Cirurgia de Ambulatório
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- Maria Lobo Guterres
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1 Cirurgia de Ambulatório Um novo percurso clínico para a Ortopedia? Sessões Clínicas do Hospital 26 de Novembro de 2015 Dr. José Caldeira Dr. Pedro Beckert Serviço Ortopedia A Agradecimento: Dra. Cristina Carmona Coordenadora Grupo Trabalho Cirurgia Ambulatória
2 Sumário Introdução A Cirurgia Ambulatória no nosso Hospital A Cirurgia Ambulatória e a Ortopedia Conclusão
3 Introdução
4 Plano de actividades 2016
5 Cirurgia Ambulatória (CA) Admissão seleccionada e planeada de doentes para cirurgia e com regresso ao domicílio no mesmo dia Operado e sai no mesmo dia! Internamento pós operatório de curta duração
6 Fundamento MEDICINA CENTRADA NO DOENTE Vantagens Clínicas Diminuição de complicações pós operatórias Diminuição stress do doente Vantagens Sociais Regresso ao ambiente familiar Regresso a actividades da vida diária Vantagens Organizacionais Custos Gestão de vagas hospitalares Aumento de acessibilidade a cirurgia
7 Enquadramento Incentivo à criação de unidades de CA Criação da Comissão Nacional para o Desenvolvimento da Cirurgia de Ambulatório (CNADCA) Determina a implementação de critérios básicos na organização de programas de CA Protocolos definidos Circuitos autónomos Avaliação de qualidade Enquadramento legal para a dispensa de medicamentos para tratamento no período pós-operatório de situações de cirurgia de ambulatório
8 Enquadramento RELATÓRIO DA CNADCA 90% das unidades hospitalares dispunham de CA Mas com programas muito heterogéneos Variação do conceito de cirurgia ambulatória (Gestão, Administrativo, Clínico) Diversas recomendações (traduzidas posteriormente em despacho ministerial.
9 Recomendações CNADCA Sistema de Informação apropriado Recursos humanos exclusivos Instalações exclusivas do programa de CA para doentes que pernoitam no hospital Tempos operatórios dedicados exclusivamente ao programa de CA Protocolos clínicos de selecção de doentes e critérios de alta Informação clínica escrita Criação de Kits de terapêutica Contacto telefónico de follow up do doente
10 CA no nosso Hospital
11 A CA em números CA e actividade cirurgica global no Hospital Total Ambulatório Dados do relatório de avaliação do Blocos Operatórios Nacionais do MS Out/2015, o HFF operou em doentes, dos quais 893 em ambulatório- 6%. É a mais baixa taxa de cirurgia ambulatória em Portugal.
12 A CA em números Intervenções Cirurgicas realizadas pela Ortopedia e no HFF por anos e Tipo Serviço Tipo Cirurgia (1) Total 2010 Total 2011 Total 2012 Total 2013 Total 2014 Total 2015 (2) ORTOPEDIA A ORTOPEDIA B Total HFF Conv Ambulatório Programados Urgentes UrgPeqCir Total Conv Ambulatório Programados Urgentes UrgPeqCir Total Conv Ambulatório Programados Urgentes UrgPeqCir Total
13 A cirurgia ambulatória no nosso Hospital Antiga Unidade de Cirurgia Ambulatória ( UCA) Desde 2008 foi aberta uma nova UCA mista, com partilha de salas operatórias no bloco central. A actual UCA dispõe dos espaços físicos específicos para acolhimento e recobro adequados para a prática de CA.
14 A cirurgia ambulatória no nosso Hospital O QUE FALTA FAZER? Documento Normas e Recomendações para Cirurgia Ambulatória identificou as seguintes oportunidades de melhoria: Recursos informáticos Recursos humanos alocados à UCA Protocolos clínicos ( dor, profilaxia tromboembolismo, etc) Avaliação de qualidade Formação profissional
15 Gestão documental do HFF: Política, Procedimentos, Protocolos e Instruções de trabalho para CA Documentos aprovados para CA no HFF em vigor: PO 0111 T ANEST v02-política da Unidade de Cirurgia Ambulatória PT 0146 E ANEST v02-analgesia pós-operatória em CA-cirurgia minor PT 0147 E ANEST v02- Analgesia pós-operatória em CA-cirurgia intermédia PT 0148 E ANEST v02- Analgesia pós-operatória para pediatria em CA PT 0149 E ANEST v02- Profilaxia de Náuseas e Vómitos em Cirurgia Ambulatória PT 0150 T ANEST v02-jejum pré-operatório na Cirurgia Ambulatória PT 0151 T ANEST v02-profilaxia do Tromboembolismo na cirurgia ambulatória IT 0422 E BOC v02 - Verificação de Jejum pré operatório na UCA IT 0424 E BOC v02-avaliação pré operatória de doentes hipertenso na UCA IT 0425 E BOC v01- Profilaxia do Tromboembolismo na cirurgia ambulatória IT 0426 T BOC v02 - Dispensa de medicação para o domicilio em cirurgia ambulatória
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17
18 A CA e a Ortopedia
19 Contexto A REALIDADE DOS NOSSOS SERVIÇOS Grande afluência de traumatologia Escassez de vagas de internamento Falta de tempos operatórios Escassez de recursos humanos Cirurgia Programada vs Cirurgia Urgente Programados Urgentes Dificuldade no planeamento de cirurgia programada
20 Contexto CA em Ortopedia vs Cirurgia Programada convencional Cirurgia Ambulatoria Convencional
21 Contexto A ORTOPEDIA, O HOSPITAL E A CA A produção cirúrgica dos serviços de Ortopedia correspondeu, nos últimos 5 anos, a cerca de 5-11% da actividade global do hospital A produção de CA em Ortopedia correspondeu, em igual período, a 2,15-6,33% da actividade de CA global Sem período operatório exclusivo ou utilização de bloco operatório da UCA para este efeito.
