ITCMD Controvérsia acerca da isenção

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "ITCMD Controvérsia acerca da isenção"

Transcrição

1 ITCMD Controvérsia acerca da isenção Kiyoshi Harada* Sumário: 1 Introdução. 2 Limites da controvérsia a serem dirimidos. 3 O exame do fato gerador da obrigação tributária. 3.1 O aspecto nuclear do fato gerador. 3.2 O aspecto subjetivo do fato gerador. 3.3 O aspecto temporal do fato gerador. 3.4 O aspecto quantitativo do fato gerador. 3.5 O aspecto espacial do fato gerador. 4. O critério isentivo na doação. 5 O exame das isenções na transmissão causa mortis e na transmissão inter vivos a título gratuito. 5.1 A isenção na transmissão causa mortis. 5.2 A isenção na trasnmissão inter vivos a título gratuito. 6 A inafastabilidade da interpretação sistemática. 7 A jurisprudência sobre a matéria. 8 O destinatário da isenção. 9 Conclusão. 1 Introdução Grassa séria controvérsia sobre a isenção do ITCMD prevista no art. 6º, da Lei Paulista de nº /00 nos seguintes termos: Art. 6º Fica isento do imposto: I a transmissão causa mortis : a) de imóvel de residência, urbano ou rural, cujo valor não ultrapassar (cinco mil) Unidades Fiscais do Estado de São Paulo UFESP e os familiares nele residem e não tenham outro imóvel. b) de imóvel cujo valor não ultrapassar (dois mil e quinhentos) UFESP, desde que seja o único transmitido. Ambas as hipóteses cuidam de isenção de natureza subjetiva, isto é, outorgadas em função das peculiaridades do contribuinte, ainda que utilizando-se de dado objetivo para completar a composição da norma isentiva. No primeiro caso, exige-se que os familiares ou beneficiários residam no único imóvel que têm, contudo, limitada a isenção à 1

2 transmissão de imóvel de valor venal de até UFESPs. No segundo caso, levou-se em conta o fato de o imóvel a ser transmitido por morte ser o único de propriedade do de cujos, limitada a isenção, entretanto, a imóvel de valor venal de até UFESPs. Nos dois casos há rigorosa observância do princípio da capacidade contributiva (art. 145, 1º da CF) e do princípio da isonomia tributária (art. 150, II da CF), o que se constata pela simples leitura ocular dos textos normativos retrotranscritos. Os benefícios fiscais outorgados em função do imóvel ocupado pelo seu proprietário que não possua outro encontra amparo na súmula 539 do STF. 2 Limites da controvérsia a serem dirimidos A controvérsia a que aludimos reside na interpretação acerca do valor venal do imóvel a ser transmitido, limitado a UFESPs, ou a UFESPs, conforme o caso. A correta exegese da norma isentiva, no caso, exige necessariamente, interação disciplinar entre o Direito Tributário e o Direito Civil, sob pena de a conclusão, qualquer que ela seja, carecer de fundamento científico, situando-se no plano meramente extrajurídico. Já vimos que a isenção sob análise atende aos princípios constitucionais da capacidade contributiva e da isonomia. Resta examinar a técnica de interpretação de normas isentivas. O art. 111, II, do CTN prescreve que o dispositivo legal que outorga a isenção deve ser interpretado literalmente, não comportando, portanto, a interpretação extensiva, muito menos, a analógica. À primeira vista, apenas o imóvel que não ultrapassar o valor de UFESPs ou UFESPs, conforme o caso, estaria abrangido pela isenção. Ultrapassados esses limites não haveria a isenção independentemente do atendimento ou não das condições subjetivas previstas nas normas das letras a e b, do inciso I, do art. 6º, da Lei 2

3 sob comento. É o que se depreende da chamada interpretação literal ou gramatical. 3 O exame do fato gerador da obrigação tributária A interpretação literal não afasta, e nem pode afastar, o exame do fato gerador de cada tributo em seus múltiplos aspectos. Sendo a isenção um corolário da incidência, que o Código Tributário Nacional inclui dentre as hipóteses de exclusão do crédito tributário (art. 175, I), deve ela ser analisada à luz dos diversos aspectos do fato gerador da obrigação tributária. Examinemos, pois, os cinco aspectos do fato gerador para, ao depois, fazer a sua aplicação prática ao tema sob exame. 3.1 O aspecto nuclear do fato gerador Em uma leitura atualizada do art. 35 do CTN à luz da Constituição Federal de 1988 (art. 155, I) pode-se dizer que o aspecto nuclear, objetivo ou material do fato gerador do ITCMD é a transmissão causa mortis de bens imóveis, por natureza ou por acessão física, como definidos na lei civil, e de direitos reais a eles relativos, exceto os de garantia, bem como a transmissão a título gratuito de bens de qualquer natureza. Ocorrido no mundo fenomênico a situação abstratamente descrita na norma definidora do fato gerador do imposto surge a obrigação tributária. É a subsunção do fato concreto à hipótese legal. 3.2 O aspecto subjetivo do fato gerador O aspecto subjetivo corresponde aos sujeitos da relação tributária. Com ocorrência do fato gerador surge, ipso facto, a obrigação tributária que pressupõe um sujeito ativo (Fazenda) e um sujeito passivo (contribuinte ou responsável tributário). No caso, o contribuinte 3

4 deverá preencher todos os requisitos previstos nas normas de isenção, artigo 6º, inciso I e II da Lei nº / O aspecto temporal do fato gerador O aspecto temporal define o momento em que se tem por ocorrido o fato gerador, isto é, quando se considera surgida a obrigação tributária a ser tornada líquida e certa pelo lançamento tributário por uma das três modalidades conhecidas. Esse aspecto define, portanto, a legislação aplicável a cada caso concreto, segundo o princípio tempus regit actum. Na transmissão causa mortis esse momento corresponde à data da abertura da sucessão (art do CC) que ocorre com a morte da pessoa. De fato prescreve o art : Aberta a sucessão, a herança transmite-se, desde logo, aos herdeiros legitimados e testamentários. O legislador adotou claramente o princípio da saisini 1 pelo qual a posse decorre de imperativo legal. Por ficção jurídica os herdeiros entram na posse da herança ipso facto com a abertura da sucessão. Essa posse difere do ato de possuir que pressupõe ato de vontade. Ignorando o dispositivo legal supra transcrito muitos autores de nomeada situam o aspecto temporal do imposto sobre transmissão causa mortis para o momento da aceitação da herança, sem o que não se poderia cogitar de transmissão de bens. Só que os defensores dessa corrente doutrinária não conseguem dar uma explicação plausível ao 1 Instituto jurídico próprio do Direito das Sucessões que o legislador pátrio adotou, segundo o qual ocorrendo a morte, um evento natural, propicia, ipso facto, e por ficção jurídica a posse indireta dos bens que compõem a herança deixada pelo de cujus. A morte constitui-se em fato jurídico que tem o condão de tornar realidade uma expectativa de direito, qual seja, com o passamento do de cujos os seus herdeiros entram imediatamente na posse indireta de seus bens deixados, independentemente de terem tomado conhecimento da morte, por força do princípio da saisini. O vocábulo saisini vem da palavra latina sacire que significa apropriar-se, se imitir na posse. É a saisini que assinala o momento da ocorrência do fato gerador do ITCMD. 4

