Oftalmologia em Pediatria

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1 16,7cm x 24cm 13,5mm Esta obra oferece respostas práticas e úteis aos profissionais que lidam diariamente com doentes em idade pediátrica, apresentando uma forma de interpretação do desenvolvimento da visão nas suas diferentes facetas fisiológicas e patológicas. O livro divide-se em três partes:... Na primeira parte apresenta aspetos gerais da Oftalmologia em Pediatria, como a anatomia e fisiologia do globo ocular e anexos, o desenvolvimento da visão, os sinais clínicos e o exame oftalmológico; Na segunda parte os leitores encontrarão múltiplas descrições clínicas das patologias mais comuns em Pediatria, com imagens que as ilustram; Na terceira parte é abordada a terapêutica tópica em Oftalmologia e são definidos os termos oftalmológicos mais comuns nesta área. Oftalmologia em Pediatria vem contribuir para a melhoria da saúde e do bem-estar das crianças e jovens com patologias oftalmológicas, sendo um instrumento imprescindível para utilização diária dos Pediatras, Oftalmologistas, Médicos de Família, Internos de Pediatria, Estudantes de Medicina e outros Profissionais de Saúde. Oftalmologia em Pediatria Oftalmologia em Pediatria Assistente graduado de Oftalmologia e responsável pela consulta de Retina Médica no Hospital do Espírito Santo, EPE; Pós-Graduado no Programa de Desenvolvimento em Gestão e Liderança Universidade Católica Portuguesa; Autor de vários livros ISBN ,7cm x 24cm Oftalmologia em Pediatria Coordenação:

2 Índice Autores... VII Prefácio... IX Siglas... XI I Aspetos gerais Anatomia e fisiologia do globo ocular e anexos... 3 Maria Inês Rodrigues Anatomia extraocular... 3 Anatomia intraocular Desenvolvimento da visão na criança Desenvolvimento da visão Visão cromática Cor dos olhos Prematuros Sinais clínicos em Oftalmologia Pediátrica Mário Ramalho, Órbita Pálpebras Sistema lacrimal Conjuntiva Globo ocular Esclera Córnea Câmara anterior Pupilas Íris Cristalino Lidel Edições Técnicas 4 Exame oftalmológico em Perinatalogia História clínica Anomalias congénitas do globo ocular e anexos Mário Ramalho Anomalias congénitas da órbita Anomalias congénitas da pálpebra... 60

3 Anomalias congénitas das vias lacrimais Anomalias congénitas da córnea Anomalias congénitas da íris Disgenesias iridocorneanas Anomalias congénitas do cristalino Anomalias congénitas do vítreo Anomalias congénitas do nervo ótico Anomalias congénitas da retina e da coroide Refração na criança Ana Vide Escada, Filipe Braz, Helena Prior Filipe Ambliopia Erros refrativos Questões práticas na avaliação visual da criança pelo pediatra II Patologias Diagnóstico diferencial de olho vermelho em crianças Anamnese Observação com luz difusa (lanterna) Etiologia do olho vermelho Oftalmologia em Pediatria IV 8 Infeções dos anexos oculares Ana Vide Escada, Filipe Braz, Helena Prior Filipe Hordéolo Dacriocistite aguda Celulite Celulite pré-septal Celulite da órbita Varicela e herpes zóster oftálmico Molusco contagioso Pediculose palpebral Tumores do segmento anterior e anexos em Pediatria Mara Ferreira Considerações gerais Tumores palpebrais Tumores conjuntivais Tumores da úvea anterior Tumores orbitários Estrabismo infantil Rita Gama Nomenclatura Adaptações ao estrabismo Avaliação do estrabismo Quadros clínicos Tratamento

