Capítulo II Sujeitos da Relação de Trabalho

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2 Capítulo II Sujeitos da Relação de Trabalho QUESTÕES 1. EMPREGADO Art. 3º, CLT Nota do autor sobre o tema: A relação de emprego tem como principal característica a presença do empregado, parte mais fraca da relação jurídica. O Direito do Trabalho foi pensado e criado exatamente para proteger a figura desse trabalhador o empregado. Em razão disso, há necessidade de diferenciar o trabalhador com vínculo empregatício dos demais. A CLT e as demais normas trabalhistas são voltadas apenas à proteção dos direitos do empregado, ou seja, jornada de trabalho, FGTS, férias, descanso semanal remunerado, dentre outros direitos, são direcionados aos trabalhadores com vínculo empregatício, por isso a importância de diferenciá-los dos trabalhadores autônomos, eventuais, estagiários etc. 01. (FCC Analista Judiciário Área Judiciária - TRT 4/2015) A relação de trabalho é o gênero do qual a relação de emprego é uma espécie. Dentre os requisitos legais previstos na Consolidação das Leis do Trabalho que caracterizam a relação empregatícia, NÃO está inserida a (A) subordinação jurídica do trabalhador ao empregador. (B) infungibilidade em relação ao obreiro. (C) eventualidade dos serviços prestados. (D) onerosidade da relação contratual. (E) prestação dos serviços por pessoa física ou natural. Nota do autor: A questão aborda o tema da relação dos requisitos para configuração da relação empregatícia. Recomenda-se a prévia leitura e memorização dos artigos 2º e 3º da CLT. Alternativa correta: c. Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário. (art. 3º, CLT) Para configurar o vínculo empregatício, é necessário que o trabalho realizado não seja eventual, ocasional. O contrato de trabalho é de trato sucessivo, ou seja, há continuidade no tempo. Logo, haverá expectativa de que o empregado retorne ao local de trabalho. A continuidade na prestação de serviços não se confunde com trabalho realizado diariamente. Alternativa a. A característica mais importante da relação empregatícia é a subordinação ou, ainda, de acordo com o texto da CLT: empregado trabalha sob a dependência do empregador. Se o empregador assume todos os riscos do empreendimento, ele terá o poder de organizar e dirigir a prestação de serviços. Dessa forma, o empregado fica subordinado às ordens do empregador. Note que, na subordinação, o empregado fica sujeito às orientações dadas pelo empregador, como horário de trabalho, utilização de maquinário etc. Essa subordinação não alcança a vida pessoal do trabalhador. Ademais, a subordinação do empregado decorre de lei. Assim, quando aceita trabalhar para o empregador, consequentemente aceitará as regras e orientações dadas para que a prestação de serviços seja realizada nos moldes previstos pelo empregador. Alternativa b. O empregado é pessoa física ou natural. A lei trabalhista foi criada para proteger o ser humano. Assim, excluem-se da figura do empregado a pessoa jurídica (empresa, associação, cooperativa etc.) e a prestação de serviços por animais. Dentro desse requisito, enquadra-se a pessoalidade, cuja característica principal é a infungibilidade na prestação de serviços. O empregado é contratado em razão de suas qualidades pessoais (eficiência, lealdade, conhecimentos técnicos, moral etc.). Diante disso, não se pode fazer substituir por um terceiro. Exemplo: o empregado, quando estiver cansado, não pode enviar o irmão trabalhar em seu lugar. A pessoalidade é requisito essencial para configurar o empregado. A FCC, nessa questão, trouxe como característica do empregado, a infungibilidade.

3 82 Henrique Correia Alternativa d. O contrato de trabalho é oneroso, como prevê o art. 3º da CLT: mediante salário. Em regra, presume-se que a prestação de serviços é onerosa, pois de um lado o empregado assume a obrigação de prestar serviços, de outro, o empregador, a obrigação de pagar salário. Alternativa e. O empregado é pessoa física ou natural. A lei trabalhista foi criada para proteger o ser humano. Assim, excluem-se da figura do empregado a pessoa jurídica (empresa, associação, cooperativa etc.) e a prestação de serviços por animais. 02. (FCC Analista Judiciário Área Judiciária - TRT 4/2015) A Constituição Federal do Brasil de 1988 inovou ao apresentar um rol de direitos constitucionais dos trabalhadores, inserindo no seu artigo 7º, dentre outros, (A) o auxílio alimentação e a cesta básica. (B) o piso salarial proporcional à extensão e complexidade do trabalho. (C) o habeas data para conhecimento de informações constantes de registros públicos do trabalhador. (D) a pensão por morte e o seguro de vida. (E) o direito exclusivo de utilização, publicação e exploração econômica de invenções do trabalhador. direitos constitucionais assegurados os trabalhadores. É imprescindível que o candidato tenha conhecimento do rol previsto no art. 7º da CF/88. Alternativa correta: b. Comentário serve para as demais alternativas. São direitos dos trabalhadores de sua condição social: piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho. (art. 7º, V, CF/88). Os demais direitos apresentados não constam do rol do art. 7º da CF/88. Com exceção do habeas data previsto no art. Art. 5º, LXIX, CF/88, os demais direitos estão previsto em legislação infraconstitucional. 03. (FCC Técnico Judiciário Área Administrativa - TRT 3/2015) De acordo com a Constituição Federal de 1988, dentre os direitos sociais assegurados ao trabalhador, NÃO está a (A) introdução do terço constitucional sobre as férias. (B) proteção em face de automação, na forma da lei. (C) criação dos turnos ininterruptos de revezamento com jornada especial de 6 horas diárias. (D) criação de licença paternidade, de cinco dias. (E) irredutibilidade do salário, independentemente de disposição em convenção ou acordo coletivo, salvo em caso de força maior ou prejuízos devidamente comprovados. direitos constitucionais assegurados aos trabalhadores. É imprescindível que o candidato estude e memorize o rol de direitos previsto no art. 7º, CF/88. Alternativa correta: e. São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo. (art. 7º, VI, CF/88). Assim, há previsão constitucional assegurando a possibilidade de redução salarial mediante acordo ou convenção coletiva. É uma das hipóteses constitucionais de flexibilização das normas trabalhistas. Alternativa a. São direitos dos trabalhadores de sua condição social: gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário normal. (art. 7º, XVII, CF/88). Alternativa b. São direitos dos trabalhadores de sua condição social: proteção em face da automação, na forma da lei. (art. 7º, XXVII, CF/88). Alternativa c. São direitos dos trabalhadores de sua condição social: jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento, salvo negociação coletiva. (art. 7º, XIV, CF/88). Alternativa d. São direitos dos trabalhadores de sua condição social: licença-paternidade, nos termos fixados em lei. (art. 7º, XIX, CF/88). Até que a lei venha a disciplinar o disposto no art. 7º, XIX, da Constituição, o prazo da licença-paternidade a que se refere o inciso é de cinco dias. (art. 10, 1º, ADCT) 04. (FCC Analista Judiciário Administrativa TRT 2/2014) É direito constitucional assegurado aos trabalhadores: a) Repouso semanal remunerado, concedido sempre aos domingos. b) Participação nos lucros, ou resultados, calculada sobre a remuneração do trabalhador. c) Assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até seis anos de idade em creches e pré-escolas. d) Licença paternidade de quinze dias. e) Seguro contra acidentes do trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a indenização a que este está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa. direitos constitucionais assegurados ao trabalhador

