DIÁRIO OFICIAL PODER LEGISLATIVO
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- Gonçalo Sanches Fragoso
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1 DIÁRIO OFICIAL PODER LEGISLATIVO ANO XLIV - VITÓRIA-ES, QUINTA-FEIRA, 01 DE JULHO DE Nº PÁGINAS SMCS Composição, Diagramação, Arte Final. REPROGRAFIA Impressão 4ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 16ª LEGISLATURA GIVALDO VIEIRA (PT) 1º Secretário (em exercício) WANILDO SARNÁGLIA (PT do B) 3º Secretário (em exercício) GABINETE DAS LIDERANÇAS MESA DIRETORA ELCIO ALVARES (DEM) Presidente RODRIGO CHAMOUN (PSB) 1ª Vice-Presidente DA VITÓRIA (PDT) 2º Vice-Presidente DARY PAGUNG (PRP) 2 o Secretário (em exercício) 4º Secretário REPRESENTAÇÃO PARTIDÁRIA DEM Atayde Armani PT Claudio Vereza DEM Atayde Armani, Robson Vaillant, Elcio Alvares, Theodorico Ferraço, Giulianno dos Anjos e Luciano Pereira. PT Claudio Vereza e Givaldo Vieira. PSB Paulo Foletto PR Doutor Rafael Favatto PDT Aparecida Denadai PSDB César Colnago PMDB Sérgio Borges PMN Janete de Sá PSC Reginaldo Almeida PP Cacau Lorenzoni PRP Dary Pagung PT do B Wanildo Sarnáglia Líder do Governo Paulo Roberto Vice-Líder do Governo Sérgio Borges PSB Paulo Foletto, Freitas e Rodrigo Chamoun. PR Vandinho Leite e Doutor Rafael Favatto. PDT Aparecida Denadai, Da Vitória, Doutor Wolmar Campostrini e Euclério Sampaio. PSDB César Colnago e Rudinho de Souza PMDB - Doutor Hércules, Luiz Carlos Moreira, Sérgio Borges, Marcelo Santos e Luzia Toledo. PMN Janete de Sá e Paulo Roberto. PSC Reginaldo Almeida. PP Cacau Lorenzoni. PRP Dary Pagung. PT do B Wanildo Sarnáglia. Sem Partido Esta edição está disponível no site da Assembleia Legislativa Editoração: Simone Silvares Itala Rizk (027) (027) [email protected]
2 COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO Presidente: Theodorico Ferraço Vice-Presidente: Claudio Vereza Efetivos: Doutor Wolmar Campostrini, Luzia Toledo, Luiz Carlos Moreira, Dary Pagung e Janete de Sá. Suplentes: Atayde Armani, Da Vitória, Rodrigo Chamoun, Freitas, Doutor Hércules, Vandinho Leite e Cacau Lorenzoni. COMISSÃO DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE Presidente: Reginaldo Almeida Vice-Presidente: Luciano Pereira Efetivos: Paulo Roberto, Da Vitória, Doutor Rafael Favatto. Suplentes: Marcelo Santos, Rodrigo Chamoun, Doutor Wolmar Campostrini e Doutor Hércules. COMISSÃO DE CULTURA E COMUNICAÇÃO SOCIAL Presidente: Claudio Vereza Vice-Presidente: Cacau Lorenzoni Efetivos: Janete de Sá. Suplentes: Vandinho Leite, Freitas, Paulo Roberto, Doutor Rafael Favatto e Marcelo Santos. COMISSÃO DE EDUCAÇÃO Presidente: Vandinho Leite Vice-Presidente: Doutor Wolmar Campostrini Efetivos: Luzia Toledo, Sérgio Borges e Atayde Armani. Suplentes: Robson Vaillant, Da Vitória, Paulo Roberto e Rodrigo Chamoun. COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS Presidente: Janete de Sá Vice-Presidente: Doutor Wolmar Campostrini Efetivos: Luzia Toledo e Paulo Foletto. Suplentes: Paulo Roberto, Euclério Sampaio, Reginaldo Almeida e Luciano Pereira. COMISSÃO DE SAÚDE, SANEAMENTO E ASSISTÊNCIA SOCIAL Presidente: Doutor Hércules Vice-Presidente: Freitas Efetivos: Luiz Carlos Moreira, Rodrigo Chamoun e Doutor Rafael Favatto. Suplentes: Doutor Wolmar Campostrini, Janete de Sá, Sérgio Borges, Paulo Foletto e Paulo Roberto. COMISSÃO DE AGRICULTURA, DE SILVICULTURA, DE AQUICULTURA E PESCA, DE ABASTECIMENTO E DE REFORMA AGRÁRIA Presidente: Atayde Armani Vice-Presidente: Luciano Pereira Efetivos: Cacau Lorenzoni, César Colnago e Freitas. Suplentes: Robson Vaillant, Doutor Rafael Favatto, Janete de Sá e Da Vitória e Dary Pagung. COMISSÕES PERMANENTES COMISSÃO DE FINANÇAS, ECONOMIA, ORÇAMENTO, FISCALIZAÇÃO, CONTROLE E TOMADA DE CONTAS Presidente: Sérgio Borges Vice-Presidente: Atayde Armani Efetivos: Paulo Roberto, Euclério Sampaio, Doutor Rafael Favatto, Reginaldo Almeida e Wanildo Sarnáglia. Suplentes: Doutor Hércules, Robson Vaillant, Janete de Sá, Da Vitória, Luzia Toledo, Vandinho Leite e Theodorico Ferraço. COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR Presidente: Aparecida Denadai Vice-Presidente: Theodorico Ferraço Efetivos: Luiz Carlos Moreira. Suplentes: Da Vitória, Robson Vaillant, Doutor Hércules, Cacau Lorenzoni. COMISSÃO DE SEGURANÇA Presidente: Da Vitória Vice-Presidente: Euclério Sampaio Efetivos: Marcelo Santos, Paulo Foletto e Luciano Pereira. Suplentes: Doutor Wolmar Campostrini, Theodorico Ferraço, Doutor Hércules, Paulo Roberto e Rodrigo Chamoun. COMISSÃO DE TURISMO E DESPORTO Presidente: Luzia Toledo Vice-Presidente: Freitas Efetivos: Claudio Vereza e Paulo Foletto. Suplentes: Wanildo Sarnáglia, Cacau Lorenzoni e Sérgio Borges. COMISSÃO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA, INOVAÇÃO, INCLUSÃO DIGITAL, BIOSSEGURANÇA E PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS Presidente: Paulo Roberto Vice-Presidente: Wanildo Sarnáglia Efetivos: Sérgio Borges. Suplentes: Luciano Pereira, Vandinho Leite e Doutor Hércules. COMISSÃO DE INFRAESTRUTURA, DE DESENVOLVIMENTO URBANO E REGIONAL, DE MOBILIDADE URBANA E DE LOGÍSTICA Presidente: Marcelo Santos Vice-Presidente: Theodorico Ferraço Efetivos: Robson Vaillant e Doutor Hércules. Suplentes : Luzia Toledo, Atayde Armani, Luciano Pereira, Freitas e Luiz Carlos Moreira. DEPUTADO CORREGEDOR: CACAU LORENZONI Atas das Sessões...pág a DEPUTADO OUVIDOR: Publicação Autorizada...pág. 1 a 22 LIGUE OUVIDORIA Atos do Presidente Atos Legislativos...pág. 22 a Atos Administrativos...pág. 27 a 40 [email protected]
3 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo ATAS DAS SESSÕES VIGÉSIMA TERCEIRA SESSÃO ESPECIAL DA QUARTA SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA DÉCIMA SEXTA LEGISLATURA, REALIZADA EM 21 DE JUNHO DE ÀS DEZENOVE HORAS, OCUPA A CADEIRA DA PRESIDÊNCIA O SENHOR DEPUTADO DOUTOR HÉRCULES. O SR. CERIMONIALISTA (SÉRGIO SARKIS FILHO) - Senhoras e Senhores, Deputados presentes, boa-noite. É com satisfação que a Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo recebe todos para a sessão especial que debaterá as Consequências Jurídicas e Sociais dos Acidentes de Trânsito causados por motoristas embriagados. Passo a palavra ao Senhor Deputado Doutor Hércules, proponente desta sessão especial, para os procedimentos regimentais de abertura dos trabalhos. O SR. PRESIDENTE (DOUTOR HÉRCULES) - Invocando a proteção de Deus, declaro aberta a sessão e procederei à leitura de um versículo da Bíblia: Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará. (Salmo 91) Dispenso a leitura da ata da sessão anterior. Informo aos presentes que esta sessão é especial, para debater as consequências dos acidentes de trânsito causados por motoristas embriagados, conforme requerimento de minha autoria, aprovado em Plenário. O SR. CERIMONIALISTA (SÉRGIO SARKIS FILHO) - Convidamos para compor a Mesa a Senhora Luciene Becacici, subsecretária de Estado de Mobilidade Urbana, representando o Senhor Neivaldo Bragato, Secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas; a Senhora Diza Gonzaga, Presidenta da Fundação Thiago de Moraes Gonzaga, nossa palestrante de hoje; o Senhor Marcelo Ferraz, diretor-geral do Detran do Espírito Santo; o Coronel Marcos Tadeu Celante, Comandante do Batalhão de Polícia de Trânsito; o Doutor Fabiano Contarato, chefe administrativo da Divisão da Polícia Civil; a Doutora Kátia de Souza Carvalho, diretora do Departamento Médico Legal; o Doutor Márcio Lameri, coordenador médico do Serviço de Atendimento de Emergência, SAMU- 192; o Doutor Daniel Tavares, coordenador geral do programa Vida Urgente Espírito Santo, e o Doutor Fabrício Campos, advogado e representante da OAB- ES. (Pausa) (Tomam assento à Mesa os referidos convidados) O SR. CERIMONIALISTA (SÉRGIO SARKIS FILHO) - Convido todos para, de pé, e voltados para as Bandeiras, ouvirmos a execução do Hino Nacional e o do Espírito Santo. (Pausa) (É executado o Hino Nacional e o do Espírito Santo) O SR. CERIMONIALISTA (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido para compor a Mesa os Senhores Paulo Belúcio, Juiz Titular da 10.ª Vara Criminal de Vitória, especializado em Delitos de Trânsito, e Fernando Chiabai, vice-presidente da Associação Médica do Estado do Espírito Santo. (Pausa) (Tomam assento à Mesa os referidos convidados) O SR. CERIMONIALISTA (SÉRGIO SARKIS FILHO) Presentes a esta sessão especial as Senhoras Rosane Giuberti, diretora técnica do Detran do Espírito Santo; Sayonara Nagel, representando a Secretaria de Saúde do Município de Guarapari; Andrea Romanholi, representando a Secretaria de Saúde do Município de Vitória; representantes do Senai do Município de Vila Velha; os Senhores Giovani Gujansk, coordenador pedagógico; Felipe Soares, coordenador do Curso de Logística; Aízio Carlos da Silva Machado, coordenador técnico do Curso de Logística. Convido para fazer uso da palavra o Senhor Deputado Doutor Hércules, proponente desta sessão especial. O SR. PRESIDENTE (DOUTOR HÉRCULES) - Convido o Senhor Deputado Doutor Rafael Favatto, membro efetivo da Comissão de Saúde desta Casa, para compor a Mesa. (Pausa) (Toma assento à Mesa a referida autoridade) O SR. PRESIDENTE (DOUTOR HÉRCULES) - Passo a presidência dos trabalhos ao Senhor Deputado Doutor Rafael Favatto, para que possa fazer uso da palavra. O SR. PRESIDENTE (DOUTOR RAFAEL FAVATTO) Assumo a Presidência neste momento e concedo a palavra ao Senhor Deputado Doutor Hércules. O SR. DOUTOR HÉRCULES ( Sem revisão do orador) Boa noite a todos. Agradecemos a presença da Senhora Luciene Becacici, subsecretária de Estado de Transporte; do Doutor Paulo Belúcio, Juiz Titular da 10.ª Vara Criminal de Vitória, especializado em Delitos de Trânsito; da Senhora Diza Gonzaga, presidenta da Fundação Thiago de Moraes Gonzaga; do Doutor Marcelo Ferraz, diretor geral do Detran; do
4 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Coronel Marcos Tadeu Celante, Comandante do Batalhão da Polícia de Trânsito; do Doutor Fabiano Contarato, chefe administrativo da Divisão de Polícia Civil, quando convidado a participar desta sessão especial era titular da Delegacia de Delitos de Trânsito; da Senhora Kátia de Souza Carvalho, diretora do Departamento Médico Legal, que presenciou muitas coisas horríveis; do Doutor Márcio Lameri, coordenador médico do Serviço de Atendimento Médico de Urgência SAMU-ES; do Doutor Fernando Chiabai, vice-presidente da Associação Médica do Espírito Santo; do Doutor Daniel Tavares, coordenador geral do programa Vida Urgente Espírito Santo, e do Senhor Fabrício Campos, advogado, aqui representando a OAB, Seção ES. Além de médico, continuo com meu registro na OAB-ES há mais de trinta anos. Presentes a esta sessão especial jovens e autoridades para debatermos as Consequências Jurídicas e Sociais dos Acidentes de Trânsito causados por motoristas embriagados. Como cidadão, pai, avô - há quatro meses -, médico, advogado e parlamentar, digo que essa luta vem de há muitos anos. Fui Vereador pelo Município de Vila Velha por seis mandatos e atualmente estou no meu primeiro mandato como Deputado Estadual. O Deputado Doutor Rafael Favatto também foi Vereador pelo Município de Vila Velha na mesma legislatura e conhece bem a minha luta em favor da vida e da saúde da população. Como parlamentar, também tenho obrigação de tentar ajudar a sociedade capixaba, trazendo este relevante tema à baila, a fim de que possamos enfrentá-lo com mais eficiência e efetividade, visando à redução do número de vítimas. Fico estarrecido ao ler nos jornais a informação de que não há, no Estado do Espírito Santo, e até mesmo no Brasil, nenhuma pessoa condenada e presa por ter praticado homicídio na condução de veículo automotor, mesmo tendo sido comprovado que o motorista encontrava-se embriagado no momento do acidente. Ontem, dia 20 de junho de 2010, a chamada Lei Seca - como é conhecida a Lei /2008, publicada dia 20 de junho de completou dois anos de vigência em nosso País. É bem verdade que os números de acidentes de carro caíram. Mas defendemos que a legislação ainda precisa de algumas alterações, visando simplificar de forma clara a conduta de se causar acidentes na condução de veículos automotores sobre efeito do álcool, o que irá configurar crime doloso. Se existe a lei, temos de obedecê-la, já que as elaboramos. Ao elaborar uma lei ouvimos o clamor da sociedade, como o que aconteceu com a lei chamada: Lei da Ficha Limpa. Então, não apenas os políticos têm que mudar e elaborar leis, é preciso que o povo faça o que muitas pessoas como as que estão neste Plenário esta noite participando desta sessão especial estão fazendo. Toda a sociedade tem que cobrar dos políticos mudanças nas leis. O cidadão que bebe sabe muito bem que não pode beber e dirigir; se dirigir está consciente de que está cometendo um delito. É preciso trabalhar cada vez mais para fazermos valer as leis em vigor, e cobrar das autoridades o que não queremos ver acontecer com entes queridos. Entendo, salvo melhor juízo, acidentes automobilísticos causados por motoristas sob efeito do álcool, ou de qualquer outra substância psicotrópica, devem ser caracterizados como homicídio doloso. O motorista, ao ingerir álcool ou outro tipo de droga antes de dirigir um veículo automotor, evidentemente está assumindo o risco de causar um acidente, podendo levar à morte ou à invalidez permanente pessoas inocentes. Precisamos defender a sociedade dessa barbárie que são os acidentes de trânsito no Brasil. Não acontece apenas no Brasil, não. Todos viram, na abertura da Copa do Mundo de Futebol, na África do Sul - momento tão importante para aquele povo -, a bisneta de Nelson Mandela, Zenani Mandela, de apenas 13 anos, ser morta em um acidente automobilístico causado, até que se prove o contrário, por um condutor embriagado. Então, isso acontece no mundo todo, não é só no Estado do Espírito Santo, nem no Brasil. Precisamos lutar e brigar mais para mudar essa realidade. Também é importante frisar as consequências sociais dos acidentes, das mortes e dos casos de invalidez permanente gerados por tais acidentes, que representam gravíssimo prejuízo social e trauma psicológico para as famílias das vítimas, além de gastos públicos de altíssima monta com internações hospitalares e pagamento de pensões e aposentadoria por invalidez. Grande parte da demanda nos hospitais do Espírito Santo advém de acidentes de trânsito. Parece que setenta por cento dos leitos são ocupados em situação de urgência por pessoas vítimas de acidentes de trânsito. Estou certo, Diza Gonzaga? A Senhora Diza Gonzaga, o Doutor Marcelo Ferraz e o Doutor Fabiano Contarato têm mais autoridade para falar sobre esse assunto. Como dizíamos, grande parte da demanda nos hospitais do Espírito Santo advém de acidentes de trânsito, notadamente os que envolvem motocicleta, que levam a internações hospitalares, e são as que geram mais despesa ao poder público, pois duram mais tempo, impedindo que a rede pública hospitalar atenda outras prioridades, como doenças. Precisamos investir pesado na promoção da educação humanitária de trânsito nos nossos lares e nas escolas. A escola entre outras matérias tem a obrigação de ensinar educação de trânsito. Em casa temos a obrigação de ensinar nossos filhos a ter responsabilidade: se beber, não dirija; se beber volte para casa de ônibus, de taxi ou de carona, mas com quem não bebe. A escola ensina matemática,
5 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo história, geografia e outras matérias. Nós devemos ensinar a formação do caráter e a formação humana em casa. Não deixem por conta da escola a formação do caráter do seu filho, pois vai perdê-lo. Essa responsabilidade é nossa. A educação começa em casa desde cedo. O que determina o Código de Trânsito Brasileiro? Poderemos em médio prazo educar e formar futuros motoristas, dotando-os do uso de valores e princípios que reduzirão a violência no trânsito brasileiro. É preciso mais rigor no cumprimento das leis. Por exemplo, ando de motocicleta e já caí três vezes, mas tenho cuidado. O poder público tem que destinar faixas exclusivas para motocicleta. Quem anda de moto é porque quer chegar mais cedo e não pode andar no corredor dos ônibus. É preciso adaptar nossas vias também para esse tipo de condução. Minha atuação parlamentar é voltada à defesa do bem jurídico mais importante de todos nós: a vida. Fui motorista de ambulância do antigo SAMU. Desde então tinha consciência de lutar pela vida. Como médico que sou sempre atuei defendendo a vida e o bem-estar dos meus pacientes, e como Parlamentar todas as minhas ações e projetos sempre tiveram e terão viés respeitando a vida. Cito um exemplo, como presidente da Comissão de Saúde somos testemunha de que o Deputado Doutor Rafael Favatto ajudou muito na intermediação da crise dos hospitais filantrópicos, no sentido de aumentar a liberação de recursos por parte do Governo do Estado a tais entidades. Precisamos cuidar não só da vida humana, mas da vida animal. Pouca gente fala nos animais, mas temos a sensibilidade de cuidar bem deles. Qualquer tipo de vida é importante. Desenvolvemos nosso mandato nessa direção. Pela minha luta em parceria com entidades de proteção animal e ao meio ambiente, que é vida, faço questão de nominar seus nomes neste momento: Sociedade Mundial de Proteção Animal WSPA; Associação dos Amigos dos Animais do Espírito Santo; Associação Protetora dos Animais do Espírito Santo; Grupo de Libertação dos Animais do Espírito Santo; Fórum Capixaba de Defesa dos Animais; Instituto Orca; Associação Vilavelhense de Defesa e Proteção Animal; Instituto Jacarenema de Pesquisa e Proteção Ambiental; Conselho Regional de Medicina Veterinária, e Ibama do Espírito Santo. Somos autor da Lei n.º 9.399/2010, que proíbe a utilização de animais em circos no Espírito Santo, sancionada pelo Governador Paulo Hartung. Nos Estados do Espírito Santo e de São Paulo não existem mais animais nos circos. Fazemos essa reflexão neste momento para que todos saibam que precisamos atuar em defesa da vida, não só a humana. Além de várias outras iniciativas que promovemos em parceira com as entidades acima nominadas, o Governo do Estado, o Poder Judiciário e o Ministério Público têm nos ajudado muito e nos auxiliado na vanguarda assumida por nós com relação à proteção e aos direitos dos animais no Brasil. O Governador Paulo Hartung hoje é orgulho para o nosso Estado, principalmente pela forma como encontrou o Estado e a forma como está conduzindo o Governo. Muitos até dizem: Espírito Santo, quem te viu quem te vê. As ações do Governador levam às pessoas a falarem assim. Não posso deixar de mencionar o brilhantismo e a altivez com que o Doutor Fabiano Contarato comandou nos últimos dez anos a Delegacia de Delitos de Trânsito do Espírito Santo, atuando de maneira destemida, sempre em prol da sociedade capixaba, fato que o povo do Estado do Espírito Santo e os familiares das vítimas de acidente de trânsito jamais esquecerão. Também faço questão de destacar a atuação do Governo do Estado, especificamente do Detran, atualmente presidido pelo Senhor Marcelo Ferraz, competente gestor público. Se não estou enganado, o Espírito Santo foi o primeiro ou o segundo Estado da Federação que iniciou campanhas educativas com a finalidade de alertar a população capixaba sobre as terríveis consequências da combinação envolvendo álcool e direção, num primeiro momento promovendo fiscalizações educativas e, logo em seguida, partindo para as fiscalizações punitivas. É preciso que a lei e a fiscalização sejam mais severas. Não concordamos que não aconteça nada ao cidadão que se recusa a passar pelo teste do bafômetro. Temos realmente que mudar isso. Também rendo minhas homenagens à Senhora Diza Gonzaga, que após sofrer um dos piores traumas da vida, quiçá o maior deles, a perda de um filho, teve a nobreza de criar a Fundação Thiago de Moraes Gonzaga, e num gesto de altruísmo promover ações educativas e culturais, principalmente entre os jovens, mobilizando-os a participar de projetos voluntários, levando a mensagem do respeito à vida e às leis de trânsito. Buscamos parcerias para atuação em conjunto para que essa corrente cada vez fique mais forte, e que essa fileira cada dia aumente mais. Não queremos procurar culpado, queremos parceiros. Essa a nossa intenção. Em nome daqueles que não podem falar, em nome daqueles que se locomovem em cadeiras de rodas ou daqueles que nem em cadeiras de rodas andam, dizemos que a sociedade pede socorro. Nós precisamos de socorro. Que a nossa voz seja cada vez mais forte e possamos cada dia mais melhorar nossa atuação em defesa do amor ao próximo. E se Deus quiser - Ele vai querer -, isso vai acontecer. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE (DOUTOR RAFAEL FAVATTO) Devolvo a presidência dos
6 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 trabalhos ao Senhor Deputado Doutor Hércules. (Pausa) O SR. PRESIDENTE (DOUTOR HÉRCULES) Assumo a Presidência neste momento e concedo a palavra ao cerimonialista, para que dê continuidade ao rito da sessão. O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) - Convido para compor a Mesa o Senhor Edmar Camata, chefe do Núcleo de Comunicação da Polícia Rodoviária Federal, e o Senhor Fábio Damasceno, Secretário Municipal de Transportes e Trânsito do Município de Vitória. (Pausa) (Tomam assento à Mesa os referidos convidados) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) - Agradecemos a presença do Senhor Rodrigo Marchesi, presidente do Instituto Rodrigo Marchesi, e do Senhor Guerino Dalvi, secretário-geral do Setpes. Devolvo a palavra ao Senhor Deputado Doutor Hércules, proponente desta sessão especial, para conduzir os trabalhos da sessão. (Pausa) O SR. PRESIDENTE (DOUTOR HÉRCULES) Concedo a palavra ao Senhor Deputado Doutor Rafael Favatto, médico e membro da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa. O SR. DOUTOR RAFAEL FAVATTO (Sem revisão do orador) Boa noite a todos e a todas. Cumprimentamos o Senhor Deputado Doutor Hércules, presidindo esta sessão especial que debaterá um assunto muito importante; a Senhora Luciene Becacici, subsecretária de Estado de Mobilidade Urbana; o Senhor Paulo Belúcio, Juiz Titular da 10.ª Vara Criminal; a Senhora Diza Gonzaga, presidenta da Fundação Thiago de Moraes Gonzaga; o Senhor Marcelo Ferraz, diretor do Detran, que muito bem conduz aquele órgão, que com suas atitudes e, sobretudo, zelando pela coisa pública só tem beneficiado o Estado do Espírito Santo; o Coronel Marcos Tadeu Celante, comandante do Batalhão da Polícia de Trânsito; o Senhor Fabiano Contarato, chefe administrativo da Divisão da Polícia Civil, a quem agradecemos, de público, pelo que tem feito pelo Estado do Espírito Santo com suas atitudes, gestos e posicionamento em relação ao assunto; a Senhora Kátia de Souza Carvalho, diretora do Departamento Médico Legal; e o Doutor Márcio Lameri, meu amigo, meu irmão, meu aliado, coordenador do Serviço de Atendimento Médico de Urgência - SAMU. Ficamos emocionado em vê-lo neste Plenário. Fomos residente da Emescam e muito conhecimento nos passou na área cirúrgica. É um excelente cirurgião, excelente médico, excelente pessoa, excelente companheiro da área médica. O Estado do Espírito Santo tem orgulho de tê-lo nos quadros da Saúde pelos serviços prestados à população. Cumprimentamos também o Doutor Fernando Chiabai, vice-presidente da Associação Médica do Estado do Espírito Santo - AMES, pessoa maravilhosa que passou pelo Cimes, pelo CRM, um baluarte da sociedade médica do Espírito Santo; o Senhor Daniel Tavares, coordenador geral do programa Vida Urgente; o Senhor Fabrício Campos, advogado e representante da OAB, Seção -ES; o Senhor Edmar Camata, inspetor de Polícia Rodoviária Federal; o Senhor Fabiano Damasceno, Secretário Municipal de Transportes e Trânsito da Prefeitura de Vitória. Não poderíamos deixar de falar do serviço que o Deputado Doutor Hércules presta à sociedade capixaba, ao povo de maneira geral, ao debater tema tão importante. Muitos de nós já vivenciamos de perto um acidente de trânsito ocorrido com pessoas de nossa família, ou com algum amigo, ou com algum vizinho, ou com algum conhecido, e a causa de muitos desses acidentes foi devido à ingestão de álcool. Como médico, atendendo no Município de Marechal Floriano, presenciamos inúmeras vezes pacientes vítimas de acidentes de trânsito. Muitas vezes chegam paciente embriagado, mas também pacientes atingidos no ponto de ônibus ou na rua por carros ou motos dirigidos por motoristas embriagados, e as vítimas muitas vezes nem sabem de que direção veio o carro ou a moto. O paciente fica num leito hospitalar todo quebrado e nem sabe qual foi o carro que o atingiu. Essa a grande preocupação, ou seja, a pessoa está no ponto de ônibus ou atravessando uma rua, vem um carro desgovernado conduzido por uma pessoa embriagada, sem as mínimas condições de dirigir, e é atingida, e não tem nada a ver com a história. Se você bebe, está fazendo mal a si próprio, pega o carro e dirigi em uma pista em que só está você, é problema seu, que poderá ser causador do próprio acidente. Entretanto, o que estamos discutindo nesta sessão especial é sobre aquela pessoa que vai a uma festa, se excede na bebida e depois sai dirigindo; ou bebe em sua casa e depois sai dirigindo por aí. Muitas vezes retornando de viagem, em algumas paradas na estrada já encontramos pessoas no posto de gasolina bebendo, depois entraram no carro e saíram dirigindo. Essas pessoas saem impunes e com grande risco de causar acidente. Referimo-nos não somente à pessoa que ingeriu a bebida, mas também à pessoa que vendeu a bebida, visto que há lei proibindo a venda de bebida
7 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo alcoólica em rodovias. No entanto, parece que os comerciantes fazem questão de não obedecê-la. Existem inúmeros postos de gasolina na beira da estrada que vedem não só álcool, mas vários tipos de bebida, você pode escolher à vontade: cerveja, cachaça, vodka, uísque. E esses comerciantes não são punidos. O Deputado Doutor Hércules disse muito bem, realmente estamos procurando parceiros, instituições, ajuda da sociedade civil organizada, da sociedade de maneira geral, de pessoas esclarecidas para encamparmos essa luta. Enviem-nos seus e- mails, vamos fazer mobilizações, ações individuais ou coletivas, vamos nos unir a instituições, a autarquias para efetivamente punirmos essas pessoas. Essa é uma iniciativa brilhante do Deputado Doutor Hércules, que foi Vereador pelo Município de Cachoeiro de Itapemirim e pelo Município de Vila Velha, onde, juntos, fizemos parte daquela Câmara de Vereadores. S. Ex.ª sempre esteve atento a esse tema. Antes mesmo de a Lei Seca entrar em vigor o Deputado Doutor Hércules já questionava essas ocorrências no Município de Vila Velha por ser médico e trabalhar durante anos em hospitais. Falamos a respeito do pai que perde o filho num acidente de trânsito, contudo, tem aquela criança de dois, três, quatro, cinco anos de idade, filho de um pai irresponsável que bebe, dirige, morre e deixa a família desestruturada, depois o filho não terá nem a lembrança de um dia ter tido pai. Como o juízo não dá em árvore, não tem como colher e colocar na cabeça das pessoas, precisamos realmente promover ações governamentais e não governamentais. Iniciativas como essa, do Deputado Doutor Hércules, tem de ser discutida e conduzida de maneira que haja repercussão no seio da sociedade. Temas como esse deveriam ser discutidos na presença da imprensa, da Rede Gazeta, da Rede Tribuna, da Rede Record, da TV Educativa, que deveriam discutir e implementar ações no sentido de que propagandas sejam veiculadas e cheguem ao coração das pessoas. Uma mãe que fala com o filho todos os dias que não deve dirigir depois de ingerir bebida alcoólica, ficará registrado na cabeça dele e no futuro será um motorista consciente. Como o Deputado Doutor Hércules muito bem, disse somos nós que fazemos as leis, mas também fazemos parte da lei, como a Lei da Ficha Limpa, que veio num momento muito bom. É necessário que a lei seja cumprida, para que as pessoas efetivamente sejam punidas. Como temos que agir? Se verificarmos venda de bebida alcoólica em posto de gasolina, devemos denunciar. Se a pessoa que está ao seu lado ingeriu bebida alcoólica e vai dirigir, anote a placa do veículo, ligue, denuncie. Não tem que ter medo, porque a omissão, às vezes, pode causar um acidente ali na frente vitimando, quem sabe, pessoas da própria família. O nosso desejo é discutir realmente o assunto, propor ações efetivas e eficazes para combatermos esse mal. Junto com o Governador do Estado temos interesse nesse assunto. Antes de 2003 quem falava que era do Estado do Espírito Santo? Quando viajávamos e as pessoas nos perguntavam de onde éramos, respondíamos que éramos do Sudeste, mas não falávamos de onde éramos. Porém, hoje batemos no peito e temos orgulho de dizer que somos capixabas, que somos do Estado do Espírito Santo, que somos um povo que gosta de trabalhar, um povo ordeiro, feliz. É claro que precisamos colocar juízo na cabeça de uma pequena parcela da população e, como dizem os ditados: água mole em pedra dura tanto bate até que fura e a esperança é a última que morre.. Juntamente com o Deputado Doutor Hércules, devemos realizar ações de incentivo para alcançarmos os resultados desejados. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE (DOUTOR HÉRCULES) Concedo a palavra à Senhora Diza Gonzaga. A SR.ª DIZA GONZAGA (Sem revisão da oradora) Cumprimento primeiramente o Senhor Deputado Doutor Hércules pela importante iniciativa; meus companheiros de Mesa, que farão parte deste debate; o Senhor Fabiano Contarato, delegado e chefe administrativo da Divisão da Policia Civil; o Senhor Marcelo Ferraz, a quem chamo de Marcelo, um grande amigo da vida, diretor do Detran-ES e parceiro nessa caminhada em defesa da vida, juntamente com a Fundação Thiago de Moraes Gonzaga e a Fundação Vida Urgente Espírito Santo; o Senhor Edmar Camata, chefe do Núcleo de Comunicação da Polícia Rodoviária Estadual; as autoridades de trânsito de Vitória, presentes; Secretário Municipal de Transportes, e os voluntários da Vida Urgente Espírito Santo, boanoite. Sempre que estou de frente a uma platéia fico pensando como a vida dá voltas. Era arquiteta e hoje acho que não tenho mais nem o ar de arquiteta. O Vida Urgente Espírito Santo começou numa prancheta de marketing, numa agência de publicidade, após a madrugada fria de 20 de maio, quando recolhi meu filho no asfalto. Era o que dizia: vida, urgente. Desse dia em diante, há catorze anos, estamos nessa luta incansável em defesa da vida, para que não tenhamos mais Thiagos, Fernandas, Rodrigos, jovens, pessoas perdendo a vida nessa guerra que não condecora, não deixa heróis, mas que tem matado mais que qualquer guerra. O Vida Urgente Espírito Santo e a Fundação Thiago de Moraes Gonzaga têm a certeza de que só uma ação conjunta da sociedade com a mobilização da sociedade e do Governo pode mudar essa tragédia que é o trânsito no Brasil, responsável pela principal causa de morte de jovens de catorze a vinte e seis anos de idade. E o que é pior: estamos em época de Copa do Mundo e queremos nosso País campeão do
8 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 mundo no futebol, mas somos campeões do mundo em número de mortos no trânsito. O Brasil, infelizmente, está entre os cinco países com a maior incidência de mortes no trânsito, junto com Rússia, Índia, China e Estados Unidos. Estamos entre os cinco campeões em morte no trânsito. Há catorze anos, quando iniciamos essa caminhada, o trânsito era uma questão de sinalização. O Código de Trânsito que está vigorando ainda não tinha sido promulgado. Não existia a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança. A primeira ação do programa Vida Urgente Espírito Santo e da Fundação Thiago de Moraes Gonzaga foi encaminhar ao Ministro Nelson Jobim um abaixo-assinado com setenta mil assinaturas pedindo que o novo Código de Trânsito, que já dormia no Senado há alguns anos, fosse promulgado. Esse foi o primeiro ato. Mas, o grande mérito dessa fundação foi tratar o trânsito não como uma questão de sinalização, de máquinas circulando nas estradas e nas ruas, mas de comportamento, de mudança de cultura, de educação. O que mata no trânsito não é só o desconhecimento da sinalização ou ruas esburacadas ou estradas mal sinalizadas, o que mata é a imprudência, é o comportamento dos motoristas. Refiro-me ao programa Vida Urgente Espírito Santo, porque há dois anos, quase três, estamos implantando no Estado esse programa em parceria quase que inédita com um Governo que tem vontade política de transformar a nossa realidade, mobilizando a sociedade, e por isso viabilizou o programa Vida Urgente Espírito Santo, tornando-o uma realidade neste Estado. Não poderia deixar de me referir a essa parceria com o Governo do Estado do Espírito Santo, por meio do Detran, que oportuniza termos ações de educação sobre o trânsito em cinquenta e duas cidades capixabas. Bebida e direção é uma dupla de morte e não é slogan. Setenta e oito por centos dos hospitais públicos do nosso País são ocupados por acidentados. Então, quando faltam leitos para tratamento de doenças, a doença motorizada, o trauma trânsito é responsável por essa falta de leitos em nosso País. No mundo mais de um milhão, trezentas mil pessoas perdem a vida por ano. Na Alemanha, nos anos 70, cerca de vinte mil pessoas perderam a vida. Hoje, esses números já estão em seis mil; não foi milagre, mas trabalho, esforço. E, no Brasil, segundo o Departamento Nacional de Trânsito Denatran, morrem por ano cerca de trinta mil brasileiros. Desculpem-nos dizer, mas é um dado mentiroso, pois sabemos que é considerado morto no trânsito quem morre como o meu filho Thiago, no asfalto, sem chance de ir a um hospital ou a um pronto-socorro. Quem morre a caminho do hospital, dias, horas ou meses depois do acidente, em virtude de sequelas do acidente, não entra nas estatísticas. Então, infelizmente, sabemos que esse número é bem maior do que trinta mil mortos no trânsito. Para a Organização Mundial de Saúde o trânsito hoje é uma das prioridades em questão de saúde pública, junto com AIDS, malária e doenças cardiovasculares. Os voluntários do programa Vida Urgente têm participado de encontros internacionais a convite da Organização Mundial de Saúde. Hoje representamos a América Latina na fundação da ONG Mundial Yours, justamente porque a questão do trânsito, hoje, para a Organização Mundial de Saúde é uma questão de saúde pública. Os técnicos em trânsito diriam que essa guerra que mata trinta mil brasileiros por ano e deixa outros trezentos mil feridos, mutilados e muitas vezes incapacitados tem que ser combatida com três es: esforço legal, que é a legislação; educação, e engenharia. Já temos algumas leis estaduais, municipais e federais. Algumas delas estão sendo exibidas no slide. Por exemplo, a Lei Estadual n.º , do Rio Grande do Sul, que proíbe o consumo de bebida alcoólica nos bares, restaurantes e lanchonete à beira de estradas; a Lei n.º 8069/1990, do Estatuto da Criança e do Adolescente, que proíbe, de forma genérica, a venda de bebida alcoólica a crianças e adolescentes; e a Lei n.º /08, muito importante, chamada Lei Seca, que ontem, dia 20 de junho, completou dois anos. Nós, da Fundação Thiago de Moraes Gonzaga, chamamos a Lei Seca de Lei da Vida. Apenas nos primeiros trinta dias de sua implantação os hospitais, os prontos- socorros e os Prontos Atendimentos do País reduziram as internações por acidentes em cerca de quarenta por cento. Em Vitória, o Hospital São Lucas também teve redução. Em outras capitais a redução foi até maior. Ninguém está falando que não se deva beber; as campanhas apenas dizem: Se beber não dirija; Amigo de verdade não deixa amigo dirigir depois de beber, e Quem ama cuida. A Lei da Vida tem que ser fiscalizada. As autoridades e o Governo estão fazendo a sua parte. No Espírito Santo temos acompanhando o trabalho desenvolvido. Inclusive acompanhamos ações de fiscalização da Polícia Rodoviária com nossos voluntários. Neste Plenário deve ter algum voluntário que participou das Madrugadas Vivas. Sabemos que é preciso mais. É preciso que a sociedade também seja fiscal da Lei da Vida. Temos que ser fiscais, sim, de nossos amores, de nossos afetos, de nossos amigos. É muito fácil cruzar os braços, dar uma festa em casa - se fosse no Rio Grande do Sul, diria dar um churrasco - e deixar nossos amigos saírem depois de beber achando que é problema da polícia, do Detran, do Governo. Não, isso é problema nosso. Isso é cidadania. Cidadania não é discurso de político em véspera de eleição. Cidadania é cada um fazer a sua parte. Vamos ser fiscais da vida de nossos amores. Repetimos o velho ditado: Quem ama, cuida. A Lei Municipal n.º 9996, do Rio Grande do Sul, proíbe o consumo de bebidas alcoólicas nas
