o) Colheita Tardia : menção reservada a vinho acondicionado em garrafa de vidro, produzido a partir de uvas com sobrematuração, sobre as quais se desenvolveu a Botrytis cineria spp., em condições que provocam a podridão nobre. As indicações Escolha / Superior / Colheita Seleccionada / Reserva / Garrafeira gozam de protecção como menções tradicionais complementares, pelo que deverão ser sempre feitas em português (Reg. (CE) nº1493/1999, de 17 de Maio, Anexo VII, ponto D, e Reg. (CE) nº753/2002, de 29 de Abril, arts. 23º e 24º). O vinho que ostente alguma das menções referidas nas alíneas: b), e), f), g) e h): - deve constar de uma conta-corrente específica; - devendo o vasilhame que o contém permanecer devidamente identificado em adega e armazém.

80 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT Edição: 2 Data: Pag: 14 / CASA, PAÇO, PALÁCIO, SOLAR E QUINTA (Reg. (CE) nº1493/1999, Anexo VII, ponto B, al. b) e Portaria nº1084/2003, de 29 de Setembro). a) A referência ao nome da empresa, quando esta coincide com o nome da exploração vitícola onde o vinho em causa foi obtido, pode ser efectuada através das expressões Casa, Paço, Palácio e Solar, desde que esse vinho provenha exclusivamente de uvas colhidas nas vinhas que fazem parte dessa mesma exploração vitícola e a vinificação tenha sido aí efectuada (Portaria nº924/2004, de 26 de Julho, Anexo I, nº5º). b) A expressão Quinta poderá ser utilizada para indicar o nome de uma exploração vitícola na rotulagem, na condição deste se encontrar registado como marca no Instituto Nacional da Propriedade Industrial e do vinho por ele identificado ser proveniente de uvas dessa exploração, podendo a vinificação bem como o seu engarrafamento ser efectuados em instalações de terceiros, desde que o detentor da exploração vitícola assuma inequivocamente a direcção efectiva e a responsabilidade exclusiva pelo vinho produzido e respectivo engarrafamento. Neste último caso, será levado a cabo pela CVRT um controlo específico conforme previsto na Portaria nº1084/2003, de 29 de Setembro. c) A exploração vitícola poderá ser constituída por uma ou mais parcelas, contínuas ou não, agrupadas por uma unidade de gestão vitivinícola com uma identidade própria global, quanto a solos, exposição, castas e outros factores influenciadores da qualidade, o que deverá ser objecto de confirmação prévia pela CVRT, a qual procederá ao seu cadastro. h) O vinho que ostente esta menção: - deve constar de uma conta-corrente específica, desde o momento em que é manifestado na DCP; - devendo o vasilhame que o contém permanecer devidamente identificado em adega e armazém, desde o momento em que é vinificado, com inscrição no respectivo vasilhame do nome da exploração vitícola; - e, se for caso disso, deve ser inscrito na declaração de existências.

81 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT Edição: 2 Data: Pag: 15 / UMA MENÇÃO QUE INDIQUE O ENGARRAFAMENTO (Reg. (CE) nº753/2002, de 29 de Abril, art. 26º) a) Numa exploração vitícola: as menções Engarrafado na Casa, Engarrafado no Paço, Engarrafado no Palácio, Engarrafado no Solar e Engarrafado na Quinta apenas poderão ser utilizadas quando cumpridos os requisitos previstos nas alíneas a) e b), respectivamente, do ponto 7, Parte II do Cap. I. Estas expressões poderão ser completadas pela expressão estate bottled, quando as uvas utilizadas para estes vinhos forem colhidas e vinificadas na exploração em causa (Portaria nº924/2004, de 26 de Julho, Anexo I, nº6º). b) Engarrafado na origem : pode ser utilizada quando o engarrafamento ocorre na exploração vitícola onde as uvas foram colhidas e vinificadas, numa associação dessas explorações vitícolas desde que o vinho tenha sido elaborado pelas explorações vitícolas filiadas nessa associação ou pela própria associação a partir de uvas produzidas nas explorações vitícolas em questão, ou numa empresa à qual estejam ligadas em associação as explorações de onde provêm as uvas e que tenha procedido à sua vinificação. c) Engarrafado na cooperativa ou Engarrafado na adega cooperativa : podem ser utilizadas sempre que o engarrafamento ocorra na Cooperativa. d) Engarrafado na propriedade : só pode ser utilizada quando o vinho provier de uvas colhidas nas vinhas que fazem parte da exploração vitícola referida e a vinificação e o engarrafamento aí tenham sido efectuados. e) Engarrafado pelo vitivinicultor e Engarrafado pelo produtor : apenas podem ser utilizadas quando o engarrafador esteja inscrito na CVRT nessa categoria e actue como tal em relação ao produto em causa. f) Menções sempre feitas em português (Reg. (CE) nº1493/99, de 17 de Maio, Anexo VII, ponto D). 9. ENGARRAFADO NA REGIÃO DE PRODUÇÃO (Reg. (CE) nº753/2002, de 29 de Abril, art. 33º) a) Menções reservadas para o vinho cujo engarrafamento tenha sido realizado na região determinada em questão (Portaria nº924/2004, de 26 de Julho, Anexo I). b) Menção sempre feita em português (Reg. (CE) nº1493/99, de 17 de Maio, Anexo VII, ponto D).

82 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT Edição: 2 Data: Pag: 16 / INDICAÇÃO DE UMA UNIDADE GEOGRÁFICA MAIS PEQUENA QUE A REGIÃO DETERMINADA (Reg. (CE) nº753/2002, de 29 de Abril, art. 31º) a) Podem ser utilizadas as denominações sub-regionais: Almeirim, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Santarém e Tomar, em complemento da denominação de origem RIBATEJO, quando os respectivos vinhos forem obtidos com a utilização exclusiva de uvas produzidas e vinificadas na sub-região indicada. b) A denominação sub-regional pode ser ou não acompanhada da expressão sub-região. d) Menção sempre feita em português (Reg. (CE) nº1493/99, de 17 de Maio, Anexo VII, ponto D). e) O vinho que ostente esta menção: - deve constar de uma conta-corrente específica; - devendo o vasilhame que o contém permanecer devidamente identificado em adega e armazém, desde o momento em que é vinificado, com inscrição no respectivo vasilhame da subregião e do ano de colheita. 11. OUTRAS INDICAÇÕES a) Na rotulagem, poderão constar outras indicações além das aqui previstas, desde que não sejam susceptíveis de criar riscos de confusão no espírito das pessoas a que se destinam, nomeadamente no que diz respeito às indicações obrigatórias e facultativas regulamentadas (Reg. (CE) nº753/2002, de 29 de Abril, art. 6º, nº1). b) As indicações a figurar na rotulagem não podem ser apresentadas ou descritas por palavras, imagens ou outra forma, susceptíveis de criar uma impressão errada no consumidor, nomeadamente (Decreto-Lei nº560/99, de 18 de Dezembro, art. 23º): - quanto às características do género alimentício (origem, natureza, modo de obtenção, etc.); - atribuindo-lhe propriedades ou efeitos que ele não possua; - sugerindo que possui características especiais, quando todos os outros produtos possuem essas mesmas características.

83 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT Edição: 2 Data: Pag: 17 / 46 c) Não é permitido atribuir ao produto propriedades de prevenção, de tratamento e de cura de doenças humanas, nem mencionar tais propriedades. PARTE III LÍNGUAS A UTILIZAR (Regulamento (CE) nº1493/1999, de 17 de Maio, Anexo VII, ponto D) As indicações constantes da rotulagem devem ser feitas em uma ou várias línguas oficiais da Comunidade, por forma a que o consumidor final possa compreender facilmente cada uma dessas indicações. Salvaguardam-se, contudo as excepções a esta regra assinaladas no presente Regulamento. As indicações constantes da rotulagem, nomeadamente as indicações obrigatórias, poderão ser repetidas em línguas diferentes das línguas oficiais da Comunidade sempre que os produtos em causa se destinem à exportação e a legislação do país terceiro o exija (Reg. (CE) nº753/2002, de 29 de Abril, art. 5º, nº2).

