3 O aspecto verbal 19
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- Diogo Fernandes Marreiro
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1 3 O aspecto verbal 19 Com relação à categoria aspecto, observam-se duas tendências distintas: 1. as referências dos compêndios de gramática, que apenas afloram o assunto e 2. trabalhos específicos sobre perífrases verbais ou sobre o aspecto propriamente dito. Na literatura sobre o aspecto no português, destacamos alguns estudos de autores portugueses e de autores brasileiros. Consideramos pouco relevante, num primeiro momento, separar os trabalhos de cunho didático dos voltados para a descrição da língua. Procuramos, nesta etapa, seguir uma cronologia, ainda que não rigorosa, dos estudos comentados. Iniciaremos com trabalhos de cunho didático, passando para estudos descritivos e, finalmente, aos especializados Estudos Portugueses O Compêndio de Gramática Portuguesa para os 1º, 2º e 3º anos do Liceu de Figueiredo e Ferreira (1973) dedica-se aos alunos que, na perspectiva brasileira, atualmente pertenceriam ao segundo ciclo do ensino fundamental (7ª, 8ª e 9ª séries). Segundo Barroso (1994: 20), vale ressaltar a importância dada à categoria do aspecto verbal em uma gramática para os graus de ensino em questão, quando o habitual é encontrar compêndios que se preocupam apenas em diferenciar os tempos verbais e suas conjugações. No capítulo intitulado Sintaxe do verbo. Categorias verbais: modos, tempos e aspecto (Ibid. 1973: 65) os autores definem a categoria aspecto: Por vezes, as formas verbais indicam duração, começo, fim, repetição, etc. da ação verbal. É a chamada categoria de aspecto verbal. Contudo, não abordam os diferentes valores aspectuais. Os autores se dedicam às categorias de modo e tempo
2 20 Na gramática de Lopes Gramática Simbólica do Português (1972: 221) um capítulo estuda as categorias gramaticais tempo e aspecto como intervalos ordenados e quantificados : Os tempos verbais ou circunstanciais exigem uma análise mais fina, que tenha pelo menos em conta as noções elementares da teoria dos conjuntos, incluindo a de intervalo. E entramos também, assim, em contacto com a noção linguística de aspecto de um qualquer processo verbalmente expresso. Definiremos aqui como sendo expressão quantificada de qualquer processo, ou então expressão de relações conjuntistas de intervalos, em dados processos cronologicamente orientados. De acordo com o autor, o aspecto é tido como uma quantificação da frequência, que é iterativa. Dessa forma, os aspectos imperfeitos e perfeitos seriam considerados, respectivamente, inacabados e acabados em um momento de duração cronológica. Neste estudo, o autor demonstra a sua preocupação em demonstrar a visão globalizadora do aspecto: na significação dos lexemas verbais, sufixos, perífrases verbais, desinências verbais, adjuntos adverbiais dentre outros. A Gramática da Língua Portuguesa de Vázquez Cuesta e Mendes da Luz (1983) apresenta uma abordagem do aspecto quando trata da conjugação perifrásica definida como combinação de um verbo que perdeu o seu sentido próprio para se converter em auxiliar com infinitivo (precedido ou não duma preposição ou da conjunção que), gerúndio ou particípio de outro verbo cujo significado precisa ou modifica (1983: 429). No entanto, as autoras não delineiam os valores aspectuais e se limitam a listar verbos auxiliares. A Gramática da Língua Portuguesa de Maria Helena M. Mateus et alii (1983) colabora de forma mais significativa em relação à categoria aspecto, e destaco duas referências (uma indireta e outra direta). Na primeira, de Maria Helena M. Mateus, encontramos no estudo do sistema auxiliar a definição dos verbos auxiliares como aqueles que acompanham o núcleo do SV na expressão das categorias linguísticas tempo, aspecto e modalidade. Ocorrem sempre à esquerda do verbo principal mas podem conjugar-se com diferentes formas desse verbo, e podem ou não vir acompanhados de preposição (1983: 283). É apresentada ainda uma curta lista de verbos auxiliares temporais, aspectuais e
3 21 modais. Os auxiliares aspectuais são classificados como durativo (cursivo, iterativo) e pontual (conclusivo, cessativo). A referência direta está no estudo realizado por Inês Silva Duarte (Op. Cit., 1983: 123) em um capítulo sobre a categoria linguística aspecto assim defendida: Categoria que exprime o modo de ser (interno) de um estado de coisas descrito através de expressões de uma língua natural, (i) por selecção de um predicador pertencente a uma dada classe; (ii) por quantificação do intervalo de tempo em que o estado de coisas descrito está localizado, e/ou (iii) por referência à fronteira inicial ou final desse intervalo, ou a intervalos adjacentes. Segundo a autora, o pretérito perfeito simples descreve um processo singular (que ocorreu uma única vez), ou seja, acabado, enquanto o pretérito imperfeito e o pretérito perfeito composto descrevem um processo plural (que ocorreu mais de uma vez) e, por isso, inacabado. Sobre este último, a autora destaca o valor aspectual frequentativo. Quanto ao presente do indicativo, admite três valores aspectuais: habitual, singular e gnómico ou universal. São abordados, ainda, os dois tipos de processos de expressão do aspecto: os lexicais (classe aspectual de estados processos e eventos e formação de palavras) e gramaticais concernentes às formas verbais e os valores aspectuais (pontual, durativo, acabado e inacabado). Podemos dizer que esta reflexão é uma relevante contribuição acerca do estudo do aspecto nas gramáticas portuguesas, e representa uma análise mais profunda sobre a questão e, certamente, sua consulta se torna indispensável. Temos ainda três gramáticas que diferem das anteriores devido ao seu quadro teórico, que segundo Barroso (1994: 29) se inscrevem na gramática integrada 4, gramática de valências e gramática dependencial e, também, por conter informações mais reduzidas acerca do estudo linguístico da categoria aspecto. Primeiramente, temos em Elementos para uma Gramática ova de Peres (1984: 68) a classificação do aspecto como um estado de coisas cujas variáveis dinamismo e controle estão relacionadas, respectivamente, a eventos ou situações e ações e posições. Na Gramática de Valências (1986: 77), Busse e Vilela se referem ao aspecto verbal de forma indireta, ao tratar dos verbos auxiliares e a sua repetição continuada da acção. Por fim, em Palavra puxa palavra: Comunicação e Gramática Dependencial (1987: 97) de Heringer e Pinto 4 Variante da Functional Grammar criada em 1978 por Simon Dik.
