O papel do laboratório no controlo da tuberculose

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "O papel do laboratório no controlo da tuberculose"

Transcrição

1 O Controlo da Tuberculose Diagnóstico e Tratamento O papel do laboratório no controlo da tuberculose Anabela Santos Silva Laboratório Nacional de Referência para Micobactérias Departamento de Doenças Infecciosas Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge Porto, 22 e 23 de Novembro 2011

2 DIAGNÓSTICO LABORATORIAL (tuberculose doença) Exame directo Exame cultural Identificação TAAN Detecção molecular de resistências Teste sensibilidade aos fármacos

3 Exame directo

4 Exame directo Global tuberculosis control: WHO report 2011 (WHO/HTM/TB/ ) Guidelines for the programmatic management of drug-resistant tuberculosis 2011 update (WHO/HTM/TB/2011.6)

5 Exame directo Priorities for Tuberculosis Bacteriology Services in Low-Income Countries, second edition 2007, IUATLD

6 Exame directo fácil execução rápido resposta em 24h técnica pouco dispendiosa detecta casos infecciosos quantificado detecção de novos casos monitorização tratamento Limitações: baixa sensibilidade são necessários ~ 10 4 bacilos por ml de amostra para que sejam detectados não é específico para M. tuberculosis detecta bacilos álcool-ácido resistentes

7 Testes de Amplificação de Ácidos Núcleicos

8 Testes de Amplificação de Ácidos Nucleicos

9 Testes de Amplificação de Ácidos Núcleicos... the panel recommended that NAA testing become a standard practice in the United States to aid in the initial diagnosis of patients suspected to have TB, rather than just being a reasonable approach, as suggested in previously published guidelines...

10 Testes de Amplificação de Ácidos Núcleicos

11 Testes de Amplificação de Ácidos Núcleicos

12 Testes de Amplificação de Ácidos Núcleicos Sensibilidade:

13 Testes de Amplificação de Ácidos Nucleicos (TAAN) M. tuberculosis complex rápido execução em 48h específico identifica o Mycobacterium tuberculosis complex Limitações: sensibilidade variável não está aprovado para amostras extrapulmonares apenas diagnóstico exige equipamento específico e técnicos experientes teste mais caro Não substitui o exame cultural: execução das provas de sensibilidade identificação de micobactérias oportunistas

14 Detecção molecular de resistências

15 Detecção molecular de resistências TB MR

16 Global tuberculosis control: epidemiology, strategy, financing: WHO report 2009 (WHO/HTM/TB/ )

17

18 Guidelines for the programmatic management of drug-resistant tuberculosis 2011 update (WHO/HTM/TB/2011.6)

19 Detecção molecular de resistências TB MR Rifampicina: mecanismo de acção: - inibição da síntese proteica - ligação à subunidade β da RNA polimerase inibe a transcrição resistência: mutações no gene rpob (codão 531, 526, 516) Isoniazida: pró-droga: activada pela enzima catalase-peroxidase KatG mecanismo de acção: - inibição da síntese dos ácidos micólicos - ligação à enzima inha resistência: mutação no gene KatG (codão 315) mutação no gene inha (região reguladora) mutação no gene ahpc, oxyr, kasa

20 Detecção molecular de multirresistência GenoType MTBDRplus amplificação + hibridização reversa Sondas wild type Sondas mutação Sonda wild type Sondas mutação Sondas wild type Sondas mutação rpob katg inha identifica as mutações mais frequentes nos genes que conferem resistência à INH e RAMP pode ser utilizado directamente em amostras biológicas com ex. directo positivo execução 2 dias

21 Detecção molecular de resistência Sistema GeneXpert MTB/RIF Global tuberculosis control: WHO report 2011 (WHO/HTM/TB/ ) Apenas identifica as mutações mais frequentes nos genes que conferem resistência à RAMP pode ser utilizado directamente em amostras biológicas com ex. directo positivo ou negativo execução 1 dia

22 Detecção molecular de resistências rápido execução em 24 48h permite resultados em culturas contaminadas específico identifica o Mycobacterium tuberculosis complex Limitações: Falsas resistências: proporção de mutantes resistentes mutações silenciosas Falsas sensibilidades: mutações não pesquisadas mutações ainda não descritas Não substitui o exame cultural: confirmação fenotípica das resistências execução das provas de sensibilidade para os outros fármacos

23 Exame cultural

24 International Union Against Tuberculosis and Lung Diseases Priorities for Tuberculosis Bacteriology Services in Low-income Countries 2nd edition, Paris, 2007

25 Exame cultural Meios sólidos sensibilidade superior ao exame directo 10 a 100 bacilos permitem obter uma cultura positiva permitem quantificar cultura positiva 15 a 20 dias cultura negativa 30 dias monitorização tratamento Meios líquidos com indicadores de crescimento sensibilidade superior aos meios sólidos 12% detecção não permite quantificar cultura positiva 5 a 15 dias cultura negativa 42 dias casos novos

26 Exame cultural maior sensibilidade 10 a 100 bacilos para cultura positiva permite identificação da espécie permite avaliação da sensibilidade aos fármacos confirmação resultados moleculares outros fármacos micobactérias não tuberculosas Limitações: método mais lento

27 Cultura positiva Meios sólidos e/ou meios líquidos Confirmar a presença de BAAR Morfologia das colónias nos meios sólidos Exame microscópico das culturas (ampliação 1000 x) Identificação métodos moleculares ensaio de hibridização protegida - hibridização com sondas de DNA (Sistema AccuProbe) amplificação + hibridização reversa (Sistema Genotype )