84 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT Edição: 2 Data: Pag: 18 / 46 CAPÍTULO II VINHO REGIONAL TEJO PARTE I INDICAÇÕES OBRIGATÓRIAS (Regulamento (CE) nº1493/1999, de 17 de Maio, Anexo VII, ponto A) Estas indicações devem ser agrupadas no mesmo campo visual no recipiente e apresentadas em caracteres nítidos, legíveis, indeléveis e suficientemente grandes para sobressair bem do fundo no qual foram impressas e poderem distinguir-se nitidamente do conjunto das outras indicações escritas e desenhos (Reg. (CE) nº753/2002 de 29 de Abril, art. 3º nº1). 1. VINHO REGIONAL TEJO Menção sempre feita em português (Reg. (CE) nº1493/1999, de 17 de Maio, Anexo VII, ponto D). 2. VOLUME NOMINAL (Reg. (CE) nº1493/1999, de 17 de Maio, Anexo VII, ponto A, nº1) a) Em tudo é aplicável o disposto no Capítulo I, Parte I, ponto 3, alíneas a), b) e c) e d). 3. TÍTULO ALCOOMÉTRICO VOLÚMICO ADQUIRIDO (Reg. (CE) nº753/2002, de 29 de Abril, art. 3º, nº2) a) O título alcoométrico indicado não pode ser nem superior nem inferior em mais de 0,5 % vol. ao título determinado pela análise, sem prejuízo das tolerâncias previstas pelo método de análise de referência utilizado. No caso de vinho com indicação do ano de colheita armazenado em garrafa durante mais de três anos, o título alcoométrico indicado não pode ser nem superior nem inferior em mais de 0,8%vol ao título determinado pela análise. b) Em tudo o mais, é aplicável o disposto no Capítulo I, Parte I, ponto 4, alíneas a) e c). 4. NÚMERO DE LOTE (Directiva 89/396/CEE, de 14 de Junho) É aplicável o disposto no Capítulo I, Parte I, ponto 5.

85 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT Edição: 2 Data: Pag: 19 / NOME OU FIRMA, MUNICÍPIO E ESTADO-MEMBRO DO ENGARRAFADOR E MUNICÍPIO ONDE SE REALIZOU O ENGARRAFAMENTO QUANDO ESTE TEM LUGAR EM MUNICÍPIO DIFERENTE DO DO ENGARRAFADOR E NÃO SE SITUA EM MUNICÍPIO CIRCUNDANTE DAQUELE (Reg. (CE) nº1493/1999, de 17 de Maio, Anexo VII, ponto A, nº3 e Reg. (CE) nº753/2002, de 29 de Abril, art. 15º) a) Esta menção será acompanhada por indicações que se refiram à actividade do engarrafador, nomeadamente engarrafador ou engarrafado por, devendo, quando se trate do enchimento de outros recipientes que não garrafas, estas indicações ser substituídas respectivamente por acondicionador e acondicionado por. b) Não é necessário o emprego de uma das indicações referidas nas alíneas anteriores sempre que se utilize uma das menções previstas no ponto 8, Parte II do presente capítulo. c) Na indicação do município, serão utilizados caracteres cujas dimensões não excedam metade do tamanho dos caracteres que mencionam Vinho Regional Tejo. d) Em tudo o mais, é aplicável o disposto no Capítulo I, Parte I, ponto 6, alíneas b), d), f) e g). 6. MARCA (Decreto-Lei nº376/97, de 24 de Dezembro, art. 2º) a) No rótulo, deverá constar uma marca, nominativa ou figurativa, devidamente registada nos termos do Código da Propriedade Industrial. A marca deverá obedecer à legislação nacional vigente e ainda às regras previstas na regulamentação comunitária, nomeadamente ao ponto F, Anexo VII do Reg. (CE) nº1493/1999, de 17de Maio. b) As marcas não podem conter palavras, partes de palavras, sinais ou ilustrações que sejam susceptíveis de, no espírito das pessoas a que se destinam, ser confundidas com a totalidade ou parte da designação de um vinho de mesa ou de um VQPRD (Reg. (CE) nº1493/99, de 17 de Maio, Anexo VII, ponto F). Contudo, o uso de uma mesma marca para outros vinhos VQPRD ou de mesa não constitui impedimento à sua utilização para designar Vinho Regional Tejo, desde que não contenha palavras, sinais ou ilustrações susceptíveis de criar confusão no espírito do consumidor quanto ao produtor, ao engarrafador, à origem e às qualidades do vinho.

86 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT Edição: 2 Data: Pag: 20 / 46 c) A marca deverá ser da titularidade (propriedade ou licença de exploração) do engarrafador ou de uma pessoa que participe na comercialização do produto, desde que essa pessoa se encontre devidamente identificada no rótulo. d) Para efeito de inscrição de uma marca na CVRT, deverá observar-se o disposto no Capítulo I, Parte I, ponto 7, alínea h). 7. INGREDIENTES (Reg. (CE) nº753/2002, de 29 de Abril, art. 3º, nºs 1 e 3) É aplicável o disposto no Capítulo I, Parte I, ponto PORTUGAL É aplicável o disposto no Capítulo I, Parte I, ponto 11. PARTE II INDICAÇÕES FACULTATIVAS (Regulamento (CE) nº1493/99 de 17 de Maio, Anexo VII, ponto B) 1. NOME MUNICÍPIO OU PARTE DO MUNICÍPIO E QUALIDADE DE UMA OU TODAS AS PESSOAS QUE TENHAM PARTICIPADO NA COMERCIALIZAÇÃO para além do engarrafador (Reg. (CE) nº753/2002, de 29 de Abril, art. 15º) a) Na indicação do município, serão utilizados caracteres cujas dimensões não excedam metade do tamanho dos caracteres que mencionam Vinho Regional Tejo. b) Em tudo o mais, é aplicável o disposto no Capítulo I, Parte II, ponto 1, alíneas a), b), c) e e). 2. TIPO DE PRODUTO (Reg. (CE) nº753/2002, de 29 de Abril, art. 16º) a) Seco - quando o vinho em questão tiver um teor de açúcar residual de: - 4 gramas por litro, no máximo; ou - 9 gramas por litro, no máximo, quando o teor de acidez total expresso em gramas de ácido tartárico por litro não for inferior em mais de 2 gramas por litro de açúcar residual.

87 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT Edição: 2 Data: Pag: 21 / 46 b) Meio seco ou Adamado - quando o vinho em questão tiver um teor em açúcar residual que exceda os valores referidos para o vinho seco e: - atinja o máximo de 12 gramas por litro; ou ácido tartárico gramas por litro, quando o teor mínimo de acidez total for de 6,5 gramas por litro de c) Meio doce - quando o vinho em questão tenha um teor de açúcar residual que exceda os valores referidos para o vinho meio seco e atinja, no máximo, 45 gramas por litro. d) Doce - quando o vinho em questão tenha um teor de açúcar residual de 45 gramas por litro no mínimo. 3. ANO DE COLHEITA (Reg. (CE) nº753/2002, de 29 de Abril, art. 16º) É aplicável o disposto no Capítulo I Vinho Verde, Parte II, ponto NOME DE UMA OU MAIS CASTAS OU OS SEUS SINÓNIMOS (Regulamento (CE) nº753/2002, de 29 de Abril, art. 19º a) Nome de uma casta ou do seu sinónimo: quando o produto em questão seja pelo menos em 85%, após a dedução da quantidade dos produtos utilizados para uma eventual edulcoração, proveniente da casta mencionada, devendo essa casta ser determinante para o carácter do vinho em questão. b) Exclusivamente proveniente da casta... : quando o produto em questão for exclusivamente proveniente da casta indicada, incluindo a quantidade dos produtos utilizados para uma eventual edulcoração, com excepção dos mostos concentrados rectificados. c) Nome de duas ou três castas ou dos seus sinónimos: quando o produto em questão seja 100%, após a dedução da quantidade dos produtos utilizados para uma eventual edulcoração,

88 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT Edição: 2 Data: Pag: 22 / 46 proveniente das castas mencionadas. Neste caso, as castas deverão ser indicadas por ordem decrescente de proporção e em caracteres das mesmas dimensões. d) Nome de mais de três castas ou dos seus sinónimos: poderão ser indicados desde que fora do campo visual das indicações obrigatórias, integradas num texto relativo à história do vinho em questão e em caracteres do mesmo tipo, cor e dimensão dos utilizados no resto do texto em que estão integradas e) Os nomes das castas bem como os seus sinónimos deverão constar da lista de classificação das castas destinadas à produção de Vinho Regional Tejo f) O vinho que ostente a menção a castas: - deve constar de uma conta-corrente específica; - devendo o vasilhame que o contém permanecer devidamente identificado em adega e armazém, desde o momento em que é vinificado. art. 21º) 5. UMA DISTINÇÃO, MEDALHA OU CONCURSO (Reg. (CE) nº753/2002, de 29 de Abril, É aplicável o disposto no Capítulo I, Parte II, ponto INDICAÇÕES RELATIVAS À COR / AO MODO DE OBTENÇÃO / AO MÉTODO DE ELABORAÇÃO DO PRODUTO / AO ENVELHECIMENTO (Reg. (CE) nº753/2002, de 29 de Abril, art. 22º, e Portaria nº924/2004, de 26 de Julho) a) Branco, Tinto ou Rosado / Rosé : O Vinho Regional Tejo pode ser branco, tinto ou rosado/rosé b) Branco de uvas brancas : menção reservada para vinho branco obtido exclusivamente de uvas brancas. c) Branco de uvas tintas : menção reservada para vinho branco obtido exclusivamente de uvas tintas.

