A Qualidade da Água Superficial e Subterrânea

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1 A Qualidade da Água Superficial e Subterrânea José do Patrocinio Hora Alves Programa de Pós-Graduação em Recursos Hídricos Universidade Federal de Sergipe 1

2 SUMÁRIO A Qualidade da Água; Estrutura de um Programa de Monitoramento da Qualidade da Água; Programa de Monitoramento dos Recursos Hídricos de Sergipe; Qualidade das Águas Superficiais de Sergipe; Bibliografia

3 A Qualidade da Água q É definida por um conjunto de parâmetros relacionados as suas características físicas, químicas e biológicas; q q Pode ser descrita em termos de concentrações e estado (dissolvido e/ou particulado), de alguns ou todos os constituintes inorgânicos e orgânicos presentes na água, junto com algumas características físicas; A avaliação da qualidade da água inclui o Monitoramento, para estabelecer as condições atuais, determinar tendências e fornecer informações para ações futuras. Meybeck et. al., 1996)

4 Monitoramento q Dados gerados para uma única amostra são válidos somente, para o local e tempo específico em que a amostra foi coletada; q q Um programa de monitoramento deve ser de longo prazo, para permitir levantar dados suficientes, para avaliar as variações espaço temporal na qualidade da água; Muitos programas de monitoramento sofrem da síndrome de ricos em dados, mas pobres em informações. Isso decorre da incapacidade de se produzir informações úteis, a partir do grande número de dados obtidos (Ward et al., 1986; Behmel et al., 2016).

5 Estrutura de um Programa de Monitoramento da Qualidade da Água

6 Definição dos objetivos é a etapa mais importante para o planejamento (desenho) e sucesso de um Programa de Monitoramento Algumas perguntas úteis na elaboração dos objetivos: Ø O monitoramento vai ser realizado para que? Ø Para apoiar decisões de gestão? Garantir a conformidade com normas legais? Identificar prioridade para ações? ØPara avaliar a qualidade da água para diferentes usos? ØIdentificar áreas contaminadas? Principais envolvidos na definição dos objetivos: GESTORES DO USO DA ÁGUA. ØDeterminar a extensão dos efeitos de despejos de resíduos Ø Dá suporte ao desenvolvimento de um programa de controle da poluição? Ø O que se tem disponível em termos de recursos Alguns autores indicam que todas as partes interessadas devem ser envolvidas: gestores, setor industrial, universidades e representantes da sociedade (Islam et al., 2011; Behmel et al., 2016.

7 q O Programa de Avaliação da Qualidade da Água (Monitoramento) deve se adaptar aos objetivos, nunca o inverso; q Escolher o tipo de amostra: água, material particulado(sedimento), biota; q Estabelecer uma rede de amostragem com pontos representativos (pontos estratégicos, de impactos e de referência); q Definir os parâmetros de qualidade da água a serem medidos e a freqüência das amostragem; q Indicar as informações a serem obtidas ou produzidas; q Indicar a forma e os canais de difusão das informações.

8 q Trabalho de campo: Pessoal de campo; Mapas e coordenadas dos sítios de amostragem; Manual de procedimentos do trabalho de campo; Medidas in situ; Amostragem; identificação, pré-tratamento; conservação e transporte da amostra; Registro das observações de campo; Controle de qualidade do trabalho de campo. q Trabalho de laboratório: Definição dos protocolos de análise e recepção das amostras; Tratamento e estocagem das amostras; Medidas de concentrações; Controle da qualidade analítica; Controle, tratamento e armazenagem dos dados.

9 q Os dados devem ser passados para quem toma decisão, não meramente como uma lista de variáveis e suas concentrações, mas interpretados e avaliados por especialistas, contendo relevantes recomendações para ações de gerenciamento; q A forma e o nível de apresentação dos dados é crucial. Geralmente se produz dois tipos de publicação dos dados: Um relatório detalhado e compreensivo de todos os dados relevantes e sua interpretação; Um resumo executivo ilustrado e de forma simples. O programa deve ser avaliado periodicamente, especialmente se a situação geral ou alguma influência sobre o ambiente mudou, naturalmente também, em relação as medidas tomadas na área financeira.

10 PROGRAMA DE MONITORAMENTO DOS RECURSO HÍDRICOS DE SERGIPE 1. ÓRGÃO SUPERIOR/SEMARH Gerenciamento do uso da água e controle da poluição; Suporte financeiro. 2. SRH/EXECUÇÃO E COORDENAÇÃO Definição dos objetivos e natureza dos corpos hídricos; Seleção de variáveis; Frequência das amostragens; Localização dos pontos de amostragem. 3. ITPS/EXECUÇÃO TÉCNICA Trabalho de campo: coleta de amostras, medidas de campo; Trabalho de laboratório: análise das amostras, controle de qualidade dos resultados; Resultados: armazenamento e transferência dos dados. 4. SRH: Interpretação/avaliação dos resultados e recomendações; 5. SEMARH SRH: Ações de gerenciamento e avaliação periódica do programa de monitoramento.

