AULA 06 - Portarias 2048, 1600, 1601 e START

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1 AULA 06 - Portarias 2048, 1600, 1601 e START Vamos abordar os seguintes temas em nossas aulas: Portaria GM/MS nº 2.048/2002 Aprova o Regulamento Técnico dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência. Portaria GM/MS nº 1600/ Reformula a Política Nacional de Atenção às Urgências e institui a Rede de Atenção às Urgências no Sistema Único de Saúde (SUS). Portaria GM/MS nº 1601/ Estabelece diretrizes para a implantação do componente Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24h) e o conjunto de serviços de urgência 24 horas da Rede de Atenção às Urgências, em conformidade com a Política Nacional de Atenção às Urgências. Gestão de Atendimento às Múltiplas Vítimas/START Simple Triage And Rapid Treatment introdução Portaria Gm N.º 2048 De 5 De Novembro De Aprova O Regulamento Técnico Dos Sistemas Estaduais De Urgência E Emergência Sistemas Estaduais De Urgência E Emergência Plano Estadual De Atendimento Às Urgências E Emergências A Regulação Médica Das Urgências E Emergências Atendimento Pré-Hospitalar Fixo VP Concursos - Consultoria e Coaching 669

2 As Urgências E Emergências E A Atenção Primária À Saúde Unidades Não-Hospitalares De Atendimento Às Urgências E Emergências Atendimento Pré-Hospitalar Móvel Unidades Hospitalares De Atendimento Às Urgências E Emergências Núcleos De Educação Em Urgências Portaria Gm N.º 1600 De 07 De Julho De Portaria Gm N.º 1601 De 07 De Julho De VP Concursos - Consultoria e Coaching 670

3 Introdução Em 2002 o Ministério da Saúde publicou a Portaria nº 2048 aprovando o Regulamento Técnico dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência. A área de Urgência e Emergência é um importante componente da assistência à saúde, considerando o crescimento da demanda por serviços nesta área nos últimos anos. Isso foi ocasionado pelo aumento do número de acidentes e da violência urbana e pela insuficiente estruturação da rede assistencial, o que tem contribuído para a sobrecarga dos serviços de urgência e emergência disponibilizados para o atendimento da população. PORTARIA Nº 2.048, DE 5 DE NOVEMBRO 2002 Atenção! A Portaria nº 2048 é muito importante para a área de urgência e emergência, e frequentemente é cobrada em provas! prt2048_05_11_2002.html O Ministério da Saúde tem realizado grandes esforços no sentido de implantar um processo de aperfeiçoamento do atendimento às urgências e emergências no País, tanto pela criação de mecanismos para a implantação de Sistemas Estaduais de Referência Hospitalar em Atendimento às Urgências e Emergências, como pela realização de investimentos relativos ao custeio e adequação física e de equipamentos dos serviços integrantes destas redes. É importante que vocês entendam que, de acordo com a proposta do Ministério da Saúde, o atendimento de urgência e emergência deve permear toda a rede de assistência à saúde, incluindo as UBSs (Unidades Básicas de Saúde)e UBSFs (Unidades Básicas de Saúde da Família), não se limitando apenas aos hospitais, pronto-socorros e UPAs! Sei que isso pode soar um pouco estranho para alguns de vocês, pois em muitas regiões do país as UBSs e UBSFs estavam limitadas a atender apenas as consultas agendadas, encaminhando os pacientes com quadros agudos e ou urgências clínicas e traumáticas. Hoje, isso não acontece mais! Esses quadros agudos devem ser atendidos e estabilizados na unidade de entrada, seja ela UBS ou UBSF, e só depois encaminhado, caso seja necessário um atendimento de maior complexidade. Sabemos que a leitura de leis e portarias pode ser cansativa, mas isso é imprescindível para o aprendizado sobre esses temas. Para facilitar um pouco, vou sempre alertá-los sobre os itens mais importantes. Vamos ao trabalho! VP Concursos - Consultoria e Coaching 671

4 PORTARIA GM n.º 2048 de 5 de novembro de 2002 Aprova o Regulamento Técnico dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência 1º O Regulamento ora aprovado estabelece os princípios e diretrizes dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência, as normas e critérios de funcionamento, classificação e cadastramento de serviços e envolve temas como a elaboração dos Planos Estaduais de Atendimento às Urgências e Emergências, Regulação Médica das Urgências e Emergências, atendimento pré-hospitalar, atendimento préhospitalar móvel, atendimento hospitalar, transporte inter-hospitalar e ainda a criação de Núcleos de Educação em Urgências e proposição de grades curriculares para capacitação de recursos humanos da área; 2º Este Regulamento é de caráter nacional devendo ser utilizado pelas Secretarias de Saúde dos estados, do Distrito Federal e dos municípios na implantação dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência, na avaliação, habilitação e cadastramento de serviços em todas as modalidades assistenciais, sendo extensivo ao setor privado que atue na área de urgência e emergência, com ou sem vínculo com a prestação de serviços aos usuários do Sistema Único de Saúde. Art. 2º Determinar às Secretarias de Saúde dos estados, do Distrito Federal e dos municípios a adoção das providências necessárias à implantação dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência, à organização das redes assistenciais deles integrantes e à organização/habilitação e cadastramento dos serviços, em todas as modalidades assistenciais, que integrarão estas redes, tudo em conformidade com o estabelecido no Regulamento Técnico aprovado por esta Portaria, bem como a designação, em cada estado, do respectivo Coordenador do Sistema Estadual de Urgência e Emergência. 1º As Secretarias de Saúde dos estados e do Distrito Federal devem estabelecer um planejamento de distribuição regional dos Serviços, em todas as modalidades assistenciais, de maneira a constituir o Plano Estadual de Atendimento às Urgências e Emergências conforme estabelecido no Capítulo I do Regulamento Técnico desta Portaria e adotar as providências necessárias à organização/habilitação e cadastramento dos serviços que integrarão o Sistema Estadual de Urgência e Emergência; VP Concursos - Consultoria e Coaching 672

5 Sistemas Estaduais De Urgência E Emergência Regulamento Técnico A área de Urgência e Emergência constitui-se em um importante componente da assistência à saúde. A crescente demanda por serviços nesta área nos últimos anos, devida ao crescimento do número de acidentes e da violência urbana e à insuficiente estruturação da rede são fatores que têm contribuído decisivamente para a sobrecarga de serviços de Urgência e Emergência disponibilizados para o atendimento da população. Isso tem transformado esta área numa das mais problemáticas do Sistema de Saúde. O aumento dos casos de acidentes e violência tem forte impacto sobre o SUS e o conjunto da sociedade. Na assistência, este impacto pode ser medido diretamente pelo aumento dos gastos realizados com internação hospitalar, assistência em UTI e a alta taxa de permanência hospitalar deste perfil de pacientes. Na questão social, pode ser verificado pelo aumento de 30% no índice APVP (Anos Potenciais de Vida Perdidos) em relação a acidentes e violências nos últimos anos, enquanto que por causas naturais este dado encontra-se em queda. A assistência às urgências se dá, ainda hoje, predominantemente nos serviços que funcionam exclusivamente para este fim os tradicionais pronto-socorros estando estes adequadamente estruturados e equipados ou não. Abertos nas 24 horas do dia, estes serviços acabam por funcionar como porta-de-entrada do sistema de saúde, acolhendo pacientes de urgência propriamente dita, pacientes com quadros percebidos como urgências, pacientes desgarrados da atenção primária e especializada e as urgências sociais. Tais demandas misturamse nas unidades de urgência superlotando-as e comprometendo a qualidade da assistência prestada à população. Esta realidade assistencial é, ainda, agravada por problemas organizacionais destes serviços como, por exemplo, a falta de triagem de risco, o que determina o atendimento por ordem de chegada sem qualquer avaliação prévia do caso, acarretando, muitas vezes, graves prejuízos aos pacientes. Habitualmente, as urgências sangrantes e ruidosas são priorizadas, mas, infelizmente, é comum que pacientes com quadros mais graves permaneçam horas aguardando pelo atendimento de urgência, mesmo já estando dentro de um serviço de urgência. Como exemplo desta situação pode-se citar o caso de um idoso com doença pulmonar obstrutiva crônica em episódio de agudização cursando com insuficiência respiratória ou, ainda, uma importante arritmia cardíaca cursando com hipoxemia. Outra situação preocupante para o sistema de saúde é a verificada proliferação de unidades de pronto atendimento que oferecem atendimento médico nas 24 horas VP Concursos - Consultoria e Coaching 673

6 do dia, porém sem apoio para elucidação diagnóstica, sem equipamentos e materiais para adequada atenção às urgências e, ainda, sem qualquer articulação com o restante da rede assistencial. Embora cumprindo papel no escoamento das demandas reprimidas não satisfeitas na atenção primária, estes serviços oferecem atendimentos de baixa qualidade e pequena resolubilidade, que implicam em repetidos retornos e enorme produção de consultas de urgência. O Ministério da Saúde, ciente dos problemas existentes e, em parceria com as Secretarias de Saúde dos estados e municípios, tem contribuído decididamente para a reversão deste quadro amplamente desfavorável à assistência da população. Diversas medidas já foram adotadas, das quais podemos destacar aquelas reunidas no Programa de Apoio à Implantação de Sistemas Estaduais de Referência Hospitalar em Atendimento de Urgência e Emergência. Além de realizar investimentos relativos ao custeio e adequação física e de equipamentos dos serviços integrantes destas redes, na área de assistência pré-hospitalar, nas Centrais de Regulação e de promover a capacitação de recursos humanos, grandes esforços têm sido empreendidos na efetiva organização e estruturação das redes assistenciais na área de urgência e emergência. Com o objetivo de aprofundar este processo de consolidação dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência, aperfeiçoando as normas já existentes e ampliando o seu escopo, é que está sendo publicado o presente Regulamento Técnico. A implantação de redes regionalizadas e hierarquizadas de atendimento, além de permitir uma melhor organização da assistência, articular os serviços, definir fluxos e referências resolutivas é elemento indispensável para que se promova a universalidade do acesso, a equidade na alocação de recursos e a integralidade na atenção prestada. Assim, torna-se imperativo estruturar os Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência de forma a envolver toda a rede assistencial, desde a rede pré-hospitalar, (unidades básicas de saúde, programa de saúde da família (PSF), ambulatórios especializados, serviços de diagnóstico e terapias, unidades não hospitalares), serviços de atendimento pré-hospitalar móvel (SAMU, Resgate, ambulâncias do setor privado, etc.), até a rede hospitalar de alta complexidade, capacitando e responsabilizando cada um destes componentes da rede assistencial pela atenção a uma determinada parcela da demanda de urgência, respeitados os limites de sua complexidade e capacidade de resolução. Estes diferentes níveis de atenção devem relacionar-se de forma complementar por meio de mecanismos organizados e regulados de referência e contra referência, sendo de fundamental importância que cada serviço se reconheça como parte integrante deste Sistema, acolhendo e atendendo adequadamente a parcela da demanda que lhe acorre e se responsabilizando pelo encaminhamento desta clientela quando a unidade não tiver os recursos necessários a tal atendimento. VP Concursos - Consultoria e Coaching 674

7 CAPÍTULO I Plano Estadual De Atendimento Às Urgências E Emergências O Sistema Estadual de Urgência e Emergência deve se estruturar a partir da leitura ordenada das necessidades sociais em saúde e sob o imperativo das necessidades humanas nas urgências. O diagnóstico destas necessidades deve ser feito a partir da observação e da avaliação dos territórios sociais com seus diferentes grupos humanos, da utilização de dados de morbidade e mortalidade disponíveis e da observação das doenças emergentes. Deve-se também compor um quadro detalhado dos recursos existentes, levando-se em consideração sua quantidade, localização, acesso, complexidade, capacidade operacional e técnica. Do confronto das necessidades diagnosticadas com as ofertas existentes, poderemos visualizar as deficiências do sistema e projetar suas correções, num processo de planejamento ascendente e dinâmico, sustentado por políticas públicas orientadas pela equidade e permeadas pela ideia da promoção intersetorial da saúde, como forma de manter e aumentar a autonomia dos indivíduos, através das ações de prevenção das doenças, educação, proteção e recuperação da saúde e reabilitação dos indivíduos já acometidos por agravos que afetaram, em alguma medida, sua autonomia. É imprescindível que estes diagnósticos sejam amplamente discutidos com todos os atores sociais envolvidos na promoção, prevenção, atenção e recuperação aos agravos à saúde, como conselhos de saúde, gestores de saúde, trabalhadores da saúde, prestadores de serviços, usuários, conselhos de classe, educação, promoção social, segurança social, transportes e outros. O Sistema Estadual de Urgência e Emergência deve ser implementado dentro de uma estratégia de Promoção da Qualidade de Vida como forma de enfrentamento das causas das urgências. Deve valorizar a prevenção dos agravos e a proteção da vida, gerando uma mudança de perspectiva assistencial de uma visão centrada nas consequências dos agravos que geram as urgências, para uma visão integral e integrada, com uma abordagem totalizante e que busque gerar autonomia para indivíduos e coletividades. Assim, deve ser englobada na estratégia promocional a proteção da vida, a educação para a saúde e a prevenção de agravos e doenças, além de se dar novo significado à assistência e à reabilitação. As urgências por causas externas são as mais sensíveis a este enfoque, mas não exclusivamente. As urgências clínicas de todas as ordens também se beneficiam da estratégia promocional. Feita a leitura qualificada da estrutura e deficiências do setor, deve ser elaborado um Plano Estadual de Atendimento às Urgências e Emergências que deve estar contido no Plano Diretor de Regionalização (PDR), com programação de ações corretivas com respectivo cronograma de execução e planilha de custos, destinados à correção das deficiências encontradas na estruturação das grades assistenciais regionalizadas e hierarquizadas, que serão discutidas, avaliadas e priorizadas a fim de comporem o Plano Diretor de Investimentos (PDI). VP Concursos - Consultoria e Coaching 675

8 A elaboração dos referidos planos deve estar baseada na proposta de estruturação das redes regionalizadas de atenção da NOAS 01/2002, segundo as seguintes atribuições / complexidade / distribuição: 1 - Municípios que realizam apenas a atenção básica (PAB): devem se responsabilizar pelo acolhimento dos pacientes com quadros agudos de menor complexidade, principalmente aqueles já vinculados ao serviço. 2 - Municípios Satélite, que realizam a atenção básica ampliada (PABA): devem desempenhar a mesma função dos municípios PAB, além de contar com área física específica para observação de pacientes, até 8 horas. 3 - Municípios Sede de Módulo Assistencial, que realizam a atenção básica ampliada (PABA) e os procedimentos hospitalares e diagnósticos mínimos da média complexidade (M1): devem contar, além das estruturas já mencionadas acima, com Unidades Não Hospitalares de Atendimento às Urgências, conforme especificações do Capítulo III item 2 e/ou Unidades Hospitalares Gerais de Tipo I, conforme especificações do Capítulo V item I-A-a. Neste nível assistencial, devem ser constituídos os Serviços de Atendimento Pré-hospitalar Móvel, de caráter municipal ou modular, e/ou Serviço de Transporte Inter-hospitalar, para garantir o acesso aos serviços de maior complexidade dos polos microrregionais, macrorregionais e estaduais. 4 - Municípios Polo Microrregional, que realizam procedimentos médios da média complexidade (M2): devem contar, além das estruturas já mencionadas acima, com Unidades Hospitalares Gerais de Tipo II, conforme especificações do Capítulo V item I-A-b. Neste nível assistencial, devem ser estruturados Serviços de Atendimento Pré-hospitalar Móvel municipais ou microrregionais, dependendo das densidades populacionais e distâncias observadas. 5 - Municípios Polo Regional, que realizam os demais procedimentos mais complexos da média complexidade (M3): devem contar, além das estruturas já mencionadas acima, com Unidades Hospitalares de Referência Tipo I e II, conforme especificações do Capítulo V item I-B-a e I-B-b. Neste nível devem ser estruturadas as Centrais Reguladoras Regionais de Urgências, que vão ordenar os fluxos entre as micro e macro regiões, devendo o transporte inter-hospitalar ser garantido pelo Serviço de Atendimento Pré-hospitalar móvel da micro/macro região solicitante. 6 - Municípios Polo Estadual, que realizam procedimentos de Alta Complexidade: devem contar, além das estruturas já mencionadas acima, com Unidades Hospitalares de Referência Tipo III, conforme as especificações do Capítulo V item I-B-c. Devem também ter estruturadas as Centrais Estaduais de Regulação, que vão ordenar os fluxos estaduais ou inter-estaduais da alta complexidade. 7 - Salas de Estabilização: após a estruturação da rede assistencial acima mencionada, devem ser cuidadosamente observados os claros assistenciais ainda existentes, devidos a grandes distâncias, como ao longo das estradas e em regiões muito carentes, e nestas localidades devem ser estruturadas salas ou bases de estabilização, que devem ser estruturadas com, no mínimo, o mesmo material e VP Concursos - Consultoria e Coaching 676

9 medicamentos especificados para a atenção primária à saúde e que devem contar com retaguarda ininterrupta de profissional treinado para o atendimento e estabilização dos quadros de urgências mais frequentes. CAPÍTULO II A Regulação Médica Das Urgências E Emergências A Regulação Médica das Urgências, baseada na implantação de suas Centrais de Regulação, é o elemento ordenador e orientador dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência. As Centrais, estruturadas nos níveis estadual, regional e/ou municipal, organizam a relação entre os vários serviços, qualificando o fluxo dos pacientes no Sistema e geram uma porta de comunicação aberta ao público em geral, através da qual os pedidos de socorro são recebidos, avaliados e hierarquizados. Estas centrais, obrigatoriamente interligadas entre si, constituem um verdadeiro complexo regulador da assistência, ordenador dos fluxos gerais de necessidade/resposta, que garante ao usuário do SUS a multiplicidade de respostas necessárias à satisfação de suas necessidades. Ao médico regulador devem ser oferecidos os meios necessários, tanto de recursos humanos, como de equipamentos, para o bom exercício de sua função, incluída toda a gama de respostas pré-hospitalares previstas neste Regulamento e portas de entrada de urgências com hierarquia resolutiva previamente definida e pactuada, com atribuição formal de responsabilidades. Os Corpos de Bombeiros Militares (incluídas as corporações de bombeiros independentes e as vinculadas às Polícias Militares), as Polícias Rodoviárias e outras organizações da Área de Segurança Pública deverão seguir os critérios e os fluxos definidos pela regulação médica das urgências do SUS, conforme os termos deste Regulamento. CAPÍTULO III Atendimento Pré-Hospitalar Fixo O Atendimento Pré-Hospitalar Fixo é aquela assistência prestada, num primeiro nível de atenção, aos pacientes portadores de quadros agudos, de natureza clínica, VP Concursos - Consultoria e Coaching 677

10 traumática ou ainda psiquiátrica, que possa levar a sofrimento, sequelas ou mesmo à morte, provendo um atendimento e/ou transporte adequado a um serviço de saúde hierarquizado, regulado e integrante do Sistema Estadual de Urgência e Emergência. Este atendimento é prestado por um conjunto de unidades básicas de saúde, unidades do Programa de Saúde da Família (PSF), Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS), ambulatórios especializados, serviços de diagnóstico e terapia, unidades não-hospitalares de atendimento às urgências e emergências e pelos serviços de atendimento pré-hospitalar móvel (que serão abordados no Capítulo IV). As Urgências E Emergências E A Atenção Primária À Saúde E O Programa De Saúde Da Família As atribuições e prerrogativas das unidades básicas de saúde e das unidades de saúde da família em relação ao acolhimento/atendimento das urgências de baixa gravidade/complexidade devem ser desempenhadas por todos os municípios brasileiros, independentemente de estarem qualificados para atenção básica (PAB) ou básica ampliada (PABA), conforme detalhamento abaixo: Acolhimento dos Quadros Agudos: Dentro da concepção de reestruturação do modelo assistencial atualmente preconizado, inclusive com a implementação do Programa de Saúde da Família, é fundamental que a atenção primária e o Programa de Saúde da Família se responsabilizem pelo acolhimento dos pacientes com quadros agudos ou crônicos agudizados de sua área de cobertura ou adstrição de clientela, cuja complexidade seja compatível com este nível de assistência. Não se pode admitir que um paciente em acompanhamento em uma unidade básica de saúde, por exemplo, por hipertensão arterial, quando acometido por uma crise hipertensiva, não seja acolhido na unidade em que habitualmente faz tratamento. Nesta situação se aplicaria o verdadeiro conceito de pronto atendimento, pois, numa unidade onde o paciente tem prontuário e sua história pregressa e atual são conhecidas, é possível fazer um atendimento rápido e de qualidade, com avaliação e readequação da terapêutica dentro da disponibilidade medicamentosa da unidade. Quando este paciente não é acolhido em sua unidade, por ausência do profissional médico, por falta de vagas na agenda ou por qualquer outra razão e recorre a uma unidade de urgência como única possibilidade de acesso, é atendido por profissionais que, muitas vezes, possuem vínculo temporário com sistema, não conhecem a rede loco regional e suas características funcionais e, frequentemente, prescrevem medicamentos não disponíveis na rede SUS e de alto custo. Assim, o paciente não usa a nova medicação que lhe foi prescrita porque não pode adquiri-la VP Concursos - Consultoria e Coaching 678

