O conteúdo é a base da pintura; a forma é apenas complemento
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- Mirella do Amaral Santarém
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1 Compilação de Paulo Victorino O conteúdo é a base da pintura; a forma é apenas complemento Embora se considere o Avant-garde como manifestação artística de renovação surgida nos primeiros anos do Século XX, tendo como fonte o inconformismo de jovens artistas em busca de uma liberdade total e absoluta em relação aos parâmetros convencionais da arte, a verdade é que toda a renovação modernista ocorrida a partir de 1900 teve seu ponto de partida no rompimento com a Arte Acadêmica promovido, em 1860, por um grupo de pintores reunidos em torno de Edouard Manet e Claude Monet, decidido a subverter a ordem das coisas, desprezando a forma para se fixar na emoção, esquecendo os detalhes da tecnicidade para buscar a beleza das coisas na luminosidade presente no ambiente, capaz de sensibilizar, desde o crítico mais experiente e atento aos detalhes, até o cidadão mais simples e ignorante das regras artísticas. (Abaixo: Impressão, Sol-Nascente, de Claude Monet)
2 Esse movimento, que, à revelia dos promotores, recebeu o nome de Impressionismo, se iniciou em 1860, em torno de Manet e se extinguiu, como movimento, em 1883, com a morte do grande mestre, quando o grupo se dissolveu e os artistas continuaram a atuar, mas de forma independente, deixando de lado as regras que engessavam a criatividade, passando a agir livremente, tendo a experimentação livre como a única regra a ser seguida. A partir de então, o termo Impressionismo passou a ser apenas uma indicação referencial, sem parâmetros rígidos que pudessem identificar os artistas como parte de um grupo definido e ordenado. O Impressionismo não existe sem a luminosidade da cor. No quadro de Monet, quando em preto e branco, o Sol deixa de ser referência e o reflexo do dele nas águas desaparece completamente Com a debandada, o, Impressionismo passou a ser apenas um nome charmoso, mas indefinido, sem amálgama que permitisse fundir os artistas em um ponto comum. Na contrapartida, ferida de morte, a Arte Acadêmica seguiu o seu curso, mas não mais absoluta, tendo de competir, para todo sempre, com movimentos rebeldes que buscavam a experimentação contínua, estes utilizando regras imprecisas, provisórias, apenas pontos de referência para passar à etapa seguinte, numa sucessão de modificações que parecia não ter fim (e não tinham fim, mesmo), já que cada balaústre era apenas um ponto de apoio para alcançar o balaústre seguinte.
3 A arte fauve de Matisse > Nela, a cor é o centro do universo Surge, nessa transição, a figura de Pablo Picasso ( ) que passou sua infância sob a égide do Impressionismo de Monet, transitou pelo Pós Impressionismo de Van Gogh e Gauguin, experimentou o Fauvismo de Matisse, para, finalmente, associar-se a Georges Braque e criar o mais controvertido estilo de pintura, o Cubismo que, por sua característica experimentalista, nunca conseguiu estabelecer uma forma definida, dividindo-se primeiro em grupos internos e depois, rompendo os limites do estilo, se espalhou numa explosão de centenas de movimentos experimentalistas, de nomes estranhos e extravagantes, propondo as mais variadas formas de arte, a maioria delas sem compromissos formais com a lógica. Esses movimentos surgiram e desapareceram ao sabor das circunstâncias e, por serem efêmeros, não permitem um tratamento individualizado, fazendo parte de um agrupamento desordenado que se convencionou chamar de Vanguardas Europeias (Avant-garde). Em todos eles, há a presença inequívoca do Cubismo, princípio, meio e fim de tudo, mola mestra das Vanguardas e guardião de normas mais estáveis, garantidoras da estruturação da arte moderna, tal como a conhecemos até hoje. Não houvesse o cubismo para balizar o caminho, as Vanguardas teriam se perdido em suas próprias contradições. (Paulo Victorino)
4 Matisse, a inspiração de Picasso Les demoiselles d'avignon, ponto inicial do Cubismo
5 PRINCIPAIS MOVIMENTOS DE VANGUARDA Após o surgimento do Cubismo, e com base nele, uma miríade de estilos e movimentos surgiu e desapareceu pelo mundo, a maioria deles sem deixar marcas. Todos submetiam suas ideias ao crivo do mercado, e quase todos se apagavam por falta de sustentação. Os poucos que subsistiram, se tornaram as referências mais importantes para Vanguarda (Avant-garde). Vencida a força da inércia, outros grupos continuaram a aparecer, mas eram apenas repique do movimento vanguardista, já consolidado por volta de No Brasil, por exemplo, tivemos a Semana da Arte Moderna em 1922 e, na década de 1950, o Concretismo paulista e o Neo-Concreto carioca. Mas isso é outra história, que fica para outra vez... Willys de Castro, Concretismo paulista
6 Doodle do Google e o Neoconcreto de Lygia Clark Impressionismo (009) Pós-Impressionismo (027) Pontilhismo (035) Les Nabis (Os Profetas) (045) Fauvismo (053) Inimá de Paula, o ponto alto do Fauvismo no Brasil
7 Cubismo (063) Expressionismo (073) Futurismo (083) Abstracionismo (091) Orphismo (099) Suprematismo (105) 1915(circa) Vorticismo (108) Dadaismo (115) A origem do nome dada vem de um termo infantil utilizado na língua inglesa para designar brinquedos: dadá, significa algo como cavalo de madeira (brinquedo infantil). Esse nome representa muito bem a desconstrução proposta pelo movimento e a aparente falta de sentido nas obras de arte dos artistas dadaístas Concretismo (123) Neoplasticismo (131) Construtivismo (141) Surrealismo (149)
8 - 008 A VANGUARDA BRASILEIRA Lasar Segall veio ao Brasil em 1913, realizando duas exposições, em São Paulo e em Campinas, sendo recebido com polida frieza, e retornou à Alemanha, desiludido. Anita Malfatti mostrou sua arte em 1917 e foi dinamitada por Monteiro Lobato em seu artigo Paranoia ou Mistificação?. A Semana da Arte Moderna de 1922 teve melhor sorte e, a partir dela, o Modernismo brasileiro encontrou seu caminho, até chegar, em 1928, ao Abaporu de Tarsila do Amaral. Na década de 1950, surgiram o Concretismo em São Paulo e o Neoconcreto no Rio de Janeiro. Quanto a Lasar Segall, mencionado no início, tentou o Brasil, de novo, em 1923, após a Semana e, desta vez, deu certo: casou-se com uma aluna sua, Jenny Klabin ( ), e ficou aqui até a morte, em 1957.
9 A impressão do momento O nome Impressionismo, como tantas outras denominações na História da Arte ( como os termos Gótico, Maneirismo e Barroco), inicialmente teve um cunho pejorativo. Foi um rótulo colocado ao trabalho de um grupo de artistas que, de acordo com os críticos da época, acreditavam na impressão do momento como algo tão importante que se bastava por si mesma, dispensando as técnicas tradicionais acadêmicas. Esses artistas realizaram inúmeras exposições em Paris entre 1874 e 1886, porém, sua aceitação pelo público foi lenta e sofrida, pela incompreensão ao trabalho realizado. Ridicularizados inicialmente pela crítica por não seguirem a tradição pictórica que vinha sendo solidificada desde o Renascimento, venceram a força da inércia e acabaram por obter o respeito e aceitação de suas novas ideias por parte do público. E, como aconteceu em muitas outras ocasiões, a crítica foi a reboque dos acontecimentos. Claude Monet La Gare Saint-Lazare, 1877
10 Os objetos, retratados ao ar livre, sob a luz natural, eram bastante valorizados pelos impressionistas. O volume e solidez, características que a pintura tradicional pregava como fundamentais para uma obra de arte existir, começaram a ser desrespeitados, abrindo caminho para as vanguardas estéticas do Século XX. Quanto à fidelidade ao objeto retratado, não se pode dizer que os impressionistas não a desejassem, mas buscavam essa fidelidade sempre à sua maneira, perseguindo mais a realidade virtual da imagem. Com efeito, os impressionistas faziam suas pinturas fora das convenções artísticas, mas, de preferência, sob os efeitos do olhar e das mudanças da luz a cada momento do dia. Barques sur la Seine à Asnières - Pierre-Auguste Renoir 1879 Nesse sentido pode-se dizer que são descendentes do Realismo. As cores eram de fundamental importância para o grupo, caracterizando-se num elemento extremamente expressivo em sua arte. O frescor da impressão que um objeto causava ao artista deveria ser captado pelas pinceladas. Os objetos retratados seriam aqueles percebidos pela visão, como paisagens, retratos e cenas do cotidiano.