5 disposto no art do CC no sentido de que a renúncia da herança deve constar expressamente de instrumento público ou termo judicial. É claro que não cabe falar em renúncia de herança de que não é titular. A herança, como já salientado, transmite-se, ipso facto, com o evento morte por força do princípio da saisini incorporado pelo legislador brasileiro. Daí a faculdade do artigo do CC no sentido de o herdeiro aceitar ou não a herança, bem como prescrição do artigo subseqüente que veda a aceitação ou a renúncia da herança em parte, sob condição ou a termo. Entretanto, em se tratando de transmissão inter vivos a título gratuito (doação) o aspecto temporal do fato gerador do imposto é o registro do título de transferência (escritura de doação) no registro de imóveis competente, segundo a regra do art do CC. Esse aspecto é de suma importância quando formos analisar a questão da isenção pela conjugação do aspecto quantitativo do fato gerador do ITCMD com os demais aspectos da obrigação tributária. 3.4 O aspecto quantitativo do fato gerador A generalidade dos conceitos de direito não são determinados. O tributo é um dos raros conceitos que é determinado. Não se exige ou não se paga um tributo que não tenha um valor líquido e certo. Não existe tributo de valor presumido. As eventuais antecipações sujeitamse a um ajuste posterior. A base de cálculo e a alíquota cumprem a função de encontrar o valor certo e determinado do tributo. No caso do imposto de transmissão causa mortis a base de cálculo é o valor venal da bem imóvel transmitido. Note-se, não é o valor venal do imóvel por inteiro, mas apenas o valor da parte transmitida que deve ser levada em conta. É que nessa transmissão não se computa a meação do cônjuge supérstite, pois apenas a herança é transmitida a herdeiros legítimos ou testamentários. A meação já pertencia ao cônjuge supérstite desde o início. A lei apenas tornou insuscetível de separação a meação em vida. 5

6 3.5 O aspecto espacial do fato gerador O aspecto espacial do fato gerador diz respeito ao local da sua ocorrência e tem o condão de apontar o sujeito ativo do tributo. Neste estudo estamos considerando como entidade política tributante o Estado de São Paulo. Daí o exame da matéria à luz da legislação paulista. 4 O critério isentivo na doação Na transmissão inter vivos a título gratuito é possível às partes convencionarem a transmissão de parte ideal do imóvel na proporção que bem entenderem. Além disso, na doação o critério isentivo é outro: (a) transmissão de bem de qualquer natureza cujo valor não ultrapassar UFESPs (art. 6º, II, a); (b) transmissão de bem imóvel para construção de moradia vinculada a programa de habitação popular (art. 6º, II, b); e (c) transmissão de bem imóvel doado por particular para o Poder Público (art. 6º, II, c). Verifica-se dos textos acima que a isenção não se limita à transmissão de bens imóveis. 5 O exame das isenções na transmissão causa mortis e na transmissão inter vivos a título gratuito Sendo diverso o momento da ocorrência do fato gerador na transmissão causa mortis e na transmissão inter vivos a título gratuito a isenção n uma e n outra hipótese deve ser analisada separadamente. É o que faremos. 6

7 5.1 A isenção na transmissão causa mortis Foi dito que na transmissão causa mortis os herdeiros entram, ipso facto, na posse da herança com a abertura da sucessão por força do princípio da saisini. Foi dito, também, que a meação não integra a herança. Acontece que a herança é una e indivisível até o momento da partilha, pelo que os herdeiros possuem a herança em regime de condomínio, por força do disposto no art do CC: Art A herança defere-se como um todo unitário, ainda que vários sejam os herdeiros. Parágrafo único. Até a partilha, o direito dos co-herdeiros, quanto à propriedade e posse da herança, será indivisível, e regular-se-á pelas normas relativas ao condomínio. Logo, mediante conjugação dos quatro primeiros aspectos do fato gerador retro mencionados podemos concluir que a isenção no caso de transmissão causa mortis favorece os herdeiros ou legatários de herança de bem imóvel, cujo valor venal não ultrapasse o valor equivalente a UFESPs ou a UFESPs, conforme se trate de isenção referida na letra a ou na letra b, do inciso I, do art. 6º da Lei Paulista. No momento da transmissão, isto é, quando surge a obrigação tributária, não há ainda a individualização do quinhão cabente a cada um dos herdeiros, o que acontecerá somente por ocasião da partilha. Daí porque descabe a cogitação de isenção do imposto segundo o valor da parte ideal transmitido a cada herdeiro. 5.2 A isenção na transmissão inter vivos a título gratuito Diferentemente do que ocorre na transmissão causa mortis, na doação é possível haver transmissão de partes ideais na proporção que 7

8 estipularem as partes, porque esse tipo de transmissão é regida pelo princípio da autonomia da vontade. Alguns doutrinadores querem aplicar esse princípio na transmissão causa mortis invocando a faculdade de recusar ou aceitar a herança. Já vimos que por força do princípio da saisini, adotado pelo art do CC, aberta a sucessão a herança deixada pelo de cujus transmitem automaticamente a seus herdeiros ou legatários, independentemente de os destinatários da herança terem tomado conhecimento da morte. Logo, na transmissão inter vivos a título gratuito é possível transmitir-se a cada donatário uma determinada porção ideal do imóvel, ocorrendo o fato gerador do imposto no momento do registro do título de transferência (escritura pública de doação) no registro de imóveis competente. E é exatamente cada uma dessas porções ideais que é o objeto de tributação pelo ITCMD, sigla que abriga tanto o imposto sobre transmissão causa mortis, como o imposto sobre transmissão inter vivos a título gratuito (doação). Desse modo, se a porção transmitida a título de doação não for superior a UFESPs não haverá incidência do imposto, qualquer que seja a natureza do bem transmitido. É o que resulta da interpretação sistemática dos dispositivos concernentes à isenção. 6 A inafastabilidade da interpretação sistemática A interpretação sistemática, no caso, não pode ser afastada pela regra do art. 111, II, do CTN por se tratar do exame de aspectos do fato gerador da obrigação tributária. Não é possível a apuração do ITCMD sem a consideração de todos os aspectos do fato gerador retroexaminados. Faltando qualquer um dos cinco elementos do fato gerador (aspecto nuclear ou material, aspecto subjetivo ativo e passivo, aspecto quantitativo, aspecto temporal e o aspecto espacial) o imposto deixa de ter existência. Há de ter sempre: (a) a definição da hipótese em que é 8

9 devido o imposto (a norma legal); (b) os sujeitos da relação jurídicotributária: a Fazenda de um lado, e o contribuinte de outro lado; (c) uma importância líquida e certa a pagar expressa em moeda corrente; (d) o momento em que surgiu a obrigação tributária; e (e) o local onde surgiu essa obrigação. Sem essas considerações que resultam da interpretação sistemática do fato gerador do ITCMD fica difícil a sustentação de tese pela incidência, ou pela isenção do imposto na hipótese sob exame. 7 A jurisprudência sobre a matéria A jurisprudência do E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo não é uniforme. Há decisões pela isenção e pela tributação, conforme ementas abaixo: ITCMD. Isenção. LE nº /00. Art. 6º, I, b. Valor total do imóvel superior a UFESP. Valor da fração ideal arrolada inferior a UFESP. Isenção. Valor do imóvel. A LE nº /00 isenta do ITCMD a transmissão causa mortis de imóvel cujo valor não ultrapasse UFESP, desde que seja o único transmitido; a lei considera o valor do imóvel, não da parte transmitida, e não pode o juiz ampliar a hipótese legal. A sentença está correta Segurança denegada. Recurso do impetrante desprovido (Ap. Civ. nº O ou /0.00; Rel. Des. Torres de Carvalho, 10ª Câmara de Direito Público, j ). Agravo de instrumento. Mandado de segurança. Imposto de transmissão causa mortis e doação. Pretensão de isenção do tributo sobre a meação com incidência apenas sobre a metade ideal inventariada, ou fração transmitida. Ausência ainda de comprovação de herdeiros ou familiares serem residentes no imóvel. Artigo 6º, I, a, da Lei n /2000 e 111, II, do CTN. 9

