Profs. Nunes - Marcílio - Larissa
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- Vitorino da Mota Delgado
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1 UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ESCOLA POLITÉCNICA Departamento de Engenharia Mecatrônica e Sistemas Mecânicos Grupo de Mecânica dos Sólidos e Impacto em Estruturas Sensores e transdutores Profs. Nunes - Marcílio - Larissa 1 Grupo de Mecânica dos Sólidos e Impacto em Estruturas Transdutor: É definido como sendo um dispositivo que recebe energia de um sistema e a transforma, geralmente numa forma diferente. Sensor : É definido com um dispositivo que é sensível à um fenômeno físico (luz, temperatura, impedância elétrica etc...) e transmite um sinal para um dispositivo de medição ou controle. Como exemplo um transdutor de pressão não inclui apenas um sensor de pressão, mas a rede de compensação requerida para agrupar o sensor e compatibilizá-lo com outros tipos de transdutores. 2 1
2 Sensores e transdutores Sensor é um aparelho que adquire um parâmetro físico e transforma em um sinal que pode ser processado por um sistema. Freqüentemente, a parte ativa do sensor é chamada de transdutor. MENSURANDO p.ex., deformação, pressão,temperatura, etc... TRANSDUTOR SENSOR Condicionamento de sinal Pós-processamento 3 Sensores e transdutores 4 Um transdutor é um aparelho que converte um sinal de uma forma física para outra correspondente. Em um transdutor, uma quantidade de entrada é diferente da quantidade de saída. Sinais típicos de entrada pode ser elétrico, mecânico, térmico ou óptico. Sistemas de controle e monitoramento requerem sensores para medir quantidades físicas como pressão, deslocamento, posição, temperatura, força, deformação, vibração, aceleração. Projeto de sensores e transdutores sempre envolvem a aplicação de alguma lei (Ampere, Coulomb, Newton) ou princípio da física que relaciona a quantidade de interesse com algum evento mensurável. 2
3 Sensores Medidor = SENSOR + TRANSDUTOR SENSOR detecta uma variável física de interesse, por exemplo: - pressão, temperatura, força TRANSDUTOR transforma essa variável em outra fácil de ser medida 5 Transdutor Primário (sensor) Transdutor secundário Termo-par Célula de carga Temperatura voltagem Força deformação voltagem (1 estágio) (2 estágios) 6 3
4 Caracterização dos Sensores 7 Classificação dos Sensores Passivos x Ativos entrada Sensor saída Energia Auxiliar Ativos: Estes produzem um sinal elétrico de saída sem a necessidade de alimentação externa. Um termopar é um exemplo deste tipo de sensor. Passivos: Estes requerem entrada de energia para poder-se obter um sinal de saída. Um exemplo é uma termo resistência, a qual requer uma entrada de energia para excitar o resistor. 8 4
5 Classificação dos Sensores 9 Analógicos x Digitais Potenciômetro (analógico); Encoder (digital). Absolutos x Incrementais Potenciômetro (absoluto); Encoder (incremental). Sensores Contínuos x Sensores Discretos Resistor Variável (contínuo); Chaves (discreto). Características Estáticas Linearidade V(v) mudança reflete linear Sensibilidade relação entre o estímulo de entrada e o sinal de saída, ou seja, é a função de transferência do transdutor; Faixa de atuação (Range) representa todos os níveis de amplitude do sinal de entrada nos quais se supõe que o transdutor opere, ou seja, intervalo de valores da grandeza em que se pode ser usado o transdutor, sem destruição ou imprecisão; Histerese capacidade de um instrumento medir o mesmo valor incrementando-se ou decrementando-se na escala. y s = 0,5 V/rad θ max θ(rad ) x 10 5
6 Características Estáticas Resolução o menor incremento do sinal de entrada que é sensível ou que pode ser medido o instrumento; V(v) 3 2 Res=2 rad 1 V(v) θ (rad ) Limiar ponto de partida 10 θ(rad ) 11 Características Dinâmicas Dinâmica Coeficiente tempo Filtro T(graus) Y ( ω) X ( ω) 1 63,2% Temperatura Real Sensor τ t(s) 1 /τ f(hz) 12 6
7 Classificação de Sensores Mecânicos Elétricos Magnéticos Ópticos Acústicos Químicos Biológicos 13 Transdutores mecânicos Mensurando é transformado em: Deslocamento (medidor de torque) Movimento (pêndulo) Pressão (tubo de Venturi) 14 7
8 Transdutores mecânicos dimensionais 15 Transdutores mecânicos de movimento e direção Velocímetro Odômetro Tubo de Venturi Giroscópio 16 8
9 Transdutores mecânicos de pressão Bourdon gauge: Eugène Bourdon em 1849 O medidor contem um tubo em forma de C, fechado em uma extremidade. d Quando a pressão dentro do tubo aumenta, o tubo se desenrola levemente causando um pequeno movimento em sua extremidade fechada. Um sistema de alavancas e engrenagens magnífica este movimento e mexe um ponteiro, que indica a pressão numa escala circular. As medidas de Bourdon freqüentemente são usadas em cilindros de gás comprimido de indústria e hospitais
10