11 OBSERVAÇÕES EM RELAÇÃO AO PROGRAMA MONITORAMENTO DOS RECURSO HÍDRICOS DE SERGIPE OBJETIVO GERAL: Subsidiar o planejamento e a gestão dos recursos hídricos de Sergipe OBJETIVOS ESPECÍFICOS: Avaliar as condições atuais da qualidade da água dos mananciais e as variações sazonais; Identificar possíveis fontes de poluição; Verificar a qualidade da água para determinados usos (abastecimento humano e industrial, manutenção da vida aquática, atividades agrícolas, navegação, recreação, pesca etc); Regulamentar as descargas de efluentes poluentes; Subsidiar a outorga de direito de uso de recursos hídricos; Divulgar o panorama anual da qualidade da água no Estado. PLANEJAMENTO: Os pontos amostragem foram escolhidos nos corpos d água, em função do uso benéfico de suas águas e da localização das atividades que possam influenciar a sua qualidade; Em locais onde já se tem um grande número de outorgas de direito de uso recursos hídricos Em locais de captação da Companhia de Saneamento Estadual ou locais com potencialidade para futuras captações visando o abastecimento humano. Proposta de Monitoramento da Qualidade da Água do Estado de Sergipe 1 ª,Fase, SRH/SEMARH, 2007 DE

12 ÁREA DE ESTUDO Compreende: 25 Municípios. Bacias Hidrográficas total de 59 pontos Rio São Francisco: 6 pontos; Rio Japaratuba: 10 pontos; Rio Sergipe: 12 pontos; Rio Vaza-Barris: 6 pontos; Rio Piauí: 20 pontos; Rio Real: 4 pontos; Bacia Costeira Sapucaia: 1 ponto. Reservatórios: 18 pontos

13 PARÂMETROS DE QUALIDADE DA ÁGUA Total de parâmetros determinados: 34 Ø Gerais (15): ph, condutividade, turbidez, oxigênio dissolvido, alcalinidade, dureza, DBO 5, clorofila a, sólidos totais dissolvidos, temperatura da água, transparência, cor e fósforo total; carbono orgânico; Ø Inorgânicos (10): sódio, potássio, cálcio, magnésio, nitrito, nitrato, N- amoniacal, fosfato, sulfato, cloreto; Ø Metais traço (8): cádmio, zinco, chumbo, cobre, níquel, manganês, ferro; cromo; Ø Microbiológico (1): coliformes termotolerantes.

14 RESULTADOS /INFORMAÇÕES ÍNDICE DE QUALIDADE DA ÁGUA (IQA) : Parâmetros: ph, turbidez, temperatura, oxigênio dissolvido, fósforo, nitrogênio, sólidos totais, coliformes termotolerantes, e demanda bioquímica de oxigênio. CATEGORIA ÓTIMA BOA ACEITÁVEL RUIM PÉSSIMA IQA 80 IQA < IQA < IQA < IQA < 37 IQA < 20 ÍNDICE DO ESTADO TRÓFICO 1 (IET) = n i 1 q i w i CLASSE Ultraoligotrófico Oligotrófico Mesotrófico Eutrófico Supereutrófico Hipereutrófico IET < IET < IET < IET < IET < IET 1 Lamparelli (2004)

15 DISTRIBUIÇÃO (%) DO ÍNDICE DE QUALIDADE DA ÁGUA (% de ÓTIMA + BOA ) PARA AS AMOSTRAS DAS BACIAS HIDROGRÁFICAS (BH) INSERIDAS NO PROGRAMA DE MONITORAMENTO DOS RECURSOS HÍDRICOS DE SERGIPE ( Média de 4 campanhas: 2 p.seco e 2 p.chuvoso). (Fonte: Relatório 06, Convênio n o 001/2012, SEMARH-ITPS, 2015) ÓTIMA BOA 80 IQA < IQA < 80

16 DISTRIBUIÇÃO (%) DO ÍINDICE DO ESTADO TRÓFICO (IET) E DO ÍNDICE DE QUALIDADE DA ÁGUA (IQA) PARA OS 17 RESERVATÓRIOS INSERIDOS NO PROGRAMA DE MONITORAMENTO DOS RECURSOS HÍDRICOS DE SERGIPE ( Média de 4 campanhas: 2 p.seco e 2 no p. chuvoso). (Fonte: Relatório 06, Convênio n o 001/2012, SEMARH-ITPS, 2015) Eutrófico Supereutrófico Hipereutrófico 59 < IET < IET < IET ÓTIMA BOA 80 IQA < IQA < 80

17 BIBLIOGRAFIA Water Quality Assessments - A Guide to Use of Biota, Sediments and Water in Environmental Monitoring - Second Edition Edited by Deborah Chapman, 1992, 1996 UNESCO/WHO/UNEP; Water Quality Monitoring - A Practical Guide to the Design and Implementation of Freshwater Quality Studies and Monitoring Programmes Edited by Jamie Bartram and Richard Balance, 1996 UNEP/WHO; Water quality monitoring strategies A review and future perspectives S. Behmel; M. Damour; R. Ludwig; M.J. Rodriguez, Science of the Total Environment 571, , 2016; Resolução ANA n o 903/2013.

18 - SRH

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