POEMA DE SETE FACES & COM LICENÇA POÉTICA:
|
|
|
- Fernando Figueiredo Palmeira
- 9 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 1 CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM LETRAS TIAGO MOISÉS LOPES - POEMA DE SETE FACES & COM LICENÇA POÉTICA: SOB O VIÉS DA INTERTEXTUALIDADE Guarabira PB 2014
2 2 TIAGO MOISÉS LOPES POEMA DE SETE FACES & COM LICENÇA POÉTICA: SOB O VIÉS DA INTERTEXTUALIDADE Artigo apresentado em cumprimento aos requisitos para obtenção do grau de Licenciado em Letras, à Universidade Estadual da Paraíba Campus III, sob a orientação da Prof.ª Dr.ª Maria Suely da Costa. GUARABIRA PB 2014
3 3 FICHA CATALOGRÁFICA ELABORADA PELA BIBLIOTECA SETORIAL DE GUARABIRA/UEPB L864h Lopes, Tiago Moisés Poema de sete faces e com licença poética [manuscrito] : sob o viés da intertextualidade / Tiago Moisés Lopes. Guarabira: UEPB, p. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Letras) Universidade Estadual da Paraíba. Orientação Profª. Maria Suely da Costa, Departamento de Letras. 1. Poesia. 2. Intertextualidade 3. Leitura Comparativa I. Título. 22.ed. CDD 808.1
4 4
5 5 POEMA DE SETE FACES & COM LICENÇA POÉTICA: SOB O VIÉS DA INTERTEXTUALIDADE RESUMO Trata-se de uma leitura comparativa dos poemas Poema de sete faces de Carlos Drummond de Andrade e Com licença poética de Adélia Prado, tendo por foco a teoria da intertextualidade explícita. Para isso, buscaremos apontamentos teóricos em Koch (2008), Perrone Moisés (2005) e Sant Anna (2007). Ambos os textos apresentam uma temática pautada pela visão da insatisfação, através de pontos em comum como o abandono, a indiferença e a solidão. Há ainda a presença de uma crítica social marcada no discurso. Portanto, os poemas têm aspectos reveladores de um diálogo entre si, resta discutir que elementos concorrem para a distinção, ou singularidade, de cada na produção de sentidos. Palavras-chave: Poesia. Intertextualidade. Leitura comparativa. Introdução As próprias ideias nem sempre conservam o nome do pai, muitas vezes aparecem órfãs, nascidas do nada e de ninguém, cada um pega delas, verte-as como pode e vai levá-las a feira onde todos a tem por suas. Machado de Assis. Este trabalho traz uma leitura comparativa dos poemas "Poema de sete faces", de Carlos Drummond de Andrade, publicado na obra Alguma poesia (1930) e Com licença poética de Adélia Prado, publicado na obra, Bagagem (1993). O objetivo está em verificar, na estrutura poética de cada poema, os aspectos que tendem a veicular um diálogo entre ambos os textos. Para esse fim, buscaremos subsídios teóricos em apontamentos de Koch (2008), Perrone Moisés (2005) e Sant Anna (2007), dentre outros estudiosos que tratam da intertextualidade, um
6 6 princípio possível de se identificar nos textos poéticos citados, possibilitando que se estabeleça um diálogo entre si. Compreendendo a literatura como um campo em que a linguagem requer uma análise mais cuidadosa, por ser uma área de difícil entendimento pelo modo como a linguagem é posta, buscaremos desenvolver uma leitura à luz da intertextualidade explícita, uma vez que esta se apresenta como um importante recurso de linguagem que evidencia o caráter multifacetado e dialógico do discurso, que pode ser verificado através da leitura comparativa entre duas ou mais obras da mesma área do conhecimento. Pensar em intertextualidade exige de certa forma retomar o conceito dado pelo pensamento bakhtiniano, o dialogismo - princípio constitutivo da linguagem do qual se derivam, em síntese, duas noções: o diálogo entre interlocutores e o diálogo entre textos. O dialogismo é um princípio que considera, a partir do pressuposto teórico da interação, a presença do outro no processo comunicativo, quer dizer, na enunciação, aqui entendida como produto da interação verbal, de forma a linguagem ser considerada dialógica. Nessa perspectiva, Bakhtin (1992, p. 123) observa que a verdadeira substância da língua não é constituída por um sistema abstrato de formas linguísticas, nem pela enunciação monológica isolada, nem pelo ato psicofisiológico de sua produção, mas pelo fenômeno social da interação verbal, realizada através da enunciação ou das enunciações. A interação verbal constitui assim a realidade fundamental da língua. Assim, o discurso escrito é de certa maneira parte integrante de uma discussão ideológica em grande escala, uma vez que ele responde, refuta, confirma, antecipa as respostas e objeções, procura apoio, etc. de modo que o diálogo, tanto exterior, na relação com o outro, como no interior da consciência, ou escrito, realizase na linguagem, quer seja em relações dialógicas que ocorrem no cotidiano, quer sejam em textos artísticos ou literários. Segundo Brait (2000), para precisar teoricamente o conceito bakhtiniano de dialogismo, é necessário analisar o princípio heterogeneidade, a ideia de que a linguagem é heterogênea, isto é, de que o discurso é construído a partir do discurso do outro, que é o já dito sobre o qual qualquer discurso se constrói.
7 7 O dialogismo bakhtiniano designa a escritura ao mesmo tempo como subjetividade e comunicabilidade, ou, melhor dizendo, como intertextualidade. A intertextualidade, nesse sentido, torna-se um recurso próprio ao discurso. No caso específico do discurso literário torna-se um importante componente estilístico de enriquecimento da escrita literária. Esta se confirma na literatura pelos temas retomados, eternizando e contribuindo para uma nova feição aos mitos e às emoções humanas, comprova que os textos se completam e se inter-relacionam. A respeito da intertextualidade, Fiorin (2003, p.30) afirma: A intertextualidade é o processo de incorporação de um texto em outro, seja para reproduzir o sentido incorporado, seja para transformá-lo. [...] é o processo em que se incorporam percursos temáticos e/ ou percursos figurativos temas e/ou figuras de um discurso em outro. Assim, um texto tende a ser voz que dialoga com outros textos, mas também funciona como eco das vozes de seu tempo, da história de um grupo social, de seus valores, crenças, preconceitos, medos e esperanças. De forma que a linguagem poética aparece como um diálogo de textos, cuja sequência se faz em relação a uma outra proveniente de um outro corpus, de maneira orientada tanto para evocação de uma outra escrita como para o ato de intimação, e transformação dessa escrita. Com efeito, as relações intertextuais evidenciam que o texto literário não se esgota em si mesmo: pluraliza seu espaço nos paratextos; multiplica-se em interfaces; projeta-se em outros textos. Breve contextualização literária dos autores e obras O poeta Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira- MG, o ano de 1902, e faleceu em 17 de agosto de 1987, no Rio de Janeiro. Tornou-se, pelo conjunto de sua obra, um dos principais representantes da literatura brasileira do século XX. Em 1925, foi co-fundador do periódico A Revista. Em 1930, publicou sua primeira obra Alguma Poesia um marco para a segunda fase do Modernismo. Em
