Dom Fernando Arêas Rifan
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- Paula Macedo Fernandes
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1 CARTA DE DOM FERNANDO RIFAN AOS BISPOS DA FRATERNIDADE, FELICITANDO-OS PELO LEVANTAMENTO DA EXCOMUNHÃO (tradução): À S. Ex. Rev.: Mgr. Bernard Fellay, Mgr. Bernard Tissier de Mallerais, Mgr. Richard Williamson et Mgr. Alfonso de Galareta Dom Fernando Arêas Rifan Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney Campos, RJ, Brasil Campos, Brasil, 30 de janeiro de 2009 Excelências Reverendíssimas, Acabo de chegar de uma viagem durante a qual recebi as boas novas; por isso só agora posso lhes escrever. Eu e toda nossa Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, seus sacerdotes e fiéis, os felicitamos e nos congratulamos de todo o coração com V. Exas. pelo levantamento das excomunhões que vos atingiam e agradecemos ao Santo Padre por este gesto de paternal misericórdia e generosidade, que terá uma frutuosa repercussão em toda a Igreja. Como nós também fomos objeto da mesma bondade do Santo Padre, que levantou a excomunhão de Dom Licínio Rangel em novembro de 2001, o que nos conduziu à nossa completa regularização em 18 de janeiro de 2002, nós estaremos sempre em oração para que V. Exas. possam também chegar à completa regularização de toda a Fraternidade São Pio X, como o desejou o Papa. Nós confiamos todo esse caso ao Imaculado Coração da Santíssima Virgem, a quem V. Exas. com tanta confiança recorreram para a sua solução. Unidos no mesmo amor pela Santa Igreja, nossa mãe também, queiram, prezadas Excelências, receber a expressão de meu respeito e amizade, In Iesu et Maria, 1
2 + Dom Fernando Arêas Rifan COMENTÁRIOS DE DOM FERNANDO RIFAN : Recapitulando tudo o que até agora foi feito e dito, gostaríamos de fazer as seguintes considerações. A) A IDÉIA DO PEDIDO DE LEVANTAMENTO DA EXCOMUNHÃO FOI DADA POR MIM, DURANTE AS CONVERSAÇÕES COM A FRATERNIDADE SÃO PIO X NO PRINCÍPIO DE O começo das conversações se deu por ocasião do Jubileu do Ano 2000 a pedido do Papa João Paulo II. O Cardeal Castrillón propôs a reconciliação aos Bispos da Fraternidade. Dom Fellay ligou para mim, para que eu falasse com Dom Licínio e os ajudasse com conselhos sobre qual resposta deveriam dar a Roma. Dom Licínio me enviou a Menzingen, Casa geral da Fraternidade, para uma reunião em 13 de janeiro de A segunda reunião foi em 24 de abril de Nestas reuniões, tomavam parte os quatro Bispos da Fraternidade, Pe. Aulagnier e eu. Ao ver a desconfiança que se mostrava com relação a Roma, eu propus então que se pedisse um gesto de confiança. E sugeri que se pedisse o levantamento das excomunhões proclamadas em 1988 por ocasião das sagrações dos quatro bispos por Dom Lefebvre. Assim como o Papa Paulo VI havia levantado a excomunhão dos ortodoxos cismáticos num gesto de abertura para o caminho da volta deles à Igreja (eu citei então a encíclica Ut unum sint, nº 52), pedirse-ia o mesmo gesto para conosco. A minha sugestão foi aceita. Foi acrescentada uma outra exigência: o pedido de se liberar a Missa tradicional para o mundo inteiro. Essas duas exigências se tornaram os prealables, duas condições, para se continuarem as conversações. O pedido foi entregue ao Papa através do Cardeal Castrillón. O Cardeal Castrillón trouxe-nos a resposta oral do Papa. O Santo Padre disse que a questão da liberação da Missa para o mundo todo seria feita independente daquele pedido e que o levantamento da excomunhão seria feito assim que se entrasse com seriedade nas conversações em vista da regularização. Realmente isso aconteceu conosco. Começamos seriamente as conversações em setembro de 2001 e o Papa levantou a excomunhão de Dom Licínio em novembro do mesmo ano, sendo a nossa completa regularização assinada pelo Papa em dezembro de 2001 e executada em 18 de janeiro de 2002, com a criação da nossa Administração Apostólica. Mas quando o Papa levantou a excomunhão de Dom Licínio, não fizemos nenhum estardalhaço, guardamos silêncio, esperando a solução total do caso. Por isso, agora não é hora de comemorações ou barulho: aguardemos o desfecho final, que esperamos seja feliz. B) NOSSO RECONHECIMENTO, RECONCILIAÇÃO E CRIAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO APOSTÓLICA FORAM DURAMENTE CRITICADOS E ATACADOS PELA FRATERNIDADE SÃO PIO X. O nosso reconhecimento e a criação da Administração Apostólica passaram imediatamente a ser criticados e atacados duramente pela Fraternidade, como se nós 2
3 tivéssemos caído na apostasia, traído a causa da tradição e adotado todos os erros que existem na parte humana da Igreja. Incompreensível! Desde o início da criação da Administração Apostólica pela Santa Sé, publicações da Fraternidade não cessaram de tratar os padres de Campos como tendo apostatado, caído na traição romana, defeccionado na fé, aceitado uma Administração Apostólica concebida de maneira diabólica, ter-se tornado um ramo cortado da árvore, etc., e os representantes da Fraternidade no Brasil se encarregaram de distribuir estas publicações entre nossos fiéis, disseminando toda sorte de suspeitas. Eis apenas algumas citações: Dom Bernard Fellay, se referindo aos padres de Campos no Brasil, afirmou: A tendência é que eles se afastem cada vez mais de nós, já que se mostram cada dia mais apegados ao Magistério de hoje (Carta aos amigos e benfeitores, 6/1/2003). Enquanto que um certo número de padres se aproximam de nós, Campos se aproxima de Roma (Carta aos benfeitores, 7/6/2002). Dom Richard Williamson, após a criação da Administração Apostólica de Campos declarou: Campos caiu... nas garras da Roma neo-modernista ; os padres de Campos afundam nas águas da apostasia (Carta aos amigos e benfeitores, julho de 2002). O Padre François KNITTEL, superior do México, da Fraternidade São Pio X, falando da criação da Administração Apostólica de Campos pela Santa Sé e do nosso afastamento da Fraternidade, disse quando um ramo se separa do tronco, por mais grosso, cheio de seiva e carregado de frutos que esteja, terminará sempre se secando. E esses ataques continuam até hoje. Esperemos que agora parem, como demonstração da sua sinceridade para com a Santa Sé. E nós nos congratulamos com eles pelo levantamento da excomunhão e desejamos que resolvam o mais rápido possível a sua situação irregular, entrando na plena comunhão da Igreja, como deseja o Papa. C) LEVANTAMENTO DA EXCOMUNHÃO DE DOM ANTÔNIO DE CASTRO MAYER. Esse assunto já foi explicado acima, nº 9. No dia da minha Ordenação Episcopal, eu falei publicamente que a nossa reabilitação na Igreja significava também a reabilitação de Dom Antônio de Castro Mayer. Fui aplaudido pela multidão de sete mil pessoas ali presentes, incluindo sacerdotes, bispos e cardeais, especialmente o Cardeal Castrillón, meu consagrante principal. Não contente com isso, estando em Roma, apresentei pessoalmente ao Santo Padre e à Congregação para os Bispos um pedido formal de reabilitação da memória de Dom Antônio de Castro Mayer. O Cardeal João Batista Re disse-me que a Igreja (militante) não tinha poder após a morte para levantar a excomunhão de falecidos, mas ficasse tranqüilo pois, por tudo o que eu lhe expliquei, Dom Antônio não havia morrido fora da comunhão da Igreja e que entregasse esse assunto à misericórdia de Deus. Ainda não satisfeito, com a eleição do novo Papa Bento XVI, apresentei-lhe pessoalmente um longo dossiê e um novo pedido de purificação da memória de Dom Antônio de Castro Mayer. Creio que já fiz o suficiente nesse ponto. O assunto está agora nas mãos da Santa Sé. Se o Santo Padre não o faz é porque não acha prudente ou conveniente. 3
