LOGÍSTICA REVERSA DE PILHAS
|
|
|
- Eliana Sousa da Mota
- 9 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 LOGÍSTICA REVERSA DE PILHAS Bruno Vianna de Oliveira Graduando em Logística do Centro Universitário Augusto Motta (UNISUAM), Rio de Janeiro, RJ, Brasil Geraldo Janio de Oliveira Figueiredo Mestre em Engenharia Ambiental pela Universidade Federal Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil Graduado em Ciências Biológicas pelo Centro Universitário Augusto Motta (UNISUAM), Rio de Janeiro, RJ, Brasil Especialista em Análise Ambiental pelas Faculdades Integradas Simonsen, Rio de Janeiro, RJ, Brasil RESUMO Este artigo tem como objetivo identificar como ocorre a Logística Reversa de pilhas no país. Para isso, primeiramente, definiremos o que é a Logística Reversa. Assim, enfocaremos esta investigação a partir das seguintes questões: realmente a Logística Reversa funciona? Quem são os responsáveis por tal atribuição? Existe alguma lei especifica no país para que a Logística Reversa de material seja realizada? Logo após a identificação de respostas para as questões citadas, esta pesquisa aborda como funciona um projeto de descarte de pilhas na Fiocruz, no Rio de Janeiro. Então, há uma abordagem não só qualitativa como também quantitativa. Palavras-chave: Logística reversa. Pilhas. Descarte consciente. 1 INTRODUÇÃO Pode-se entender como Logística Reversa o retorno de um determinado material após o seu consumo à sua origem, possibilitando assim a reutilização do material em forma de matériaprima ou a destruição da forma correta, evitando prejuízos que podem ser elaborados ao meio ambiente. Roger, Tibben e Novaes, no livro de Paulo Roberto Leite (2009) Logística Reversa, definem a noção de Logística Reversa como: O processo de planejamento, implementação e controle da eficiência e custo efetivo do fluxo de matérias-primas, estoques em processo, produtos acabados e informações correspondentes do ponto de consumo ao ponto de origem com proposito de recapturar o valor ou destinar à apropriada disposição. (LEITE, 2009, p. 16). É preciso que se perceba que existem várias definições de Logística Reversa de teóricos que pensam este processo como uma possibilidade de trazer à tona novas possibilidades para questões importantes como a sustentabilidade e a preservação do meio ambiente; Antônio Galvão Novaes diz que: A Logística Reversa cuida dos fluxos de materiais que se iniciam nos pontos de consumo dos produtos e terminam nos pontos de origem, com o objetivo de recapturar valor ou de disposição final. (NOVAES, 2007, p. 110). 54 Já Donato afirma que a Logística Reversa é a área da logística que trata os aspectos de retornos de produtos, embalagens ou materiais ao seu centro produtivo (DONATO, 2008, p. 19).
2 Bruno Vianna de Oliveira e Geraldo Janio de Oliveira Figueiredo Estas definições somente demonstram como a Logística Reversa torna-se importante em relação à movimentação de materiais desde o ponto de entrada do produto até a saída, no entanto, existe também o retorno de produtos. Há, também, leis que indicam como este processo deve ser, como apresenta a lei nº , ao demonstrar a obrigatoriedade de se estruturar e de se implementar sistemas de Logística Reversa ao abordar o retorno dos produtos após o uso, de forma independente do serviço público de limpeza urbana: I - agrotóxicos, seus resíduos e embalagens, assim como outros produtos cuja embalagem, após o uso, constitua resíduo perigoso, observadas as regras de gerenciamento de resíduos perigosos previstas em lei ou regulamento, em normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama, do SNVS e do Suasa, ou em normas técnicas; II - pilhas e baterias; III - pneus; IV - óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens; V - lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista; VI - produtos eletroeletrônicos e seus componentes. 1o Na forma do disposto em regulamento ou em acordos setoriais e termos de compromisso firmados entre o poder público e o setor empresarial, os sistemas previstos no caput serão estendidos a produtos comercializados em embalagens plásticas, metálicas ou de vidro, e aos demais produtos e embalagens, considerando, prioritariamente, o grau e a extensão do impacto à saúde pública e ao meio ambiente dos resíduos gerados. 2o A definição dos produtos e embalagens a que se refere o 1o considerará a viabilidade técnica e econômica da logística reversa, bem como o grau e a extensão do impacto à saúde pública e ao meio ambiente dos resíduos gerados. 