SENSORIAMENTO REMOTO NO USO DO SOLO
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- Sara Lameira Leal
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1 SENSORIAMENTO REMOTO NO USO DO SOLO Ana Luiza Bovoy Jônatas de Castro Gonçalves Thiemi Igarashi Vinicius Chequer e Silva LEVANTAMENTO DA COBERTURA VEGETAL ATRAVÉS DE PRODUTOS DE SENSORIAMENTO REMOTO NAS APAS DA MANTIQUEIRA E SERRINHA DO ALAMBARI, RESENDE RJ STELLA PROCÓPIO DA ROCHA CARLA B. MADUREIRA CRUZ²MONIKA RICHTER
2 1. INTRODUÇÃO Rio de Janeiro ~ 30 áreas de Proteção Ambiental (APA); APA da Mantiqueira, que inclui a APA da Serrinha do Alambari e o Parque Municipal de Jacuba em Resende (CIDE, 1998), com ~ ha; Monitoramento: através das potencialidades dos sistemas de Sensoriamento Remoto. Uso de sensores óticos e a aplicação de índices de vegetação, o NDVI (Normalizede Diference Vegetation Index); Classificar e quantificar o uso e a cobertura vegetal da APA através do uso de imagem Landsat-7 ETM+ de junho/2000 e Sistemas de Informação Geográficas (SIG);
3 1. INTRODUÇÃO Área do estudo Suas coordenadas limites no Sistema UTM no Estado do Rio de Janeiro são definidas pelo retângulo envolvente m, m E, e m, m N, fuso 45º Oeste, Datum SAD 69. Escolhida como APA Preciosos remanescentes de ecossistemas nativos da Mata Atlântica (Resende, 1998); Uma das maiores cadeias montanhosas do leste-sul americano; beleza de sua paisagem para a região Sudeste;
4 1. INTRODUÇÃO
5 1. INTRODUÇÃO ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL (APA) criadas a partir de 1981 sobre áreas públicas ou privadas, com o objetivo de disciplinar o uso do solo de maneira a preservar os recursos bióticos e abióticos de uma reserva natural (IBAMA, 1997); Necessidade de se preservar os recursos naturais bem como a fauna e a flora, e incentivar o seu uso sustentável, assim como proteger paisagens naturais ou pouco alteradas devido a sua beleza e riqueza em biodiversidade, além de proteger e recuperar recursos hídricos. (IBAMA, 1997).
6 1. INTRODUÇÃO SENSORIAMENTO REMOTO Consiste na utilização de sensores para a aquisição de informações sobre objetos sem que haja contato físico entre eles (Novo, 1989); A aquisição de dados: interação energia-matéria. Toda matéria emite ou absorve quantidade de energia a partir de uma fonte em diferentes comprimentos de onda. Os sensores: coletam a energia proveniente do objeto e convertê-la em um sinal passível de ser registrado, apresentandoo em uma forma adequada à extração de informações (normalmente os chamados níveis de cinza).
7 1. INTRODUÇÃO Sistema Landsat Colocado em órbita em 1972; Funcionamento: o Landsat-5 TM (lançado em 1984), o Landsat- 7ETM+ (lançado em 1999), esse último com uma banda pancromática de resolução de 15m (PAN); As bandas multiespectrais 1,2,3,4,6,7 possuem resolução espacial de 30mx30m (exceto para a banda 6, termal, 60X60m); O Landsat-7 é administrado pela NASA (National Space and Space Administration) e aqui no Brasil seu representante legal é o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), responsável pela aquisição, pré-processamento e distribuição das imagens.
8 2. OBJETIVOS Processamento de imagens no sistema SPRING- 3.5, incluindo o georreferenciamento, ampliação de contraste e geração de composição colorida; Levantamento de campo das áreas de treinamento para identificação das classes de uso e cobertura do solo com auxílio de GPS (Global Position System); Geração do mapa temático de cobertura do solo; quantificação das classes; Elaboração de carta-imagem com justaposição à base cartográfica na escala 1:50000; Elaboração do NDVI.
9 3. METODOLOGIA Programas utilizados: Autocad 14 para a digitalização semi-automática da base cartográfica na escala 1:50000 (estando os originais em formato raster); SPRING 3.5 INPE/Brasil, para os processos de georrefenciamento, ampliação de contraste e classificação da Imagem nas seis bandas espectrais; IDRISI 32 da Clark Univesity/EUA, para o recorte da área de interesse na imagem e geração do NDVI; ARCVIEW 3.2 para confecção dos layouts e mapas finais.
10 3. METODOLOGIA Construção da base topográfica: Resende, SAD-69 MG IBGE; Itatiaia-NE, Córrego Alegre MG IBGE; Itatiaia-SE, Córrego Alegre MG IBGE; Pedra Selada, SAD-69 MG IBGE; Falcão, SAD-69 MG IBGE; A base final foi toda convertida para o Datum SAD-69. As categorias geradas foram: hidrografia, hipsografia, sistema viário, vegetação e limites das APAs.
