Análise Filogenética
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- Rodrigo Lisboa Osório
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1 Análise Filogenética
2 Filogenia v v Conceito: É um ramo da Biologia o qual visa estudar as relações evolutivas entre os diferentes grupos de indivíduos existentes na terra (extintas ou não). Ancestral comum Arvores filogenéticas estimadas É impossível recuperar a história completa das relações de parentesco entre os grupos porque a maioria absoluta das espécies extintas não está preservada através de fósseis e porque ainda se conhece apenas uma parte pequena das espécies recentes. Objetivos: -Determinar a história evolutiva do gene, da função ou da espécie; Caracterizar ancestrais; Estimar tempo de divergência entre dois organismos desde o último ancestral compartilhado;
3 Willi Hennig 1950 Entomologista Escola de classificação Sistemática Filogenética; Classificação sistemática de táxons de acordo com suas relações filogenéticas; Grupos monofiléticos: grupo de táxons que inclui um ancestral comum e todos seus descendentes.
4 ? Qual é a filogenia desses organismos?
5 Processos Evolutivos n Anagênese Modificação na forma (em um sentido amplo) de qualquer ramo filogenético ao longo do tempo. Nesse processo estão envolvidos a mutação, a recombinação, seleção, deriva genética e a fixação de alelos. n Cladogênese Fragmentação de um ramo filogenético em dois ou mais ramos isolados que passam a evoluir independentemente. Os fatores causais são a dispersão e a vicariância.
6 Arvores Filogenéticas n Pode ser considerada uma arvore genealógica; n Pode englobar diversos níveis de agrupamentos dos seres vivos.
7 Entendendo um arvore filogenética
8
9 n Uma informação que é importante para os pesquisadores é saber quais grupos de seres vivos compartilham um único ancestral comum e exclusivo. n Essa informação possibilita definir um clado válido a ser utilizado na filogenética. n Clado: é um agrupamento que inclui um ancestral comum e todos os descendentes, vivos e extintos desse ancestral (Cladograma)
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11 Como construir uma AF n Analisar, por diferentes parâmetros, representantes dos grupos que serão classificados; n Os parâmetros podem ter diferentes naturezas: Características morfológicas, Características bioquímicas, DNA RNA
12 Homologia
13 Se queremos estudar as relações evolutivas de um certo grupo, como por exemplo os vertebrados, devemos primeiro comparar regiões homólogas do corpo X Duas estruturas são ditas homólogas se elas são originárias de uma mesma estrutura ancestral (conceito ontogenético)
14 Homologia= similaridade com origem comum
15 Estados de Caráter v Plesiomorfia: característica considerada primitiva que foi modificada a outra mais recente dentro de uma linhagem. v Um caráter é Simplesiomórfico para o conjunto de todas as espécies que compartilham a condição plesiomórfica de um caráter. v Apomorfia: característica recente derivada de uma característica primitiva de uma espécie ancestral. v Sinapomorfia: quando grupos têm um estado derivado (apomorfia) compartilhado. Sinapomorfias são indícios de ancestralidade comum exclusiva. v Autapomorfias são caracteres apomórficos para um único ramo terminal em um cladograma.
16 Polarização do caráter: Plesiomorfia x apomorfia? n Método ontogenético Baseia-se na análise do desenvolvimento ontogenético ou embriológico de um indivíduo de um dos táxons que apresentem o estado X no adulto e verificarmos que na fase jovem este caráter aparece no estado Y, ou seja durante o desenvolvimento do individuo o estado Y se transformou no estado X. Estado Y: primitivo ou plesiomórfico Estado X: derivado ou apomórfico. Extrapolar esta transformação individual para a análise do grupo como um todo. Inferir a existência de um ancestral comum e exclusivo para os táxons que compartilham o estado apomórfico X
17 Plesiomorfia x Apomorfia n Método Grupo Externo (out group) Devemos observar qual é o estado desse caráter em indivíduos pertencentes a taxons que não fazem parte do nosso grupo de estudo, ou seja externos aos nossos interesses; O estado verificado nos grupos externos será inferido como o primitivo, ou seja plesiomórfico e, por consequencia, o estado diferente daquele observado nos grupo externo, será o derivado ou apomórfico, indicando que os táxons que estamos estudando tem um ancestral em comum. Parcimônia = Economia
18 Agrupamentos Taxonômicos n Grupos Monofiléticos Indica que um grupo é formado pela espécie ancestral e TODAS as suas espécies descendentes É um grupo natural evolutivo Cladismo n Grupos Merofiléticos Grupos não naturais evolutivamente falando, não monofiléticos Grupo Parafilético Grupo Polifiléticos Não devem ser aceitos na Sistemática Evolutiva, pois esta só considera os grupos evolutivos naturais.
