UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA
|
|
|
- Moisés Fartaria Aires
- 9 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA INSTITUTO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS NÚCLEO DE TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 1
2 CARLOS JOSÉ CORRÊA GESTÃO DA SEGURIDADE SOCIAL NO BRASIL Rio de Janeiro
3 CARLOS JOSÉ CORRÊA GESTÃO DA SEGURIDADE SOCIAL NO BRASIL Monografia apresentada ao Instituto de Ciências Jurídicas da Universidade Veiga de Almeida como parte das exigências do exame de qualificação para obtenção do título de Bacharel em Direito Rio de Janeiro
4 Dedicatória 4
5 Agradecimentos 5
6 RESUMO Ensaio monográfico versando sobre gestão da seguridade no Brasil. Uma introdução faz a apresentação do tema e define a forma de distribuição dos capítulos. No capítulo I discorre-se sobre a evolução da seguridade social no Mundo a partir da história Romana, chegando aos dias de hoje; o capítulo II é o meio de apresentar a seguridade social desde o tempo do Brasil Império até o final do século XX. No capítulo III, faz-se uma apresentação crítica dos programas sociais mais recentes, fechando-se o trabalho com uma conclusão baseada nas abordagens feitas e com severas críticas às políticas assistencialistas do governo. 6
7 SUMÁRIO INTRODUÇÃO... 8 CAPÍTULO I A SEGURIDADE SOCIAL no MUNDO Poor Relief Act CAPÍTULO II no Brasil CAPITULO III - Os dias atuais CONCLUSÃO REFERÊNCIAS
8 INTRODUÇÃO ama teu próximo como a ti mesmo o Provedor Maior A seguridade social abrange um mosaico de ações dos poderes públicos, e da sociedade como um todo, destinadas a assegurar o direito à saúde, à previdência social e à assistência social. Na verdade, trata-se do terceiro elemento da Revolução Francesa que, em 1789, pregou Liberté, Égalité, Fraternité. A liberdade de poder vender o trabalho de suas mãos, a igualdade de se não sentir inferior a quem quer que seja, a fraternidade o terceiro elemento para garantir que as inevitáveis desigualdades não comprometam o verdadeiro sentido da liberdade. No Brasil, a ampliação do conceito de seguridade social surgiu com a Constituição de 1988, conhecida como a Constituição Cidadã, tão bem forjada e, já, tanto modificada, ao alvedrio dos casuísmos da conveniência de 8
9 governantes. Certamente, a todos devem caber os benefícios por ela propostos e, também os esforços para gerar recursos para manter a solidariedade entre os seres humanos. Foi esse o pensamento que norteou as políticas sociais a partir dos anos cinqüenta, gerando grandes mudanças nos países mais desenvolvidos, transformando-os em Estados de Bem-Estar Social (welfare state). É importante frisar que tal resultado não foi conseqüência da ação do mercado, mas sim de uma atitude racional das sociedades orientada para o apoio a intervenções do Estado. Este foi, sem dúvida, o fulcro sobre o qual se alavancaram os progressos econômicos e sociais das sociedades mais evoluídas. Cancian 1 define o Estado do Bem-estar Social, que também é conhecido por sua denominação em inglês, Welfare State. Os termos servem basicamente para designar o Estado assistencial que garante padrões mínimos de educação, saúde, habitação, renda e seguridade social a todos os cidadãos. É preciso esclarecer, no entanto, que todos estes tipos de serviços assistenciais são de caráter público e reconhecidos como direitos sociais. A partir dessa premissa, pode-se afirmar que o que distingue o Estado do Bemestar de outros tipos de Estado assistencial não é tanto a intervenção estatal na economia e nas condições sociais com o objetivo de melhorar os padrões de qualidade de vida da população, mas o fato dos serviços prestados serem considerados direitos dos cidadãos. La Fontaine, em uma de suas mais famosas fábulas, diz: 1 Renato Cancian é cientista social, mestre em sociologia-política. É autor do livro "Comissão Justiça e Paz de São Paulo: Gênese e Atuação Política ". em 10 jun
10 La cigalle ayant chanté tout l été, se trouva fort dèpourvie, quand la bûse fût venie... Na verdade, parece-nos que sua intenção é a de tecer loas àqueles que trabalham e se preocupam com os dias futuros. Trabalhando e guardando, cada um terá o necessário para seus dias de inverno, aí entendidos como tempos ruins ou como crises econômicas ou, ainda, como imprevistos decorrentes de problemas de saúde. Assim, entende-se que a seguridade deve atender a todos, inclusive as cigarras e aquelas formigas que, mesmo querendo trabalhar, não puderam fazê-lo por uma contingência qualquer. Para os defensores do Estado Liberal, o problema do sistema de seguridade social é um número cada vez maior de cigarras, desestimulando a laboriosa produção das formigas, afirmando que o mesmo entrou em crise no final dos anos 70, em decorrência do aumento significativo de beneficiários muita gente para usufruir e pouca gente para produzir face ao aumento da expectativa de vida e à incorporação de segmentos sociais desassistidos, como foi o caso dos trabalhadores rurais. Entram em cena os defensores do Consenso de Washington que pregam o Estado mínimo 2. 2 Concepção fundada nos pressupostos da reação conservadora que deu origem ao neoliberalismo. A idéia de Estado Mínimo pressupõe um deslocamento das atribuições do Estado perante a economia e a sociedade. Preconiza-se a não-intervenção, e este afastamento em prol da liberdade individual e da competição entre os agentes econômicos, segundo o neoliberalismo, é o pressuposto da prosperidade econômica. A única forma de regulação econômica, portanto, deve ser feita pelas forças do mercado, as mais racionais e eficientes possíveis. Ao Estado Mínimo cabe garantir a ordem, a legalidade e concentrar seu papel executivo naqueles serviços mínimos necessários para tanto: policiamento, forças armadas, poderes executivo, legislativo e judiciário etc. Abrindo mão, portanto, de toda e qualquer forma de atuação econômica direta, como é o caso das empresas estatais. A concepção de Estado mínimo surge 10
11 Visando, então, à manutenção de um sistema de proteção social, a Carta Magna vigente estabeleceu um modelo misto de financiamento, prescrevendo no seu art. 195 que a seguridade social será suportada por toda a sociedade, com recursos provenientes tanto do orçamento fiscal das pessoas políticas como por meio de imposições de contribuições sociais. Logo, o custeio direto da seguridade social deve ser feito com o produto da cobrança das empresas, dos trabalhadores, sobre a receita de concursos de prognósticos e a importação de bens e serviços (EC nº 42/03), ficando o custeio indireto por conta das dotações orçamentárias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, reservando ainda à União a competência residual para a regulamentação de novas fontes de custeio. Art A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: I - do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre: a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício; b) a receita ou o faturamento; c) o lucro; II - do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, não incidindo contribuição sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de previdência social de que trata o art. 201; como reação ao padrão de acumulação vigente durante grande parte do século XX, em que o Estado financiava não só a acumulação do capital, mas também a reprodução da força de trabalho, via políticas sociais. Na medida em que este Estado deixa de financiar esta última, torna-se, ele próprio, máximo para o capital. O suporte do fundo público (estatal) ao capital não só não deixa de ser aporte necessário ao processo de acumulação, como também ele se maximiza diante das necessidades cada vez mais exigentes do capital financeiro internacional. Para o seu estudo é fundamental a consulta às obras de István Mészaros, Para além do capital (2002); Francisco de Oliveira, Os direitos do antivalor (1998). em 2 jun
12 III - sobre a receita de concursos de prognósticos. IV - do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar. 1º As receitas dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios destinadas à seguridade social constarão dos respectivos orçamentos, não integrando o orçamento da União. 2º A proposta de orçamento da seguridade social será elaborada de forma integrada pelos órgãos responsáveis pela saúde, previdência social e assistência social, tendo em vista as metas e prioridades estabelecidas na lei de diretrizes orçamentárias, assegurada a cada área a gestão de seus recursos. 3º A pessoa jurídica em débito com o sistema da seguridade social, como estabelecido em lei, não poderá contratar com o poder público nem dele receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios. 4º A lei poderá instituir outras fontes destinadas a garantir a manutenção ou expansão da seguridade social, obedecido o disposto no art. 154, I. 5º Nenhum benefício ou serviço da seguridade social poderá ser criado, majorado ou estendido sem a correspondente fonte de custeio total. 6º As contribuições sociais de que trata este artigo só poderão ser exigidas após decorridos noventa dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado, não se lhes aplicando o disposto no art. 150, III, b. 7º São isentas de contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de assistência social que atendam às exigências estabelecidas em lei. 8º O produtor, o parceiro, o meeiro e o arrendatário rurais e o pescador artesanal, bem como os respectivos cônjuges, que exerçam suas atividades em regime de economia familiar, sem empregados permanentes, contribuirão para a seguridade social mediante a aplicação de uma alíquota sobre o resultado da comercialização da produção e farão jus aos benefícios nos termos da lei. 9º As contribuições sociais previstas no inciso I do caput deste artigo poderão ter alíquotas ou bases de cálculo diferenciadas, em razão da atividade econômica, da utilização intensiva de mão-de-obra, do porte da empresa ou da condição estrutural do mercado de trabalho. 10. A lei definirá os critérios de transferência de recursos para o sistema único de saúde e ações de assistência social da União para os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, e dos Estados para os Municípios, observada a respectiva contrapartida de recursos. 11. É vedada a concessão de remissão ou anistia das contribuições sociais de que tratam os incisos I, a, e II deste artigo, para débitos em montante superior ao fixado em lei complementar. 12. A lei definirá os setores de atividade econômica para os quais as contribuições incidentes na forma dos incisos I, b; e IV do caput, serão não-cumulativas. 13. Aplica-se o disposto no 12 inclusive na hipótese de substituição gradual, total ou parcial, da contribuição incidente na forma do inciso I, a, pela incidente sobre a receita ou o faturamento 12
13 Deming 3 propôs 14 pontos para a gestão de organizações como caminho para a qualidade total, o qual deve ser continuamente aperfeiçoado. Entre eles, há um de particular interesse para a seguridade pessoal: exatamente o primeiro deles: Ponto (1) Criar constância de propósito de aperfeiçoamento dos produtos, a fim de torná-los competitivos, perpetuá-los no mercado e gerar empregos. Gerar empregos! Talvez tenhamos aí a mais recomendável e efetiva forma de criar a mentalidade da seguridade auto sustentada, como tentaremos expor neste ensaio. Assim, no capítulo 1 procuramos mostrar a evolução da seguridade no mundo, ao longo da história. No capítulo 2 apresentamos a trajetória temporal dos antecedentes da seguridade em nosso país. No capítulo 3 damos foco ao Brasil contemporâneo e fechamos o trabalho com uma conclusão. 3 William Edwards Deming (Sioux City, 14 de Outubro de 1900 Washington, 20 de Dezembro de 1993) foi um estatístico norte americano, professor universitário, autor, palestrante e consultor. Deming é amplamente reconhecido pela melhoria dos processos produtivos nos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial, sendo porém mais conhecido pelo seu trabalho no Japão. Lá, a partir de 1950, ele ensinou altos executivos como melhorar projeto, qualidade de produto, teste e vendas (este último por meio dos mercados globais) através de vários métodos, incluindo a aplicação de métodos estatísticos como a análise de variantes e teste de hipóteses. Deming fez contribuições significativas para o Japão tornar-se notório pela fabricação de produtos inovadores de alta qualidade. Deming é considerado o estrangeiro que gerou o maior impacto sobre a indústria e a economia japonesa no século XX. em 11 jun