4 11 Ambliopia Dina Drogas, Sónia Barão Fatores ambliogénicos Exame e diagnóstico Tratamento Diminuição da acuidade visual em crianças Sara G. Carrasquinho Diminuição crónica da acuidade visual Diminuição aguda da acuidade visual Glaucoma congénito primário: caso clínico (8 meses - 8 anos) Fernando Trancoso Vaz Etiopatogenia Clínica Caso clínico Leucocória João Cabral O que é uma leucocória? Causas e tipos de leucocória O que fazer perante uma pessoa com leucocória? Retinopatia da prematuridade Susana Teixeira Classificação Rastreio Fisiopatologia e fatores de risco Distrofias maculares Sara Vaz-Pereira, Joaquim Prates Canelas 17 Distrofias generalizadas do vítreo, da retina e da coroideia Sara Vaz-Pereira, Joaquim Prates Canelas Distrofias vitreorretinianas Distrofias generalizadas da retina Distrofias generalizadas da coroideia Índice V Lidel Edições Técnicas 18 Edema da papila na criança Rita Condesso Papiledema Hipertensão intracraniana idiopática na criança HIC secundária: alguns casos especiais Dor ocular e cefaleias em Pediatria Ana Luísa Rebelo Causas oftalmológicas de cefaleias e dor ocular Erros refrativos (ametropias) Alterações do equilíbrio oculomotor

5 Lentes corretivas (óculos) inadequadas Outras causas Traumatismos oculares Pálpebra Conjuntiva Córnea Íris Esclerótica Órbita Corpo estranho intraocular Oftalmia simpática Apraxia oculomotora congénita Sara G. Carrasquinho Manifestações clínicas Etiologia, fisiopatologia e patologias associadas Exames auxiliares de diagnóstico e diagnóstico diferencial III Tratamento e termos oftalmológicos Oftalmologia em Pediatria 22 Terapêutica tópica em Oftalmologia , Ana Luísa Rebelo, Mário Ramalho Anti-inflamatórios tópicos em Oftalmologia Antibióticos e antialérgicos tópicos em Oftalmologia Termos oftalmológicos mais comuns em Oftalmologia Pediátrica , Mário Ramalho, Ana Luísa Rebelo, Dina Drogas, Sónia Barão VI

6 Autores Coordenador/Autor Assistente graduado de Oftalmologia e responsável pela consulta de Retina Médica do Hospital do Espírito Santo, EPE; ex-professor de Anatomia e Fisiologia na Escola Superior de Enfermagem S. João de Deus da Universidade de Évora; coordenador de vários cursos de formação; membro de várias Sociedades Científicas Internacionais; licenciado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, em 1986, e pós-graduado no Programa de Desenvolvimento em Gestão e Lideranças pela Universidade Católica Portuguesa; autor de vários livros publicados. Autores Ana Luísa Rebelo Assistente hospitalar de Oftalmologia no Hospital do Espírito Santo, EPE. Ana Vide Escada Assistente hospitalar Departamento de Estrabismo e Oftalmologia Pediátrica do Instituto de Oftalmologia Dr. Gama Pinto. Dina Drogas Ortoptista no Hospital do Espírito Santo, EPE e clínica MEDIEV. Fernando Trancoso Vaz Assistente graduado do serviço de Oftalmologia no Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca, EPE. Filipe Braz Assistente hospitalar de Oftalmologia no Centro Hospitalar Lisboa Norte, EPE Hospital de Santa Maria. Helena Prior Filipe Assistente hospitalar graduada na Unidade de Contactologia/Gabinete de Ecografia do Instituto de Oftalmologia Dr. Gama Pinto. João Cabral Assistente hospitalar graduado do Hospital da Luz, Lisboa. Lidel Edições Técnicas Joaquim Prates Canelas Responsável pelo Departamento de Retina Médica do Serviço de Oftalmologia no Centro Hospitalar Lisboa Norte, EPE Hospital de Santa Maria. Mara Ferreira Assistente hospitalar graduada do Hospital da Luz, Lisboa.