28 Testes de sensibilidade aos antibióticos - Método das proporções - Meios líquidos BACTEC/MGIT 960 Meio sólido (Lowenstein Jensen) Resultado 4 a 12 dias Rifampicina Isoniazida Estreptomicina Etambutol Pirazinamida Amicacina Capreomicina Etionamida Ofloxacina Linezolide 1ª- leitura ao 28º dia 2ª- leitura ao 42º dia Canamicina Ácido para-amino salicílico Cicloserina

29 Diagnóstico EXAME DIRECTO Guidelines for the programmatic management of drug-resistant tuberculosis 2011 update (WHO/HTM/TB/2011.6) TAAN DETECÇÃO MOLECULAR DE RESISTÊNCIAS Guidelines for the programmatic management of drug-resistant tuberculosis 2011 update (WHO/HTM/TB/2011.6) EXAME CULTURAL

30 Monitorização EXAME DIRECTO EXAME CULTURAL Guidelines for the programmatic management of drug-resistant tuberculosis 2011 update (WHO/HTM/TB/2011.6)

31 FLUXO INFORMAÇÃO - DIAGNÓSTICO LABORATÓRIO Boletins de resultados MÉDICOS Correio; Telefone FLUXO INFORMAÇÃO - VIGILÂNCIA LABORATÓRIO Notificação dos perfis de susceptibilidade Notificação dos casos de multiresistência REDES DE VIGILÂNCIA ARS- NORTE DGS Laboratório Médicos PLATAFORMA ELECTRÓNICA Médicos Redes de vigilância Laboratório

32 Global tuberculosis control: WHO report 2011 (WHO/HTM/TB/ )

33 1993 OMS considerou TB Emergência global milhões casos 1,3 1,6 milhões mortes 8,5 9,2 milhões casos 1,2 1,5 milhões mortes

34 DIAGNÓSTICO LABORATORIAL (tuberculose latente)

35

36 DIAGNÓSTICO LABORATORIAL (tuberculose latente) Interferon-γ Release Assays (IGRAs) QuantiFERON-TB gold: Quantifica a produção de IFN- γ pelos linfócitos T circulantes Técnica de ELISA T-SPOT.TB: Quantifica o número de células mononuclerares produtoras de IFN- γ Técnica Elispot

37 DIAGNÓSTICO LABORATORIAL TUBERCULOSE LATENTE Menzies D, Pai M, Comstock G Meta-analysis: new tests for the diagnosis of latent tuberculosis infection: areas of uncertainty recommendations for research Ann Intern Med. 2007;146:

38 T SPOT.TB

39 Tipagem Molecular

40 Tipagem Molecular Aplicações estudo de surtos: investigação de contactos cadeias de transmissão noção de transmissão recente estudo das estirpes circulantes: noção de transmissão recente cadeias de transmissão distinção entre reinfecção e reactivação avaliação dos falsos positivos (laboratório) por contaminação cruzada

41 Caso I Sexo F, 26A Informação: meningite linfocitária com 3 semanas de evolução Amostra: LCR Exame directo: negativo TAAN: positivo Cultura positiva em meio líquido ao 40º dia

42 Caso II Sexo F, 26 A s/ informação clínica Amostra: Pús de joelho esquerdo Exame directo: positivo TAAN: positivo Cultura positiva em meio líquido e em LJ ao 20º dia

43 Caso III Sexo F, 11 A s/ informação clínica Amostra: Expectoração Exame directo: positivo TAAN: negativo Cultura positiva em meio líquido ao 7º dia Identificação: Mycobacterium abscessus

44 Caso IV Sexo M, 30 A s/ informação clínica Amostra (27/05/2011) : cultura positiva de expectoração Detecção molecular de resistências (07/06/2011) : positiva para INH + RAMP TSA 1ª + 2ª linha (06/07/2011): Resistente SM + INH + RAMP + EMB + PZA Sensível todos fármacos de 2ª linha

45 Caso V Sexo M, 46A Diagnóstico TBMR em 05/2009 (resistente INH+RAMP+SM) 3 amostras expectoração (22/06/09) : directo 3+ ; cultura positiva (tapete) 3 amostras expectoração (06/07/09) : directo 2+ ; cultura positiva (100 colónias) 2 amostras expectoração (27/07/09) : directo 1-9 baar/campo ; cultura positiva (6 colónias) 3 amostras expectoração (08/10/09) : directo 1-9 baar/campo ; cultura negativa amostras expectoração (10,11 e 12/09 e 01/10) : directo negativo; cultura negativa 3 amostras expectoração (06/04/10) : directo 1+; cultura negativa 3 amostras expectoração (04/06/10) : directo 1-9 baar/campo ; cultura negativa amostras expectoração (7,8,9,11/10) : directo negativo; cultura negativa

46 MUITO OBRIGADA

03/07/2012. DIAGNÓSTICO Avanços DIAGNÓSTICO. Avanços no Diagnóstico da Tuberculose. Encontro Nacional de Infecções Respiratórias e Tuberculose

03/07/2012. DIAGNÓSTICO Avanços DIAGNÓSTICO. Avanços no Diagnóstico da Tuberculose. Encontro Nacional de Infecções Respiratórias e Tuberculose Avanços no Diagnóstico da Tuberculose Encontro Nacional de Infecções Respiratórias e Tuberculose Fernanda C Q Mello Instituto de Doenças do Tórax Faculdade de Medicina - UFRJ [email protected] Reduzir

Leia mais

DOTS 2H 3 R 3 Z 3 E 3 4H 3 R 3

DOTS 2H 3 R 3 Z 3 E 3 4H 3 R 3 DOTS 2H 3 R 3 Z 3 E 3 4H 3 R 3 H isoniazida (hidrazida do ácido isonicotínico, INH, isonicotinic acid hidrazide) 1952 3 companhias farmacêuticas: Hoffman LaRoche, Squibb, Bayer pista: nicotinamida magp

