Válvula de borboleta BI EXCÊNTRICA
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- Pedro Henrique Dinis Mendonça
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1 27/04/2012 Válvula de borboleta BI EXCÊNTRICA Válvula de borboleta unidireccional com excentricidade dupla. Múltiplos materiais de construção disponíveis. Duas opções de distância entre faces: Série curta: de acordo com a norma EN 558, SÉRIE 13. Série comprida: de acordo com a norma EN 558, SÉRIE 14. Possui uma seta no corpo a indicar a direcção do fluxo. Aplicações gerais: Esta válvula de borboleta é adequada para trabalhar em linha e como válvula de segurança para casos de emergência. É muito utilizada em condutas forçadas nas centrais hidroeléctricas. Tamanhos: DN200 a DN3000 (dimensões superiores a pedido). (ΔP) de trabalho: A pressão diferencial (ΔP) a que podem trabalhar estas válvulas é muito variável; foram concebidas para as necessidades de cada projecto em concreto, mas podem ser concebidas para suportar pressões até 100 kg/cm². Velocidade de fluido: A velocidade de fluido máxima a que podem trabalhar estas válvulas é de 4,9 m/s (de acordo com a norma AWWA C 504). Orifícios dos flanges: DIN PN10 e ANSI B16.5 (150 LB) fig. 1 Outros usuais: DIN PN 16 Standard JIS Standard australiano DIN PN 6 DIN PN25 Standard britânico Directivas: Directiva de máquinas: DIR 2006/42/CE (MÁQUINAS) Directiva de equipamentos sob pressão: DIR 97/23/CE (PED) ART. 3, P. 3 Dossier de qualidade: Todas as válvulas são testadas hidrostaticamente com água na CMO e são fornecidos certificados de materiais (de acordo com a norma EN ) e testes (de acordo com as normas ISO 5208 e EN 12266). Teste do corpo = pressão de trabalho x 1,5. Teste de fecho = pressão de trabalho x 1,1. Tel: / Fax / [email protected] pág. 1
2 Vantagens do "Modelo ME" da CMO A principal característica da válvula de borboleta ME da CMO é o seu design com excentricidade dupla. O eixo de rotação encontra se deslocado face ao plano central da tampa (Exc. 1) e ao plano central do corpo da válvula (Exc.2), com o qual é obtida a excentricidade dupla (fig. 2). Esta excentricidade dupla permite obter um sistema de fecho muito eficaz. Quando se começa a abrir a válvula, a junta de elastómero deixa de estar pressionada e não roça contra o corpo. É por isso que a junta não é pressionada até ao momento do fecho, evitando se grande parte dos atritos e esmagamentos da junta e ajudando a prolongar a sua vida útil. Por outro lado, como o eixo de rotação está deslocado face ao plano central do corpo (Exc. 2), o fluxo tende sempre a fechar a válvula; isto é muito vantajoso quando a válvula trabalha como válvula de segurança em situações de emergência. Plano central tampa Plano central corpo Eixo de rotação tampa fig. 2 O corpo da válvula ME é composto basicamente por uma virola com o mesmo diâmetro interno da conduta onde fica instalada, com um flange de cada lado. Estes flanges têm um entalhe mecanizado para situar a junta tórica; graças a estas juntas tóricas não é necessária nenhuma junta adicional para poder montar a válvula entre flanges. Para realizar o fecho é utilizada uma anilha inoxidável mecanizada no interior da virola, de modo a realizar o fecho com a junta de forma eficaz e, ao mesmo tempo, originar as mínimas perturbações possíveis no fluxo. Das características que acabamos de mencionar e da respectiva simplicidade resulta uma válvula robusta e económica; é um tipo de válvula muito adequado para trabalhar em ligações e descargas. Por outro lado, não são válvulas adequadas para a regulação de caudal. Quando a válvula se encontra completamente aberta, a tampa está na horizontal, ficando o disco paralelo à direcção do fluxo; as perturbações que a válvula gera no fluxo são mínimas. No entanto, quanto menor for o grau de abertura, maiores serão as perturbações geradas no fluxo, devido ao facto de a tampa se encontrar cada vez mais na vertical e se gerarem mais vibrações e turbulências. Não é aconselhável usar este tipo de válvulas com aberturas intermédias, por isso não são adequadas para a regulação de caudal. Estas válvulas são muito adequadas para serem utilizadas em situações de emergência; costumam estar completamente abertas, gerando perturbações mínimas no fluxo, e se ocorrer alguma situação de emergência fecham se num tempo mínimo, evitando graus de abertura médios de forma permanente. Tel: / Fax / [email protected] pág. 2