3o Sem prejuízo de exigências específicas fixadas em lei ou regulamento, em normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama e do SNVS, ou em acordos setoriais e termos de compromisso firmados entre o poder público e o setor empresarial, cabe aos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes dos produtos a que se referem os incisos II, III, V e VI ou dos produtos e embalagens a que se referem os incisos I e IV do caput e o 1o tomar todas as medidas necessárias para assegurar a implementação e operacionalização do sistema de Logística Reversa sob seu encargo, consoante o estabelecido neste artigo, podendo, entre outras medidas: I - implantar procedimentos de compra de produtos ou embalagens usados; II - disponibilizar postos de entrega de resíduos reutilizáveis e recicláveis; III - atuar em parceria com cooperativas ou outras formas de associação de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis, nos casos de que trata o 1o. (BRASIL, 2010, grifo nosso). Além destas determinações, a referida lei apresenta a indicação de que os consumidores devem efetuar o descarte após o uso destes produtos, não só para os consumidores e para os distribuidores que devem efetuar a devolução aos fabricantes ou aos importadores dos produtos. A lei nº diz ainda que cabe aos fabricantes e aos importadores destinação ambientalmente adequada, sendo o rejeito encaminhado, também, para um local que siga as normas e regras das determinações ambientais, de acordo com o SISNAMA 1. Caso haja quaisquer destas situações a legislação diz ainda que: 1 SISNAMA - Sistema Nacional do Meio Ambiente O SISNAMA tem como papel o estabelecimento de padrões que tornem possível o desenvolvimento sustentável, por meio de mecanismos e instrumentos capazes de conferir ao meio ambiente uma maior proteção. 55
3 LOGÍSTICA REVERSA DE PILHAS 7o Se o titular do serviço público de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos, por acordo setorial ou termo de compromisso firmado com o setor empresarial, encarregar-se de atividades de responsabilidade dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes nos sistemas de Logística Reversados produtos e embalagens a que se refere este artigo, as ações do poder público serão devidamente remuneradas, na forma previamente acordada entre as partes. 8o Com exceção dos consumidores, todos os participantes dos sistemas de Logística Reversamanterão atualizados e disponíveis ao órgão municipal competente e a outras autoridades informações completam sobre a realização das ações sob sua responsabilidade. (BRASIL, 2010). 2 DESENVOLVIMENTO Atualmente, a Logística Reversa não trata apenas do cumprimento de obrigações que a legislação impõe, mas sim de se pensar no equilíbrio ecológico que pode ser gerado colocando-a em prática, neste caso, especificamente, das pilhas, pois não se sabe, ao certo, o que isto poderá acarretar no futuro, pois a cada dia aumenta o consumo deste produto, com o aumento dos bens de consumo eletrônicos que em parte as utilizam. Mas para isso é mais necessária ainda a conscientização da população em geral, pois estes são os principais consumidores que geralmente desprezam este material em lugares não apropriados, causando problemas irreparáveis ao meio ambiente e ao próprio ser humano. Após o consumo final, as pilhas não devem ser desprezadas no lixo doméstico, pois existem componentes tóxicos, como cádmio, chumbo e mercúrio, que afetam o sistema nervoso central, o fígado, os rins e os pulmões. Caso as pilhas sejam descartadas em lixões ou aterros sanitários, liberam componentes tóxicos que contaminam o solo, os cursos d água e os lençóis freáticos. Observe que a disponibilização de bens e matérias residuais, não importando o modo como é feita, caso não seja devidamente controlada, gerará impactos ambientais, pela liberação de constituintes nocivos à vida, e pelo acúmulo desses resíduos, originando poluição indiretamente. Algumas pilhas usadas em aparelhos eletrônicos contêm chumbo, cádmio, mercúrio e outros metais pesados que, quando liberados em certas condições de concentração, oferecem riscos à saúde humana, caracterizandose em um exemplo do primeiro caso de poluição citado. (LEITE, 2009, p. 46). Na citação, Leite (2009) corrobora a necessidade de descarte do material de forma adequada, evitando assim prejuízos ao próprio ser humano. Na citação a seguir, Donato (2008) também fala sobre a necessidade de realizar o descarte de forma adequada, e cita o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama): 56 O conselho Nacional do Meio Ambiente Conama, tendo em vista os impactos negativos causados ao meio ambiente pelo descarte inadequado de pilhas e baterias usadas, considera a necessidade de disciplinar o descarte e o gerenciamento ambientalmente adequado de pilhas e baterias usadas, no que tange a coleta, reutilização, reciclagem, tratamento ou disposição final. Tais resíduos contaminam seriamente o meio ambiente e necessitam, por suas especificidades, de procedimentos especiais ou diferenciados para a destinação final. O Art. 2 da Resolução n 257 de 1999, para os fins do disposto nesta resolução, considera: I bateria;: conjunto de pilhas ou acumuladores recarregáveis interligados convenientemente (NBR7039 de 1987).