10 Liminar. Inadmissibilidade. Requisitos legais não atendidos. Recurso provido (AI nº /2-00, 4ª Câmara de Direito Público, , Rel. Des. Escutari de Almeida). ITCMD. Isenção. Bem herdado à metade. Valor venal do imóvel que não leva em conta quotas dos herdeiros, mas a integralidade do bem. Cálculo do imposto que se junge a tal entendimento. Restrição, ademais, porque os herdeiros não residem no imóvel. Inteligência do art. 6º, I, a, da Lei n /2000, do Estado de São Paulo. Recurso não provido (AI nº /3-00, 6ª Câmara de Direito Privado, , Rel. Des. Percival Nogueira). Agravo de Instrumento Mandado de segurança - Isenção de ITCMD. Isenção de ITCMD Transmissão de parte do imóvel Fragmento que ostenta valor venal inferior ao limite de UFESPS, fazendo a Agravada jus à benesse legal Aplicalidade do art. 6º, I, a da Lei /00 Agravo desprovido (AI nº Rel. Des. Marrey Uint, 3ª Câmara de Direito Publico, j. em ). Arrolamento de bens Isenção relativa ao ITCMD A parte ideal objeto do presente inventário tem valor inferior ao limite de isenção determinado na nova lei, conforme verificado. E por isso não se pode deixar de reconhecer a isenção Não há desrespeito algum à interpretação restritiva da lei que concede a isenção, pois no caso não houve ampliação do benefício, mas apenas inexistiu a transmissão da totalidade do imóvel A presente hipótese está abarcada pela benesse legal, sendo indevido o imposto que a Fazenda tenta cobrar do agravante Recurso provido. (...) 10

11 A transmissão causa mortes envolveu 50% do imóvel e não a sua totalidade. Por isso o imposto deve levar em consideração apenas esse percentual para o seu cálculo, que traz como fato gerador a transmissão efetivamente ocorrida com o falecimento. A parte ideal objeto do presente inventário tem valor inferior ao limite de isenção determinado na nova lei, conforme verificado. E por isso não se pode deixar de reconhecer a isenção. Não há desrespeito algum à interpretação restritiva da lei que concede a isenção, pois no caso não houve ampliação do benefício, mas apenas inexistiu a transmissão da totalidade do imóvel. A presente hipótese está abarcada pela benesse legal, sendo indevido o imposto que a Fazenda tenta cobrar do agravante. Dessarte, dá-se provimento ao recurso (Agravo de Instrumento nº , 9ª Câmara de Direito Privado, Relator Des. José Luiz Gavião de Almeida). Como se verifica ambas as correntes jurisprudenciais invocam razões que não se afastam do bom direito. A corrente que sustenta a tributação da transmissão de imóvel de valor superior a UFESPs, no caso da isenção contemplada na letra a, do inciso I, do art. 6º da Lei nº /00, ou de valor superior a UFESPs no caso da isenção prevista na letra b do mesmo permissivo legal considerou que o legislador, em um primeiro momento, tomou como parâmetro do benefício fiscal um dado objetivo básico: o imóvel cujo valor não ultrapassar de UFESPs, para em seguida introduzir um fator subjetivo: que os familiares beneficiados residam no referido imóvel e não tenham outro. Procedeu-se a aplicação do art. 111, II, do CTN não permitindo a sua flexibilização sob pretexto algum. A segunda corrente faz a conjugação dos aspectos subjetivo e quantitativo do fato gerador do ITCMD com os demais aspectos desse 11

12 fato gerador, para concluir que é isento a transmissão da parte ideal do imóvel que não ultrapasse UFESPs. Na transmissão causa mortis, como é sabido, não há transmissão do bem imóvel por inteiro, mas apenas da parte correspondente à herança, que se transmite de forma una e indivisível. A individualização do quinhão de cada herdeiro só se dará com a partilha, isto é, após surgida a obrigação tributária pela ocorrência do fato gerador. Daí o acerto da decisão que isenta a transmissão da herança consistente em imóvel de valor venal de até UFESPs. É importante que se repita que na herança não se inclui a meação. Somente na doação é possível a definição exata do valor do bem transmitido a cada donatário para o efeito de isenção. Se a fração ideal recebida corresponder ao valor limitado a UFESPs, qualquer que seja a natureza do bem (art. 6º, II, a da Lei Paulista), o donatário estará isento do imposto. 8 O destinatário da isenção Nunca se pode esquecer que independentemente de o imposto ser de natureza pessoal ou de natureza real a obrigação de pagar o tributo é sempre pessoal. Portanto, o destinatário do favor fiscal que estamos examinando é o herdeiro ou o donatário. Não é o imóvel que é isento, mas a sua transmissão à determinada pessoa. A isenção favorece o herdeiro que tem o seu patrimônio acrescido com a herança consistente em bem imóvel no valor de até UFESPs ou UFESPs, conforme o caso. No caso de doação a lei favorece o donatário de bem de qualquer natureza (móvel, imóvel ou semovente) de valor que não supere o equivalente a UFESP. 9 Conclusão 12

13 Por tudo isso posicionamos a favor da segunda corrente sustentada pela 3ª Câmara de Direito Público e 9ª Câmara de Direito Privado do E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. É importante salientar que a norma isentiva diz respeito à transmissão de imóvel de valor até UFESPs ou de até UFESPs, conforme o caso. O que é transmitido é a herança, que não inclui a meação. Por isso, a meação não é tributada pelo ITCMD. Finalmente, ao que saibamos não há jurisprudência sobre o limite da isenção no caso de transmissão por ato inter vivos a título gratuito que, como vimos, adota um critério diferente de isenção, da mesma forma que no momento da ocorrência do fato gerador há uma definição exata do valor da parte ideal cabente a cada donatário, na hipótese de haver mais de um. Isso possibilita a mensuração da base de cálculo do imposto de cada donatário para fins do teto previsto na norma de isenção. SP, * Jurista, com 26 obras publicadas. Acadêmico, Titular da cadeira nº 20 (Ruy Barbosa Nogueira) da Academia Paulista de Letras Jurídicas. Acadêmico, Titular da cadeira nº 7 (Bernardo Ribeiro de Moraes) da Academia Brasileira de Direito Tributário. Acadêmico, Titular da cadeira nº 59 (Antonio de Sampaio Dória) da Academia Paulista de Direito. Sócio fundador do escritório Harada Advogados Associados. Ex- Procurador Chefe da Consultoria Jurídica do Município de São Paulo. Site: [email protected] 13

IMPOSTO DE TRANSMISSÃO CAUSA MORTIS E DOAÇÃO (ITCMD)

IMPOSTO DE TRANSMISSÃO CAUSA MORTIS E DOAÇÃO (ITCMD) PROFESSOR ASSOCIADO PAULO AYRES BARRETO Disciplina: TRIBUTOS ESTADUAIS, MUNICIPAIS E PROCESSO TRIBUTÁRIO (DEF0516) IMPOSTO DE TRANSMISSÃO CAUSA MORTIS E DOAÇÃO (ITCMD) 07/10/2015 HISTÓRICO DA TRIBUTAÇÃO

Leia mais

IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO CAUSA MORTIS E DOAÇÃO

IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO CAUSA MORTIS E DOAÇÃO 1 IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO CAUSA MORTIS E DOAÇÃO ITCMD. CRITÉRIOS PARA DISTINGUIR O VALOR LIMITE DA ISENÇÃO NA TRANSMISSÃO CAUSA MORTIS E NA TRANSMISSÃO INTER VIVOS A TITULO GRATUITO TAX TRANSMISSION

Leia mais

Código Tributário Estadual CTE - Lei 11.651/1991 Artigos 72 a 89.