7 Maria Inês Rodrigues Assistente hospitalar no Hospital do Espírito Santo, EPE. Mário Ramalho Interno da Formação Específica de Oftalmologia no Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca, EPE. Rita Adler Condesso Assistente graduada de Oftalmologia no Hospital do Espírito Santo, EPE. Rita Gama Assistente hospitalar de Oftalmologia no Hospital da Luz, Lisboa. Sara Gonçalves Carrasquinho Assistente hospitalar no Hospital do Espírito Santo, EPE. Sara Vaz-Pereira Assistente hospitalar de Oftalmologia no Centro Hospitalar Lisboa Norte, EPE Hospital de Santa Maria; Assistente convidada de Oftalmologia na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa Sónia Barão Ortoptista no Hospital do Espírito Santo, EPE e na clínica MEDIEV. Susana Teixeira Assistente hospitalar com grau de consultor em Oftalmologia no Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca, EPE. Oftalmologia em Pediatria VIII

8 Prefácio Foi-me pedido pelo Doutor para prefaciar este livro, o mais recente de vários que escreveu sobre temas de Oftalmologia. Confesso a minha perplexidade por ter sido o escolhido, principalmente pela minha inexperiência nesta faceta de prefaciador, mas foi, para mim, uma honra o convite que me foi dirigido e um privilégio por ter sido dos primeiros a ler esta obra. É um livro inteiramente dedicado à Oftalmologia Pediátrica, de cariz muito prático, que vem preencher uma lacuna existente e que tão útil será para Pediatras, Clínicos Gerais, Internos de Pediatria, Clínica Geral e Oftalmologia e, ainda, para outros profissionais de saúde ligados a esta área. O Doutor e os seus colaboradores debruçam-se nesta publicação sobre tópicos comuns e do dia a dia da prática clínica, de uma forma muito simples, clara e prática, complementados com excelentes imagens. Este livro responde a algumas dúvidas e questões que diariamente são colocadas pelos pais, e cujas respostas nem sempre são consensuais e será um importante contributo para a melhoria da saúde e do bem-estar das crianças e dos jovens. Hélder Gonçalves Diretor do Serviço de Pediatria do Hospital do Espírito Santo, EPE Évora Lidel Edições Técnicas

9 Siglas A AF - angiografia fluoresceínica AINE - anti-inflamatórios não esteroides C CA/A - excesso de convergência acomodativa CRA - correspondência retiniana anómala CV - campo visual D DMB - distrofia macular de Best DP - dioptrias prismáticas DS - doença de Stargardt E EMC - edema macular cistoide EOG - eletro-oculograma EPR - epitélio pigmentado da retina ERG - eletrorretinograma H HIC - hipertensão intracraniana HICI - hipertensão intracraniana idiopática HPO - hiperação do pequeno oblíquo I IGF-1 - insuline-like growth factor I L LCR - líquido cefalorraquidiano LW - luzes de Worth N NO - nervo ótico NVC - neovascularização coroideia O OCT - tomografia de coerência ótica ODE - olho direito e esquerdo OE - olho esquerdo P PIO - pressão intraocular PPO - posição primária do olhar PVPH - persistência do vítreo primário hiperplásico R RE - reto externo RJLX - retinosquise juvenil ligada ao X RMN - ressonância magnética nuclear RN - recém-nascido RNP - recém-nascido prematuro RNPMBP - recém-nascidos prematuros de muito baixo peso ROP - retinopatia da prematuridade RP - retinopatia pigmentar S SCHF - síndrome dos cones S hiperfuncionantes SMF - síndrome de monofixação SNC - sistema nervoso central SS - síndrome de Stickler SW - síndrome de Wagner Lidel Edições Técnicas