3 fig. 3 LISTA DE COMPONENTES STANDARD POS. COMPONENTE POS. COMPONENTE 1 CORPO 16 CHAVETA 2 TAMPA 17 PASSADOR 3 JUNTA 18 ANILHA DE FRICÇÃO 4 FLANGE JUNTA 19 FIO TÓRICO 5 EIXO ACCIONAMENTO 20 TAMPA CEGA 6 EIXO 21 FIO TÓRICO 7 SUPORTE ACCIONAMENTO 22 TAMPA GUIA 8 BRAÇO ACCIONAMENTO 23 TAMPA SUPORTE 9 ACTUADOR 24 SUP. FIM CURSO 10 TAMPA SUPORTE 25 FIM DE CURSO 11 CHUMACEIRA 26 INDICADOR DE POSIÇÃO 12 PINO 27 JUNTA TÓRICA 13 CASQUILHO DISTANCIADOR 28 PASSADOR 14 CIRCLIP 29 ANILHA 15 CHUMACEIRA 30 PARAFUSO tabela 1 Tel: / Fax / [email protected] pág. 3
4 CARACTERÍSTICAS DO DESIGN 1 CORPO O corpo da válvula ME é composto basicamente por uma virola com o mesmo diâmetro interno da conduta onde fica instalada, com um flange de cada lado. Estes flanges têm um entalhe mecanizado em todo o diâmetro para situar a junta tórica. Para realizar o fecho é utilizada uma anilha no interior da virola, que é sempre inoxidável, independentemente do tipo de material do corpo. Esta anilha é mecanizada posteriormente para realizar o fecho com a junta de forma eficaz e, ao mesmo tempo, originar as mínimas perturbações possíveis no fluxo. Para os alojamentos dos eixos são colocados cubos na fig. 4 virola do corpo, reforços e nervos no exterior, de modo a unir os alojamentos de eixos, virola e flanges. Desta forma obtém se um corpo que consiste numa peça muito robusta para suportar sem problemas todas as tensões. Os materiais de fabrico standard são o aço carbono S275JR, GGG50 e o aço inoxidável AISI304 ou AISI316. Outros materiais e ligas de aço inoxidável (AISI316Ti, Duplex, 254SMO, Uranus B6...) também estão disponíveis a pedido. Por norma, os corpos de aço carbono são pintados com uma protecção anticorrosiva de EPÓXI (cor RAL 5015). Encontram se à disposição outros tipos de protecções anticorrosivas. 2 TAMPA A tampa é composta basicamente por um disco circular liso de grande espessura. Este disco tem duas orelhas, nas quais são acoplados os eixos que transmitem o movimento do accionamento (fig. 5). A tampa é dimensionada em função da pressão de trabalho. As tampas da CMO são sempre movidas por chavetas e não por passadores. Os materiais de fabrico standard são o aço carbono S275JR nas válvulas com corpo de aço carbono S275JR, a fundição nodular GGG50 nas válvulas com corpo de GGG50 e o aço inoxidável AISI304 ou AISI316 nas válvulas com corpo de AISI304 ou AISI316, respectivamente. É possível fornecer outros materiais e combinações a pedido. A tampa tem um entalhe mecanizado em todo o perímetro do disco principal, onde fica alojada a junta de estanqueidade que é fixada através do flange de junta. Por norma, as tampas de aço carbono são pintadas com uma protecção anticorrosiva de EPÓXI (cor RAL 5015). Encontram se à disposição outros tipos de protecções anticorrosivas. fig. 6 fig. 5 Tel: / Fax / [email protected] pág. 4
5 3 SUPORTE/JUNTA: As válvulas de borboleta ME da CMO efectuam o fecho pressionando um perfil especial de elastómero (3) contra uma anilha inoxidável (5). O perfil especial de elastómero (3) situa se no entalhe externo do perímetro da tampa (2) e é fixado através de um flange de junta (4) com parafusos de aço inoxidável (6). A anilha inoxidável (5) encontra se no interior da virola do corpo (1) e está mecanizada para assegurar um fecho correcto e minimizar as perturbações que origina no fluxo. A junta de estanqueidade costuma ser de EPDM, fig. 7 mas também existem outros tipos de elastómeros à disposição do