CONTROLE DE FORMIGAS CORTADEIRAS NA KFPC - PR
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- Victor Gabriel Affonso Neto
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1 CONTROLE DE FORMIGAS CORTADEIRAS NA KFPC - PR Bansho,J.Y. 1 Carneiro, D.A. 1 Cordeiro, L. 1 RESUMO De forma genérica pode-se afirmar que não há áreas de pastagem, floresta nativas ou reflorestamentos no Brasil sem formigas cortadeiras. A participação destas formigas na biodiversidade mantida pelo ecossistema, deve ser equilibrada. No setor de reflorestamento, se não controlada, as formigas terão influência desastrosa nos resultados visados. Portanto, o investimento no controle deste inseto é de suma importância dentro da nossa atividade florestal. Os primeiros reflorestamentos da Klabin do Paraná, iniciaram-se na década de 40. Desde então foram tentados diversos modelos de controle. O método utilizado atualmente é descrito neste trabalho. Recentemente, com a proibição dos organoclorados novas tecnologias de controle estão sendo desenvolvidas na empresa. INTRODUÇÃO Klabin Fabricadora de Papel e Celulose S/A está localizada no município de Telêmaco Borba - Paraná, possuindo propriedades florestais neste e em outros municípios vizinhos, tendo como finalidade básica suprir de matéria prima na sua unidade fabril para produção de papel e celulose, assim como atender a demanda de serrarias e laminadoras da Região. Este maciço de florestas está assim constituído: Área total Floresta plantada Área florestal de preservação permanente ha ha ha A área plantada é assim distribuída: Pinus taeda Eucalyptus spp. Pinus elliottii Araucaria angustifolia Outras espécies ha ha ha ha há 1 Técnicos da Klabin Fabricadora de Papel e Celulose S/A Anais do III Curso de Atualização no Controle de Formigas Cortadeiras - 41
2 Os primeiros reflorestamentos em Monte Alegre foram iniciados em 1943, com os gêneros Araucaria e Eucalyptus. As espécies Pinus taeda e P. elliottii foram introduzidas a partir de Desde então houve uma preocupação constante em relação ao controle de formigas cortadeiras, utilizando os produtos químicos disponíveis na época: gases tóxicos (Bisulforeto de carbono, Brometo de metila) e pós finos com ingredientes ativos (Aldrin 5%, Heptacloro 5%). A partir de 1970 teve início o uso da ISCA GRANULADA, à base de DODECACLORO (Organoclorado), produto que contribuiu para melhorar a operação de combate às formigas principalmente do gênero Acromyrmex, onde até então era dispendiosa e improdutiva. Porém, a isca granulada utilizada diretamente sobre o solo apresentava problemas com a umidade do solo, sereno e chuva; o que fez a Empresa procurar novas alternativas. Utilizando-se de anteparo denominado porta isca, cuja idéia foi de ter uma extensão de armazenagem da isca além da minimização dos danos causados a fauna, em 1981 foram efetuados os primeiros testes com emprego de PORTA-ISCAS com resultados positivos no rendimento da operação e melhoria da qualidade. A partir de 1992, em conseqüência da LEI FEDERAL 7802/89, houve a proibição do uso dos Organoclorados como defensivos agrícolas no Brasil, novas alternativas estão sendo desenvolvidas em parceria com as indústrias químicas do ramo, para encontrar um produto similar que não signifique um retrocesso em relação aos resultados já alcançados com o uso das iscas granuladas. O programa de reflorestamento da Empresa tem sido em média ha/ano, o que demanda uma área de combate efetiva de aproximadamente ha anuais, entre implantação e manutenção ao custo médio de US$ 12,38/ha. Formigas cortadeiras existentes na região com florestas da IKPC (ANEXO 1) 1 - Gênero Acromyrmex A) Acromyrmex disciger (Mayer, 1987) - Quenquém mirim B) Acromyrmex niger (F. Smith, 1858) - Quenquém mineira C) Acromyrmex crassipinus (Forel, 1909) - Quenquém de cisco 2 - Gênero Atta MATERIAL E MÉTODO A) Atta sexdens rubropilosa (Forel, 1908) B) Atta leavigata (F. Smith, 1858) São empregados os seguintes produtos: - Isca granulada "Mirex-s" a base de Sulfluramida para o controle da saúva e mineira, sendo aplicada diretamente ao redor do olheiro ou através do uso de porta-iscas. - Pó seco a base de clorfenvifos 5%, através de polvilhadeira "mata formiga", no combate à quenquém de cisco. Anais do III Curso de Atualização no Controle de Formigas Cortadeiras - 42