11 Medidor de vazão (tubo de Venturi) 1 2 Q = ka 2 ρ p 2 1 p 2 21 Transdutores mecânicos de massa Balança analítica Balança pendular Balança torsional (de Cavendish) 22 11
12 Transdutor mecânico de temperatura Termômetro de coluna Lâmina bimetálica 23 Sensores elétricos Mensurando é transformado em VOLTAGEM devido à variação de: Resistência elétrica Capacitância Indutância Carga elétrica 24 12
13 Passivos Resistivos Indutivos Capacitivos Ativos Termoelétrico Piezoelétrico Fotoelétrico 25 Sensor Resistivo A resistência elétrica varia com a quantidade medida. R = ρ l A 26 13
14 Potenciômetro Consiste de um resistor e de um contato deslizante. A posição do contato se transforma numa resistência. Tensão nos extremos de potenciômetro linear: tensão entre o extremo inferior e o centro (eixo) é proporcional à posição linear (potenciômetro deslizante) ou angular (rotativo). 27 posição resistência Extensômetros O tensionamento físico é transformado numa variação de resistência. ρ l R = A 1 Δ R ε = G. F. R 28 tensão resistência 14
15 Células de carga com extensômetros 29 Transdutor de pressão com extensômetros 30 15
16 Termistores Termômetros RTD (Resistance Temperature Detectors) São óxidos metálicos semicondutores, cuja resistência elétrica varia com a alteração da temperatura. Positivos (PTC) - Elevação do valor da resistência com o aumento da temperatura (platina). Negativos (NTC) - Diminuição da resistência elétrica com o aumento da temperatura (cerâmica). 2 [ 1 + A( T T ) + B ( T ] R ( T ) = R T 0 0 0) [ (1 / T 1 / )] R ( T ) = R 0 exp β T 0 31 Sensores capacitivos Variação da capacidade por alteração no posicionamento dos eletrodos ou por alteração do dielétrico
17 Posição por sensor capacitivo A capacitância depende da área das placas A, da constante dielétrica do meio, K, e da distância entre as placas, d: ka C = d Variação na capacitância i convertida emdesvio na freqüência de um oscilador, ou em desvio de tensão numa ponte. 33 O microfone de eletreto constitui uma das aplicações mais comuns dos sensores capacitivos de pressão (transdutores de som). Os microfones deste tipo são basicamente constituídos por um diafragma que vibra em função da freqüência e da amplitude das ondas sonoras incidentes (constituindo um dos eletrodo do condensador), uma película fina de um material permanentemente polarizado (de elevada constante dielétrica), e um segundo eletrodo metálico e fixo. A vibração do diafragma induz uma variação na capacidade do condensador, que é posteriormente processado e amplificado eletronicamente
18 Sensor capacitivo de deslocamento: os dois eletrodos são fixos e estão separados por uma película fina de um material cuja constante dielétrica é superior à unidade (ε r >1), que se pode deslocar lateralmente em conjunto com o objeto cujo movimento se pretende medir. O deslocamento da película altera a proporção entre as partes dos eletrodos separadas por ar e pela película de material dielétrico, que se traduz numa variação linear da constante dielétrica do conjunto e, em conseqüência, da capacidade do condensador. Na prática existem diversas variantes deste princípio básico. Sensor capacitivo de umidade: (designado sensor higrométrico), o qual basicamente explora a dependência da constante dielétrica de alguns materiais com o teor de água no ar ambiente. O dielétrico i é neste caso constituído por uma película fina de um material simultaneamente isolador e higroscópico o qual, dada a natureza porosa de um dos dielétricos, se encontra em contacto com o ambiente cuja umidade relativa se pretende medir. 35 Sensor indutivo O sensor indutivo funciona seguindo os conceitos de funcionamento do indutor. O indutor é um componente eletrônico composto por um núcleo com uma bobina bi em sua volta. Quando uma corrente percorre esta bobina um campo magnético é formado. Variação da auto-indução de uma bobina por variação externa do fluxo ou variação do núcleo
19 L.V.D.T. As letras LVDT são um acrônimo para Transformador Linear de Tensão Diferencial Variável, um tipo comum de transdutor eletromecânico que pode converter o movimento retilíneo de um objeto ao qual ele está acoplado mecanicamente em uma resposta elétrica correspondente. 37 A fórmula básica diz que a voltagem é proporcional ao número de espiras, 38 N é o número de espiras e V é a voltagem. Quando o centro de aço desliza dentro do cilindro, um certo número de espiras é afetado pela sua proximidade e gera uma única voltagem de saída. 19