4 Capítulo II Sujeitos da Relação de Trabalho 83 urbano e rural. Para os concursos de técnico e analista do TRT, é imprescindível a leitura do art. 7º da CF/88. Alternativa correta: e. São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a indenização a que este está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa. (art. 7º, inciso XXVIII, CF/88). Alternativa a. São direitos dos trabalhadores de sua condição social: repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos. (art. 7º, inciso XV, CF/88 grifo acrescido) Alternativa b. São direitos dos trabalhadores de sua condição social: participação nos lucros, ou resultados, desvinculada da remuneração, e, excepcionalmente, participação na gestão da empresa, conforme definido em lei. (art. 7º, inciso XI, CF/88 grifos acrescidos) Alternativa c. São direitos dos trabalhadores de sua condição social: assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até 5 (cinco) anos de idade em creches e pré-escolas. (art. 7º, inciso XXV, CF/88 grifos acrescidos). Alternativa d. São direitos dos trabalhadores de sua condição social: licença-paternidade, nos termos fixados em lei. (art. 7º, inciso XIX, CF/88). Verifica-se, portanto, que a Constituição Federal remeteu à lei ordinária o estabelecimento do período de licença-paternidade. Entretanto, tendo em vista que referida lei ordinária não foi promulgada, o período da licença será de 5 dias nos termos do art. 10, 1º, ADCT: Até que a lei venha a disciplinar o disposto no art. 7º, XIX, da Constituição, o prazo da licença-paternidade a que se refere o inciso é de cinco dias. 05. (Cespe Analista Judiciário Judicial TRT 17/2013) No que concerne à relação de emprego, julgue os próximos itens. 1) A pessoalidade, como um requisito que caracteriza a relação de emprego, pressupõe que a prestação de serviços seja realizada por pessoa física que não pode ser substituída por outra pessoa. Assim, a finalidade da prestação de serviços realizada por pessoa jurídica de um único sócio ou sociedades unipessoais é unicamente fraudar a legislação trabalhista. Nota do autor: A questão aborda o tema da relação de emprego. Lembre-se de que são 4 requisitos para a configuração da relação empregatícia: a) Pessoa Física; b) Não eventualidade; c) Onerosidade e; d) Subordinação. Certo. Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário. grifos acrescidos (art. 3º, CLT). Assim, a existência de pessoas jurídicas ( PJ de um único sócio ou sociedades unipessoais ), quando constituídas por profissional liberal que assumem a roupagem de pessoa jurídica como meio de obter trabalho junto a grandes empresas, é considerada fraude e permite o reconhecimento do vínculo empregatício (Cespe Analista Judiciário Administrativa TRT 17/2013) Julgue os itens a seguir, relativos aos direitos trabalhistas. 1) A obrigação do empregador de efetuar anotações na carteira de trabalho e previdência social do empregado no prazo de quarenta e oito horas é dispensada no caso de contrato de experiência. Nota do autor: A questão aborda o tema das anotações em CTPS. Não há formalidade específica para contratar o empregado, pois o contrato de trabalho poderá ser celebrado, inclusive, de forma verbal. Há, entretanto, exigência de um documento obrigatório do empregado, chamado de Carteira de Trabalho e Previdência Social CTPS. Esse documento é utilizado para identificação do empregado, servindo como meio de prova na área trabalhista e previdenciária. Errado. A Carteira de Trabalho e Previdência Social será obrigatoriamente apresentada, contra recibo, pelo trabalhador ao empregador que o admitir, o qual terá o prazo de quarenta e oito horas para nela anotar, especificamente, a data de admissão, a remuneração e as condições especiais, se houver, sendo facultada a adoção de sistema manual, mecânico ou eletrônico, conforme instruções a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho (art. 29, CLT). Ademais, a anotação na CTPS deverá acontecer para todos os contratos de trabalho, por prazo determinado ou não. Assim, o empregador deverá efetuar a anotação na CTPS do empregado mesmo na hipótese de contratação de empregado por contrato de experiência. 07. (Cespe Técnico Judiciário Administrativa TRT 17/2013) Em relação aos princípios e fontes do direito do trabalho, aos direitos constitucionais dos trabalhadores e à relação de emprego, julgue os itens a seguir. 1) O advogado poderá exercer suas atividades como trabalhador autônomo, mas não como empregado. Nota do autor: A questão aborda o tema da relação de emprego. Lembre-se de que são 4 requisitos para a configuração da relação empregatícia: a) 1. RESENDE, Ricardo. Direito do Trabalho Esquematizado. 3ª ed. São Paulo: Método, p. 64.

5 84 Henrique Correia Pessoa Física; b) Não eventualidade; c) Onerosidade e; d) Subordinação. Errado. Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário. (art. 3º, CLT). Assim, caso o advogado preste serviços a um empregador e, preencha todos os requisitos para a configuração da relação empregatícia, será reconhecido o vínculo empregatício. O advogado será considerado como trabalhador autônomo quando atuar como patrão de si mesmo, ou seja, é a pessoa física que presta serviços por conta própria, assumindo os riscos do empreendimento. 08. (FCC Analista Judiciário Judicial TRT 5/2013) Os salários devem ser pagos ao empregado, independentemente da empresa ter auferido lucros ou prejuízos, uma vez que os riscos da atividade econômica pertencem única e exclusivamente ao empregador. Tal assertiva baseia-se no requisito caracterizador da relação de emprego denominado a) pessoalidade. b) alteridade. c) não eventualidade. d) onerosidade. e) subordinação. requisitos para configuração da relação empregatícia. É imprescindível que o candidato tenha conhecimento desses requisitos, uma vez que é cobrado frequentemente em concursos! Alternativa correta: b. A alteridade obriga que todos os riscos do empreendimento sejam suportados exclusivamente pelo empregador. Assim sendo, em momentos de crise financeira mundial, os prejuízos da empresa serão exclusivos do empregador, não podendo dividi-los com os trabalahdores. O salário deve ser pago, portanto, tendo a empresa lucros ou prejuízos. Alternativa a. A pessoalidade é requisito essencial para configurar o empregado. O empregado é contratado em razão de suas qualidades pessoais (eficiência, lealdade, conhecimentos técnicos, moral etc.). Diante disso, não se pode fazer substituir por um terceiro. Exemplo: o empregado, quando estiver cansado, não pode mandar o irmão trabalhar em seu lugar. Alternativa c. Para configurar o vínculo empregatício, é necessário que o trabalho realizado não seja eventual, ocasional. O contrato de trabalho é de trato sucessivo, ou seja, há continuidade no tempo. Logo, haverá expectativa de que o empregado retorne ao local de trabalho. A continuidade na prestação de serviços não se confunde com trabalho realizado diariamente. Alternativa d. O contrato de trabalho é oneroso, como prevê o art. 3º da CLT: mediante salário. Em regra, presume-se que a prestação de serviços é onerosa, pois de um lado o empregado assume a obrigação de prestar serviços, de outro, o empregador, a obrigação de pagar salário. Alternativa e. A característica mais importante da relação empregatícia é a subordinação ou, ainda, de acordo com o texto da CLT: empregado trabalha sob a dependência do empregador. Se o empregador assume todos os riscos do empreendimento, ele terá o poder de organizar e dirigir a prestação de serviços. Dessa forma, o empregado fica subordinado às ordens do empregador. Note que, na subordinação, o empregado fica sujeito às orientações dadas pelo empregador, como horário de trabalho, utilização de maquinário etc. Essa subordinação não alcança a vida pessoal do trabalhador. 09. (FCC Analista Judiciário Administrativa TRT 5/2013) A Consolidação das Leis do Trabalho CLT prevê requisitos indispensáveis para configuração do contrato individual de trabalho, que é o acordo tácito ou expresso, correspondente a uma relação de emprego. Assim, conforme normas legais, NÃO é requisito da relação de emprego: a) exclusividade na prestação de serviços. b) não eventualidade dos serviços. c) onerosidade dos serviços prestados. d) prestação pessoal dos serviços. e) subordinação jurídica do empregado ao empregador requisitos para configuração do vínculo empregatício. A relação de emprego tem como principal característica a presença do empregado, parte mais fraca da relação jurídica. O Direito do Trabalho foi pensado e criado exatamente para proteger a figura desse trabalhador. Alternativa correta: a. Não há na CLT exigência de que o empregado preste serviços com exclusividade. Não é requisito para configurar o vínculo empregatício que ele trabalhe para apenas um único empregador. Há possibilidade de vários contratos de trabalho, com empresas diversas, simultaneamente. Exemplo: empregado presta serviços na padaria, pela manhã. À tarde, é empregado da central de telemarketing. Nesse caso, a Carteira de Trabalho será assinada pelos dois empregadores, possuindo, o empregado, dois contratos de trabalho ao mesmo tempo. Alternativa b. Para configurar o vínculo empregatício, é necessário que o trabalho realizado não seja eventual, ocasional. O contrato de trabalho é de trato sucessivo, ou seja, há continuidade no tempo. Logo, haverá expectativa de que o empregado retorne ao

6 Capítulo II Sujeitos da Relação de Trabalho 85 local de trabalho. A continuidade na prestação de serviços não se confunde com trabalho realizado diariamente. Alternativa c. O contrato de trabalho é oneroso, como prevê o art. 3º da CLT: mediante salário. Em regra, presume-se que a prestação de serviços é onerosa, pois de um lado o empregado assume a obrigação de prestar serviços, de outro, o empregador, a obrigação de pagar salário. Alternativa d. A pessoalidade é requisito essencial para configurar o empregado. O empregado é contratado em razão de suas qualidades pessoais (eficiência, lealdade, conhecimentos técnicos, moral etc.). Diante disso, não se pode fazer substituir por um terceiro. Exemplo: o empregado, quando estiver cansado, não pode mandar o irmão trabalhar em seu lugar. Alternativa e. A característica mais importante da relação empregatícia é a subordinação ou, ainda, de acordo com o texto da CLT: empregado trabalha sob a dependência do empregador. Se o empregador assume todos os riscos do empreendimento, ele terá o poder de organizar e dirigir a prestação de serviços. Dessa forma, o empregado fica subordinado às ordens do empregador. Note que, na subordinação, o empregado fica sujeito às orientações dadas pelo empregador, como horário de trabalho, utilização de maquinário etc. Essa subordinação não alcança a vida pessoal do trabalhador. 10. (FCC Técnico Judiciário Administrativa TRT 5/2013) O artigo 7º da Constituição Federal elenca um rol de direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, que visam à melhoria da sua condição social, dentre os quais tem-se a) a proteção em face da automação, na forma da lei. b) a possibilidade de distinção entre trabalho manual, técnico e intelectual. c) a distinção entre os direitos do trabalhador com vínculo empregatício permanente e o avulso. d) o direito de participação na CIPA da empresa, aposentado, desde que filiado ao sindicato. e) a permissão de trabalho insalubre ao menor na condição de aprendiz, a partir de 14 anos. direitos fundamentais garantidos aos empregados. É imprescindível ao candidato que se memorize o rol do art. 7º da CF/88 especialmente após a edição da EC nº 72/2013 que estendeu os direitos constitucionais aos empregados domésticos. Serão cobrados nos próximos concursos! Alternativa correta: a. São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: proteção em face da automação, na forma da lei. (art. 7º, inciso XXVII, CF/88). Alternativa b. São direitos dos trabalhadores de sua condição social: proibição de distinção entre trabalho manual, técnico e intelectual ou entre os profissionais respectivos. (art. 7º, inciso XXXII, CF/88). Assim, será empregado tanto o trabalhador braçal como o alto executivo, artista, médico, advogado, desde que presentes os quatro requisitos do vínculo empregatício. Nesse sentido, o art. 3º, parágrafo único da CLT: Não haverá distinções relativas à espécie de emprego e à condição de trabalhador, nem entre o trabalho intelectual, técnico e manual. Alternativa c. São direitos dos trabalhadores de sua condição social: igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso. (art. 7º, inciso XXXIV, CF/88). A característica principal do trabalho avulso é a presença da intermediação de mão de obra, ou seja, o trabalhador avulso é colocado no local de trabalho com a intermediação do sindicato da categoria ou por meio do Órgão Gestor de Mão de Obra (OGMO). Embora esse trabalhador não seja empregado, nem do sindicato, nem do OGMO, a Constituição Federal estendeu a ele todos os direitos previstos aos empregados. Diante disso, o trabalhador avulso terá direito às férias, décimo terceiro salário, depósitos do FGTS etc. Alternativa d. São direitos dos trabalhadores de sua condição social: redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança. (art. 7º, inciso XXII, CF/88). Não há qualquer menção à formação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) na Constituição Federal, a qual apenas afirma que devem ser tomadas medidas que diminuam os riscos decorrentes das relações de trabalho. Desse modo, a disciplina legal da CIPA está prevista na CLT. Alternativa e. São direitos dos trabalhadores de sua condição social: proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos. (art. 7º, inciso XXXIII, CF/88). A Constituição Federal e a CLT possuem normas protetivas ao empregado menor em razão de sua condição peculiar de desenvolvimento. Essas normas têm a finalidade de lhe proporcionar o pleno desenvolvimento físico, mental e social. Os menores de 18 anos, estejam eles trabalhando como aprendizes ou não, não podem realizar trabalhos noturno, perigoso ou insalubre. 11. (FCC - Técnico Judiciário Área Administrativa TRT 12/2013) Considerando-se que a CLT prevê requisitos para a confi guração da relação de emprego, é um dos elementos es senciais da relação entre empregado e empregador, pre visto na CLT: a) a eventualidade na prestação dos serviços. b) o trabalho do empregado sujeito a controle de horá rio.