9 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo dependências dos postos de gasolina e lojas de conveniência. A ideia saiu na Fundação Thiago de Moraes Gonzaga e apresentada por uma Vereadora na Câmara Municipal de Porto Alegre. Após a tramitação regimental do projeto de lei, foi aprovado à unanimidade em Plenário. Hoje, estamos encaminhando essa lei às Câmaras de Vereadores do Rio Grande do Sul e, quem sabe, poderemos trazer para o Espírito Santo a proibição do consumo de bebidas nos postos de gasolina e lojas de conveniência. Muitas vezes é nesses locais que ocorre a associação de álcool e direção, a trágica mistura bebida e direção, a dupla da morte, contribuindo com as manchetes dos jornais A Gazeta e A Tribuna, publicadas nas segundas-feiras. Nesses locais é feita a associação: álcool e direção. Não é possível continuarmos permitindo que em postos de gasolina se pode consumir bebidas alcoólicas. Em época de Copa do Mundo tivemos uma tragédia na África do Sul, que não empanou, que não tirou o brilho da Copa porque a imprensa não noticiou muito. Mas no dia da abertura dos jogos a bisneta de Nelson Mandela, o grande líder da África do Sul, perdeu a vida em um acidente. Acidente não é fatalidade. A Organização Mundial de Saúde inclusive pede que se pense assim: acidente não é fatalidade. O acidente que tirou a vida da bisneta de Mandela não foi fatalidade, foi causado por um motorista embriagado ao volante. Isso é crime! Sempre dizemos que se ameaçarmos uma vizinha com uma faca de cozinha será uma tentativa de homicídio, mas se estivermos embriagados, em alta velocidade, e atropelarmos três pessoas em uma calçada é um mero acidente de trânsito. Isso é crime! Nelson Mandela, na sua sabedoria, disse uma frase que faço questão de repetir: A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo. Para nós, da Fundação Thiago de Moraes Gonzaga, o trânsito, mais do que uma questão da Secretaria de Transportes, da Polícia Rodoviária, do Governo, do Detran, das Secretarias Municipais e Estaduais de Transporte, é uma questão de cultura e educação. O programa Vida Urgente busca, por intermédio da mobilização da sociedade, promover a valorização e a preservação da vida com ações educativas e culturais. Não é por acaso que o nosso exército de voluntários invade as ruas, as praias, as praças, as festas e até no carnaval estamos com a torcida pela vida, dando um cartão vermelho a quem faz essa mistura de bebida e direção e a quem transporta criança no banco da frente. Sempre passamos a nossa mensagem. Essas as ocorrências associadas ao uso de álcool: sessenta e cinco por cento dos acidentes de trânsito têm alcoolemia positiva; sessenta por cento das ocorrências policiais envolvendo violência dos mais diversos tipos, como a briga na saída de festa e famílias destruídas por um pai ou por uma mãe alcoólatra; cinquenta e quatro por cento dos acidentes de trabalho; cinquenta e um por cento de internações em hospitais psiquiátricos e vinte por cento pedidos de separação. Álcool não é uma implicância da Fundação Thiago de Moraes Gonzaga, do Deputado Doutor Hércules, do Detran, é uma constatação. Os gastos da Saúde com acidentes de trânsito, onde a maioria é causada pela alcoolemia, são de vinte e dois bilhões. Nem sei o que é isso, nem consigo imaginar, mas sei o custo de uma vida. Vocês sabem o custo de uma vida? Qual o valor da vida do meu Thiago? Esse custo não é computado. Vinte e dois bilhões é um número terrível. Para mim a vida do Thiago valia muito mais do que esse valor, que nem consigo calcular. E o custo social? Alguém sabe me dizer que preço tinha a vida do meu filho? O consumo de álcool provoca sessenta por cento dos acidentes de trânsito. A alcoolemia é detectada em setenta por cento dos laudos de mortes violentas e é responsável por vinte a vinte e cinco por cento dos casos de doenças e mortes no Brasil. Senhor Deputado Doutor Hércules, realmente é muito oportuna a iniciativa de V. Ex.ª de promover esta sessão especial na Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo. Um dado importante que faço questão de relatar é que no Brasil o número de mortes ocasionadas pelo trauma trânsito é muito maior do que as causadas por doenças; só perde para as doenças cardiovasculares, que matam as pessoas com média de idade de cinquenta e cinco anos. Essas pessoas que sofrem desse mal morrem com oitenta, noventa, setenta anos e a média de idade é de cinquenta e cinco anos. Sabem qual é a média de idade dos mortos no trânsito? Trinta e três anos. Vejam que a grande maioria dos mortos no trânsito é de jovens que não chegam a investir em formação. O Estado perde com isso, além de talento, de juventude, o presente e o futuro. O estudo recente do Ministério da Saúde aponta o índice de alcoolemia associado à direção. Em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, meu Estado, está em primeiro lugar no ranking positivo. Podem ter certeza de que não é por que os gaúchos são mais inteligentes, mais sensatos, mais bonitos. Não, isso é trabalho. No Rio Grande do Sul há quatorze anos existe uma borboletinha de uma fundação que está na festa. Ouvi alguém dizer nesta sessão que água mole em pedra dura tanto bate até que fura. É trabalhar exaustiva e diuturnamente como os capixabas fantásticos fazem. Porto Alegre passou do décimo primeiro lugar no ranking de morte de jovens nas capitais brasileiras para o décimo oitavo lugar, perdendo sete posições quando na maioria das capitais os índices de acidente com morte aumentaram. Ontem o jornal A Gazeta noticiou dados muito bons, jornal do nosso Estado, quer dizer, nosso porque sou uma gauchaba, mistura de gaúcho com capixaba. Vitória está entre as cinco capitais brasileiras com menor
10 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 índice de acidente. Vamos brigar com Porto Alegre pelo primeiro lugar porque queremos atingir esse ranking. Em recente pesquisa do Ministério da Saúde, o Estado do Espírito Santo é destaque por reduzir em 18,6 por cento o número de óbitos por acidentes no primeiro ano da Lei Seca. É o segundo estado com melhor índice, atrás apenas do Estado do Rio de Janeiro. Isso não é por que os cariocas são melhores e mais inteligentes do que os capixabas ou gaúchos, é porque o autor da Lei Seca é do Estado do Rio de Janeiro e lá realmente estão realizando blitz diariamente. O Estado do Espírito Santo tem vantagem, mesmo estando em segundo lugar no ranking, porque aqui não há somente a blitz, a fiscalização e o esforço legal. No Estado do Espírito Santo, junto com a lei, junto com a Madrugada Viva e com a fiscalização também há o programa Vida Urgente Espírito Santo, programa educação. Se o nosso comandante diminuir as blitz, garantimos que os patamares do Estado do Espírito Santo não baixarão. É preciso que não ocorram mais mortes, e se não ocorrerem, será porque o povo capixaba está sendo educado. Educação é processo permanente e contínuo. Não é uma campanha pontual na véspera de um feriado que salvará vidas. Temos que realizar campanhas na televisão, no jornal, pois educação é um processo permanente e contínuo. É isso que fazemos no Estado do Espírito Santo com a parceria fantástica do Governo deste Estado, com o Governador Paulo Hartung, quem nos propiciou essa parceria que com certeza tem salvado a vida de muitos capixabas. Daremos alguns números das ações do programa Vida Urgente Espírito Santo, realizadas juntamente com o Detran. Hoje é dia 21 de junho de 2010 e temos três mil trezentos e sessenta e um voluntários nas ações de mobilização. (Palmas) Esperamos que esses números tenham mudado quando acessarmos a internet na nossa sede. Isso é possível, não é? Cinquenta e duas cidades do Estado do Espírito Santo já possuem voluntários do Vida Urgente. Temos trezentas e quarenta e cinco ações realizadas. Pontuaremos algumas ações ligadas diretamente ao álcool e à direção. Temos uma ação que se chama Vida Urgente no Rock. Vamos para a balada com bafômetro e dizemos às pessoas que elas têm que se divertir, ir a festas, mas têm que voltar para casa. Dessa forma, se bebeu, deixe o carro e pegue carona com alguém que não tenha bebido, mas não misture as coisas. Entregamos a borboleta de cor vermelha, e se a pessoa colocá-la na roupa é porque bebeu; e se bebeu significa que deseja uma carona. A pessoa que bebeu não vai nem de patinete para casa. Quem passa no teste é o amigo que levará as pessoas para casa, é a carona segura: Estou de cara limpa. Essa blitz é realizada em todos os eventos: no carnaval, na micareta, na Festa do Cafona, enfim, estamos em todas as festas. Temos a blitz no trânsito que aborda os carros, fala do cinto de segurança. Cinto de segurança não é só no banco da frente, essa é uma questão que o Brasil terá que enfrentar. Por enquanto estamos usando cinto de segurança no banco da frente, mas no banco de trás parece que as pessoas são imortais e que não acontece nada. Tem que usar cinto no banco de trás também. Aqui, os nossos voluntários realizando a blitz nos postos de gasolina, nas ruas, nas avenidas. O Salva Vida Urgente atua no litoral do Estado do Espírito Santo. Os gaúchos morrem de inveja, pois são seiscentos quilômetros de praia e que praias! Nós nos esbaldamos por esse litoral afora com o Salva Vida Urgente conversando com as pessoas na beira da praia falando a linguagem das pessoas, com as crianças, com os adultos, com os adolescentes, enfim, falando com as famílias na beira da praia. Temos o Vida Urgente no Palco, que não é pecinha de teatro, não; é um projeto pedagógico no qual recebemos crianças de dois anos, da educação infantil, até alunos da universidade. No Rio Grande do Sul há um ditado: É de pequeno que se torce o pepino, que também existe aqui. Acreditamos que é de pequeno que tem que começar. O Senhor Deputado Doutor Hércules disse que é em casa que se começa. É na educação infantil. Não adianta acharmos que, quando entregarmos ao nosso filho de dezoito a chave do carro, não diremos: Não vai beber e não vai correr, viu meu filho. Os nossos filhos não aprendem a dirigir com dezoito anos num Centro de Formação de Condutores. Os nossos filhos aprendem a dirigir desde os dois anos, quando sentam no banco de trás e ficam pulando, e não na cadeirinha. Infelizmente foi protelado o uso da cadeirinha por ainda alguns dias para dar tempo de os lojistas se organizarem. Bom, isso é outro problema. O espetáculo Contadores de Histórias, direcionado à educação infantil, já atingiu onze mil cento e oitenta e sete crianças de dois a seis anos. O Jogo da Vida, direcionado à gurizadinha de sete, oito anos, já atingiu dezoito mil e quatrocentos e vinte e quatro espectadores em duzentas e cinco apresentações. O Últimos Dias de Super-Herói, para adolescentes, quase já pegando o carro: cento e noventa e três apresentações com sete mil e setecentos e dezessete espectadores. O Exército de Sonhos já fez duzentas e quinze apresentações com a presença de quarenta e nove mil setecentos e treze jovens, adultos e professores. Esse é para todo mundo, até para os avós. Esses espetáculos se iniciam na educação infantil. Esses são os números: novecentas e sessenta e duas apresentações com oitenta e sete mil e quarenta e um espectadores. Acreditamos - e o governo do Estado do Espírito Santo tem apostado todas as fichas - que a
11 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo educação é o grande investimento e o que vai garantir que o Espírito Santo num futuro muito próximo seja exemplo para todo o Brasil. Desde que cheguei ao Estado ouço falar do orgulho dos capixabas pelo seu Governo, pelo seu Governador, pela figura do Senhor Paulo Hartung. Emociona-me ouvir e ver isso. Foi em pouco tempo, oito anos, nem isso ainda, que S. Ex. a fez essa revolução. Mudar é possível, sim, principalmente se houver vontade política, e é o que temos encontrado no Estado do Espírito Santo. Temos o programa Vida Urgente em alguns municípios de São Paulo, em Santa Catarina, mas no Estado do Espírito Santo encontramos terra fértil. Neste Estado essa borboleta que parece tão frágil conseguiu alçar voos muito maiores. Mostraremos algumas peças publicitárias que temos usado para nos ajudar nessa cruzada em defesa da vida: Bebida e direção. Disponibilizamos essas peças publicitárias aos centros de formação de condutores, às escolas e à Assembleia Legislativa. Esta Casa de Leis tem a Escola do Legislativo, por onde passa muitas pessoas, e por ser a Casa do povo muitas pessoas entram e saem, e essas peças publicitárias falam por si só: Bebeu, dirigiu e não morreu, matou cinco. Essa é uma peça publicitária que tem, inclusive, um comercial que passa na televisão. No carnaval espalhamos cartazes com os seguintes dizeres: Não deixe o seu carnaval acabar em cinzas, se for dirigir não beba e Carnaval, sim, enterro dos ossos não. Fixamos isso em lugares estratégicos e nas praças de pedágio de todo o Estado do Rio Grande do Sul. Outro: Saiu para beber e fez vira-vira com os amigos. E o vira-vira está ali, o carro virado como se fosse aquela placa de trânsito. E as pessoas saem para beber, para fazer vira-vira, entornar o copo, mas na verdade o que acontece são tragédias. Outro nessa mesma linha: Na volta da festa levou todo mundo com ele. Temos trabalhado divulgando isso. Ninguém é contra festa, como dissemos, e nossos voluntários sabem disso. Mistura de direção com álcool não dá mesmo, é tolerância zero. O que vemos no slide são duas peças publicitárias. Em Porto Alegre temos a Avenida Ipiranga que seria a Reta da Penha dos capixabas. É uma avenida que dá para imprimir velocidade, principalmente de madrugada, porque não temos fiscalização vinte quatro horas por dia a cada quilômetro e a cada metro. É impossível o poder público, por mais organizado que seja, por mais funcionários efetivos que tenha, controlar cada quilômetro de estrada e cada esquina das cidades. Por isso que temos que ser fiscais da vida, sim. Em Porto Alegre, a Avenida Ipiranga tem Pardais a cada, não sabemos quantos quilômetros ou metros, para o motorista não passar de sessenta quilômetros por hora, mas infelizmente aquela avenida é chamada de Avenida da Morte. E no dia 7 de Setembro publicamos o seguinte comercial nos jornais e foi transmitido por meio da televisão: Neste 7 de Setembro não queremos gritos às margens da Ipiranga, a Avenida Ipiranga. O que chocou muito. E felizmente não tivemos mortes naquele dia na Avenida Ipiranga. Vemos uma frase que faz alusão à Bandeira do Rio Grande do Sul, que é vermelha, verde e amarela. Na Semana Farroupilha, da qual os gaúchos se orgulham tanto, exibimos: Gaúcho de verdade não deve beber e dirigir para não bater as botas. O gaúcho usa essa linguagem, então usamos a linguagem deles. E para encerrar em clima de Copa do Mundo, porque esse é o mérito também do Vida Urgente, cinto uma fase da música de Milton Nascimento: A gente vai aonde o povo está. Aonde há pessoas, estamos lá, e usando a linguagem de cada público. Em cada evento vamos com essa roupagem. Hoje estamos com o slogan: Torcida pela Vida. Os nossos voluntários se transformaram em uma super equipe, em uma seleção de atletas que dará cartão vermelho para a violência no trânsito. O Senhor Carlos Eugênio Simon, juiz das Copas, é o único brasileiro que apitou três Copas e também está apitando nesta, vestiu a nossa camiseta. Inclusive, mandará algumas dicas pelo Twitter e pelo blog. Mas a frase do momento é: Cartão vermelho para a violência no trânsito. Queremos que o Brasil seja campeão no futebol, e não em acidentes de trânsito. Ele concedeu entrevista à imprensa do Rio Grande do Sul, justamente entrando nessa torcida pela vida. Agradecemos ao Deputado Doutor Hércules por esta oportunidade, aos nossos companheiros e parceiros nessa caminhada em defesa da vida; ao Detran e ao Governo do Estado do Espírito Santo; à nossa amiga, mãe do projeto Vida Urgente Espírito Santo ela fica meio chateada quando dizemos isso -, Senhora Luciene Becacici, que à época era presidenta do Detran, que oportunizou a vinda desse projeto para o Espírito Santo, naqueles primeiros momentos, juntamente com o Senhor Marcelo Ferraz, diretor na época. Foi ao Rio Grande do Sul conhecer mais de perto o trabalho, e trouxe a Senhora Rosane Gilberti, companheira de todos os dias. Sentimo-nos muito honrada em fazer parte dessa equipe maravilhosa que compõe este Governo e estar nesta sessão especial, hoje, como uma capixaba. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE (DOUTOR HÉRCULES) Parabenizamos a Senhora Diza Gonzaga, palestrante desta noite, que nos honra com sua presença. Registramos, com satisfação, a presença do Senhor Júlio César Pompeu, professor do Departamento de Direito da Universidade Federal do
12 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Espírito Santo, e do Senhor Augusto César Gobbi Braga, gerente de Educação de Trânsito do Detran. Solicitamos aos voluntários do programa Vida Urgente Espírito Santo que se levantem para que possam conhecê-los, e para os quais pedimos uma salva de palmas. Sabemos que merecem muito mais, mas esta é uma pequena homenagem da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo. Tiramos o chapéu para vocês. (Palmas) Registramos também, com muita honra, a presença do Senhor Hélio Maldonado Jorge, grande jurista do Estado do Espírito Santo, para quem pedimos uma salva de palmas. (Palmas) Concedo a palavra ao Doutor Fabiano Contarato, chefe administrativo da Divisão da Polícia Civil, da Delegacia de Delitos de Trânsito. O SR. FABIANO CONTARATO (Sem revisão do orador) - Boa noite a todos. Parabenizo o Senhor Deputado Doutor Hércules pela iniciativa e é com grande satisfação que participo como palestrante desta sessão especial. Saúdo a professora Gláucia, que se encontra na plateia, amiga, guerreira, que muito me auxiliou em um projeto. Há dois anos tento fazer com que o Estado não pare com esse projeto, que é um projeto de vida. Obrigado, Gláucia. Parabenizo, em nome da Mesa, a Senhora Diza Gonzaga, a quem honro todas as minhas homenagens e as das sessenta mil famílias que por ano morrem vítimas de acidentes de trânsito. Não estou nesta sessão especial para falar que está tudo bem, que o poder público está bom, que a fiscalização está eficiente, que os programas educacionais são ótimos. Nada disso. Só quem trabalha na ponta sabe que diuturnamente temos vítimas fatais em acidentes de trânsito no Estado do Espírito Santo. E que quase mil pessoas estão morrendo no Estado vítimas de acidentes de trânsito. Só nos quatro primeiros meses deste ano chegaram ao DML de Vitória, vítimas fatais do trânsito, cento e sessenta e sete, sem falar nos DMLs dos Municípios de Cachoeiro, de Colatina e de Linhares. Não há absolutamente nada o que comemorar. Uma letra de samba, diz: Deixe a máscara cair que eu quero ver você sorrindo. Ponha fé no seu olhar que o amanhã será bem-vindo. É preciso provocar a queda da máscara das instituições que compõem o Estado: a dos Poderes Legislativo e Judiciário, a do Ministério Público, ada Defensoria Pública, a da OAB, a das Polícias Civil e Militar e a da Polícia Rodoviária Federal, porque a segurança pública é um direito de todos, mas é dever do Estado e um dever que deve ser cumprido. E isso não está sendo feito, pelo menos como deveria ser. Vivemos no amparo de uma Constituição que se diz cidadã, que assegura no artigo 5.º que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Nunca vi uma falácia maior, uma hipocrisia, uma mentira. Uns são mais iguais que outros. Basta traçar um perfil socioeconômico das cadeias públicas no Brasil, que estão lotadas de pobres, negros e semianalfabetos, quando os crimes que maior causam revolta à sociedade são os praticados por colarinhos brancos: os crimes de sonegação fiscal, de desvio de verba da Saúde. Quando se desvia verba da Saúde não se ofende apenas uma pessoa, mas uma universalidade de vítimas que não terão acesso à Saúde. Quando se desvia verba da Educação não temos uma vítima determinada, são inúmeras crianças que não terão acesso à Educação. E a Constituição diz que todos têm direito à Saúde e à Educação. Isso é uma falácia. Presenciamos os médicos no Sistema Único de Saúde se posicionar como semideuses, escolhendo quem vive e quem morre em condições subumanas. E todos são iguais perante a lei. Sinto-me muito à vontade de estar nesta Casa de Leis porque parto da premissa de que esta Casa é uma Casa de Leis, de leis que atenderão à sociedade e não de leis que atenderão a interesses de minoria, como é o caso, infelizmente, de uma lei estadual famigerada que temos. Temos um Código de Trânsito que fala que a tolerância é zero. Costumo dizer que a Lei Seca está desidratada, pois de seca não tem nada. Ela está sem força, sem vez e sem voz, é ineficiente. Como uma lei federal fala que a tolerância é zero se temos uma lei estadual que autoriza o consumo e a venda de bebida alcoólica em postos de combustíveis no nosso Estado, postos esses que se tornaram verdadeiros points de encontro para ingestão de bebida alcoólica? É triste abrir o Código Penal, que tem duas partes. O abre-alas da parte especial dos crimes é homicídio, matar alguém. Claro, porque quis o legislador priorizar, valorar o principal bem jurídico, por isso que iniciou protegendo a vida, deixando o patrimônio e os crimes contra a administração pública para o final. E o crime com maior severidade penal no Brasil é o crime contra o patrimônio. Temos que o principal bem jurídico, que deve ser protegido por essa Constituição que se diz cidadã, é a vida. Não tenho dúvida em falar que a vida humana está sendo banalizada em detrimento de um poder econômico, financeiro, patrimonial e lobista, porque entre a arrecadação de ICMS desses postos de combustíveis e o direito à vida, que é um direito de todos, está sendo violado. Como comemorar um Código de Trânsito que proporciona a morte de cento e sessenta e sete pessoas em quatro meses, como comemorar um Código de Trânsito de 1997, que entrou em vigor em janeiro de 1998, e que no artigo 76 determina: A educação para o trânsito será - vejam que não fala poderá - promovida nas escolas de ensino fundamental, médio e superior, se até hoje não fizeram nada? Cadê as campanhas envolvendo a Secretaria de Educação e a Secretaria de Segurança para chegar a um consenso de como vamos instrumentalizar, fazer
13 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo valer a lei? A lei deve ter um valor, senão ela se torna letra morta. Doze anos se passaram e até hoje nada! Como falar em estado democrático de direito que garante a vida, se temos onze crimes no Código de Trânsito e o crime com maior severidade penal é o homicídio, que pode chegar a uma pena de seis anos de prisão? E ninguém no Brasil está preso por crimes de trânsito. É inconcebível que isso ocorra. Pontuamos inúmeras coisas, pois não é fácil pontuar só algumas falhas. Mas há solução sim. O que falta é interesse político. Queríamos muito que a Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo provocasse um debate com a bancada federal para que pudéssemos olhar nos olhos e falar: você sabia que promulgou uma lei que garante que ninguém esteja preso no Brasil? (Palmas) Você sabia que promulgou uma lei que garante ao motorista se recusar a fazer o bafômetro e nada acontece? Hoje, no Espírito Santo, só quem está fazendo o bafômetro é pobre, semianalfabeto, quem está dirigindo um carro velho, para quem a polícia chega e diz: Sopra isso senão te dou uma desobediência. Ele sopra e ainda terá que pagar mil reais de multa, terá o carro apreendido, terá a suspensão da CNH, será conduzido à delegacia, onde o delegado lhe autuará no artigo 306, fixará fiança, responderá pelo crime e poderá ser condenado a três anos, enquanto o filho da classe média alta não sopra o bafômetro porque a nossa famigerada Lei Seca estabeleceu em seu artigo 277, 3.º: Serão aplicadas as penalidades e medidas administrativas(..). Por que o legislador não acrescentou:... e criminal ao condutor que se recusar a se submeter a qualquer dos testes. Vou responder o porquê. Porque o legislador quis garantir a arrecadação, o fortalecimento da carga tributária. Disso não tenho dúvida. Na multa, nos autos de infração isso é automático. Você comete uma transgressão, seja ela de natureza leve, média, grave ou gravíssima, e virá o boleto, a notificação para pagar, pt saudações. Por que isso não é feito quando um motorista está alcoolizado? Temos uma previsão de suspensão do direito de dirigir por um ano e demoramos anos para estabelecer uma penalidade de suspensão para quem foi flagrado dirigindo com qualquer concentração de álcool no organismo. Nossa lei está capenga. Ousaria dizer que ela, em muitos aspectos, é podre e cheira mal. E ela não garante vida. Ela foi feita para proteger a classe média alta. Os legisladores legislaram em causa própria. O pobre entra nas estatísticas de mais de sessenta mil pessoas que morrem por ano vítimas de acidentes de trânsito, e mais de quatrocentas mil que são mutiladas. Só quem tem um filho tetraplégico em casa sabe o que é isso. Ter uma pessoa vinte e quatro horas/dia para estimular o pênis para urinar; o ânus para defecar sabe o que estamos falando. E para o motorista nada, absolutamente nada no aspecto criminal. Devemos ter medidas urgentes. Acabar com a famigerada cesta básica. A pena tem uma função dúplice, retributiva pelo mal praticado e de readaptação ao convívio sociofamiliar. Temos onze crimes no Código de Trânsito e ninguém está preso. Fico triste enquanto cidadão quando vejo muitos órgãos, muitos juízes no Poder Judiciário estabelecerem como pena a doação de cesta básica. Primeiro que não consta do Código Penal a doação de cestas básicas como pagamento de pena. O que há no Código Penal são penas restritivas de direito. Por que não designam esses motoristas que vitimaram nossos filhos, nossos irmãos, nossas mães para assistirem à liberação de corpos no DML, à liberação de corpos na Delegacia de Delitos de Trânsito e a presenciarem o que é o atendimento na Clínica dos Acidentados e a locomoção do SAMU? Aí sim teríamos uma função social dessa pena. Enquanto tivermos um Código de Trânsito que prevê pena de até seis anos de prisão e que o motorista, mesmo se condenado ao máximo, não ficará nem um dia preso, incentivaremos o motorista a continuar dirigindo seja de forma imprudente, seja sob efeito do álcool ou de substância psicoativa. Tem que se introduzir nas escolas de ensinos fundamental e médio a disciplina Cidadania e Trânsito. Mas ainda não fizeram isso. O Código de Trânsito estabelece no art. 267 a seguinte penalidade: Advertência. Por quê? Porque o poder público primeiro tem caráter pedagógico. Fala: Olha, não vá por aí. Vivemos num Estado em que a pena de advertência não está sendo aplicada. Convido alguém da plateia que tenha praticado uma transgressão administrativa leve, ou média, a dizer se recebeu uma carta do Detran, da Polícia Rodoviária Federal ou da Polícia Militar estabelecendo que foi penalizado com uma multa, mas que a multa será substituída por uma advertência por escrito. O Código de Trânsito, em seu art. 267, diz: Art Poderá ser imposta a penalidade de advertência por escrito à infração de natureza leve ou média, passível de ser punida com multa, não sendo reincidente o infrator, na mesma infração, nos últimos doze meses, quando a autoridade, considerando o prontuário do infrator, entender esta providência como mais educativa. No Estado de Santa Catarina isso é automático. Se você for flagrado dirigindo com a mão do lado de fora, isso é uma transgressão leve, nunca haverá penalidade, vão lhe mandar uma advertência. Aqui no Estado não é assim. O que fazemos? Mandamos multa. Claro, a arrecadação é fantástica! Quem quer renunciar à arrecadação? É muito cômodo. Achei extremamente oportuno quando o Deputado Doutor Hércules me convidou, e respondi
14 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 que viria a esta Casa com o maior prazer porque me sentiria à vontade para dizer efetivamente aquilo que o Código de Trânsito diz, ou seja, que o único condenado no Brasil é a família da vítima. Não tem outro. O motorista continua dirigindo; a CNH é devolvida; a fiscalização no cumprimento da suspensão da CNH é falha - eu pelo menos não tenho observado esse cumprimento, e mil motoristas tiveram a carteira suspensa por um ano. Quantas campanhas de fiscalização foram feitas para confirmar se aquele motorista que está com a carteira suspensa por um ano está obedecendo à penalidade? Isso sem falar nas blitz que devem ser permanentes, contínuas e eficientes. Outro ponto fundamental do Código de Trânsito é que o homicídio só é atribuído a título de culpa. Quando o cidadão quer sustentar o dolo temos que pegar o dolo eventual do art. 18, do Código Penal, que diz: Art. 18 Diz-se o crime: I doloso, quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo; II culposo, quando o agente deu causa ao resultado por imprudência, negligência ou imperícia; Colocou-se aí uma conjunção alternativa: (...) ou assumiu o risco de produzi-lo. Então, o motorista bêbado, em excesso de velocidade, que trafega na contramão e mata uma pessoa, não quer o resultado. Isso é teoria da vontade, mas com seu comportamento assumiu o risco. Então, sai da análise de um simples crime de trânsito e vai para o Código Penal, que estabelece pena de seis a vinte anos, ou de doze a trinta anos por matar alguém, e o réu vai a júri popular. Tínhamos mandado essa sugestão ao Congresso Nacional para que fosse mudada a lei. Não temos o crime de embriaguez ao volante, que não consta do artigo 306? Não temos o crime de racha, que consta do artigo 308? É a disputa não autorizada por espírito de emulação. Dos onze crimes que temos no Código, apenas dois são culposos: a lesão culposa e o homicídio culposo, por uma fatalidade. O que defendemos não é prisão aleatoriamente, mas que tenhamos um comportamento de compromisso com a vítima de tratar igualmente os iguais na medida em que eles se desigualem. Se um de nós envolvermo-nos num acidente de trânsito com vítima fatal, qualquer um, está sujeito... Agora, dar o mesmo tratamento ao motorista que, em excesso de velocidade, na contramão e tendo feito uso de bebida alcoólica mata João, José, Jussara, Thiago, Rodrigo não é correto. Temos que lembrar uma coisa que a Senhora Diza Gonzaga muito fala, e com bastante razão, ou seja, que nossas estatísticas têm rosto, história e vida. Quando falo que o único condenado foi a família da vítima não tenho dúvida, passei dez anos liberando corpos. Não gosto nem de falar essa nomenclatura liberar corpo, mas é a realidade, pois sentimos que o ser humano está passando por um processo de coisificação por parte do poder público. Quantas vezes na delegacia vimos o apoio dos escrivães, dos agentes e dos investigadores que não medem esforços para tentar fazer o que a lei não faz, que é dar um pouco mais de sensação de justiça aos familiares ao dizer à mãe que perdeu o filho: Nós não nos esquecemos do seu filho. Aqui enalteço o abnegado trabalho desses servidores das delegacias, que não seriam nada sem eles. Já propus que fosse mudada a redação do artigo 306, da Lei n.º 9.503/1997, que passaria a ter a seguinte redação: Art Conduzir veículo automotor, em via pública, sob influencia de álcool ou qualquer outra substância que determine dependência: Penas - detenção, de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de se obter permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor. 1º- Se resulta: I - incapacidade para as ocupações habituais, por mais de trinta dias; I - perigo de vida; II - debilidade permanente de membro, sentido ou função; Pena- reclusão, de um a cinco anos. 2º Se resulta: I - incapacidade permanente para o trabalho; II - enfermidade incurável; III - perda ou inutilização do membro, sentido ou função; IV - deformidade permanente; Pena - reclusão, de dois a oito anos. Lesão corporal seguida de morte: 3º Se resulta morte e as circunstâncias evidenciam que o agente não quis o resultado, nem assumiu o risco de produzi-lo: Pena - reclusão, de quatro a doze anos. É o que em Direito Penal se chama crime qualificado pelo resultado pré-dolo. Dolo da embriagues e culpa no resultado: morte com pena de quatro a doze anos. Aí não teríamos mais discussão a respeito se é dolo eventual, se assumiu ou não assumiu, e se é culpa ou não. O que não podemos é concluir um inquérito como fizemos, onde as vítimas de racha foram duas crianças que morreram, no Município de Serra,
15 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo quando dois motoristas batiam pega. Concluímos esse inquérito em 2006, e até hoje sequer eles foram a julgamento. Que prestação jurisdicional é esse que o Poder clama e precisa? E somos partes disso. Estamos aqui e somos omissos, cruzamos os braços, participamos desses eventos e voltamos para casa como se nada tivesse acontecido. Hoje em dia temos a maior bronca quando alguém cita diz: Nossos representantes políticos. Chegamos a uma fase na vida que colocamos fogo no divã. Depois pegamos as cinzas e jogamos nas Cataratas do Niágara, porque já não tem mais jeito. Nossos representantes políticos, uma vírgula! O que temos no Brasil é representatividade de camadas sociais. Perdoem-nos, mas os delegados elegem um delegado senador, ele vai lutar pelos interesses daquela categoria; os médicos elegem o médico senador, deputado, ele vai lutar pelos interesses daquela categoria, e os professores elegem um professor senador, ele vai lutar pelos interesses daquela categoria. Mas a grande massa do povo brasileiro, os desdentado, os sem vez, sem voz, sem teto, sem nada, sem propriedade, desempregados, esses não têm representatividade. É muito cômodo, porque a lei intitulada Lei Seca estabeleceu no seu art. 277 que se o motorista se recusar a se submeter ao teste do bafômetro será aplicada a multa. É óbvio: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come, e a arrecadação vai sobe. Por que não disse que serão aplicadas penalidades, medidas administrativas e criminais? Porque a maioria dirige e bebe, porque a maioria mata no trânsito e eles não querem legislar. Quando legislam é em causa própria. Essa é a realidade. É preciso acabar com pena para se pagar com cesta básica. Cesta básica não é pena. Primeiro porque o playboy da Praia do Canto, que atropela e mata uma pessoa, não é quem paga a cesta básica, é o pai ou a mãe. Os pais estão transferindo a função de educar, incutir princípios que passam pela ética, pelo caráter e pela dignidade para a escola. A classe média alta acha que ser um bom pai é colocar o filho em escola de tempo integral e pagar um terapeuta de quinze em quinze dias para o filho. Vejo muito mais valorizada a ética, o caráter e a moral na classe pobre. O filho do pobre, quando chega com um brinquedo que não é seu, o pai quer saber de quem é. O pai senta, mesmo sendo semianalfabeto, conversa, está junto para ajudar o filho na tarefa escolar. Nós, não. Vivemos num País materialista, capitalista, napoleônico convicto, em que o principal bem jurídico está sendo violado a cada momento: a vida humana em detrimento, sempre, do famigerado poder econômico patrimonial. Antes, uma mulher ficava grávida de um cara e entrava com ação de investigação de paternidade. Se o suposto pai se recusasse a fornecer o sangue, o juiz não poderia presumir que era o pai. Agora, o STJ sumulou, na Súmula 301, que em ação investigatória a recusa do suposto pai em se submeter ao teste induz presunção de paternidade. Mutatis mutandis, trazendo para cá. O Estado é um permissionário. Por que o nome da primeira habilitação é permissão? Porque o Estado é um permissionário. Todo mundo pode dirigir veículo automotor? Não. Você tem que ter requisitos, tem que ser maior de dezoito anos, tem que cumprir carga horária no aspecto teórico e prático. Temos que cobrar, e aí humildemente cobramos isso do cidadão, do Centro de Formação de Condutor - CFC, que tem se tornado centro facilitador de tirar CNH. Por que não publicamos anualmente o nome das vítimas fatais? Tínhamos na delegacia esses nomes, basta buscar o prontuário: Fulano é um indiciado? Veio de qual CFC? Vamos publicar na imprensa o ranking dos CFCs, de onde está originando motoristas causadores de maior número de acidente. Assim como o MEC faz com as faculdades, por que não fazemos o mesmo com os CFCs? Temos que mudar isso. Outro ponto que chamo atenção, quando falo na permissão da CNH e que o Estado é permissionário, é porque o Estado não tem que mandar CNH pelos Correios, não. Isso é autorização para condução de veículo automotor em via pública. Sabemos quem é o público alvo. Vamos chamar esses jovens, a maioria do sexo masculino de dezoito a vinte e seis, vinte e oito anos, e colocá-los num auditório. Falamos sobre isso quinhentas vezes para quem ocupou cargos de direção no poder público e produzimos vídeos com nossos alunos, só para orientação, e nele dizíamos: Olha, você sabe que se dirigir veículo alcoolizado a responsabilidade civil é essa, a administrativa é essa, a criminal é essa? Não temos que mandar uma permissão, um alvará de condução, para o motorista em sua residência. Pode até ser feito, mas podíamos direcionar um sorteio nessas hipóteses. Outro fator importantíssimo é que o Estado passe por um processo de humanização e de socialização. É triste, enquanto cidadão, falar sobre isso, mas estabelecer projeto de humanização e de socialização com custo zero dá a entender que pelo projeto não haverá interesse. Consegui sensibilizar duas faculdades: a Emescam e a Univix, com o propósito de inserir alunos dos cursos de Direto, de Psicologia e de Serviço Social, a fim de humanizar o Departamento Médico Legal. Teriam apenas que estabelecer uma sala humanizada, com cores diferentes, com plantas, entre outras coisas mais, pois o pior momento de uma família é reconhecer um filho nesse lugar. Devemos contar com profissionais aptos a acolher essas famílias. Sugeri também aproveitar alunos do curso de Direito na delegacia para orientar sobre o DPVAT, que é o seguro obrigatório. Isso é responsabilidade penal civil e administrativa com custo zero. Consegui convencê-los a inserir na grade curricular como atividade complementar.