20 RVDT O RVDT (Rotational Variable Differential Transformer) é usado para medir ângulos de rotação e usa o mesmo princípio do sensor LVDT. Enquanto o LVDT usa um centro cilíndrico de aço, o RVDT usa um centro rotativo ferromagnético. 39 Sensores ativos termoelétricos Termopares (TC - thermocouple) Efeito de Seebeck: se dois condutores metálicos A e B (metais puros ou ligas) formam um circuito fechado e portanto duas junções AB, aparecerá uma força eletromotriz termoelétrica e uma corrente percorrerá o circuito se cada uma das junções estiver a temperaturas T 1 e T 2 distintas. Essa FEM é facilmente detectável por um milivoltímetro ligado à junta de referência. Conjunto de dois fios de metais ou ligas metálicas diferentes, unidos em uma das extremidades. d O ponto de união dos fios é denominado junta de medida ou junta quente. A outra extremidade é chamada junta de referência ou junta fria
21 Tipos de Termopares T, E, J, K S, R, B Características individuais para os termopares industriais 1- Termopar tipo T cobre (+) x constantan ( - ) Estes termopares são resistentes à corrosão em atmosferas úmidas e indicados em também para medição de temperaturas a baixo de zero. Seu limite superior é 370 C, pode ser utilizado em atmosfera oxidantes redutoras ou inertes. 2- Termopar tipo J ferro (+) x contantan (-) São apropriados para medição em vácuo e atmosfera, oxidantes, redutores e inertes em temperaturas que chegam até 160 C.A taxa de oxidação do ferro é alta a partir de 560 C. Não é recomendado o uso deste termopar com elementos NÚS em atmosferas acima de 540 C. Em algumas ocasiões este termopar é utilizado para medir temperaturas abaixo de zero, porém a possibilidade do aparecimento de oxidação de ferro, faz com que seja menos indicado do que o tipo T. 3- Termopar tipo K cromel (+) x Alumel (-) São recomendados para uso contínuo em atmosferas inertes ou oxidantes, em temperaturas até 1300 C. Podem ser utilizados para medições de até -250 C., Não podem ser utilizados no vácuo, exceto por curtos períodos pois ocorre variação do cromo, alterando a calibração do termopar. 1- Termopar tipo E- Cromel (+) x (-) São recomendados para faixa de -200 C à 1000 C, em atmosfera inertes ou oxidantes. 2- Termopares Nobres São os termopares de tipo S, R e B. São considerados nobres, pois são compostos de platina, cujo custo é bastante elevado. Tipos: S: platina-rhodium 10% (+) x platina (-) R: platina-rhodium 13% (+) x platina (-) São recomendados para uso contínuo em atmosferas oxidantes ou inertes, a temperaturas que chegam até 1400 C, altas causa um excessivo desgaste que pode romper o termopar. Tipo B platina- rhodium 30% (+) platina-rhodium 6% (-) São utilizados em atmosferas inertes ou oxidantes à temperatura limite de 1704 C, são recomendados para trabalhar no vácuo até a temperatura limite. 41 Sensores ativos piezoelétricos: geração de carga elétrica Aceleração aplicada (a) Piezoelétricos Alguns cristais desenvolvem em sua rede cristalina, cargas elétricas quando submetidos a um esforço mecânico. 42 Carcaça Massa (m) +Sinal -Terra Material piezoelétrico V=Ghσ Acumulação de partículas carregadas no cristal. h=espessura σ=tensãot ã + + F a G=0.055Vm/N (quartzo) G=0.22Vm/N (polivinilideno fluorídico) O sinal elétrico de saída é proporcional (Sensibilidade) à aceleração aplicada A carga gerada tem valor muito baixo, necessitando de um circuito de amplificação e condicionamento do sinal. 21
22 Medidores de movimento (vibrômetros e acelerômetros) 43 Sensores ativos fotoelétricos Efeito foto-voltaico: geração de voltagem de saída em resposta à incidência de luz (Convertem energia luminosa em elétrica painéis solares)
23 Sensores magnéticos Mensurando é transformado em: campo magnético É um sensor que é acionado quando entra em contato som um campo magnético. Geralmente, é constituído de um material denominado ferromagnético, ou seja, Ferro, Níquel e etc.. 45 O efeito Hall Quando uma corrente em um condutor é inserida em um campo magnético uma força atua sobre os portadores de carga modificando d a sua distribuição ib i dentro do condutor. Esta mudança de distribuição de cargas no condutor cria uma diferença de potencial entre as superfícies do mesmo. 46 A medida desta diferença de potencial é proporcional ao campo magnético 23
24 Sensor óptico de proximidade Detectam a proximidade de um objeto (obstáculo) pela sua influência na propagação de um sinal óptico. Amplitude do sinal recebido diminui com a distância entre o sensor e o obstáculo (de forma quadrática) Distâncias mensuráveis: cm 47 Sensores acústicos Mensurando é transformado em: Freqüência (ressonância) Amplitude (emissão acústica) 48 24
25 Sensores químicos Mensurando é transformado em: alteração da condutividade elétrica Exemplo: detector de CO CO interage com O 2 do sensor Libera CO 2 eelétrons elétrons que se impregnam no filme sensor aumentando sua condutividade e diminuindo sua resistência 49 Sensores biológicos Mensurando é transformado em: nível de atividade metabólica Luciferese: enzimas em certos organismos luminosos são usadas para detectar níveis (bem baixos) de metabólicos 50 25
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