Flores. Morfologia da flor
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- Otávio Caldeira Figueiroa
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1 Flores MORFOLOGIA E ANATOMIA DAS FLORES Anna Frida Hatsue Modro Flor é um eixo com folhas metamorfoseadas que, em conjunto, constituem o aparelho reprodutor sexual das plantas superiores (Fanerógamas) Características gerais: constituída de folhas modificadas (metamorfose foliar), com diferentes especializações. Origem: metamorfose foliar progressiva. Função: reprodução sexual Importância: Reprodução sexual Classificação das plantas(taxonomia) Industrial, medicinal, ornamental. Morfologia da flor Brácteas ou bractéolas: folhas modificadas, localizadas próximo aos verticilos florais; geralmente há duas bractéolas nas Dicotyledoneae e uma nas Monocotyledoneae. Pedúnculo: eixo de sustentação da flor. Receptáculo: porção dilatada do extremo do pedúnculo, onde se inserem os verticilos florais. Morfologia da flor Verticilos florais Externos ou protetores: perianto ou perigônio Cálice: conjunto de sépalas Corola: conjunto de pétalas Internos ou reprodutores Androceu: conjunto de estames Gineceu: conjunto de carpelos Pedicelo: eixo de sustentação da flor na inflorescência pluriflora. Perigônio: existe a tendência de se chamar assim o perianto homoclamídeo, típico em Monocotyledoneae. Nomenclatura floral I. Quanto ao pedúnculo e pedicelo II. Quanto à disposição das peças florais III. Quanto ao número de peças do perianto IV. Quanto à homogeneidade do perianto V. Quanto ao sexo VI. Quanto ao número de estames em relação ao de pétalas VII. Quanto à posição relativa do gineceu I. Quanto ao pedúnculo e pedicelo Pedunculada e pedicelada: com pedúnculo e com pedicelo Séssil: sem pedúnculo e sem pedicelo. 1
2 II. Quanto à disposição das peças florais Cíclica: peças florais dispostas em círculos concêntricos no receptáculo, formando verticilos. Ex. Angiospermae: lírio, flor de couve. Acíclica ou espiralada: peças florais, dispostas em espiral, em torno do receptáculo. Ex. magnólia, Gymnospermae. III. Quanto ao número de peças do perianto Aperiantada, aclamídea ou nua: ausência dos dois verticilos protetores. Ex. Poaceae, pimenta-do-reino. Monoperiantada, monoclamídea ou haploclamídea: ausência de um deles. Ex. mamona. Diperiantada, diclamídea ou diplocamídea: presença de cálice e corola. Ex. lírio. IV. Quanto à homogeneidade do perianto Homoioclamídea ou homoclamídea: sépalas e pétalas semelhantes em número, cor e forma, sendo chamadas tépalas. Ex. lírio. V. Quanto ao sexo Unissexual feminina: ausência de androceu e presença do gineceu. Unissexual masculina: ausência de gineceu e presença de androceu. Hermafrodita: dois sexos na mesma flor. Estéril e neutra: androceu e gineceu não-funcionais e ausentes, respectivamente. Heteroclamídea: sépalas e pétalas diferentes entre si. VI. Quanto ao número de estames em relação ao de pétalas Oligostêmone: NE<NPS Isostêmone: NE=NP. Ex. café. VII. Quanto à disposição relativa do gineceu Hipógina: receptáculo plano a convexo; demais verticilos abaixo do gineceu; ovário súpero. Diplostêmone: NE=2xNP. Ex. lírio, feijão. Polistêmone: NE>NP. Ex. goiaba. 2
3 VIII. Quanto à disposição relativa do gineceu Perígina: receptáculo escavado livre ou às vezes concrescente até a metade do ovário; demais verticilos em torno do gineceu; ovário súpero ou semi-ínfero. VIII. Quanto à disposição relativa do gineceu Epígina: receptáculo escavado concrescente com todo o ovário; demais verticilos acima do gineceu; ovário ínfero. Flor calcarada: aquela dotada de uma espora ou calcar, situada no cálice, na corola ou em ambos. TIPOS DE BRÁCTEAS Férteis: brácteas com flores nas axilas. Vazias: sem flores nas axilas. São também chamadas estéreis ou não-férteis. Calículo: também chamado epicálice; um conjunto de brácteas dispostas em círculo, na base do cálice, dando a impressão