16 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Alunos do curso de Psicologia podem atuar com três grupos definidos: um grupo para atender motoristas infratores, pois em muitos acidentes de transito o motorista é a própria vítima, matam e depois não querem mais dirigir, portanto, é preciso de um grupo de atendimento psicológico só para esse público-alvo; um grupo de atendimento psicológico só para atender familiares de vítima fatal; um terceiro grupo só para atendimento às vítimas que ficam com seqüelas: perdem a perna, o braço, ficam paralíticas, tetraplégicas ou deformadas. O único condenado no Brasil em crime de transito é a família da vítima. Dói ouvir isso, dói repetir isso. Às vezes sinto-me como um peixe fora d água. No entanto, para mim isso é óbvio. Será que vocês, eu, todos nós teremos de perder nossos filhos para entender o que é essa dor? Todos os dias, ao receber um pai ou uma mãe que chora e fica indignada com a lei, pergunto: Só agora a senhora sabe que a lei é assim? Claro, enquanto o problema está ao lado, ninguém quer saber. Quantos movimentos sociais, quantas Comunidades Eclesiais de Base lutaram e convocaram os Deputados para participarem de audiências públicas a fim de questionar a lei estadual que autoriza o consumo e a venda de bebida alcoólica para pronto consumo até a meianoite? Outro dia fui abastecer meu carro, eram 22h, e fiquei com vergonha. Não consegui entrar no posto de gasolina, pois estava cheio de playboy com garrafinha na mão e o bicho pegando. Pensei: meu Deus! Isso é contraproducente. A regra é clara: posto de combustível não foi feito para vender bebida alcoólica. Querem vender bebida alcoólica que não seja para pronto-consumo, venda na caixa, Enquanto estivermos com esse discurso, concedendo isso e não modificando a lei estaremos enxugando gelo. Enquanto não estabelecermos que do racha de rua e da embriaguês, resultando lesão grave ou morte, a pena não for de prisão, continuaremos enxugando gelo. Enquanto possuirmos uma lei que garante ao cidadão mesmo condenado a seis anos de prisão que não fique nem um dia preso, continuaremos enxugando gelo. O art. 44 do Código Penal diz que as penas restritivas de direito são autônomas e substituem as privativas de liberdade, qualquer que seja a pena. Se o crime for culposo, continuaremos enxugando gelo. E pior, continuaremos atendendo às vítimas, ou seja: as mães, que são as pessoas que mais me surpreendem quando falo que o único condenado é a família da vítima. Quando atendo um pai ou uma mãe para liberar o corpo da filha, passam três meses, volta essa mãe e lhe pergunto: Onde está o seu marido? Ela chora. Chora por quê? Porque o Estado não oferece apoio psicológico, nem de serviço social, que tanto quero, gratuitamente, diga-se de passagem. Já vai fazer dois anos e até hoje esse projeto não saiu do papel. Vamos cobrar. Cobrem de quem ocupa posição na sociedade. Cobrem dos secretários. Cobrem desta Casa, dos Secretários de Estado, dos Secretários Municipais, dos membros desta Assembleia Legislativa e do Judiciário, medidas, penas restritivas de direito, mas que atenda à função social. Cesta básica não, cesta básica violenta, cesta básica dói e só beneficia determinada instituição, já que nada trará de volta os filhos que morreram no auge da produtividade econômica. Se fizerem um perfil socioeconômico da repercussão dessas mortes verá que caminhamos muito lentamente. Enquanto falam que no Brasil não é obrigado a se submeter ao teste do bafômetro, eu morro falando que é obrigado a fazer o teste do bafômetro porque o art. 5.º, inciso III, da Constituição Federal, diz: Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. Existe uma lei que determina que se faça o teste do bafômetro? Existe. Está no art. 277 da Lei nº 9503, que diz: Todo condutor de veículo automotor envolvido em acidente de trânsito ou que for alvo de fiscalização de trânsito, sob suspeita de dirigir sob a influência de álcool, será submetido a testes. A lei não diz que poderá ser submetido; usou-se o verbo em tamanha hiperatividade: será submetido. A segurança do sistema viário é de interesse coletivo. Nenhum pseudodireito individual pode sobrepor ao direito coletivo, direito à vida, à integridade física e à saúde de outro. Por que não se firma parcerias entre Assembleia Legislativa, Secretaria de Saúde e Tribunal de Justiça no sentido de uma determinação para que se faça a coleta de sangue em todas as pessoas envolvidas em acidentes de trânsito que derem entrada em hospitais, públicos ou particulares? Falo isso porque é triste ver um playboy que fez uso de álcool ou droga, que na hora do acidente não está sentido nada, mas simula dor de cabeça só para ir para o hospital e fazer de lá um verdadeiro SPA. Aí, a prova se vai. No cadáver uma resolução do Contran já estabelece que na necropsia ou autópsia de vítima fatal por acidente seja feita a coleta de sangue e de urina, que mandam para o laboratório de toxicologia que emitirá um laudo. São medidas simples que não são adotadas porque não se tem vontade e querem continuar no mesmo estado em que as coisas estão, com vítimas morrendo da forma como estão. Queremos muito, enquanto cidadão, promover neste Estado um ato de humanidade, um dia, em memória às famílias de vítimas de acidente de trânsito. Gostaríamos que os jornais de grande circulação publicassem os nomes de todas as vítimas fatais do ano, e convocaríamos as famílias dessas vitimas para um grande culto ecumênico. Seria como
17 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo se o Estado fizesse uma grande chamada: Pedro, Thiago, Jussara, José, Maria, a lei pode não dar nada, mas não me esqueci do seu filho. Seria uma forma mínima de o Estado se humanizar, mas como não faz, pois também não há interesse, eu, humildemente, aproveito o momento para convidá-los a participar da missa que todos os anos mando celebrar em memória às vítimas de acidentes de trânsito. Este ano será no primeiro domingo de agosto, às 14h, no Convento Nossa Senhora da Penha. Para minha surpresa, no ano passado não divulguei para praticamente ninguém e veio uma comitiva do Município de Marechal Floriano com dois ônibus mais de sessenta pessoas estampando camisas com foto de vítimas. Queria muito que essa atitude partisse do Estado. O Estado tem de entender o interesse de quem ele representa: a sociedade. E o principal bem jurídico que ele tem é proteger a vida, e essa está sendo banalizada. Ah, que ninguém me dê piedosas intenções, Que ninguém me peça definições, Que ninguém me diga vem por aqui. Eu sou como vendaval que se soltou, Como a onda do mar que se levantou, Como um átomo a mais que se animou, Não sei para onde vou, Só sei que eu não vou por aqui. Obrigado pela oportunidade. (Muito bem!) (Palmas) O SR. PRESIDENTE (DOUTOR HÉRCULES) Agradeço ao Doutor Fabiano Contarato. Temos certeza de que muita coisa que S. S.ª falou não entrará num ouvido e sairá por outro. Muitas pessoas que se encontram presente e as que nos assistem pela TV Assembleia também formarão fileiras para colaborar com a diminuição desse tipo de acidente e também do sofrimento da população. Doutor Fabiano Contarato, não posso defender nenhum órgão responsável e nem vou me defender também. Tenho procurado fazer minha parte, assim como V. S.ª tem feito a sua, e muito bem. Continuarei lutando e pedindo conscientização às pessoas. Quanto ao convite que fez para que participemos de uma missa a ser realizada no Convento da Penha no primeiro domingo do mês de agosto, naturalmente estarei presente rezando em memória das vítimas de acidente de trânsito. Quando o poder público e os políticos querem, eles fazem. A verdade é essa. A Emenda Constitucional n.º 29, que estabelece um percentual para a Saúde, está no Congresso Nacional há muitos e muitos anos, mas para o chamado projeto do présal, do qual só veremos resultados daqui a oito, dez anos, pediram regime de urgência. Por que não entram com a Emenda Constitucional n.º 29 destinando um percentual para Saúde com o objetivo de proporcionar melhores serviços? Sabem por quê? Porque os políticos não querem. Se quisessem entrar com pedido de urgência ele seria aprovado logo, semana que vem. Por que aprovaram, nessa correria, matéria referente ao pré-sal? Fizeram um palanque, um comício nacional, já estão brigando por uma coisa que não se sabe nem quanto arrecadará. Na verdade o que se pode fazer agora não é feito; deputados federais e senadores não fazem. Temos dez deputados federais, é pouco, pois São Paulo tem setenta; e se o pouco quiser, faz; e se três senadores quiserem, fazem. Por quê? Porque são três senadores para cada Estado, independente do número de eleitores. Então lamento ao ouvirmos o discurso do Doutor Fabiano Contarato, que não falou mentiras. Tudo o que foi dito é para reflexão de todos, inclusive deste Deputado que recebe essas críticas humildemente. O que posso prometer ao Doutor Fabiano Contarato é que lutarei mais por momentos iguais a este que acontece hoje nesta Casa de Leis. Concedo a palavra ao Senhor Marcelo Ferraz, diretor do Detran Espírito Santo. O SR. MARCELO FERRAZ (Sem revisão do orador) Boa noite a todos. Cumprimento a Mesa na pessoa do Senhor Deputado Doutor Hércules, presidente e proponente desta sessão especial que visa debater sobre as Consequências Jurídicas e Sociais dos Acidentes de Trânsito Causados por Motoristas Embriagados, assunto da mais alta relevância. Cumprimento os demais membros da Mesa na pessoa do Doutor Paulo Belucio, Juiz Titular da 10.ª Vara Criminal de Vitória Especializada em Delitos de Trânsito; a Senhora Luciene Becacici, minha amiga, com quem tive a honra de trabalhar no Detran na condição de Diretor Adjunto de S. S.ª, e a Senhora Diza Gonzaga, pedindo vênia aos demais para que sintam-se citados e devidamente saudados. Uma boa noite especial ao Plenário, onde encontro muitos amigos, e uma saudação e agradecimento muito especial aos voluntários do programa Vida Urgente, que são um capítulo à parte nessa história. Um capítulo muito especial de uma história que está sendo escrita com muito amor, muita militância, muita doação em favor da vida. Não me canso em nenhuma oportunidade de agradecer a esse exército de voluntários, de meninos, muitos deles com idade para serem meus filhos, que dão um exemplo fantástico de como se valoriza a vida, de como se exemplifica, de como se faz um bom combate. Começarei me opondo ao termo acidente de trânsito, que avalio ser por onde devemos começar essa batalha, essa militância, essa reflexão, como pontuou a Senhora Diza Gonzaga, da Organização Mundial de Saúde. Prefiro um termo mais genérico, prefiro o termo ocorrência de trânsito. Entendo que o termo acidente já tem uma valoração, um juízo antecipatório quanto ao resultado a ser apurado, se
18 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 houve culpa ou não. No senso comum, algo que tem natureza acidental já começa sendo, em princípio, desculpável. Prefiro trabalhar em minha militância, que já vai para quase vinte anos nessa área, tratando genericamente de ocorrência. Em princípio, é uma ocorrência de trânsito. Se há natureza acidental ou não, prefiro que a apuração do fato concreto assim o diga. Desse modo, damos um salto de qualidade e caminhamos um pouco mais no sentido de sermos críticos quando presenciamos crimes e inocentemente os nominamos acidentes. Como é comum em nossa imprensa. Diria para alguns editores que a palavra crime, do ponto de vista editorial, é melhor para ser trabalhada porque tem um número menor de caracteres que acidente, e diz mais para a sociedade do que rotular tudo genericamente como acidente. Como estou à frente do Detran, considerando o conteúdo da palestra da Senhora Diza Gonzaga, minha amiga, que tivemos o prazer de ouvir; considerando os aspectos criminais, que foram fundamentalmente abordados, e a crítica à lei feita pelo Delegado Fabiano Contarato, alguém com toda autoridade na condição de delegado e professor na área; considerando que as falas já foram suficientemente proferidas nesse aspecto, concentrarei minha fala no que é da competência do Detran, que são os aspectos administrativos e o papel de colaborador quanto à apuração das demais responsabilidades. Somos autoridade administrativa sobre o assunto. Recentemente, de sexta-feira para sábado, foi divulgado o balanço de dois anos da Lei Seca, motivo de fundo de estarmos neste Plenário. Houve uma ampla divulgação por parte do Ministério da Saúde a partir de dados do Datasus e do IBGE, com metodologia própria, que são diferentes da metodologia do Denatran, que divulgou um balanço em dados da Lei Seca no país. Essa diferenciação de metodologia, a que a própria Senhora Diza se referiu, já é um primeiro motivo para preocupação e rapidamente discorrerei sobre ele. A atividade de pesquisa na área de trânsito é uma das atividades dos Detrans e similares pelo país a fora. Nessa área, estamos zerados no país. Zero em inteligência acumulada na área de pesquisa aplicada ou básica de trânsito no país. Esse é um dado não apenas para constatar. Nem sequer uniformidade de metodologia para apurar as estatísticas no país nós temos. Isso é profundamente lamentável; mas, não apenas para lamentar. Temos uma fundação de apoio à pesquisa aplicada no Estado FAPs, e uma Secretaria de Ciência e Tecnologia. Estamos trabalhando junto à Secretaria para que tenhamos a mudança desse quadro e possamos contribuir com pesquisas neste país, para que saiamos da mera intuição, da diversidade metodológica e tenhamos um aprofundamento técnico-científico e uma uniformidade dos dados como ponto de partida. Os dados do Denatran não são os mesmos do Ministério da Saúde, que por sua vez, depois de uma longa depuração e um longo debate, não são os mesmos dados dos Detrans, dos IMLs, dos hospitais. Fazer estatística de trânsito no Brasil é um grande desafio. Por isso os dados fatalmente são divergentes, porque são apurados com metodologias diferentes. As seguradoras têm outros dados completamente diferentes do Datasus e do Denatran. O Ministério da Saúde divulgou os dados que serviram para nossa reflexão. Ainda que com divergências metodológicas, fez uma fotografia de um momento e trouxe um dado para o Espírito Santo, traduzido em recortes de jornais e um editorial do Jornal A Gazeta, que nos exorta à reflexão e a muito trabalho. Analisaremos esse dado mais detidamente, para colocar um pouco mais de luz naquilo que não foi refletido adequadamente pela imprensa, na nossa avaliação. Esse dado apenas nos sinaliza uma tendência, ainda que forte, com um percentual alto. O quadro nacional não permite que ninguém, nenhum servidor público que atue nessa área, descanse tranquilo, comemorando. Realmente não temos motivos para comemorar; temos motivos para reafirmar nossas convicções, sendo a maior delas o valor à vida, como imperativo ético e como dado de entrada para qualquer discussão sobre o ser humano. O principal dado que o Ministério da Saúde trouxe foi uma tabela resumida. O IBGE fez um trabalho bem mais detido sobre a base de dados do Datasus. Ele trabalha com uma taxa, uma estatística mundial em termos de acidente que permite a comparação. Ele tem um equalizador, uma quantidade de ocorrências por um total de cem mil habitantes. Isso permite a comparabilidade dos dados. Ele traz um dado importantíssimo, mais relevante que tudo. Se ele já trouxesse na comparação uma única vida poupada, já seria um dado reconfortante para reafirmarmos ainda mais nossa convicção de crença na vida. Ele traz um dado em termos absoluto na comparação. A metodologia trabalhada foi doze meses antes e doze meses depois da vigência da lei. Tivemos menos duzentos e nove mortes no Estado. É um dado muito relevante. O Espírito Santo, no quadro nacional, saiu de um índice de 30,6 mortes por cem mil habitantes para 24,8. Essa queda de um nível de taxa para o outro foi de 18,6%. O Rio de Janeiro teve uma redução de 32,5%. Nenhum outro estado teve redução maior. A imprensa só deu ênfase a essa parte. Por dever de honestidade intelectual temos que mostrar o dado inteiro para mostrar que o caminho a ser percorrido é muito maior do que o caminho que já percorremos até agora. Como foi divulgado, doze meses antes da vigência da Lei Seca o Estado do Espírito Santo tinha 30,3, mas era o sexto pior índice do país. Somente
19 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo superávamos esse índice dos Estados de Mato Grosso, Goiás, Roraima, Tocantins e Santa Catarina. Doze meses após passamos a superar além desses estados, os estados de Mato Grosso do Sul, Rondônia, Pará e Santa Catarina. Fomos para a nona posição. Essa mudança já é um alento, significa que a direção está correta. Mas a posição em relação à média nacional antes da Lei Seca, enquanto o Estado do Espírito Santo estava em 30,3 o Brasil estava em 18,7. Depois da Lei Seca viemos para 24,8, mas o Brasil está em 17,3. A média da queda nacional foi de 7,7. Hoje o Brasil está em 7,40. A nossa posição é muito clara, os números dizem por si só. O caminho a ser percorrido ainda é muito maior do que o que já percorremos. Não é para comemorarmos, precisamos ter a convicção de que a direção que atuamos em combinar educação de trânsito com fiscalização tem apontado resultados. Assim temos o segundo melhor desempenho do país em termos de mudança relativa de posição. O desafio de fazer educação de trânsito no país esbarra em muitas dificuldades a serem transpostas. Há uma previsão no Código Nacional de Trânsito para a educação de trânsito ser realizada em todos os níveis de educação no país. Por que isso ainda não aconteceu? Essa responsabilidade está com o Conselho de Reitores das universidades públicas brasileiras, com o Conselho Nacional de Trânsito, e não o fizeram após doze anos da vigência do código. Ministério Público Federal, sociedade, existem dois órgãos que estão omissos em relação ao cumprimento da lei, porém compreendemos essa necessidade e não estamos parados. Uma das dificuldades técnicas é saber com que projeto chegar à escola. Hoje o ambiente das escolas pública e privada não permite o simplismo, não é um ambiente que permite formatar meia dúzia de cartilhas e enviar para as escolas. O ambiente é um pouco mais sofisticado na abordagem, é um pouco mais exigente quanto ao que o professor ou a escola inclui no projeto político-pedagógico pela autonomia conquistada na luta das escolas e da educação neste país. Já foi o tempo em que o MEC dizia o que uma escola tinha que fazer ou não. Hoje há autonomia, há liberdade de cátedra, há uma autonomia efetiva da escola e do professor quanto à formulação e implantação do seu projeto políticopedagógico. Que bom que é assim. Sabedor e conhecedor dessa realidade, por vivência de professor e por realidade reportada, formulamos um caminho diferente no nosso Estado para sairmos da omissão do Conselho de Reitores e do Conselho Nacional de Trânsito Contran. Há um projeto em andamento onde os destinatários dessa educação estão sendo ouvidos. São dezoito grupos focais que estão ouvindo professores e alunos, estão no ambiente escolar, sobre conteúdo e metodologia para que implantemos a educação de trânsito nas escolas públicas e privadas do nosso Estado, trabalhando de forma coerente com o Conselho Estadual de Educação e o Conselho Estadual de Trânsito, atores protagonistas nesse processo. Não basta querer, é preciso saber como fazer. Alguns caminhos não são fornecidos. Como falta pesquisa, falta muita coisa para ser dito como fazer. Não acredito, aprendi isso com nosso governador, que apenas a vontade política resolva tudo. É preciso aprofundar as discussões para sabermos das causas, das causas, das causas. O que está flutuando não é suficiente para nos dizer tudo, pode significar algo diferente do que em princípio se vê. Estamos com a coordenação do melhor intelectual brasileiro que reflete sobre a sociedade, reconhecido no Brasil e fora, o Professor Roberto da Mata. É pelas mãos e pela reflexão antropológica e sociológica deste professor que formulamos o projeto de ir às escolas, ouvir a reflexão dos professores, tendo antes feito pesquisa para saber do comportamento do capixaba no trânsito, porque não existe dado, não existe referência. Atualmente o gestor de trânsito no País deve ter muita intuição, mas acima de tudo muita humildade para reconhecer que o estado brasileiro, seja em qualquer das suas esferas, não pode tudo, não é capaz de tudo, tem de ter o protagonismo da sociedade, das ONGs, do Vida Urgente, tem que ter esta mobilização. Não é com o chamamento a partir da visão do estado que a sociedade se envolve. Não é esta a metodologia vitoriosa que contabiliza dois mil e trezentos voluntários, porque eles não são voluntários do estado. Tivemos que ter humildade de reconhecer nossos limites e chamar para junto de nós quem já tinha essa metodologia, quem já tinha um caso de sucesso comprovado, a Fundação Thiago Gonzaga. O Estado saiu da posição do centro do palco, vai para a posição de fomento, para a posição de prover as condições, a infraestrutura para que a sociedade assuma seu lugar. Não que o Estado se omita, porque existem funções que são inerentes e indelegáveis do Estado. Digo claramente: fazer educação não é uma tarefa que se faz com conceitos superficiais. Isto é bastante profundo, porque estamos lidando com aquele que toma a decisão. Quem decide acelerar? Quem decide exceder a velocidade? Não tem. Em relação ao cinto de segurança, que foi nossa última campanha, o lema da campanha era Eu decidi pela vida, porque ele embute uma decisão pessoal. Colocar ou não o cinto de segurança é uma atitude que vai ser tomada quando se tornar uma competência inconsciente, inserida em sua medula óssea. Mas do que na consciência, ela só vai ser tomada no momento em que alguém conseguir chegar ao seu coração, à sua mente. Isso não é uma tarefa simples, é complexa, é um processo, como dizem os educadores. Há tarefas que são absolutamente indelegáveis. Existe a fiscalização a ser feita. Combinamos esses dois vetores de atuação: educar e fiscalizar. Dado o quadro que temos que percorrer, a Polícia Militar tem feito o dado primário da
20 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 estatística ainda sem depuração, portanto sujeita a alterações. Esta instituição fez a pedido do Detran um balanço do que ocorreu na comparação janeiro/maio , janeiro/maio A apuração desses dados verificou uma redução da ordem de trinta e quatro por cento no número total de vítimas dos acidentes no Estado. De duas mil oitocentos e oitenta e cinco vítimas em 2008, houve mil oitocentos e oitenta e cinco no mesmo período de Com relação ao total de acidentes, a queda foi um pouco menor, mas quase da mesma ordem de grandeza, ou seja, trinta por cento: de oito mil e cinco para cinco mil seiscentos e vinte e oito acidentes. Esses dados são preliminares, mas reforçam a convicção de que a tendência é de queda. O número de vítimas fatais apurado nesse balanço preliminar do batalhão de trânsito na comparação 2008/2010 é de sessenta e cinco para quarenta e cinco vítimas quando o assunto envolve alcoolemia, ou seja, trinta por cento de redução. Fazemos uma síntese do conjunto de projetos específicos, com públicos específicos com que o Detran vem trabalhando e sempre tendo presente a preocupação com a vida. Madrugada Viva, Praia Viva, Motociclista, Nunca Dê Mole, Caminhoneiro, Show de Irregularidades, Cinto de Segurança e Vida Urgente formam um arsenal estratégias específicas para públicos específicos. Isso já dá, em certa medida, uma primeira aproximação da complexidade de se fazer educação de trânsito. Tem que experimentar linguagens, abordagens e não fazer tudo de forma uniforme como se fosse tudo igual. A mensagem tem que ser tecnicamente muito bem trabalhada. Depois de feita a campanha, a pessoa tem que pesquisar a eficácia da campanha, tem que avaliar o dinheirinho do povo colocado lá, o dinheiro da multa que foi arrecadada e que retorna para a sociedade em forma de campanhas educativas, na forma de equipar o batalhão de trânsito. Você tem que medir isso com pesquisas para saber da eficácia do seu trabalho. Saber se você está ou não na direção correta. A linguagem do humor que você utilizou, o quê ela atingiu? Se a linguagem mais dura que você utilizou numa campanha, dando um pito, um puxão de orelha de uma diretora de escola falando para um motociclista, se aquela mensagem chegou onde tinha que chegar. Se aquela mensagem mais emotiva da família que está esperando o caminhoneiro em casa e que num acidente na estrada ele morre e a família fica sem aquele membro, as filhas perdem o pai e a esposa perde o marido; aquela campanha que apela para o emocional até onde ela foi? A quem ela atingiu? Que corações e mentes foram conquistados? Fomos para a rua e do conjunto das nossas abordagens já superamos um milhão e duzentos mil capixabas e visitantes que foram abordados pelas nossas campanhas. Não acreditamos que tenha sido inutilmente. Isso não é uma passagem em branco porque é uma abordagem qualificada. E dessa abordagem, do projeto Vida Urgente que tem dois anos e está muito nesse contexto, foram mais de duzentas e quarenta e cinco mil abordagens ou juntando o público alvo das peças de teatro que tem altíssima qualidade. Na rua, mais de trinta e seis mil capixabas ou visitantes já foram submetidos ao teste do bafômetro. Isso não começou agora. Isso vem desde Isso não é obra apenas de dois anos para cá. Já vem desde 2004 a maioria dos projetos que estamos colocando neste Plenário. Em que estamos chegando do ponto de vista administrativo? Mais de cinco mil autos de infração foram lavrados e acreditamos na eficácia da punição administrativa porque ela tem todos os atributos de uma penalidade, o mesmo conceito do direito penal. Tem o aspecto de ressocializar, de educar e tem aspecto retributivo. E temos a obrigação de informar à sociedade para onde vai esse dinheiro. Ele tem uma vinculação legal, ou seja, ele não pode ser usado para nenhum outro fim, se não os objetivos da educação de trânsito e da melhoria das condições das vias. Desses cinco mil e vinte e um potenciais punidos e as duas punições básicas são uma multa de quase mil reais e a suspensão do direito de dirigir por um ano, costumamos dizer - lembrando um pouquinho os princípios do direito tributário - se esse apenado tem uma capacidade contributiva e pode suportar uma multa de mil reais, a suspensão do direito de dirigir quando, eficazmente aplicada, é outra conversa. Ela atinge um status do cidadão que equivale a uma prisão, em termos. Evidentemente o que estamos falando é uma metáfora, em termos relativos. Ela equivale a uma sanção que fere ao que tira dele tudo o que o carro representa e se ele violar essa suspensão, ele vai para a esfera criminal. É algo que não é dito à sociedade; quando decretada administrativamente uma suspensão do direito de dirigir e o cidadão é flagrado violando essa suspensão ou cassação, a conversa não é meramente administrativa, já configura um tipo penal que é o de violação da suspensão ou cassação do direito de dirigir. Então, há uma exposição do cidadão que viola a um risco grande. Ou seja, a vizinhança entre a infração administrativa e a infração penal é muito pequena, o limite, o liame é muito pequeno. Esses dois tipos de penalidade administrativa, dos cinco mil e vinte e um, já tivemos dois mil, duzentos e sessenta e um efetivamente punidos que já exerceram o direito à ampla defesa e ao contraditório no âmbito administrativo e desse número, estratificando um pouco melhor, o primeiro habilitado, o permissionário, quatrocentas e doze permissões foram canceladas. Mil quinhentos e noventa e sete cidadãos tiveram o direito de dirigir suspenso, decretada a suspensão por um ano. Essa decretação não significa a devolução física do documento ao Detran; é uma inserção no prontuário dele e quanto mais ele demorar a entregar o
21 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo documento, no momento em que ele vier, daqui a quatro anos ou quatro anos e meio ou cinco anos para fazer a renovação da sua habilitação, neste momento efetivamente começa a contar o período de um ano de suspensão. Então, não tem eficácia nenhuma alguém deixar de entregar o documento. Na verdade ele só está adiando o cumprimento da suspensão. A suspensão já está anotada no sistema Detran para o país inteiro, integrado nacionalmente, incluindo as permissões internacionais e o que é reconhecido de direito de dirigir ou de licenças que vêm de outros países e o Brasil tem acordo de reciprocidade para reconhecer as habilitações ou licenças que vêm de cento e vinte e nove países, quando anotado no prontuário; não é o momento em que é decretado, mas é o momento em que efetivamente ele comparece a algum ponto do Sistema Nacional de Trânsito procurando renovar ou habilitar o processo de habilitação. Duzentos e cinquenta e dois cidadãos tiveram cassados o direito de dirigir, tiveram a licença cassada. Ele tem que se reabilitar daí a dois anos, seguindo a mesma lógica do momento em que começa efetivamente a cumprir a punição. Em relação às blitze para encaminhamento à autoridade policial e para a transformação desses inquéritos em ações penais e condenações, temos dados divulgados pela imprensa no sábado. O primeiro dado é das operações do Detran: novecentos e trinta e dois encaminhados para autuação em flagrante. O dado divulgado pela imprensa é de novecentos e quarenta e dois cidadãos efetivamente punidos pelo Poder Judiciário, com base no art. 306 e outros do código por crimes de trânsito. Esta é a contribuição que trazemos, acreditando no nosso trabalho e no que temos por fazer. Mas acreditando sempre na união de esforços e que um mais um é sempre muito mais do que dois. Muito obrigado e boa noite. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE (DOUTOR HÉRCULES) Agradecemos ao Senhor Marcelo Ferraz e às pessoas que nos acompanham pelo twitter, na Internet. Temos certeza de que esta sessão está tendo resultados muito positivos. Sabemos que muitas pessoas estão cansadas, mas daremos continuidade à sessão, dada a importância do tema. Concedo a palavra ao Senhor Paulo Belúcio, juiz titular da Décima Vara Criminal de Vitória Especializada em Delito de Trânsito. O SR. PAULO BELÚCIO (Sem revisão do orador) - Boa noite a todos. Primeiramente agradecemos ao Senhor Deputado Doutor Hércules o convite para virmos a esta Casa; agradecemos também aos presentes que ouvem estas palestras até este horário. Tentarei ser breve para que todos possam ir para casa mais cedo, mas não posso ser omisso, abordarei alguns temas que já foram mencionados e que me fazem sentir no dever de trazer alguma discussão a respeito. Cumprimento os componentes da Mesa, Tenente Coronel Marcos Tadeu Celante, meu amigo de longa data, comandante do Batalhão de Polícia Rodoviária deste Estado; Senhor Marcelo Ferraz, meu colega da Universidade Federal do Espírito Santo, com quem tive a honra de estudar; Senhor Fabiano Contarato, que me liga mais ou menos quatro vezes ao dia, profissional dedicado e pessoa com quem tenho um bom relacionamento. Muitas das discussões que o Senhor Fabiano Contarato trouxe para esta tribuna são discussões que costumo ter com ele ao telefone porque muitos pontos apresentado nesta sessão são de difíceis soluções. Cumprimento os membros da Mesa e todos os presentes. Assim como o Doutor Fabiano Contarato, outras pessoas presentes neste plenário são formadas no curso de Direito, outras com curso de mestrado, doutorado, tem um linguajar como se diz no popular, o juridiquês. Vou evitar o juridiquês exatamente para que os jovens que se encontram neste debate possam entender do assunto. Antecipadamente peço ao Doutor Fabiano Contarato, pois nossa amizade não pode ficar abalada depois do que vou dizer nesta tribuna. Concordo profundamente com a conclusão do Doutor Fabiano Contarato e será muito ruim para o senhor, um jovem, ouvir isso de um Juiz. Concordo com o Doutor Fabiano Contarato que os únicos apenados em um delito de trânsito, envolvendo embriaguês ao volante com morte, homicídio culposo são os parentes da vítima, não tenho dúvida nenhuma. É triste ouvir isso de um Juiz que está trabalhando em uma Vara especializada em delito de trânsito, mas não estou neste Plenário para mentir. Não concordo com o Doutor Fabiano Contarato em alguns pontos trilhados por ele em seu belíssimo discurso, sou da área jurídica e nessa área é necessário que haja debate para que possa chegar a um consenso ou a uma solução plausível. É bom registrar que esta sessão é só um debater sobre o trânsito. A solução para o problema envolvendo morte no trânsito, com embriaguês ao volante tem que ser dado pelo Congresso Nacional. Talvez os estudantes não tenham entendido isso. A Assembleia Legislativa não tem atribuição, não pode legislar sobre esse tema, ele tem que ser legislado pelo Congresso Nacional. O debate é extremamente útil e necessário porque, daqui, de repente, pode surgir o início de uma solução para o tema. Doutor Fabiano Contarato abordou penas aplicadas ao cidadão que pratica crimes na direção de veículo automotor. Gostaria de complementar as palavras do Deputado Doutor Hércules, que no início do seu discurso disse, salvo engano, que em dois anos não existe ninguém condenado no Estado por homicídio na direção de veículo automotor. Na realidade, temos
22 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 que separar. Doutor Fabiano Contarato sustentou muito bem neste debate dolo eventual; vou tentar explicar isso de forma menos jurídica para que os senhores possam entender: o dolo eventual é exatamente aquela circunstância em que o cidadão não queria praticar o crime, não tinha vontade, mas assumiu o risco pelo resultado. Vou citar um exemplo para entenderem melhor. O delito de trânsito: o cidadão está dirigindo o veículo na estrada. Ele quer matar alguém? Não. Não tem intenção de matar alguém. Não quer matar o semelhante. Só que ingere bebida alcoólica antes de dirigir. Em relação ao ponto que concordo plenamente com o Doutor Fabiano Contarato, isso é dolo eventual. A partir do momento em que o cidadão ingere bebida alcoólica sabendo que vai assumir a direção do veículo automotor, está assumindo o risco pelo resultado. Isso é dolo eventual, e a grande diferença, ele não pode ser apenado como delito culposo. Isto é: Se ele for julgado por homicídio culposo, a pena será de até quatro anos; se for julgado por homicídio doloso, a pena pode ser de vinte a trinta anos de prisão, pena máxima, isso muda completamente. Quando o Deputado Doutor Hércules fez menção de que nos últimos dois anos ninguém neste Estado havia sido condenado, entendo que ninguém foi condenado por homicídio na direção de veículo automotor de forma dolosa. O SR. PRESIDENTE (DOUTOR HÉRCULES) Senhor Paulo Belúcio, permita-me um aparte; no meu pronunciamento disse que não tem ninguém preso. O SR. PAULO BELÚCIO Tudo bem. Continuando, a prisão é outro ponto que vou discordar do Doutor Fabiano Contarato, com todo respeito, o porquê não está preso, sobre ninguém ter sido condenado. A condenação sob homicídio culposo, ou seja, com pena de até quatro anos, o juiz não reconhece que houve dolo, reconhece que ele praticou a conduta com imprudência. Um exemplo clássico de imprudência é o excesso de velocidade: um cidadão estava dirigindo em um bairro, desenvolvendo velocidade excessiva, atropelou alguém e o matou. A pena para ele está fixada no Código de Trânsito Brasileiro: vai até quatro anos. Eu, particularmente, condeno quase todos os dias alguém por homicídio culposo. Condenações há muitas. Quanto ao homicídio doloso, V. Ex.ª, Doutor Hércules, afirmou que não disse isso. Mas mesmo que V. Ex.ª tivesse dito, eu teria que concordar. Não me lembro de casos de condenação estou certo, Doutor Fabiano Contarato? por homicídio doloso na direção de veículo automotor. E sei que vários são os inquéritos concluídos na Polícia Civil, onde a conclusão final, o indiciamento, é feito por homicídio doloso, visto que o cidadão, quando ingeriu bebida alcoólica, estava assumindo o risco de causar o resultado, a morte. Então, senhoras e senhores, sob esse ponto, aproveitando a fala do Doutor Hércules e também do Doutor Fabiano Contarato, por que ninguém fica preso no país por ter praticado crime na direção de veículo automotor? A culpa é do senhor e da senhora que estão sentados aí. Minha? Sua, e minha também; de todos os que estão nesta sessão. Porque nós votamos e escolhemos nossos representantes, e são eles que fazem as leis. Eu, o juiz, que estudei longos anos para chegar onde estou não posso criar uma lei, nem inventar uma legislação. O juiz não é escravo da lei, senhores. Ele pode discordar da lei, ser contrário à lei, quando essa lei for inconstitucional; quando essa lei estiver ferindo princípios constitucionais ou princípio que estejam definidos em tratados internacionais; em tratados sobre racismo, tratados sobre combate ao tráfico de drogas. O juiz não pode criar uma norma penal. Vivemos em um Estado Democrático de Direito, graças a Deus. Por isso estamos discutindo nesta sessão. Isto é democracia. E o pilar básico do sistema jurídico penal no país, senhores, é exatamente a Tipicidade Formal. Mas não quero falar juridiques. O que é tipicidade formal? Ela ocorre quando o cidadão pratica uma determinada conduta em seu dia a dia, para que o Estado possa considerála criminosa ela precisa estar definida em uma lei criminal como conduta criminosa. Já pensaram que insegurança seria para o cidadão, andar na rua, praticar uma conduta, e o Estado lhe dizer: Isso não era crime, mas a partir deste momento estamos criando a lei, e o senhor irá responder criminalmente por sua conduta. Isso não é possível. A lei penal, quando é criada em nosso país, não pode retroagir para alcançar casos pretéritos. E por que estou falando isto, senhores? Porque nossa legislação atualmente em vigor não permite que alguém seja preso. E vou explicar-lhes o porquê. Senhores, estamos falando em homicídio, mas a origem de todos os acidentes está exatamente no uso da bebida alcoólica combinado com a direção de veículo automotor, como bem disse a palestrante Senhora Diza Gonzaga, há pouco. É uma combinação cujo resultado provavelmente será drástico. Senhores, o art. 306 do Código de Trânsito Brasileiro, a legislação foi modificada recentemente pela chamada Lei Seca que, como o Doutor Fabiano Contarato falou há pouco, não tem nada de seca. Tomei a liberdade de separar para ler para os senhores como era a redação anterior do art. 306 do Código de Trânsito Brasileiro, e como ela está agora, após sua modificação: O art. 306 trata do uso de bebida alcoólica na direção de veículo automotor. Associa à Madrugada Viva, que é uma blitz onde se para todo mundo para verificar quem bebeu e está dirigindo. Esse é o crime. Soprou o bafômetro, deu positivo para embriaguês, é esse o delito que estamos discutindo.