cliente. A junta pode ser trocada sem desmontar a válvula da tubagem. Materiais da junta de estanqueidade EPDM É a junta de estanqueidade standard nas válvulas CMO. Pode ser utilizado em múltiplas aplicações, embora geralmente seja utilizado para água e produtos diluídos em água a temperaturas não superiores a 90 ºC*. Também pode ser utilizado com produtos abrasivos e proporciona à válvula uma estanqueidade de 100%. NITRILO É utilizado em fluidos que contêm massas lubrificantes ou óleos com temperaturas não superiores a 90 ºC*. Proporciona à válvula uma estanqueidade de 100%. VITON Adequado para aplicações corrosivas e a altas temperaturas, até 190 C em contínuo e picos de 210 C. Proporciona à válvula uma estanqueidade de 100%. SILICONE Sobretudo utilizada na indústria alimentar e para produtos farmacêuticos com temperaturas não superiores a 200 C. Proporciona à válvula uma estanqueidade de 100%. Nota: em algumas aplicações são usados outros tipos de borracha, tais como hypalon, butilo ou borracha natural. Se necessitar desses tipos de borracha contacte a CMO. SUPORTE/JUNTAS Material Tª. máx. ( C) Aplicações EPDM (E) 90 * Água, ácidos e óleos não minerais Nitrilo (N) 90 * Hidrocarbonetos, óleos e massas Viton (V) 200 Hidrocarbonetos e solventes Silicone (S) 200 Produtos alimentares NOTA: mais detalhes e outros materiais a pedido. * EPDM e nitrilo: possível até tª máx.: 120 C a pedido. tabela 2 Tel: / Fax / [email protected] pág. 5
6 4 EIXOS Os eixos (3) das válvulas de borboleta ME da CMO são fabricados em aço inoxidável AISI316, AISI420, etc.; esta característica proporciona uma elevada resistência e apresenta excelentes propriedades contra a corrosão. Para transmitir o movimento do accionamento para a tampa são utilizadas chavetas paralelas (4), tendo a tampa (2) e os eixos (3) mecanizados várias nervuras. Para que os eixos (3) possam girar com facilidade são colocados casquilhos de bronze auto lubrificados (5) nos cubos do corpo (1). fig. 8 5 JUNTAS TÓRICAS Para garantir a estanqueidade entre a conduta e o exterior são utilizadas juntas tóricas (4). Os únicos pontos onde pode haver fugas do corpo são entre os eixos (2) e os cubos (1), pelo que para se obter a estanqueidade são colocadas juntas tóricas (4) num flange de bronze (3). As juntas tóricas (4) utilizadas nas válvulas ME costumam ser de nitrilo, mas também existem outros tipos de elastómeros à disposição do cliente. 7 ACCIONAMENTOS fig. 9 É possível fornecer todo o tipo de accionamentos (manuais ou automáticos). Conforme as condições de trabalho e as características das instalações de utilização, escolhe se o tipo de accionamento mais adequado para cada caso. Noutras ocasiões é o mesmo cliente a especificar o tipo de accionamento de que necessita para o seu projecto. Manuais: Redutor Automáticos: Actuador eléctrico Cilindro hidráulico Muitos acessórios à disposição: Barreiras mecânicas Dispositivos de bloqueio Accionamentos de contrapeso de emergência Posicionadores Fins de curso Detectores de proximidade... Tel: / Fax / [email protected] pág. 6
7 fig. 10 fig. 11 Accionamento hidráulico efeito duplo Accionamento hidráulico + contrapeso fig. 13 fig. 12 Accionamento redutor manual Accionamento redutor motorizado Tel: / Fax / [email protected] pág. 7
8 ACESSÓRIOS E OPÇÕES Existem vários acessórios para adaptar a válvula a condições de trabalho específicas, tais como: Caixas de ligação, cablagem e tubagem hidráulica: Fornecimento de unidades totalmente montadas com os acessórios necessários. Fins de curso mecânicos ou detectores indutivos (fig. 14): Na extremidade de um dos eixos é acoplada uma seta que indica a posição de abertura da válvula; esta seta de indicação acciona os fins de curso mecânicos, que indicam a posição pontual da válvula. Se o cliente necessitar, o fornecimento também pode ser feito com detectores indutivos, em vez de fins de curso mecânicos. fig. 14 Posicionadores (fig. 15): Quando é necessário