89 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT Edição: 2 Data: Pag: 23 / 46 d) Palhete ou Palheto : menção reservada para vinho tinto, obtido da curtimenta parcial de uvas tintas ou da curtimenta conjunta de uvas tintas e brancas, não podendo as uvas brancas ultrapassar 15% do total. e) Clarete : menção reservada para vinho tinto, pouco colorido, com um título alcoométrico volúmico adquirido não superior em 2,5% vol. ao limite mínimo legalmente fixado. f) Vinho de missa : menção reservada para vinho obtido de acordo com as regras estabelecidas pela autoridade eclesiástica, desde que esta tenha dado a sua autorização escrita ao engarrafador. g) Vinho com agulha : menção reservada para vinho acondicionado em garrafa de vidro, que contenha anidrido carbónico e que possua uma sobrepressão inferior a 1 bar, quando conservado à temperatura de 20ºC e em recipiente fechado. h) Novo : menção reservada para vinho acondicionado em garrafa de vidro, com menos de um ano de idade e que apenas pode ser comercializado no período compreendido entre o início e o final da campanha da sua produção sendo obrigatória, no rótulo, a indicação do ano de colheita. i) Escolha : menção reservada para vinho acondicionado em garrafa de vidro, que apresente características organolépticas destacadas, devendo constar de uma conta corrente específica, que associada ao ano de colheita pode ser designada como Grande Escolha. j) Superior : menção reservada para vinho, acondicionado em garrafa de vidro, que apresente características organolépticas destacadas, um título alcoométrico volúmico adquirido superior, pelo menos, em 1% vol. ao limite mínimo legalmente fixado, devendo constar de uma conta corrente específica. k) Colheita seleccionada : menção reservada para vinho acondicionado em garrafa de vidro, que apresente características organolépticas destacadas, um título alcoométrico volúmico adquirido superior, pelo menos, em 1% vol. ao limite mínimo legalmente fixado, devendo constar de uma conta corrente específica, sendo obrigatória a indicação do ano de colheita. l) Reserva : menção reservada para vinho acondicionado em garrafa de vidro, associada ao ano de colheita, que apresente características organolépticas destacadas, um título alcoométrico

90 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT Edição: 2 Data: Pag: 24 / 46 volúmico adquirido superior, pelo menos, em 0,5% vol. ao limite mínimo legalmente fixado, devendo constar de uma conta corrente específica. m) Velho : menção reservada para vinho acondicionado em garrafa de vidro, que tenha um envelhecimento não inferior a três anos para vinho tinto e a dois anos para vinho branco ou rosado, apresente características organolépticas destacadas e um título alcoométrico volúmico adquirido mínimo de 11,5% vol., devendo constar de uma conta corrente específica. n) Garrafeira : menção reservada para vinho que apresente características organolépticas destacadas e tenha, para vinho tinto, um envelhecimento mínimo de 30 meses, dos quais pelo menos 12 meses em garrafa de vidro, e, para branco ou rosado, um envelhecimento mínimo de 12 meses, dos quais pelo menos 6 meses em garrafa de vidro, devendo constar de uma conta corrente específica. Esta menção deverá estar associada ao ano de colheita. As indicações Escolha / Superior / Colheita Seleccionada / Reserva / Garrafeira gozam de protecção como menções tradicionais complementares, pelo que deverão ser sempre feitas em português (Reg. (CE) nº1493/1999, de 17 de Maio, Anexo VII, ponto D, e Reg. (CE) nº753/2002, de 29 de Abril, arts. 23º e 24º). 7. CASA, PAÇO, PALÁCIO, SOLAR E QUINTA (Reg. (CE) nº1493/1999, de 17 de Maio, Anexo VII, ponto B, al. b)) É aplicável o disposto no Capítulo I, Parte II, ponto UMA MENÇÃO QUE INDIQUE O ENGARRAFAMENTO - Engarrafado na Casa, Engarrafado no Paço, Engarrafado no Palácio, Engarrafado no Solar, Engarrafado na Quinta, Engarrafado na origem, Engarrafado na cooperativa, Engarrafado na adega cooperativa, Engarrafado na propriedade, Engarrafado pelo vitivinicultor e Engarrafado pelo produtor (Reg. (CE) nº753/2002, de 29 de Abril, art. 26º) É aplicável o disposto no Capítulo I, Parte II, ponto OUTRAS INDICAÇÕES

91 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT Edição: 2 Data: Pag: 25 / 46 É aplicável o disposto no Capítulo I, Parte II, ponto 11. PARTE III LÍNGUAS A UTILIZAR (Regulamento (CE) nº1493/1999, de 17 Maio, Anexo VII, ponto D) É aplicável o disposto no Capítulo I, Parte III.

92 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT Edição: 2 Data: Pag: 26 / 46 CAPÍTULO III VINHO ESPUMANTE COM DIREITO À DENOMINAÇÃO DE ORIGEM RIBATEJO PARTE I INDICAÇÕES OBRIGATÓRIAS (Regulamento (CE) nº1493/1999, de 17 de Maio, Anexo VIII, ponto B) Estas indicações devem ser agrupadas no mesmo campo visual no recipiente, e apresentadas em caracteres nítidos, legíveis, indeléveis e suficientemente grandes para que sobressaiam bem do fundo no qual foram impressos e para que se possa distingui-los nitidamente do conjunto das outras indicações escritas ou desenhos (Reg. (CE) nº1493/1999, de 17 de Maio, Anexo VIII, ponto D, nº1). 1.DESIGNAÇÃO DO PRODUTO VINHO ESPUMANTE 2. RIBATEJO (Reg. (CE) nº1493/1999, de 17 de Maio, Anexo VI, ponto A, nº3) e Anexo VIII, ponto B, nº 1 e ponto D, nº2) a) Menção que deve figurar no rótulo com destaque, sendo os seus caracteres os de maior tamanho ou, pelo menos, imediatamente inferiores desde que se tenha como evidente o seu destaque. b) Menção sempre feita em português (Reg. (CE) nº1493/1999, de 17 de Maio, Anexo VIII, ponto F). 3. DENOMINAÇÃO DE ORIGEM CONTROLADA OU DOC (Reg. (CE) nº1493/1999, de 17 de Maio, Anexo VIII, ponto D, nº2 e Decreto-lei nº212/2004, de 23 de Agosto, art. 8º, al. a)) a) Estas menções deverão constar imediatamente após ou sob a menção RIBATEJO e em caracteres que não excedam os daquela menção. b) Pode ser utilizada conjuntamente com esta menção a menção Vinho Espumante de Qualidade Produzido numa Região Determinada ou VEQPRD. 22 c) Menção sempre feita em português (Reg. (CE) nº753/2002, de 29 de Abril, art. 45º). 4. VOLUME NOMINAL (Reg. (CE) nº1493/1999, de 17 de Maio, Anexo VIII, ponto B, nº1)