Leia mais

V Curso de Atualização em Doenças Infecciosas e Terapia Antimicrobiana

V Curso de Atualização em Doenças Infecciosas e Terapia Antimicrobiana V Curso de Atualização em Doenças Infecciosas e Terapia Antimicrobiana Roberto da Justa Pires Neto Outubro, 2018 Histórico Epidemiologia Formas clínicas Diagnóstico Tratamento Multirresistência www.infectologianaufc.blog

Leia mais

MÉTODOS RÁPIDOS EM MICROBIOLOGIA DE ALIMENTOS

MÉTODOS RÁPIDOS EM MICROBIOLOGIA DE ALIMENTOS MÉTODOS RÁPIDOS EM MICROBIOLOGIA DE ALIMENTOS Adriana dos Reis Tassinari 3M do Brasil Ltda 3M 2009. All Rights Reserved. GRANDES TEMAS DO MOMENTO INOCUIDADE QUALIDADE SAÚDE PUBLICA COMÉRCIO NACIONAL E

Leia mais

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Manual de recomendações para o controle da

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Manual de recomendações para o controle da Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Manual de recomendações para o controle da tuberculose no Brasil. Brasília: Ministério da Saúde;

Leia mais

Introdução à patologia. Profª. Thais de A. Almeida 06/05/13

Introdução à patologia. Profª. Thais de A. Almeida 06/05/13 Introdução à patologia Profª. Thais de A. Almeida 06/05/13 Patologia Definição: Pathos: doença. Logos: estudo. Estudo das alterações estruturais e funcionais nas células, tecidos e órgãos visando explicar

Leia mais

Doença infecto-contagiosa, mais comum do Sistema Nervoso Central, causadas por bactérias, fungos e vírus.

Doença infecto-contagiosa, mais comum do Sistema Nervoso Central, causadas por bactérias, fungos e vírus. Doença infecto-contagiosa, mais comum do Sistema Nervoso Central, causadas por bactérias, fungos e vírus. Inflamação das meninges membranas que recobrem e protegem o sistema nervoso central (cérebro e

Leia mais

Vigilância Epidemiológica da Tuberculose

Vigilância Epidemiológica da Tuberculose Vigilância Epidemiológica da Tuberculose - 2019 Situação no mundo Tendência da incidência de TB no mundo 10 milhões casos 2017 1 milhão casos 2017 2016-2020 Situação no Brasil Incidência de TB Populações

Leia mais

Oficina Técnica de Cálculo de Indicadores Epidemiológicos e Operacionais da Tuberculose.

Oficina Técnica de Cálculo de Indicadores Epidemiológicos e Operacionais da Tuberculose. Oficina Técnica de Cálculo de Indicadores Epidemiológicos e Operacionais da Tuberculose. Data: 1ª turma: 05 e 06/04/2016-2ª turma: 12 e 13/04/2016 3ª turma: 19 e 20/04/2016 Realização: DVDST/AIDS/HIV/HV/TB

Leia mais

MUDANÇAS NO TRATAMENTO DA TUBERCULOSE NO BRASIL (ADULTOS E ADOLESCENTES)

MUDANÇAS NO TRATAMENTO DA TUBERCULOSE NO BRASIL (ADULTOS E ADOLESCENTES) Programa Nacional de Controle da Tuberculose DEVEP/SVS/MS MUDANÇAS NO TRATAMENTO DA TUBERCULOSE NO BRASIL (ADULTOS E ADOLESCENTES) Departamento de Vigilância Epidemiológica Mycobacterium tuberculosis Características

Leia mais

COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS ÁCIDOS NUCLEICOS

COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS ÁCIDOS NUCLEICOS COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS ÁCIDOS NUCLEICOS Unidade básica dos Ácidos Nucleicos Existem apenas 4 bases em cada um dos ácidos nucleicos DNA DNA e RNA RNA Ácido fosfórico Ácido fosfórico Pentose Desoxirribose

Leia mais

Suely Gonçalves Cordeiro da Silva - Bióloga Laboratório de Sorologia e NAT Serviço de Hemoterapia INCA Hospital do Câncer I Rio de Janeiro

Suely Gonçalves Cordeiro da Silva - Bióloga Laboratório de Sorologia e NAT Serviço de Hemoterapia INCA Hospital do Câncer I Rio de Janeiro NAT Testes de Ácidos Nucléicos Suely Gonçalves Cordeiro da Silva - Bióloga Laboratório de Sorologia e NAT Serviço de Hemoterapia INCA Hospital do Câncer I Rio de Janeiro Épossível diminuir os riscos de

Leia mais

É utilizada há vários séculos e baseia-se na selecção artificial para obter variedades de plantas com características vantajosas.

É utilizada há vários séculos e baseia-se na selecção artificial para obter variedades de plantas com características vantajosas. Reprodução selectiva tradicional É utilizada há vários séculos e baseia-se na selecção artificial para obter variedades de plantas com características vantajosas. Em cada geração, são promovidos os cruzamentos

Leia mais

Genes. Informam para proteínas. Formam o GENOMA. Constituídas por monómeros: a.a. Codificados pelo código genético

Genes. Informam para proteínas. Formam o GENOMA. Constituídas por monómeros: a.a. Codificados pelo código genético SÍNTESE PROTEICA São fragmentos de DNA (bases azotadas) que informam para uma característica Formam o GENOMA Genes Constituem os cromossomas Informam para proteínas Constituídas por monómeros: a.a. Codificados

Leia mais

Diferenciação entre Mycobacterium tuberculosis e outras Micobactérias com ácido ρ-nitrobenzóico utilizando o sistema MGIT960

Diferenciação entre Mycobacterium tuberculosis e outras Micobactérias com ácido ρ-nitrobenzóico utilizando o sistema MGIT960 INT J TUBERC LUNG DIS 11(7):803 807 2007 The Union Diferenciação entre Mycobacterium tuberculosis e outras Micobactérias com ácido ρ-nitrobenzóico utilizando o sistema MGIT960 C. M. S. Giampaglia,* M.