8 8 1933, mudou-se para o Rio de Janeiro, foi simpatizante de movimentos socialistas e escreveu para jornais. Seus poemas abordam assuntos do dia a dia, e contam com uma boa dose de pessimismo e ironia diante da vida. Em suas obras, há ainda uma permanente ligação com o meio e obras politizadas. Os temas que aparecem com mais frequência em sua produção poética são: o desajustamento do indivíduo, a monotonia da vida, a nostalgia do passado, os obstáculos que a vida oferece, a preocupação sociopolítica, a angústia diante da morte, a própria poesia e a falta de perspectiva do homem. Dentre suas obras poéticas mais importantes destacamse: Brejo das Almas, Sentimento do Mundo, José, Lição de Coisas, Claro Enigma, Fazendeiro do Ar, A Vida Passada a Limpo, Novos Poemas. O Poema de Sete faces, objeto de nossa leitura, foi publicado em seu primeiro livro Alguma Poesia de Este período é marcado por conflitos internos e momentos históricos, como a queda da bolsa de Nova Iorque em 1929, Crise Cafeeira da década de 30, Revolução de 1930 e Revolução Constitucionalista de No contexto cultural e literário, estes acontecimentos exigiram um amadurecimento e uma nova postura por parte de artistas e escritores brasileiros. No campo da poesia, o aspecto formal do verso livre caracterizou-se como um recurso para exprimir sensibilidade do novo tempo. Segundo estudos de sua poesia, era isso que o poeta Carlos Drummond buscava quando disse que seria gauche (torto) na vida, passando a observar os acontecimentos da época a sua maneira. A poetisa Adélia Prado, Adélia Luzia Prado Freitas nasceu em Divinópolis, Minas Gerais, no dia 13 de dezembro de Em 1950, escreve os primeiros versos. Depois, logo no ano seguinte, começa o curso de magistério e passa a lecionar. Ficou conhecida na literatura brasileira pelos poemas que valorizavam a mulher e falavam da fé cristã. Depois de 24 anos trabalhando como professora, a carreira na literatura passou a ser a sua principal atividade. A escritora teve o apoio do importante poeta mineiro, Carlos Drummond de Andrade, que conhecendo seus poemas, sugeriu que fossem publicados. Assim, o seu primeiro livro Bagagem é lançado em Adélia Prado é classificada pelos estudiosos de sua obra como uma escritora da literatura contemporânea. Com vocabulário simples e linguagem coloquial, seu estilo poético é caracterizado por um lirismo de traço leve e suave
9 9 marcante. Assim como Drummond, a poetisa ficou conhecida por retratar o cotidiano, porém distingue-se do poeta por possuir um encanto norteado pela fé cristã e permeado pelo aspecto lúdico. Além disso, destaca-se o olhar feminino em uma produção literária cuja perspectiva da mulher sempre aparece em primeiro plano. Segundo crítica, a poetiza busca o equilíbrio entre o feminino e o feminismo, evitando conflitos dessa natureza em suas obras. A intertextualidade como princípio estruturador Segundo Antonio Candido (1977, p ) a ideia só existe como palavra, porque só recebe vida, isto é, significado, graças à escolha de uma palavra que a designa e à posição desta na estrutura do poema. Desse modo, é possível compreender que o texto poético, mais do que o discurso ordinário, se faz atravessado por outros, tornando-se, por isso, múltiplo, multifacetado e heterogêneo. Tendo por referência os textos Poema de sete faces e Com licença poética, verifica-se que o poema de Adélia Prado apresenta uma estrutura temática que dialoga com o poema drummoniano, de modo que o recurso da intertextualidade, na sua forma de paródia, é prontamente identificado pelo leitor conhecedor do texto anterior. Segundo Koch (2008, p. 45), o recurso intertextual tende a levar o interlocutor a ativar o enunciado original, para argumentar a partir dele; ou então, ironizá-lo, ridicularizá-lo, contradita-lo, adaptá-lo a novas situações, ou orientá-lo para um outro sentido, diferente do sentido original. Segundo Koch (2008, p.28), A intertextualidade será explícita quando, no próprio texto, é feita menção à fonte do intertexto, isto é, quando um texto ou um fragmento é citado, é atribuído a outro enunciador; ou seja, quando é reportado como tendo sido dito por outros generalizadores. Nesse sentido, o interlocutor sempre que se depara com um texto pela primeira vez precisa buscar em sua mente qual a relação que esse texto faz com outros, para assim, o leitor abstrair o que o texto quer passar em seu interior. Quer dizer que é preciso que exista a presença do intertexto para isso. O leitor utiliza-se da intertextualidade para conseguir entender o texto em sua totalidade, isso é feito
10 10 sem que o leitor perceba por meio da relação da obra com suas próprias experiências vivenciadas. Umberto Eco (2003) defende que a intertextualidade pode funcionar como um roteiro de leitura quando o leitor é capaz de saborear as citações explícitas e implícitas propostas pelo autor. Dentre os recursos intertextuais, Sant Anna (2007 p. 12) define a paródia como um jogo intertextual, mantido por uma relação antagônica com o texto original. Portanto, o novo texto desconstrói e desvirtua o pensamento do autor, sem, contudo, perder a identidade do texto fonte. Sendo assim, paródia e intertextualidade podem ser integradas como recursos estéticos e críticos. Dentre a produção literária contemporânea de escritoras brasileiras tem-se identificado o uso da paródia como uma forma de contestação ideológica. De acordo com Perrone Moisés (2005, p.68); Entende-se por intertextualidade este trabalho constante de cada texto com relação aos outros textos, esse imenso e incessante diálogo entre obras que constitui a literatura. Cada obra surge como uma voz (ou um novo conjunto de vozes) que fará soar diferentemente as vozes anteriores, arrancando-lhes novas entonações. Assim, um texto não existe por si só, ele apresenta resquícios de outros textos (quer dizer palavras) em seu interior, ou seja, os textos estão em constante dialogo com outros textos. Tomando como referência os poemas da escritora contemporânea Adélia Prado e o moderno Carlos Drummond de Andrade, a leitura a seguir, sem pretensão de esgotar os possíveis sentidos presentes nos textos, interessa apontar alguns pontos de encontros e desencontros, de forma indicar o aspecto intertextual e suas relações de sentido. Adélia Prado, no poema Com licença poética, estabelece uma paródia ao poema de Drummond, que é percebível no próprio título do poema, que anuncia um pedido de licença para entrar no universo do poeta e, assim, inverter o sentido do Poema de sete faces. Estruturalmente organizado em sete estrofes, o poema de Drummond dá ideia de sete partes, ou melhor, sete fragmentações do eu, sendo assim, cada uma das estrofes pode ser postas de forma isolada, criando imagens que se referem a
11 11 um tipo de eu fragmentado. Por sua vez, o poema de Adélia está estruturado em uma única estrofe, pontuando uma certa totalidade. Vejamos os poemas em questão: Poema de sete faces Quando nasci, um anjo torto desses que vivem na sombra disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida. As casas espiam os homens que correm atrás de mulheres. A tarde talvez fosse azul, não houvesse tantos desejos. O bonde passa cheio de pernas: pernas brancas pretas amarelas. Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração. Porém meus olhos não perguntam nada. O homem atrás do bigode é serio, simples e forte. Quase não conversa. Tem poucos, raros amigos o homem atrás dos óculos e do bigode. Meu Deus, por que me abandonaste se sabias que eu não era Deus se sabias que eu era fraco. Mundo mundo vasto mundo, se eu me chamasse Raimundo seria uma rima, não seria uma solução. Mundo mundo vasto mundo, mais vasto é meu coração. Eu não devia te dizer mas essa lua mas esse conhaque botam a gente comovido como o diabo. Com licença poética Quando nasci um anjo esbelto, desses que tocam trombeta, anunciou: vai carregar bandeira. Cargo muito pesado pra mulher, esta espécie ainda envergonhada. Aceito os subterfúgios que me cabem, sem precisar mentir. Não sou tão feia que não possa casar, acho o Rio de Janeiro uma beleza e ora sim, ora não, creio em parto sem dor. Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina. Inauguro linhagens, fundo reinos -- dor não é amargura. Minha tristeza não tem pedigree, já a minha vontade de alegria, sua raiz vai ao meu mil avô. Vai ser coxo na vida é maldição pra homem. Mulher é desdobrável. Eu sou. Já de início, nos dois poemas, observam-se as formas verbais em primeira pessoa e a presença do anjo, a quem é dado o poder de anunciar a vida do eu-lírico: quando nasci, um anjo torto desses que vivem na sombra disse: vai, Carlos! ser gauche na vida (ANDRADE, 2003). Quando nasci um anjo esbelto, desses que tocam trombeta, anunciou: vai carregar bandeira (PRADO,1993).