93 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT Edição: 2 Data: Pag: 27 / 46 a) A comercialização de VinhoEspumante com direito à Denominação de origem Ribatejo apenas poderá ser efectuada em garrafas de vidro com o volume nominal igual ou inferior 4,5 litros b) Sem prejuízo do disposto na alínea anterior, os volumes nominais permitidos, tendo em vista a comercialização do Vinho Espumante com direito à Denominação de Origem Ribatejo préembalado, são os seguintes (em litros): 0,125-0,20-0,375-0,75-1,5-3 4,5 (Portaria nº359/94, de 7 de Junho). c) Em tudo o mais, é aplicável o disposto no Capítulo I, Parte I, ponto 3, alíneas a), b) e c) do presente Regulamento. 5. TIPO DE PRODUTO (Reg. (CE) nº1493/1999, de 17 de Maio, Anexo VIII, ponto D, nº3) a) A indicação do tipo de produto determinado pelo teor em açúcar residual será efectuada por meio de uma das seguintes menções: - Bruto natural - se o teor de açúcar for inferior a 3 gramas por litro; estas menções só podem ser utilizadas para produtos a que não tenha sido adicionado açúcar depois da formação de espuma; - Extra bruto - se o teor em açúcar residual estiver compreendido entre 0 e 6 gramas por litro; - Bruto : se o teor em açúcar residual for inferior a 15 gramas por litro; - Extra seco - se o teor em açúcar residual estiver compreendido entre 12 e 20 gramas por litro; - Seco - se o teor em açúcar residual estiver compreendido entre 17 e 35 gramas por litro; - Meio seco - se o teor em açúcar residual estiver compreendido entre 33 e 50 gramas por litro; - Doce - se o teor em açúcar residual for superior a 50 gramas por litro. b) Se o teor em açúcar residual do produto permitir a indicação de duas destas menções, apenas poderá ser utilizada uma à escolha. c) Quando o produto não se destine a ser comercializado no mercado nacional, deverá ser utilizada uma menção equivalente conforme as que se encontram previstas no nº3, ponto D, Anexo VIII do

94 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT Edição: 2 Data: Pag: 28 / 46 Reg. (CE) nº1493/1999, de 17 de Maio, de forma a ser compreensível no país onde o produto é oferecido para consumo humano directo. 6. TEOR ALCOOMÉTRICO VOLÚMICO ADQUIRIDO (Reg. (CE) nº753/2002, de 29 de Abril, art. 3º, nº2) a) Sem prejuízo das tolerâncias previstas pelo método de análise de referência utilizado, o título alcoométrico indicado não pode ser nem superior nem inferior em mais de 0,8% vol. ao título determinado pela análise. b) Em tudo o mais, é aplicável o disposto no Capítulo I, Parte I, ponto 4, alíneas a) e c) do presente Regulamento. 7. NOME OU FIRMA, MUNICÍPIO OU PARTE DO MUNICÍPIO, E ESTADO-MEMBRO DA SEDE DO PREPARADOR; MUNICÍPIO OU PARTE DO MUNICÍPIO ONDE FOI EFECTUADA A PRODUÇÃO QUANDO ESTA TENHA LUGAR EM MUNICÍPIO OU PARTE DO MUNICÍPIO DIFERENTE DO DO PREPARADOR (Reg. (CE) nº1493/1999, de 17 de Maio, Anexo VIII, ponto B, nº2 e ponto D, nº 4, e Reg. (CE) nº753/2002, de 29 de Abril, art. 42º, nº2) a) Esta indicação deverá ser acompanhada por indicações que se refiram à actividade desempenhada: preparador..., preparado por... ou outra análoga (Portaria nº924/2004, de 26 de Junho, Anexo I, nº1º, al. a)). b) Poderá ser utilizado um código para o nome ou denominação social do engarrafador desde que figure no rótulo, por extenso, o nome, município ou parte de município e o Estado-Membro correspondente à sede de uma entidade que além do engarrafador intervenha no circuito comercial do produto. Esse código corresponde ao número do engarrafador atribuído pelo IVV, precedido pela indicação Eng. nº (Portaria nº924/2004, de 26 de Julho, Anexo I, al. b)). c) Em tudo o mais, é aplicável o disposto no Capítulo I, Parte I, ponto 6 do presente Regulamento, com as devidas adaptações. 8. MARCA (Decreto-Lei nº376/97, de 24 de Dezembro) a) No rótulo, deverá constar uma marca, nominativa ou figurativa, devidamente registada nos termos do Código da Propriedade Industrial. A marca deverá obedecer à legislação nacional vigente e ainda

95 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT Edição: 2 Data: Pag: 29 / 46 às regras previstas na regulamentação comunitária, nomeadamente ao ponto H, Anexo VIII do Reg. (CE) nº1493/1999, de 17de Maio. b) Em tudo o mais, é aplicável o disposto no Capítulo I, Parte I, ponto 7 do presente Regulamento com as devidas adaptações. 9. INGREDIENTES (Reg. (CE) nº753/2002, de 29 de Abril, art. 3º, nºs 1 e 3) É aplicável o disposto no Capítulo I, Parte I, ponto 10 do presente Regulamento. 10. PORTUGAL É aplicável o disposto no Capítulo I, Parte I, ponto 11. PARTE II INDICAÇÕES FACULTATIVAS (Regulamento (CE) nº1493/1999, de 17 de Maio, Anexo VIII, ponto B) 1. INDICAÇÃO DE UMA UNIDADE GEOGRÁFICA MAIS PEQUENA QUE A REGIÃO DETERMINADA (Reg. (CE) nº1493/1999, de 17 de Maio, Anexo VIII, ponto E, nº1, e Reg. (CE) nº753/2002, de 29 de Abril, arts. 31º e 45º, nº2) a) Podem ser utilizadas as denominações sub-regionais: Almeirim, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Santarém e Tomar em complemento da denominação de origem controlada RIBATEJO, quando os respectivos vinhos forem obtidos a partir de uvas produzidas e vinificadas na sub-região indicada, exceptuando os produtos contidos no licor de tiragem ou no licor de expedição, devendo em tudo o mais ser observadas as regras constantes no Capítulo I, Parte II, ponto 10, al. a) do presente Regulamento, no que diz respeito ao vinho base. b) A denominação sub-regional pode ser ou não acompanhada da expressão sub-região. e) O vinho que ostente esta menção: - deve constar de uma conta-corrente específica;

96 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT Edição: 2 Data: Pag: 30 / 46 - devendo o vasilhame que o contém permanecer devidamente identificado em adega e armazém, desde o momento em que é vinificado, com inscrição no respectivo vasilhame da subregião e do ano de colheita. 2. NOME DE UMA OU DUAS/TRÊS CASTAS OU OS SEUS SINÓNIMOS (Reg. (CE) nº1493/1999, de 17 de Maio, Anexo VIII, ponto E, nº 2, e Portaria nº924/2004, de 26 de Julho, Anexo I, nº4º, nº2) a) Nome de uma casta ou do seu sinónimo: quando, pelo menos, 85% do produto seja obtido a partir de uvas dessa casta, com excepção dos produtos contidos no licor de tiragem ou no licor de expedição, e essa casta seja determinante para a natureza do produto em questão. b) Nome de duas ou três castas ou dos seus sinónimos: quando todas as uvas a partir das quais foi obtido este produto provierem dessas castas, com excepção dos produtos contidos nos licores de tiragem e expedição, e a mistura dessas castas seja determinante para a natureza do produto em questão. c) Os nomes das castas bem como os seus sinónimos deverão constar da lista de classificação das castas destinadas à produção de. Todas as outras castas aptas à produção de Vinho com direito à D.O. RIBATEJO poderão constar na rotulagem, nos termos supra referidos, desde que integradas num texto relativo à história do vinho em questão e em caracteres do mesmo tipo, cor e dimensão dos utilizados no resto do texto em que estão integradas. 3. FERMENTAÇÃO EM GARRAFA SEGUNDO O MÉTODO TRADICIONAL OU MÉTODO TRADICIONAL OU MÉTODO CLÁSSICO OU MÉTODO TRADICIONAL CLÁSSICO OU A SUA TRADUÇÃO (Reg. (CE) nº1493/1999, de 17 de Maio, Anexo VIII, ponto Apenas poderá ostentar a denominação de origem o espumante que tenha sido obtido na sua preparação pelo método clássico de fermentação em garrafa, ou seja se: - o produto utilizado tiver sido tornado espumante por segunda fermentação alcoólica em garrafa;

97 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT Edição: 2 Data: Pag: 31 / 46 - se tiver encontrado nas borras ininterruptamente, durante, pelo menos nove meses na mesma empresa desde a constituição do vinho base; - e se tiver sido separado das borras por escoamento. 4. ANO DE COLHEITA (Reg. (CE) nº1493/1999, de 17 de Maio, Anexo VIII, ponto E, nº7) a) Indicação permitida se, pelo menos, 85% do produto tiver sido obtido de uvas colhidas durante o ano em causa, exceptuando os produtos contidos no licor de tiragem ou no licor de expedição. b) O vinho que ostente esta menção: - deve constar de uma conta-corrente específica. - devendo o vasilhame que o contém permanecer devidamente identificado em adega e armazém, desde o momento em que é vinificado. 5. UMA DISTINÇÃO, MEDALHA OU CONCURSO (Reg. (CE) nº1493/1999, de 17 de Maio, Anexo VIII, ponto E, nº10, e Portaria nº924/2004, de 26 de Julho, Anexo I, nº8º) É aplicável o disposto no Capítulo I, Parte II, ponto 5, do presente Regulamento. 6. RESERVA / SUPER-RESERVA OU EXTRA-RESERVA / VELHA RESERVA OU GRANDE RESERVA / COLHEITA SELECCIONADA (Reg. (CE) nº753/2002, de 29 de Abril, arts. 22º e 45º, e Portaria nº924/2004, de 26 de Julho, Anexo I, nº4º) a) Reserva : quando tenha entre 12 e 24 meses de engarrafamento antes do transvasamento, transbordamento ou extracção da borra. b) Super-reserva ou Extra-reserva : quando tenha entre 24 e 36 meses de engarrafamento antes do transvasamento, transbordamento ou extracção da borra. c) Velha reserva ou Grande reserva : quando tenha mais de 36 meses de engarrafamento antes do transvasamento, transbordamento ou extracção da borra. d) Colheita Seleccionada : quando acondicionado em garrafa de vidro, apresente características organolépticas destacadas, conste de uma conta corrente específica, sendo obrigatória a indicação do ano de colheita.