10 Aspetos gerais Parte I

11 Anatomia e fisiologia do globo ocular e anexos Maria Inês Rodrigues 1 Para uma melhor compreensão do tema, este capítulo está dividido em duas partes: anatomia extraocular (na qual são abordadas as estruturas externas ao globo ocular) e anatomia intraocular (onde são abordadas as estruturas internas). O olho é o órgão de um dos cinco sentidos, a visão. Permite-nos, por isso, observar e apreender muito do mundo que nos rodeia, sendo considerado, não raras vezes, o sentido mais importante. Com os nossos olhos, lemos, trabalhamos, vemos televisão, conduzimos, reconhecemos pessoas e comunicamos além de uma infinitude de outras ações. A função primordial do olho é detetar e traduzir numa imagem fotões dentro do espetro visível, que penetram o olho através da córnea; aqui, o feixe de luz é refletido e atravessa a câmara anterior e a pupila. Continuando o seu trajeto no interior do olho até à retina, atravessa também o cristalino (onde é sujeito a reflexão adicional) e o humor vítreo, convergindo finalmente na retina. Nas diferentes camadas da retina, sobretudo na mácula e na fóvea, os fotões desencadeiam múltiplas reações elétricas e químicas, que culminam no envio de um sinal elétrico pelo nervo ótico. Ao chegar ao córtex occipital através do nervo e da via óticos, este sinal é processado, interpretado e traduzido numa imagem visual. Fazendo uma analogia com uma câmara fotográfica, as pálpebras assumiriam o papel de obturador, a pupila seria o diafragma, a córnea e o cristalino seriam o jogo de lentes e a retina o filme do rolo fotográfico. O olho tem dois segmentos. O segmento anterior é constituído pelas estruturas anteriores ao humor vítreo: a córnea, a íris, o corpo ciliar e o cristalino. Do segmento posterior fazem parte o humor vítreo e a respetiva membrana hialoide, a retina, a coroide e o nervo ótico. Lidel Edições Técnicas Anatomia extraocular Órbita A órbita é uma estrutura em forma de cone, ou seja, uma cavidade piramidal, constituída por uma base (delineada pelo rebordo orbitário e que abre na face), um vértice (direcionado posteriormente) e quatro paredes. É uma estrutura algo complexa e com muitas relações, pelo que o seu estudo é facilitado pelo recurso a imagens e a animações. A órbita é formada pela combinação de sete ossos do crânio: frontal, zigomático, maxilar, etmoide, esfenoide, lacrimal e palatino. Assim, a base desta estrutura, cujo limite é o rebordo orbitário, é constituída pelos ossos maxilar (Figura 1.1:11), zigomático (Figura 1.1:10), frontal (Figura 1.1:1) e lacrimal (Figura 1.1:2). A sua parede superior é composta pela pequena asa do osso esfenoide (Figura 1.1:7) e pelo osso frontal, enquanto no pavimento são os ossos maxilar, zigomático e palatino (Figura 1.1:8) que figuram. A parede medial é formada pelos ossos esfenoide, etmoide (Figura 1.1:4), lacrimal e maxilar, e a parede lateral pela grande asa do osso esfenoide e pelo osso zigomático. Esta estrutura tem 4,5 cm de comprimento ântero-posterior (profundidade), 3,5 cm de altura e 4 cm de largura. Tem uma capacidade de 30 ml.

12 Os músculos oblíquos são anatomicamente diferentes. O músculo reto superior tem origem no ápex orbitário, de onde se estende até à tróclea, uma longa inserção tendinosa na grande asa do esfenoide; insere-se súpero-temporalmente no polo posterior, onde se encontra coberto pelo reto superior. O músculo reto inferior estende-se da fossa lacrimal, no maxilar superior, ao quadrante temporal inferior do globo, cobrindo o reto inferior. Tabela 1.2 Músculos extraoculares e respetivas características: origem, inserção, inervação e ação Músculo Reto superior Reto lateral Reto inferior Reto medial Oblíquo superior Oblíquo inferior Origem Anel de Zinn Anel de Zinn Anel de Zinn Anel de Zinn Esfenoide (súpero-medial ao foramen ótico) Maxilar Inserção Superfície anterior e superior Superfície anterior e lateral Superfície anterior e inferior Superfície anterior e medial Quadrante temporal superior Quadrante temporal inferior Oftalmologia em Pediatria Distância do limbo Inervação Ação primária 7,7 mm 7,0 mm 6,5 mm 5,5 mm Ramo superior do nervo oculomotor (III) Nervo abducente (VI) Ramo inferior do nervo oculomotor (III) Ramo inferior do nervo oculomotor (III) Nervo troclear (IV) Ramo inferior do nervo oculomotor (III) Elevação Abdução Depressão Adução Intorsão Extorsão 6 Figura 1.2 Músculos extraoculares. 1 Nervo ótico; 2 Músculo reto superior; 3 Músculo reto medial; 4 Músculo oblíquo superior; 5 Tróclea; 6 Músculo elevador da pálpebra superior (cortado); 7 Músculo reto lateral; 8 Músculo oblíquo inferior.