14 CAPÍTULO I A SEGURIDADE SOCIAL no MUNDO Futuro é o lugar onde moram meus sonhos e objetivos Para que melhor se entenda o status quo da seguridade social, torna-se desejável uma perquirição histórica de sua evolução no mundo. As primeiras manifestações do homem em relação à proteção social datam da Grécia e Roma antigas. Caracterizavam-se por meio de instituições de cunho mutualista que tinham o objetivo de prestar assistência aos seus membros, mediante contribuição, de modo a se ajudarem, em caso de necessidade, uma espécie de clube fechado, uma auto proteção. A família romana, por meio do pater familias, tinha a obrigação de prestar assistência aos servos e parceiros comerciais. 14
15 Pater familias (plural: patres familias) era o mais elevado estatuto familiar (status familiae) na Roma Antiga, sempre uma posição masculina. O termo é Latim e significa, literalmente, "pai da família". A forma é irregular e arcaica em Latim, preservando a antiga terminação do genitivo em -as. O termo pater se refere a um território ou jurisdição, governado por um patriarca.o uso do termo no sentido de orientação masculina da organização social aparece pela primeira vez entre os hebreus no século IV para qualificar o líder de uma sociedade judaica; o termo seria originário do grego helenístico para denominar um líder de comunidade. Do termo deriva-se a palavra patria. Pátria relaciona-se ao conceito de país, do italiano paese, por sua vez originário do latim pagus, aldeia, donde também vem pagão Pátria, patriarcado e pagão tem a mesma raiz. Na Idade Média, na Europa, foram criadas algumas corporações profissionais visando à administração de fundos, dando forma e consistência a seguros sociais para seus membros. Em 1601, na Inglaterra, foi editada a Lei dos Pobres (Poor Relief Act), marco da criação da assistência social, que regulamentou a instituição de auxílios e socorros públicos aos necessitados. Com fundamento nesta lei, o necessitado tinha o direito de ser auxiliado pelo distrito. Os juízes da Comarca tinham o poder de lançar imposto de caridade, que seria pago por todos os ocupantes e usuários de terras, e nomear inspetores em cada um dos distritos, visando receber e aplicar o montante arrecadado. 15
16 Poor Relief Act 1662 Uma emenda ao Poor Relief Act 1662 foi um ato do Parlamento Inglês que tratava da fixação e da remoção de pessoas nos diversos distritos do território inglês. Na verdade, tratava-se de um ato que vinculava os súditos do Reino a seus distritos de origem. Assim, o Ato de proteção e redenção dos pobres do Reino, também conhecido como lei de colonização ou mais honestamente, como lei da colonização e da remoção. Tinha como propósito estabelecer o distrito ao qual uma pessoa pertencia, ou seja, o lugar onde ela se estabelecera primeiramente e qual era o governante responsável por ela. Desta forma ficava claro que se ela passasse por alguma dificuldade era o seu distrito que deveria ampará-la. É de particular interesse o fato de que, pela primeira vez, um documento oficial de comprovação de domicílio foi instituído. Assim, depois de 1662, se alguém pretendia deixar seu distrito original, mudando-se ou apenas viajando para outro lugar, era necessário que levasse consigo o seu certificado de estabelecimento, que garantia que seu distrito de origem arcaria com as despesas de retorno a partir do distrito hóspede, no caso de ser necessário algum tipo de assistência ao estrangeiro. Como os governantes dos distritos relutavam muito em fornecer tais certificados, as pessoas quase sempre se conformavam em ficar onde já estavam. De certa forma, os procedimentos modernos de passaportes e vistos para viajantes internacionais parecem ter nascido aí. Para a seguridade, tratase, apenas, de cuidar de seus próprios pobres. Os pobres do vizinho, que deles cuide o próprio vizinho. Para os governantes, uma forma de controlar sua gente e as entradas e saídas de seu território. 16
17 Na Alemanha, Otto Von Bismark instituiu uma série de seguros sociais destinados aos trabalhadores. Assim, em 1883, foi criado o seguro-doença obrigatório para os trabalhadores da indústria, custeado por contribuições dos empregados, empregadores e do Estado. Em 1884, criou-se o seguro de acidente de trabalho com o custeio a cargo dos empregadores. Já em 1889, foi instituído o seguro de invalidez e velhice, custeado pelos trabalhadores, empregadores e Estado. Insta registrar que as leis instituídas por Bismark, que criaram os seguros sociais, foram pioneiras para a criação da previdência social no mundo. O modelo de custeio empregador empregado Estado é o que inspirou aquele que se usa hoje em nosso País. Os seguros criados por Bismark tinham o objetivo de evitar as tensões sociais existentes entre os trabalhadores, através de movimentos socialistas fortalecidos com a crise industrial. Outorgar direitos era melhor que tê-los tomados. Assim, cabe à Alemanha do ultraconservador Otto Bismarck, príncipe da Prússia ( ), o mérito de inaugurar o Welfare State ou o Estado Previdência, através da promulgação dos primeiros seguros sociais obrigatórios, cobrindo a doença (1883), os acidentes de trabalho (1884), a invalidez e velhice (1889), a par de legislação mais específica sobre condições de trabalho ( ) (Tambouri, 1983) 4. 4 TAMBURI, G. (1983) - Social Security. In: Encyclopaedia of Occupational Health and Safety. 3th rev. ed. Geneva: International Labour Office, Vol
18 Apresentamos a seguir um quadro comparativo dos seguros sociais introduzidos por Bismark na Alemanha. Quadro este que mostra, detalhadamente, os grandes avanços propostos por um nobre conservador, de quem dificilmente se poderiam esperar tais atos e idéias. Verdadeiramente surpreendente. Quadro 1 O esquema de seguros sociais obrigatórios de Bismarck Beneficiários Benefícios Duração Contribuintes Instituições de apoio Seguro de saúde (1883) Trabalhadores, excluindo a família (incluída a partir de 1909) Tratamento médico gratuito, subsídio de doença em caso de incapacidade para o trabalho até ½ do salário Subsídio de doença +pago durante 13 semanas (26 a partir de 1913) 2/3 pelo segurado e 1/3 (ou mais) pela entidade patronal Fundamentalmente: Ortskarnkenkassen (fundos de seguros locais ou autoadministrados) Seguro de acidentes Seguro de velhice e de (1884) invalidez (1889) Trabalhadores Trabalhadores, empregado c/ um rendimento até 2000 marcos per capita; não incluindo a família Custo do tratamento Pensões de invalidez no caso médico subsídio em caso de incapacidade permanente de incapacidade temporária; pensões em caso ano); pensões de velhice ou de longa duração (> 1 de incapacidade depois dos 70 permanente Tratamento médico e pensões 14 semanas Empregadores Berufsgenossenschaften (Associações patronais, subdivididas por sectores industriais) Pensão de invalidez: 5 anos de contribuição como período de espera; pensão de velhice: 30 anos de contribuições Metade pelo trabalho e outra metade pelo patrão; contribuição do Estado de 50 marcos (por pensão per capita) Landesversicherungsanstlten (instituições públicas, regionais, de seguros) Fonte: Machtan ( ) in A Igreja, por seu turno, também teve uma participação nesse processo, preocupando-se com o trabalhador diante das contingências futuras. Nos pronunciamentos dos pontífices da época, verificamos especialmente na 18
19 Encíclica Rerum Novarum, de Leão XIII (1891) 5, a idéia de criação de um sistema de pecúlio ao trabalhador, custeado com parte do salário do mesmo, visando a protegê-lo dos riscos sociais. Além, evidentemente, de uma preocupação bastante grande com as famílias dos trabalhadores. Protecção do trabalho dos operários, das mulheres e das crianças (Rerum Novarum) No que diz respeito aos bens naturais e exteriores, primeiro que tudo é um dever da autoridade pública subtrair o pobre operário à desumanidade de ávidos especuladores, que abusam, sem nenhuma descrição, tanto das pessoas como das coisas. Não é justo nem humano exigir do homem tanto trabalho a ponto de fazer pelo excesso da fadiga embrutecer o espírito e enfraquecer o corpo. A actividade do homem, restrita como a sua natureza, tem limites que se não podem ultrapassar. O exercício e o uso aperfeiçoam-na, mas é preciso que de quando em quando se suspenda para dar lugar ao repouso. Não deve, portanto, o trabalho prolongar-se por mais tempo do que as forças permitem. Assim, o número de horas de trabalho diário não deve exceder a força dos trabalhadores, e a quantidade de repouso deve ser proporcionada à qualidade do trabalho, às circunstâncias do tempo e do lugar, à compleição e saúde dos operários. O trabalho, por exemplo, de extrair pedra, ferro, chumbo e outros materiais escondidos debaixo da terra, sendo mais pesa-do e nocivo à saúde, deve ser compensado com uma duração mais curta. Deve-se também atender às estações, porque não poucas vezes um trabalho que facilmente se suportaria numa estação, noutra é de facto insuportável ou somente se vence com dificuldade. 26. Enfim, o que um homem válido e na força da idade pode fazer, não será equitativo exigi-lo duma mulher ou duma criança. Especialmente a infância e isto deve ser estritamente observado 5 em 8 jun
20 não deve entrar na oficina senão quando a sua idade tenha suficientemente desenvolvido nela as forças físicas, intelectuais e morais: de contrário, como uma planta ainda tenra, ver-se-á murchar com um trabalho demasiado precoce, e dar-se-á cabo da sua educação. Trabalhos há também quê se não adaptam tanto à mulher, a qual a natureza destina de preferência aos arranjos domésticos, que, por outro lado, salvaguardam admiravelmente a honestidade do sexo, e correspondem melhor, pela sua natureza, ao que pede a boa educação dos filhos e a prosperidade da família. Em geral, a duração do descanso deve medir-se pelo dispêndio das forças que ele deve restituir. O direito ao descanso de cada dia assim como à cessação do trabalho no dia do Senhor, deve ser a condição expressa ou tácita de todo o contrato feito entre patrões e operários. Onde esta condição não entrar, o contrato não será justo, pois ninguém pode exigir ou prometer a violação dos deveres do homem para com Deus e para consigo mesmo. Em 1897, na Inglaterra, através do Workmen s Compensation Act, criou-se o seguro obrigatório contra acidentes de trabalho custeado integralmente pelo empregador, sendo este responsável pelo sinistro, independentemente de culpa, consolidando o princípio da responsabilidade objetiva da empresa. Uma particularidade importante desse ato é que ele previa a compensação devida por um acidente de trabalho única e exclusivamente para operários. Apenas para trabalhadores braçais. Assim é que, um gerente administrativo de uma mina de carvão morreu no desmoronamento de uma galeria, local aonde ia ocasionalmente. Ante a reclamação de sua viúva, de uma indenização do 20
21 seguro, foi-lhe alegado que o Workmen s Compensation Act aplicava-se tão somente a trabalhadores braçais, o que não era o caso de seu marido 6. Em 1907, foi instituído o sistema de assistência à velhice. Em 1908, criou-se o Old Age Pensions Act, com o objetivo de conceder pensões aos maiores de 70 anos, independentemente de contribuição de qualquer espécie feita para tal finalidade. Em 1911, através do National Insurance Act, estabeleceu-se um sistema compulsório de contribuições sociais específicas, que ficavam a cargo do empregador, empregados e do Estado. A idéia era a de que, se todos contribuíssem, poder-se-ia aumentar a efetividade dos benefícios. Como podemos observar, a criação da seguridade social, dando destaque à previdência social, foi fruto das transformações ocorridas no mundo, em especial com a revolução industrial, sem que se deixe de contemplar, também, as idéias advindas da Revolução Francesa, em No passo seguinte, passamos a uma nova fase, conhecida como constitucionalismo social, em que as Constituições dos países começam a tratar dos direitos sociais, trabalhistas e previdenciários. A seguridade ganha importância na hierarquia dos ordenamentos jurídicos, passando ao nível de Carta Magna. A primeira Constituição a incluir a previdência social no seu bojo foi a do México 7, de 1917 (art. 123). Em seguida, tivemos a alemã de Weimar 8, de em 2 jun Constitución Mexicana de em 2 jun Instituidora da primeira república alemã, a Constituição dita de Weimar, cidade da Saxônia onde foi elaborada e votada, surgiu como um produto da grande guerra de 21