23 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo A redação do art. 306 do Código de Trânsito Brasileiro: Art Conduzir veículo automotor, na via pública, sob a influência de álcool ou substância de efeitos análogos, expondo a dano potencial a incolumidade de outrem: ( 3/Leis/L9503.htm) Senhores, bastava estar dirigindo sob a influência de álcool. Mas qual o teor? Não importava. O exame era feito pelo policial, lá no local do flagrante delito, admitia-se uma prova indireta, o Doutor Fabiano Contarato sabe disso e todos os presentes nesta sessão sabem. Veio o legislador, cujo objetivo foi nobre, não vou tirar a nobreza do objetivo do legislador quando criou a Lei Seca, e estabeleceu no artigo 1.º da Lei n.º , de 19 de junho de 2008: Art. 1.º - Esta Lei altera dispositivos da Lei n o 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro, com a finalidade de estabelecer alcoolemia 0 (zero) e de impor penalidades mais severas para o condutor que dirigir sob a influência do álcool, (...) Esse foi o objetivo: impor sanções mais severas. Mas só que o legislador titubeou. Na esfera administrativa tenho que concordar com o Doutor Marcelo Ferraz - o legislador foi bastante eficaz, mas na área criminal não precisa ser formado em direito para entender. Acabei de falar para os senhores que para se configurar essa infração de dirigir veículo automotor sob influência de álcool bastaria qualquer concentração de álcool. O legislador a partir da Lei Seca modificou o artigo e ficou desta forma: VIII - O art. 306 passa a vigorar com a seguinte alteração: Art Conduzir veículo automotor, na via pública, estando com concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior a 6 (seis) decigramas, (...) Hoje só é crime quem é flagrado dirigindo veículo automotor estando com esse percentual de álcool por litro de sangue. Por que falei para os senhores que a base do sistema jurídico penal brasileiro era tipicidade formal? Porque só posso dizer que o cidadão praticou crime se estiver com esse coeficiente no sangue. E para isso quem vai dizer se existe esse índice de seis decigramas no sangue não é o jurista. Isso é uma prova técnica, só pode ser provada por perícia ou pelos aparelhos utilizados pelo Detran, porque tem previsão legal. Então, o cidadão primeiro tem que soprar o bafômetro e o resultado tem que ser positivo para ficar caracterizado o crime. E aí vem um ponto de divergência nosso com o Doutor Fabiano Contarato. E se ele não soprar o bafômetro? Se ele não soprar o bafômetro o fato é atípico. Esse resultado faz parte do nosso sistema jurídico penal. Não podemos admitir uma exceção, porque se admitirmos uma exceção estaremos correndo risco. Esqueceram que já houve uma ditadura neste País? Não se pode admitir crime sem uma previsão em lei penal; uma previsão anterior. Nossa democracia é recente. Não podemos admitir exceção. Se o cidadão foi flagrado na direção de veículo automotor, está embriagado, mas não tem prova que de fato ingeriu bebida alcoólica, não há como condenar. Erro do legislador. O legislador não deveria ter inserido no artigo 306, falando um pouco de termo jurídico, um elemento objetivo do tipo. Sem esse elemento, essa circunstância, ter ingerido seis decigramas de álcool por litro de sangue, ele não pratica o crime. E aí, como o Doutor Fabiano Contarato falou, sopra o bafômetro quem não tem conhecimento disso. Doutor Paulo, você deveria falar isso publicamente? Corro da imprensa todos os dias para não ter que falar sobre isso, mas fui convidado e tive de aceitar o convite e não há como não dizer: sopra o bafômetro quem quer. Vem um ponto de discordância, com todo respeito, ao Doutor Fabiano Contarato, que sustentou aqui que teria de ter uma forma de coagir o cidadão a soprar o bafômetro. Não concordo, com todo respeito. Porque é um princípio da Constituição Federal, é um direito do cidadão. Passarei a ler para os presentes, porque a banca está cansada de saber dessa previsão, o artigo 5.º da Constituição Federal, dos direitos e garantias fundamentais. É o seu direito, o meu, dos nossos pais, dos nossos parentes. Art. 5º - (...) LXIII o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer calado, sendo-lhe assegurada a assistência da família e de advogado; Se o cidadão praticou um crime por mais bárbaro que seja, ele não pode ser obrigado, como não raras vezes é nas delegacias, pela polícia, e até no próprio julgamento, a falar o que fez. Não pode ser coagido a produzir uma prova contra ele. Esse direito não sou eu quem está dizendo, está na Constituição Federal. Essa Constituição foi discutida com a sociedade. Não posso agora simplesmente desconsiderar a redação do artigo 5.º.
24 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 A própria Constituição Federal fala no artigo 5.º, 2.º: - Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais (...) O Brasil é signatário de vários tratados internacionais. Existe um pacto chamado Pacto de San José da Costa Rica, no qual está previsto esse direito do réu de não ter que admitir prova contra si. Abrirmos uma exceção neste momento seria interpretar o Código de Trânsito Brasileiro e a problemática de delitos de trânsito de uma forma isolada. Temos que interpretar e analisar os acidentes, as consequências, ponto crucial do debate. As consequências dos delitos de trânsito de acordo com a situação global e com a situação do nosso País em relação aos demais delitos. Por exemplo, o cidadão que pratica um crime usando uma arma de fogo e subtrai de alguém um bem que lhe pertence, o nome disso é roubo. No caso um roubo com uma causa de aumento de pena porque estava usando uma arma. Esse cidadão tem que ficar preso? Tem que ficar preso. Pois bem, do outro lado delito de trânsito. Pegaremos o mais grave dos delitos de trânsito, que é o homicídio na direção de veículo automotor, pena de até quatro anos. Qual é a pena do roubo? A pena começa com quatro e vai até dez anos. Artigo 157 do Código Penal: Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça (...). Pena de quatro a dez anos. Trabalhamos como juiz criminal cinco anos em Serra, que dizem ser a comarca mais violenta do País, hoje é do Estado, e condenamos muitas pessoas por roubo. Se o cidadão for primário, não tiver nenhum agravante, senão estava usando arma de fogo, enfim, a pena dele vai se aproximar do mínimo. E qual a pena mínima? Quatro anos. Quem é condenado até quatro anos de acordo com nosso ordenamento jurídico - e não fomos nós que fizemos isso, foi o Congresso Nacional, por isso a culpa é nossa - cumprirá a pena em regime aberto. De quatro a oito anos, regime semiaberto. Digamos que ele estivesse armado, será condenado, com essa causa de aumento, fatalmente a seis, sete, oito anos, regime semiaberto. Como é o regime semiaberto em nosso País? Explicaremos. E estamos falando de lei federal, foi o Congresso Nacional que fez, não foi o juiz. Estamos vinculados a isso. No regime semiaberto a execução da pena será feita em colônia agrícola, industrial ou estabelecimentos similares. O artigo 35, 2.º estabelece que no regime semiaberto o trabalho externo é admissível, bem como a frequência a cursos profissionalizantes. Então, o cidadão que praticou um assalto, como se chama vulgarmente um roubo, mediante o uso de armas de fogo, será condenado depois da sentença transitada e julgada com todas as garantias que ele tem, de recorrer, etc., a uma pena de no máximo oito anos. Vocês têm que entender o seguinte: para uma pena se aproximar do máximo deve haver muitas circunstâncias contra o réu. Dificilmente ficará acima de oito anos. Então, ele cumprirá em regime semiaberto e se for seguir a lei tem direito de trabalhar fora, trabalho externo, trabalhar em um supermercado ou em algum lugar indicado pelo juiz da Execução e à noite será recolhido. Mas ele tem direito também de estudar. E se ele quiser também fazer um curso noturno? Não podemos interpretar uma única lei. Existe um contexto. E tem outro problema, vamos agravar a pena, vamos colocar para homicídio na direção de veiculo automotor, que, entendemos, a pena é muito pequena. Achamos que deveria dobrar a pena. Não estamos dizendo que concordamos com a pena, mas estamos dizendo que não adiantará aumentar a pena. A pena hoje vai até quatro anos, um absurdo. Coloque-se no lugar dos parentes da vítima. Um cidadão na direção de um veículo automotor mata um filho seu, mata seu pai e qual a pena máxima? Quatro anos. Nunca condenei ninguém à pena máxima. Estou indo de doze para treze anos na magistratura e nunca condenei ninguém à pena máxima. Tecnicamente para condenar alguém à pena máxima é muito difícil. Tem que ter muitas circunstâncias desfavoráveis ao réu. Dificilmente isso vai ocorrer. Então, posso afirmar que dificilmente alguém será condenado, em nosso país, por pena acima de três, três anos e meio, mesmo tendo tirado a vida de outra pessoa. Mas como, então, que não adianta aumentar a pena? Senhores, a questão é prática. Quantos presos temos no sistema penitenciário atual? A palestrante Diza Gonzaga fez uma brilhante palestra e falou que nosso Excelentíssimo Senhor Governador está de parabéns. Realmente, também entendo que o Senhor Governador Paulo Hartung ajudou muito o Estado. Só que há uma área que S. Ex.ª não conseguiu resolver, que admito ser de tremenda complexidade, a área da segurança pública. E aí incluo o sistema carcerário. Vocês viram uma reportagem que passou no domingo passado no SBT ou na Record? Aquele é nosso sistema carcerário. Quem toma conta dos presos são as ratazanas. Vocês viram ratos pendurados? Aquilo é verdade. Eu estive lá. Estou há vinte e três anos na área penal, onze ao lado do Coronel Marcos Tadeu Celante, como oficial da Polícia Militar e estou esse tempo no Judiciário. Aquilo é realidade. O problema carcerário existe há mais de vinte anos. Pergunto ao Doutor Fabiano Contarato, que terá direito à réplica, obviamente. Vamos aumentar a pena para um cidadão que praticou um homicídio na direção de um veículo automotor; vamos colocá-lo no
25 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo regime fechado. Sei que uma coisa não justifica a outra, mas ele vai cumprir essa pena onde atualmente? O criminoso na direção de veículo automotor, em regra, não quer matar ninguém, ele não quer praticar a conduta. Os crimes defendidos no Código de Trânsito são todos culposos. Quando nos colocamos no lugar da vítima temos uma interpretação. Vamos nos colocar agora ao lado do filho do cidadão que praticou um homicídio na direção de veículo automotor, seu pai ou sua mãe acabou de matar alguém na direção de um veículo automotor. Vamos aumentar a pena. Vamos condenar a dez anos de regime fechado. Provavelmente ele vai morrer no sistema carcerário. Por quê? A constituição em nosso país, infelizmente, não é cumprida em sua totalidade, porque ela diz que o preso tem que ser separado de acordo com o crime que praticou. Vocês acreditam que isso acontece no país? Vocês viram aquele programa de televisão? Não fui eu quem fez. Esse é o tipo de criminoso que tem de ser tratado de uma forma diferente, porque quando ele cair no sistema carcerário vai ficar junto com homicida, com traficante, com autor de roubo e fatalmente terá problemas. Precisamos inicialmente acertar o sistema carcerário, depois discutir se devemos aumentar a pena ou não. Aliás, há quem não concorde com a pena privativa de liberdade. Não concordo, mas basta vocês entrarem na internet que encontrarão enes depoimentos de juristas nesse sentido. Não sou jurista. Sou um mero cumpridor de legislação. Às vezes discordo de alguma coisa, dou aula de alguma coisa. Mas muitos juristas de ponta do nosso país não concordam com a pena privativa de liberdade. Não poucos dizem que a pena privativa de liberdade está falida em nosso país. Creio que o sistema carcerário em nosso país só será resolvido quando a União abraçar essa causa. Será que a União tem interesse em abraçar essa causa? Por que os presídios federais estão funcionando muito bem? Bons concursos públicos, os agentes todos têm curso superior, concursos públicos sérios - esse é o grande problema que temos. E os presídios federais funcionam. O Fernandinho Beira-Mar estava preso em Mato Grosso, salvo engano, e estava pedindo pelo amor de Deus para sair de lá. Será que ele estava sendo castigado lá? Não. Porque lá ele tinha que usar uniforme, cabelo aparado, comer na hora certa, banho de sol na hora certa. Até então não estou vendo nenhuma violação do direito. Só que vocês viram, na reportagem de domingo passado, que em determinadas cadeias as pessoas que tomam conta do pavilhão são os piores presos. O preso bobinho não vai tomar conta de nada. São as gangues, as quadrilhas que tomam conta dos presídios. É lamentável, mas é verdade. E quem tem de resolver isso somos nós mesmos. Costumo dizer, com todo respeito aos mais velhos, que na geração dos senhores existe muita gente boa, pessoas diante de quem deveríamos nos ajoelhar e agradecer. Entretanto, tem muita gente ruim também. Estamos saindo de uma crise no Poder Judiciário; não é novidade para ninguém que tivemos uma crise nesta Casa de Leis, e depois uma crise no Estado. Portanto, crise nos três Poderes. Nessa geração que hoje está no Poder tem muita gente boa, e também muita gente ruim. A geração dos anos quarenta, cinquenta precisa fazer alguma coisa, pois a nova geração não aceita mais isso. Chega de concurso para passar pessoas da Praia do Canto. Estou mencionando esse tema porque alguns palestrantes mencionaram outros temas. È um assunto extremamente delicado. Como fui criado na periferia e hoje tenho a oportunidade de falar, não poderia me calar. Meus amigos da periferia - aqueles que o tráfico não recrutou e já morreram - em sua grande maioria, salvo raríssimas exceções, possuem subempregos. Por que senhores? Porque o pobre, neste país, não tem oportunidade. Sei o que fiz para chegar até aqui. Entretanto, acredito que minha geração tem o dever de tentar mudar isso; a dos senhores tem a obrigação. Temos de mudar a moral deste país com concursos públicos sérios, órgãos sérios, sistema carcerário sério, temas sérios. Depois de todas essas mudanças concordarei plenamente com o Doutor Fabiano Contarato. Vamos mudar essa legislação, vamos trazer penas mais rigorosas, ou não conseguiremos combater os crimes cometidos por pessoas quando na direção de veículos automotores. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE (DOUTOR HÉRCULES) - Agradeço ao Senhor Paulo Belúcio as palavras. Os Deputados da Assembleia Legislativa não têm a prerrogativa de mudar a lei, mas temos a vontade. Vamos encaminhar as propostas ouvidas aqui aos nossos congressistas. Foram todos convidados: os dez deputados federais e os três senadores; mas, talvez, devido aos afazeres em Brasília não puderam comparecer. Contudo, não deixaremos de ouvir e receber os puxões de orelhas, que transferiremos também para os que têm essa responsabilidade ou deveriam tê-la, pelo menos. Estamos completando três horas de sessão e ficaremos até a hora necessária para debater esse problema gravíssimo. (Pausa) Concedo a palavra ao Coronel Marcos Tadeu Celante. O SR. MARCOS TADEU CELANTE - (Sem revisão do orador) - Senhor Presidente Doutor Hércules, a Polícia Militar está muito agradecida pelo convite. Cumprimento o Doutor Paulo Belúcio, somos companheiros de caserna; cumprimento todos os componentes da Mesa e os demais senhores; cumprimento também o Doutor Fabiano Contarato, nosso companheiro de muitas passagens pelo
26 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Batalhão de Trânsito. Agora que assumi o Batalhão não tenho a honra de tê-lo na delegacia. Há muitos pontos neste debate com os quais vou concordar, e há outros que acredito, vou discordar. O Doutor Paulo Belúcio fez uma explanação muito importante, mas alguns artigos talvez não tenham sido comentados. Mencionarei o art. 65 que fala sobre a questão administrativa. E para quem não percebeu, esse artigo foi mudado três vezes. A primeira lei de que consta esse artigo entrou em vigor em Depois, em 2006, a Lei n.º modificou-o. Novamente, agora em 2008, a Lei Seca, modificou o artigo. Isso trouxe ansiedade para nós. Essa ânsia que temos, o policial que está na ponta também sente ao fazer tanto, e no final não vê resultado. Mas, como falo, somos escravos da lei. Esse debate é muito importante porque vemos o posicionamento diferente de pessoas, cada uma dentro do seu setor. O Senhor Fabiano Contarato viu um lado, a Senhora Diza Gonzaga abordou outro ponto. Como Policial Militar do Batalhão de Trânsito, falo que falta fiscalização. É por culpa da fiscalização que ocorrem os acidentes? Lembro uma fala da Senhora Diza Gonzaga; se me permite dizer, esse debate é uma construção. Percebemos que a lei é falha, percebemos que a fiscalização é falha e percebemos que a educação também é falha em alguns momentos. Só existirá solução para os problemas se nos unirmos, e percebermos quem pode contribuir mais. Hoje a Polícia Militar pouco pode fazer em função da lei existente. Somos engessados no fato de que temos de conduzir o cidadão à delegacia se o teor de álcool no sangue do motorista for superior a seis decigramas. Sabem o que é isso? Competir na delegacia com o homicida, que está lá para ser autuado em flagrante. E o policial tem de esperar para autuar o cidadão pego embriagado. Anteriormente a lei não dizia isso, e houve várias mudanças. Abordarei um ponto que o Senhor Fabiano Contarato falou. A lei inclui como agravante do crime de homicídios culposos a embriaguez. Então, para que aumentar a pena se no final não é culposa? A lei diz que a embriaguez agrava o crime de homicídio. A Lei Seca retirou isso depois, mas por que colocaram isso, num primeiro momento? Em todo momento alguém modificou a lei e trouxe esse transtorno todo. Hoje somos engessados. O Senhor Paulo Belúcio falou muito bem. Se o cidadão não quiser soprar o bafômetro, não soprará; e terá outro meio de comprovar a embriaguez, fazendo o exame de sangue. Tenho de conduzir o cidadão até a delegacia para que o delegado peça o exame de sangue. Se não fizer o exame, o delegado fará a parte testemunhal. Na parte administrativa, se a polícia fizer a análise testemunhal esta será mantida, porque a prova testemunhal fala. E isso hoje não cai mais, é lei. Administrativamente, cobra-se multa sim. Dizer que pagar multa é arrecadar para o Tesouro, discordo; pagar multa é tentar mudar o comportamento também. Não existe lei que muda comportamento do cidadão se não existir repressão e fiscalização. Usamos farda e por isso muitas vezes somos vistos como repressores. Mas não somos. Cumprimos a lei. Se a polícia não fiscalizar, para que servirá a lei? Não servirá para nada. Também sofremos essa ansiedade e esse problema. Recentemente assumimos o Batalhão de Trânsito. Fizemos reuniões com a participação de vários órgãos públicos e entidades da sociedade civil organizada, para trabalharmos em parceria. Somente a fiscalização do Batalhão de Trânsito e da Polícia Militar não mudará o comportamento das pessoas. A lei veio para mudar comportamento. Enquanto as pessoas não mudarem de comportamento, por mais rígida que seja a lei, não conseguirá reduzir esses índices de acidentes e de mortes. Pesquisa recente divulgou a redução do número de mortes em acidentes de trânsito, mas não se falou nesta Casa sobre as pessoas que estão nos leitos hospitalares ou nas residências sem sequer andar. É uma situação que talvez poucas pessoas saibam. Só quem tem um ente querido em cima de uma cama sabe o que é isso. Digo mais, os índices de acidentes não reduziu tanto assim. As vítimas continuam aí. O Batalhão de Trânsito continuará nessa fiscalização, apesar de não ser da forma como muitas pessoas entendem ser insuficiente. Com o efetivo que temos, daremos prioridade à questão da embriaguez nas estradas. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE (DOUTOR HÉRCULES) Agradecemos ao Coronel Marcos Tadeu Celante, Comandante do Batalhão de Polícia de Trânsito. Concedo a palavra ao Doutor Márcio Lameri, coordenador médico do Serviço de Atendimento Médico de Urgência - SAMU. O SR. MÁRCIO LAMERI (Sem revisão do orador) Boa noite a todos. Cumprimento a Mesa na pessoa do Senhor Deputado Doutor Hércules, vila-velhense como eu, de Paul, bairro onde cresci e morei por muitos anos. Fui muitas vezes à clínica de S. Ex.ª, em Itapoã. É uma honra estar nesta Casa. Como representante do SAMU - Serviço de Atendimento Móvel de Urgência - não me estenderei na discussão do número de óbitos; simplesmente mostrarei dados. Antes, porém, assistiremos a um vídeo ucraniano que costumo apresentar em minhas palestras. (Pausa) (É exibido o vídeo) Enquanto debatemos esse assunto nesta sessão pouco ouvi falar do YLL - Years of Life Lost
27 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo Anos de Vida Perdidos, a grande discussão no mundo hoje: a redução dos anos de vida perdidos. No Estado do Espírito Santo ainda morrem muitos jovens, como bem disse a Senhora Diza Gonzaga. A grande maioria deles nas estradas. As doenças coronarianas, mencionadas pela Senhora Diza Gonzaga, matam muito. Os anos potenciais de vida perdidos também são alto, mas não tão alto como os anos perdidos por causas externas. Informarei os dados do SAMU 192. Não apresentarei os dados de 2007, nem de 2008, porque temos quatro anos de SAMU 192, somos os filhos novos, e esses dados não são tão fieis para emiti-los. Apresentarei os dados de 2009 e Os primeiros dados comparativos que temos mostram que o SAMU faz atendimento em geral, causas externas, atendimentos clínicos, ginecológicos, obstétricos, pediátricos, psiquiátricos, além de toda demanda de urgência e emergência que também é atendida pelo SAMU. Nesse slide, o que está em verde são as causas externas como a grande massa de atendimento, sendo que a primeira coluna são os números de atendimento no período de janeiro de 2009, quando tivemos uma média de mil e cem atendimentos. Em 2010, na segunda coluna verde, os atendimentos já passaram para mil e quinhentos. Em vermelho estão os dados de atendimento clínico, que não são nosso foco; em branco, quase imperceptível, estão os outros chamados que atendemos em menor número, mas também com importância. Comparando os dados de causas externas envolvendo acidentes automobilísticos, baleados, esfaqueados - estão em vermelho - em janeiro de 2009 tivemos mil e cem ocorrências. Como falei, em janeiro de 2010, passou para mil e quinhentos. Notamos um aumento em cada mês janeiro, fevereiro, março, abril e maio, cada coluna é um mês comparativamente ao aumento do atendimento de causas externas. Fomos esmiuçar um pouco mais esses atendimentos; e para tentar detectar o quão grave era o atendimento procuramos ver como foi, envolvendo as Unidades de Suporte Avançado, chamadas USA. Notamos que em Guarapari - a primeira coluna verde e azul - em 2009 houve mais atendimento de USA do que em A segunda coluna é referente à unidade situada em Vitória, o que não significa que atenda só Vitória onde também houve uma redução. O número de atendimentos aumentou está registrado na quarta fileira - na unidade da Serra, a chamada USA 40. Na unidade que fica em Vila Velha está registrado na fileira do meio o número de atendimentos também aumentou bastante. E, notadamente, para o que chamo muita atenção, na USA que fica em Cariacica está registrado na última coluna - em 2009 ocorreram trinta e três atendimentos, passando para quase cinquenta em Neste outro slide, veem-se dados um pouco mais difundidos e que vamos classificando sob os vários tipos de colisão que temos. A primeira coluna mostra a Unidade de Suporte Avançado USA, que atende aos mais variados tipos de ocorrência sendo que disparado a grande ocorrência é de colisão de carro com moto. Está destacado em roxo. A grande massa de atendimento do SAMU 192 é colisão de carro com moto, seguido de colisão de carro com carro. Observem que estamos na metade do ano de 2010 e as colisões de carro com moto que estão registradas em verde e já estão na metade da coluna - a primeira coluna em roxo é do ano inteiro de sugerem que poderão até passar o número de atendimentos ocorridos em Verificando a unidade de atendimento de causas externas por município, o primeiro é o de Cariacica que coincide com as ocorrências da Unidade de Suporte Avançado de Cariacica e que em 2009 teve duzentas e vinte ocorrências de causas externas apenas no mês de maio. Já em maio de 2010 tivemos trezentas e vinte ocorrências. O segundo é o do Município de Fundão, com pouquíssimas ocorrências, mas quando tem são acidentes bem graves. Lá houve um aumento também. Já no Município de Guarapari houve uma ligeira redução do número de atendimentos. Na região considerada Metropolitana teve aumento do número de ocorrências de causas externas em todos os Municípios: Cariacica, Serra, Vila Velha e Vitória. Não estou colocando em evidência se foram óbitos, se houve mortes no local ou se morreram no hospital. Ainda não temos esses dados porque o sistema não permite. Fizemos um levantamento por horário de atendimento de causas externas, comparando maio de 2009 com maio de 2010 das 0h às 23h. Notamos que do ano passado paras cá houve um ligeiro aumento das ocorrências, dos envios de Unidade na madrugada, tendo pico de horário entre 7h, 8h, e 9h da manhã, quando os motoqueiros estão utilizando muito nossa malha viária e ocorrem muitos acidentes de moto nesse período. O segundo pico de ocorrência está no horário do rush, entre 17h e 18h. Do ano passado para este ano houve um aumento no número de acidentes. Nós do SAMU somos executores. Quando tudo mais que for discutido não solucionar, cabe ao SAMU tentar salvar essa vida. George Marshall, Secretário de Estado Americano, disse: Os pequenos atos que se executam são melhores do que todos aqueles grandes que se planejam. Agradecemos ao Senhor Deputado Doutor Hércules a oportunidade de passar essas informações nesta Casa de Leis. Lembramos que o SAMU 192 está no início da atividade no Estado do Espírito Santo, mas mesmo assim salvamos quase cento e cinquenta mil vidas. Parabenizamos a Senhora Diza Gonzaga pela palestra. Boa noite a todos. Muito obrigado. (Muito bem!)
