Pragas da Cultura do Milho
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- Mônica Mascarenhas Arruda
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1 Entomologia Agrícola Pragas da Cultura do Milho Flávio Gonçalves de Jesus
2 Pragas das Raízes Percevejos castanhos Corós Angorá Larva alfinete
3 Angorá: Astylus variegatus Adultos: 8 mm, com élitros amarelados Larvas vivem no solo
4 Angorá: Astylus variegatus Larvas atacam as sementes Período seco Falhas na cultura
5 Tratamento de sementes Nome técnico Nome comercial Dosagem por 100 Kg de sementes Comercial (L) carbofuran Furadan 350 TS 2,00 carbofuran Marshal TS 2,00 furatiodicarb Promet 400 CS 1,60 tiodicarb Semevin 350 CS 2,00 tiodicarb + M Futur 300 2,00 carbofuran + Zn Furazin 310 TS 2,25 carbofuran + Zn Marzinc 250 TS 2,00 imidacloprid Gaucho 700 PM 1,40 thiamethoxan Cruiser 700 WS 150 g/ativo
6 Corós: Diloboderus sp. e Phyllophaga sp. Larvas esbranquiçadas, recurvadas Profundidade de acordo com desenvolvimento
7 Danos Causam o tombamento das plantas Destruição das raízes Atacam em reboleiras Geralmente, plantas atacadas morrem
8 Controle * Tratamento de Sementes * Época de plantio * Rotação de cultura: algodão, feijão, girassol * Preparo de solo
9 Percevejo Castanho: Scaptocoris castanea Antarsocoris brachiariae Habito subterrâneo 2 gerações anuais, com predominância em excesso hídrico Odor característicos
10 Percevejo Castanho: Scaptocoris castanea Antarsocoris brachiariae Fase de desenvolvimento Ninfas: 150 dias Adultos: 180 dias Oviposição: 90 dias
11 Sintomas Sucção de seiva, amarelecimento, seca Maiores infestações sucessão milho e pastagens
12 Controle Químico: Tratamento de sementes Pulverização no sulco de plantio Cultural - preparo e fertilidade do solo - rotação de cultura???? - disponibilidade de nutrientes
13 Larva alfinete: Diabrotica speciosa e Diabrotica viridula Larvas atacam região de crescimento Adulto característico maiores prejuízos: milho safrinha Postura no solo, com alta taxa de M.O
14 Ocorrência 1 a 2 meses após a semeadura Pescoço de ganso Sintomas As larvas alimentam-se das raízes, reduzindo a capacidade da planta em absorver água e nutrientes, tornando-as menos produtiva e sujeita ao acamamento, causando perdas quando a colheita é realizada mecanicamente. Para a cultura do milho têm sido relatadas perdas na produção variando entre 10 e 13% devido ao ataque, quando ocorre alta infestação desta praga.
15 Recomendação Controle 1 Químico: Tem sido o método mais empregado - Tratamento de sementes - Pulverização - Período residual baixo.
16 Recomendação Controle 2 Resistência de planta: Melhor sistema radicular pouco expressivo. 3 Controle Biológico: tática promissora Parasitóide e fungos. 4 A ecologia química: Atração por determinada substâncias Cultura armadilha 4 Controle cultural: Bom preparo do solo.