22 (art. 163), que determinou ao Estado o dever de prover a subsistência do cidadão alemão, caso não possa proporcionar-lhe a oportunidade de ganhar a vida com um trabalho produtivo. Nos Estados Unidos, Franklin Roosevelt instituiu o New Deal, através da doutrina do Estado do Bem-estar Social (Welfare State), visando resolver a crise econômica que assolava o país desde Objetivava a luta contra a miséria e a defesa dos mais necessitados, em especial os idosos e desempregados. Em 1935, foi instituído o Social Security Act, destinado a ajudar os idosos e a estimular o consumo, bem como o auxílio-desemprego aos trabalhadores desempregados. Na Inglaterra, o Plano Beveridge (1941) 9, reformado em 1946, elaborado pelo Lord Beveridge, tinha como objetivo constituir um sistema de seguro social que garantisse ao indivíduo proteção diante de certas contingências sociais, tais como a indigência ou incapacidade laborativa. A segurança social deveria ser prestada do berço ao túmulo (Social security from the cradle to the grave). O Plano Beveridge tinha como características: a) unificar os seguros sociais existentes; b) estabelecer a universalidade de proteção social para todos os cidadãos; c) igualdade de proteção social; d) tríplice forma de custeio, com predominância de custeio estatal , que encerrou o longo século XIX. Promulgada imediatamente após o colapso de uma civilização, ela ressentiu-se desde o início, em sua aplicação, dos tumultos e incertezas inerentes ao momento histórico em que foi concebida. em 2 jun Visando libertar o homem da necessidade, institui um modelo de segurança no rendimento, contra todo o risco que ameace o rendimento regular dos indivíduos, nomeadamente doença, acidentes de trabalho, morte, velhice, maternidade e desemprego. Surge, a partir de então, o modelo estadual de apoio à família, à assistência na doença e ao controlo do desemprego. Um sistema generalizado (abrange toda a população), unificado e simples (quotização única), uniforme (prestações uniformes, seja qual for o rendimento) e centralizado (um serviço público único). em 2 jun
23 A Declaração Universal dos Direitos do Homem, de 1948, prescrevia, entre outros direitos fundamentais da pessoa, a proteção previdenciária. O art. 85 do citado diploma determinava que "todo homem tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem estar social, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, o direito à segurança no caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência em circunstâncias fora de seu controle". A Organização Internacional do Trabalho (OIT), criada em 1919, em sua convenção nº 102, aprovada em Genebra em 1952, traduzia os anseios e propósitos no campo da proteção social, comuns às populações dos numerosos países que a integram. Pela importância que tem, optamos por transcrever, na integra o texto referente ao que dispõe o citado diploma: "Seguridade Social é a proteção que a sociedade proporciona a seus membros, mediante uma série de medidas públicas contra as privações econômicas e sociais que de outra forma, derivam do desaparecimento ou em forte redução de sua subsistência como conseqüência de enfermidade, maternidade, acidente de trabalho ou enfermidade profissional, desemprego, invalidez, velhice, e também a proteção em forma de assistência médica e ajuda às famílias com filhos". Cabe ainda ressaltar os pactos realizados entre os países na defesa da seguridade social, entre os quais, destacamos: Pacto dos Direitos Econômicos, 23
24 Sociais e Culturais (1966) 10 ; Protocolo de São Salvador (1988) 11, Convenção Americana de Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica 1969) em 2 jun DECRETO NO 3.321, DE 30 DE DEZEMBRO DE Promulga o Protocolo Adicional à Convenção Americana sobre Direitos Humanos em Matéria de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais "Protocolo de São Salvador", em 17 de novembro de 1988, em São Salvador, El Salvador. em 2 jun decreto no 678, de 6 de novembro de 1992 Promulga a Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica), de 22 de novembro de em 4 maio
25 CAPÍTULO II no Brasil Pessoas? Deus deu todos os problemas fáceis para os físicos resolverem Albert Einstein Em nosso país, a preocupação com a proteção social do indivíduo nasceu com a implantação de instituições de seguro social, de cunho mutualista e particular. Tivemos a criação das santas casas de misericórdia, como a de Santos (1543) 13, montepios, como o da Guarda Pessoal de D. João VI (1808) e sociedades beneficentes. A nossa primeira Constituição, de 1824, tratou da seguridade social no seu art. 179, onde abordou a importância da constituição dos socorros públicos. O ato adicional de 1834, em seu art. 10 delegava competência às Assembléias 13 em 10 mai
26 Legislativas para legislar sobre as casas de socorros públicos. A referida matéria foi regulada pela Lei nº 16, de 12/08/ Em 1835, foi criada a primeira entidade privada em nosso país, no Rio de Janeiro, o Montepio Geral dos Servidores do Estado (Mongeral) 15. Caracterizava-se por ser um sistema mutualista, no qual os associados contribuíam para um fundo que garantiria a cobertura de certos riscos, mediante a repartição dos encargos com todo o grupo. O Código Comercial de dispôs em seu art. 79 que os empregadores deveriam manter o pagamento dos salários dos empregados por no máximo 03 meses, no caso de acidentes imprevistos e inculpados. Mais tarde, o Decreto nº 2.711, de , regulamentou o financiamento de montepios e sociedades de socorros mútuos. A Constituição de 1891 foi a primeira a conter a expressão "aposentadoria". Preceituava no seu art. 75 que os funcionários públicos, no caso de invalidez, teriam direito à aposentadoria, independentemente de nenhuma contribuição para o sistema de seguro social. Em 1919, o Decreto Legislativo nº 3.724, de 15/01/1919, instituiu o seguro obrigatório de acidente de trabalho, bem como uma indenização a ser paga pelos empregadores em 10 mai Em 10 mai em 10 mai em 25 mai
27 A Lei Eloy Chaves 18, Decreto Legislativo nº 4.682, de 24/01/1923, foi a primeira norma a instituir no país a previdência social, com a criação das Caixas de Aposentadoria e Pensão (CAP) para os ferroviários. É considerado o marco da previdência social no país. A referida lei estabeleceu que cada uma das empresas de estrada de ferro deveria ter uma caixa de aposentadoria e pensão para os seus empregados. A primeira foi a dos empregados da Great Western do Brasil. A década de 20 caracterizou-se pela criação das citadas caixas, vinculadas às empresas e de natureza privada. Eram assegurados os benefícios de aposentadoria, o ócio com dignidade, e pensão por morte amparo da família e assistência médica a subsistência não perderá seu fundamento no caso de enfermidade que impeça a continuidade do trabalho. O custeio era suportado pelas empresas e pelos trabalhadores. Não havia participação do Estado no custeio. O Decreto Legislativo nº 5.109, de 20/12/1926, estendeu os benefícios da Lei Eloy Chaves aos empregados portuários e marítimos. Posteriormente, em 1928, através da Lei nº 5.485, de 30/06/1928, os empregados das empresas de serviços telegráficos e radiotelegráficos passaram a ter direito aos mesmos benefícios. Como se pode perceber, boas idéias prosperam. Em 1930, foi criado o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, que tinha a tarefa de administrar a previdência social. A década de 30 caracterizou-se pela unificação das Caixas de Aposentadoria e Pensão em Institutos Públicos de Aposentadoria e Pensão (IAP). O sistema previdenciário deixou de ser estruturado por empresa, passando a organizar-se por categorias profissionais de âmbito nacional. Criaram-se os IAP s utilizando o modelo italiano, a partir 18 em 25 mai
28 daí, cada categoria passou a ser responsável por seu próprio fundo. A contribuição para o fundo era suportada pelo empregado, pelo empregador e pelo governo. A contribuição dos empregadores incidia sobre a folha de pagamento. O Estado financiava o sistema através de uma taxa cobrada dos produtos importados. Os empregados eram descontados em seus salários. A administração do fundo era exercida por um representante dos empregados, um dos empregadores e um do governo. Além dos benefícios de aposentadorias e pensões, o instituto prestava serviços de saúde. Assim, foram criados os Institutos de Aposentadoria e Pensão dos Marítimos (IAPM) em 1933, dos Comerciários (IAPC) em 1934, dos Bancários (IAPB) em 1934, dos Industriários (IAPI) em 1936, dos empregados de Transporte e Carga (IAPETEC) em No serviço público, foi criado em 1938 um fundo previdenciário para os servidores públicos federais chamado de IPASE Instituto de Pensão e Assistência dos Servidores do Estado. A Carta Magna de 1934 disciplinou a forma de custeio dos institutos, no caso tríplice (ente público, empregado e empregador), conforme preconizava o art. 121, 1º, "h". Mencionava a competência do Poder Legislativo para instituir normas de aposentadoria (art. 39, VIII, item d) e proteção social ao trabalhador e à gestante (art. 121). Tratava também da aposentadoria compulsória dos funcionários públicos (art. 170, 3º), bem como a aposentadoria por invalidez dos mesmos (art. 170, 6º). A Constituição de 1937, outorgada no Estado Novo, não inovou em relação às anteriores. Apenas empregou a expressão "seguro social" ao invés de previdência social em seu texto. 28
29 Em contrapartida, a Constituição de 1946 aboliu a expressão "seguro social", dando ênfase pela primeira vez na Carta da República à expressão "previdência social", e consagrando-a em seu art O inciso XVI do citado artigo mencionava que a previdência social custeada através da contribuição da União, do empregador e do empregado deveria garantir a maternidade, bem como os riscos sociais, tais como: a doença, a velhice, a invalidez e a morte. Já no inciso XVII tratava da obrigatoriedade da instituição do seguro de acidente de trabalho por conta do empregador. No início dos anos 50, quase toda população urbana assalariada estava coberta por um sistema de previdência, com exceção dos trabalhadores domésticos e autônomos. A uniformização da legislação sobre a previdência social ocorreu com o advento do Regulamento Geral dos Institutos de Aposentadoria e Pensão, aprovado pelo Decreto nº , de 01/05/1954. Em 1960, foi criado o Ministério do Trabalho e da Previdência Social. Foi editada a Lei nº 3.807, de 26/08/1960, Lei Orgânica da Previdência Social (LOPS), cujo projeto tramitou desde 1947, foi considerada uma das normas previdenciárias mais importantes da época. Caracterizou-se pela fase da uniformização da previdência social. A citada lei unificou os critérios de concessão dos benefícios dos diversos institutos existentes na época, ampliando os benefícios, tais como: auxílio-natalidade, auxílio-funeral, auxílioreclusão e assistência social. A Lei nº 4.214, de 02/03/1963, criou o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (FUNRURAL), no âmbito do estatuto do trabalhador rural. Na época, uma forte pressão de esquerda produziu o efeito de apressar sua aprovação. 29
30 A Emenda Constitucional nº 11, de 31/03/65, estabeleceu o princípio da precedência da fonte de custeio e relação à criação ou majoração de benefícios. Em primeiro lugar, a fonte de recursos, depois a aplicação. O Decreto-Lei nº 72, de 21/11/1966, unificou os institutos de aposentadoria e pensão, criando o Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), hoje INSS. Com isso, o governo centralizou a organização previdenciária em seu poder. Criou-se o monstro e perdeu-se o controle. Talvez a idéia fosse a de equalizar a disponibilidade de recursos, diferente em cada Instituto. Uns mais ricos outros mais pobres. Porém o controle ficava cada vez mais difícil. A Constituição de 1967 redigida em quase sua totalidade pelo jurista Francisco Campos, o Chico Ciência, como era conhecido, não inovou muito em relação à Carta anterior. O art. 158 manteve quase as mesmas disposições do art. 157 da Lei Magna de O 2º do art. 158 da Constituição de 1967 preceituava que a contribuição da União no custeio da previdência social seria atendida mediante dotação orçamentária, ou, preferencialmente, com o produto da arrecadação das contribuições previdenciárias, previstas em lei. A dotação orçamentária apenas como complemento, se necessária. O sistema de seguro de acidente de trabalho integrou-se ao sistema previdenciário com a Lei nº 5.316, de 14/09/1967. Foram criados adicionais obrigatórios de 0,4% a 0,8% incidentes sobre a folha de salários, objetivando o custeio das prestações de acidente de trabalho. Os Decretos-Leis de números 564 e 704, de 01/05/1969 e 24/07/1969, respectivamente, estenderam a previdência social ao trabalhador rural. 30