28 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 O SR. PRESIDENTE (DOUTOR HÉRCULES) Agradecemos ao Doutor Márcio Lameri, do SAMU. Já trabalhamos como motorista do SANDU. Éramos felizes e não sabíamos. Atendíamos os pacientes em casa. A ambulância com o médico e o motorista dava assistência em casa. O Governo Federal patrocinava esse tipo de assistência. Infelizmente o Governo Federal tem se desobrigado cada dia que passa com a assistência médicohospitalar, que deveria ser um tripé de responsabilidades: Município, Estado e União. No nosso Estado, cada dia que passa, diminui a participação do Governo Federal com relação às ações de Saúde, que está ficando a cargo do estado e do município. Os municípios não têm suporte financeiro para organizar atenção primária e básica de saúde. Mesmo assim o Governo Estadual tem patrocinado. Este ano está destinando recursos para sessenta unidades de saúde, também auxiliando o município. Somos todos responsáveis pela falta de saúde, de segurança, de educação, de transporte... A Constituição Federal estabelece, mas na verdade não cumpre o que escreveu. Concedo a palavra ao Senhor Edmar Camata, chefe do Núcleo de Comunicação da Polícia Rodoviária Federal. O SR. EDMAR CAMATA (Sem revisão do orador) Boa noite a todos. Cumprimento a Mesa na pessoa do Presidente Doutor Hércules - o anfitrião - que com certeza realizou esta sessão especial sabendo da responsabilidade que virá dessa iniciativa tão interessante. Senhor Deputado Doutor Hércules, desde já me coloco à disposição para transformarmos esse limão, pois é um assunto ácido, azedo e amargo, numa limonada refrescante e agradável para que mudemos essa realidade. Conte com nossa ajuda no que for possível. Esse pontapé já é de grande importância. Para quem não me conhece, sou policial rodoviário federal e há dois anos e meio estou na chefia da Comunicação da Polícia Rodoviária Federal, período muito importante para aumentar a experiência e a vivência de trânsito. Peço desculpas pela informalidade do traje, mas ao saber hoje à noite que a Polícia Rodoviária Federal não tinha um representante para vir a esta sessão especial, rapidamente liguei para o superintendente e me coloquei à disposição. Por isso não tive muito tempo para o decoro que esta Casa de respeito merece, mas tentarei transferir essa informalidade em objetividade, em assunto rápido e acessível para os que estão presentes neste Plenário; pessoas voluntárias que se dedicam por um assunto tão importante como o trânsito. Em primeiro lugar, esse voluntarismo, legítimo e bastante raro, foi o que me fez querer participar desta sessão especial. Hoje é segunda-feira, é noite e quem está presente quer realmente ouvir e debater. Temos vários canais de comunicação como a TV Assembleia, o Youtube e o Twitter. Independente do canal essa nossa conversa com certeza ecoará e trará resultados desejáveis. O Senhor Fabiano Contarato há dez anos está à frente da Delegacia de Trânsito e sem dúvida o termo liberação de corpos, que ele não gosta de usar, deve ter trazido todo esse inconformismo. É por isso que quando fala com toda emoção, de véspera já está perdoado, porque liberar corpos não é uma tarefa fácil. Sou um dos cento e setenta policiais rodoviários federais que atende acidente com morte na rodovia. Essas mortes atendidas por todos os demais colegas são liberadas no IML, que deve ter dois, três ou quatro pontos no Estado. Imaginem com quantos corpos tem contato uma pessoa que trabalha na função do Senhor Fabiano Contarato? Sou apenas um policial e o Senhor Fabiano Contarato é o delegado que trabalha justamente liberando os corpos. Assim, já está perdoado. O Senhor Fabiano Contarato sabe que sou companheiro de lamentações nessa luta pelas mudanças. Todo elogio pode acabar corrompendo; acho melhor a crítica, porque realmente permite a melhoria e o aperfeiçoamento. É por isso que trabalhamos juntos. Vejo com muita felicidade pessoas que estão neste Plenário para fazer a diferença e para discutir a realidade, não para simplesmente tratar o outro com tapinhas nas costas sendo mais um amador na frente de órgãos, não conseguindo sair do lugar. Infelizmente, historicamente, muitas vezes o Brasil tem vivido esse tipo de situação. Não seremos amadores, discutiremos assuntos reais, e, discordando, evoluiremos. Alguém se recorda do que era a Lei Seca nas rodovias? Há três anos o Governo Federal tentou proibir a venda de bebidas nas rodovias federais. De certa forma, em princípio, uma atitude radical. O que aconteceu com a proibição da venda de bebidas nas rodovias federais? Lembrarei rapidamente o que aconteceu. O lobby foi muito grande dos vendedores de cerveja e dos comerciantes que já tinham uma atividade produtiva há muito tempo, e de certa forma legítima. Era um País que permitia vender bebida gelada para o consumidor final na rodovia, o que causaria o acidente de trânsito. Ainda vivemos neste País que permite nas rodovias atividades totalmente incompatíveis com o trânsito, como boates e grandes casas de show. Não fazemos a tarefa de casa reprimindo isso num momento anterior, preventivo. É preciso que nossos PDUs, que nossas legislações disciplinem o que terá ou não nas rodovias e quais estabelecimentos serão socialmente aceitos nas rodovias. Porém, trinta anos depois o Congresso Nacional resolveu de forma mais drástica acabar com esse tipo de comércio. O que vimos foram lobbies atuando e revertendo a medida.
29 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo Hoje, a Lei Seca nas rodovias, ou seja, a proibição da venda de bebidas alcoólicas nas rodovias, foi sepultada de forma dramática. Por quê? Porque a culpa cai na polícia que não fiscaliza. Foi feita uma mudança de forma a matar a lei, a impedir a fiscalização, jogando para o município a tarefa de dizer o que é rural e o que é urbano. A proibição da venda de bebidas alcoólicas ficou só para os trechos rurais das rodovias. O que acontece? Todo município diz que o trecho dele é todo urbano. O nosso legislador primeiro toma uma medida drástica e depois da pressão volta atrás de forma lamentável, sem dar uma entrevista, simplesmente tentando matar a lei que ele mesmo elaborou Isso é só um episódio sobre o que conversaremos. O código de trânsito rege que sofrerá consequências administrativas e criminais o condutor que tiver ingerido álcool ou substâncias psicotrópicas que causem dificuldade de dirigir, como maconha, cocaína e algum remédio que mesmo sendo legal altera a forma de dirigir. O que vimos até então sobre essas substâncias? Escassa regulamentação, quase nada sobre o assunto; e mesmo atualmente existindo no mundo equipamentos capazes de verificar, na hora, o consumo de crack, de heroína e de mais de quinze ou vinte tipos de drogas pelo motorista, a polícia brasileira só tem o bafômetro para trabalhar. O nosso motorista está ingerindo vinte ou mais tipos de substâncias diferentes e nossa polícia conta apenas com o bafômetro. Nossa classe média é quem tem carro, dirige e usa essas substâncias. Um estudo da PRF mostrou que um terço dos caminhoneiros usa uma dessas substâncias para ficar acordado ou com outros objetivos, como, por exemplo, o vício. E contamos apenas com o bafômetro. Toda campanha do Governo cai sobre outras iniciativas, que a nosso ver não trata a realidade como deve ser tratada. Ouvi vários discursos relacionados aos motociclistas. Observem o contraste: o mesmo governo federal, estadual ou municipal - que de certa forma incentiva a venda de motocicletas, porque é barata, porque o imposto é pequeno e é mais barato pagar a primeira prestação de cem reais para comprar uma moto do que tirar a carteira de motorista - tudo aquilo que já conhecemos - diz que não vai poder isso, não vai poder aquilo. Seria melhor tratar de forma mais séria o caso, já que desde o princípio a moto não é aquilo que o governo quer coletivamente como meio de transporte. Quais os meios de transportes mais eficientes? A Senhora Luciene Becacici já sabe de cor essa resposta. Então, espero que nossa contribuição seja realmente neste sentido. O governo, mesmo racionalmente, não quer que as pessoas tenham uma moto, porque não quer na Grande Vitória trezentas mil pessoas diariamente se deslocando por intermédio desse meio de transporte perigoso e não adequado às nossas vias, com cruzamentos a cada cinquenta, cem, duzentos metros, e cruzamentos diretos. Não existe uma entrada que não seja direta. A colisão é um resultado esperado. Aos dezoito anos comprei uma moto, cai duas vezes porque o motorista avançou o sinal nas duas vezes. Depois vendi a moto. Mas, será que precisava passar por essa experiência? Se houvesse uma prévia formação não teria eu tido outra ideia, como a de um transporte público que realmente oferecesse toda essa facilidade que o motociclista quer? Eis mais um tema para nosso pensamento. Quanto à burocracia e à falta de integração, concluo que os nossos órgãos realmente devem continuar buscando ainda mais a integração. O Senhor Fabiano Contarato falou muito bem o seguinte: se uma viatura da Polícia Rodoviária Federal pegar um motorista embriagado, deverá leválo até o DPJ na rodovia e gastará um tempo considerável. Se, por exemplo, esse flagrante acontecer no Município de Anchieta, na BR-101, na maioria das vezes o caso será encaminhado ao DPJ do Município de Guarapari. Então, essa viatura rodará cem quilômetros para ir, cem quilômetros para voltar e ao chegar ao outro município ficará na fila para ser atendido e, não raro, o motorista bêbado será liberado antes do policial, que teve de deixar a rodovia desguarnecida por cinco horas fazendo com que a outra equipe que cuidava de um trecho de cem quilômetros passasse a cuidar de um trecho de duzentos quilômetros. Essas realidades precisam ser pensadas, já que nosso legislador não tem ajudado tanto; quem sabe pensar em inovações do tipo: o delegado nos acompanhar na própria rodovia com escritório móvel. Esse tipo de situação é bastante interessante. Achamos que essa nossa juventude, essa nossa vontade de mudar tem de ser usada também para melhorar esse tipo de atendimento social. Quando falamos que o motorista embriagado não está preso - esse é o perfil que temos. Ele não é preso, não continua preso e nunca será. O que seria melhor hoje: uma pena de trinta dias que realmente fosse cumprida, ou de dois anos ou de três anos como temos hoje e que acaba não sendo cumprida nunca? Nos Estados Unidos se o crime tem uma pena prevista de trinta dias, o motorista abordado embriagado sabe que ficará preso os trinta dias. No Brasil, pelo contrário, vendemos a ideia de que de seis meses a xis anos, e quando o legislador quer aumentar, aumenta só o máximo, muitas vezes não aumenta nem o mínimo. Ao invés de colocar de seis anos a um ano, vai para seis anos a quatro anos. Não sabemos se tem muita diferença prática. O Doutor Paulo Belúcio sabe muito bem do que estamos falando e compartilha essa realidade, quando três anos depois de um acidente de trânsito as testemunhas que são os policiais nos ouvem por meio de uma carta precatória, e vê nos autos que não existe nenhuma cópia do boletim. E o policial, três anos depois falará o que em juízo? Não me lembro, não me recordo, mas reafirmo tudo o que está aí.
30 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Compartilhamos da fala do Doutor Paulo Belucio; também não queríamos falar isso aqui, assim como V. S.ª também não queria, porque acabamos incentivando a conduta irregular. Mas isso tem de ser falado. Quando a Lei Seca foi publicada rapidamente lemos e falamos assim: opa, parte criminal não está trazendo inovação positiva nenhuma, pelo contrário, na nossa visão está retrocedendo. A Lei Seca foi vendida como solução para todos os problemas. Pareciam aqueles canais de vendas de produtos pela madrugada na televisão. E o que foi feito? Foi feita uma reunião, chamamos três ou quatro policias que tinham mais experiência - à época estávamos tomando posse na Chefia da Comunicação- e falamos: vem cá, vamos fazer a população passar por mais esse engodo de uma legislação que não vai resolver nada ou vamos falar a verdade? Saímos dali com aquela escolha feliz, e satisfeito em falar a verdade para a população. E em uma, duas e três entrevistas falamos o quê? Falamos que a Lei Seca não resolveria na parte criminal os problemas que esperávamos, que era um retrocesso. E o que houve? Nenhuma publicação. Esse trecho das entrevistas não passou em lugar nenhum. Por quê? Porque a força imediata da Lei Seca, da nova legislação, da solução para todos os problemas, da força política que estava envolvida era muito grande. O Senhor Fabiano Contarato continua falando muitas vezes para as paredes. Mas o discurso dele ecoou. Hoje, este aqui é um resultado. Pode ser um resultado tímido, muito tímido. Por quê? Porque nossos deputados federais, apesar de convidados, não estão aqui. De repente estão pedindo voto porque é uma época muito importante. Duvidamos que haja um evento de maior relevância no Espírito Santo como este. Mas S. Ex. as poderão ter acesso ao que foi debatido nesta sessão, porque tem o áudio gravado, tem a TV Assembleia e postaremos essas queixas. Mas, previamente, já sabiam disso tudo. Quando a Lei Seca começou a funcionar com toda essa falha, na nossa visão, as sugestões do Senhor Fabiano Contarato estavam expostas já para todos os Parlamentares. Aproveitaram uma delas, e as outras? E a desculpa é que a Câmara dos Deputados tem quinhentos e doze deputados; é muito difícil conciliar esses interesses. É muito difícil ouvir isso. É muito difícil ficar dois anos tentando vender ideias para a população e quando chega na hora da decisão temos de optar por uma alteração na hora da aplicação da lei. Nosso discurso tentará salvar uma lei que nasceu falha. Teremos de falar: isso é obrigatório; que a lei é boa para tentar remendar um pouco aquela realidade que não sabemos se acontecerá. Doutor Paulo Belúcio, é claro que o motorista que realmente falar hoje: não vou soprar o bafômetro, fez a melhor das opções se for observar unicamente o umbigo dele. E como policial tenho que dizer: acredito... A Sr.ª Diza Gonzaga Estou me entristecendo muito neste final de noite. Se a lei é falha e se os deputados não ouviram o clamor da sociedade nem o Senhor Fabiano Contarato ou quem quer que seja, continuo acreditando realmente que somente a mobilização da sociedade organizada - fazendo a parte dela - pode salvar uma lei que é falha. Acredito na lei da vida sim, desde que fiscalizemos nossos amores, nossos afetos. Porque senão sairemos daqui de cabeça baixa pensando: bom, vou pegar meu passaporte, tentar uma cidadania italiana e vou embora, porque nada está certo. Concordo com o meu amigo Fabiano Contarato; já estive na delegacia várias vezes, ele já esteve no Vida Urgente e temos uma série de parcerias. Mas também não posso ficar aqui ouvindo certas coisas que me fazem mal. Não sou política, era uma arquiteta e estou nessa causa por causa do meu filho, e não quero que outros pais passem por essa dor que não tem superação, não tem remédio. Não estou nesta causa para promoção, para isto ou para aquilo ou pra atacar fulano ou beltrano. Estou nesta causa para salvar alguns Tiagos capixabas, gaúchos, mineiros e que para mim não tem cor, sotaque e nem qualquer coisa do tipo. Registro - para o caso de um dia alguém reprisar esta sessão ou vê-la em algum lugar que há esperança. Coloco a esperança naquela gurizada que já se foi. E ainda bem que já se foi, porque senão eles diriam: Não quero mais ser voluntário, não adianta, porque este País não dá certo. Acho que nós, sociedade - como V. S.ª e o Senhor Deputado Doutor Hércules, que além de deputado é cidadão, pai e avô - temos de mudar isso. Vamos fazer cumprir essa lei. É só cuidar dos nossos afetos enquanto a coisa está falha, porque senão é uma desesperança. O SR. EDMAR CAMATA Nossa presença nesta sessão, nossa colaboração já é uma resposta para tudo isso. Poderíamos resumir isso da seguinte forma: num país com a situação que vemos hoje ou preferimos não ter filhos para não mostrarlhes essa situação no futuro, ou mudamos a realidade. Como minha esposa está grávida de cinco meses, acho que essa resposta já está dada. Outro caminho não há, a gente mudará. E mudar é mandar recado para quem tem que ouvir. Não costumamos esconder essa realidade dos próprios parlamentares com quem conversamos nas reuniões, e acho que evoluímos muito. No passado os parlamentares nos recebiam por outros motivos, e hoje nos recebem para realmente ouvir demandas. Mas nosso Congresso ainda não é tão homogêneo, ele tem uma pluralidade de interesses muito grande, e que já foram mencionados nesta sessão especial.
31 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo Confiamos sim, naqueles que realmente querem defender essa bandeira. Eles existem e poderia citar uma dúzia que realmente quer mudar essa realidade. É para eles que também mandamos esse recado. Continuo dizendo: é um absurdo que estejamos produzindo uma sociedade de aleijados por causa de falhas legislativas já conhecidas, por isso vamos procurar mudanças e sugestões. Queria saber do Senhor Paulo Belúcio - com quem conversamos sobre alguns projetos de lei a respeito de punição em algumas fraudes em concurso público - qual é a possível solução para a não obrigatoriedade de produção de prova por meio do bafômetro. A polícia existe, apesar de o sistema de punição estar dúbio, mas é necessária uma solução para esse problema. Então, vamos trabalhar e encaminhar nossas demandas para as bancadas e cobrar soluções. O Sr. Paulo Belúcio A solução é muito simples. Como falaram os Senhores Fabiano Contarato e Edmar Camata: voltar com a parte penal, como antigamente. O tipo penal anterior não exigia 0.6 de álcool no sangue. Com isto não há mais necessidade de soprar o bafômetro, porque antigamente não se soprava; mas admitia-se a prova indireta. A solução é muito fácil. O legislador errou, e errou feio. Registro que apesar do inconformismo da nossa querida palestrante, sei que há esse ar de tristeza e evito falar já falei sobre isso com o Senhor Fabiano - sobre esse assunto, corro da imprensa. Mas esta é a Casa que temos para falar, embora tenham poucas pessoas presentes. Quero crer que essas imagens terão certa repercussão; que os demais parlamentares desta Casa assistirão a esta sessão especial; que este debate chegará ao Congresso Nacional de alguma forma e os parlamentares verão o inconformismo das pessoas que estão trabalhando diretamente com o tema. Temos de mudar a legislação; mudar o sistema carcerário; temos de apenar de forma proporcional os delitos de trânsito, mas não nos esquecendo dos demais. O SR. EDMAR CAMATA - A cartilha do Código de Trânsito já existe há treze anos; a cada ano ouvimos que haverá reforma e até hoje nada foi feito. Essas demandas são urgentes, é necessário que sejam realizadas, mas não para na atividade legislativa. Estamos num Estado que precisa construir uma cultura de mudança e não uma cultura do retrocesso. Falo isso porque hoje temos rodovias federais, por exemplo, que ao invés de contribuírem para a prevenção de acidentes, contribuem para causar acidentes. Temos total ausência de engenharia de tráfego; uma curva que deveria ser segura, causa acidentes. O que teremos no futuro? Teremos ações contra a União federal porque a União terá de ressarcir cada motorista que caiu num buraco, que passou numa curva na velocidade permitida e mesmo assim se envolveu num acidente, ou por causa daquela obra que estava mal sinalizada. Essa também é uma tarefa do Poder Legislativo porque há fiscalização do Poder Executivo para saber se a polícia está trabalhando direito, se o órgão público está trabalhando direito. Mais uma vez essa mensagem tem de ser encaminhada a quem de direito. Não podemos tapar o sol com a peneira e falar que a tarefa está sendo feita, quando na realidade existe uma dificuldade muito grande. Na Europa existe um conceito muito interessante de responsabilidade social do anfitrião, aquele que recebe a pessoa para uma festa em casa, na boate ou convida para sair. Em alguns países um pouco mais avançados que o nosso, essa pessoa é criminalizada pela atitude se deixou um motorista sair depois de vê-lo beber. O que acontece no Brasil? Na semana passada houve um acidente numa rodovia, um motorista embriagado causou mortes e morreu. Ao local chegaram quatorze irmãos da vítima, dez minutos após o acidente. Perguntei: Vocês estavam juntos em algum lugar? Responderam: Estávamos bebendo juntos, mas ele quis sair. Todos viram o motorista sair embriagado, beberam com ele. Como é possível essa responsabilidade social do anfitrião se nem um irmão tem essa responsabilidade? Senhoras e Senhores, o motivo dessas queixas não é para causar inconformismo porque quem está neste Plenário já está inconformado; é para buscar soluções conjuntas. No Brasil não existe essa responsabilidade social do anfitrião; está sendo construída com atitudes interessantes e educativas como, por exemplo, o Programa da Senhora Diza Gonzaga. Mas de certa forma ainda são realidades tímidas em nível nacional, pois há poucas atitudes nesse sentido. Acredito ainda na fiscalização de trânsito, que a educação no trânsito cumpra o papel importantíssimo. Mas se não houver repressão, prisão ou multa nada acontecerá. De certa forma divido um pouco do pensamento do Senhor Fabiano Contarato porque acho que quando o Congresso Nacional errou na lei, não o fez com o intuito de arrecadar ou pelo menos não somente; para mim ele errou com intuito de não comprometer uma classe média que é a que dirige, a que tem carro; uma classe média que vota, que é formadora de opinião e não quer ser presa ou não quer o filho preso. Infelizmente vejo que os parlamentares legislam para essa classe média que tem carro, que sai à noite e aí vamos tapando o sol com a peneira. Cada um de nós tem atitudes contrastantes, como também quem está nos assistindo. É preciso mudar esse eu. Porque sempre achamos que a culpa é do outro. É muito difícil, mas é necessário. Aquele semáforo que avançamos; aquela vaguinha que estacionamos. Hoje o trânsito do meu Município de Vila Velha está cheio de placas dizendo: proibido
32 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 estacionar ao longo da rodovia. Mas se não houver fiscalização, aquelas placas não serão respeitadas. Não estou falando dos outros; na nossa rodovia acontece isso. Mas vergonhosamente temos trinta policiais rodoviários federais para fiscalizar oitocentos quilômetros de rodovia no Espírito Santo. Por que a Rodovia do Contorno fica parcialmente desguarnecida? Porque tem trinta quilômetros e o policial que está ali tem um trecho quatro vezes maior para cuidar. Seria muito interessante falar em reforçar a atividade fiscalizadora, falar em mudanças efetivas, e não só na mudança legislativa. São caminhos que consideramos termos de trilhar. Senhora Diza Gonzaga, hoje as estatísticas da PRF já incluem aquela pessoa que morreu em um hospital. Felizmente tivemos esse avanço. Mas ainda não é um avanço completo porque se a pessoa morrer cinco dias depois, não será incluída nas estatísticas. Temos que caminhar nessa direção. Infelizmente as barreiras são muitas, mas estamos aqui para quebrálas. Digo aos Senhores que ainda há pedestre no Estado do Espírito Santo que morre porque não sabe de que lado da rua vem o veículo. No Município de Linhares atendemos acidentes assim. Um pedestre sai na rodovia porque mora ali perto; um carro vem do lado esquerdo, mas o pedestre olha primeiro para o lado direito; e ao atravessar a rodovia, quando vai olhar para a esquerda ele não sabia que o carro vinha por aquele lado. Ele não sabia que a primeira mão de direção é a que vem da esquerda. Portanto, o pedestre também precisa de educação e de melhoria da cultura. Também digo que vários acidentes aconteceram com motociclistas por falta de conhecimento. Muitos deles não podemos generalizar - não sabem que têm que frear com os dois freios ao mesmo tempo: o freio traseiro e o freio dianteiro. Hoje formamos condutores de modo melhor do que no passado. Esse avanço é nítido. Mas ainda há muito que avançar. Ocorrem muitos acidentes causados em curvas por motociclistas que na chuva fream apenas com o freio traseiro. É incrível! Mas saber disso é o básico. Quem sabe também seja uma responsabilidade social das próprias montadoras que vendem motos, além do Estado, logicamente. Enfim, resumo da seguinte forma: muita coisa no nosso Brasil ainda é piada. Para multar um motorista que dirige em alta velocidade ainda se tem de explicar a ele que existe um radar naquele local da rodovia. Isso é piada internacional, pois em qualquer lugar da Europa basta ter uma placa falando que em determinado trecho o limite de velocidade é 100km/h. Mas no Brasil isso não é suficiente, tem que estar avisado: radar a cem metros. Vejam só! Fazemos piada com os portugueses e eles fazem piada conosco, ou seja, eles contam na rua que no Brasil precisa-se falar ao motorista que tem um radar ali te multando. Não basta a sinalização de velocidade. Essa realidade se estende por diversas outras situações. O excesso de peso está sendo fiscalizado? Será que nossas balanças não estão do lado errado da rodovia? O trânsito pesado mesmo elas não estão pegando? Será? São assuntos a serem elucidados no futuro. De qualquer forma é um País que não retoma o imposto que é pago, não estamos vendo os impostos retornando em forma de serviços necessários à população. Senhor Fabiano Contarato, um dia desses contei que tinham sete órgãos em um acidente de trânsito atendendo: SAMU Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil, IEMA porque tinha dano ambiental, e outros. Quanto será o custo de um acidente desses? Eu calculo que seja no mínimo cem mil reais. Para mobilizar sete órgãos para rodar cem quilômetros, cada um para atender a esse acidente e ainda há aquele dano da pessoa que deixou de produzir para a sociedade. Se hoje eu tenho de trabalhar 1,5 vezes do que eu teria que trabalhar porque no futuro terei que sustentar os que estão aposentados, então acho que teremos que trabalhar duas vezes se pensarmos na quantidade de pessoas acidentadas que não poderão trabalhar e terão que ser sustentadas por nós; é o custo do INSS que nós tão bem conseguimos. Finalmente, esperamos que essas divergências sejam na verdade para enaltecer o trabalho. Estão todos de parabéns nesta sessão especial porque estamos com um objetivo único nesta noite em tão adiantada hora. Acredito que não seja possível viver de demagogia. Temos sim de buscar soluções e evitar de qualquer forma que essas demandas sociais fiquem perdidas no tempo. Muito obrigado pela possibilidade do diálogo. Estamos na PRF à disposição. (Muito bem!) (Palmas) O SR. PRESIDENTE - (DOUTOR HÉRCULES) Agradecemos ao Inspetor Edmar Camata, chefe do Núcleo de Comunicação da PRF. Concedo a palavra ao Senhor Fabrício Campos, advogado e representante da OAB - Espírito Santo. O SR. FABRÍCIO CAMPOS - (Sem revisão do orador) - Senhor Deputado Doutor Hércules, em nome da OAB agradeço o convite para participar de um debate tão importante, tão grave, de um assunto tão sério que teve repercussão e mobilizou a sociedade civil brasileira em torno de um problema que nos ataca a cada esquina e que ironicamente acabou apanhando o direito penal atropelado. Digo isto não para dissociar da esperança as pessoas com palestras fenomenais, debates jurídicos aprofundados, mas para pensar um pouco na questão desse encargo dado ao direito e à legislação penal para modificar aquilo que faz parte de uma construção ética de uma sociedade livre. E o que é
33 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo uma construção ética de uma sociedade livre? Confesso que quando me foi repassado esse convite por meio da presidência da OAB pensei muito, e até pela brevíssima formação acadêmica, sobre os problemas intrincados que levaram a uma discussão muito longa; partidários de determinadas análises de certas condutas dentro do direito penal, para associálas ao campo do dolo, a intencionalidade ou da culpa, modernamente hoje trabalhada como imprudência. Modernamente a doutrina alemã usa apenas a expressão imprudência para se referir àquilo que a América Latina chama de delitos culposos ou delitos não intencionais. Confesso que passei muito tempo pensando como resumir de maneira breve e objetiva alguns dados favoráveis à ideia. No campo doutrinário realmente a inclinação é essa. Inclusive nos países que têm desenvolvido essa diferença mais profundamente, de analisar os delitos cometidos sob estado de embriaguês como delitos na verdade culposos. Mas realmente refleti muito, estudei bastante, inclusive, para me preparar para uma apresentação bastante rápida e no final, estou apenas com esse artigo da Diza Gonzaga, publicado no jornal Zero Hora no dia 20 de junho de Começo essa brevíssima fala apenas observando dois pontos deste artigo que me emocionaram muito; de ver uma pessoa vitimada por essa violência tratar de forma tão sóbria, tão objetiva e tão arquitetada um problema desenvolvido no âmbito de uma mudança ética da sociedade e não de uma legislação criminal: ao falar da legislação que mudou o Código de Trânsito com relação à Tolerância Zero. Apesar de louvar a iniciativa legislativa de realizar essa modificação da lei, ela se volta à sociedade e aos cidadãos antes de pensar efetivamente que a legislação em si mesma muda alguma coisa. O artigo Lei da Vida, de Diza Gozaga diz: Em 1998 uma lei como essa era quase impossível de ser criada, a sociedade não estava preparada para recebê-la (...) Nunca pensei em tempo, pois temos consciência de que mudanças culturais se constroem a médio e longo prazos. Senhoras e senhores, o problema que envolve a diferença entre a chamada culpa consciente e o dolo eventual começou em uma época em que ninguém tinha veículo, e aqueles que andavam em veículos normalmente tinham motoristas; aqueles que pensaram sobre essa diferença eram acadêmicos que em geral não conseguiam imaginar o problema que eles traduziam na teoria da conduta para ser levada para o Brasil do Século XXI, com milhões de veículos, com milhões de latinhas de cerveja, com milhões de consumidores levados pelo álcool. E daí uma sofisticada construção doutrinaria, que até hoje não é muito bem explicada, é reduzida no Código Penal em uma expressão que deixa qualquer pessoa que aplica o Direito Penal no dia a dia estarrecido: assumir o risco de produzir o resultado. E a primeira reação é consultar um dicionário para procurar o significado do assumir o risco de produzir o resultado, ou assumir determinados riscos. A sociedade atual, independentemente de pensarmos no álcool, é a sociedade que assume o risco de inúmeros resultados. Quem constrói navio, assume o risco de que aquele navio afunde e leve as pessoas; quem constrói um avião assume o risco de que aquele avião vá espatifar-se ao solo. Enfim, existem algumas tentativas de realizar uma diferenciação prática entre a situação que leva no trânsito ao dolo eventual a considerar a conduta como uma conduta intencional ou uma conduta que ignore a determinados resultados que são prováveis, previsíveis e observados pelo agente, e aquelas condutas que fazem parte do campo da imprudência, porque a pessoa não soube e não quis tomar aqueles cuidados necessários para evitar o acidente. Dentro do campo de delitos de trânsito entramos em um problema que até hoje doutrinariamente é insolúvel. Doutrinariamente ainda não se encontrou uma linha que possa dissociar o que é um problema de delito culposo e o que é um problema de delito doloso. Vamos abandonar nossas esperanças. Vamos deixar de lado esse problema, e os problemas relacionados aos acidentes de trânsitos deixarão de ser resolvidos porque um grupo de estudiosos Alemães e um grupo de estudiosos Austríacos ou milhares de estudiosos na América Latina não conseguiram resolver a diferenciação; muito pelo contrário. Talvez, a diferença entre uma coisa e outra, não nos sirva para resolvermos os nossos problemas práticos quando falamos da prevenção associada à mobilização da sociedade civil. Antes de qualquer modificação legislativa, para dizer eticamente: olha, se você apanhar um veículo neste estado, poderá provocar um acidente sério e matar outra pessoa. Por muitas vezes digo, em cem por cento das vezes - para aquele que provocou o acidente é a punição máxima. Aquele que tirou uma vida, tem uma punição horrorosa sobre si. Passará o restante da vida pensando neste fato. Os filhos desta pessoa, como o Doutor Paulo Belúcio já muito bem alertou, passarão o resto da vida lembrando também deste fato. Penso que o problema de se discutir se vamos levar a júri ou não um infrator de trânsito, não vai imprimir na prática um resultado efetivo. Não dará um resultado efetivo maior do que a mobilização destes jovens nesta sessão, já prova. Não dará um resultado maior do que a mobilização daqueles responsáveis pela fiscalização de trânsito, já mostra. E principalmente, daí a tarefa legislativa, não
34 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 dará um resultado maior do que as políticas de educação para o trânsito, e as políticas que fomentam nos cidadãos ainda em formação aquele juízo ético necessário para fazer com que uma sociedade tenha que se livrar de um verdadeiro vício da norma e principalmente o vício da norma penal. Faço apenas essa breve consideração a guisa de uma alegria que tenho em perceber que setores importantíssimos da sociedade civil se mobilizam, mobilizam jovens, mobilizam pessoas para um agir ético em favor da vida, porque esse agir ético em favor da vida, pasmem vocês, não será dado pelo Direito Penal. Muito obrigado. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE (DOUTOR HÉRCULES) Alguém gostaria de se manifestar? (Pausa) Não havendo quem queira se manifestar, falo da alegria por ter havido muita divergências, porque dessas divergências surgirá alguma saída, alguma sugestão que será levada aos nossos congressistas. Como o palestrante da OAB falou, vamos nos mobilizar. O Senhor Fabiano Contarato está convidando todos a participar, dia 1.º de agosto, domingo, às 14h, de uma missa no Convento da Penha. O nosso gabinete a partir de amanhã começará enviar correspondência convidando todos para participarem dessa missa. Seria importante que nos encontrássemos na entrada e subíssemos a pé até o pátio, em uma corrente mais forte. Conforme o palestrante da OAB disse, temos de mobilizar nossa população no sentido de alertar todas as autoridades envolvidas nesse contexto para que possamos mudar alguma coisa. Cada palestrante teve uma ideia de como proceder. Queremos juntar todas essas ideias e enviá-las aos nossos representantes em Brasília. O Senhor Fabiano Contarato já tem até experiência nesse sentido, tem sugestão aprovada, mas precisamos mais. Então, vamos redigir um documento que será encaminhado aos nossos três senadores e aos nossos dez deputados federais. Pediremos também aos outros vinte e nove deputados desta Casa que assinem o documento com sugestões e assim possamos encaminhá-lo a Brasília. Mais uma vez agradecemos à equipe da TV Assembleia, da Rádio Assembleia, ao pessoal do Som, aos taquígrafos, aos seguranças, ao nosso querido garçom que está aqui até agora. Sabemos que todos estão nesta sessão depois de um dia de trabalho, mas ainda é pouco para discutir a vida; é muito pouco mesmo. Temos de discutir mais. O Senhor Fabiano Contarato é enfático nesse sentido e com muito mais propriedade a Senhora Diza Gonzaga, que sabe aquilo que perdeu e que não tem condição de recuperar mais. É por isso que ela dá praticamente a vida a essa luta, a essa batalha e é por isso que a admiramos cada vez mais. Com certeza, engrossaremos mais essa corrente. Concedo a palavra ao Senhor Fabiano Contarato, que deseja fazer mais uma consideração. O SR. FABIANO CONTARATO Concordamos plenamente com o posicionamento do professor Fabrício Campos. Achamos efetivamente que não será a lei que mudará o comportamento. O comportamento é social, mas é inegável que devemos ter uma postura que passa a valorar o que a Constituição estabelece, ou seja, que temos de tratar de forma igual comportamento igual. E o que o Código de Trânsito faz violentamente não é isso. Ele trata de forma igual comportamento completamente divergente. A prova disso, voltamos a frisar, é o RX que temos nos presídios: pobres, negros e semianalfabetos. Crimes praticados por funcionário público, que constam do Código Penal, por exemplo, peculato, com pena de reclusão de dois a doze anos. Convido qualquer um a se dirigir ao DPJ de Vila Velha e perguntar se há alguém preso por crime de peculato; convido qualquer um a se dirigir a qualquer presídio e perguntar se há alguém preso por crime de concussão. Temos um Direito Penal que estabelece penas rígidas, mas que essas penas só estão tendo um destinatário: o pobre, o negro e o semianalfabeto. O nosso Código de Trânsito, não temos dúvida, é elitista, positivista, materialista e só assegura a responsabilidade, em sua grande maioria, no aspecto administrativo em detrimento à vida humana. O SR. PRESIDENTE - (DOUTOR HÉRCULES) Mais uma vez agradecemos a todos os componentes da Mesa, aos palestrantes e demais presentes. Continuaremos nesta batalha, mas para isso solicitamos o auxílio de todos. Que apresentem suas ideias a fim de elaborarmos um documento. Pediremos aos Deputados desta Casa que o assinem. Temos de mobilizar a sociedade, como aconteceu quando da votação do projeto Ficha Limpa. A população exigiu que os políticos aprovassem esse projeto, que naturalmente trará melhorias para a política do nosso País. Nada mais havendo a tratar, vou encerrar a presente sessão. Antes, porém, convoco os Senhores Deputados para a próxima, ordinária, dia 22 de junho de 2010, e para a qual designo: EXPEDIENTE: O que ocorrer. ORDEM DO DIA: anunciada na quinquagésima terceira sessão ordinária, realizada dia 21 de junho de Está encerrada a sessão. Encerra-se a sessão às vinte e três horas e sete minutos.