11 e, tão pouco, usa a medicação anteriormente prescrita e disponível na unidade de saúde, pois não acredita que esta seja suficiente para controlar sua pressão. Esta situação problema é apenas ilustrativa de uma grande gama de situações semelhantes, que acontecem diariamente, não apenas com hipertensos, mas com diabéticos, pacientes portadores de dor aguda e/ou crônica, cardiopatas, portadores de doença pulmonar obstrutiva crônica, mulheres em acompanhamento ginecológico e/ou obstétrico, crianças em programa de puericultura e etc Capacitação de Recursos Humanos É de conhecimento geral que os aparelhos formadores oferecem insuficiente formação para o enfrentamento das urgências. Assim, é comum que profissionais da saúde, ao se depararem com uma urgência de maior gravidade, tenham o impulso de encaminhá-la rapidamente para unidade de maior complexidade, sem sequer fazer uma avaliação prévia e a necessária estabilização do quadro, por insegurança e desconhecimento de como proceder. Assim, é essencial que estes profissionais estejam qualificados para este enfrentamento, se quisermos imprimir efetividade em sua atuação Estruturação dos Recursos Físicos Todas estas unidades devem ter um espaço devidamente abastecido com medicamentos e materiais essenciais ao primeiro atendimento/estabilização de urgências que ocorram nas proximidades da unidade ou em sua área de abrangência e/ou sejam para elas encaminhadas, até a viabilização da transferência para unidade de maior porte, quando necessário. A definição deste espaço é fundamental, pois, quando do recebimento de uma urgência (o que pode acontecer com pouca frequência neste tipo de unidade, mas que certamente ocorrerá algumas vezes), é obrigatório que a equipe saiba em qual ambiente da unidade encontram-se os equipamentos, materiais e medicamentos necessários ao atendimento. Numa insuficiência respiratória, parada cardíaca, crise convulsiva ou outras situações que necessitem de cuidado imediato, não se pode perder tempo procurando um local ou equipamentos, materiais e medicamentos necessários ao atendimento. Além disso, unidades de saúde de sistemas municipais qualificados para a atenção básica ampliada (PABA) deverão possuir área física especificamente destinada ao atendimento de urgências e sala para observação de pacientes até 8 horas. Materiais: Ambú adulto e infantil com máscaras, jogo de cânulas de Guedel (adulto e infantil), sondas de aspiração, Oxigênio, Aspirador portátil ou fixo, material para punção venosa, material para curativo, material para pequenas suturas, material para imobilizações (colares, talas, pranchas). VP Concursos - Consultoria e Coaching 679

12 Medicamentos: Adrenalina, Água destilada, Aminofilina, Amiodarona, Atropina, Brometo de Ipratrópio, Cloreto de potássio, Cloreto de sódio, Deslanosídeo, Dexametasona, Diazepam, Diclofenaco de Sódio, Dipirona, Dobutamina, Dopamina, Epinefrina, Escopolamina (hioscina), Fenitoína, Fenobarbital, Furosemida, Glicose, Haloperidol, Hidantoína, Hidrocortisona, Insulina, Isossorbida, Lidocaína, Meperidina, Midazolan, Ringer Lactato, Soro Glico-Fisiologico, Soro Glicosado Estruturação da Grade de Referência É fundamental que as unidades possuam uma adequada retaguarda pactuada para o referenciamento daqueles pacientes que, uma vez acolhidos, avaliados e tratados neste primeiro nível de assistência, necessitem de cuidados disponíveis em serviços de outros níveis de complexidade. Assim, mediados pela respectiva Central de Regulação, devem estar claramente definidos os fluxo e mecanismos de transferência dos pacientes que necessitarem de outros níveis de complexidade da rede assistencial, de forma a garantir seu encaminhamento, seja para unidades não hospitalares, pronto socorros, ambulatórios de especialidades ou unidades de apoio diagnóstico e terapêutico. Além disso, devem ser adotados mecanismos para a garantia de transporte para os casos mais graves, que não possam se deslocar por conta própria, através do serviço de atendimento préhospitalar móvel, onde ele existir, ou outra forma de transporte que venha a ser pactuada. Unidades Não-Hospitalares De Atendimento Às Urgências E Emergências Estas unidades, que devem funcionar nas 24 horas do dia, devem estar habilitadas a prestar assistência correspondente ao primeiro nível de assistência da média complexidade (M1). Pelas suas características e importância assistencial, os gestores devem desenvolver esforços no sentido de que cada município sede de módulo assistencial disponha de, pelo menos uma, destas Unidades, garantindo, assim, assistência às urgências com observação até 24 horas para sua própria população ou para um agrupamento de municípios para os quais seja referência Atribuições Estas Unidades, integrantes do Sistema Estadual de Urgências e Emergências e de sua respectiva rede assistencial, devem estar aptas a prestar atendimento resolutivo aos pacientes acometidos por quadros agudos ou crônicos agudizados. São estruturas de complexidade intermediária entre as unidades básicas de saúde e unidades de saúde da família e as Unidades Hospitalares de Atendimento às VP Concursos - Consultoria e Coaching 680

13 Urgências e Emergências, com importante potencial de complacência da enorme demanda que hoje se dirige aos pronto socorros, além do papel ordenador dos fluxos da urgência. Assim, têm como principais missões: Atender aos usuários do SUS portadores de quadro clínico agudo de qualquer natureza, dentro dos limites estruturais da unidade e, em especial, os casos de baixa complexidade, à noite e nos finais de semana, quando a rede básica e o Programa de Saúde da Família não estão ativos; Descentralizar o atendimento de pacientes com quadros agudos de média complexidade; Dar retaguarda às unidades básicas de saúde e de saúde da família; Diminuir a sobrecarga dos hospitais de maior complexidade que hoje atendem esta demanda; Ser entreposto de estabilização do paciente crítico para o serviço de atendimento pré-hospitalar móvel. Desenvolver ações de saúde através do trabalho de equipe interdisciplinar, sempre que necessário, com o objetivo de acolher, intervir em sua condição clínica e referenciar para a rede básica de saúde, para a rede especializada ou para internação hospitalar, proporcionando uma continuidade do tratamento com impacto positivo no quadro de saúde individual e coletivo da população usuária (beneficiando os pacientes agudos e não-agudos e favorecendo, pela continuidade do acompanhamento, principalmente os pacientes com quadros crônico-degenerativos, com a prevenção de suas agudizações frequentes); Articular-se com unidades hospitalares, unidades de apoio diagnóstico e terapêutico, e com outras instituições e serviços de saúde do sistema loco regional, construindo fluxos coerentes e efetivos de referência e contra-referência; Ser observatório do sistema e da saúde da população, subsidiando a elaboração de estudos epidemiológicos e a construção de indicadores de saúde e de serviço que contribuam para a avaliação e planejamento da atenção integral às urgências, bem como de todo o sistema de saúde Dimensionamento e Organização Assistencial Estas Unidades devem contar, no mínimo, com equipe de saúde composta por médico e enfermeiro nas 24 horas para atendimento contínuo de clínica médica e clínica pediátrica. Nos casos em que a estrutura loco regional exigir, tomando-se em conta as características epidemiológicas, indicadores de saúde como morbidade e mortalidade, e características da rede assistencial, poderá ser ampliada a equipe, contemplando as áreas de clínica cirúrgica, ortopedia e odontologia de urgência. VP Concursos - Consultoria e Coaching 681

14 CAPÍTULO IV Atendimento Pré-Hospitalar Móvel Considera-se como nível pré-hospitalar móvel na área de urgência, o atendimento que procura chegar precocemente à vítima, após ter ocorrido um agravo à sua saúde (de natureza clínica, cirúrgica, traumática, inclusive as psiquiátricas), que possa levar a sofrimento, sequelas ou mesmo à morte, sendo necessário, portanto, prestar-lhe atendimento e/ou transporte adequado a um serviço de saúde devidamente hierarquizado e integrado ao Sistema Único de Saúde. Podemos chamá-lo de atendimento pré-hospitalar móvel primário quando o pedido de socorro for oriundo de um cidadão ou de atendimento pré-hospitalar móvel secundário quando a solicitação partir de um serviço de saúde, no qual o paciente já tenha recebido o primeiro atendimento necessário à estabilização do quadro de urgência apresentado, mas necessite ser conduzido a outro serviço de maior complexidade para a continuidade do tratamento. O Serviço de atendimento pré-hospitalar móvel deve ser entendido como uma atribuição da área da saúde, sendo vinculado a uma Central de Regulação, com equipe e frota de veículos compatíveis com as necessidades de saúde da população de um município ou uma região, podendo, portanto, extrapolar os limites municipais. Esta região de cobertura deve ser previamente definida, considerando-se aspectos demográficos, populacionais, territoriais, indicadores de saúde, oferta de serviços e fluxos habitualmente utilizados pela clientela. O serviço deve contar com a retaguarda da rede de serviços de saúde, devidamente regulada, disponibilizada conforme critérios de hierarquização e regionalização formalmente pactuados entre os gestores do sistema loco-regional. Para um adequado atendimento pré-hospitalar móvel o mesmo deve estar vinculado a uma Central de Regulação de Urgências e Emergências. A central deve ser de fácil acesso ao público, por via telefônica, em sistema gratuito (192 como número nacional de urgências médicas ou outro número exclusivo da saúde, se o 192 não for tecnicamente possível), onde o médico regulador, após julgar cada caso, define a resposta mais adequada, seja um conselho médico, o envio de uma equipe de atendimento ao local da ocorrência ou ainda o acionamento de múltiplos meios. O número de acesso da saúde para socorros de urgência deve ser amplamente divulgado junto à comunidade. Todos os pedidos de socorro médico que derem entrada por meio de outras centrais, como a da polícia militar (190), do corpo de bombeiros (193) e quaisquer outras existentes, devem ser, imediatamente retransmitidos à Central de Regulação por intermédio do sistema de comunicação, para que possam ser adequadamente regulados e atendidos. O atendimento no local é monitorado via rádio pelo médico regulador que orienta a equipe de intervenção quanto aos procedimentos necessários à condução do caso. VP Concursos - Consultoria e Coaching 682

15 Deve existir uma rede de comunicação entre a Central, as ambulâncias e todos os serviços que recebem os pacientes. Os serviços de segurança e salvamento, sempre que houver demanda de atendimento de eventos com vítimas ou doentes, devem orientar-se pela decisão do médico regulador de urgências. Podem ser estabelecidos protocolos de despacho imediato de seus recursos de atenção às urgências em situações excepcionais, mas, em nenhum caso, estes despachos podem ser feitos sem comunicação simultânea com o regulador e transferência do chamado de socorro para exercício da regulação médica. 1 - Equipe Profissional Os serviços de atendimento pré-hospitalar móvel devem contar com equipe de profissionais oriundos da área da saúde e não oriundos da área da saúde. Considerando-se que as urgências não se constituem em especialidade médica ou de enfermagem e que nos cursos de graduação a atenção dada à área ainda é bastante insuficiente, entende-se que os profissionais que venham a atuar nos Serviços de Atendimento Pré-hospitalar Móvel (oriundos e não oriundos da área de saúde) devam ser habilitados pelos Núcleos de Educação em Urgências, cuja criação é indicada pelo presente Regulamento e cumpram o conteúdo curricular mínimo nele proposto - Capítulo VII. 1.1 Equipe de Profissionais Oriundos da Saúde A equipe de profissionais oriundos da área da saúde deve ser composta por: Coordenador do Serviço: profissional oriundo da área da saúde, com experiência e conhecimento comprovados na atividade de atendimento pré-hospitalar às urgências e de gerenciamento de serviços e sistemas; Responsável Técnico: médico responsável pelas atividades médicas do serviço; Responsável de Enfermagem: enfermeiro responsável pelas atividades de enfermagem ; Médicos Reguladores: médicos que, com base nas informações colhidas dos usuários, quando estes acionam a central de regulação, são os responsáveis pelo gerenciamento, definição e operacionalização dos meios disponíveis e necessários para responder a tais solicitações, utilizando-se de protocolos técnicos e da faculdade de arbitrar sobre os equipamentos de saúde do sistema necessários ao adequado atendimento do paciente; Médicos Intervencionistas: médicos responsáveis pelo atendimento necessário para a reanimação e estabilização do paciente, no local do evento e durante o transporte; VP Concursos - Consultoria e Coaching 683

16 Enfermeiros Assistenciais: enfermeiros responsáveis pelo atendimento de enfermagem necessário para a reanimação e estabilização do paciente, no local do evento e durante o transporte; Auxiliares e Técnicos de Enfermagem: atuação sob supervisão imediata do profissional enfermeiro; OBS: As responsabilidades técnicas poderão ser assumidas por profissionais da equipe de intervenção, sempre que a demanda ou o porte do serviço assim o permitirem. Além desta equipe de saúde, em situações de atendimento às urgências relacionadas às causas externas ou de pacientes em locais de difícil acesso, deverá haver uma ação pactuada, complementar e integrada de outros profissionais não oriundos da saúde bombeiros militares, policiais militares e rodoviários e outros, formalmente reconhecidos pelo gestor público para o desempenho das ações de segurança, socorro público e salvamento, tais como: sinalização do local, estabilização de veículos acidentados, reconhecimento e gerenciamento de riscos potenciais (incêndio, materiais energizados, produtos perigosos) obtenção de acesso ao paciente e suporte básico de vida Profissionais Oriundos da Área da Saúde e respectivas Competências/Atribuições: Médico => competências/atribuições: exercer a regulação médica do sistema; conhecer a rede de serviços da região; manter uma visão global e permanentemente atualizada dos meios disponíveis para o atendimento pré-hospitalar e das portas de urgência, checando periodicamente sua capacidade operacional; recepção dos chamados de auxílio, análise da demanda, classificação em prioridades de atendimento, seleção de meios para atendimento (melhor resposta), acompanhamento do atendimento local, determinação do local de destino do paciente, orientação telefônica; manter contato diário com os serviços médicos de emergência integrados ao sistema; prestar assistência direta aos pacientes nas ambulâncias, quando indicado, realizando os atos médicos possíveis e necessários ao nível pré-hospitalar; exercer o controle operacional da equipe assistencial; fazer controle de qualidade do serviço nos aspectos inerentes à sua profissão; avaliar o desempenho da equipe e subsidiar os responsáveis pelo programa de educação continuada do serviço; obedecer às normas técnicas vigentes no serviço; preencher os documentos inerentes à atividade do médico regulador e de assistência préhospitalar; garantir a continuidade da atenção médica ao paciente grave, até a sua recepção por outro médico nos serviços de urgência; obedecer ao código de ética médica. Enfermeiro => competências/atribuições: supervisionar e avaliar as ações de enfermagem da equipe no Atendimento Pré-Hospitalar Móvel; executar prescrições médicas por telemedicina; prestar cuidados de enfermagem de maior complexidade técnica a pacientes graves e com risco de vida, que exijam conhecimentos científicos adequados e capacidade de tomar decisões imediatas; prestar a assistência de enfermagem à gestante, a parturiente e ao recém nato; realizar partos sem distócia; participar nos programas de treinamento e aprimoramento de pessoal VP Concursos - Consultoria e Coaching 684

17 de saúde em urgências, particularmente nos programas de educação continuada; fazer controle de qualidade do serviço nos aspectos inerentes à sua profissão; subsidiar os responsáveis pelo desenvolvimento de recursos humanos para as necessidades de educação continuada da equipe; obedecer a Lei do Exercício Profissional e o Código de Ética de Enfermagem; conhecer equipamentos e realizar manobras de extração manual de vítimas. Técnico de Enfermagem => competências/atribuições: assistir ao enfermeiro no planejamento, programação, orientação e supervisão das atividades de assistência de enfermagem; prestar cuidados diretos de enfermagem a pacientes em estado grave, sob supervisão direta ou à distância do profissional enfermeiro; participar de programas de treinamento e aprimoramento profissional especialmente em urgências/emergências; realizar manobras de extração manual de vítimas. Auxiliar de Enfermagem => competências/atribuições: auxiliar o enfermeiro na assistência de enfermagem; prestar cuidados de enfermagem a pacientes sob supervisão direta ou à distância do profissional enfermeiro; observar, reconhecer e descrever sinais e sintomas, ao nível de sua qualificação; ministrar medicamentos por via oral e parenteral mediante prescrição do médico regulador por telemedicina; fazer curativos; prestar cuidados de conforto ao paciente e zelar por sua segurança; realizar manobras de extração manual de vítimas. 1.2 Equipe de Profissionais Não Oriundos da Saúde: telefonista auxiliar de regulação, rádio-operador, condutor de veículos de urgência Profissionais Responsáveis pela Segurança: policiais militares, rodoviários ou outros profissionais, todos com nível médio, reconhecidos pelo gestor público da saúde para o desempenho destas atividades, em serviços normatizados pelo SUS, regulados e orientados pelas Centrais Públicas de Regulação Médica das Urgências Bombeiros Militares: profissionais bombeiros militares, com nível médio, reconhecidos pelo gestor público da saúde para o desempenho destas atividades, em serviços normatizados pelo SUS, regulados e orientados pelas Centrais de Regulação. Atuam na identificação de situações de risco e comando das ações de proteção ambiental, da vítima e dos profissionais envolvidos no seu atendimento, fazem o resgate de vítimas de locais ou situações que impossibilitam o acesso da equipe de saúde. Podem realizar suporte básico de vida, com ações não invasivas, sob supervisão médica direta ou à distância, obedecendo aos padrões de capacitação e atuação previstos neste Regulamento. DEFINIÇÃO DOS VEÍCULOS DE ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR MÓVEL AMBULÂNCIAS Define-se ambulância como um veículo (terrestre, aéreo ou aquaviário) que se destine exclusivamente ao transporte de enfermos. As Ambulâncias são classificadas em: VP Concursos - Consultoria e Coaching 685

18 TIPO A Ambulância de Transporte: veículo destinado ao transporte em decúbito horizontal de pacientes que não apresentam risco de vida, para remoções simples e de caráter eletivo. TIPO B Ambulância de Suporte Básico: veículo destinado ao transporte interhospitalar de pacientes com risco de vida conhecido e ao atendimento pré-hospitalar de pacientes com risco de vida desconhecido, não classificado com potencial de necessitar de intervenção médica no local e/ou durante transporte até o serviço de destino. TIPO C - Ambulância de Resgate: veículo de atendimento de urgências préhospitalares de pacientes vítimas de acidentes ou pacientes em locais de difícil acesso, com equipamentos de salvamento (terrestre, aquático e em alturas). TIPO D Ambulância de Suporte Avançado: veículo destinado ao atendimento e transporte de pacientes de alto risco em emergências pré-hospitalares e/ou de transporte inter-hospitalar que necessitam de cuidados médicos intensivos. Deve contar com os equipamentos médicos necessários para esta função. TIPO E Aeronave de Transporte Médico: aeronave de asa fixa ou rotativa utilizada para transporte inter-hospitalar de pacientes e aeronave de asa rotativa para ações de resgate, dotada de equipamentos médicos homologados pelo Departamento de Aviação Civil - DAC. TIPO F Embarcação de Transporte Médico: veículo motorizado aquaviário, destinado ao transporte por via marítima ou fluvial. Deve possuir os equipamentos médicos necessários ao atendimento de pacientes conforme sua gravidade VEÍCULOS DE INTERVENÇÃO RÁPIDA Este veículos, também chamados de veículos leves, veículos rápidos ou veículos de ligação médica são utilizados para transporte de médicos com equipamentos que possibilitam oferecer suporte avançado de vida nas ambulâncias do Tipo A, B, C e F. Capítulo V - Atendimento Hospitalar Unidades Hospitalares De Atendimento Às Urgências E Emergências O presente Regulamento Técnico está definindo uma nova nomenclatura e classificação para a área de assistência hospitalar de urgência e emergência. Refletindo sobre a regionalização proposta pela NOAS e sobre a estrutura dos VP Concursos - Consultoria e Coaching 686

19 pronto socorros existentes no país, adota-se a seguinte classificação/estruturação, partindo da premissa que nenhum pronto socorro hospitalar poderá apresentar infra estrutura inferior à de uma unidade não hospitalar de atendimento às urgências e emergências, conforme descrito no Capítulo III - item 2 deste Regulamento: 1 - Classificação As Unidades Hospitalares de Atendimento em Urgência e Emergência serão classificadas segundo segue: A - Unidades Gerais: a - Unidades Hospitalares Gerais de Atendimento às Urgências e Emergências de Tipo I; b - Unidades Hospitalares Gerais de Atendimento às Urgências e Emergências de Tipo II. B - Unidades de Referência: a - Unidades Hospitalares de Referência em Atendimento às Urgências e Emergências de Tipo I; b - Unidades Hospitalares de Referência em Atendimento às Urgências e Emergências de Tipo II; c - Unidades Hospitalares de Referência em Atendimento às Urgências e Emergências de Tipo III. Observação: As Unidades de Referência correspondem, respectivamente, aos Hospitais Tipo I, II e III definidos segundo os critérios de classificação estabelecidos pela Portaria GM/MS nº 479, de 15 de abril de 1999, que cria mecanismos para a implantação dos Sistemas Estaduais de referência Hospitalar em Atendimento de Urgências e Emergências. Capítulo Vii Núcleos De Educação Em Urgências As urgências não se constituem em especialidade médica ou de enfermagem e nos cursos de graduação a atenção dada à área ainda é bastante insuficiente. No que diz respeito à capacitação, habilitação e educação continuada dos trabalhadores do VP Concursos - Consultoria e Coaching 687

20 setor, observa-se ainda a fragmentação e o baixo aproveitamento do processo educativo tradicional e a insuficiência dos conteúdos curriculares dos aparelhos formadores na qualificação de profissionais para as urgências, principalmente, em seu componente pré-hospitalar móvel. Também se constata a grande proliferação de cursos de iniciativa privada de capacitação de recursos humanos para a área, com grande diversidade de programas e conteúdos e cargas horárias, sem a adequada integração à realidade e às diretrizes do Sistema Único de Saúde SUS. Assim, considerando o ainda importante grau de desprofissionalização, falta de formação e educação continuada dos trabalhadores das urgências, resultando em comprometimento da qualidade na assistência e na gestão do setor; a necessidade de criar estruturas capazes de problematizar a realidade dos serviços e estabelecer o nexo entre trabalho e educação, de forma a resgatar o processo de capacitação e educação continuada para o desenvolvimento dos serviços e geração de impacto em saúde dentro de cada nível de atenção; a necessidade de estabelecimento de currículos mínimos de capacitação e habilitação para o atendimento às urgências, face aos inúmeros conteúdos programáticos e cargas horárias existentes no país e que não garantem a qualidade do aprendizado; o grande número de trabalhadores já atuando no setor e a necessidade de garantir-lhes habilitação formal, obrigatória e com renovação periódica para o exercício profissional e a intervenção nas urgências e ainda, considerando a escassez de docentes capazes de desenvolver um enfoque efetivamente problematizador na educação e a necessidade de capacitar instrutores e multiplicadores com certificação e capacitação pedagógica para atender a demanda existente é que este Regulamento Técnico propõe aos gestores do SUS a criação, organização e implantação de Núcleos de Educação em Urgências NEU. 1 - Aspectos Gerais Definição: Os Núcleos de Educação em Urgências devem se organizar como espaços de saber interinstitucional de formação, capacitação, habilitação e educação continuada de recursos humanos para as urgências, sob a administração de um conselho diretivo, coordenado pelo gestor público do SUS, tendo como integrantes as secretarias Estaduais e Municipais de saúde, hospitais e serviços de referência na área de urgência, escolas de bombeiros e polícias, instituições de ensino superior, de formação e capacitação de pessoal na área da saúde, escolas técnicas e outros setores que prestam socorro à população, de caráter público ou privado, de abrangência municipal, regional ou estadual Princípios Norteadores São princípios norteadores dos Núcleos de Educação em Urgências: VP Concursos - Consultoria e Coaching 688