Leia mais

Rastreios em tuberculose

Rastreios em tuberculose O Controlo da Tuberculose Diagnóstico e Tratamento Rastreios em tuberculose Porto, 22 e 23 de Novembro 2011 Aurora Carvalho CH VN Gaia/Espinho CDP VN Gaia A infecção pelo Mycobacterium tuberculosis (Mt)

Leia mais

Telefone laboratório Fax Email. Telefone (Chefe laboratório) Pessoal? Trabalho? Contacto Coordenador Regional o Distrital

Telefone laboratório Fax Email. Telefone (Chefe laboratório) Pessoal? Trabalho? Contacto Coordenador Regional o Distrital - Checklist Pré-Instalação Xpert Parte 1:Perfil laboratório Data da Avaliação/Auditoria Nome(s) e Afiliação do Assessor (es) Nome (s) contacto laboratório Telefone/email Nome laboratório Distrito Região

Leia mais

Papel do Laboratório de Microbiologia no Diagnóstico Laboratorial: Orientações para a Prática e

Papel do Laboratório de Microbiologia no Diagnóstico Laboratorial: Orientações para a Prática e Papel do Laboratório de Microbiologia no Diagnóstico Laboratorial: Orientações para a Prática e Conduta. QUESTÕES DE PROVAS; CONTEÚDO DAS PRÓXIMAS AULAS; HORÁRIO DE ATENDIMENTO ON-LINE; blog do professor:

Leia mais

MÉTODOS DIAGNÓSTICOS EM TUBERCULOSE

MÉTODOS DIAGNÓSTICOS EM TUBERCULOSE ARTIGO DE REVISÃO Acta Med Port 2011; 24: 145-154 MÉTODOS DIAGNÓSTICOS EM TUBERCULOSE João BENTO, Anabela Santos SILVA, Filomena RODRIGUES, Raquel DUARTE R E S U M O O diagnóstico precoce e o início de

Leia mais

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE SAÚDE PÚBLICA DEPARTAMENTO DE EPIDEMIOLOGIA DISCIPLINA - EPIDEMIOLOGIA DAS DOENÇAS INFECCIOSAS 2006

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE SAÚDE PÚBLICA DEPARTAMENTO DE EPIDEMIOLOGIA DISCIPLINA - EPIDEMIOLOGIA DAS DOENÇAS INFECCIOSAS 2006 1 UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE SAÚDE PÚBLICA DEPARTAMENTO DE EPIDEMIOLOGIA DISCIPLINA - EPIDEMIOLOGIA DAS DOENÇAS INFECCIOSAS 2006 Avaliando a Validade do Diagnóstico e de Testes de triagem Introdução

Leia mais

1. Introdução. 2. Objetivos do rastreio de contactos

1. Introdução. 2. Objetivos do rastreio de contactos Administração Regional de Saúde do Norte, I.P. DEPARTAMENTO DE SAÚDE PÚBLICA Fevereiro 2013 1. Introdução A identificação precoce e o adequado dos casos de tuberculose infecciosa é a estratégia mais adequada

Leia mais

A síntese de DNA tem como objetivo replicar, de modo exato, o genoma. Já a síntese de RNA está relacionada com a própria expressão gênica.

A síntese de DNA tem como objetivo replicar, de modo exato, o genoma. Já a síntese de RNA está relacionada com a própria expressão gênica. A síntese de DNA tem como objetivo replicar, de modo exato, o genoma. Já a síntese de RNA está relacionada com a própria expressão gênica. O processo de síntese de RNA, a partir de um molde de DNA, é denominado

Leia mais

Probabilidade pré-teste de doença arterial coronariana pela idade, sexo e sintomas

Probabilidade pré-teste de doença arterial coronariana pela idade, sexo e sintomas Pergunta: Quais são as principais indicações do teste ergométrico? Resposta: Há décadas o ECG de esforço vem sendo o principal instrumento no diagnóstico da doença cardíaca isquêmica estável e sua indicação

Leia mais

Biomateriais II. Ética e Regulamentação A - Ética B Regulamentação novos produtos e normas. Fátima Vaz

Biomateriais II. Ética e Regulamentação A - Ética B Regulamentação novos produtos e normas. Fátima Vaz Biomateriais II Ética e Regulamentação A - Ética B Regulamentação novos produtos e normas Fátima Vaz A- ÉTICA Exemplo da utilização de tecidos em implantes Engª de tecidos Questões primordiais: Qualidade

Leia mais

LEGISLAÇÃO SANITÁRIA FEDERAL DE LEITE E DERIVADOS

LEGISLAÇÃO SANITÁRIA FEDERAL DE LEITE E DERIVADOS MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO SECRETARIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA DEPARTAMENTO DE INSPEÇÃO DE PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL SERVIÇO DE INSPEÇÃO DE LEITE E DERIVADOS LEGISLAÇÃO SANITÁRIA

Leia mais

Epidemiologia descritiva. Definições, taxas, confundimento

Epidemiologia descritiva. Definições, taxas, confundimento Epidemiologia descritiva Definições, taxas, confundimento Epidemiologia Estudo da distribuição (temporal e espacial) das doenças e dos seus determinantes. Distribuição Casos de doença por grupos etários,

Leia mais

Drogas antituberculose

Drogas antituberculose XII Curso Nacional de Atualização em Pneumologia Novo sistema de tratamento da tuberculose no Brasil A visão do pneumologista e o impacto das mudanças introduzidas Sidney Bombarda 2011 Drogas antituberculose

