CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

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1 CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA INTRODUÇÃO Guardar o depósito da fé é MISSÃO confiada pelo Senhor a Igreja.

2 O Vaticano II quis evidenciar a MISSÃO APOSTÓLICA E PASTORAL DA IGREJA. A Lumen Gentium (Luz dos Povos) foi a resposta ao desejo e intenção que João XXIII expressava na inauguração do Concílio Vaticano II ( ): mostrar ao mundo de hoje a face sempre jovem da Igreja de Cristo. O Papa João XXIII disse que a tarefa do Concílio, era guardar e apresentar melhor a Doutrina Cristã, torná-la acessível aos fiéis em Cristo e aos homens de boa vontade e mostrar, serenamente, a força e a beleza da doutrina da fé. E o Vaticano II foi também uma resposta à pergunta que Paulo VI formulava na abertura da sua segunda sessão ( ): Igreja, o que dizes de ti mesma?

3 HISTÓRIA O Catecismo da Igreja Católica foi fruto de um contexto eclesial, de vasto trabalho e de ampla colaboração: Onda reformista (após Vat. II 1965): Diretórios,Cursos, Catecismo, Semanas, Congressos, Escolas e Institutos de Catequese, Catecismos Holandês (já iniciado em 1960), Americano, Francês... 4ª Semana Internacional de Catequese (Medellin, 1968). Diretório Geral para a Catequese (Santa Sé, 1971). Congresso Internacional de Catequese (Roma, 1971) Sínodo Evangelização (1974); Evangelii Nuntiandi (8/12/75).

4 A ideia do Catecismo já apareceu no Concílio Vaticano II (sutilmente). Foi reafirmada no Sínodo de No Sínodo de 1985, o pedido é aprofundado. Neste Sínodo Extraordinário de (1985), surge, então, o desejo de um Catecismo ou Compêndio de toda a doutrina católica em matéria de fé e moral como ponto de referência para os Catecismos/Compêndios locais. A doutrina deverá ser bíblica e litúrgica, oferecendo uma doutrina sã e adaptada à vida atual dos cristãos. 1986: Comissão de cardeais e bispos para elaborar o projeto; 1987: Comissão de redação: unidade e homogeneidade do texto; 1989: Consulta a todo o episcopado; 1992: 25 de Junho, aprovação pelo Papa João Paulo II; 1992: 7 de Dezembro, divulgação para toda a Igreja; 1993: Tradução para o português.

5 ESTRUTURA DO CATECISMO Um Catecismo deve apresentar, com fidelidade e de modo orgânico, o ensinamento da Sagrada Escritura, da Tradição viva da Igreja e do Magistério autêntico, bem como a herança espiritual dos Padres, dos Santos e Santas da Igreja, para permitir conhecer melhor o mistério cristão e reavivar a fé do povo de Deus. O Catecismo incluirá coisas novas e coisas velhas (Mt13,52), porque a fé é sempre a mesma e, simultaneamente, é fonte de luzes sempre novas.

6 O texto atual do Catecismo tem sua abertura com 02 documentos pontifícios: a Carta Apostólica Laetamur Magnopere (Alegramo-nos grandemente), de 15/08/1997 com a qual é aprovada e promulgada a edição típica latina do Catecismo de Igreja Católica. Em seguida, vem a Constituição Apostólica Fidei Depositum (Depósito de Fé), para a publicação do Catecismo da Igreja Católica, depois do Concílio Vaticano II. Tal documento também é de João Paulo II (11/10/92).

7 No início do Catecismo, no Prólogo ( 1 a 25), trata-se da capacidade da pessoa humana de acolher a Deus em suas vidas e, a partir dele, dar sentido ao que é, faz, tem, pensa, planeja e organiza para uma sociedade fraterna encontrar união plena e feliz com Deus. Ocorre aí, ainda, uma rápida visão da estrutura do Catecismo, seguida do objetivo e dos destinatários vários do Catecismo, bem como orientações práticas para seu uso. Fé Professada = O que se crê ( Creio ) Fé Celebrada = O que se celebra (liturgia) Fé Vivida = O que se vive (moral, virtudes) Fé Rezada = O que se reza (oração)