11 Na busca da luminosidade, a pintura deixou de ser um trabalho de estúdio para se tornar uma atividade externa, ajudada que foi pela Revolução Industrial, que colocou à disposição tintas de todos os tipos, acondicionadas em bisnagas e fáceis de transportar em simples maleta. Antes, as tintas eram preparadas na cozinha do pintor, com fórmulas desenvolvidas por ele mesmo. Duas influências foram fundamentais para o movimento: primeira, as estampas japonesas que se popularizam na Europa no final do Século XIX, com seu desrespeito à perspectiva e às normas de composição da academia ocidental - suas formas repletas de vida encantavam os impressionistas; depois, a invenção da fotografia. As estampas, antes que tudo, deram o mote para a inovação do Impressionismo. Já a fotografia tornou-se uma forte concorrente da arte acadêmica, por reproduzir em segundos o que o artista levava, por vezes, dois anos para pintar. Com o advento da foto, a reprodução pictórica de uma cena passou a ser questionada como arte e os artistas buscaram refúgio na impressão do momento, captada e transportada para as telas, coisa que uma simples fotografia não conseguiria reproduzir. Sai de cena a razão, entra em cena a emoção. A partir desse enfoque, um quadro precisava ser pintado em umas poucas horas, antes que a luminosidade do ambiente se alterasse, levando consigo o efeito que o artista buscava reproduzir. Claude Monet, La Grenouillère, 1869, 74.6 x 99.7 cm.
12 Claude Monet ( ) é considerado o fundador do Impressionismo. São famosas suas pesquisas em cima dos ideais impressionistas, como a representação de um objeto em diferentes horas do dia e sob diferentes luzes. Decepcionado com o ensino da pintura acadêmica, em 1862 ele foi estudar artes com Charles Gleyer em Paris, onde conheceu Camille Pissarro e Gustave Courbet. Juntos, desenvolveram a técnica de pintar o efeito das luzes com rápidas pinceladas, o que mais tarde seria conhecido como Impressionismo. Com a perda gradual da visão, sua pintura começa a deteriorar. A operação da catarata, hoje uma intervenção simples e rotineira era na época aterrorizante. Pouco antes, a impressionista Mary Cassat tentara a operação e ficou completamente cega e totalmente incapacitada para a pintura. Temeroso, Monet insistia em viver com o pouco de visão que ainda tinha, mas que, ainda assim, era um patrimônio real e visível, antes de tentar uma aventura que poderia conduzi-lo às trevas eternas. Ao final da vida, arriscou operar uma das vistas, o que deu certo, e viu o estrago que havia feito com sua pintura recente. Destruiu alguns quadros e conservou outros, que hoje aparecem como uma falsa adesão dele ao abstrato. Nada disso, era, mesmo a catarata... Os dois momentos de Monet > O primeiro quadro, feito antes da doença, o segundo, repete a cena, captada já com a catarata Dentre todos os impressionistas Monet foi quem viveu por mais tempo, vindo a falecer em seus jardins de Giverny no dia 5 de dezembro de Acompanhou, assim, toda a transição do acadêmico para a sucessão de movimentos modernistas, embora permanecesse fiel ao Impressionismo, com uma aparente adesão ao abstrato, que, já sabemos, era só uma catarata. Auguste Renoir outro ancião, viveu até 1919, não teve problemas de visão, mas sim de movimento, com as mãos semiparalisadas. Outra pioneira, Mary Cassat, viveu até 14 de junho de 1926, mas, nos últimos 10 anos, estava cega, solteira e sem filhos, cultivando a solidão e a escuridão que, para ela, representavam a morte em vida.
13 Mary Cassat, pintava preferencialmente mulheres e crianças, individualmente, ou juntas, em sua relação mãe-filha. Era americana, foi a Paris, de passagem, e acabou ficando na França por toda a vida
14 Camille Pissarro ( ), com sua ênfase no método e o forte efeito que seus quadros exprimem, por terem sido executados quase que acidentalmente, foi outra grande influência para importantes nomes impressionistas. Ele foi um dos pintores que mais ajudou, com sua obra e formulações teóricas, na aceitação, por parte da opinião pública, no desenvolvimento do conceito de que a visão do artista interfere na percepção da obra. Foi o único que participou das oito exposições do grupo impressionista, mas, ao final, aderiu ao Neoimpressionismo, conhecido popularmente como Pontilhismo. Entre eles (e entre todos os impressionistas) a presença confiável do mestre Edouard Manet que, embora Realista por convicção, deu aos Impressionistas o apoio que precisavam para se manterem unidos e realizar suas experiências inovadoras. Costuma-se dizer que o Impressionismo começou com Manet em 1860 e terminou com sua morte em E é a pura verdade.
15 A presença feminina no movimento impressionista está representada por Berthe Morisot e Mary Cassat, que tiveram atuação vigorosa na propagação do estilo. Morisot era cunhada de Edouard Manet e foi ela que levou Manet a juntar-se aos impressionistas. Manet permaneceu no Realismo, mas sua influência incontestável de mestre, manteve a amálgama que permitiu o desenvolvimento coordenado do Impressionismo, dissolvido logo após sua morte, em Vista de París desde El Trocadero, Berthe Morisot Edgar Hilaire Germain Degas (pronuncia-se Degá) é outro destaque do Impressionismo. Mesmo antes de os impressionistas começarem a expor, Degas já havia quebrado as regras de pintura acadêmica, obtendo aceitação da crítica e, seguindo à frente de todos, balizou as veredas por onde os demais iriam transitar. Mudou o seu estilo, influenciado principalmente pelo exemplo de Edouard Manet e participou da primeira exposição de arte impressionista. De 1874 a 1886, Degas expõe com os impressionistas, mas os seus conflitos repetidos com outros membros do grupo e o fato de ter tão pouco em comum com Claude Monet e outros pintores paisagistas, fez com que rejeitasse o rótulo de impressionista que a imprensa lhe tinha criado e popularizado. Ainda hoje, a sua inclusão na pintura impressionista é discutida pelos historiadores de arte. Degas apreciava tudo o que era fora do comum. Degas, junto aos impressionistas, era um estranho no ninho. Chocava por uma paleta discordante, nos dizeres do público da época, em que era capaz de colocar lado a lado um violeta intenso e um verde ácido.
16 A escolha dos temas era frequentemente pouco convencional. Influenciado pelo Naturalismo, retratou a vida parisiense, nos seus vícios e costumes, como em O Absinto (1876), reproduzido abaixo.
17 Além da França, o Impressionismo acaba se espalhando por outros países. Destaques são americanos como Childe Hassam ( ), Maurice Prendergast ( ) e James Abbott McNeill Whistler ( ), este último, um dos primeiros artistas ocidentais a perceber o valor das estampas japonesas. Abaixo, 'Sunset: Red and Gold' by James Abbot McNeill Whistler Além disso, o Impressionismo foi ponto de partida para inúmeros artistas, como Toulouse Lautrec (abaixo), desenvolverem seu estilo próprio. (Traduzido da Wikipedia em inglês, com apoio de outras fontes)
18 IMPRESSIONISMO NO BRASIL No início do século XX, Eliseu Visconti foi sem dúvida o artista que melhor representou os postulados impressionistas no Brasil. Destacam-se também Almeida Júnior, o príncipe dos pintores brasileiros, Timótheo da Costa, Henrique Cavaleiro, Vicente do Rego Monteiro e Alfredo Andersen. Eliseu Visconti, Moça no Trigal, 1916 (circa) Almeida Junior, O Violeiro, 1899
19 - 019 Claude Monet, Donna con l ombrellino, Madame Monet e suo figlio
20 Almoço na Relva, de Edouard Manet chocou o público, por colocar duas mulheres nuas ao lado de dois cavalheiros bem vestidos. O estilo de Manet é realista e não impressionista. Edouard Manet, Chez le père Lathuille 1879
21 - 021 Auguste Renoir, Jeune fille au chapeau de paille Desprezando regras, o artista conservou, do Impressionismo, toda a magia da luminosidade
22 Renoir foi quem melhor intuiu o conceito de luminosidade proposto pelo Impressionismo, mas substituiu o ar-livre pelo estúdio
23 Na intimidade do estúdio, Renoir se desenvolvia bem em qualquer tema, desde os modelos vivos como até a natureza-morta
24 Berthe Morisot e Mary Cassat, as duas mulheres representantes do Impressionismo, tinham muito em comum. Morisot era casada com Eugene, irmão do pintor Edouard Manet e Cassat permaneceu solteira pela vida afora. Mas uma e outra tinham uma irmã à qual devotaram a vida. Morisot, com Edma e Cassat com Lydia. Ambas se retrataram ao lado de suas respectivas irmãs. A diferença é que Morisot preferia o óleo (primeira imagem) e Cassat se dava bem com o pastel (segunda imagem)
25 Gerthe Morisot retrata a irmã em Mulher lendo,
26 - 026 Mary Cassat retrata a irmã em Mulher lendo, 1979
27 Pós-Impresssionismo, o triunfo da cor Importante > Não confunda PÓS-IMPRESSIONISMO com NEO-IMPRESSIONISMO (ou Pontilhismo), que são estilos diferentes de pintura. O primeiro privilegia a cor, o segundo dá destaque à separação das cores por pontos coloridos. O Pós-Impressionismo foi, predominantemente, um movimento artístico francês de Vanguarda (Avant-garde), que se desenrolou principalmente entre 1885 e 1904, surgindo do Impressionismo, e que tinha como supremacia o destaque da emoção da cor, ainda quando em prejuízo da luminosidade. Relembremos: Com a morte de Edouard Manet em 1883, o grupo impressionista se dispersou, as regras que engessavam o movimento passaram a ser ignoradas e os artistas buscaram novos caminhos de expressão artística. Entre os inovadores do Pós-Impressionismo se achavam Paul Cézanne ( ), Odilon Redon ( ), Henri Rousseau ( ), Paul Gauguin ( ) e Vincent van Gogh ( O exuberante colorido pós-impresssionista de Cèzanne foi a inspiração que levou ao surgimento do Cubismo
28 O grupo pós-impressionista exerceu influência em uma nova geração de pintores e foi o germe que conduziu ao nascimento do Fauvismo, este também privilegiando a cor, mas descolado do Impresssionismo e seus derivados. Passo a passo, momento a momento, desafiando a rotina e buscando novos caminhos, os artistas emergentes iam marcando a sua posição capital de que a melhor regra é não ter regra nenhuma e isso explica por que os movimentos pictóricos iam se desdobrando continuamente, numa sucessão de novas e diferentes ideias, a maioria das quais não conseguiu se sustentar por muito tempo, ante a fúria dos embatedores em defender seus pontos de vista pessoais. O Pós-Impresssionismo de Paul Gauguin e seu fascínio pelos mistérios do Taití serviram de mote para o Cubismo de Pablo Picasso O termo Pós-impressionismo foi usado pela primeira vez em 1906 pelo pintor crítico de arte inglês Roger Eliot Fry, interessado nas inovações que vinham ocorrendo na França. No princípio, era genérico, envolvendo todas as experiências que se seguiram à debandada causada pela morte de Manet em Lentamente, as inovações foram se distinguindo umas das outras, exigindo uma reclassificação e, a partir daí, ele passou a identificar o exuberante colorido da paleta, por vezes com uma camada espessa de tinta, bem como a enfatização das formas geométricas, agora ligeiramente distorcidas, fugindo de vez da rigidez das fórmulas acadêmicas.