7 86 Henrique Correia c) a remuneração paga por produtividade e desempenho do empregado. d) a pessoalidade na prestação dos serviços. e) a exclusividade do trabalho do empregado. requisitos para a configuração da relação de emprego. É imprescindível a prévia leitura e memorização do art. 3º, CLT. Alternativa correta: d. Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário. (art. 3º, caput, CLT). O empregado é pessoa física ou natural. A lei trabalhista foi criada para proteger o ser humano. Assim, excluem-se da figura do empregado a pessoa jurídica (empresa, associação, cooperativa etc.) e a prestação de serviços por animais. Dentro desse requisito, enquadra-se a pessoalidade na prestação de serviços. O empregado é contratado em razão de suas qualidades pessoais (eficiência, lealdade, conhecimentos técnicos, moral etc.). Diante disso, não se pode fazer substituir por um terceiro. Alternativa a. Para configurar o vínculo empregatício, é necessário que o trabalho realizado não seja eventual, ocasional. O contrato de trabalho é de trato sucessivo, ou seja, há continuidade no tempo. Logo, haverá expectativa de que o empregado retorne ao local de trabalho. A continuidade na prestação de serviços não se confunde com trabalho realizado diariamente. Alternativa b. O controle de horário não é requisito para a configuração da relação de emprego, uma vez que existem empregados como aqueles que desenvolvem atividade externa (art. 62, I, CLT) ou gerentes (art. 62, II, CLT) que se enquadram nas características apontadas pelo art. 3º, CLT citado anteriormente, mas não não têm controle de jornada de trabalho. Alternativa c. O requisito exigido para a configuração do contrato de trabalho é a onerosidade ( mediante salário ); Em regra, presume-se que a prestação de serviços é onerosa, pois de um lado o empregado assume a obrigação de prestar serviços, de outro, o empregador, a obrigação de pagar salário. Assim, não há nenhuma exigência para que a remuneração seja paga por produtividade ou desempenho. Alternativa e. Não há na CLT exigência de que o empregado preste serviços com exclusividade. Não é requisito para configurar o vínculo empregatício que ele trabalhe para apenas um único empregador. Há possibilidade de vários contratos de trabalho, com empresas diversas, simultaneamente. 12. (Cespe Técnico Administrativo Área Administrativa TRT 8/2013) São requisitos que caracterizam vínculo de emprego a) onerosidade, exclusividade, subordinação jurídica e alteridade. b) continuidade, subordinação, impessoalidade e alteridade. c) onerosidade, pessoalidade, eventualidade e exclusividade. d) subordinação, continuidade, onerosidade e pessoalidade. e) eventualidade, pessoalidade, onerosidade e subordinação jurídica. requisitos para configuração da relação de emprego. Lembre-se que o local da prestação de serviços é irrelevante para configurar o vínculo empregatício. Veja, por exemplo, o trabalhador que presta serviços em domicílio desenvolvendo programas de computador; nessa situação, se houver a presença dos requisitos da relação empregatícia (habitualidade, onerosidade e subordinação), será configurada a relação de emprego, com o pagamento de todos os direitos trabalhistas. Alternativa correta: d. Comentário serve para as demais alternativas, uma vez que versam sobre o mesmo assunto. Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário. (art. 3º, caput CLT). São requisitos que caracterizam a relação de emprego: a) pessoa física (pessoalidade); b) Não eventualidade; c) Onerosidade; d) Subordinação. Por fim, há autores que destacam a alteridade como requisito do vínculo empregatício. Além disso, não há na CLT exigência de que o empregado preste serviços com exclusividade. Não é requisito para configurar o vínculo empregatício que ele trabalhe para apenas um único empregador. Há possibilidade de vários contratos de trabalho, com empresas diversas, simultaneamente. 13. (FCC Analista Judiciário Área Judiciária - TRT 12/2013) A Constituição Federal do Brasil relaciona em seu arti go 7 um rol de direitos dos trabalhadores urbanos e ru rais, dentre eles a) assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até sete anos de idade em creches e pré-escolas. b) seguro desemprego, em caso de desemprego in voluntário. c) repouso semanal obrigatório aos sábados ou domingos com remuneração dobrada. d) garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, exceto para os que percebem remuneração variável. e) aposentadoria compulsória aos setenta anos de ida de para o homem e sessenta e cinco para a mulher, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição.

8 Capítulo II Sujeitos da Relação de Trabalho 87 direitos constitucionais assegurados aos empregados. Notem-se como as questões exigindo a memorização do art. 7º da CF/88 são frequentes nos concursos da área trabalhista. Alternativa correta: b. São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: seguro-desemprego, em caso de desemprego involuntário. (art. 7º, inciso II, CF/88) Alternativa a. São direitos dos trabalhadores de sua condição social: assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até 5 (cinco) anos de idade em creches e pré-escolas. (art. 7º, inciso XXV, CF/88) Alternativa c. São direitos dos trabalhadores de sua condição social: repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos. (art. 7º, inciso XV, CF/88) Alternativa d. São direitos dos trabalhadores de sua condição social: garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que percebem remuneração variável. (art. 7º, inciso VII, CF/88) Alternativa e. São direitos dos trabalhadores de sua condição social: aposentadoria. (art. 7º, inciso XXIV, CF/88). Dessa forma, o rol do art. 7º da CF/88 não faz nenhuma menção à aposentadoria compulsória aos empregados. Ademais, esse instituto é previsto apenas aos servidores públicos e não há nenhuma distinção entre o tempo necessário para a aposentadoria compulsória do homem ou da mulher tal como previsto no art. 40, 1º, inciso II, CF/88: Art. 40. Aos servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fundações, é assegurado regime de previdência de caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente público, dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo. 1º Os servidores abrangidos pelo regime de previdência de que trata este artigo serão aposentados, calculados os seus proventos a partir dos valores fixados na forma dos 3º e 17: (...) II - compulsoriamente, aos setenta anos de idade, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição; (grifos acrescidos) 14. (FCC Analista Judiciário Área Administrativa TRT 12/2013) A Constituição Federal, em seu artigo 7, elenca uma série de direitos trabalhistas, EXCETO a) a proteção em face da automação, na forma da lei. b) o reajuste anual dos salários por índice nunca inferior ao dos rendimentos da caderneta de poupança. c) a proibição de distinção entre trabalho manual, técni co e intelectual ou entre os profissionais respectivos. d) a igualdade de direitos entre o trabalhador com vín culo empregatício permanente e o trabalhador avulso. e) a licença paternidade, nos termos fixados em lei. direitos constitucionais assegurados aos empregadores. Note-se novamente que é fundamental o conhecimento das hipóteses previstas no art. 7º da CF/88. Alternativa correta: b. O reajuste do salário do empregado por índice nunca inferior ao dos rendimentos da poupança não está elencado no rol do art. 7º, CF/88. Vale ressaltar que a Constituição garante salário mínimo nacionalmente unificado (art. 7º, inciso IV) e piso salarial proporcional à extensão e complexidade do trabalho (art. 7º, inciso V). Alternativa a. São direitos dos trabalhadores de sua condição social: proteção em face da automação, na forma da lei. (art. 7º, inciso XXVII, CF/88) Alternativa c. São direitos dos trabalhadores de sua condição social: proibição de distinção entre trabalho manual, técnico e intelectual ou entre os profissionais respectivos. (art. 7º, inciso XXXII, CF/88) Alternativa d. São direitos dos trabalhadores de sua condição social: igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso. (art. 7º, inciso XXIV, CF / 88) Alternativa e. São direitos dos trabalhadores de sua condição social: licença-paternidade, nos termos fixados em lei. (art. 7º, inciso XIX, CF/88). 15. (Cespe Analista Judiciário Área Judiciária TRT 8/2013) Em relação aos direitos constitucionais dos trabalhadores, assinale a opção correta. a) Embora a CF disponha que a duração do trabalho normal não deva superar oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, o TST admite a jornada de doze horas de trabalho por trinta e seis de descanso, prevista em lei ou ajustada por acordo coletivo de trabalho ou convenção coletiva de trabalho. b) Segundo a CF, a relação de emprego é protegida contra a despedida sem justa causa, que ocorre quando o empregado pratica um ato faltoso que acarreta o rompimento do pacto de emprego.