Leia mais

Balassiano IT; Vital-Brazil JM; Oliveira FS; Costa ADS; Hillen L; Oliveira FT; Andrade PGP; Pereira MM

Balassiano IT; Vital-Brazil JM; Oliveira FS; Costa ADS; Hillen L; Oliveira FT; Andrade PGP; Pereira MM 17 a 20 de Agosto de 2010 -Rio de Janeiro UTILIZAÇÃO DE MULTIPLEX-PCR PARA A DETECÇÃO DE LEPTOSPIRAS EM AMOSTRAS DE ÁGUA OBTIDAS DE COMUNIDADE CARENTE DO MUNICÍPIO DE PETRÓPOLIS, RJ Balassiano IT; Vital-Brazil

Leia mais

Exercícios de Autoduplicação, Transcrição e Tradução

Exercícios de Autoduplicação, Transcrição e Tradução Exercícios de Autoduplicação, Transcrição e Tradução 1. (UniFoa/2003) Imagine a seguinte situação hipotética: Um aluno precisa decifrar o código de uma enzima G1, que possui uma cadeia formada por seis

Leia mais

Diagnóstico Molecular da Tuberculose. Profa Dra. Cristiane Cunha Frota

Diagnóstico Molecular da Tuberculose. Profa Dra. Cristiane Cunha Frota Diagnóstico Molecular da Tuberculose Profa Dra. Cristiane Cunha Frota Complexo M. tuberculosis (MTB) - evolução Brosch et al., PNAS, 2002 Complexo MTB (10 espécies) Patógenos associados ao Homem: M. tuberculosis

Leia mais

Clonagem Molecular Patricia H. Stoco Edmundo C. Grisard

Clonagem Molecular Patricia H. Stoco Edmundo C. Grisard Universidade Federal de Santa Catarina Centro de Ciências Biológicas Programa de Pós Graduação em Biotecnologia e Biociências Clonagem Molecular Patricia H. Stoco Edmundo C. Grisard Desenvolvimento da

Leia mais

Índice. Introdução...1. Capítulo 1. Micotoxicologia...11. 1. O que são micotoxinas...12. 2. Produção de micotoxinas e sua presença em alimentos...

Índice. Introdução...1. Capítulo 1. Micotoxicologia...11. 1. O que são micotoxinas...12. 2. Produção de micotoxinas e sua presença em alimentos... Índice Introdução...1 1.1. Enquadramento...2 1.2. Motivação...5 1.3. Objectivos e metodologia...6 1.4. Limitações do estudo...7 1.5. Estrutura da dissertação...8 Capítulo 1. Micotoxicologia...11 1. O que

Leia mais

OFICINA INTEGRADA VIGILÂNCIA DAS DOENÇAS IMUNOPREVENÍVEIS. Juazeiro, Setembro de 2012

OFICINA INTEGRADA VIGILÂNCIA DAS DOENÇAS IMUNOPREVENÍVEIS. Juazeiro, Setembro de 2012 OFICINA INTEGRADA VIGILÂNCIA DAS DOENÇAS IMUNOPREVENÍVEIS COQUELUCHE Juazeiro, Setembro de 2012 COQUELUCHE Características Gerais Doença infecciosa aguda, transmissível, imunoprevenível, de distribuição

Leia mais

Noções básicas de hereditariedade. Isabel Dias CEI

Noções básicas de hereditariedade. Isabel Dias CEI Noções básicas de hereditariedade Os seres humanos apresentam características que os distinguem dos seres vivos de outras espécies mas também apresentam características que os distinguem dos outros indivíduos

Leia mais

INFLUENZA A (H1N1) Protocolo de Manejo Clínico e Vigilância Epidemiológica da

INFLUENZA A (H1N1) Protocolo de Manejo Clínico e Vigilância Epidemiológica da INFLUENZA A (H1N1) Protocolo de Manejo Clínico e Vigilância Epidemiológica da Situação atual No Brasil e no mundo, caracteriza-se como um cenário de uma pandemia predominantemente com casos clinicamente

Leia mais

RESSALVA. Atendendo solicitação do(a) autor(a), o texto completo deste trabalho será disponibilizado somente a partir de 28/08/2019.

RESSALVA. Atendendo solicitação do(a) autor(a), o texto completo deste trabalho será disponibilizado somente a partir de 28/08/2019. RESSALVA Atendendo solicitação do(a) autor(a), o texto completo deste trabalho será disponibilizado somente a partir de 28/08/2019. UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO Faculdade de Ciências

Leia mais

MICROBIOLOGIA CLÍNICA PERGUNTAS & RESPOSTAS

MICROBIOLOGIA CLÍNICA PERGUNTAS & RESPOSTAS MICROBIOLOGIA CLÍNICA PERGUNTAS & RESPOSTAS 1) Quais as possíveis interpretações para um resultado negativo de cultura de urina de jato médio que mostra leucocitúria acentuada no exame de sedimento urinário?

Leia mais

Programa Nacional de Saúde Ocupacional:

Programa Nacional de Saúde Ocupacional: Saúde Ocupacional: 2º Ciclo 2013/2017 Novos desafios Carlos Silva Santos - Coordenador do PNSOC Carolina Nunes Equipa de Coordenação do PNSOC Fafe 2015 Assegurar a proteção e promoção da saúde a todos

Leia mais

Importância da associação do ELISA IgM e Soroaglutinação Microscópica para diagnóstico e epidemiologia da leptospirose humana

Importância da associação do ELISA IgM e Soroaglutinação Microscópica para diagnóstico e epidemiologia da leptospirose humana SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE COODENADORIA DE CONTROLE DE DOENÇAS INSTITUTO ADOLFO LUTZ - SOROCABA Importância da associação do ELISA IgM e Soroaglutinação Microscópica para diagnóstico e epidemiologia

Leia mais

Capacitação para a realização do teste rápido Alere para diagnóstico sorológico da leishmaniose visceral canina (LVC)

Capacitação para a realização do teste rápido Alere para diagnóstico sorológico da leishmaniose visceral canina (LVC) Capacitação para a realização do teste rápido Alere para diagnóstico sorológico da leishmaniose visceral canina (LVC) Leishmaniose Visceral Epidemiologia Cerca de 400 mil novos casos por ano no mundo.