4 Bruno Vianna de Oliveira e Geraldo Janio de Oliveira Figueiredo II - Pilha: gerador eletroquímico de energia elétrica, mediante conversão geralmente irreversível de energia química (NBR. 7039, de 1987). (DONATO, 2008, p. 227). Sendo assim, a sociedade precisa tomar conhecimento dos problemas que podem ser causados ao meio ambiente, caso o material seja descartado de maneira inadequada. A fim de evitar tais transtornos, poderiam ser realizados cadastros dos consumidores em cada ponto de venda, juntamente disponibilizados coletores, para que a Logística Reversa fosse realizada de forma mais rápida e eficiente. O consumidor só poderia comprar o material caso ele retornasse com a pilha consumida, ou seja, a pilha não seria juntada ao lixo doméstico, evitando assim transtornos ao meio ambiente e ao próprio ser humano. Hoje, há uma preocupação latente com a questão do descarte consciente; Paulo Leite (2009) diz que este processo deve ser viabilizado de forma que o produto seja descartado da forma correta, evitando prejuízos ao meio ambiente e ao próprio ser humano. 3 LOCUS DA PESQUISA O locus desta investigação tem como base um projeto existente na FIOCRUZ de coleta de resíduos perigosos, dentre estes, encontram-se as pilhas. O principal objetivo deste trabalho é identificar de que forma ocorre o recolhimento das pilhas e quem são os responsáveis pela atribuição da coleta. O gargalo da Logística Reversa de pilhas, ou seja, atividade que trabalha no seu limite máximo de produção, está ligado à definição de quem são os responsáveis ou o responsável pela atribuição do retorno do material após o seu consumo final. Após identificar como ocorre e quem são os responsáveis pela coleta do material, esta investigação passará para uma análise do processo realizado no projeto. Os fabricantes e as importadoras são os responsáveis pela coleta do material e posteriormente encaminhá-las para empresa especializada e licenciada para o reprocessamento ou destinação final ambiental correta do material. Resolução CONAMA n 257 de 1999, obriga as empresas fabricantes e as importadoras de pilhas e baterias a coletar e dar destinação final, ambientalmente adequada, às baterias e pilhas inservíveis existentes no território nacional, às quantidades fabricadas e/ou importadoras. (DONATO, 2008, p. 51). A coleta de pilhas na FIOCRUZ ocorre devido a um acordo com a empresa ABINEE, por meio do Programa ABINEE recebe pilhas. O projeto ABINEE recebe pilhas teve início em novembro de 2010 com a finalidade de implantar os sistemas de Logística Reversa e destinação final, após o fim da vida útil das pilhas comuns de zinco-manganês, pilhas alcalinas, pilhas recarregáveis e baterias portáteis. O projeto ABINEE recebe pilhas é uma iniciativa conjunta de fabricantes e importadores de pilhas portáteis (Bic, Carrefour, Duracell, Energizer, Eveready, Elgin, Kodak, Panasonic, Philips, Pleomax, Qualitá, Rayovac, Goldnews, Ceras Johnson, BRW e Sieger), que uniram esforços visando atender à Resolução CONAMA 401/2008, que em seu artigo 18 diz que: Os fabricantes e importadores dos produtos abrangidos por esta Resolução deverão periodicamente promover a formação e capacitação dos recursos humanos envolvidos 57