9 260 Henrique Correia ção de lei ou resolução que impossibilite a continuação da atividade, prevalecerá o pagamento da indenização, que ficará a cargo do governo responsável. (art. 486, caput, CLT grifos acrescidos) Alternativa d. A sucessão empresarial, em sentindo amplo, acontece quando ocorre a transferência da empresa de um empresário por outro. O objetivo deste instituto é a proteção ao trabalhador, impedindo que transformações jurídicas na estrutura ou na titularidade da empresa possuam o condão de cessar o contrato de trabalho, dando continuidade à relação trabalhista e privilegiando o trabalhador. De acordo com o art. 448 da CLT: A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa não afetará os contratos de trabalho dos respectivos empregados. Também de acordo com o art. 10 da CLT: Qualquer alteração na estrutura jurídica da empresa não afetará os direitos adquiridos por seus empregados. Sobre esse assunto, dispõe a Orientação jurisprudencial nº 30 da SDI1 Transitória do TST: É solidária a responsabilidade entre a empresa cindida subsistente e aquelas que absorverem parte do seu patrimônio, quando constatada fraude na cisão parcial. Alternativa e. De acordo com a orientação Jurisprudencial nº 225 da SDI-I do TST: Celebrado contrato de concessão de serviço público em que uma empresa (primeira concessionária) outorga a outra (segunda concessionária), no todo ou em parte, mediante arrendamento, ou qualquer outra forma contratual, a título transitório, bens de sua propriedade: I em caso de rescisão do contrato de trabalho após a entrada em vigor da concessão, a segunda concessionária, na condição de sucessora, responde pelos direitos decorrentes do contrato de trabalho, sem prejuízo da responsabilidade subsidiária da primeira concessionária pelos débitos trabalhistas contraídos até a concessão; II no tocante ao contrato de trabalho extinto antes da vigência da concessão, a responsabilidade pelos direitos dos trabalhadores será exclusivamente da antecessora. DICAS DO CAPÍTULO II 1. EMPREGADO Importância de identificar o empregado. A relação de emprego tem como principal característica a presença do empregado, parte mais fraca da relação jurídica. O Direito do Trabalho foi pensado e criado exatamente para proteger a figura desse trabalhador. Há necessidade, entretanto, de diferenciar o trabalhador em sentido amplo e o trabalhador com vínculo empregatício. A CLT e as demais normas trabalhistas são voltadas apenas à proteção dos direitos do empregado, ou seja, jornada de trabalho, FGTS, férias, descanso semanal remunerado, dentre outros direitos, são direcionados aos empregados, por isso a importância de diferenciá-los dos trabalhadores autônomos, eventuais, estagiários etc. Veja o quadro a seguir, com os 4 requisitos para identificar o empregado: PROTEÇÃO PREVISTA NA CF/88 E NA CLT Princípios protetivos: Salário-mínimo Limitação da jornada (8 horas diárias) Intervalos Descanso semanal e férias Estabilidade Demais direitos trabalhistas Empregado Requisitos: Pessoa física (Pessoalidade) Não eventualidade Onerosidade Subordinação *Importante diferenciá-lo dos demais trabalhadores, porque os direitos trabalhistas são direcionados ao empregado. Exclusividade. Não há, na CLT, exigência de que o empregado preste serviços com exclusividade. Não é requisito para configurar o vínculo empregatício que ele trabalhe para apenas um único empregador. Há possibilidade de vários contratos de trabalho, com empresas diversas, simultaneamente. Local da prestação de serviços. O local da prestação de serviços também é irrelevante para configurar o vínculo empregatício. Veja, por exemplo, o trabalhador que presta serviços em domicílio desenvolvendo programas de computador; nessa situação, se houver a presença dos requisitos da relação empregatícia (habitualidade, onerosidade e subordinação), será configurada a relação de emprego, com o pagamento de todos os direitos trabalhistas. Teletrabalho. A CLT foi recentemente alterada, para prever o teletrabalho, ou seja, o trabalho executado a distância. Nesse caso, se as ordens são passadas pelo celular ou , configura a subordinação e, consequentemente, o vínculo empregatício. Observe a previsão expressa da nova redação do art. 6º da CLT: Art. 6º Não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador, o executado no domicílio do empregado e o realizado a distância,

10 Capítulo II Sujeitos da Relação de Trabalho 261 desde que estejam caracterizados os pressupostos da relação de emprego. Parágrafo único. Os meios telemáticos e informatizados de comando, controle e supervisão se equiparam, para fins de subordinação jurídica, aos meios pessoais e diretos de comando, controle e supervisão do trabalho alheio. Experiência prévia (art. 442-A da CLT). Recentemente, a CLT foi alterada para incentivar o ingresso de novos profissionais no mercado de trabalho. Como forma de proporcionar que trabalhadores, ainda sem experiência, possam ocupar novos postos de trabalho, o empregador está proibido de exigir do candidato comprovação de experiência prévia por tempo superior a 6 meses. 2. CARTEIRA DE TRABALHO E PREVIDÊN- CIA SOCIAL Documento obrigatório. Não há formalidade específica para contratar o empregado, pois o contrato de trabalho poderá ser celebrado, inclusive, de forma verbal. Há, entretanto, exigência de um documento obrigatório do empregado, chamado de Carteira de Trabalho e Previdência Social CTPS. Esse documento é utilizado para identificação do empregado, servindo como meio de prova na área trabalhista e previdenciária. A falta de anotação da CTPS não afasta o vínculo empregatício, mas possibilita que a empresa seja autuada pela fiscalização. Prazo para anotação na CTPS. O prazo para assinatura da carteira é de 48 horas, sob pena de pagamento de multa. Nas localidades onde não for emitida a CTPS, o empregado poderá ser admitido para exercer as atividades, pelo prazo de 30 dias. A empresa fica obrigada a permitir o comparecimento do empregado ao posto de emissão mais próximo. Emissão da CTPS. A CTPS será emitida pelas Delegacias Regionais do Trabalho ou, mediante convênio, por órgãos federais, estaduais e municipais. Não sendo firmados convênios com esses órgãos, poderão ser conveniados sindicatos para a emissão da CTPS. O sindicato não poderá cobrar remuneração pela entrega da CTPS, conforme previsto no art. 26 da CLT. Anotações obrigatórias na CTPS. Os acidentes de trabalho são obrigatoriamente anotados pelo INSS na carteira do acidentado, conforme previsto no art. 30 da CLT. Anotações desabonadoras. É proibido ao empregador efetuar anotações desabonadoras à conduta do empregado. Exemplo: empregado que é dispensado por justa causa, com suspeita de furto na empresa ou, ainda, o empregado que falta ao trabalho, injustificadamente. O empregador, mesmo diante dessas condutas, não poderá descrevê-las na CTPS do empregado. Prescrição e CTPS. Na anotação da CTPS, para fins de comprovação perante o INSS, não se aplica o prazo previsto da Constituição Federal, ou seja, o prazo de dois anos a partir do término do contrato de trabalho. Esse direito é imprescritível, conforme previsto no art. 11, 1º, da CLT. 3. EMPREGADO RURAL (LEI Nº 5.889/73) Direitos equiparados. Inicialmente, o empregado rural não possuía os mesmos direitos dos empregados urbanos. Com a promulgação da Constituição Federal de 1988, ocorreu a equiparação de direitos entre empregados urbanos e rurais. Prescrição para o empregado rural. Houve alteração do art. 7º, XXIX, da CF/88, e o prazo prescricional do trabalhador rural passou a ser o mesmo do urbano: dois anos para ingressar com a ação judicial, após a extinção do contrato, com possibilidade de pleitear os direitos trabalhistas, dos últimos cinco anos, a contar da propositura da ação PECULIARIDADES DOS EMPREGADOS RURAIS Aviso-prévio. O aviso-prévio é dado pela parte (empregado ou empregador) que decidir pôr fim à relação empregatícia. Se a iniciativa partir do empregador, a legislação trabalhista prevê a redução da jornada de trabalho, como forma de proporcionar ao trabalhador a busca por um outro emprego. O empregado rural notificado da dispensa sem justa causa tem direito à redução de 1 dia por semana para buscar novo emprego, sem prejuízo da sua remuneração. Intervalo intrajornada. O intervalo concedido ao empregado rural para descanso e refeição, na jornada superior a seis horas, será de acordo com os usos e costumes da região. Cabe frisar, entretanto, que o TST tem-se posicionado no sentido de que o empregado rural que tenha jornada superior a seis horas diárias possui o direito ao intervalo de, no mínimo, 1 hora. Caso não seja concedido esse intervalo mínimo, haverá o pagamento de horas extras, com base no art. 71, 4º, da CLT. Trabalho noturno. O ser humano não possui hábitos noturnos. Assim sendo, o trabalho noturno deve conter aspectos mais protetivos e possuir remuneração superior à do diurno. O horário noturno será de acordo com a atividade desenvolvida: a) na pecuária inicia-se às 20 horas e termina às 4 horas; b) na agricultura, a jornada será das 21 horas às 5 horas. A hora noturna rural, ao contrário do que acontece com o trabalhador urbano, não é reduzida, ou seja, a hora terá duração de 60 minutos. Durante a jornada noturna há necessidade de pagamento de adicional noturno de, no mínimo, 25% a mais que a hora diurna.