4 22 de Lima, não temos nenhuma referência ao estudo do aspecto, apenas ao verbos auxiliares, denominados pelos autores como verbos de ligação e sem especificar seus valores modais, temporais ou aspectuais. Cabe ainda citar a Gramática da Língua Portuguesa de Vilela e Koch (2001: 70). Analisando o aspecto como modo de ação 5 os autores dizem que os verbos podem indicar o decurso no tempo interno, e a quantificação do acontecer verbal. Denominam aspecto à categoria que define esses traços, ressaltando que a aspectualidade pode existir no tempo interior ou na qualidade ou quantidade do acontecer verbal. Sobre os estudos isolados que podem ser considerados referência no estudo do aspecto, iniciaremos com um do mais antigos presentes na bibliografia portuguesa: Emprego dos verbos auxiliares: estar, ir, vir, seguidos de jerúndio ( ) de Gonçalves Vianna. Esta obra não se refere diretamente à categoria aspecto e aos valores aspectuais, mas, sim aos valores funcionais sobre o emprego de certos auxiliares. Esta abordagem identifica o valor funcional das perífrases com os auxiliares estar ( função actual ), ir e vir ( função progressiva ou gradual ) em oposição à função habitual ou virtual dos tempos simples. Podemos observar que estes valores funcionais de tais auxiliares são, de fato, valores aspectuais. Temos também na Syntaxe histórica Portuguesa de Epifânio da Silva Dias (1918: 183) uma breve abordagem sobre o assunto, quando fala do emprego dos modos e tempos e da conjugação perifrástica (Ibid.: 247). O autor leva em consideração os valores aspectuais nos tempos presente, passado e futuro, tendo em vista a ação (continuada, repetida, consumada). Esse estudo é de grande importância para o nosso trabalho porque apresenta situações de emprego em fases antigas do português, com exemplificação ilustrativa inclusive de Vieira alvo da nossa pesquisa. Boléo (1936) analisa a substituição do pretérito perfeito simples pelo pretérito perfeito composto ou perifrástico e o seu gradual desaparecimento nas línguas germânicas e românicas (principalmente o francês) em contraste com a sua forte conservação no português. Apesar da análise relacionada às outras 5 Aktionsart difere das formas gramaticais de apecto (Aspekt). No item 3.3 deste trabalho sinalizaremos quanto a esta diferenciação.
5 23 línguas, o estudo demonstra expressividade na busca por delimitar o aspecto verbal. O trabalho de Albano Dias da Costa, Periphrastic verbal expressions in Portuguese (1976: 187), também se refere à categoria aspecto, e de forma específica entende por expressões verbais perifrásticas : an auxiliary verb that has completely or partiality lost it original meaning and of a word (nominal-verb, noun, or adjective) that constitutes a complete semantic entity that can be considered indecomposable and which corresponds normally a simple form. O autor estuda o aspecto como a duração de determinado processo e, por isso, destaca a oposição em relação ao tempo e modo. José Herculano de Carvalho (1984) ocupa-se do aspecto, em um artigo em que investiga a íntima relação existente entre essa categoria e o tempo. Para o autor ambos são como duas faces da mesma realidade: o verbo. Contudo, o aspecto constitui uma das categorias mais difíceis de toda a gramática, tanto pela sua natureza quanto pelos diferentes valores que compreende de duração e desenvolvimento. É uma tentativa de contribuição para a simplificação e/ou unificação do conceito de aspecto, na busca de delimitá-lo em relação à categoria tempo. Desse modo, fica claro que considera o aspecto e o tempo como pertencentes a categorias diferentes. Dois estudos portugueses merecem ser destacados. Em primeiro lugar o de Maria Henriqueta Costa Campos (1997), uma relevante contribuição não apenas para o tema, mas também para a fundamentação teórica deste trabalho. Como retornaremos à autora nas questões relacionadas ao pretérito perfeito simples e o pretérito perfeito composto, levantaremos brevemente alguns pontos relevantes. A autora aborda a oposição entre estes dois pretéritos levando em consideração a diferenciação entre a noção temporal e a noção aspectual, considerando o aspecto em português através do sistema gramatical (aspecto gramatical em oposição a determinados tempos gramaticais), através do léxico (modo de ação e modo de processo) em lexemas, perífrases e operadores suplementares de tempo, modo, etc. Contudo, uma significativa contribuição é a questão da construção dos limites entre o PPS e PPC.
6 24 Em segundo lugar, destacamos Barroso (1994), que procura abordar o aspecto verbal perifrástico no português contemporâneo do ponto de vista funcionalista e sincrônico. Em síntese o seu trabalho realiza uma análise do aspecto verbal como constituído, fundamentalmente, por um verbo auxiliar + uma forma nominal do verbo principal (infinitivo, gerúndio e particípio), não dando muito destaque aos tempos simples. Para isto, o autor aborda quatro pontos fundamentais: as contribuições para o estudo do aspecto verbal em português; as perífrases verbais, gramaticalização e aspecto perifrástico e um estudo funcional/sincrônico das perífrases aspectuais do português atual Estudos brasileiros Exporemos, concisamente, a posição de Said Ali sobre o assunto, com base, sobretudo, na Gramática Histórica da Língua Portuguesa (1966, 6ª edição). Esse trabalho resulta da reunião de Lexeologia do português histórico (1921) e da Formação de palavras e Sintaxe do português histórico (1923). Em 1931, já reunidos, os dois livros são editados com o título de Gramática Histórica. A Gramática Secundária da Língua Portuguesa veio a lume pouco tempo depois da publicação da Sintaxe do português histórico e já em 1937 saía a segunda edição. A edição por nós consultada foi a de 1964, revista e comentada por Evanildo Bechara. Na Gramática Histórica, no item Conjugação composta (Op. Cit.: 161), Said Ali faz observações sobre o aspecto, assunto já por ele tratado nas Dificuldades da Língua Portuguesa (1908). Propõe as denominações aspecto imperfectivo e perfectivos para designar as ações expressas vagamente e as consumadas. É interessante observar que a conceituação do mestre não coincide plenamente com a ideia que se tem hoje da categoria. Por exemplo, observa que, em português, o tempo presente da conjugação composta denota ato de realização perfeita. Desta forma opõe vejo (imperfectivo) a tenho visto (perfectivo). Na sua proposta não opõe acabado e não acabado. O que o leva a distinguir vejo de tenho visto é o fato de este último ser durativo, compreendendo o momento em que se fala e podendo ultrapassá-lo. Na Gramática Secundária lista