21 a organicidade com o processo de formulação de políticas públicas para a atenção integral às urgências, buscando organizar o sistema regional de atenção às urgências a partir da qualificação assistencial com equidade; a promoção integral da saúde com o objetivo de reduzir a morbi-mortalidade regional, preservar e desenvolver a autonomia de indivíduos e coletividades, com base no uso inteligente das informações obtidas nos espaços de atendimento às urgências, considerados observatórios privilegiados da condição da saúde na sociedade; a educação continuada como estratégia permanente de acreditação dos serviços, articulada ao planejamento institucional e ao controle social; a transformação da realidade e seus determinantes, fundamentada na educação, no processamento de situações - problema, extraídas do espaço de trabalho e do campo social Objetivos Estratégicos São objetivos estratégicos dos Núcleos de Educação em Urgências: Constituírem-se em núcleos de excelência regional, estadual e nacional, para a formação de profissionais de saúde a serem inseridos na atenção às urgências; Elaborar, implantar e implementar uma política pública, buscando construir um padrão nacional de qualidade de recursos humanos, instrumentalizada a partir de uma rede de núcleos regionais, os quais articulados entre si poderão incorporar paulatinamente critérios de atenção e profissionalização às urgências; Buscar a nucleação pública dos recursos educativos em saúde; Articular, processar e congregar as dificuldades e necessidades das instituiçõesmembro para alcançarem as suas metas, a fim de constituir Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência; Ser espaço interinstitucional combinando conhecimentos e meios materiais que permitam abarcar a dimensão qualitativa e quantitativa das demandas de educação em urgências, potencializando as capacidades e respondendo ao conjunto de demandas inerentes a um sistema organizado de atenção; Ser estratégia pública privilegiada para a transformação da qualificação da assistência às urgências, visando impactos objetivos em saúde populacional; Constituir os meios materiais (área física e equipamentos) e organizar corpo qualificado de instrutores e multiplicadores, que terão como missão, entre outras, produzir os materiais didáticos em permanente atualização e adaptação às necessidades das políticas públicas de saúde e dos serviços/trabalhadores da saúde; VP Concursos - Consultoria e Coaching 689

22 1.4 - Objetivos Operacionais São objetivos operacionais dos Núcleos de Educação em Urgências: Promover programas de formação e educação continuada na forma de treinamento em serviço a fim de atender ao conjunto de necessidades diagnosticado em cada região, fundamentando o modelo pedagógico na problematização de situações; Capacitar os recursos humanos envolvidos em todas as dimensões da atenção regional, ou seja, atenção pré-hospitalar - unidades básicas de saúde, unidades de saúde da família, pré-hospitalar móvel, unidades não hospitalares de atendimento às urgências e emergências e ambulatórios de especialidades; atenção hospitalar e atenção pós-hospitalar - internação domiciliar e serviços de reabilitação, sob a ótica da promoção da saúde; Estimular a criação de equipes multiplicadoras em cada região, que possam implementar a educação continuada nos serviços de urgência; Congregar os profissionais com experiência prática em urgência, potencializando sua capacidade educacional; Desenvolver e aprimorar de forma participativa e sustentada as políticas públicas voltadas para a área da urgência; Certificar anualmente e recertificar a cada dois anos os profissionais atuantes nos diversos setores relativos ao atendimento das urgências; Propor parâmetros para a progressão funcional dos trabalhadores em urgências, vinculados ao cumprimento das exigências mínimas de capacitação, bem como à adesão às atividades de educação continuada. PORTARIA GM N.º 1600 De 07 De Julho De 2011 Reformula A Política Nacional De Atenção Às Urgências E Institui A Rede De Atenção Às Urgências No Sistema Único De Saúde (SUS). Art. 1 Esta Portaria reformula a Política Nacional de Atenção às Urgências e institui a Rede de Atenção às Urgências no Sistema Único de Saúde (SUS). VP Concursos - Consultoria e Coaching 690

23 CAPÍTULO I DAS DIRETRIZES DA REDE DE ATENÇÃO ÀS URGÊNCIAS Art. 2 Constituem-se diretrizes da Rede de Atenção às Urgências: I - ampliação do acesso e acolhimento aos casos agudos demandados aos serviços de saúde em todos os pontos de atenção, contemplando a classificação de risco e intervenção adequada e necessária aos diferentes agravos; II - garantia da universalidade, equidade e integralidade no atendimento às urgências clínicas, cirúrgicas, gineco-obstétricas, psiquiátricas, pediátricas e às relacionadas a causas externas (traumatismos, violências e acidentes); III - regionalização do atendimento às urgências com articulação das diversas redes de atenção e acesso regulado aos serviços de saúde; IV - humanização da atenção garantindo efetivação de um modelo centrado no usuário e baseado nas suas necessidades de saúde; V - garantia de implantação de modelo de atenção de caráter multiprofissional, compartilhado por trabalho em equipe, instituído por meio de práticas clinicas cuidadoras e baseado na gestão de linhas de cuidado; VI - articulação e integração dos diversos serviços e equipamentos de saúde, constituindo redes de saúde com conectividade entre os diferentes pontos de atenção; VII - atuação territorial, definição e organização das regiões de saúde e das redes de atenção a partir das necessidades de saúde destas populações, seus riscos e vulnerabilidades específicas; VIII - atuação profissional e gestora visando o aprimoramento da qualidade da atenção por meio do desenvolvimento de ações coordenadas, contínuas e que busquem a integralidade e longitudinalidade do cuidado em saúde; IX - monitoramento e avaliação da qualidade dos serviços através de indicadores de desempenho que investiguem a efetividade e a resolutividade da atenção; X - articulação interfederativa entre os diversos gestores desenvolvendo atuação solidária, responsável e compartilhada; XI - participação e controle social dos usuários sobre os serviços; XII - fomento, coordenação e execução de projetos estratégicos de atendimento às necessidades coletivas em saúde, de caráter urgente e transitório, decorrentes de situações de perigo iminente, de calamidades públicas e de acidentes com múltiplas vítimas, a partir da construção de mapas de risco regionais e locais e da adoção de protocolos de prevenção, atenção e mitigação dos eventos; VP Concursos - Consultoria e Coaching 691

24 XIII - regulação articulada entre todos os componentes da Rede de Atenção às Urgências com garantia da equidade e integralidade do cuidado; e XIV - qualificação da assistência por meio da educação permanente das equipes de saúde do SUS na Atenção às Urgências, em acordo com os princípios da integralidade e humanização. Art. 3º Fica organizada, no âmbito do SUS, a Rede de Atenção às Urgências. 1 º A organização da Rede de Atenção às Urgências tem a finalidade de articular e integrar todos os equipamentos de saúde, objetivando ampliar e qualificar o acesso humanizado e integral aos usuários em situação de urgência e emergência nos serviços de saúde, de forma ágil e oportuna. 2º A Rede de Atenção às Urgências deve ser implementada, gradativamente, em todo território nacional, respeitando-se critérios epidemiológicos e de densidade populacional. 3º O acolhimento com classificação do risco, a qualidade e a resolutividade na atenção constituem a base do processo e dos fluxos assistenciais de toda Rede de Atenção às Urgências e devem ser requisitos de todos os pontos de atenção. 4º A Rede de Atenção às Urgências priorizará as linhas de cuidados cardiovascular, cerebrovascular e traumatológica. Art. 4º A Rede de Atenção às Urgências é constituída pelos seguintes componentes: I - Promoção, Prevenção e Vigilância à Saúde; II - Atenção Básica em Saúde; III - Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) e suas Centrais de Regulação Médica das Urgências; IV - Sala de Estabilização; V - Força Nacional de Saúde do SUS; VI - Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24h) e o conjunto de serviços de urgência 24 horas; VII - Hospitalar; e VIII - Atenção Domiciliar. VP Concursos - Consultoria e Coaching 692

25 CAPÍTULO II DOS COMPONENTES DA REDE DE ATENÇÃO ÀS URGÊNCIAS E SEUS OBJETIVOS Art. 5º O Componente Promoção, Prevenção e Vigilância à Saúde tem por objetivo estimular e fomentar o desenvolvimento de ações de saúde e educação permanente voltadas para a vigilância e prevenção das violências e acidentes, das lesões e mortes no trânsito e das doenças crônicas não transmissíveis, além de ações intersetoriais, de participação e mobilização da sociedade visando a promoção da saúde, prevenção de agravos e vigilância à saúde. Art. 6º O Componente Atenção Básica em Saúde tem por objetivo a ampliação do acesso, fortalecimento do vínculo e responsabilização e o primeiro cuidado às urgências e emergências, em ambiente adequado, até a transferência/encaminhamento a outros pontos de atenção, quando necessário, com a implantação de acolhimento com avaliação de riscos e vulnerabilidades. Art. 7º O Componente Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) e suas Centrais de Regulação Médica das Urgências tem como objetivo chegar precocemente à vítima após ter ocorrido um agravo à sua saúde (de natureza clínica, cirúrgica, traumática, obstétrica, pediátricas, psiquiátricas, entre outras) que possa levar a sofrimento, sequelas ou mesmo à morte, sendo necessário, garantir atendimento e/ou transporte adequado para um serviço de saúde devidamente hierarquizado e integrado ao SUS. Parágrafo único. O Componente de que trata o caput deste artigo pode se referir a atendimento primário quando o pedido de socorro for oriundo de um cidadão ou de atendimento secundário quando a solicitação partir de um serviço de saúde no qual o paciente já tenha recebido o primeiro atendimento necessário à estabilização do quadro de urgência apresentado, mas que necessita ser conduzido a outro serviço de maior complexidade para a continuidade do tratamento. Art. 8º O Componente Sala de Estabilização deverá ser ambiente para estabilização de pacientes críticos e/ou graves, com condições de garantir a assistência 24 horas, vinculado a um equipamento de saúde, articulado e conectado aos outros níveis de atenção, para posterior encaminhamento à rede de atenção a saúde pela central de regulação das urgências. Parágrafo único. O Componente de que trata o caput deste artigo não se caracteriza como novo serviço de saúde para assistência a toda demanda espontânea, mas sim para garantir a disponibilidade de atendimento para estabilização dos agravos críticos à saúde. Art. 9º O Componente Força Nacional de Saúde do SUS objetiva aglutinar esforços para garantir a integralidade na assistência em situações de risco ou emergenciais para populações com vulnerabilidades específicas e/ou em regiões de difícil acesso, pautando-se pela equidade na atenção, considerando-se seus riscos. VP Concursos - Consultoria e Coaching 693

26 Art. 10. O Componente Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24h) e o conjunto de serviços de urgência 24 horas está assim constituído: I -a Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24 h) é o estabelecimento de saúde de complexidade intermediária entre as Unidades Básicas de Saúde/Saúde da Família e a Rede Hospitalar, devendo com estas compor uma rede organizada de atenção às urgências; e II - as Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24 h) e o conjunto de Serviços de Urgência 24 Horas não hospitalares devem prestar atendimento resolutivo e qualificado aos pacientes acometidos por quadros agudos ou agudizados de natureza clínica e prestar primeiro atendimento aos casos de natureza cirúrgica ou de trauma, estabilizando os pacientes e realizando a investigação diagnóstica inicial, definindo, em todos os casos, a necessidade ou não, de encaminhamento a serviços hospitalares de maior complexidade. Art. 11. O Componente Hospitalar será constituído pelas Portas Hospitalares de Urgência, pelas enfermarias de retaguarda, pelos leitos de cuidados intensivos, pelos serviços de diagnóstico por imagem e de laboratório e pelas linhas de cuidados prioritárias. Art. 12. O Componente Atenção Domiciliar é compreendido como o conjunto de ações integradas e articuladas de promoção à saúde, prevenção e tratamento de doenças e reabilitação, que ocorrem no domicílio, constituindo-se nova modalidade de atenção à saúde que acontece no território e reorganiza o processo de trabalho das equipes, que realizam o cuidado domiciliar na atenção primária, ambulatorial e hospitalar. CAPÍTULO III DA OPERACONALIZAÇÃO DA REDE DE ATENÇÃO ÀS URGÊNCIAS Art. 13. A operacionalização da Rede de Atenção às Urgências dar-se-á pela execução de 5 (cinco) fases: I - Fase de Adesão e Diagnóstico: a) apresentação da Rede de Atenção às Urgências nos Estados e no Distrito Federal; b) realização de diagnóstico e aprovação da região inicial de implementação da Rede de Atenção às Urgências na Comissão Intergestores Bipartite (CIB) nos Estados e no Colegiado de Gestão da Secretaria de Estado da Saúde do Distrito Federal (CGSES/DF); e c) instituição de Grupo Condutor Estadual da Rede de Atenção às Urgências, formado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), Conselho de Secretarias VP Concursos - Consultoria e Coaching 694

27 Municipais de Saúde (COSEMS) e apoio institucional do Ministério da Saúde, que terá como atribuições: 1. mobilizar os dirigentes políticos do SUS em cada fase; 2. apoiar a organização dos processos de trabalho voltados a implantação/implementação da rede; 3. identificar e apoiar a solução de possíveis pontos críticos em cada fase; e 4. monitorar e avaliar o processo de implantação/implementação da rede. II - Fase do Desenho Regional da Rede: a) realização de análise da situação dos serviços de atendimento às urgências, com dados primários, incluindo dados demográficos e epidemiológicos, dimensionamento da demanda das urgências, dimensionamento da oferta dos serviços de urgência existentes e análise da situação da regulação, da avaliação, do controle, da vigilância epidemiológica, do apoio diagnóstico, do transporte para as urgências, da auditoria e do controle externo, pela Comissão Intergestores Regional (CIR) e pelo CGSES/DF, com o apoio da Secretaria de Saúde; b) elaboração da proposta de Plano de Ação Regional, com detalhamento técnico de cada componente da Rede, contemplando o desenho da Rede Atenção às Urgências, metas a serem cumpridas, cronograma de implantação, mecanismos de regulação, monitoramento e avaliação, o estabelecimento de responsabilidades e o aporte de recursos pela União, Estado, Distrito Federal e Municípios envolvidos; c) aprovação do Plano de Ação Regional na CIR, no CGSES/DF e na CIB; e d) elaboração dos Planos de Ação Municipais dos Municípios integrantes da CIR, em consonância com o Plano de Ação Regional; III - Fase da Contratualização dos Pontos de Atenção: a) contratualização pela União, pelo Estados, pelo Distrito Federal ou pelo Município dos pontos de atenção da Rede de Urgência e Emergência, observadas as responsabilidades definidas para cada Componente da Rede de Atenção às Urgências no desenho regional; e b) instituição do Grupo Condutor Municipal em cada Município que compõe a CIR, com apoio institucional da SES; IV - Fase da Qualificação dos Componentes: a qualificação dos Componentes da Rede de Atenção às Urgências será definida na portaria específica de cada um dos Componentes, onde constarão as responsabilidades que deverão ser cumpridas e as ações que serão desenvolvidas; e V - Fase da Certificação: a certificação será concedida pelo Ministério da Saúde aos gestores do SUS, após a etapa de qualificação dos Componentes da Rede de Atenção às Urgências, com avaliação periódica. VP Concursos - Consultoria e Coaching 695

28 1º O Grupo Condutor da Rede de Atenção às Urgências no Distrito Federal será composto pela Secretaria de Saúde e pela CGSES/DF, com apoio institucional do Ministério da Saúde, e terá as mesmas atribuições do Grupo Condutor Estadual, descritas na alínea "c" do inciso I do art º O Plano de Ação Regional e o Plano de Ação Municipal serão os documentos orientadores para a execução das fases de implementação da Rede de Urgência e Emergência, assim como para o monitoramento e a avaliação da implementação da Rede pelo Grupo Condutor Estadual e pelo Ministério da Saúde. 3º A contratualização dos Pontos de Atenção é o meio pelo qual o gestor, seja ele o Município, o Estado, o Distrito Federal ou a União, estabelece metas quantitativas e qualitativas do processo de atenção à saúde, com o(s) ponto(s) de atenção à saúde da Rede de Atenção às Urgências sob sua gestão, de acordo com o Plano de Ação Regional e os Planos de Ação Municipais. CAPÍTULO IV DAS DISPOSIÇÕES FINAIS Art. 14. Os Comitês Gestores de Atenção às Urgências já existentes deverão ser mantidos e deverão ser apresentadas propostas de estruturação e funcionamento de novos Comitês nos âmbitos Estadual, Regional e Municipal nos locais onde ainda não existem. 1º As Secretarias Municipais de Saúde deverão constituir e coordenar Comitês Gestores Municipais da Rede de Atenção às Urgências, garantindo a adequada articulação entre os entes gestores e os executores das ações e as Secretarias Estaduais de Saúde deverão constituir e coordenar os Comitês Gestores Estaduais e os Comitês Gestores Regionais do Sistema de Atenção às Urgências. 2º Os Comitês Gestores da Rede de Atenção às Urgências representarão o espaço formal de discussão e implementação das correções necessárias à permanente adequação do sistema de atenção integral às urgências, dentro das diretrizes estabelecidas pelos Planos de Atenção às Urgências, em suas instâncias de representação institucional que permitirão que os atores envolvidos na estruturação da atenção às urgências possam discutir, avaliar e pactuar as diretrizes e ações prioritárias, subordinadas às estruturas de pactuação do SUS nos seus vários níveis. 3º Nos Comitês Gestores Estaduais da Rede de Atenção às Urgências, os indicadores deverão ser analisados segundo critérios de regionalização, buscandose construir um quadro descritivo completo da atenção estadual às urgências, apontando aspectos positivos, dificuldades, limites e necessidades a serem enfrentadas no contexto da macro e micro regulação (regional e local). 4º O relatório da situação da atenção estadual às urgências elaborado nos termos do parágrafo anterior será remetido à Coordenação-Geral de Urgência e Emergência VP Concursos - Consultoria e Coaching 696

29 (CGUE/DAE/SAS/MS), onde comporá a base nacional de dados relativa à atenção às urgências. 5º Fica recomendado que os Comitês Gestores Estaduais da Rede de Atenção às Urgências sejam compostos pelo Coordenador Estadual do Sistema de Atenção às Urgências, pelo COSEMS, representado por Coordenadores Municipais de Atenção às Urgências, pela Defesa Civil Estadual, representantes do Corpo de Bombeiros, da Secretaria Estadual de Segurança Pública e da Polícia Rodoviária e do Conselho Estadual de Saúde, das empresas concessionárias de rodovias, com sugestão de estudar a necessidade ou oportunidade de se incorporarem a eles representantes das Forças Armadas Brasileiras. 6º Fica recomendado que os Comitês Gestores das Redes Regionais de Atenção às Urgências, sob coordenação estadual e com fluxo operacional compatível e de acordo com a realidade regional, tenham a seguinte composição: I - Coordenador Regional da Rede de Atenção às Urgências ou outro representante da SES que assuma tal função; II - Coordenadores Municipais da Atenção às Urgências; III - representantes dos serviços de saúde (prestadores da área das urgências); IV - representante do Corpo de Bombeiros, Polícias Rodoviária, Civil e Militar, onde essas corporações atuem na atenção às urgências; V - representante da Defesa Civil; VI - representante dos gestores municipais e estadual da área de trânsito e transportes; e VII -conforme a necessidade justificar, representantes da Aeronáutica, Marinha e Exército brasileiros. 7º Fica recomendado que os Comitês Gestores das Redes Municipais de Atenção às Urgências tenham a seguinte composição mínima: I -Coordenador Municipal da Rede de Atenção às Urgências; II - representantes dos serviços de saúde (prestadores da área das urgências); III - representante do Conselho Municipal de Saúde; IV - representante do Corpo de Bombeiros, Polícias Rodoviária, Civil e Militar, Guarda Municipal, onde essas corporações atuem na atenção às urgências; V - representante da Defesa Civil Municipal; VI - representante do gestor municipal da área de trânsito; e VIII - conforme a necessidade justificar, representantes da Aeronáutica, Marinha e Exército brasileiros. VP Concursos - Consultoria e Coaching 697

30 PORTARIA GM N.º 1601 De 07 De Julho De 2011 Estabelece Diretrizes Para A Implantação Do Componente Unidades De Pronto Atendimento (UPA 24h) E O Conjunto De Serviços De Urgência 24 Horas Da Rede De Atenção Às Urgências, Em Conformidade Com A Política Nacional De Atenção Às Urgências. Art. 1º Esta Portaria estabelece diretrizes para implantação do componente Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h) e o conjunto de serviços de urgência 24 horas da Rede de Atenção às Urgências. 1º A Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24 h) é o estabelecimento de saúde de complexidade intermediária entre as Unidades Básicas de Saúde/Saúde da Família e a Rede Hospitalar, devendo com estas compor uma rede organizada de atenção às urgências. 2º As Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24 h) devem ser implantadas em locais/unidades estratégicas para a configuração da rede de atenção às urgências, em conformidade com a lógica de acolhimento e de classificação de risco. 3º As ações a serem desenvolvidas constarão no Plano de Ação Regional da Rede de Atenção às Urgências e deverão considerar as seguintes diretrizes: I - quanto à definição dos fluxos e da estrutura física mínima para UPA 24 h, por porte, deverá ser considerado o modelo disponível no portal do Ministério da Saúde, no endereço II - quanto ao mobiliário, materiais e equipamentos mínimos obrigatórios, por porte, deverá ser observado o modelo disponível no portal do Ministério da Saúde, no endereço e III - quanto à caracterização visual das unidades deverá ser observado o modelo disponível no portal do Ministério da Saúde, no endereço Art. 2º A UPA 24 h tem as seguintes competências na Rede de Atenção às Urgências: I - funcionar de modo ininterrupto nas 24 horas, em todos os dias da semana, incluídos feriados e pontos facultativos; II - acolher os pacientes e seus familiares sempre que buscarem atendimento na UPA 24 h; III - implantar processo de Acolhimento com Classificação de Risco, em ambiente especifico, considerando a identificação do paciente que necessite de tratamento imediato, com estabelecimento do potencial de risco, agravos à saúde ou grau de VP Concursos - Consultoria e Coaching 698