11 262 Henrique Correia Salário-utilidade ou salário in natura. O salário poderá ser pago em dinheiro ou, ainda, em utilidades, como alimentação e moradia. Essa forma de pagamento é chamada de salário in natura ou utilidades. Há possibilidade de desconto do salário-mínimo para o pagamento das utilidades, respeitando os seguintes percentuais: a) até 20%, moradia; b) até 25%, pelo fornecimento de alimentação sadia e farta, atendidos os preços vigentes na região. Para esses descontos, há necessidade de prévia autorização do empregado rural; sem tal autorização, essas deduções serão nulas de pleno direito CONTRATO TEMPORÁRIO RURAL (ART. 14-A DA LEI Nº 5889/73) Quem pode contratar? Recentemente, houve alteração na lei para disciplinar a contratação por pequeno prazo do trabalhador rural, na tentativa de formalizar as contratações dos diaristas do campo. Apenas o empregador pessoa física poderá contratar sob essa modalidade, o que exclui as empresas rurais, cooperativas e demais pessoas jurídicas. Contrato por prazo determinado. Esse contrato será por prazo determinado, com duração máxima de 2 meses dentro do período de um ano. Veja que esse contrato possibilita vários períodos descontínuos. CTPS opcional. O empregador rural é obrigado a recolher as contribuições previdenciárias e efetuar os depósitos do FGTS Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Ademais, deverá anotar na CTPS Carteira de Trabalho e Previdência Social ou poderá fazer contrato escrito com o trabalhador rural. Direitos trabalhistas. O trabalhador rural contratado por curto período terá direito à remuneração equivalente à do trabalhador rural permanente, e todos os demais direitos de natureza trabalhista, relativos ao contrato por prazo determinado. Essas parcelas serão calculadas dia a dia e pagas diretamente ao trabalhador. Para a semana antes da prova segue o quadrinho de resumo sobre empregado rural: Empregado rural Peculiaridades do trabalhador rural EMPREGADO RURAL (Lei nº 5.889/73) equiparação de direitos como os urbanos (art. 7º CF/88) identificação: trabalha para empregador rural prescrição: mesmo período dos trabalhadores urbanos (2 anos para ingressar na justiça/ pedido dos últimos 5 anos) aviso-prévio: redução de 1 dia por semana (iniciativa do empregador) Peculiaridades do trabalhador rural Contrato temporário rural (art. 14-A Lei Rural) EMPREGADO RURAL (Lei nº 5.889/73) intervalo: de acordo com usos e costumes da região trabalho noturno (hora de 60 min): pecuária 20h às 4h agricultura 21h às 5h adicional noturno: 25% salário-utilidade (desconto sobre salário-mínimo): 20% moradia 25% alimentação prévia autorização empregador: pessoa física duração: 2 meses dentro do período de 1 ano recolher FGTS e contribuições previdenciárias mesmos direitos dos demais empregados permanentes 3.3. EMPREGADO DOMÉSTICO O Brasil deu um importante passo rumo à efetivação dos direitos fundamentais trabalhistas, reconhecendo direitos básicos do empregado domésticos via EC Essa alteração será objeto dos próximos concursos públicos. Recentemente, em junho de 2015, foi promulgada a Lei Complementar nº 150/2015, que passou a regulamentar o trabalho doméstico a partir dos novos direitos assegurados pela EC nº 72/2013 e trouxe diversas mudanças na disciplina dessa relação de emprego. As alterações promovidas certamente serão objeto, nos próximos anos, dos concursos públicos vindouros na área trabalhista. Importante ressaltar que a antiga Lei nº 5.859/1972, que regulamentava o trabalho doméstico, foi expressamente revogada por essa nova lei complementar. Requisitos específicos para identificar o empregado doméstico permanecem intactos, mesmo após a alteração constitucional (EC/ ). O empregado doméstico tem os 4 requisitos clássicos para configurar o vínculo empregatício (pessoa física, onerosidade, subordinação e continuidade). Entretanto, para esse trabalhador há duas particularidades que o candidato deve sempre lembrar: 1) Finalidade não lucrativa. É vedado que o empregado doméstico esteja inserido em uma atividade lucrativa da família, ou seja, não poderá prestar serviços a terceiros, mas apenas à família. 2) Trabalho contínuo. A antiga lei dos domésticos (Lei nº 5.859/1972) apenas se utilizava do termo natureza contínua, em vez de não eventualidade prevista na CLT. Assim sendo, havia grande

12 Capítulo II Sujeitos da Relação de Trabalho 263 discussão na doutrina e jurisprudência sobre o período mínimo necessário para que se caracterizasse a continuidade na relação de emprego doméstico. Prevalecia, na doutrina e na jurisprudência do TST, a exigência de prestação de serviços contínuos (sem interrupções), no mínimo, 3 vezes ou 4 dias por semana, para configurar o vínculo empregatício doméstico. Contudo, o art. 1º, caput, da recém promulgada LC nº 150/2015 estabelece que será configurado o trabalho doméstico quando realizado por período superior a 2 dias: Art. 1º: Ao empregado doméstico, assim considerado aquele que presta serviços de forma contínua, subordinada, onerosa e pessoal e de finalidade não lucrativa à pessoa ou à família, no âmbito residencial destas, por mais de 2 (dois) dias por semana, aplica-se o disposto nesta Lei. (grifos acrescidos) Assim, não há dúvidas de que, se os serviços forem prestados em 1 ou 2 dias por semana, ficará configurada a faxineira ou a diarista, que representam trabalhadoras autônomas, sem direitos trabalhistas. Na tentativa de tornar mais didática essa nova matéria ligada ao empregado doméstico, vamos dividir o tema em 5 partes. Isso tornará mais fácil a memorização para seu concurso público: 1. direitos clássicos previstos na CF e na Lei dos Domésticos antes da EC-72/2013; 2. novos direitos recentemente com a EC-72/2013, com aplicação imediata; 3. novos direitos concedidos, que agora são aplicados em razão da regulamentação efetuada pela Lei Complementar nº 150/2015; 4. direitos não estendidos aos domésticos; 5. discussão a respeito do instituto da prescrição; no entanto, com a LC nº 150/2015, a matéria está regulamentada. 1. Direitos clássicos já previstos anteriormente à EC/ , ou seja, eram assegurados desde a promulgação da Constituição Federal ocorrida em : a) Salário-mínimo b) Irredutibilidade do salário c) Décimo terceiro salário d) Repouso semanal remunerado (regulamentado pela LC nº 150/2015) e) Férias acrescidas de 1/3 a mais da remuneração (regulamentado pela LC nº 150/2015) f) Licença-gestante de 120 dias (regulamentado pela LC nº 150/2015) g) Licença-paternidade (5 dias) h) Aviso-prévio (regulamentado pela LC nº 150/2015) i) Aposentadoria 2. Novos direitos, com eficácia IMEDIATA do empregado doméstico previstos no art. 7, parágrafo único da CF/88: A partir de , já estão assegurados aos empregados domésticos os novos direitos a seguir: a) jornada de trabalho de até 8 horas diárias e 44 horas semanais (regulamentado pela LC nº 150/2015); b) horas extras remuneradas com adicional mínimo de 50%; (regulamentado pela LC nº 150/2015) c) garantia de salário-mínimo para os que recebem salário variável; d) proteção legal ao salário; e) redução dos riscos inerentes ao trabalho por meio de normas de higiene, saúde e segurança; f) reconhecimento das convenções e dos acordos coletivos de trabalho; g) proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critérios de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil; h) proibição de discriminação no tocante a salário e critérios de admissão de pessoas com deficiência; i) proibição de trabalho noturno, insalubre e perigoso ao menor de 18 anos e de qualquer trabalho ao menor de 16 anos (regulamentado pela LC nº 150/2015). 3. Outros direitos concedidos aos domésticos pela EC/ , que agora se encontram em vigor em razão da regulamentação da lc nº 150/2015. São eles: a) proteção da relação de emprego contra a dispensa arbitrária ou sem justa causa; b) seguro-desemprego em caso de desemprego involuntário (regulamentado pela LC nº 150/2015) c) obrigatoriedade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) (regulamentado pela LC nº 150/2015) d) remuneração do trabalho noturno superior à do diurno (regulamentado pela LC nº 150/2015) e) salário-família; f) assistência gratuita aos filhos e dependentes até 5 anos de idade em creches e pré-escolas; g) seguro contra acidentes do trabalho a cargo do empregador, sem excluir a indenização a que este está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa. 4. Alguns direitos constitucionalmente assegurados aos trabalhadores em geral não foram estendidos à categoria dos empregados domésticos. São eles: a) piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho; b) participação nos lucros ou resultados (já que a sua atividade não tem fim lucrativo); c) jornada de 6 horas em turnos ininterruptos de revezamento (já que essa condição não ocorre na residência familiar); d) proteção do mercado de trabalho da mulher mediante incentivos específicos nos termos da lei; e) adicional de insalubridade, penosidade e periculosidade; f) proteção em face da automação, na forma da lei; g) proibição de distinção entre o trabalho manual, técnico e intelectual ou entre os profissionais respectivos.

