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8 Até a Revolução Industrial A produção... Dispersa pelo espaço geográfico. Pontilhavam as rotas comerciais e polarizavam as trocas mercantis. A produção dependia da habilidade manual. A energia era a força humana ou animal, e ainda da água ou do vento.

9 Antes do capitalismo, o sistema predominante era o Feudalismo, cuja riqueza vinha da exploração de terras e também do trabalho dos servos. O progresso e as importantes mudanças na sociedade (novas técnicas agrícolas, urbanização, etc.) fizeram com que este sistema se rompesse.

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11 Os senhores se divertiam e viviam às custas do trabalho dos servos.

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13 As Cruzadas.

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15 Peste Negra

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17 A expansão comercial e demográfica ampliou as cidades medievais para fora dos limites dos muros. O crescimento do comércio fez com que o eixo das principais atividades econômicas fosse deslocado do campo para as cidades. Os muros que protegiam as cidades e burgos perderam sua importância com a criação das fronteiras nacionais criadas com a ascensão da autoridade monárquica, marcando a transição da Idade Média para a Idade Moderna.

18 O modelo feudal, essencialmente agrário - e que caracterizou o período medieval - começa a entrar em decadência, cedendo lugar, paulatinamente, ao modelo industrial - primeiramente em nível local, regional, para, logo em seguida, dar início à Revolução Industrial: em nível internacional de larga escala.

19 TRANSIÇÃO DO FEUDALISMO PARA O CAPITALISMO O capitalismo tornou-se pleno com a Revolução Industrial, juntamente com a urbanização. Entre o século XVI ao XVIII pode ser considerado uma etapa primitiva do capitalismo o capitalismo comercial mas não ainda o capitalismo pleno. No século XI o feudalismo se enfraquecia com o desenvolvimento do comércio nas cidades, causando a fuga de camponeses dos feudos para as áreas urbanas que cresciam rapidamente. Ampliava a economia de mercado e juntamente uma burguesia mais poderosa surgia a mão-deobra assalariada. O desenvolvimento do comércio nas cidades e o acentuado crescimento demográfico estimularam a busca de novos produtos capazes de incrementar a atividade comercial como ouro, açúcar, tabaco; estimulando a expansão marítimo-comercial da Europa e da colonização do continente americano. Essas colônias serviam como fonte de matérias-primas para as metrópoles europeias, possibilitando que os burgueses começassem a investir em máquinas cada vez mais rápidas e produtivas.

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22 Capitalismo Comercial Na Europa, a partir das Cruzadas, desenvolveu-se o consumo das variedades oriundas das regiões tropicais. Para atender a essa demanda, ampliou-se o comércio entre o Ocidente e o Oriente.

23 Campo Sistema familiar de trabalho. Fiação, tecelagem e produção agrícola. Artigos produzidos consumo do grupo.

24 CIDADE Sistemas de Corporações. Produtos, produtores, matéria-prima e ferramentas. Produção destinada ao mercado local. Falta de concorrência.

25 Século XV Artesanato. Século XVI Manufatura.

26 ARTESANATO.

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28 MANUFATURA.

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30 Revolução Industrial Transformações políticas, econômicas e sociais originárias da gradativa substituição nas fábricas do trabalho manual pelo trabalho mecânico. Metade do século XVIII Inglaterra (possuía disponibilidade de capitais, mão-de-obra abundante, matéria-prima, amplo mercado consumidor e meios de transportes).

31 A grande Revolução Industrial começou a acontecer a partir de 1760, na Inglaterra, no setor da indústria têxtil, a princípio, por uma razão relativamente fácil de se entender: o rápido crescimento da população e a constante migração do homem do campo para as grandes cidades acabaram por provocar um excesso de mão-de-obra nas mesmas.

32 Inglaterra

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34 Primeira Revolução.