29 E como os jovens pintores atuavam em regiões diferentes da França, e não apenas em Paris, a conceptualização da arte foi se diferenciando entre um grupo e outro, incentivando a proliferação dos efêmeros movimentos que surgiam a cada momento. O Pós-Impressionismo de Cezanne foi engolido pelo Fauvismo de Matisse, que não sobreviveu ao Cubismo de Braque e Picasso que, por sua vez foi a origem de outros tantos estilos pela Europa adentro. (Traduzido da Wikipedia em inglês, com apoio de várias outras fontes) Van Gogh, pós-impressionista, muito além do convencional
30 - 030 Classificado, frequentemente, entre os pós-impressionistas, Odilon Redon ( ) era, em verdade, um pintor simbolista, buscando nos elementos da natureza um significado simbólico, que todos eles, por certo, possuem. O Simbolismo, que ganhou muita visibilidade na literatura, especialmente na poesia pós-realista, teve igualmente influência na pintura, ainda que não considerado necessariamente um movimento. Odilon Redon Blumenstrauß der Blumen
31 - 031 Considerado simbolista por uns e primitivista por outros, Henri Rousseau ( ) aparece entre os Pós-Impressionistas como um estranho no ninho e seus trabalhos estão mais ligados às artes gráficas que à pintura propriamente dita. Henri Rousseau, 1910, O Sonho, óleo sobre tela, 2,04 x 2,98 m Henri Rousseau, A Guerra, 1894, Óleo sobre tela, 1,14 x 1,95 m
32 - 032 A dissidência de Cèzanne em relação aos impressionistas de primeira hora vem de uma questão conceitual básica: ainda que recorra aos tons difusos e as pinceladas justapostas, ele nunca abandonou o que considerava a "soberania da forma". Renegando o Impressionismo em sua forma original, Cezanne criou o Pós-impressionismo, abrindo caminho para o surgimento do Fauvismo, do Cubismo e de seus desdobramentos. Pablo Picasso sintetizou Cèzanne em uma frase: Ele é o Pai de todos nós. Paul Cezanne, Jeune garçon avec gilet rouge, 1888
33 Paul Cèzanne e as naturezas-mortas - 033
34 Paul Cèzanne e as flores
35 Pontilhismo, administrando o caos É mais fácil seguir a rotina do que romper a força da inércia, propondo novas alternativas para algo já consolidado. Os revolucionários políticos, ou os reformadores religiosos, ou os inovadores artísticos, ao propor novos caminhos, tiveram antes de tudo, que se opor ao status vigente e depois, como se isso não bastasse, coube a eles combater seus primitivos aliados, agora adversários, na ânsia de ampliar, até anarquia, os limites traçados pela nova ordem. Assim aconteceu com Martinho Lutero, cuja reforma religiosa lhe escapou das mãos, dando origem a um sem número de movimentos contestatórios, não mais contra a tradição, mas contra a nova ordem proposta. Assim aconteceu com a Revolução Francesa que, vitoriosa no primeiro momento, destruindo o conceito do rei por direito divino, despertou as paixões adormecidas e levou a França a uma série de contestações casuísticas, depois ao Terror e finalmente ao triunfo de Napoleão, com o retorno do regime imperialista que se pretendia combater. São leis do comportamento humano. Se um status se desintegra, o que se instala em seu lugar, a médio prazo, não é uma nova ordem, mas a anarquia, mais difícil de ser combatida, gerando instabilidade e insegurança. Georges Seurat, O Circo, detalhe, 1891
36 Parece que não, mas essa introdução tem tudo a ver com a arte. Ao romper com a Academia, em 1860, questionando os axiomas da arte e subvertendo a ordem das coisas, ao desprezar a forma, tão cultivada desde a antiga Grécia, para privilegiar o conteúdo, representado pela emoção, o Impressionismo criou um movimento excêntrico, como o de um cometa errante e deixou espaço para o surgimento de outros grupos contestatórios, desestabilizando os conceitos tradicionais da arte e criando um monstro que ninguém mais conseguiria dominar. Foi nesse contexto que a luminosidade do Impressionismo foi incrementada pela paleta Pós-Impressionista, carregada de cores fortes e, depois, pelo Neo- Impressionismo, conhecido popularmente como Pontilhismo, que era nada menos do que uma caricatura da proposta original impressionista. O Pontilhismo, não apenas adotava como princípio a separação da imagem em pontos coloridos isolados, como levava esse conceito ao paroxismo, transformando esses pontos no elemento principal da pintura, numa expressão grotesca do conceito inicial do Impressionismo. Paul Signac, Saint-Tropez
37 A técnica do Pontilhismo surgiu pela primeira vez na década de 1880, adotada que foi pelos artistas Georges Seurat ( ) e Paul Signac ( ). Conhecida inicialmente como Neo-Impressionismo, recebeu também os nomes de Divisionismo, Cromoluminarismo e, por fim, foi denominada Pontilhismo pelos críticos de arte, com o intuito de ridicularizar o trabalho desses jovens artistas. Que não se perca por falta de nomes... Outro destaque no movimento é Henri-Edmond Cross ( ), iniciado no Impressionismo, com presença visível no Pontilhismo com influência sobre Matisse, tornando-se um mentor menos visível do Fauvismo. Henri-Edmond-Cross, Baigneuses, 1892, óleo sobre tela, 55 x 73 cm A prática de Pontilhismo está em nítido contraste com os métodos tradicionais que misturam os pigmentos básicos na paleta. As cores básicas da pintura são ciano/magenta/yellow, às quais se acrescenta a chave (Key) preto, resultando na fórmula CMYK. Isso é válido para a pintura, para a impressão gráfica e para a mistura de pigmentos em geral. Já em se tratando de luz (e não de pigmentos), a fórmula é RGB (red, green, blue), tal como se encontra nos televisores e monitores de computador. O Pontilhismo, pois, não inova, já que simplesmente aplica os princípios elementares da Física, decompondo os elementos que se achavam naturalmente misturados.
38 - 038 Ciano, magenta, yellow e a chave (Key) preto Sem encontrar grande número de adeptos em seu tempo, o Pontilhismo renasce, modernizado, na concepção dos criadores da Pop-Art, com Andy Warhol ( ) e, sobretudo, nos quadrinhos de Roy Lichtenstein ( ). Só que, agora, não é mais um desafio ao Impressionismo, mas sim uma nova leitura da arte moderna.
39 O pontilhismo renascente na Pop-Art
40 O pontilhismo renascente na Pop-Art
41 O Pontilhismo genuíno de Georges Seurat
42 O Pontilhismo genuíno de Georges Seurat
43 O Pontilhismo genuíno de Paul Signat
44 O Pontilhismo genuíno de Camille Pissarro
45 Les Nabis (Os Profetas) O movimento Les Nabis, se originou de um grupo de jovens estudantes de arte egressos da Academia Julian. Surgiu do então impressionista Paul Sérusier ( ) a ideia de formar o grupo, cujo nome, originado do hebraico, significa Os Profetas. Foi ele que trouxe também para o grupo o valioso apoio do já famoso pintor pós-impressionista Paul Gauguin ( ). Ker-Xavier Roussel, Édouard Vuillard, Romain Coolus, Félix Vallotton, 1899 (Commons) Quanto ao nome Les Nabis, ele foi cunhado pelo poeta Henri Cazalis, que traçou um paralelo entre os pintores interessados em revitalizar a pintura e os profetas do Velho Testamento, empenhados em rejuvenescer Israel, ainda mais semelhantes porque a maior parte dos artistas usava barbas e alguns deles eram judeus, reforçando o elo entre a os artistas e a religião. Além do mais, havia uma certa mística no comportamento dos novos profetas, que ia deste as ideias até o linguajar, propositalmente cabalístico.