5 LOGÍSTICA REVERSA DE PILHAS na cadeia desta atividade, inclusive aos catadores de resíduos, sobre os processos de Logística Reversa com a destinação ambientalmente adequada de seus produtos. (BRASIL, 2008). Os fabricantes citados disponibilizaram postos de coleta distribuídos nas capitais no Brasil. O Projeto teve início na FIOCRUZ em 23/11/2012, ocorre mensalmente e é realizado pela empresa GM&C (empresa contratada pelos fabricantes citados para a realização de toda a operação Logística Reversa das pilhas). Figura 1: Demonstrativo da coleta realizada no ano 2013 Fonte: Os autores. 58 Para que o processo seja finalizado, o operador logístico, após a coleta, fica responsável pela separação das pilhas por tipo de fabricante e em seguida as encaminha para a empresa Suzaquim Recicladora, responsável pelo reprocessamento ou destinação final ambientalmente correta do material. Após o reprocesso, são obtidos sais e óxidos metálicos que serão utilizados nas indústrias de colorifíco cerâmico, vidros, tintas, refratárias e indústrias químicas em geral. A empresa Suzaquim Recicladora é homologada pela área de meio ambiente e também licenciada pelo IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e de Recursos Naturais Renováveis) e pela CETESB (Companhia ambiental do Estado de São Paulo). Nesse contexto, prestadores de serviços logísticos que pretendem operar resíduos devem obter as certificações e licenças específicas para cada tipo de resíduo. Pilhas e baterias, por exemplo, são itens que necessitam do Cadri, isto é, Certificado de Movimentação de Resíduos de Interesse Ambiental.
6 Bruno Vianna de Oliveira e Geraldo Janio de Oliveira Figueiredo 4 CONCLUSÃO A Logística Reversa é o caminho contrário dos bens de consumo, desde o consumidor final até o seu ponto de origem. Neste caso, a Logística Reversa das pilhas é também um instrumento de desenvolvimento econômico, social e principalmente um instrumento de preservação ambiental, pensando-se no equilíbrio ecológico, e nas consequências e impactos ambientais que poderão ocorrer nas gerações futuras. Existem algumas ações que poderiam ser tomadas para facilitar e ajudar na Logística Reversa das pilhas; são elas: disponibilização de coletores de fácil acesso nos pontos de vendas, uma maior divulgação por meio de propagandas na televisão, outdoors, anúncios em rádios informando a responsabilidade e a consciência de que o consumidor deve ter para que o retorno do material seja realizado da forma correta, evitando assim transtornos ao meio ambiente e ao próprio ser humano, de forma que as autoridades competentes sejam mais rigorosas no cumprimento da legislação já existente. Acredita-se que esta última ação mencionada seja a mais importante para o bom desempenho da Logística Reversa das pilhas. REFERÊNCIAS BALLOU, R. H. Logística empresarial. São Paulo: Atlas, BRASIL. Lei nº , 2 de agosto de Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 3 ago Disponível em: < Acesso em: 9 dez BRASIL. Resolução CONAMA n. 401, de 4 de novembro de Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 4 nov Disponível em: < conama/legiabre.cfm?codlegi=589>. Acesso em: 9 dez DONATO, V. Logística verde: uma abordagem sócio-ambiental. [S.l.]: Ciência Moderna, LEITE, P. R. Logística reversa: meio ambiente e competitividade. 2. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, NOVAES, A. G. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição: estratégia, operação e avaliação. 3. ed. [S.l.]: Elsevier,
PNRS e a Logística Reversa. Free Powerpoint Templates Page 1
PNRS e a Logística Reversa Page 1 História Roma de Júlio Cesar e Augusto Page 2 História Geena Fogo eterno Page 3 História Cambridge 1338 São Paulo 1722 Rio de Janeiro 1850 Page 4 Novidades da PNRS Bloco
EDITAL DE CHAMAMENTO Nº 01/2012. Convoca os setores empresariais a apresentar propostas de LOGÍSTICA REVERSA conforme Lei /10 e Decreto 7404/10