17 A ecologia química Número de visitas de adultos de D. speciosa em diferentes iscas.
18 Cultura isca
19 1 Ver histórico da área - Época de revoada -Áreas problemáticas 2 Mapear a propriedade - Abrir trincheira antes da semeadura - Definir estratégias de controle 3 Cultivo convencional - Bom preparo de solo (aração e 3 gradagens) - Plantio direto (implantação (reforma 7 anos ; subsolagem) 4 Antecipar plantio nas áreas infestadas 5 Implantação de culturas de menor riscos - Milho, sorgo, girassol... Recomendação Geral MIP Pragas de Solo
20 Recomendação Geral MIP Pragas de Solo 6 Corrigir acidez do solo e usar gesso com fonte de enxofre - Solos arenosos: kg/ha - Solo argilosos: até 2000 Kg/ha 7 Inseticidas no sulco de semeadura 8 Cuidado com a cultura formadora de palhada - Percevejo castanho preferência por milheto 9 Adubação de cobertura com sulfato de amônia 10 Controlar plantas daninhas - Tiguera
21 Pragas dos colmos Elasmo Lagarta rosca Percevejo Broca da cana
22 Elasmo: Elasmopalpus lignosellus Culturas: Polífaga Ocorrência: períodos secos, início da cultura PD formação de palhada é pequena, infestação é maior Queimada aumenta a população da praga
23 Efeito da umidade do solo sobre o número médio de plantas atacadas por Elasmopalpus lignosellus em milho Viana, 2009
24 Elasmo: Elasmopalpus lignosellus Fêmea coloca 130 ovos (folhas, talos, solo) 6 instares larvais, dias casulos revestidos de solo
25 Elasmo: Elasmopalpus lignosellus Larvas perfuram o caule (colo) e galerias Murcha e morte das plantas Consomem sementes e raízes Consomem vegetais mortos
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27 Estratégias de Controle 1 Biológico - O impacto é baixo sobre a praga 2 Cultural - Manejo da palhada - Evitar queimada - Manter a umidade no estabelecimento das plantas - Em plantio direto a infestação e menor 3 Químico - Tratamento de sementes e o mais usado - Jato dirigido nas plantas 4 Resistência de plantas - Pouco são os estudos nesta área
28 Estratégias de Controle
29 Recomendações no MIP Elasmo 1 em cultivo convencional, preparar a área duas a três semanas antes do plantio 2 Em sistema rotacional com mais de uma cultura por ano, onde um hospedeiro é plantado logo após o outro, é recomendado utilizar o plantio direto. 3 Identificar condições de alto risco para o ataque da lagartaelasmo. 4 Monitorar a lavoura a cada 2-3 dias durante o período de suscetibilidade. - 5 plantas consecutivas em 5 hectares - controlar a 5-10% de plantas danificadas
30 Lagarta rosca: Agrotis ipsilon Fêmea coloca de 600 a 1000 ovos (solo, nas plântulas e matéria orgânica) Lagarta Rosca Lagarta do cartucho
31 Lagarta rosca: Agrotis ipsilon Ovo: 5 dias, larva: 25 dias, pupa: 15 dias lagarta de hábitos noturnos Câmara pupal no solo
32 Agrotis X Spodoptera Cápsula cefálica Sutura adfrontal alcança o vértice da cabeça
33 Dano Seccionam as plantas rente ao solo Coração morto
34 Dano Perfilhamento de planta
35 Controle Biológico (parasitismo por microimenópteros e moscas) Químico (aplicação de isca a base de açúcar ou melaço acrescida de inseticidas) Aplicação de granulados sistêmicos
36 Percevejo: Dichelops sp. São insetos sugadores 9 mm de comprimento, coloração uniforme, abdome verde, espinhos laterais no protórax Postura em grupo
37 Danos Sucção de seiva, murcha e secamento de plantas Perfilhamento
38 PS: Palhada de soja ID: Invasora dessecada PDCFV: Planta daninha com folha verde
39 Controle Pulverizações com inseticidas (adicionando na calda 1kg de sal ou uréia/ha) Ativo por hectare: monocrotofós metamidofós paratiom metílico - 480
40 Broca da cana, Diatraea saccharalis Com a expansão da cana-de-açúcar no país, pode ser esperado um aumento dos problemas tanto na cana como no milho.
41 Broca da cana, Diatraea saccharalis Cada postura é composta de, em média, 25 ovos, formando uma massa - escamas de peixe. A mariposa da praga é de coloração geral amarelo palha e em geral a fêmea é bem maior do que o macho No terceiro ínstar ou nos ínstares posteriores, geralmente começa a alimentação dentro do colmo da planta.