3 O método utilizado pela Empresa é o seguinte: 1º - Combate: Realizado imediatamente após o preparo do solo, onde percorre-se toda a área destinada ao plantio assim como as divisoras (bordaduras), procurando localizar olheiros (formigueiros) pelo sistema de rastreamento para aplicação do formicida específico, conforme mostra a tabela de dosagens de formicida (ANEXO II). A equipe é composta de 20 trabalhadores florestais, comandados por um líder. No encerramento das atividades diárias é preenchida um planilha registrando a área trabalhada, produtos utilizados, mão de obra, gênero das formigas encontradas e rendimentos (ANEXO III). 2º - Combate: Realizado logo após o plantio, pelo sistema de rastreamento, identificando as plantas danificadas pelo ataque das formigas. Neste caso, basicamente usa-se o porta isca. Da mesma maneira, registram-se os dados das atividades na planilha. 3º - Combate: Também denominado de "combate de manutenção", realizado após a limpeza da área, quando então é avalizada a necessidade, ou não, de mais intervenções. COMBATE EM ÁREAS DE BROT AÇÃO DE Eucalyptus Decorridos 90 dias do corte raso (talhadia), é igualmente realizado o rastreamento, sendo que a aplicação do produto específico é localizada na área atacada através de porta iscas. COMBATE EM FLORESTAS JÁ FORMADAS Há um controle sistemático das colônias de saúvas e quenquens através dos vigias florestais, que percebendo um ataque procuram eliminar o formigueiro utilizando isca granulada. VANTAGENS DO USO DE PORTA-ISCAS - Proteção do produto contra umidade; - Viabilidade do uso em épocas chuvosas; - Redução de falhas de aplicação, motivado pelo aplicador; - Possibilidade de reaproveitamento do material; - Maior rendimento operacional e conseqüente redução da mão de obra; - Fácil manuseio do produto e maior segurança do aplicador; - Minimização dos danos causados à fauna. MONITORAMENTO A eficácia do controle das formigas cortadeiras é avaliada através de um levantamento de sobrevivência das mudas, que é realizado após os plantios (30 dias para o Anais do III Curso de Atualização no Controle de Formigas Cortadeiras - 43
4 Pinus e 15 dias para o Eucalyptus), através do qual é indicada a percentagem do ataque das formigas, assim como outras causas de perdas de mudas (ver anexo IV). RENDIMENTO O rendimento médio de operação é de 7,5 hs/ha. (ANEXO V). CONCLUSÃO Dentro das nossas condições, consideramos o nosso atual sistema de controle satisfatório, mas não ideal. Procurando melhorar a produtividade da operação mediante aplicação de novas tecnologias, foi constituída uma equipe interna de trabalho (dentro da PKQT - Programa Klabin de Qualidade Total da Empresa) com a missão de estudar uma redução de custos e melhorar a qualidade no controle de formigas cortadeiras. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CORDEIRO, Luiz. Curso de atualização no controle às formigas cortadeiras. Monte Alegre: Klabin, p. (Não publicado) PACHECO, Pedro. Formigas cortadeiras e o seu controle. Piracicaba: IPEF/GTFC p. Anais do III Curso de Atualização no Controle de Formigas Cortadeiras - 44
5 ANEXOS Anais do III Curso de Atualização no Controle de Formigas Cortadeiras - 45
6 (ANEXO I) DISTRIBUIÇÃO DAS FORMIGAS POR GÊNERO EM MONTE ALEGRE Fonte: Proteção Florestal, 1993 Anais do III Curso de Atualização no Controle de Formigas Cortadeiras - 46
7 (ANEXO II) TABELA DE DOSAGENS DE FORMICIDA FORMIGAS FORMICIDA DOSAGEM Acromyrmex crassipinus (Quenquém de cisco) Acromyrmex niger (Quenquém mineira) Pó seco 5% Isca Granulada Pó seco 5% Atta sexdens rubropilosa Isca Granulada 10 grama/m 2 50 gramas/formigueiro, podendo variar dependendo da área. 10 gramas/olheiro quando diretamente no olheiro Porta isca 30 gramas 50 gramas/planta podendo vriar dependendo da área Anais do III Curso de Atualização no Controle de Formigas Cortadeiras - 47
8 (ANEXO III) Anais do III Curso de Atualização no Controle de Formigas Cortadeiras - 48
9 (ANEXO IV) Anais do III Curso de Atualização no Controle de Formigas Cortadeiras - 49
10 (ANEXO V) QUADRO DEMONSTRATIVO DO CONTROLE ÀS FORMIGAS CORTADEIRAS EM MONTE ALEGRE (ANO 1993) Anais do III Curso de Atualização no Controle de Formigas Cortadeiras - 50
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