conhecer a posição da válvula à distância, é instalado um posicionador que serve para indicar a posição da válvula continuamente. fig. 15 Sistema de bloqueio mecânico (fig. 16): Permite bloquear mecanicamente a válvula numa posição fixa durante longos períodos de tempo. fig. 16 Limitadores de curso mecânicos (barreiras mecânicas): Permitem ajustar mecanicamente o grau de abertura da válvula, limitando o trajecto de rotação desejado que a tampa efectua. Accionamento de emergência (volante/contrapeso): Quando a válvula é fornecida com um accionamento automático (motorizado ou hidráulico), o accionamento de emergência permite accionar a válvula de borboleta em caso de falha de energia. Accionamento hidráulico (fig. 11): quando a válvula é fornecida com um cilindro hidráulico como actuador, existe a possibilidade de adicionar um contrapeso. Em caso de avaria no circuito hidráulico, este contrapeso tenderia a fechar a válvula, ao passo que o cilindro hidráulico operaria como amortecedor, podendo controlar a velocidade de fecho a partir da válvula estranguladora. Assim, poderse ia realizar a regulação para que o fecho se realizasse de forma suave e, desta forma, se evitasse o golpe de aríete. Accionamento motorizado (fig. 12): todos os accionamentos motorizados que a CMO fornece possuem um volante de emergência desengatável, de modo a poder accionar a válvula manualmente em caso de falha de energia. Tel: / Fax / [email protected] pág. 8
9 Recobrimento com epóxi: Todos os corpos e componentes de aço carbono das válvulas CMO são recobertos com uma capa de EPÓXI, que confere às válvulas uma grande resistência à corrosão e um excelente acabamento superficial. A cor standard da CMO é azul RAL Protecções de segurança (fig. 17): Em conformidade com as normas europeias de segurança (marcação CE ), as válvulas automáticas da CMO são incorporadas com protecções metálicas no trajecto da biela e do contrapeso (se existirem), evitando que algum corpo ou objecto fique preso acidentalmente ou seja arrastado. fig. 17 VARIANTES DE VÁLVULAS DE BORBOLETA Existem duas variantes principais que são realizadas a partir destas válvulas de borboleta ME. A. COMBINAÇÃO DE BORBOLETA E RETENÇÃO (fig. 18): Este tipo de válvula é uma válvula de borboleta que funciona como uma válvula de retenção, com a peculiaridade de permitir delimitar o grau de abertura da válvula. Esta válvula permanece sempre fechada; apenas se abre pela força do fluxo e apenas até ao nível de abertura delimitado em cada momento. A excentricidade entre o eixo de rotação e o plano central do corpo (Exc. 2 na fig. 2) é superior ao habitual numa borboleta, é semelhante à de uma retenção, fazendo com que o fluxo consiga abrir a tampa com mais facilidade. Um dos eixos da válvula tem um elemento mecanizado especial, no qual se acopla um redutor motorizado. Este tem a função de delimitar o grau de abertura da válvula e, se necessário, mantém a válvula completamente fechada. fig. 18 Tel: / Fax / [email protected] pág. 9
10 No outro eixo da válvula é acoplado um cilindro hidráulico com contrapeso. O contrapeso é composto por placas aparafusadas e serve para controlar o fluxo a partir do qual se pretende que se abra a tampa; dependendo do número de placas colocadas no contrapeso, a tampa abrir se á com um fluxo superior ou inferior. Juntamente com o contrapeso é instalado um cilindro hidráulico que actua como amortecedor. Este cilindro hidráulico amortece os possíveis movimentos da tampa em função das variações de fluxo. É possível regular a resistência do amortecedor a partir da válvula estranguladora do cilindro hidráulico. Mesmo que a conduta ficasse sem fluxo, evitaria que a tampa se fechasse de golpe, podendo regular a velocidade de fecho da tampa a partir da válvula estranguladora. B. VÁLVULA DE VELOCIDADE EXCESSIVA: Este tipo de válvula é uma válvula de borboleta que funciona como uma válvula de emergência; é uma combinação de uma válvula de