13 Figura 3.28 Triquíase da pálpebra superior. Epífora e secreção mucopurulenta, constante ou intermitente, a partir das primeiras semanas de vida. Conjuntivites de repetição são um indicador. A pressão sobre o saco lacrimal provoca o aparecimento de material purulento pelo ponto lacrimal. Oftalmologia em Pediatria Conjuntiva Tipos de secreção conjuntival A secreção conjuntival resulta de uma exsudação filtrada através do epitélio, à qual se juntam restos epiteliais, lágrimas, muco, fibrina, células polinucleares, soro e componentes sanguíneos. 34 Figura 3.29 Vias lacrimais impermeáveis. Mucosa (Figura 3.30) Caracteriza-se pelo aspeto de cordões esbranquiçados no fundo de saco conjuntival e no bordo palpebral. Características filamentares. Típica das conjuntivites alérgicas. Mucopurulenta e purulenta (Figura 3.31) É espessa, de coloração branco-amarelada ou esverdeada e, habitualmente, abundante. Típica das conjuntivites bacterianas ou das conjuntivites por clamídias.

14 A B Figura 3.30 A Secreção conjuntival mucosa; B Aspeto da secreção conjuntival mucosa. Lidel Edições Técnicas Figura 3.31 Secreção conjuntival mucopurulenta. Serosa ou aquosa (Figura 3.32) De coloração esbranquiçada ou acinzentada, abundante. Típica das conjuntivites virais ou irritativas. Reação conjuntival intermédia a crónica a doenças e lesões Folículos (Figura 3.33) Também chamados folículos linfoides. Os estímulos inflamatórios, quando são persistentes e crónicos, levam inevitavelmente ao aparecimento de uma hiperplasia epitelial e de um infiltrado linfocítico subepitelial, chamado folículo. Apresentam-se como formações elevadas, rosadas ou cinzento-pálidas, translúcidas, grandes, redondas, por baixo do epitélio conjuntival. São estruturas avasculares, arredondadas e elevadas. Medem entre 0,5 mm e 2 mm de diâmetro. Na infeção por clamídia são maiores 12. Os folículos desenvolvem-se no bordo do tarso e no fundo de saco conjuntival, em resposta a alérgenos, substâncias tóxicas e infeções víricas. A porção central dos folículos é avascular, contrariamente às papilas, as quais apresentam vasos sanguíneos a dirigir-se para a convexidade. Tipos de conjuntivite: Conjuntivite folicular aguda Infeções virais e conjuntivite de inclusão, por clamídias; Conjuntivite folicular crónica Chlamydia trachomatis, Moraxella, molusco contagiosum e doença de Lyme; Conjuntivite tóxica Por exposição crónica a medicamentos tópicos, como antivirais, anti-hipertensivos oculares e ciclopégicos. Sinais clínicos em Oftalmologia Pediátrica 35

15 leucocória. Podem ocorrer descolamentos de retina devido a rasgaduras na zona do coloboma ou junto ao mesmo. Fibras nervosas mielinizadas (Figura 5.25) No olho normal, a mielinização do nervo ótico interrompe-se ao nível da lâmina cribiforme. Nos olhos com fibras nervosas mielinizadas, as células ganglionares mantêm a bainha de mielina. Esta patologia caracteriza-se por estrias brancas com aspeto de penas que se dirigem para o disco ótico. É usualmente unilateral. Figura 5.24 Coloboma coriorretiniano. Figura 5.25 Mielinização das fibras nervosas. Oftalmologia em Pediatria 70 Macrovaso retiniano O macrovaso retiniano trata-se de um vaso retiniano aberrante, de grandes dimensões, usualmente uma veia. Devido às anastomoses arteriovenosas estarem frequentemente presentes, pode-se considerar esta condição como uma variante da síndrome de Wyburn-Mason. O prognóstico visual é excelente. Comunicações arteriovenosas As comunicações arteriovenosas congénitas apresentam-se usualmente nos exames de rotina, com envolvimento unilateral de um ou vários locais no mesmo olho. Existe uma predileção pela zona papilomacular e pelo quadrante súpero-temporal. Ocasionalmente podem existir complicações, nomeadamente hemorragia, exsudação e oclusão vascular. Bibliografia Isenberg S. (1989). The eye of the Neonate. American Academy of Ophthalmology, Vol. VII, Módule 1, Kanski J., Bowling B. (2011). Clinical Ophthalmology: A Systematic Approach, 7 th Edition. Raab E. L. et al. (2012). Basic and Clinical Science Course, Section 6. Pediatric Ophthalmology and Strabismus, AAO, Scheie H., Albert D. (1977). Texbook of Ophthalmology, 9 th Edition. Philadelphia: W. B. Saunders Company.