31 sofrimento, de modo a priorizar atendimento em conformidade com o grau de sofrimento ou a gravidade do caso; IV - estabelecer e adotar o cumprimento de protocolos de acolhimento, atendimento clínico, de classificação de risco e de procedimentos administrativos conexos, atualizando-os sempre que a evolução do conhecimento tornar necessário; V -articular-se com unidades básicas de saúde/saúde da família, SAMU 192, unidades hospitalares, unidades de apoio diagnóstico e terapêutico e com outros serviços de atenção à saúde, construindo fluxos coerentes e efetivos de referência e contra referência e ordenando esses fluxos por meio de Centrais de Regulação Médica de Urgências e complexos reguladores instalados na região; VI - possuir equipe multiprofissional interdisciplinar compatível com seu porte; VII - prestar atendimento resolutivo e qualificado aos pacientes acometidos por quadros agudos ou agudizados de natureza clínica, e prestar primeiro atendimento aos casos de natureza cirúrgica e de trauma, estabilizando os pacientes e realizando a investigação diagnóstica inicial, de modo a definir, em todos os casos, a necessidade ou não de encaminhamento a serviços hospitalares de maior complexidade; VIII - fornecer retaguarda às urgências atendidas pela Rede de Atenção Básica; IX - funcionar como local de estabilização de pacientes atendidos pelo SAMU 192; X -realizar consulta médica em regime de pronto atendimento aos casos de menor gravidade; XI - realizar atendimentos e procedimentos médicos e de enfermagem adequados aos casos demandados à unidade; XII - prestar apoio diagnóstico e terapêutico ininterrupto nas 24 horas; XIII - manter pacientes em observação, por período de até 24 horas, para elucidação diagnóstica e/ou estabilização clínica; XIV - encaminhar para internação em serviços hospitalares os pacientes que não tiverem suas queixas resolvidas nas 24 horas de observação, conforme antes mencionado, por meio das centrais reguladoras; XV - prover atendimento e/ou referenciamento adequado a um serviço de saúde hierarquizado, regulado e integrado à Rede de Atenção às Urgências a partir da complexidade clínica, cirúrgica e traumática do usuário; XVI - contra-referenciar para os demais serviços de atenção integrantes da Rede de Atenção às Urgências, proporcionando continuidade ao tratamento com impacto positivo no quadro de saúde individual e coletivo; VP Concursos - Consultoria e Coaching 699

32 XVII -solicitar retaguarda técnica ao SAMU 192, sempre que a gravidade/complexidade dos casos ultrapassarem a capacidade instalada da Unidade; e XVIII - garantir apoio técnico e logístico para o bom funcionamento da Unidade. Art. 3º As UPA 24h são classificadas em três (3) diferentes portes, de acordo com a população do Município sede, a capacidade instalada (área física), número de leitos disponíveis, gestão de pessoas e a capacidade diária de realizar atendimentos médicos, conforme o quadro a seguir: UPA POPULAÇÃO DA ÁREA DE ABRANGÊNCIA DA UPA ÁREA FÍSICA MINÍMA NÚMERO DE ATENDIMENTOS MÉDI-COS EM 24 HORAS NÚMERO MÍNIMO DE MÉDICOS POR PLANTÃO NÚMERO MÍNIMO DE LEITOS DE OBSERVA- ÇÃO PORTE I a habitantes 700 m² até 150 pacientes 2 médicos 7 leitos PORTE II a habitantes m² até 300 pacientes 4 médicos 11 leitos PORTE III a habitantes m² até 450 pacientes 6 médicos 15 leitos Parágrafo único. A composição da equipe médica, de acordo com as especialidades, deverá contemplar o Plano de Ação Regional de forma que seja garantido o atendimento de urgência, inclusive pediátrica, no conjunto de serviços de urgências 24 horas da rede de atenção. Art. 4º Fica instituído incentivo financeiro de investimento e custeio para as UPA 24 h, considerando-se: I -UPA Nova: aquela unidade que receberá incentivo financeiro de investimento para nova construção, mobiliário, materiais e equipamentos; II - UPA Ampliada: aquela unidade que receberá incentivo financeiro de investimento para acréscimo de área a uma edificação já existente, além de incentivo de mobiliário, materiais e equipamentos; VP Concursos - Consultoria e Coaching 700

33 III -UPA Reformada: aquela unidade que receberá incentivo de custeio para alteração em ambiente já existente sem acréscimo de área, além de incentivo de mobiliário, materiais e equipamentos; 1º Para a UPA Nova serão destinados os valores definidos conforme o quadro a seguir: PORTE Incentivo Financeiro de investimento (edificação/mobiliário, materiais e equipamentos) UPA Porte I R$ ,00 UPA Porte II UPA Porte III R$ ,00 R$ ,00 2º Os recursos financeiros referentes ao incentivo para a UPA Ampliada e para a UPA Reformada serão discriminados em normatização específica da Secretaria de Atenção a Saúde (SAS/MS) nos valores máximos a serem repassados de acordo com o previsto no artigo 4º. 3º No caso das UPA existentes e cadastradas no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) que pleitearem ampliação e reforma, bem como aquisição de equipamentos, materiais e mobiliários, levar-se-á em consideração a relevância das mesmas na rede de atenção às urgências com suas responsabilidades assistenciais devidamente definidas e pactuadas com os demais componentes dessa rede e o porte populacional conforme o artigo 3º. 4º Os incentivos de que tratam o 1º deste artigo dizem respeito aos valores máximos a serem repassados pelo Ministério da Saúde para implantação das unidades, de acordo com o respectivo porte. 5º Na eventualidade do valor das propostas apresentadas pelos gestores serem maiores que o estabelecido no 1º deste artigo, a diferença deverá correr por conta dos gestores locais, de acordo com pactuação na Comissão Intergestores Bipartite (CIB). Art. 5º Fica estabelecido que o repasse dos incentivos financeiros de investimento para a UPA Nova seja realizado pelo Fundo Nacional de Saúde, de forma regular e automática, na forma abaixo definida: VP Concursos - Consultoria e Coaching 701

34 I - primeira parcela, equivalente a 10% do valor total aprovado: após a publicação da portaria específica de habilitação para o recebimento; II -segunda parcela, equivalente a 80% do valor total aprovado mediante apresentação dos documentos relacionados abaixo e autorizado pela Secretaria de Atenção à Saúde: a) ordem de início do serviço, assinada pelo Gestor Local e por profissional habilitado pelo Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA); b) documento comprobatório da posse e/ou propriedade pública do terreno; c) projeto básico de arquitetura; d) memorial descritivo da obra; e e) cronograma físico-financeiro; III - terceira parcela, equivalente a 10% do valor total aprovado: após a conclusão da edificação da unidade, e a apresentação do respectivo atestado, assinado por profissional habilitado pelo CREA e autorizado pela SAS/MS. Parágrafo Único. Em caso da não aplicação dos recursos ou do descumprimento por parte do beneficiário dos compromissos assumidos, os respectivos recursos deverão ser imediatamente devolvidos ao Fundo Nacional de Saúde, acrescidos da correção monetária prevista em lei, cuja determinação decorrerá das fiscalizações promovidas pelos órgãos de controle interno, compreendendo os componentes do Sistema Nacional de Auditoria do SUS (SNA) em cada nível de gestão, e órgãos de controle externo. Art. 6º Fica estabelecido que o repasse dos incentivos financeiros de investimento para UPA Ampliada e/ou UPA Reformada de que trata esta Portaria seja realizado pelo Fundo Nacional de Saúde, de forma regular e automática, em duas parcelas, na forma abaixo definida: I - primeira parcela, equivalente a 30% do valor total aprovado: após a publicação de portaria específica de habilitação para o recebimento do recurso, II - segunda parcela, equivalente a 70% do valor total aprovado: após a apresentação da seguinte documentação e autorização pela Secretaria de Atenção à Saúde: a) ordem de início do serviço, assinada pelo Gestor Local e por profissional habilitado pelo CREA; e b) documento comprobatório da posse e/ou propriedade publica do terreno. 1º Para o recebimento da segunda parcela, é necessário que o gestor apresente previamente, para análise e aprovação da CGUE/DAE/SAS/MS, o projeto básico de arquitetura, o memorial descritivo da obra e o cronograma físico-financeiro, ficando a VP Concursos - Consultoria e Coaching 702

35 liberação da segunda parcela vinculada à apresentação dos documentos previstos no inciso II do caput deste artigo. 2º Em caso da não aplicação dos recursos ou do descumprimento por parte do beneficiário dos compromissos assumidos, os respectivos recursos deverão ser imediatamente devolvidos ao Fundo Nacional de Saúde, acrescidos da correção monetária prevista em lei, cuja determinação decorrerá das fiscalizações promovidas pelos órgãos de controle interno, compreendendo os componentes do SNA em cada nível de gestão, e órgãos de controle externo. Art. 7º Fica estabelecido que o repasse de recurso de custeio para reforma de que trata esta Portaria seja realizado pelo Fundo Nacional de Saúde, de forma regular e automática, após a publicação específica de habilitação para o recebimento do recurso. 1º Em caso da não aplicação dos recursos ou do descumprimento por parte do beneficiário dos compromissos assumidos, os respectivos recursos deverão ser imediatamente devolvidos ao Fundo Nacional de Saúde, acrescidos da correção monetária prevista em lei, cuja determinação decorrerá das fiscalizações promovidas pelos órgãos de controle interno, compreendendo os componentes do SNA em cada nível de gestão, e órgãos de controle externo. Art. 8º Fica estabelecido prazo máximo de 90 (noventa) dias após a conclusão da obra e/ou reforma para que a UPA Nova, Reformada ou Ampliada inicie efetivo funcionamento e, caso haja descumprimento do disposto neste artigo, o gestor estará sujeito à devolução imediata dos recursos financeiros repassados. Art. 9º Fica definido que, para a habilitação aos recursos financeiros para construção, ampliação e reforma de UPA 24 h, os gestores do SUS deverão submeter as respectivas propostas à SAS/MS. 1º Para fins desta Portaria, define-se habilitação como sendo o processo no qual o Estado, Município ou o Distrito Federal cumpre determinados requisitos e fica apto para o recebimento dos recursos financeiros repassados pelo Ministério da Saúde, tanto para investimento quanto para custeio. 2º O detalhamento técnico do componente UPA 24 h e o conjunto de serviços de urgência 24 horas deve constar do Plano de Ação Regional da Rede de Atenção às Urgências e será encaminhado à SAS/MS para avaliação e aprovação utilizando o Sistema de Proposta de Projetos Fundo a Fundo, disponível no sitio eletrônico do Fundo Nacional de Saúde (FNS/SE/MS). 3º O detalhamento técnico do componente UPA 24 h e o conjunto de serviços de urgência 24 horas do Plano de Ação Regional da Rede de Atenção às Urgências deverá conter: I - compromisso formal do respectivo gestor de prover a UPA 24 h com equipe horizontal de gestão do cuidado na unidade, sendo de responsabilidade dos gestores a definição de estratégias que visem garantir retaguarda médica, de enfermagem, de pessoal técnico e de apoio administrativo, nas 24 horas, VP Concursos - Consultoria e Coaching 703

36 possibilitando o primeiro atendimento/estabilização a pacientes acometidos por qualquer tipo de urgência; II -quantitativo populacional a ser coberto pela UPA 24 h, devendo esse quantitativo ser compatível com os respectivos portes de UPA 24 estabelecidos pelo artigo 3º da presente Portaria; III - informação da existência, na área de cobertura da UPA 24 h, de SAMU-192 habilitado e, na ausência deste, apresentação de termo de compromisso de implantação de SAMU dentro do prazo de implantação da UPA 24 h; IV - informação da cobertura da Atenção Básica de, no mínimo, 50% do Município sede da UPA 24 h; V - compromisso e programação da implantação da classificação de risco no acolhimento dos usuários à unidade, de acordo com padrões nacionais e/ou internacionais reconhecidos; VI - grades de referência e contra referência pactuadas em nível loco regional com as Unidades de Atenção Básica/Saúde da Família, como também com os hospitais de retaguarda, o Serviço de Atendimento Móvel às Urgências e, quando houver, o transporte sanitário; VII - compromisso formal do respectivo gestor da retaguarda hospitalar; VIII - adesão ao Pacto pela Saúde ou a demonstração do processo de adesão em curso; IX - ato de designação da Coordenação da Rede de Urgência, conforme a Portaria Nº 2048/GM/MS, de 5 de novembro de 2002 (Resolução da Secretaria Estadual ou Municipal de Saúde); e X - declaração do gestor local da exclusividade de aplicação dos recursos financeiros repassados pela União para implantação da UPA 24 h, com garantia da execução desses recursos para este fim. 4º O componente UPA 24 h e o conjunto de serviços de urgência 24 horas do Plano de Ação Regional da Rede de Atenção às Urgências deve ser enviado ao Conselho de Saúde do Município-sede da UPA 24 h para análise e aprovação e pactuado na Comissão Intergestores Regional (CIR) e na CIB. 5º Uma vez aprovada a proposta pelo Ministério da Saúde, será emitida Portaria específica de habilitação. Art. 10. Para fins desta portaria, define-se qualificação como sendo o processo pelo qual a UPA 24 h habilitada contempla os requisitos abaixo mencionados: I - verificação dos compromissos assumidos do componente UPA 24 h e o conjunto de serviços de urgência 24 horas no Plano de Ação Regional da Rede de Atenção às Urgências através de relatório de visita técnica realizada pela CGUE/DAE/SAS/MS; VP Concursos - Consultoria e Coaching 704

37 II - classificação de risco implantada com horizontalização da gestão do cuidado, validado em relatório de visita técnica realizada pela CGUE/DAE/SAS/MS; III - inserção da unidade nas centrais de regulação que garanta o atendimento de urgência, além da retaguarda de leitos, de consultas especializadas, de cirurgias, procedimentos, dentre outras; IV - comprovação do efetivo funcionamento da grade de referência e contra referência instituída nas centrais de regulação, validado em relatório de visita técnica realizada pela CGUE/DAE/SAS/MS; V -estabelecimento e implantação de protocolos de atendimento clínico, de classificação de risco e de procedimentos administrativos, verificados através de visita técnica realizada pela CGUE/DAE/SAS/MS; VI - comprovação da cobertura do SAMU 192 através da portaria de habilitação publicada no Diário Oficial da União (DOU); VII - avaliação da articulação da UPA 24 h, SAMU 192 e Atenção Básica através de relatório da visita técnica realizada pela CGUE/DAE/SAS/MS; VIII -comprovação de desenvolvimento de atividades de educação permanente por iniciativa própria ou por meio de cooperação; IX - comprovação da cobertura da Atenção Básica do Município sede da UPA 24 h, subscrito pelo gestor municipal, que não deverá ser menor do que o informado na data de habilitação da unidade; X - relatório anual de indicadores de desempenho do serviço; e XI - relatório de visita técnica realizada pela CGUE/DAE/SAS/MS que ateste a manutenção da padronização da estrutura física visual da unidade. Parágrafo único. Para recebimento do recurso de custeio, as UPA Ampliadas e Reformadas devem obrigatoriamente ser qualificadas, sendo facultativa a qualificação para as UPA Novas. Art. 11. O processo de qualificação obedecerá ao seguinte fluxo: I - a unidade interessada deverá inserir as informações referentes ao cumprimento dos requisitos mencionados no artigo 8º desta Portaria no sitio eletrônico do FNS/SE/MS, com utilização do Sistema de Proposta de Projetos Fundo a Fundo; II -após verificação do cumprimento dos requisitos, será emitido parecer conclusivo da CGUE/DAE/SAS/MS; e III - A qualificação da unidade se dará através de Portaria Ministerial, publicada no DOU. Parágrafo único. A qualificação será válida por 02 (dois) anos, devendo ser renovada em novo processo de reavaliação, com possibilidade de cancelamento ou suspensão a qualquer momento se descumpridos os requisitos obrigatórios. VP Concursos - Consultoria e Coaching 705

38 Art. 12. Fica definido que as despesas de custeio das UPA 24 h são de responsabilidade compartilhada, de forma tripartite, entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. 1º O Ministério da Saúde repassará, a título de participação no custeio mensal da UPA Nova, os valores a seguir discriminados. UPA UPA HABILITADA (VALORCUSTEIO/MÊS)R$ UPA HABILITADA E QUALIFICADA (VALORCUSTEIO/MÊS)R$ PORTE I PORTE II PORTE III , , , , , ,00 2º Para as UPA Ampliada e Reformada, o Ministério da Saúde repassará, a título de participação no custeio mensal, os valores a seguir discriminados. UPA HABILITADA E QUALIFICADA UPA (VALOR CUSTEIO/MÊS) PORTE I ,00 PORTE II ,00 PORTE III ,00 3º Para recebimento dos valores relacionados ao custeio, o gestor deverá demonstrar o funcionamento da unidade e a implantação do Plano de Ação Regional da Rede de Atenção às Urgências, o que gerará a publicação, pelo Ministério da Saúde, de portaria específica de habilitação e qualificação da unidade para fins de torná-la apta ao recebimento do custeio. VP Concursos - Consultoria e Coaching 706

39 4º A demonstração de funcionamento da unidade pelo gestor ocorrerá através da apresentação da seguinte documentação: I - declaração de equipamentos instalados; III - declaração de RH da UPA e, III - declaração de funcionamento da unidade. 5º Aos gestores que pleitearem somente o custeio de UPA 24 h existente, será necessária, além da apresentação dos documentos do parágrafo anterior, a apresentação dos documentos exigidos pelo art. 6º. 6º Habilitada e/ou qualificada a unidade, o Fundo Nacional de Saúde repassará, de forma regular e automática, os recursos destinados a despesas com custeio aos respectivos fundos de saúde para manutenção dos serviços efetivamente implantados, devendo compor o Bloco de Financiamento da Atenção de Média e Alta Complexidade Ambulatorial e Hospitalar. 7º A complementação dos recursos necessários ao custeio da UPA 24 h é de responsabilidade dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, em conformidade com a pactuação estabelecida na respectiva CIB. 8º É obrigatória a inscrição da UPA 24 h no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) e a alimentação dos Sistemas de Informação do SUS (SIA e SIH) com os dados de produção de serviços das unidades habilitadas, mesmo que não-geradores de pagamento de procedimentos por produção, ficando estabelecido que a não-alimentação dos bancos de dados nacionais por 3 (três) meses consecutivos implicará a suspensão do repasse de recursos de custeio, de acordo com a Portaria Nº 3462/GM/MS, de 11 de novembro de Como Isso Cai Na Prova? 1. (CESGRANRIO/SEPLAG/2011) A Portaria GM/MS no 2.048/2002 define, em seu Capítulo III, que o atendimento pré-hospitalar fixo é a assistência prestada, num primeiro nível de atenção, aos pacientes portadores de quadros a) graves de natureza clínica b) crônicos de natureza cirúrgica c) crônicos de doenças cardiovasculares d) crônicos de natureza clínica e psiquiátrica e) agudos de natureza clínica, traumática ou ainda psiquiátrica VP Concursos - Consultoria e Coaching 707

40 2. (FUMARC/PREF. BELO HORIZONTE-MG/2011) Leia e analise as afirmativas abaixo: I. Quanto aos tipos de ambulância que a portaria de 05 de novembro de 2002 determina que a do tipo F seja uma aeronave de Transporte Médico, aeronave de asa fixa ou rotativa utilizada para transporte inter-hospitalar de pacientes e aeronave de asa rotativa para ações de resgate, dotada de equipamentos médicos homologados pelo Departamento de Aviação Civil DAC. II. Quanto ao número de profissionais em cada ambulância do atendimento préhospitalar móvel a portaria de 05 de novembro de 2002 determina que a equipe da ambulância do Tipo A deve conter dois profissionais, sendo um o motorista e o outro um Técnico ou Auxiliar de enfermagem. III. As Unidades Hospitalares de Atendimento às Urgências e Emergências devem possuir Rotinas de Funcionamento e Atendimento escritas, atualizadas a cada ano e assinadas pelo Responsável Técnico pela Unidade. IV. As Unidades Hospitalares de Atendimento às Urgências e Emergências devem possuir um prontuário para cada paciente com as informações completas do quadro clínico e sua evolução, todas devidamente escritas, de forma clara e precisa, datadas e assinadas pelo profissional responsável pelo atendimento. Marque a opção CORRETA: a) As afirmativas I, II, III, e IV estão corretas. b) Apenas as afirmativas I, II e IV estão incorretas. c) Apenas as afirmativas I e III estão incorretas. d) Apenas a afirmativa I está correta. 3. (NUCEPE/PREF. FLORIANO-PI/2011) A tripulação constituída por três profissionais, sendo um motorista, um enfermeiro e um médico, faz parte da ambulância do tipo: a) A b) B c) C d) D e) E VP Concursos - Consultoria e Coaching 708

41 4. (FUMARC/PREF. BELO HORIZONTE-MG/2011) Sobre Portaria nº 2048/GM em 5 de novembro de 2002, que aprova o Regulamento Técnico dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência, marque a alternativa FALSA. a) Municípios que realizam apenas a atenção básica (PAB): devem se responsabilizar pelo acolhimento dos pacientes com quadros agudos de menor complexidade, principalmente aqueles já vinculados ao serviço. b) Os profissionais do Programa de Saúde da Família (PSF) estão isentos de atender quaisquer urgências nas unidades básicas de saúde, uma vez que estas equipes se destinam a atenção primária. c) São unidades não hospitalares de atendimento às urgências e emergências aquelas que devem funcionar nas 24 horas do dia além de estar habilitadas a prestar assistência correspondente ao primeiro nível de assistência da média complexidade (M1). d) No Atendimento Pré-Hospitalar os recursos humanos que compõe a equipe de profissionais oriundos da saúde são: Coordenador do Serviço (profissional da saúde), Responsável Técnico (Médico), Responsável de Enfermagem. 5. (EBSERH/HU-UFTM/2013) Um dos componentes iniciais da Política Nacional de Atenção às Urgências foi a implantação do SAMU, que é contatado pelo número 192 e presta atendimento em ambulâncias de suporte avançado e suporte básico de vida. A sigla SAMU significa a) Serviço de Atendimento Médico de Urgência. b) Serviço de Atendimento Mútuo de Urgência. c) Serviço de Avaliação Móvel de Urgência. d) Serviço de Avaliação Médica de Urgência. e) Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. 6. (TRANSPETRO/ENFERMEIRO PLENO/2006) De acordo com a Portaria nº 2048/2002, no que concerne ao Plano Estadual de Atendimento às Urgências e Emergências, os Municípios Pólo Regional (M3) realizam procedimentos: a) de atenção básica ampliada. b) de atenção média ampliada. c) de alta complexidade. d) mais complexos de média complexidade. VP Concursos - Consultoria e Coaching 709