7 25 as formas compostas, para ele formas finitas, seguindo, em suas palavras, o costume antigo de incorporá-las no paradigma da conjugação. Gladstone Chaves de Melo trata de valores aspectuais na Gramática Fundamental da Língua Portuguesa (1968: 284), principalmente as perífrases de gerúndio, destacando a conjugação perifrástica aspecto durativo do tempo presente, pretérito e futuro e sua ideia de ação repetida e contínua. Seguindo uma abordagem menos complexa sobre o assunto, temos em Cunha e Cintra na ova Gramática do Português Contemporâneo (2001: 394) inferências sobre o tema aspecto. No capítulo sobre verbos auxiliares encontramos algumas contribuições concernentes à delimitação de valores aspectuais na formação de tempos compostos em relação a um fato acabado, repetido ou contínuo. Desse modo, vale ressaltar as considerações sobre as oposições entre formas simples e compostas e a observação sobre as construções perifrásticas com particípio (concluído) e as construções perifrásticas com gerúndio e infinitivo (não concluído). Na Moderna Gramática Portuguesa (2006: 219) de Bechara, diferentemente das edições anteriores a 1999, o autor aborda a questão do aspecto baseada na proposta de Coseriu, fundamentada no estudo das línguas românicas. Em suma, segundo o autor, na relação entre tempo e aspecto deve-se levar em consideração as oposições funcionais em nível temporal, a perspectiva primária (posição do falante em relação à ação verbal) e secundária (espaço temporal delimitado pela perspectiva primária), a visão, a fase e o resultado. Em relação ao sentido: a duração, a repetição e a conclusão. De forma indireta aborda o aspecto ao afirmar a diferença do tempo da ação existente no pretérito imperfeito do indicativo (Idem: 274). Luft na Moderna Gramática Brasileira (1976: 174) define o aspecto como a categoria verbal que exprime a oposição término/não-término ou acabado/nãoacabado, a duração do processo. Para o autor, o aspecto é expresso: em conjunto com o tempo: cantei/canto, cantara/cantava (=acabado / não-acabado) e por locução verbal: estava cantando/ tem cantado (sem especificar qual a oposição aspectual). Não é um estudo muito detalhado sobre o aspecto, pois não deixa muito clara a sua definição e nem as suas possibilidades. Consultamos ainda algumas gramáticas atuais com o intuito de verificar novas observações em relação à abordagem do conceito de aspecto. Antes de
8 26 irmos a elas, já podemos apontar, primeiramente, que o conceito de aspecto apresentado por elas tem como base as referências bibliográficas expostas anteriormente, comprovando a sua relevância Em segundo lugar, apesar de algumas destas obras não tratarem o assunto profundamente dentro de sua especificidade, consideramos que ao destacar o assunto e sinalizar a sua existência já é uma significativa evolução na abordagem e no tratamento do tema que era pouco explorado. Na Gramática Houaiss da Língua Portuguesa de José Carlos de Azeredo (2008) temos o conceito de aspecto inserido no capítulo sobre as categorias do verbo. O autor enfatiza a ideia da representação do processo quanto a sua duração: concluída e não concluída e se preocupa em esclarecer a distinção entre tempo, modo e aspecto: É importante que não nos esqueçamos de que o tempo e o modo são categorias na figura do enunciador, elas expressam relações desse enunciador com a situação comunicativa. O aspecto, por sua vez, é uma caracterização da extensão do fato na linha do tempo, e nada tem a ver com o ponto de vista do enunciador. (Op. Cit.: 206). A exposição do autor se torna clara devido as estes dois movimentos: em primeiro lugar definir o conceito de aspecto, sinalizando a sua existência e apresentando exemplos em que se observa facilmente a distinção aspectual e, em segundo lugar, abordar estas distinções aspectuais no sentido da ação concluída / não concluída. A Gramática Aplicada da língua portuguesa de Manoel Pinto Ribeiro (2004: 217) possui uma interessante abordagem do conceito de aspecto. Podemos dizer que a sua abordagem tem como objetivo elucidar o assunto fazendo uso de referências bibliográficas atuais como Borba (2002) e Vilela e Koch (2001). O capítulo intitulado Aspecto Verbal se preocupa em abordar o aspecto do seguinte modo: distinguir o conceito em relação ao tempo, apresentar a sua classificação (perfectivo e imperfectivo) e observar o aspecto nos lexemas, sufixos e perífrases verbais. No primeiro caso, notamos o esforço do autor em diferenciar tempo e aspecto:
9 27 No verbo em português devemos observar a relevância das categorias de tempo e aspecto. Ambos são categorias temporais, pois têm por base o tempo físico. Semanticamente, porém elas se distinguem, tomando-se como limite o conceito de tempo interno (aspecto) e tempo externo (o tempo). Neste último, trata-se da localização do fato enunciado em referencia ao momento da enunciação: presente, passado (pretérito) e futuro, com suas subdivisões. As noções de aspecto são as de duração, instantaneidade, começo, desenvolvimento e fim. São, portanto, duas formas de tratar o tempo decorrido dentros dos limites do fato. (Op. Cit.: 217). Também foi consultada a ova Gramática do Português Brasileiro de Ataliba Castilho (2010) que procura atualizar o assunto já significativamente trabalhado por ele anteriormente. No décimo capítulo intitulado O sintagma verbal, o aspecto é investigado como uma categoria relacionada à semântica do verbo. Para uma melhor ilustração de tal fato o autor procura sua representação dentro da Línguística Cognitiva: o aspecto é uma das gramaticalizações da categoria visão. É como se o falante, tangido por um inesperado transporte místico, visualizasse de fora, do alto, do além, os estados das coisas que ele mesmo acionou separando diligentemente o que dura, o que começa e acaba e o que se repete. (Op. Cit.: 418). Antes de chegar ao que denominou tipologia do aspecto (demonstrado através de um quadro), o autor apresenta uma mini-história da Aspectologia (2010: 418) descrevendo os relevantes estudos linguísticos em torno do tema, reconhece suas fases históricas as quais definiu como: fase léxico-semântica que identifica as classes semântico-aspectuais em torno do verbo com observações de Diez (1876), Bello (1883), Jespersen (1924), Bull (1960), Sten (1953) e Garey (1957); fase semântico-sintática que examina o aspecto como uma propriedade temporal já tratado mais profundamente por Castilho (1968), Verkul (1972), Dietrich (1973), Comrie (1976), Almeida (1980), Travaglia (1980), Soares (1987) e Ilari (1998) e uma fase discursiva em que se investigam as condições discursivas que favorecem a emergência dos aspectos, constituída por Hopper (1979) e Hopper e Thompson (1980). Podemos considerar esta gramática de Castilho como uma excelente contribuição didática em relação ao tema, especialmente em sua descrição da Aspectologia.