19 Grupo Parafilético A B C D E P Q N M Grupo parafilético pois está constituído pelas espécies M (ancestral) mas não inclui todos os descendentes (D, Q, e E)
20 Grupo Polifilético A B C M N Q P D E R O grupo C e M são polifiléticos porque têm ancestral diferentes
21 Métodos de Inferência da Filogenia n Depende do número e tipo de características a serem comparadas. n Características Diferenças morfológicas Diferenças nas sequencias de DNA, genes ou de seus produtos (proteínas). n Uma árvore deve ser feita a partir da comparação de múltiplos caracteres
22 Métodos de Inferência n Fenéticos ou não baseados em um modelo evolutivo: Utilizam medidas de distancia, que consolidam estatisticamente as diferenças entre os caracteres em um número. Uma matriz de distancia entre todos os possíveis pares do grupo em estudo é criada e arvores são desenvolvidas agrupando aquelas com menor diferença num fenograma
23 n Método Cladísticos ou baseados em um modelo evolutivo: Calculam árvores para cada caráter e então indicam a melhor arvore através da determinação daquela que requer menor número de mudanças (parcimônia) ou aquela mais provável estatisticamente (máxima verossimilhança). A árvore que melhor explica os relacionamentos entre as seqüências de atributos é denominada cladograma.
24 Árvores Fenograma Cladograma
25 Construção das Árvores n Alinhamento: estabelecimento das homologias; n Interpretação da árvore interpretação das relações filogenéticas entre organismos. n Estimativa da árvore reconhecimento de padrões entre sequencias;
26 OTUs: Operational Taxonomic Units ou Unidades Taxonômicas Operacionais Nós internos: unidades ancestrais; Raiz: ancestral comum à todas as OTUs.
27 Não enraizadas!!!!!! Não aponta onde está a espécie ancestral de todo o grupo; Enraizadas Possuem um ancestral em comum.
28 Métodos Fenéticos v v v Árvore na qual a distância entre as OTUs refletem as distâncias evolutivas. Vantagens: Podem ser utilizados com dados moleculares e morfológicos Distâncias podem ser corrigidas para eventos não vistos através de modelos evolutivos; São extremamente rápidos computacionalmente; Portanto podem ser utilizados em conjuntos de dados muito grandes; Possuem métodos estatísticos de teste bem estudados e podem ser utilizados diretamente para datação de eventos (apesar das controvérsias). Desvantagens: Similaridade não significa necessariamente relacionamento evolutivo; Não pode ser utilizada para análise de caracteres.
29 UPGMA n Sneath & Sokal, 1973; É o método mais simples de construção de árvores filogenéticas a partir de dados de distancia Foi desenvolvido inicialmente para construção de fenogramas taxonômicos ou seja arvores que refletem similaridades fenotípicas entre táxons Pode ser utilizado para construir árvores filogenéticas se as taxas de evolução forem aproximadamente constantes; Emprega um algoritmo sequencial de agrupamento, no qual as relações são identificadas em ordem de similaridade e a árvore é construída passo a passo; n Vantagens e desvantagens: Quando os dados cumprem a proposta do algoritmo, o resultado fornece uma árvore filogenética ótima; é um método rápido; a desvantagem principal é que para dados reais, raramente se cumpre a propriedade ultra-métrica.