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37 Regiões Industriais. No início do século XVIII: concentravam perto das fontes de matéria-prima e fontes de energia (carvão mineral). As cidades de Manchester, Liverpool, como muitas outras cidades da Inglaterra haviam muitas jazidas de carvão mineral e ferro de fácil extração. Portanto, essas cidades surgiram ao redor das fontes de matériaprima e energia, já que não haviam meios de transportes eficientes no século XVIII.

38 A burguesia industrial, ávida por maiores lucros, menores custos e produção acelerada, buscou alternativas para melhorar a produção de mercadorias. Também podemos apontar o crescimento populacional, que trouxe maior demanda de produtos e mercadorias.

39 Burguesia

40 O Progresso do Século, diz a legenda ao referir-se a industrialização, ironicamente o empresário está de costas para o processo, ignorando as condições de trabalho, a contar seus lucros...

41 Burguesia Emergente

42 Interior de uma fábrica durante a Revolução Industrial

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44 Os lucros provenientes da agricultura e do comércio colonial e estrangeiro foram canalizados por centenas de banco e da bolsa de valores (fundada em 1773) para os novos processos industriais.

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46 Na indústria têxtil do algodão, as mulheres formavam mais de metade da massa trabalhadora. Crianças começavam a trabalhar aos 6 anos de idade. Não havia garantia contra acidente nem indenizações.

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49 Explosão demográfica devido ao êxodo rural que culminou com o crescimento desordenado das cidades e a exploração dos seres humanos, pois a procura de emprego passou a ser maior que a oferta.

50 Tear.

51 Por volta do ano de 1850, nas proximidades de Londres, as locomotivas atingiam até 70 km/h, uma velocidade alta para aquele momento histórico.

52 Primeiras invenções A máquina de tear, a máquina a vapor, o barco a vapor, o telégrafo, a locomotiva.

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54 Máquina de fiar (tecidos), o trem como transporte de carga e pessoas e o carvão mineral como fonte de energia foram símbolos importantes da Primeira Revolução Industrial.

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56 A Fábrica As fábricas do início da Revolução Industrial não apresentavam o melhor dos ambientes de trabalho. As condições das fábricas eram precárias. Eram ambientes com péssima iluminação, abafados e sujos. Os salários recebidos pelos trabalhadores eram muito baixos e chegava-se a empregar o trabalho infantil e feminino.

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58 Os empregados chegavam a trabalhar até 18 horas por dia e estavam sujeitos a castigos físicos dos patrões. Não havia direitos trabalhistas como, por exemplo, férias, décimo terceiro salário, auxílio doença, descanso semanal remunerado ou qualquer outro benefício. Quando desempregados, ficavam sem nenhum tipo de auxílio e passavam por situações de precariedade.

59 A Revolução Industrial trouxe um modelo de produção caracterizada pela separação entre aqueles que detinham os meios de produção e os assalariados, os que significavam a mão-de-obra. Graças aos progressos técnicos, o trabalho manufatureiro deu lugar ao trabalho maquinofaturado, traduzindo-se numa migração do trabalho doméstico ou de pequenas oficinas para as fábricas, numa transição não só estrutural mas também social, com as consequentes aglomerações de trabalhadores e noções de massa.

60 As máquinas foram substituindo, aos poucos, a mão-de-obra humana. A poluição ambiental, o aumento da poluição sonora, o êxodo rural e o crescimento desordenado das cidades também foram consequências nocivas para a sociedade.

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62 Segunda Revolução Industrial A partir de 1860 um conjunto de novas transformações técnicas e econômicas produziram grandes mudanças no processo de industrialização e se estendeu até o final da 2ª Guerra Mundial.

63 Segunda Revolução

64 1860 ao final da 2º Guerra Mundial: Expansão industrial. Petróleo combustível. Energia elétrica força. Diversidade industrial eletrodomésticos, químico, metalúrgico, etc. Substituição do ferro pelo aço baixo custo. Melhores condições de trabalho redução da jornada, formação de sindicatos.