de um cálice suplementar. Cúpula: brácteas endurecidas persistentes na base de alguns frutos. Obs. Chama-se também cúpula a porção que envolve a base de certos frutos em maior ou menor grau, formada pelo eixo floral ou tubo do perianto. Espata: bráctea desenvolvida, protegendo uma inflorescência. TIPOS DE BRÁCTEAS Glumas: duas brácteas estéreis que protegem a espigueta ou espícula, que é a inflorescência elementar das Graminae. Ex. arroz. Invólucro: conjunto de brácteas próximo à flor ou inflorescência, que as rodeiam em maior ou menor grau. Ex. salsa. Periclínio: conjunto de brácteas que circundam a inflorescência em capítulo. Ex. margarida. CÁLICE Verticilo protetor externo, conjunto de sépalas I. Quanto à cor II. Quanto à soldadura das sépalas III. Quanto ao número de sépalas IV. Quanto à duração V. Quanto à simetria 3
4 I. Quanto à cor CÁLICE II. Quanto à soldadura das sépalas CÁLICE Geralmente verde; quando da mesma cor que a da corola o cálice é chamado petalóide. Ex. lírio. Gamossépalo, sinsépalo ou monossépalo: quando as sépalas estão soldadas entre si, em maior ou menor extensão. Dialissépalo, corissépalo ou polissépalo: quando as sépalas são livre ou isoladas. Ex. flor de couve. III. Quanto ao número de sépalas CÁLICE IV. Quanto à duração CÁLICE Trímero: quando as sépalas são em número de três ou de seus múltiplos. Ex. Monocotyledoneae. Tetrâmero ou pentâmero: com quatro ou cinco sépalas ou seus múltiplos. Ex. Dicotyledoneae. Caduco: quando cai antes de a flor ser fecundada. Persistente: Quando persiste no fruto. Ex. laranja. Marcescente: Persistente, porém murcha. Ex. goiaba. Decíduo: quando cai logo após a corola. Ex. mostarda. Acrescente: além de persistente, desenvolve-se e cerca o fruto. Ex. Physalis sp. IV. Quanto à simetria Actinomorfo ou radial: com vários planos de simetria. Zigomorfo ou bilateral: um só plano de simetria Assimétrico: sem plano de simetria. CÁLICE COROLA Verticilo protetor interno, conjunto de pétalas. I. Quanto à cor II. Quanto à soldadura das pétalas III. Quanto ao número de pétalas IV. Quanto à simetria V. Quanto à duração VI. Morfologia da pétala COROLA 4
5 I. Quanto à cor COROLA II. Quanto à soldadura das pétalas COROLA Branca ou diversamente colorida; quando verde, a corola é chamada sepalóide. Gamopétala, simpétala ou monopétala: quando as pétalas estão soldadas entre si, em maior ou menor extensão. Dialipétala, coripétala ou polipétala: quando as pétalas estão livres entre si. III. Quanto ao número de pétalas COROLA IV. Quanto à simetria COROLA Trímera: pétalas em número de três ou múltiplos. Monocotyledoneae. Tetrâmera ou pentâmera: quando as pétalas são em número de quatro, cinco ou seus múltiplos. Dicotyledoneae. Actinomorfa ou radial: flor que apresenta vários plantos de simetria passando pelo seu eixo. Ex. rosa Zigomorfa ou bilateral: Flor que apresenta apenas um plano de simetria. Ex. ervilha Assimétrica: flor que não apresenta eixo nem plano de simetria. V. Quanto à duração Caduca Marcescente: rara ocorrência. COROLA Tipos de corola Tipos de corola VI. Morfologia da pétala Dialipétalas e actinomorfas Dialipétalas e zigomorfas Gamopétalas e actinomorfas Gamopétalas e zigomorfas Limbo: parte dilatada Unha ou ungüícula: parte estreita. 5
6 Dialipétalas e actinomorfas Tipos de corola Crucífera ou cruciforme: pétalas em cruz, opostas 2 a 2. Ex. flor de couve Rosácea: cinco pétalas de unha curta e bordo arredondado. Ex. rosa Cariofilácea ou cariofilada: cinco pétalas de unha longa e bordos lacinulados. Dialipétalas e zigomorfas Orquidácea ou orquidiforme: com três pétalas: duas laterais, as asas e uma mediana, o labelo. Ex. orquídea. Tipos de corola Papilionada, papilionácea, mariposada ou amariposada: com cinco pétalas desiguais; uma maior e superior, chamada estandarte ou vexilo; duas menores laterais, chamadas asas; duas inferiores mais internas, envolvidas pelas asas, chamadas