Código Tributário Estadual CTE - Lei 11.651/1991 Artigos 72 a 89. Código Tributário Estadual CTE - Lei 11.651/1991 Artigos 72 a 89. TÍTULO III DO IMPOSTO SOBRE A TRANSMISSÃO CAUSA MORTIS E DOAÇÃO DE QUAISQUER BENS OU DIREITOS - ITCD CAPÍTULO I DA INCIDÊNCIA SEÇÃO I DO

Leia mais

Sumário. Questões CAPÍTULOS I E II... 43 1. Questões comentadas... 43 2. Questões de concurso... 47

Sumário. Questões CAPÍTULOS I E II... 43 1. Questões comentadas... 43 2. Questões de concurso... 47 Sumário APRESENTAÇÃO DA COLEÇÃO... 11 Capítulo I DIREITO TRIBUTÁRIO, TRIBUTO E SUAS ESPÉCIES... 13 1. Breve introdução ao Direito Tributário... 13 2. Tributo... 14 3. Espécies tributárias... 16 3.1. Impostos...

Leia mais

ITCMD controvérsia acerca da isenção

ITCMD controvérsia acerca da isenção ITCMD controvérsia acerca da isenção Kiyoshi Harada Sumário: 1 Introdução. 2 Limites da controvérsia a serem dirimidos. 3 O exame do fato gerador da obrigação tributária. 3.1 O aspecto nuclear do fato

Leia mais

ESTADO DO RIO DE JANEIRO PODER JUDICIÁRIO

ESTADO DO RIO DE JANEIRO PODER JUDICIÁRIO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RIO DE JANEIRO SÉTIMA CÂMARA CÍVEL Apelação Cível n 0090239-62.2011.8.19.0001 Apelante: ESTADO DO RIO DE JANEIRO Apelada: CLARICE MARIA

Leia mais

CAPÍTULO I IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO CAUSA MORTIS E DOAÇÃO, DE QUAISQUER BENS E DIREITOS ITCMD

CAPÍTULO I IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO CAUSA MORTIS E DOAÇÃO, DE QUAISQUER BENS E DIREITOS ITCMD IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO CAUSA MORTIS E DOAÇÃO, DE QUAISQUER BENS E DIREITOS ITCMD 9 CAPÍTULO I IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO CAUSA MORTIS E DOAÇÃO, DE QUAISQUER BENS E DIREITOS ITCMD SUMÁRIO 1. Noções gerais;

Leia mais

A Tributação dos Síndicos, Subsíndicos e Conselheiros (IRPF INSS)

A Tributação dos Síndicos, Subsíndicos e Conselheiros (IRPF INSS) A Tributação dos Síndicos, Subsíndicos e Conselheiros (IRPF INSS) QUAL É O CONCEITO DE SÍNDICO PREVISTO NO CÓDIGO CIVIL DE 2002? O Síndico é definido como sendo administrador do Condomínio (art. 1.346).

Leia mais

Lei Est. PI 4.261/89 - Lei do Estado do Piauí nº 4.261 de 01.02.1989

Lei Est. PI 4.261/89 - Lei do Estado do Piauí nº 4.261 de 01.02.1989 Lei Est. PI 4.261/89 - Lei do Estado do Piauí nº 4.261 de 01.02.1989 DOE-PI: 01.02.1989 Data da publicação para efeito de pesquisa, não substituindo a mencionada no Diário Oficial. Disciplina o Imposto

Leia mais

COMISSÃO DE FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO

COMISSÃO DE FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO COMISSÃO DE FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO PROJETO DE LEI N.º245, DE 2007 Dispõe sobre a atualização do valor de aquisição de bens ou direitos para efeito do Imposto de Renda sobre Ganhos de Capital. Autor: Deputado

Leia mais

OAB 2010.3 GABARITO COMENTADO SEGUNDA FASE EMPRESARIAL. Artigo 9º e 4º do artigo 10 Lei 11.101/2005, procuração, CPC e estatuto da OAB.

OAB 2010.3 GABARITO COMENTADO SEGUNDA FASE EMPRESARIAL. Artigo 9º e 4º do artigo 10 Lei 11.101/2005, procuração, CPC e estatuto da OAB. OAB 2010.3 GABARITO COMENTADO SEGUNDA FASE EMPRESARIAL PEÇA PRÁTICO PROFISSIONAL Artigo 9º e 4º do artigo 10 Lei 11.101/2005, procuração, CPC e estatuto da OAB. Trata-se de uma habilitação de crédito retardatária.

Leia mais

Guarda e suas implicações sobre os regimes previdenciários

Guarda e suas implicações sobre os regimes previdenciários Guarda e suas implicações sobre os regimes previdenciários Adalgisa Wiedemann Chaves Promotora de Justiça Promotoria de Justiça de Família e Sucessões Duas análises possíveis: 1. Guarda no Eixo Parental

Leia mais

18/08/2010 TRIBUTOS EM ESPÉCIE IMPOSTOS IMPOSTOS. Impostos Estaduais. Impostos Estaduais IPVA ICMS ITCMD. Legislação Comercial e Tributária

18/08/2010 TRIBUTOS EM ESPÉCIE IMPOSTOS IMPOSTOS. Impostos Estaduais. Impostos Estaduais IPVA ICMS ITCMD. Legislação Comercial e Tributária Legislação Comercial e Tributária TRIBUTOS EM ESPÉCIE IPVA ICMS ITCMD IPVA: Imposto sobre a propriedade de veículo automotor. Fato Gerador: é a propriedade do veículo automotor. Base de cálculo: valor

Leia mais

Dependentes para fins de Imposto de Renda

Dependentes para fins de Imposto de Renda Dependentes para fins de Imposto de Renda 318 - Quem pode ser dependente de acordo com a legislação tributária? Podem ser dependentes, para efeito do imposto sobre a renda: 1 - companheiro(a) com quem

Leia mais

CÓDIGO CIVIL PORTUGUÊS LIVRO V

CÓDIGO CIVIL PORTUGUÊS LIVRO V CÓDIGO CIVIL PORTUGUÊS LIVRO V DIREITO DAS SUCESSÕES TÍTULO I DAS SUCESSÕES EM GERAL CAPÍTULO I Disposições gerais ARTIGO 2024º (Noção) Diz-se sucessão o chamamento de uma ou mais pessoas à titularidade

Leia mais

EMENDA ADITIVA N o. Acrescente-se o seguinte art. 9 o ao texto original da Medida Provisória nº 680, de 2015, renumerando-se o atual art. 9º.