46 Em tom de mistério, chamavam o estúdio de ergasterium e encerravam suas cartas com a sigla "E.T.P.M.V. et M.P, significando, em francês, "En ta paume, mon verbe et ma pensée", em português, na palma de suas mãos, estão minhas palavras e meu pensamento. Já se vê que não se tratava de um grupo muito aberto à comunicação. No período de organização, encontravam-se na própria Academia Julian. Depois, passaram a se encontrar no apartamento do pintor Paul Ranson ( ). Pregavam que uma obra de arte é o produto final, ou a síntese proporcionada pelo artista, contendo a natureza em metáforas estéticas pessoais e em símbolos. Dá para entender... Esquisitices à parte, o grupo Les Nabis abriu o caminho para o desenvolvimento da arte abstrata e, longe de viver o passado distante, eles eram progressistas, visionários de seu tempo mas sem perder a noção da realidade, integrados que estavam na arte e no cotidiano das pessoas. Homenagem a Cézanne, Maurice Denis, 1900 (Commons) Quanto às técnicas utilizadas, estavam integrados a todo tipo de mídia, usando telas ou cartões, trabalhando com têmpera ou óleo, pintando murais, ou produzindo pôsteres, impressões, ilustrações de livros, temas para estamparia de tecidos e criando ideias para decoração de móveis. Mesmo depois de extinto o grupo, suas ideias foram pilares para o desenvolvimento do Fauvismo e do Cubismo.
47 Entre os artistas considerados Os Profetas, destaca-se Maurice Denis, pintor e também jornalista, que ajudou a projetar as ideias do grupo, que classificava a pintura como "uma área plana coberta de cores reunidas em uma ordem definida" (Traduzido da Wikipedia em inglês, com apoio de outras fontes) Eis os nomes mais significativos do grupo Les Nabis, com suas respectivas identificações: Pierre Bonnard ( ), le nabi très japonard Pierre Bonnard, Auto-retrato (1889) Commons
48 Maurice Denis ( ), le nabi aux belles icônes Maxime Dethomas ( ) Meyer de Haan ( ), le nabi hollandais Rene Georges Hermann-Paul ( ) Henri-Gabriel Ibels ( ), le nabi journaliste Georges Lacombe ( ), le nabi sculpteur Lugné-Poe ( ) Aristide Maillol ( ) Paul Ranson ( ), le nabi plus japonard que le nabi japonard Paul Ranson, Nabis Landscape, 1890 József Rippl-Rónai ( ), le nabi hongrois Ker-Xavier Roussel ( ) Paul Sérusier ( ), le nabi à la barbe rutilante
49 Félix Vallotton ( ), le nabi étranger Félix Vallotton, The Mistress and the Servant, 1896 Jan Verkade ( ), le nabi obéliscal Édouard Vuillard ( ), le nabi Zouave Pierre Bonnard, Les Parisiennes 1893, lithograph (Commons)
50 - 050 Paul Serusier, A Colheita Paul Serusier, O Talismã
51 Pierre Bonnard, La Seine à Vernon Pierre Bonnard, Le boxeur
52 Paul Ranson, Les trois baigneurs Paul Ranson, Arbre pomme aux fruits rouges
53 Fauvismo e a missão das feras O Fauvismo foi um dos mais importantes movimentos das Vanguardas europeias (Avant-garde), caracterizado pelo emprego provocativo da cor que, embora de curta duração ( ), teve sua origem no Pós-Impressionsmo e na pintura do grupo Les Nabis, passando o bastão ao seu sucessor, o Cubismo, que também privilegiava a cor, mas acrescentando-lhe formas geométricas mais definidas. Nessa transição de um movimento para outro, não houve necessariamente uma ruptura, mas sim uma nova leitura das experiências realizadas por seus antecessores. Bem acompanhada a evolução das Vanguardas, podemos dizer que cada movimento contribuiu, em seu lugar e hora, para o desenvolvimento da arte moderna, complementando, mas não contraditando, o movimento anterior. O termo Fauvismo (As feras), cunhado pelo crítico de arte Louis Vauxcelles ao conjunto de obras apresentadas no Salão de Outono de Paris em 1905, tinha um cunho pejorativo, mas os vanguardistas o adotaram pela consciência que tinham quanto à sua importância no desenvolvimento da arte, naqueles primeiros anos do Século XX. O precursor foi Henri Matisse e sua maior contribuição para a arte moderna esteve na utilização da cor em seu estado puro, sem subterfúgios, agredindo e fascinando a um só tempo. Henri Matisse, A dança, 1909
54 - 054 Henri Matisse, Luxo, Calma e Voluptuosidade, 1904 O gabarito para a pintura fauve é a obra de Matisse Luxo, calma e voluptuosidade, representando uma síntese do Pós-Impressionismo transportada para o novo estilo. Nesse trabalho, Matisse faz referência ao lirismo romântico do poeta simbolista Charles Baudelaire em Convite à Viagem, evidenciando a autonomia das cores em relação ao objeto focalizado. Matisse dispõe o colorido de maneira que as cores frias e intermediárias (azul, rosa e verde) revelem a calma e tranquilidade do ambiente proposto. Isso permite dar maior destaque às figuras, em cores quentes, como o vermelho, o laranja e o amarelo. Note-se que, embora introduzindo a cor como elemento fundamental da obra, ainda existe nesse quadro um resíduo de estilos anteriores, como o Pontilhismo, bastante visível no conjunto. Foi a partir padrão citado que os demais artistas desenvolveram seu trabalho, criando uma identidade própria, indelével, tanto dos artistas quanto do movimento, aproveitada e melhorada pelos movimentos que sucederam à pintura fauve. No mesmo Salão, Matisse expõe O Retrato da Senhora Matisse, uma caricatura à feminilidade e um novo enfoque na pintura de retratos, fugindo aos padrões do Impressionismo e bem distante do academicismo. (Traduzido da Wikipedia em espanhol, com apoio de outras fontes)
55 O Retrato da Senhora Matisse Entre os artistas mais conhecidos da pintura fauve, podemos citar, de passagem, os seguintes nomes: Henri Matisse ( ), pintor e escultor francês Louis Valtat ( ), pintor francês Georges Rouault ( ), pintor francês Henri Manguin ( ), pintor francês
56 Albert Marquet ( ), pintor francês Albert Marquet, Barcos de pesca, (1906) Jean Puy ( ), pintor francês Maurice de Vlaminck ( ), pintor francês Kees van Dongen ( ), pintor holandês Raoul Dufy ( ), pintor francês
57 Charles Camoin ( ), pintor francês Othon Friesz ( ), pintor francês Andre Derain ( ), pintor e escultor francês Georges Braque ( ) pintor e escultor francês Georges Braque, Mulher nua se penteando, Óleo sobre tela, cm. > O artista utiliza cores brilhantes, em vermelho e rosa, com repetição sutil de linhas diagonais,
58 Ben Benn ( ), pintor russo, naturalizado americano Bem Benn, The Street, New York City Roger de la Fresnaye ( ), pintor francês Marguerite Thompson Zorach ( ) pintora americana
59 Roger de la Fresnaye, Coquelicots dans un vase (Papoulas em um vaso), 74x58 cm,
60 - 060 Henri Manguin, The Prints, 1905, Óleo sobre tela, 81 x 100 cm Henri Mangin, Landscape (Paisagem)
61 Louis Valtat, Naked woman,
62 André Derain, "Collioure: le port de pêche", 1906 André Derain, Pont de Charing Cross London, 1906
63 A decomposição da imagem em formas geométricas O Cubismo foi um movimento artístico desenvolvido entre 1907 e 1914, nascido na França e encabeçado por Pablo Picasso e Georges Braque, com a participação ativa de Jean Metzinger, Albert Gleizes, Robert Delaunay e Juan Gris, usando como base as experimentações de movimentos anteriores a ele, mas criando fundamentos para a pintura moderna, ao romper definitivamente com a arte acadêmica. Não foi apenas mais uma experiência modernista, mas a pedra basilar sobre a qual se sustentaram todos os movimentos posteriores, até os dias de hoje. O termo Cubismo (de cubo) foi cunhado pelo crítico de arte francês Louis Vauxcelles, o mesmo que já havia criado a expressão Fauvismo (de fauve, ou feras), e teve como mote o quadro L Estaque (abaixo), de Georges Braque, composto, segundo ele, de pequenos cubos.
64 Embora mais apropriado para a pintura, o Cubismo se desenvolveu também na escultura e na poesia livre, em que a métrica e as rimas são abolidas e a própria escrita ganha o contorno de figuras geométricas. O Concretismo brasileiro na poesia da década de 1950 (exemplo abaixo) foi uma versão modernizada do cubismo literário que teve, como seu maior expoente na França o poeta Guillaume Apollinaire ( ). É unanimidade, nos dias de hoje, considerar o Cubismo como o ponto inicial das Vanguardas (Avant-garde), por romper com o último estatuto renascentista ainda vigente no Século XX, qual seja, o conceito de perspectiva, ao tratar as formas da natureza por meio de figuras geométricas (não necessariamente o cubo) fragmentando linhas e superfícies, trazendo o lado obscuro do objeto para o primeiro plano e mostrando, em superfície plana, tanto a frente como o lado e o reverso do objeto, no que foi chamado de perspectiva múltipla, ou uma quarta dimensão.