31 A Emenda Constitucional nº 1, de 1969, não apresentou mudanças significativas em relação às Constituições de 1946 e A Lei Complementar nº 11, de 25/05/1971, instituiu o Programa de Assistência ao Trabalhador Rural (Pro-Rural). A partir desse momento os trabalhadores rurais passaram a ser segurados da previdência social. Não havia contribuição prévia por parte do trabalhador. Mesmo assim, este tinha direito à aposentadoria por velhice ou invalidez e, ainda, pensão e auxílio-funeral. A Lei nº 5.859, de 11/12/1972, incluiu os empregados domésticos como segurados obrigatórios da previdência social. A Lei nº 6.367, de 19/10/1976, regulou o seguro de acidente de trabalho na área urbana, revogando a Lei nº 5.316/67. Em 01/07/1977, através da Lei nº 6.439, foi criado o SINPAS (Sistema Nacional de Previdência e Assistência Social), destinado a integrar as atividades de previdência social, da assistência social, da assistência médica e de gestão administrativa, financeira e patrimonial das entidades vinculadas ao Ministério da Previdência e Assistência Social. O SINPAS tinha a seguinte composição: o Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) cuidava da concessão e manutenção das prestações pecuniárias; o Instituto Nacional de Assistência Médica de Previdência Social (INAMPS) tratava da assistência médica; a Fundação Legião Brasileira de Assistência (LBA) prestava assistência social à população carente; 31
32 a Fundação do Bem-Estar do Menor (FUNABEM) promovia a execução da política do bem-estar social do menor; a Empresa de Processamento de Dados da Previdência Social (DATAPREV) era responsável pelo processamento de dados da Previdência Social; o Instituto da Administração Financeira da Previdência Social (IAPAS) era responsável pela arrecadação, fiscalização, cobrança das contribuições e outros recursos e administração financeira; a Central de Medicamentos (CEME) era responsável pela distribuição dos medicamentos. A Lei nº 6.345/77 regulou a possibilidade de criação de instituições de previdência complementar, matéria regulamentada pelos Decretos de números /78 e /78, quanto às entidades de caráter fechado ou aberto, respectivamente. Em 1984, ocorreu a consolidação da legislação previdenciária (CLPS), que reuniu toda a legislação de custeio e benefício em um único documento (Decreto nº ). Com a Constituição de 1988, houve uma estruturação completa da previdência social, saúde e assistência social, unificando esses conceitos sob a moderna definição de "seguridade social" (arts. 194 a 204). Assim, o SINPAS foi extinto. A Lei 8.029, de 12/04/1990, criou o Instituto Nacional do Seguro Social -INSS (fusão do INPS e IAPAS), vinculado ao então Ministério da Previdência e Assistência Social, tendo sido regulamentado pelo Decreto nº , de 27/06/90. O Decreto nº , de 07/03/1990 vinculou o INAMPS ao Ministério 32
33 da Saúde. Posteriormente, a Lei 8.689, de 27/07/1993, extinguiu o INAMPS. Houve, também, a extinção da LBA e FUNABEM em 1995 e da CEME em A seguridade social foi organizada, através da edição da Lei nº 8.080, de 19/09/1990 que cuidou da Saúde. Depois, pelas Leis nºs e 8.213, ambas de 24/07/1991, que criaram, respectivamente, o Plano de Organização e Custeio da Seguridade Social e o Plano de Benefícios da Previdência Social. E por último, pela Lei nº 8.742, de 07/12/1993, que tratou da Lei Orgânica de Assistência Social LOAS. A Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/1998, denominada de Reforma da Previdência, introduziu profundas alterações no sistema previdenciário, dentre elas destacam-se: modificação dos critérios de aposentadoria, tanto do servidor público, como o trabalhador da iniciativa privada; vinculação da receita das contribuições previdenciárias ao pagamento dos benefícios, previdência complementar, mudança da aposentadoria por tempo de serviço para tempo de contribuição etc. A Emenda Constitucional nº 29, de 13/09/2000, alterou a Constituição, assegurando os recursos mínimos para o financiamento das ações e serviços públicos de saúde. Recentemente, tivemos uma nova reforma da previdência social, a Emenda Constitucional nº 41, de 31/12/2003, que alterou principalmente as regras do regime próprio de previdência social dos servidores públicos, com o fim da paridade e integralidade para os futuros servidores, a contribuição dos inativo- 33
34 pensionistas, redutor da pensão, base de cálculo da aposentadoria com base da média contributiva, abono permanência, criação de tetos e sub-tetos etc. Em seguida, tivemos a Emenda Constitucional nº 47/2005, denominada PEC Paralela que procurou reduzir os prejuízos causados aos servidores públicos pela Emenda nº 41/2003. A Seguridade Social na Constituição de 1988 Quando os constituintes introduziram no Texto Constitucional o capítulo da Seguridade Social (artigos. 194 a 204) dentro das disposições relacionadas com a Ordem Social, visavam à ampliação e democratização do acesso da população à saúde, à previdência social e à assistência social. Nesse tripé, cuja implementação deveria envolver iniciativas dos Poderes Públicos e da Sociedade, os Constituintes depositaram suas esperanças de maior justiça social, bem-estar e melhoria da qualidade de vida dos brasileiros. O ícone fundamental da solidariedade social a fraternidade ( art. 3º, I) emerge como marca indelével ante o sistema de seguridade social, indo de encontro, definitivamente, à lógica econômica do seguro privado, ou seja, a rígida correlação entre prêmio e benefício. Contrariando todos os princípios da atuária. Optando pela prática da caridade religiosa dos templos judaicos: quem tem, põe; quem não tem, tira. Podemos definir a Seguridade Social, através do conceito de Sérgio Pinto Martins: "É um conjunto de princípios, de regras e de instituições destinado a estabelecer um sistema de proteção social aos indivíduos contra contingências que os impeçam de prover as suas necessidades 34
35 pessoais básicas e de suas famílias, integrado por ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, visando assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social". A seguridade social é um direito de cada cidadão, garantido no art. 6º da Carta Magna de A competência para legislar sobre a seguridade social é privativa da União, conforme preceitua o art. 22, XXIII, da Constituição de A Previdência Social A previdência social é um seguro coletivo, público, compulsório, destinado a estabelecer um sistema de proteção social, mediante contribuição, que tem por objetivo proporcionar meios indispensáveis de subsistência ao segurado e a sua família, quando ocorrer uma contingência prevista em lei. Wladimir Novaes Martinez conceitua a previdência social como: "a técnica de proteção social que visa propiciar os meios indispensáveis à subsistência da pessoa humana quando esta não pode obtê-los ou não é socialmente desejável que os aufira pessoalmente através do trabalho, por motivo de maternidade, nascimento, incapacidade, invalidez, desemprego, prisão, idade avançada, tempo de serviço ou morte mediante contribuição compulsória distinta, proveniente da sociedade e de cada um dos participantes". A previdência social consiste, portanto, em uma forma de garantir ao segurado, com base no princípio da solidariedade, benefícios ou serviços quando seja atingido por uma contingência social. O sistema previdenciário público utiliza o modelo de repartição simples, na qual os ativos contribuem para os inativos. Logo, existe uma solidariedade entre os participantes no custeio do sistema, cujos valores arrecadados destinam-se aos benefícios futuros. São as 35
36 formigas, depositando seus excedentes para o bem comum da Sociedade, mesmo que nesta haja cigarras... O art. 201 da Constituição Federal dispõe que a previdência social será organizada sob a forma de regime geral, de caráter contributivo, há exceções, e de filiação obrigatória, observados os critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial, nos termos da lei, e atenderá a: cobertura de eventos de doença, invalidez, morte e idade avançada; proteção à maternidade, especialmente à gestante; proteção ao trabalhador em situação de desemprego involuntário; salário-família e auxílio-reclusão para os dependentes dos segurados de baixa renda; pensão por morte do segurado, homem ou mulher, ao cônjuge ou companheiros e dependentes. As principais regras estão disciplinadas na Lei nº 8.213/91, que trata dos benefícios previdenciários e regulamenta o caput do art. 201 da Carta Magna, e na Lei nº 8.212/91, que dispõe sobre o custeio da seguridade social. Merece destaque também o Decreto nº 3.048/99, que trata do Regulamento da Previdência Social. Cabe destacar também a previdência privada, denominada de previdência complementar prevista no art. 202 da Carta de Caracteriza-se por ser um sistema de seguro complementar ao regime oficial, de caráter facultativo, de natureza contratual. A Lei Complementar nº 109/2001 dispõe sobre o regime de previdência complementar ao benefício pago pelo INSS. Já a Lei 36
37 Complementar nº 108/2001 disciplina a previdência fechada da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, inclusive suas autarquias, fundações, sociedades de economia mista e outras entidades públicas. Assistência Social A assistência social foi inserida na Constituição de 1988 por meio dos artigos 203 e 204. Encontra-se regulamentada pela Lei nº 8.742/93 (Lei Orgânica da Assistência Social LOAS). Trata-se de uma política social destinada a atender as necessidades básicas dos indivíduos, traduzidas em proteção à família, à maternidade, à infância, à adolescência, à velhice e à pessoa portadora de deficiência. As prestações de assistência social são destinadas aos indivíduos sem condições de prover o próprio sustento de forma permanente ou provisória, independentemente de contribuição à seguridade social. Wladimir Novaes Martins define a assistência social como "um conjunto de atividades particulares e estatais direcionadas para o atendimento dos hipossuficientes, consistindo os bens oferecidos em pequenos benefícios em dinheiro, assistência à saúde, fornecimento de alimentos e outras pequenas prestações. Não só complementa os serviços da Previdência Social, como a amplia, em razão da natureza da clientela e das necessidades providas". A principal característica da assistência social é ser prestada gratuitamente aos necessitados. As ações governamentais na área da assistência social são realizadas com os recursos dos orçamentos dos entes federativos e mediante o 37
38 recolhimento das contribuições previstas no art. 195 da Constituição, além de outras fontes, observando-se as seguintes diretrizes: descentralização político-administrativa das ações; participação da população. Saúde A Constituição de 1988 tratou da saúde como espécie da seguridade social. Dispõe o art. 196 que a saúde é direito de todos e dever do Estado. A saúde é garantida mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e aos serviços para sua promoção, proteção e recuperação. A execução das ações de saúde pode ser realizada diretamente pelo Estado ou através de terceiros, pessoas físicas ou jurídicas de direito privado, de forma complementar, conforme preconiza o art. 199 da Constituição. O art. 198 da Lei Maior dispõe sobre o Sistema Único de Saúde (SUS), que é um conjunto de ações e serviços de saúde, prestados por órgãos e instituições públicas federais, estaduais e municipais, da administração direta e indireta e das fundações públicas, e instituições privadas de forma complementar, com as seguintes diretrizes: descentralização, com direção única em cada esfera de governo; atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais; participação da comunidade. 38
