Receita Federal Extensiva

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Receita Federal Extensiva"

Transcrição

1 Título: Direito Previdenciário Sub-título: Parte Geral, Custeio e Benefícios. Englobando toda matéria exigida pelo edital da última prova da Receita Federal do Brasil realizada em 12/2005 (AFRFB) e 02/2006 (TRF). Notas do Autor Esta apostila tem como por objetivo servir para o estudo da previdência social. Mais especificamente àqueles interessados em concursos públicos para Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil. Através de uma linguagem objetiva e exemplos claros, procurei tratar a matéria, assim como faço em minhas aulas, de modo ilustrativo, a cada ponto abordado, de forma a passar todo o conteúdo exigido para lograr sucesso em concursos públicos da Receita Federal do Brasil, Polícia Federal, INSS, entre outros. Também, procurei organizar os exercícios que serão realizados em sala de aula de forma a proporcionar um aprendizado crítico e sedimentado do Direito Previdenciário. Mensagem: Quando uma criatura humana desperta para um grande sonho e sobre ele lança a força de sua alma... Todo o universo conspira a seu favor! Goethe Viver, e não ter a vergonha de ser feliz; cantar, e cantar, e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz. Eu sei que a vida devia ser bem melhor, e será; mas isso não impede que eu repita, é bonita, é bonita e é bonita Gonzaguinha. III REGIME GERAL DA PREVIDÊNCIA SOCIAL 1 INTRODUÇÃO Agora, passaremos a estudar o Regime Geral da Previdência Social RGPS, em que entraremos nos assuntos específicos da Previdência Social. Porém, antes de mais nada, é importante conhecermos as diferenças com outros regimes de previdência e os princípios da Previdência Social, para aí sim, adentrarmos nos assuntos sobre os segurados. 2 TIPOS DE REGIMES PREVIDENCIÁRIOS Existem três tipos diferentes de regimes previdenciários, conforme o esquema abaixo: REGIME GERAL DA PREVIDÊNCIA SOCIAL - RGPS REGIMES PREVIDENCIÁRIOS REGIMES PRÓPRIOS DA PREVIDÊNCIA REGIME COMPLEMENTAR DE PREVIDÊNCIA Em regra, o regime próprio é destinado aos servidores públicos titulares de cargo efetivo; o regime geral da previdência social é destinado às pessoas físicas maiores de 16 anos e que não estão enquadradas no regime próprio; e o regime complementar é destinado a qualquer pessoa física. Uma pergunta comum em sala de aula é se uma pessoa pode estar vinculada aos três regimes ao mesmo tempo. A resposta é sim. Por exemplo, um Auditor-Fiscal que é vinculado ao regime próprio; pode trabalhar à noite dando aulas em escola particular, devendo, neste caso, contribuir, também para o regime geral de Previdência Social; e pode contribuir para uma previdência complementar privada (por exemplo, do Banco do Brasil). Desta forma, ele poderá, se cumprir todos os requisitos no futuro, se aposentar pelos três regimes. Lembrando que a soma dos valores dos proventos provenientes das aposentadorias pelo regime geral de Previdência Social e regime próprio não poderá ultrapassar o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal 1. A - Regime Geral da Previdência Social: É o regime básico da previdência social, objeto principal de nosso estudo. É de filiação obrigatória àqueles que exercem algum tipo de atividade remunerada, com exceção das atividades cobertas por regimes próprios de previdência. A organização e administração é feita pelo INSS (benefício) e Secretaria da Receita Federal do Brasil SRFB (custeio). Sobre este regime, passaremos a abordar e aprofundar sobre seus conhecimentos a partir do tópico 3 deste capítulo. B Regimes Próprios da Previdência: Os regimes próprios abrangem os militares e os servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, de Distrito Federal e dos municípios. Cada ente é dado a possibilidade de se criar um regime próprio para seus servidores de cargo efetivo. O artigo 40 da Constituição Federal diz: Art. 40. Aos servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fundações, é assegurado regime de previdência de caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente público, dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo. A lei n /98 é que dispõe sobre regras gerais para a organização e o funcionamento dos regimes próprios de previdência social dos servidores públicos. O parágrafo 1º do artigo 195 da Constituição Federal diz: As receitas dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios destinadas à seguridade social constarão dos respectivos orçamentos, não integrando o orçamento da União. Este parágrafo diz respeito à vinculação das receitas destinadas à seguridade social ao respectivo orçamento. Por exemplo: os servidores estatutários do estado do Paraná contribuem para seu respectivo regime próprio. A receitas dessas contribuições integrarão o orçamento do próprio estado e não da União, com objetivo de se pagar os proventos dos aposentados deste estado. Os militares das Forças Armadas são ligados a regime próprio diferente dos servidores federais, estaduais ou municipais. 1 Vide Artigo 40, parágrafo 11 da Constituição Federal. Atualizada 01/09/2008 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 1

2 O regime próprio dos servidores públicos federais de cargo efetivo está previsto na Lei n /90 (estatuto dos servidores públicos federais). No caso de servidores públicos dos estados e municípios, eles seguirão as regras previdenciárias de cada ente, quando houver regime próprio. Caso em que, em um ente federativo (estado ou município) não haja regime próprio, seus servidores contribuirão para o regime geral de previdência social. É importante lembrar que ao servidor ocupante, exclusivamente, de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração bem como de outro cargo temporário ou de emprego público 2, aplica-se o regime geral de previdência social. Os regimes próprios de previdência social não poderão conceder benefícios distintos dos previstos no Regime Geral de Previdência Social, salvo disposição em contrário da Constituição Federal. Os regimes próprios instituídos deverão conceder, no mínimo, aposentadoria e pensão por morte 3. O servidor sujeito ao regime próprio não poderá contribuir como facultativo do regime geral de previdência social. C Regime Complementar (ou Previdência Privada) Como o próprio nome diz, esta previdência vem complementar os valores a serem recebidos no futuro. É como uma aplicação financeira na qual o dinheiro depositado vai sendo capitalizado, rendendo juros, e no futuro, conforme a legislação, pode-se retirá-lo integralmente ou obtê-lo em forma de provento mensal vitalício, de modo a proporcionar um melhor padrão de vida e uma aposentadoria mais confortável. A Constituição Federal prevê o regime complementar no artigo 202: Art O regime de previdência privada, de caráter complementar e organizado de forma autônoma em relação ao regime geral de previdência social, será facultativo, baseado na constituição de reservas que garantam o benefício contratado, e regulado por lei complementar. Daí podemos inferir que o regime de previdência privada: - É de caráter complementar; - É autônomo em relação ao regime geral de previdência social (RGPS), ou seja, é distinto e independente do RGPS. O fato de se contribuir para a previdência privada não exclui a contribuição para o RGPS, no caso de contribuinte obrigatório (por exemplo: empregado) - É facultativo. Desta forma, o contribuinte obrigatório deverá contribuir para o RGPS (ou para seu Regime Próprio previdenciário, se for o caso) e pode, se quiser, contribuir para a previdência privada. Por funcionar como uma aplicação financeira, é dado a faculdade de qualquer pessoa participar do regime complementar, tanto os filiados ao RGPS, como os filiados ao regime próprio de previdência, e, também, pessoas que não exerçam nenhuma atividade que os incluam como contribuintes previdenciários obrigatórios. - É baseado na constituição de reservas que garantam o benefício contratado. Para que isto ocorra, o Estado irá determinar padrões mínimos de segurança econômico-financeira e atuarial, com fins específicos de preservar a liquidez, a solvência e o equilíbrio dos planos de benefícios, isoladamente, e de cada entidade de 2 Regido pela CLT (consolidação das leis trabalhistas). 3 Orientação Normativa nr. 01, de 29/05/ Atualizada 01/09/2008 previdência complementar, no conjunto de suas atividades; - É regulado pela Lei Complementar n. 108, de 29/05/2001. As entidades de previdência complementar são classificadas em fechadas e abertas. Previdência Complementar Fechada Regime Complementar Previdência Complementar Aberta Os planos de benefícios instituídos por entidades abertas poderão ser: I - individuais, quando acessíveis a quaisquer pessoas físicas; ou II - coletivos, quando tenham por objetivo garantir benefícios previdenciários a pessoas físicas vinculadas, direta ou indiretamente, a uma pessoa jurídica contratante. Já, as entidades fechadas são aquelas acessíveis, na forma regulamentada pelo órgão regulador e fiscalizador, exclusivamente: I - aos empregados de uma empresa ou grupo de empresas e aos servidores da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, entes denominados patrocinadores; e II - aos associados ou membros de pessoas jurídicas de caráter profissional, classista ou setorial, denominadas instituidores. As entidades fechadas organizar-se-ão sob a forma de fundação ou sociedade civil, sem fins lucrativos. Há, também, uma espécie de entidade fechada de previdência complementar, conhecida por regime de previdência oficial complementar, prevista no artigo 40, parágrafos 14 e 15 da Constituição Federal 4, destinada a atender os servidores titulares de cargo efetivo da União, Estados, Distrito Federal e municípios. Esta previdência A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, desde que instituam regime de previdência complementar para os seus respectivos servidores titulares de cargo efetivo, poderão fixar, para o valor das aposentadorias e pensões a serem concedidas pelo regime de que trata este artigo, o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art O regime de previdência complementar de que trata o 14 será instituído por lei de iniciativa do respectivo Poder Executivo, observado o disposto no art. 202 e seus parágrafos, no que couber, por intermédio de entidades fechadas de previdência complementar, de natureza pública, que oferecerão aos respectivos participantes planos de benefícios somente na modalidade de contribuição definida. Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores

3 fechada complementar está disposta pela Lei Complementar n. 108, de 29/05/2001. SEGURADOS 3 CONCEITO REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL Conforme o artigo 201 da Constituição Federal 5, a previdência social será organizada sob a forma de regime geral. O Regime Geral de Previdência Social (RGPS) é de caráter contributivo e de filiação obrigatória 6, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial, e a: cobertura de eventos de doença, invalidez, morte e idade avançada; proteção à maternidade, especialmente à gestante; salário-família e auxílioreclusão para os dependentes dos segurados de baixa renda; e pensão por morte do segurado, homem ou mulher, ao cônjuge ou companheiro e dependentes. Quanto aos benefícios, a administração do Regime Geral de Previdência Social é atribuída ao Ministério de Previdência Social, sendo exercida pelo INSS. Já, a responsabilidade quanto ao custeio cabe à Secretaria da Receita Federal do Brasil, órgão subordinado ao Ministério da Fazenda. 4 SEGURADOS DA PREVIDÊNCIA SOCIAL Qualquer pessoa física com mais de 16 anos 7 pode ser 8 segurado da Previdência Social. Ao vincular-se à Previdência Social, o cidadão passa a ter o direito à proteção nos casos, como por exemplo, de invalidez, doença, acidente, velhice, entre outros que veremos a diante no capítulo de benefícios. Os segurados da Previdência Social dividem-se entre os obrigatórios e os facultativos. OBRIGATÓRIOS 4.1. SEGURADOS OBRIGATÓRIOS Os segurados obrigatórios, como o próprio nome diz, vinculam-se compulsoriamente à Previdência Social, por determinação da lei. Em regra, são segurados obrigatórios os que exercem atividade remunerada direta 9 ou indiretamente 10, efetiva ou eventual, com ou sem vínculo empregatício. Os segurados obrigatórios são divididos em 5 categorias: empregado, contribuinte individual, empregado doméstico, trabalhador avulso e segurado especial. Segurados Obrigatórios Empregado FACULTATIVOS Empregado Doméstico Trabalhador Avulso Segurado Especial 5 Art A previdência social será organizada sob a forma de regime geral, de caráter contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial, e atenderá, nos termos da lei, a: I - cobertura dos eventos de doença, invalidez, morte e idade avançada II - proteção à maternidade, especialmente à gestante; III - proteção ao trabalhador em situação de desemprego involuntário; IV - salário-família e auxílio-reclusão para os dependentes dos segurados de baixa renda; V - pensão por morte do segurado, homem ou mulher, ao cônjuge ou companheiro e dependentes, observado o disposto no 2º. 6 Exceto se a pessoa exerça atividade que gera filiação a determinado regime próprio de previdência. 7 O menor aprendiz é uma exceção, pois pode trabalhar a parir de 14 anos. Neste caso será segurado obrigatório. 8 Exceto se a pessoa exerça atividade que gera filiação a determinado regime próprio de previdência. Contribuinte Individual EMPREGADO Em linhas gerais, empregado é a pessoa física que presta serviço de natureza urbana ou rural à empresa ou a ela equiparada, em caráter não eventual, sob sua subordinação e mediante remuneração. A CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) considera empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário. Portanto os requisitos para ser considerado empregado são: - Pessoa Física implica que o serviço deve ser prestado com pessoalidade. - Natureza urbana ou rural a Constituição Federal igualou a condição de trabalhadores urbanos e rurais Caráter não eventual está relacionado com a continuidade e habitualidade da prestação de serviço. O 9 Por exemplo: empregados. 10 Por exemplo: padre, pastor. 11 Artigo 7º da Constituição Federal. Atualizada 01/09/2008 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 3