carena ou quilha. Ex. ervilha. Gamopétalas e actinomorfas Tipos de corola Gamopétalas e actinomorfas Tipos de corola Tubulosa ou tubular: pétalas formando um tubo cilíndrico ou quase, comprido, enquanto o limbo da corola é curto ou quase nulo. Ex. margarida. Campanulada: tubo alargando-se rapidamente na base, mantendo, depois, o diâmetro constante (em forma de sino ou campainha). Rotácea, rotada ou rotata: tubo curto, limbo plano, circular, ordinariamente inteiro ou lobos arredondados (semelhante a uma roda). Ex. tomate. Urceolada: tubo alargando-se rapidamente na base e estreitando-se para o cimo (em forma de jarro ou urna). Infundibuliforme: tubo alargando-se gradualmente, da base para o cimo (afunilado). Hipocrateriforme: tubo comprido, alargando-se rapidamente na parte superior com o limbo plano (em forma de taça ou salva). Gamopétalas e zigomorfas Tipos de corola ANDROCEU Androceu Labiada: limbo dividido em um ou dois lábios. Personada, mascarina ou mascarila: com dois lábios justapostos; o lábio inferior tem uma dilatação que fecha a abertura da corola. Ligulada: limbo em forma de língua, com o ápice denteado. Ex. margarida. Conjunto de estames I. Morfologia do estame II. Quanto ao tamanho relativo de estames III. Quanto à soldadura dos estames IV. Quanto à adelfia Digitaliforme: forma de dedal ou dedo de luva. 6
7 I. Morfologia do estame Filete: haste geralmente filamentosa encimada pela antera. Conectivo: tecido pouco ou muito desenvolvido, que une as tecas da antera. Antera: porção dilatada, geralmente com duas tecas, onde são formados os grãos de pólen. Androceu II. Quanto ao tamanho relativo de estames Homodínamo: estames do mesmo tamanho. Ex. tomate. Heterodínamo: estames de diferentes tamanhos. Didínamo: quatro estames, dois maiores e dois menores. Ex. Bignoniaceae. Tetradínamo: seis estames, quatro maiores e dois menores. Ex. flor de couve. Androceu III. Quanto à soldadura dos estames Androceu IV. Quanto à adelfia Androceu Dialistêmone: estames livres entre si. Gamostêmone ou adelfo: estames com filetes soldados entre si, formando um ou mais feixes. Sinfisandro ou sinandro: estames totalmente soldados entre si em um só corpo. Monadelfo: filetes soldados em maior ou menor estensão em um único feixe. Diadelfo: filetes soldados em dois feixes ou em feixe e um estame livre. Triadelfo: filetes soldados em três feixes. Poliadelfo: filetes soldados em mais de três feixes. Ex. laranja. ESTAMES Estames I. Quanto à ramificação do filete Estames Órgãos masculinos produtores de grãos de pólen, donde se originam os gametas masculinos (tubo polínico) Simples: filete não-ramificado. Composto (meristêmone): filete ramificado, terminando cada ramo numa antera. Ex. mamona. I. Quanto à ramificação do filete II. Quanto à soldadura da antera III. Quanto à posição em relação à corola e à soldadura 7
8 II. Quanto à soldadura da antera Estames Estames III. Quanto à posição em relação à corola e à soldadura Livres: anteras livres entre si Sinanteros ou singenéticos: estames soldados pelas anteras, sendo livres os filetes. Ex. margarida. Coniventes: filetes livres, e as anteras encostam-se umas às outras. Ex. tomate. Inclusos: estames que não aparecem na garganta da corola ou do cálice. Excertos: estames que sobressaem na garganta do cálice ou da corola. Epipétalos: estames adnatos às pétalas. ANTERA I. Quanto à inserção do filete na antera II. Tipos de deiscência (abertura) III. Posição de acordo com a deiscência IV. Quanto ao número de tecas Antera I. Quanto à inserção do filete na antera Apicefixa: inserção do filete no ápice da antera. Dorsifixa: inserção do filete na região dorsal da antera. Basifixa: inserção do filete na base da antera. Antera II. Tipos de deiscência (abertura) Antera Longitudinal ou rimosa: por meio de uma fenda longitudinal em cada tece e é a mais comum. Ex. couve. Valvar: por meio de pequenas valvas. Ex. abacate. Poricida: por meio de poros apicais. Ex. quaresma. III. Posição de acordo com a deiscência Introrsa: abertura da antera voltada para o eixo da flor (para dentro). Extrorsa: abertura voltada para fora. Antera IV. Quanto ao número de tecas Monoteca: com uma só teca. Diteca: com duas tecas. Tetrateca: com quatro tecas. 8
