DETERMINAÇÃO DO ESTADO DE EUTROFIZAÇÃO DE RESERVATÓRIOS:
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- João Pedro Fidalgo Angelim
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1 GRADUAÇÃO PÓS-GRADUAÇÃO S A N E A M E N T O DETERMINAÇÃO DO ESTADO DE EUTROFIZAÇÃO DE RESERVATÓRIOS: ESTUDO DE CASO DO LAGO BARIGUI Msc. Carla Cristina Bem Curitiba, 2009
2 Dessedentação animal Abastecimento humano Recreacionais RECURSOS HÍDRICOS Geração de energia Abastecimento industrial Harmonia e Paisagismo Fontes Pontuais Fontes Difusas EUTROFIZAÇÃO Diferentes usos : Diferentes qualidades requeridas
3 CONCEITO DE EUTROFIZAÇÃO Crescimento excessivo de plantas aquáticas, tanto planctônicas quanto aderidas, a níveis tais que sejam considerados como causadores de interferências com os usos desejáveis do corpo aquático ( Thomann e Mueller, 1987).
4 Eutrofização natural X Eutrofização cultural
5 IMPACTOS CAUSADOS PELA EUTROFIZAÇÃO: problemas estéticos e recreacionais; grandes variações diurnas na concentração de oxigênio dissolvido podem resultar em concentrações baixas à noite, podendo ocasionar a morte de peixes; fitoplâncton e outras plantas criam uma demanda de oxigênio no sedimento de sistemas aquáticos que, por sua vez, resulta em valores baixos de oxigênio dissolvido no hipolímnio de lagos e reservatórios; diatomáceas e algas filamentosas podem bloquear o fluxo de tratamento de filtros e resultar na redução do tempo da retrolavagem; crescimento excessivo de macrófitas aquáticas aderidas que podem interferir na navegação, aeração e capacidade de transporte pelo canal.
6 INDICADORES DE NÍVEL TRÓFICO Sistemas convencionais classificam em termos de concentração: - PT, PO 4-3, NT, COT e Cla. Problema: são baseadas em estudos de regiões temperadas
7 INDICADORES DE NÍVEL TRÓFICO - ÍNDICE Os Índices de qualidade da água foram propostos visando resumir as variáveis analisadas em um número, que possibilite observar a evolução da qualidade da água no tempo e no espaço e que sirva para facilitar a interpretação de variáveis ou indicadores.
8 ÍNDICE DO ESTADO TRÓFICO - IET Foi desenvolvido por Carlson (1977), com o objetivo de tornar mais clara a comunicação de estudos envolvendo a eutrofização e a classificação de corpos aquáticos. Finalidade: classificar corpos aquáticos em diferentes graus de trofia, ou seja, avaliar a qualidade da água quanto ao enriquecimento por nutrientes e seu efeito relacionado ao crescimento excessivo das algas, ou o potencial para o crescimento.
9 ÍNDICE DO ESTADO TRÓFICO - IET
10 ÍNDICE DO ESTADO TRÓFICO IET adaptado por Toledo Jr. et al. (1983) - Oligotrófico se: IET< 44 - Mesotrófico se: 44 IET 54 - Eutrófico se: IET > 54
11 ÍNDICE DO ESTADO TRÓFICO IET adaptado por Toledo Jr. (1990) - Ultraoligotrófico se: IET 24 - Oligotrófico se: 24 IET 44 - Mesotrófico se: 44 IET 54 - Eutrófico se: 54 IET 74 - Hipereutrófico se: IET > 74
12 ÍNDICE DO ESTADO TRÓFICO IET modificado por Lamparelli (2004) para reservatórios IET ( CLa) = 10 (6 (0,92 0,34 (ln CLa) ) ln 2 IET ( PT ) = 10 (6 (1,77 0,42 (ln ln 2 PT ) ) IET = [ IET ( PT ) + IET ( CLa) ] 2
13 Categorias tróficas IET Lamparelli (2004) Estado Trófico Critério P-total (mg PO 4-3.m -3 ) Clorofila a (mg.m -3 ) Ultraoligotrófico IET <47 P 8 CL 1,17 Oligotrófico 47< IET <52 8 < P 19 1,17 < CL 3,24 Mesotrófico 52< IET <59 19 < P 52 3,24 < CL 11,03 Eutrófico 59< IET <63 52 < P ,03 < CL 30,55 Supereutrófico 63< IET < < P ,55 < CL 69,05 Hipereutrófico IET>67 233< P 69,05 < CL Classificação do estado trófico segundo o Índice e Carlson modificado para lagos e reservatórios
14 Estudo de caso do lago Barigui
15 MATERIAL E MÉTODOS ÁREA DE ESTUDO Lago Barigui: lago de drenagem superficial - Criado em 1972; - Volume médio: 356 mil m 3 - Área: 270 mil m 2 - Baixa profundidade: 0,10 a 1,85 m - Tempo de residência: 2 dias
16 MATERIAL E MÉTODOS Pontos de coleta P1: 25º S 181º N P2: 25º S 181º N Datas das campanhas
17 RESULTADOS OBTIDOS AVALIAÇÃO DA CONCENTRAÇÃO DE NUTRIENTES E CLOROFILA-a Para as quatro campanhas de coleta de amostras no lago Barigui foram realizadas análises para determinar a concentração de fósforo total, fósforo reativo dissolvido, nitrito, nitrato, nitrogênio amoniacal, nitrogênio orgânico e clorofila-a.