4 trabalhador empregado, segundo Nascimento, se fixa a uma fonte de trabalho. A fixação é jurídica 12 - Dependência ou subordinação subordinação diz respeito à dependência do trabalhador em face do empregador. O trabalhador não subordinado é considerado autônomo, e não empregado. Esta subordinação é uma conseqüência do próprio contrato de trabalho, no qual o empregado se sujeita às ordens do empregador. - Remuneração o empregado vende sua força de trabalho, através da prestação de serviços ao empregador, cuja contraprestação é o salário. Visto a definição de empregado, a primeira vista, parece fácil o enquadramento do segurado nesta categoria. Porém, existem situações especiais em que podem gerar dúvidas a respeito da classificação do trabalhador como empregado. E que, por sinal, são situações comumentes perguntadas pelos concursos públicos. Por esta razão, descreveremos todos estes casos em que pode gerar dúvidas e que estão previstos no Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n /99, a seguir: Art. 9º São segurados obrigatórios da previdência social as seguintes pessoas físicas: - como empregado: a) aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural a empresa, em caráter não eventual, sob sua subordinação e mediante remuneração, inclusive como diretor empregado. Esta é a definição geral de empregado, como visto acima. Como exemplo de empregado rural podemos citar o vaqueiro, o peão de boiadeiro que trabalha em uma fazenda. E, como exemplo de empregado urbano podemos citar o operário e a secretária de uma empresa. Na maioria das empresas, principalmente nas limitadas, os próprios sócios costumam ser diretores, neste caso, evidentemente, não serão considerados empregados (apesar disso, são contribuintes obrigatórios na categoria de contribuintes individuais, como veremos a diante). Entretanto, uma empresa pode ter diretor não-sócio, ou seja, diretor empregado, neste caso será, sim, considerado empregado. b) aquele que, contratado por empresa de trabalho temporário, por prazo não superior a três meses, prorrogável, presta serviço para atender a necessidade transitória de substituição de pessoal regular e permanente ou a acréscimo extraordinário de serviço de outras empresas, na forma da legislação própria Este é o caso de trabalho temporário, previsto pela Lei n /74. Conforme o artigo 2º da referida Lei: Trabalho temporário é aquele prestado por pessoa física a uma empresa, para atender a necessidade transitória de substituição de seu pessoal regular e permanente ou a acréscimo extraordinário de serviços. Este tipo de contratação não se confunde com contrato por prazo determinado 13, que é feito diretamente com o trabalhador. É que, o contrato temporário é prestado por uma empresa de locação de mão-de-obra temporária, urbana, cujo tomador é uma outra empresa que necessita de determinado tipo de serviço profissional, por prazo não superior a três meses, podendo ser prorrogado desde que o período total de sua duração não ultrapasse seis meses. Desta forma, o vínculo de emprego ocorre entre o trabalhador e a empresa de locação de mão-de-obra. Um exemplo de trabalhado temporário é a contratação de serviço de secretária para substituir outra de férias. É importante, também, frisar que não devemos confundir o empregado temporário com o trabalhador que presta serviço eventual, (como por exemplo: um pintor de paredes autônomo) e que é, neste caso, um contribuinte individual. c) o brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado no exterior, em sucursal ou agência de empresa constituída sob as leis brasileiras e que tenha sede e administração no País. Neste item inicia-se a citação de situações especiais que, talvez, suscitariam dúvidas quanto ao vínculo ou não do trabalhador com o RGPS, na qualidade de empregado. Imagine um trabalhador, brasileiro ou estrangeiro, que more e seja contratado aqui no Brasil por um banco constituído sob as leis brasileiras e que tenha sede e administração no país, por exemplo o Banco Bradesco, para trabalhar numa agência situada na Argentina, em Buenos Aires. Neste caso, será considerado empregado do citado banco, e, conseqüentemente, segurado obrigatório do RGPS brasileiro. Nota-se que esta regra faz sentido, pois não deixaria desamparado, perante a Previdência Social, o empregado que foi transferido para o exterior. A Emenda Constitucional 06/95 revogou o conceito de empresa nacional, previsto no artigo 171, inciso II da Constituição Federal, como sendo aquela constituída sob as leis brasileiras e que tenha sede e administração no País. Desta forma, em tese, esta alínea deveria ter sido revogada. No entanto, os concursos públicos ainda têm considerado esta definição. d) o brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado em empresa domiciliada no exterior com maioria do capital votante pertencente a empresa constituída sob as leis brasileiras, que tenha sede e administração no País e cujo controle efetivo esteja em caráter permanente sob a titularidade direta ou indireta de pessoas físicas domiciliadas e residentes no País ou de entidade de direito público interno. Esta alínea d segue o mesmo raciocínio da alínea anterior. A única diferença, neste caso, é quanto à titularidade da empresa situada no exterior. Por exemplo: imagine um banco A domiciliado na Argentina, sendo que este, não opera no Brasil. O banco A possui seu capital dividido em ações, de forma que possui vários sócios. O sócio majoritário, que detém a maioria do capital votante, é uma empresa B, constituída sob as leis brasileiras e com sede no Brasil. Por sua vez, esta empresa B, também, tem seu capital social dividido por ações, e cujo controle efetivo, ou seja, a maioria das ações com direito a voto, esteja em caráter permanente sob a titularidade direta ou indireta de pessoas físicas domiciliadas e residentes no País ou de entidade de direito público interno (por exemplo, um município). Desta forma, a 12 Amauri Mascaro Nascimento. Iniciação ao Direito do Trabalho. P Neste caso, o trabalhador também será considerado segurado obrigatório empregado. Entretanto, o vínculo de emprego se dá diretamente com a empresa contratante. 4 Atualizada 01/09/2008 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores

5 empresa B pertence a brasileiros e o banco A, indiretamente, também, pertence a brasileiros. Assim, a empresa B responderá perante ao fisco previdenciário, em virtude de vínculo estabelecido entre o banco argentino A e o empregado brasileiro ou estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar no referido banco situado na Argentina. Este conceito de empresa nacional de capital nacional, que estava previsto no artigo 171, inciso II, também, foi revogado pela Emenda Constitucional 06/95. Desta forma, em tese, também, esta alínea deveria ter sido revogada. No entanto, os concursos públicos ainda têm considerado esta definição. e) aquele que presta serviço no Brasil a missão diplomática ou a repartição consular de carreira estrangeira e a órgãos a elas subordinados, ou a membros dessas missões e repartições, excluídos o nãobrasileiro sem residência permanente no Brasil e o brasileiro amparado pela legislação previdenciária do país da respectiva missão diplomática ou repartição consular; A missão diplomática ou a repartição consular de carreira estrangeira gozam de certos privilégios, conforme normas internacionais. 14 Os locais das missões diplomáticas e consulares são invioláveis. Assim como, os arquivos, documentos, também, são invioláveis em qualquer circunstância e onde quer que se encontrem. Desta forma, estes locais comportam-se como se estivessem no próprio Estado estrangeiro, o que torna muito difícil qualquer tipo de fiscalização perante a administração tributária e de imposição de normas previdenciárias em face de missão diplomática ou a repartição consular de carreira estrangeira. Entretanto, não seria justo um trabalhador que presta serviço a estes órgãos, ficar desamparado de qualquer assistência previdenciária, se o respectivo Estado estrangeiro não o conceder. Neste caso, este trabalhador será considerado segurado obrigatório do RGPS brasileiro por exclusão, ou seja, desde que: não seja estrangeiro sem residência permanente no Brasil e, no caso de ser brasileiro, este não esteja amparado pela previdência do respectivo Estado estrangeiro. Assim, será considerado empregado, contribuinte obrigatório ao RGPS brasileiro. f) o brasileiro civil que trabalha para a União no exterior, em organismos oficiais internacionais dos quais o Brasil seja membro efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado, salvo se amparado por regime próprio de previdência social Neste caso ele será considerado empregado contribuinte obrigatório do RGPS por exclusão, ou seja, desde que não esteja amparado por regime próprio da previdência social. Não poderia ser servidor federal de cargo efetivo e nem militar, pois estes já estão amparados por regime próprio. Um exemplo, é o caso do servidor público, brasileiro civil, que trabalha para União, no exterior, na ONU, que é um organismo oficial internacional do qual o Brasil é membro efetivo, na condição acima explicada (desde que o brasileiro não seja amparado por regime próprio de previdência social). Neste caso, não importa onde ele é domiciliado ou onde foi contratado. É importante não confundir esta alínea, com a alínea d, inciso V, artigo 9º do Regulamento da Previdência Social 15, que trata do contribuinte individual e que não trabalha para União. No presente caso, o brasileiro trabalha para a União no exterior e não diretamente para os organismos oficiais internacionais em funcionamento no Brasil. g) o brasileiro civil que presta serviços à União no exterior, em repartições governamentais brasileiras, lá domiciliado e contratado, inclusive o auxiliar local de que trata a Lei nº 8.745, de 9 de dezembro de 1993, este desde que, em razão de proibição legal, não possa filiar-se ao sistema previdenciário local; Este é o típico exemplo de brasileiro civil que trabalha em consulado brasileiro no exterior. Isto ocorre na condição de que o brasileiro não possa filiar-se ao sistema previdenciário local, quando domiciliado e contratado no exterior. E se, na mesma condição, o mesmo fosse domiciliado e contratado no Brasil? Este, também seria, igualmente, considerado empregado. O Auxiliar Local, citado neste dispositivo e de que trata a Lei nº 8.745, de 9 de dezembro de 1993, está previsto na lei 7.501/86. O Auxiliar Local é o brasileiro ou o estrangeiro admitido para prestar serviços ou desempenhar atividades de apoio que exijam familiaridade com as condições de vida, os usos e os costumes do país onde esteja sediado o posto. Sabemos, como por exemplo, que nos países do Oriente Médio os costumes são diferentes dos nossos; daí a importância do Auxiliar Local para as repartições consulares brasileiras no estrangeiro, no sentido de habituar os servidores aos usos e costumes locais. Porém, os Auxiliares Locais são servidores temporários, de forma que, as relações trabalhistas e previdenciárias concernentes aos auxiliares locais serão regidas pela legislação vigente no país em que estiver sediada a repartição. Entretanto, serão segurados da previdência social brasileira, na qualidade de empregados, os auxiliares locais de nacionalidade brasileira que, em razão de proibição legal, não possam filiar-se ao sistema previdenciário do país de domicílio. Se o auxiliar local for de outra nacionalidade, mesmo não podendo filiarse à previdência do país de domicílio, este não será filiado ao RGPS brasileiro. h) o bolsista e o estagiário que prestam serviços a empresa, em desacordo com a Lei nº 6.494, de 7 de dezembro de 1977; A citada Lei nº 6.494, de 7 de dezembro de 1977 dispõe sobre os estágios de estudantes de estabelecimento de ensino superior e ensino profissionalizante do 2º Grau e Supletivo. O objetivo dos estágios é propiciar a complementação do ensino e da aprendizagem e ser planejados, executados, acompanhados e avaliados em conformidade com os currículos, programas e calendários escolares. O estágio não cria vínculo empregatício de qualquer natureza e o estagiário poderá receber bolsa, ou outra 15 O empregado de organismo oficial internacional ou 14 Convenção de 1961 trata do serviço diplomático e a estrangeiro em funcionamento no Brasil, salvo quando Convenção de 1963, do serviço consular. amparado por regime próprio de previdência social Atualizada 01/09/2008 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 5

6 forma de contraprestação que venha a ser acordada, devendo o estudante, em qualquer hipótese, estar segurado contra acidentes pessoais. Desta forma, também, não existe vínculo com a Previdência Social. Entretanto, sabemos que, infelizmente, o estágio, que deveria ser uma escola-prática para o estudante, acaba tornando-se uma fonte de mão-de-obra barata para o empregador, este praticamente livre de encargos sociais, desvirtuando-se totalmente esta figura tão importante, em prejuízo do trabalhador e do mercado de trabalho. Sendo assim o estágio feito em desacordo com a lei deverá ser considerado nulo e o estagiário considerado empregado para efeitos previdenciários e trabalhistas. Por exemplo: imagine um estudante de odontologia fazendo estágio como caixa de banco. Em verdade, este suposto estágio está sendo feito em desacordo com a Lei nº 6.494, de 7 de dezembro de 1977, ocorrendo uma relação de emprego. Em conseqüência, este estudante é considerado empregado, contribuinte obrigatório do RGPS, possuindo todos os direitos sociais e trabalhistas que assiste aos trabalhadores regidos pela CLT. i) o servidor da União, Estado, Distrito Federal ou Município, incluídas suas autarquias e fundações, ocupante, exclusivamente, de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração A Constituição Federal em seu artigo 40, parágrafo 13, diz que: Ao servidor ocupante, exclusivamente, de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração bem como de outro cargo temporário ou de emprego público, aplica-se o regime geral de previdência social. Assim, aquele que ocupar exclusivamente cargo em comissão estará vinculado ao RGPS. O servidor federal, ocupante exclusivamente de cargo em comissão, é considerado estatutário, conforme a Lei 8.112/90. Entretanto, ele será vinculado ao RGPS, conforme a Constituição Federal. Em verdade estabelece-se uma relação estatutária entre este servidor e a União, porém, não se aplicam ao referido servidor, apenas, as regras previdenciárias previstas na Lei 8.112/90. No caso de servidor que ocupe cargo de provimento efetivo e que se encontra vinculado a regime próprio de previdência, mas que acumule função comissionada, não haverá vinculação com o RGPS. j) o servidor do Estado, Distrito Federal ou Município, bem como o das respectivas autarquias e fundações, ocupante de cargo efetivo, desde que, nessa qualidade, não esteja amparado por regime próprio de previdência social Em regra, o servidor ocupante de cargo efetivo dos Estados, Municípios e Distrito Federal está amparado pelo regime próprio de previdência social. Entretanto, pode ocorrer de algum destes entes não possuírem regime próprio. Neste caso, seus servidores deverão ser vinculados ao RGPS. interesse público, nos termos do inciso IX do art. 37 da Constituição Federal A Lei que dispõe este tipo de contratação é a 8.745/93. O recrutamento do pessoal a ser contratado é feito mediante processo seletivo simplificado sujeito a ampla divulgação, inclusive através do Diário Oficial da União, prescindindo 16 de concurso público. Como exemplo, podemos citar o do servidor contratado temporariamente para aplicar inseticida no combate a surto de dengue. Como este servidor não é efetivo, não poderá ser amparado pelo regime próprio do ente contratante, e, conseqüentemente, deverá estar vinculado ao RGPS. m) o servidor da União, Estado, Distrito Federal ou Município, incluídas suas autarquias e fundações, ocupante de emprego público Empregos Públicos, segundo Mello, são núcleos de encargos de trabalho permanentes a serem preenchidos por agentes contratados para desempenhá-los, sob relação trabalhista. 17 A relação que se estabelece entre o servidor e a Administração Pública é regrada pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Por este motivo, tais servidores são chamados de empregados públicos. Um exemplo é o servidor concursado e contratado sob o regime celetista (CLT) na Agência Nacional do Petróleo. n) A alínea n do artigo 9º do RPS foi revogada pelo Decreto nº 3.265, de 29/11/99. o) o escrevente e o auxiliar contratados por titular de serviços notariais e de registro a partir de 21 de novembro de 1994, bem como aquele que optou pelo Regime Geral de Previdência Social, em conformidade com a Lei nº 8.935, de 18 de novembro de 1994 Esta alínea dispõe sobre os funcionários escreventes e auxiliares que trabalham em cartório. A Lei 8.935/94, Lei dos Cartórios, publicada no Diário Oficial da União em 21/11/1994, diz que os notários, oficiais de registro, escreventes e auxiliares são vinculados à previdência social, de âmbito federal, e têm assegurada a contagem recíproca de tempo de serviço em sistemas diversos. E que, ficam assegurados, aos notários, oficiais de registro, escreventes e auxiliares os direitos e vantagens previdenciários adquiridos até a data da publicação desta lei. Por isso, todo o escrevente e o auxiliar contratados por titular de serviços notariais e de registro a partir de 21 de novembro de 1994 é considerado empregado vinculado ao RGPS. E aqueles que não eram celetistas, a referida Lei permitiu sua opção por este regime trabalhista. p) o exercente de mandato eletivo federal, estadual ou municipal, desde que não vinculado a regime próprio de previdência social Mandato eletivo, como diz o próprio nome, é aquele exercido por pessoas eleitas. São os deputados federais, senadores, seus suplentes, governadores, deputados estaduais, prefeitos e vereadores. Estes estariam vinculados ao RGPS como empregados, desde que não vinculado a regime próprio de previdência social. l) o servidor contratado pela União, Estado, Distrito Federal ou Município, bem como pelas respectivas 16 Cuidado com esta palavra que muito cai em concurso autarquias e fundações, por tempo determinado, para público. Prescindível é ser desnecessário. atender a necessidade temporária de excepcional 17 Celso Antônio Bandeira de Mello. Curso de Direito Administrativo.p Atualizada 01/09/2008 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores

7 Por exemplo, um vendedor autônomo ou um empregado de uma empresa, ao se eleger vereador, deverá contribuir para o RGPS. Já, um Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil, como este já está vinculado a uma regime próprio, quando se eleger vereador, não contribuirá ao RGPS. Importante informar que através do Recurso Extraordinário PR, cujo relator foi o Min. Carlos Veloso, o STF declarou este dispositivo inconstitucional, pois não poderia uma lei ordinária criar figura nova de segurado obrigatório da previdência social, mas, somente por Lei Complementar, conforme artigo 195, parágrafo 4º da CF. Entretanto este Recurso Extraordinário é uma jurisprudência, e não, uma súmula com efeito vinculante. Para efeito de concurso público, a ESAF, na prova de Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil de 2005, considerou este conceito de segurado empregado como sendo correto. q) o empregado de organismo oficial internacional ou estrangeiro em funcionamento no Brasil, salvo quando coberto por regime próprio de previdência social. Da mesma forma, um empregado de organismo oficial internacional ou estrangeiro em funcionamento no Brasil, como por exemplo, da UNICEF, será vinculado ao RGPS se não for coberto por regime próprio de previdência social. A Instrução Normativa da Secretaria da Receita Previdenciária nr. 03 de 2005 elenca outras situações que enquadram o segurado na categoria de empregado e que não estão previstas no Decreto n /99, mas que, são cobradas em questões de concurso público. Listamos abaixo estas situações, previstas no art. 6 o da IN SRP 03/2005: - o menor aprendiz, com idade de quatorze a dezoito anos, sujeito à formação técnica-profissional metódica, sob a orientação de entidade qualificada, nos termos da Lei nº , de 2000; O menor aprendiz é o único caso em que há a possibilidade de filiação ao Regime Geral da Previdência Social com menos de 16 anos. - o empregado de conselho, de ordem ou de autarquia de fiscalização do exercício de atividade profissional; Como exemplo, podemos citar as pessoas que trabalham na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), CRC (Conselho Regional de Contabilidade). - o trabalhador contratado no exterior para trabalhar no Brasil em empresa constituída e funcionando em território nacional segundo as leis brasileiras, ainda que com salário estipulado em moeda estrangeira, salvo se amparado pela previdência social de seu país de origem, observado o disposto nos acordos internacionais porventura existentes; - o contratado por titular de serventia da justiça, sob o regime da legislação trabalhista, e qualquer pessoa que, habitualmente, lhe presta serviços remunerados, sob sua dependência, sem relação de emprego com o Estado; - o estagiário que presta serviços em desacordo com a Lei nº 6.494, de 1977, e o atleta não-profissional em formação contratado em desacordo com a Lei nº 9.615, de 1998, com as alterações da Lei nº , de 2003; - o médico ou o profissional da saúde, plantonista, independentemente da área de atuação, do local de permanência ou da forma de remuneração; - o treinador profissional de futebol, independentemente de acordos firmados, nos termos da Lei nº 8.650, de 1993; - o agente comunitário de saúde com vínculo direto com o poder público local EMPREGADO DOMÉSTICO Quando se fala de empregado doméstico, lembra-se logo da doméstica. Entretanto, considera-se empregado doméstico a pessoa física que presta serviço de natureza contínua, mediante remuneração, a pessoa ou família, no âmbito residencial desta, em atividade sem fins lucrativos 18. Pois então; uma cozinheira, um mordomo, um motorista, um caseiro, até um piloto de avião pode ser considerado contribuinte obrigatório do RGPS na qualidade de empregado doméstico? A resposta é sim, desde que se enquadre em todos os requisitos, quais sejam: - Pessoa Física o serviço deve ser prestado com pessoalidade, não podendo ser substituído por outra pessoa. E o serviço não pode ser prestado por uma empresa. - Serviço de natureza contínua o empregado doméstico cumpre uma carga horária em determinados dias estabelecidos no contrato de trabalho (mesmo que este contrato seja verbal). Ao contrário da diarista que presta um serviço eventual. - Mediante remuneração há o pagamento do salário, não é gratuito. - A pessoa ou família há uma relação de trabalho e subordinação do empregado doméstico com uma família ou uma pessoa física. Se a relação de trabalho for com pessoa jurídica, não poderá ser considerado empregado doméstico, mas sim, empregado comum. - No âmbito residencial da família o serviço não pode ser prestado em estabelecimento de pessoa jurídica. Somente pode ser prestado na residência de família ou de pessoa física. E, residência pode ser entendida como sendo tanto a parte interna como a externa (jardim, piscina), e, também, a casa de praia, o sítio, etc, desde que não haja fins lucrativos. - Em atividade sem fins lucrativos qualquer tipo de atividade lucrativa já descaracteriza a condição de empregado doméstico. Imagine uma dona de casa que resolve fazer bolo para vender com o auxílio da, suposta, empregada doméstica. Neste instante, a empregada doméstica passa a ser empregada e a dona de casa passa a ser contribuinte individual empresária. Não será considerado empregado doméstico se este prestar serviço, nas condições acima elencadas, mas, para o próprio cônjuge ou companheiro, para pais ou para filhos TRABALHADOR AVULSO - o médico-residente que presta serviços em desacordo com a Lei n 6.932, de 1981, na redação dada pela Lei n , de 2002; 18 Conforme artigo 11, inciso II da Lei 8.213/92. Atualizada 01/09/2008 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 7

8 O Trabalhador Avulso, segundo art. 9º, inciso VI do RPS, é definido como: aquele que, sindicalizado ou não, presta serviço de natureza urbana ou rural, a diversas empresas, sem vínculo empregatício, com a intermediação obrigatória do órgão gestor de mão-de-obra, nos termos da Lei nº 8.630, de 25 de fevereiro de 1993, ou do sindicato da categoria. Um clássico exemplo desta categoria é o trabalhador que trabalha no porto como estivador. O que ocorre quando o navio chega ao porto e precisa ser descarregado? Em regra, existe o operador portuário que realiza o serviço de descarga. Entretanto, o operador portuário necessita de mão-de-obra. Nesta situação o operador portuário será tomador de serviço do trabalhador avulso, arregimentado pelo órgão gestor de mão-de-obra, que é um intermediário entre o tomador e o trabalhador avulso. Portanto, aí está a característica chave que tipifica e distingue o trabalhador avulso dos outros, que é a intermediação obrigatória do órgão gestor de mão-deobra (OGMO) ou do sindicato da categoria. Deve haver sempre esta triangulação: Trabalhador Avulso --- OGMO ou Sindicato ---- Tomador do Serviço empresas para as quais prestam serviço. Conforme Martins: O sindicato ou OGMO apenas arregimentam a mão-de-obra e pagam os prestadores de serviço, de acordo com o valor recebido das empresas, que é rateado entre os que prestaram serviço. Não há poder de direção do sindicato ou do órgão gestor de mão-de-obra sobre o avulso, nem subordinação deste com aqueles. 19 Ser sindicalizado não é condição para ser trabalhador avulso. É lógico que na hora da escolha, o sindicato poderá dar preferência para os seus, mas isto não é condição indispensável para a prestação do trabalho avulso. Quanto à natureza da prestação de serviço, poderá ser tanto urbana como rural. De certo que o trabalho portuário é o exemplo mais típico, mas o trabalhador rural que presta serviço a uma fazenda, mediante intermediação do sindicato, de carga e descarga de produto agropecuário, também, inclui-se nesta categoria de trabalhador avulso. Resumindo, segundo Martins, são características do trabalhador avulso: a) a liberdade na prestação de serviços, pois não tem vínculo nem com o sindicato, muito menos com as empresas tomadoras de serviço; b) a possibilidade da prestação de serviços a mais de uma empresa, como na prática ocorre; c) o órgão sindical é que faz a intermediação da mão-deobra, colocando os trabalhadores onde é o serviço necessário, cobrando posteriormente um valor pelos serviços prestados, já incluindo os direitos trabalhistas e os encargos previdenciários e fiscais, e fazendo o rateio entre as pessoas que participam da prestação de serviços; d) o curto período de tempo em que o serviço é prestado ao beneficiário. 20 Trabalhador Avulso Órgão Gestor de Mãode-Obra ou Sindicato (Intermediário) Consideram-se trabalhadores avulsos: a) o trabalhador que exerce atividade portuária de capatazia, estiva, conferência e conserto de carga, vigilância de embarcação e bloco; b) o trabalhador de estiva de mercadorias de qualquer natureza, inclusive carvão e minério; c) o trabalhador em alvarenga (embarcação para carga e descarga de navios); d) o amarrador de embarcação; Tomador do Serviço e) o ensacador de café, cacau, sal e similares; f ) o trabalhador na indústria de extração de sal; g) o carregador de bagagem em porto; h) o prático de barra em porto; É importante destacar que o trabalhador avulso nada tem a ver com o autônomo, nem com o eventual, ou com o temporário e nem com o empregado. Isto ocorre devida à peculiaridade apresentada que é a intermediação da mão-de-obra por OGMO ou Sindicato da Categoria. E, somado a isto, a característica de não haver vínculo empregatício. Sendo assim, não há subordinação deste trabalhador nem ao sindicato, nem ao OGMO e nem às i ) o guindasteiro; e j) o classificador, o movimentador e o empacotador de mercadorias em portos Sergio Pinto Martins. Direito da Seguridade Social.p Sergio Pinto Martins. Direito da Seguridade Social.p Regulamento da Previdência Social, artigo 9º, inciso VI. 8 Atualizada 01/09/2008 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores

9 Ainda, o parágrafo 7º, do artigo 9º do Regulamento da Previdência Social, conceitua como: I - capatazia - a atividade de movimentação de mercadorias nas instalações de uso público, compreendendo o recebimento, conferência, transporte interno, abertura de volumes para conferência aduaneira, manipulação, arrumação e entrega, bem como o carregamento e descarga de embarcações, quando efetuados por aparelhamento portuário; II - estiva - a atividade de movimentação de mercadorias nos conveses ou nos porões das embarcações principais ou auxiliares, incluindo transbordo, arrumação, peação e despeação, bem como o carregamento e a descarga das mesmas, quando realizados com equipamentos de bordo; III - conferência de carga - a contagem de volumes, anotação de suas características, procedência ou destino, verificação do estado das mercadorias, assistência à pesagem, conferência do manifesto e demais serviços correlatos, nas operações de carregamento e descarga de embarcações; IV - conserto de carga - o reparo e a restauração das embalagens de mercadoria, nas operações de carregamento e descarga de embarcações, reembalagem, marcação, remarcação, carimbagem, etiquetagem, abertura de volumes para vistoria e posterior recomposição; V - vigilância de embarcações - a atividade de fiscalização da entrada e saída de pessoas a bordo das embarcações atracadas ou fundeadas ao largo, bem como da movimentação de mercadorias nos portalós, rampas, porões, conveses, plataformas e em outros locais da embarcação; e VI - bloco - a atividade de limpeza e conservação de embarcações mercantes e de seus tanques, incluindo batimento de ferrugem, pintura, reparo de pequena monta e serviços correlatos. Desta forma estudamos as características do trabalhador avulso, bem como aprendemos diferenciá-los dos demais trabalhadores, o que será de importância para a compreensão dos capítulos que se seguirão. caso não se estabelecesse esta modalidade de segurado. É importante, também, lembrar que segurado especial nada tem a ver com aposentadoria especial, a qual estudaremos em benefícios. Pelo contrário, por pagar pouco, a aposentadoria do segurado especial não será nada especial, e, sim, terá um valor de um salário mínimo. Este segurado é o único o qual a Constituição Federal prevê expressamente, em seu artigo 195, parágrafo 8º : O produtor, o parceiro, o meeiro e o arrendatário rurais e o pescador artesanal, bem como os respectivos cônjuges, que exerçam suas atividades em regime de economia familiar, sem empregados permanentes, contribuirão para a seguridade social mediante a aplicação de uma alíquota sobre o resultado da comercialização da produção e farão jus aos benefícios nos termos da lei. A Lei 8.212/91, alterada pela Lei /08, conceitua o segurado especial, em seu artigo 12, inciso VII, como: A pessoa física residente no imóvel rural ou em aglomerado urbano ou rural próximo a ele que, individualmente ou em regime de economia familiar, ainda que com o auxílio eventual de terceiros a título de mútua colaboração, na condição de: a) produtor, seja proprietário, usufrutuário, possuidor, assentado, parceiro ou meeiro outorgados, comodatário ou arrendatário rurais, que explore atividade: 1. agropecuária em área de até 4 (quatro) módulos fiscais 22 ; ou 2. de seringueiro ou extrativista vegetal que exerça atividades de extrativismo e faça dessas atividades o principal meio de vida. Conforme inciso XII do caput do art. 2 o da Lei n o 9.985, de 18 de julho de 2000, extrativismo é o sistema de exploração baseado na coleta e extração, de modo sustentável, de recursos naturais renováveis. b) pescador artesanal ou a este assemelhado, que faça da pesca profissão habitual ou principal meio de vida; e c) cônjuge ou companheiro, bem como filho maior de 16 (dezesseis) anos de idade ou a este equiparado, do segurado de que tratam as letras a e b acima, que, comprovadamente, trabalhem com o grupo familiar respectivo. É considerado: - produtor rural é o proprietário ou aquele que detém a posse da terra, desenvolvendo atividade agropecuária SEGURADO ESPECIAL - parceiro rural é aquele que divide os lucros de sua produção com o proprietário do imóvel na proporção estipulada em contrato. Este tipo de segurado tem algo de especial. Ele é denominado segurado especial, pois em seu recolhimento utiliza-se uma base de cálculo diferenciada, que é sobre o resultado da comercialização de sua O termo módulo fiscal foi criado pelo Estatuto da Terra produção rural ou pesqueira, conforme o caso. Como (Lei nº 4.504/1964), em seu artigo 50, que cuida do cálculo exemplo de segurado especial, podemos citar o pescador do ITR (imposto territorial rural). Módulo fiscal é, portanto, artesanal que sai a pescar com sua canoinha, e aquele uma forma de catalogação econômica dos imóveis rurais, pequeno produtor rural que tem sua rocinha e vende variando com base em indicadores econômicos e de aquilo que produz, numa economia quase de produtividade de cada região e indicadores específicos de subsistência. São pessoas, em regra, hipossuficientes e cada imóvel. Por exemplo, na região Norte, um módulo sujeitas às sazonalidades das colheitas e das épocas de pesca, que dificilmente conseguiriam pagar com fiscal varia de 50 a 100 hectares; no Nordeste, de 15 a 90 regularidade o valor das contribuições previdenciárias hectares; no Centro-Oeste, de 5 a 110 hectares; na região Sul, de 5 a 40 hectares; e na Sudeste, de 5 a 70 hectares. Atualizada 01/09/2008 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 9