39 A Lei nº 8.080/90 é a principal norma que trata da saúde. O art. 2º da Lei nº 8.212/91 dispõe que a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doenças e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e aos serviços para sua promoção, proteção e recuperação. A saúde pública é dever do Estado, logo a prestação do serviço é gratuita, independentemente de ser o paciente contribuinte ou não da seguridade social. É como se fosse um plano de saúde de contribuição não obrigatória e a que todos tenham direito. O sistema de saúde deve ser financiado pelo orçamento da seguridade social, além de outras fontes (art. 198, 1º da Constituição). Princípios Constitucionais da Seguridade Social O parágrafo único do art. 194 da Carta Magna determina ao Poder Público, nos termos da lei, organizar a Seguridade Social com base em objetivos, que são, na verdade, princípios, pois são os dispositivos basilares, fundamentais, os alicerces de um sistema. As leis nºs 8.212/91 e 8.213/91, atendendo ao disposto no diploma legal supracitado, em consonância com o art. 59 do ADCT/88, instituíram o Plano de Organização e Custeio da Seguridade Social e o Plano de Benefícios da Previdência social, respectivamente. O único do art. 1º da Lei 8.212/91 menciona os mesmos princípios constitucionais descritos no único do art. 194 da Constituição. Vejamos a seguir os citados princípios: 39
40 Universalidade da cobertura e atendimento A seguridade social tem como postulado básico a universalidade, ou seja, contemplar todos os residentes de um país, que, diante de uma contingência terão direito aos benefícios. Contudo, na prática, só terão direito aos benefícios e às prestações da seguridade social, de forma completa, aqueles que contribuem. De acordo com a disposição da lei só faz jus aos benefícios da previdência social (art. 201), a pessoa que tenha contribuído. Já as prestações nas áreas da saúde e da assistência social (arts. 196 e 203) são destinadas ao cidadão, independentemente de sua contribuição. Uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais O Constituinte preocupou-se com a uniformidade e equivalência das prestações da seguridade social, uma vez que existiam diferenças entre os direitos do trabalhador urbano e rural. As prestações da seguridade social são divididas em benefícios e serviços. Os benefícios são prestações em dinheiro, tais como a aposentadoria e a pensão. Já os serviços são bens imateriais colocados à disposição da pessoa, como assistência médica, reabilitação profissional, serviço social etc. A atual legislação previdenciária prevê benefícios aos trabalhadores rurais e urbanos inscritos no Regime Geral de Previdência Social (RGPS) sem qualquer distinção. Seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e serviços 40
41 A seleção das prestações deve ser feita de acordo com as condições econômico-financeiras do sistema de seguridade social. A lei deve dispor a que pessoas as prestações serão estendidas. A distributividade tem caráter social, pois deve atender prioritariamente aos mais necessitados. Irredutibilidade dos benefícios Os benefícios da previdência social devem ter o seu valor real preservado. Assim, o constituinte assegurou a irredutibilidade dos benefícios da seguridade social. A forma de correção dos benefícios deve ser feita de acordo com o disposto em lei, com fulcro no 4º do art. 201 da Carta Constitucional. Eqüidade na forma da participação no custeio O princípio da eqüidade na forma de participação no custeio da seguridade social é um desdobramento dos princípios da igualdade e da capacidade contributiva. Os contribuintes que se encontram em condições contributivas iguais deverão ser tributados da mesma forma. Assim, a contribuição da empresa será distinta à do trabalhador, pois este não tem as mesmas condições financeiras que aquela. O 9º do art. 195 da Constituição é um exemplo claro de eqüidade no financiamento da seguridade social, ao possibilitar a diferenciação da base de cálculo e alíquota da contribuição, em razão da atividade econômica ou utilização intensiva de mão-de-obra. Diversidade na base de financiamento As fontes de financiamento devem ser diversificadas a fim de garantir a manutenção do sistema de seguridade social. Além das fontes previstas nos 41
42 incisos I a IV do art. 195 da Carta Magna, nada impede que se instituam outras fontes de custeio, desde que por lei complementar, não tendo fato gerador ou base de cálculo de imposto previsto na Constituição, nem sendo cumulativo, conforme art. 195, 4º c/c art. 154, I do Texto Constitucional. Caráter democrático e descentralizado da administração O inciso VII, único do art. 194 da Constituição, com redação alterada pela Emenda Constitucional nº 20/98, dispõe que a gestão administrativa da Seguridade Social é qüadripartide, com a participação do governo, aposentados, trabalhadores e empregadores. Tal dispositivo se coaduna com o art. 10 da Constituição que garante a participação dos trabalhadores e empregadores nos colegiados de órgãos do governo em que se discutam ou se deliberem assuntos relacionados à seguridade social. Verbi gratia, temos o Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), conforme art. 3º da Lei nº 8.213/91, que tem representantes do governo federal, dos aposentados e pensionistas, dos trabalhadores e dos empregadores. 42
43 CAPITULO III - Os dias atuais Antes de deixarmos que os conflitos se instalem, o mais saudável é expandir o consenso Sun Tzu Nos dias atuais, observa-se uma intensa preocupação com a assistência social, levada, em alguns casos a uma sensação de desgoverno e de desperdício, além de fundadas suspeitas de aumento da corrupção associada à distribuição dos benefícios de tais políticas. Assim, enumeramos alguns dos novos programas sociais, implantados mais recentemente: Bolsa gás 11/03/ Tribuna do Norte 43
44 O governo Lula prepara sigilosamente o lançamento de mais um programa social : o Bolsa-Gás, que pretende beneficiar os portadores do cartão Bolsa-Família. Eles receberão, em dinheiro, a maior parte do valor de um botijão de gás de cozinha: em valores atuais, R$ 30 dos R$ 40 de cada botijão. O projeto está pronto, mas a Casa Civil do Planalto estuda como responder a acusações de que a nova bolsa é eleitoreira. Bolsa-Dilma Mesmo entre os técnicos petistas envolvidos na criação do Bolsa- Dilma. Tal e qual O Bolsa-Gás do governo Lula é feito à imagem e semelhança do Vale-Gás do ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz. Modelito Roriz A maioria dos programas sociais de Lula foi copiada dos programas de Joaquim Roriz, de cujos dividendos eleitorais ainda se beneficia. Observemos o comentário acre com respeito ao possível oportunismo do programa social em questão. Assistencialismo? Auxílio maternidade Gás o programa tem sido chamado, jocosamente, de Bolsa- 44
45 SALÁRIO-MATERNIDADE: Governo amplia proteção às mulheres Seguradas da previdência poderão requerer o salário-maternidade se o nascimento ou a adoção do bebê ocorrer no período de graça Da Redação (Brasília) - O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou ontem o Decreto nº 6.122, publicado no Diário Oficial da União de hoje, que altera a regra atual do saláriomaternidade, pago pela Previdência Social. O Decreto beneficia as seguradas que foram demitidas, a pedido ou por justa causa, ou que deixaram de contribuir. Até a publicação do Decreto, as seguradas da Previdência Social só tinham direito ao benefício enquanto mantivessem a relação de emprego ou enquanto contribuíam. A partir de agora, terão direito ao salário-maternidade se o nascimento ou adoção do filho ocorrer no período de graça. Esse período é uma proteção previdenciária, que garante o recebimento dos benefícios, mesmo que as seguradas não estejam contribuindo. O período de graça, no caso do salário-maternidade, pode variar de 12 a 36 meses. O período de 12 meses vale para todas as seguradas, independentemente do tempo de contribuição. Já o de 24 meses é para as que têm mais de 10 anos de contribuição. Esses prazos podem ser ampliados em mais 12 meses para a segurada que comprovar a condição de desemprego por meio de registro no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) concede, em média, mais de 36 mil salários-maternidade por mês. Só este ano, de janeiro a junho, foram mais de 181 mil benefícios. Desses, ainda estão sendo pagos. Em 2007, o INSS já liberou R$ 75,8 milhões somente para o pagamento desse benefício. Hoje, 877 beneficiárias recebem o salário mínimo, que geralmente é pago í s trabalhadoras rurais e í s empregadas domésticas. Em 2006, foram gastos R$ 171,6 milhões. 45
46 Benefício - O salário-maternidade é o mais exclusivo direito previdenciário da mulher. São 120 dias de licença assegurados í mãe, devidos a partir de oitavo mês de gestação (comprovado por atestado médico) ou a partir do nascimento (comprovado com a certidão de nascimento). Em casos de adoção, as licenças variam de 120 dias (bebês até um ano), 60 dias (crianças de um a quatro anos) e 30 dias (crianças de quatro a oito anos). Esse benefício é de extrema importância para as mães, que, por motivos biológicos, precisam de descanso para recuperar o desgaste físico e mental provocado pelo parto e, ainda, dispor de tempo para os primeiros cuidados essenciais do recém-nascido, como a amamentação. Para a segurada empregada, empregada doméstica e trabalhadora avulsa, não é necessário tempo de carência. Já as autônomas, donas-de-casa e seguradas especiais rurais, devem ter contribuído, pelo menos, 10 meses antes de solicitar o benefício. É importante observar que, a partir de setembro de 2003, o pagamento do salário-maternidade das gestantes empregadas passou a ser feito diretamente pelas empresas, que são ressarcidas pela Previdência Social. O benefício devido às seguradas desempregadas, a partir da publicação do Decreto nº 6.122/2007, será pago diretamente pela Previdência Social. O requerimento para o salário-maternidade pode ser feito pela Internet ou em umas das Agências da Previdência Social, que funcionam de 8h í s 18h. Para maiores informações, a interessada pode acessar a página da Previdência Social ou ligar para a Central de Tele atendimento no número 135. (ACS/MPS) Segundo Maquiavel, o mal deve ser feito de uma só vez e o bem, aos poucos. Na verdade, quando um bem sai da mídia torna-se preciso adornar de novas roupagens para que seja novamente percebido. 46
47 Bolsa escola O Bolsa Escola é parte do programa Escola de Todos, um plano coordenado pelo governo federal que tem como objetivo matricular na escola todas as crianças do Brasil. Sabendo que a maior parte das crianças que estão fora da escola não conseguem estudar porque precisam trabalhar e ajudar seus pais, a proposta deste projeto é oferecer para as famílias de baixa renda uma ajuda de custo mensal para que mantenham seus filhos na escola. Para fazer parte do Bolsa-Escola a família precisa atender a alguns critérios: 1. ter renda per capita (por pessoa) mensal inferior a R$90; 2. ter crianças em idade escolar (entre 6 e 15 anos); 3. garantir que estas crianças estejam freqüentando a escola. A família beneficiada passa então a receber uma ajuda de R$15 por criança na escola, com o limite de R$45 por mês (ou três crianças por família). O pagamento é feito por meio de cartões magnéticos, nas agências da Caixa Econômica Federal, postos de atendimento do Caixa Aqui ou lotéricas. A cada três meses a freqüência das crianças é checada e se as faltas passarem de 15% o benefício pode ser suspenso. As prefeituras que adotam o Bolsa Escola são responsáveis por cadastrar e selecionar as famílias beneficiárias e também podem complementar esta renda E que tal melhorar as escolas também? E o regime de aprovação automática, é aprovado também pelos educadores? E segurança? E autoridade? Itabaiana: editais para bolsa alimentação, bolsa trabalho e residência 47