4 D) A REABILITAÇÃO DA FRATERNIDADE NÃO FOI AINDA CONCLUÍDA: FALTA AINDA A REINTEGRAÇÃO NA COMUNHÃO PLENA DA IGREJA, QUE EXIGE O VERDADEIRO RECONHECIMENTO DO MAGISTÉRIO E DA AUTORIDADE DO PAPA E DO CONCÍLIO VATICANO II. O levantamento da excomunhão dos quatro bispos da Fraternidade, conforme está bem explicado nos documentos acima citados, não significa ainda a reabilitação deles e da Fraternidade diante da Igreja. O real reconhecimento, a regularização da sua situação jurídica e sua entrada na plena comunhão da Igreja devem ainda acontecer. O levantamento da excomunhão foi apenas o primeiro passo, muito importante, muito generoso da parte do Santo Padre, restando ainda os outros passos por parte da Fraternidade. O Papa Bento XVI procedeu como São Pio X, quando da nomeação de um Bispo da diocese onde residia Loisy, o pai do modernismo, condenado por ele. Vossa Excelência está sendo nomeado para a diocese onde reside Loisy: se ele der um passo na sua direção, V. Exa. dê dois passos na direção dele!. O Papa Bento XVI, como vimos acima no nº 9, explicou bem o significado do seu gesto: Foi, explicou, um «ato de misericórdia paterna», em cumprimento do «serviço à unidade» próprio do «ministério do Sucessor de Pedro», e acrescentou que «espera um empenho» por parte destes bispos «para chegar à plena comunhão». O Papa explicou que o motivo deste «ato de misericórdia paterna» foi que «repetidamente estes prelados me manifestaram seu vivo sofrimento pela situação na qual se encontravam». Contudo, recordou que este ato não supõe ainda a reintegração à comunhão plena e confiou em que, «a este gesto meu siga o solícito empenho de sua parte por levar a cabo ulteriores passos», entre eles «o verdadeiro reconhecimento do magistério e da autoridade do Papa e do Concílio Vaticano II». E) É FALSO POIS DIZER QUE ELES FORAM OU SERÃO RECEBIDOS SEM RECONHECEREM A ORTODOXIA DA NOVA MISSA NEM A AUTORIDADE DO CONCÍLIO VATICANO II. ALGUNS USAM ESSA SUPOSIÇÃO FALSA PARA ATACAR A ADMINISTRAÇÃO APOSTÓLICA, CUJOS MEMBROS TERIAM SE PRECIPITADO E SE FAZENDO O QUE NÃO SERIA PRECISO, OU SEJA, O RECONHECIMENTO DA VALIDADE E LICEIDADE DO NOVO RITO DA MISSA E DA AUTORIDADE MAGISTERIAL DO CONCÍLIO VATICANO II. O Papa o disse muito claramente, como vimos acima e repetimos: Após o seu gesto de misericórdia levantando a excomunhão, o Papa recordou que este ato não supõe ainda a reintegração à comunhão plena e confiou em que, «a este gesto meu siga o solícito empenho de sua parte por levar a cabo ulteriores 4
5 passos», entre eles «o verdadeiro reconhecimento do magistério e da autoridade do Papa e do Concílio Vaticano II». O mesmo já explicou o Cardeal Ricard, Arcebispo de Bordéus, presidente da Conferência Episcopal da França e membro da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei: Segundo o purpurado, ainda falta regular duas questões fundamentais para que o cisma possa ser considerado terminado: por um lado, «a integração da estrutura jurídica da Fraternidade de São Pio X na Igreja», e por outro, «um acordo em questões dogmáticas e eclesiológicas». Entre estes temas a debater, o cardeal Ricard se referiu à questão do Concílio Vaticano II como «texto magisterial de primeira importância. Isso é fundamental». O cardeal Ricard aludiu a outras questões de tipo cultural e político: «As últimas declarações, inaceitáveis, de Dom Williamson negando o drama do extermínio dos judeus são um exemplo disso», afirmou. «O caminho será longo, sem dúvida, e exigirá um melhor conhecimento e estima mútuos. Mas o levantamento da excomunhão permitirá percorrê-los juntos», acrescentou. O arcebispo de Bordéus explica também que Bento XVI «quis ir o mais longe possível com a mão estendida, como convite a uma reconciliação», desde sua missão de fazer o possível «por voltar a tecer os fios arrebentados da unidade eclesial». F) QUAIS SERIAM AS QUESTÕES DOGMÁTICAS E ECLESIOLÓGICAS QUE O CARDEAL RICARD DISSE QUE PRECISAM SER RESOLVIDAS PARA TERMINAR O CISMA? A Fraternidade tem defendido muitos e graves erros dogmáticos e eclesiológicos, que eles precisam abjurar e daqui em diante jamais defender, como o têm feito. Condição para serem recebidos na plena comunhão da Igreja. Citamos alguns destes erros: a) Doutrina da existência de duas Romas, ou seja, doutrina que ensina a distinção entre a Roma atual, que eles chamam de modernista, e a Roma eterna, a qual dizem seguir, isto é, doutrina que nega a identidade entre a Roma hierárquica atual e a Igreja fundada em Roma por São Pedro. Esta doutrina falsa, muito usada pelos protestantes para negar a identidade da Igreja Romana com a Igreja de Cristo, põe por terra toda a apologética católica. É frequentemente usada pela Fraternidade para se defender. Dom Bernard Fellay, superior geral da Fraternidade São Pio X, ensina: Necessitamos obter da Roma atual as provas da sua ligação com a Roma do passado (carta aos amigos e benfeitores, 6/1/2003). Dom Richard Williamson, Bispo da Fraternidade São Pio X, ensina: A Fraternidade deve esperar que os Romanos voltem ao fundamento de Pedro (carta aos amigos e benfeitores, 1/2/2003). Dom Tissier de Mallerais: Nós, os quatro Bispos da Fraternidade, não procuramos a reconciliação com Roma, a não ser que Roma se converta à Tradição Católica, se converta à Profissão da Fé Católica tradicional (21/4/2003). 5