35 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo QUINQUAGÉSIMA QUARTA SESSÃO ORDINÁRIA DA QUARTA SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA DÉCIMA SEXTA LEGISLATURA, REALIZADA EM 22 DE JUNHO DE (De acordo com o registrado no painel eletrônico, à hora regimental, para ensejar o início da sessão, comparecem os Senhores Deputados Cacau Lorenzoni, Claudio Vereza, Dary Pagung, Doutor Hércules, Elcio Alvares, Euclério Sampaio, Janete de Sá, Marcelo Santos, Paulo Foletto, Reginaldo Almeida, Rodrigo Chamoun e Theodorico Ferraço) O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Havendo número legal e invocando a proteção de Deus, declaro aberta a sessão. (A convite do Presidente, assume a 1.ª Secretaria o Senhor Deputado Paulo Foletto e a 2.ª Secretaria o Senhor Deputado Dary Pagung) O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Convido o Senhor Deputado Dary Pagung a proceder à leitura de um versículo da Bíblia. (O Senhor Dary Pagung lê Mateus, 11:28) O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Convido o Senhor 2.º Secretário a proceder à leitura da ata da quinquagésima terceira sessão ordinária, realizada em 21 de junho de (Pausa) (O Senhor 2.º Secretário procede à leitura da ata) O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Ata aprovada como lida. (Pausa) Convido o Senhor 2.º Secretário a proceder à leitura da ata da vigésima terceira sessão especial, realizada em 21 de junho de (Pausa) (O Senhor 2.º Secretário procede à leitura da ata) O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Ata aprovada como lida. (Pausa) Convido o Senhor 1.º Secretário a proceder à leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA Secretaria Executiva Subsecretaria de Planejamento, Orçamento e Administração Coordenação-Geral de Recursos Logísticos Coordenação de Logística e Execução Divisão de Convênios OFÍCIO N.º 738/2010 Brasília, 09 de junho de Assunto: Termo de Convênio n.º /2009 Senhor Presidente, 1 - Encaminhamos a Vossa Excelência cópia do Termo de Convênio nº /2009 firmado entre o MCT e a Fundação de Amparo à Pesquisa do EspíritoSanto - FAPES, que tem como objeto a "Implantação da Rede de Centros VocacionaisTecnológicos na Região Norte do Espírito Santo", bem como cópia do extrato de publicação no Diário Oficial da União. 2 - Esclarecimentos adicionais poderão ser solicitados junto à Divisão de Convênios, pelos telefones (61) e ou pelo endereço eletrônico: [email protected]. Atenciosamente, ROSANI A. ARAÚJO Coordenadora de Logística e Execução Ao Ex. mo Sr. ELCIO ALVARES Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo NESTA MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA Secretaria Executiva Subsecretaria de Planejamento, Orçamento e Administração Coordenação-Geral de Recursos Logísticos Coordenação de Logística e Execução Divisão de Convênios OFÍCIO N.º 751/2010 Brasília, 14 de junho de Assunto: Primeiro Termo Aditivo ao Convênio n.º /2008 Senhor Presidente, 1 - Encaminhamos a Vossa Excelência cópia do Primeiro Termo de Aditivo ao Convênio nº /2008 firmado entre o MCT e o Município de Conceição do Castelo - ES, que tem como objeto prorrogar o prazo de vigência do Convênio ora aditado, para até 30 de dezembro de 2010, bem como cópia do extrato de publicação no Diário Oficial da União. 2 - Esclarecimentos adicionais poderão ser solicitados junto à Divisão de Convênios, pelos
36 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 telefones (61) e ou pelo endereço eletrônico: [email protected]. Atenciosamente, ROSANI A. ARAÚJO Coordenadora de Logística e Execução Ao Ex. mo Sr. ELCIO ALVARES Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo NESTA O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Ciente. Às Comissões de Ciência e Tecnologia e de Finanças. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO TCE - ES OFÍCIO N.º 185/2010 Vitória, 14 de junho de Assunto: Balancete financeiro Maio de Senhor Presidente, Estamos encaminhando a Vossa Excelência, para apreciação dessa Augusta Casa de Leis, o balancete deste Tribunal de Contas, referente ao mês de Maio/2010. Atenciosamente, UMBERTO MESSIAS DE SOUZA Conselheiro Presidente do Tribunal de Contas do Estado Rua José Alexandre Buaiz, Enseada do Sua - Vitória ES CEP Caixa Postal Telefone: (27) Telefax: (27) Site: Ao Ex. mo Sr. ELCIO ALVARES Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo NESTA O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Ciente. À Comissão de Finanças. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO OFÍCIO S/N.º-2010 Vitória, 21 de junho de Senhor Presidente, Solicito a V. Ex.ª, que seja justificada minha ausência na sessão ordinária do dia 16 de junho, nos termos do 6.º do artigo 305 do Regimento Interno. Atenciosamente, PAULO ROBERTO Deputado Estadual Ao Ex. mo Sr. ELCIO ALVARES Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo NESTA O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Justificada a ausência. À Secretaria. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO OFÍCIO S/N.º-2010 Vitória, 21 de junho de Senhor Presidente, Solicito a V. Ex.ª, que sejam justificadas minhas ausências nas sessões ordinárias dos dias 02,09 e 15 de junho, nos termos do 6.º do artigo 305 do Regimento Interno. Atenciosamente, PAULO FOLETTO Deputado Estadual Ao Ex. mo Sr. ELCIO ALVARES Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo NESTA
37 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Justificadas as ausências. À Secretaria. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO OFÍCIO S/N.º-2010 Vitória, 21 de junho de Senhor Presidente, Solicito a V. Ex.ª, que seja justificada minha ausência na sessão ordinária do dia 16 de junho, nos termos do 6.º do artigo 305 do Regimento Interno. Atenciosamente, FREITAS Deputado Estadual Ao Ex. mo Sr. ELCIO ALVARES Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo NESTA O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Justificada a ausência. À Secretaria. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO OFÍCIO S/N.º-2010 Vitória, 21 de junho de Senhor Presidente, Solicito a V. Ex.ª, que sejam justificadas minhas ausências na sessão ordinária do dia 02 de junho, nos termos do 6.º do artigo 305 do Regimento Interno. Atenciosamente, ATAYDE ARMANI Deputado Estadual Ao Ex. mo Sr. ELCIO ALVARES Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo NESTA O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Justificada a ausência. À Secretaria. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO GOVERNADOR MENSAGEM N.º 112/2010 Vitória, 21 de junho de Senhor Presidente, Usando da competência que me é atribuída pela Constituição Estadual, em seus artigos 66, 2º e 91, IV, comunico a V. Ex.ª que vetei totalmente, o Projeto de Lei n.º 131/2010, de autoria da Deputada Janete de Sá, transformado no Autógrafo de Lei nº 90/10, que Dispõe sobre a obrigatoriedade de afixação de placa informando o percentual de juros em agências e concessionárias de veículos. O veto total se impõe em razão de não haver na lei em nascimento, sanção a ser imputada à inobservância dos deveres por ela criados, afetando assim a eficácia jurídica do Projeto de Lei em exame. Solicitada a manifestação da Procuradoria Geral do Estado, aquele órgão jurídico emitiu o bem fundamentado parecer, que adoto e aprovo: O conteúdo prescritivo do Autógrafo de Lei n.º 90/2010 suscita questionamentos acerca de sua obediência aos ditames próprios da competência legislativa concorrente que detém o Estado-membro no tema regulação das relações de consumo, que se encontra prevista nos incisos V e VIII do art. 24 da Carta da República. Todavia, essas análises perdem a importância na vertente hipótese, pois o ponto nodal deste parecer é outro: a inadequação da norma jurídica corporificada pelo autógrafo sob estudo aos ditames da teoria geral do direito. Incompatibilidade cuja gravidade torna recomendável e oportuno o seu veto. Com efeito, mesmo uma análise perfunctória do texto normativo em foco deixa entrever que a norma jurídica nele contida não porta imperatividade suficiente para garantir um mínimo de eficácia jurídica (plano da eficácia). Indo além, tem-se que, rigorosamente, o preceito lançado pelo autógrafo em tela nem sequer pode ostentar a qualidade de norma jurídica (plano da validade). O motivo é simples: não há na lei em nascimento sanção a ser imputada à inobservância dos deveres por ela criados. Tal ausência carcome a juridicidade de tal preceptivo, na medida em que o estabelecimento de uma sanção institucionalizada, capaz de fazer frente à inobservância do dever criado pela entidade estatal, é da essência da norma tida como jurídica. Sem tal
38 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 elemento, a norma não poderá ser considerada jurídica, apenas, quando muito, social. A melhor doutrina destaca, há tempos, a importância da sanção como elemento caracterizador e essencial do fenômeno jurídico-normativo. Nada melhor que trazer à colação as seguintes lições de HANS KELSEN: [...] as ordens sociais a que chamamos Direito são ordens coativas da conduta humana. Exigem uma determinada conduta humana na medida em que ligam à conduta humana oposta um ato de coerção dirigido à pessoa que assim se conduz (ou aos seus familiares). Quer isto dizer que elas dão a um determinado individuo poder ou competência para aplicar a um outro indivíduo um ato coativo como sanção. (Teoria pura do direito. 6.ed. 4. tir. São Paulo: Martins Fontes, 2000, p. 36) Dizer que uma conduta é prescrita e que um indivíduo é obrigado a uma conduta, que é seu dever conduzir-se de certa maneira, são expressões sinônimas. Visto a ordem jurídica ser uma ordem social, a conduta a que um individuo é juridicamente obrigado é uma conduta que imediata ou mediatamente tem de ser realizada em face de outro individuo. Se o Direito é concebido como ordem coercitiva, uma conduta apenas pode ser considerada como objetivamente prescrita pelo Direito e, portanto, como conteúdo de um dever jurídico, se uma norma jurídica liga à conduta oposta um ato coercitivo como sanção. (Teoria pura do direito. 6.ed. 4. tir. São Paulo: Martins Fontes, 2000, p. 128/129) Nesse mesmo sentido é o escólio do jurista italiano NOBERTO BOBBIO, lançado em obra específica sobre o tema: Com o objetivo de evitar os inconvenientes da sanção interna [sanção moral], isto é, sua escassa eficácia, e os da sanção externa não institucionalizada [sanção social], sobretudo a falta de proporção entre violação e resposta, o grupo social institucionaliza a sanção, ou seja, além de regular os comportamentos dos cidadãos, regula também a reação aos comportamentos contrários. Esta sanção se distingue da moral por ser externa, isto é, por ser uma resposta do grupo, e da social por ser institucionalizada, isto é, por ser regulada, em geral, com as mesmas formas e através das mesmas fontes de produção das regras primárias. Ela nos oferece um critério para distinguir as normas que habitualmente se denominam jurídicas das normas morais e das normas sociais. Trata-se das normas cuja violação tem por conseqüência uma resposta externa e institucionalizada. [...] A presença de uma sanção externa e institucionalizada é uma das características daqueles grupos que constituem, segundo uma acepção que foi se tornando cada vez mais comum, os ordenamentos jurídicos. (Noberto Bobbio, Teoria da norma jurídica. 1. ed. São Paulo: Edipro, 2001, p notas explicativas nossas) Enfim, concluí-se, com o uso das palavras de ARNALDO VASCONCELOS, que nada mais certo, portanto, de que predicar-se a sanção como nota distintiva da norma jurídica. Aquela norma que dela não dispuser, é porque não é norma jurídica. Ainda que se entenda que possam existir normas jurídicas sem sanção (por exemplo, normas de competências, normas interpretativas e normas programáticas), o certo é que nas normas imperativas positivas (que impõem o dever de fazer algo, ou seja, obrigam uma conduta), espécie na qual se subsome a norma lançada pelo Autógrafo de Lei n.º 90/2010, a existência de uma sanção, de caráter coativo (mal dirigido ao patrimônio ou a liberdade do infrator), é imprescindível para garantir a sua pertinência ao sistema normativo do direito positivo (plano da validade). Fica caracterizado, assim, que a norma contida no autógrafo sob análise não ostenta a qualidade de jurídica, sob o ponto de vista de sua estrutura interna. Cabe acentuar, em arremate, que, mesmo que se admita que a ausência de sanção em uma determinada norma não resulte em sua desconsideração como norma jurídica (plano da validade), é certo que tal fato tem o condão de, no mínimo, extirpar toda a eficácia jurídica desse preceito normativo (plano da eficácia). Circunstância esta que, quando presente numa norma imperativa positiva (caso dos autos), configura verdadeiro contra-senso, teratologia jurídica. De fato, até mesmo as normas reputadas como carentes de sanção (normas interpretativas, programáticas, de
39 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo competências etc.), todas elas, têm papel de sobranceira importância na dinâmica do ordenamento jurídico, status que não se divisa em norma imperativa positiva sem sanção. Vê-se, pois, que, de qualquer forma, estar-seia diante de norma com nenhuma eficácia jurídica. Nem se argumente que o Poder Executivo poderia ulteriormente regulamentar o texto normativo sob análise, a fim de conferir-lhe coatividade. Ora, a criação de sanções para fazer frente ao descumprimento de preceitos legais é matéria reservada à lei formal, de modo que ato infralegal não pode validamente cuidar do assunto, sob pena de ofensa ao princípio da legalidade (art. 5º, inc. II, da CF/88) e ao princípio da indelegabilidade de atribuições, que tem sede direta no princípio da separação dos poderes (art. 2º da CF/88). Na ADI nº 1296-PE (Rel. Min. Celso de Mello. DJ. 14/06/1995), o Supremo Tribunal Federal enfrentou a questão: O Executivo não pode, fundando-se em mera permissão legislativa constante de lei comum, valer-se do regulamento delegado ou autorizado como sucedâneo da lei delegada para o efeito de disciplinar, normativamente, temas sujeitos a reserva constitucional de lei. Não basta, para que se legitime a atividade estatal, que o Poder Público tenha promulgado um ato legislativo. Impõe-se, antes de mais nada, que o legislador, abstendo-se de agir ultra vires, não haja excedido os limites que condicionam, no plano constitucional, o exercício de sua indisponível prerrogativa de fazer instaurar, em caráter inaugural, a ordem jurídico-normativa. Isso significa dizer que o legislador não pode abdicar de sua competência institucional para permitir que outros órgãos do Estado - como o Poder Executivo - produzam a norma que, por efeito de expressa reserva constitucional, só pode derivar de fonte parlamentar. Essa delegação somente seria possível se a lei houvesse estabelecido todos os contornos da punição a ser aplicada, restringindo o campo de atuação legislativa do executivo a aspectos meramente técnicos, aptos a serem regulados em nível infralegal; o que não é o caso. Por todo o exposto, pode-se afirmar que é conveniente e oportuno que seja vetado o inteiro teor do Autógrafo de Lei n.º 90/2010, na medida em que a ausência de sanção na norma por ele veiculada, afeta a sua validade ou, quando menos, a sua eficácia jurídica, de modo que a existência de preceito com tal teor no ordenamento jurídico capixaba, propiciará o descumprimento de dever institucionalizado pelo Estado, sem que este possa manejar qualquer mecanismo para se contrapor a tal ilícito. Tudo isso em sério prejuízo à imperatividade, substrato de qualquer ordenamento jurídico. Atenciosamente, PAULO CESAR HARTUNG GOMES Governador do Estado O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Ciente. Publique-se. À Comissão de Justiça. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N.º 70/2010 Concede título de cidadão espíritosantense ao Sr. Roberto Gil Leal Faria. A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Art. 1.º Fica concedido ao Sr. Roberto Gil Leal Faria o título de cidadão espírito-santense. Art. 2.º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação Palácio Domingos Martins, 21 de junho de DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI Deputado Estadual - PDT JUSTIFICATIVA Atual Juiz Federal Cível de Vitória/ES, Roberto Gil Leal Faria, nasceu em 18 de Setembro de 1969 no Estado do Rio de Janeiro. Em 1991 formou-se em Aspirante da Marinha pela Escola Naval. Em 1992 concluiu seu curso técnico em contabilidade pelo Instituto Padre Reus/RS. Em 1996 concluiu sua graduação em Direito pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro UERJ. Em 2000 Pós Graduou-se em Direito Público pela Universidade Cândido Mendes RJ. Em 2008 concluiu outra pós graduação, Direito Administrativo pela Faculdade de Direito de Vitória FDV/ES.
40 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Sendo assim, nada mais justo do que homenagearmos esta Comenda Domingos Martins, no que diz respeito principalmente à assessoria e estudos jurídicos na área pública. Estas são as razões que me levam a apresentar o presente Projeto da lei e requerer sua aprovação pelos nobres Pares. O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Publique-se. Após o cumprimento do art. 120 do Regimento Interno, às Comissões de Justiça e de Defesa da Cidadania. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N.º 71/2010 Concede título de cidadão espíritosantense ao Sr. Marcus Luiz Moreira Tourinho. A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Art. 1.º Fica concedido ao Sr. Marcus Luiz Moreira Tourinho o título de cidadão espíritosantense. Art. 2.º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação Palácio Domingos Martins, 21 de junho de DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI Deputado Estadual PDT JUSTIFICATIVA Marcus Luiz Moreira Tourinho nasceu em 03 de Janeiro de 1957, no Estado do Rio de Janeiro. Mudou-se para o Espírito Santo, mais precisamente na Cidade de Vila Velha em Formou-se em Direito, pelo Centro Universitário de Vila Velha. MBA em Direito Econômico e Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas em De 1978 à 1995 foi Assessor Especial do Superintendente Estadual do Banco do Brasil. Em 2000 começou a atuar na área de advocacia. De 2002 à 2003 atuou como Advogado na Procuradoria Municipal do Município de Santa Tereza/ES. De 2005 à 2006 foi Procurador Municipal do Município de Anchieta/ES. De 2007 à 2008 ocupou o cargo de Assessor Executivo da Presidência da Federação das Indústrias do Espírito Santos FINDES. Sendo assim, nada mais justo do que homenagearmos este Grande Cidadão com o título de cidadão espírito-santense, sempre lutando pelos interesses de nosso Estado, no que diz respeito principalmente à assessoria e estudos jurídicos nas áreas públicas e privadas. Estas são as razões que me levam a apresentar o presente Projeto da Lei e requerer sua aprovação pelos nobres Pares. (Comparecem os Senhores Deputados Luiz Carlos Moreira e Rudinho de Souza) O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Publique-se. Após o cumprimento do art. 120 do Regimento Interno, às Comissões de Justiça e de Defesa da Cidadania. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE FINANÇAS, ECONOMIA, ORÇAMENTO, FISCALIZAÇÃO, CONTROLE E TOMADA DE CONTAS PARECER N.º 05/2010 RELATÓRIO Através da Mensagem n.º 73/10, o Ex. mo Senhor Governador do Estado do Espírito Santo, Paulo Hartung, encaminha a esta Assembleia Legislativa o Projeto de Lei n.º 135/10, que dispõe sobre as Diretrizes Orçamentárias para o exercício de A matéria foi recebida nesta Casa em 30 de abril de 2010, prazo limite para o cumprimento dos termos da Lei Complementar n.º 07, de , lida na Sessão Ordinária de 03 de maio de 2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo de 07 de maio de 2010, às páginas 01 a 44 e foi protocolada nesta Comissão em 10 de maio de 2010 para exame e parecer. É o relatório. PARECER DO RELATOR Em cumprimento ao disposto no artigo 150, 2º da Constituição Estadual, o Chefe do Poder Executivo do Estado do Espírito Santo encaminha a esta Casa o Projeto de Lei n.º 135/10 que dispõe sobre as Diretrizes Orçamentárias para Seguindo tramitação regulamentar, a matéria, cuja relatoria avoquei, permaneceu em pauta nesta Comissão para recebimento de emendas.
41 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo Conforme explicitado na Mensagem n.º 73/10, a proposição governamental encontra-se formulada segundo as disposições constitucionais pertinentes, bem como em conformidade com a legislação infraconstitucional que disciplina a matéria, como a Lei Complementar Federal n.º 101, de (Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF) e a Lei Federal n.º 4.320, de O Projeto sob exame apresenta no artigo 1.º do Capítulo I os temas relacionados às Diretrizes Gerais para a elaboração do Orçamento Estadual de 2011, em cumprimento ao disposto no artigo 150, 2º da Constituição Estadual, compreendendo: I - as metas e prioridades da administração pública estadual; II - a estrutura e organização dos orçamentos; III - as diretrizes para elaboração e execução dos orçamentos do Estado e suas alterações; IV - as disposições relativas à dívida pública estadual; V - as disposições relativas às despesas do Estado com pessoal e encargos sociais; VI - as disposições sobre as alterações na legislação tributária; VII - a política de aplicação dos recursos da agência financeira oficial de fomento; e VIII - as disposições gerais. Também integram, conforme citado no parágrafo único do artigo 3º, os 12 (doze) eixos estratégicos que balizaram o Plano Plurianual para o exercício a seguir discriminados: I - saúde; II - educação; III - defesa social e justiça; IV - redução da pobreza; V - desenvolvimento econômico; VI - interiorização do desenvolvimento e agricultura; VII - rede de cidades e serviços; VIII - logística e transportes; IX - meio ambiente; X - identidade e imagem capixaba; XI - inserção estratégica regional; e XII - gestão pública e qualidade das instituições. Em cumprimento ao que dispõe o 1.º do artigo 4.º da Lei Complementar Federal n.º 101/00 (LRF), integra o presente Projeto de Lei o Anexo de Metas Fiscais, compreendendo: os demonstrativos das metas anuais em valores correntes e constantes relativos a receitas, às despesas, aos resultados nominais e primários e ao montante da dívida pública para o exercício financeiro de 2011, bem como as estimativas para o exercício de 2012 e Também integra os Anexos do presente Projeto de Lei o que determina o artigo 4º, 2º, incisos I, II, III, IV e V e 3º da Lei de Responsabilidade Fiscal: Art. 4º (...) 2º O Anexo conterá, ainda: I - avaliação do cumprimento das metas relativas ao ano anterior; II - demonstrativo das metas anuais, instruído com memória e metodologia de cálculo que justifiquem os resultados pretendidos, comparando-as com as fixadas nos três exercícios anteriores, e evidenciando a consistência delas com as premissas e os objetivos da política econômica nacional; III - evolução do patrimônio líquido, também nos últimos três exercícios, destacando a origem e a aplicação dos recursos obtidos com a alienação de ativos; IV avaliação da situação financeira e atuarial: a) dos regimes geral de previdência social e próprio dos servidores públicos e do Fundo de Amparo ao Trabalhador; b) dos demais Fundos Públicos e programas estatais de natureza atuarial; V demonstrativo da estimativa e compensação da renúncia de receita
42 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 e da margem de expansão das despesas obrigatórias de caráter continuado. 3º A Lei de Diretrizes Orçamentárias conterá Anexo de Riscos Fiscais, onde serão avaliados os passivos contingentes e outros riscos capazes de afetar as contas públicas, informando as providências a serem tomadas, caso se concretizem. Integra o Projeto de Lei em exame, também, o Anexo III, com as prioridades e metas da Administração Pública Estadual, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subsequente, em conformidade com o 2º do artigo 150 da Constituição Estadual. As emendas apresentadas pelas Senhoras e pelos Senhores Deputados, perfazendo um total de 175(cento e setenta e cinco) emendas, foram publicadas no Diário do Poder Legislativo do dia 08 de junho de Além das emendas acima citadas esta relatoria protocolizou mais 4(quatro) emendas de n. os 176, 177, 178 e 179, que foram publicadas no Diário do Poder Legislativo no dia 15 de junho de 2010 e as emendas de n os 180, 181 e 182 que serão publicadas. Esta relatoria por orientação técnica desta Comissão retira as emendas n. os 008, 127, 176, 177, 178 e 179. As emendas de números: 150, 174 e 175 foram retiradas pelos seus autores através dos Ofícios de números 126/2010 GDLP e 291/2010 GDES, respectivamente, sendo deferidos por esta relatoria, tendo os mesmos sido publicados no Diário do Poder Legislativo, dia 08 de junho de Esta relatoria ainda acatou os Oficios n.º 72/10-GDWS, publicado do Diário do Poder Legislativo, dia 08 de junho de 2010 e n.º 126/10-GAB/DEP/AA, publicado no Diário do Poder Legislativo, dia 11 de junho de 2010, que corrige as emendas n. os 20, 129 a 134, e 136 a 138, respectivamente, conforme abaixo mencionadas: Emenda n.º 020 onde se lê: artigo 11 leia-se artigo 12; e Emenda n.º 129 onde se lê: artigo 2.º - leia se artigo 3.º; Emenda n.º 130 onde se lê: artigo 2.º - leia se artigo 3.º; Emenda n.º 131 onde se lê: artigo 2.º - leia se artigo 3.º; Emenda n.º 132 onde se lê: artigo 46 - leia se artigo 47 - inclua-se parágrafo; Emenda n.º 133 onde se lê: artigo 22- leia se artigo 23 Emenda n.º 134 onde se lê: artigo 24 - leia se artigo 25 - inclua-se parágrafo; Emenda n.º 136 onde se lê: alínea k - leia se alínea a ; Emenda n.º 138 onde se lê: artigo 2.º - leia se artigo 3.º. Por conseguinte as emendas foram acatadas, rejeitadas e prejudicadas conforme abaixo: a) As emendas de números: 001, 002, 003, 004, 005, 006, 007, 009, 010, 011, 012, 013, 014, 015, 016, 017, 018, 019, 020, 021, 024, 061, 062, 129, 130, 131, 132, 133, 134, 135, 136, 138, 143, 144, 145, 146, 147, 148, 149, 153, 154, 155, 156, 160, 161, 162, 163, 165, 166, 167, 168, 169, 170, 171, 172 e 180 perfazendo um total de 56 (cinquenta e seis) emendas, não apresentam vícios de inconstitucionalidade ou de ilegalidade, e foram INTEGRALMENTE ACATADAS, pois são de suma importância para a qualificação de uma gestão intrapoderes compartilhada e propositiva. Esta relatoria, para acatamento das emendas acima citado, corrige as indicações as quais se reportam os textos das emendas abaixo relacionadas: Emenda n.º 061 onde se lê: artigo 13 - leia se artigo 14; Emenda n.º 062 onde se lê: artigo 2.º - leia se artigo 3.º; Emenda n.º 143 onde se lê: artigo 2.º - leia se artigo 3º; Emenda n.º 144 onde se lê: artigo 2.º - leia se artigo 3.º; Emenda n.º 172 onde se lê: artigo 11 - leia se artigo 12; b) Ficam acatadas em parte as emendas abaixo relacionadas: Emendas n.º 022 com a redação da emenda n.º 164; Emenda n.º Inclua-se alínea ao inciso VIII do artigo 40 com a seguinte redação; Alínea: Considerar como prioritária, para concessão de empréstimo ou financiamento, as empresas que desenvolvem e apóiam os projetos de responsabilidade social e sócioambiental. Emenda n.º 157 com a redação da emenda n.º 181; Emenda n.º Modifica-se o 4.º do art. 29.
43 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo º Para fins de acompanhamento e controle de custo serão utilizados o Sistema Integrado de Gestão Administrativa - SIGA e o Sistema Integrado de Administração Financeira para Estados e Municípios - SIAFEM. Para fins de cumprimento do inciso XIII do art. 56 da Constituição Estadual, o Poder Legislativo utilizará o SIGA - Sistema Integrado de Gestão Administrativa e o SIAFEM. Fica o Poder Legislativo obrigado a dotar a Comissão de Finanças, Economia, Orçamento, Fiscalização, Controle e Tomada de Conta dos instrumentos necessários para o cumprimento do artigo acima citado. Emenda n.º 158 com a redação da emenda nº 182. Emenda n.º 182 Modifica-se o 5.º do art º O acompanhamento dos programas financiados com recursos do Orçamento Fiscal será feito no módulo de monitoramento do gasto público do Sistema Plano Plurianual - SISPPA e no Sistema Integrado de Administração Financeira para os Estados e Municípios - SIAFEM. Para fins de cumprimento do inciso XIII do art. 56 da Constituição Estadual, o Poder Legislativo utilizará o SIGA - Sistema Integrado de Gestão Administrativa e o SIAFEM. Fica o Poder Legislativo obrigado a dotar a Comissão de Finanças, Economia, Orçamento, Fiscalização, Controle e Tomada de Conta dos instrumentos necessários para o cumprimento do artigo acima citado. c) As emendas de números: 023, 126, 128, 137, 139, 140, 141, 142, 151, 152, 159 e 173, perfazendo um total de 12 (doze) emendas, foram rejeitadas por este relator, conforme a seguir: Emenda de n.º 023: A relatoria rejeita esta emenda e fica mantido o texto original do Projeto de Lei n.º 135/10. Emenda de n.º 126: Fomentar a produção literária, o estímulo à leitura e às bibliotecas públicas não faz parte do mandato institucional do BANDES, sendo de responsabilidade de outras instituições públicas. O negócio do BANDES, enquanto agente do sistema financeiro estadual, e oferecer soluções financeiras à realização de investimentos predominantemente privados. Emenda de n.º 128: A relatoria rejeita esta emenda e fica mantido o texto original do Projeto de Lei n.º 135/10. Emenda de n.º 137: A emenda trata da expansão dos serviços do BANDES por meio do BANESTES. Essa questão já está atendida no inciso VIII do artigo 40. Emendas de n os 139 a 142 e 173: A Constituição Estadual em seu artigo 57, permite a Assembleia Legislativa ou qualquer uma de suas comissões, através da Mesa, convocar os Secretários de Estado. Emenda de n.º 151: A relatoria rejeita esta emenda e fica mantido o texto original do Projeto de Lei n.º 135/10. Emenda de n.º 152: A relatoria rejeita esta emenda e fica mantido o texto original do Projeto de Lei n.º 135/10. Emenda de n.º 159: A relatoria rejeita esta emenda e fica mantido o texto original do Projeto de Lei n.º 135/10. d) As emendas de número: 025, 026, 027, 028, 029, 030, 031, 032, 033, 034, 035, 036, 037, 038, 039, 040, 041, 042, 043, 044, 045, 046, 047, 048, 049, 050, 051, 052, 053, 054, 055, 056, 057, 058, 059, 060, 063, 064, 065, 066, 067, 068, 069, 070, 071, 072, 073, 074, 075, 076, 077, 078, 079, 080, 081, 082, 083, 084, 085, 086, 087, 088, 089, 090, 091, 092, 093, 094, 095, 096, 097, 098, 099, 100, 101, 102, 103, 104, 105, 106, 107, 108, 109, 110, 111, 112, 113, 114, 115, 116, 117, 118, 119, 120, 121, 122, 123, 124 e 125, perfazendo um total de 99 (noventa e nove) emendas, ficam prejudicadas com base no 2.º e 3.º do inciso II do art. 151, pois está introduzindo novos programas a LDO, que não constam no PPA Plano Plurianual.