EMENDA ADITIVA N o. Acrescente-se o seguinte art. 9 o ao texto original da Medida Provisória nº 680, de 2015, renumerando-se o atual art. 9º. MPV 680 00022 MEDIDA PROVISÓRIA N O 680, DE 2015 Institui Programa de Proteção ao Emprego e dá outras providências. EMENDA ADITIVA N o Acrescente-se o seguinte art. 9 o ao texto original da Medida Provisória

Leia mais

Direito Civil VI - Sucessões. Prof. Marcos Alves da Silva

Direito Civil VI - Sucessões. Prof. Marcos Alves da Silva Direito Civil VI - Sucessões Prof. Marcos Alves da Silva Herança Jacente e Herança Vacante A questão do princípio de saisine Herança Jacente: A herança jaz enquanto não se apresentam herdeiro do de cujus

Leia mais

Planejamento Tributário Empresarial

Planejamento Tributário Empresarial Planejamento Tributário Empresarial Aula 07 Os direitos desta obra foram cedidos à Universidade Nove de Julho Este material é parte integrante da disciplina, oferecida pela UNINOVE. O acesso às atividades,

Leia mais

LEI Nº13.417, DE 30 DE DEZEMBRO DE 2003.

LEI Nº13.417, DE 30 DE DEZEMBRO DE 2003. 1 LEI Nº13.417, DE 30 DE DEZEMBRO DE 2003. * Publicado no DOE em 30/12/2003. DISPÕE ACERCA DO IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO CAUSA MORTIS E DOAÇÃO, DE QUAISQUER BENS OU DIREITOS - ITCD, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

Leia mais

Sucessão que segue as regras da lei quando: DIREITO DAS SUCESSÕES

Sucessão que segue as regras da lei quando: DIREITO DAS SUCESSÕES DIREITO DAS SUCESSÕES I. SUCESSÃO EM GERAL II. III. IV. SUCESSÃO LEGÍTIMA SUCESSÃO TESTAMENTÁRIA INVENTÁRIO E PARTILHA SUCESSÃO LEGÍTIMA 1. Conceito 2. Parentesco 3. Sucessão por direito próprio e por

Leia mais

RELATORA : Des. Federal MARIA DE FÁTIMA FREITAS LABARRÈRE APELANTE : UNIÃO - FAZENDA NACIONAL APELADO : GABRIEL KNIJNIK EMENTA ACÓRDÃO

RELATORA : Des. Federal MARIA DE FÁTIMA FREITAS LABARRÈRE APELANTE : UNIÃO - FAZENDA NACIONAL APELADO : GABRIEL KNIJNIK EMENTA ACÓRDÃO APELAÇÃO CÍVEL Nº 5017062-73.2011.404.7100/RS RELATORA : Des. Federal MARIA DE FÁTIMA FREITAS LABARRÈRE APELANTE : UNIÃO - FAZENDA NACIONAL APELADO : GABRIEL KNIJNIK EMENTA TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL

Leia mais

SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 724, DE 2011

SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 724, DE 2011 SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 724, DE 2011 O CONGRESSO NACIONAL decreta: Altera os incisos VI e VII, do artigo 1.659, e o inciso V, do art. 1.660, da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002

Leia mais

Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro Quinta Câmara Cível

Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro Quinta Câmara Cível Apelante: Estado do Rio de Janeiro Apelado: Espólio de Ismael Nogueira da Silva rep/s/inventariante Marilena de Rezende Nogueira Relator: Des. Antonio Saldanha Palheiro D E C I S Ã O INVENTÁRIO. SENTENÇA

Leia mais

2ª Fase OAB/FGV Direito Civil

2ª Fase OAB/FGV Direito Civil 2ª Fase OAB/FGV Direito Civil Professor Fabio Alves [email protected] DIREITO DAS SUCESSÕES PRINCÍPIO DA SAISINE ART. 1784 RESERVA DE LEGITIMA Art. 1.789. Havendo herdeiros necessários, o testador

Leia mais

NOTA TÉCNICA Nº 0011/2012

NOTA TÉCNICA Nº 0011/2012 NOTA TÉCNICA Nº 0011/2012 Brasília, 26 de junho de 2012. ÁREA: TÍTULO: Contabilidade Pública Restos a Pagar Considerando que, de acordo com o art. 42 da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) é vedado ao

Leia mais

Diante do exposto, indaga-se: aplicar-se-ia o princípio da anterioridade tributária ao presente caso?

Diante do exposto, indaga-se: aplicar-se-ia o princípio da anterioridade tributária ao presente caso? RECIPROCIDADE TRIBUTÁRIA E TAXA JUDICIÁRIA (Estudo elaborado pelo Diretor da Divisão de Custas da Corregedoria-Geral da Justiça, Ricardo Vieira de Lima, a partir das decisões da CGJ sobre a matéria em

Leia mais

Se aração, ivórcio e Inventário por Escritura Pública

Se aração, ivórcio e Inventário por Escritura Pública Christiano Cassetlari Se aração, ivórcio e Inventário por Escritura Pública Teoria e Prática 7. a edição revista, atualizada e ampliada *** ~ ~ ED,ITORA \~A METODO SÃO PAULO SUMÁRIO 1. BREVES COMENTÁRIOS

Leia mais

A desoneração da folha trocada em miúdos Qui, 25 de Outubro de 2012 00:00. 1. Introdução

A desoneração da folha trocada em miúdos Qui, 25 de Outubro de 2012 00:00. 1. Introdução 1. Introdução Com a publicação da Medida Provisória 563/12 convertida na Lei 12.715/12 e posteriormente regulamentada pelo Decreto 7.828/12, determinadas empresas de vários setores terão a contribuição

Leia mais

DECRETO Nº 3601 DE 29 DE DEZEMBRO DE

DECRETO Nº 3601 DE 29 DE DEZEMBRO DE DECRETO Nº 3601 DE 29 DE DEZEMBRO DE 2000 (Publicado no DOE n.º 2451 de 29.12.2000) (Alterado pelo Decreto n.º 7871 de 19.12.03) (Alterado pelo Decreto n.º 3056 de 17.06.05) APROVA O REGULAMENTO DO IMPOSTO

Leia mais

PROCEDIMENTOS PARA UTILIZAÇÃO DO SISTEMA E GERAÇÃO DAS GUIAS DE RECOLHIMENTO DO IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO DE BENS IMOVEIS PELA INTERNET.

PROCEDIMENTOS PARA UTILIZAÇÃO DO SISTEMA E GERAÇÃO DAS GUIAS DE RECOLHIMENTO DO IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO DE BENS IMOVEIS PELA INTERNET. ITBI Imposto Sobre a Transmissão de Bens Imóveis. PROCEDIMENTOS PARA UTILIZAÇÃO DO SISTEMA E GERAÇÃO DAS GUIAS DE RECOLHIMENTO DO IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO DE BENS IMOVEIS PELA INTERNET. 01. Como acessar

Leia mais

COMENTÁRIOS ÀS QUESTÕES PROPOSTAS

COMENTÁRIOS ÀS QUESTÕES PROPOSTAS COMENTÁRIOS ÀS QUESTÕES PROPOSTAS 1- Assinale a opção correta: O fato gerador do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas ocorre na data de encerramento do período-base, a) exceto para aquelas que apuram

Leia mais

ÍNDICE. 1. Tabela Progressiva - a partir de Abril/2015... 2. 2. Exemplos Práticos... 3. 2.1. Declarante 1 Empregador pessoa física...