12 12 O anjo torto que vive nas sombras é transformado em anjo esbelto, que não mais vive na sombra, toca a trombeta e não anuncia ser o eu-lírico alguém que será gauche na vida, mas ao contrário, vai carregar bandeira, podendo ter uma posição de destaque. No Poema de sete faces, o eu-lírico é apresentado como injustiçado diante do mundo e do abandono de Deus, no qual, a fala do anjo é posta: vai ser gauche na vida. Ao passo que, no poema Com licença poética, o eu-lírico é apresentado como um sujeito com missão a realizar, conforme a previsão do anjo esbelto. Nota-se que os dois poemas apresentam a mesma temática, pautada por um sentimento de insatisfação com a realidade da qual faz parte, através dos sentimentos de indiferença, solidão e abandono. Isso tudo causado por desilusões vivenciadas por eles (o eu-lírico). É certo que os poemas apresentam pontos afins, tais como a forma autobibliográfica, a noção de insatisfação experimentada, com foco para o abandono e a solidão. Entretanto, o primeiro é de autoria masculina e trás um eu-lírico masculino, o segundo é de autoria feminina e trás um eu-lírico também feminino, o que de antemão já justifica a constituição de uma visão diferente de mundo. Já a partir da primeira estrofe tem-se a característica de proximidade logo reconhecível por um leitor atento e conhecedor da intertextualidade explícita, no caso, a paródia, que é um recurso presente na intertextualidade, com fins específicos como é apontado por Bakhtin (1997), em ser a paródia o mundo às avessas tal qual espelhos deformantes que alongam, reduzem e distorcem em diferentes sentidos e em diferentes graus. O poema de Drummond apresenta um eu-lírico masculino e insatisfeito com sua realidade, mas fraco, e questionando a Deus sobre sua condição perante a sociedade, na qual ele está inserido, quer dizer, um eu-lírico pessimista. No entanto, apenas questiona a respeito de sua existência para com Deus sem nenhuma possibilidade de mudá-la. Na segunda estrofe, do poema de Drummond, o eu-lírico é apresentado como um ser que é influenciado pelos seus desejos sexuais, e percebemos a presença de metáforas, que é um tipo de figuras de linguagens bastante usado na estruturação de poemas. Já nas terceira e quarta estrofes, o eu-lírico é solitário, e vive isolado das pessoas, e por isso, questiona as coisas.
13 13 É perceptível que o eu-lírico apresenta fatos sociais da época, portanto, justiça-se a insatisfação, sendo um ponto marcante da época em que o poema de Drummond foi escrito. Na quinta estrofe o eu-lírico questiona a Deus e mostra sua fraqueza. Enquanto, na penúltima estrofe, o eu-lírico tende a discutir a solução de seu mundo gauche, de anjos tortos, sem Deus, de tantas pernas coloridas e também de outras tantas máscaras que se fazem rostos. Contudo, semelhante à incapacidade da rima em dar uma solução ao mundo, o eu-lírico também não vê muito que fazer, a não ser reconhecer que o seu coração seria capaz de dar conta desse mundo. Portanto, o anjo do poema de Drummond é um ser das trevas e pessimista, enquanto o poema de Adélia o anjo é um ser de luz e otimista, terminando de maneira positiva o poema. Ao contrário da imagem pessimista do narrador masculino do poema de Drummond, o feminino de Adélia é positivo e não encara a dor como amargura. Ela aceita o seu papel de reprodutor, afirma cumprir a sina, e aceitar os subterfúgios que lhe cabem, porém sem precisar mentir. Revela uma forma de agir consciente, ao afirmar...o que sinto escrevo. Cumpro a sina. /Inauguro linhagens, fundo reinos. Assim, os dois poemas trazem uma temática pautada na crítica social, o eulírico (masculino e feminino) transmiti ao seu modo certo repúdio as atitudes dos outros, assim também possibilitam uma reflexão questionadora a respeito das atitudes que deverão ser tomadas para mudar essa realidade vivenciada. O uso de linguagem subjetiva, a fragmentação da forma, o uso de figuras de linguagem, são recursos utilizados cada qual ao seu modo pelos poemas. Ao passo que o poema de Drummond trata de um ser humano em que questiona sua realidade como um autorretrato, quer dizer que ele apresenta seu ponto de vista com relação à sociedade como sendo apenas mais um na multidão que está impedido de seguir certos impulsos, sem ter nenhuma forma de apoio, nenhuma forma de liberdade, privado de qualquer recurso, a poesia de Adélia Prado, de forma dramática e irônica, expressa a fragilidade da mulher, na condição dos "subterfúgios" que lhe cabem, tais como casar-se, ter filhos, ser dona de casa, mas ao mesmo tempo exalta a capacidade de aceitar a sua condição perante a sociedade na qual ela está inserida, uma sociedade machista e prepotente. É visível que a condição feminina se positiva na relação distinta do qualificativo torto/esbelto. No quinto verso do poema, aparece a caracterização da mulher como espécie ainda envergonhada, demonstrando o rompimento gradual
14 14 das amarras da antiga condição feminina, ainda ligada aos papéis estabelecidos pela sociedade machista. No final do poema, a ela é dada uma posição diferente, como se pode verificar nos versos: Vai ser coxo na vida é maldição pra homem./mulher é desdobrável. Eu sou. Ou seja, a mulher é posta como flexível e pronta para se adaptar e reinventar, não aceitando o destino marginal que lhe foi dado. Aqui, pode-se dizer que a poetisa formula uma crítica com relação à posição história da mulher na sociedade, colocando a mulher como otimista em relação aos valores sociais para com a figura feminina. Outro ponto de relevo, possível de associar-se ao sentido do texto, diz respeito à condição da mulher escritora na sociedade em que sempre coube ao homem o espaço de destaque. Neste poema, Adélia tende a criar a imagem de uma "mulher-poeta" forte e pronta para obter uma posição de destaque. É válido lembrar que na literatura brasileira, a poetisa Adélia representou a revalorização do feminismo e da mulher como ser pensante. No poema de Adélia, portanto, é percebível a desconstrução do poema Drumondiano, pois ele dialoga em sentido contrário ao mesmo. Dessa forma, a condição intertextual pode ser entendida, num sentido mais amplo, pois é evidente a presença de uma perspectiva estética e sociológica construída em sentido adverso, dando um novo sentido ao poema, quer dizer, o eu-lírico é apresentado de maneira às avessas. Ao passo que o poema de Drummond é terminado de forma pessimista, o poema de Adélia Prado mostra um eu-lírico disposto a mudar sua realidade, quer dizer que há esperança, então produz uma imagem de otimismo para o leitor/ouvinte. Considerações Finais A leitura comparativa entre o Poema sete faces de Drummond e o poema Com licença poética de Adélia Prado, pelo viés da teoria da intertextualidade explícita, denominada paródia, leva-nos a identificar que os dois poemas mantém uma proximidade logo observada no título do poema de Adélia Prado, uma forma de o eu-lírico pedir licença ao texto anterior para desconstruí-lo, tendo-o como base para sua estruturação.