Leia mais

Conduta Frente a Casos de Tuberculose Eletânia Esteves de Almeida Infectologista

Conduta Frente a Casos de Tuberculose Eletânia Esteves de Almeida Infectologista Conduta Frente a Casos de Tuberculose Eletânia Esteves de Almeida Infectologista www.ccdionline.com Tuberculose Mycobacterium tuberculosis; Forma pulmonar: responsável pela manutenção da cadeia de transmissão.

Leia mais

Augusto de Lima, 1715, Belo Horizonte, Minas Gerais. 1 Laboratório de Pesquisas Clínicas, Centro de Pesquisas René Rachou, Fundação Oswaldo Cruz. Av.

Augusto de Lima, 1715, Belo Horizonte, Minas Gerais. 1 Laboratório de Pesquisas Clínicas, Centro de Pesquisas René Rachou, Fundação Oswaldo Cruz. Av. Estudo da implantação e estimativa de custo direto de testes diagnósticos para Leishmaniose Visceral Humana em Ribeirão das Neves, Minas Gerais, Brasil Tália Machado de Assis; Paloma Nogueira Guimarães;

Leia mais

ESTUDO DE CASO DE EUTÁSIA EM CANÍNO DE PORTE MÉDIO POSITIVO PARA LEISHMANIOSE VISCERAL CANINA

ESTUDO DE CASO DE EUTÁSIA EM CANÍNO DE PORTE MÉDIO POSITIVO PARA LEISHMANIOSE VISCERAL CANINA ESTUDO DE CASO DE EUTÁSIA EM CANÍNO DE PORTE MÉDIO POSITIVO PARA LEISHMANIOSE VISCERAL CANINA Beatriz Resende Freitas 1, Eduardo Leopoldo Rabelo 2 1 Professora do curso de Engenharia Civil e graduanda

Leia mais

SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA DA COQUELUCHE. Vigilância Epidemiológica e Atenção Básica. Maria do Carmo Campos

SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA DA COQUELUCHE. Vigilância Epidemiológica e Atenção Básica. Maria do Carmo Campos SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA DA COQUELUCHE 7º Encontro de Coordenadores (as) Regionais e Municipais: Imunização, Vigilância Epidemiológica e Atenção Básica Maria do Carmo Campos Aspectos Legais Portaria nº.

Leia mais

Tuberculose. Prof. Orlando A. Pereira Pediatria e Puericultura FCM - UNIFENAS

Tuberculose. Prof. Orlando A. Pereira Pediatria e Puericultura FCM - UNIFENAS Tuberculose Prof. Orlando A. Pereira Pediatria e Puericultura FCM - UNIFENAS I N D I C A D O R E S E P I D E M I O L Ó G I C O S AGENTE ETIOLÓGICO p Mycobacterium tuberculosis (bacilo de Koch ou baar)

Leia mais

SAÚDE MENTAL E ATENÇÃO PRIMARIA À SAÚDE NO BRASIL. Dr Alexandre de Araújo Pereira

SAÚDE MENTAL E ATENÇÃO PRIMARIA À SAÚDE NO BRASIL. Dr Alexandre de Araújo Pereira SAÚDE MENTAL E ATENÇÃO PRIMARIA À SAÚDE NO BRASIL Dr Alexandre de Araújo Pereira Atenção primária no Brasil e no Mundo 1978 - Conferência de Alma Ata (priorização da atenção primária como eixo de organização

Leia mais

Fisiopatologia Laboratorial

Fisiopatologia Laboratorial Fisiopatologia Laboratorial Exames Complementares de Diagnóstico Exames Complementares Diagnóstico Para Quê? Controlo Prognóstico Rastreio Diagnóstico Exames Laboratoriais Permite identificar a Doença

Leia mais

TUBERCULOSE PULMONAR. Mª Luísa Pereira (Pneumologista) Hospital Municipal da Samba 1ªs jornadas de pneumologia Luanda, 15 de Maio de 2015

TUBERCULOSE PULMONAR. Mª Luísa Pereira (Pneumologista) Hospital Municipal da Samba 1ªs jornadas de pneumologia Luanda, 15 de Maio de 2015 TUBERCULOSE PULMONAR Mª Luísa Pereira (Pneumologista) Hospital Municipal da Samba 1ªs jornadas de pneumologia Luanda, 15 de Maio de 2015 INTRODUÇÃO A Tuberculose (TB) é uma doença provocada por uma bactéria

Leia mais

DISTROFIAS DISTROFIA MUSCULA R DO TIPO DUCHENNE (DMD)

DISTROFIAS DISTROFIA MUSCULA R DO TIPO DUCHENNE (DMD) Texto de apoio ao curso de Especialização Atividade Física Adaptada e Saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira DISTROFIAS As Distrofias Musculares Progressivas (DMPs) englobam um grupo de doenças genéticas, que

Leia mais

Tuberculose em Portugal. Desafios e Estratégias

Tuberculose em Portugal. Desafios e Estratégias Tuberculose em Portugal Desafios e Estratégias 2018 Tuberculose em Portugal Desafios e Estratégias 2018 FICHA TÉCNICA Portugal. Ministério da Saúde. Direção-Geral da Saúde. Tuberculose em Portugal Desafios