65 Joaquin Peinado, ( ), Bodegón Cubista Como é fácil de se imaginar, a obra acabada ficava, por vezes, de difícil compreensão, necessitando de uma decomposição e análise dos elementos nela existentes, para o espectador compreender mais claramente a visão do artista. Tudo isso bem ao contrário da pintura tradicional, que expunha aos olhos do espectador o objeto natural, como ele estava acostumado a ver no cotidiano. O cubismo teve como centro nevrálgico a cidade de Paris; como seus organizadores, Pablo Picasso, Georges Braque e Juan Gris; como fonte de inspiração, as esculturas africanas e as exposições do pontilhista Georges Seurat realizada em 1905 e do pós-impressionista Paul Cèzanne, realizada em 1907, ambas em Paris. Cèzanne pretendeu representar a realidade, reduzindo-a a formas essenciais, enquanto que Seurat buscou estruturar geometricamente seus quadros. O que Pablo Picasso e Georges Braque tomaram de Cèzanne foi obter uma nova figuração das coisas, dando aos objetos a solidez e a densidade, afastando-se de vez dos preceitos do Impressionismo, que colocava no âmago de sua pintura a busca exclusiva dos efeitos de luz. Quanto às máscaras africanas, elas eram uma novidade que só recentemente chegara à Europa, trazida pelos conquistadores que implantaram o neo-colonialismo na África. Africanos desconheciam a evolução da arte na Europa e vice-versa.
66 A visível identidade entre uma mascara africana e uma pintura de Pablo Picasso Em 1909, Georges Braque e Pablo Picasso estreitaram sua amizade e permitiram o primeiro avanço, com a criação do Cubismo Analítico ( ), criando uma pintura quase que monocromática, baseada no cinza e no ocre (óxido de ferro). Nesse primeiro momento, desprezava-se a cor para dar destaque maior e quase que exclusivo à forma geometrizada das pinturas. Georges Braque, Instrumentos musicais
67 - 067 Com o quadro O Português, pintado por Georges Braque surge a segunda fase cubista que é a do Cubismo Sintético ( ). Em sua obra, Braque desenvolve um estilo mais abstrato e, como novidade, acrescenta letras, palavras e números na própria pintura, além de realizar colagem de papéis e recortes de jornais. A cor começa a voltar, ainda que timidamente, à pintura. Georges Braque, O Português, 1911
68 Em 1912, Picasso também aderiu à colagem com sua obra Natureza morta com cadeira de palha, acrescentando papel oleado sobre a tela. A cor também se torna mais visível, em relação à fase anterior. A Primeira Guerra Mundial ( ) pôs fim à fase mais criadora do cubismo. Muitos pintores foram convocados para a guerra, entre eles Braque, Léger, Metzinger, Gleizes, Villon e Lhote. Terminado o conflito, os artistas retomam sua atividade artística, mas, a essa altura, o cubismo original já havia se desdobrado em outras tendências de denominações diferentes, como por exemplo, o Dadaismo, o Surrealismo, Neoplasticismo e Concretismo. O destino estava traçado; apenas os caminhos em direção ao futuro é que eram diferentes. (Traduzido da Wikipedia em espanhol, com o apoio de várias outras fontes) Os principais artistas do cubismo foram: Lyonel Feininger ( ), pintor germano-americano Jacques Villon ( ), pintor francês Raymond Duchamp-Villon ( ), escultor francês Kasimir Malevich ( ), pintor ucraniano Maria Blanchard ( ), pintora espanhola Patrick Henry Bruce ( ), pintor americano
69 Albert Gleizes ( ), pintor francês Albert Gleizes, Femmes cousant (Mulheres costurando), 1913 Aquarela em papel colado à tela, 30x26 cm Natalia Goncharova ( ), pintora russa Fernand Leger ( ), pintor francês Mikhail Larionov ( ), pintor russo Henri Le Fauconnier ( ), pintor francês
70 Pablo Picasso ( ), pintor e escultor espanhol Georges Braque ( ), pintor francês Louis Marcoussis ( ), pintor franco-polonês
71 Jean Metzinger ( ), pintor francês Gino Severini ( ), pintor italiano Robert Delaunay ( , pintor francês Robert Delaunay, Janela,
72 Roger de la Fresnaye , pintor francês Henri Laurens ( ), escultor francês Andre Lhote ( ), pintor e escultor francês André Lhote, Sevilha, Óleo sobre papel, 1922 Alexander Archipenko ( ), escultor ucraniano Juan Gris ( ), pintor e escultor espanhol Henri Gaudier-Brzeska, ( ), escultor francês Jacques Lipchitz ( ), escultor franco-lituano
73 A realidade deformada para expressar o subjetivo O Expressionismo foi um movimento cultural surgido na Alemanha no início do Século XX, que se firmou nas artes plásticas, literatura, música, cinema, teatro, dança, fotografia e outros gêneros de expressão artística, mas que teve início, mesmo, na pintura e, a par com o Fauvismo, representou a primeira manifestação sólida e visível das Vanguardas históricas (Avant-garde). Longe de ser um movimento unificado com características próprias, ele era heterogêneo, aglutinando artistas de tendências diversas e de níveis culturais muito variados. Seu surgimento foi uma reação ao Impressionismo, defendendo a ideia de uma arte pessoal e intuitiva, em que o que mais vale é a visão interior do artista (a expressão), ainda que contrariando a realidade visível (a impressão). Em síntese, o expressionismo deve ser entendido como a deformação da realidade para expressar, de maneira mais subjetiva, a natureza e o ser humano, privilegiando a expressão dos sentimentos, mais que a descrição objetiva do real. Colocado desta forma, o termo pode ser aplicado não só aos artistas contemporâneos alemães, mas a outros de qualquer época e de qualquer lugar, como Bruegel, el Viejo (Holanda), ou El Greco e Goya (Espanha). El Greco (Domenikos Theotokopoulos) Laocoön - Google Art Project
74 Para dar dramaticidade ao gênero, suas cores são violentas e os temas recorrentes são a solidão e a miséria, representando o estado de espírito e as contradições de uma sociedade perplexa com a desorientação política e social que prevalecia nos anos que antecederam a Primeira Guerra Mundial ( ) e a amargura que predominou no período entre-guerras ( ). Essa amargura provocou um desejo veemente de mudar a vida, buscar novas dimensões à imaginação e renovar a linguagem artística. Em uma oposição concreta ao status, o expressionismo defendia a liberdade individual, a primazia da expressão subjetiva, o irracionalismo, a paixão e, sobretudo, os temas proibidos, como o mórbido, o demoníaco, o sexual, o fantástico e a perversão. O Grito, de Edvard Munch
75 A característica fundamental do Expressionismo era perseguir a visão subjetiva, com a deformação emocional da realidade, cobrando uma significação metafísica e abrindo os sentidos ao mundo interior. Era, em certo sentido, a expressão da alma alemã no período que antecedeu a Primeira Guerra, buscando refúgio na metafísica, para escapar à realidade, com uma visão trágica do ser humano, seus medos e dissabores, sua preocupação com a vida e a morte, revelando o lado pessimista da vida e o sentimento de isolamento frente à sociedade moderna e industrializada. Assim, distorcendo a realidade, pretendiam impactar o espectador, penetrando em seu lado mais interior e emotivo. Paul Klee, Senecio, 1922
76 Como buscava a realidade para distorcê-la, o Expressionismo não foi homogêneo, mas variou segundo os estilos que procurava distorcer: foi modernista com Edvard Münch, fauvista com Georges Rouault, cubista e futurista com o movimento Die Brücke, surrealista com Paul Klee, abstrato com Wassily Kandinsky, e assim por diante. Ainda que o centro de irradiação tenha sido a Alemanha, o mesmo sentimento se expressa em outros países, com Amedeo Modigliani (Itália), Mark Chagall (Rússia), Chaïm Soutine (França). Extrapolando a Europa, teve repercussão no México, com Orozco, Diego Rivera e David Alfaro Siqueiros, e, no Brasil, com Cândido Portinari e Lasar Segall. Wassily Kandinsky, Moscow I, 1916 Na Alemanha, o movimento se organizou principalmente em torno dos grupos Die Brücke (A Ponte), fundado em 1905, e Der Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul), fundado em 1911, sem prejuízo de outros artistas independentes. Após a Primeira Guerra, surgiu o movimento Nova Objetividade que, embora pretendendo rechaçar as ideias expressionistas, ao defender um caráter mais social da arte, utilizou da mesma distorção formal e do intenso colorido, o que os tornou, a contragosto, herdeiros diretos da primeira geração expressionista. O termo Expressionismo foi usado pela primeira vez pelo pintor francês Julien-Auguste Hervé, que utilizou a palavra Expressionisme para designar uma série de quadros apresentados no Salão dos Independentes de Paris em 1901, contrapondo-se ao termo Impressionismo. O movimento alemão adaptou a expressão como Expressionismus, ao invés de traduzi-la para o alemão, que seria Ausdruck (Expressão). Foi usado pela primeira vez no catálogo da XXII Exposição da Secessão de Berlim em 1911, a qual incluía não só artistas alemães como também franceses. (Traduzido da Wikipedia em espanho, com apoio de outras fontes)