42 Broca da cana, Diatraea saccharalis O principal dano causado pela larva de D. saccharalis é através da alimentação dentro do colmo da planta. Como as gerações da praga são contínuas e sobrepostas, os danos vão desde a fase de cartucho até o florescimento. Orifício em série
43 Broca da cana, Diatraea saccharalis Larvas mais desenvolvidas, ao intensificarem o dano, enfraquecem as plantas, que ficam propensas ao quebramento. Em função do ataque da praga, pode ocorrer um aumento da esterilidade, redução no tamanho da espiga e do grão, assim como uma interferência na colheita mecânica. O ataque diretamente na espiga também pode ocorrer.
44 Broca da cana, Diatraea saccharalis O controle da praga pode ser realizado, à semelhança do que é feito na canade-açúcar, através da liberação de inimigos naturais, notadamente o parasitóide de ovos Trichogramma spp. ou através do parasitóide de larva, a vespa Cotesia flavipes. Como o problema na cultura do milho é relativamente recente, praticamente não existem produtos químicos com registro específico para o controle da praga.
45 Lagarta do cartucho Pragas das folhas Pulgão do milho Cigarrinha do milho
46 Lagarta do cartucho: Spodoptera frugiperda Mariposa parda Ovipositam de 1,500 a 2,000 ovos na face superior Dano inicial é raspagem de folhas
47 Lagarta do cartucho: Spodoptera frugiperda Duração larval 40 dias Canibalismo, 1 lagarta por cartucho Período pupal de 8 dias no solo
48 Danos Destruição completa do cartucho Raspam e perfuram as folhas (lagartas novas) Cortam as plantas rente as solo Podem danificar espigas Atacam o estigma (cabelo), impedindo a formação do grão
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50 Controle Biológico Parasitóides Ovos Trichogramma sp. Telenomus sp. Doru luteipes Predador Lagartas Chelonus insularis Campolestis flavicincta
51 Controle Químico: Piretróides, Carbamatos, fosforados, fisiológicos Causas do insucesso no controle: Aplicação nas primeiras raspagem no cartucho Usar pontas tipo leque Insetigação
52 Médias (± erro padrão) do número de sobreviventes/planta 15 dias após a infestação de LCM, dos híbridos contendo as toxinas relacionadas de 1 a 10, sendo o híbrido de número 5 considerado de resistência natural. Waquil et al (2002)
53 Média do percentual de sobrevivência (IC, p=0,95) de LCM, 48 h após eclosão, alimentando-se em 7 híbridos de milho Bt e seus respectivos isogênicos não Bt. Sete Lagoas, 2009
54 Biomassa (mg) ( IC, P=0,05) da LCM mantida se alimentando em 6 híbridos de milho Bt e seus respectivos isogênicos não Bt, avaliada 14 dias após a eclosão. Sete Lagoas, 2009.
55 LCM com sete dias, alimentada em milho não Bt (esquerda) e Bt (direita)
56 Fatores que afetam o controle intensidade do ataque da praga a estratégia de piramidação Não e que esta usando Bt, que não necessite de inseticida!!!!!!!
57 Benefícios e riscos da tecnologia??????????? podemos citar a redução da aplicação de inseticidas; redução da contaminação dos grãos com micotoxinas; redução das perdas por dano causado pela infestação de insetos. Manejo da resistência... Inimigos naturais??????
58 Manejo da resistência Coexistência:100 m de isolamento de milho nõa Bt ou bordadura de 20m de milho convencional. Regra do Manejo da Resistência de Inseto (MRI): 10% da área total plantada com milho não Bt. monofagia funcional
59 Dispersão de Spodoptera frugiperda Fernandes e Vilarinho, 2009
60 Opções para o plantio de Refúgio
61 Monitoramento das lavouras A recomendação de utilização é de uma armadilha para cada 5 ha, sendo que o refil contendo o feromômio dura em média 25 dias
62 Controle Biológico da lagarta do cartucho do milho(spodoptera frugiperda), utilizando o parasitóide de ovos, Trichogramma pretiosum Cruz, 2004
63 Liberação da Vespinha no campo Fatores que afetam a eficiência??? -Número de insetos liberados, densidade da praga, inimigos naturais Quantidade por hectare indivíduos por hectare Quantidade de liberação - Depende da infestação - Geralmente e semanal Método de liberação - Cartelas parasitadas na bainha da planta Época de liberação - Sincronizada com o aparecimento de primeiro ovos e adultos Cuidados na liberação -São fototrópicos positivos - Usar produtos seletivos