6 Comentário nosso: Essa falsa e inútil distinção de duas Romas, de duas Igrejas, já foi condenada por S. S. o Papa Pio XII: Em erro perigoso estão pois aqueles que julgam poder unir-se a Cristo, Cabeça da Igreja, sem aderirem fielmente ao seu Vigário na terra. Suprimida a Cabeça visível, e quebrados os vínculos visíveis de unidade, obscurecem e deformam de tal maneira o Corpo Místico do Redentor, que este não pode ser visto nem encontrado por aqueles que buscam o porto da salvação (Pio XII, Encíclica Mystici Corporis, n ). Seria o caso de agora lhes perguntar: qual Roma está levantando a excomunhão dos quatro Bispos? b) Doutrina segundo a qual a Roma de hoje perdeu a Fé, estabeleceu uma nova religião e a verdadeira fé é mantida pela Fraternidade e pelos demais grupos tradicionalistas a ela unidos, ou seja, só eles é que são a verdadeira Igreja. Publicações da Fraternidade repetem por toda a parte o discurso de Dom Marcel Lefebvre de 1988: Eu vos pergunto: onde estão os verdadeiros sinais da Igreja? Estão eles na Igreja oficial (não se trata de Igreja visível, mas da Igreja oficial) ou conosco, no que representamos, no que somos? É evidente que somos nós que guardamos a unidade da fé, que desapareceu da Igreja oficial. (...) Onde está a unidade da fé em Roma? Onde está a unidade da fé no mundo? Fomos nós que a guardamos... Tudo isso mostra que somos nós que possuímos os sinais da Igreja visível... Se ainda existe uma visibilidade na Igreja hoje em dia, é graças a vós. Estes sinais não se encontram mais nos outros. Não existe mais neles unidade da fé; ora, é precisamente a fé que é a base de toda a visibilidade da Igreja... É necessário, portanto, que saiamos do meio destes bispos, se não desejamos perder a nossa alma. Mas isso não é suficiente, posto que é em Roma que a heresia se instalou. Se os bispos são heréticos (mesmo sem tomar este termo no sentido e com as conseqüências do direito canônico) não é sem a influência de Roma. Se nós nos distanciamos deste tipo de gente, é com a mesma precaução que se toma para com as pessoas que estão com AIDS. Não queremos nos contaminar. Ora, eles estão com AIDS espiritual, uma doença contagiosa. Se quisermos guardar a saúde, não devemos aproximar-nos deles...é por isso que nós não podemos nos ligar a Roma. ( Guarde a Fé, publicação da Fraternidade no Rio Grande do Sul, Brasil, Jun/Jul 2002). Dom Williamson, bispo da Fraternidade, afirma:... a Fraternidade São Pio X se mantém na Verdade, ao passo que Roma não... (Carta aos benfeitores, fevereiro de 2001). Comentário nosso: Essa doutrina da Fraternidade é herética, contra o dogma da indefectibilidade da Igreja, definido pelo Concílio Vaticano I (Constituição Dogmática Pastor Aeternus ). As seguintes também não escapam do forte sabor de heresia. c) Doutrina segundo a qual a comunhão com Roma não é necessária e, pior ainda, quem está hoje em comunhão com Roma naufraga nas águas da apostasia. Dom Tissier de Mallerais, bispo da Fraternidade, afirma: O problema não é a comunhão. Isso é uma idéia estúpida dos bispos depois do Vaticano II, não existe problema de comunhão e sim problema da profissão de fé. A comunhão é nada, é uma invenção do Vaticano II, Comunhão não significa nada para mim, é um slogan da nova Igreja (entrevista ao The Remnant, 30/4/2006). Ou seja, ele ensina que se pode guardar a fé sem estar em comunhão com a Santa Sé. 6
7 Dom Bernard Fellay, se referindo aos padres de Campos no Brasil, afirma: A tendência é que eles se afastem cada vez mais de nós, já que se mostram cada dia mais apegados ao Magistério de hoje (Carta aos amigos e benfeitores, 6/1/2003). Enquanto que um certo número de padres se aproximam de nós, Campos se aproxima de Roma (Carta aos benfeitores, 7/6/2002). Dom Richard Williamson, após a criação da Administração Apostólica de Campos declara: Campos caiu... nas garras da Roma neo-modernista ; Os padres de Campos afundam nas águas da apostasia (Carta aos amigos e benfeitores, julho de 2002). Comentário nosso: Essa doutrina é herética, conforme a definição dogmática Pastor Aeternus do Concílio Vaticano I; e se, segundo eles, a Roma atual está na heresia e os que a seguem caíram na apostasia, então onde está a Igreja Católica de Nosso Senhor, constituída por Ele como Sociedade visível, hierárquica, permanente, indefectível até o fim dos séculos? O termo comunhão não é invenção do Concílio Vaticano II, mas um dogma da nossa fé, o dogma da unidade da Igreja. O conceito comunhão é ensinado em numerosos pronunciamentos infalíveis da Igreja de modo especial na Constituição dogmática Pastor Aeternus do Concílio Vaticano I (cf. Denz. 3060). O Papa Pio IX, na Encíclica Etsi multa, ensina: Os próprios elementos da doutrina católica ensinam que ninguém pode ser considerado como bispo legítimo, se não estiver unido pela comunhão da fé e da caridade com a pedra sobre a qual Jesus Cristo edificou a sua Igreja. O Concílio Vaticano I definiu que o Papa é o "perpétuo princípio e fundamento visível da unidade da Igreja" (Denz-Scho 3051), anatematizando quem dissesse que São Pedro não teria perpétuos sucessores no primado sobre toda a Igreja (Denz-Sho 3058). Repetindo sempre essa doutrina, Dom Antônio de Castro Mayer ensinava: "O Papa é o chefe da Igreja e, como tal, o sinal e a causa da unidade visível da sociedade sobrenatural, internamente dirigida e vivificada pelo Espírito Santo" (Instrução Pastoral sobre a Igreja, 2/3/1965, cap. II). A comunhão com o Papa e com os outros católicos é necessária para evitarmos todo o perigo de cisma, como ensina Santo Tomás de Aquino: "São chamados cismáticos aqueles que se recusam a se submeter ao Sumo Pontífice e aqueles que se recusam a viver em comunhão com os membros da Igreja, a ele sujeitos" (2 a -2ae, q. 39, art. 1). E o célebre teólogo espanhol Francisco Suarez ensina que há vários modos de se tornar cismático: "sem negar que o Papa é o chefe da Igreja, o que já seria heresia, agese como se ele não o fosse: é o modo mais freqüente..." (De Charitate, disp. 12, sect. I, n.2, t. XII, p. 733, in Opera Omnia). Este comentário nosso aplica-se também à doutrina seguinte d). d) Doutrina segundo a qual o Papa e os Bispos em comunhão com ele, ou seja, o Colégio Apostólico com o sucessor de Pedro, podem cair no erro contra a fé e, por largos anos, envenenar o rebanho. Dom Williamson: Eu não faço parte nem da Igreja docente conciliar, nem do colégio apostólico conciliar. Em troca, da Igreja docente católica e do colégio apostólico católico eu faço parte. Ao inverso, os bispos diocesanos conciliares formam um bolo envenenado em bloco, mas não em todas as suas partes (Carta aos amigos e benfeitores, 6 de janeiro de 2003). 7