13 Capítulo II Sujeitos da Relação de Trabalho 273 modificará, profundamente, o instituto da terceirização. Requisitos para terceirização lícita. Não há, na legislação brasileira, regra específica que regulamente a terceirização; os parâmetros para essa atividade se encontram na Súmula nº 331 do TST. Assim sendo, o empregador que deseje terceirizar serviços em sua empresa deverá observar os seguintes requisitos: a) Atividade-meio ou atividades secundárias da empresa. Os serviços prestados pelos terceirizados devem ser ligados às atividades periféricas, secundárias, ou atividade-meio da empresa, como serviços de limpeza e vigilância. b) Ausência de pessoalidade e subordinação. Entre trabalhador e empresa tomadora não haverá pessoalidade, ou seja, o trabalhador terceirizado não é contratado pela tomadora, esta contrata os serviços e não a pessoa. Ademais, como o trabalhador é empregado da empresa intermediadora, é ela que possui poder de direção sobre os serviços. Logo, o empregado está subordinado à empresa intermediadora e não à tomadora. Se a empresa que contratou os serviços (tomadora) estiver insatisfeita com o trabalho prestado, deverá se reportar à empresa intermediadora e não ao trabalhador. Responsabilidade da tomadora. A empresa tomadora de serviços, como já visto, não é a empregadora, mas o trabalho realizado pelos terceirizados a beneficia diretamente. Logo, se a empresa prestadora de serviços não pagar aos trabalhadores, restará à tomadora os pagamentos dos encargos trabalhistas. Essa responsabilidade é chamada de subsidiária e ocorrerá apenas na hipótese de a empregadora não honrar com o pagamento dos direitos trabalhistas de seus empregados. Terceirização na Administração Pública. Se a empresa intermediadora não pagar aos trabalhadores terceirizados, a Administração contratante não responde, em regra, pelo pagamento dos encargos trabalhistas, ou seja, a Administração não será a responsável subsidiária. Somente será responsável se comprovada culpa, isto é, se a Administração não fiscalizar o contrato de prestação de serviços DONO DA OBRA Dono da obra. Ele assume a responsabilidade pelos empregados da empreiteira ou construtora que lhe presta serviços? Em regra, o dono da obra não assume nenhuma responsabilidade pelos empregados da empreiteira. Há, entretanto, uma exceção. Se o dono da obra é empresa construtora ou incorporadora e exerce a construção com finalidade lucrativa, atividade-fim, terá responsabilidade subsidiária pelos débitos trabalhistas. Nesse caso, se a empreiteira ou construtora, contratada para prestar serviços, não quitar as dívidas trabalhistas com seus empregados, o dono da obra será o responsável. SÚMULAS E OJS RELACIONADAS AO CAPÍTULO II 1. EMPREGADO 1.1. DIRETOR ELEITO Súmula nº 269 do TST. Diretor eleito. Cômputo do período como tempo de serviço. O empregado eleito para ocupar cargo de diretor tem o respectivo contrato de trabalho suspenso, não se computando o tempo de serviço desse período, salvo se permanecer a subordinação jurídica inerente à relação de emprego BANCÁRIO Súmula nº 287 do TST. Jornada de trabalho. Gerente bancário. A jornada de trabalho do empregado de banco gerente de agência é regida pelo art. 224, 2º, da CLT. Quanto ao gerente-geral de agência bancária, presume-se o exercício de encargo de gestão, aplicando-se-lhe o art. 62 da CLT. Súmula nº 102 do TST. Bancário. Cargo de confiança. I A configuração, ou não, do exercício da função de confiança a que se refere o art. 224, 2º, da CLT, dependente da prova das reais atribuições do empregado, é insuscetível de exame mediante recurso de revista ou de embargos.. II O bancário que exerce a função a que se refere o 2º do art. 224 da CLT e recebe gratificação não inferior a um terço de seu salário já tem remuneradas as duas horas extraordinárias excedentes de seis.. III Ao bancário exercente de cargo de confiança previsto no artigo 224, 2º, da CLT são devidas as 7ª e 8ª horas, como extras, no período em que se verificar o pagamento a menor da gratificação de 1/3.. IV O bancário sujeito à regra do art. 224, 2º, da CLT cumpre jornada de trabalho de 8 (oito) horas, sendo extraordinárias as trabalhadas além da oitava.. V O advogado empregado de banco, pelo simples exercício da advocacia, não exerce cargo de confiança, não se enquadrando, portanto, na hipótese do 2º do art. 224 da CLT.. VI O caixa bancário, ainda que caixa executivo, não exerce cargo de confiança. Se perceber gratificação igual ou superior a um terço do salário do posto efetivo, essa remunera apenas a maior responsabilidade do cargo e não as duas horas extraordinárias além da sexta.. VII O bancário exercente de função de confiança, que percebe a gratificação não inferior ao terço legal, ainda que norma coletiva contemple percentual superior, não tem direito às sétima e oitava horas como extras, mas tão somente às diferenças de gratificação de função, se postuladas.

14 274 Henrique Correia Súmula nº 109 do TST. Gratificação de função. O bancário não enquadrado no 2º do art. 224 da CLT, que receba gratificação de função, não pode ter o salário relativo a horas extraordinárias compensado com o valor daquela vantagem. Súmula nº 199 do TST. Bancário. Pré-contratação de horas extras. I. A contratação do serviço suplementar, quando da admissão do trabalhador bancário, é nula. Os valores assim ajustados apenas remuneram a jornada normal, sendo devidas as horas extras com o adicional de, no mínimo, 50% (cinquenta por cento), as quais não configuram pré-contratação, se pactuadas após a admissão do bancário. II. Em se tratando de horas extras pré-contratadas, opera-se a prescrição total se a ação não for ajuizada no prazo de cinco anos, a partir da data em que foram suprimidas. Súmula nº 124 do TST. Bancário. Hora de salário. Divisor. I. O divisor aplicável para o cálculo das horas extras do bancário, se houver ajuste individual expresso ou coletivo no sentido de considerar o sábado como dia de descanso remunerado, será:. A) 150, para os empregados submetidos à jornada de seis horas, prevista no caput do art. 224 da CLT;. B) 200, para os empregados submetidos à jornada de oito horas, nos termos do 2º do art. 224 da CLT.. II. Nas demais hipóteses, aplicar-se-á o divisor:. A) 180, para os empregados submetidos à jornada de seis horas prevista no caput do art. 224 da CLT;. B) 220, para os empregados submetidos à jornada de oito horas, nos termos do 2º do art. 224 da CLT. Súmula nº 113 do TST. Bancário. Sábado. Dia útil. O sábado do bancário é dia útil não trabalhado, não dia de repouso remunerado. Não cabe a repercussão do pagamento de horas extras habituais em sua remuneração. OJ nº 178 da SDI I Bancário. Intervalo de 15 minutos. Não computável na jornada de trabalho. Não se computa, na jornada do bancário sujeito a seis horas diárias de trabalho, o intervalo de quinze minutos para lanche ou descanso. Súmula nº 226 do TST. Bancário. Gratificação por tempo de serviço. Integração no cálculo das horas extras. A gratificação por tempo de serviço integra o cálculo das horas extras. Súmula nº 240 do TST. Bancário. Gratificação de função e adicional por tempo de serviço. O adicional por tempo de serviço integra o cálculo da gratificação prevista no art. 224, 2º, da CLT. Súmula nº 247 do TST. Quebra de caixa. Natureza jurídica. A parcela paga aos bancários sob a denominação quebra de caixa possui natureza salarial, integrando o salário do prestador de serviços, para todos os efeitos legais. Súmula nº 93 do TST. Bancário. Integra a remuneração do bancário a vantagem pecuniária por ele auferida na colocação ou na venda de papéis ou valores mobiliários de empresas pertencentes ao mesmo grupo econômico, se exercida essa atividade no horário e no local de trabalho e com o consentimento, tácito ou expresso, do banco empregador. Súmula nº 239 do TST. Bancário. Empregado de empresa de processamento de dados. É bancário o empregado de empresa de processamento de dados que presta serviço a banco integrante do mesmo grupo econômico, exceto quando a empresa de processamento de dados presta serviços a banco e a empresas não bancárias do mesmo grupo econômico ou a terceiros. OJ nº 123 da SDI I do TST. Bancários. Ajuda alimentação. A ajuda alimentação prevista em norma coletiva em decorrência de prestação de horas extras tem natureza indenizatória e, por isso, não integra o salário do empregado bancário. Súmula nº 55 do TST. Financeiras. As empresas de crédito, financiamento ou investimento, também denominadas financeiras, equiparam-se aos estabelecimentos bancários para os efeitos do art. 224 da CLT. Súmula nº 119 do TST. Jornada de trabalho. Os empregados de empresas distribuidoras e corretoras de títulos e valores mobiliários não têm direito à jornada especial dos bancários. OJ nº 379 da SDI I do TST. Empregado de cooperativa de crédito. Bancário. Equiparação. Impossibilidade. Os empregados de cooperativas de crédito não se equiparam a bancário, para efeito de aplicação do art. 224 da CLT, em razão da inexistência de expressa previsão legal, considerando, ainda, as diferenças estruturais e operacionais entre as instituições financeiras e as cooperativas de crédito. Inteligência das Leis nºs4.594, de , e 5.764, de Súmula nº 257 do TST. Vigilante. O vigilante, contratado diretamente por banco ou por intermédio de empresas especializadas, não é bancário. Súmula nº 117 do TST. Bancário. Categoria diferenciada. Não se beneficiam do regime legal relativo aos bancários os empregados de estabelecimento de crédito pertencentes a categorias profissionais diferenciadas. 2. EMPREGADO RURAL 2.1. ENQUADRAMENTO COMO TRABA- LHADOR RURAL OJ nº 38 da SDI I do TST. Empregado que exerce atividade rural. Empresa de reflorestamento. Prescrição própria do rurícola. (Lei nº 5.889/73, art. 10 e decreto nº /74, art. 2º, 4º). O empregado que trabalha em empresa de reflorestamento, cuja atividade está diretamente ligada ao manuseio da terra e de matéria-prima, é rurícola e não industriá-