15 15 A intertextualidade é instantaneamente perceptível logo nos primeiros versos. Verificamos que ambos os poemas são marcados pela presença de simbologias: o anjo de Adélia Prado é esbelto enquanto que o anjo drummoniano é torto e desses que vivem na sombra. O poema de Adélia Prado evidencia a superioridade feminina em relação à fraqueza masculina. Enquanto o poema de Drummond expõe os desejos sexuais desenfreados dos homens, o da Adélia apresenta o poder feminino em resolver os problemas da vida sem precisar se embriagar. Drummond cobra a razão de seu abandono por Deus e Prado afirma que a dor não é amargura. No Poema sete faces, o eu-lírico masculino é apresentado como pessimista, insatisfeito e condicionado a sua realidade, já em Com licença poética, ao contrário, há a presença de um eu-lírico feminino disposto a mudar sua condição atual, ao demonstra ser otimista e esperançoso em relação a sua condição feminina. Portanto, apesar de muitos próximos, os poemas apresentam aspectos bastante distintos que chamam a atenção. Os resultados verificados demonstram a importância do método estrutural, bem como a intertextualidade na forma de paródia, característica relevante da poesia moderna/contemporânea e uma forma de unir estrutura estética e história. Aspecto este bastante relevante para se pensar em um ponto que adquire destaque na relação entre os poemas: o fato de o primeiro ser de autoria masculina e trazer um eu-lírico masculino e o segundo ser de autoria feminina e trazer um eu-lírico também feminino, o que de antemão já justifica a constituição de uma visão diferente de mundo. Tem-se aqui um aspecto relevante para se pensar também a questão da mulher na sua condição de ser excluída da escrita em função da sempre existente predominância masculina na literatura. Para além dessa relação com a poesia de Drummond, ao que parece Adélia cria a imagem de uma mulher-poeta forte e pronta para obter uma posição de destaque na literatura brasileira, uma vez que o desafio maior do poeta é o de dar sentidos especiais às palavras, demonstrando a maneira como ele vê o mundo, como estabelece um contato e uma inter-relação com o mesmo. O poema de Adélia e relação ao poema de Drummond sua estrutura é bem diferente, enquanto o poema de Drummond é composto de estrofes e o poema de Adélia não tem estrofes apenas versos.
16 16 REFERÊNCIAS ANDRADE C, Drummond. Alguma Poesia. Rio de Janeiro. Record CANDIDO, Antonio. Os Parceiros do Rio Bonito: estudo sobre o caipira paulista e a transformação dos seus meios de vida. São Paulo, 8 ed. Ed. 34, BAKHTIN, M. Problemas da poética de Dostoiésvski. Trad. Paula Bezerra, 2ª ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, Marxismo e Filosofia da Linguagem. 6.ed. São Paulo: Hucitec, BRAIT. B. Anotações em sala de aula. São Paulo: PUC, ECO, Umberto. Ironia intertextual e níveis de leitura. In: ECO, Umberto. Sobre literatura. 2ª. ed. Tradução de Eliana Aguiar. Rio de Janeiro: Record, FIORIN, José Luiz. Polifonia textual e discursiva. In: BARROS, Diana L. Pessoa de; FIORIN, José Luis (org). Dialogismo, polifonia, intertextualidade. São Paulo: USP, KOCH, Ingedore G. Vilaça, Anna Christina Bentes, Mônica Magalhães Cavalcante. Intertextualidade: Diálogos possíveis. ed.2. Ed. Cortez. São Paulo PERRONE MOISÉS, Leyla. Texto, critica, escritura, ed.3, Editora: Martins Fontes, São Paulo, PRADO, A. Bagagem. São Paulo: Siciliano SANT ANNA, Affonso Romano de. Paródia paráfrase & Cia, ed.8, Ed. Ática, São Paulo, 2007.
17 17 ABSTRACT This paper presents a comparative reading of the "poema de sete faces by Carlos Drummond de Andrade and "Com licença poética" Adélia Prado, with the focus on explicit theory of intertextuality. For this theoretical approaches seek to Koch (2008), Perrone Moisés (2005) and Sant anna (2007). Both texts have a thematic guided by the vision of dissatisfaction through commonalities in the abandonment, indifference and loneliness. There is also the presence of a marked social criticism in the speech. Therefore, the poems are revealing aspects of a "dialogue among themselves," must discuss what elements contribute to the distinction or uniqueness of each to produce senses. Keywords: Poetry. Intertextuality. Comparative reading.
ROTEIRO DE ATIVIDADES 1º bimestre da 3ª Série do Ensino Médio: 2º CICLO EIXO BIMESTRAL: POESIA E ROMANCE NO MODERNISMO / MANIFESTO
ROTEIRO DE ATIVIDADES 1º bimestre da 3ª Série do Ensino Médio: 2º CICLO EIXO BIMESTRAL: POESIA E ROMANCE NO MODERNISMO / MANIFESTO PALAVRAS-CHAVE: MODERNISMO; CARLOS DRUMMOND; PONTUAÇÃO; MANIFESTO TEXTO
AS RELAÇÕES DIALÓGICAS E AS FORMAS DE CITAÇÃO DO DISCURSO DO OUTRO NA CRÔNICA GRIPE SUÍNA OU PORCINA?
729 AS RELAÇÕES DIALÓGICAS E AS FORMAS DE CITAÇÃO DO DISCURSO DO OUTRO NA CRÔNICA GRIPE SUÍNA OU PORCINA? Maricília Lopes da Silva - UNIFRAN A crônica é na essência uma forma de arte, arte da palavra,
ADÉLIA PRADO: A poesia em diálogo
ADÉLIA PRADO: A poesia em diálogo Rosana Ribeiro Patrício A partir de sua súbita aparição, em 1976, com Bagagem, um livro de poemas repletos de religião, erotismo e cotidiano, Adélia Prado se afirmou como
Rebak 1 : A alteridade pelo viés dialógico e a prática de escrita do aluno
Rebak 1 : A alteridade pelo viés dialógico e a prática de escrita do aluno Viviane Letícia Silva Carrijo 2 O eu pode realizar-se verbalmente apenas sobre a base do nós. BAKHTIN/VOLOSHINOV (1926) Bakhtin
Confronto: um Diálogo com Deus, de Pedro Lyra
Confronto: um Diálogo com Deus, de Pedro Lyra Horácio Dídimo Confronto: um diálogo com Deus é um longo e belo poema, é um confronto, um sincero e sofrido confronto, mas ainda não é um diálogo. Está no
POEMAS DO MODERNISMO BRASILEIRO
CAPES Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. PIBID Subprojeto Letras 2014 Bolsistas ID: Ariéli Santana, Evelise Luz, Mariane Munhoz e Mariel Araújo Professora coordenadora: Zíla Letícia
1º PERÍODO (Aulas Previstas: 64)
ESCOLA BÁSICA E SECUNDÁRIA DE BARROSELAS ANO LETIVO 2017/2018 PORTUGUÊS 12º ANO 1º PERÍODO (Aulas Previstas: 64) Oralidade O11 Compreensão do oral Unidade S/N (Conclusão da planificação do 11º Ano) Cânticos
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE, ADÉLIA PRADO E CHICO BUARQUE DE HOLANDA: UM ENCONTRO PELO VIÉS DA ANÁLISE DO DISCURSO. Cristiane Venzke Nogueira
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE, ADÉLIA PRADO E CHICO BUARQUE DE HOLANDA: UM ENCONTRO PELO VIÉS DA ANÁLISE DO DISCURSO CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE, ADÉLIA PRADO AND CHICO BUARQUE DE HOLANDA: A MEETING BY THE
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO LINHA DE EDUCAÇÃO, CULTURA E SOCIEDADE
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO LINHA DE EDUCAÇÃO, CULTURA E SOCIEDADE DISCIPLINA: Análise do Discurso CARGA HORÁRIA: 45 horas PROFESSORA: Dra. Laura Maria Silva Araújo
UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA SOCIAL Nível Mestrado Disciplina eletiva
1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA SOCIAL Nível Mestrado Disciplina eletiva PROGRAMA DA DISCIPLINA CURSO: HISTÓRIA SOCIAL PERÍODO: 2016/1
O DISCURSO CITADO: UM ESTUDO SOBRE A OBRA DE BAKHTIN
103 de 107 O DISCURSO CITADO: UM ESTUDO SOBRE A OBRA DE BAKHTIN Priscyla Brito Silva 7 (UESB) Elmo Santos 8 (UESB) RESUMO Dentre as várias maneiras de abordagem do fenômeno discursivo, surgem, a partir
Ensino Médio - Unidade Parque Atheneu Professor (a): Aluno (a): Série: 3ª Data: / / 2015. LISTA DE LITERATURA
Ensino Médio - Unidade Parque Atheneu Professor (a): Aluno (a): Série: 3ª Data: / / 2015. LISTA DE LITERATURA Orientações: - A lista deverá ser respondida na própria folha impressa ou em folha de papel
3ª série. rec LISTA: Ensino Médio. Aluno(a): Professor(a): Yani Rebouças. Segmento temático:
LISTA: rec 3ª série Ensino Médio Professor(a): Yani Rebouças Turma: A ( ) / B ( ) Aluno(a): Segmento temático: DRUMMOND DIA: MÊS: 2017 1. Fuvest1992:"Uma flor ainda desbotada ilude à polícia, rompe o asfalto.