8 Dom Tissier de Mallerais: Bento XVI é pior do que Lutero, bem pior. Quando ele era teólogo, afirmou heresias, e publicou um livro cheio de heresias... Ele vai mais longe do que Lutero. É pior do que Lutero, bem pior. Ele nunca se retratou dessas declarações. Ele ensinou muitas outras heresias. Muitas outras... Ele relê, reinterpreta todos os dogmas da Igreja. Absolutamente todos. É isso o que ele chama de hermenêutica no seu discurso de 22 de dezembro de Ele interpreta a doutrina católica conforme a nova filosofia, a filosofia idealista de Kant (Entrevista ao jornal americano The Remnant, 30/4/2006). Dom Williamson: Como herege, Ratzinger ultrapassa de longe os erros protestantes de Lutero, como disse muito bem Dom Tissier de Mallerais (ao jornal francês Rivarol 12/1/2007 pag. 93). E Dom Williamson chama o Papa Bento XVI de Papa dúplice, porque como Paulo VI e João Paulo II, ele crê em duas religiões simultaneamente contraditórias. A não ser por um milagre, Bento XVI pensará assim até à morte... (Publicado no site La Porte Latine, site oficial do Distrito da França, da Fraternidade São Pio X). e) Doutrina segundo a qual o Concílio Vaticano II seria um conciliábulo repleto de erros doutrinários, em ruptura com a Tradição. Dom Tissier de Mallerais: Não é possível ler o Vaticano II à luz da Tradição. Não se pode ler o Vaticano II como uma obra católica. O Vaticano II é baseado sobre o pensamento de Emanuel Kant, sobre o idealismo alemão (Dom Tissier de Mallerais, em entrevista concedida no dia 30 abril de 2006, a Stephen L.M. Heiner, publicada pelo Jornal Americano The Remnant ). Comentário nosso: Como esse assunto é muito grave, pois estão acusando um Concílio Ecumênico da Igreja Católica de não ser católico, negando-lhe assim a autoridade magisterial, é necessário fazer sobre isso um comentário mais extenso, embora já o tenhamos feito em nossa Orientação Pastoral sobre o Magistério Vivo da Igreja. Sobre essas doutrinas errôneas da Fraternidade, o Cardeal Dom Dario Castrillón Hoyos recorda que a segurança divina, expressa na Constituição Dogmática Pastor Aeternus do Concílio Vaticano I, de que a Sede do Apóstolo Pedro permanecerá para sempre preservada de toda espécie de erro, não permite que se possa acusar o Pontífice atual, fazendo referência a um Concílio antecedente, como se não houvesse continuidade entre os Concílios e como se a promessa do Senhor não fosse mais válida a partir do Concílio Vaticano II. O carisma da indefectibilidade da verdade e da fé (cf. Denz-Sch 3071): Hoc igitur veritatis et fidei numquam deficientis charisma Petro eiusque in hac cathedra successoribus divinitus collatum est... - Portanto, este carisma da verdade e da fé, que nunca falta, foi conferido a Pedro e a seus sucessores nesta cátedra... - não se encontra em grau menor na pessoa de João Paulo II, cuja fé é aquela da Igreja de sempre. Recordemos o ensinamento do Papa Gregório XVI, na sua encíclica Mirari Vos (6): Reprovável seria, na verdade, e muito alheio à veneração com que se devem acolher as leis da Igreja, condenar, somente por néscio capricho de opinião, a doutrina que foi por ela sancionada, na qual estão contidas a administração das coisas sagradas, a regra dos costumes e dos direitos da Igreja, a ordem e a razão dos seus ministros, ou então acoimá-la de oposicionista a certos princípios de direito natural, julgando-a deficiente e imperfeita, ou ainda sujeitando-a à autoridade civil. Constando, com efeito, 8
9 como reza o testemunho dos Padres do Concílio de Trento (Sess. 13, dec. de Eucharistia in proem.), que a Igreja recebeu sua doutrina de Jesus Cristo e dos seus Apóstolos, e que o Espírito Santo a está continuamente assistindo, ensinando-lhe toda a verdade, é por demais absurdo e altamente injurioso dizer que se faz necessária uma certa restauração ou regeneração, para fazê-la voltar à sua primitiva incolumidade, dando-lhe novo vigor, como se fosse de crer que a Igreja é passível de defeito, ignorância ou outra qualquer das imperfeições humanas; com tudo isto pretendem os ímpios que, constituída de novo a Igreja sobre fundamentos de instituição humana, venha a dar-se o que São Cipriano tanto detestou: que a Igreja, coisa divina, se torne coisa humana (Ep. 52, edit. Baluz.). Pensem, pois, os que tal supõem, que somente ao Romano Pontífice como atesta São Leão, tem sido confiada a constituição dos cânones; e que somente a ele, e não a outro, compete julgar dos antigos decretos dos cânones, medir os preceitos dos seus antecessores para moderar, após diligente consideração, aquelas coisas, cuja modificação é exigida pela necessidade dos tempos (Ep. ad. episc. Lucaniae)". Sobre a autoridade do Concílio Vaticano II, o valor dos seus documentos e a maneira de acolhê-los, assim explicou o Papa Paulo VI: Dado o caráter pastoral do Concílio, ele evitou pronunciar de uma maneira extraordinária dogmas que comportassem a nota da infalibilidade, mas ele dotou seus ensinamentos da autoridade do magistério ordinário supremo; esse magistério ordinário e manifestamente autêntico deve ser acolhido dócil e sinceramente por todos os fiéis, segundo o espírito do concílio concernente à natureza e os fins de cada documento 1. A Congregação para a Doutrina da Fé, na Instrução Donum Veritatis, n. 17, de 24 de maio de 1990, assim nos instrui: Deve-se, pois, ter em mente a natureza própria de cada uma das intervenções do Magistério e o modo pelo qual é empenhada sua autoridade, mas também o fato de que todas procedem da mesma Fonte, isto é, de Cristo, que quer que seu povo caminhe na verdade plena. Pelo mesmo motivo, as decisões do Magistério em matéria de disciplina, embora não sejam garantidas pelo carisma da infalibilidade, não deixam de gozar também da assistência divina e exigem a adesão dos fiéis cristãos". Na sua Instrução Pastoral sobre a Igreja, tratando de documentos do Concílio Vaticano II, Dom Antônio de Castro Mayer escreveu:... No caso das decisões conciliares aprovadas e promulgadas pelo Papa Paulo VI, toda uma série de publicações católicas não teve a menor dúvida em fazer restrições à atitude do Papa, precisamente quando, de acordo com o dogma católico, aprovou as decisões dos Padres Conciliares da maneira como, assistido pelo Espírito Santo, julgou deveria fazê-lo 2. Segundo Dom Antônio, os documentos do Concílio Vaticano II devem ser entendidos à luz da doutrina tradicional da Igreja 3. Conforme explicamos em nossa Orientação Pastoral sobre o Magistério Vivo da Igreja, o Concílio Vaticano II aconteceu num período conturbado de grande crise na Igreja e sua realização serviu de ocasião e pretexto para grandes erros, propagados em seu nome 4, gerando a confusão entre o que era realmente do Concílio e o que era 1 Paulo VI, audiência geral de 12 de janeiro de Instrução Pastoral sobre a Igreja, Cap. VI. Não estão pois no reto caminho aqueles que tratam o Concílio Vaticano II como um conciliábulo, reunião de hereges, ou como um concílio cismático (D. M. L. apud Mysterium Fidei Denoyelle - n. 33, out-dez 1976). 3 Carta Pastoral sobre os Documentos Conciliares sobre a Sagrada Liturgia e Instrumentos de Comunicação Social, pag O Papa Paulo VI falava na "fumaça de Satanás" penetrando no Templo de Deus (Alocução de 29/6/1972) e S. S. o Papa João Paulo II lamentava: "foram espalhadas a mãos cheias idéias contrárias à 9