30 Método da Máxima Parcimônia n n n n n Parcimônia implica que as hipóteses mais simples são preferíveis às mais complicadas. É um método baseado no estado do caráter que infere a arvore filogenética, minimizando o número total de passos evolucionários para explicar um conjunto de dados Procura todas as topologias possíveis para achar uma árvore adequada; no entanto, o número de árvores não enraizadas que tem que ser analisada aumenta rapidamente com o número dos táxons. Número de arvores enraizadas (Nr)=(2n-3)!/[2exp(n-2)](n-2)! Número de árvores não enraizadas (Nu)=(2n-5)!/[2exp(n-3)] (n-3)!.. n=táxons
31 Método da Máxima Parcimônia Vantagens: São simples, intuitivos e lógicos (em alguns casos é possível calcular no braço ). Pode ser usados em dados moleculares e morfológicos. Pode facilmente identificar tipos de homologia (sinapomorfias, plesiomorfias, etc) de homoplasias (convergência evolutiva, etc.) Pode ser utilizada para inferir as sequências de ancestrais hipotéticos extintos. Desvantagens: Não são métodos estatísticos Pode ser enganado quando o nível de homoplasias é muito alto.
32 Máxima Verossimilhança n Avalia a hipótese sobre a historia evolutiva em termos da probabilidade de que o modelo proposto e a historia hipotética dariam origem ao conjunto de dados observados; n Assim, o método de máxima verossimilhança avalia a probabilidade de que um modelo evolutivo escolhido tenha gerado as características observadas.
33 Método da Máxima Verossimilhança v v Vantagens: São métodos estatísticos e baseados em modelos evolutivos. São considerados os métodos de maior consistência e robustez. Pode ser usada para caracteres (pode inferir as substituições e localizá-la). Pode ser utilizada para inferir as sequências de ancestrais hipotéticos extintos. Desvantagens: Não é simples nem muito intuitivo. São computacionalmente muito intensos e limitam muito o número de táxons. Como na parcimônia pode ser enganado por excesso de homoplasia. Violações grandes ao modelo evolutivo pode levar a árvores incorretas
34 Bootstrap Teste estatístico para medir o grau de suporte dos nós nas árvores filogenéticas pelo alinhamento das sequencias. Teste de Confiança
35 Filogenia Molecular n Quando se utiliza DNA para a análise filogenética devese escolher DNA que: Evolua rápido o bastante para que as espécies em estudo mostrem diferenças umas das outras; Evolua devagar o bastante para que não haja muita divergência.
36 Filogenia molecular n n n Se quisermos conhecer a relação de parentes próximos como espécies dentro de um gênero, então deve-se áreas do DNA que evoluem rapidamente, ou seja áreas neutras do DNA como os introns; Se quisermos saber a relação de parentes distantes como famílias ou ordens dentro de classes diferentes, então deve-se usar DNA que evolua a uma velocidade moderada, como codante de proteínas; Para grupos muito distantes como classes ou filos deve-se usar provavelmente DNA ribossomal. DNA ribossomal nuclear: ITS DNA cloroplastídico - cpdna Gene rbcl Alto grau de conservação em tamanho, estrutura, conteúdo gênico, e ordem linear dos genes entre espécies aparentadas.
37 Filogenia molecular como fazer? n Alinhamento estabelecimento de homologias; n Estimativa da árvore reconhecimento de padrões entre seqüências; n Interpretação da árvore interpretação das relações filogenéticas entre organismos.
38 INDELS
39 Alinhamento n Estabelece as posições homólogas entre as seqüências: n Homologia pode ser confiavelmente inferida a partir de alta similaridade n Se o alinhamento estiver ruim, toda a análise proveniente dele também o será.