15 Capítulo II Sujeitos da Relação de Trabalho 275 rio, nos termos do Decreto nº , de , art. 2º, 4º, pouco importando que o fruto de seu trabalho seja destinado à indústria. Assim, aplica-se a prescrição própria dos rurícolas aos direitos desses empregados PRESCRIÇÃO DO TRABALHADOR RU- RAL OJ nº 271 da SDI I do TST. Rurícola. Prescrição. Contrato de emprego extinto. Emenda constitucional nº 28/2000. Inaplicabilidade. O prazo prescricional da pretensão do rurícola, cujo contrato de emprego já se extinguira ao sobrevir a Emenda Constitucional nº 28, de 26/05/2000, tenha sido ou não ajuizada a ação trabalhista, prossegue regido pela lei vigente ao tempo da extinção do contrato de emprego. OJ nº 417 da SDI-I do TST. Prescrição. Trabalhador rural. Rurícola. Contrato de trabalho em curso. Emenda const. 28/2000. CF/88, art. 7º, XXIX. CLT, art Não há prescrição total ou parcial da pretensão do trabalhador rural que reclama direitos relativos a contrato de trabalho que se encontrava em curso à época da promulgação da Emenda Constitucional 28, de 26/05/2000, desde que ajuizada a demanda no prazo de cinco anos de sua publicação, observada a prescrição bienal SALÁRIO-FAMÍLIA RURÍCOLA Súmula nº 344 do TST. Salário-família. Trabalhador rural. O salário-família é devido aos trabalhadores rurais somente após a vigência da Lei nº 8.213, de EMPREGADO DOMÉSTICO Súmula nº 377 do TST. Preposto. Exigência da condição de empregado. Exceto quanto à reclamação de empregado doméstico, ou contra micro ou pequeno empresário, o preposto deve ser necessariamente empregado do reclamado. Inteligência do art. 843, 1º, da CLT e do art. 54 da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de EMPREGADOR Súmula nº 129 do TST. Contrato de trabalho. Grupo econômico. A prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico, durante a mesma jornada de trabalho, não caracteriza a coexistência de mais de um contrato de trabalho, salvo ajuste em contrário. OJ nº 261 da SDI I do TST. Bancos. Sucessão trabalhista. As obrigações trabalhistas, inclusive as contraídas à época em que os empregados trabalhavam para o banco sucedido, são de responsabilidade do sucessor, uma vez que a este foram transferidos os ativos, as agências, os direitos e deveres contratuais, caracterizando típica sucessão trabalhista. OJ nº 225 da SDI I do TST. Contrato de concessão de serviço público. Responsabilidade trabalhista. Celebrado contrato de concessão de serviço público em que uma empresa (primeira concessionária) outorga a outra (segunda concessionária), o todo ou em parte, mediante arrendamento, ou qualquer outra forma contratual, a título transitório, bens de sua propriedade:. I. em caso de rescisão do contrato de trabalho após a entrada em vigor da concessão, a segunda concessionária, na condição de sucessora, responde pelos direitos decorrentes do contrato de trabalho, sem prejuízo da responsabilidade subsidiária da primeira concessionária pelos débitos trabalhistas contraídos até a concessão;. II. no tocante ao contrato de trabalho extinto antes da vigência da concessão, a responsabilidade pelos direitos dos trabalhadores será exclusivamente da antecessora. OJ nº 411 da SDI I do TST. Sucessão trabalhista. Aquisição de empresa pertencente agrupo econômico. Responsabilidade solidária do sucessor por débitos trabalhistas de empresa não adquirida. Inexistência.. O sucessor não responde solidariamente por débitos trabalhistas de empresa não adquirida, integrante do mesmo grupo econômico da empresa sucedida, quando, à época, a empresa devedora direta era solvente ou idônea economicamente, ressalvada a hipótese de má-fé ou fraude na sucessão. OJ nº 92 da SDI I do TST. Desmembramento de municípios. Responsabilidade trabalhista. Em caso de criação de novo município, por desmembramento, cada uma das novas entidades responsabiliza-se pelos direitos trabalhistas do empregado no período em que figurarem como real empregador. Súmula nº 430 do TST. Administração pública indireta. Contratação. Ausência de concurso público. Nulidade. Ulterior privatização. Convalidação. Insubsistência do vício.. Convalidam-se os efeitos do contrato de trabalho que, considerado nulo por ausência de concurso público, quando celebrado originalmente com ente da Administração Pública Indireta, continua a existir após a sua privatização. OJ nº 343 da SDI I do TST. Penhora. Sucessão. Art. 100 da CF/1988. Execução. É válida apenhora em bens de pessoa jurídica de direito privado, realizada anteriormente à sucessão pela União ou por Estado-membro, não podendo a execução prosseguir mediante precatório. A decisão que a mantém não viola o art. 100 da CF/1988. Súmula nº 51 do TST. Norma regulamentar. Vantagens e opção pelo novo regulamento. Art. 468 da CLT. I. As cláusulas regulamentares, que revoguem ou alterem vantagens deferidas anteriormente, só atingirão os trabalhadores admitidos após a revogação ou alteração do regulamento.. II. Havendo a coexistência de dois regulamentos da empresa, a opção do empregado por um deles tem efeito jurídico de renúncia às regras do sistema do outro.

16 276 Henrique Correia Súmula nº 77 do TST. Punição. Nula é a punição de empregado se não precedida de inquérito ou sindicância internos a que se obrigou a empresa por norma regulamentar. 5. TERCEIRIZAÇÃO Súmula nº 331 do TST. Contrato de prestação de serviços. Legalidade. I. A contratação de trabalhadores por empresa interposta é ilegal, formando-se o vínculo diretamente com o tomador dos serviços, salvo no caso de trabalho temporário (Lei nº 6.019, de ).. II A contratação irregular de trabalhador, mediante empresa interposta, não gera vínculo de emprego com os órgãos da administração pública direta, indireta ou fundacional (art. 37, II, da CF/1988).. III. Não forma vínculo de emprego com o tomador a contratação de serviços de vigilância (Lei nº 7.102, de ) e de conservação e limpeza, bem como a de serviços especializados ligados à atividade-meio do tomador, desde que inexistente a pessoalidade e a subordinação direta.. IV. O inadimplemento das obrigações trabalhistas, por parte do empregador, implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços, quanto àquelas obrigações, desde que hajam participado da relação processual e constem também do título executivo judicial (art. 71 da Lei nº 8.666, de ). V. Os entes integrantes da administração pública direta e indireta respondem subsidiariamente, nas mesmas condições do item IV, caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei nº 8.666/93, especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada.. VI A responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas as verbas decorrentes da condenação referentes ao período da prestação laboral. OJ nº 321 da SDI I do TST. Vinculo empregatício com a administração pública. Período anterior à CF/88. Salvo os casos de trabalho temporário e de serviço de vigilância, previstos nas Leis nºs 6.019, de , e 7.102, de , é ilegal a contratação de trabalhadores por empresa interposta, formando-se o vínculo empregatício diretamente com o tomador dos serviços, inclusivemente público, em relação ao período anterior à vigência da CF/88. OJ nº 185 da SDI I do TST. Contrato de trabalho com a associação de pais e mestres APM. Inexistência de responsabilidade solidária ou subsidiária do estado. O Estado-Membro não é responsável subsidiária ou solidariamente com a Associação de Pais e Mestres pelos encargos trabalhistas dos empregados contratados por esta última, que deverão ser suportados integral e exclusivamente pelo real empregador. OJ nº 383 da SDI I do TST. Terceirização. Empregados da empresa prestadora de serviços e da tomadora. Isonomia. Art. 12, a, da Lei nº 6.019, de A contratação irregular de trabalhador, mediante empresa interposta, não gera vínculo de emprego com ente da Administração Pública, não afastando, contudo, pelo princípio da isonomia, o direito dos empregados terceirizados às mesmas verbas trabalhistas legais e normativas asseguradas àqueles contratados pelo tomador dos serviços, desde que presente a igualdade de funções. Aplicação analógica do art. 12, a, da Lei nº 6.019, de OJ nº 191 da SDI I do TST. Contrato de empreitada. Dono da obra de construção civil. Responsabilidade. Diante da inexistência de previsão legal específica, o contrato de empreitada de construção civil entre o dono da obra e o empreiteiro não enseja responsabilidade solidária ou subsidiária nas obrigações trabalhistas contraídas pelo empreiteiro, salvo sendo o dono da obra uma empresa construtora ou incorporadora. INFORMATIVOS DO TST 1. EMPREGADO Atividade Docente. Instrutora de informática. Curso profissionalizante. Reconhecimento da condição de professora. Princípio da primazia da realidade. Tendo em conta o princípio da primazia da realidade que rege as normas de Direito do Trabalho, a empregada contratada para o exercício da atividade de instrutora de informática, em estabelecimento que oferece cursos profissionalizantes, tem direito ao reconhecimento da condição de professora e à percepção das parcelas trabalhistas próprias dessa categoria. As exigências formais previstas no art. 317 da CLT são dirigidas aos estabelecimentos particulares de ensino. Assim, a SBDI-I, por unanimidade, conheceu dos embargos, por divergência jurisprudencial, e, no mérito, negou-lhes provimento. TST-E-ED- -RR , SBDI-I, rel. Min. João Oreste Dalazen, (Informativo n. 42) Radialista. Registro na Delegacia Regional do Trabalho (Lei 6.615/78). Desnecessidade. Aplicação do princípio da primazia da realidade. Evidenciado pela prova que a empregada exercia as funções de radialista, afasta-se a exigência formal de registro prévio junto à Delegacia Regional do Trabalho (Lei nº 6.615/78) para o reconhecimento do exercício da profissão, em prestígio ao princípio da primazia da realidade. Com esses fundamentos, a SBDI-I, por unanimidade, conheceu do recurso de embargos da reclamante, por divergência jurisprudencial, e, no mérito, deu-lhe provimento para restabelecer o acórdão do Regional que enquadrara a empregada como radialista e determinado o pagamento de horas extras em razão da jornada especial aplicável à categoria. TST-E-ED-RR , SBDI-I, rel. Min. Delaíde Miranda Arantes, (Informativo n. 67)