EDITAL DE CHAMAMENTO Nº 01/2012 Convoca os setores empresariais a apresentar propostas de LOGÍSTICA REVERSA conforme Lei 12.305/10 e Decreto 7404/10 A SECRETARIA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE E RECURSOS HÍDRICOS
A LO L GÍS Í T S I T C I A R EV E E V R E SA
A LOGÍSTICA REVERSA NOS DIAS ATUAIS 21/11/2016 APRESENTAÇÃO Quais são os motivos que tornam a logística reversa um assunto tão relevante nos dias atuais? - a redução do ciclo de vida mercadológica dos
Política Nacional de Resíduos Sólidos. Sistema de Logística Reversa de Embalagens. Fabricio Soler
Política Nacional de Resíduos Sólidos Sistema de Logística Reversa de Embalagens Fabricio Soler [email protected] Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) Lei Federal 12.305/2010, regulamentada
Responsabilidade do Produtor na Política Nacional de Resíduos Sólidos do Brasil
1 Responsabilidade do Produtor na Política Nacional de Resíduos Sólidos do Brasil Carlos RV Silva Filho Abril 2017 APNRS e seus Avanços... Geração Total de RSU(t/dia) 225.000 220.000 215.000 210.000 205.000
RESPONSABILIDADE COMPARTILHADA E LOGÍSTICA REVERSA: IMPLEMENTAÇÃO NO CONTEXTO BRASILEIRO
Patrícia Iglecias SETEMBRO, 2013 RESPONSABILIDADE COMPARTILHADA E LOGÍSTICA REVERSA: IMPLEMENTAÇÃO NO CONTEXTO BRASILEIRO GESTÃO DE RESÍDUOS NA PNRS Não geração Redução Reutilização Reciclagem Tratamento
PLATAFORMA ITUIUTABA LIXO ZERO
PLATAFORMA ITUIUTABA LIXO ZERO Humberto Minéu IFTM/Câmpus Ituiutaba Doutorando em Geografia/UFU [email protected] Ituiutaba, 30 de abril de 2014. Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) - Lei 12.305/2010
Logística Reversa no Brasil Cenário atual e futuro
Logística Reversa no Brasil Cenário atual e futuro M.Sc. Elcio Herbst SENAI - IST em Meio Ambiente e Química Política Nacional de Resíduos Sólidos Art. 33º - São obrigados a estruturar e implementar sistemas
Política Nacional de Resíduos Sólidos Responsabilidades Fabricantes, Importadores e Comerciantes (Lei /2010 e Decreto 7.
Política Nacional de Resíduos Sólidos Responsabilidades Fabricantes, Importadores e Comerciantes (Lei 12.305/2010 e Decreto 7.404/2010) 3 Esferas de Responsabilidade: Plano de Gerenciamento Fabricação
POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS
POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS Lei 12.305 de 2 de agosto de 2010 - dispõe sobre: - princípios, objetivos e instrumentos; - diretrizes relativas à gestão integrada e ao gerenciamento de resíduos
PALESTRA DE SENSIBILIZAÇÃO E FORMAÇÃO DE MULTIPLICADORES
PALESTRA DE SENSIBILIZAÇÃO E FORMAÇÃO DE MULTIPLICADORES Tema: Logística Reversa Lei 12.305/10 Local: CEIER - Centro Estadual Integrado de Educação Rural. Data do Evento: 08/10/2014 Horário: 19:00h às
PLATAFORMA ITUIUTABA LIXO ZERO
PLATAFORMA ITUIUTABA LIXO ZERO Humberto Minéu IFTM/Câmpus Ituiutaba Doutorando em Geografia/UFU [email protected] Ituiutaba, 08 de maio de 2014. EMMAV CAIC 2 Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS)
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. Zilda Maria Faria Veloso
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE MMA Zilda Maria Faria Veloso Diretora de Ambiente Urbano Secretaria de Recursos Hídricos e Meio Urbano POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS PNRS POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. Lei Nº / Decreto Nº 7.404/2010
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS Lei Nº 12.305/2010 - Decreto Nº 7.404/2010 OS DOIS COMITÊS COMITÊ INTERMINISTERIAL C I (DECRETO Nº 7.404/2010) COMITÊ INTERMINISTERIAL
Recolhimento e Destinação de Embalagens de Sementes Tratadas Edivandro Seron