10 difundido em seu nome. Isso levou muitas pessoas a uma análise negativa a seu respeito. O grande problema do Concílio Vaticano II é sua interpretação. Alguns o interpretam como uma ruptura com o Magistério passado da Igreja: assim pensam os modernistas ou progressistas avançados e também os tradicionalistas extremistas, que neste ponto concordam com os ultra-progressistas. Claro, os progressistas para adotálo e os traditionalistas para rejeitá-lo. A interpretação correta, porém, é dada pelo Magistério da Igreja, resumida na expressão do Papa João Paulo II quando falava da "doutrina integral do Concílio", quer dizer, "doutrina compreendida à luz da Santa Tradição e referida ao Magistério constante da própria Igreja" 5. O Papa atual, quando cardeal, já havia explicado: Em primeiro lugar, é impossível para um católico tomar posição a favor do Vaticano II contra Trento ou o Vaticano I. Quem aceita o Vaticano II, assim como ele se expressou claramente na letra, e entendeu-lhe o espírito, afirma ao mesmo tempo a ininterrupta tradição da Igreja, em particular os dois concílios precedentes. E isto deve valer para o chamado progressismo, pelo menos em suas formas extremas. Segundo: do mesmo modo, é impossível decidir-se a favor de Trento e do Vaticano I contra o Vaticano II. Quem nega o Vaticano II, nega a autoridade que sustenta os outros dois Concílios e, dessa forma, os separa de seu fundamento. E isso deve valer para o chamado tradicionalismo, também ele em suas formas extremas. Perante o Vaticano II, qualquer opção parcial destrói o todo, a própria história da Igreja, que só pode subsistir como uma unidade indivisível. 6 Portanto, o Concílio deve ser entendido e interpretado na hermenêutica da continuidade e não da ruptura com o passado, conforme bem explicou o Papa Bento XVI 7. f) Doutrina segundo a qual a Missa promulgada pelo Papa Paulo VI está em ruptura com o dogma católico. Dom Bernard Fellay, superior geral da Fraternidade:... Temos a convicção de que o novo rito da Missa expressa uma nova fé, uma fé que não é a nossa, uma fé que não é a fé católica, [...] que este novo rito, se assim se pode dizer, supõe outra concepção da fé católica (Carta ao Papa, apresentando o livro O problema da Reforma Litúrgica p.10, citando palavras de Dom Lefebvre). Comentário nosso: Como já explicamos em nossa Orientação Pastoral sobre o Magistério vivo da Igreja, o Missal Romano, estabelecido pelo Sumo Pontífice Paulo VI para a Igreja universal, foi promulgado pela legítima suprema autoridade da Santa Sé, a quem compete na Igreja o direito da legislação litúrgica, e por essa razão é em si verdade revelada e sempre ensinada: propagaram-se verdadeiras heresias nos campos dogmático e moral... também a Liturgia foi violada" (Discurso no Congresso das Missões, 6/2/1981). 5 João Paulo II, discurso à reunião do Sacro Colégio, 5 de novembro de Card. Ratzinter, A Fé em crise? Rapporto sulla fede, pag Por um lado, existe uma interpretação que gostaria de definir "hermenêutica da descontinuidade e da ruptura";...por outro lado, há a "hermenêutica da reforma", da renovação na continuidade... A hermenêutica da descontinuidade corre o risco de terminar numa ruptura entre a Igreja pré-conciliar e a Igreja pós-conciliar. Ela afirma que os textos do Concílio como tais ainda não seriam a verdadeira expressão do espírito do Concílio. À hermenêutica da descontinuidade opõe-se a hermenêutica da reforma... É necessário que esta doutrina certa e imutável, que deve ser fielmente respeitada, seja aprofundada e apresentada de modo que corresponda às exigências do nosso tempo. De fato, uma coisa é o depósito da fé, isto é, as verdades contidas na nossa veneranda doutrina, e outra coisa é o modo com o qual elas são enunciadas, conservando nelas, porém, o mesmo sentido e o mesmo resultado (Papa João XXIII) (Papa Bento XVI Discurso à Cúria Romana, 22 de dezembro de 2005). 10
11 mesmo legitimo e católico. É claro que outra coisa é a aplicação concreta da renovação litúrgica, que muitas vezes exigiu censuras por parte da Santa Sé e merece também nosso repúdio. A unanimidade dos teólogos ensina a infalibilidade ou inerrância da Igreja nas suas leis universais, entre as quais se situam as leis litúrgicas universais, como a promulgação do Rito da Missa. E além de ser contra todos os teólogos mais renomados da Igreja, sem exceção, essa doutrina defendida pela Fraternidade de que a Igreja, regida pelo Espírito de Deus, possa promulgar uma disciplina perigosa ou prejudicial às almas, já recebeu censura do Magistério da Igreja (Cf. Papa Pio VI 8, e Papa Gregório XVI 9 ). Pelo contrário, as leis universais da Igreja são santíssimas (cf. Papa Pio XII 10 ). g) Doutrina segundo qual o Catecismo da Igreja Católica é um catecismo não católico, por conter erros contra a Fé. O Catecismo da Igreja católica é um catecismo não católico (conclusão do livro O Catecismo assassinado editado pela Fraternidade, sobre o Catecismo da Igreja Católica, publicado pelo Papa João Paulo II). G) SERÁ QUE A RECONCILIAÇÃO TOTAL E A ENTRADA NA PLENA COMUNHÃO DA IGREJA VÃO ACONTECER? O Papa, na sua bondade, disse que levantou a excomunhão porque ficou paternalmente sensível ao mal-estar espiritual manifestado pelos interessados devido à sanção de excomunhão. Mas Dom Fellay, na sua carta, escrevera: «estamos sempre fervorosamente determinados na vontade de ser e permanecer católicos e de colocar todas as nossas 8 cf. Papa Pio VI, Const. Auctorem fidei, condenação dos erros do Sínodo de Pistóia, jansenista: A prescrição do Sínodo... na qual, depois de advertir previamente como em qualquer artigo se deve distinguir o que diz respeito à fé e à essência da religião do que é próprio da disciplina, acrescenta que nesta mesma disciplina deve-se distinguir o que é necessário ou útil para manter os fiéis no espírito do que é inútil ou mais oneroso do que suporta a liberdade dos filhos da Nova Aliança, e mais ainda, do que é perigoso ou nocivo, porque induz à superstição ou ao materialismo, enquanto pela generalidade das palavras compreende e submete ao exame prescrito até a disciplina constituída e aprovada pela Igreja como se a Igreja que é governada pelo Espírito de Deus pudesse constituir uma disciplina não só inútil e mais onerosa do que o suporta a liberdade cristã, mas também perigosa, nociva e que induza à superstição e ao materialismo é falsa, temerária, escandalosa, perniciosa, ofensiva aos ouvidos pios, injuriosa à Igreja e ao Espírito de Deus pelo qual ela é governada, e pelo menos errônea (Denz. 2678). 9 Seria verdadeiramente reprovável e muito alheio à veneração com que devem ser recebidas as leis da Igreja condenar por um afã caprichoso de opiniões quaisquer a disciplina por ela sancionada e que abrange a administração das coisas sagradas, a norma dos costumes e os direitos da Igreja e seus ministros, ou censura-la como oposta a determinados princípios do direito natural ou apresenta-la como defeituosa ou imperfeita, e submetida ao poder civil. (Papa Gregório XVI, Encíclica Mirari Vos, 9 (1932). 10 Sem mancha alguma, brilha a Santa Madre Igreja nos sacramentos com que gera e sustenta os filhos; na fé que sempre conservou e conserva incontaminada; nas leis santíssimas que a todos impõe, nos conselhos evangélicos que dá; nos dons e graças celestes, pelos quais com inexaurível fecundidade produz legiões de mártires, virgens e confessores. Nem é sua culpa se alguns de seus membros sofrem de chagas ou doenças; por eles ora a Deus todos os dias: "Perdoai-nos as nossas dívidas" e incessantemente com fortaleza e ternura materna trabalha pela sua cura espiritual. (Papa Pio XII, Encíclica Mystici Corporis, 65). 11