ÍNDICE. 1. Tabela Progressiva - a partir de Abril/2015... 2. 2. Exemplos Práticos... 3. 2.1. Declarante 1 Empregador pessoa física... ÍNDICE 1. Tabela Progressiva - a partir de Abril/2015.... 2 2. Exemplos Práticos... 3 2.1. Declarante 1 Empregador pessoa física... 3 2.2. Declarante 2 Rendimento pago ao exterior Fonte pagadora pessoa

Leia mais

ASPECTOS SOCIETÁRIOS E TRIBUTÁRIOS EM OPERAÇÕES DE M&A. Reunião Conjunta dos Comitês de Tributário e Societário 22/03/2016

ASPECTOS SOCIETÁRIOS E TRIBUTÁRIOS EM OPERAÇÕES DE M&A. Reunião Conjunta dos Comitês de Tributário e Societário 22/03/2016 ASPECTOS SOCIETÁRIOS E TRIBUTÁRIOS EM OPERAÇÕES DE M&A Reunião Conjunta dos Comitês de Tributário e Societário 22/03/2016 AGENDA EscrowAccount: 1) depósito em nome do vendedor, do comprador ou de ambos;

Leia mais

LEI Nº 1909, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2005.

LEI Nº 1909, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2005. LEI Nº 1909, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2005. Dispõe sobre o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis por Ato Oneroso Inter Vivos - ITBI. O PREFEITO MUNICIPAL DE NOVA LIMA, MINAS GERAIS, faz saber que a Câmara

Leia mais

PARECER Nº, DE 2016. RELATOR: Senador JOSÉ PIMENTEL I RELATÓRIO

PARECER Nº, DE 2016. RELATOR: Senador JOSÉ PIMENTEL I RELATÓRIO PARECER Nº, DE 2016 Da COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO, JUSTIÇA E CIDADANIA, à Proposta de Emenda à Constituição nº 18, de 2009, do Senador Paulo Paim e outros, que altera o 8º do art. 201 da Constituição Federal,

Leia mais

IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO CAUSA MORTIS

IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO CAUSA MORTIS IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO CAUSA MORTIS E DOAÇÃO DE QUAISQUER BENS OU DIREITOS (ITCMD) NO ESTADO DE SERGIPE Célio Cruz www.uniestudos.com.br Direito Tributário Célio Cruz 2 NOTA SOBRE O AUTOR Célio Rodrigues

Leia mais

c) das comissões e corretagens pagas;

c) das comissões e corretagens pagas; TRANSFER PRICE APLICAÇÃO DA LEI 9.430/96 E INSTRUÇÃO NORMATIVA 243/2002 O presente artigo, tem como finalidade a análise jurídica acerca da sistemática inserida pela Instrução Normativa 243/2002, e a modificação

Leia mais

Impactos Fiscais das Avaliações a Valor Justo

Impactos Fiscais das Avaliações a Valor Justo Britcham Brasil Grupo Legal & Regulatório Impactos Fiscais das Avaliações a Valor Justo São Paulo, 26 de junho de 2015 1 Introdução à Legislação 28/12/2007 27/05/2009 16/09/2013 13/05/2014 24/11/2014 Lei

Leia mais

Faculdade da Alta Paulista

Faculdade da Alta Paulista Plano de Ensino Disciplina: DIREITO E LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA Código: Série: 3ª Obrigatória (X ) Optativa ( ) CH Teórica: CH Prática: CH Total: 80h Período Letivo: 2015 Obs: Objetivos Garantir que o aluno

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL OAB

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL OAB PADRÃO DE RESPOSTAS PEÇA PROFISSIONAL O estabelecimento da sociedade WYZ Ltda., cujo objeto é a venda de gêneros alimentícios, foi interditado pela autoridade fazendária municipal, Coordenador Municipal

Leia mais

Coordenação-Geral de Tributação

Coordenação-Geral de Tributação Fls. 2 1 Coordenação-Geral de Tributação Solução de Consulta nº 212 - Data 14 de julho de 2014 Processo Interessado CNPJ/CPF ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL SIMPLES NACIONAL. ESTABELECIMENTO COMERCIAL EQUIPARADO

Leia mais

REMESSA PARA DEMONSTRAÇÃO E REMESSA PARA MOSTRUÁRIO. atualizado em 25/05/2016. Alterados os itens 2, 3.1, e 3,2 Incluídos os itens 4, 5, 6, e 7

REMESSA PARA DEMONSTRAÇÃO E REMESSA PARA MOSTRUÁRIO. atualizado em 25/05/2016. Alterados os itens 2, 3.1, e 3,2 Incluídos os itens 4, 5, 6, e 7 REMESSA PARA DEMONSTRAÇÃO E REMESSA PARA MOSTRUÁRIO atualizado em 25/05/2016 Alterados os itens 2, 3.1, e 3,2 Incluídos os itens 4, 5, 6, e 7 2 ÍNDICE 1. CONCEITO...5 1.1. Remessa para Demonstração...5

Leia mais

GOVERNO DE RONDÔNIA SECRETARIA DE ESTADO DE FINANÇAS COORDENADORIA DA RECEITA ESTADUAL GETRI GERÊNCIA DE TRIBUTAÇÃO

GOVERNO DE RONDÔNIA SECRETARIA DE ESTADO DE FINANÇAS COORDENADORIA DA RECEITA ESTADUAL GETRI GERÊNCIA DE TRIBUTAÇÃO ASSUNTO : Consulta Operações com cartões de celulares. PARECER Nº 096/06/GETRI/CRE/SEFIN SÚMULA: OPERAÇÃO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÃO DISPONIBILIZADA ATRAVÉS DE CARTÕES PARA TELEFONIA MÓVEL

Leia mais

Então a diferença positiva do preço de venda, doação, transferência em relação ao custo é o Ganho de Capital.

Então a diferença positiva do preço de venda, doação, transferência em relação ao custo é o Ganho de Capital. CONCEITO Ganho de Capital é quando determinado BEM (ou grupo de bens da mesma natureza) for vendido, doado ou transferido por valor superior ao preço de custo. Então a diferença positiva do preço de venda,

Leia mais

Medida Provisória editada pelo Governo para a nova carreira da Previdência, da Saúde e do Trabalho (MP 301) Perguntas e resposta.