42 e) médios de média complexidade. 7. (SAMU/PREF. PONTA GROSSA-PR/2013) A Portaria n.º 2048/GM aponta que "as atribuições e prerrogativas das unidades básicas de saúde e das unidades de saúde da família em relação ao acolhimento/atendimento das urgências de baixa gravidade/complexidade devem ser desempenhadas por todos os municípios brasileiros, independentemente de estarem qualificados para atenção básica (PAB) ou básica ampliada (PABA), deste modo, destaca que é fundamental que as unidades possuam uma adequada retaguarda pactuada para o referenciamento daqueles pacientes que, uma vez acolhidos, avaliados e tratados neste primeiro nível de assistência, necessitem de cuidados disponíveis em serviços de outros níveis de complexidade". De acordo com o trecho da referida Portaria, assinale a alternativa que se refere ao descrito: a) Estruturação da Grade de Referência b) Estruturação dos Recursos Físicos c) Capacitação de Recursos Humanos d) NDA 8. (FUMARC/ENFERMEIRO URGÊNCIA-BH/2011) Sobre Portaria n.º 2048/GM em 5 de novembro de 2002, que aprova o Regulamento Técnico dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência, marque a alternativa FALSA. a) Municípios que realizam apenas a atenção básica (PAB): devem se responsabilizar pelo acolhimento dos pacientes com quadros agudos de menor complexidade, principalmente aqueles já vinculados ao serviço. b) Os profissionais do Programa de Saúde da Família (PSF) estão isentos de atender quaisquer urgências nas unidades básicas de saúde, uma vez que estas equipes se destinam a atenção primária. c) São unidades não hospitalares de atendimento às urgências e emergências aquelas que devem funcionar nas 24 horas do dia além de estar habilitadas a prestar assistência correspondente ao primeiro nível de assistência da média complexidade (M1). d) No Atendimento Pré-Hospitalar os recursos humanos que compõe a equipe de profissionais oriundos da saúde são: Coordenador do Serviço (profissional da saúde), Responsável Técnico (Médico), Responsável de Enfermagem. 9. (SAMU/PREF. PONTA GROSSA-PR/2013) A Portaria 2048/GM aponta a seguinte definição: "Os Núcleos de Educação em Urgências devem se VP Concursos - Consultoria e Coaching 710

43 organizar como espaços de saber interinstitucional de formação, capacitação, habilitação e educação continuada de recursos humanos para as urgências, sob a administração de um conselho diretivo, coordenado pelo gestor público do SUS, tendo como integrantes as secretarias Estaduais e Municipais de saúde, hospitais e serviços de referência na área de urgência, escolas de bombeiros e polícias, instituições de ensino superior, de formação e capacitação de pessoal na área da saúde, escolas técnicas e outros setores que prestam socorro à população, de caráter público ou privado, de abrangência municipal, regional ou estadual". A partir desta definição aponte a alternativa que aborda um dos princípios norteadores dos Núcleos de Educação em Urgências: a) Promover programas de formação e educação continuada na forma de treinamento em serviço a fim de atender ao conjunto de necessidades diagnosticado em cada região, fundamentando o modelo pedagógico na problematização de situações. b) A educação continuada como estratégia permanente de acreditação dos serviços, articulada ao planejamento institucional e ao controle social. c) Buscar a nucleação pública dos recursos educativos em saúde. d) Certificar anualmente e recertificar a cada dois anos os profissionais atuantes nos diversos setores relativos ao atendimento das urgências. 10. (FUMARC/ENFERMEIRO URGÊNCIA-BH/2011) Segundo a Portaria n 2048 de 5 de Novembro de 2002, algumas competências/atribuições são necessárias ao enfermeiro do atendimento pré hospitalar móvel, EXCETO: a) Prestar cuidados de enfermagem de maior complexidade técnica a pacientes graves e com risco de vida. b) Realizar partos sem distócia. c) Realizar manobras de extração manual de vítimas. d) Recepção dos chamados de auxílio, análise da demanda e classificação em prioridades de atendimento. 11. (EBSERH/HU-UFES/2014) De acordo com a Portaria GM nº 1.600, de 7 de julho de 2011, que reformula a Política Nacional de Atenção às Urgências e institui a Rede de Atenção às Urgências no Sistema Único de Saúde, devem ser priorizadas as linhas de cuidados a) cardiovascular, cerebrovascular e traumatológica. b) cardiovascular, respiratória e traumatológica. VP Concursos - Consultoria e Coaching 711

44 c) cardiovascular, neuroendócrina e cerebrovascular. d) cerebrovascular, respiratória e traumatológica. e) cerebrovascular, respiratória e cardiovascular. 12. (EBSERH/HU-UFS/2013) A Rede de Atenção às Urgências é constituída pelos componentes citados a seguir, EXCETO a) Promoção, Prevenção e Vigilância à Saúde. b) Atenção Básica em Saúde. c) Ambulatório de Especialidades. d) Atenção Domiciliar. e) Sala de Estabilização. 13. (EBSERH/HU-UFS/2013) De acordo com a Política Nacional de Atenção às Urgências, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24 h) é entendida como: a)o estabelecimento de saúde de complexidade intermediária entre as Unidades Básicas de Saúde e a Rede Hospitalar. b)alto nível de complexidade hospitalar, disponibilizando leitos de terapia intensiva. c)unidade de baixa complexidade, para atendimento de clientes com quadro clínico estável. d)porta de entrada prioritária na rede de atenção em saúde no SUS. e)unidade hospitalar para internamento de quadros agudos ou agudizados e também atendimento inicial à vítima de trauma. 14. (EBSERH/HU-UFS/2013) Sobre as competências da UPA 24h na Rede de Atenção às Urgências, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta. ( ) Funcionar de modo ininterrupto nas 24 horas, em todos os dias da semana, incluídos feriados e pontos facultativos. ( ) Acolher os pacientes e seus familiares sempre que buscarem atendimento na UPA 24 h. ( ) Fornecer retaguarda às urgências atendidas pela Rede de Atenção Básica. VP Concursos - Consultoria e Coaching 712

45 ( ) Manter pacientes em observação, por período de até 72 horas, para elucidação diagnóstica e/ou estabilização clínica. a) V V F F. b) F F V V. c) V F V F. d) V V V F. e) V V V V. 15. (HU-UFPI/EBSERH/IADES/2012) Assinale a alternativa que apresenta as principais diretrizes que norteiam a implementação das Redes de Urgências e Emergências. a) Classificação de risco, regionalização da saúde e atuação territorial, regulação do acesso aos serviços de saúde. b) Pacto de Gestão e Plano Diretor de Regionalização. c) Plano Diretor de Regionalização e organização do processo de trabalho por intermédio de equipes multidisciplinares. d) Pacto de Gestão e articulação interfederativa. e) Plano Diretor de Regionalização e participação e controle social. 16. (HU-UFPI/EBSERH/IADES/2012) Assinale a alternativa que apresenta os objetivos da Atenção Hospitalar das Redes de Atenção as Urgências e Emergências (RUE). a) Garantir atenção hospitalar nas linhas de cuidado prioritárias em articulação com os demais pontos de atenção. b) Padronizar o visual da unidade. c) Manter a atenção básica. d) Sistematizar, ampliar e consolidar o atendimento pré-hospitalar de forma a reduzir a mortalidade dos eventos violentos. e) Assistir, de forma interdisciplinar e intersetorial, as vítimas de acidentes e de violências. VP Concursos - Consultoria e Coaching 713

46 Gabaritos E C D B E D A B B D A C A D A A VP Concursos - Consultoria e Coaching 714

47 Questões Respondidas 1. (CESGRANRIO/SEPLAG/2011) A Portaria GM/MS no 2.048/2002 define, em seu Capítulo III, que o atendimento pré-hospitalar fixo é a assistência prestada, num primeiro nível de atenção, aos pacientes portadores de quadros a) graves de natureza clínica b) crônicos de natureza cirúrgica c) crônicos de doenças cardiovasculares d) crônicos de natureza clínica e psiquiátrica e) agudos de natureza clínica, traumática ou ainda psiquiátrica COMENTÁRIOS: O Capítulo III da Portaria GM/MS no 2.048/2002 define que o Atendimento Pré- Hospitalar Fixo é aquela assistência prestada, num primeiro nível de atenção, aos pacientes portadores de quadros agudos, de natureza clínica, traumática ou ainda psiquiátrica, que possa levar a sofrimento, sequelas ou mesmo à morte, provendo um atendimento e/ou transporte adequado a um serviço de saúde hierarquizado, regulado e integrante do Sistema Estadual de Urgência e Emergência. A partir dos comentários, contatamos que o gabarito da questão é a letra E. 2. (FUMARC/PREF. BELO HORIZONTE-MG/2011) Leia e analise as afirmativas abaixo: I. Quanto aos tipos de ambulância que a portaria de 05 de novembro de 2002 determina que a do tipo F seja uma aeronave de Transporte Médico, aeronave de asa fixa ou rotativa utilizada para transporte inter-hospitalar de pacientes e aeronave de asa rotativa para ações de resgate, dotada de equipamentos médicos homologados pelo Departamento de Aviação Civil DAC. II. Quanto ao número de profissionais em cada ambulância do atendimento préhospitalar móvel a portaria de 05 de novembro de 2002 determina que a equipe da ambulância do Tipo A deve conter dois profissionais, sendo um o motorista e o outro um Técnico ou Auxiliar de enfermagem. III. As Unidades Hospitalares de Atendimento às Urgências e Emergências devem possuir Rotinas de Funcionamento e Atendimento escritas, atualizadas a cada ano e assinadas pelo Responsável Técnico pela Unidade. VP Concursos - Consultoria e Coaching 715

48 IV. As Unidades Hospitalares de Atendimento às Urgências e Emergências devem possuir um prontuário para cada paciente com as informações completas do quadro clínico e sua evolução, todas devidamente escritas, de forma clara e precisa, datadas e assinadas pelo profissional responsável pelo atendimento. Marque a opção CORRETA: a) As afirmativas I, II, III, e IV estão corretas. b) Apenas as afirmativas I, II e IV estão incorretas. c) Apenas as afirmativas I e III estão incorretas. d) Apenas a afirmativa I está correta. COMENTÁRIOS: A portaria do MS nº 2.048/2002 é muito importante para a área de urgência e emergência. É frequentemente cobrada em provas! Vamos corrigir os itens errados: Item I. Incorreta. Embarcação de Transporte (Tipo F) é um veículo motorizado aquaviário, destinado ao transporte por via marítima ou fluvial, poderá ser equipado como indicado para as Ambulâncias de Tipo A, B, ou D, dependendo do tipo de assistência a ser prestada. Item III. Incorreta. As Unidades Hospitalares de Atendimento às Urgências e Emergências devem possuir Rotinas de Funcionamento e Atendimento escritas, atualizadas a cada 4 anos e assinadas pelo Responsável Técnico pela Unidade. Nesse sentido, o gabarito da questão é a letra C. 3. (NUCEPE/PREF. FLORIANO-PI/2011) A tripulação constituída por três profissionais, sendo um motorista, um enfermeiro e um médico, faz parte da ambulância do tipo: a) A b) B c) C d) D e) E VP Concursos - Consultoria e Coaching 716

49 COMENTÁRIOS: De acordo com Portaria do MS nº 2.048/2002, que define os veículos de atendimento pré-hospitalar móvel, as ambulâncias são veículos (terrestres, aéreos ou aquaviários) que se destinam exclusivamente ao transporte de enfermos e são classificadas em: TIPO A Ambulância de Transporte: veículo destinado ao transporte em decúbito horizontal de pacientes que não apresentam risco de vida, para remoções simples e de caráter eletivo. TIPO B Ambulância de Suporte Básico: veículo destinado ao transporte interhospitalar de pacientes com risco de vida conhecido e ao atendimento pré-hospitalar de pacientes com risco de vida desconhecido, não classificado com potencial de necessitar de intervenção médica no local e/ou durante transporte até o serviço de destino. TIPO C - Ambulância de Resgate: veículo de atendimento de urgências préhospitalares de pacientes vítimas de acidentes ou pacientes em locais de difícil acesso, com equipamentos de salvamento (terrestre, aquático e em alturas). TIPO D Ambulância de Suporte Avançado: veículo destinado ao atendimento e transporte de pacientes de alto risco em emergências pré-hospitalares e/ou de transporte inter-hospitalar que necessitam de cuidados médicos intensivos. Deve contar com os equipamentos médicos necessários para esta função. TIPO E Aeronave de Transporte Médico: aeronave de asa fixa ou rotativa utilizada para transporte inter-hospitalar de pacientes e aeronave de asa rotativa para ações de resgate, dotada de equipamentos médicos homologados pelo Departamento de Aviação Civil (DAC). TIPO F Embarcação de Transporte Médico: veículo motorizado aquaviário, destinado ao transporte por via marítima ou fluvial. Deve possuir os equipamentos médicos necessários ao atendimento de pacientes conforme sua gravidade. De acordo com esta mesma portaria, a tripulação deve ser: Ambulância do Tipo A: 2 profissionais, sendo um o motorista e o outro um técnico ou auxiliar de enfermagem. Ambulância do Tipo B: 2 profissionais, sendo um o motorista e um técnico ou auxiliar de enfermagem. Ambulância do Tipo C: 3 profissionais militares, policiais rodoviários, bombeiros militares, e/ou outros profissionais reconhecidos pelo gestor público, sendo um motorista e os outros dois profissionais com capacitação e certificação em salvamento e suporte básico de vida. Ambulância do tipo D: 3 profissionais, sendo um motorista, um enfermeiro e um médico. VP Concursos - Consultoria e Coaching 717

50 Aeronaves: o atendimento feito por aeronaves deve ser sempre considerado como de suporte avançado de vida e: para os casos de atendimento pré-hospitalar móvel primário não traumático e secundário, deve contar com o piloto, um médico, e um enfermeiro; para o atendimento a urgências traumáticas em que sejam necessários procedimentos de salvamento, é indispensável a presença de profissional capacitado para tal. Embarcações: a equipe deve ser composta por 2 ou 3 profissionais, de acordo com o tipo de atendimento a ser realizado, contando com o condutor da embarcação e um auxiliar/técnico de enfermagem em casos de suporte básico de vida, e um médico e um enfermeiro, em casos de suporte avançado de vida. Respondendo a questão, a tripulação constituída por três profissionais, sendo um motorista, um enfermeiro e um médico, faz parte da ambulância do tipo D. Por isso, o gabarito é a letra D. 4. (FUMARC/PREF. BELO HORIZONTE-MG/2011) Sobre Portaria nº 2048/GM em 5 de novembro de 2002, que aprova o Regulamento Técnico dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência, marque a alternativa FALSA. a) Municípios que realizam apenas a atenção básica (PAB): devem se responsabilizar pelo acolhimento dos pacientes com quadros agudos de menor complexidade, principalmente aqueles já vinculados ao serviço. b) Os profissionais do Programa de Saúde da Família (PSF) estão isentos de atender quaisquer urgências nas unidades básicas de saúde, uma vez que estas equipes se destinam a atenção primária. c) São unidades não hospitalares de atendimento às urgências e emergências aquelas que devem funcionar nas 24 horas do dia além de estar habilitadas a prestar assistência correspondente ao primeiro nível de assistência da média complexidade (M1). d) No Atendimento Pré-Hospitalar os recursos humanos que compõe a equipe de profissionais oriundos da saúde são: Coordenador do Serviço (profissional da saúde), Responsável Técnico (Médico), Responsável de Enfermagem. COMENTÁRIOS: Vejamos cada assertiva: Item A. Correta. De acordo com a Portaria n.º 2048/2002, as atribuições e prerrogativas das unidades básicas de saúde e das unidades de saúde da família em relação ao acolhimento/atendimento das urgências de baixa gravidade/complexidade devem ser desempenhadas por todos os municípios brasileiros, independentemente da qualificação. VP Concursos - Consultoria e Coaching 718

51 Item B. Incorreta. É fundamental que os profissionais da Estratégia de Saúde da Família (ESF) se responsabilizem pelo acolhimento dos pacientes com quadros agudos ou crônicos agudizados de sua área de cobertura ou adstrição de clientela, cuja complexidade seja compatível com este nível de assistência. Os profissionais da Estratégia de Saúde da Família (ESF) não estão isentos de atender as principais urgências nas unidades básicas de saúde, uma vez que estas equipes também devem se responsabilizar pelo acolhimento dos pacientes com quadros agudos ou crônicos agudizados de sua área de cobertura ou adstrição de clientela, cuja complexidade seja compatível com este nível de assistência. Item C. Correta. As unidades não hospitalares de atendimento às urgências e emergências devem funcionar nas 24 horas do dia, devem estar habilitadas a prestar assistência correspondente ao primeiro nível de assistência da média complexidade (M1). Pelas suas características e importância assistencial, os gestores devem desenvolver esforços no sentido de que cada município sede de módulo assistencial disponha de, pelo menos uma, destas Unidades, garantindo, assim, assistência às urgências com observação até 24 horas para sua própria população ou para um agrupamento de municípios para os quais seja referência. Item D. Correta. Os serviços de atendimento pré-hospitalar móvel devem contar com equipe de profissionais oriundos da área da saúde e de outras áreas. Considerandose que as urgências não se constituem em especialidade médica ou de enfermagem e que nos cursos de graduação a atenção dada à área ainda é bastante insuficiente, entende-se que os profissionais que venham a atuar nos Serviços de Atendimento Pré-hospitalar Móvel (oriundos e não oriundos da área de saúde) devam ser habilitados pelos Núcleos de Educação em Urgências. A equipe de profissionais oriundos da área da saúde deve ser composta por: - Coordenador do Serviço: profissional oriundo da área da saúde, com experiência e conhecimento comprovados na atividade de atendimento pré-hospitalar às urgências e de gerenciamento de serviços e sistemas; - Responsável Técnico: Médico responsável pelas atividades médicas do serviço; - Responsável de Enfermagem: Enfermeiro responsável pelas atividades de enfermagem; - Médicos Reguladores: médicos que, com base nas informações colhidas dos usuários, quando estes acionam a central de regulação, são os responsáveis pelo gerenciamento, definição e operacionalização dos meios disponíveis e necessários para responder a tais solicitações, utilizando-se de protocolos técnicos e da faculdade de arbitrar sobre os equipamentos de saúde do sistema necessários ao adequado atendimento do paciente; - Médicos Intervencionistas: médicos responsáveis pelo atendimento necessário para a reanimação e estabilização do paciente, no local do evento e durante o transporte; VP Concursos - Consultoria e Coaching 719

52 - Enfermeiros Assistenciais: enfermeiros responsáveis pelo atendimento de enfermagem necessário para a reanimação e estabilização do paciente, no local do evento e durante o transporte; - Auxiliares e Técnicos de Enfermagem: atuação sob supervisão imediata do profissional enfermeiro. A partir do exposto, verificamos que o gabarito é a letra B. 5. (EBSERH/HU-UFTM/2013) Um dos componentes iniciais da Política Nacional de Atenção às Urgências foi a implantação do SAMU, que é contatado pelo número 192 e presta atendimento em ambulâncias de suporte avançado e suporte básico de vida. A sigla SAMU significa a) Serviço de Atendimento Médico de Urgência. b) Serviço de Atendimento Mútuo de Urgência. c) Serviço de Avaliação Móvel de Urgência. d) Serviço de Avaliação Médica de Urgência. e) Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. COMENTÁRIOS: O Decreto nº de 27 de Abril de 2004 institui o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência SAMU, em Municípios e regiões do território nacional. Observe os artigos abaixo: Art. 1 o Fica instituído, em Municípios e regiões do território nacional, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência - SAMU, visando a implementação de ações com maior grau de eficácia e efetividade na prestação de serviço de atendimento à saúde de caráter emergencial e urgente. Art. 2 o Para fins do atendimento pelo SAMU, fica estabelecido o acesso nacional pelo número telefônico único 192, que será disponibilizado pela ANATEL exclusivamente às centrais de regulação médica vinculadas ao referido Sistema. Dessa forma, a sigla SAMU significa Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Portanto, o gabarito é a letra E. 6. (TRANSPETRO/ENFERMEIRO PLENO/2006) De acordo com a Portaria nº 2048/2002, no que concerne ao Plano Estadual de Atendimento às Urgências e Emergências, os Municípios Polo Regional (M3) realizam procedimentos: VP Concursos - Consultoria e Coaching 720

53 a) de atenção básica ampliada. b) de atenção média ampliada. c) de alta complexidade. d) mais complexos de média complexidade. e) médios de média complexidade. COMENTÁRIOS: Conforme já vimos na aula, de acordo com a Portaria nº 2048/2002, no que concerne ao Plano Estadual de Atendimento às Urgências e Emergências, os Municípios Polo Regional (M3) realizam os demais procedimentos mais complexos da média complexidade. Diante do exposto, o gabarito só pode ser a letra D. 7. (SAMU/PREF. PONTA GROSSA-PR/2013) A Portaria n.º 2048/GM aponta que "as atribuições e prerrogativas das unidades básicas de saúde e das unidades de saúde da família em relação ao acolhimento/atendimento das urgências de baixa gravidade/complexidade devem ser desempenhadas por todos os municípios brasileiros, independentemente de estarem qualificados para atenção básica (PAB) ou básica ampliada (PABA), deste modo, destaca que é fundamental que as unidades possuam uma adequada retaguarda pactuada para o referenciamento daqueles pacientes que, uma vez acolhidos, avaliados e tratados neste primeiro nível de assistência, necessitem de cuidados disponíveis em serviços de outros níveis de complexidade". De acordo com o trecho da referida Portaria, assinale a alternativa que se refere ao descrito: a) Estruturação da Grade de Referência b) Estruturação dos Recursos Físicos c) Capacitação de Recursos Humanos d) NDA COMENTÁRIOS: Vamos ver o que a Portaria 2048/2002 diz sobre a Estruturação da Grade de Referência: é fundamental que as unidades possuam uma adequada retaguarda pactuada para o referenciamento daqueles pacientes que, uma vez acolhidos, avaliados e tratados neste primeiro nível de assistência, necessitem de cuidados disponíveis em serviços de outros níveis de complexidade. Assim, mediados pela VP Concursos - Consultoria e Coaching 721