98 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT Edição: 2 Data: Pag: 32 / 46 Estas indicações gozam de protecção como menções tradicionais complementares, pelo que deverão ser sempre feitas em português (Reg. (CE) nº753/2002, de 29 de Abril, arts. 23º, 24º e 45º, nº1). 7. CASA, PAÇO, PALÁCIO, SOLAR (Portaria nº924/2004, de 26 de Julho, Anexo I, nº5º) E QUINTA (Portaria nº1084/2003, de 29 de Setembro) É aplicável o disposto no Capítulo I, Parte II, ponto 7 do presente Regulamento, no que se refere ao vinho base. 8. PREPARADO NA CASA, PREPARADO NO PAÇO, PREPARADO NO PALÁCIO, PREPARADO NO SOLAR, PREPARADO NA QUINTA, PREPARADO NA ORIGEM, PREPARADO NA COOPERATIVA, PREPARADO NA ADEGA COOPERATIVA, PREPARADO NA PROPRIEDADE, PREPARADO PELO VITIVINICULTOR, PREPARADO PELO PRODUTOR, PREPARADO NA REGIÃO DE PRODUÇÃO, PREPARADO NA REGIÃO DO RIBATEJO (Portaria nº924/2004, de 26 de Julho, Anexo I, nº6º) a) O termo preparado poderá ser substituído por outro análogo. b) Em tudo o mais, é aplicável o disposto no Capítulo I, Parte II, pontos 8 e 9 respectivamente, do presente Regulamento. 9. NÚMERO DO LOTE (Directiva 89/396/CEE, de 14 de Junho) É aplicável o disposto no Capítulo I, Parte I, ponto 5 do presente Regulamento. 10. BRANCO / TINTO / ROSADO OU ROSÉ O Vinho Espumante com direito à denominação de origem Ribatejo pode ser branco, tinto ou rosado/rosé. 11. OUTRAS INDICAÇÕES (Reg. (CE) nº1493/1999, de 17 de Maio, Anexo VIII, ponto C, nº1)

99 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT Edição: 2 Data: Pag: 33 / 46 a) A designação na rotulagem pode ser completada por outras indicações que não sejam susceptíveis de criar confusão no espírito das pessoas às quais se dirigem essas informações, nomeadamente no que diz respeito às indicações obrigatórias e às facultativas aqui regulamentadas. b) É aplicável o disposto no Capítulo I, Parte II, ponto 11, do presente Regulamento. PARTE III LÍNGUAS A UTILIZAR (Regulamento (CE) nº1493/1999, de 17 de Maio, Anexo VIII, ponto F) Sem prejuízo das excepções assinaladas casuisticamente, as indicações obrigatórias são feitas numa ou várias línguas oficiais da Comunidade, de modo a que o consumidor final possa compreender facilmente cada uma dessas indicações, e as indicações facultativas são feitas em uma ou várias línguas da Comunidade. Salvaguardam-se, contudo as excepções a esta regra assinaladas no presente Regulamento. As indicações constantes da rotulagem, nomeadamente as indicações obrigatórias, poderão ser repetidas em línguas diferentes das línguas oficiais da Comunidade sempre que os produtos em causa se destinem à exportação e a legislação do país terceiro o exija (Reg. (CE) nº1493/99, de 17 de Maio, Anexo VIII, ponto F).

100 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT Edição: 2 Data: Pag: 34 / 46 CAPÍTULO IV VINAGRE DE VINHO RIBATEJO DOC PARTE I INDICAÇÕES OBRIGATÓRIAS (Portaria nº924/2004, de 26 de Julho, Anexo II) Estas indicações devem ser inscritas no mesmo campo visual, em caracteres uniformes, indeléveis, facilmente visíveis e legíveis, devendo cada uma ser redigida em termos correctos, claros e precisos, não podendo ser dissimulada, encoberta ou separada por outras menções ou imagens. (Portaria nº924/04 de 26/07, Anexo II, 7º). 1. VINAGRE DE VINHO 2. RIBATEJO a) Menção que deve figurar no rótulo com destaque, sendo os seus caracteres os de maior tamanho ou, pelo menos, imediatamente inferiores desde que se tenha como evidente o seu destaque. b) Menção sempre feita em português. 3. DENOMINAÇÃO DE ORIGEM CONTROLADA OU DOC (Decreto-ei nº212/2004, de 23 de Agosto, art. 8º, a) Esta menção deverá constar imediatamente após ou sob a menção RIBATEJO e em caracteres que não excedam os daquela menção. b) Menção sempre feita em português. 4. NOME OU DENOMINAÇÃO SOCIAL, MUNICÍPIO OU PARTE DO MUNICÍPIO E ESTADO-MEMBRO DO ENGARRAFADOR (Portaria nº924/2004, de 26 de Julho, Anexo II, nº1º, als. b), c), d), e nº2º) a) Esta menção deverá ser precedida da expressão engarrafado por ou engarrafador. b) Caso se trate de um engarrafamento por encomenda na acepção do disposto no Capítulo I, Parte I, ponto 6, al. b) do presente Regulamento, deverá esta expressão ser substituída pela expressão engarrafado para... por..., completada pelo nome ou denominação social do engarrafador e de

101 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT Edição: 2 Data: Pag: 35 / 46 quem procedeu ao engarrafamento por encomenda, seguidas, respectivamente, da identificação do município ou parte do município e do Estado-membro onde estes têm a sua sede. c) A identificação do engarrafador, nos termos das alíneas anteriores, deve ser efectuada em caracteres do mesmo tipo e dimensão, a qual não pode exceder metade da dos caracteres que indicam RIBATEJO. d) Poderá ser utilizado um código para o nome ou denominação social do engarrafador desde que figure no rótulo, por extenso, o nome, município ou parte do município correspondente à sede de uma entidade que, além do engarrafador, intervenha no circuito comercial do produto nos termos do ponto 1, Parte II do presente capítulo. Esse código corresponde ao número de engarrafador atribuído pelo IVV precedido pela indicação Eng. nº. e) Sempre que o município contenha a indicação, no todo ou em parte, do nome de uma região determinada, não tendo direito a tal designação, esta deve ser substituída pelo respectivo código postal (Portaria nº924/2004, de 26 de Julho, Anexo II, nº3º). f) Em tudo o mais, deverá ser observado o disposto no Capítulo I, Parte I, ponto VOLUME NOMINAL (Portaria nº924/2004, de 26 de Julho, Anexo II, nº1º, al. e)) a) A indicação do volume nominal é efectuada em litros, centilitros ou mililitros e expressa em algarismos, acompanhados da unidade de medida utilizada ou do símbolo desta unidade. b) O símbolo da unidade de medida deverá ser indicado em letras minúsculas, com excepção do símbolo utilizado para a unidade litro, cujo símbolo consta da letra minúscula l ou da maiúscula L (Decreto-Lei nº238/94, de 19 de Setembro). c) Os algarismos correspondentes a esta indicação deverão possuir uma altura mínima de (Portaria nº359/94, de 7 de Junho): - 4 mm, se o volume for igual ou inferior 1l e superior a 200 ml; - 3 mm, se o volume for igual ou inferior a 200 ml e superior a 50 ml; - 2 mm, se for igual ou inferior a 50 ml. d) O Vinagre de Vinho RIBATEJO DOC só pode ser introduzido no consumo em vasilhame de vidro com o volume nominal igual ou inferior a 1 litro (Portaria nº359/94, de 7 de Junho).