9 PÓLEN É o corpúsculo que dará origem aos gametas masculinos. Caracteres: apresenta número haplóide de cromossomos; o pólen, em geral, tem coloração amarelada. Morfologia: Forma: variável, em geral arredondada ou ovóide. Quanto ao agrupamento: isolado ou simples: é o mais comum. Políneos: em massa. Agrupado ou composto: quando os grão se agrupam de 2 em 2, 4 em 4, 8 em 8 etc. Antera: pólen PÓLEN Antera: pólen Estrutura: apresenta duas membranas, a externa, chamada exina, é lisa ou possui configurações variáveis e poros (os poros germinativos), e a interna, chamada intina; no seu interior, o grão de pólen apresenta, em geral, dois núcleos no seio do citoplasma, um menor, reprodutivo, e outro maior, nutritivo; GINECEU Gineceu Quanto à soldadura dos carpelos Gineceu Conjunto de carpelos, órgãos femininos da flor que formam um ou mais pistilos Morfologia do pistilo Ovário: parte basilar dilatada, delimitando um ou mais lóculos, onde se acham os óvulos. Dialicarpelar ou apocárpico: constituído de carpelos livres entre si, formando outros tantos pistilos. Ex. rosa. Gamocarpelar ou sincárpico: gineceu constituído de carpelos concrescentes entre si, formando um só pistilo; pode ser de carpelos abertos, ovário unilocular, ou fechados, ovário com mais de um lóculo. Ex. espatódia. Estilete: parte tubular, mais ou menos alongada, em continuação ao ovário. Estigma: parte geralmente superior que recebe o pólen. Quanto ao número de carpelos Gineceu ESTILETE Estilete Unicarpelar: com um carpelo Bicarpelar: com dois carpelos Tricarpelar: com três carpelos Pluricarpelar: mais de três carpelos Por onde passa o tubo polínico. Quanto à forma: Variável: mais comumente cilíndrico Quanto à inserção: Terminal: quando sai do ápice do ovário. Lateral: quando sai lateralmente ao ovário. Ginobásico: quando sai aparentemente na base do ovário. 9
10 ESTIGMA Com papilas que recebem o pólen. Quanto à forma: Variável: globosa, ovóide, foliáceae etc. Quanto à divisão: Indiviso: estigma único. Ramificado: com divisões: bífido, bigloboso etc. Estigma OVÁRIO Encerra os óvulos no interior de cavidades (os lóculos) I. Quanto ao número de lóculos (cavidades) II. Quanto à posição Ovário I. Quanto ao número de lóculos (cavidades) Unilocular: com um só lóculo, vindo de um carpelo ou mais. Bilocular: com dois lóculos. Trilocular: com três lóculos. Plurilocular: mais de três lóculos. Ovário II. Quanto à posição Súpero: ovário livre; demais verticilos abaixo (hipóginos) ou em torno do gineceu (períginos) Ínfero: ovário aderente ao receptáculo; demais verticilos acima do gineceu (epíginos). Semi-ínfero: ovário semi-aderente ao receptáculo; demais verticilos em torno do gineceu (períginos). Ovário ÓVULO Corpúsculo onde se forma o gameta feminino; após a fecundação, transforma-se em semente. Óvulo Tipos de óvulo Ortrópodo: micrópila, saco embrionário, hilo e calaza acham-se no prolongamento da mesma linha reta; micrópila voltada para cima. Óvulo Funículo:cordão que liga o óvulo à placenta. Hilo: inserção do funículo ao óvulo. Integumentos: geralmente dois, primina e secudina, envolvendo a nucela, deixando entre si uma abertura, a micrópila. Nucela: tecido sem vasos, cuja base unida aos integumentos se chama calaza. No seu interior está o saco embrionário com: seis células (uma oosfera, duas sinérgidas e três antípodas) e dois núcleos (os núcleos polares, que geralmente se fundem em um só, chamado mesocisto ou núcleo secundário do saco embrionário, que vai originar o albume). A oosfera é o gameta feminino, que, após a fecundação, vai formar o embrião da semente. Anátropo: micrópila aproxima-se da placenta, ficando no extremo oposto ao da calaza; o funículo, um pouco alongado, tem grande curvatura e une-se aos integumentos, formando uma linha de soldadura, a rafe. Campilótropo: eixo da nucela e integumentos curvam-se em ferradura; assim, a micrópila aproxima-se do hilo, da calaza. Anfítropo: o eixo é reto, mas paralelo à placenta; o funículo, encurvado junto ao óvulo, parece inserido na sua parte média. 10