48 Estão abertas de 20 a 24 deste mês as inscrições para os programas Bolsa Alimentação, bolsa trabalho e Residência Universitária para alunos matriculados regulamente nos cursos de graduação do campus de Itabaiana. Os estudantes devem comprovar situação de baixa renda familiar e não podem residir em Itabaiana (no caso da Residência Universitária). Os interessados deverão comparecer na secretaria aministrativa no horário das 8h às 12h e das 14h às 17h e na secretaria dos núcleos das 17h às 21h30 para retirada da relação dos documentos necessários e agendamento de entrevistas, que ocorrerão de 25 a 31 deste mês. A análise e avaliação sócio-econômica - que consiste na avaliação do questionário sócio-econômico, na confirmação das informações prestadas na hora da entrevista e na visita domiciliar- ocorrerão no período entre 1º e 12 abril. Os resultados serão divulgados a partir de 14 de abril. Os programas são desenvolvidos pela Pró- Reitoria de Assuntos Estudantis(Proest), através da Coodenação de Assistência e Integração do Estudante(Codae). Mais informações pelos telefones /6430. Realmente, fica difícil estudar com fome. Essa foi muito boa. Os Programas Bolsa-Escola, Bolsa Alimentação, Cartão Alimentação e Auxílio Gás não existem mais? Última modificação 19/03/ :39 Esses programas, chamados programas remanescentes, foram unificados ao Programa Bolsa Família. Portanto, famílias beneficiárias de um ou mais de um desses antigos programas, tiveram seus cadastros transferidos para o Cadastro Único e, aquelas que ainda se encontram em situação de vulnerabilidade, 48
49 em conformidade com os critérios de inclusão do PBF, passaram a receber o benefício do Programa Bolsa Família. Essa troca foi feita sem que beneficiário perdesse recursos com a mudança de Programa. Programa Bolsa família O Programa Bolsa Família (PBF) é um programa de transferência direta de renda com condicionalidades, instituído pelo Governo Federal em outubro de 2003, por meio da Medida Provisória nº 132, posteriormente convertida na Lei nº , de 09 de janeiro de 2004, e regulamentado pelo Decreto nº 5.209, de 17 de setembro de O Bolsa Família pauta-se na articulação de três dimensões essenciais à superação da fome e da pobreza: Promoção do alívio imediato da pobreza, por meio da transferência direta de renda à família; Reforço ao exercício de direitos sociais básicos nas áreas de Saúde e Educação, por meio do cumprimentos das condicionalidades, o que contribui para que as famílias consigam romper o ciclo da pobreza entre gerações; Coordenação de programas complementares, que têm por objetivo o desenvolvimento das famílias, de modo que os beneficiários do Bolsa Família consigam superar a situação de vulnerabilidade e pobreza. São exemplos de programas complementares: programas de geração de trabalho e renda, de alfabetização de adultos, de fornecimento de registro civil e demais documentos. O Bolsa Família integra o Programa FOME ZERO, que visa assegurar o direito humano à alimentação adequada, promovendo a segurança alimentar e nutricional e contribuindo para a erradicação da extrema pobreza e para a conquista da cidadania pela parcela da população mais vulnerável à fome. Principais Vantagens O PBF facilita a gestão municipal, na medida em que integra os programas remanescentes Auxílio-gás, Bolsa Escola, Cartão Alimentação, Bolsa Alimentação e PETI Programa de Erradicação do Trabalho Infantil. 49
50 Permite ainda maior eficiência e transparência nos gastos públicos, com o pagamento do benefício diretamente às famílias, por meio de cartão magnético, facilitado pela ampla rede de atendimento da CAIXA. Com as pactuações já formalizadas entre o Governo Federal, Estados e Municípios, potencializa a atuação de todos no combate à pobreza. A quem se destina O Bolsa Família tem como público alvo: 1. Famílias em situação de extrema pobreza, ou seja, com renda per capita mensal de até R$ 69,00, tendo elas filhos ou não; 2. Famílias com renda per capita mensal entre R$ 69,01 a R$ 137,00, consideradas pobres, que apresentem em sua composição gestantes e crianças e adolescentes com idade entre 0 e 15 anos 3. Famílias com renda per capita mensal entre R$ 00,00 a R$ 137,00, que apresentem em sua composição adolescentes de 16 e 17 anos. O processo de migração gradativa dos beneficiários dos programas remanescentes Auxílio-gás, Bolsa Escola, Cartão Alimentação, Bolsa Alimentação e PETI Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, inscritos no Cadastro Único, encontra-se em fase de finalização. Os novos beneficiários cadastrados pelas Prefeituras no Cadastro Único, devem aguardar a autorização do Governo Federal para inclusão no programa. Benefícios e Contrapartidas Benefícios Às famílias que têm direito ao Bolsa Família são destinados os seguintes benefícios: 1. Benefício básico, no valor de R$ 62,00 (sessenta e dois reais), concedido às famílias em situação de extrema pobreza, independente da composição e do número de membros do grupo familiar; 2. Benefício variável, no valor de R$ 20,00 (vinte reais) por criança/adolescente, concedido às famílias pobres e 50
51 extremamente pobres cuja composição apresente crianças e adolescentes na faixa de 0 a 15 anos sob sua responsabilidade. 3. Benefício variável para jovem, no valor de R$ 30,00 (trinta reais) por adolescente, concedido às famílias pobres e extremamente pobres, que possuam em sua composição adolescentes de 16 e 17 anos. As famílias em situação de extrema pobreza poderão acumular o benefício básico, o variável, até o máximo de 3 (três) benefícios por família e o variável para jovem, até o máximo de 2 (dois) benefícios por família, totalizando R$ 182,00 (cento e oitenta e dois reais) por mês. Condicionalidades Para firmar o compromisso e a responsabilidade dos beneficiários com as metas de superação da situação de pobreza, as famílias beneficiárias devem cumprir três exigências: 1. Acompanhar a saúde e o estado nutricional de todos os integrantes da família; 2. Manter todas as crianças em idade escolar e os adolescentes sob sua responsabilidade matriculados e freqüentando o ensino formal; 3. Participar dos programas de educação alimentar oferecidos pelo governo federal, estadual e/ou municipal, em execução na localidade. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome MDS Central de Atendimento MDS: Ainda Maquiavel. Não deixe que o bem que você fez caia no esquecimento apresente-o de novas maneiras. De toda forma, poucas modificações ocorreram em relação à saúde e à previdência, sendo esta atingida por uma mudança insólita: a obrigatoriedade 51
52 dos aposentados continuarem contribuindo para a seguridade social. Uma forma sui-generis de diminuir-lhes o benefício. 52
53 CONCLUSÃO meus problemas maiores não decorrem do que eu não sei, mas daquilo que eu penso que sei Aristóteles. A análise do texto que discorre sobre a evolução das leis ao longo do tempo dá-nos, certamente a idéia de que o Mundo tem mudado para melhor. Pelo menos nas normas que cria e nos princípios que adota. O sonho é bonito. A preocupação com o bem estar do próximo parece atingir um número maior de pessoas e a consciência coletiva, seja por melhor entendimento de valores éticos, seja pela pressão do politicamente correto advindo do julgamento da 53
54 Sociedade quanto ao comportamento moral, tem surpreendido positivamente em seus aspectos externos. Derrubou-se o muro de Berlim, a China vai-se abrindo para o Mundo, a União Sul Africana domou, em grande parte, a fera ameaçadora de sua unidade e integridade como Nação o Apharteid. Os Estados Unidos elegeram seu primeiro presidente Afro Descendente (percebam o politicamente correto). Houve melhora, é certo. E isto deve ser motivo de um moderado otimismo. Moderado, sim. Porque ainda há muito a fazer. Assim vemos os programas sociais brasileiros serem implantados e, se não forem os melhores, pelo menos são propostos e implementados. São ainda modestos, quando se pensa no tamanho do Gigante Adormecido, carente de alguém que o leve a sério. Levar a sério quer dizer tratar o homem com dignidade, Resgatando sua cidadania por meio da educação pública de qualidade e de programas de saúde efetivos, capazes de fazer com que ele aprenda a pescar em lugar de receber o peixe de esmola. Migalhas, quando comparadas com os gastos ciclópicos das instituições públicas de um país pobre cujos governantes insistem em gastar com seus caprichos nababescos, aquilo que tiram da classe produtora a classe média. Os mensalões e mensalinhos, os gastos com os cartões de crédito oficiais, entre centenas de outros procedimentos inexplicáveis. 54
55 Os programas sociais, modestos como já dissemos, aperfeiçoam-se como atos oportunistas e eleitoreiros. Esmolas que são, sem outro retorno esperado que não seja o imediatismo da próxima eleição. É preciso resgatar a cidadania do povo. É preciso entender a mensagem do menino que chamou a atenção do pai que não recolheu os excrementos do cão que levara para passear. É preciso não se vangloriar de ter levado vantagem em prejuízo de outrem. É preciso voltar a ter ORGULHO DE SER HONESTO. 55
56 REFERÊNCIAS ALLY, Raimundo Cerqueira. Aspectos Trabalhistas das Inovações Previdenciarias. in Boletim da Amatra 2, SãoPaulo, n. 7, set.lout ANGHER, Anne Joyce. Serie 3 em 1 l CL T l Legislacao Previdenciaria e a Constituiyao Federal. 4. edição, Rio de Janeiro: Editora Rideel, 2004 ARNALDO, Sussekind. Direito do Trabathoe Previdencia Social. pareceres. In CARVALHO. Luiz tnacio Barbosa, vofume IX, SãoPaufo: Editora LTr, 1998 ARNALDO. Sussekind. Parecer sobre Direito do Trabalho e Previdência Social. In CARVALHO. Luiz Inacio Barbosa. Volume VIII SãoPaulo: Editora LTr, 1995 BALERA, Wagner. A Seguridade Social na Constituiçã0 de SãoPaulo: RT,1989. BARROS JR, Cassio Mesquita. Previdência Social Urbana e Rural. SãoPaulo: Editora Saraiva, BOMFIM, B. Calheiros. Legislação da Previdência. 8. edição, Rio de Janeiro: Editora Edições Trabalhistas, CARBONE, Celia Opice. Seguridade Social no Brasil ficção ou realidade 1.SãoPaulo: Editora Atlas, CHAUVENET, A. (1978) - Médecines au choix, médecine de classes. Paris: PUF. CHAVE, S.P.W. (1984) - The origins and development of public health. In: Holland et al COIMBRA, Feijó. Direito Previdenciário Brasileiro. 9. edição SãoPaulo: Editora L Tr, 1998 DAlBERT, Jefferson. Direito Previdenciário e Acidentário do Trabalho Urbano. Rio de Janeiro: Editora Forense, 1978 DUBY, G. (Dir.) (1995) - Histoire de la France: Des origines à nos jours. Paris: Larousse FELIPE, J. Franklin Alves. Previdência Social na Prática. 3. edição, Rio de Janeiro: Editora Forense, 1994 FERNANDES, Annibal. Curso de Direito Previdenciário. Organizado por Wagner Baiera. São Paulo: EditoraLTr, 1992 GEREMEK, B. (1995) - A piedade e a forca: História da miséria e da caridade na Europa. Lisboa: Terramar, (tr. do ital., 1986). GONÇALES, Odonet Urbano. Manual de D1reito Previdenciário. SãoPaulo: Editora Atlas, GRAÇA, L. (1996) - Evolução do sistema hospitalar: Uma perspectiva sociológica. Lisboa: Universidade Nova de Lisboa, Escola Nacional de Saúde Pública, Cadeira de Ciências Sociais e Humanas (Textos, T 1238 a T 1242). HOLLAND, W.W.; DETELS, R.; KNOW, G. (eds.) (1984) - Oxford textboof of public health, Vol. 1: History, determinants, scope, and strategies. New York: Oxford University Press. IBRAHIM, Fabio Zambitte. Curso de Direito Previdenciário. Rio de Janeiro: Editora Impetus, 2002 LEITE, Celso Barroso. A Crise da Previdência Social. Rio de Janeiro: Editores Zahar, 1981 MARTINEZ, Wladimir Novaes. A seguridade social na Constituição Federal. São Paulo: LTR, 2ª ed., 1992, p.83 e 99. MARTINS, Sérgio Pinto. Direito da seguridade social. São Paulo: Atlas, 19ª ed., 2003, p. 43, 76 e 77. ROCHAIX, M (1996) - Les questions hospitalières: de la fin de l Ancien Régime à nos jours. Paris: Berger-Levrault. 56
57 STEUDLER, F. (1974) - L'hôpital en observation. Paris: Armand Colin. TAMBURI, G. (1983) - Social Security. In: Encyclopaedia of Occupational Health and Safety. 3th rev. ed. Geneva: International Labour Office, Vol THOMPSON, E. P. (1968) - The Making of the English Working Class. Harmondsworth, Middlesex: Penguin Books. Obs.: Os sítios da Internet visitados/consultados, para maior facilidade do leitor, são citados ao longo do texto. 57
2ª fase Lei Eloy Chaves e Caixas de Aposentadorias e Pensões:
Aula 13 Origem e Evolução Legislativa da Previdência Social no Brasil Faremos a seguir uma análise histórica para entendermos como surgiu a Previdência Social no Brasil. Dividiremos o assunto em 7 fases
Capítulo 1 DA SEGURIDADE SOCIAL
Capítulo 1 DA SEGURIDADE SOCIAL A Seguridade Social é um conjunto de ações dos poderes públicos e da sociedade, com o propósito de assegurar o direito à saúde, à previdência social e à assistência social.