Recolhimento e Destinação de Embalagens de Sementes Tratadas Edivandro Seron Foz do Iguaçu, 20 de junho de 2017 Política Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS Lei nº 12.305/10 e Decreto nº 7.404/10 De acordo
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE Coleta seletiva e inclusão social dos catadores, situação atual, perspectivas e desafios Zilda Maria Faria Veloso Diretora de Ambiente Urbano Senado Federal Brasilia, 23de abril
Política Nacional de Resíduos Sólidos e a Logística Reversa. 21 de Setembro de 2018
Política Nacional de Resíduos Sólidos e a Logística Reversa 21 de Setembro de 2018 Objetivos da Logística A logística reversa tem 4 motivadores principais por parte do governo: 1. compatibilizar interesses
Hsa GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS. Resíduos Sólidos. PROFa. WANDA R. GÜNTHER Departamento Saúde Ambiental FSP/USP
Hsa 109 - GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS Resíduos Sólidos PROFa. WANDA R. GÜNTHER Departamento Saúde Ambiental FSP/USP E-mail: [email protected] Resíduos Sólidos Interrelação: Ambiente Saúde HOMEM MEIO AMBIENTE
PROJETO DE LEI Nº 183/2013
PROJETO DE LEI Nº 183/2013 Dispõe sobre diretrizes para instituição do Programa de Coleta Seletiva Contínua de Resíduos Eletrônicos e Tecnológicos e dá outras providências. Art. 1º Esta lei dispõe sobre
Logística Reversa para Óleos Lubrificantes Usados ou Contaminados
Logística Reversa para Óleos Lubrificantes Usados ou Contaminados Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Superintendência de Fiscalização do Abastecimento (SFI) São Paulo, 18/05/2017
A POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS
A POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS Carmen Rachel Scavazzini Marcondes Faria 1 Há duas décadas, a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92) adotou um programa de
P L O Í L TI T CA C A NA N C A I C ON O A N L A L D E D E R E R S E Í S DU D O U S O S SÓ S L Ó I L DO D S O S
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE MMA POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS PNRS RESÍDUOS SÓLIDOS RESÍDUOS SÓLIDOS: UM PROBLEMA DE CARÁTER SOCIAL, AMBIENTAL E ECONÔMICO AÇÃO ADOTADA: TRANSFERÊNCIA DE RECURSOS
Política Nacional de Resíduos Sólidos Breves Considerações Núcleo de Meio Ambiente CIESP Regional Jaú/SP
Política Nacional de Resíduos Sólidos Breves Considerações Pedro Paulo Grizzo Serignolli Advogado Especializado em Direito Ambiental Coordenador Adjunto do Núcleo de Meio Ambiente [email protected]
Resolução SMA 45/2015 Logística reversa estadual. Câmara Ambiental da Indústria Paulista (CAIP/Fiesp) Julho de 2015
Resolução SMA 45/2015 Logística reversa estadual Câmara Ambiental da Indústria Paulista (CAIP/Fiesp) Julho de 2015 RESOLUÇÃO SMA Nº 45, DE 23 DE JUNHO DE 2015 Define as diretrizes para implementação e
DIREITO AMBIENTAL. Proteção do Meio Ambiente em Normas Infraconstitucionais - Política Nacional de Resíduos Sólidos Lei nº de 2010 Parte 3
DIREITO AMBIENTAL Proteção do Meio Ambiente em Normas Infraconstitucionais - Política Nacional de Resíduos Sólidos Lei nº 12.305 de 2010 Parte 3 Prof. Rodrigo Mesquita Art.3º, VIII - disposição final ambientalmente
As Políticas Públicas Ambientais de Pernambuco e Resíduos Sólidos
As Políticas Públicas Ambientais de Pernambuco e Resíduos Sólidos Densidade populacional na Zona Costeira AP 2 hab.km -2 MA 29 hab.km -2 CE 252 hab.km -2 PB 373 hab.km -2 PE 913 hab.km -2 BA 96 hab.km
Instrumentos e Formas de Implantação da Logística Reversa - Estágio Atual