65 A evolução nos equipamentos produtivos foi indispensável durante a Segunda Revolução Industrial.

66 A maturidade industrial britânica foi alcançada muito cedo, em meados do século XIX. Alemanha, França, Estados Unidos e Japão não precisaram sequer de meio século para alcançar a maturidade inglesa. Os Estados Unidos viveu avanços por saltos, caracterizando a industrialização das potências retardatárias.

67 Grande parte dos avanços tecnológicos foi derivada de pesquisas científicas que são realizadas para o aperfeiçoamento industrial. Esse processo é contínuo, pois constantemente buscam novos materiais, novas tecnologias e métodos de produção com o objetivo de ampliar as margens de lucros.

68 Criou outra divisão: países ricos e industrializados X países pobres, consumidores dos excedentes da produção dos países ricos e fornecedores de energia e matéria-prima.

69 Fase do Capitalismo Industrial.

70 Siderúrgica.

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75 A ciência e a Segunda Revolução Industrial Pesquisa científica Grandes Investimentos Progresso técnico $$$ Acúmulo de capitais Aumento da produção

76 Inventos de destaque 1. Conversor Bessemer, que atuou no processo de fabricação do Aço Indústria de armas, construção civil, construção naval etc. 2. Dínamo, máquina que produz eletricidade. 3. Motor de combustão interna. E, a partir de 1870, como aproveitar o petróleo e seus derivados (gasolina, diesel etc.) nesses motores. Indústrias variadas, transportes e residências. Automóveis, locomotivas, navios.

77 OUTROS INVENTOS Novos meios de comunicação: o telefone e o telégrafo. Novos meios de transporte: a produção e a modernização do automóvel, do bonde elétrico, da bicicleta, do avião, do trem, etc.

78 A vida nas grandes cidades Muitas famílias da burguesia, foram morar em amplas casas cercadas por bosques e jardins, longe do centro das cidades Tinham acesso aos serviços de esgoto, de água encanada e de eletricidade. Principais consumidoras dos novos produtos industrializados de luxo, como os utensílios domésticos, os automóveis e as máquinas fotográficas. Tinham bastante tempo para o lazer. Tais como: esportes, teatro, ópera, passeios no campo, bailes e saraus.

79 Nos bairros operários, que geralmente ficavam próximos às indústrias, não havia rede de esgoto nem abastecimento de água e gás. Além disso, a poluição causada pelas fábricas provocava sérios problemas de saúde nos moradores desses bairros.

80 Fases do Capitalismo Primeira Revolução Industrial Capitalismo Industrial (fase liberal ou concorrencial) o Segunda metade do século XVIII. o Inglaterra/ França/ Bélgica/ Holanda. o Livre concorrência entre empresas e países. o Predomínio da indústria sobre o comércio e as finanças. o Empresas pequenas e médias, geralmente sob direção familiar. Segunda Revolução Industrial Capitalismo Financeiro (fase monopolista) o Final do século XIX. o Europa/ EUA/ Japão. o Monopólios: limitaram a livre concorrência, as pequenas e as médias empresas. o Controle dos bancos e instituições financeiras (empréstimos e ações) sobre a indústria e o comércio. o Formação de grandes empresas, devido a acumulação de capital, controlando o mercado.

81 A Revolução Industrial abriu as portas para uma Economia Mundial.

82 Surgem as grandes empresas: Truste Associação de empresas de um mesmo ramo que se fundem com o objetivo de controlar os preços, a produção e o mercado.

83 Cartel Agrupamento de empresas independentes que estabelecem acordos ocasionais com o propósito de dividir o mercado e combater os concorrentes.

84 Holding Empresa que controla uma série de outras empresas, do mesmo ramo ou de setores diferentes mediante a posse majoritária das ações das empresas.

85 A associação de várias empresas permitiu uma concentração de capital nas mãos de grupos econômicos chamados Oligopólios, que prejudicavam as pequenas empresas e a livre concorrência. Oligopólios: poucas empresas dominam a maior parte do mercado.