102 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT Edição: 2 Data: Pag: 36 / 46 e) Os volumes nominais permitidos, tendo em vista a comercialização do Vinagre de Vinho Ribatejo DOC pré-embalado, são os seguintes (em litros): 0,25-0,50-0,75-1 (Portaria nº359/94, de 7 de Junho). 6. TEOR DE ÁCIDO ACÉTICO (Portaria nº924/2004, de 26 de Julho, Anexo II, nº1º, al. h)) O teor de ácido acético deverá ser expresso em graus, admitindo-se uma tolerância de +/- 0,5º. Entende-se por grau de acidez a acidez de titulação expressa em gramas de ácido acético por 100 ml de vinagre (Decreto-Lei nº58/85, de 11 de Março, art. 11º nº2). 7. INGREDIENTES (Decreto-Lei nº560/1999, de 18 de Dezembro, art. 14-Aº, alterado pelo Decreto- Lei nº126/2005, de 5 de Agosto) a) Sempre que estejam presentes um ou vários ingredientes enumerados no Anexo III do Decreto- Lei nº560/1999, de 18 de Dezembro, a rotulagem deve indicar o nome do ingrediente, precedido pelo termo contém. b) Em excepção à regra geral, a presente indicação pode figurar fora do campo visual de que constam as restantes indicações obrigatórias (Decreto-Lei nº560/1999, de 18 de Dezembro, art. 3º, nº2). 8. PORTUGAL É aplicável o disposto no Capítulo I, Parte I, ponto MARCA (Decreto-Lei nº376/97, de 24 de Dezembro, art. 2º) a) No rótulo, deverá constar uma marca, nominativa ou figurativa, devidamente registada nos termos do Código da Propriedade Industrial. A marca deverá obedecer à legislação vigente. b) Em tudo o mais, deverá ser observado o disposto no Capítulo I, Parte I, ponto 7, com as devidas adaptações. 31

103 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT Edição: 2 Data: Pag: 37 / 46 PARTE II INDICAÇÕES FACULTATIVAS 1. NOME ENDEREÇO E QUALIDADE DE UMA OU VÁRIAS PESSOAS QUE PARTICIPEM NA COMERCIALIZAÇÂO, para além do engarrafador(portaria nº924/2004, de 26 de Julho, Anexo II, nº4º) a) Os caracteres utilizados nesta indicação deverão ser do mesmo tipo e dimensão, não podendo exceder metade do tamanho dos caracteres utilizados na indicação Ribatejo. b) Sempre que o município contenha a indicação, no todo ou em parte, do nome de uma região determinada, não tendo direito a tal designação, esta deve ser substituída pelo respectivo código postal (Portaria nº924/2004, de26 de Julho, Anexo II, nº3º). c) Em tudo o mais, deverá observar-se o disposto no Capítulo I, Parte II, ponto 1 do presente Regulamento, com as devidas adaptações. 2. UMA DISTINÇÃO ou MEDALHA (Portaria nº924/2004, de 26 de Julho, Anexo II, nº11º) Apenas podem ser mencionadas na rotulagem as distinções concedidas por organismos oficiais ou oficialmente reconhecidos para o efeito, no âmbito de concursos organizados em conformidade com o disposto na legislação em vigor. 3. NÚMERO DE LOTE (Directiva 89/396/CEE, de 14 de Junho) É aplicável o disposto no Capítulo I, Parte I, ponto 5, do presente Regulamento. 4. CASA, PAÇO, PALÁCIO, SOLAR (Portaria nº924/2004, de 26 de Julho, Anexo I, nº5º) E QUINTA (Portaria nº1084/2003, de 29 de Setembro) É aplicável o disposto no Capítulo I, Parte II, ponto 7, do presente Regulamento, no que se refere ao vinho base.

104 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT Edição: 2 Data: Pag: 38 / ENGARRAFADO NA CASA, ENGARRAFADO NO PAÇO, ENGARRAFADO NO PALÁCIO, ENGARRAFADO NO SOLAR, ENGARRAFADO NA QUINTA, ENGARRAFADO NA ORIGEM, ENGARRAFADO NA COOPERATIVA, ENGARRAFADO NA ADEGA COOPERATIVA, ENGARRAFADO NA PROPRIEDADE, ENGARRAFADO PELO VITIVINICULTOR, ENGARRAFADO PELO PRODUTOR, ENGARRAFADO NA REGIÃO DE PRODUÇÃO, ENGARRAFADO NA REGIÃO DO RIBATEJO É aplicável o disposto no Capítulo I, Parte II, pontos 8 e 9 do presente Regulamento. 6. OUTRAS INDICAÇÕES Poderão ser utilizadas outras indicações, para além das referidas no presente capítulo, desde que não sejam erróneas nem de natureza a criar confusões ou a induzir em erro o consumidor no que respeita às características do produto e, em especial, no que se refere à natureza, identidade, qualidade, composição, quantidade, origem, modo de fabrico ou de obtenção, atribuindo ao produto efeitos ou propriedades que não possua e sugerindo que o produto possui características especiais quando todos os produtos similares possuem essas mesmas características. PARTE III LÍNGUAS A UTILIZAR As indicações constantes da rotulagem podem ser feitas numa ou várias línguas oficiais da Comunidade ou, no caso dos produtos destinados a exportação, noutras línguas, de modo que o consumidor final possa compreender facilmente cada uma dessas indicações. Salvaguardam-se, contudo a excepções a esta regra assinaladas no presente Regulamento.

105 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT Edição: 2 Data: Pag: 39 / 46 CAPÍTULO V AGUARDENTE VÍNICA RIBATEJO DOC PARTE I INDICAÇÕES OBRIGATÓRIAS (Portaria nº924/2004, de 26 de Julho, Anexo II) Estas indicações devem ser inscritas no mesmo campo visual, em caracteres uniformes, indeléveis, facilmente visíveis e legíveis, devendo cada uma ser redigida em termos correctos, claros e precisos, não podendo ser dissimulada, encoberta ou separada por outras menções ou imagens (Portaria nº924/2004, de 26 de Julho, Anexo II, nº7º). 1. DESIGNAÇÃO DO PRODUTO AGUARDENTE DE VINHO OU AGUARDENTE VÍNICA 2. RIBATEJO a) A referencia à região produtora deve figurar no rótulo com marcado destaque, o qual poderá ser obtido pelas dimensões do tipo de letra ou pela cor contrastante da impressão (Decreto-Lei nº39/84, art. 4º, nº2). b) Menção sempre feita em português. 3. DENOMINAÇÃO DE ORIGEM CONTROLADA OU DOC (Decreto-Lei nº212/2004, de 23 de Agosto. a) Esta menção deverá constar imediatamente após ou sob a menção RIBATEJO e em caracteres de dimensão inferior aos daquelas menções. b) Menção sempre feita em português.

106 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT Edição: 2 Data: Pag: 40 / NOME OU DENOMINAÇÃO SOCIAL, MUNICÍPIO OU PARTE DO MUNICÍPIO E ESTADO- MEMBRO DO ENGARRAFADOR (Portaria nº924/2004, de 26 de Julho, Anexo II, nº1º, als. b), c), d), e nº2º) a) Esta menção deverá ser precedida da expressão engarrafado por ou engarrafador ou preparador ou preparado por ou outra análoga. b) Caso se trate de um engarrafamento por encomenda na acepção do disposto no Capítulo I, Parte I, ponto 6, al. b) do presente Regulamento, deverá esta expressão ser substituída pela expressão engarrafado para... por... ou preparado para... por..., completada pelo nome ou denominação social do engarrafador e de quem procedeu ao engarrafamento por encomenda, seguidas, respectivamente, da identificação do município ou parte do município e do Estado-membro onde estes têm a sua sede. c) A identificação do engarrafador, nos termos das alíneas anteriores, deve ser efectuada em caracteres do mesmo tipo e dimensão, a qual não pode exceder metade da dos caracteres que indicam a menção RIBATEJO d) Poderá ser utilizado um código para o nome ou denominação social do engarrafador, desde que figure no rótulo, por extenso, o nome, município ou parte do município correspondente à sede de uma entidade que, além do engarrafador, intervenha no circuito comercial do produto, nos termos do ponto 1, Parte II do presente capítulo. Esse código corresponde ao número de engarrafador atribuído pelo IVV precedido pela indicação Eng. nº. e) Sempre que o município contenha a indicação, no todo ou em parte, do nome de uma região determinada, não tendo direito a tal designação, esta deve ser substituída pelo respectivo código postal (Portaria nº924/2004, de 26 de Julho, Anexo II, nº3º). f) Em tudo o mais, deverá ser observado o disposto no Capítulo I Vinho Verde, Parte I, ponto VOLUME NOMINAL (Portaria nº924/2004, de 26 de Julho, Anexo II, nº1º, al. e)) a) A indicação do volume nominal é efectuada em litros, centilitros ou mililitros e expressa em algarismos, acompanhados da unidade de medida utilizada ou do símbolo desta unidade.