Seminário -A Implantação das Políticas de Resíduos Sólidos Instrumentos e Formas de Implantação da Logística Reversa - Estágio Atual ÉlenDânia S. dos Santos Junho de 2013 Sumário 1. Introdução 2. Definições
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. Política Nacional de Resíduos Sólidos
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS BASE LEGAL - AÇÕES DE GESTÃO DE RESÍDUOS AÇOES DE GESTÃO DE RESÍDUOS - BASE LEGAL Lei nº 11.107/2005 Consórcios Públicos Decreto nº 6017/2007
Política Nacional de Resíduos Sólidos. Responsabilidade Compartilhada. Seguro Ambiental. José Valverde Machado Filho
Política Nacional de Resíduos Sólidos. Responsabilidade Compartilhada. Seguro Ambiental. José Valverde Machado Filho 27.05.2013 Implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, com foco em: I -
Sementes Tratadas não Comercializadas e suas Embalagens. Proposta de Destinação Ambientalmente Adequada
Sementes Tratadas não Comercializadas e suas Embalagens Proposta de Destinação Ambientalmente Adequada Edivandro Seron Foz do Iguaçu, 09 de agosto de 2017 Tratamento Industrial de Sementes O tratamento
Descarte de Medicament os. Responsabilidade compartilhada
Descarte de Medicament os Responsabilidade compartilhada Descarte de Medicamentos Aspectos gerais Situação atual... No Brasil ainda não se tem uma regulamentação específica no âmbito nacional relacionada
Resíduos Sólidos Desafios da Logística Reversa. Zilda M. F. Veloso 08abril2014
Resíduos Sólidos Desafios da Logística Reversa Zilda M. F. Veloso 08abril2014 I- CONSIDERAÇÕES GERAIS Objetivos POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS GERAÇÃO DE RESÍDUOS PANO DE FUNDO: Sem a PNRS, a geração
PRODUTOS INSERVÍVEIS DO PÓS CONSUMO Encaminhamento para os produtos que no final da vida útil tornam-se resíduos sólidos, devendo retornar a cadeia pr
POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS: principais avanços e gargalos Eng. Quím. Mário Kolberg Soares Junho/2016 PRODUTOS INSERVÍVEIS DO PÓS CONSUMO Encaminhamento para os produtos que no final da vida
Resíduos eletro-eletrônicos. Identificação de Gargalos e Oportunidades na Gestão Adequada
Resíduos eletro-eletrônicos Identificação de Gargalos e Oportunidades na Gestão Adequada Junho de 2009 Alguns Modelos utilizados no mundo: Modelo Responsabilidade ampliada do Produtor - responsabiliza
COMITÊ ORIENTADOR PARA A IMPLEMENTAÇÃO DE SISTEMAS DE LOGÍSTICA REVERSA DELIBERAÇÃO Nº 11, DE 25 DE SETEMBRO DE 2017
COMITÊ ORIENTADOR PARA A IMPLEMENTAÇÃO DE SISTEMAS DE LOGÍSTICA REVERSA DELIBERAÇÃO Nº 11, DE 25 DE SETEMBRO DE 2017 O COMITÊ ORIENTADOR PARA A IMPLEMENTAÇÃO DE SISTEMAS DE LOGÍSTICA REVERSA, no uso de
POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS : PNRS - A Visão da Indústria no Estado de São Paulo
POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS : PNRS - A Visão da Indústria no Estado de São Paulo 15.10.2013 Implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos Base Legal: Lei Federal nº 12305, de 02.08.2010
- TERMO DE REFERÊNCIA - PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS
- TERMO DE REFERÊNCIA - PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS APRESENTAÇÃO O presente Termo de Referência tem como finalidade orientar os geradores, assim definidos como pessoas físicas ou jurídicas,
III SEMINÁRIO ESTADUAL DE SANEAMENTO AMBIENTAL
III SEMINÁRIO ESTADUAL DE SANEAMENTO AMBIENTAL Painel II: Resíduos Sólidos Urbanos Política Nacional, Gestão e Gerenciamento de Resíduos Sólidos. José Valverde Machado Filho 20.04.2012 Cenários e Evolução
PROGRAMA RECEBE PILHAS CARTILHA INFORMATIVA