10 28 A seguir, faremos menção a outros estudos em que o aspecto é contemplado. Em Estrutura do verbo no Português coloquial (1972: 80) Pontes apresenta um conceito de aspecto baseado no trabalho de Nida (1949: 167) como a maneira de ser da ação. Sua proposta é pouco esclarecedora e define um quadro de noções aspectuais como: a) durativa, linear, prolongada indica: ação que se prolonga no tempo e b) pontual, não-linear: indica ação que se realizou num período de tempo mais determinado, não prolongado. Talvez pelo objeto de estudo de seu trabalho, a autora não faz referência às formas perifrásticas. Othon Moacir Garcia em Comunicação em prosa moderna (1995: 65) também aborda diretamente a categoria aspecto como a representação mental que o sujeito falante faz do processo verbal com duração. Quanto às noções aspectuais e as perífrases apresentadas, estão mais ligadas à modalidade ou são apenas noções semânticas que não se ligam a categorias verbais. Mattoso Câmara Jr. aborda o aspecto verbal em dois trabalhos de cunho linguístico. Na História e Estrutura da Língua Portuguesa (1976: ) faz uma referência ao abordar a conjugação perifrástica que classifica em três tipos, de acordo com a forma nominal que utilizam (particípio perfeito, gerúndio e infinitivo): aspecto permansivo (auxiliar + particípio perfeito), durativo ou continuado (auxiliar + gerúndio) e o último tipo (auxiliar +infinitivo) refere-se ao aspecto inceptivo (começar e seus equivalentes), aspecto terminativo (acabar) e (ir +infinitivo) de característica modal exprime um aspecto sui generis: do que ainda vai acontecer: vou sair, ia sair, fui sair. Em outro texto Uma Categoria Verbal: o aspecto em Princípios de Linguística Geral (1980), o autor se aprofunda nos estudos concernentes a essa categoria com base nas propostas de Brugmann e Meillet sobre o sistema verbal do indo-europeu que classifica os vários tipos de aspecto que podem existir na conjugação verbal, e assinala o aspecto pontual ou momentâneo, durativo (progressivo, ou simplesmente cursivo) frequentativo (ou iterativo), permansivo, inceptivo (marca o princípio do processo), cessativo (ou conclusivo) e resultativo. Neste trabalho, Mattoso Câmara Jr. oferece uma significativa contribuição ao estudo do aspecto enquanto categoria linguística universal, de características particulares. A abordagem presente na tese de Almeida Introdução ao Estudo das Perífrases Verbais de Infinitivo (1980: 13), não é em relação à categoria aspecto, mas no capítulo A expressão do aspecto dedica-se ao estudo das perífrases
11 29 verbais de infinitivo, afirmando, sob um ponto de vista mais amplo, que as perífrases verbais são um dos meios mais ricos de expressão do aspecto verbal. Assim, limita a sua perspectiva a abordagem dos meios de expressão das construções perifrásticas. Cabe ainda ressaltar alguns estudos relacionados ao aspecto verbal de autores fora do contexto brasileiro e português. Primeiramente, temos o traballho de Coseriu, Sobre las categorias verbales (Partes de la oración) de 1978 que não é um estudo particular à categoria. No entanto, segundo Barroso (1994: 47) o autor reflete sobre questões da natureza verbal a partir de línguas hispânicas e românicas, levando em consideração construções que expressam a globalidade da ação significada pelo segundo verbo em uma perífrase, ou seja, visando delimitar o ponto inicial e final desta ação. Em suma, podemos dizer que Coseriu destaca, principalmente, o fato da existência de dimensões aspectuais (Coseriu, 1978 apud Barroso, 1994: 50) que se referem à duração, iteração, acabamento e resultado. Comrie (1976: 2) primeiramente estabelece uma distinção terminológica entre tense e time. Segundo ele, o tempo (tense) relata o tempo da situação referida para algum outro tempo, usualmente para o momento da fala. Acrescenta que o tense localiza o time de uma situação relativa a uma situação de enunciado, por isso é possível descrevê-lo como uma categoria dêitica, o que o difere do aspecto. Para Comrie: aspectos são diferentes modos de se ver a constituição temporal interna da situação. Em suma, opõe o aspecto em relação ao tempo, afirmando que o tempo (tense) é um tempo externo à situação, enquanto o aspecto é um tempo interno à situação. Em sua concepção existem três aspectos principais: o perfectivo, o imperfectivo e o perfeito. O perfeito nada diz diretamente a respeito da situação em si, considera as formas perfectivas como as de curta duração e as imperfectivas como as de longa duração. Os trabalhos mencionados a seguir não se restringem ao estudo do aspecto verbal, e apesar de não contribuírem de forma significativa para as teorias sobre o assunto, julgo ser importante destacá-los, ainda que sem maiores desdobramentos. Muitos deles são baseados nos estudos já citados anteriormente, que pertencem à literatura relacionada ao tema. Cito o estudo de Yanaga (1980), que aborda o aspecto de fases analisando o aspecto enquanto categoria semântica não dêitica,
12 30 como estável, eventual, processual 6 ; de Hans Schemann e Luíza Schemann-Dias (1985), trabalho que é essencialmente uma tradução do português para o alemão e que aborda construções perifrásticas observadas no âmbito do aspecto relacionando, ainda, um significado para estas construções e seu valores polissêmicos. Os valores aspectuais considerados pelos autores são os apresentados por Coseriu e Wolf Dietrich (1973) que estuda a expressão perifrástica do aspecto nas línguas românicas, problematizando as suas origens através de uma interpretação também fundamentada nas teorias coseriana. Por fim temos os estudos especializados a que daremos ênfase posteriormente ao delimitarmos o conceito de aspecto. O trabalho de Castilho (1968) é, certamente, o trabalho mais complexo sobre o aspecto no Português dedicando exclusivamente ao tema. Podemos dizer que seu estudo foi o ponto de partida para os estudos posteriores e para aqueles ainda em efervescência. Dentre os trabalhos que vieram após Castilho, o de Travaglia (1980) 7 e o de Costa (2002) foram considerados referências teóricas fundamentais para a investigação do objeto desta pesquisa. Aprofundaremos nossas considerações sobre os trabalhos destes autores nas páginas seguintes quando, de fato, pretendemos delimitar a categoria aspecto. É interessante, a priori, fazermos um breve apanhado destes estudos apenas para um contato inicial. Em Castilho (1968), temos a descoberta da noção de aspecto através das contribuições sobre o estudo em diversos países e em diferentes escolas linguísticas. Encontramos, além da delimitação do conceito de aspecto, os valores aspectuais relativos à duração da ação. O trabalho de Travaglia (1980) tem como referência os estudos já realizados por Castilho (1968), analisando os meios de expressão que cerceiam a categoria do aspecto, realiza uma descrição minuciosa e profunda que contribui para a análise aspectual e suas relações possíveis. Por fim, em Costa (2002), temos uma investigação que busca colaborar com o estudo do 6 Considera a existência de nove fases (momentos correspondentes e paralelos ao tempo cronológico) aspectuais da situação, organizadas em seis categorias: fases antes da face inicial; fase inicial; fases da situação-núcleo, não iniciais nem terminais; fase antecedente da fase terminal; fase terminal; fase sequente à situação-núcleo. A perspectiva de observação do deslocamento fásico pode ser prospectiva (início), laterospectiva (meio) e retrospectiva (fim). (Yanaga 1980 apud Barroso, 1994: 52). 7 Este trabalho referente à Dissertação de Mestrado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro foi publicada em livro pela editora EDUFU em 2006, atualmente encontra-se na quarta edição.