107 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT Edição: 2 Data: Pag: 41 / 46 b) O símbolo da unidade de medida deverá ser indicado em letras minúsculas, com excepção do símbolo utilizado para a unidade litro, cujo símbolo consta da letra minúscula l ou da maiúscula L (Decreto-Lei nº238/94, de 19 de Setembro). c) Os algarismos correspondentes a esta indicação deverão possuir uma altura mínima de (Portaria nº359/94, de 7 de Junho): - 4 mm, se o volume for igual ou inferior 1l e superior a 200 ml; - 3 mm, se o volume for igual ou inferior a 200 ml e superior a 50 ml; - 2 mm, se for igual ou inferior a 50 ml. d) A Aguardente de Vinho com direito à Denominação de Origem Ribatejo só pode ser introduzida no consumo em vasilhame de vidro com o volume nominal igual ou inferior a 1 litro. e) Sem prejuízo do disposto na alínea anterior, os volumes nominais permitidos, tendo em vista a comercialização das aguardentes aqui referidas pré-embaladas, são os seguintes (em litros): 0,02-0,03-0,04-0,05-0,10-0,20-0,35-0,50-0,70-1 (Portaria nº359/94, de 7 de Junho). 6. TÍTULO ALCOOMÉTRICO VOLÚMICO ADQUIRIDO (Portaria nº924/2004, de 26 de Julho, Anexo II, nº1º, al. g)) a) Indicação efectuada através do número referenciado até às décimas, seguido da expressão % vol. e precedido, ou não, dos termos título alcoométrico adquirido, álcool adquirido, ou da abreviatura alc. b) O título alcoométrico indicado não pode ser superior ou inferior a 0,3% vol. ao obtido por determinação analítica, sem prejuízo das tolerâncias resultantes do método de análise utilizado para a sua determinação. c) Os caracteres utilizados nesta indicação deverão obedecer às alturas mínimas previstas no Capítulo I, Parte I, ponto 4, alínea c). 7. INGREDIENTES (Decreto-Lei nº560/1999, de 18 de Dezembro, art. 14-Aº, alterado pelo Decreto- Lei nº126/2005, de 5 de Agosto)

108 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT Edição: 2 Data: Pag: 42 / 46 a) Sempre que estejam presentes um ou vários ingredientes enumerados no Anexo III do Decreto- Lei nº560/1999, de 18 de Dezembro, a rotulagem deve indicar o nome do ingrediente, precedido pelo termo contém. b) Em excepção à regra geral, a presente indicação pode figurar fora do campo visual de que constam as restantes indicações obrigatórias (Decreto-Lei nº560/1999, de 18 de Dezembro, art. 3º, nº2). 8. PORTUGAL É aplicável o disposto no Capítulo I, Parte I, ponto MARCA (Decreto-Lei nº376/97, de 24 de Dezembro, art. 2º) a) No rótulo, deverá constar uma marca, nominativa ou figurativa, devidamente registada nos termos do Código da Propriedade Industrial. b) Não são de aceitar marcas comerciais que possam traduzir ou sugerir qualidade, origem, idade, processo de fabrico ou envelhecimento que não correspondam à realidade e como tal verificáveis (Portaria nº60/85, de 30 de Janeiro, nº6º). c) Em tudo o mais, deverá atender-se ao disposto no Capítulo I, Parte I, ponto 7, com as devidas adaptações. PARTE II INDICAÇÕES FACULTATIVAS 1. NOME, ENDEREÇO E QUALIDADE DE UMA OU VÁRIAS PESSOAS QUE PARTICIPEM NA COMERCIALIZAÇÂO para além do engarrafador(portaria nº924/2004, de 26 de Julho, Anexo II, nº4º) a) Os caracteres utilizados nesta indicação deverão ser do mesmo tipo e dimensão, não podendo exceder metade do tamanho dos caracteres utilizados na indicação RIBATEJO. b) Sempre que o município contenha a indicação, no todo ou em parte, do nome de uma região determinada, não tendo direito a tal designação, esta deve ser substituída pelo respectivo código postal (Portaria nº924/2004, de 26 de Julho, Anexo II, nº3º).

109 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT Edição: 2 Data: Pag: 43 / 46 c) Em tudo o mais, deverá observar-se o disposto no Capítulo I, Parte II, ponto 1 do presente Regulamento. 2. UMA DISTINÇÃO OU MEDALHA (Portaria nº924/2004, de 26 de Julho, Anexo II, nº11º) Apenas podem ser mencionadas na rotulagem as distinções ou medalhas concedidas por organismos oficiais ou oficialmente reconhecidos para o efeito, no âmbito de concursos organizados em conformidade com o disposto na legislação em vigor. 3. NÚMERO DE LOTE (Directiva 89/396/CEE, de 14 de Junho) É aplicável o disposto no Capítulo I, Parte I, ponto 5, do presente Regulamento. 4. CASA, PAÇO, PALÁCIO, SOLAR (Portaria nº924/2004, de 26 de Julho, Anexo I, nº5º) E QUINTA (Portaria nº1084/2003, de 29 de Setembro) a) Estas expressões poderão constar na rotulagem quando, no caso da aguardente de vinho, estiverem preenchidos os requisitos previstos no Capítulo I, Parte II, ponto 7, no que se refere ao vinho base. b) Em tudo o mais, deverá ser observado o disposto no Capítulo I, Parte II, ponto 7, do presente Regulamento, com as devidas adaptações. 5. ENGARRAFADA NA CASA, ENGARRAFADA NO PAÇO, ENGARRAFADA NO PALÁCIO, ENGARRAFADA NO SOLAR, ENGARRAFADA NA QUINTA, ENGARRAFADA NA ORIGEM, ENGARRAFADA NA COOPERATIVA, ENGARRAFADA NA ADEGA COOPERATIVA, ENGARRAFADA NA PROPRIEDADE, ENGARRAFADA PELO VITIVINICULTOR, ENGARRAFADA PELO PRODUTOR, ENGARRAFADA NA REGIÃO DE PRODUÇÃO, ENGARRAFADA NA REGIÃO DO RIBATEJO a) As expressões Engarrafada na Casa, Engarrafada no Paço, Engarrafada no Palácio, Engarrafada no Solar ou Engarrafada na Quinta apenas poderão ser utilizadas, quando cumpridos os requisitos previstos no número anterior do presente Regulamento.

110 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT Edição: 2 Data: Pag: 44 / 46 b) As restantes expressões acima previstas apenas poderão ser utilizadas uma vez preenchidos os requisitos previstos no Capítulo I, Parte II, pontos 8 e 9 do presente Regulamento, com as devidas adaptações tendo em conta o disposto no número anterior. 6. NOME DE UMA OU MAIS CASTAS OU OS SINÓNIMOS a) O uso desta menção depende da observância dos requisitos previstos no Capítulo I, Parte II, ponto 4 do presente Regulamento. 7. INDICAÇÃO DE UMA UNIDADE GEOGRÁFICA MAIS PEQUENA QUE A REGIÃO DETERMINADA a) Podem ser utilizadas as denominações sub-regionais: Almeirim, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Santarém e Tomar, em complemento das denominações de origem controladas RIBATEJO, quando os respectivos vinhos, conforme o caso, tiverem sido obtidos a partir de uvas produzidas na sub-região indicada e aí tenha sido efectuada a sua destilação b) A denominação sub-regional pode ser ou não acompanhada da expressão sub-região.