77 Os principais artistas do movimento foram: James Ensor, ( ), pintor belga Emile Antoine Bourdelle, ( ), escultor francês Edvard Munch, ( ), pintor norueguês Franz von Stuck, ( ), pintor e escultor alemão Alexei Jawlensky ( ), pintor russo-alemão Wassily Kandinsky, ( ), pintor russo-francês Kathe Kollwitz, ( ) escultor e impressor alemão Emil Nolde, ( ), pintor alemão Ernst Barlach, ( ), escultor alemão Emily Carr, ( ), pintor canadense
78 Lyonel Feininger, ( ), pintor alemão-americano Georges Rouault, ( ) pintor francês Alfred Kubin, ( ), ilustrador checo Gabriele Munter, ( ), pintor alemão Paul Klee, ( ), pintor suiço Jacob Epstein ( ), escultor Americano-britânico Ernst Ludwig Kirchner, ( ) pintor e escultor alemão Franz Marc, ( ) pintor alemão (abaixo, Cavalos azuis ) Max Pechstein ( ), pintor alemão Max Weber, ( ) pintor alemão-americano Richard Gerstl, ( ) pintor austríaco Erich Heckel, ( ) pintor alemão Ivan Mestrovic, ( ) escultor croata-americano Max Beckmann, ( ) pintor alemão Ludwig Meidner, ( ), pintor alemão
79 Amedeo Modigliani, ( ), pintor e escultor americano Karl Schmidt-Rottluff, ( ), pintor alemão Jules Pascin, ( )., pintor búlgaro-francês Oskar Kokoschka, ( ), pintor austríaco Jose Gutierrez Solana, ( , pintor espanhol August Macke, ( ), pintor alemão Heinrich Campendonk, ( ), pintor alemão Georg Schrimpf, ( ), pintor alemão
80 Egon Schiele, ( ), pintor austríaco Otto Dix, ( ), pintor alemão Otto Dix, Auto-retrato com musa, 1924 George Grosz, ( ), pintor alemão Chaim Soutine, ( , pintor lituano-francês Gert Wollheim, ( ), pintor alemão-americano Josef Fenneker, ( ), ilustrador alemão Abraham Rattner, ( ), pintor americano Conrad Felixmuller, ( ), impressor alemão Carlos Orozco Romero, ( ), pintor mexicano Marino Marini, ( ), escultor italiano
81 Francis Bacon ( ), pintor irlandês-britânico Francis Bacon, Auto-retrato, Renato Guttuso, ( ) pintor italiano Gershon Iskowitz, ( ), pintor polonês-canadense Svend Wiig Hansen, ( ), pintor dinamarquês Bob Thompson, ( ), pintor afro-americano Per Kirkeby, (nascido em 1938), pintor dinamarquês
82 - 082 Expressionismo no Brasil Lasar Segall, Maternidade Cândido Portinari, Retirantes
83 A arte em movimento vertiginoso O Futurismo foi um movimento de Vanguarda, fundado na Itália pelo escritor, poeta, editor, ideólogo, jornalista e ativista político italiano Filippo Tommaso Marinetti ( ), que redigiu o Manifeste du Futurisme, publicado em 20 de fevereiro de 1909, publicado pelo diário Le Figaro de Paris e que dizia, entre outras coisas: Nós afirmamos que a magnificência do mundo se enriqueceu de uma nova beleza, a beleza da velocidade. O automóvel de corrida, com seu radiador adornado de espessos tubos semelhantes a serpentes, de respiração explosiva... Um automóvel que ruge, que parece pairar sobre estilhaços, é mais belo que a Victoria de Samotrácia. Para quem não sabe, a Vitória alada de Samotrácia, também conhecida, em grego, como Níke tes Samothrákes [Νίκη τῆς Σαμοθράκης]), é uma escultura do período helenístico, que se encontra hoje no Museu do Louvre.
84 - 084 O objetivo era romper com a tradição, o passado e os signos tradicionais que a história considerava como elementos fundamentais da poesia, como o valor, a audácia e a revolução, já que se apregoava o movimento agressivo, a insônia febril, o passo ginástico, o salto perigoso e a bofetada irreverente. Tinha como postulados a exaltação nacional e guerreira, a adoração à máquina, o retrato da realidade em movimento, o objetivo da literatura e a disposição especial da escrita, com o fim de lhe dar uma expressão plástica. Se é difícil de entender, não se assuste. Os manifestos que antecederam movimentos de Vanguarda eram mesmo herméticos, com uma linguagem ressonante, destinada a poucos e sem poder de comunicação com o grande público. Resumindo, o Futurismo rechaçava a estética tradicional e tentava analisar a vida contemporânea, com base em dois temas dominantes: a máquina e o movimento, tornando-se uma nova ferramenta para as artes plásticas, a arquitetura, o urbanismo, a publicidade, a moda, o cinema, a música e a poesia. Giacomo Balla, Forme rumore guache sobre papel, 1,96 x 3,21 m O chamamento de Marinetti recebeu, no ano seguinte, o apoio dos italianos Giacomo Balla, Umberto Boccioni, Carlo Carrà, Luigi Russolo y Gino Severini, com o Manifesto dos Pintores Futuristas, que dizia, entre outras coisas: A arte só é vital quando integrada em seu meio. Nossos antepassados retiraram a matéria de sua arte da atmosfera religiosa que lhes pesava sobre a alma, enquanto a nós cabe buscar inspiração no milagre tangível da vida contemporânea, na metálica rede de velocidade que envolve a terra, nos cabos submarinos, nas belonaves, nas esquadrilhas maravilhosas que sulcam o céu, na obscura bravura dos navegadores submarinos, na dura luta pela conquista do desconhecido. E como poderíamos ficar indiferentes à vida febril das grandes metrópoles modernas, à nova psicologia da vida noturna, às figuras inquietas do viveur, da cocotte, do apache e do toxicômano?.
85 - 085 O Futurismo nasceu do cubismo e seus primeiros quadros eram reconhecidamente cubistas, mas evoluiu rapidamente para uma estética diferenciada, tendo como objetivo central registrar sua obsessão pela velocidade. É, essencialmente, um movimento italiano. Era um movimento manifestamente radical, buscando o escândalo, endeusando a velocidade e a tecnologia, apregoando que nada do passado deveria ser conservado. Condenava a priori os museus, considerados cemitérios de artes, valorizando, na contrapartida, a originalidade, acima de tudo. Suas obras se caracterizam pela cor em seu estado puro e pelas formas geométricas, sempre representando o movimento e a velocidade, pintando os objetos em várias posições. Foi uma fonte de inspiração para o Raionismo russo e tinha como características a disposição espacial, o anti-academicismo e a compulsão patológica pelo dinamismo Carlo Carrá, Os nadadores Umberto Boccioni ( ), que foi um dos teóricos do movimento, buscava representar as várias fases da animação e do movimento. Entre suas obras, se acham Dinamismo de um ciclista, Dinamismo de uma cabeça de homem, Dinamismo de uma cabeça de mulher, A cidade que cresce, Os estados da alma, Os que se foram e outras mais.
86 - 086 Humberto Boccioni, Dinamismo de um jogador de futebol Entre as conquistas do Futurismo, está sua obsessão em criar uma estética a partir do zero, ou da terra arrasada, permitindo a renovação das técnicas e princípios artísticos, cujas repercussões se sentem até hoje. Seu valor como um movimento de ruptura abriu o caminho para outras correntes artísticas na Vanguarda (Avant-garde). Sua linguagem teve ampla repercussão em todos os setores da arte, chegando a influir na formação e consolidação das histórias em quadrinhos, por exemplo. (Traduzido da Wikipedia em espanhol, com apoio de outras fontes)
87 Entre os seguidores do Futurismo, podemos citar: - Umberto Boccioni (pintor e escultor italiano) Humberto Boccioni, Dinamismo de uma cabeça de homem,
88 Luigi Russolo (pintor e compositor italiano) Luigi Russolo, 1911, La rivolta, Óleo sobre tela, 1,50 x 2,30 m - Carlo Carrá (pintor italiano) > Abaixo: O Cavalo Vermelho, 1913
89 - Giacomo Balla (pintor e escultor italiano) Giacomo Balla, Piazza Siena, Ambrogio Casati (pintor e escultor italiano)
90 Primo Conti (pintor italiano) - Fortunato Depero (pintor italiano)
91 Quando a cor e a forma são mais importantes que a figura O Abstracionismo, ou arte abstrata, é geralmente entendido como uma forma de arte que se desenvolveu especialmente nas artes visuais e que usa as relações formais entre cores, linhas e superfícies para compor a realidade da obra, de uma maneira "não representacional". O movimento surge a partir das experiências das Vanguardas europeias (Avant-Garde), que recusam a herança renascentista das academias de arte, ou em outras palavras, recusam a estética greco-romana. A expressão também pode ser usada para se referir especificamente à arte produzida no início do século XX por determinados movimentos e escolas que genericamente encaixam-se na arte moderna.