17 Capítulo II Sujeitos da Relação de Trabalho CARTEIRA DE TRABALHO E PREVIDÊN- CIA SOCIAL Servidor público. Relação de caráter estatutário. Pedidos relativos ao recolhimento do FGTS e à anotação da CTPS. Incompetência da Justiça do Trabalho. Não obstante os pedidos de recolhimento do FGTS e de anotação da CTPS sejam estranhos ao regime jurídico estatutário, é incompetente a Justiça do Trabalho para julgar demandas entre a Administração Pública e seus servidores, em razão da natureza administrativa do vínculo. Na espécie, respaldada em farta jurisprudência tanto do STF como do próprio TST, a SBDI-I, por unanimidade, conheceu dos embargos, e, no mérito, negou-lhes provimento, mantendo a decisão da Terceira Turma, que conhecera da revista por violação do art. 114 da CF e, no mérito, dera-lhe provimento para determinar a remessa dos autos à origem, a fim de providenciar seu envio à Justiça Comum. TST-E- -RR , SBDI-I, rel. Min. Brito Pereira, (Informativo nº 06) Dano moral. Configuração. Retificação de registro na Carteira de Trabalho e Previdência Social. Inclusão da informação de que se trata de cumprimento de decisão judicial. Configura lesão moral a referência, na Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado, de que algum registro ali constante decorreu de determinação judicial, constituindo anotação desnecessária e desabonadora, nos termos do art. 29, 4o, da CLT. Tal registro dificulta a obtenção de novo emprego e acarreta ofensa a direito da personalidade do trabalhador. Sob esse fundamento, a SBDI-1, à unanimidade, não conheceu do recurso de embargos da reclamada, com ressalva de entendimento dos Ministros Antonio José de Barros Levenhagen, João Oreste Dalazen, Ives Gandra Martins Filho, Renato de Lacerda Paiva e Guilherme Augusto Caputo Bastos. TST-E- EDRR , SBDI- I, rel. Min. Hugo Carlos Scheuermann, (Informativo nº 111) EXPERIÊNCIA PRÉVIA Dano moral. Não configuração. Apresentação de certidão de antecedentes criminais. Condição para admissão no emprego. Não configura danos morais a simples exigência de apresentação de certidão de antecedentes criminais como condição para admissão no emprego, a não ser que, em determinado caso concreto, a não contratação do trabalhador decorra de certidão positiva de um antecedente criminal que não tenha relação alguma com a função a ser exercida, caracterizando, portanto, um ato de discriminação. Com esse entendimento, a sbdi-i, à unanimidade, conheceu dos embargos interpostos pela reclamada, por divergência jurisprudencial, e, no mérito, por maioria, deu-lhes provimento para julgar improcedente a reclamação. Ressalvaram a fundamentação os ministros hugo carlos scheuermann e luiz philippe vieira de mello filho, os quais entendiam que só se configuraria dano moral se a atividade a ser exercida pelo empregado não justificasse a exigência da certidão, o que não é o caso dos autos, uma vez que o reclamante, operador de telemarketing, tinha amplo acesso ao cadastro sigiloso das pessoas, mostrando-se razoável a apresentação dos antecedentes criminais. Vencidos os ministros augusto césar leite de carvalho, relator, josé roberto freire pimenta e alexandre agra belmonte. Tst- -e-rr , sbdii, rel. Min. Augusto césar leite de carvalho, red. P/ acórdão min. Renato de lacerda paiva, (informativo nº 93) 3. RELAÇÕES EMPREGATÍCIAS ESPECIAIS 3.1. EMPREGADO RURAL AR. Rurícola. Prazo quinquenal. Contrato iniciado e extinto antes da EC n.º 28/2000. Ofensa ao art. 5º, XXXVI, da CF. Configuração. A regra prescricional inaugurada pela Emenda Constitucional n.º 28/2000 não se aplica à hipótese em que o rurícola teve seu contrato de trabalho iniciado e extinto antes da publicação da referida emenda, ainda que tenha proposto a ação em momento posterior à vigência da EC n.º 28/2000, sob pena de ofensa ao direito adquirido. Com base nessa premissa, a SBDI-II, por maioria, reputando caracterizada a ofensa ao art. 5º, XXXVI, da CF, julgou procedente a ação rescisória, com fundamento no art. 485, V, do CPC 81, para desconstituir a decisão que declarara prescritos os créditos trabalhistas anteriores aos cinco anos da data da propositura da reclamatória e, em juízo rescisório, restabelecer o acórdão do Regional. Vencidos os Ministros Emmanoel Pereira, relator, Pedro Paulo Manus e Antônio José de Barros Levenhagen, os quais julgavam improcedente a ação rescisória ao fundamento de que o acórdão rescindendo não resolveu a controvérsia sob o prisma do art. 5º, XXXVI, da CF, não havendo, portanto, pronunciamento explícito acerca do direito adquirido a permitir o corte rescisório com base no art. 485, V, do CPC 82, conforme exigido pela Súmula n.º 298, I, do TST. Ademais, quando da prolação da decisão rescindenda, a redação da Orientação Jurisprudencial n.º 271 da SBDI-I previa a incidência do prazo prescricional vigente à época da propositura da ação. TST-AR , SBDI-II, rel. Min. Emmanoel Pereira, red. p/ acórdão Min. Maria Cristina Irigoyen Peduzzi (Informativo nº 12) Acidente do trabalho. Morte do empregado. Indenização por danos morais e materiais. Ambiente de trabalho. Negligência. Responsabilidade do empregador. Havendo negligência do empregador com o ambiente de trabalho e a segurança do trabalhador, não se pode retirar a responsabilidade da empresa, ainda que comprovada a culpa concorrente da vítima. Na hipótese, o empregado rural, que exercia a atividade de bituqueiro, ou seja, recolhia a cana-de-açúcar que a máquina deixava de colocar no caminhão, foi atropelado por veículo da empresa que fazia manobra, enquanto descansava, de madrugada, sobre a cana cortada, vindo a falecer. Não obstante o quadro fático delineado nos autos revelar que houve o fornecimento dos equipamentos de segurança ao trabalhador acidentado, e que as reclamadas ministravam treinamento a todos os contratados e os alertavam a não dormir na lavoura, ressaltou-se não ser viável, no caso, atribuir culpa exclusiva à vítima. Se a atividade demanda descanso, cabe ao empregador atribuir local seguro para o momento de pausa, adotando critérios de prudência e vigilância, a fim de evitar o dano, ainda que potencial, especialmente quando o trabalho é prestado em ambiente adverso, de difícil acesso e de baixa visibilidade, a exemplo da lavoura de cana-de-açúcar. Com esse entendimento, a SBDI-I, por maioria, vencido o Ministro Renato de Lacerda Paiva, conheceu dos embargos, por divergência jurisprudencial, e, no mérito, ainda por maioria, negou-lhes provimento, mantendo a decisão turmária, que conheceu do recurso de revista por violação do art. 927 do CC, e, no mérito, deu-lhe parcial provimento para condenar as rés, solidariamente, ao pagamento de indenização pelo dano moral e de 81 NCPC, art. 966, V. 82 NCPC, art. 966, V.

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