44 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 No sentido de cumprir efetivamente o nosso papel de Parlamentar, no pleno exercício de nossas prerrogativas constitucionais e regimentais, representando legitimamente os anseios do povo Espírito-Santense, e, ainda, com a finalidade de contribuirmos de forma decisiva para o desenvolvimento social, administrativo e econômico do Estado do Espírito Santo e para o fortalecimento das instituições democráticas, somos pela adoção do seguinte: PARECER N.º 05/2010 A COMISSÃO DE FINANÇAS, ECONOMIA, ORÇAMENTO, FISCALIZAÇÃO, CONTROLE E TOMADA DE CONTAS é pela aprovação do Projeto de Lei n.º 135/10, com as emendas acolhidas e apresentadas por esta relatoria Palácio Domingos Martins, 21 de junho de SÉRGIO BORGES Presidente/Relator ATAYDE ARMANI PAULO ROBERTO WANILDO SARNÁGLIA DOUTOR RAFAEL FAVATTO O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Publique-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE FINANÇAS, ECONOMIA, ORÇAMENTO, FISCALIZAÇÃO, CONTROLE E TOMADA DE CONTAS PARECER N.º 06/2010 RELATÓRIO O Tribunal de Contas do Estado, através do OF. GPTC N.º 265/2008, de autoria do Conselheiro Presidente, encaminha relatório de atividades e contas desenvolvidas durante o exercício de 2007, por imposição legal e constitucional, que trata da prestação de contas do exercício da Presidência do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo. A matéria foi lida e após a tramitação e as diligências promovidas pela Comissão, através de seu pessoal técnico, foi recomendada a aprovação das contas por estarem regulares, ressalvado o direito de exame nos processos que possam conter vício de forma. A seguir veio a esta Comissão para exame e parecer. É o relatório. PARECER O Tribunal de Contas do Estado, através da Resolução TCEES n.º 182/2002, procedeu ao levantamento da prestação de contas do almoxarifado, cotejando o inventário dos bens havidos naquele Tribunal, o que demonstra fiel cumprimento às normas legais, no que se refere à entrada e saída de material. A Assessoria Técnica oferece parecer recomendando a aprovação das Gestões Orçamentárias referentes ao período a pelos exercícios das Presidências dos Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo, Sr.º Valci José Ferreira de Souza no período de a e Sr.º Elcy de Souza, no período de a A Comissão encarregada de proceder ao exame nas contas elaborou parecer recomendando a aprovação, sem prejuízo formal de apuração de possíveis irregularidades e dos demais feitos em tramitação. Isto posta, nada havendo que possa imputar responsabilidade ao ordenador de despesa, é por recomendar a sua aprovação na forma do parecer. É o parecer. PARECER N.º 06/2010 A COMISSÃO DE FINANÇAS, ECONOMIA, ORÇAMENTO, FISCALIZAÇÃO, CONTROLE E TOMADA DE CONTAS é pela APROVAÇÃO das contas apresentadas pelo Presidente do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo, referente ao exercício financeiro de 2007, na forma do Decreto Legislativo Palácio Domingos Martins, 21 de junho de SÉRGIO BORGES Presidente/Relator ATAYDE ARMANI PAULO ROBERTO WANILDO SARNÁGLIA DOUTOR RAFAEL FAVATTO O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Publique-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 229/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 003/2009, de autoria do Deputado Sargento Valter
45 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo de Paula, Concede Título de Cidadania Espíritosantense a Senhora Maria Paula de Souza Martins. Na justificativa do Projeto de Decreto Legislativo, o Autor apresenta que a homenageada Senhora Maria Paula de Souza Martins, é radicada no Espírito Santo há mais de 05 (cinco) anos sendo nascida na cidade do Rio de Janeiro RJ. O Autor apresenta, ainda, o currículo da pretensa agraciada pelo Título de Cidadania, tecendo inúmeras considerações pessoais e profissionais e enaltecendo os relevantes serviços prestados, inserindo que a mesma, é funcionária de carreira da Eletrobrás e exerce o cargo de Diretora Geral da ASPE Agência de Serviços Públicos de Energia do Estado do Espírito Santo. A matéria foi protocolizada no dia 19/03/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 23/03/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo DLP, edição do dia 08/04/2010 à pag O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação para exame e parecer na forma do art. 41, I, do Regimento Interno (Resolução 2.700/09). Distribuída a matéria, coube-nos examiná-la e emitir parecer. É o relatório. PARECER DO RELATOR DA ANÁLISE QUANTO AO ASPECTO DA LEGALIDADE, DA CONSTITUCIONALIDADE FORMAL E MATERIAL E DA JURIDICIDADE Sob o prisma da constitucionalidade e legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista no artigo 25, 1º, da Constituição Federal. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos pela exegese da regra constitucional contida no art. 56, XXIX, da Carta Estadual, que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o Decreto Legislativo, estando o Projeto, neste aspecto, em sintonia com a Constituição Estadual. Quanto à iniciativa da matéria em apreço, concluímos por sua subjunção aos preceitos constitucionais, tendo em vista que o art. 63, caput, da Constituição Estadual, estabelece a iniciativa legiferante concorrente da matéria em questão. No que tange ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que, a princípio, que é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação. E, sua votação é por maioria simples e nominal. Após aprovado, será promulgado o Decreto Legislativo e publicado no Diário do Poder Legislativo DPL. Após análise dos aspectos constitucionais formais, resta-nos analisar os aspectos materiais, comparando as regras do Projeto com os preceitos constitucionais. Assim, as normas introduzidas no referido projeto encontram compatibilidade com os preceitos constantes das Constituições, Federal e Estadual, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Em especial, cumpre-nos evidenciar que o Projeto em apreço atende aos requisitos previstos no art. 1.º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , posto que o autor apresenta em sua justificativa, os relevantes serviços prestados pela pretensa agraciada, que, embora não tenha nascido neste Estado - nasceu no Estado do Rio de Janeiro o adotou como sua cidade natal. Está radicada no Espírito Santo há 05 (cinco) anos. Com vasto currículo na área de Petróleo e Gás Natural, Energia Elétrica, Finanças Corporativas e Análise de Sistemas. Atuando como funcionária de carreira da ELETROBRAS, exerce o cargo de Diretora-Geral da ASPE Agência de Serviços Públicos de Energia do Estado do Espírito Santo desde 2005, tendo ocupado por dois anos o cargo de Assessora da Presidência do BNDES, após atuar na Superintendência de Desenvolvimento da Produção de Petróleo da ANP, além de outras posições executivas na ELETROBRAS, PROCEL e DNAEE. Ressalte-se, que incumbe ao Plenário manifestar-se sobre a valoração dos serviços prestados pelo homenageado, em suma, sobre o seu mérito, aprovando ou não a presente concessão. Quanto ao aspecto da técnica legislativa empregada no projeto em apreço, recomendamos o envio da matéria à Diretoria Legislativa de Redação - DLR, a quem compete sugerir modificações na forma da Lei Complementar Federal n.º 95/98, com alterações introduzidas pela Lei Complementar Federal n.º 107/2001, que regem a redação dos atos normativos, o que ocorre in casu. Cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se ao aspecto jurídico, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar a avaliação de mérito sobre a conveniência e a oportunidade acerca da concessão do Título de Cidadã Espírito-Santense à Sr.ª Maria Paula de Souza Martins. Por todo o exposto, concluímos pela constitucionalidade e legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 003/2010, de autoria do Deputado Sargento Valter de Paula, com fundamento nos artigos 25, 1º, da Constituição Federal e 56, XXIX e 63, da Constituição Estadual e na legislação infra-constitucional, em especial, a Lei Estadual n.º 7.832/04, alterada pela Lei n.º 8.957/08, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal, ao tempo em que sugerimos aos demais membros desta douta Comissão, a adoção do seguinte:
46 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 PARECER N.º 229/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela constitucionalidade e legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 003/2010, de autoria do Deputado Sargento Valter de Paula. Sala Rui Barbosa, 25 de maio de THEODORICO FERRAÇO Presidente/Relator LUIZ CARLOS MOREIRA DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI JANETE DE SÁ DARY PAGUNG ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS PARECER N.º 11/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 003/2010, de autoria do Deputado Sargento Valter de Paula, tem a seguinte ementa: "Concede Título de Cidadão Espírito-Santense a Sra. Maria Paula de Souza Martins". Segundo justificativa, o autor do Projeto assevera que a homenageada, é natural de Rio de Janeiro, no entanto, é radicada no Estado do Espírito Santo há mais de 05 (cinco) anos, com vasto currículo na área de Petróleo e Gás Natural, Energia Elétrica, Finanças Corporativas e Análise de Sistema. Atuando corno funcionária de carreira da ELETROBRAS, exerce o cargo de Diretora-Geral da ASPE - Agência de Serviços Públicos de Energia do Estado do Espírito Santo desde 2005, tendo ocupado por dois anos o cargo de Assessora da Presidência do BNDES, após atuar na Superintendência de Desenvolvimento da Produção de Petróleo da ANP, além de outras posições executivas na ELETROBRAS, PROCEL e DNAEE. A matéria foi protocolizada no dia 19 de março de 2010, passou pela análise da Mesa Diretora, sem restrições e foi lida na sessão do dia 23 de março de 2010, e encontra-se publicada no Diário do Poder Legislativo do dia 08 de abril de 2010, à página Encaminhado a douta Procuradoria para exame e parecer na forma do disposto no Art. 121 do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/2009), recebendo parecer pela legalidade, constitucionalidade e juridicidade, devendo a matéria prosperar em sua tramitação regular por não conter vícios à sua natureza. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão para exame e parecer de mérito, atendendo normas regimentais estabelecidas no art. 52 (Resolução n.º 2.700/2009). É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Decreto Legislativo n.º 003/2010, de autoria do Deputado Sargento Valter de Paula, já analisado anteriormente pela Comissão de Constituição e Justiça quanto à sua constitucionalidade e legalidade, nesta oportunidade, cabendo a esta Comissão de Defesa da Cidadania e dos Direitos Humanos tão somente a análise do mérito. O autor apresenta na justificativa do Projeto, os relevantes serviços prestados pela agraciada na área do Petróleo e Gás Natural, Energia Elétrica, Finanças Corporativas e Análise de Sistema, que, embora não tenha nascido neste Estado - nasceu no Estado de Rio de Janeiro - vem desenvolvendo um trabalho de extrema competência frente a ELETROBRAS. Por todo o exposto, concluímos que o Projeto de Decreto Legislativo n.º 003/2010, de autoria do Deputado Sargento Valter de Paula, atende aos pressupostos de legalidade, e também deve ser aprovado no exame de mérito. Pelas razões aludidas anteriormente recomendamos aos demais membros desta douta Comissão o seguinte: PARECER N.º 11/2010 A COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS é pela APROVAÇÃO do Projeto de Decreto Legislativo n.º 03/2010, de autoria do Deputado Sargento Valter de Paula. Sala das Comissões, 21 de junho de JANETE DE SÁ Presidenta/Relatora DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI LUZIA TOLEDO O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Publiquem-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 259/2010 RELATÓRIO Em atendimento à solicitação da Diretoria Legislativa da Procuradoria - DLP, encaminhamos minuta do parecer do relator da Comissão de Constituição
47 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo e Justiça, Serviço Público e Redação, onde consta um exame prévio acerca do aspecto constitucional, legal e regimental do presente Proieto de Decreto Legislativo n.º 008/2010, nos termos do artigo 41, I, do Regimento Interno, aprovado pela Resolução n.º 2.700/2009. É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Decreto Legislativo n.º 008/2010, em análise, concede Título de Cidadão Espírito-Santense ao Il. mo Senhor Marcos César Moraes da Silva, de autoria do ilustre Deputado Wanildo Sarnáglia. Pela descrição do projeto, constatamos que o mesmo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista no artigo 25, 1.º, da Constituição Federal. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos pela exegese das regras constitucionais contidas nos artigos 55, 56 e 61, IV, todos da Carta Estadual, que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o Decreto Legislativo, estando o projeto, neste aspecto, em sintonia com Constituição Estadual. Quanto à iniciativa da matéria em apreço, concluímos por sua subjunção aos preceitos constitucionais, tendo em vista que o artigo 63, caput, da Constituição Estadual, estabelece a iniciativa legiferante concorrente da matéria em questão. No que tange ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, a prinício, é da Comissão de Constituição e Justiça, quanto à constitucionalidade da matéria, e quanto ao mérito cumpre-nos evidenciar que a aprovação da matéria é de competência da Comissão de Defesa da Cidadania e dos Direitos Humanos, nos termos do art. 276, inciso IV, do Regimento Interno, combinado com o art. 60, 2º, da Constituição Estadual. Portanto, o quorum para aprovação da matéria na comissão e o respectivo processo de votação são os estabelecidos no artigo 277, 1.º, do Regimento Interno, ou seja, maioria simples e processo de votação nominal. Após análise dos aspectos constitucionais formais, resta-nos analisar os aspectos materiais, comparando as regras do projeto com os preceitos constitucionais. Assim, as normas introduzidas no referido projeto encontram compatibilidade com os preceitos constantes das Constituições, Federal e Estadual, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Em especial, no que se refere ao aspecto da legalidade, cumpre-nos evidenciar que o projeto em apreço atende os requisitos previstos no art. 1º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , posto que o autor indica na justificativa do projeto os relevantes serviços prestados à comunidade pelo homenageado. Ressalte-se, por fim, que cumpre ao Plenário manifestar-se sobre a valoração dos ditos serviços, em suma, sobre o seu mérito, aprovando ou não a presente concessão. Quanto ao aspecto da técnica legislativa empregada no projeto em apreço, deve ficar evidenciado o atendimento às regras introduzidas pela Lei Complementar Federal n.º 95/98, que rege a redação dos atos normativos, o que ocorre in casu. Cumpre-nos ressaltar que o presente opinamento restringe-se ao aspecto jurídico, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar à avaliação de mérito sobre a conveniência e a oportunidade acerca da concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense ao Il. mo Senhor Marcos César Moraes da Silva. Em conclusão, opinamos pela constitucionalidade e legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 008/2010, de autoria do Deputado Waníldo Sarnáglia. com fundamento nos artigos 25, 1º, da Constituição Federal e 55, 56, 61, IV e 63 da Constituição Estadual e na legislação infraconstitucional pertinente, em especial, a Lei Estadual n.º 7.832/04, ao tempo em que recomendamos aos demais membros desta Comissão o seguinte: PARECER N.º 259/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela CONSTITUCIONALIDADE E LEGALIDADE do Projeto de Decreto Legislativo n.º 08/2010, nos termos do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/2009), de autoria do Ex. mo Deputado Wanildo Sarnáglia. Sala Rui Barbosa, 14 de junho de THEODORICO FERRAÇO Presidente/Relator CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG LUZIA TOLEDO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS PARECER N.º 14/2010 RELATÓRIO O PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N.º 08/2010, de autoria do Deputado WANILDO SARNÁGLIA, visa conceder título de Cidadão Espírito-Santense ao Sr. MARCOS CÉSAR MORAES DA SILVA.
48 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Depois de juntado o parecer técnico da Procuradoria, a proposta foi encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça, Serviço e Redação para análise e parecer, manifestando-se pela constitucionalidade e legalidade do projeto em consonância com o parecer técnico. Seguindo o trâmite regimental, o aludido tema foi distribuído a esta Comissão, cabendo-nos examiná-la e oferecer parecer em conformidade ao ordenamento do art. 52, do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/09), de acordo com o despacho do Presidente da Mesa Diretora em 17/05/10. É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Decreto Legislativo n.º 08/2010, de autoria do Deputado WANILDO SARNÁGLIA, que concede título de Cidadania Espírito-Santense ao Sr. MARCOS CÉSAR MORAES DA SILVA, já foi analisado pela Comissão de Justiça quanto à sua constitucionalidade e legalidade, cabendo apenas a esta Comissão a análise do mérito. Cumpre-nos ressaltar que o presente opinamento restringe-se ao aspecto jurídico, verificadas as regras legais contidas no art. 25, 1º da Constituição Federal e arts. 56, inc. XXIX e 61, inc. IV da Carta Estadual, além de conferidos os requisitos previstos no art. 1º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832/04, alterada pela Lei n.º 8.957/08, cabendo, portanto, à discricionariedade parlamentar à avaliação de mérito sobre à conveniência e à oportunidade acerca da concessão do Título de Cidadão Espírito- Santense ao homenageado. Diante do exposto, somos pela adoção do seguinte: PARECER N.º 14/2010 A COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS É PELA APROVAÇÃO do Projeto de Decreto Legislativo n.º 08/2010, de autoria do Deputado Wanildo Sarnáglia, na forma do Art. 52, do Regimento Interno Resolução n.º 2.700/2009. Sala das Comissões, 21 de junho de JANETE DE SÁ Presidenta/Relatora DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI LUZIA TOLEDO O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Publiquem-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 254/2010 RELATÓRIO Em atendimento à solicitação da Diretoria Legislativa da Procuradoria DLP, encaminhamos minuta do parecer do relator da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação, onde consta um exame prévio acerca do aspecto constitucional, legal e regimental do presente Projeto de Decreto Legislativo n.º 009/2010, nos termos do artigo 121 do Regimento Interno, aprovado pela Resolução n.º 2.700/2009. É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Decreto Legislativo n.º 009/2010, em análise, concede Título de Cidadão Espírito-Santense ao Dr. Nabih Amin El Aouar autoria da ilustre Deputada Luzia Toledo. Pela descrição do Projeto, constatamos que o mesmo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista no artigo 25, 1º, da Constituição Federal. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos pela exegese das regras constitucionais contidas nos artigos 55, 56 e 68, parágrafo único, todos da Carta Estadual, que a espécie normativa adequada para tratar do tema é a lei ordinária, estando o projeto, neste aspecto, em sintonia com Constituição Estadual. Quanto à iniciativa da matéria em apreço, concluímos por sua subjunção aos preceitos constitucionais, tendo em vista que o artigo 63, caput, da Constituição Estadual, estabelece a iniciativa legiferante concorrente da matéria em questão. No que tange ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que a aprovação da matéria, a princípio, é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação, nos termos do art. 276, inciso I, do Regimento Interno, combinado com o art. 60, 2º, inciso XI, da Constituição Estadual. Portanto, o quorum para aprovação da matéria na comissão e o respectivo processo de votação são os estabelecidos no artigo 277, 1º, do Regimento Interno, ou seja, maioria simples e processo de votação nominal. Após análise dos aspectos constitucionais formais, resta-nos analisar os aspectos materiais,
49 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo comparando as regras do projeto com os preceitos constitucionais. Assim, as normas introduzidas no referido projeto encontram compatibilidade com os preceitos constantes das Constituições, Federal e Estadual, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Em especial, no que se refere ao aspecto da legalidade, cumpre-nos evidenciar que o projeto em apreço atende os requisitos previstos no art. 1.º, da Lei Estadual n.º 8.957, de , e suas alterações posto que o autor indica, na justificativa do projeto. Ressalte-se, por fim, que cumpre ao Plenário manifestar-se sobre a valoração dos ditos serviços, em suma, sobre o seu mérito, aprovando ou não a presente concessão. Quanto ao aspecto da técnica legislativa empregada no projeto em apreço, deve ficar evidenciado o atendimento às regras introduzidas pela Lei Complementar Federal n.º 95/98, que rege a redação dos atos normativos, o que ocorre in casu. Cumpre-nos ressaltar que o presente opinamento restringe-se ao aspecto jurídico, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar à avaliação de mérito sobre a conveniência e a oportunidade acerca da concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense ao Dr. Nabih Amin El Aouar. Em conclusão, opinamos pela constitucionalidade e legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 09/2010, de autoria da ilustre Deputada Luzia Toledo, com fundamento nos artigos 25, 1º, da Constituição Federal e 55, 56 e 63 da Constituição Estadual e na legislação infraconstitucional pertinente, em especial, a Lei Estadual n.º 7.832/04, ao tempo em que recomendamos aos demais membros desta Comissão o seguinte: PARECER N.º 254/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO, é pela CONSTITUCIONALIDADE E LEGALIDADE do Projeto de Decreto Legislativo n.º 09/2010, nos termos do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/2009), de autoria da Ex. ma Deputada Luzia Toledo, que concede Título de Cidadão Espírito- Santense ao Dr. Nabih Amin El Aouar. Sala Rui Barbosa, 14 de junho de THEODORICO FERRAÇO Presidente/Relator CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG LUZIA TOLEDO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS PARECER N.º 15/2010 RELATÓRIO O PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N.º 09/2010, de autoria da Deputada LUZIA TOLEDO, visa conceder título de Cidadão Espírito-Santense ao Dr. NABIH AMIN EL AOUAR. Depois de juntado o parecer técnico da Procuradoria, a proposta foi encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça, Serviço e Redação para análise e parecer, manifestando-se pela constitucionalidade e legalidade do projeto em consonância com o parecer técnico. Seguindo o trâmite regimental, o aludido tema foi distribuído a esta Comissão, cabendo-nos examiná-la e oferecer parecer em conformidade ao ordenamento do art. 52, do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/2009), de acordo com o despacho do Presidente da Mesa Diretora em 17/05/10. É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Decreto Legislativo n.º 09/2010, de autoria da Deputada LUZIA TOLEDO, que concede título de Cidadania Espírito-Santense ao Dr. NABIH AMIN EL AOUAR, já foi analisado pela Comissão de Justiça quanto à sua constitucionalidade e legalidade, cabendo apenas a esta Comissão a análise do mérito. Cumpre-nos ressaltar que o presente opinamento restringe-se ao aspecto jurídico, verificadas as regras legais contidas no art. 25, 1º da Constituição Federal e arts. 56, inc. XXIX e 61, inc. IV da Carta Estadual, além de conferidos os requisitos previstos no art. 1º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832/04, alterada pela Lei n.º 8.957/08, incumbência, portanto, à discricionariedade parlamentar à avaliação de mérito sobre à conveniência e à oportunidade acerca da concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense ao homenageado. Diante do exposto, somos pela adoção do seguinte: PARECER N.º 15/2010 A COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS é pela APROVAÇÃO do Projeto de Decreto Legislativo n.º 09/2010, de autoria da Deputada
50 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Luzia Toledo, na forma do art. 52, do Regimento Interno Resolução n.º 2.700/2009. Sala das Comissões, 21 de junho de JANETE DE SÁ Presidenta/Relatora LUZIA TOLEDO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Publiquem-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 262/2010 Parecer do Relator: Projeto de Decreto Legislativo n.º 11/2010. Autor: Deputado Estadual Doutor Hércules. Ementa: Concede Título de Cidadania Espírito- Santense ao Dr. Roberto Gomes. RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 11/2010, de autoria do Deputado Dr. Hércules, Concede Título de Cidadania Espírito-Santense ao Dr. Roberto Gomes. Na justificativa do Projeto de Decreto Legislativo, o autor apresenta que o homenageado nasceu em Petrópolis, Estado do Rio de Janeiro. Formou-se em Medicina pela Universidade Federal do Espírito Santo em 1971, possui especialização em Cancerologia e Mastologia cursados nos Estados Unidos, França e Itália. Assevera que o Dr. Roberto Gomes é um renomado médico, professor universitário, escritor e conferencista nacional e internacional. A matéria foi protocolizada no dia 05/05/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 10/05/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo DLP, edição do dia 19/05/2010, às pags. 05 e 06. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão de Constituição de Justiça para exame e parecer, na forma do disposto no art. 41, do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/09). É o relatório. PARECER DO RELATOR DA ANÁLISE QUANTO AO ASPECTO DA LEGALIDADE E DA CONSTITUCIONALIDADE FORMAL E MATERIAL Sob o prisma da constitucionalidade e legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista no artigo 25, 1º, da Constituição Federal. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos pela exegese da regra constitucional contida no art. 56, XXIX, da Carta Estadual, que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o Decreto Legislativo, estando o Projeto, neste aspecto, em sintonia com a Constituição Estadual. Quanto à iniciativa da matéria em apreço, concluímos por sua subjunção aos preceitos constitucionais, tendo em vista que o art. 63, caput, da Constituição Estadual, estabelece a iniciativa legiferante concorrente da matéria em questão. No que tange ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que, a princípio, a análise é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação. E, sua votação é por maioria simples e nominal. Após aprovado, será promulgado o Decreto Legislativo e publicado no Diário do Poder Legislativo DPL. Após análise dos aspectos constitucionais formais, resta-nos analisar os aspectos materiais, comparando as regras do Projeto com os preceitos constitucionais. Assim, as normas introduzidas no referido projeto encontram compatibilidade com os preceitos constantes das Constituições, Federal e Estadual, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Em especial, cumpre-nos evidenciar que o Projeto em análise atende aos requisitos previstos no art. 1º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , eis que o homenageado presta relevantes serviços à comunidade, que, embora não tenha nascido neste Estado o adotou como sua cidade natal. Está radicado no Espírito Santo e para a sociedade capixaba é uma honra contar com os vastos conhecimentos do Dr. Roberto Gomes, sendo referência nacional e internacional em Cancerologia e Mastologia. Quanto ao aspecto da técnica legislativa empregada no projeto em apreço, acolhemos as sugestões da Diretoria Legislativa de Redação - DLR, a quem compete sugerir modificações na forma da Lei Complementar Federal n.º 95/98, com alterações introduzidas pela Lei Complementar Federal n.º 107/2001, que regem a redação dos atos normativos, o que ocorre in casu. Cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se ao aspecto jurídico, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar a
51 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo avaliação de mérito sobre a conveniência e a oportunidade acerca da Concessão de Título de Cidadania Espírito-Santense ao Dr. Roberto Gomes. Por todo o exposto, concluímos pela constitucionalidade e legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 11/2010, de autoria do Deputado Doutor Hércules, com fundamento nos artigos 25, 1º, da Constituição Federal e 56, XXIX e 63, da Constituição Estadual e na legislação infraconstitucional, em especial, na Lei Estadual n.º 7.832/04, alterada pela Lei n.º 8.957/08, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Sendo assim, sugerimos aos demais membros desta douta Comissão a adoção do seguinte: PARECER N.º 262/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela constitucionalidade, juridicidade, legalidade e boa técnica legislativa o Projeto de Decreto Legislativo de n.º 11/2010, de autoria do Deputado Estadual Doutor Hércules. Sala das Sessões, 14 de junho de THEODORICO FERRAÇO Presidente/Relator CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG LUZIA TOLEDO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS PARECER N.º 17/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 11/2010, de autoria do Deputado Doutor Hércules, Concede Título de Cidadania Espírito-Santense ao Dr. Roberto Gomes. Na justificativa do Projeto de Decreto Legislativo, o autor apresenta que o homenageado, nasceu em Petrópolis, Estado do Rio de Janeiro. Formou-se em Medicina pela Universidade Federal do Espírito Santo em 1971, possui especialização em Cancerologia e Mastologia cursados nos Estados Unidos, França e Itália. Assevera que o Dr. Roberto Gomes é um renomado médico, professor universitário, escrito e conferencista nacional e internacional. A matéria foi protocolizada no dia 05/05/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 10/05/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo DLP, edição do dia 19/05/2010 às pags. 05 e 06. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão para exame e parecer de mérito, atendendo normas regimentais estabelecidas no art. 52 (Resolução n.º 2.700/09). É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Decreto Legislativo n.º 11/2010, de autoria do Deputado Doutor Hércules, Concede Título de Cidadania Espírito-Santense ao Dr. Roberto Gomes. Sob o prisma da legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o decreto legislativo. Em especial, no que se refere ao aspecto da legalidade, cumpre-nos evidenciar que o projeto em apreço atende os requisitos previstos no art. 1º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , posto que o autor apresenta na justificativa do projeto, os serviços prestados pelo pretenso agraciado, que, embora não tenha nascido neste Estado - nasceu no Rio de Janeiro, na cidade de Petrópolis, adotou o Espírito Santo como sua terra natal. Ressalte-se, que incumbe ao Plenário manifestar-se sobre a valoração dos serviços prestados pela homenageada, em suma, sobre o seu mérito, aprovando ou não a presente concessão. Cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se ao aspecto de mérito, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar a avaliação do mesmo sobre a conveniência e a oportunidade acerca da concessão do Título de Cidadã Espírito-Santense ao Dr. Roberto Gomes. Por todo o exposto, concluímos pela legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 11/2010, de autoria do Deputado Doutor Hércules, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Pelas razões aludidas anteriormente relativas à matéria, entendemos que a mesma deve ser aprovada, razão pela qual, recomendamos aos demais membros desta Comissão o seguinte: PARECER N.º 17/2010 A COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS é pela APROVAÇÃO do Projeto de Decreto
52 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Legislativo n.º 11/2010, de autoria do Deputado Doutor Hércules. Sala das Comissões, 21 de junho de JANETE DE SÁ Presidenta/Relatora DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI LUZIA TOLEDO O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Publiquem-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 263/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 12/2010, de autoria do Deputado Doutor Hércules, Concede Título de Cidadania Espírito-santense a Sra. Denise Perez Casasco. Na justificativa o autor apresenta que a homenageada, nasceu no Estado de São Paulo. Vindo para este Estado em 1984, no município de Vila Velha. Formou-se na FAESA, em Gestão Financeira e atua como Diretora Financeira da Empresa Perfil Comércio de Alumínio e Acessórios Ltda., situada em Vila Velha e com filial em Viana. A Empresa Perfil é uma importante geradora de renda para os municípios de Vila Velha, Viana e para o Estado do Espírito Santo, além de empregar mais de 240 colaboradores, sendo atualmente considerada a maior distribuidora de alumínios do Brasil. A matéria foi protocolizada no dia 05/05/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 10/05/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo DPL, edição do dia 19/05/2010, às pags. 06. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação para exame e parecer na forma do art. 41, I, do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/09). Distribuída a matéria, coube-nos examiná-la e emitir parecer. É o relatório. PARECER DO RELATOR DA ANÁLISE QUANTO AO ASPECTO DA LEGALIDADE, DA CONSTITUCIONALIDADE FORMAL E MATERIAL E DA JURIDICIDADE Sob o prisma da constitucionalidade e legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista no artigo 25, 1º, da Constituição Federal. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos pela exegese da regra constitucional contida no art. 61, IV, da Carta Estadual, que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o Decreto Legislativo, estando o Projeto, neste aspecto, em sintonia com a Constituição Estadual. Quanto à iniciativa da matéria em apreço, concluímos por sua subjunção aos preceitos constitucionais, tendo em vista que o art. 63, caput, da Constituição Estadual, estabelece a iniciativa legiferante concorrente da matéria em questão. No que tange ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que, a princípio, a análise é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação. E, sua votação é por maioria simples e nominal. Após aprovado, será promulgado o Decreto Legislativo e publicado no Diário do Poder Legislativo DPL. Após análise dos aspectos constitucionais formais, resta-nos analisar os aspectos materiais, comparando as regras do Projeto com os preceitos constitucionais. Assim, as normas introduzidas no referido projeto encontram compatibilidade com os preceitos constantes das Constituições, Federal e Estadual, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Em especial, cumpre-nos evidenciar que o Projeto em análise atende aos requisitos previstos no art. 1º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual nº 7.832, de , alterada pela Lei nº 8.957, de , eis que a homenageada apresenta em seu currículo relevantes serviços à coletividade, que, embora não tenha nascido neste Estado o adotou como sua cidade natal. Quanto ao aspecto da técnica legislativa empregada no projeto em apreço, deixo a critério da Diretoria Legislativa de Redação - DLR, a quem compete sugerir modificações na forma da Lei Complementar Federal n.º 95/98, com alterações introduzidas pela Lei Complementar Federal n.º 107/2001, e, dispositivos do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/09), que regem a redação dos atos normativos, o que ocorre in casu. Cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se ao aspecto jurídico, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar quanto à avaliação de mérito sobre a conveniência e a oportunidade acerca da Concessão do Título de Cidadã Espírito-Santense à Sra. Denise Perez Casasco.