111 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT Edição: 2 Data: Pag: 45 / ANO DE COLHEITA O uso desta indicação obedece ao disposto no Capítulo I, Parte II, ponto 3 do presente Regulamento. 9. VELHA / RESERVA / VELHISSÍMA / VSOP / XO a) As Aguardentes de Vinho com direito à Denominação de Origem RIBATEJO, obtidas por envelhecimento natural em vasilhas de madeira de carvalho, poderão utilizar as menções: - Velha / Reserva : quando envelhecidas por um período mínimo médio de 2 anos; - Velhíssima : quando envelhecidas por um período mínimo médio de 3 anos; - VSOP : quando envelhecidas por um período mínimo médio de 4 anos; - XO : quando envelhecidas por um período mínimo médio de 6 anos. c) O uso das indicações supra mencionadas deverá ficar sujeito ao controlo por parte da CVRT, quer através das contas correntes, quer através da respectiva análise química e organoléptica OUTRAS INDICAÇÕES (Portaria nº924/2004, de 26 de Julho, Anexo II, nº8º) Poderão ser utilizadas outras indicações, para além das referidas no presente capítulo, desde que não sejam erróneas nem de natureza a criar confusões ou a induzir em erro o consumidor no que respeita às características do produto e, em especial, no que se refere à natureza, identidade, qualidade, composição, quantidade, origem, modo de fabrico ou de obtenção, atribuindo ao produto efeitos ou propriedades que não possua e sugerindo que o produto possui características especiais quando todos os produtos similares possuem essas mesmas características. PARTE III LÍNGUAS A UTILIZAR (Regulamento (CEE) nº1576/89, de 29 de Maio, art. 7º, nº4) As indicações constantes da rotulagem podem ser feitas numa ou várias línguas oficiais da Comunidade ou, no caso dos produtos destinados a exportação, noutras línguas, de modo que o

112 REGULAMENTO INTERNO DA ROTULAGEM DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELA CVRT Edição: 2 Data: Pag: 46 / 46 consumidor final possa compreender facilmente cada uma dessas indicações. Salvaguardam-se, contudo a excepções a esta regra assinaladas no presente Regulamento.

113 MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS, DE GESTÃO E CONTROLO DE PRODUTOS COM DIREITO A DENOMINAÇÃO DE ORIGEM RIBATEJO E INDICAÇÃO GEOGRÁFICA TEJO Edição: 3 Data: ANEXO D TABELA DE PREÇOS E TAXAS

114 TABELA DE PREÇOS E TAXAS APROVADA POR: Conselho Geral Taxa de Certificação Vinhos até à colheita de 2008 (inclusive) Cobrança de 100% do valor da taxa de certificação com a entrega dos selos de garantia de origem de acordo com os seguintes valores: TAXA DE CERTIFICAÇÃO AQUANDO DA ENTREGA DOS SELOS DE GARANTIA DE ORIGEM*(100%) VINHOS E PRODUTOS VÍNICOS RIBATEJO DOC Capacidade até 0,25l Capacidade de 0,25 a 0,50 l Capacidade de 0,50 a 1l Capacidade de 1 a 2 l Capacidade superior a 2l 0,011 0,0210 0,0420 0,0630 0,0420 /l VINHOS E PRODUTOS VÍNICOS REGIONAL RIBATEJANO Capacidade até 0,25l Capacidade de 0,25 a 0,50 l Capacidade de 0,50 a 1l Capacidade de 1 a 2 l Capacidade superior a 2l 0,008 0,0160 0,0320 0,0480 0,032 /l *Ao valor da taxa de certificação acresce o valor da taxa de promoção que é receita do IVV Vinhos a partir da colheita de 2009 Cobrança de 10% do valor da taxa aquando da entrega das Declarações de Colheita e Produção e cobrança de 90% do valor da taxa aquando da entrega dos selos de garantia de origem de acordo com os quadros abaixo: TAXA DE CERTIFICAÇÃO AQUANDO DA ENTREGA DAS DECLARAÇÕES DE COLHEITA E PRODUÇÃO (10%) DESIGNAÇÃO PREÇO (EUROS) VINHOS OU PRODUTOS VÍNICOS DECLARADOS COMO APTOS A DOC 0,0042/litro RIBATEJO VINHOS OU PRODUTOS VÍNICOS DECLARADOS COMO APTOS A 0,0032/litro REGIONAL RIBATEJANO TAXA DE CERTIFICAÇÃO AQUANDO DA ENTREGA DOS SELOS DE GARANTIA DE ORIGEM* (90%) VINHOS E PRODUTOS VÍNICOS RIBATEJO DOC Capacidade até 0,25l Capacidade de 0,25 a 0,50 l Capacidade de 0,50 a 1l Capacidade de 1 a 2 l Capacidade superior a 2l 0,009 0,0189 0,0378 0,0567 0,0378 /l VINHOS E PRODUTOS VÍNICOS REGIONAL RIBATEJANO Capacidade até 0,25l Capacidade de 0,25 a 0,50 l Capacidade de 0,50 a 1l Capacidade de 1 a 2 l Capacidade superior a 2l 0,007 0,0144 0,0288 0,0432 0,0288 /l

115 TABELA DE PREÇOS E TAXAS APROVADA POR: Conselho Geral *Ao valor da taxa de certificação acresce o valor da taxa de promoção que é receita do IVV VALORES DA TAXA DE PROMOÇÃO (PARA TODOS OS VINHOS) Capacidade até 0,25l Capacidade de 0,25 a 0,50 l Capacidade de 0,50 a 1l Capacidade de 1 a 2 l Capacidade superior a 2l 0,0034 0,0067 0,0135 0,0200 0,0135 /l Serviços Prestados INSCRIÇÃO DE AGENTES ECONÓMICOS NA C.V.R.R. DESIGNAÇÃO PREÇO (EUROS) INSCRIÇÃO DE AGENTE ECONÓMICO (só novas inscrições) 250 INSCRIÇÃO DE INSTALAÇÕES (só novas inscrições) 25 INSCRIÇÃO DE VINHA PARA REGIONAL - Por há (só novas 10 inscrições) INSCRIÇÃO DE VINHO PARA DOC Por há (só novas 25 inscrições) PEDIDO DE CERTIFICAÇÃO DE LOTE DESIGNAÇÃO PREÇO (EUROS) PEDIDO DE CERTIFICAÇÃO A GRANEL 50 PEDIDO DE CERTIFICAÇÃO PRÉVIO AO 25 ENGARRAFAMENTO ANÁLISES FISICO-QUÍMICAS DESIGNAÇÃO PREÇO (EUROS) ANÁLISE DE CERTIFICAÇÃO 47,5 OUTRAS ANÁLISES Será facturado o preço cobrado pelo laboratório à CVRR-EC APRECIAÇÃO DE ROTULAGEM DESIGNAÇÃO PREÇO (EUROS) APRECIAÇÃO ROTULAGEM NORMAL (16horas úteis) 12,50 APRECIAÇÃO ROTULAGEM URGENTE (8 horas úteis) 25 EMISSÃO DE CERTIFICADOS DESIGNAÇÃO PREÇO (EUROS) EMISSÃO CERTIFICADOS DE ORIGEM 10

116 TABELA DE PREÇOS E TAXAS APROVADA POR: Conselho Geral EMISSÃO CERTIFICADOS DE ANÁLISE 5 Contencioso Processos Disciplinares DESIGNAÇÃO PREÇO (EUROS) CUSTAS PROCESSUAIS 200 CUSTAS RECURSO HIERARQUICO 500 Santarém, 1 de Janeiro de 2009

117 MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS, DE GESTÃO E CONTROLO DE PRODUTOS COM DIREITO A DENOMINAÇÃO DE ORIGEM RIBATEJO E INDICAÇÃO GEOGRÁFICA TEJO Edição: 3 Data: ANEXO E LISTAGEM DE GRÁFICAS AUTORIZADAS

118 GRÁFICAS AUTORIZADAS 2009 CVR TEJO 2009 NOME TELEFONE FAX ADHESIVOS ORCAJADA, S.A.L A PERSISTENTE ARGRAF BETAFLEX BULHOSAS [IRMÃO], SA CARTONAGES RAKOSNIK CROBEL EIKON Centro Gráfico, SA ETIEX ETIQUETAS DA ESTREMADURA ETIFORMA, LDA ETIQUEL, LDA ETIQUETAS ADHESIVAS KARPAYSA EUROLABEL - SOC. GRÁFICAS, LDA FINACTIVA FITATEX FM ETIQUETAS GRÁFICA CENTRAL DE ALMEIRIM GRÁFICA DA BAIRRADA INDEST LITOANADIA NESTACOR NOVAGRÁFICA DO CARTAXO, LDA PERPICOLA ETIQ. E AUTOC., LDA RCM ETIQUETAS TIPOGRAFIA RIBATEJO VOX, SA

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