54 respectiva Central de Regulação, devem estar claramente definidos os fluxo e mecanismos de transferência dos pacientes que necessitarem de outros níveis de complexidade da rede assistencial, de forma a garantir seu encaminhamento, seja para unidades não hospitalares, pronto socorros, ambulatórios de especialidades ou unidades de apoio diagnóstico e terapêutico. Além disso, devem ser adotados mecanismos para a garantia de transporte para os casos mais graves, que não possam se deslocar por conta própria, através do serviço de atendimento préhospitalar móvel, onde ele existir, ou outra forma de transporte que venha a ser pactuada. Dito isso, o gabarito é a assertiva A. 8. (FUMARC/ENFERMEIRO URGÊNCIA-BH/2011) Sobre Portaria n.º 2048/GM em 5 de novembro de 2002, que aprova o Regulamento Técnico dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência, marque a alternativa FALSA. a) Municípios que realizam apenas a atenção básica (PAB): devem se responsabilizar pelo acolhimento dos pacientes com quadros agudos de menor complexidade, principalmente aqueles já vinculados ao serviço. b) Os profissionais do Programa de Saúde da Família (PSF) estão isentos de atender quaisquer urgências nas unidades básicas de saúde, uma vez que estas equipes se destinam a atenção primária. c) São unidades não hospitalares de atendimento às urgências e emergências aquelas que devem funcionar nas 24 horas do dia além de estar habilitadas a prestar assistência correspondente ao primeiro nível de assistência da média complexidade (M1). d) No Atendimento Pré-Hospitalar os recursos humanos que compõe a equipe de profissionais oriundos da saúde são: Coordenador do Serviço (profissional da saúde), Responsável Técnico (Médico), Responsável de Enfermagem COMENTÁRIOS: A Portaria 2048/2002 aponta que as atribuições e prerrogativas das unidades básicas de saúde e das unidades de saúde da família em relação ao acolhimento/atendimento das urgências de baixa gravidade/complexidade devem ser desempenhadas por todos os municípios brasileiros, independentemente de estarem qualificados para atenção básica (PAB) ou básica ampliada (PABA), conforme detalhamento abaixo: Acolhimento dos Quadros Agudos: dentro da concepção de reestruturação do modelo assistencial atualmente preconizado, inclusive com a implementação do Programa de Saúde da Família, é fundamental que a atenção primária e o Programa de Saúde da Família (PSF) se responsabilizem pelo acolhimento dos pacientes com quadros agudos ou crônicos agudizados de sua área de VP Concursos - Consultoria e Coaching 722

55 cobertura ou adstrição de clientela, cuja complexidade seja compatível com este nível de assistência. Nessa esteira, a alternativa correta é a B. 9. (SAMU/PREF. PONTA GROSSA-PR/2013) A Portaria 2048/GM aponta a seguinte definição: "Os Núcleos de Educação em Urgências devem se organizar como espaços de saber interinstitucional de formação, capacitação, habilitação e educação continuada de recursos humanos para as urgências, sob a administração de um conselho diretivo, coordenado pelo gestor público do SUS, tendo como integrantes as secretarias Estaduais e Municipais de saúde, hospitais e serviços de referência na área de urgência, escolas de bombeiros e polícias, instituições de ensino superior, de formação e capacitação de pessoal na área da saúde, escolas técnicas e outros setores que prestam socorro à população, de caráter público ou privado, de abrangência municipal, regional ou estadual". A partir desta definição aponte a alternativa que aborda um dos princípios norteadores dos Núcleos de Educação em Urgências: a) Promover programas de formação e educação continuada na forma de treinamento em serviço a fim de atender ao conjunto de necessidades diagnosticado em cada região, fundamentando o modelo pedagógico na problematização de situações. b) A educação continuada como estratégia permanente de acreditação dos serviços, articulada ao planejamento institucional e ao controle social. c) Buscar a nucleação pública dos recursos educativos em saúde. d) Certificar anualmente e recertificar a cada dois anos os profissionais atuantes nos diversos setores relativos ao atendimento das urgências. COMENTÁRIOS: De acordo com a Portaria 2048/2002, são princípios norteadores dos Núcleos de Educação em Urgências: a organicidade com o processo de formulação de políticas públicas para a atenção integral às urgências, buscando organizar o sistema regional de atenção às urgências a partir da qualificação assistencial com equidade; a promoção integral da saúde com o objetivo de reduzir a morbi-mortalidade regional, preservar e desenvolver a autonomia de indivíduos e coletividades, com base no uso inteligente das informações obtidas nos espaços de atendimento às urgências, considerados observatórios privilegiados da condição da saúde na sociedade; VP Concursos - Consultoria e Coaching 723

56 a educação continuada como estratégia permanente de acreditação dos serviços, articulada ao planejamento institucional e ao controle social; a transformação da realidade e seus determinantes, fundamentada na educação, no processamento de situações - problema, extraídas do espaço de trabalho e do campo social. De acordo com a Portaria 2048/2002, são objetivos estratégicos dos Núcleos de Educação em Urgências: Constituírem-se em núcleos de excelência regional, estadual e nacional, para a formação de profissionais de saúde a serem inseridos na atenção às urgências; Elaborar, implantar e implementar uma política pública, buscando construir um padrão nacional de qualidade de recursos humanos, instrumentalizada a partir de uma rede de núcleos regionais, os quais articulados entre si poderão incorporar paulatinamente critérios de atenção e profissionalização às urgências; Buscar a nucleação pública dos recursos educativos em saúde; Articular, processar e congregar as dificuldades e necessidades das instituiçõesmembro para alcançarem as suas metas, a fim de constituir Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência; Ser espaço interinstitucional combinando conhecimentos e meios materiais que permitam abarcar a dimensão qualitativa e quantitativa das demandas de educação em urgências, potencializando as capacidades e respondendo ao conjunto de demandas inerentes a um sistema organizado de atenção; Ser estratégia pública privilegiada para a transformação da qualificação da assistência às urgências, visando impactos objetivos em saúde populacional; Constituir os meios materiais (área física e equipamentos) e organizar corpo qualificado de instrutores e multiplicadores, que terão como missão, entre outras, produzir os materiais didáticos em permanente atualização e adaptação às necessidades das políticas públicas de saúde e dos serviços/trabalhadores da saúde; De acordo com a Portaria 2048/2002, são objetivos operacionais dos Núcleos de Educação em Urgências: Promover programas de formação e educação continuada na forma de treinamento em serviço a fim de atender ao conjunto de necessidades diagnosticado em cada região, fundamentando o modelo pedagógico na problematização de situações; Capacitar os recursos humanos envolvidos em todas as dimensões da atenção regional, ou seja, atenção pré-hospitalar - unidades básicas de saúde, unidades de saúde da família, pré-hospitalar móvel, unidades não hospitalares de atendimento às urgências e emergências e ambulatórios de especialidades; atenção hospitalar e VP Concursos - Consultoria e Coaching 724

57 atenção pós-hospitalar - internação domiciliar e serviços de reabilitação, sob a ótica da promoção da saúde; Estimular a criação de equipes multiplicadoras em cada região, que possam implementar a educação continuada nos serviços de urgência; Congregar os profissionais com experiência prática em urgência, potencializando sua capacidade educacional; Desenvolver e aprimorar de forma participativa e sustentada as políticas públicas voltadas para a área da urgência; Certificar anualmente e recertificar a cada dois anos os profissionais atuantes nos diversos setores relativos ao atendimento das urgências; Propor parâmetros para a progressão funcional dos trabalhadores em urgências, vinculados ao cumprimento das exigências mínimas de capacitação, bem como à adesão às atividades de educação continuada. Após exposição inicial do tema, vejamos os itens da questão: a) Incorreta. Promover programas de formação e educação continuada na forma de treinamento em serviço a fim de atender ao conjunto de necessidades diagnosticado em cada região, fundamentando o modelo pedagógico na problematização de situações é um objetivo operacional dos Núcleos de Educação em Urgências. b) Correta. A educação continuada como estratégia permanente de acreditação dos serviços, articulada ao planejamento institucional e ao controle social é um princípio norteador dos Núcleos de Educação em Urgências. c) Incorreta. Buscar a nucleação pública dos recursos educativos em saúde é um objetivo estratégico dos Núcleos de Educação em Urgências. d) Incorreta. Certificar anualmente e recertificar a cada dois anos os profissionais atuantes nos diversos setores relativos ao atendimento das urgências é um objetivo operacional dos Núcleos de Educação em Urgências. A partir dos comentários, contatamos que o gabarito da questão é a letra B. 10. (FUMARC/ENFERMEIRO URGÊNCIA-BH/2011) Segundo a Portaria n 2048 de 5 de Novembro de 2002, algumas competências/atribuições são necessárias ao enfermeiro do atendimento pré hospitalar móvel, EXCETO: a) Prestar cuidados de enfermagem de maior complexidade técnica a pacientes graves e com risco de vida. b) Realizar partos sem distócia. c) Realizar manobras de extração manual de vítimas. VP Concursos - Consultoria e Coaching 725

58 d) Recepção dos chamados de auxílio, análise da demanda e classificação em prioridades de atendimento. COMENTÁRIOS: De acordo com a Portaria 2048/2002, são competências/atribuições do enfermeiro: supervisionar e avaliar as ações de enfermagem da equipe no Atendimento Pré- Hospitalar Móvel; executar prescrições médicas por telemedicina; prestar cuidados de enfermagem de maior complexidade técnica a pacientes graves e com risco de vida, que exijam conhecimentos científicos adequados e capacidade de tomar decisões imediatas; prestar a assistência de enfermagem à gestante, a parturiente e ao recém nato; realizar partos sem distócia; participar nos programas de treinamento e aprimoramento de pessoal de saúde em urgências, particularmente nos programas de educação continuada; fazer controle de qualidade do serviço nos aspectos inerentes à sua profissão; subsidiar os responsáveis pelo desenvolvimento de recursos humanos para as necessidades de educação continuada da equipe; obedecer a Lei do Exercício Profissional e o Código de Ética de Enfermagem; conhecer equipamentos e realizar manobras de extração manual de vítimas. São competências/atribuições da telefonista/auxiliar de regulação: prestar atendimento telefônico às solicitações de auxílio provenientes da população, nas centrais de regulação médica, devendo anotar dados básicos sobre o chamado (localização, identificação do solicitante, natureza da ocorrência) e prestar informações gerais. Sua atuação é supervisionada diretamente e permanentemente pelo médico regulador. Nessa esteira, a alternativa correta é a D. 11. (EBSERH/HU-UFES/2014) De acordo com a Portaria GM nº 1.600, de 7 de julho de 2011, que reformula a Política Nacional de Atenção às Urgências e institui a Rede de Atenção às Urgências no Sistema Único de Saúde, devem ser priorizadas as linhas de cuidados a) cardiovascular, cerebrovascular e traumatológica. b) cardiovascular, respiratória e traumatológica. c) cardiovascular, neuroendócrina e cerebrovascular. d) cerebrovascular, respiratória e traumatológica. e) cerebrovascular, respiratória e cardiovascular. VP Concursos - Consultoria e Coaching 726

59 COMENTÁRIOS: A Portaria nº de 7/07/2011 reformula a Política Nacional de Atenção às Urgências e institui a Rede de Atenção às Urgências no SUS. Observe o art. 3º: Art. 3º Fica organizada, no âmbito do SUS, a Rede de Atenção às Urgências. 1 º A organização da Rede de Atenção às Urgências tem a finalidade de articular e integrar todos os equipamentos de saúde, objetivando ampliar e qualificar o acesso humanizado e integral aos usuários em situação de urgência e emergência nos serviços de saúde, de forma ágil e oportuna. 2º A Rede de Atenção às Urgências deve ser implementada, gradativamente, em todo território nacional, respeitando-se critérios epidemiológicos e de densidade populacional. 3º O acolhimento com classificação do risco, a qualidade e a resolutividade na atenção constituem a base do processo e dos fluxos assistenciais de toda Rede de Atenção às Urgências e devem ser requisitos de todos os pontos de atenção. 4º A Rede de Atenção às Urgências priorizará as linhas de cuidados cardiovascular, cerebrovascular e traumatológica. Dessa forma, o gabarito é a letra A. 12. (EBSERH/HU-UFS/2013) A Rede de Atenção às Urgências é constituída pelos componentes citados a seguir, EXCETO a) Promoção, Prevenção e Vigilância à Saúde. b) Atenção Básica em Saúde. c) Ambulatório de Especialidades. d) Atenção Domiciliar. e) Sala de Estabilização. COMENTÁRIOS: A Portaria nº de 7 de julho de 2011 reformula a Política Nacional de Atenção às Urgências e institui a Rede de Atenção às Urgências no Sistema Único de Saúde (SUS). O Capítulo II dessa portaria aponta os componentes da Rede de Atenção às Urgências, a saber: Art. 5º O Componente Promoção, Prevenção e Vigilância à Saúde tem por objetivo estimular e fomentar o desenvolvimento de ações de saúde e educação permanente voltadas para a vigilância e prevenção das violências e acidentes, das VP Concursos - Consultoria e Coaching 727

60 lesões e mortes no trânsito e das doenças crônicas não transmissíveis, além de ações intersetoriais, de participação e mobilização da sociedade visando a promoção da saúde, prevenção de agravos e vigilância à saúde. Art. 6º O Componente Atenção Básica em Saúde tem por objetivo a ampliação do acesso, fortalecimento do vínculo e responsabilização e o primeiro cuidado às urgências e emergências, em ambiente adequado, até a transferência/encaminhamento a outros pontos de atenção, quando necessário, com a implantação de acolhimento com avaliação de riscos e vulnerabilidades. Art. 7º O Componente Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) e suas Centrais de Regulação Médica das Urgências tem como objetivo chegar precocemente à vítima após ter ocorrido um agravo à sua saúde (de natureza clínica, cirúrgica, traumática, obstétrica, pediátricas, psiquiátricas, entre outras) que possa levar a sofrimento, sequelas ou mesmo à morte, sendo necessário, garantir atendimento e/ou transporte adequado para um serviço de saúde devidamente hierarquizado e integrado ao SUS. Art. 8º O Componente Sala de Estabilização deverá ser ambiente para estabilização de pacientes críticos e/ou graves, com condições de garantir a assistência 24 horas, vinculado a um equipamento de saúde, articulado e conectado aos outros níveis de atenção, para posterior encaminhamento à rede de atenção a saúde pela central de regulação das urgências. Art. 9º O Componente Força Nacional de Saúde do SUS objetiva aglutinar esforços para garantir a integralidade na assistência em situações de risco ou emergenciais para populações com vulnerabilidades específicas e/ou em regiões de difícil acesso, pautando-se pela equidade na atenção, considerando-se seus riscos. Art. 10. O Componente Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24h) e o conjunto de serviços de urgência 24 horas está assim constituído: -a Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24 h) é o estabelecimento de saúde de complexidade intermediária entre as Unidades Básicas de Saúde/Saúde da Família e a Rede Hospitalar, devendo com estas compor uma rede organizada de atenção às urgências; e II - as UPAs 24 h e o conjunto de Serviços de Urgência 24 Horas não hospitalares devem prestar atendimento resolutivo e qualificado aos pacientes acometidos por quadros agudos ou agudizados de natureza clínica e prestar primeiro atendimento aos casos de natureza cirúrgica ou de trauma, estabilizando os pacientes e realizando a investigação diagnóstica inicial, definindo, em todos os casos, a necessidade ou não, de encaminhamento a serviços hospitalares de maior complexidade. Art. 11. O Componente Hospitalar será constituído pelas Portas Hospitalares de Urgência, pelas enfermarias de retaguarda, pelos leitos de cuidados intensivos, pelos serviços de diagnóstico por imagem e de laboratório e pelas linhas de cuidados prioritárias. VP Concursos - Consultoria e Coaching 728

61 Art. 12. O Componente Atenção Domiciliar é compreendido como o conjunto de ações integradas e articuladas de promoção à saúde, prevenção e tratamento de doenças e reabilitação, que ocorrem no domicílio, constituindo-se nova modalidade de atenção à saúde que acontece no território e reorganiza o processo de trabalho das equipes, que realizam o cuidado domiciliar na atenção primária, ambulatorial e hospitalar. Após exposição inicial do tema, sabemos que o Ambulatório de Especialidades não faz parte da Rede de Atenção às Urgências. Portanto, o gabarito da questão é a letra C. 13. (EBSERH/HU-UFS/2013) De acordo com a Política Nacional de Atenção às Urgências, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24 h) é entendida como: a) o estabelecimento de saúde de complexidade intermediária entre as Unidades Básicas de Saúde e a Rede Hospitalar. b) alto nível de complexidade hospitalar, disponibilizando leitos de terapia intensiva. c) unidade de baixa complexidade, para atendimento de clientes com quadro clínico estável. d) porta de entrada prioritária na rede de atenção em saúde no SUS. e) unidade hospitalar para internamento de quadros agudos ou agudizados e também atendimento inicial à vítima de trauma. COMENTÁRIOS: A Política Nacional de Atenção às Urgências avançou na construção do SUS, tendo como diretrizes a universalidade, a integralidade, a descentralização e a participação social, ao lado da humanização, a que todo cidadão tem direito. De acordo com essa política, a Atenção às Urgências deve fluir em todos os níveis do SUS, organizando a assistência desde as Unidades Básicas, Equipes de Saúde da Família até os cuidados pós-hospitalares na convalescença, recuperação e reabilitação. A Política Nacional de Atenção às Urgências está disponível em: A Portaria nº de 7 de julho de 2011 reformulou a Política Nacional de Atenção às Urgências e instituiu a Rede de Atenção às Urgências no SUS. VP Concursos - Consultoria e Coaching 729

62 A Portaria nº de 7 de julho de 2011 estabelece as diretrizes para a implantação do componente Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24h) e o conjunto de serviços de urgência 24 horas da Rede de Atenção às Urgências, em conformidade com a Política Nacional de Atenção às Urgências. Em seu 1º aponta que: a Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24 h) é o estabelecimento de saúde de complexidade intermediária entre as Unidades Básicas de Saúde/Saúde da Família e a Rede Hospitalar, devendo com estas compor uma rede organizada de atenção às urgências. Diante do exposto, o gabarito só pode ser a letra A. 14. (EBSERH/HU-UFS/2013) Sobre as competências da UPA 24h na Rede de Atenção às Urgências, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta. ( ) Funcionar de modo ininterrupto nas 24 horas, em todos os dias da semana, incluídos feriados e pontos facultativos. ( ) Acolher os pacientes e seus familiares sempre que buscarem atendimento na UPA 24 h. ( ) Fornecer retaguarda às urgências atendidas pela Rede de Atenção Básica. ( ) Manter pacientes em observação, por período de até 72 horas, para elucidação diagnóstica e/ou estabilização clínica. a) V V F F. b) F F V V. c) V F V F. d) V V V F. e) V V V V. COMENTÁRIOS: A Portaria nº de 7/07/2011 estabelece diretrizes para a implantação do componente Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24h) e o conjunto de serviços de urgência 24 horas da Rede de Atenção às Urgências, em conformidade com a Política Nacional de Atenção às Urgências. Observe os artigos abaixo: VP Concursos - Consultoria e Coaching 730

63 Art. 1º Esta Portaria estabelece diretrizes para implantação do componente Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h) e o conjunto de serviços de urgência 24 horas da Rede de Atenção às Urgências. 1º A Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24 h) é o estabelecimento de saúde de complexidade intermediária entre as Unidades Básicas de Saúde/Saúde da Família e a Rede Hospitalar, devendo com estas compor uma rede organizada de atenção às urgências. 2º As Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24 h) devem ser implantadas em locais/unidades estratégicas para a configuração da rede de atenção às urgências, em conformidade com a lógica de acolhimento e de classificação de risco. Art. 2º A UPA 24 h tem as seguintes competências na Rede de Atenção às Urgências: I - funcionar de modo ininterrupto nas 24 horas, em todos os dias da semana, incluídos feriados e pontos facultativos; II - acolher os pacientes e seus familiares sempre que buscarem atendimento na UPA 24 h; III - implantar processo de Acolhimento com Classificação de Risco, em ambiente especifico, considerando a identificação do paciente que necessite de tratamento imediato, com estabelecimento do potencial de risco, agravos à saúde ou grau de sofrimento, de modo a priorizar atendimento em conformidade com o grau de sofrimento ou a gravidade do caso; IV - estabelecer e adotar o cumprimento de protocolos de acolhimento, atendimento clínico, de classificação de risco e de procedimentos administrativos conexos, atualizando-os sempre que a evolução do conhecimento tornar necessário; V -articular-se com unidades básicas de saúde/saúde da família, SAMU 192, unidades hospitalares, unidades de apoio diagnóstico e terapêutico e com outros serviços de atenção à saúde, construindo fluxos coerentes e efetivos de referência e contra referência e ordenando esses fluxos por meio de Centrais de Regulação Médica de Urgências e complexos reguladores instalados na região; VI - possuir equipe multiprofissional interdisciplinar compatível com seu porte; VII - prestar atendimento resolutivo e qualificado aos pacientes acometidos por quadros agudos ou agudizados de natureza clínica, e prestar primeiro atendimento aos casos de natureza cirúrgica e de trauma, estabilizando os pacientes e realizando a investigação diagnóstica inicial, de modo a definir, em todos os casos, a necessidade ou não de encaminhamento a serviços hospitalares de maior complexidade; VIII - fornecer retaguarda às urgências atendidas pela Rede de Atenção Básica; VP Concursos - Consultoria e Coaching 731