borboleta ME com um detector de velocidade excessiva. Estas válvulas de velocidade excessiva são instaladas em condutas onde exista o perigo de rotura de tubagem. Finalidade: se ocorrer uma rotura ou outro dano na tubagem, o detector de velocidade excessiva fechará a válvula de borboleta ME. O detector de velocidade excessiva é colocado a montante da válvula de borboleta, a uma distância de 1,5 vezes o diâmetro da válvula, com uma distância mínima de 500 mm (cota "X" na fig. 21 e fig. 24). Pode ser eléctrico (fig. 19) ou mecânico (fig. 20) mas o seu funcionamento é basicamente o mesmo. É composto por uma pá em forma de disco, que é introduzida na conduta perpendicular ao sentido do fluxo. Esta pá está ligada a um eixo, que possui uma alavanca com um contrapeso numa das extremidades. A alavanca do contrapeso costuma estar em repouso e quando a incidência do fluxo sobre a pá ultrapassa o peso do contrapeso, o braço do contrapeso sobe e actua sobre o fim de curso (no caso do detector eléctrico, fig. 19) ou sobre a válvula hidráulica (no caso do detector mecânico, fig. 20). Este contrapeso é composto por várias placas aparafusadas, podendo se regular a velocidade mínima do fluxo para accionar o detector de velocidade excessiva. Quantas mais placas colocarmos na alavanca do contrapeso, maior será a velocidade que o fluxo necessitará para ultrapassar o peso do contrapeso. Outra forma de conseguir o mesmo efeito é afastar estas placas sobre a alavanca relativamente ao eixo de rotação. fig. 19 fig. 20 Tel: / Fax / [email protected] pág. 10
11 CONJUNTO ELÉCTRICO É composto por um detector de velocidade excessiva eléctrico, com uma válvula de borboleta ME com cilindro hidráulico e contrapeso. Este conjunto é complementado com um armário eléctrico e um grupo de óleo hidráulico motorizado, que conduzem todo o conjunto. Quando pressionar o botão de abertura no armário eléctrico, o grupo de óleo hidráulico colocar se á em funcionamento e accionará o cilindro hidráulico, abrindo a válvula. Aí começa a passar o fluxo a uma velocidade determinada, que será inferior à necessária para activar o detector de velocidade excessiva (fig. 22). Se ocorrer uma rotura na conduta ou alguma anomalia que provoque o aumento da velocidade do fluxo, o detector de velocidade excessiva activará o fim de curso; este enviará o sinal de velocidade excessiva para o armário eléctrico e o fornecimento de óleo de pressão para o cilindro hidráulico será interrompido, fechando se a válvula devido ao contrapeso (fig. 23). Esta válvula permanecerá fechada até que o operador venha verificar o estado da conduta ou a causa da anomalia. Depois de se resolver o problema realizar se á o reajuste do armário eléctrico e poder se á voltar a abrir a válvula. fig. 21 DETALHE A fig. 22 O detector de velocidade excessiva está em repouso A válvula de borboleta ME mantém se aberta. Tel: / Fax / [email protected] pág. 11
12 fig. 23 O detector de velocidade excessiva é activado pela velocidade do fluido A válvula de borboleta ME fecha se. CONJUNTO MECÂNICO É composto por um detector de velocidade excessiva mecânico, com uma válvula de borboleta ME com cilindro hidráulico e contrapeso, complementado com um grupo de óleo hidráulico manual que conduz o cilindro hidráulico. Este tipo de conjunto é ideal para as instalações que careçam de fornecimento eléctrico. Começar a trabalhar com a válvula de borboleta ME: o primeiro passo será abrir a válvula; para isso é necessário exercer pressão no cilindro hidráulico por meio do grupo de óleo hidráulico manual. Aí começa a passar o fluxo a uma velocidade determinada, que será inferior à necessária para activar o detector de velocidade excessiva. Se ocorrer uma rotura na conduta ou alguma anomalia que provoque o aumento da velocidade do fluxo, o detector de velocidade excessiva actuará sobre a válvula hidráulica, abrindo a passagem entre a tubagem de alimentação do cilindro hidráulico com o grupo