86 Terceira Revolução Industrial. Fábrica moderna com robôs substituindo os operários:

87 Terceira Revolução

88 1945 aos dias atuais: Ampliação da capacidade produtiva. Avanço tecnológico: robótica, engenharia genética, biotecnologia, armamentos, telecomunicação, etc. Competitividade. Miniaturização dos produtos. Padronização dos hábitos de consumo.

89 Robô inglês: braço eletrônico é capaz de escrever e de levantar 1 tonelada Essa nova fase apresenta processos tecnológicos decorrentes de uma integração física entre ciência e produção, também chamada de revolução tecnocientífica.

90 INFLUÊNCIA DO CAPITALISMO O capitalismo não criou a cidade, mas ele criou a metrópole, em sua fase industrial, e recentemente a megalópole, em sua fase financeira. Imagem: Dirk Ingo Franke / Creative Commons Attribution-Share Alike 2.0 Generic.

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92 A Robótica é marcante na Terceira Revolução Industrial.

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99 O LOCAL IDEAL PARA A INSTALAÇÃO DE UMA INDÚSTRIA A determinação do local ideal para a instalação de uma indústria é fundamental para o sucesso do empreendimento. A análise de alguns fatores que influenciam nos processos empresariais, como mercado consumidor, fornecedores e mão de obra. Imagem: Abhisek Sarda / Creative Commons Attribution 2.0 Generic.

100 Problemas gerados pelas indústrias nos centros urbanos Com a superconcentração do capital nas metrópoles, ocorrem também: A aceleração dos preços dos imóveis; O congestionamento nas redes de transportes e comunicações; O esgotamento das reservas de matéria-prima e energia; A elevação do custo da mão de obra.

101 BUSCANDO SOLUÇÕES Está acontecendo uma reorganização geográfica industrial no mundo, principalmente nos países subdesenvolvidos industrializados. Procura-se uma desconcentração das indústrias.

102 INDÚSTRIA E URBANIZAÇÃO A expansão das indústrias está diretamente relacionada ao processo de urbanização e crescimento demográfico nas cidades, pois esse fenômeno exerce grande poder de atração para a população rural, fato que desencadeia os fluxos migratórios para as cidades.

103 MODELOS PRODUTIVOS (Da Segunda revolução industrial à revolução Técnico-científica). TAYLORISMO Separação do trabalho por tarefas e níveis hierárquicos. Racionalização da produção. Controle do tempo. Estabelecimento de níveis mínimos de produtividade.

104 Taylorismo

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107 FORDISMO Produção e consumo em massa. Extrema especialização do trabalho. Rígida padronização da produção. Linha de montagem.

108 Fordismo

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110 PÓS-FORDISMO Estratégias de produção e consumo em escala planetária. Valorização da pesquisa científica. Desenvolvimento de novas tecnologias. Flexibilização dos contratos de trabalho.

111 A produção flexível está ligada diretamente às inovações tecnológicas industriais.

112 Toyotismo A partir de 1950 surgiu no Japão um novo modelo de sistema de produção, denominado de toyotismo. Foi tomando o lugar do sistema fordista. A linha de produção se transformou em trabalhos coletivos, em forma de equipes, onde todos atuavam em todas as etapas produtivas, enquanto que anteriormente o trabalho era realizado de forma especializada, isso quer dizer que uma pessoa conhecia limitadamente a sua tarefa e desconhecia totalmente as outras etapas da produção.

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114 A INDUSTRIALIZAÇÃO FOI RESPONSÁVEL EM ATRAIR MUITAS PESSOAS DO CAMPO PARA AS CIDADES, AUMENTANDO A URBANIZAÇÃO. A MESMA INDÚSTRIA FEZ DO CAMPO O SEU SUBORDINADO, OU SEJA, A PRODUÇÃO DO CAMPO DEPENDE DA PRODUÇÃO INDUSTRIAL. CAMPO INDÚSTRIA CIDADE

115 Qual o novo avanço tecnológico?

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