8 1ª PARTE: PROFISSÃO DA FÉ Fé Professada O que a Igreja crê. A profissão de fé. Pelo Batismo recebemos a fé e somos seguidores de Jesus Cristo. Devemos corajosamente confessar a nossa fé e a nossa pertença a Cristo e a Igreja. A primeira parte o Catecismo expõe: a) A Revelação, pela qual Deus vai ao encontro da pessoa humana; b) A Fé, pela qual a pessoa humana responde a Deus; c) O Creio, que traz o resumo daquilo que acreditamos: Pai e Deus Criador, Jesus Cristo Irmão e Salvador, o Espírito Santo Consolador e Santificador, a Igreja Comunidade dos seguidores de Jesus. Cada artigo do Credo/Creio/Símbolo é amplamente explicado. É a dimensão Querigmática, evangelizadora, do anúncio dos elementos essenciais da fé cristã.

9 2ª PARTE: A CELEBRAÇÃO DO MISTÉRIO CRISTÃO A Fé Celebrada Trata-se da dimensão LITÚRGICA da fé. A Igreja celebra os Sacramentos da fé. O Catecismo traz uma introdução à Liturgia e a explicação de cada Sacramento, dos Sacramentais e Exéquias, como meios para a presença libertadora e santificadora de Deus, através de sua Igreja.

10 3ª PARTE: A VIDA EM CRISTO A Fé Vivida O que a Igreja vive. A vida de fé. Deus nos fez para a felicidade com Ele, com nossos irmãos e irmãs, com a natureza. Fez uma aliança de amor conosco e nos indica o caminho da felicidade. O Catecismo nos apresenta a maravilha do viver a fé no dia-a-dia e explica o Mandamento da Caridade (amor a Deus e ao próximo), desdobrado nos Dez Mandamentos da Lei de Deus (Decálogo). Trata-se da fé vivida através do testemunho, em palavra, comportamento e ação. São as dimensões denominadas Martyrya (testemunho), Diakonia (serviço) e Koinonia (comunhão/comunidade), FUNDAMENTAIS NA VIDA CRISTÃ

11 4ª PARTE: A ORAÇÃO CRISTÃ A Fé Rezada A ORAÇÃO NA VIDA DA FÉ A última parte do Catecismo trata do sentido e importância da Oração, na vida do cristão e dá breve comentário para cada umas das 7 petições da Oração do Senhor (Oração Dominical), o Pai Nosso. Nelas encontramos todos os bens que devemos esperar e que nosso Pai Celeste nos quer conceder. É o que a Igreja ora. Retoma-se a dimensão LITÚRGICA.

12 OS DESTINATÁRIOS DESTE CATECISMO O Catecismo da Igreja Católica tem como destinatários principais os responsáveis pela educação da fé, mais precisamente: Os BISPOS: pastores, mestres na fé Os REDATORES / ELABORADORES de Catecismos Nacionais, Regionais, Diocesanos e outros; PRESBÍTEROS (Padres); RELIGIOSOS (as); LIDERANÇAS ADULTAS... De modo indireto, é destinado a TODOS OS FIÉIS. Entra, este Catecismo, na categoria do Catechismus maior, na Tradição da Igreja.

13 O CATECISMO E DEMAIS CATECISMOS Caberá a cada Bispo, elaborar, em continuidade com sua PRÓPRIA CULTURA, um Catecismo que tenha como referência: FÉ PROFESSADA, CELEBRADA, VIVIDA E REZADA na Igreja, de que o Catecismo da Igreja Católica é expressão formal e oficial. O Catecismo nos obriga, portanto, ao trabalho indispensável de INCULTURAR A FÉ. É uma tarefa e um desafio que o Catecismo lança aos cristãos católicos, a começar pelo episcopado, assessorado por especialistas nessa área. Deverá ser um trabalho de colaboração com os Redatores/Elaboradores de Catecismos.

14 FINALIDADES DESTE CATECISMO - Concretizar, NUM TEXTO, os conteúdos essenciais e fundamentais da fé e da moral católica, de modo completo e sintético (não tanto tudo, mas um todo ). - Ser um PONTO DE REFERÊNCIA para a elaboração de Catecismos Nacionais, Regionais e Diocesanos, mediações indispensáveis para a Catequese. - APOIO para os Agentes da Catequese, principalmente os (as) pastores (as), os líderes, os catequistas.

