Relação Médico Paciente: Segurança e risco
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- Glória Mendes Estrela
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1 Relação Médico Paciente: Segurança e risco Tão importante quanto conhecer a doença que o homem tem, é conhecer o homem que tem a doença. (Osler) Conselheiro Fábio Augusto de Castro Guerra Vice-Presidente CRMMG
2 Relação médico-paciente: segurança e risco A visão do CRMMG : Relação médico paciente e segurança assistencial = Código de Ética Médica. Capítulo V Relação com pacientes e Familiares 12 artigos.
3 Relação médico-paciente: segurança e risco Alguns estudos apontam que 80% dos processos contra médicos tiveram sua origem em questões relacionadas à má relação médico-paciente. devidos a atitudes do médico. por falhas de comunicação. por problemas entre os médicos assistentes. devido a expectativa irreal do paciente.
4 Relação médico-paciente: segurança e risco O fato de não ter havido erro médico não exclui a possibilidade da paciente mover ação contra o médico. Por vezes a insatisfação do paciente com o profissional é o gatilho de uma demanda jurídica ou administrativa. Um grande equívoco do profissional é avaliar que jamais estará sujeito a infortúnios e que nunca estará sujeito a uma ação administrativa, civil ou penal.
5 Relação médico-paciente Situações que podem prejudicar a boa relação médico - paciente Desrespeito ao paciente ou familiares; Não elaboração de relatórios solicitados; Não aceitação de exames, laudos anteriores; Desvalorização da opinião da paciente; Pressa ou falta de atenção no atendimento; Comentários inadequados durante a consulta.
6 Relação médico-paciente: segurança e risco Informar inadequadamente sobre a doença, usar jargões médicos; Pouco envolvimento com o paciente; Indisponibilidade; Não conseguir entender as expectativas da paciente; Expectativa irreal da paciente; Quebra do sigilo profissional; Ausência de acompanhante durante exame Ex: ginecológico, crianças e adolescentes; Discriminação racial, social ou religiosa.
7 Código de Ética Médica Princípios Fundamentais I - A Medicina é uma profissão a serviço da saúde do ser humano e da coletividade e será exercida sem discriminação de nenhuma natureza. II - O alvo de toda a atenção do médico é a saúde do ser humano, em benefício da qual deverá agir com o máximo de zelo e o melhor de sua capacidade profissional. III - Para exercer a Medicina com honra e dignidade, o médico necessita ter boas condições de trabalho e ser remunerado de forma justa.
8 Relação com pacientes e familiares É vedado ao médico: Código de Ética Médica Art. 31. Desrespeitar o direito do paciente ou de seu representante legal de decidir livremente sobre a execução de práticas diagnósticas ou terapêuticas, salvo em caso de iminente risco de morte. Art. 32. Deixar de usar todos os meios disponíveis de diagnóstico e tratamento, cientificamente reconhecidos e a seu alcance, em favor do paciente.
9 Código de Ética Médica Relação com pacientes e familiares É vedado ao médico: Art. 33. Deixar de atender paciente que procure seus cuidados profissionais em casos de urgência ou emergência, quando não haja outro médico ou serviço médico em condições de fazê-lo.
10 Código de Ética Médica Relação com pacientes e familiares É vedado ao médico: Art. 34. Deixar de informar ao paciente o diagnóstico, o prognóstico, os riscos e os objetivos do tratamento, salvo quando a comunicação direta possa lhe provocar dano, devendo, nesse caso, fazer a comunicação a seu representante legal.
11 Relação com pacientes e familiares É vedado ao médico: Código de Ética Médica Art. 36. Abandonar paciente sob seus cuidados. 1º Ocorrendo fatos que, a seu critério, prejudiquem o bom relacionamento com o paciente ou o pleno desempenho profissional, o médico tem o direito de renunciar ao atendimento, desde que comunique previamente ao paciente ou a seu representante legal, assegurando-se da continuidade dos cuidados e fornecendo todas as informações necessárias ao médico que lhe suceder.
12 Código de Ética Médica 2º Salvo por motivo justo, comunicado ao paciente ou aos seus familiares, o médico não abandonará o paciente por ser este portador de moléstia crônica ou incurável e continuará a assisti-lo ainda que para cuidados paliativos.
13 Relação com pacientes e familiares É vedado ao médico: Código de Ética Médica Art. 37. Prescrever tratamento ou outros procedimentos sem exame direto do paciente, salvo em casos de urgência ou emergência e impossibilidade comprovada de realizá-lo, devendo, nesse caso, fazê-lo imediatamente após cessar o impedimento. Parágrafo único. O atendimento médico a distância, nos moldes da telemedicina ou de outro método, dar-se-á sob regulamentação do Conselho Federal de Medicina.
14 Relação médico-paciente Relação de confiança transparência Elaboração adequada de prontuário; Art.87 Deixar de elaborar prontuário legível para cada paciente. 1º O prontuário deve conter os dados clínicos necessários para a boa condução do caso, sendo preenchido, em cada avaliação, em ordem cronológica com data, hora, assinatura e número de registro no CRM 2º O prontuário estará sob a guarda do médico ou da instituição que assiste o paciente Termo de consentimento esclarecido; Sigilo; Respeito ao direito de livre escolha; Compromisso;
15 Obrigado! Conselheiro Fábio Augusto de Castro Guerra Vice-Presidente CRMMG
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