11 PLACENTA E PLACENTAÇÃO Placentação INFLORESCÊNCIA Placenta: região interna do ovário onde se inserem os óvulos. Placentação: distribuição das placentas no ovário É a disposição dos ramos florais e das flores sobre eles. TIPOS DE PLACENTAÇÃO Axial: óvulos presos ao eixo central, em ovário septado. Ex. lírio. Central: óvulos presos numa coluna central, em ovário 1-locular. Parietal: óvulos presos na parede ovariana. Apical: óvulos presos no ápice do ovário. Abacate Basilar: óvulos presos na base do ovário. Ex. girassol. Quantoàposição Quanto ao número Quanto à posição Quanto ao número Axilares: inflorescência na axila de folhas. Terminais: inflorescência no fim do ramo. Unifloras: uma flor na extremidade do pedúnculo ou eixo. Plurifloras: várias flores no mesmo pedúnculo ou eixo. Ex. uva. Simples: eixo primário produz pedicelos com uma flor. Compostas: eixo primário produz pedicelos que se ramificam. Tipos de inflorescências INDEFINIDAS OU RACIMOSAS (SIMPLES) Indefinida, racimosa, centrípeta ou monopodial: quando as flores se abrem, de baixo para cima ou da periferia para o centro. Cacho ou racimo: flores situadas em pedicelos, saindo de diversos níveis no eixo primário e atingindo diferentes alturas. Ex. couve. Definida, cimosa, centrífuga ou simpodial: quando o extremo do eixo primário, cessando o seu crescimento, termina numa florqueéaprimeiraaabrir-se,omesmoocorrendocomeixos secundários, que aparecem sucessivamente ou quando as flores se abrem do centro para a periferia. Corimbo: flores situadas em pedicelos saindo de vários níveis do eixo primário e atingindo todas a mesma altura. Ex. espatódea. Espiga: flores sésseis ou subsésseis, situadas em diversas alturas sobre um eixo primário. 11
12 Amento: variação da espiga em que o eixo primário geralmente é flexível e pendente e em geral apresenta flores unissexuais. Ex. castanheira. Capítulo: quando o eixo se alarga na extremidade superior, formando um receptáculo côncavo, plano ou convexo, o toro, onde se insere um conjunto de flores, rodeado por um conjunto de brácteas, o periclínio. Ex. Compositae. Umbela: flores situadas em pedicelos que saem do mesmo pontodo ápice do eixo primário, atingindo uma altura aproximadamente igual. Espádice: variação da espiga em que o eixo primário é carnoso, as flores são geralmente unissexuais e o conjunto é envolvido por uma grande bráctea chamada espata. Ex. Araceae. DEFINIDAS OU CIMOSAS (SIMPLES) Cima unípara ou monocásio: quando, abaixo do eixo primário terminado por flor, forma-se um só eixo secundário lateral, também terminado por flor, e assim sucessivamente. Escorpióide: os eixos secundários saem sempre do mesmo lado. Helicóide: os eixos secundários saem de um lado e do outro, alternadamente. Ex. lírio. Cima bípara ou dicásio: sob a flor terminal do eixo primário, partem dois secundários opostos, também terminados por flor, os quais podem igualmente originar dois outros, e assim sucessivamente; o dicásio pode carecer de flor terminal. Cima multípara ou pleiocásio: eixo primário termina por uma flor, do qual partem vários secundários, também terminados por uma flor, que podem, igualmente, originar vários outros, e assim sucessivamente. Ex. ixora. Glomérulo: flores sésseis ou subsésseis, muito próximas entre si, aglomeradas, de configuração mais ou menos globosa. COMPOSTAS Homogêneas: ramificação da racimosa, porém do mesmo tipo. Ex. umbela de umbelas; panícula de panícula Ciátio: formado por uma flor feminina, nua, pedicelada, rodeada por várias masculinas, constituídas por um estame e todo o conjunto envolvido por um invólucro caliciforme de brácteas, alternando-se com glândulas. Ex. coroa-de-cristo. Heterogêneas: ramificação racimosa ou cimosa, porém entre diferentes tipos. Ex. dicásio de ciátios. Sicônio: o receptáculo é escavado, formando uma cavidade quase fechada, onde se inserem flores unisexuais. Mistas: mistura entre racimosa e cimosa. Ex. dicásio de capítulos. 12