10 - meeiro rural é aquele que divide, com o proprietário, os rendimentos obtidos com sua produção. Segundo Martins, a diferença entre parceiro e meeiro é que o primeiro aufere lucros e o segundo rendimentos, dividindo-os com o proprietário da terra. Rendimento tem acepção mais ampla que lucro, que é o resultado positivo obtido no exercício. O rendimento envolve não o lucro, mas tudo o que foi recebido arrendatário rural é aquele que paga um aluguel (valor fixo) pelo imóvel rural, para aí desenvolver suas atividades agropecuárias. - pescador artesanal - é aquele que, individualmente ou em regime de economia familiar, faz da pesca sua profissão habitual ou meio principal de vida, desde que: não utilize embarcação; ou utilize embarcação de até seis toneladas de arqueação bruta, ainda que com auxílio de parceiro; ou na condição, exclusivamente, de parceiro outorgado, utilize embarcação de até dez toneladas de arqueação bruta. Entende-se por tonelagem de arqueação bruta a expressão da capacidade total da embarcação constante da respectiva certificação fornecida pelo órgão competente. A legislação entende como regime de economia familiar a atividade em que o trabalho dos membros da família é indispensável à própria subsistência e ao desenvolvimento socioeconômico do núcleo familiar e é exercido em condições de mútua dependência e colaboração, sem a utilização de empregados permanentes. Para serem considerados segurados especiais, o cônjuge ou companheiro e os filhos maiores de 16 (dezesseis) anos ou os a estes equiparados deverão ter participação ativa nas atividades rurais do grupo familiar. O grupo familiar poderá utilizar-se de empregados contratados por prazo determinado ou trabalhador contribuinte individual, em épocas de safra, à razão de no máximo 120 (cento e vinte) pessoas/dia no ano civil, em períodos corridos ou intercalados ou, ainda, por tempo equivalente em horas de trabalho. 24 A interpretação que se dá a este dispositivo legal é que pode ser contratado trabalhador, mas no máximo por 120 dias por ano. Os componentes do grupo familiar que trabalhem junto à atividade produtiva, também são segurados especiais. São eles: - o cônjuge ou companheiro - o filho maior de 16 anos, ou equiparado a filho maior de 16 anos. Por exemplo, imagine que naquela pequena propriedade rural trabalham juntos, em regime de economia familiar, sem empregados: o marido, a mulher, um filho de 25 anos, uma filha de 16 anos e um filho caçula de 15 anos. Serão segurados especiais todos, menos o filho caçula de 15 anos. Agora, imagine que nesta família, um deles comece a trabalhar como empregado em uma empresa. Nesta 23 Sergio Pinto Martins. Direito da Seguridade Social.p Art. 12, parágrafo 8 o da Lei 8.212/ Atualizada 01/09/2008 situação ele, e somente ele, perderá a qualidade de segurado especial, pois possui outra fonte de renda. Em regra, não se considera segurado especial o membro do grupo familiar que possui outra fonte de rendimento. Entretanto, há algumas exceções a esta regra. A Lei /08 inovou o assunto segurado especial, trazendo exceções, pelo qual este tipo de segurado continuará sendo especial, conforme veremos abaixo. A - Não descaracteriza a condição de segurado especial: I a outorga, por meio de contrato escrito de parceria, meação ou comodato, de até 50% (cinqüenta por cento) de imóvel rural cuja área total não seja superior a 4 (quatro) módulos fiscais, desde que outorgante e outorgado continuem a exercer a respectiva atividade, individualmente ou em regime de economia familiar; II a exploração da atividade turística da propriedade rural, inclusive com hospedagem, por não mais de 120 (cento e vinte) dias ao ano; III a participação em plano de previdência complementar instituído por entidade classista a que seja associado, em razão da condição de trabalhador rural ou de produtor rural em regime de economia familiar; IV ser beneficiário ou fazer parte de grupo familiar que tem algum componente que seja beneficiário de programa assistencial oficial de governo; V a utilização pelo próprio grupo familiar, na exploração da atividade, de processo de beneficiamento ou industrialização artesanal 25 ; e VI a associação em cooperativa agropecuária. B - Não é segurado especial o membro de grupo familiar que possuir outra fonte de rendimento, exceto se decorrente de: I benefício de pensão por morte, auxílio-acidente ou auxílio-reclusão, cujo valor não supere o do menor benefício de prestação continuada da Previdência Social; II benefício previdenciário pela participação em plano de previdência complementar; III exercício de atividade remunerada em período de entressafra ou do defeso, não superior a 120 (cento e vinte) dias, corridos ou intercalados, no ano civil; IV exercício de mandato eletivo de dirigente sindical de organização da categoria de trabalhadores rurais; V exercício de mandato de vereador do município onde desenvolve a atividade rural, ou de dirigente de cooperativa rural constituída exclusivamente por segurados especiais; VI parceria ou meação outorgada na forma e condições estabelecidas no inciso I do item A acima; VII atividade artesanal desenvolvida com matériaprima produzida pelo respectivo grupo familiar, podendo ser utilizada matéria-prima de outra origem, desde que a renda mensal obtida na atividade não exceda ao menor benefício de prestação continuada da Previdência Social; e VIII atividade artística, desde que em valor mensal inferior ao menor benefício de prestação continuada da Previdência Social. C. O segurado especial fica excluído dessa categoria 26 : 25 Considera-se processo de beneficiamento ou industrialização artesanal aquele realizado diretamente pelo próprio produtor rural pessoa física, desde que não esteja sujeito à incidência do Imposto Sobre Produtos Industrializados IPI. 26 Art. 12, 11 da Lei 8.212/91, incluído pela Lei /08. Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores

11 I a contar do primeiro dia do mês em que: a) deixar de satisfazer as condições estabelecidas pela legislação previdenciária, sem prejuízo da manutenção da qualidade do segurado, como disposto no art. 15 da Lei n o 8.213/1991, ou exceder os 50% da outorga, por meio de contrato escrito de parceria, meação ou comodato de imóvel rural cuja área total não seja superior a 4 (quatro) módulos fiscais, como tratado no item I da letra A acima. b) se enquadrar em qualquer outra categoria de segurado obrigatório do Regime Geral de Previdência Social, ressalvado os casos permitidos pela legislação previdenciária, dispostos no nos itens III, V, VII e VIII da letra B acima; e c) se tornar segurado obrigatório de outro regime previdenciário; II a contar do primeiro dia do mês subseqüente ao da ocorrência, quando o grupo familiar a que pertence exceder o limite de: a) utilização de trabalhadores, à razão de no máximo 120 (cento e vinte) pessoas/dia no ano civil; b) 120 dias em atividade remunerada em período de entressafra ou do defeso conforme estabelecido acima no item III da letra B, acima ; e c) 120 dias de hospedagem a que se refere o item II da letra A, acima CONTRIBUINTE INDIVIDUAL Quando se fala de Contribuinte Individual, lembra-se logo de profissionais autônomos, como o médico, o advogado, o dentista; o que está certo. Porém, existe uma grande lista dos que são considerados contribuintes individuais. São pessoas, basicamente, de 3 categorias diferentes: empresário, autônomo e equiparado a autônomo. A Lei 9.876/99 transformou estas 3 categorias em apenas Contribuinte Individual. Como já estudamos todas outras 4 espécies de contribuintes obrigatórios (empregado, empregado doméstico, trabalhador avulso, segurado especial), em regra, aqueles que não estiverem enquadrados dentre estas 4 categorias, será contribuinte individual. Segundo Ibrahim: Embora a conceituação pela negativa não seja recomendável, não há como escapar, quando da análise deste segurado. Assim, todo trabalhador excluído das demais categorias de segurado obrigatório será contribuinte individual. 27 Como exemplo, você pode lembrar do segurado especial, visto anteriormente, que, no caso do pescador artesanal, um dos requisitos, para ser considerado segurado especial, era que utilize embarcação de até seis toneladas de arqueação bruta, ainda que com auxílio de parceiro; ou na condição, exclusivamente, de parceiro outorgado, utilize embarcação de até dez toneladas de arqueação bruta. E se a embarcação for maior e ultrapassar estas medidas? Usando-se um raciocínio lógico, não será segurado especial, e, por exclusão, será, conseqüentemente, contribuinte individual, como veremos em um dos itens a seguir. Passaremos, agora, a enumerar os contribuintes individuais conforme o artigo 9º, inciso V do RPS. - São segurados obrigatórios da previdência social como CONTRIBUINTE INDIVIDUAL: a) a pessoa física, proprietária ou não, que explora atividade agropecuária, a qualquer título, em caráter permanente ou temporário, em área superior a 4 (quatro) módulos fiscais; ou, quando em área igual ou inferior a 4 (quatro) módulos fiscais ou atividade pesqueira, com auxílio de empregados ou por intermédio de prepostos 28 ; Este é o exemplo de produtor rural pessoa física. Observe que, em regra, quando o segurado especial é excluído desta categoria, tornar-se-á contribuinte individual. b) A pessoa física, proprietária ou não, que explora atividade de extração mineral - garimpo -, em caráter permanente ou temporário, diretamente ou por intermédio de prepostos, com ou sem o auxílio de empregados, utilizados a qualquer título, ainda que de forma não contínua. O garimpeiro, pessoa física, com ou sem empregado será contribuinte individual. Importante notar que, neste caso, é irrelevante o fato de possuir ou não empregados, ao contrário do produtor rural. c) O ministro de confissão religiosa e o membro de instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa. A Constituição Federal assegura o livre exercício dos cultos religiosos. Desta forma, serão contribuintes individuais: padre, sacerdote, pastor, ou quaisquer assemelhados. d) O brasileiro civil que trabalha no exterior para organismo oficial internacional do qual o Brasil é membro efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado, salvo quando coberto por regime próprio de previdência social. Neste caso, o brasileiro civil trabalha no exterior diretamente para organismo oficial internacional do qual o Brasil é membro efetivo, como por exemplo a ONU, e desde que não esteja coberto por regime próprio de previdência social, será contribuinte individual. É importante lembrar que, se o brasileiro trabalha para a União, no exterior, neste mesmo organismo oficial internacional do qual o Brasil é membro efetivo e desde que não esteja coberto por regime próprio de previdência social, conforme visto no item f, ele será considerado empregado e não contribuinte individual. Atente que nesta situação, trabalhando para União ele será empregado e trabalhando diretamente para organismo oficial internacional do qual o Brasil é membro efetivo ele será contribuinte individual. e) O titular de firma individual urbana ou rural. Firma individual, como a própria denominação sugere, é empresa de propriedade de uma só pessoa, geralmente de 28 Também será contribuinte individual, nas hipóteses em que o segurado especial que fica excluído desta categoria, conforme 10 e 11, do artigo 12, da Lei 8.212/91. Esta alínea recebeu nova redação dada pela Lei nº 27 Fábio Zambitte Ibrahim. Curso de Direito Previdenciário.p , de Atualizada 01/09/2008 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 11