18 RESULTADOS OBTIDOS 0,40 0,35 0,3366 0,3464 0,30 Concentração (mg/l) 0,25 0,20 0,15 0,1286 0,1992 0,1733 0,2339 0,1662 0,10 0,0800 0,05 0,00 P reativo PT Camp 1 Camp 2 Camp 3 Camp 4 Espécies de Fósforo no P1 Legenda: P reativo (Fósforo reativo dissolvido), PT (Fósforo total)
19 RESULTADOS OBTIDOS 0,40 0,35 0,3418 0,30 Concentração (mg/l) 0,25 0,20 0,15 0,1312 0,1927 0,1799 0,1961 0,10 0,0780 0,0677 0,05 0,0380 0,00 P reativo PT Espécies de Fósforo no P2A Camp 1 Camp 2 Camp 3 Camp 4 Legenda: P reativo (Fósforo reativo dissolvido), PT (Fósforo total)
20 RESULTADOS OBTIDOS 0,60 0,5336 0,50 0,4376 Concentração (mg/l) 0,40 0,30 0,20 0,1395 0,2390 0,1961 0,10 0,0950 0,0816 0,0380 0,00 P reativo PT Camp 1 Camp 2 Camp 3 Camp 4 Espécies de Fósforo no P2B Legenda: P reativo (Fósforo reativo dissolvido), PT (Fósforo total)
21 RESULTADOS OBTIDOS 4,00 3,50 Concentração (mg/l) 3,00 2,50 2,00 1,50 1,00 0,5320 0,4720 0,0280 0,0280 1,9400 1,1760 0,1700 1,3440 0,50 0,6430 0,6532 0,3479 0,7615 0,00 0,1906 0,2189 0,2883 0,1819 Camp. 1 Camp. 2 Camp. 3 Camp. 4 Nitrito Nitrato N Orgânico N Amoniacal Espécies de Nitrogênio no P1
22 RESULTADOS OBTIDOS 3,00 0,0588 2,50 0,5100 Concentração (mg/l) 2,00 1,50 1,00 0,5320 0,4720 0,0280 0,0280 2,3520 1,4000 0,50 0,00 0,8136 0,3303 0,3384 0,2925 0,1914 0,1282 0,1532 0,3246 Camp. 1 Camp. 2 Camp. 3 Camp. 4 Nitrito Nitrato N Orgânico N Amoniacal Espécies de Nitrogênio no P2A
23 RESULTADOS OBTIDOS 5,00 Concentração (mg/l) 4,50 4,00 3,50 3,00 2,50 2,00 1,50 1,00 0,50 0,00 0,0588 1,0920 3,7632 0,5100 1,0360 1,4000 0,0280 0,0280 0,6251 0,9147 0,3845 0,1974 0,4238 0,1353 0,1581 0,3246 Camp. 1 Camp. 2 Camp. 3 Camp. 4 Nitrito Nitrato N Orgânico N Amoniacal Espécies de Nitrogênio no P2B
24 RESULTADOS OBTIDOS 35,0 30,0 25,0 Concentração (µg/l ) 20,0 15,0 10,0 5,0 0,0 23/04/ /06/ /09/ /12/2008 P1 P2A P2B Concentração de clorofila-a nos pontos de coleta
25 RESULTADOS OBTIDOS Concentração de Cla (µg/l) 40,0 35,0 30,0 25,0 20,0 15,0 10,0 5,0 P2B 12,0 10,0 8,0 6,0 4,0 2,0 Concentração de OD (mg/l Concentração de Cla (µg/l) 12,0 10,0 8,0 6,0 4,0 2,0 P2A 12,0 10,0 8,0 6,0 4,0 2,0 Concentração de OD (mg/l) 0,0 23/04/ /06/ /09/ /12/2008 0,0 0,0 23/04/ /06/ /09/ /12/2008 0,0 Cla (mg/m3) OD (mg/l) Cla (mg/m3) OD (mg/l) Concentração de Cla (µg/l) 0,5 0,4 0,4 0,3 0,3 0,2 0,2 0,1 0,1 0,0 P1 23/04/ /06/ /09/ /12/2008 8,0 7,0 6,0 5,0 4,0 3,0 2,0 1,0 0,0 Concentração de OD (mg/l) Cla (mg/m3) OD (mg/l) Perfil da concentração de OD em relação a concentração de CLa
26 RESULTADOS OBTIDOS ÍNDICE DO ESTADO TRÓFICO Aplicando-se as equações desenvolvidas por Lamparelli (2004), para cálculo do Índice do Estado Trófico, para as concentrações de fósforo total e de clorofila-a, foi possível determinar o nível trófico de cada ponto de coleta, para as quatro campanhas realizadas.