Introdução 1 Língua, Variação e Preconceito Linguístico 1 Linguagem 2 Língua 3 Sistema 4 Norma 5 Português brasileiro 6 Variedades linguísticas 6.
Introdução 1 Língua, Variação e Preconceito Linguístico 1 Linguagem 2 Língua 3 Sistema 4 Norma 5 Português brasileiro 6 Variedades linguísticas 6.1 Padrão vs. não padrão 6.2 Variedades sociais 6.3 Classificação
CONSIDERAÇÕES INICIAIS:
CONSIDERAÇÕES INICIAIS: Está apresentação não tem a intenção de mostrar-se como uma teoria válida para qualquer contesto da Língua Portuguesa. Ela se destina apenas a atender uma solicitação de colegas
Mãos dadas Carlos Drummond de Andrade
Mãos dadas Carlos Drummond de Andrade Não serei o poeta de um mundo caduco. Também não cantarei o mundo futuro. Estou preso à vida e olho meus companheiros. Estão taciturnos, mas nutrem grandes esperanças.
MODERNISMO 2ª FASE. Profa Giovana Uggioni Silveira
MODERNISMO 2ª FASE Profa Giovana Uggioni Silveira CONTEXTO HISTÓRICO MUNDO: QUEDA DA BOLSA DE NOVA IORQUE FORTALECIMENTO DOS REGIMES TOTALITARISTAS 2ª GUERRA MUNDIAL BRASIL: FIM DA REPÚBLICA CAFÉ COM LEITE
Suely Aparecida da Silva
Estética da criação verbal SOBRAL, Adail. Estética da criação verbal. In: BRAIT, Beth. Bakhtin, dialogismo e polifonia. São Paulo: contexto, 2009. p. 167-187. Suely Aparecida da Silva Graduada em Normal
Alteridade e responsividade em Bakhtin
Alteridade e responsividade em Bakhtin Sebastiana Almeida Souza (UFMT/MeEL) 1 Sérgio Henrique de Souza Almeida (UFMT/MeEL) 2 Introdução Este artigo pretende trabalhar a noção de alteridade e responsividade
PLANO DE ENSINO DADOS DO COMPONENTE CURRICULAR
PLANO DE ENSINO DADOS DO COMPONENTE CURRICULAR Nome do COMPONENTE CURRICULAR: LINGUÍSTICA I Curso: LICENCIATURA EM LETRAS COM HABILITAÇÃO EM LÍNGUA PORTUGUESA Período: 2 Semestre: 2015.1 Carga Horária:
manifestações científicas, gêneros literários (provérbio, poesia, romance) etc. AULA GÊNEROS DISCURSIVOS: NOÇÕES - CONTINUAÇÃO -
AULA GÊNEROS DISCURSIVOS: NOÇÕES - CONTINUAÇÃO - Texto Bakhtin (2003:261-305): Introdução Campos da atividade humana ligados ao uso da linguagem O emprego da língua se dá em formas de enunciados o Os enunciados
GÊNERO CHARGE: DO PAPEL AOS BYTES
GÊNERO CHARGE: DO PAPEL AOS BYTES Anderson Menezes da Silva Willame Santos de Sales Orientadora: Dra. Maria da Penha Casado Alves Departamento de Letras UFRN RESUMO A charge é um gênero recorrente nos
Colégio Estadual Protásio Alves ENTRE UM CONTO E A MINHA VIDA : UMA EXPERIÊNCIA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA COM UM CLÁSSICO DA LITERATURA BRASILEIRA
Colégio Estadual Protásio Alves ENTRE UM CONTO E A MINHA VIDA : UMA EXPERIÊNCIA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA COM UM CLÁSSICO DA LITERATURA BRASILEIRA Justificativa A função dos conteúdos de Língua Portuguesa
Sumário. Introdução, 1. 1 Português jurídico, 5 1 Linguagem, sistema, língua e norma, 5 2 Níveis de linguagem, 11 Exercícios, 24
Sumário Introdução, 1 1 Português jurídico, 5 1 Linguagem, sistema, língua e norma, 5 2 Níveis de linguagem, 11 Exercícios, 24 2 Como a linguagem funciona, 31 1 Análise do discurso, 31 2 O estudo da linguagem,
Linguagens, Códigos e suas Tecnologias: a Literatura no Enem. Literatura Brasileira 3ª série EM Prof.: Flávia Guerra
Linguagens, Códigos e suas Tecnologias: a Literatura no Enem Literatura Brasileira 3ª série EM Prof.: Flávia Guerra Competência de área 4 Compreender a arte como saber cultural e estético gerador de significação
Marque a opção do tipo de trabalho que está inscrevendo: ( X ) Resumo ( ) Relato de Caso
Marque a opção do tipo de trabalho que está inscrevendo: ( X ) Resumo ( ) Relato de Caso Desvelando o texto: o trabalho com implícitos em anúncios publicitários AUTOR PRINCIPAL: Sabrina Zamin Vieira CO-AUTORES:
DEPARTAMENTO DE LÍNGUAS 2017 / 2018
DEPARTAMENTO DE LÍNGUAS 2017 / 2018 PLANIFICAÇÃO PORTUGUÊS -12º ANO Unidade 0 Diagnose. Artigo de opinião..texto de opinião. Identificar temas e ideias principais. Fazer inferências. Texto poético: estrofe,
VOCÊ TEM MEDO DE QUÊ?