Nos termos do art. 194, da Constituição Federal:
NOTA TÉCNICA EM RELAÇÃO À CONSTITUCIONALIDADE DA METODOLOGIA UTILIZADA PELA ANFIP ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL EM SEU ESTUDO ANÁLISE DA SEGURIDADE SOCIAL 2015
Direito Constitucional
Direito Constitucional Da Seguridade Social - Disposições Gerais Professor: André Vieira www.acasadoconcurseiro.com.br Direito Constitucional CAPÍTULO II DA SEGURIDADE SOCIAL Seção I DISPOSIÇÕES GERAIS
DIREITO PREVIDENCIÁRIO
DIREITO PREVIDENCIÁRIO Prof. Eduardo Tanaka CONCEITUAÇÃO Conceituação: A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar
DISCIPLINA: DIREITO PREVIDENCIÁRIO. AULA 01 - Seguridade social
DISCIPLINA: DIREITO PREVIDENCIÁRIO Professora: Soraya da Silva dos Santos OBJETIVO: auxiliar o estudante concurseiro na compreensão de maneira sucinta, clara e objetiva da disciplina, para que reflita
Direito Constitucional III Profª Marianne Rios Martins
Direito Constitucional III Profª Marianne Rios Martins O TRIPÉ DA SEGURIDADE SOCIAL A Constituição Federal garante os direito à: SAÚDE, PREVIDENCIA E ASSISTENCIA SOCIAL ( Art. 194 a 204) A SEGURIDADE SOCIAL
SEGURIDADE SOCIAL. DIREITO PREVIDENCIÁRIO AFRF - Exercícios SEGURIDADE SOCIAL. SEGURIDADE SOCIAL Princípios Constitucionais
SEGURIDADE SOCIAL DIREITO PREVIDENCIÁRIO AFRF - Exercícios Prof. Eduardo Tanaka SAÚDE SEGURIDADE SOCIAL PREVIDÊNCIA SOCIAL ASSISTÊNCIA SOCIAL 1 2 SEGURIDADE SOCIAL Conceituação: A seguridade social compreende
Direito Previdenciário
Direito Previdenciário Prof. Hugo Goes www.hugogoes.com.br Origem e evolução legislativa da Previdência Social no Brasil 1. Lei Eloy Chaves e as CAPs Decreto Legislativo nº 4.682, de 24-1-1923 - instituiu
Direito Previdenciário. Prof. Hugo Goes.
Direito Previdenciário Prof. Hugo Goes www.hugogoes.com.br LEGISLAÇÃO APLICADA AO CURSO Constituição Federal: Arts. 194 a 204 Lei 8.212/91 (custeio) Lei 8.213/91 (benefícios) Decreto 3.048/99 (Regulamento
Direito Previdenciário Curso De Exercícios Para Receita Federal Professor: Flaviano Lima
01. (ATRFB 2012 ESAF) Assinale a opção incorreta. Compete ao Poder Público, nos termos da lei, organizar a seguridade social, com base nos seguintes objetivos: a) universalidade da cobertura e do atendimento,
DIREITO PREVIDENCIÁRIO. Prof. Fernando Maciel
DIREITO PREVIDENCIÁRIO Prof. Fernando Maciel SEGURIDADE SOCIAL Conceito Evolução Histórica Panorama constitucional 1) Conceito: 1.1) Doutrinário Sistema de proteção social instituído pelos Estados (soberanos),
Regimes Próprios de Previdência Social
Ministério da Previdência Social Secretaria de Políticas de Previdência Social Regimes Próprios de Previdência Social Consolidação da Legislação Federal Atualizada até 2 de maio de 2012 SUMÁRIO Capítulo
Direito Previdenciário
Direito Previdenciário Prof. Hugo Goes www.hugogoes.com.br LEGISLAÇÃO APLICADA AO CURSO Constituição Federal: Arts. 194 a 204 Lei 8.212/91 (custeio) Lei 8.213/91 (benefícios) Decreto 3.048/99 (Regulamento
Custeio da Seguridade Social
ENCONTRO 02 Custeio da Seguridade Social Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos
Tropa de Elite Delegado Federal Direito Previdenciário
Tropa de Elite Delegado Federal Direito Previdenciário Seguridade Social André Studart 2012 Copyright. Curso Agora Eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. Conceito de Seguridade Social Art. 194.
CONSTITUIÇÃO FEDERAL
CONSTITUIÇÃO FEDERAL - 1988 TÍTULO VIII CAPÍTULO II SEÇÃO II DA SAÚDE Profª. Andréa Paula Enfermeira E-mail - [email protected] Facebook - http://facebook.com/andreapsmacedo Art. 194 A seguridade
TRABALHADORES E A PREVIDÊNCIA SOCIAL NO BRASIL
TRABALHADORES E A PREVIDÊNCIA SOCIAL NO BRASIL ORIGENS Luta dos trabalhadores ferroviários e constituição de caixas de socorro mútuo Conquistas gradativas Lei Eloy Chaves obriga cada ferrovia a criar Caixas
Hugo Goes Direito Previdenciário Módulo 01 Aula Direito Previdenciário para o Concurso do INSS
Hugo Goes Direito Previdenciário Módulo 01 Aula 001-011 Direito Previdenciário para o Concurso do INSS LEGISLAÇÃO APLICADA AO CURSO Constituição Federal: Arts. 194 a 204 Lei 8.212/91 (custeio) Lei 8.213/91
2. SEGURIDADE SOCIAL NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL
SEGURIDADE SOCIAL 1. DEFINIÇÃO Conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à Previdência e à Assistência Social
DIREITO PREVIDENCIÁRIO
Questões de Concursos Aula 01 INSS DIREITO PREVIDENCIÁRIO Prof. Guilherme Biazotto Direito Previdenciário SEGURIDADE SOCIAL 1. No que se refere à seguridade social no Brasil, julgue o item seguinte. A
AS MUDANÇAS NA LEGISLAÇÃO DA PREVIDÊNCIA OFICIAL E COMPLEMENTAR
Apresentação - Paulo Cesar Chamadoiro Martin Correio eletrônico - [email protected] Conselheiro Deliberativo eleito da Petros Diretor da FUP Rio de Janeiro - RJ, 07.08.06 Roteiro da Apresentação Constituição
PROFa. VERA MARIA CORRÊA QUEIROZ
PROFa. VERA MARIA CORRÊA QUEIROZ Mestre em Direito Previdenciário pela PUC/SP Especialista em Direito Previdenciário pela EPD Advogada e Consultora Jurídica Professora de Direito Previdenciário Ex Servidora
ATA Assistente Técnico Administrativo Direito Previdenciário Custeio da Seguridade Social Gilson Fernando
2012 Copyright. Curso Agora Eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. ATA Assistente Técnico Administrativo Direito Previdenciário Custeio da Gilson Fernando Custeio da Lei nº 8.212/1991 e alterações
Histórico e Conceitos da Previdência Social
Histórico e Conceitos da Previdência Social A Seguridade Social no Brasil No Brasil, desde a época do Império, já existia mecanismo de cunho previdenciário Somente a partir de 1923, com a aprovação da
DIREITO CONSTITUCIONAL
DIREITO CONSTITUCIONAL Ordem Social Previdência Social Profª. Fabiana Coutinho Art. 194. A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade,
PEC 66/2012. Novos direitos e muitas dúvidas para uma categoria profissional que representa 6,6 milhões de brasileiros, sendo 92% mulheres.