13 31 tema, procurando delimitar o conceito de aspecto dentro da relação aspecto/tempo, demonstrar o aspecto nas perífrases e chamar a atenção para a categoria como um recurso expressivo Delimitações do conceito de aspecto Podemos dizer que o estudo acerca do aspecto verbal é de grande complexidade. Tal fato é notado na diversidade de estudos e pontos de vistas de autores que trataram do assunto. Para este trabalho consideramos alguns estudos específicos que nos serviram de fundamentação teórica para a análise dos dados. Algumas investigações sobre o tema permitiram uma delimitação de seus conceitos e uma análise aprofundada, como o trabalho pioneiro de Castilho (1968: 14) que o definiu: aspecto é a visão objetiva da relação entre o processo e o estado expressos pelo verbo e a ideia de duração e desenvolvimento. É a representação espacial do processo. Podemos dizer que a obra de Castilho (1968: 49) foi ponto inicial para as delimitações do conceito de aspecto ao analisar e caracterizar a importância da questão semântica relacionada a esta categoria; as diferenciações entre tempo e aspecto; as diferenciações entre aspecto e modo de ação e, por fim, a divisão de quatro aspectos principais: imperfectivo, perfectivo, iterativo e indeterminado que correspondem respectivamente à duração, complemento, repetição e neutralidade. Para uma melhor compreensão destes termos, o imperfectivo indica a duração, é semanticamente marcado e expressa uma temporalidade interna, como um fragmento de tempo que desenrola; o perfectivo indica uma ação decursa, ou seja, a ação já determinada ou marcada de alguma forma em sua temporaliddade, não é marcada semanticamente; iterativo é intermediário dos dois aspectos anteriores, indica a frequência, portanto a repetição do ato e indeterminada ou aspecto zero (Ibid.:102) que indica uma ideia imprecisa e vaga do ato, ou seja, é onitemporal. Quanto ao quadro aspectual apresentado por Castilho seguem dois quadros elaborados pelo autor que correspondem aos quatro aspectos considerados e suas subdivisões (Ibid.: 49-50):
14 32 Valor Duração Completamento Repetição Neutralidade Aspecto Imperfectivo Perfectivo Iterativo Inderterminado Valores Aspectos 1. Duração Imperfectivo Inceptivo Cursivo Terminativo 2. Completamento Perfectivo Pontual Resultativo Cessativo 3. Repetição Iterativo Iterativo imperfectivo Iterativo perfectivo 4. Negação da duração e Indeterminado do completamento Com uma importante lacuna já preenchida sobre o aspecto, o estudo de Castilho tornou-se referência para estudos posteriores sobre o tema. Dentre estes, destaco o trabalho de Travaglia (1980) como um relevante norteador. Para Travaglia (1980: 2), existem algumas dificuldades em relação ao estudo do aspecto, uma delas é limitar o seu campo de trabalho, pois trata-se de uma categoria localizada no verbo porém com influência de diversos elementos presentes na frase. Outra dificuldade está em sua relação com o contexto não só linguístico, mas extralingüístico. Desse modo, a mesma frase pode ter uma variedade de valores aspectuais, dependendo da situação de seu uso ou do contexto linguístico em que está inserida. É preciso colocar-se na posição do falante, e pensar em sua realidade. Para auxiliar esta delimitação entre as categorias fez uso da reflexão de Castilho: A categoria do tempo localiza o processo num dado momento; servindo-se de pontos de referência em número de três: o próprio falante, o momento em que se desenrola outro processo e o momento em que idealmente se situa o falante, deslocando-se em pensamento para o passado ou para o futuro. (1968: 15).
15 33 Sua investigação promove uma atualização do tema: registra os meios de expressão do aspecto, sua relação com as categorias verbais de tempo, modo e voz e verifica a sua influência sobre os nomes e sobre a estruturação da frase. Travaglia define aspecto: Aspecto é uma categoria verbal de tempo, não dêitica, através da qual se marca a duração da situação e/ou suas fases, sendo que estas podem ser consideradas sob diferentes pontos de vista, a saber: o do desenvolvimento, o do completamento e o da realização da situação (Travaglia, 1980: 38). De forma sintética Travaglia levanta pontos importante sobre o conceito de aspecto como uma maneira de ser da ação (1980: 34), e indica a duração do processo de sua estrutura temporal interna indicando os graus de desenvolvimento de realização do processo e o modo de concebê-lo. Destaca que o aspecto envolve o tempo, como um marcador oposições entre término/ não término, início, resultado, dentre outros. Certamente, trata-se de um estudo completo que ultrapassa as considerações abordadas neste trabalho. Segue o quadro aspectual elaborado pelo autor para melhor ilustrar as noções aspectuais (2006: 76):
16 34 As classificações de Castilho e de Travaglia são muito importantes para uma visão mais aprofundada do assunto, permitindo uma melhor compreensão da categora de aspecto. Para a nossa pesquisa, não é pertinente tal aprofundamento, já que a oposição PPS/ PPC se restringe aos traços acabado (perfectivo) e inacabado (imperfectivo). Para prosseguirmos com as delimitações que cerceiam a categoria de aspecto, é fundamental compreender com clareza as diferenças entre tempo e aspecto. Primeiramente é necessário esclarecer os conceitos de aspecto e modo da ação. Segundo Coroa (2005: 62), o conceito de aspecto apareceu pela primeira vez como tradução do russo vid na gramática grega de N. I. Greec quando traduzida para o francês por Ch. Ph. Reiff, neste momento os estudos sobre aspecto deixaram o quadro eslavo e começaram a adquirir realidades léxicas e realidades morfológicas (flexões e perífrases). Para caracterizar estas duas vertentes de noção de aspecto começou-se a falar em aspecto (Aspekt) e modo da ação (Astionsart): O modo da ação representa uma compreensão lato sensu das noções aspectuais, uma vez que abrange um número ilimitado de possibilidades, englobando e ultrapassando a bipolaridade que caracteriza o aspecto. Decorre essa variedade de possibilidades do fato de assentar o modo da ação no próprio valor semântico do verbo, cujos caracteres objetivos se tem tentado aprender através de análises diversas. (Castilho, 1968: 40). Ao falar de bipolaridade, Castilho refere-se à oposição imperfectivo/ perfectivo. Dentro desta perspectiva, podemos dizer que, em linhas gerais, o aspecto é a compreensão stricto sensu, pois se reporta ao falante no desenvolvimento da ação, portanto, àquela realidade de ação, logo é subjetivo. Enquanto que o modo de ação refere-se à natureza da ação, ao seu conteúdo semântico e por isso é objetivo. Para que o aspecto e o modo de ação não se confundam, é necessário entender que o modo da ação engloba o aspecto indicando a duração e completamento da ação, no entanto o primeiro se relaciona ao falante ao figurar espacialmente o processo verbal dentro dos recursos oferecidos pela língua sejam eles léxicos, morfológicos ou sintáticos.