VOCÊ TEM MEDO DE QUÊ? Introdução O seguinte planejamento de aula foi desenvolvido inicialmente para a cadeira de Metodologia e Laboratório de Ensino de Língua Portuguesa do curso de Licenciatura em Letras
ROTEIRO DE ATIVIDADES 1º bimestre da 3ª Série do Ensino Médio: 2º CICLO EIXO BIMESTRAL: POESIA E ROMANCE NO MODERNISMO / MANIFESTO
ROTEIRO DE ATIVIDADES 1º bimestre da 3ª Série do Ensino Médio: 2º CICLO PALAVRAS-CHAVE: Modernismo; Carlos Drummond de Andrade; concordância nominal; manifesto. EIXO BIMESTRAL: POESIA E ROMANCE NO MODERNISMO
Sugestão de Atividades Escolares Que Priorizam a Diversidade Sociocultural 1
Sobre gênero e preconceitos: Estudos em análise crítica do discurso. ST 2 Ana Queli Tormes Machado UFSM Palavras-chave: gênero discursivo/textual, diversidade sociocultural, ensino de Língua Portuguesa
O TEXTO LITERÁRIO NO ENSINO FUNDAMENTAL II: CONTEXTO DESAMOR
O TEXTO LITERÁRIO NO ENSINO FUNDAMENTAL II: CONTEXTO DESAMOR Resumo: Autor(a) : Lidiane Gomes dos Santos Universidade Estadual da Paraíba Campus I; lidianegomessantos@hotmail. O contexto social vivenciado
A VISÃO DIALÓGICA DO DISCURSO
A VISÃO DIALÓGICA DO DISCURSO SANTOS, Robson Fagundes dos. (G UNIOESTE) LUNARDELLI, Mariangela Garcia. (UNIOESTE) RESUMO: O presente estudo visa apresentar os pressupostos acerca da Análise do Discurso,
O TRABALHO COM TEXTOS NUMA TURMA DE CINCO ANOS
O TRABALHO COM TEXTOS NUMA TURMA DE CINCO ANOS Mônica Cristina Medici da Costa 1 Introdução O presente texto traz um recorte da nossa pesquisa que teve como objetivo analisar as práticas de uma professora
Apostila de Livros 18 Bagagem Adélia Prado
Apostila de Livros 18 Bagagem Adélia Prado 1.0 Comentário Crítico CONFEITO Em seu poema "Fluência", ela relatou a sensação da estréia: "O meu alívio foi constatar que depois da festa o mundo continuava
COLÉGIO MAGNUM BURITIS
COLÉGIO MAGNUM BURITIS PROGRAMAÇÃO DE 1ª ETAPA 1ª SÉRIE PROFESSORA: Elise Avelar DISCIPLINA: Língua Portuguesa TEMA TRANSVERSAL: A ESCOLA E AS HABILIDADES PARA A VIDA NO SÉCULO XXI DIMENSÕES E DESENVOLVIMENTO
Uma perspectiva bakhtiniana de dialogismo, discurso, enunciado no romance Ensaio sobre a cegueira
Umaperspectivabakhtinianadedialogismo,discurso,enunciado noromanceensaiosobreacegueira SimonedasGraçasVitorino 16 Tudo que pode ser ideologicamente significativo tem sua expressão no discurso interior.
aula LEITURA: Um pouco de história: o ensino de leitura - ontem e hoje UM CONCEITO POLISSÊMICO
Um pouco de história: o ensino de leitura - ontem e hoje LEITURA: UM CONCEITO POLISSÊMICO 14 aula META Apresentar concepções de leitura; discutir as condições de legibilidade dos textos; mostrar a distinção
TIRA CÔMICA DE LAERTE: INTERDISCURSIVIDADE, INTERTEXTUALIDADE E ISOTOPIA NO EFEITO DE SENTIDO DE HUMOR
TIRA CÔMICA DE LAERTE: INTERDISCURSIVIDADE, INTERTEXTUALIDADE E ISOTOPIA NO EFEITO DE SENTIDO DE HUMOR Maristela Barboza 1, Ines Barros da Fonseca 2, Nívea Lopes dos Santos 3 1 Universidade Federal de
APONTAMENTOS SOBRE A CONSTITUIÇÃO DA AUTORIA EM RESENHAS ACADÊMICAS
221 de 297 APONTAMENTOS SOBRE A CONSTITUIÇÃO DA AUTORIA EM RESENHAS ACADÊMICAS Carla da Silva Lima (UESB) RESUMO Inscrito no campo teórico da Análise do Discurso francesa, o objetivo deste trabalho é defender
Análise de discursos textuais: questões
Análise de discursos textuais: questões Com base no texto a seguir, responda às questões (1) e (2): Os Poemas Os poemas são pássaros que chegam não se sabe de onde e pousam no livro que lês. Quando fechas
Gêneros do discurso: contribuições do Círculo de Bakhtin. Profa. Sheila Vieira de Camargo Grillo
Gêneros do discurso: contribuições do Círculo de Bakhtin Profa. Sheila Vieira de Camargo Grillo Gêneros do discurso: notas sobre o artigo Ø Artigo publicado, pela primeira vez, após a morte de Bakhtin,
UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA SOCIAL Nível Mestrado e Doutorado
1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA SOCIAL Nível Mestrado e Doutorado PROGRAMA DA DISCIPLINA CURSO: MESTRADO E DOUTORADO EM HISTÓRIA SOCIAL
EXPERIÊNCIA DE TRANSPOSIÇÃO ENTRE A TEORIA E A PRÁTICA: GRAMÁTICA, EDUCAÇÃO E ENSINO DO GÊNERO TEXTUAL POESIA
EXPERIÊNCIA DE TRANSPOSIÇÃO ENTRE A TEORIA E A PRÁTICA: GRAMÁTICA, EDUCAÇÃO E ENSINO DO GÊNERO TEXTUAL POESIA Eliete Lopes Matricardi (UEMS) [email protected] Loid Rodrigues (UEMS) [email protected]
Aula6 MATERIALIDADE LINGUÍSTICA E MATERIALIDADE DISCURSIVA. Eugênio Pacelli Jerônimo Santos Flávia Ferreira da Silva
Aula6 MATERIALIDADE LINGUÍSTICA E MATERIALIDADE DISCURSIVA META Discutir língua e texto para a Análise do Discurso. OBJETIVOS Ao fi nal desta aula, o aluno deverá: Entender a língua como não linear e que
CRIARCONTEXTO: O ENSINO-APRENDIZAGEM DE GÊNEROS TEXTUAIS NO ENSINO MÉDIO
CRIARCONTEXTO: O ENSINO-APRENDIZAGEM DE GÊNEROS TEXTUAIS NO ENSINO MÉDIO Wellyna Késia Franca de SOUSA e Eliane Marquez da Fonseca FERNANDES Faculdade de Letras da Universidade Federal de Goiás [email protected]
O ENEM E A INTERTEXTUALIDADE. 1- (Enem 2009)
O ENEM E A INTERTEXTUALIDADE 1- (Enem 2009) Texto 1 No meio do caminho No meio do caminho tinha uma pedra Tinha uma pedra no meio do caminho Tinha uma pedra No meio do caminho tinha uma pedra ANDRADE,
INTRODUÇÃO À ANÁLISE DO(S)/DE DISCURSO(S) UNEB Teorias do signo Lidiane Pinheiro
INTRODUÇÃO À ANÁLISE DO(S)/DE DISCURSO(S) UNEB Teorias do signo Lidiane Pinheiro PARA ALÉM DA FRASE Ex.: Aluga-se quartos FRASE mensagem significado TEXTO/ discurso sentido ENUNCIADO Traços de condições
DACEX CTCOM Disciplina: Análise do Discurso. Profa. Dr. Carolina Mandaji
DACEX CTCOM Disciplina: Análise do Discurso [email protected] Profa. Dr. Carolina Mandaji Formação discursiva, Formação ideológica Formações ideológicas Conjunto de valores e crenças a partir dos
Dialogismo e interação em Bakhtin: fundamentos para a prática em sala de aula