15 Este Catecismo lhes é dado (aos pastores e fiéis) a fim de que sirva como o texto de referência, seguro e autêntico, para o ensino da doutrina católica e, de modo muito particular, para a elaboração dos catecismos locais. É também oferecido a todos os fiéis que desejam aprofundar-se no conhecimento das riquezas inexauríveis da Salvação (cf. Jo 8,32). Pretende dar um apoio aos esforços ecumênicos animados pelo santo desejo da unidade de todos os cristãos, mostrando, com exatidão, o conteúdo e a harmoniosa coerência da fé católica. O Catecismo da Igreja Católica, por fim, é oferecido a todo homem que nos pergunte a razão da nossa esperança (cf. 1 Pd 3,15) e queira conhecer aquilo em que a Igreja Católica crê

16 CARACTERÍSTICAS DESTE CATECISMO a) Essencialidade, concisão, sobriedade, clareza e incisividade; b) Organicidade dos conteúdos; c) Atenção ao macrocontexto sócio-culturaleclesial, universalmente válido; d) Pedido explícito da adaptação e inculturação do Catecismo nas diversas circunstâncias, assim como concretização dos aspectos metodológicos/pedagógicos; e) Estilo: mais que argumentativo é afirmativo. Anuncia a verdade cristã com a segurança da Igreja, evitando-se as opiniões teológicas.

17 FONTES DESTE CATECISMO O texto tanto se abebera, abundantemente, da SAGRADA ESCRITURA, das TRADIÇÕES OCIDENTAIS E ORIENTAIS da Igreja (especialmente dos SANTOS PADRES), como da LITURGIA, do MAGISTÉRIO, do DIREITO CANÔNICO, da VIDA e ENSINAMENTOS DOS SANTOS.

18 DIMENSÕES DESTE CATECISMO a) CONCILIAR, fidelidade aos conteúdos e ao impulso do Concílio Vaticano II e da renovação eclesial pós-conciliar; b) MISSIONÁRIA, que permeia todo o texto,no sentido de anúncio vigoroso do núcleo central da fé, em sua originalidade e novidade, com abertura dialogal com outros cristãos e religiões e gente de boa vontade. c) HIERARQUIA DAS VERDADES, no sentido de mais proximidade do núcleo central da fé cristã, como interdependência entre elas.

19 LIMITES ESTRUTURAIS DESTE CATECISMO Como todo Catecismo, este É UM DOS INSTRUMENTOS para a catequese, que é parte do ministério profético, sacerdotal e real da Igreja. A CATEQUESE É MAIS AMPLA E MAIS ABRANGENTE que o livro do Catecismo e tem outras mediações como: audiovisuais, informática, arte, liturgia, celebração da Palavra, etc.

20 LIMITES CONTIGENCIAIS DESTE CATECISMO a) Por ser endereçado a toda a Igreja, NÃO PODE ABRANGER ASPECTOS PECULIARES das Igrejas locais, das culturas, das idades, pertenças associativas; b) Por ser um Catechismus maior, necessariamente dá maior ÊNFASE AO CONTEÚDO para a catequese; c) Por ser de índole geral, também NÃO ENTRA NO IMENSO CAMPO das indicações pedagógicas e das aplicações metodológicas e didáticas, nem da inculturação. NB.: O Catecismo insiste na atenção a estes aspectos fundamentais, na imprescindível tarefa da sua adaptação quando da elaboração dos Catecismos nacionais, regionais e diocesanos.

21 CONCLUSÃO Que sirva como texto de referência, seguro e autêntico, para o ensino da Doutrina Católica; Que sirva para a elaboração dos Catecismos locais; Que satisfaça a todos os fiéis que desejam aprofundar o conhecimento das riquezas da salvação; Que dê apoio aos esforços ecumênicos, animados, ardentemente, pelo santo desejo da unidade de todos os cristãos; É oferecido a todo homem que nos pergunte a razão de nossa esperança (cf. I Pd 3,15) e queira conhecer aquilo em que a Igreja Católica crê.

22 FONTES BIBLIOGRÁFICAS JOÃO PAULO II, CONSTITUIÇÃO APOSTÓLICA FIDEI DEPOSITUM ( ). PEREIRA D., A catequese no Brasil, in CATÃO F., Catecismo e Catequese, Paulinas, São Paulo 1993, pp CNBB, 31ª Assembléia (texto mimiografado), Itaici s/d. FEITOSA N., Os conteúdos do Novo Catecismo, Folha Catequética Julho/1993 Estudo elaborado pelo Prof. Pe. Me. Audinei Carreira da Silva

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