12 pequeno porte, segundo o Direito Comercial. A firma assume o nome do proprietário. Em geral, dedicam-se a negócios rudimentares e marginais, muitas vezes ambulantes, como por exemplo: sacoleiros, pasteleiros em feiras públicas, cozinheiros de doces para restaurantes. f) O diretor não empregado e o membro de conselho de administração na sociedade anônima. Diretor não empregado é a pessoa eleita em Assembléia Geral para compor a diretoria de uma sociedade anônima, na qual exerce o cargo de comando geral da empresa, sem a relação de emprego. O conselho de administração é um órgão de uma empresa sociedade anônima, de caráter deliberativo, com vistas a agilizar a tomada de decisões de interesse da companhia. É composto de, no mínimo, três membros eleitos pela Assembléia Geral. Desta forma, seus membros serão considerados contribuintes individuais. g) Todos os sócios, nas sociedades em nome coletivo e de capital e indústria. Estas espécies de sociedade estão em desuso, tendo em vista sua pouquíssima presença no quadro econômico brasileiro. A sociedade em nome coletivo é formada apenas por pessoas físicas, as quais respondem ilimitadamente e solidariamente pelas obrigações sociais. Cada sócio será contribuinte individual. Já a sociedade de capital e indústria é composta de dois tipos distintos de sócios: o de capital, que entra na sociedade com o dinheiro, e cuja responsabilidade é solidária; e o de indústria, que entra na sociedade apenas com seu trabalho, não tendo responsabilidade pela sociedade. h) O sócio gerente e o sócio cotista que recebam remuneração decorrente de seu trabalho e o administrador não empregado na sociedade por cotas de responsabilidade limitada, urbana ou rural. Estas pessoas exercem atividade de trabalho na empresa, porém, sem vínculo empregatício, haja vista que estes são sócios, donos da empresa. Assim sendo, serão considerados contribuintes individuais. Importante frisar que o simples fato de uma pessoa ser sócio acionista ou cotista, não lhe dá a característica de segurado obrigatório, mesmo recebendo participação no lucro da sociedade, que não corresponde a uma contraprestação pelo trabalho, mas sim, pelo capital empenhado. Portanto, o que concede a característica de segurado obrigatório, neste caso, é trabalho, a prestação de serviço. i) O associado eleito para cargo de direção em cooperativa, associação ou entidade de qualquer natureza ou finalidade, bem como o síndico ou administrador eleito para exercer atividade de direção condominial, desde que recebam remuneração. contribuinte individual. Ou seja, neste caso, a isenção da taxa condominial é considerada remuneração. j) Quem presta serviço de natureza urbana ou rural, em caráter eventual, a uma ou mais empresas, sem relação de emprego. Esta alínea j abrange um grande leque de trabalhadores ditos autônomos que prestam serviços a uma ou mais empresas sem vínculo empregatício, em caráter eventual; como por exemplo: o eletricista que vai trocar uma instalação elétrica de uma empresa; o advogado, profissional liberal, que defende a empresa em uma causa trabalhista. O artigo 9º, parágrafo 15 do RPS, posto logo a seguir no item l, traz um quadro exemplificativo deste tipo de profissional. l) A pessoa física que exerce, por conta própria, atividade econômica de natureza urbana, com fins lucrativos ou não. Neste caso, o mesmo trabalhador autônomo, citado no item anterior j, pode prestar serviços a pessoas físicas. Como por exemplo, um eletricista que troca a instalação elétrica de uma residência. A seguir, veremos a relação exemplificativa de contribuinte individual, classificado como trabalhador autônomo, conforme o parágrafo 15, do artigo 9º, do RPS: I - o condutor autônomo de veículo rodoviário, assim considerado aquele que exerce atividade profissional sem vínculo empregatício, quando proprietário, co-proprietário ou promitente comprador de um só veículo; (exemplo: fretista de caminhão, motoboy, taxista) II - aquele que exerce atividade de auxiliar de condutor autônomo de veículo rodoviário, em automóvel cedido em regime de colaboração, nos termos da Lei nº 6.094, de 30 de agosto de 1974; (exemplo: o proprietário de táxi cede em regime de colaboração, seu táxi para outro motorista. Este será considerado, também, contribuinte individual.) III - aquele que, pessoalmente, por conta própria e a seu risco, exerce pequena atividade comercial em via pública ou de porta em porta, como comerciante ambulante, nos termos da Lei nº 6.586, de 6 de novembro de 1978; (Exemplo: vendedor de pipoca) IV - o trabalhador associado a cooperativa que, nessa qualidade, presta serviços a terceiros; (O trabalhador associado não tem relação de emprego nem com a cooperativa e muito menos, com o tomador de serviços. Desta forma os cooperados serão contribuintes individuais) V - o membro de conselho fiscal de sociedade por ações; VI - aquele que presta serviço de natureza não contínua, por conta própria, a pessoa ou família, no âmbito residencial desta, sem fins lucrativos; (Exemplo: faxineira diarista) VII - o notário ou tabelião e o oficial de registros ou registrador, titular de cartório, que detêm a delegação do exercício da atividade notarial e de registro, não remunerados pelos cofres públicos, admitidos a partir de 21 de novembro de 1994; (São os casos dos cartorários sem regime próprio de previdência) Analogicamente ao item anterior, o associado que exerça cargo de direção remunerado, mesmo que em entidade VIII - aquele que, na condição de pequeno feirante, compra beneficente sem fins lucrativos (entidade de qualquer para revenda produtos hortifrutigranjeiros ou assemelhados; natureza ou finalidade), será segurado obrigatório contribuinte individual. IX - a pessoa física que edifica obra de construção civil; (Exemplo: construtor civil, pessoa física, que constrói e Cabe salientar que o síndico de condomínio se receber vende imóveis). remuneração, mesmo que indireta, como a dispensa de pagamento da taxa condominial, será, também, 12 Atualizada 01/09/2008 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores

13 X - o médico residente de que trata a Lei nº 6.932, de 7 de julho de 1981; A residência médica constitui modalidade de ensino de pós-graduação, sob a forma de curso de especialização funcionando sob a responsabilidade de instituições de saúde. XI - o pescador que trabalha em regime de parceria, meação ou arrendamento, em embarcação com mais de seis toneladas de arqueação bruta, ressalvado o disposto no inciso III do 14; Em embarcação maior que seis toneladas de arqueação bruta, o pescador será considerado contribuinte individual, e não, como visto anteriormente, segurado especial. XII - o incorporador de que trata o art. 29 da Lei nº 4.591, de 16 de dezembro de Segue abaixo o referido artigo da Lei 4591/64: Art. 29. Considera-se incorporador a pessoa física ou jurídica, comerciante ou não, que embora não efetuando a construção, compromisse ou efetive a venda de frações ideais de terreno objetivando a vinculação de tais frações a unidades autônomas, em edificações a serem construídas ou em construção sob regime condominial, ou que meramente aceite propostas para efetivação de tais transações, coordenando e levando a termo a incorporação e responsabilizando-se, conforme o caso, pela entrega, a certo prazo, preço e determinadas condições, das obras concluídas. A incorporação imobiliária é a atividade exercida com o intuito de promover e realizar a construção, para alienação total ou parcial, de edificações ou conjunto de edificações compostas de unidades autônomas. Desta forma, o incorporador pessoa física será contribuinte individual. XIII - o bolsista da Fundação Habitacional do Exército contratado em conformidade com a Lei nº 6.855, de 18 de novembro de 1980; Em regra, bolsistas não são considerados segurados obrigatórios. Entretanto, no caso de bolsistas da Fundação Habitacional do Exército contratados em conformidade com a Lei 6855/80, serão segurados obrigatórios, contribuintes individuais. XIV - o árbitro e seus auxiliares que atuam em conformidade com a Lei nº 9.615, de 24 de março de Exemplo: árbitros e bandeirinhas de jogos desportivos. XV - o membro de conselho tutelar de que trata o art. 132 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, quando remunerado; Membro de conselho tutelar será contribuinte individual, somente quando remunerado. XVI - o interventor, o liquidante, o administrador especial e o diretor fiscal de instituição financeira de que trata o 6º do art arrendamento mercantil, cooperativa de crédito, empresa de seguros privados e de capitalização, agente autônomo de seguros privados e de crédito e entidade de previdência privada, aberta e fechada. O interventor, o liquidante, o administrador especial e o diretor fiscal destas instituições financeiras são considerados contribuintes individuais, pois, não há, nestes casos, relação de emprego. m) O aposentado de qualquer regime previdenciário nomeado magistrado classista temporário da Justiça do Trabalho, na forma dos incisos II do 1º do art. 111 ou III do art. 115 ou do parágrafo único do art. 116 da Constituição Federal, ou nomeado magistrado da Justiça Eleitoral, na forma dos incisos II do art. 119 ou III do 1º do art. 120 da Constituição Federal. Há tempos atrás, na Justiça do Trabalho, havia a possibilidade de nomeação de juiz, sem concurso público, denominado magistrado classista. Atualmente, com a Emenda Constitucional 24/99, revogou-se a possibilidade deste tipo de nomeação. Entretanto, os integrantes do cargo de magistrado classista tiveram seus direitos assegurados até o término do mandato. Já, quanto à Justiça Eleitoral; o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) terão magistrados nomeados pelo Presidente da República. O importante é saber que se o magistrado classista da justiça do trabalho ou o magistrado do TSE ou do TRE nomeado pelo Presidente da República, já estiverem aposentados por qualquer regime previdenciário, serão, então, segurados obrigatórios, contribuintes individuais. Já, se estes não estiverem aposentados, não serão enquadrados como contribuintes individuais, pois manterão o mesmo enquadramento no regime de previdência de antes da posse do cargo. n) O cooperado de cooperativa de produção que, nesta condição, presta serviço à sociedade cooperativa mediante remuneração ajustada ao trabalho executado. Cooperativa de produção, espécie de cooperativa, é a sociedade que, por qualquer forma, detém os meios de produção e seus associados contribuem com serviços laborativos ou profissionais para a produção em comum de bens ou serviços. Desta forma não há relação de emprego entre o cooperado e a cooperativa. O cooperado é apenas um associado e, sendo assim, será considerado como contribuinte individual. o) O segurado recolhido à prisão sob regime fechado ou semi-aberto, que, nesta condição, preste serviço, dentro ou fora da unidade penal, a uma ou mais empresas, com ou sem intermediação da organização carcerária ou entidade afim, ou que exerce atividade artesanal por conta própria. Há um interesse do Estado e do próprio detento, que este trabalhe, no sentido de reintegrá-lo à sociedade. O trabalho exercido pelo detento pode ser feito dentro ou fora da unidade penal, a uma ou mais empresas, ou mesmo através de atividade artesanal por conta própria. Nesta condição, será considerado contribuinte individual. p) A pessoa física contratada por partido político ou por candidato a cargo eletivo, para, mediante remuneração, prestar serviços em campanhas eleitorais, em razão do disposto no art. 100 da Lei nº 9.504, de Estas instituições financeiras podem ser banco comercial, banco de investimento, banco de desenvolvimento, caixa econômica, sociedade de crédito, financiamento e investimento, sociedade de crédito imobiliário, inclusive associação de poupança e empréstimo, sociedade 4.2. SEGURADOS FACULTATIVOS corretora, distribuidora de títulos e valores mobiliários, Os segurados facultativos, como diz a própria denominação, inclusive bolsa de mercadorias e de valores, empresa de contribuem voluntariamente para o Regime Geral da Atualizada 01/09/2008 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 13

14 Previdência Social. Este tipo de segurado vem a atender ao princípio da universalidade de participação no RGPS. Ou seja, é importante que todos tenham acesso ao RGPS, mesmo as pessoas não enquadradas como segurados obrigatórios, mas, que queiram estar protegidas pela Previdência Social em caso de necessidade ou almejando sua futura aposentadoria. É segurado facultativo o maior de dezesseis anos de idade que se filiar ao Regime Geral de Previdência Social, mediante contribuição, prevista na legislação, desde que não esteja exercendo atividade remunerada que o enquadre como segurado obrigatório da previdência social. Sendo assim, todas as pessoas que não exerçam atividade remunerada, como estudantes, donas-de-casa, desempregados, mas que desejam participar do RGPS, podem fazê-lo como segurado facultativo. É importante salientar que é vedada a filiação ao Regime Geral de Previdência Social, na qualidade de segurado facultativo, de pessoa participante de regime próprio de previdência social. Desta forma, o servidor público de cargo efetivo filiado ao regime próprio de previdência social não poderá filiar-se como segurado facultativo. O Regulamento da Previdência Social apresenta um rol exemplificativo de possíveis segurados facultativos: I - a dona-de-casa; II - o síndico de condomínio, quando não remunerado; III - o estudante; IV - o brasileiro que acompanha cônjuge que presta serviço no exterior; V - aquele que deixou de ser segurado obrigatório da previdência social; VI - o membro de conselho tutelar de que trata o art. 132 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, quando não esteja vinculado a qualquer regime de previdência social; VII - o bolsista e o estagiário que prestam serviços a empresa de acordo com a Lei nº 6.494, de 1977; VIII - o bolsista que se dedique em tempo integral a pesquisa, curso de especialização, pós-graduação, mestrado ou doutorado, no Brasil ou no exterior, desde que não esteja vinculado a qualquer regime de previdência social; IX - o presidiário que não exerce atividade remunerada nem esteja vinculado a qualquer regime de previdência social; e X - o brasileiro residente ou domiciliado no exterior, salvo se filiado a regime previdenciário de país com o qual o Brasil mantenha acordo internacional. Abaixo algumas perguntas importantes a saber: O que ocorreria se um o servidor público de cargo efetivo filiado ao regime próprio de previdência social exercesse uma outra atividade remunerada, vinculante ao RGPS; como por exemplo: de dia trabalha como servidor público e à noite é professor de escola particular? Resposta: Neste caso, será, também, vinculado ao RGPS, mas como segurado obrigatório. O que ocorreria se um desempregado, filiado ao RGPS como segurado facultativo, conseguisse um emprego? Resposta: Nesta situação, a qualidade de segurado facultativo converter-se-á em segurado obrigatório TRABALHADORES EXCLUÍDOS DO REGIME GERAL A regra é que todos os trabalhadores devem ter acesso ao Regime Geral da Previdência Social. Entretanto, há exceções e para saber qual são os trabalhadores excluídos do Regime Geral de Previdência Social RGPS deve ser feito o caminho inverso e verificar-se quais não se enquadram como segurados obrigatórios. O importante a saber é que: todo servidor detentor de regime próprio de previdência social e que não exerce, concomitantemente, qualquer outra atividade sujeita ao RGPS, estará excluído deste. E, também, usando-se a lógica, podemos encontrar situações em que o trabalhador que teria algum vínculo com o RGPS, por alguma situação, não atenderá aos requisitos de filiação e inscrição e estará excluído deste Regime. Por exemplo: - O não-brasileiro sem residência permanente no Brasil e o brasileiro que prestam serviço no Brasil a missão diplomática ou a repartição consular de carreira estrangeira e a órgãos a elas subordinados, ou a membros dessas missões e repartições, amparados pela legislação previdenciária do país da respectiva missão diplomática ou repartição consular. - O brasileiro civil que presta serviços à União no exterior, em repartições governamentais brasileiras, lá domiciliado e contratado, inclusive o auxiliar local de que trata a Lei nº 8.745, de 9 de dezembro de 1993, e que possa filiar-se ao sistema previdenciário local. 5. EMPRESA E EMPREGADOR DOMÉSTICO: CONCEITO PREVIDENCIÁRIO. Antes de iniciar o estudo sobre contribuições é importante conhecer sobre as diferenças e definições de empresa e empregador doméstico. Pois estas distinções irão trazer, como conseqüência, diversas formas de recolhimento, tanto no que concerne a percentuais como a prazos. Por ser o Direito Previdenciário ciência autônoma em relação aos demais ramos do Direito, os conceitos, aqui apresentados, possuem suas particularidades, que, por vezes, são exclusivas. Mesmo porquê, o Direito Previdenciário é ramo do Direito Público, não podendo se confundir com, por exemplo, Direito Civil. De certo que o Direito é único, porém, é necessário que haja uma sistematização para o correto entendimento de suas especificidades EMPRESA Considera-se empresa a firma individual ou a sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural, com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e as entidades da administração pública direta, indireta e fundacional. Percebe-se que, aqui, o conceito de empresa é muito amplo, pois abrange desde uma firma individual, passando por qualquer tipo de sociedade, até uma prefeitura, ou a própria União (administração pública direta) pode ser empresa. Além do mais, o Regulamento da Previdência Social conceitua, pessoas físicas e algumas pessoas jurídicas que, para o Direito Civil e Comercial não são consideradas empresas, mas sim, equiparadas a empresas. 14 Atualizada 01/09/2008 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores

15 Veremos a seguir, quais são as pessoas equiparadas a empresa, para os efeitos da Legislação Previdenciária, conforme artigo 12 do RPS: I - O contribuinte individual, em relação a segurado que lhe presta serviço. Por exemplo, um dentista autônomo, contribuinte individual, terá as obrigações de uma empresa, e como esta será tratada pela Previdência Social, ao contratar uma secretária (empregada) ou ao tomar serviço eventual de um eletricista autônomo (contribuinte individual). É importante destacar que este dentista autônomo, é contribuinte individual em relação ao trabalho que ele exerce, e ao mesmo tempo, é equiparado a uma empresa em relação à secretária que ele emprega e ao eletricista autônomo. Conseqüentemente, ele recolherá as contribuições como contribuinte individual, em seu NIT (número de identificação do trabalhador) e recolherá as contribuições referentes à secretária e à prestação de serviços do eletricista, como se fosse uma empresa, em sua matrícula CEI (cadastro específico do INSS). Empregador doméstico é aquele que admite a seu serviço, mediante remuneração, sem finalidade lucrativa, empregado doméstico. Nota-se que a definição de empregador doméstico é fácil. Basta a pessoa admitir empregado doméstico,que será considerada empregador doméstico. Veremos a diante, que o prazo de recolhimento e os percentuais a serem recolhidos pelos empregadores domésticos são diferenciados das empresas ou equiparados, visando facilitar a correta contribuição e, conseqüentemente, diminuir a informalidade deste tipo de trabalho. II - A cooperativa, a associação ou a entidade de qualquer natureza ou finalidade, inclusive a missão diplomática e a repartição consular de carreiras estrangeiras. Uma cooperativa (ex.: Unimed), uma associação ou entidade de qualquer natureza (ex.: Associação de servidores públicos, sindicatos, Fundação Airton Senna), mesmo sem fins lucrativos, bem como missão diplomática, embaixada, consulado, podem empregar mão-de-obra remunerada. Desta forma estas pessoas serão equiparadas a empresa. III - O operador portuário e o órgão gestor de mão-deobra de que trata a Lei nº 8.630, de Operador portuário é a pessoa jurídica pré-qualificada junto à administração do porto para a execução da movimentação e armazenagem de mercadorias na área portuária. Órgão Gestor de Mão-de-Obra é a entidade civil de utilidade pública, cuja finalidade pe a administração e o fornecimento de mão-de-obra do trabalhador portuário avulso. IV - O proprietário ou dono de obra de construção civil, quando pessoa física, em relação a segurado que lhe presta serviço. A pessoa física que edifica obra de construção civil emprega mão-de-obra de pedreiro, servente, eletricista, encanador, etc. E, por esta razão, ele, o proprietário ou dono de obra de construção civil, quando pessoa física, será responsável pelo recolhimento das contribuições previdenciárias, equiparando-o a empresa. A IN SRP 03/2005, art. 3 o, parágrafo 4 o, elenca mais dois casos de equiparados a empresa: - a missão diplomática e a repartição consular de carreira estrangeiras; - o operador portuário e o órgão gestor de mão-de-obra EMPREGADOR DOMÉSTICO Atualizada 01/09/2008 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 15

1. SEGURADOS DO REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL. 1) Segurado (art. 11 a 15 Lei n. 8.212) e dependente (art. 16, Lei n 8.212)

1. SEGURADOS DO REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL. 1) Segurado (art. 11 a 15 Lei n. 8.212) e dependente (art. 16, Lei n 8.212) 1 DIREITO PREVIDENCIÁRIO DIREITO PREVIDENCIÁRIO PONTO 1: Segurados do Regime Geral de Previdência Social PONTO 2: Do Segurado PONTO 3: Da Contribuição do produtor rural, do pescador segurado especial PONTO

Leia mais

BENEFICIÁRIOS DO RGPS

BENEFICIÁRIOS DO RGPS BENEFICIÁRIOS DO RGPS 1. Quem são os beneficiários do RGPS? Os beneficiários do Regime Geral de Previdência Social são divididos em segurados e dependentes. Os segurados são pessoas físicas com idade mínima

Leia mais

Perguntas e respostas sobre a instituição do Regime de Previdência Complementar para os servidores públicos da União

Perguntas e respostas sobre a instituição do Regime de Previdência Complementar para os servidores públicos da União Perguntas e respostas sobre a instituição do Regime de Previdência Complementar para os servidores públicos da União 1) O que é o Regime de Previdência Complementar? É um dos regimes que integram o Sistema

Leia mais

Adendo ao livro MANUAL DE DIREITO PREVIDENCIÁRIO Autor: Hugo Medeiros de Goes

Adendo ao livro MANUAL DE DIREITO PREVIDENCIÁRIO Autor: Hugo Medeiros de Goes Adendo ao livro MANUAL DE DIREITO PREVIDENCIÁRIO Autor: Hugo Medeiros de Goes 1. ERRATA Página 180 No primeiro parágrafo do item 2.10.1 (Beneficiários): Onde se lê: Os beneficiários da pensão por morte

Leia mais

Direito Previdenciário

Direito Previdenciário Direito Previdenciário Beneficiários do RGPS Prof. Bruno Valente Segurados obrigatórios: Art. 11 da Lei nº 8.213/91 Art. 12 da Lei nº 8.212/91 Art. 9º do Decreto nº 3.048/99 5 (cinco) categorias de segurados

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA SUBSTITUTIVO AO PROJETO DE LEI N 4.330, DE 2004.

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA SUBSTITUTIVO AO PROJETO DE LEI N 4.330, DE 2004. COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA SUBSTITUTIVO AO PROJETO DE LEI N 4.330, DE 2004. Dispõe sobre o contrato de prestação de serviços terceirizados e as relações de trabalho dele decorrentes.

Leia mais

PREVIDÊNCIA SOCIAL E(M) CRISE: uma análise jurídica das inter-relações entre a crise econômica e os regimes de previdência social

PREVIDÊNCIA SOCIAL E(M) CRISE: uma análise jurídica das inter-relações entre a crise econômica e os regimes de previdência social PREVIDÊNCIA SOCIAL E(M) CRISE: uma análise jurídica das inter-relações entre a crise econômica e os regimes de previdência social LUCIANO MARTINEZ [email protected] Fanpage: facebook.com/professorlucianomartinez

Leia mais

Lei Complementar Nº 12, de 23 de junho de 1999 (D.O.E. de 28/06/99) A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO CEARÁ

Lei Complementar Nº 12, de 23 de junho de 1999 (D.O.E. de 28/06/99) A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO CEARÁ Lei Complementar Nº 12, de 23 de junho de 1999 (D.O.E. de 28/06/99) Dispõe sobre a instituição do Sistema Único de Previdência social dos Servidores Públicos Civis e Militares, dos Agentes Públicos e dos

Leia mais

FÁTIMA CONCEIÇÃO GOMES GERENTE EXECUTIVA DO INSS EM SANTO ANDRÉ

FÁTIMA CONCEIÇÃO GOMES GERENTE EXECUTIVA DO INSS EM SANTO ANDRÉ FÁTIMA CONCEIÇÃO GOMES GERENTE EXECUTIVA DO INSS EM SANTO ANDRÉ NOSSAS AGÊNCIAS: MAUÁ RIBEIRÃO PIRES SANTO ANDRÉ SÃO CAETANO DO SUL ATENDIMENTO: População de Rio Grande da Serra Nossa Gerência: 3.000 atendimentos

Leia mais

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

REFORMA DA PREVIDÊNCIA MPS Ministério da Previdência Social SPS Secretaria de Previdência Social REFORMA DA PREVIDÊNCIA Regra Atual, PEC n.º 40/03, Substitutivo da Comissão Especial de Reforma da Previdência, Cenários e Projeções

Leia mais

Direito Previdenciário

Direito Previdenciário Direito Previdenciário Curso Teórico Seguridade Social Segurados Obrigatórios (Empregados) Aula 6 Prof. Bruno Oliveira Adquira o Curso de Questões 1 a) aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural

Leia mais

Curso de Questões Comentadas

Curso de Questões Comentadas Hugo Goes Direito Previdenciário FCC Curso de Questões Comentadas Indicado para o concurso do INSS Técnico do Seguro Social e Perito Médico Dezembro de 2011 O autor Hugo Goes nasceu na zona rural do pequeno

Leia mais

PIRAPREV INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE PIRACAIA

PIRAPREV INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE PIRACAIA PIRAPREV INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE PIRACAIA Piracaia, 24 de Julho de 2.015 APOSENTADORIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS REQUISITO Geral Magistério SEXO HOMEM MULHER HOMEM

Leia mais

Verdades e mitos sobre o AUXÍLIO RECLUSÃO

Verdades e mitos sobre o AUXÍLIO RECLUSÃO Verdades e mitos sobre o AUXÍLIO RECLUSÃO Sidnei Rodrigo Paulo da Cunha Neves é sócio do escritório Rodrigues, Ehlers & Neves. Formado em Administração de Empresas e Direito no Centro Universitário do

Leia mais

SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO

SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO CÁLCULOS SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO CONCEITO: é o valor que serve de base de cálculo para incidência das alíquotas das contribuições previdenciárias (fonte de custeio) e para o cálculo do salário benefício.

Leia mais

PARECER: Fel_004/2010 Data: 30/06/2010

PARECER: Fel_004/2010 Data: 30/06/2010 PARECER: Fel_004/2010 Data: 30/06/2010 ASSUNTO: Manutenção e perda da qualidade de segurado. CONSULENTE: MUNICÍPIO DE FELIXLÂNDIA MG INTERESSADO(A): IPREMFEL RELATÓRIO O Instituto de Previdência Municipal

Leia mais

MENSAGEM Nº 072 /2013. Senhor Presidente, Senhores Vereadores,

MENSAGEM Nº 072 /2013. Senhor Presidente, Senhores Vereadores, MENSAGEM Nº 072 /2013 Senhor Presidente, Senhores Vereadores, Submeto à análise de Vossas Excelências e à superior deliberação desse Poder Legislativo o anexo Projeto de Lei que FIXA os níveis salariais

Leia mais

CURSO COMPLETO de DIREITO PREVIDENCIÁRIO INSS 2015 Professores ITALO ROMANO e FLAVIANO LIMA

CURSO COMPLETO de DIREITO PREVIDENCIÁRIO INSS 2015 Professores ITALO ROMANO e FLAVIANO LIMA APOSTILA 01 BENEFÍCIOS Prof. Italo Romano Aspectos Constitucionais da Seguridade Social Anotações Iniciais: 1. CONCEITO DE SEGURIDADE SOCIAL 1.1. A Seguridade social é um conjunto de princípios, normas

Leia mais

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 161, DE

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 161, DE SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 161, DE 2009 Altera a Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, que dispõe sobre a Organização da Seguridade Social, institui o Plano de Custeio e dá outras providências,

Leia mais

MANUAL DE APOSENTADORIA DEFINIÇÕES / INFORMAÇÕES

MANUAL DE APOSENTADORIA DEFINIÇÕES / INFORMAÇÕES MANUAL DE APOSENTADORIA DEFINIÇÕES / INFORMAÇÕES A PREVIDÊNCIA SOCIAL É uma forma de seguro coletivo de caráter contributivo em que todos contribuem com uma parcela de seu salário e de filiação obrigatória.

Leia mais

EDITAL SISTEMATIZADO TECNICO INSS 2015/2016. Direito Previdenciário - 6ª edição Adriana Menezes Editora Juspodivm

EDITAL SISTEMATIZADO TECNICO INSS 2015/2016. Direito Previdenciário - 6ª edição Adriana Menezes Editora Juspodivm EDITAL SISTEMATIZADO TECNICO INSS 2015/2016 De acordo com o edital do concurso e com a obra: Direito Previdenciário - 6ª edição Adriana Menezes Editora Juspodivm ITENS DO EDITAL TECNICO INSS TÓPICO DO

Leia mais

CONVERGÊNCIA DE REGIMES PREVIDENCIÁRIOS. DÉCIO BRUNO LOPES Vice Presidente de ssuntos da Seguridade Social MAIO/2016

CONVERGÊNCIA DE REGIMES PREVIDENCIÁRIOS. DÉCIO BRUNO LOPES Vice Presidente de ssuntos da Seguridade Social MAIO/2016 CONVERGÊNCIA DE REGIMES PREVIDENCIÁRIOS DÉCIO BRUNO LOPES Vice Presidente de ssuntos da Seguridade Social MAIO/2016 . CONVERGÊNCIA DE REGIMES PREVIDENCIÁRIOS REPORTANDO-SE À ÉPOCA DOS INSTITUTOS DE APOSENTADORIA

Leia mais

SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO, SALÁRIO DE BENEFÍCIO E RENDA MENSAL INICIAL CONCEITOS Professor: Anderson Castelucio CONCEITOS DE SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO Art. 214. Entende-se por salário-de-contribuição: I -

Leia mais

Hugo Goes Direito Previdenciário Módulo 03 Aula 001-019 Direito Previdenciário para o Concurso do INSS

Hugo Goes Direito Previdenciário Módulo 03 Aula 001-019 Direito Previdenciário para o Concurso do INSS Hugo Goes Direito Previdenciário Módulo 03 Aula 001-019 Direito Previdenciário para o Concurso do INSS Lei 8.213/91, art. 16... 3º. Considera-se companheira ou companheiro a pessoa que, sem ser casada,

Leia mais

Art. 1º Estabelecer orientações para a implementação no âmbito do Projeto Bolsa- Formação dos ciclos especiais de capacitação:

Art. 1º Estabelecer orientações para a implementação no âmbito do Projeto Bolsa- Formação dos ciclos especiais de capacitação: PORTARIA MJ Nº 183, DE 9 DE FEVEREIRO DE 2010 Regulamenta os arts. 9º, 10 e 15 do Decreto nº 6.490, de 19 de junho de 2008, alterados pelo Decreto nº 7.081, de 26 de janeiro de 2010, e dá outras providências.