13 Prefloração ou estivação PREFLORAÇÃO OU ESTIVAÇÃO É a disposição das peças florais (sépalas e pétalas) no botão (antes da antese) PREFLORAÇÃO OU ESTIVAÇÃO Prefloração ou estivação Tipos de prefloração: Valvar: quando as peças florais(sépalas, pétalas) não se recobrem, mas apenas se tocam pelos bordos. Simples:margens não dobradas Induplicada:bordos dobrados para dentro Reduplicada:bordos dobrados para fora Torcida, espiralada ou contorta: todas as peças florais são semiinternas. Imbrincada: uma peça externa, uma interna e três semi-internas Quincuncial: duas peças externas, duas internas e uma semi-interna Coclear: imbricada, em que a peça externa não é imediata à interna Vexilar:ovexiloéapeçaexterna Carenal:uma das peças da carena é a externa DIAGRAMA FLORAL É a representação esquemática de um corte transversal do botão floral, projetada num plano e representando o número, a soldadura, a disposição das peças e a simetria floral. Representação: cortes transversais medianos de: ramos, brácteas, sépalas, pétalas, anteras e ovários; sépalas e pétalas por meio de arcos simples, podendo diferenciar-se as primeiras por uma proeminência dorsal ou pela cor; a ligação entre peças dos verticilos pode ser feita por meio de traços radiais ou laterais; peças abortadas total ou parcialmente podem ser representadas por simples pontos ou círculos, respectivamente. Pétalas Sépalas Antera Ovário FÓRMULA FLORAL É a representação floral por meio de letras, números e símbolos. Os verticilos florais, por meio de suas iniciais maiúsculas: K =cáliceous=sépalas C=corolaouP=pétalas A=androceuouE=estames G=gineceuouC=carpelos P=perigônioouT=tépalas Usa-se algarismos para mostrar o número de peças em cada ciclo e, se estiverem soldadas entre si, coloca-se entre parêntesis. As letras H, P ou E, colocadas no final, indicam se a flor é hipógina, perígina ou epígina e os símbolos " */* "ou " * " indicam, respectivamente se a simetria é bilateral ou radial. Kou S=cálice Aou E=androceu Gou C=gineceu * =floractinomorfa!ou% =florzigomorfa flor espiralada ou acíclica CouP=corola T=Tépalas ouperigônio Paraaspeças unidas: () =números e[] =letras. Para posição do ovário, coloca-se um traço abaixo do número de carpelos, que significa ovário súpero, ou acima, que significa ovário ínfero. O número éescrito à esquerda ouàdireita decada um, usando o zero, quando não existir um verticilo qualquer e um ponto para peças atrofiadas; quando o número de peças for muito grande ou indefinido, usa-se o símbolo infinito( ) Quando há dois verticilos da mesma natureza, interpõe-se o sinal + entre os números. Para a sinanteria (estames soldados entre si) e adelfia (filetes soldados), pode-se usarumarcooutraçosobreesobonúmero, respectivamente; A simetria floral pode ser representada por símbolos: para assimétrica; 13
14 Representação diagramática de tipos de inflorescência a, b) racemo c, d) espiga e) espádice f) amento g) panícula h, i) corimbo j) capítulo k) sicônio l, m, n) umbela o) cimeira dicasial p) cimeira pleiocasial q) tirso r) verticilaster s-v) cimeira monocasial A B C D E F A B C D E F 14
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Inflorescências Conceito: ramo ou sistema de ramos caulinares que possuem flores Inflorescências Terminais Axilares Inflorescências Indefinida a gema apical está sempre produzindo novas flores Definida
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