40 Alinhamento ruim Sem homologia Aythya americana Guira guira Opisthocomus hoazin GACACAACCTCA-ACTAGCGG ATAAATCCAACCACCAACCTTA TACTAAGCCTAG-GCCTACTCT----CTATAATCCTAGTCAT-AATCCAA TACTCAGCAGTA-ATTAACATTAAG-CAATAAGTGCAAACTT-GACTTAG Neomorphus geoffroyi TATATATCCTGACACTAATACTAA--TAGAAAAATTATCCTCAAACACAG Ortalis vetula Rhea americana Gallus gallus CATCTACCTCCACATTGGTCGCGGT-TTTTACTATGGCTCAT-ACCTCTA CAATCGCTGAGTCACCAATCGCTTC-TCCACCCTCCAATCATGATTCCTT CTTTCATTACTTAGCAGGTGTTTCCTCCATTCTAGGAGCCATCAACTTTA
41 Alinhamento ruim Muito perfeito Guzmania monostachya ATG GAA GAA TTA CAA GGA TAT TTA GAA AAA GAT AGA Vriesea malzinei w..r g. W.. Hechtia glabra Hechtia lindmanioides Hechtia glomerata Hechtia guatemalensis Brocchinia acuminata a Brocchinia micrantha a Cottendorfia florida Navia phelpsiae Pepinia beachiae Pitcairnia rubronigriflora Pepinia corallina Pepinia sprucei Pitcairnia smithiorum Pitcairnia orchidifolia Pitcairnia recurvata Pitcairnia squarrosa Navia igneosicola Deuterocohnia longipetala Deuterocohnia sp Deuterocohnia lotteae Pitcairnia heterophylla Bromeliáceas gene MatK cloroplasto
42 Cheque seu alinhamento S.salar O.mykiss E.lucius Tilapiasp H.bimac C.amazonarum G.morhua C.carpio L.chalumnae S.canicula P.marinus AAGAGGTCCCGCCTGCCCTGTGACTATGGGTTTAACGGCC--GCGGT-ATTTTGACCGTG CCGCCTGCCCTGTGACTATGGGTTTAACGGCC--GCGGT-ATTTTGACCGTG AAGAGGTCCCGCCTGCCCTGTGACTATACGTTTAACGGCC--GCGGT-ATTTTAACCGTG -AGAGGTCCCGCCTGCCCTGTGACTATAAGTTTAACGGCC--GCGGT-ATTTTGACCGTG -AGAGGTCCCGCCTGCCCTGTGAC-ACATGTTTAACGGCC--GCGGT-ATTTTGACCGTG -AGAGGTCCCGCCTGCCCAGTGACTATAAGTTCAACGGCC--GCGGT-ATTTTGACCGTG AAGAGGTCCCGCCTGCCCTGTGACTATAAGTTTAACGGCC--GCGGT-ATTTTGACCGTG --GAGGTCCAGCCTGCCCAGTGACTACAAGTTCAACGGCCCGGCGGTTATTTTGACCGTG -----GAGGTCCCGCCTGCCCAGTGACAAGA--TTTAACGGCC--GCGGT-ATCCTGACCGTG AAGAGGTCCCGCCTGCCCTGTGACAATG--TTCAACGGCC--GCGGT-ATTTTGACCGTG GGCC--GCGGT-ACTTTGACCGTG **** ***** * * ******
43 Como alinhar? ATTGC ATGCT TGCAT GACTG CATGA possibilidades
44 Pressuposições n Todas as seqüências são homólogas, n Todos os sítios são homólogos, n Nenhuma transferência horizontal n Monofiletismo dos táxons terminais n Posições evoluem independentemente
45 Dois complicadores Genes Parálogos: originados por duplicação antes ou depois da especiação podem possuir ou não o mesmo papel biológico Genes Ortólogos: originados de um único gene do último ancestral comum entre as espécies frequentemente possuem o mesmo papel biológico
46 n Famílias gênicas Para estudos de: Use cópias parálogas dos genes em diferentes espécies n Filogenia de espécies Use a mesma cópia ortóloga nas espécies da filogenia
47 Evolução em concerto (EC) Evolução em concerto: evolução horizontal (dentro do indivíduo) gerando uma homogeneidade intra específica das seqüencias gerando famílias multigênicas muito semelhantes entre si dentro da mesma espécie. O resultado é a homogeneidade encontrada entre sequencias não alélicas.
48 Mecanismos de EC n Crossing over desigual muda o tamanho dos fragmentos n Conversão gênica não muda o tamanho
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