Medida Provisória editada pelo Governo para a nova carreira da Previdência, da Saúde e do Trabalho (MP 301) Perguntas e resposta. Medida Provisória editada pelo Governo para a nova carreira da Previdência, da Saúde e do Trabalho (MP 301) Perguntas e resposta. JULHO DE 2006 Medida Provisória editada pelo Governo para a nova carreira

Leia mais

Anexo III: Aspectos Fiscais e Gerenciais de Empresas no Brasil

Anexo III: Aspectos Fiscais e Gerenciais de Empresas no Brasil Anexo III: Aspectos Fiscais e Gerenciais de Empresas no Brasil 1. Aspectos Gerais investimento: Neste capítulo vamos analisar os principais aspectos fiscais envolvidos em três momentos de um (i) Formação

Leia mais

AULA DE 20/08/15 HI FG OT CT

AULA DE 20/08/15 HI FG OT CT AULA DE 20/08/15 3. RELAÇÃO JURÍDICO-TRIBUTÁRIO HI FG OT CT HI = hipótese de incidência FG = fato gerador OT = obrigação tributária CT = crédito tributário 3.1. Hipótese de Incidência Momento abstrato,

Leia mais

Parecer Consultoria Tributária Segmentos Escrituração do Vale Pedágio nos Livros Fiscais

Parecer Consultoria Tributária Segmentos Escrituração do Vale Pedágio nos Livros Fiscais Parecer Consultoria Tributária Segmentos 18/12/2015 Sumário Título do documento 1. Questão... 3 2. Normas Apresentadas pelo Cliente... 3 2.1. Lei Federal 10.209/2001... 3 2.2. RICMS SP... 3 3. Análise

Leia mais

de 2002, permanecem com a alíquota da Cofins reduzida a zero, em que pesem as alterações introduzidas pela Lei nº 10.865, de 2004.

de 2002, permanecem com a alíquota da Cofins reduzida a zero, em que pesem as alterações introduzidas pela Lei nº 10.865, de 2004. DIVISÃO DE TRIBUTAÇÃO 4. Região Fiscal SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 1, DE 13 DE JANEIRO DE 2009 EMENTA: GFIP - Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social.

Leia mais

OS LIMITES DA CLÁUSULA AD JUDICIA NA PROCURAÇÃO

OS LIMITES DA CLÁUSULA AD JUDICIA NA PROCURAÇÃO OS LIMITES DA CLÁUSULA AD JUDICIA NA PROCURAÇÃO coletânea Inacio de Carvalho Neto OS LIMITES DA CLÁUSULA AD JUDICIA NA PROCURAÇÃO Inacio de Carvalho Neto 1 Determina o art. 38 do Código de Processo Civil

Leia mais

Receitas e despesas não operacionais são aquelas decorrentes de transações não incluídas nas

Receitas e despesas não operacionais são aquelas decorrentes de transações não incluídas nas 001 O que se entende por receitas e despesas não operacionais? Receitas e despesas não operacionais são aquelas decorrentes de transações não incluídas nas atividades principais ou acessórias que constituam

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA SUBSTITUTIVO AO PROJETO DE LEI N 4.330, DE 2004.

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA SUBSTITUTIVO AO PROJETO DE LEI N 4.330, DE 2004. COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA SUBSTITUTIVO AO PROJETO DE LEI N 4.330, DE 2004. Dispõe sobre o contrato de prestação de serviços terceirizados e as relações de trabalho dele decorrentes.

Leia mais

Despesas. Generalidades sobre BDI Benefícios e Despesas Indiretas

Despesas. Generalidades sobre BDI Benefícios e Despesas Indiretas 4ª Aula Desenvolvimento do Tema: Despesas. Generalidades sobre BDI Benefícios e Despesas Indiretas Os participantes poderão apresentar entendimentos e experiências com base em suas atividades cabendo ao

Leia mais

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA FACULDADE DE DIREITO LITISCONSÓRCIO NECESSÁRIO: AÇÃO INDENIZATÓRIA POR DANOS MORAIS

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA FACULDADE DE DIREITO LITISCONSÓRCIO NECESSÁRIO: AÇÃO INDENIZATÓRIA POR DANOS MORAIS UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA FACULDADE DE DIREITO LITISCONSÓRCIO NECESSÁRIO: AÇÃO INDENIZATÓRIA POR DANOS MORAIS Trabalho 1 análise de acórdãos. Constitui elemento de avaliação na disciplina Teoria Geral do

Leia mais

Extensão dos efeitos de decisão judicial transitada em julgado a quem não foi parte na relação processual

Extensão dos efeitos de decisão judicial transitada em julgado a quem não foi parte na relação processual Extensão dos efeitos de decisão judicial transitada em julgado a quem não foi parte na relação processual Parecer n o 14/00-CRTS Ementa: 1.Extensão dos efeitos de decisão judicial transitada em julgado

Leia mais

PAULO ROBERTO GONGORA FERRAZ, MAURÍCIO DE PAULA SOARES GUIMARÃES, RAFAEL MARTINS BORDINHÃO

PAULO ROBERTO GONGORA FERRAZ, MAURÍCIO DE PAULA SOARES GUIMARÃES, RAFAEL MARTINS BORDINHÃO PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO PARANÁ COMARCA DA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA - FORO CENTRAL DE CURITIBA 5ª VARA DA FAZENDA PÚBLICA DE CURITIBA - PROJUDI Rua Padre Anchieta, 1287 - Bigorrilho - Curitiba/PR

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE POMPÉU PRAÇA GOVERNADOR VALADARES, 12 CENTRO FONE: (37) 3523-1000 FAX: (37) 3523-1391 35.640-000 POMPÉU/MG

PREFEITURA MUNICIPAL DE POMPÉU PRAÇA GOVERNADOR VALADARES, 12 CENTRO FONE: (37) 3523-1000 FAX: (37) 3523-1391 35.640-000 POMPÉU/MG LEI COMPLEMENTAR Nº 002/2009 DISPÕE SOBRE O PROGRAMA MINHA CASA, MINHA VIDA NO MUNICÍPIO DE POMPÉU, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. A Câmara Municipal de Pompéu/MG, por seus representantes legais, aprovou e

Leia mais

FIOS, TECIDOS, ARTIGOS DE ARMARINHO E CONFECÇÕES. PERGUNTAS E RESPOSTAS Atualizado em 05/01/2016 Incluídas perguntas 11 e 12

FIOS, TECIDOS, ARTIGOS DE ARMARINHO E CONFECÇÕES. PERGUNTAS E RESPOSTAS Atualizado em 05/01/2016 Incluídas perguntas 11 e 12 FIOS, TECIDOS, ARTIGOS DE ARMARINHO E CONFECÇÕES PERGUNTAS E RESPOSTAS Atualizado em 05/01/2016 Incluídas perguntas 11 e 12 2 PERGUNTAS E RESPOSTAS 1. Em que consiste a sistemática simplificada de tributação

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº DE 2008

PROJETO DE LEI Nº DE 2008 PROJETO DE LEI Nº DE 2008 (Do Sr. Cleber Verde) Acrescenta os parágrafos 1º e 2º ao artigo 1.725 do Código Civil, que dispõe sobre o regime de bens adotado na União Estável, estabelecendo-se que na hipótese

Leia mais

GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA SECRETARIA DE ESTADO DE FINANÇAS COORDENADORIA DA RECEITA ESTADUAL

GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA SECRETARIA DE ESTADO DE FINANÇAS COORDENADORIA DA RECEITA ESTADUAL GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA SECRETARIA DE ESTADO DE FINANÇAS COORDENADORIA DA RECEITA ESTADUAL RESOLUÇÃO CONJUNTA N. 006/2014/GAB/SEFIN/CRE Porto Velho, 09 de julho de 2014 Publicada no DOE nº 2533,

Leia mais

Reconhecer as diversas espécies de tributos cobrados pela União, pelos Estados e pelos Municípios;

Reconhecer as diversas espécies de tributos cobrados pela União, pelos Estados e pelos Municípios; 1. IDENTIFICAÇÃO CÓDIGO DA DISCIPLINA: D-45 PERÍODO: 8 CRÉDITO: 04 NOME DA DISCIPLINA: DIREITO TRIBUTARIO II NOME DO CURSO: DIREITO 2. EMENTA CARGA HORÁRIA SEMANAL: 04 CARGA HORÁRIA SEMESTRAL: 60 Impostos.