92 No início do século XX, antes que os artistas atingissem a abstração absoluta, o termo também foi usado para se referir a escolas como o Cubismo e o Futurismo que, ainda que fossem representativas e figurativas, buscavam sintetizar os elementos da realidade natural, resultando em obras que fugiam à simples imitação daquilo que era "concreto". O Abstracionismo divide-se em duas tendências: o Abstracionismo lírico (expressivo ou informal) e o Abstracionismo geométrico. O Abstracionismo lírico, também conhecido como Abstracionismo expressivo ou ainda Abstracionismo informal inspirava-se no instinto, no inconsciente e na intuição para construir uma arte imaginária ligada a uma "necessidade interior". Foi influenciado pelo Expressionismo, mais propriamente pelo movimento alemão Der Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul). As formas orgânicas e as cores vibrantes são patentes nessa vertente. Cavalos vermelho e azul, de Franz Marc (1912) O artista russo radicado na Alemanha Wassily Kandinsky inaugura o abstracionismo no Ocidente com sua Primeira Aquarela Abstrata, de Kandinsky advoga o uso de formas abstratas como meio de atingir uma transcendência não através das formas reconhecíveis da realidade observável, como faz a arte tradicional acadêmica, mas através dos elementos puros da arte visual, como as linhas, as cores, as formas geométricas - o círculo, o quadrado,
93 o triângulo - os pontos, etc. O artista faz analogias com a composição musical, que é uma arte abstrata por definição, para atingir a abstração na arte visual. Por isso, seus quadros são os primeiros a possuírem títulos que remetem à música - composição, ritmo, etc. Primeira Aquarela Abstrata (1910), Wassily Kandinsky. Aquarela, 50 X 56 cm. Já o Abstracionismo geométrico, ao contrário do abstracionismo lírico, foca na racionalização que depende da análise intelectual e científica. Foi influenciado pelo cubismo e pelo futurismo.
94 O termo Abstracionismo é vago e genérico e os artistas denominados abstratos se encaixam mais precisamente em outros movimentos vanguardistas, nos quais serão devidamente tratados.l (Wikipedia, com apoio de outras fontes).
95 Abstracionismo (Arte abstrata)
96 - 096 Abstracionismo (Arte abstrata)
97 Abstracionismo (Arte abstrata)
98 Abstracionismo (Arte abstrata)
99 Cubista, ainda, mas com uma explosão de cores O termo Orfismo (de Orfeu, poeta da Antiga Grécia)), foi cunhado pelo poeta cubista francês Guillaume Apollinaire em 1912 e, como vários movimentos de Vanguarda (Avant-garde), foi uma derivação do Cubismo, apresentando como característica a abstração pura e as cores brilhantes. Teve como teóricos o pontilhista Paul Signac ( ), o esteticista Charles Henry ( ) e o químico Michel-Eugène Chevreul ( ). Com pronta adesão de vários artistas egressos do Fauvismo e do Cubismo, foi um elemento importante de ligação entre esses movimentos e a arte moderna como um todo, registrando-se como pioneiros os pintores František Kupka, Robert Delaunay e Sonia Delaunay. Como se recorda, o Cubismo ressaltou a importância das figuras geométricas na elaboração da arte e, para destacar esse aspecto formal, desprezou quase radicalmente a cor, usando-a dentro do estritamente necessário. Já o Orfismo trouxe de volta o colorido, em todo seu esplendor, e se distanciou do Cubismo ao mergulhar de vez na na abstração lírica (não geométrica), vendo a arte como uma sensação abstrata de cores puras. O figurativo deixou de existir, substituído que foi pela cor.
100 A decomposição espectral da luz, já expressa na teoria neo-impressionista de Paul Signac desempenhou papel importante na formulação do Orfismo, reforçada pelos estudos de Charles Henry, que era matemático, inventor e esteticista, amigo dos escritores simbolistas Felix Feneon e Gustave Kahn, e amigo também dos pintores Robert Delaunay, Albert Gleizes, e Gino Severini. De fato, os neo-impressionistas, ou pontilhistas, ao final do Século XIX, já haviam sido bem-sucedidos no estabelecimento de uma base científica objetiva para sua pintura no domínio de cor. Os cubistas, por sua vez, avançaram no domínio da forma e dinâmica. Coube aos orfistas aplicar esses princípios, acrescentando-lhes também a dinâmica da cor.
101 Guillaume Apollinaire esteve com Robert Delaunay durante o inverno de 1912, estabelecendo-se uma relação de profunda amizade, com proveitosa troca de ideias a respeito do novo estilo. Seguidamente, Apollinaire escreveu textos discutindo assunto e dando forma e conteúdo à teoria do Orfismo. Em março de 1913 já foi possível uma exibição pública no Salão dos Independentes. Logo em seguida, entusiasmado com o sucesso, fez uma revisão da exposição, declarando que foi uma proveitosa experiência reunir artistas de características tão diferentes, todos eles convergindo para uma visão poética do universo e da vida. Levando esse entusiasmo ao paroxismo, em outro artigo, propôs a abolição total e definitiva do cubismo, em favor do novo estilo: Se o Cubismo está morto, vida longa ao Cubismo. O reino de Orfeu está na mão! Sonia Delaunay, Ritmo No mesmo ano, o Orfismo repercute na Alemanha, com exposição no Erster Deutscher Herbstsalon, Berlin, organizado pela Herwarth Walden of Der Sturm Galerie, exibindo obras de Robert Delaunay, Sonia Delaunay, Jean Metzinger e Albert Gleizes, misturadas a outras pinturas de Picabia e Lèger e de vários pintores futuristas. Se a exposição foi um sucesso quanto ao movimento, teve seu lado negativo, marcando o início de um esfriamento nas relações entre Apollinaire e Delaunay, o que aconteceu por puras questões semânticas, ao discutirem um argumento do pintor futurista italiano Umberto Boccione sobre a ambiguidade do termo Simultaneidade. Vai entender...
102 A discussão foi boba, mas trouxe consequências. A partir dessa data, Apolinário numa mais usou a expressão Orfismo em suas críticas e análises de arte. Afastou-se do grupo e, daí em diante, passou a prestigiar o Futurismo de Francis Picabia e Alexander Archipenko. O Orfismo foi um movimento de curta duração, começando com a exposição de 1913 em Paris e se extinguindo antes da eclosão da Primeira Guerra Mundial ( ). Uma das razões, teria sido o afastamento de Apolinário, mas outra, talvez a mais importante é a de que as obras produzidas pelos vários artistas tinham pouco em comum e, por sua variedade de estilos, muito dificilmente se conseguiria classifica-las em uma única categoria. Talvez os pontos comuns encontrados em František Kupka, Robert Delaunay e Sonia Delaunay, se limitaram à cor intensa, luz brilhante e à pintura abstrata. Mas artistas acidentalmente classificados orfistas por Apolinário, como Léger, Picabia, Duchamp and Picasso, pouco ou nada tinham a ver com o movimento. Uma obra de František Kupka
103 O movimento conseguiu poucos artistas na França e não repercutiu em outros países europeus. Nos Estados Unidos, os pintores Patrick Henry Bruce e Arthur Burdett, que foram discípulos de Delaunay, tentaram esse formato à moda americana, mas sem sucesso. O termo foi mais um rótulo aplicado aos artistas que intentaram desenvolve-lo, do que propriamente um movimento. E o Orfismo parou no tempo, por falta de combustível. Sonia Delaunay, 1914, Prismes électriques, ost, 2,50 x 2,50 metros
104 - 104 Robert Delaunay, Champs de Mars. La Tour rouge, 1911
105 Arte pela arte, e nada mais O Suprematismo foi um movimento artístico enfocado em formas geométricas fundamentais, em especial o quadrado e o círculo, tendo como ponto de partida a Rússia e como referência, os anos de 1915 e 1916, sendo um dos últimos movimentos de Vanguarda (Avant-garde). Seu fundador é Kazimir Malévich e tem seu desenvolvimento em paralelo com o Construtivismo russo, da mesma época. As ideias de Kazimir Malévich conduziam à abstração geométrica e à arte abstrata, na busca da supremacia do nada e à representação do universo sem objetos reconhecíveis. É importante recordar que, na atuação da Vanguarda, desde o Impressionismo até os movimentos em meados da década 1910, com a ausência de parâmetros definidos e a liberdade incontrolável pela busca de novos caminhos, já se havia tentado de tudo e, em 1915, a rigor, os novos movimentos apenas requentavam o que já havia sido feito nos anos anteriores girando em círculos, como um cão perseguindo o próprio rabo. O Suprematismo rechaçava a arte convencional, buscando a sensibilidade pura através da abstração geométrica. Ampliando ao máximo seu campo de ação, podemos dizer que se desenvolveu entre os anos de 1913 e 1923, tendo como ponto de partida o quadro de Malévich Quadrado negro sobre fundo branco (1915). (Traduzido da Wikipedia em espanhol, com apoio de outras fontes)
106 Ainda em 1916, Malévich, com o poeta Vladímir Maiakovski, escreve um manifesto e, em 1920, completa suas teorias, desta vez produzindo um ensaio mais longo. O Suprematismo, também conhecido como O mundo da não representação, se juntou ao grupo Supremus, uma sociedade de artistas cujo líder, coincidentemente, era o próprio Malévich, secundado pela pintora Liubov Popova, e por El Lissitzky e Aleksandr Ródchenko. Composition in Black Gold and Brown. Liubov Popova Os suprematistas não seguiam os estilos tradicionais da pintura nem eram militantes sociais, apenas pintavam. Contidas no início, suas pinturas foram, aos poucos aumentando o colorido e melhorando a composição das figuras. Em 1917, ocorreu a Revolução Socialista, que trouxe mudanças profundas no país, derrubando séculos de dominação czarista e implantando o comunismo, igualmente radical, mas moderadamente aceito pela população, já acostumada à dominação política. A população era predominantemente analfabeta e a tendência da elite artística retornava ao tradicional Realismo, com o que, por volta de 1925, a Vanguarda estava praticamente extinta na Rússia. O Suprematismo e o Neoplasticismo foram praticamente as únicas conquistas dos vanguardistas na Rússia socialista e, embora com poucos seguidores, exerceram grande influência na arte do desenho no Ocidente, com presença visível na Escola de Bauhaus (Alemanha), onde o russo Wassilly Kandinsky lecionou até 1933, quando a escola é fechada pelo governo nazista. A arte tem como alicerce a liberdade e artistas nunca são bem aceitos em regimes de força.