17 35 Quanto às diferenciações entre os conceitos de aspecto e tempo, ambos representam o tempo e por isso próximos, no entanto conforme já observado por Castilho (1968:15) o aspecto localiza um determinado processo referente a um falante que se desloca a um momento idealizado, em um espaço em que a ação foi ou será realizada. Segundo Lyons (1977), o fato do aspecto não ser tão difundido quanto o tempo na gramática tradicional é um acidente histórico, pois a marcação gramatical de aspecto é muito mais significativa nas línguas humanas em comparação à marcação gramatical de tempo. A gramática greco-latina recebeu como herança a determinação de tempo distorcida entre o significado de tempo dêitico e não-dêitico. A gramática do português calcada no paradigma verbal grego acabou por adotar esta terminologia. Segundo Travaglia (1980: 36) a confusão em torno das categorias de tempo e aspecto se deve ao fato de que ambas estão relacionadas ao tempo, no entanto, a primeira situa o momento de ocorrência da fala como anterior (passado), simultâneo (presente) ou posterior (futuro) a este momento, ou seja, é dêitica. Já a segunda não é uma categoria dêitica, pois se refere à constituição temporal interna da situação. Para Costa (2002: 20) enquanto a categoria de tempo situa o fato em uma linha de tempo, a categoria de aspecto trata o fato como passível de conter frações de tempo existentes dentro de seus limites: Aspecto e tempo são ambas categorias temporais no sentido de que têm por base referencial o tempo físico. Distinguem-se, contudo, do ponto de vista semântico, basicamente a partir da concepção do chamado tempo interno (o Aspecto) diferente do tempo externo (o Tempo). As noções semânticas relacionadas à categoria de tempo são, em termos gerais, de localização no momento da enunciação delimitando as noções de passado, presente e futuro e suas subdivisões. Já em relação ao aspecto são as noções de duração, instantaneidade, começo, desenvolvimento e fim. Nos enunciados:
18 36 (7) Chorei muito. (8) Estive chorando por muito tempo. Em (7) o falante quer expressar que a ação (chorar) ocorreu antes do momento em que está situado temporalmente. Neste caso, há marcas da categoria de tempo, com traços dêiticos e a indicação de passado. No enunciado (8) o falante não faz só uma referência ao tempo, mas também ao tempo em que a ação de chorar ocorreu em relação ao momento de sua fala (no passado, em referência à categoria de tempo), que indica a duração de sua ação, tornando-o visualizável: é como se o falante nos mostrasse o tempo interno ao fato. Um outro exemplo que pode nos ajudar a distinguir estas categorias é a análise da temporalidade nas formas nominais de gerúndio e particípio passado. Sabe-se que as duas expressam o tempo físico de alguma maneira, no entanto, a primeira reflete a ideia de cursividade, enquanto a segunda expressa um estado, ou de certa forma uma permanência no tempo, mas não são dêiticas. Para a sua especificação temporal é necessário o uso de perífrases com outro verbo que carregará o seu morfema flexional e assim, a sua marca temporal. Cabe ainda ressaltar, alguns traços importantes na caracterização do aspecto e assim contribuir para a sua delimitação. São eles: a constituição temporal interna, a vinculação de situações, processos e espaços e a representação espacial. A primeira refere-se à fração de tempo compreendida no momento em que o ato ocorre, ou seja, em seus limites próprios dentro do contexto, independentes do tempo externo. O segundo item refere-se aos acontecimentos que desenvolvem a duração da ação verbal, em linhas gerais, como determinadas situações, processos e espaços atuam dentro de um ato e expressam a sua durabilidade. E por fim, a representação espacial (Castilho, 1968: 15) que permite a visualização do processo ou estado como uma fração de tempo que dura e ocupa uma parte da linha de tempo (tempo externo). Nas formas verbais o aspecto pode ser representando nos lexemas, nos morfemas derivacionais (afixos), nos tempos verbais e em perífrases. Nos lexemas a marca aspectual pode ocorrer em outras classes de palavras além do verbo, como substantivos, adjetivos, alguns advérbios e algumas conjunções.
19 37 Alguns exemplos de verbos cujos lexemas chamam a atenção para o seu tempo interno são: crescer, desenvolver, refletir. Nos morfemas derivacionais a expressão aspectual fica restrita aos sufixos, como por exemplo: ear, -ecer, -ejar, -icar, -itar. Os prefixos, em geral, não são marcadores de aspecto tanto nas gramáticas normativas quanto nos estudos da categoria considerados neste trabalho 8, principalmente em Castilho (1968) e Travaglia (1980). Nos tempos verbais consideramos as formas que carregam a marca da imperfectividade. Relativamente à duração são elas o gerúndio, o particípio, o pretérito perfeito composto e o pretérito imperfeito (do indicativo e do subjuntivo), no âmbito deste trabalho daremos ênfase ao Pretérito Perfeito Composto. Como sabemos, o gerúndio e o particípio não expressam a categoria de tempo, pois não informam sobre o momento do enunciado em relação ao momento da enunciação. Segundo Costa (2002: 44), é através dessas formas verbais que a língua portuguesa expressa mais amplamente o aspecto. Quanto ao pretérito perfeito composto, lembramos que esta denominação não pode referir-se à fase do português antigo em que o particípio aparecia concordando com o complemento direto. Segundo Bomfim (2002: 10), a ausência da concordância seria um dos fatores diferenciadores na construção dos tempos compostos, portanto, se há concordância, não há tempo composto já que o primeiro verbo não funciona como auxiliar do segundo verbo. Sobre o pretérito perfeito composto vale ressaltar: É oportuno, ao tratar de Tempo verbal em face da categoria de Aspecto, lembrar que não existe, como alguns autores sugerem, nenhuma vinculação obrigatória entre os Tempos simples e a categoria de Tempo e os Tempos compostos e a categoria de Aspecto. O Pretérito Perfeito Composto é o único Tempo composto do português que pode em certas circunstâncias, portar traço de imperfectividade (...) os verbos do português, em qualquer Tempo, simples ou composto, podem ser conjugados com marca aspectual através de perífrases apropriadas. (Costa, 2002: 45). 8 O prefixo re-, indica repetição ou iteratividade (reler, recompor) traço não pertinente a categoria de aspecto em Castilho (1968) e Travaglia (1980).