Leia mais

AULA 09 EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO DE CONTEÚDO

AULA 09 EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO DE CONTEÚDO 01 Profª Helisia Góes Disciplina: DIREITO CIVIL VI SUCESSÕES Turmas: 8ºDIV (26/08/10) e 8º DIN (25/08/10) AULA 09 EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO DE CONTEÚDO INSTRUÇÕES: O trabalho deverá ser desenvolvido da seguinte

Leia mais

IMPOSTO SUCESSÓRIO PASSADO, PRESENTE E FUTURO ANTÓNIO NEVES

IMPOSTO SUCESSÓRIO PASSADO, PRESENTE E FUTURO ANTÓNIO NEVES IMPOSTO SUCESSÓRIO PASSADO, PRESENTE E FUTURO ANTÓNIO NEVES O ANTIGO IMPOSTO SOBRE AS SUCESSÕES E DOAÇÕES Incidência Principais exclusões e isenções Regra de conexão Taxas Transmissões a título gratuito

Leia mais

O Contencioso administrativo e seu Papel no Estado Democrático de Direito

O Contencioso administrativo e seu Papel no Estado Democrático de Direito MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS O Contencioso administrativo e seu Papel no Estado Democrático de Direito OTACÍLIO DANTAS CARTAXO FIESP 25 de novembro de 2013 Foco da

Leia mais

REGULAMENTO DELEGADO (UE) N.º /.. DA COMISSÃO. de 19.9.2014

REGULAMENTO DELEGADO (UE) N.º /.. DA COMISSÃO. de 19.9.2014 COMISSÃO EUROPEIA Bruxelas, 19.9.2014 C(2014) 6515 final REGULAMENTO DELEGADO (UE) N.º /.. DA COMISSÃO de 19.9.2014 que completa a Diretiva 2014/17/UE do Parlamento Europeu e do Conselho no que diz respeito

Leia mais

: RENATA COSTA BOMFIM E OUTRO(A/S)

: RENATA COSTA BOMFIM E OUTRO(A/S) RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 702.642 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :ASSOCIAÇÃO BENEFICENTE DOS HOSPITAIS SOROCABANA ADV.(A/S) :JOSÉ MARCELO BRAGA NASCIMENTO E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S)

Leia mais

PROCESSO Nº: 0800019-28.2015.4.05.8000 - APELAÇÃO / REEXAME NECESSÁRIO APELANTE: FAZENDA NACIONAL APELADO: EDIFICIO BARCELONA

PROCESSO Nº: 0800019-28.2015.4.05.8000 - APELAÇÃO / REEXAME NECESSÁRIO APELANTE: FAZENDA NACIONAL APELADO: EDIFICIO BARCELONA Poder Judiciário RELATÓRIO Trata-se de apelação da União (Fazenda Nacional) e remessa oficial em adversidade à sentença, proferida pelo MM Juiz Federal Sebastião José Vasques de Moraes, que concedeu a

Leia mais

0804965-84.2015.4.05.0000-AGRAVO DE INSTRUMENTO

0804965-84.2015.4.05.0000-AGRAVO DE INSTRUMENTO PROCESSO Nº: AGRAVANTE: ADVOGADO: AGRAVADO: ORIGEM: JUIZ: RELATOR: TURMA: 0804965-84.2015.4.05.0000-AGRAVO DE INSTRUMENTO TEREZA CRISTINA PEREIRA DA COSTA CHAVES BRUNA PEREIRA DA COSTA CHAVES FAZENDA NACIONAL

Leia mais

PARECER Nº, DE 2010. RELATOR: Senador GEOVANI BORGES I RELATÓRIO

PARECER Nº, DE 2010. RELATOR: Senador GEOVANI BORGES I RELATÓRIO PARECER Nº, DE 2010 Da COMISSÃO DE ASSUNTOS SOCIAIS, em caráter terminativo, sobre o Projeto de Lei do Senado nº 512, de 2007, do Senador Paulo Paim, que acrescenta parágrafo ao art. 764 da Consolidação

Leia mais

Sumário. 1.3.2. Exceções ao princípio da legalidade tributária. 1.3.3.1. Exceções ao princípio da anterioridade anual

Sumário. 1.3.2. Exceções ao princípio da legalidade tributária. 1.3.3.1. Exceções ao princípio da anterioridade anual Sumário CAPÍTULO 1 DIREITO TRIBUTÁRIO 1.1. Introdução 1.2. Limitações Constitucionais ao Poder de Tributar 1.3. Princípios Constitucionais Tributários 1.3.1. Princípio da legalidade tributária 1.3.2. Exceções

Leia mais

PARECER Nº, DE 2015. RELATOR: Senador JOSÉ PIMENTEL

PARECER Nº, DE 2015. RELATOR: Senador JOSÉ PIMENTEL PARECER Nº, DE 2015 Da COMISSÃO DE ASSUNTOS ECONÔMICOS, sobre o Projeto de Lei do Senado nº 285, de 2011 Complementar, do Senador Ciro Nogueira, que altera o art. 191-A da Lei nº 5.172, de 25 de outubro

Leia mais

INDEXAÇÃO Pensão Especial; Reversão de Pensão; Ex Combatente; Falecimento de Pensionista; Viúva; Beneficiário da Pensão; Filha Casada; Legislação;

INDEXAÇÃO Pensão Especial; Reversão de Pensão; Ex Combatente; Falecimento de Pensionista; Viúva; Beneficiário da Pensão; Filha Casada; Legislação; Tribunal de Contas da União Número do documento: DC-0068-09/00-1 Identidade do documento: Decisão 68/2000 - Primeira Câmara Ementa: Pensão Especial da Lei 4.242/63. Ex-combatente. Falecimento da viúva.

Leia mais

Relação jurídica tributária

Relação jurídica tributária Sistema Tributário Nacional: A Relação jurídica tributária: Hipóteses de incidência; Fato gerador; Obrigações tributárias: sujeito ativo, sujeito passivo, domicílio tributário, principal; acessória. Tipos

Leia mais

Objetivo da aula: Negócios jurídicos.

Objetivo da aula: Negócios jurídicos. AULA 02 PONTO: 02 Objetivo da aula: Negócios jurídicos. Tópico do plano de Ensino: Negócio jurídico. Conceito, classificação e interpretação (Elemento Volitivo) Roteiro de aula NEGÓCIO JURIDICO CONCEITO

Leia mais

APELAÇÃO CÍVEL Nº 249588-54 (200902495881) COMARCA DE GOIÂNIA

APELAÇÃO CÍVEL Nº 249588-54 (200902495881) COMARCA DE GOIÂNIA APELAÇÃO CÍVEL Nº 249588-54 (200902495881) COMARCA DE GOIÂNIA APELANTE APELADO RELATOR DENISE CACHEFFO DE PAIVA E OUTRO DIVINA MARIA DE JESUS RELATÓRIO Trata-se de Apelação Cível interposta por DENISE

Leia mais

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.577 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) :COMPANHIA DE SEGUROS PREVIDÊNCIA DO SUL - PREVISUL ADV.(A/S) :FRANCISCO CARLOS ROSAS GIARDINA E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S)

Leia mais