64 IX - funcionar como local de estabilização de pacientes atendidos pelo SAMU 192; X -realizar consulta médica em regime de pronto atendimento aos casos de menor gravidade; XI - realizar atendimentos e procedimentos médicos e de enfermagem adequados aos casos demandados à unidade; XII - prestar apoio diagnóstico e terapêutico ininterrupto nas 24 horas; XIII - manter pacientes em observação, por período de até 24 horas, para elucidação diagnóstica e/ou estabilização clínica; XIV - encaminhar para internação em serviços hospitalares os pacientes que não tiverem suas queixas resolvidas nas 24 horas de observação, conforme antes mencionado, por meio das centrais reguladoras; XV - prover atendimento e/ou referenciamento adequado a um serviço de saúde hierarquizado, regulado e integrado à Rede de Atenção às Urgências a partir da complexidade clínica, cirúrgica e traumática do usuário; XVI - contra-referenciar para os demais serviços de atenção integrantes da Rede de Atenção às Urgências, proporcionando continuidade ao tratamento com impacto positivo no quadro de saúde individual e coletivo; XVII -solicitar retaguarda técnica ao SAMU 192, sempre que a gravidade/complexidade dos casos ultrapassarem a capacidade instalada da Unidade; e XVIII - garantir apoio técnico e logístico para o bom funcionamento da Unidade. Art. 3º As UPA 24h são classificadas em três (3) diferentes portes, de acordo com a população do Município sede, a capacidade instalada (área física), número de leitos disponíveis, gestão de pessoas e a capacidade diária de realizar atendimentos médicos, conforme o quadro a seguir: UPA POPULAÇÃO DA ÁREA DE ABRANGÊNCIA DA UPA ÁREA FÍSICA MINÍMA NÚMERO DE ATENDIMENTOS MÉDI-COS EM 24 HORAS NÚMERO MÍNIMO DE MÉDICOS POR PLANTÃO NÚMERO MÍNIMO DE LEITOS DE OBSERVA- ÇÃO PORTE I a habitantes 700 m² até 150 pacientes 2 médicos 7 leitos PORTE a até 300 pacientes 4 médicos 11 leitos VP Concursos - Consultoria e Coaching 732

65 II habitantes m² PORTE III a habitantes m² até 450 pacientes 6 médicos 15 leitos Parágrafo único. A composição da equipe médica, de acordo com as especialidades, deverá contemplar o Plano de Ação Regional de forma que seja garantido o atendimento de urgência, inclusive pediátrica, no conjunto de serviços de urgências 24 horas da rede de atenção. Isto posto, vamos avaliar os itens da questão Item 1. Correto. Funcionar de modo ininterrupto nas 24 horas, em todos os dias da semana, incluídos feriados e pontos facultativos (art. 2º, I). Item 2. Correto. Acolher os pacientes e seus familiares sempre que buscarem atendimento na UPA 24 h (art. 2º, II). Item 3. Correto. Fornecer retaguarda às urgências atendidas pela Rede de Atenção Básica (art. 2º, VIII). Item 4. Incorreto. Manter pacientes em observação, por período de até 24 horas, para elucidação diagnóstica e/ou estabilização clínica (art. 2º, XIII). A partir dos comentários, contatamos que o gabarito da questão é a letra D. 15. (HU-UFPI/EBSERH/IADES/2012) Assinale a alternativa que apresenta as principais diretrizes que norteiam a implementação das Redes de Urgências e Emergências. a) Classificação de risco, regionalização da saúde e atuação territorial, regulação do acesso aos serviços de saúde. b) Pacto de Gestão e Plano Diretor de Regionalização. c) Plano Diretor de Regionalização e organização do processo de trabalho por intermédio de equipes multidisciplinares. d) Pacto de Gestão e articulação interfederativa. e) Plano Diretor de Regionalização e participação e controle social. VP Concursos - Consultoria e Coaching 733

66 COMENTÁRIOS: A Portaria nº de 7/07/2011 reformula a Política Nacional de Atenção às Urgências e institui a Rede de Atenção às Urgências no SUS. Observe o art. 2º: Art. 2 Constituem-se diretrizes da Rede de Atenção às Urgências: I - ampliação do acesso e acolhimento aos casos agudos demandados aos serviços de saúde em todos os pontos de atenção, contemplando a classificação de risco e intervenção adequada e necessária aos diferentes agravos; II - garantia da universalidade, equidade e integralidade no atendimento às urgências clínicas, cirúrgicas, gineco-obstétricas, psiquiátricas, pediátricas e às relacionadas a causas externas (traumatismos, violências e acidentes); III - regionalização do atendimento às urgências com articulação das diversas redes de atenção e acesso regulado aos serviços de saúde; IV - humanização da atenção garantindo efetivação de um modelo centrado no usuário e baseado nas suas necessidades de saúde; V - garantia de implantação de modelo de atenção de caráter multiprofissional, compartilhado por trabalho em equipe, instituído por meio de práticas clinicas cuidadoras e baseado na gestão de linhas de cuidado; VI - articulação e integração dos diversos serviços e equipamentos de saúde, constituindo redes de saúde com conectividade entre os diferentes pontos de atenção; VII - atuação territorial, definição e organização das regiões de saúde e das redes de atenção a partir das necessidades de saúde destas populações, seus riscos e vulnerabilidades específicas; VIII - atuação profissional e gestora visando o aprimoramento da qualidade da atenção por meio do desenvolvimento de ações coordenadas, contínuas e que busquem a integralidade e longitudinalidade do cuidado em saúde; IX - monitoramento e avaliação da qualidade dos serviços através de indicadores de desempenho que investiguem a efetividade e a resolutividade da atenção; X - articulação interfederativa entre os diversos gestores desenvolvendo atuação solidária, responsável e compartilhada; XI - participação e controle social dos usuários sobre os serviços; XII - fomento, coordenação e execução de projetos estratégicos de atendimento às necessidades coletivas em saúde, de caráter urgente e transitório, decorrentes de situações de perigo iminente, de calamidades públicas e de acidentes com múltiplas vítimas, a partir da construção de mapas de risco regionais e locais e da adoção de protocolos de prevenção, atenção e mitigação dos eventos; VP Concursos - Consultoria e Coaching 734

67 XIII - regulação articulada entre todos os componentes da Rede de Atenção às Urgências com garantia da equidade e integralidade do cuidado; e XIV - qualificação da assistência por meio da educação permanente das equipes de saúde do SUS na Atenção às Urgências, em acordo com os princípios da integralidade e humanização. Dessa forma, o gabarito é a letra A. 16. (HU-UFPI/EBSERH/IADES/2012) Assinale a alternativa que apresenta os objetivos da Atenção Hospitalar das Redes de Atenção as Urgências e Emergências (RUE). a) Garantir atenção hospitalar nas linhas de cuidado prioritárias em articulação com os demais pontos de atenção. b) Padronizar o visual da unidade. c) Manter a atenção básica. d) Sistematizar, ampliar e consolidar o atendimento pré-hospitalar de forma a reduzir a mortalidade dos eventos violentos. e) Assistir, de forma interdisciplinar e intersetorial, as vítimas de acidentes e de violências. COMENTÁRIOS: A Portaria nº de 7/07/2011 reformula a Política Nacional de Atenção às Urgências e institui a Rede de Atenção às Urgências no SUS. Observe os artigos abaixo: Art. 3º Fica organizada, no âmbito do SUS, a Rede de Atenção às Urgências. 1 º A organização da Rede de Atenção às Urgências tem a finalidade de articular e integrar todos os equipamentos de saúde, objetivando ampliar e qualificar o acesso humanizado e integral aos usuários em situação de urgência e emergência nos serviços de saúde, de forma ágil e oportuna. 2º A Rede de Atenção às Urgências deve ser implementada, gradativamente, em todo território nacional, respeitando-se critérios epidemiológicos e de densidade populacional. 3º O acolhimento com classificação do risco, a qualidade e a resolutividade na atenção constituem a base do processo e dos fluxos assistenciais de toda Rede de Atenção às Urgências e devem ser requisitos de todos os pontos de atenção. 4º A Rede de Atenção às Urgências priorizará as linhas de cuidados cardiovascular, cerebrovascular e traumatológica. VP Concursos - Consultoria e Coaching 735

68 Art. 4º A Rede de Atenção às Urgências é constituída pelos seguintes componentes: I - Promoção, Prevenção e Vigilância à Saúde; II - Atenção Básica em Saúde; III - Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) e suas Centrais de Regulação Médica das Urgências; IV - Sala de Estabilização; V - Força Nacional de Saúde do SUS; VI - Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24h) e o conjunto de serviços de urgência 24 horas; VII - Hospitalar; e VIII - Atenção Domiciliar. Art. 11. O Componente Hospitalar será constituído pelas Portas Hospitalares de Urgência, pelas enfermarias de retaguarda, pelos leitos de cuidados intensivos, pelos serviços de diagnóstico por imagem e de laboratório e pelas linhas de cuidados prioritárias. A Portaria nº de 11/10/2011 organiza o Componente Hospitalar da Rede de Atenção às Urgências no âmbito do SUS. Observe o art. 3º: Art. 3º São objetivos do Componente Hospitalar da Rede Atenção às Urgências: I - organizar a atenção às urgências nos hospitais, de modo que atendam à demanda espontânea e/ou referenciada e funcionem como retaguarda para os outros pontos de atenção às urgências de menor complexidade; II - garantir retaguarda de atendimentos de média e alta complexidade; procedimentos diagnósticos e leitos clínicos, cirúrgicos, de longa permanência e de terapia intensiva para a rede de atenção às urgências; e III - garantir a atenção hospitalar nas linhas de cuidado prioritárias, em articulação com os demais pontos de atenção. A partir dos comentários, contatamos que o gabarito da questão é a letra A. GESTÃO DE ATENDIMENTO ÀS MÚLTIPLAS VÍTIMAS Os eventos com vítimas em massa (EVM) são aqueles que causam vítimas em número suficientemente grande para superar os recursos dos serviços médicos e de saúde pública disponíveis da comunidade afetada. A gravidade e a diversidade das VP Concursos - Consultoria e Coaching 736

69 lesões e das doenças, além do número de vítimas, são fatores fundamentais para determinar se um EVM vai precisar de recursos e auxílio de for a da comunidade atingida. A complexidade dos desastres atuais pode resultar em um ambiente de condições precárias. Um ambiente de condições precárias é uma situação na qual recursos, suprimentos, equipamentos, pessoal, transportes e outros aspectos das condições físicas, políticas, sociais e econômicas são limitados. Como resultados dessas limitações, há graves restrições à disponibilidade e adequação da assistência imediata para a população que dela necessita. Os socorristas devem reconhecer de antemão o fato de que, em tais situações, o nível de atendimento prestado aos doentes e feridos é diferente, e que as intervenções normalmente oferecidas a todos os doentes só podem ser direcionadas aos indivíduos que atendem critérios específicos e que provavelmente vão sobreviver. A eficácia da resposta a um EVM depende da instituição de uma série de ações que, quando combinadas, ajudam a minimizar a mortalidade e a morbidade das vítimas do evento. 1- Resposta inicial O primeiro passo é a notificação e ativação do sistema de resposta dos SMEs. Os primeiros socorristas chegam ao local e desempenham várias funções importantes, que vão criar o palco para toda a resposta médica ao incidente. Essas ações não incluem achar nem tratar os doentes mais graves, como seria o caso na maioria das situações que não os EVM. Antes de começar o processo de prestar assistência médica, o primeiro pessoal da área médica deve dedicar um tempo para efetuar uma avaliação global da cena. Os objetivos dessa avaliação são avaliar quaisquer riscos possíveis, estimar o número potencial de vítimas, determinar quais outros recursos médicos serão necessários no local e se será necessário qualquer equipamento ou pessoal especializado, como equipes de busca e salvamento. Uma vez concluída essa avaliação, o passo seguinte é comunicar a avaliação geral ao centro de despacho, no qual pode ser realizado o processo de requisição e despacho dos recursos necessários. Depois disso, o pessoal medico deve identificar os locais apropriados para efetuar a triagem, juntar as vítimas e designer a localização de ambulância, do pessoal e dos suprimentos que cheguem, de modo a não impedir a rápida entrada e saída, quando necessário, nem expor os recursos de resposta a possíveis riscos associados ao evento. Além de cuidarem da resposta médica no local do desastre, é essencial que os SME notifiquem os prováveis hospitais de destino na comunidade, de modo que eles possam ativar seus planos de atendimento a desastres, a fim de se prepararem para receber as vítimas. VP Concursos - Consultoria e Coaching 737

70 2- Busca e salvamento A essa altura, pode-se iniciar o processo de atendimento dos doentes no local. De maneira geral, o processo começa com um esforço de busca e salvamento, para identificar e evacuar as vítimas do local atingido para um local mais seguro. 3- Triagem À medida que os doentes são identificados e evacuados, são levados para o local de triagem, em que podem ser avaliados e receber a categoria de triagem. O termo triagem vem de uma palavra francesa que significa classificar. Do ponto de vista medico, a triagem significa classificar as vítimas com base na gravidade de suas lesões. Serve ainda para atribuir as prioridades da necessidade de atendimento medico e de transporte para o hospital. A triagem é uma das missões mais importantes de qualquer resposta médica a um desastre. O objetivo da triagem convencional, fora do contexto de um desastre, é fazer o melhor para o doente individual. Isso geralmente significa encontrar e tratar o doente mais grave. O objetivo da triagem em um desastre com vítimas em massa é fazer o melhor para o maior número de pessoas. Existem diferentes metodologias para avaliação e atribuição da categoria de triagem, dentre eles, um método que envolve uma avaliação rápida fisiológica do nível de consciência. Esse processo é conhecido como algoritmo START - Simple Triage And Rapid Treatment (triagem simples e tratamento rápido), que identifica as vítimas por fitas coloridas ou etiquetas (tarjetas) coloridas ou cartões de triagem. Cor vermelha: socorro imediato, primeira prioridade ou prioridade imediata são vítimas que requerem atenção imediata no local ou tem prioridade no transporte. Incluem-se aqui as vítimas: com hemorragia externa importante; as que, encontradas em parada respiratória, respiraram após uma manobra de abertura das vias aéreas; as que respiram com FR>30 mov/min; as que respiram e apresentam enchimento capilar levando mais que 2 segundos ou ausência de pulso radial; as que respiram abaixo de 30 mov/min, apresentam pulso radial e enchimento capilar em até 2 segundos, mas não respondem ordens simples. Estas situações geralmente correspondem a vítimas com trauma grave, dificuldade respiratória, trauma de crânio, hemorragia com choque, queimaduras severas, etc. Cor amarela: segunda prioridade ou prioridade secundária socorro deve ser rápido, mas deve aguardar vítimas com maior prioridade. São vítimas sem indicativo de que virão a morrer nos próximos minutos, se não forem socorridas. Devem ser consideradas amarelas as vítimas que não se enquadram nos critérios anteriores e que não deambulam e estão orientadas, conseguindo cumprir ordens simples. Geralmente são vítimas com fraturas, lesões torácicas ou abdominais sem choque, lesão de coluna ou queimaduras menores. VP Concursos - Consultoria e Coaching 738

71 Cor verde: terceira prioridade ou prioridade tardia vítimas deambulando, com lesões menores e que não requerem atendimento imediato. Não devem ser consideradas isentas de lesão. Apenas não são prioritárias naquele momento. Cor preta: prioridade zero ou última prioridade - vítimas consideradas em morte óbvia ou em situações de grande dificuldade para reanimação. Note que neste último caso, só pode ser considerada cor preta, se não houver socorrista suficiente. Se houver, todo esforço deve ser tentado para todas as vítimas, excetuando-se apenas aquelas em morte óbvia. Vamos sintetizar, no quadro abaixo, os principais aspectos do sistema de triagem START. START SIMPLE TRIAGE AND RAPID TREATMENT IMEDIATO PODE AGUARDAR LEVE MORTO Possui lesões críticas e precisa de um mínimo de tempo ou equipamento para ser tratado e tem bom prognóstico de sobrevida. Vítimas inconscientes, com FR > 30, enchimento capilar retardado > 2 ou pulso radial ausente. Lesão grave, mas não precisa de atendimento imediato para preservar a vida ou membro. FR < 30, enchimento capilar < 2, mas não pode andar. Feridos que deambulam. Se a vítima pode caminhar e obedecer a comandos, FR < 30, enchimento capilar <2, pode fazer (obedece ordens). Não respondem, não têm pulso e não respiram. Nas vítimas que não estão respirando devem-se liberar vias aéreas: se voltar a respirar => atendimento imediato (vermelho). Se não voltar a respirar, não fazer RCP => morto. EXPECTANTE Pacientes cujas lesões são tão graves que a chance de sobrevida é mínima. O mnemônico 30 2 PODE FAZER é usado no início da triagem START. Qualquer vítima que apresente menos de 30 respirações por minute, preenchimento capilar inferior a 2 segundos e seja capaz de obedecer a comandos verbais e andar é categorizada como leve. START SIMPLE TRIAGE AND RAPID TREATMENT Respirações 30 Perfusão 2 VP Concursos - Consultoria e Coaching 739

72 Nível de consciência PODE FAZER Modelo de impresso START-SIMPLE TRIAGE AND RAPID TREATMENT É importante que todo o pessoal da triagem mantenha em mente que eles devem evitar a tentação de parar de fazer triagem para tratar de uma vítima muito grave que possam encontrar. Conforme mencionado anteriormente, o princípio primordial VP Concursos - Consultoria e Coaching 740

73 ao lidar com um EVM é fazer o melhor para o maior número de pessoas. Durante essa fase inicial de triagem, as intervenções médicas devem ser limitadas às ações que possam ser feitas de maneira fácil e rápida, sem darem muito trabalho. Em geral, isso significa somente fazer procedimentos como abertura manual de via aérea e controlar hemorragia externa. Intervenções como ventilação com mascara e ambú e massagem cardíaca externa envolvem o uso de bastante pessoal e não devem ser realizadas. À medida que houver maior disponibilidade de pessoal e de recursos médicos no local, é prestada a assistência e são feitas as intervenções médicas nos pontos de reunião das vítimas, de acordo com as prioridades da triagem. Quando os recursos de transporte estiverem disponíveis, os doentes serão transportados para o tratamento definitivo de acordo, novamente, com a sua prioridade da triagem. Como Isso Cai Na Prova? 1. (NUCEPE/PREF. FLORIANO-PI/2011) Com relação às medidas de proteção individual, antes de iniciar qualquer tipo de atendimento de emergência, é INCORRETO: a) Cuidar da sinalização e isolamento da área para prevenir acidentes secundários tais como: de transito, incêndio, explosões, tiroteios, choque elétrico e desabamentos. b) Usar luvas e óculos de proteção. c) Iniciar a avaliação do paciente em local de socorro, mesmo que riscos não possam ser neutralizados. d) Remover a vítima para local seguro antes de iniciar qualquer avaliação do paciente, caso o local de socorro ofereça riscos que não possam ser neutralizados. e) Evitar se contaminar por agentes biológicos, substâncias tóxicas, ou radioativas presentes na superfície do corpo, sangue e secreções do paciente. 2. (EBSERH/IADES/HU-UFPI/2012) Em caso de acidente, é correto afirmar que é considerada etapa básica dos primeiros socorros: a) realizar RCP. b) remover o acidente do local. c) avaliar o local do acidente e a proteção do acidentado. d) contabilizar as vítimas. VP Concursos - Consultoria e Coaching 741

74 e) convocar maior número de pessoas possível para ajudar. 3. (FUMARC/PREF. BELO HORIZONTE-MG/2011) O processo de triagem básico inclui uma etapa inicial e uma posterior. Há vários sistemas de triagem. Em cada um, ocorrem pequenas variações nos critérios de classificação dos pacientes. Em seguida, enumere a 1ª sequência de acordo com a 2ª, referente a um exemplo de sistema de triagem com quatro categorias: PRIMEIRA SEQUÊNCIA 1) Prioridade 1 (imediata; etiqueta vermelha); 2) Prioridade 2 (espera; etiqueta amarela); 3) Prioridade 3 (menor; etiqueta verde); 4) Prioridade 4 (óbito, etiqueta preta ou cinza); SEGUNDA SEQUÊNCIA ( ) Trauma músculo esquelético pequenos. ( ) Alterações de consciência. ( ) Traumas no tronco com ou sem danos a medula espinhal. ( ) Trauma craniano aberto com exposição de massa encefálica. Assinale a alternativa CORRETA, na ordem de cima para baixo: a) 1, 3, 2, 4. b) 2, 3, 4, 1. c) 3, 1, 2, 4. d) 1, 2, 3, (NUCEPE/PREF. FLORIANO-PI/SAMU/2011) A triagem e estabilização das vítimas no local do acidente tem se mostrado eficiente. No Brasil, o método mais usado para realizar essa triagem no local da ocorrência é o START (Simple Triage and Rapid Treatment) que utiliza cores para designar a gravidade das vítimas. Em relação a este método é INCORRETO afirmar: a) A cor vermelha significa prioridade absoluta b) A cor verde significa prioridade baixa c) A cor preta significa prioridade nula VP Concursos - Consultoria e Coaching 742

75 d) A cor amarela significa prioridade relativa e) A cor branca significa prioridade moderada 5. (EsFCEx/EXÉRCITO/2011) Em situações de desastres, a triagem das vítimas é de suma importância para salvar o máximo de vidas. A classificação por código de cores, utilizada pela Defesa Civil, indica a prioridade de atendimento. Assinale a alternativa correta em relação à utilização deste instrumento. a) A faixa verde corresponde aos pacientes sem lesões aparentes, porém por estarem no local do desastre são examinados e liberados. b) A faixa vermelha corresponde aos feridos com lesão moderada, mas que podem evoluir para uma situação de risco iminente (pacientes de médio risco). c) A faixa amarela corresponde aos feridos com lesões graves, mas por não estarem em situação de risco iminente, têm menor prioridade que os pacientes de alto risco. d) A faixa preta corresponde aos feridos graves, com lesões severas, em situação de risco iminente e cujas probabilidades de sobrevivência dependem de cuidados imediatos. (pacientes de alto risco). e) A faixa branca corresponde aos pacientes com lesões leves e baixo nível de risco, os quais, atendidos rapidamente, no setor específico (feridos leves), podem ser liberados e referenciados para controle ambulatorial. 6. (LUDUS/PREF. PIRIRI-PI/URGÊNCIA/2012) Após concluir a triagem em um acidente com várias vítimas, constatou-se o seguinte quadro: I- 3 que estão deambulando pelo local do acidente. II- 1 que não está respirando mesmo após manobras de abertura da via aérea. III- 2 que voltaram a respirar após manobra de abertura da via aérea e apresentam tempo de enchimento capilar maior que 2 segundos. IV- 6 que apresentam frequência respiratória menor que 30 movimentos/ minuto, tempo de enchimento capilar menor que 2 segundos, respondem a comandos simples, mas gritam de dor. Quanto à prioridade no atendimento às vítimas, a sequencia correta é: a) II, III, IV e I b) I, II, III e IV c) III, IV, I e II VP Concursos - Consultoria e Coaching 743