PROGRAMA RECEBE PILHAS CARTILHA INFORMATIVA 1 Sobre o Programa ABINEE Recebe Pilhas Em 2010, foi publicada pelo Governo Federal, a Política Nacional de Resíduos Sólidos, na qual consta, entre outros objetivos,
Desafios da Gestão Municipal de Resíduos Sólidos
Desafios da Gestão Municipal de Resíduos Sólidos Cláudia Lins Consultora Ambiental Foi instituída pela Lei 12.305/10 e regulamentada pelo Decreto 7.404/10 A PNRS fixou obrigações para União, Estados e
Prefeitura do Recife - EMLURB
Prefeitura do Recife - EMLURB Gerência de Coleta Seletiva/ EMLURB - Recife Agenda: A Política Nacional de Resíduos Sólidos. Ações da Prefeitura Objetivos Lei 12.305 de 02 de agosto de 2010 Três pontos
Belo Horizonte, novembro de 2010
POLÍTICAS ESTADUAL E NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS José Cláudio Junqueira Ribeiro Belo Horizonte, novembro de 2010 Resíduos sólidos Resíduos nos estados sólido e semi-sólido, que resultam de atividades
COMPANHIA AMBIENTAL DO ESTADO DE SÃO PAULO (CETESB) Decisão de Diretoria - 120/2016/C, de (DOE 03/06/2016)
COMPANHIA AMBIENTAL DO ESTADO DE SÃO PAULO (CETESB) Decisão de Diretoria - 120/2016/C, de 1-6-2016 (DOE 03/06/2016) Estabelece os Procedimentos para o licenciamento ambiental de estabelecimentos envolvidos
PMAS - Pense no Meio Ambiente Sirtec Tema: GESTÃO DE RESÍDUOS
Nº 05/2018 PMAS - Pense no Meio Ambiente Sirtec Tema: GESTÃO DE RESÍDUOS Gerenciamento é substituir músculos por pensamentos, folclore e superstição por conhecimento, e força por cooperação. Peter Drucker
Consumo sustentável e a implantação da logística reversa de embalagens em geral. XI SEMINÁRIO ABES Brasília, agosto de 2014 Patrícia Iglecias
Consumo sustentável e a implantação da logística reversa de embalagens em geral XI SEMINÁRIO ABES Brasília, agosto de 2014 Patrícia Iglecias Direito ao Meio Ambiente e Proteção do Consumidor Parâmetro
Política Nacional de Resíduos Sólidos : formulação e diretrizes. Deputado Arnaldo Jardim
SEMINÁRIO POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOSS Política Nacional de Resíduos Sólidos : formulação e diretrizes Deputado Arnaldo Jardim 21.07.11 Política Nacional de Resíduos SólidosS Diretrizes Internalizar
ANÁLISE DO DESCARTE DE PILHAS E BATERIAS ORIUNDAS DE RESÍDUOS DOMICILIARES NA CIDADE DE ITABAIANA PB
ANÁLISE DO DESCARTE DE PILHAS E BATERIAS ORIUNDAS DE RESÍDUOS DOMICILIARES NA CIDADE DE ITABAIANA PB Dandara Monalisa Mariz Bezerra (*), Ster Batista de Lima, Fábio Raniery da Silva Alves Ferreira, Maria
Decisão de Diretoria CETESB nº 120/2016/C, de 01 de junho de 2016
Decisão de Diretoria CETESB nº 120/2016/C, de 01 de junho de 2016 Estabelece os Procedimentos para o licenciamento ambiental de estabelecimentos envolvidos no sistema de logística reversa, para a dispensa
TRATAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS DESCARTE DE CELULARES
TRATAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS DESCARTE DE CELULARES ''UM LINK ENTRE O CIDADÃO E OS PONTOS DE COLETA''. TRATAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS ENGENHARIA UNIVESP SÁBADO MANHÃ GRUPO F INTEGRANTES: CREUSA GABRIELY
[DESTINAÇÃO FINAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS]
ATERROS SANITÁRIOS [DESTINAÇÃO FINAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS] 2013 O QUE SÃO OS RESÍDUOS SÓLIDOS? É O LIXO QUE PRODUZIMOS. NOSSO LIXO DE TODOS OS DIAS. E ESSES RESÍDUOS OU LIXO PODEM SER CLASSIFICADOS COMO:
Lei / PNRS. São Paulo, 30 de Agosto de 2010
Lei 12.305/2010 - PNRS São Paulo, 30 de Agosto de 2010 PNRS Histórico: 1989: Senado Federal (PLS 354/89) 2006: Aprovação do substitutivo em Comissão Especial (Dep. Ivo José) 2007: Apresentação de Proposta