Leia mais

Serviço Público Federal CONCURSO PÚBLICO 2014 INSTRUÇÕES GERAIS. Nº do doc. de identificação (RG, CNH etc.): Assinatura do(a) candidato(a):

Serviço Público Federal CONCURSO PÚBLICO 2014 INSTRUÇÕES GERAIS. Nº do doc. de identificação (RG, CNH etc.): Assinatura do(a) candidato(a): Serviço Público Federal UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS CONCURSO PÚBLICO 2014 PROVA TIPO 1 Cargo de Nível Médio: Código: 09 Técnico de Laboratório HABILIDADES E COMPETÊNCIAS EM ENFERMAGEM 2014 Universidade

Leia mais

IMPORTÂNCIA E ASPECTOS DA VIGILÂNCIA ENTOMOLÓGICA DA FEBRE AMARELA

IMPORTÂNCIA E ASPECTOS DA VIGILÂNCIA ENTOMOLÓGICA DA FEBRE AMARELA IMPORTÂNCIA E ASPECTOS DA VIGILÂNCIA ENTOMOLÓGICA DA FEBRE AMARELA Daniel Garkauskas Ramos GT-Arboviroses/UVTV/CGDT/DEVIT/SVS/MS Goiânia/GO, 21 de março de 2012 Biologia de mosquitos (culicídeos) VILÃO?

Leia mais

Programa de Luta contra a Tuberculose Modelos e Procedimentos para Investigação Epidemiológica de casos de Tuberculose de Declaração Obrigatória

Programa de Luta contra a Tuberculose Modelos e Procedimentos para Investigação Epidemiológica de casos de Tuberculose de Declaração Obrigatória Administração Regional de Saúde do Norte Programa de Luta contra a Tuberculose Programa de Luta contra a Tuberculose s e Procedimentos para Investigação Epidemiológica de casos de Tuberculose de Declaração

Leia mais

TUBERCULOSE NO IDOSO

TUBERCULOSE NO IDOSO FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA TRABALHO FINAL DO 6º ANO MÉDICO COM VISTA À ATRIBUIÇÃO DO GRAU DE MESTRE NO ÂMBITO DO CICLO DE ESTUDOS DE MESTRADO INTEGRADO EM MEDICINA PAULO JORGE DOS

Leia mais

INFORME TÉCNICO SEMANAL: DENGUE, CHIKUNGUNYA, ZIKA E MICROCEFALIA RELACIONADA À INFECÇÃO CONGÊNITA

INFORME TÉCNICO SEMANAL: DENGUE, CHIKUNGUNYA, ZIKA E MICROCEFALIA RELACIONADA À INFECÇÃO CONGÊNITA 1. DENGUE Em 2016, até a 13ª semana epidemiológica (SE) foram notificados 36.702 casos suspeitos de dengue e identificada a circulação dos sorotipos DEN-1 (70%) e DEN-4 (30%). O quadro 1 mostra os casos

Leia mais

Vigilância Epidemiológica da Tuberculose

Vigilância Epidemiológica da Tuberculose Vigilância Epidemiológica da Tuberculose Situação no mundo Países prioritários Situação no Brasil 24/3/2017 Desigualdade social Desigualdade social Populações vulneráveis *Fonte: Estimativa baseada nos

Leia mais

AVANÇOS NO DIAGNÓSTICO DA. Tatiana Galvão. Doutorado UFBA Prof. Adjunta - EMSP-HEOM BA-FTC I- EPIDEMIOLOGIA II- MÉTODOS DIAGNÓSTICOS CONVENCIONAIS

AVANÇOS NO DIAGNÓSTICO DA. Tatiana Galvão. Doutorado UFBA Prof. Adjunta - EMSP-HEOM BA-FTC I- EPIDEMIOLOGIA II- MÉTODOS DIAGNÓSTICOS CONVENCIONAIS CURSO DE ATUALIZAÇÃO SBPT Tatiana Galvão Doutorado UFBA Prof. Adjunta - EMSP-HEOM BA-FTC I- EPIDEMIOLOGIA II- MÉTODOS DIAGNÓSTICOS CONVENCIONAIS III- MÉTODOS DIAGNÓSTICOS MOLECULARES IV- APLICABILIDADE

Leia mais

UM NOVO TESTE PARA TUBERCULOSE

UM NOVO TESTE PARA TUBERCULOSE UM NOVO TESTE PARA TUBERCULOSE Rio de Janeiro e Manaus testam para o Ministério da Saúde uma nova tecnologia para o diagnóstico da tuberculose pulmonar Que novo teste é este? O Xpert MTB/RIF é um método

Leia mais

O Ministério da Saúde confirmou a terceira morte relacionada ao vírus da zika,

O Ministério da Saúde confirmou a terceira morte relacionada ao vírus da zika, Ministério da Saúde confirma terceira morte relacionada ao vírus da zika Paciente era uma jovem de 20 anos, do município de Serrinha. Morte foi em 2015, mas resultado dos exames saiu quase 1 ano depois.

Leia mais

Metodologia de Investigação Educacional I

Metodologia de Investigação Educacional I Metodologia de Investigação Educacional I Desenhos de Investigação Isabel Chagas Investigação I - 2004/05 Desenhos de Investigação Surveys (sondagens) Estudos Experimentais Estudos Interpretativos Estudos

Leia mais

Tratamento da Tuberculose Sensível e Resistente Treatment of Drug-Sensitive and Drug-Resistant Forms of Tuberculosis

Tratamento da Tuberculose Sensível e Resistente Treatment of Drug-Sensitive and Drug-Resistant Forms of Tuberculosis Artigo original Tratamento da Tuberculose Sensível e Resistente Treatment of Drug-Sensitive and Drug-Resistant Forms of Tuberculosis Margareth P. Dalcolmo 1,2,3,4 RESUMO O diagnóstico precoce e o tratamento

Leia mais

Nas pessoas com tuberculose ativa, os sintomas variam de acordo com o tipo de doença.