22 Contexto A ORTOPEDIA, O HOSPITAL E A CA Procedimentos propostos Extracção de material de Osteossíntese Manipulação sob anestesia Libertação de túnel cárpico Artroscopias Biópsias ósseas Reduções incruentas In:Normas e Recomendações para Cirurgia Ambulatória, Hospital Professor Fernando Fonseca EPE
23 Resumindo Potencial para optimização da CA na Ortopedia Produção cirúrgica programada de Ortopedia limitada por questões que se poderiam resolver parcialmente com o incremento da CA Implicaria as seguintes alterações: Criação de tempos de consulta e bloco operatório exclusivos para CA Alocação definida de cirurgiões para o efeito Elaboração de protocolos de selecção e seguimento para patologias/procedimentos propostos Investimento na formação dos elementos clínicos para o efeito
24 Exemplo Prático INDICADORES DE QUALIDADE Internamento não previsto 0,14% Readmissão em 24h após alta 0,06% Readmissão 1-28 dias após alta 0,05% Recurso às Urgências -1,21% Cancelamento 1,51% Razão cirurgia ambulatória/cirurgia electiva convencional:38,4% Custo médio por dia : 375,4 Poupança estimada de One of the most rapid and fundamental changes in medical care during the last 20 years.
25 Exemplo Prático Hemorragia e dor continuam a ser as complicações mais frequentes Factores de risco para admissão hospitalar: Idade ASA Cirurgia prolongada
26 Exemplo Prático
27 Procedimentos Procedimentos propostos Extracção de material de Osteossíntese Manipulação sob anestesia Tabela dos?? Libertação de túnel cárpico VS Artroscopias Biópsias ósseas Reduções incruentas Fonseca EPE In:Normas e Recomendações para Cirurgia Ambulatória,2014, Hospital Professor Fernando
28 Procedimentos Poderíamos incluir procedimentos mais complexos na nossa lista?
29 Confluência com Cirurgia Minimamente Invasiva Expansão da Lista de Procedimentos elegíveis para CA Necessidade de diferenciação técnica
30 Procedimentos/Diagnósticos Ombro Punho/Mão Joelho Pé Outros Acromioplastia Reparação Coifa dos Rotadores Instabilidade Gleno-Umeral Neuropatias compressivas periféricas Dedo em gatilho Doença de Dupuytren Osteossíntese de fracturas do punho e mão Meniscectomia Hallux Valgus Artrolise Sutura Meniscal Ligamentoplasti a do LCA Dedo em garra/martelo Neurinoma de Morton Manipulação Sob Anestesia Remoção de Material de osteossíntese
31 Cirurgia minimamente invasiva Rotura da Coifa dos Rotadores anos Dor e incapacidade Etiologia Inpingement sub acromial Degenerativo Sobrecarga Traumática Racional do tratamento: Melhoria de dor e função
32 Cirurgia minimamente invasiva Reparação da Coifa Método Aberto Mini-Open Método Artroscópico Incisões grandes Destruição do M. Deltóide Incisão pequena Feita com utilização inicial de artroscopia Tecnicamente exigente
33 Cirurgia minimamente invasiva Método Aberto Mini-Open Método Artroscópico
34 Cirurgia minimamente invasiva Pós operatório Alta no próprio dia Suspensão braquial ( retira às 6 semanas) Mobilização passiva iniciada no dia seguinte
35 Cirurgia minimamente invasiva Hallux Valgus Patologia da adolescência e meia idade Etiologia Idiopática Incidência familiar Calçado? Racional de Tratamento Tratamento da Dor ( e não estético!!!)
36 Cirurgia minimamente invasiva Literalmente, dezenas de técnicas! Nem todos os casos adequados para procedimento minimamente invasivo Indicações: Valgismo do hallux <40º Angulo intermetatarsico <20º Contra indicações >75 anos Angulo intermetarsico >20º Alterações degenerativas significativas Instabilidade da articulação metatarsocuneiforme ou metatarso-falangica
37 Cirurgia minimamente invasiva Pré operatório: Estudo da deformidade Cirurgia Osteotomias percutâneas Correcção e fixação com fio
38 Cirurgia minimamente invasiva Pós operatório Alta no próprio dia Marcha com bota Baruk Remoção de ligadura e fio ao fim de 4-6 semanas
39 Objectivo 2016 Relançar a cirurgia de ambulatório!
40 Conclusão A CA é hoje uma tendência global e uma das maiores revoluções da cirurgia nas últimas décadas Existem percursos clínicos e condições físicas para a implementação da CA em larga escala no nosso hospital No contexto da Ortopedia, existe margem para um melhor aproveitamento deste recurso e uma real necessidade em fazê-lo A literatura estabelece a CA no âmbito da Ortopedia como uma opção segura e eficiente A realização de procedimentos mais complexos como CA é possível mas requer diferenciação da equipa cirurgica necessidade de formação específica
41 Obrigado
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