12 forças ao serviço da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é a Igreja católica romana. Nós aceitamos todos os seus ensinamentos com ânimo filial. Cremos firmemente no primado de Pedro e em suas prerrogativas e, por isso, faz-nos sofrer tanto a atual situação». Pelo que se entende, o que faz sofrer a Fraternidade é a situação da Igreja e não a situação deles enquanto excomungados. Na Carta aos Fiéis, Dom Fellay afirma sua aceitação do ensinamento bimilenário da Igreja e sua fé no Primado de Pedro lembrando que eles sofrem com a situação atual da Igreja onde este ensinamento e este primado são rebaixados. Percebe-se que o sofrimento não é pela própria excomunhão. Aliás, no comunicado oficial, Dom Fellay diz : «L excommunication des évêques sacrés par S. Exc. Mgr Marcel Lefebvre le 30 juin 1988, qui avait été déclarée par la Congrégation pour les évêques par un décret du 1er juillet 1988 et que nous avons toujours contestée, a été retirée par un autre décret de la même Congrégation en date du 21 janvier 2009, sur mandat du pape Benoît XVI.» Ou seja, ao mencionar a excomunhão que os atingia, Dom Fellay afirma que eles sempre a contestaram, isto é, não aceitaram como válida. Difícil ver como algo que eles não aceitavam os fazia sofrer. No Decreto da Congregação para os Bispos que levantou a excomunhão se lê que Sua Santidade Bento XVI, paternalmente sensível ao mal-estar espiritual manifestado pelos interessados devido à sanção de excomunhão, e confiando no compromisso expressado por eles na citada carta de não poupar esforço algum para aprofundar nas necessárias conversações com as autoridades da Santa Sé nas questões ainda abertas, e poder assim chegar rapidamente a uma plena e satisfatória solução do problema existente no princípio (posto in origine posé à l origine), No seu comunicado oficial, porém, Dom Fellay afirma: «nous sommes heureux que le décret du 21 janvier envisage comme nécessaires des entretiens avec le Saint- Siège, entretiens qui permettront à la Fraternité Sacerdotale Saint-Pie X d exposer les raisons doctrinales de fond qu elle estime être à l origine des difficultés actuelles de l Eglise.». A origem do problema deles é doutrinário, segundo o Papa. Para a Fraternidade, a origem do problema da Igreja é doutrinário. Pelo que se entende, o Papa pensa que as conversações servirão para que resolvam o problema doutrinário deles e corrijam os erros que mencionamos acima. Mas Dom Fellay afirma no seu comunicado oficial que pelo levantamento das excomunhões e início das conversações a Fraternidade poderá ajudar sempre mais o Papa a pôr remédio à crise da Igreja, acrescentando que nesse novo clima, eles esperam chegar ao reconhecimento dos direitos da Tradição Católica pela Igreja. Ou seja, para eles, o problema não é deles, mas da Igreja. Eles não têm nenhum problema. A Igreja é que tem. E, pensam, a entrada deles ajudará a Igreja. Dom Fellay, na Carta aos Fiéis, afirma que «também desejamos abordar nas conversações que o decreto reconhece necessárias (entende-se, o decreto acha necessárias, não nós) as questões doutrinárias que se opõem ao magistério de sempre. Ou seja, nas conversações eles vão tentar convencer a Igreja de que o seu magistério atual se opõe ao magistério de sempre. Mais uma vez, o problema está na Igreja, não neles. E mais, eles pensam ajudar a Igreja a encontrar a Tradição Católica, que eles defendem. No seu comunicado, Dom Fellay diz : «Dans ce nouveau climat, nous avons la ferme espérance d arriver bientôt à la reconnaissance des droits de la Tradition 12
13 catholique.» Tradução : nesse novo clima, nós temos a firme esperança de chegar em breve ao reconhecimento dos direitos da Tradição Católica. Aliás, esse conceito de Tradição que eles têm é estranho. Eles defendem uma Tradição, independente do Magistério vivo da Igreja. Na sua Carta aos Fiéis, Dom Fellay afirma que, com o levantamento da excomunhão dos quatro Bispos, a Tradição católica não está mais excomungada. Entende-se: a Tradição somos nós. Não é a Igreja. E os outros católicos da linha tradicional, que guardam a liturgia tradicional e a doutrina católica na fidelidade ao Magistério da Igreja, não são a Tradição? A Fraternidade São Pedro, o Mosteiro do Barroux, o Instituto Cristo Rei, o Instituto Bom Pastor, nada disso é a Tradição católica? Dom Fellay diz, na Carta aos Fiéis: nós aceitamos e fazemos nossos todos os concílios até o Vaticano I. Vê-se claramente o que eles entendem por Magistério vivo da Igreja e da assistência contínua do Divino Espírito Santo à Igreja, causa da sua indefectibilidade. H) O PROBLEMA DA AMBIGUIDADE DAS PALAVRAS E DISCORDÂNCIA ENTRE O QUE SE FALA COM A SANTA SÉ E COM O POVO: Essa diferença de linguagem, essa discordância de afirmações diante da Santa Sé e diante do mundo, ocorre desde o tempo das conversações com Dom Marcel Lefebvre. Dom Lefebvre havia escrito ao Papa em 8 de março de 1980: Para por um fim a algumas dúvidas que estão agora circulando em Roma e em certos meios tradicionalistas na Europa e na América sobre minha atitude e pensamento com relação ao Papa, o Concílio e a Missa do Novus Ordo, e temendo que essas dúvidas cheguem até Vossa Santidade, permita-me declarar novamente o que eu sempre afirmei:... Que eu concordo inteiramente com o parecer de Vossa Santidade de que o Concílio Vaticano II, declarado em 6 de novembro de 1978 na reunião do Sacro Colégio: Que o Concílio deve ser entendido à luz de toda a Sagrada Tradição e na base do constante Magistério da Santa Igreja. Com relação à Missa segundo o Novus Ordo, apesar de todas as reservas que alguém deva ter sobre ela, eu nunca dissse que ela era em si mesma inválida ou herética... E em 4 de abril de 1981, ele escreveu ao Cardeal Seper, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé: Eu declaro novamente com relação ao Concílio que eu subscrevo a frase do Santo Padre que pede que ele seja aceito à luz da tradição e do constante Magistério da Igreja. Com relação à Reforma Litúrgica, eu mesmo assinei o Decreto Conciliar e eu nunca declarei que suas aplicações foram em si mesmas inválidas ou heréticas. Mas, por causa de idas e vindas e não concordância nas afirmações, o Papa João Paulo II, através do então Cardeal Ratzinger, hoje nosso Papa, quis deixar as coisas muito claras e exigiu que Dom Lefebvre assinasse sem ambigüidades e dupla linguagem algumas claras declarações, conforme consta na carta da Congregação para a Doutrina da Fé, de 23 de dezembro de 1982, assinada pelo então Cardeal Joseph Ratzinger: 13