Nas pessoas com tuberculose ativa, os sintomas variam de acordo com o tipo de doença. TUBERCULOSE ATIVA A tuberculose é uma infeção bacteriana que mata mais de dois milhões de pessoas por ano. A maior parte destas mortes ocorre em países em vias de desenvolvimento. A bactéria que geralmente

Leia mais

Por que escolher o IMMULITE 1000 para atender as suas necessidades de imunoensaios automatizados?

Por que escolher o IMMULITE 1000 para atender as suas necessidades de imunoensaios automatizados? Por que escolher o IMMULITE 1000 para atender as suas necessidades de imunoensaios automatizados? Para maximizar o potencial do seu laboratório e melhorar a qualidade da atenção voltada aos seus pacientes.

Leia mais

Briefing hepatites. Números gerais da Hepatite casos confirmados

Briefing hepatites. Números gerais da Hepatite casos confirmados Briefing hepatites Números gerais da Hepatite casos confirmados Casos acumulados 1999 a 2009 Taxa de incidência/detecção 2009 (nº de casos a cada 100 mil hab.) Óbitos acumulados 1999 a 2009 Coeficiente

Leia mais

Tuberculose multirresistente.

Tuberculose multirresistente. Curso de temas avançados de tuberculose - aula 8 Tuberculose multirresistente. Multiresistant tuberculosis. Jorge Luiz da Rocha 1, Margareth Pretti Dalcolmo 2, Liamar Borga 3, Dalva Fedele 3, Maria das

Leia mais

A CÉLULA. Natércia Charruadas 2011. Biologia e Geologia 10º ano

A CÉLULA. Natércia Charruadas 2011. Biologia e Geologia 10º ano A CÉLULA Natércia Charruadas 2011 Biologia e Geologia 10º ano O entendimento dos processos biológicos depende do conhecimento da célula enquanto unidade fundamental da Vida. As dimensões das células, geralmente

Leia mais

Impacte da Lei de Prevenção do Tabagismo* na população de Portugal Continental

Impacte da Lei de Prevenção do Tabagismo* na população de Portugal Continental Impacte da Lei de Prevenção do Tabagismo* na população de Portugal Continental * Lei n.º 37/2007, de 14 de Agosto Direcção-Geral da Saúde com a colaboração do INSA Acompanhamento estatístico e epidemiológico

Leia mais

Diagnóstico Virológico

Diagnóstico Virológico Diagnóstico Virológico Auxílio no diagnóstico clínico: determinação do agente causal em casos de diarréia, infecções respiratórias, etc. Vigilância epidemiológica: febre amarela diagnóstico clínico de

Leia mais

BIOQUÍMICA E BIOLOGIA MOLECULAR 1º S_2013_2014_2º Teste

BIOQUÍMICA E BIOLOGIA MOLECULAR 1º S_2013_2014_2º Teste BIOQUÍMICA E BIOLOGIA MOLECULAR 1º S_2013_2014_2º Teste 18/01/2014 (Duração: 1h,30 m) Nome do Aluno: Nº: Curso: Cada uma das questões de escolha múltipla (1 à 40) tem a cotação de 0,5 valores. Será descontado

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO NÚCLEO DE ESTUDOS DE SAÚDE COLETIVA FUNDAÇÃO MUNICIPAL DE SAÚDE DE NITERÓI PROGRAMA MÉDICO DE FAMÍLIA

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO NÚCLEO DE ESTUDOS DE SAÚDE COLETIVA FUNDAÇÃO MUNICIPAL DE SAÚDE DE NITERÓI PROGRAMA MÉDICO DE FAMÍLIA UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO NÚCLEO DE ESTUDOS DE SAÚDE COLETIVA FUNDAÇÃO MUNICIPAL DE SAÚDE DE NITERÓI PROGRAMA MÉDICO DE FAMÍLIA AVALIAÇÃO DAS AÇÕES DE PREVENÇÃO DA TRANSMISSÃO VERTICAL

Leia mais

O Técnico de Radiologia no Centro de Diagnóstico Pneumológico. Carla Pereira Centro de Saúde Bragança Unidade Local de Saúde do Nordeste, E.P.E.

O Técnico de Radiologia no Centro de Diagnóstico Pneumológico. Carla Pereira Centro de Saúde Bragança Unidade Local de Saúde do Nordeste, E.P.E. O Técnico de Radiologia no Centro de Diagnóstico Pneumológico Carla Pereira Centro de Saúde Bragança Unidade Local de Saúde do Nordeste, E.P.E. Fevereiro 2013 Tuberculose Centro de Diagnostico Pneumológico

Leia mais

Sistemas e testes que não podem faltar em seu laboratório

Sistemas e testes que não podem faltar em seu laboratório Mycobacteria Sistemas e testes que não podem faltar em seu laboratório Nossos testes moleculares permitem a triagem eficiente de: Tuberculose (TB) e posterior detecção de MDR ou XDR-TB; Detecção da resistência

Leia mais

PROGRAMA NACIONAL PARA A TUBERCULOSE

PROGRAMA NACIONAL PARA A TUBERCULOSE PROGRAMA NACIONAL PARA A TUBERCULOSE Programa Nacional para a Tuberculose Planeamento do Rastreio de Contactos de Doentes com Tuberculose Novembro 2013 Ficha Técnica Título Planeamento do Rastreio de Contactos

Leia mais