Leia mais

LICENÇA POR ACIDENTE EM SERVIÇO

LICENÇA POR ACIDENTE EM SERVIÇO LICENÇA POR ACIDENTE EM SERVIÇO DEFINIÇÃO INFORMAÇÕES GERAIS INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES PROCEDIMENTO FUNDAMENTAÇÃO LEGAL PERGUNTAS FREQUENTES DEFINIÇÃO Licença concedida em decorrência de dano físico ou

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE FLORIANÓPOLIS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE GABINETE DO SECRETÁRIO

PREFEITURA MUNICIPAL DE FLORIANÓPOLIS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE GABINETE DO SECRETÁRIO EDITAL N 006/2011 Processo Seletivo Simplificado para preenchimento de cargos em caráter temporário, para compor a Rede Municipal de Saúde, com fulcro na Lei n 4.302/1994 alterada pela Lei nº 6.690/2005,

Leia mais

PARECER Nº, DE 2016. RELATOR: Senador JOSÉ PIMENTEL I RELATÓRIO

PARECER Nº, DE 2016. RELATOR: Senador JOSÉ PIMENTEL I RELATÓRIO PARECER Nº, DE 2016 Da COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO, JUSTIÇA E CIDADANIA, à Proposta de Emenda à Constituição nº 18, de 2009, do Senador Paulo Paim e outros, que altera o 8º do art. 201 da Constituição Federal,

Leia mais

ÍNDICE. 1. Tabela Progressiva - a partir de Abril/2015... 2. 2. Exemplos Práticos... 3. 2.1. Declarante 1 Empregador pessoa física...

ÍNDICE. 1. Tabela Progressiva - a partir de Abril/2015... 2. 2. Exemplos Práticos... 3. 2.1. Declarante 1 Empregador pessoa física... ÍNDICE 1. Tabela Progressiva - a partir de Abril/2015.... 2 2. Exemplos Práticos... 3 2.1. Declarante 1 Empregador pessoa física... 3 2.2. Declarante 2 Rendimento pago ao exterior Fonte pagadora pessoa

Leia mais

PEC PARALELA. Sandra Cristina Filgueiras de Almeida Consultora Legislativa da Área XXI Previdência e Direito Previdenciário ESTUDO ESTUDO

PEC PARALELA. Sandra Cristina Filgueiras de Almeida Consultora Legislativa da Área XXI Previdência e Direito Previdenciário ESTUDO ESTUDO ESTUDO ESTUDO PEC PARALELA Sandra Cristina Filgueiras de Almeida Consultora Legislativa da Área XXI Previdência e Direito Previdenciário ESTUDO OUTUBRO/2004 Câmara dos Deputados Praça 3 Poderes Consultoria

Leia mais

SUMÁRIO Capítulo 1 Seguridade Social e a Previdência Social

SUMÁRIO Capítulo 1 Seguridade Social e a Previdência Social S UMÁRIO Capítulo 1 Seguridade Social e a Previdência Social... 1 1.1. Seguridade Social... 1 1.1.1. A Saúde... 2 1.1.2. A Assistência Social... 5 1.1.3. A Previdência Social... 10 1.1.3.1. Natureza jurídica

Leia mais

Prof. Cleiton Coutinho

Prof. Cleiton Coutinho Prof. Cleiton Coutinho 01.Aos empregados domésticos, a Constituição assegura os mesmos direitos que aos trabalhadores urbanos e rurais, exceto (A) repouso semanal remunerado. (B) fundo de garantia do tempo

Leia mais

REDENOMINA A CARREIRA GUARDA PENITENCIÁRIA, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

REDENOMINA A CARREIRA GUARDA PENITENCIÁRIA, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. LEI Nº 14.582, 21 de dezembro de 2009. REDENOMINA A CARREIRA GUARDA PENITENCIÁRIA, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. O GOVERNADOR DO ESTADO DO CEARÁ. Faço saber que a Assembleia Legislativa decretou e eu sanciono

Leia mais

Sistema Integrado de Normas Jurídicas do Distrito Federal SINJ-DF

Sistema Integrado de Normas Jurídicas do Distrito Federal SINJ-DF Sistema Integrado de Normas Jurídicas do Distrito Federal SINJ-DF DECRETO Nº 33.564, DE 09 DE MARÇO DE 2012. Regulamenta as hipóteses de impedimento para a posse e exercício na administração pública direta

Leia mais

DIREITO DO TRABALHO LC 150 - ESQUEMATIZADA Prof. Antonio Daud Jr (www.facebook.com/adaudjr)

DIREITO DO TRABALHO LC 150 - ESQUEMATIZADA Prof. Antonio Daud Jr (www.facebook.com/adaudjr) Questão 1 FCC/TRT23 Técnico Judiciário - Área Administrativa - 2016 (FCC_TRT23_TÉCNICO_JUDICIÁRIO_ÁREA_ADMINISTRATIVA_2016) De acordo com a Lei Complementar no 150 de 2015, no tocante às férias do empregado

Leia mais

SUMÁRIO. Capítulo 1 A seguridade social no Brasil... 17

SUMÁRIO. Capítulo 1 A seguridade social no Brasil... 17 SUMÁRIO Capítulo 1 A seguridade social no Brasil... 17 1. Evolução hist rica e composição... 17 2. Definição e natureza jurídica... 18 3. Competência legislativa... 19 4. Princípios informadores... 20

Leia mais

Coordenação-Geral de Tributação

Coordenação-Geral de Tributação Fls. 2 1 Coordenação-Geral de Tributação Solução de Consulta nº 147 - Data 2 de junho de 2014 Processo Interessado CNPJ/CPF ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS SERVIÇOS NOTARIAIS E DE REGISTRO.

Leia mais

PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO PROCURADORIA PREVIDENCIÁRIA PARECER Nº 15.166

PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO PROCURADORIA PREVIDENCIÁRIA PARECER Nº 15.166 PARECER Nº 15.166 Auxílio-funeral previsto no artigo 256, IV, da Lei Complementar Estadual nº 10.098, de 03 de fevereiro de 1994. Natureza jurídica de benefício assistencial, estando fora do alcance da

Leia mais

DECRETO Nº 33.871, DE 23 DE AGOSTO DE 2012.

DECRETO Nº 33.871, DE 23 DE AGOSTO DE 2012. Sistema Integrado de Normas Jurídicas do Distrito Federal SINJ-DF DECRETO Nº 33.871, DE 23 DE AGOSTO DE 2012. Dispõe sobre o pagamento da Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso aos servidores públicos

Leia mais

DIAS E HORÁRIO DE ATENDIMENTO PARA A MATRÍCULA: DOCUMENTOS PARA MATRÍCULA E PARA COMPROVAÇÃO DAS POLÍTICAS DE AÇÕES AFIRMATIVAS

DIAS E HORÁRIO DE ATENDIMENTO PARA A MATRÍCULA: DOCUMENTOS PARA MATRÍCULA E PARA COMPROVAÇÃO DAS POLÍTICAS DE AÇÕES AFIRMATIVAS 2ª chamada de aprovados no SISU 2013/01 DIAS E HORÁRIO DE ATENDIMENTO PARA A MATRÍCULA: Dias 01, 04 e 05 de fevereiro de 2013. Horário: 10 horas às 11 horas e das 14horas às 20 horas. Local: Coordenação

Leia mais

PONTO 1: Competência. Novas 20 orientações jurisprudenciais da SDI, nº 353 a 373.

PONTO 1: Competência. Novas 20 orientações jurisprudenciais da SDI, nº 353 a 373. 1 PROCESSO DO TRABALHO PONTO 1: Competência Inovações na seara trabalhista: Novas 20 orientações jurisprudenciais da SDI, nº 353 a 373. Lei 11.648/08. Centrais Sindicais sempre existiram no mundo fático,

Leia mais

Segurados da Previdência Social

Segurados da Previdência Social Segurados da Previdência Social Parte I Empregado e Empregado Doméstico SEGURADOS DO RGPS SEGURADOS OBRIGATÓRIOS FACULTATIVOS SEGURADOS OBRIGATÓRIOS Maiores de 16 anos, salvo na condição de aprendiz (a

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE FLORIANÓPOLIS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE GABINETE DO SECRETÁRIO EDITAL Nº. 002/2010

PREFEITURA MUNICIPAL DE FLORIANÓPOLIS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE GABINETE DO SECRETÁRIO EDITAL Nº. 002/2010 Processo Seletivo Simplificado para preenchimento de cargos em caráter temporário, com fulcro na Lei Municipal nº 6.690/2005 que alterou o art. 4º, da Lei Municipal nº 4.302/1994 e no Decreto 5727/2008,

Leia mais

PARECER JURÍDICO I - INTRODUÇÃO

PARECER JURÍDICO I - INTRODUÇÃO PREFEITURA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE 000 09 812 Procuradoria Geral do Município de Belo Horizonte PARECER JURÍDICO V Parecer classificado n^ 9587/2010 Detentor de emprego público e cargo público. Desempenho

Leia mais

TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA DIRETORIA DE INFORMÁTICA

TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA DIRETORIA DE INFORMÁTICA Florianópolis, 29 de abril de 2016. COMUNICADO Ao Responsável pelo Controle Interno Municipal Em complementação ao Comunicado feito aos Controles Internos municipais, datado de 08/04/2016, referente ao

Leia mais

TABELAS EXPLICATIVAS DAS DIFERENTES NORMAS E POSSIBILIDADES DE APOSENTADORIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL RPPS

TABELAS EXPLICATIVAS DAS DIFERENTES NORMAS E POSSIBILIDADES DE APOSENTADORIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL RPPS TABELAS EXPLICATIVAS DAS DIFERENTES NORMAS E POSSIBILIDADES DE DOS SERVIDORES PÚBLICOS REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL RPPS INGRESSO NO SERVIÇO PÚBLICO ATÉ 19 DE DEZEMBRO DE 2003 Professora por tempo

Leia mais

REVISÃO DIREITO PREVIDENCIÁRIO! #AQUIÉMONSTER

REVISÃO DIREITO PREVIDENCIÁRIO! #AQUIÉMONSTER REVISÃO DIREITO PREVIDENCIÁRIO! #AQUIÉMONSTER BENEFICIÁRIOS RGPS SEGURADOS OBRIGATÓRIOS SEGURADOS FACULTATIVOS Doméstico Empregado Contribuinte individual Avulso Segurado Especial Agora que já sabemos

Leia mais

Município de Vitória da Conquista/BA

Município de Vitória da Conquista/BA Dispõe sobre a criação dos cargos públicos de agente comunitário de saúde e de agente de combate às endemias de Vitória da Conquista, e dá outras providências. O PREFEITO MUNICIPAL DE VITÓRIA DA CONQUISTA,

Leia mais

MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO NACIONAL DE SEGUROS PRIVADOS. RESOLUÇÃO CNSP N o 249, de 2012.

MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO NACIONAL DE SEGUROS PRIVADOS. RESOLUÇÃO CNSP N o 249, de 2012. MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO NACIONAL DE SEGUROS PRIVADOS RESOLUÇÃO CNSP N o 249, de 2012. Dispõe sobre a atividade dos corretores de seguros de ramos elementares e dos corretores de seguros de vida,

Leia mais

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MATO GROSSO SECRETARIA DE SERVIÇOS LEGISLATIVOS LEI Nº 6.370, DE 13 DE DEZEMBRO DE 1993 - D.O. 13.12.93.

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MATO GROSSO SECRETARIA DE SERVIÇOS LEGISLATIVOS LEI Nº 6.370, DE 13 DE DEZEMBRO DE 1993 - D.O. 13.12.93. Autor: Poder Executivo LEI Nº 6.370, DE 13 DE DEZEMBRO DE 1993 - D.O. 13.12.93. * Cria a Carreira de Tecnologia Ambiental. (*Revogada pela Lei n 7.290 D.O..06.00). A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE

Leia mais

INSTRUÇÃO CONJUNTA Nº. 2, DE XXX DE XXXXXXXXXX DE 2016.

INSTRUÇÃO CONJUNTA Nº. 2, DE XXX DE XXXXXXXXXX DE 2016. INSTRUÇÃO CONJUNTA Nº. 2, DE XXX DE XXXXXXXXXX DE 2016. Estabelece as regras a serem observadas pelas sociedades seguradoras e entidades fechadas de previdência complementar para transferência de riscos

Leia mais

INFORMAÇÕES PARA FINS DE DECLARAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA EXERCÍCIO 2015 (ANO-CALENDÁRIO 2014) PAGAMENTOS DAS AÇÕES DO NÍVEIS DEVIDOS PELA PETROS

INFORMAÇÕES PARA FINS DE DECLARAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA EXERCÍCIO 2015 (ANO-CALENDÁRIO 2014) PAGAMENTOS DAS AÇÕES DO NÍVEIS DEVIDOS PELA PETROS INFORMAÇÕES PARA FINS DE DECLARAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA EXERCÍCIO 2015 (ANO-CALENDÁRIO 2014) PAGAMENTOS DAS AÇÕES DO NÍVEIS DEVIDOS PELA PETROS As instruções abaixo se referem aos créditos recebidos por

Leia mais

EMENDA CONSTITUCIONAL N o 20, DE 15 DEZEMBRO DE 1998

EMENDA CONSTITUCIONAL N o 20, DE 15 DEZEMBRO DE 1998 EMENDA CONSTITUCIONAL N o 20, DE 15 DEZEMBRO DE 1998 (Publicada no D.O.U. de 16/12/1998) Modifica o sistema de previdência social, estabelece normas de transição e dá outras providências. AS MESAS DA CÂMARA

Leia mais

CIRCULAR GEPE N.º 007/2005. Gerências Regionais de Recursos Humanos, Unidades de Controle de Pessoal das demais Secretarias, gerências da GEPE.

CIRCULAR GEPE N.º 007/2005. Gerências Regionais de Recursos Humanos, Unidades de Controle de Pessoal das demais Secretarias, gerências da GEPE. CIRCULAR GEPE N.º 007/2005 De: Para: Gerências Regionais de Recursos Humanos, Unidades de Controle de Pessoal das demais Secretarias, gerências da GEPE. ASSUNTOS 1. PRESTAÇÃO DE SERVIÇO EXTRAORDINÁRIO

Leia mais

O Congresso Nacional decreta:

O Congresso Nacional decreta: Regulamenta os 4º e 5º do art. 198 da Constituição, dispõe sobre o aproveitamento de pessoal amparado pelo parágrafo único do art. 2º da Emenda Constitucional nº 51, de 14 de fevereiro de 2006, e dá outras

Leia mais

REGULAMENTO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO DO CURSO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO DA FACULDADE EDUCACIONAL ARAUCÁRIA

REGULAMENTO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO DO CURSO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO DA FACULDADE EDUCACIONAL ARAUCÁRIA REGULAMENTO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO DO CURSO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO DA FACULDADE EDUCACIONAL ARAUCÁRIA CAPÍTULO I DA DEFINIÇÃO E FINALIDADES DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO Art. 1 - O Estágio Supervisionado,

Leia mais

PORTARIA Nº 142, DE 11 DE ABRIL DE 2007 (DOU DE 12.04.2007)

PORTARIA Nº 142, DE 11 DE ABRIL DE 2007 (DOU DE 12.04.2007) PORTARIA Nº 142, DE 11 DE ABRIL DE 2007 (DOU DE 12.04.2007) O MINISTRO DE ESTADO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL, no uso da atribuição que lhe confere o art. 87, parágrafo único, inciso II, da Constituição Federal,

Leia mais

DISPÕE SOBRE O ENSINO DE BOMBEIRO-MILITAR NO CORPO DE BOMBEIROS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

DISPÕE SOBRE O ENSINO DE BOMBEIRO-MILITAR NO CORPO DE BOMBEIROS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. LEI Nº 599, DE 09 DE NOVEMBRO DE 1982. DISPÕE SOBRE O ENSINO DE BOMBEIRO-MILITAR NO CORPO DE BOMBEIROS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, Faço

Leia mais

Do Cadastramento e da matrícula dos candidatos classificados.