Dialogismo e interação em Bakhtin: fundamentos para a prática em sala de aula Janayna Bertollo Cozer Casotti 1 O dialogismo, no conjunto da obra de Bakhtin (1999), constitui característica essencial da
DISCIPLINA DE LÍNGUA PORTUGUESA ANO LECTIVO 2007/2008
DISCIPLINA DE LÍNGUA PORTUGUESA ANO LECTIVO 2007/2008 1. COMPETÊNCIAS ESSENCIAIS 8º Ano COMPETÊNCIAS GERAIS 1- Mobilizar saberes culturais, científicos e tecnológicos para compreender a realidade e para
Infográfico como linguagem na divulgação científica estudo na perspectiva da análise dialógica do discurso (ADD) de Bakhtin
Infográfico como linguagem na divulgação científica estudo na perspectiva da análise dialógica do discurso (ADD) de Bakhtin Elisangela S. M. Marques 1 Marcia Reami Pechula 2 O presente texto propõe uma
UNI-FACEF CENTRO UNIVERSITÁRIO DE FRANCA JULIANA MENA MOREIRA RIENE MARIA DA SILVA ARAÚJO
UNI-FACEF CENTRO UNIVERSITÁRIO DE FRANCA JULIANA MENA MOREIRA RIENE MARIA DA SILVA ARAÚJO UMA LEITURA COMPARADA DE A DIVINA COMÉDIA DE DANTE ALIGHIERI E PURGATÓRIO, A VERDADEIRA HISTÓRIA DE DANTE E BEATRIZ
Planificação Anual GR Disciplina Português (Ensino Profissional) 3.º
Planificação Anual GR 300 - Disciplina Português (Ensino Profissional) 3.º Módulo 9: Textos Líricos (Fernando Pessoa ortónimo e heterónimos) 30 horas (40 aulas) Objectivos de Aprendizagem -Distinguir a
FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA
FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA ROTEIRO DE ATIVIDADES 1ª SÉRIE 3º BIMESTRE AUTORIA GLORIA GONCALVES DE AZEVEDO Rio de Janeiro 2012 TEXTO GERADOR I Artigo enciclopédico Este texto gerador é um
A coleção Português Linguagens e os gêneros discursivos nas propostas de produção textual
A coleção Português Linguagens e os gêneros discursivos nas propostas de produção textual Marly de Fátima Monitor de Oliveira Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - Unesp Araraquara e-mail:
COMUNICAÇÃO APLICADA MÓDULO 4
COMUNICAÇÃO APLICADA MÓDULO 4 Índice 1. Significado...3 1.1. Contexto... 3 1.2. Intertextualidade... 3 1.2.1. Tipos de intertextualidade... 3 1.3. Sentido... 4 1.4. Tipos de Significado... 4 1.4.1. Significado
A LINGUAGEM NO CENTRO DA FORMAÇÃO DO SUJEITO. Avanete Pereira Sousa 1 Darlene Silva Santos Santana 2 INTRODUÇÃO
A LINGUAGEM NO CENTRO DA FORMAÇÃO DO SUJEITO Avanete Pereira Sousa 1 Darlene Silva Santos Santana 2 INTRODUÇÃO A natureza humana perpassa pelo campo da linguagem, quando é a partir da interação verbal
TÍTULO: A CONSTITUIÇÃO DO ETHOS DISCURSIVO DA PERSONAGEM FÉLIX: DA NOVELA PARA AS PÁGINAS DO FACEBOOK
TÍTULO: A CONSTITUIÇÃO DO ETHOS DISCURSIVO DA PERSONAGEM FÉLIX: DA NOVELA PARA AS PÁGINAS DO FACEBOOK CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS SUBÁREA: LETRAS INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE
EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE LETRAS-PORTUGUÊS - IRATI (Currículo iniciado em 2015)
EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE LETRAS-PORTUGUÊS - IRATI (Currículo iniciado em 2015) ANÁLISE DO DISCURSO 68 h/a 1753/I Vertentes da Análise do Discurso. Discurso e efeito de sentido. Condições de
Matéria: literatura Assunto: modernismo - carlos drummond de andrade Prof. IBIRÁ
Matéria: literatura Assunto: modernismo - carlos drummond de andrade Prof. IBIRÁ Literatura CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE (1902-1987) Obras: Alguma Poesia, Brejo das Almas, Sentimento do Mundo, Rosa do Povo,
P L A N I F I C A Ç Ã O A N U A L
P L A N I F I C A Ç Ã O A N U A L DEPARTAMENTO: LÍNGUAS ÁREA DISCIPLINAR: 300 - PORTUGUÊS DISCIPLINA: Português CURSO PROFISSIONAL: Técnico de Higiene e Segurança no Trabalho ANO: 3.º - ANO LETIVO: 2018/19
LITERATURA: GÊNEROS E MODOS DE LEITURA - EM PROSA E VERSOS; - GÊNEROS LITERÁRIOS; -ELEMENTOS DA NARRATIVA. 1º ano OPVEST Mauricio Neves
LITERATURA: GÊNEROS E MODOS DE LEITURA - EM PROSA E VERSOS; - GÊNEROS LITERÁRIOS; -ELEMENTOS DA NARRATIVA. 1º ano OPVEST Mauricio Neves EM VERSO E EM PROSA Prosa e Poesia: qual a diferença? A diferença
Pós-modernismo brasileiro. Neovanguardas e poesia contemporânea
Pós-modernismo brasileiro Neovanguardas e poesia contemporânea Concretismo O Concretismo começa a despontar no Brasil com a publicação da revista Noigandres pelos três poetas: Décio Pignatari, Haroldo
DACEX CTCOM Disciplina: Análise do Discurso. Profa. Dr. Carolina Mandaji
DACEX CTCOM Disciplina: Análise do Discurso [email protected] Profa. Dr. Carolina Mandaji Análise do Discurso Fernanda Mussalim Condições de produção do discurso Formação discursiva, formação ideológica
FÁBULAS E DIVERSIDADE: UMA SEQUÊNCIA DIDÁTICA CRISTIANE MACIEIRA DE SOUZA¹
FÁBULAS E DIVERSIDADE: UMA SEQUÊNCIA DIDÁTICA CRISTIANE MACIEIRA DE SOUZA¹ ¹UFMG / MESTRADO PROFISSIONAL / FACULDADE DE LETRAS / [email protected] Resumo Este artigo expõe e analisa os resultados de uma sequência
Aproveite! Com. tapinhas nas Oi, gatão! Tudo. a raposa.
PROFESSOR: EQUIPE DE PORTUGUÊS BANCO DE QUESTÕES - PRODUÇÃO TEXTUAL - 6º ANO - ENSINO FUNDAMENTAL ========== =========== ============ =========== =========== =========== =========== =========== ===========
Do lugar de cada um, o saber de todos nós 5 a - edição COMISSÃO JULGADORA orientações para o participante
Do lugar de cada um, o saber de todos nós 5 a - edição - 2016 COMISSÃO JULGADORA orientações para o participante Caro(a) participante da Comissão Julgadora da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo
Contribuições do pensamento de Bakhtin para a alfabetização
Contribuições do pensamento de Bakhtin para a alfabetização Vania Grim Thies 1 O objetivo do presente texto é pensar as questões relativas à linguagem e a educação com as contribuições do pensamento bakhtiniano,
1. Fernando Pessoa. Oralidade. Leitura
1. Fernando Pessoa Oralidade Exposição sobre um tema. Tema musical. Rubrica radiofónica. Texto de opinião. Anúncio publicitário. Documentário. Debate 1. Interpretar textos orais de diferentes géneros.