20 38 Costa (2002: 46) destaca algumas considerações apresentadas por Ilari (1983) relacionadas às características semânticas do Pretérito Perfeito Composto ou simplesmente Passado Composto : exprime reiteração ou repetição 9 (independente da presença de um advérbio indicando frequência), assume valor de continuidade, a repetição ou continuidade faz referência a um ato que começa no passado, alcança o momento da fala e eventualmente o ultrapassa e, por fim, a distinção entre o valor durativo e reiterativo está ligada às características aspectuais do lexema verbal, à utilização de circunstanciais temporais 10 e até ao complemento verbal. Desse modo, para consideramos a aplicação na categoria de aspecto devemos analisar se o enunciado refere-se a um estado ou processo cuja duração ou permanência é observada, ou se o enunciado refere-se a fatos verbais idênticos (iteração), que se sequenciam no tempo e, portanto não possui um tempo interno. Para considerarmos a imperfectividade, ou sua aplicação na categoria de aspecto devemos analisar se o valor semântico do pretérito perfeito composto é de continuidade ou durativo. O aspecto verbal em perífrases manifesta-se mais claramente com o gerúndio e oparticípio, nas perífrases com gerúndio temos a expressão de aspecto imperfectivo em curso (processo) e voz ativa, quanto às perífrases com particípio temos a expressão de aspecto imperfectivo resultativo (estado resultante) e voz passiva (Costa, 2002: 51). Os auxiliares aspectuais são os verbos que mais contribuem para a formação de perífrases aspectuais. Como exemplo temos o verbo estar, formador de grande número de perífrases e o verbo ter, formador dos tempos compostos. Alguns outros exemplos de verbos como ser, ficar, andar, permanecer e continuar são considerados estativos e dependem do seu valor semântico para atuar como auxiliares aspectuais (Ibid..: 57). Em suma, vale ressaltar que o aspecto é uma categoria em estudo, sob reflexão, embora existam trabalhos tão significativos já realizados. Contudo, é possível notar poucas referências à categoria de aspecto nas gramáticas atuais, o que nos motiva a investigação. Esta breve síntese nos instiga a prosseguir o nosso estudo sobre o contraste aspectual entre o pretérito perfeito simples e o pretérito perfeito composto, buscando observar as noções de passado acabado e inacabado. 9 Podemos ainda adotar o termo de Castilho (1968): iteração. 10 elementos rotulados de advérbios, locuções adverbiais, conjunções que possibilitam expressar um tempo físico.
21 Oposição aspectual e temporal entre pretérito perfeito simples e pretérito perfeito composto A partir das breves reflexões realizadas acerca do aspecto, seguiremos este estudo buscando caracterizar o passado acabado e inacabado representados, respectivamente, pelo pretérito perfeito simples (PPS) e pelo pretérito perfeito composto (PPC). Neste momento consideramos mais pertinente o uso da denominação fato consumado e não consumado, com o intuito de evitar um significado inadequado. Para Costa (2002: 33) estes termos estão se referindo a um ponto dêitico em sua enunciação, considerando um fato acabado/inacabado em relação a algo e por isso se aproximando da categoria tempo. Dessa forma prefere o uso de termo marcado e termo não marcado. No entanto, neste trabalho daremos preferência ao termo consumado/ não consumado, já utilizado na literatura, por considerá-lo semanticamente menos expressivo em relação aos termos acabado/ inacabado, e por isso menos limitador em relação à temporalidade interna da ação. Para entendermos a oposição existente entre PPS e PPC será necessário recorrer a uma análise contrastiva dos domínios destes tempos verbais levando em consideração a existência de uma oposição aspectual e temporal. Inicialmente já podemos afirmar que é na relação sintático-semântica destas duas categorias que se constrói a significação. Como referência para esta investigação, consideramos as observações levantadas por Campos (1997: 20) em relevante estudo sobre o assunto, sobretudo, na oposição aspectual e temporal em torno do PPS e do PPC: A oposição aspectual e temporal entre o pretérito perfeito simples (PPS) e o pretérito perfeito composto (PPC) é das que maior dificuldade apresentam ao estrangeiro que começa a aprender o português, sobretudo se, na sua língua materna, ou numa segunda língua que tenha adquirido anteriormente, existe entre dois pretéritos uma oposição com carácter meramente formal e predominantemente estilística. Para observarmos os contrastes aspectuais e temporais propostos pela autora é necessário descrever a representação destes conceitos, ou seja, como o PPS e o PPC operam em um enunciado e delimitam o seu espaço enunciativo.
22 40 Nesta investigação foi observado que estes tempos gramaticais são marcados linguisticamente no enunciado, determinando sentidos relacionados ao enunciador, tempo (neste caso, entendido como um marcador da ação) e a situação enunciativa que marca a ação como limitada ou ilimitada, ou ainda, acabada e inacabada. Sendo assim, como parte desta análise, consideraremos o sistema de coordenadas enunciativas: S0, sujeito enunciador origem; T0, indicador temporal origem e Sit (S0, T0) 11 situação enunciativa ou repére 12 enunciativo de origem. Dessa forma, quando temos S1, T1, Sit (S1, T1), trata-se da situação de enunciação 13 relatada ou situação de locução, considerando respectivamente: o enunciador (locutor), o tempo da enunciação relatada e, por fim, a situação da enunciação relatada em relação à situação temporal de origem, Sit (S0, T0). Quando em uma enunciação direta, S0 assume inteiramente a validação ou nãovalidação da relação predicativa então teremos S1=S0, T1=T0, logo, Sit1 = Sit0. Dessa forma, podemos representar a atuação destas coordenadas: (9) Disseram que Luís estava organizando uma festa. (10) (eu digo) Luís está organizando uma festa. Em (9) temos uma enunciação relatada, na qual temos a seguinte relação entre as coordenadas enunciativas: Sit (S1, T1) Sit (S0, T0) em que S1 S0 e T1 T0. Já em (10) temos uma enunciação direta e identificamos as coordenadas que definem a situação de locução Sit (S1, T1) e as que definem a situação de enunciação de origem Sit (S0, T0), dessa forma podemos considerar que Sit (S1, T1) = Sit (S0 T0), portanto, T1=T0. 11 Também considerado pela autora sistema de repérage (marcadores): localização em sentido abstrato que representa a origem da localização espacial. 12 Entendida como referência enunciativa, ou seja a situação de enunciação criada pelo enunciador em determinado tempo indicado. Diante das demarcações destas coordenadas em um enunciado será possível localizar a partir de qual ponto se constrói a origem e o desenvolvimento de determinado acontecimento (Cockell, 2010, p. 56). 13 Foi considerado o conceito utilizado por Campos (1997: 23) para situação de enunciação referindo-se a uma situação abstrata.