11 3. METODOLOGIA Sensoriamento Remoto: Recorte da área de interesse definido pelas coordenadas de canto superior esquerdo mE, mN e canto inferior direito OmE, mN; A definição de um Banco de Dados e de um Projeto no Spring e os Planos de Informação (PI) necessários; O georreferenciamento da imagem Landsat 7ETM+ através de pontos de controle obtidos a partir de cartas topográficas 1:50000 nas 6 bandas espectrais (1,2,3,4,5,7); O polinômio para o ajustamento utilizado foi o quadrático com erro médio quadrático igual a 1,4;
12 3. METODOLOGIA
13 3. METODOLOGIA A ampliação de contraste adotada foi a linear com leitura de valores de Níveis de Cinza (NC) mínimo e máximo; A elaboração de composições coloridas se dá após o georreferenciamento e ampliação de contraste; A Justaposição com a base cartográfica se dá após todos os outros processos e é o entrecruzamento da composição colorida georreferenciada com as bases cartográficas digitalizadas;
14 3. METODOLOGIA A classificação digital supervisionada é feita por um algoritmo pelo método de Battacharya; Foram coletadas 141 áreas de treinamento; Antes da geração do mapa temático final, áreas em confusão são corrigidas.
15 3. METODOLOGIA
16 3. METODOLOGIA A geração do NDVI, do IDRISI 32 classificou então a imagem em 16 classes;
17 3. METODOLOGIA Sistema de Informações Geográficas(SIG) Integrar dados de variadas fontes em um Banco de Dados para gerar Planos de Informação, disponibilizando informações sobre um determinado fenômeno físico ou social; A integração de todos os dados se deu através da criação de um Banco de Dados no SPRING; Foi acrescentado ao banco de imagem Landsat7 ETM+ bem como as bases cartográficas digitalizadas e os pontos de controle de campo.
18 3. METODOLOGIA - SIG Foram gerados novos Pis após todos os processos, como: Mapa temático de Uso de solo e cobertura vegetal; Entrecruzamento dos mapas temáticos de NDVI e Uso de solo com os limites das APAs; Quantificação das áreas de floresta densa através das: (1980) Cartas topográficas digitalizadas; (2000) Imagem orbital; Geração de layout: ARCVIEW dos mapas temáticos; Carta imagem temática (falsa cor e cor verdadeira) na escala 1:50000; Geração do modelo digital do terreno por triangulação (TIN), no ARCVIEW com a hipsometria e hidrografia da área de estudo.
19 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO A área florestada cresceu em média 16% em vinte anos; Esses dados não podem ser considerados cem por cento por serem provenientes de diferentes bases cartográficas; Tabela 1: Quantificação da área vegetada nos anos de 1980 e 2000
20 5. CONCLUSÕES O Sensoriamento Remoto e o SIG mostraram-se eficazes na precisão e velocidade dos resultados adquiridos. O trabalho de campo e os processamentos digitais da imagem apresentaram a realidade da área de estudo que mostrou-se bastante degradada em sua borda. Quanto ao georreferenciamento, este apresentou muitos problemas devido à data das cartas topográficas que são muito antigas e não facilitavam a aquisição de pontos de controle. Outro problema foi à incompatibilidade de escalas, onde a imagem Landsat 7ETM+ possui uma resolução 30X30m, o que é incompatível com a área de estudo que é muito homogênea e de difícil visualização em seus pequenos detalhes.
21 5. CONCLUSÕES O objetivo principal do trabalho foi alcançado, pois com a ajuda do Sensoriamento Remoto foi possível em tempo hábil à classificação e quantificação da área estudada; O crescimento da área florestada não foi o que se esperava.
22 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ROCHA, S.P. CRUZ, C.B.M. RICHTER, M. LEVANTAMENTO DA COBERTURA VEGETAL ATRAVÉS DE PRODUTOS DE SENSORIAMENTO REMOTO NAS APAS DA MANTIQUEIRA E SERRINHA DO ALAMBARI, RESENDE RJ. Programa de Pós-Graduação em Geografia - Universidade Federal do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro.
23 Considerações do Grupo sobre a importância do trabalho Devido ao uso impróprio dos solos, os vestígios de Mata Atlântica estão cada vez mais escassos, restando apenas 8% de sua área primitiva. Atualmente para preservar essas florestas se faz necessário que o governo federal, estadual e municipal se unam com medidas que visem conservar e proteger o que resta das florestas tropicais; Para o auxílio no monitoramento dessas áreas nos últimos anos tem-se buscado as potencialidades dos sistemas de Sensoriamento Remoto; E desta forma, tem-se conseguido mapear áreas mais abrangentes em períodos de tempo mais ajustados à necessidade do problema.
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