de óleo hidráulico manual, com o qual cai a pressão de alimentação, fechando se a válvula devido ao contrapeso. Esta válvula permanecerá fechada, mesmo que se tente exercer pressão por meio do grupo de óleo hidráulico manual, já que a válvula hidráulica do detector de velocidade excessiva se mantém aberta. Depois de o operador verificar o estado da conduta ou resolver a causa da anomalia, poderá realizar se o reajuste do detector de velocidade excessiva mecânico e, posteriormente, exercer pressão no cilindro hidráulico para voltar fig. 24 a abrir a válvula de borboleta. Tel: / Fax / [email protected] pág. 12
13 fig. 25 fig. 26 DETALHE A Tubagem verde: saída do grupo de óleo hidráulico manual. Tubagem vermelha: retorno do cilindro hidráulico. Tubagem amarela: retorno do detector de velocidade excessiva mecânico. DETALHE B Tubagem verde: entrada do detector de velocidade excessiva mecânico na válvula hidráulica. Tubagem amarela: saída da válvula hidráulica do detector de velocidade excessiva mecânico. Instruções para o reajuste do detector de velocidade excessiva mecânico (fig. 26): Depois de a válvula de borboleta ME se fechar devido à velocidade excessiva do fluido, para voltar a abrir a válvula é necessário efectuar os seguintes passos: Levantar o contrapeso "P" do detector para que a vareta "V" retroceda. Mantendo o contrapeso "P" levantado, subir o outro contrapeso "C". Quando tivermos os dois contrapesos levantados ("P" e "C"), deixar baixar primeiro o contrapeso "P" e posteriormente deixar baixar o contrapeso "C", deixando o apoiado sobre a vareta "V". Através do grupo de óleo hidráulico manual, já está pronto para se poder voltar a exercer pressão no cilindro hidráulico e abrir a válvula de borboleta ME. Independentemente do tipo de detector de velocidade excessiva, mecânico ou eléctrico, deverá ser instalado a montante da válvula de borboleta ME, a uma distância de 1,5 vezes o diâmetro da válvula (cota "X" na fig. 21 e fig. 24), sempre e quando se respeitar uma distância mínima de 500 mm. A válvula de borboleta ME montada neste tipo de conjuntos é comum quer para o detector mecânico quer para o detector eléctrico. Característica principal: o sistema de accionamento da válvula de borboleta ME é composto por um cilindro hidráulico e um contrapeso. A vista em explosão mostrada a seguir (fig. 27) diz respeito a este tipo de válvula. Tel: / Fax / [email protected] pág. 13
14 fig. 27 LISTA DE COMPONENTES VÁLVULA DE BORBOLETA DE VEL. EXCESSIVA POS. COMPONENTE POS. COMPONENTE POS. COMPONENTE 1 CORPO 13 CHUMACEIRA 25 TAMPA SUPORTE 2 TAMPA 14 PINO 26 SUP. FIM CURSO 3 JUNTA 15 CASQUILHO DISTANCIADOR 27 FIM DE CURSO 4 FLANGE JUNTA 16 CIRCLIP 28 INDICADOR DE POSIÇÃO 5 EIXO ACCIONAMENTO 17 CHUMACEIRA 29 JUNTA TÓRICA 6 EIXO 18 CHAVETA 30 PINO 7 SUPORTE ACCIONAMENTO 19 PASSADOR 31 VARETA ROSCADA 8 BRAÇO CONTRAPESO 20 ANILHA DE FRICÇÃO 32 PASSADOR 9 SUPORTE CONTRAPESO 21 FIO TÓRICO 33 ANILHA 10 CONTRAPESO 22 TAMPA CEGA 34 PARAFUSO 11 ACTUADOR 23 FIO TÓRICO 35 PORCA 12 TAMPA SUPORTE 24 TAMPA GUIA 36 CONTRAPORCA tabela 3 Tel: / Fax / [email protected] pág. 14
15 INFORMAÇÕES SOBRE AS DIMENSÕES DE FLANGES E INTERVALOS fig. 28. DN BINÁRIOS ORIFÍCIOS DAS FLANGES s/en PN10 APERTO A1* A2* Quant Ød ØD ØK (Nm) * A1: Série curta s/en 558 SÉRIE 13 A2: Série comprida s/en 558 SÉRIE 14 OBSERVAÇÕES: outros tamanhos e outras normas a pedido. As válvulas de borboleta ME da CMO têm duas opções de distância entre faces (cota "A" fig. 28): série curta e série comprida. Os orifícios de flanges variam em função das necessidades do cliente, mas o mais habitual é que os orifícios sejam de acordo com a norma EN PN10. Na tabela 4 são detalhadas as cotas mais características dos orifícios de flanges e dos orifícios entre faces. Também é detalhado o binário de aperto necessário para a instalação entre flanges. tabela 4 Tel: / Fax / [email protected] pág. 15
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