14 Depois de uma demora bastante longa em consultas, reflexão e oração, estou agora em condição de lhe apresentar propostas concretas em vista da regularização de sua própria situação e a dos membros da Fraternidade São Pio X. Eu deixo logo bem claro que essas propostas foram aprovadas pelo Soberano Pontífice e que é sob sua ordem que eu lhas comunico. 1) O Santo Padre nomeará o mais breve possível um Visitador Apostólico para a Fraternidade São Pio X, se o sr. aceita assinar uma declaração na forma seguinte : 1. Eu, Marcel Lefebvre, declaro minha adesão com religiosa submissão de espírito à integridade da doutrina do Concílio Vaticano II, ou seja, doutrina «enquanto se entende a luz da santa Tradição e enquanto se refere ao perene magistério da propria Igreja (cf. Joao Paulo II, Alocução ao Sacro Colégio, 5 nov. 1979, AAS LXXI (1979/15) p. 1452). Esta religiosa submissão leva em conta a qualificação teológica de cada documento, como foi estatuída pelo próprio Concílio (Notificação dada na 123 a Congr. Geral, 16 nov. 1964). 2. Eu, Marcel Lefebvre, reconheço que o Missal Romano, estabelecido pelo Sumo Pontífice Paulo VI para a Igreja universal, foi promulgado pela legítima suma autoridade da Santa Sé, a quem compete na Igreja o direito da legislação litúrgica, e por isso mesmo e em si mesmo legítimo e católico. Por isso, não neguei nem negarei que as missas fielmente celebradas segundo o novo rito sejam válidas e também de nenhum modo desejaria insinuar que elas sejam heréticas ou blasfemas nem pretendo afirmar que devam ser evitadas pelos católicos. Esses dois parágrafos foram maduramente estudados por parte da Sé Apostólica e não podem ser modificados. Entretanto, admite-se que o sr. possa acrescentar, a título pessoal, um complemento cujo conteúdo poderia ser o seguinte: Em consciência me sinto obrigado a acrescentar que a aplicação concreta da reforma litúrgica coloca questionamentos que devem exigir um solícito cuidado também da suprema autoridade. Por isso, desejo seja feita futuramente, por essa mesma autoridade, uma nova revisão dos livros litúrgicos. O sr. pode eventualmente modificar esta última passagem, sob reserva naturalmente de que sua formulação seja aceita pelo Santo Padre. 2) Se o sr. declara sua disponibilidade em assinar a declaração acima, será possível fixar a data da audiência que o Santo Padre lhe concederá, e ele poderá marcar o começo da Visita Apostólica. A situação dos padres que o sr. ordenou desde junho de 1976 será regularizada caso por caso, se eles aceitam assinar pessoalmente uma declaração tendo o mesmo conteúdo que a sua. Eu devo acrescentar, enfim, que, no que concerne à autorização de celebrar a Santa Missa segundo o Ordo Missae anterior ao de Paulo VI, o Santo Padre decidiu que a questão será resolvida para a Igreja universal e, portanto, independentemente do seu caso particular. Com a negativa de Dom Lefebvre, o então Cardeal Ratzinger, em nome do Papa, lhe escreveu em 30 de julho de 1983: 14
15 «Excelência, O Santo Padre cuidadosamente meditou diante de Deus sobre sua carta de 5 de abril, à luz de sua responsabilidade de Pastor Supremo da Igreja. Em seguida, ele me encarregou de responder em seu nome. É desse dever que eu me desincumbo na presente carta. I. - Não seria nenhuma surpresa para o sr. saber que o Soberano Pontífice ficou decepcionado e entristecido com a brusca recusa que o sr. opõe à sua generosa oferta de lhe abrir o caminho da reconciliação. Com efeito, o sr. acusa de novo os Livros Litúrgicos da Igreja, com uma severidade que surpreende depois das conversas que nós tivemos. Como pode o sr. qualificar os textos do novo missal de missa ecumênica? O sr. sabe bem que este missal contém o venerável Cânon Romano; que as outras Orações Eucarísticas falam de uma maneira muito clara do Sacrifício; que a maior parte dos textos provém das tradições litúrgicas antigas. Para citar apenas um exemplo, o sr. sabe que depois da oblação do pão e do vinho, este novo missal nos faz dizer como o precedente : sic fiat sacrificium nostrum in conspectu tuo hodie Orate, fratres, ut meum ac vestrum sacrificium. O sr. sabe igualmente que para a interpretação do missal, o essencial não é o que dizem os autores privados, mas somente os documentos oficiais da Santa Sé. As afirmações do Pe. Bouyer e de Mons. Bugnini, aos quais o sr. faz alusão, não são senão opiniões privadas. Ao invés, eu chamo a sua atenção para a definição autêntica da intenção e do significado do missal proposta no Proemium da Institutio Generalis, especialmente no artigo 2, assim como para as razões e as idéias determinantes da reforma, expostas nos artigos 6 a 9. Segundo esses textos oficiais, jamais se quis uma redução dos elementos católicos da Missa, mas ao contrário uma presença mais rica da tradição dos Padres. Nisso, segue-se fielmente a norma de São Pio V, segundo as possibilidades de um conhecimento adquirido das tradições litúrgicas. Com o consentimento do Santo Padre, eu posso lhe dizer ainda uma vez que toda crítica dos livros litúrgicos não está a priori excluída, que mesmo a expressão do desejo de uma nova revisão é possível, da maneira como o movimento litúrgico anterior ao concílio pôde desejar e preparar a reforma. Mas isso na condição de que a crítica não impeça e nem destrua a obediência, e que não ponha em discussão a legitimidade da liturgia da Igreja. Eu lhe peço, pois, com insistência e em nome do Santo Padre, examinar de novo suas afirmações, com toda a humildade diante do Senhor e levando em conta sua responsabilidade de Bispo, e de rever aquelas que são irreconciliáveis com a obediência devida ao Sucessor de São Pedro. Não é admissível que o sr. fale de «uma missa equívoca, ambígua, na qual a doutrina católica foi obscurecida», nem que o sr. declare sua intenção de «afastar os padres e fiéis do uso desse novo Ordo Missae». O sr. traria uma verdadeira contribuição à pureza da fé na Igreja se o sr. se limitasse a lembrar aos padres e aos fiéis que se deve renunciar ao que é arbitrário, que é preciso se ater com cuidado aos livros litúrgicos da Igreja, que é preciso interpretar e realizar a liturgia segundo a tradição da fé católica e de acordo com a intenção dos Papas. De fato, no presente, o sr. infelizmente encoraja apenas a desobediência. 15