PEC 66/2012 Em 2 de abril de 2013 a emenda constitucional nº 72 que amplia os direitos das(dos) domésticas(os) foi promulgada, o que foi um avanço. A desigualdade no mundo ainda predomina, sendo que nos
Direito Previdenciário e Infortunístico
Direito Previdenciário e Infortunístico (o presente texto representa apenas anotações para exposição do autor sem validade para citação) 1º tema conceitos e históricos. Seguridade Social e Acidentes do
Direito Previdenciário. Prof. Gláucio Diniz de Souza
Direito Previdenciário Prof. Gláucio Diniz de Souza Competência Legal Constitucional Cabe privativamente à união legislar sobre seguridade social (art 22, XXIII) ; A competência sobre previdência social,
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE Nº 4.397
Nº 3789 - PGR - RG AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE Nº 4.397 REQUERENTE REQUERIDO REQUERIDO RELATOR : CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO COMÉRCIO DE BENS, SERVIÇOS E TURISMO CNC : PRESIDENTE DA REPÚBLICA : CONGRESSO
DIREITO PREVIDENCIÁRIO
Simulado Aula 01 INSS DIREITO PREVIDENCIÁRIO Prof. Guilherme Biazotto Direito Previdenciário SEGURIDADE SOCIAL 1. O princípio da seguridade social que estabelece a proporcionalidade da contribuição social
O Regime Geral de Previdência Social - RGPS e a PEC 287 de CURITIBA-PR, 14 DEZ 2016 Expositor: Luciano Fazio
O Regime Geral de Previdência Social - RGPS e a PEC 287 de 2016 CURITIBA-PR, 14 DEZ 2016 Expositor: Luciano Fazio 1 SUMÁRIO 1. O que é Previdência Social 2. Déficit do Regime Geral de Previdência Social
ACUMULAÇÃO DE REMUNERAÇÃO DE CARGOS, EMPREGOS OU FUNÇÕES COM PROVENTOS DE APOSENTADORIA E PENSÕES
ACUMULAÇÃO DE REMUNERAÇÃO DE CARGOS, EMPREGOS OU FUNÇÕES COM PROVENTOS DE APOSENTADORIA E PENSÕES Alex Sandro Lial Sertão Assessor Jurídico TCE/PI Introdução A Reforma da Previdência no Serviço Público
A situação da Seguridade Social no Brasil
A situação da Seguridade Social no Brasil Audiência Pública Comissão de Seguridade Social e Família CSSF Câmara dos Deputados, 16/08/2011 Álvaro Sólon de França Presidente do Conselho Executivo da ANFIP
Questões Passíveis de Recurso Direito Previdenciário - Prova Cubo
Questões Passíveis de Recurso Direito Previdenciário - Prova Cubo Questão 52: 52. Na década de 30 do século passado, as caixas de aposentadoria e pensões foram reunidas nos institutos de aposentadoria
Eduardo Tanaka. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Eduardo Tanaka Pós-graduado em Direito Constitucional. Bacharel em Direito pela Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Graduado em Odontologia pela USP. Auditor
ATO DO 1º SECRETÁRIO Nº 61, de 2009
ATO DO 1º SECRETÁRIO Nº 61, de 2009 Dispõe sobre a regulamentação do processamento das consignações em folha de pagamento no Sistema Integrado de Gestão de Recursos Humanos e Elaboração de Folha de Pagamento
A Seguridade Social. Capítulo 1. A Seguridade Social
A Seguridade Social Capítulo 1 A Seguridade Social SUMÁRIO 1. Origem e evolução 2. Origem e evolução legislativa no Brasil Questões comentadas de concursos públicos Questões de concursos 1. ORIGEM E EVOLUÇÃO
DIREITO PREVIDENCIÁRIO
Transcrição Aula 02 INSS DIREITO PREVIDENCIÁRIO Prof. Hugo Goes Direito Previdenciário AULA 02 PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA SEGURIDADE SOCIAL Em matéria de Direito, quando se fala em princípios, trata-se
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO MAIO 2017 P R EV ID ÊN C IA P EC 287
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO MAIO 2017 R EFO R M A D A P R EV ID ÊN C IA P EC 287 EC 20/98 fim da aposentadoria proporcional, criação do 85/95 para o servidor público EC 41/03 Aposentadoria por
Direito Previdenciário
Direito Previdenciário Curso Teórico Seguridade Social Regimes de Previdência Aula 3 Prof. Bruno Oliveira Adquira o Curso de Questões Regimes Regime Geral de Previdência Social: operado pelo INSS, uma
MINIRREFORMA PREVIDENCIÁRIA
MINIRREFORMA PREVIDENCIÁRIA Olá Concurseiros! =) O artigo de hoje traz as principais mudanças operadas pela Medida Provisória n.º 664/2014, publicada em 30/12/2014, que trouxe, no apagar das luzes de 2014,
Reforma da Previdência PEC 287. A Reforma é necessária?
Reforma da Previdência PEC 287 A Reforma é necessária? Prof. Gilson Fernando 1 Saúde Seguridade Social Assistência Social Sistema Nacional garantidor de Direitos subjetivos Regimes Básicos RGPS Previdência
CAPÍTULO 1 A SEGURIDADE SOCIAL NO BRASIL...
Sumário CAPÍTULO 1 A SEGURIDADE SOCIAL NO BRASIL... 15 1. Evolução histórica e composição... 15 2. Definição e natureza jurídica... 16 3. Competência legislativa... 17 4. Princípios informadores... 18
Portaria n.º 1458/2009. de 31 de Dezembro
Portaria n.º 1458/2009 de 31 de Dezembro O Governo suspendeu, durante o ano de 2010, o mecanismo de actualização do indexante dos apoios sociais (IAS), das prestações sociais e da revalorização das remunerações
SEGURIDADE SOCIAL DIREITO PREVIDENCIÁRIO SEGURIDADE SOCIAL SEGURIDADE SOCIAL SEGURIDADE SOCIAL PREVIDÊNCIA SOCIAL. Prof. Eduardo Tanaka CONCEITUAÇÃO
DIREITO PREVIDENCIÁRIO Prof. Eduardo Tanaka CONCEITUAÇÃO 1 2 Conceituação: A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a
DIREITO PREVIDENCIÁRIO Questões realizadas pela Fundação Carlos Chagas FCC. 1. O financiamento da Seguridade Social, incluindo a assistência social:
DIREITO PREVIDENCIÁRIO Questões realizadas pela Fundação Carlos Chagas FCC 1. O financiamento da Seguridade Social, incluindo a assistência social: a) é tripartite, a cargo do Poder Público, das empresas
Programa de Desenvolvimento Rural para a Região Autónoma dos Açores 2007-2013
Programa de para a Região Autónoma dos Açores 2007-2013 PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO RURAL DA REGIÃO AUTÓNOMA DOS AÇORES 2007-2013 CCI: 2007PT06RPO001 Terceira Alteração Junho 2010 ESTADO MEMBRO Portugal
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA FINANÇAS E TRABALHO, SOLIDARIEDADE E SEGURANÇA SOCIAL. 1112 Diário da República, 1.ª série N.º 64 1 de abril de 2016
1112 Diário da República, 1.ª série N.º 64 1 de abril de 2016 ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA Lei n.º 8/2016 Procede à décima alteração ao Código do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro,
Documento legal contendo a previsão de receitas e a estimativa de despesas a serem realizadas por um Governo em um determinado exercício.
ORÇAMENTO PÚBLICO 1. Conceito 2. Orçamento na Constituição Federal 3. Princípios orçamentários 4. Orçamento-programa: conceitos e objetivos 5. Receitas e despesas extraorçamentárias SENTIDO AMPLO Documento
Exercícios Comentados
Exercícios Comentados Provas & Concursos Direito Previdenciário Exercícios Comentados Seguridade Social Conceitos 01) (CESPE) Consoante o caput do Art. 194 da CF, A Seguridade Social compreende um conjunto
CONSTITUIÇÃO PEC Nº 287
CONSTITUIÇÃO PEC Nº 287 Artigo 201 Art. 1º Art. 201. A previdência social será organizada sob a forma de regime geral, de caráter contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que preservem
SEGURIDADE SOCIAL. Tem a finalidade de garantir o mínimo necessário à sobrevivência do indivíduo.
SEGURIDADE SOCIAL A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e
APOSENTADORIA ESPECIAL NO REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL BRASILEIRO
UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ UNIVALI CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E JURÍDICAS - CEJURPS CURSO DE DIREITO APOSENTADORIA ESPECIAL NO REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL BRASILEIRO FERNANDO DAMIAN BATSCHAUER
Aula 2 Teoria Geral e Benefícios
Vídeos Aulas de Direito Previdenciário Prof. Cláudio Farag O professor Cláudio Farag, mestre em direito público pela Universidade Federal de Pernambuco, ex-procurador do INSS e professor do Grupo Educacional
DIREITO DO TRABALHO. Prof. Antero Arantes Martins. On line Aula 1
DIREITO DO TRABALHO Prof. Antero Arantes Martins On line Aula 1 HISTÓRIA Princípios... são verdades fundantes de um sistema de conhecimento, como tais admitidas, por serem evidentes ou por terem sido comprovadas,
PARECER. Trata-se de consulta formulada acerca da obrigatoriedade ou não dos Regimes Próprios de Previdência de contribuírem com o PASEP.
PARECER EMENTA: Contribuição PASEP. Regimes Próprios de Previdência. Trata-se de consulta formulada acerca da obrigatoriedade ou não dos Regimes Próprios de Previdência de contribuírem com o PASEP. As
I A SEGURIDADE SOCIAL CONCEITO, EVOLUÇÃO, ORGA- NIZAÇÃO, DISPOSIÇÕES CONS- TITUCIONAIS.
QUESTÕES 11 QUESTÕES I A SEGURIDADE SOCIAL CONCEITO, EVOLUÇÃO, ORGA- NIZAÇÃO, DISPOSIÇÕES CONS- TITUCIONAIS. Decreto Legislativo nº 4.682/1923 Lei Eloy Chaves Lei nº 6.439/1977 CF, título VIII, capítulo
DIREITO DO TRABALHO. Prof. Antero Arantes Martins. On line Aula 1
DIREITO DO TRABALHO Prof. Antero Arantes Martins On line Aula 1 APRESENTAÇÃO Apresentação Pós lato sensu em direito e processo do trabalho. O que é? Porque fazer? O curso do Legale. Como alcançar os resultados
DOS DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS SOBRE O 13º SALÁRIO E FÉRIAS JUNTO AOS REGIMES PRÓPRIOS DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DOS SERVIDORES PÚBLICOS
1 NOTA JURÍDICA N.º 003/2007 DOS DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS SOBRE O 13º SALÁRIO E FÉRIAS JUNTO AOS REGIMES PRÓPRIOS DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DOS SERVIDORES PÚBLICOS Primeiramente teceremos alguns comentários
Direito Previdenciário
CEM CADERNO DE EXERCÍCIOS MASTER Seguridade e Previdência Social Banca FCC 1) FCC Juiz do Trabalho TRT 1ª Região (2012) A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações a) de iniciativa da
CURSO DE DIREITO PREVIDENCIÁRIO. Prof. Dr. Germano Campos Silva
CURSO DE DIREITO PREVIDENCIÁRIO Prof. Dr. Germano Campos Silva I- Parte Introdutória 1.1-Noções de Previdência Social e Seguridade Social 1.2-Princípios Constitucionais da Seguridade Social 1.2.1- Universalidade
LEGISLAÇÃO APLICADA AO SUS QUESTÕES COMENTADAS EBSERH Lagarto- Se 2017 Gabarito preliminar Prof.ª Natale Souza
LEGISLAÇÃO APLICADA AO SUS QUESTÕES COMENTADAS EBSERH Lagarto- Se 2017 Gabarito preliminar Prof.ª Natale Souza Olá pessoal, trago hoje cinco questões comentadas, da disciplina Legislação Aplicada ao SUS,
SUMÁRIO O QUE É SEGURIDADE SOCIAL? QUEM SÃO OS PARTICIPANTES DO REGIME GERAL DA PREVIDÊNCIA SOCIAL? CAPÍTULO I
SUMÁRIO CAPÍTULO I O QUE É SEGURIDADE SOCIAL?... 13 Solidariedade social... 16 Universalidade na cobertura e no atendimento... 17 Uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas
GUSTAVO FILIPE BARBOSA GARCIA
GUSTAVO FILIPE BARBOSA GARCIA MANUAL DE DIREITO PREVIDENCIÁRIO 2018 Cap. 1 INTRODUÇÃO AO DIREITO PREVIDENCIÁRIO 29 Cabe esclarecer que não integram a Seguridade Social propriamente, mas fazem parte da
SEMINÁRIO MACRORREGIONAL SOBRE O CONTROLE SOCIAL REGIÃO METROPOLITANA. 31 de outubro de 2013 Auditório da Fetag Porto Alegre - RS
SEMINÁRIO MACRORREGIONAL SOBRE O CONTROLE SOCIAL REGIÃO METROPOLITANA 31 de outubro de 2013 Auditório da Fetag Porto Alegre - RS LEI COMPLEMENTAR N 141/2012 E O PROCESSO DE FINANCIAMENTO DO SUS Sistema
Federal e dispositivos da Emenda Constitucional nº 20, de 15 de dezembro de 1998, e dá outras providências.
40862 Sexta-feira 12 DIÁRIO DO SENADO FEDERAL Dezembro de 2003 O SR. PRESIDENTE (José Sarney) Encerrada a votação: Votaram SIM 27 Srs. Senadores; e NÃO, 48. Não houve abstenção. Total: 75 votos. As emendas