107 Eleazar Markovich Lissitzky (El Lissitzky) ( )
108 Kasimir Malevich, Suprematist Painting, 1916, Óleo sobre tela 88 x 70 cm
109 A ideia é a de um rodamoinho O Vorticismo foi um movimento artístico britânico de curta duração, ocorrido no início do Século XX, criado pelo poeta Ezra Pound por conta das Vanguardas europeias (Avant-garde), sendo considerado pela crítica como o único movimento britânico significativo naquele período, havendo durado cerca de três anos. Como apoio de mídia, publicaram a revista BLAST, editada por Wyndham Lewis, contendo a obra de Ezra e do também poeta Thomas Stearns Eliot (T. S. Eliot).
110 O grupo vorticista foi um dos múltiplos movimentos que pipocaram no princípio do século XX. Começou com o Rebel Art Centre, que Lewis e outros fundaram. Depois de mostrar-se em desacordo com Rogre Fry, fundador do Omega Workshops, ele se juntou ao Grupo de Bloomsbury, mais próximo ao cubismo (que foi a raiz de quase todos os movimentos vanguardistas) e ao futurismo. Assim, o grupo se identifica ora como cubista, ora como futurista e, raras vezes, como futurista, ou até assemelhado ao cubo-futurismo, movimento russo que que misturou elementos cubistas e futuristas à pintura e poesia. Em que pesem essas considerações, o Vorticismo se afasta claramente do Futurismo, na medida em que busca captar o movimento da imagem. Sua pintura mostra uma disposição de linhas marcadas e cores discordantes, conduzindo o olhar do espectador para o centro da tela. Estação de metrô O nome Vorticismo foi cunhado por Ezra Pound em 1913, ainda que Lewis, elemento chave do movimento, já havia criado, anteriormente, quadros do mesmo estilo. A ideia é dar a sensação de vórtice, ou rodamoinho, o centro de onde se nascem e irradiam as emoções.
111 Além de Lewis, as principais figuras relacionadas ao movimento foram os pintores William Roberts, Edward Wadsworth, David Bomberg, Frederick Etchells, Cuthbert Hamilton, Lawrence Atkinson, CRW Nevinson, e os escultores Jacob Epstein e Henri Gaudier-Brzeska. Entre as mulheres, pode-se classificar como vorticistas Jessica Dismorr e Helen Saunders ainda que, pelo preconceito, elas tenham sido ignoradas pela crítica contemporâna. Ao contrário de outros estilos, o Vorticismo se mostrou bastante adequado também para a pintura. O fotógrafo Alvin Langdon-Coburn realizou a série Vortographes em 1917, contribuindo para o desenvolvimento do formalismo e do modernismo na fotografia.
112 Os vorticistas realizaram uma única exposição, em 1915, na Galeria Doré, após o que houve uma dispersão, causada sobretudo pela Primeira Guerra Mundial ( ), além da apatia do público pelo estilo. Gaudier-Brzeska morreu em campo de batalha e outros artistas, como Epstein, buscaram outros estilos, distanciando-se do movimento. (Traduzido da Wikipedia em espanhol, com apoio de outras fontes. Várias décadas após sua extinção, fotógrafos continuam buscando a sensação vertiginosa do Vorticismo, principalmente nas escadarias dos modernos edifícios em concreto armado
113
114 Workshop, c by Wyndham Lewis, in the Tate Collection, Fonte: Commons
115 Dadaísmo O Dadaismo foi um movimento cultural de curta duração que surgiu em 1916 no Cabaré Voltaire de Zurique (Suiça), proposto pelo poeta e filósofo Hugo Ball, que escreveu os primeiros textos do gênero, juntando-se depois a outros seguidores, como o poeta romeno Tristan Tzara, que acabaria por tornar-se a figura emblemática do movimento. Hugo Ball no Cabaret Voltaire em 1916 (Fonte: Commons) Uma característica fundamental do Dadaismo era a oposição ao conceito da razão instaurado pelo Positivismo e seu escopo era rebelar-se contra as convenções literárias e artísticas, zombando do artista burguês e de sua arte, perseguindo metas que iam do absurdo ao irracional. Para isso, contribuiu a perplexidade causada pela Primeira Guerra Mundial ( ), que naquele momento seguia em toda sua insanidade.
116 Sua atividade se estende a uma grande variedade de manifestações artísticas, desde a poesia à escultura, passando pela pintura. Negava todas as tradições sociais e artísticas e tinha como base um anarquismo niilista e o slogan do anarquista russo Mikhail Bakunin ( ), segundo o qual "a destruição também é criação". Contrários à burguesia e ao naturalismo, este último identificado como "a penetração psicológica dos motivos do burguês", buscavam a destruição da arte acadêmica e tinham grande admiração pela arte abstrata. O acaso era extremamente valorizado pelos dadaístas, bem como o absurdo. Tinham tendências claramente anti-racionais e irônicas. Procuravam chocar um público mais ligado a valores tradicionais e libertar a imaginação pela destruição das noções artísticas convencionais. Poster dadaísta anunciando um concerto Apesar de sua curta durabilidade e das críticas realizadas ao movimento, fundamentalmente baseadas em sua ausência de vocação construtiva, teve grande importância para a arte do Século XX. Fez parte de um processo, observado nesse século, de libertação da arte quanto a valores preestabelecidos, o que seria possível pela busca de experiências e formas expressivas mais apropriadas à expressão do homem moderno e de sua vida. Originou-se de um grupo composto por artistas como Tristan Tzara, Hans Harp, Richard Hülsenbeck, Marcel Janko, Hugo Ball e Hans Richter que se encontravam em cafés de Zurique. A ideia inicial era a realização de um espetáculo internacional de Cabaré que contava com músicas diversas, recitais de poesia e exposição de obras.
117 A maneira como surgiu o nome do evento é sugestiva: por acaso Ball e Hülsenbeck abriram um dicionário alemão-francês e acabaram se deparando com a palavra dada, que foi posteriormente adotada pelo grupo e pelo movimento que daí surgiria. Dadá, em francês significa cavalo de madeira e, ao mesmo tempo, lembra o balbucio das primeiras palavras de uma criança (dá...daaá). A brochura "Cabaret Voltaire", a inauguração da "Galeria Dada" em 1917 e as revistas "Dada", seguidas de livros sobre o movimento, ajudaram a popularizá-lo. Sua provocação, ativismo e conceito de simultaneidade (realizar ao mesmo tempo diversas apresentações, como a leitura de poemas distintos) muito deve aos futuristas, entretanto, não possuía o otimismo e a valorização da tecnologia que esse último movimento tinha. O dadaísmo costuma ser bastante identificado aos ready-mades de Marcel Duchamp, como os urinóis elevados à categoria de obras de arte ou outras proezas do artista, como o acréscimo de bigodes à Mona Lisa. Os poemas non-sense, as máquinas sem função de Picabia, que zombavam da ciência, ou a produção de quadros com detritos, como Merzbilder, de Schwitters, são outras obras características do dadaísmo. Além disso, o dadaísmo, desde o começo, pretendia ser um movimento internacional nas artes. Picabia era o artista que acabou por fazer a ponte entre o dadaísmo europeu e o americano, tornando-se, juntamente com Duchamp e Man Ray, uma das principais figuras do dadaísmo forte em Nova York.
118 A revista "Dada 291" era publicada em Nova York, além de Barcelona e Paris, outras cidades por onde o movimento espalhara-se. Berlim, Colônia e Hanover foram outros importantes focos dadaistas. Na Alemanha, o movimento ganhou características mais próximas de protesto social que de movimento artístico. Conquanto irracional, e talvez por causa disso, o dadaísmo forneceu grande inspiração para movimentos posteriores, como o Surrealismo, derivado dele, a Arte Conceitual, o Expressionismo Abstrato e a Pop Art americana, esta última bem mais alegre. (Enciclopédia Digital Master, Wikipedia em espanhol e outras fontes)
119 Marcel Duchamp, Monalisa moustache - 119
120 - 120 Francis Picabia: Tableau Rastadada, 1920
121 René Magritte, Isto não é um cachimbo Marcel Duchap, A Fonte (inscrito com pseudônimo)
122 Monalisa > O Dadaismo buscava a lógica do absurdo
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Surge nos Estados Unidos e na Inglaterra em 1955 e se converte em estilo característico nos anos 60. Era a volta a uma arte figurativa, em oposição ao expressionismo abstrato que dominava a cena estética
Movimento Modernista no Brasil
Movimento Modernista no Brasil Contextualização Século XX; período de progresso técnico (criação de novas fábricas - aplicação do dinheiro obtido através do café); O Brasil cresceu e alterou sua estrutura