64 Ovo parasitado Ovo com larva eclodida Trichogramma sp.
65 Pulgão do milho: Rhopalosiphum maidis Partenogênese telítoca Exige clima seco, temperatura entre 20 º Período de vida 28 dias
66 Pulgão do milho: Rhopalosiphum maidis Formas ápteras e aladas São vetores de viroses, principalmente mosaico encontrado no cartucho
67 Pulgão do milho: Rhopalosiphum maidis Condições favoráveis Estiagens freqüentes (fotoassimilado) Temperaturas amenas Sistema de cultivo (dessecação com inseticida) Uso de inseticidas de amplo espectro (Spodoptera)
68 Flutuação populacional
69 Danos Reveste o limbo foliar, prejudica a atividade fotossintética Sucção de seiva Transmissor de viroses (mosaicos Potyvirus) não muito prejudicial em danos primários (sucção de seiva) Morte de plantas Atrofiamento de espigas, má granação
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71 Controle Uso de cultivares resistentes Evitar plantio escalonados Tratamento de sementes Controle biológico
72 Lisiphlebus testaceipes Pulgões mumificados por Lisiphlebus
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74 Cigarrinha-do-milho: vetor de molicutes e vírus Alimentam-se, preferencialmente, no cartucho do milho Oviposição dentro do tecido da nervura central das folhas - postura endofítica. hospedeiros de D. maidis está restrita ao gênero Zea
75 Foto: Rodrigo Véras da Costa
76 Foto: Rodrigo Véras da Costa Foto: Rodrigo Véras da Costa
77 Manejo - complexo virose/enfezamentos na cultura do milho 1 Aplicar os métodos culturais - plantios tardios - plantios escalonados - rotação de culturas 2 Controle de plantas daninhas - tiguera 3 Erradicação das plantas doentes 4 Usar variedades resistentes 5 Controle químico - pulverização - tratamento de sementes
78 Pragas das espigas Lagarta das espigas Percevejo do milho
79 Lagarta das espigas: Helicoverpa zea Postura no estilo-estigma Lagartas no início alimentam dos estilos-estigmas, atacando os grãos novos Larva: 13 a 25 dias Pupa: 14 dias no solo Adultos: 12 a 25 dias Postura: média de 1000 ovos
80 Danos Destruição dos grãos em formação Destruição dos cabelos impedindo a fertilização Falhas nas espigas Destruição dos grãos leitosos Podridão da espiga
81 Controle Pulverizações manuais no cabelo do milho Químico (inseticidas) Biológico (parasitóides de ovos)
82 Percevejo do milho: Leptoglossus zonatus Manchas circulares no pronoto Faixa amarela em zigue-zague Expansões foliáceas nas tíbias Ovos colocados em linhas
83 Danos Sucção nos grãos ninfas e adultos Murchamento e apodrecimento de Grãos Controle Pulverizações com inseticidas (adicionando na calda 1kg de sal ou uréia/ha)
84 MIP Milho Atualidades
85 Danos da Cigarrinha-das-Pastagens, Deois favopicta Stal (Homoptera: Cercopidae) - Integração Lavoura-pecúaria X Entre as principais espécies cultivadas, Brachiaria decumbens, B. ruziziensis, B. dyctioneura e B. humidicola todas são suscetíveis às espécies de cigarrinhas, não só no Brasil como em toda a América Tropical. Brachiaria brizantha, conhecida como braquiarão, também de origem africana, tida como resistente às principais cigarrinhas de pastagens.
86 Danos da Cigarrinha-das-Pastagens, Deois favopicta Stal (Homoptera: Cercopidae) - Integração Lavoura-pecúaria (R) (S) (RM) Em condições de campo, a presença de capins suscetíveis à praga pode favorecer o aumento populacional desta a ponto de ocasionar danos em ambos os hospedeiros.
87 FIM Obrigado
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