AGRUPAMENTO de ESCOLAS de SANTIAGO do CACÉM PLANIFICAÇÃO ANUAL
AGRUPAMENTO de ESCOLAS de SANTIAGO do CACÉM PLANIFICAÇÃO ANUAL Ano Letivo 2018/2019 Ensino Secundário PORTUGUÊS 12º ANO Documentos Orientadores: Programa de Português do Ensino Secundário, Metas Curriculares
ÁREA LÍNGUA PORTUGUESA. Só abra este caderno quando for autorizado pelo fiscal. Leia atentamente as instruções abaixo.
CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DE VAGAS DO CARGO DE PROFESSOR DE NÍVEL III ENSINO FUNDAMENTAL E ENSINO MÉDIO ÁREA LÍNGUA PORTUGUESA PROVA DISCURSIVA CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS Só abra este caderno quando
CARGA- HORÁRIA CRÉDITO CARÁTER EMENTA
CÓDIGO PGL101 DESCRIÇÃO MEMÓRIA, ARQUIVO E REPRESENTAÇÃO CARGA- HORÁRIA PGL201 PRODUÇÃO E RECEPÇÃO TEXTUAL PGL301 PGL102 INTRODUÇÃO À LINGUISTICA APLICADA TRANSCRIÇÃO E LEITURA DE DOCUMENTOS PGL103 DISCURSO
MONITORIA_2015. DISCIPLINA: Português. AULA: Tipos de Discurso e Intertextualidade
MONITORIA_2015 DISCIPLINA: Português AULA: Tipos de Discurso e Intertextualidade Tipos de Discursos 1) O Discurso Direto Diálogos retratados sem a interferência do narrador. Trata-se de uma transcrição
INTERACIONISMO SÓCIO-DISCURSIVO (ISD): CONTRIBUIÇÕES DE BAKHTIN
- SEPesq INTERACIONISMO SÓCIO-DISCURSIVO (ISD): CONTRIBUIÇÕES DE BAKHTIN Ana Paula da Cunha Sahagoff Doutoranda em Letras, Mestre em Letras, Especialista em Educação, Graduada em Letras. (UniRitter) [email protected]
Interpretação de Textos a Partir de Análises Isoladas
Interpretação de Textos a Partir de Análises Isoladas Análise Estética (formal) Análise Estilística (figuras de linguagem) Análise Gramatical (morfossintática) Análise Semântica (de significado) Análise
INTERTEXTUALIDADE NAS MÚSICAS DE BEZERRA DA SILVA
INTERTEXTUALIDADE NAS MÚSICAS DE BEZERRA DA SILVA Isabela Fernanda Macedo Rangel Universidade Estadual da Paraíba [email protected] INTRODUÇÃO Dentre os sete critérios essenciais na compreensão
Assine e coloque seu número de inscrição no quadro abaixo. Preencha, com traços firmes, o espaço reservado a cada opção na folha de resposta.
1 Prezado(a) candidato(a): Assine e coloque seu número de inscrição no quadro abaixo. Preencha, com traços firmes, o espaço reservado a cada opção na folha de resposta. Nº de Inscrição Nome P R O V A D
PLANO DE ENSINO 1º TRIMESTRE
Componente Redação Professor: Anne Werlang; Ariadne Coelho; Joel Vale; Pâmela Curricular: Aguiar Segmento: Ensino Médio Ano/Série: 2ª série Apresentação da disciplina O enfoque atual pressupõe colaboração,
REDAÇÃO LINGUAGEM VERBAL E NÃO VERBAL FUNÇÕES DA LINGUAGEM PROFª ISABEL LIMA
REDAÇÃO LINGUAGEM VERBAL E NÃO VERBAL FUNÇÕES DA LINGUAGEM PROFª ISABEL LIMA LINGUAGEM VERBAL E NÃO VERBAL Linguagem verbal faz uso das palavras, escritas ou faladas. Linguagem não verbal inclue algumas
Antes de iniciar a lista de exercícios leia atentamente as seguintes orientações:
GOIÂNIA, / / 2017. PROFESSOR: Daniel DISCIPLINA: Literatura SÉRIE: 3 ano ALUNO(a): No Anhanguera você é + Enem Antes de iniciar a lista de exercícios leia atentamente as seguintes orientações: - É fundamental
A BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR E O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA
A BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR E O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA Manassés Morais Xavier Universidade Federal de Campina Grande [email protected] Maria de Fátima Almeida Universidade Federal
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS UNIDADE UNIVERSITÁRIA DE CIÊNCIAS SÓCIO-ECONÔMICAS E HUMANAS DE ANÁPOLIS
1. EMENTA - Função do corpo na evolução psíquica. Aspectos conceituais da psicomotricidade: imagem do corpo, a tonicidade, o movimento, a comunicação corporal. O desenvolvimento psicomotor da criança.
Carta: quando se trata de "carta aberta" ou "carta ao leitor", tende a ser do tipo dissertativoargumentativo
Gêneros textuais Os Gêneros textuais são as estruturas com que se compõem os textos, sejam eles orais ou escritos. Essas estruturas são socialmente reconhecidas, pois se mantêm sempre muito parecidas,
Instrumento. COSTA, Sérgio Roberto. Dicionário de Gêneros Textuais. Belo Horizonte: Autêntica, Mariângela Maia de Oliveira *
Resenha Instrumento COSTA, Sérgio Roberto. Dicionário de Gêneros Textuais. Belo Horizonte: Autêntica, 2008. Mariângela Maia de Oliveira * Tomando por base os novos conceitos subjacentes ao processo de
CULTURA E GÊNEROS TEXTUAIS: PRÁTICAS DE LETRAMENTOS
CULTURA E GÊNEROS TEXTUAIS: PRÁTICAS DE LETRAMENTOS Mateus Felipe Oliveira Santos 1, Vinicius Lima Cardoso 2, Fransciele dos Reis Candido 3 1 Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri/[email protected]
RIMAS E MÉTRICAS EM POEMAS SINALIZADOS
RIMAS E MÉTRICAS EM POEMAS SINALIZADOS Rita Maria da Silva (LETRAS-LIBRAS/UFMT) [email protected] Claudio Alves Benassi (PPGEL/UFMT) [email protected] Resumo: Este pequeno estudo está
UM ESPETÁCULO DE DANÇA COMO MEDIADOR SEMIÓTICO NA AULA DE ARTE
UM ESPETÁCULO DE DANÇA COMO MEDIADOR SEMIÓTICO NA AULA DE ARTE Mary Fátima Gomes Rodrigues Fundação Regional Educacional de Avaré e-mail: [email protected] Laudo Rodrigues Sobrinho Universidade
EBSERH E D I I T T R A
EBSERH E D I T R A APRESENTAÇÃO...3 INTERPRETAÇÃO DE TEXTO...5 1. Informações Literais e Inferências possíveis...6 2. Ponto de Vista do Autor...7 3. Significado de Palavras e Expressões...7 4. Relações
Governo da República Portuguesa
ESCOLA SECUNDÁRIA DR. GINESTAL MACHADO CURSOS PROFISSIONAIS - 12 ºANO (Nota: 72h/ Nota: Planificação sujeita a reajustamentos, após publicação de Horário da Turma e confirmação de horas efetivamente dadas,
TEORIA E CRÍTICA LITERÁRIA SÉCULO XX
TEORIA E CRÍTICA LITERÁRIA SÉCULO XX Abordagens extrínsecas Literatura e Biografia Tese: a biografia do autor explica e ilumina a obra. Objeções: 1) O conhecimento biográfico pode ter valor exegético,
ENEM 2012 Questões 108, 109, 110, 111, 112 e 113
Questões 108, 109, 110, 111, 112 e 113 108. Na leitura do fragmento do texto Antigamente constata-se, pelo emprego de palavras obsoletas, que itens lexicais outrora produtivos não mais o são no português