16 II. - Depois das conversas que se desenrolaram entre nós, eu pessoalmente pensei que não havia mais obstáculos a respeito do ponto I, quer dizer, a aceitação do segundo Concílio do Vaticano, interpretado à luz da Tradição católica e levando em conta as próprias declarações do Concílio sobre os graus de obrigação dos textos. Também o Santo Padre ficou surpreso de que mesmo a sua aceitação do Concílio interpretado segundo a Tradição continua ambígua, pois que o sr. logo afirma que a Tradição não é compatível com a Declaração sobre a Liberdade Religiosa. No terceiro parágrafo de suas sugestões, o sr. fala de «afirmações ou expressões do Concílio que são contrárias ao Magistério da Igreja». Dizendo isso, o sr. retira todo o alcance de sua aceitação antecedente ; e, enumerando três textos conciliares incompatíveis segundo o sr. com o Magistério, e lhes acrescentando um «etc», o sr. torna a sua posição ainda mais radical. Aqui, como a propósito das questões litúrgicas, é preciso notar que em função dos diversos graus de autoridade dos textos conciliares a crítica de algumas de suas expressões, feitas segundo as regras gerais de adesão ao Magistério, não está excluída. O sr. pode também exprimir o desejo de uma declaração ou de um desenvolvimento explicativo sobre tal ou tal ponto. Mas o sr. não pode afirmar a incompatibilidade dos textos conciliares que são textos magisteriais com o Magistério e a Tradição. É-lhe possível dizer que, pessoalmente, o sr. não vê essa compatibilidade, e portanto pedir explicações à Sé Apostólica. Mas se, ao contrário, o sr. afirma a impossibilidade de tais explicações, o sr. se opõe profundamente à estrutura fundamental da fé católica e a obediência e humildade da fé eclesiástica que o sr. diz possuir no fim da sua carta, quando o sr. evoca a fé que lhe foi ensinada na sua infância e na Cidade Eterna. Sobre esse ponto, vale enfim uma observação já feita precedentemente a propósito da liturgia: os autores privados, mesmo se eles foram peritos no concílio (como o Pe. Congar e o Pe. Murray, que o sr. cita), não são autoridade encarregada da interpretação. Só é autêntica e autoritativa a interpretação dada pelo Magistério, que é assim o intérprete de seus próprios atos : pois os textos conciliares não são os escritos de tal ou tal perito ou de quem quer que seja que tenha podido contribuir para sua origem, eles são documentos do Magistério. III, - Antes de concluir, eu devo ainda acrescentar isso: o Santo Padre não desconhece nem sua fé nem sua piedade. Ele sabe que, na Fraternidade São Pio X, o sr. insiste para que seja reconhecida a legitimidade dele, e que o sr. se separou de membros da Fraternidade que se recusavam segui-lo nessa atitude. Ele sabe também que o sr. se recusa ao que seria verdadeiramente o começo de um cisma, isto é a sagração de um Bispo, e reconhece que sobre este ponto decisivo o sr. se mantém na obediência ao Sucessor de São Pedro. Em tudo isso se encontra o motivo da generosa paciência com a qual o Soberano Pontífice procura sempre o caminho da reconciliação. Mas sua carta de 5 de abril mostra também que o sr. põe à sua obediência reservas que atingem a própria substância desta obediência e abrem a porta a uma separação. Ainda uma vez, em nome do Papa João Paulo II, eu lhe peço com cordialidade, mas também com insistência, para refletir diante do Senhor em tudo o que eu acabo de lhe escrever. Não se exige do sr. que renuncie à totalidade de suas criticas do Concílio e da reforma litúrgica. Mas em virtude de sua responsabilidade na Igreja, o Soberano Pontífice deve insistir para que o sr. demonstre esta obediência concreta e indispensável cujo conteúdo está formulado em minha carta de 23 de dezembro de Se uma ou outra expressão lhe causa dificuldades insuperáveis, o sr. pode expor estas dificuldades : as palavras em si mesmas não constituem absolutos ; mas seu conteúdo é indispensável. 16
17 O Santo Padre expressamente me encarregou de lhe assegurar sua oração em sua intenção. Eu lhe asseguro igualmente a minha, e lhe peço aceitar, Excelência, a expressão de meus sentimentos de respeitoso devotamento em Nosso Senhor. + Cardeal Joseph Ratzinger, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. I) COMO A SANTA SÉ ENTENDE E COMO A FRATERNIDADE ENTENDE O LEVANTAMENTO DA EXCOMUNHÃO. ALGUMAS CITAÇÕES DEMONSTRATIVAS. O que a Santa Sé entende sobre o levantamento da excomunhão já o vimos em todos os documentos que citamos acima. Mas o que a Fraternidade entende por isso, o vemos pelas seguintes citações: Dom Bernard Fellay, superior geral da Fraternidade São Pio X:... o Cardeal (Darío Castrillón Hoyos) disse...: Peço-lhe que escreva ao Papa para pedir-lhe que retire as excomunhões. Desde então, permanecemos neste ponto, já que obviamente não vamos pedir que se retire algo que não reconhecemos. Sempre nos temos negado a reconhecer a validade destas excomunhões, não podemos pois pedir que se retire algo que não existe (Sermão no seminário de Flavigny, 2 de fevereiro de Fonte: DICI nº 130). Em todo documento oficial ou de importância, tenho muito cuidado de não mencionar ou dizer levantar a excomunhão (Carta de Dom Fellay ao Pe. Ceriani, 3 de agosto de 2004). Você pode comprovar que efetivamente o Padre Sommerville não leu como o fazem os sacerdotes da Fraternidade a retirada do decreto de excomunhão, senão que fala de levantamento da excomunhão. Não está informado simplesmente da nossa distinção e da insistência que devemos ter em fazê-la. É necessário simplesmente tomálo como uma maneira corrente de falar (Carta de Dom Fellay ao Padre Ceriani, de 26 de fevereiro de 2005). Dom Fellay pediu oficialmente a retirada do decreto de excomunhão. Não pediu o levantamento ou a retirada da excomunhão em si mesma, que não reconhecemos; pede precisamente o levantamento do decreto, é bem diferente. Mas você entende a diferença? Quer refletir sobre isso? (Carta de Dom Tissier de Mallerais ao Padre Ceriani de 31 de agosto de 2004).... Dom Fellay pede o levantamento do decreto: não reconhece, pois, a validade das censuras (Carta de Dom Tissier de Mallerais ao Padre Ceriani, 18 de setembro de 2004). J) CONCLUSÃO: É claro que o Papa Bento XVI não modificará as exigências que ele mesmo fez em nome de João Paulo II para a reabilitação da Fraternidade, exigências que ele afirmou serem imprescindíveis. Aliás, o Papa repetiu isso no seu discurso (ver acima nº 8) e a nota da Secretaria de Estado o reafirma (acima nº 10). 17
18 E essas exigências aceitação do Magistério da Igreja, incluindo a aceitação Concílio Vaticano II como um Concílio da Igreja Católica e a Missa na forma atual, promulgada pelo Papa Paulo VI como legítima e católica, nos termos acima explicados - na verdade não são parte de nenhum acordo, mas obrigação de todo e qualquer católico. Foi exatamente o que fizeram os Padres de Campos, na criação da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney. Mas, com tudo o que os Bispos e padres da Fraternidade já afirmaram, estariam eles dispostos a assinarem tais declarações sobre o Concílio Vaticano II e a Missa? Embora humanamente possamos ficar descrentes, saibamos que para a graça de Deus nada é impossível e o que parece impossível aos olhos humanos pode ser possível à graça de Deus. E como no caminho de Deus basta o primeiro passo, nós esperamos que esse primeiro passo dado pelo Santo Padre possa ser correspondido pelos nossos amigos da Fraternidade. Assim teremos um final feliz para eles, para nós e para toda a Santa Igreja. Que Nossa Senhora lhes conceda essa graça. Amém. 18
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