23 41 Seguindo estas coordenadas temos ainda S2, T2 e Sit (S2, T2) referindo-se à relação predicativa, ou ainda, do acontecimento construído pela enunciação (Campos, 1997: 23) e S3, T3 e por fim, Sit (S3, T3) como o ponto de referência intermediária entre Sit2 e Sit1, o qual se constrói o ponto de referência sobre o acontecimento. Em alguns casos estas coordendas são consideradas como Sit1 ou Sit2. Estas coordenadas enunciativas representam a construção de valores referenciais aspectuais-temporais dentro de um espaço unidimensional, podendo ser representado por uma reta. No âmbito deste trabalho trataremos apenas das relações aspectuais e temporais construídas no PPS e PPC. Desse modo, vale dar ênfase à coordenada T referente ao identificador temporal. Com base nos os estudos realizados por Campos (1997), analisaremos alguns enunciados que nos servirão para ressaltar a oposição entre PPS e o PPC: (11) João esteve gripado. (12) João tem estado gripado. (13) Depois do casamento, Ana morou na Europa. (14) Depois do casamento, Ana tem morado na Europa. (15) Maria ouviu as notícias do rádio. (16) Maria tem ouvido as notícias do rádio. Os exemplos (11) e (13) nos remetem para processos localizados e concluídos em um tempo T2 (tendo como referência o acontecimento construído pela enunciação) anterior a T0. Neste caso, as relações predicativas <João estar gripado> e <Ana morar na Europa> são localizadas em T2, identificando T1 a T0. Podemos notar que a relação predicativa é formada pelos verbos estar e morar, o primeiro designa um processo sem limite definido e o segundo a um processo e finalidade definidos. Desse modo, podemos dizer que o limiar semântico dos verbos que compõem estas relações predicativas não delimitam a
24 42 fronteira final, mas o PPS. Em suma, durante um certo tempo João esteve gripado, contudo no momento em que falo, ele já não está. Podemos dizer que o valor semântico do PPS é marcador de uma operação que inclui a fronteira inicial e final do processo. Em (12) e (14), podemos dizer que o locutor/falante remete para processos iniciados em um tempo anterior a T0 e que se prolonga, sem a determinação de uma fronteira final do processo pelo enunciador assumindo um valor de continuidade. O PPC é marcador de uma operação de construção de um processo que parte de um ponto anterior a T0 e ainda se encontra em curso, isto é, o momento final não está definido. No exemplo (16) o valor semântico do verbo ouvir designa a sua finalidade, mas o seu valor aspectual é iterativo, ou seja, se sequencia no tempo, mas não possui um tempo interno definido e este sim marcará a sua ideia de continuidade atribuída ao PPC.. Aliás, podemos dizer que existe uma incompatibilidade do PPC com marcadores de operações que determinem uma fronteira final, a seguir exemplos que demonstram esta questão em sentenças agramaticais: (17) *João tem estado gripado ontem. (18) *João tem estado gripado esta manhã. No entanto, podemos admitir que o PPC ocorra com marcadores de operação que não demarque esta fronteira: (19) Maria dormiu tarde toda a semana. (20) Maria tem dormido tarde toda a semana. em (19) a expressão adverbial toda a semana confere ao PPS valor durativo (dentro da relação de oposição PPS/PPC). De fato, a expressão associada às propriedades aspectuais do próprio PPS vai construir a ideia de continuidade, com valor de iteração. Podemos dizer, que este enunciado remete para uma repetição de processos pontuais, sendo anterior a T0 o último desses processos que
25 43 corresponde à fronteira de fechamento do processo, ou seja, como se existissem intervalos fechados dentro de um processo global. Em (20) não há construção do último dos processos pontuais. É como se existisse dentro do processo global um intervalo semiaberto, em que T0 situa-se no interior da semana como fronteira inicial e ressalta a ideia de continuidade: tal como o PPC, também o PPS pode, em coocorrência com marcadores suplementares, remeter para processos com valor durativo ou iterativo. Mas enquanto que no caso do PPS a fronteira de fechamento do processo é necessariamente definida e localizada (em relação a T0 ou dentro de outro sistema de repérage em ruptura com o plano enunciativo e portanto com T0), no caso do PPC não há construção de uma fronteira de fechamento e o processo está em curso em T0. (Campos, 1997: 34). Dessa forma se compararmos os seguintes enunciados: (21) João namora Ana. (22) João tem namorado a Ana. (23) João namorou Ana. ao procurarmos localizar T0 nestes enunciados notaremos que no presente e no PPC, (21) e (22) respectivamente, temos a representação de intervalos abertos. O mesmo não acontece em (23) em que a representação de um intervalo fechado não remete a ideia de sucessão contínua. Sendo assim, podemos dizer que embora PPC apresente a ação verbal no passado a sua ideia de continuidade se aproxima do tempo presente. Podemos dizer que o PPS marca a construção de uma fronteira final, enquanto o PPC marca a sua não-construção. Neste trabalho, consideramos estes intervalos fechados e abertos uma referência ao passado acabado (PPS) e ao passado inacabado (PPC). Vimos que o valor primitivo das estruturas com verbos transitivos, está ligada a ideia de posse. No momento da enunciação a ação está acabada. A partir da perda semântica, os tempos compostos se aproximaram das características atuais. O primeiro verbo passou a ter a função gramatical de auxiliar. Em outras palavras, os verbos ter / haver uniram-se ao particípio passado de qualquer verbo
26 44 resultando daí um todo gramatical, semanticamente ligado ao aspecto inacabado, denominado na tradição gramatical de tempo composto. Dentro do quadro geral dos tempos compostos estamos focalizando o pretérito perfeito composto (PPC) e sua oposição ao pretérito perfeito simples (PPS). Registramos que a oposição não se dá com relação ao pretérito mais que perfeito. As formas simples e compostas são intercambiáveis. Observa-se até, no português brasileiro, a predominância flagrante do pretérito perfeito composto.
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1 Introdução. 1 CÂMARA JR., J.M, Estrutura da língua portuguesa, p Ibid. p. 88.
1 Introdução A categoria tempo é um dos pontos mais complexos dos estudos em língua portuguesa. Por se tratar de um campo que envolve, sobretudo, conceitos igualmente complexos como semântica e interpretação
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