16 Uma nota para as crianças com muito baixa acuidade visual, que, além do que já foi descrito, poderão beneficiar de outras ajudas técnicas, como tiposcópios, atril, lupas, telescópios, computadores, etc., prescritos nas consultas de subvisão/baixa visão. Nestes casos, é ainda de maior importância a comunicação entre os diversos especialistas que seguem a criança, a escola e os familiares, de modo a proporcionar-lhe o melhor desenvolvimento e desempenho possíveis, de acordo com os seus resíduos visuais. É importante salientar que todas as crianças com patologia ocular, mesmo se só refrativa, necessitam de ser acompanhadas em consultas de Oftalmologia de modo regular. Questões práticas na avaliação visual da criança pelo pediatra A grande maioria das crianças em Portugal tem acompanhamento médico regular, seja pelo seu médico de Medicina Geral e Familiar, seja por um pediatra. Deste modo, a primeira abordagem ao exame oftalmológico passa por estes colegas, sendo de enfatizar a sua importância na deteção precoce das ametropias e outras patologias oftalmológicas da criança e a pronta referenciação das mesmas a um oftalmologista. Assim, o exame visual primário deve ser realizado com a ajuda de um oftalmoscópio (Figura 6.6) e englobar: Pesquisa da presença de anisocoria e dos reflexos pupilares direto e consensual com recurso à luz de um oftalmoscópio direto, para avaliar a integridade das vias aferentes e eferentes; Reflexo de defesa à luz direta do oftalmoscópio A fotofobia, nomeadamente se assimétrica, pode revelar patologia orgânica ou traumática (erosão epitelial da córnea, por exemplo); Teste de Hirschberg (Figura 6.7) Realiza-se usando a luz circular de maior diâmetro do oftalmoscópio e fazendo-a incidir em ambos os olhos. O reflexo luminoso obtido deve ser simétrico e visível centralmente em ambas as pupilas. A assimetria revela a presença de um desvio ocular/estrabismo; Observação do segmento anterior com foco de luz Os meios devem ser transparentes e o reflexo obtido simétrico. Além disso, as dimensões de ambos os globos, o seu posicionamento e a anatomia das estruturas perioculares devem ser simétricos; Observação do luar pupilar Com um foco de luz do oftalmoscópio, afastado alguns centímetros, fixa-se a pupila através do oftalmoscópio e avalia-se o reflexo vermelho em ambos os olhos. A inexistência deste ou a sua assimetria associa-se geralmente a patologia grave, como descolamento de retina ou retinoblastoma, entre outros; Refração na criança 75 Lidel Edições Técnicas Figura 6.6 Oftalmoscópio.

17 Figura 7.16 Hemorragia subconjuntival. Figura 7.17 Entrópio da pálpebra inferior. Lesão infeciosa/inflamatória das estruturas contíguas Chalazion (Figura 7.18) Apresenta-se como uma lesão nodular, firme, dolorosa à palpação, com edema e eritema da pele. Existem duas formas clínicas: a) Estádio inflamatório, com nódulo vermelho e doloroso; b) Estádio enquistado, com nódulo indolor. Hordéolo (Figura 7.19) Inflamação aguda e supurativa das glândulas sebáceas da pálpebra (glândulas de Zeiss ou de Moll). Tumefação dolorosa e inflamada do bordo palpebral. Diagnóstico diferencial de olho vermelho em crianças Figura 7.18 Chalazion da pálpebra inferior. 89 A B Lidel Edições Técnicas Figura 7.19 Hordéolo da pálpebra inferior.