27 RESULTADOS OBTIDOS P1 IET (PT) Classificação IET (CLa) Classificação IET Médio Campanha 1 67 Hipereutrófico 42 Ultraoligotrófico Mesotrófico Campanha 2 65 Supereutrófico 42 Ultraoligotrófico Mesotrófico Campanha 3 71 Hipereutrófico 39 Ultraoligotrófico Mesotrófico Campanha 4 66 Supereutrófico 38 Ultraoligotrófico Mesotrófico Nota: Índice do Estado Trófico,classificação de acordo com Lamparelli (2004)
28 RESULTADOS OBTIDOS P2A IET (PT) Classificação IET (CLa) Classificação IET Médio Campanha 1 66 Supereutrófico 47 Ultraoligotrófico Mesotrófico Campanha 2 65 Supereutrófico 53 Mesotrófico Eutrófico Campanha 3 70 Hipereutrófico 58 Mesotrófico Supereutrófico Campanha 4 65 Supereutrófico 46 Oligotrófico Mesotrófico Nota: Índice do Estado Trófico,classificação de acordo com Lamparelli (2004)
29 RESULTADOS OBTIDOS P2B IET (PT) Classificação IET (CLa) Classificação IET Médio Campanha 1 67 Hipereutrófico 52 Oligotrófico Eutrófico Campanha 2 75 Hipereutrófico 53 Mesotrófico Supereutrófico Campanha 3 71 Hipereutrófico 64 Supereutrófico Hipereutrófico Campanha 4 66 Supereutrófico 49 Oligotrófico Mesotrófico Nota: Índice do Estado Trófico,classificação de acordo com Lamparelli (2004)
30 RESULTADOS OBTIDOS Campanha Ponto de Nitrogênio coleta total Fósforo total N/P 1 1,8376 0,2339 7,8 2 P1 0,9281 0,1662 5,6 3 3,7522 0,4193 8,9 4 2,4574 0, ,7 1 1,5338 0,1927 7,9 2 0,9978 0,1799 5,5 P2A 3 2,8565 0,3418 8,3 4 2,5649 0, ,1 1 2,7531 0, ,5 2 0,9707 0,5336 1,8 P2B 3 4,2458 0,4376 9,7 4 2,6191 0, ,3 Relação N:P
31 CONCLUSÃO - Em relação às quatro campanhas, a aplicação do IET(PT), permitiu classificar o sistema em categorias que variaram de supereutrófico a hipereutrófico, enquanto o IET(Cla) variou de ultraoligotrófico a supereutrófico (P2B, 3ª campanha). - Deve ser considerado que o sistema não se encontra em processo de eutrofização plenamente estabelecido, pois os resultados das categorias tróficas do IET(PT) e IET(Cla) não coincidem. - Apesar disso, a aplicação do IET mostrou-se como uma ferramenta eficaz e de fácil aplicação ao monitoramento da qualidade da água. - Deve ser salientado que a aplicação do IET(CLa) foi de grande importância para avaliar o nível trófico durante o florescimento das algas, tendo possibilitado classificar o sistema como supereutrófico no P2B, na 3º campanha.
32 REFERÊNCIAS APHA; AWWA; WPC American Public Health Association, American Water Works Association and Water Pollution Control. Standard methods for the examination of water and wastewater. 20 th Ed., CARLSON, R.E. A trophic state index for lakes. Limnology and Oceanography. Vol. 22, p , ESTEVES, F.A. Fundamentos de Limnologia. 2º ed. Rio de Janeiro: Interciência, FERREIRA, R. M., BARROS, N. O., DUQUE- ESTRADA, C. H., ROLAND, F. Caminhos do fósforo em ecossistemas aquáticos continentais. Lições de limnologia. Cap. 13. Rima Editora, LAMPARELLI, Marta C. Grau de Trofia em Corpos D Água do Estado de São Paulo: Avaliação dos Métodos de Monitoramento. 238 p. Tese (Doutorado)- Instituto de Biociências, Universidade de São Paulo, São Paulo, THOMANN, R. VB., MUELLER, J. A. PRINCIPLES OF SURFACE WATER QUALITY MODELING AND CONTROL. New York: Harper & Row, TOLEDO Jr., A. P.; TALARICO, M.; CHINEZ, S. J.; AGUDO, E.G. A aplicação de modelos simplificados para a avaliação de processo de eutrofização em lagos e reservatórios tropicais. 1983, Camboriú; Anais do 12º Congresso de Engenharia Sanitária e Ambiental. Camboriú, p.
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