76 d) IV, III, II e I e) IV, II, I e III Gabaritos C C C E C C VP Concursos - Consultoria e Coaching 744

77 Questões Respondidas 1. (NUCEPE/PREF. FLORIANO-PI/2011) Com relação às medidas de proteção individual, antes de iniciar qualquer tipo de atendimento de emergência, é INCORRETO: a) Cuidar da sinalização e isolamento da área para prevenir acidentes secundários tais como: de transito, incêndio, explosões, tiroteios, choque elétrico e desabamentos. b) Usar luvas e óculos de proteção. c) Iniciar a avaliação do paciente em local de socorro, mesmo que riscos não possam ser neutralizados. d) Remover a vítima para local seguro antes de iniciar qualquer avaliação do paciente, caso o local de socorro ofereça riscos que não possam ser neutralizados. e) Evitar se contaminar por agentes biológicos, substâncias tóxicas, ou radioativas presentes na superfície do corpo, sangue e secreções do paciente. COMENTÁRIOS: De acordo com o PHTLS (Prehospital Trauma Life Support), a primeira prioridade para todos os envolvidos em um incidente de trauma é a avaliação da cena, que consiste em assegurar-se de que esta seja segura e considerar cuidadosamente a natureza exata da situação. A avaliação da cena inclui dois componentes principais: 1- Segurança: a primeira preocupação ao aproximar-se de qualquer cena é a segurança da equipe. Ninguém deve tentar um salvamento a menos que seja treinado a fazê-lo. Quando o socorrista se torna uma vítima, ele não estará mais apto a atender outras pessoas e aumentará o número de vítimas. O atendimento do paciente deve aguardar até que a cena esteja segura. 2- Situação: a avaliação da situação vem depois da avaliação da segurança. O que realmente aconteceu? Qual foi o mecanismo do trauma? Quantas pessoas estão envolvidas e quais são suas idades? São necessários outros recursos ou pessoal? Deve-se ter cuidado com a sinalização e isolamento da área para prevenir acidentes secundários tais como: acidentes de trânsito, incêndio, explosões, tiroteios, choque elétrico e desabamentos. Quando se determina que uma cena possa ter envolvimento de materiais perigosos (agentes biológicos, substâncias tóxicas, ou radioativas), o foco deve mudar para a segurança da cena, sendo necessário solicitar ajuda para isolá-la, remover e descontaminar os pacientes. A regra geral simples é: se a cena não é segura, torne-a segura. Quando possível, deve-se remover a vítima para local seguro antes de iniciar qualquer avaliação do paciente, caso o local de socorro ofereça riscos que não possam ser neutralizados. Uma vez que os pacientes traumatizados frequentemente têm hemorragia externa e o sangue é um fluido corporal de risco elevadíssimo, devem ser utilizados dispositivos de proteção no atendimento aos pacientes tais como: luvas, máscaras protetores faciais, proteção ocular, aventais. VP Concursos - Consultoria e Coaching 745

78 Desta forma, está incorreta a alternativa C ao afirmar que se deve iniciar a avaliação do paciente em local de socorro, mesmo que riscos não possam ser neutralizados. O atendimento do paciente deve aguardar até que a cena esteja segura. 2. (EBSERH/IADES/HU-UFPI/2012) Em caso de acidente, é correto afirmar que é considerada etapa básica dos primeiros socorros: a) realizar RCP. b) remover o acidente do local. c) avaliar o local do acidente e a proteção do acidentado. d) contabilizar as vítimas. e) convocar maior número de pessoas possível para ajudar. COMENTÁRIOS: De acordo com o PHTLS (Prehospital Trauma Life Support) 7ª ed., a primeira prioridade para todos os envolvidos em um incidente de trauma é a avaliação da cena, o que significa assegurar-se de que a cena esteja segura e considerar cuidadosamente a natureza exata da situação. A avaliação da cena inclui os dois principais componentes seguintes: 1- Segurança: a primeira preocupação ao se aproximar de qualquer cena é a segurança da equipe. Ninguém deve tentar um salvamento a menos que esteja treinado para fazê-lo. Quando o socorrista se torna uma vítima, ele não estará mais apto a atender outras pessoas e aumentará o número de vítimas, diminuindo o número de socorristas. O atendimento ao paciente deve ser adiado até que a cena esteja segura. A segurança da cena não diz respeito apenas à segurança do socorrista, mas também à do paciente. Todo paciente em situação perigosa deve ser transportado para uma área segura antes do início da avaliação e do tratamento. 2- Situação: a avaliação da situação vem depois da avaliação da segurança, e envolve considerações específicas tais como: a. O que realmente aconteceu? b. Por que foi solicitada ajuda? c. Qual foi o mecanismo de trauma? d. Quantas pessoas estão envolvidas e qual a idade de cada uma delas? e. São necessárias mais unidades para tratamento ou transporte? f. É necessário equipamento especial para salvamento ou retirada das ferragens? g. É necessário transporte aéreo? h. É necessário um médico para ajudar na triagem ou realizar atendimento no local? VP Concursos - Consultoria e Coaching 746

79 Dessa forma, conforme o exposto acima, em caso de acidente, é correto afirmar que é considerada etapa básica dos primeiros socorros avaliar o local do acidente e a proteção do acidentado. Nessa esteira, a alternativa correta é a C. 3. (FUMARC/PREF. BELO HORIZONTE-MG/2011) O processo de triagem básico inclui uma etapa inicial e uma posterior. Há vários sistemas de triagem. Em cada um, ocorrem pequenas variações nos critérios de classificação dos pacientes. Em seguida, enumere a 1ª sequência de acordo com a 2ª, referente a um exemplo de sistema de triagem com quatro categorias: PRIMEIRA SEQUÊNCIA 1) Prioridade 1 (imediata; etiqueta vermelha); 2) Prioridade 2 (espera; etiqueta amarela); 3) Prioridade 3 (menor; etiqueta verde); 4) Prioridade 4 (óbito, etiqueta preta ou cinza); SEGUNDA SEQUÊNCIA ( ) Trauma músculo esquelético pequenos. ( ) Alterações de consciência. ( ) Traumas no tronco com ou sem danos a medula espinhal. ( ) Trauma craniano aberto com exposição de massa encefálica. Assinale a alternativa CORRETA, na ordem de cima para baixo: a) 1, 3, 2, 4. b) 2, 3, 4, 1. c) 3, 1, 2, 4. d) 1, 2, 3, 4. COMENTÁRIOS: Todo sistema organizado para atendimento às emergências deve ter um plano estabelecido para fazer frente a um acidente com múltiplas vítimas. O plano deve ser específico, estabelecido a partir de características locais e regionais. Entre muitos pontos, deve o plano estabelecer a forma mais eficiente de oferecer, simultaneamente, socorro a todas as vítimas. Em outras palavras, várias equipes de emergência, equipadas e preparadas, devem ser acionadas e as vítimas VP Concursos - Consultoria e Coaching 747

80 atendidas ao mesmo tempo. Muitas vezes, no entanto, por alguns minutos ou eventualmente horas, isto não é possível. Na impossibilidade, a primeira equipe que chegar ao local deve iniciar um processo chamado triagem das vítimas. Triagem é a classificação das vítimas em categorias, não exclusivamente relativas à gravidade, mas sim às situações em que mais se beneficiarão do socorro prestado. O objetivo é otimizar a ação de socorro, salvando o maior número possível de vítimas. A partir da triagem, as vítimas recebem o socorro no local e são transportadas para um atendimento hospitalar. No processo de triagem para iniciar o socorro no local do desastre, feito pela primeira equipe a chegar ou na ausência de número suficiente de socorristas, um dos métodos mais utilizados é o START (Simple Triage And Rapid Treatment), que identifica as vítimas por fitas coloridas ou etiquetas (tarjetas) coloridas ou cartões de triagem. Cor vermelha: socorro imediato, primeira prioridade ou prioridade imediata são vítimas que requerem atenção imediata no local ou tem prioridade no transporte. Incluem-se aqui as vítimas: com hemorragia externa importante; as que, encontradas em parada respiratória, respiraram após uma manobra de abertura das vias aéreas; as que respiram com FR>30 mov/min; as que respiram e apresentam enchimento capilar levando mais que 2 segundos ou ausência de pulso radial; as que respiram abaixo de 30 mov/min, apresentam pulso radial e enchimento capilar em até 2 segundos, mas não respondem ordens simples. Estas situações geralmente correspondem a vítimas com trauma grave, dificuldade respiratória, trauma de crânio, hemorragia com choque, queimaduras severas, etc. Cor amarela: segunda prioridade ou prioridade secundária socorro deve ser rápido, mas deve aguardar vítimas com maior prioridade. São vítimas sem indicativo de que virão a morrer nos próximos minutos, se não forem socorridas. Devem ser consideradas amarelas as vítimas que não se enquadram nos critérios anteriores e que não deambulam e estão orientadas, conseguindo cumprir ordens simples. Geralmente são vítimas com fraturas, lesões torácicas ou abdominais sem choque, lesão de coluna ou queimaduras menores. Cor verde: terceira prioridade ou prioridade tardia vítimas deambulando, com lesões menores e que não requerem atendimento imediato. Não devem ser consideradas isentas de lesão. Apenas não são prioritárias naquele momento. Cor preta: prioridade zero ou última prioridade - vítimas consideradas em morte óbvia ou em situações de grande dificuldade para reanimação. Note que neste último caso, só pode ser considerada cor preta, se não houver socorrista suficiente. Se houver, todo esforço deve ser tentado para todas as vítimas, excetuando-se apenas aquelas em morte óbvia. Vamos sintetizar, no quadro abaixo, os principais aspectos do sistema de triagem START. START SIMPLE TRIAGE AND RAPID TREATMENT VP Concursos - Consultoria e Coaching 748

81 IMEDIATO PODE AGUARDAR LEVE MORTO Possui lesões críticas e precisa de um mínimo de tempo ou equipamento para ser tratado e tem bom prognóstico de sobrevida. Vítimas inconscientes, com FR > 30, enchimento capilar retardado > 2 ou pulso radial ausente. Lesão grave, mas não precisa de atendimento imediato para preservar a vida ou membro. FR < 30, enchimento capilar < 2, mas não pode andar. Feridos que deambulam. Se a vítima pode caminhar e obedecer a comandos, FR < 30, enchimento capilar <2, pode fazer (obedece ordens). Não respondem, não têm pulso e não respiram. Nas vítimas que não estão respirando deve-se liberar vias aéreas: se voltar a respirar => atendimento imediato (vermelho). Se não voltar a respirar, não fazer RCP => morto. EXPECTANTE Pacientes cujas lesões são tão graves que a chance de sobrevida é mínima. Isto posto, vamos fazer as devidas correlações na questão: (3) Trauma músculo esquelético pequenos (VERDE). (1) Alterações de consciência (não respondem a ordens simples) (VERMELHO). (2) Traumas no tronco com ou sem danos a medula espinhal (AMARELO). (4) Trauma craniano aberto com exposição de massa encefálica (PRETO). Nesses termos, o gabarito é a letra C. 4. (NUCEPE/PREF. FLORIANO-PI/SAMU/2011) A triagem e estabilização das vítimas no local do acidente tem se mostrado eficiente. No Brasil, o método mais usado para realizar essa triagem no local da ocorrência é o START (Simple Triage and Rapid Treatment) que utiliza cores para designar a gravidade das vítimas. Em relação a este método é INCORRETO afirmar: a) A cor vermelha significa prioridade absoluta b) A cor verde significa prioridade baixa c) A cor preta significa prioridade nula d) A cor amarela significa prioridade relativa e) A cor branca significa prioridade moderada VP Concursos - Consultoria e Coaching 749

82 COMENTÁRIOS: Todo sistema organizado para atendimento às emergências deve ter um plano estabelecido para fazer frente a um acidente com múltiplas vítimas. O plano deve ser específico, estabelecido a partir de características locais e regionais. Entre muitos pontos, deve o plano estabelecer a forma mais eficiente de oferecer, simultaneamente, socorro a todas as vítimas. Em outras palavras, várias equipes de emergência, equipadas e preparadas, devem ser acionadas e as vítimas atendidas ao mesmo tempo. Muitas vezes, no entanto, por alguns minutos ou eventualmente horas, isto não é possível. Na impossibilidade, a primeira equipe que chegar ao local deve iniciar um processo chamado triagem das vítimas. Triagem é a classificação das vítimas em categorias, não exclusivamente relativas à gravidade, mas sim às situações em que mais se beneficiarão do socorro prestado. O objetivo é otimizar a ação de socorro, salvando o maior número possível de vítimas. A partir da triagem, as vítimas recebem o socorro no local e são transportadas para um atendimento hospitalar. No processo de triagem para iniciar o socorro no local do desastre, feito pela primeira equipe a chegar ou na ausência de número suficiente de socorristas, um dos métodos mais utilizados é o START (Simple Triage And Rapid Treatment), que identifica as vítimas por fitas coloridas ou etiquetas (tarjetas) coloridas ou cartões de triagem. Cor vermelha: socorro imediato, primeira prioridade ou prioridade imediata (prioridade absoluta) são vítimas que requerem atenção imediata no local ou tem prioridade no transporte. Incluem-se aqui as vítimas: com hemorragia externa importante; as que, encontradas em parada respiratória, respiraram após uma manobra de abertura das vias aéreas; as que respiram com FR>30 mov/min; as que respiram e apresentam enchimento capilar levando mais que 2 segundos ou ausência de pulso radial; as que respiram abaixo de 30 mov/min, apresentam pulso radial e enchimento capilar em até 2 segundos, mas não respondem ordens simples. Estas situações geralmente correspondem a vítimas com trauma grave, dificuldade respiratória, trauma de crânio, hemorragia com choque, queimaduras severas, etc. Cor amarela: segunda prioridade ou prioridade secundária (prioridade relativa) socorro deve ser rápido, mas deve aguardar vítimas com maior prioridade. São vítimas sem indicativo de que virão a morrer nos próximos minutos, se não forem socorridas. Devem ser consideradas amarelas as vítimas que não se enquadram nos critérios anteriores e que não deambulam e estão orientadas, conseguindo cumprir ordens simples. Geralmente são vítimas com fraturas, lesões torácicas ou abdominais sem choque, lesão de coluna ou queimaduras menores. Cor verde: terceira prioridade ou prioridade tardia (prioridade baixa) vítimas deambulando, com lesões menores e que não requerem atendimento imediato. Não devem ser consideradas isentas de lesão. Apenas não são prioritárias naquele momento. Cor preta: prioridade zero ou última prioridade (prioridade nula) - vítimas consideradas em morte óbvia ou em situações de grande dificuldade para reanimação. Note que neste último caso, só pode ser considerada cor preta, se não VP Concursos - Consultoria e Coaching 750

83 houver socorrista suficiente. Se houver, todo esforço deve ser tentado para todas as vítimas, excetuando-se apenas aquelas em morte óbvia. Vamos sintetizar, no quadro abaixo, os principais aspectos do sistema de triagem START. START SIMPLE TRIAGE AND RAPID TREATMENT IMEDIATO PODE AGUARDAR LEVE MORTO Possui lesões críticas e precisa de um mínimo de tempo ou equipamento para ser tratado e tem bom prognóstico de sobrevida. Vítimas inconscientes, com FR > 30, enchimento capilar retardado > 2 ou pulso radial ausente. Lesão grave, mas não precisa de atendimento imediato para preservar a vida ou membro. FR < 30, enchimento capilar < 2, mas não pode andar. Feridos que deambulam. Se a vítima pode caminhar e obedecer a comandos, FR < 30, enchimento capilar <2, pode fazer (obedece ordens). Não respondem, não têm pulso e não respiram. Nas vítimas que não estão respirando deve-se liberar vias aéreas: se voltar a respirar => atendimento imediato (vermelho). Se não voltar a respirar, não fazer RCP => morto. EXPECTANTE Pacientes cujas lesões são tão graves que a chance de sobrevida é mínima. No sistema de triagem no local da ocorrência "START" a classificação de cor branca está relacionada com vítimas expectantes (pacientes cujas lesões são tão graves que a chance de sobrevida é mínima). Por conseguinte, é evidente que a alternativa incorreta é a letra E. 5. (EsFCEx/EXÉRCITO/2011) Em situações de desastres, a triagem das vítimas é de suma importância para salvar o máximo de vidas. A classificação por código de cores, utilizada pela Defesa Civil, indica a prioridade de atendimento. Assinale a alternativa correta em relação à utilização deste instrumento. a) A faixa verde corresponde aos pacientes sem lesões aparentes, porém por estarem no local do desastre são examinados e liberados. b) A faixa vermelha corresponde aos feridos com lesão moderada, mas que podem evoluir para uma situação de risco iminente (pacientes de médio risco). c) A faixa amarela corresponde aos feridos com lesões graves, mas por não estarem em situação de risco iminente, têm menor prioridade que os pacientes de alto risco. VP Concursos - Consultoria e Coaching 751

84 d) A faixa preta corresponde aos feridos graves, com lesões severas, em situação de risco iminente e cujas probabilidades de sobrevivência dependem de cuidados imediatos. (pacientes de alto risco). e) A faixa branca corresponde aos pacientes com lesões leves e baixo nível de risco, os quais, atendidos rapidamente, no setor específico (feridos leves), podem ser liberados e referenciados para controle ambulatorial. COMENTÁRIOS Vamos analisar cada assertiva da questão: Item A. A faixa verde corresponde aos pacientes com prioridade tardia/baixa: vítimas deambulando, com lesões menores e que não requerem atendimento imediato. Não devem ser consideradas isentas de lesão. Apenas não são prioritárias naquele momento. Item B. A faixa vermelha corresponde aos feridos que necessitam de socorro imediato, primeira prioridade ou prioridade imediata/absoluta (pacientes de alto risco): vítimas que requerem atenção imediata no local ou têm prioridade no transporte. Estas situações geralmente correspondem a vítimas com trauma grave, dificuldade respiratória, trauma de crânio, hemorragia com choque, queimaduras severas, etc. Item C. A faixa amarela corresponde aos feridos com lesões graves, mas por não estarem em situação de risco iminente, têm menor prioridade que os pacientes de alto risco. São pacientes com prioridade secundária/relativa: o socorro deve ser rápido, mas deve aguardar vítimas com maior prioridade; são vítimas sem indicativo de que virão a morrer nos próximos minutos se não forem socorridas. Devem ser consideradas amarelas as vítimas que não se enquadram nos critérios anteriores e que não deambulam e estão orientadas, conseguindo cumprir ordens simples. Geralmente são vítimas com fraturas, lesões torácicas ou abdominais sem choque, lesão de coluna ou queimaduras menores. Item D. A faixa preta corresponde aos feridos com prioridade zero ou última prioridade/nula: são vítimas consideradas em morte óbvia ou em situações de grande dificuldade para reanimação. Note que neste último caso, só pode ser considerada cor preta, se não houver socorrista suficiente. Se houver, todo esforço deve ser tentado para todas as vítimas, excetuando-se apenas aquelas em morte óbvia. Item E. A faixa branca corresponde aos pacientes expectantes: são pacientes cujas lesões são tão graves que a chance de sobrevida é mínima. A cor branca não significa lesões leves e baixo nível de risco. A partir do exposto, constatamos que o gabarito é a letra C. VP Concursos - Consultoria e Coaching 752

85 6. (LUDUS/PREF. PIRIRI-PI/URGÊNCIA/2012) Após concluir a triagem em um acidente com várias vítimas, constatou-se o seguinte quadro: I- 3 que estão deambulando pelo local do acidente. II- 1 que não está respirando mesmo após manobras de abertura da via aérea. III- 2 que voltaram a respirar após manobra de abertura da via aérea e apresentam tempo de enchimento capilar maior que 2 segundos. IV- 6 que apresentam frequência respiratória menor que 30 movimentos/ minuto, tempo de enchimento capilar menor que 2 segundos, respondem a comandos simples, mas gritam de dor. Quanto à prioridade no atendimento às vítimas, a sequencia correta é: a) II, III, IV e I b) I, II, III e IV c) III, IV, I e II d) IV, III, II e I e) IV, II, I e III COMENTÁRIOS Vamos rememorar, no quadro abaixo, os principais aspectos do sistema de triagem START. START SIMPLE TRIAGE AND RAPID TREATMENT IMEDIATO PODE AGUARDAR LEVE MORTO Possui lesões críticas e precisa de um mínimo de tempo ou equipamento para ser tratado e tem bom prognóstico de sobrevida. Vítimas inconscientes, com FR > 30, enchimento capilar retardado > 2 ou pulso radial ausente. Lesão grave, mas não precisa de atendimento imediato para preservar a vida ou membro. FR < 30, enchimento capilar < 2, mas não pode andar. Feridos que deambulam. Se a vítima pode caminhar e obedecer a comandos, FR < 30, enchimento capilar <2, pode fazer (obedece ordens). Não respondem, não têm pulso e não respiram. Nas vítimas que não estão respirando deve-se liberar vias aéreas: se voltar a respirar => atendimento imediato (vermelho). Se não voltar a VP Concursos - Consultoria e Coaching 753

86 respirar, não fazer RCP => morto. EXPECTANTE Pacientes cujas lesões são tão graves que a chance de sobrevida é mínima. Faremos agora as devidas correlações: I- 3 que estão deambulando pelo local do acidente. =>verde II- 1 que não está respirando mesmo após manobras de abertura da via aérea. =>preto III- 2 que voltaram a respirar após manobra de abertura da via aérea e apresentam tempo de enchimento capilar maior que 2 segundos. =>vermelho IV- 6 que apresentam frequência respiratória menor que 30 movimentos/ minuto, tempo de enchimento capilar menor que 2 segundos, respondem a comandos simples, mas gritam de dor. =>amarelo Quanto à prioridade no atendimento às vítimas, a sequência correta é: III, IV, I, II. Por isso, o gabarito é a letra C. VP Concursos - Consultoria e Coaching 754

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