Do Cadastramento e da matrícula dos candidatos classificados. Do Cadastramento e da matrícula dos candidatos classificados. O cadastramento tem por finalidade vincular o candidato à UFCG, confirmando sua pretensão de frequentar o curso em que obteve classificação

Leia mais

RPPS II ENCONTRO MUNICIPAL DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES E APOSENTADOS DE SÃO BERNARDO DO CAMPO

RPPS II ENCONTRO MUNICIPAL DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES E APOSENTADOS DE SÃO BERNARDO DO CAMPO Benefícios Previdenciários rios no RPPS II ENCONTRO MUNICIPAL DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES E APOSENTADOS DE SÃO BERNARDO DO CAMPO Setembro 2013 Delúbio Gomes Pereira Silva ESTRUTURA DO SISTEMA PREVIDENCIÁRIO

Leia mais

LEI Nº 11.788, DE 25 DE SETEMBRO DE

LEI Nº 11.788, DE 25 DE SETEMBRO DE LEI Nº 11.788, DE 25 DE SETEMBRO DE 2008. Dispõe sobre o estágio de estudantes; altera a redação do art. 428 da Consolidação das Leis do Trabalho CLT, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio

Leia mais

SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 155, DE 2010

SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 155, DE 2010 SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 155, DE 2010 Regulamenta o pagamento de adicional de insalubridade e a concessão de aposentadoria especial ao trabalhador que exerça as atividades de coleta de

Leia mais

DECRETO Nº 3739-12/11/2008

DECRETO Nº 3739-12/11/2008 DECRETO Nº 3739-12/11/2008 Publicado no Diário Oficial Nº 7848 de 12/11/2008 Súmula: Dispõe sobre o regulamento da promoção para os servidores ativos, das Carreiras do Quadro Próprio do Poder Executivo-QPPE...

Leia mais

O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE

O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE LEI N. 2.270, DE 31 DE MARÇO DE 2010 Institui vantagens e altera a Lei Complementar n. 84, de 28 de fevereiro de 2000, que trata do Plano de Carreira, Cargos e Remuneração para os servidores públicos da

Leia mais

DECRETO Nº 914, DE 27 DE NOVEMBRO DE 2007.

DECRETO Nº 914, DE 27 DE NOVEMBRO DE 2007. DECRETO Nº 914, DE 27 DE NOVEMBRO DE 2007. Dispõe sobre a contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público e dá outras providências. O GOVERNADOR

Leia mais

GERÊNCIA EXECUTIVA DO INSS EM JUNDIAÍ APOSENTADORIAS X ALTERAÇÕES

GERÊNCIA EXECUTIVA DO INSS EM JUNDIAÍ APOSENTADORIAS X ALTERAÇÕES GERÊNCIA EXECUTIVA DO INSS EM JUNDIAÍ APOSENTADORIAS X ALTERAÇÕES 1 MODALIDADES APOSENTADORIA POR IDADE (urbana, rural e mista) APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO (comum, especial e mista) LC142 (por

Leia mais

PROCURADORIA A GERAL DO ESTA T DO DE SÃO PA P ULO

PROCURADORIA A GERAL DO ESTA T DO DE SÃO PA P ULO PROCURADORIA GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO V Curso de Aperfeiçoamento e Prática Forense dos Estagiários da Procuradoria Judicial da Capital 06/11/2014 PREVIDENCIÁRIO DE PENSÃO POR MORTE CONCEDIDO EM DESCONFOMIDADE

Leia mais

Medida Provisória editada pelo Governo para a nova carreira da Previdência, da Saúde e do Trabalho (MP 301) Perguntas e resposta.

Medida Provisória editada pelo Governo para a nova carreira da Previdência, da Saúde e do Trabalho (MP 301) Perguntas e resposta. Medida Provisória editada pelo Governo para a nova carreira da Previdência, da Saúde e do Trabalho (MP 301) Perguntas e resposta. JULHO DE 2006 Medida Provisória editada pelo Governo para a nova carreira

Leia mais

PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO PARA PROFESSOR VOLUNTÁRIO NA ÁREA DE CONHECIMENTO: DIREITO

PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO PARA PROFESSOR VOLUNTÁRIO NA ÁREA DE CONHECIMENTO: DIREITO PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO PARA PROFESSOR VOLUNTÁRIO NA ÁREA DE CONHECIMENTO: DIREITO O Instituto de Ciência e Tecnologia da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), nos termos

Leia mais

[Digite aqui] GUIA PARA OS CMDCAS A RESPEITO DA RESOLUÇÃO 164/2014

[Digite aqui] GUIA PARA OS CMDCAS A RESPEITO DA RESOLUÇÃO 164/2014 GUIA PARA OS CMDCAS A RESPEITO DA RESOLUÇÃO 164/2014 O que os Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente CMDCA precisam saber a respeito do Registro da Entidade e a Inscrição dos Programas

Leia mais

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO PARECER Nº 14.267

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO PARECER Nº 14.267 PARECER Nº 14.267 Emenda Constitucional n. 41/03. Professor. Aposentadoria proporcional. Valor dos proventos. Fixação de reajustes. O presente expediente administrativo EA n 008568-1900/04-0 teve origem

Leia mais

Bloco Recursos Humanos

Bloco Recursos Humanos Bloco Recursos Humanos Ponto Eletrônico Objetivo O objetivo deste artigo é dar uma visão geral sobre o Módulo Ponto Eletrônico, que se encontra no Bloco Recursos Humanos. Todas informações aqui disponibilizadas

Leia mais

CURSO PREPARATÓRIO Concurso para JUIZ FEDERAL Prova escrita ALEXANDRE ROSSATO DA S. AVILA 2016

CURSO PREPARATÓRIO Concurso para JUIZ FEDERAL Prova escrita ALEXANDRE ROSSATO DA S. AVILA 2016 CURSO PREPARATÓRIO Concurso para JUIZ FEDERAL Prova escrita ALEXANDRE ROSSATO DA S. AVILA 2016 RELAÇÃO JURÍDICA PREVIDENCIÁRIA: BENEFICIÁRIOS, SEGURADOS E DEPENDENTES Prof. Dr. Alexandre Triches BENEFICIÁRIOS

Leia mais

PONTO 1: Aposentadoria 1. APOSENTADORIA. Art. 201, 7º da CF (EC nº. 20). Condições:

PONTO 1: Aposentadoria 1. APOSENTADORIA. Art. 201, 7º da CF (EC nº. 20). Condições: 1 DIREITO PREVIDENCIÁRIO PONTO 1: Aposentadoria 1. APOSENTADORIA Art. 201, 7º da CF (EC nº. 20). Condições: I 35 anos de contribuição para o homem e 30 anos de contribuição para a mulher; II 65 anos de

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº, DE 2015

PROJETO DE LEI Nº, DE 2015 PROJETO DE LEI Nº, DE 2015 Do Sr. José Fogaça Estabelece condições especiais de trabalho para o exercício da profissão de movimentador de mercadorias e revoga a Lei nº 12.023, de 27 de agosto, de 2009,

Leia mais

APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO

APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO CONTRIBUIÇÃO CONTRIBUIÇÃO Legislação Artigo 201, 7º, I, da CF Artigo 52 a 56 Lei 8213/91 Artigo 56 a 63 Decreto 3048/99 Artigo 234 a 245, da IN 77/2015 CONTRIBUIÇÃO Conceito É o benefício devido ao segurado

Leia mais

Dispõe sobre o módulo e a movimentação dos integrantes do Quadro de Apoio Escolar QAE e do Quadro da Secretaria da Educação QSE

Dispõe sobre o módulo e a movimentação dos integrantes do Quadro de Apoio Escolar QAE e do Quadro da Secretaria da Educação QSE terça-feira, 3 de maio de 2016 Diário Oficial Poder Executivo - Seção I São Paulo, 126 (80) 31- Resolução SE 29, de 2-5-2016 Dispõe sobre o módulo e a movimentação dos integrantes do Quadro de Apoio Escolar

Leia mais

PORTARIA INTERMINISTERIAL MPS/MF Nº 02, DE 06 DE JANEIRO DE 2012 - DOU DE 09/01/2012

PORTARIA INTERMINISTERIAL MPS/MF Nº 02, DE 06 DE JANEIRO DE 2012 - DOU DE 09/01/2012 PORTARIA INTERMINISTERIAL MPS/MF Nº 02, DE 06 DE JANEIRO DE 2012 - DOU DE 09/01/2012 Dispõe sobre o reajuste dos benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e dos demais valores constantes

Leia mais

PROJETO DE LEI DA CÂMARA Nº 47, DE 2015

PROJETO DE LEI DA CÂMARA Nº 47, DE 2015 PROJETO DE LEI DA CÂMARA Nº 47, DE 2015 (Nº 3.575/2012, NA CASA DE ORIGEM) Altera os arts. 3º, 15 e 71 da Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003, que dispõe sobre o Estatuto do Idoso e dá outras providências.

Leia mais

Conselho da Justiça Federal

Conselho da Justiça Federal RESOLUÇÃO N o 213, DE 30 DE SETEMBRO DE 1999 Dispõe sobre a concessão do auxílio-transporte aos servidores do Conselho da Justiça Federal Justiça Federal de Primeiro e Segundo Graus. O PRESIDENTE DO CONSELHO

Leia mais

Aprovado pela Portaria nº 155 de 29/03/2011 DOU 31/03/2011

Aprovado pela Portaria nº 155 de 29/03/2011 DOU 31/03/2011 Aprovado pela Portaria nº 155 de 29/03/2011 DOU 31/03/2011 Artigo 18 Ao Participante que tiver completado 50 (cinqüenta) anos de idade após ter cumprido a carência de 120 (cento e vinte) meses de contribuições

Leia mais

Trabalhador direitos e deveres

Trabalhador direitos e deveres Trabalhador direitos e deveres Carteira de trabalho Garantia de benefícios da Previdência Social Do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Seguro-Desemprego 13º salário Tem direito à gratificação

Leia mais

PORTARIA INTERMINISTERIAL MPS/MF Nº 407, DE 14 DE JULHO DE 2011 - DOU DE 15/07/2011 - REVOGADA

PORTARIA INTERMINISTERIAL MPS/MF Nº 407, DE 14 DE JULHO DE 2011 - DOU DE 15/07/2011 - REVOGADA PORTARIA INTERMINISTERIAL MPS/MF Nº 407, DE 14 DE JULHO DE 2011 - DOU DE 15/07/2011 - REVOGADA Revogada pela PORTARIA INTERMINISTERIAL MPS/MF Nº 02, DE 06/01/2012 Republicada no DOU 19/07/2011 Dispõe sobre

Leia mais

AUXÍLIO- RECLU L SÃO

AUXÍLIO- RECLU L SÃO LEGISLAÇÃO Artigo 201, IV, CF; Artigo 80, Lei 8213/91; Artigos 116 a 119 do Decreto 3048/99; e Artigo 381 a 395, da IN 77. CONCEITO É o benefício previdenciário pago aos dependentes do segurado que for

Leia mais

Em relação aos segurados do RGPS e seus dependentes, julgue os itens subsecutivos.

Em relação aos segurados do RGPS e seus dependentes, julgue os itens subsecutivos. DPU/Defensor _Público/CESPE/2015 Em relação aos segurados do RGPS e seus dependentes, julgue os itens subsecutivos. 1. Aquele que, como contrapartida pelo desempenho das atividades de síndico do condomínio

Leia mais

RETIFICAÇÃO ANEXO IV DECLARAÇÃO

RETIFICAÇÃO ANEXO IV DECLARAÇÃO RETIFICAÇÃO No Edital de Credenciamento nº 001/2008 Credenciamento de Entidades Médicas e Psicológicas, publicado no Diário Oficial Paraná Comércio, Indústria e Serviços, de 25 de junho de 2008, página

Leia mais

A Tributação dos Síndicos, Subsíndicos e Conselheiros (IRPF INSS)

A Tributação dos Síndicos, Subsíndicos e Conselheiros (IRPF INSS) A Tributação dos Síndicos, Subsíndicos e Conselheiros (IRPF INSS) QUAL É O CONCEITO DE SÍNDICO PREVISTO NO CÓDIGO CIVIL DE 2002? O Síndico é definido como sendo administrador do Condomínio (art. 1.346).

Leia mais

AULA 1 O QUE É CONCURSO PÚBLICO

AULA 1 O QUE É CONCURSO PÚBLICO AULA 1 O QUE É CONCURSO PÚBLICO CONCURSO PÚBLICO NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL CF, 88 Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos

Leia mais

Planejamento Governamental (PPA, LDO, LOA) Orçamento de 2014 ECA e Lei 12.696/12 (Conselhos Tutelares) Prestação de Contas Anual

Planejamento Governamental (PPA, LDO, LOA) Orçamento de 2014 ECA e Lei 12.696/12 (Conselhos Tutelares) Prestação de Contas Anual Planejamento Governamental (PPA, LDO, LOA) Orçamento de 2014 ECA e Lei 12.696/12 (Conselhos Tutelares) Prestação de Contas Anual Planejamento Governamental É a definição de objetivos e o estabelecimento

Leia mais

Direito Previdenciário - Custeio

Direito Previdenciário - Custeio Direito Previdenciário - Custeio Aula 7 Novas fontes - 4º do art. 195 da CF e emendas à Constituição Professora: Zélia Luiza Pierdoná Coordenação: Dr. Wagner Ballera A Constituição Federal de 1988 instituiu

Leia mais

COMISSÃO DE FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO

COMISSÃO DE FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO COMISSÃO DE FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO PROJETO DE LEI N 6.902, DE 2010 Dispõe sobre a autorização para desconto de prestações em folha de pagamento dos servidores estatutários e funcionários públicos da administração

Leia mais