18 Termos oftalmológicos mais comuns em Oftalmologia Pediátrica, Mário Ramalho, Ana Luísa Rebelo, Dina Drogas, Sónia Barão 23 Lidel Edições Lidel Edições Técnicas Técnicas Abdução Movimento do olho para fora, no plano horizontal. Dução para fora, em que o globo ocular se move para a esquerda, quando se trata do olho esquerdo, e para a direita, quando se trata do olho direito. Acomodação Consiste na capacidade do globo ocular de modificar a sua potência refrativa, possibilitando a capacidade de ver a diferentes distâncias. Divide-se em acomodação externa (dois terços da acomodação), a qual está relacionada com as modificações da forma e da posição do cristalino, e acomodação interna, que se deve ao aumento do índice de refração do cristalino. A acomodação resulta da contração do músculo de Roger-Müller, que é circular, sendo inervado pelas fibras parassimpáticas. Aquando da sua contração, verifica-se uma diminuição do seu tamanho, as fibras zonulares relaxam a sua ação e o cristalino assume uma forma mais esférica, aumentando o seu poder refrativo. Acuidade visual Capacidade de ver, de forma distinta, os pormenores de um objeto. Consiste na menor imagem percebida pelo sujeito, de forma nítida e com os contornos bem definidos. A sua medida é dada pela relação entre o tamanho do menor objeto visualizado e a distância entre este e o observador. Adução Movimento do olho para dentro, no plano horizontal. Dução para dentro, em que o olho se move para a direita, quando se trata do olho esquerdo, e para a esquerda, quando se trata do olho direito. Amaurose Perda total de visão, de causa orgânica, mono ou binocular. Ambliopia Também designada cegueira funcional, significa baixa da acuidade visual uni ou bilateral, não recuperável com a melhor correção ótica, podendo ser de origem orgânica ou funcional. Ametropia É um estado refrativo ocular caracterizado pela incapacidade, sem acomodação, de poder ver nitidamente os objetos situados no infinito (existe um desequilíbrio entre as diferentes estruturas que compõem o poder refrativo ocular). Dividem-se em ametropias esféricas (miopia, hipermetropia) e cilíndricas (astigmatismo). Aniseiconia Diferença no tamanho das imagens projetadas na retina de cada olho. Resultado de uma diferença de refração ocular entre os dois olhos superior a 5 D. Anisocoria As pupilas apresentam um tamanho diferente, superior ou igual a 1 mm. É a existência do reflexo fotomotor diferente entre os dois olhos. Anisometropia Diferença do valor de refração ocular entre os dois olhos. Artéria hialoideia Artéria durante o período fetal e embrionário, prolongamento da artéria central da retina até ao cristalino.

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20 16,7cm x 24cm 13,5mm Esta obra oferece respostas práticas e úteis aos profissionais que lidam diariamente com doentes em idade pediátrica, apresentando uma forma de interpretação do desenvolvimento da visão nas suas diferentes facetas fisiológicas e patológicas. O livro divide-se em três partes:... Na primeira parte apresenta aspetos gerais da Oftalmologia em Pediatria, como a anatomia e fisiologia do globo ocular e anexos, o desenvolvimento da visão, os sinais clínicos e o exame oftalmológico; Na segunda parte os leitores encontrarão múltiplas descrições clínicas das patologias mais comuns em Pediatria, com imagens que as ilustram; Na terceira parte é abordada a terapêutica tópica em Oftalmologia e são definidos os termos oftalmológicos mais comuns nesta área. Oftalmologia em Pediatria vem contribuir para a melhoria da saúde e do bem-estar das crianças e jovens com patologias oftalmológicas, sendo um instrumento imprescindível para utilização diária dos Pediatras, Oftalmologistas, Médicos de Família, Internos de Pediatria, Estudantes de Medicina e outros Profissionais de Saúde. Oftalmologia em Pediatria Oftalmologia em Pediatria Assistente graduado de Oftalmologia e responsável pela consulta de Retina Médica no Hospital do Espírito Santo, EPE; Pós-Graduado no Programa de Desenvolvimento em Gestão e Liderança Universidade Católica Portuguesa; Autor de vários livros ISBN ,7cm x 24cm Oftalmologia em Pediatria Coordenação:

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