53 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo Por todo o exposto, concluímos pela constitucionalidade e legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 12/2010, de autoria do Deputado Doutor Hércules, com fundamento nos artigos 25, 1º, da Constituição Federal e 63, caput, da Constituição Estadual e na legislação infraconstitucional, em especial, a Lei Estadual n.º 7.832/04, alterada pela Lei n.º 8.957/08, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Sendo assim, sugerimos aos demais membros desta douta Comissão, a adoção do seguinte: PARECER N.º 263/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela CONSTITUCIONALIDADE e LEGALIDADE do Projeto de Decreto Legislativo n.º 12/2010, de autoria do Deputado Doutor Hércules. Sala Rui Barbosa, 14 de junho de THEODORICO FERRAÇO Presidente/Relator CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG LUZIA TOLEDO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS PARECER N.º 18/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 12/2010, de autoria do Deputado Doutor Hércules, Concede Título de Cidadania Espírito-santense a Sra. Denise Perez Casasco. Na justificativa o autor apresenta que a homenageada, nasceu no Estado de São Paulo. Vindo para este Estado em 1984, no município de Vila Velha. Formou-se na FAESA, em Gestão Financeira e atua como Diretora Financeira da Empresa Perfil Comércio de Alumínio e Acessórios Ltda., situada em Vila Velha e com filial em Viana. A Empresa Perfil é uma importante geradora de renda para os municípios de Vila Velha, Viana e para o Estado do Espírito Santo, além de empregar mais de 240 colaboradores, sendo atualmente considerada a maior distribuidora de alumínios do Brasil. A matéria foi protocolizada no dia 05/05/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 10/05/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo DPL, edição do dia 19/05/2010, às pags. 06. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão para exame e parecer de mérito, atendendo normas regimentais estabelecidas no art. 52 (Resolução n.º 2.700/09). É o relatório. PARECER DO RELATOR Sob o prisma da constitucionalidade e legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista no artigo 25, 1º, da Constituição Federal. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos pela exegese da regra constitucional contida no art. 61, IV, da Carta Estadual, que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o Decreto Legislativo, estando o Projeto, neste aspecto, em sintonia com a Constituição Estadual. Quanto à iniciativa da matéria em apreço, concluímos por sua subjunção aos preceitos constitucionais, tendo em vista que o art. 63, caput, da Constituição Estadual, estabelece a iniciativa legiferante concorrente da matéria em questão. No que tange ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que, a princípio, a análise é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação. E, sua votação é por maioria simples e nominal. Após aprovado, será promulgado o Decreto Legislativo e publicado no Diário do Poder Legislativo DPL. Após análise dos aspectos constitucionais formais, resta-nos analisar os aspectos materiais, comparando as regras do Projeto com os preceitos constitucionais. Assim, as normas introduzidas no referido projeto encontram compatibilidade com os preceitos constantes das Constituições, Federal e Estadual, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Em especial, cumpre-nos evidenciar que o Projeto em análise atende aos requisitos previstos no art. 1º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , eis que a homenageada apresenta em seu currículo relevantes serviços à coletividade, que, embora não tenha nascido neste Estado o adotou como sua cidade natal. Quanto ao aspecto da técnica legislativa empregada no projeto em apreço, deixo a critério da Diretoria Legislativa de Redação - DLR, a quem compete sugerir modificações na forma da Lei Complementar Federal n.º 95/98, com alterações introduzidas pela Lei Complementar Federal n.º 107/2001, e, dispositivos do Regimento Interno
54 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 (Resolução n.º 2.700/2009), que regem a redação dos atos normativos, o que ocorre in casu. Em especial, cumpre-nos evidenciar que o Projeto em análise atende aos requisitos previstos no art. 1.º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , eis que o homenageado apresenta em seu currículo relevantes serviços à comunidade, que, embora não tenha nascido neste Estado o adotou como sua cidade natal. Quanto ao aspecto da técnica legislativa empregada no projeto em apreço, deixo a critério da Diretoria Legislativa de Redação - DLR, a quem compete sugerir modificações na forma da Lei Complementar Federal n.º 95/98, com alterações introduzidas pela Lei Complementar Federal n.º 107/2001, e, dispositivos do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/09), que regem a redação dos atos normativos, o que ocorre in casu. Porquanto, cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se apenas à análise de MÉRITO, eis que cabe à Comissão de Constituição e Justiça a análise da constitucionalidade e da legalidade, pertencendo, ainda, à discricionariedade parlamentar quanto à avaliação sobre a conveniência e a oportunidade acerca da Concessão do Título de Cidadã Espírito-Santense a Sra. Denise Perez Casasco. Por todo o exposto, concluímos pela constitucionalidade e legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 12/2010, de autoria do Deputado Doutor Hércules, com fundamento nos artigos 25, 1º, da Constituição Federal e 63, caput, da Constituição Estadual e na legislação infraconstitucional, em especial, a Lei Estadual n.º 7.832/04, alterada pela Lei n.º 8.957/08, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Pelas razões aludidas anteriormente relativas à matéria, entendemos que a mesma deve ser aprovada, razão pela qual, recomendamos aos demais membros desta Comissão o seguinte: PARECER N.º 18/2010 A COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS é pela APROVAÇÃO do Projeto de Decreto Legislativo n.º 12/2010, de autoria do Deputado Doutor Hércules. Sala das Comissões, 21 de junho de JANETE DE SÁ Presidenta/Relatora DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI LUZIA TOLEDO O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Publiquem-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 264/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 13/2010, de autoria do Deputado Paulo Foletto, concede título de Cidadão Espírito-Santense ao Sr. Guilherme Henrique Pereira. A matéria foi protocolada em 10/05/2010, lida no expediente do dia 11/05/2010 e encontra-se publicada no Diário do Poder Legislativo-DPL do dia 19/05/2010, conforme despacho de fl. 06 dos autos. É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Decreto Legislativo n.º 13/2010, de autoria do Deputado Paulo Foletto, concede título de Cidadão Espírito-Santense ao Sr. Guilherme Henrique Pereira. Na justificativa do projeto em tela, o autor observa que o Sr. Guilherme é natural da cidade de Manhumirim, Minas Gerais, casado com a Senhora Elisa Maria Ferreira Pereira, com quem tem dois filhos: a psicóloga Janaina Ferreira Pereira e o biólogo Guilherme Henrique Pereira Filho. Reside em Vitória ES, desde Enquanto estudante trabalhou em empresa de exportação de café e foi vendedor de imóveis. Após aprovação em concurso público em 1970, iniciou sua carreira como economista do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo S/A. Participou da equipe de técnicos fundadora do BANDES e ocupou diversos cargos importantes nesta instituição. Foi aprovado, também, na UFES para dar aula da disciplina de Macroeconomia, iniciando sua carreira com professor em agosto de 1971, atividade que exerceu por 35 anos. Contribui em vários projetos na universidade, no Governo do Estado e no Governo Federal. Reconhecendo sua atuação em solo espíritosantense é que pedimos aos nobres pares o apoio para aprovação do projeto em foco. Pela descrição do projeto, constatamos que o mesmo trata a matéria de competência estadual, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista nos artigos 25, 1º, da Constituição Federal e art. 63 da Carta Estadual, in verbis:
55 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo Constituição Federal Art. 25. Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem, observados os princípios desta Constituição. 1º - São reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas por esta Constituição. (...) Constituição Estadual Art. 61. O processo legislativo compreende a elaboração de: I (...) IV - decretos legislativos; Art. 63. A iniciativa das Leis cabe a qualquer membro ou comissão da Assembléia Legislativa, ao Governador do Estado, ao Tribunal de Justiça, ao Ministério Público e aos cidadãos, satisfeitos os requisitos estabelecidos nessa Constituição. Ademais, vale mencionar que o art. 151, 2.º do Regimento Interno deste Poder estabelece que os projetos de decreto legislativo são destinados a regular a matéria de competência exclusiva da Assembleia Legislativa, que não disponha, integralmente, sobre assunto de sua economia interna. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos pela exegese das regras constitucionais contidas nos artigos 55, 56 e 68, parágrafo único, todos da Carta Estadual, estando assim, o projeto em sintonia com Constituição Estadual. Quanto à iniciativa da matéria em apreço, concluímos por sua subjunção aos preceitos constitucionais, tendo em vista que o artigo 63, caput, da Constituição Estadual, estabelece a iniciativa legiferante concorrente da matéria em questão. No que tange ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que, a princípio, é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação, conforme ditames do Regimento Interno, (Resolução n.º 2.700/09). Quanto ao quorum para aprovação da matéria na Comissão e o respectivo processo de votação são de maioria simples e processo de votação nominal. Em especial, no que se refere ao aspecto da legalidade, cumpre-nos evidenciar que o projeto em apreço atende os requisitos previstos no art. 1º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de Ressalte-se, por fim, que cumpre ao Plenário manifestar-se sobre a valoração dos ditos serviços, em suma, sobre o seu mérito, aprovando ou não a presente concessão. Cumpre-nos destacar ainda, que o presente opinamento restringe-se ao aspecto jurídico, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar à avaliação de mérito sobre a conveniência e a oportunidade acerca da concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense ao Sr. Guilherme Henrique Pereira. Em conclusão, opinamos pela CONSTITUCIONALIDADE E LEGALIDADE DO PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N.º 13/2010, com fundamento nos artigos 25, 1º, da Constituição Federal e 55, 56, 61 e 63 da Constituição Estadual e na legislação infraconstitucional pertinente, em especial, a Lei Estadual n.º 7.832/04, com alterações introduzidas pela Lei n.º 8.957/08, ao tempo em que sugerimos a adoção do seguinte: PARECER N.º 264/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela CONSTITUCIONALIDADE e LEGALIDADE do Projeto de Decreto Legislativo n.º 13/2010, de autoria do Deputado Paulo Foletto. Sala das Comissões, 14 de junho de THEODORICO FERRAÇO Presidente/Relator CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG LUZIA TOLEDO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS PARECER N.º 19/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 13/2010, de autoria do Deputado Paulo Foletto, concede título de Cidadão Espírito-Santense ao Sr. Guilherme Henrique Pereira. Na justificativa do projeto em tela, o autor observa que o Sr. Guilherme é natural da cidade de Manhumirim, Minas Gerais, reside em Vitória ES, desde Trabalhou em empresa de exportação de café e foi vendedor de imóveis. Após aprovação em concurso público em 1970, iniciou sua carreira como economista do Banco de Desenvolvimento do
56 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Espírito Santo S/A. Participou da equipe de técnicos fundadora do BANDES e ocupou diversos cargos importantes nesta instituição. Foi aprovado, também, na UFES para dar aula da disciplina de Macroeconomia, iniciando sua carreira com professor em agosto de 1971, atividade que exerceu por 35 anos. Contribui em vários projetos na universidade, no Governo do Estado e no Governo Federal. A matéria foi protocolada em 10/05/2010, lida no expediente do dia 11/05/2010 e encontra-se publicada no Diário do Poder Legislativo - DPL do dia 19/05/2010, conforme despacho de fl. 06 dos autos. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão para exame e parecer de mérito, atendendo normas regimentais estabelecidas no art. 52 (Resolução n.º 2.700/2009). É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Decreto Legislativo n.º 13/2010, de autoria do Deputado Paulo Foletto, concede título de Cidadão Espírito-Santense ao Sr. Guilherme Henrique Pereira. Sob o prisma da legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o decreto legislativo. Em especial, no que se refere ao aspecto da legalidade, cumpre-nos evidenciar que o projeto em apreço atende os requisitos previstos no art. 1º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , posto que o autor apresenta na justificativa do projeto, os serviços prestados pelo pretenso agraciado, que, embora não tenha nascido neste Estado nasceu em Manhumirim, Estado de Minas Gerais, mas veio para o Estado do Espírito Santo no ano de Ressalte-se, que incumbe ao Plenário manifestar-se sobre a valoração dos serviços prestados pelo homenageado, em suma, sobre o seu mérito, aprovando ou não a presente concessão. Cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se ao aspecto de mérito, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar a avaliação do mesmo sobre a conveniência e a oportunidade acerca da concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense ao Sr. Guilherme Henrique Pereira. Por todo o exposto, concluímos pela legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 13/2010, de autoria do Deputado Paulo Foletto, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Pelas razões aludidas anteriormente relativas à matéria, entendemos que a mesma deve ser aprovada, razão pela qual, recomendamos aos demais membros desta Comissão o seguinte: PARECER N.º 19/2010 A COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS é pela APROVAÇÃO do Projeto de Decreto Legislativo n.º 13/2010, de autoria do Deputado Paulo Foletto. Sala das Comissões, 21 de junho de JANETE DE SÁ Presidenta/Relatora LUZIA TOLEDO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Publiquem-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 265/2010 Parecer do Relator: Parecer do Relator ao PDL N.º 14/10. Autor: Deputado Estadual Doutor Hércules. Ementa: Concede Título De Cidadão Espírito- Santense ao Doutor Homero Junger Mafra. I - RELATÓRIO 1. Cuida-se nestes autos da emissão de parecer jurídico determinado pelo ilustre Diretor da Procuradoria para Assuntos Legislativos, com fulcro no Art.132 da CF c/c Art º da CE e a Lei Complementar n.º 287/04 quanto à constitucionalidade da proposição legislativa em epígrafe, de iniciativa do Ex. mo Sr. Deputado Doutor Hércules cujo conteúdo versa sobre a concessão do título de Cidadão Espírito-Santense ao Doutor Homero Junger Mafra. 2. A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa em exercício do mero juízo de delibação que lhe impõe o Artigo do Regimento Interno Resolução n de 15 de julho de 2009, publicada
57 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo no DPL e no DOE de 16 de julho de 2009, proferiu o despacho de fls. 2 no qual admitiu a tramitação da proposição entendendo, prima facie, inexistir manifesta inconstitucionalidade ou, um dos demais vícios previstos na norma regimental. 3. Admitida, a proposição que foi protocolizada no dia 10/05/2010, seguiu sua regular tramitação, tendo sido lida e, posteriormente, publicada no Diário do Poder Legislativo DPL edição do dia 19.05/10 à pagina Além do articulado legal da proposição e sua justificativa, o processo não está instruído com outros documentos. 5. O presente Projeto de Emenda veio a esta Comissão, para exame e parecer na forma do disposto no disposto no art. 41, I, do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/09). Distribuída a matéria, coube-nos examiná-la e emitir parecer. II - FUNDAMENTAÇÃO EXAME DA CONSTITUCIONALIDADE FORMAL DA PROPOSIÇÃO 6. Consoante o clássico ensinamento de Lúcio Bittencourt, "a inconstitucionalidade é um estado estado de conflito entre uma lei e a Constituição" Ocorre que, em nosso ordenamento constitucional vige um complexo sistema de controle da constitucionalidade das leis e atos administrativos. No plano jurídico o sistema de controle de constitucionalidade adotado admite a existência do controle preventivo que se realiza no curso do processo legislativo e, o controle repressivo cuja incidência se dá quando a lei se encontra vigendo. 8. A Constituição Federal de 1988 outorgou o exercício do controle prévio da constitucionalidade ao Poder Legislativo e ao Poder Executivo 3 (quando da emissão de juízo de valor quanto à sanção ou veto do autógrafo de lei aprovado pelo parlamento). 9. Na hipótese em apreço, trata-se do controle preventivo de constitucionalidade no âmbito do processo legislativo, porém exercido pelo Poder Legislativo. Sua característica fundamental consiste no fato de atuar no momento da elaboração da lei, com a finalidade de evitar que sua edição seja quanto a forma, seja quanto ao conteúdo ofenda a supremacia da Lei Maior. 10. Outra singularidade no sistema de controle preventivo da constitucionalidade no âmbito do poder legislativo diz respeito aos agentes legitimados para exercer o controle da constitucionalidade. Assim, quanto a sujeito controlador, a primeira atuação incumbe aos Procuradores de Estado do Poder Legislativo, cuja atuação oferece o necessário subsídio técnico que irá pautar a atuação futura da Comissão de Constituição e Justiça. 11. Em suma, em sede do controle preventivo de constitucionalidade, que se desenvolve na fase de elaboração da lei a defesa da supremacia da Constituição tem início pela atuação da Procuradoria Jurídica e, em seguida, é exercido pelos próprios agentes participantes do processo legislativo em relação aos projetos de lei e demais proposições de teor normativo. 12. A doutrina e jurisprudência distinguem duas espécies de inconstitucionalidade, conforme leciona o eminente constitucionalista Jose Afonso da Silva: (a) formalmente, quando tais normas são formadas por autoridades incompetentes ou em desacordo com formalidades ou procedimentos estabelecidos pela constituição; (b) materialmente, quando o conteúdo de tais leis ou atos contraria preceito ou princípio da constituição." Na hipótese sob exame, o teor do projeto revela que se trata da concessão do título de cidadão Espírito-Santense. Trata-se de uma honraria concedida a personalidades pelo Estado do Espírito Santo, após a devida apreciação do mérito e da observância dos preceitos legais. 14. Note-se que a proposição esta encartada no âmbito da competência legislativa do estado membro da federação, em decorrência da sua qualidade de autônomo ex vi do disposto nos artigos 1º, 18, e 25, da Constituição Federal há, portanto, lastro constitucional para sua apreciação. 15. Como se verifica, o projeto não invade as atribuições reservadas do poder executivo no que concerne a organização administrativa já que, repitase, cuida, exclusivamente, da concessão de uma honraria a juízo de conveniência e oportunidade das autoridades estaduais.
58 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de Sobre o prisma da Iniciativa constata-se que, a substância do tema veiculado na presente proposição se enquadra na categoria das matérias entregues a iniciativa do parlamentar, sendo assim não configura qualquer usurpação de iniciativa legislativa dos demais poderes, tais como as reservadas ao poder executivo e consignadas no Art. 61 1º, inciso II da Constituição Federal, c/c o Art. 63 único da Constituição Estadual. 17. Por fim no que pertine ao exame da constitucionalidade formal cumpre registrar um aspecto atinente a espécie normativa adotada. A presente proposição esta revestida da modalidade decreto legislativo. Todavia, como se sabe, nesta Casa de Leis e em outras Assembleias já se utilizou da espécie lei ordinária. Declinado do exame mais detalhado quanto a este aspecto jurídico, em face do alcance da norma, remeto o tema ao juízo da autoridade superior que, na hipótese de entender cabível poderá emendar a presente proposição, para adequar o aspecto formal. Deste modo, estará preservado o essencial que é a justa homenagem que se pretende prestar. 18. Diante da exegese realizada, no plano da constitucionalidade formal não vislumbramos a existência de vício formal de incostitucionalidade que macule a proposição EXAME DA CONSTITUCIONALIDADE MATERIAL DA PROPOSIÇÃO 19. Após análise dos aspectos constitucionais formais, resta-nos analisar os aspectos materiais. E, sob este enfoque é publico e notório que a proposição tem por escopo a concessão de honraria, fato que não contravêm qualquer preceito ou principio consignado na Lei Maior. Sendo assim, torna-se despiciendo maiores digressões. 20. Para o exame da legalidade cumpre adentrar no exame da legislação infraconstitucional pertinente, para verificar a compatibilidade do projeto com as exigências estabelecidas pela Lei Estadual n.º 8.957, de No plano infraconstitucional, cumpre-nos evidenciar que o projeto em apreço atende os requisitos previstos no art. 1º, da Lei Estadual n.º 8.957, de , e suas alterações conforme os elementos postos pelo autor na justificativa do projeto. Ressalte-se, por fim, que cumpre ao Plenário manifestar-se sobre a valoração dos ditos serviços. 22. Para instruir o processo o autor trouxe as seguintes informações : Dr. Homero Junger Mafra é natural de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, filho de Homero Mafra e Myriam Junger Mafra, é casado com Giselle de Albernaz Meira Mafra e mudou-se para o Estado do Espírito Santo com apenas quatro meses de idade, em novembro de 1956, pois seu pai, o saudoso Desembargador Homero Mafra havia sido aprovado no Concurso de Juiz do Estado do Espírito Santo. Iniciou sua carreira profissional atuando como Defensor Público lotado na Vara do Júri, foi Procurador Geral do Município de Vitória e Procurador Geral do Estado do Espírito Santo e professor do Curso de Direito da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Atualmente Dr. Homero Junger Mafra é Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seção Espírito Santo, tendo ocupado anteriormente os cargos de Conselheiro Seccional, Conselheiro Vice-Presidente e Conselho Federal da OAB-ES. No Estado do Espírito Santo Dr. Homero Junger Mafra estabeleceu sua residência e fixou atividade profissional, sendo uma das maiores autoridades do país no ramo do Direito Penal e Processual Penal, tendo atuação profissional destacada em outros Estados da Federação e em Tribunais Superiores 23. Como se nota, são fartos as justificativas que recomendam a concessão da aludida honraria. Mas não é só. Rogata vênia, além das razões expendidas na justificativa apresentada pelo autor, que por si só, dignifica o Estado do Espírito Santo em ter o Dr. Homero Junger Mafra como um cidadão Espírito- Santense há outras que de igual modo ilustram a sua trajetória em nosso estado. 24. De fato, verificamos que a trajetória de vida do homenageado se confunde com as lutas de glórias e história do nosso Estado. O caminho trilhado por Homero Mafra até que estivesse pronto para presidir a OAB-ES, Homero Mafra foi longo. E teve início na UFES, no movimento estudantil, passando pela Comissão Nacional de Prerrogativas, Comissão de
59 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo Direitos e Prerrogativas da OAB-ES, atuação firme em defesa dos advogados no CNJ. Formado em 1981, Homero Mafra se colocou a serviço da Ordem, impulsionado pela vontade de ver garantido o exercício pleno da advocacia e de uma sociedade justa e democrática. Como advogado teve a honra de atuar ao lado do patrono dos advogados brasileiros Evandro Lins e silva. Presidente da Comissão de Direitos Humanos, em 1984, coordenou a campanha da OAB-ES pelas Diretas Já e prossegue em sua trajetória fazendo o que mais o torna feliz: exercer a advocacia, com independência, ética e comprometido com a busca de uma sociedade mais justa. III- CONCLUSÃO Em face das razões expendidas, entendemos que a proposição, nos termos em que se acha redigida não padece de qualquer vício de inconstitucionalidade formal ou material, e atende aos preceitos da lei de regência, em consequência, não há óbice intransponível a sua regular tramitação, razão pela qual opinamos pela constitucionalidade e legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 14/2010, de autoria do Deputado Estadual Doutor Hércules, que concede Título de Cidadão Espírito- Santense ao Doutor Homero Junger Mafra. PARECER N.º 265/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela CONSTITUCIONALIDADE E LEGALIDADE do Projeto de Decreto Legislativo n.º 14/2010, nos termos do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/2009), de autoria do Ex. mo Senhor Deputado Doutor Hércules que concede Título de Cidadão Espírito-Santense ao Doutor Homero Junger Mafra. Sala Rui Barbosa, 14 de junho de THEODORICO FERRAÇO Presidente/Relator CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG LUZIA TOLEDO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI Diz o Art. 143: Art Não se admitirão proposições: I - sobre assunto alheio à competência da Assembleia Legislativa; II - em que se delegue a outro Poder atribuições do Legislativo; III - antirregimentais; IV - que, aludindo à lei, decreto, regulamento, decisões judiciais ou qualquer outro dispositivo legal, não se façam acompanhar de sua transcrição, exceto os textos constitucionais e leis codificadas; V - quando redigidas de modo a que não se saiba à simples leitura qual a providência objetivada; VI - que, fazendo menção a contratos, concessões, documentos públicos, escrituras, não tenham sido estes juntados ou transcritos; VII - que contenham expressões ofensivas; VIII - manifestamente inconstitucionais; IX - que, em se tratando de substitutivo, emenda ou subemenda, não guardem direta relação com a proposição. 2 Carlos Alberto Lúcio BITTENCOURT, O Controle Jurisdicional da Constitucionalidade das Leis, p Hilda de Souza, em sua obra sobre o processo legislativo afirma: A Constituição Brasileira optou por atribuir o controle de constitucionalidade, ao longo do processo legislativo, aos Poderes políticos. Ao Parlamento, pelo exame prévio das proposições nas Comissões Técnicas (controle interno) e ao Poder Executivo (controle externo), pelo veto 4 Curso de Direito Constitucional Positivo. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS PARECER N.º 20/2010 Parecer do Relator: Parecer do Relator ao PDL N.º 14/10 Autor: Deputado Estadual Doutor Hércules Ementa: Concede Título De Cidadão Espírito- Santense ao Doutor Homero Junger Mafra. I - RELATÓRIO 1. Cuida-se nestes autos da emissão de parecer jurídico determinado pelo ilustre Diretor da Procuradoria para Assuntos Legislativos, com fulcro no Art.132 da CF c/c Art º da CE e a Lei Complementar n.º 287/04 quanto à constitucionalidade da proposição legislativa em epígrafe, de iniciativa do Ex. mo Sr. Deputado Doutor Hércules cujo conteúdo versa sobre a concessão do título de Cidadão Espírito-Santense ao Doutor Homero Junger Mafra. 2. A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa em exercício do mero juízo de delibação que lhe impõe o Artigo do Regimento Interno Resolução n de 15 de julho de 2009, publicada no DPL e no DOE de 16 de julho de 2009, proferiu o despacho de fls. 2 no qual admitiu a tramitação da proposição entendendo, prima facie, inexistir manifesta inconstitucionalidade ou, um dos demais vícios previstos na norma regimental. 3. Admitida, a proposição que foi protocolizada no dia 10/05/2010, seguiu sua regular tramitação, tendo sido lida e, posteriormente, publicada no Diário do Poder Legislativo DPL edição do dia à pagina Além do articulado legal da proposição e sua justificativa, o processo não está instruído com outros documentos. 5. O presente Projeto de Emenda veio a esta Comissão para exame e parecer de mérito, atendendo
60 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 normas regimentais estabelecidas no art. 52 (Resolução n.º 2.700/09). É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Decreto Legislativo n.º 14/2010, em análise, concede Título de Cidadão Espírito-santense ao Doutor Homero Junger Mafra autoria do ilustre Deputado Doutor Hércules, já analisado anteriormente pela Comissão de Constituição e Justiça quanto à sua constitucionalidade e legalidade, nesta oportunidade, cabendo a esta Comissão de Defesa da Cidadania e dos Direitos Humanos tão somente a análise do mérito. O autor na justificativa do Projeto apresenta inúmeras razões em defesa da homenagem as quais adotamos para justificar o nosso parecer: Dr. Homero Junger Mafra é natural de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, filho de Homero Mafra e Myriam Junger Mafra, é casado com Giselle de Albernaz Meira Mafra e mudou-se para o Estado do Espírito Santo com apenas quatro meses de idade, em novembro de 1956, pois seu pai, o saudoso Desembargador Homero Mafra havia sido aprovado no Concurso de Juiz do Estado do Espírito Santo. Iniciou sua carreira profissional atuando como Defensor Público lotado na Vara do Júri, foi Procurador Geral do Município de Vitória e Procurador Geral do Estado do Espírito Santo e professor do Curso de Direito da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Atualmente Dr. Homero Junger Mafra é Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seção Espírito Santo, tendo ocupado anteriormente os cargos de Conselheiro Seccional, Conselheiro Vice-Presidente e Conselho Federal da OAB-ES. No Estado do Espírito Santo Dr. Homero Junger Mafra estabeleceu sua residência e fixou atividade profissional, sendo uma das maiores autoridades do país no ramo do Direito Penal e Processual Penal, tendo atuação profissional destacada em outros Estados da Federação e em Tribunais Superiores Para instruir o processo o autor trouxe as seguintes informações : Dr. Homero Junger Mafra é natural de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, filho de Homero Mafra e Myriam Junger Mafra, é casado com Giselle de Albernaz Meira Mafra e mudou-se para o Estado do Espírito Santo com apenas quatro meses de idade, em novembro de 1956, pois seu pai, o saudoso Desembargador Homero Mafra havia sido aprovado no Concurso de Juiz do Estado do Espírito Santo. Iniciou sua carreira profissional atuando como Defensor Público lotado na Vara do Júri, foi Procurador Geral do Município de Vitória e Procurador Geral do Estado do Espírito Santo e professor do Curso de Direito da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Atualmente Dr. Homero Junger Mafra é Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seção Espírito Santo, tendo ocupado anteriormente os cargos de Conselheiro Seccional, Conselheiro Vice-Presidente e Conselho Federal da OAB-ES. No Estado do Espírito Santo Dr. Homero Junger Mafra estabeleceu sua residência e fixou atividade profissional, sendo uma das maiores autoridades do país no ramo do Direito Penal e Processual Penal, tendo atuação profissional destacada em outros Estados da Federação e em Tribunais Superiores Além das das informações do autor temos o prazer de colacionar as qualificações ofertadas pelo Deputado Relator na Douta Comissão de Justiça a Saber: De fato, verificamos que a trajetória de vida do homenageado se confunde com as lutas de glórias e história do nosso Estado. O caminho trilhado por Homero Mafra até que estivesse pronto para presidir a OAB-ES, Homero Mafra foi longo. E teve inicio na UFES, no movimento estudantil, passando pela Comissão Nacional de Prerrogativas, Comissão de Direitos e Prerrogativas da OAB-ES, atuação firme em defesa dos advogados no CNJ, Formado em 1981, Homero Mafra se colocou a serviço da Ordem, impulsionado pela vontade de ver garantido o exercício pleno da
61 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo advocacia e de uma sociedade justa e democrática. Como advogado teve a honra de atuar ao lado do patrono dos advogados brasileiros Evandro Lins e silva. Presidente da Comissão de Direitos Humanos, em 1984, coordenou a campanha da OAB-ES pelas Diretas Já e prossegue em sua trajetória fazendo o que mais o torna feliz: exercer a advocacia, com independência, ética e comprometido com a busca de uma sociedade mais justa. Pelas razões aludidas anteriormente recomendamos aos demais membros desta douta Comissão o seguinte: PARECER N.º 20/2010 A COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS é pela APROVAÇÃO do Projeto de Decreto Legislativo n.º 14/2010, nos termos do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/2009), de autoria do Ex. mo Senhor Deputado Doutor Hércules que concede Título de Cidadão Espírito-Santense ao Doutor Homero Junger Mafra. Sala das Comissões, 21 de junho de JANETE DE SÁ Presidente/Relatora DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI LUZIA TOLEDO 1 Diz o Art. 143: Art Não se admitirão proposições: I - sobre assunto alheio à competência da Assembleia Legislativa; II - em que se delegue a outro Poder atribuições do Legislativo; III - antirregimentais; IV - que, aludindo à lei, decreto, regulamento, decisões judiciais ou qualquer outro dispositivo legal, não se façam acompanhar de sua transcrição, exceto os textos constitucionais e leis codificadas; V - quando redigidas de modo a que não se saiba à simples leitura qual a providência objetivada; VI - que, fazendo menção a contratos, concessões, documentos públicos, escrituras, não tenham sido estes juntados ou transcritos; VII - que contenham expressões ofensivas; VIII - manifestamente inconstitucionais; IX - que, em se tratando de substitutivo, emenda ou subemenda, não guardem direta relação com a proposição. O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Publiquem-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 266/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 15/2010, de autoria do Deputado Sérgio Borges, concede título de Cidadão Espírito-Santense ao Sr. Fábio Ney Damasceno. A matéria foi protocolada em 10/05/2010, lida no expediente do dia 11/05/2010 e encontra-se publicada no Diário do Poder Legislativo-DPL do dia 19/05/2010, conforme despacho de fl. 06 dos autos. É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Decreto Legislativo n.º 15/2010, concede Título de Cidadão Espírito-Santense ao Sr. Fábio Ney Damasceno. Na justificativa do projeto em tela, o autor destaca que o homenageado nasceu no Estado de São Paulo no dia vinte e cinco de janeiro de 1975, é graduado em Engenharia Civil com especialização em Transporte pela FEI Faculdade de Engenharia Industrial de São Bernardo do Campo/SP, atuando nesta área na Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo desde Chegou ao Espírito Santo, instalando-se em Vila Velha no ano de 1999, com o objetivo de implantar e coordenar um programa de operação, fiscalização e projetos de trânsito, prestando este serviço até 2001 quando recebeu um convite de um empresário da Construção Civil local para a abertura de um escritório de consultoria na área de trânsito e transporte, atividade que exerce até hoje. Em 2003 foi convidado para assumir o cargo de Diretor de Transporte do DER/ES. No ano de 2009, já casado com uma advogada e pai de um filho, assumiu a Secretaria de Transportes e Infraestrutura do município de Vitória, atividade que exerce com determinação e orgulho. Atualmente cursando MBA em Gestão de Cidades e Administração Pública segue dando continuidade a sua busca por novos conhecimentos e especialização para complementar o bom desempenho de suas funções. Reconhecendo sua atuação em solo espíritosantense é que pedimos aos nobres pares o apoio para aprovação do projeto em foco. Pela descrição do projeto, constatamos que o mesmo trata a matéria de competência estadual, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista nos artigos 25, 1º, da Constituição Federal e art. 63 da Carta Estadual, in verbis: Constituição Federal Art. 25. Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis
62 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 que adotarem, observados os princípios desta Constituição. 1º - São reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas por esta Constituição. (...) Constituição Estadual Art. 61. O processo legislativo compreende a elaboração de: I (...) IV decretos legislativos; Art. 63. A iniciativa das Leis cabe a qualquer membro ou comissão da Assembléia Legislativa, ao Governador do Estado, ao Tribunal de Justiça, ao Ministério Público e aos cidadãos, satisfeitos os requisitos estabelecidos nessa Constituição. Ademais, vale mencionar que o art. 151, 2º do Regimento Interno deste Poder, estabelece que os projetos de decreto legislativo são destinados a regular a matéria de competência exclusiva da Assembleia Legislativa, que não disponha, integralmente, sobre assunto de sua economia interna. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos pela exegese das regras constitucionais contidas nos artigos 55, 56 e 68, parágrafo único, todos da Carta Estadual, estando assim, o projeto, em sintonia com Constituição Estadual. Quanto à iniciativa da matéria em apreço, concluímos por sua subjunção aos preceitos constitucionais, tendo em vista que o artigo 63, caput, da Constituição Estadual, estabelece a iniciativa legiferante concorrente da matéria em questão. No que tange ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que, a princípio, é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação, conforme ditames do Regimento Interno, (Resolução n.º 2.700/2009). Quanto ao quorum para aprovação da matéria na Comissão e o respectivo processo de votação são de maioria simples e processo de votação nominal. Em especial, no que se refere ao aspecto da legalidade, cumpre-nos evidenciar que o projeto em apreço atende os requisitos previstos no art. 1º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de Ressalte-se, por fim, que cumpre ao Plenário manifestar-se sobre a valoração dos ditos serviços, em suma, sobre o seu mérito, aprovando ou não a presente concessão. Cumpre-nos destacar ainda, que o presente opinamento restringe-se ao aspecto jurídico, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar à avaliação de mérito sobre a conveniência e a oportunidade acerca da concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense ao Sr. Fábio Ney Damasceno. Em conclusão, opinamos pela CONSTITUCIONALIDADE E LEGALIDADE DO PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N.º 15/2010, com fundamento nos artigos 25, 1º, da Constituição Federal e 55, 56, 61 e 63 da Constituição Estadual e na legislação infraconstitucional pertinente, em especial, a Lei Estadual n.º 7.832/04, com alterações introduzidas pela Lei n.º 8.957/08. PARECER N.º 266/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela CONSTITUCIONALIDADE e LEGALIDADE do Projeto de Decreto Legislativo n.º 15/2010, de autoria do Deputado SÉRGIO BORGES. Sala das Comissões, 14 de junho de THEODORICO FERRAÇO Presidente/Relator CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG LUZIA TOLEDO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS PARECER N.º 21/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 15/2010, de autoria do Deputado Sérgio Borges, Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor Fábio Ney Damasceno. Na justificativa do Projeto de Decreto Legislativo, o autor apresenta que o homenageado nasceu no Estado de São Paulo, tendo chegado ao Espírito Santo no ano de 1999 com o objetivo de implantar e coordenar um programa de operação, fiscalização e projetos de trânsito. Em seguida abriu um escritório de consultoria na área de trânsito e transporte, atividade que exerce até hoje. Foi Diretor de Transporte do DER/ES e em 2009 assumiu a Secretaria de Transportes e Infraestrutura do município de Vitória. Atualmente cursando MBA em
63 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo Gestão de Cidades e Administração Pública segue dando continuidade a sua busca por novos conhecimentos e especialização para complementar o bom desempenho de suas funções. A matéria foi protocolada em 10/05/2010, lida no expediente do dia 11/05/2010 e encontra-se publicada no Diário do Poder Legislativo-DPL do dia 19/05/2010, conforme despacho de fl. 06 dos autos. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão para exame e parecer de mérito, atendendo normas regimentais estabelecidas no art. 52 (Resolução n.º 2.700/2009). É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Decreto Legislativo n.º 15/2010, de autoria do Deputado Sérgio Borges, Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor Fábio Ney Damasceno. Sob o prisma da legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o decreto legislativo. Em especial, no que se refere ao aspecto da legalidade, cumpre-nos evidenciar que o projeto em apreço atende os requisitos previstos no art. 1º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , posto que o autor apresenta na justificativa do projeto, os serviços prestados pelo pretenso agraciado, que, embora não tenha nascido neste Estado, nasceu no Estado de São Paulo, mas veio para o Estado do Espírito Santo no ano de Ressalte-se, que incumbe ao Plenário manifestar-se sobre a valoração dos serviços prestados pelo homenageado, em suma, sobre o seu mérito, aprovando ou não a presente concessão. Cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se ao aspecto de mérito, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar a avaliação do mesmo sobre a conveniência e a oportunidade acerca da concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense ao Senhor Fábio Ney Damasceno. Por todo o exposto, concluímos pela legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 15/2010, de autoria do Deputado Sérgio Borges, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Pelas razões aludidas anteriormente relativas à matéria, entendemos que a mesma deve ser aprovada, razão pela qual, recomendamos aos demais membros desta Comissão o seguinte: PARECER N.º 21/2010 A COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS é pela APROVAÇÃO do Projeto de Decreto Legislativo n.º 15/2010, de autoria do Deputado Sérgio Borges Sala das Comissões, 21 de junho de JANETE DE SÁ Presidenta/relatora LUZIA TOLEDO PAULO FOLETTO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Publiquem-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 268/2010 Parecer do Relator: Projeto de Decreto Legislativo n.º 17/2010. Autor: Deputado Estadual Givaldo Vieira. Ementa: Concede Título de Cidadão Espírito- Santense ao Sr. Idelbrando Silva de Freitas. RELATÓRIO Por distribuição do Sr. Presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação, coube-me a relatoria do Projeto de Decreto Legislativo de n.º 17/2010, para parecer sobre a análise prévia acerca do aspecto constitucional, legal e regimental. A matéria passou pelo crivo da Mesa Diretora, sem restrições e foi lida na sessão Ordinária do dia 17/05/2010, e está publicada no Diário do Poder Legislativo do dia 19 de maio de Apresenta o currículo do homenageado em forma de justificativa devidamente assinada pelo autor, preenchendo, desta forma, os requisitos legais necessários. É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Decreto Legislativo n.º 17/2010, em análise, que tem como finalidade conceder Título de Cidadão Espírito-Santense ao Sr. Idelbrando Silva de Freitas, pelo que passo ao exame
64 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 DA ANÁLISE DO ASPECTO DA CONSTITUCIONALIDADE, FORMAL E MATERIAL, JURIDICIDADE E LEGALIDADE Pela descrição do projeto, constatamos que o mesmo trata de matéria que diz respeito ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual (deputado estadual), no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista no art. 25, 1º, da Constituição Federal da República, in verbis: Art. 25. Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem e observados os princípios desta Constituição. 1º - São reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas por esta Constituição. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, pela exegese das regras constitucionais contidas nos artigos 55, 56 e 61, inc. IV, todos da Carta Estadual, que a espécie normativa adequada para tratar do tema é a Decreto Legislativo, guardando o projeto, neste aspecto, estrita observância à Constituição Estadual. No que diz respeito à iniciativa da matéria em exame, pode se concluir por sua subjunção aos preceitos constitucionais, com fundamento no art. 63, caput, da Constituição Estadual, que estabelece a iniciativa legislativa concorrente da matéria ora em apreciação. A doutrina vencedora defende que a competência concorrente é típica de repartição vertical de competência no Brasil. Ela se expressa na possibilidade de que sobre uma mesma matéria diferentes entes políticos atuem de maneira a legislar sobre determinada matéria, adotando-se, a predominância da União, que irá legislar normas gerais (art. 24, 1º) e aos Estados estabelece-se a possibilidade, em virtude do poder suplementar, de legislar sobre assuntos referentes aos interesses locais (art. 24, 2º da CF). (...) 2º - A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplementar dos Estados. Em relação ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que a aprovação da matéria, a princípio, é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação. Portanto, o quorum para aprovação da matéria na comissão e o respectivo processo de votação é por meio de maioria simples e processo de votação nominal. Após análise dos aspectos constitucionais formais, resta-nos analisar os aspectos materiais, comparando as regras do projeto com os preceitos constitucionais. Assim, as normas introduzidas no referido projeto encontram compatibilidade com os preceitos constante das Constituições Federal e Estadual, bem como da legislação infraconstitucional pertinente à espécie. Em especial, no que se refere ao aspecto da legalidade, cumpre-nos evidenciar que o projeto em apreço atende os requisitos previstos no art. 1º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , e a Lei de n.º 8.957/2008, eis que o autor apresenta na justificativa o currículo vasto de informações a respeito da vida educacional e profissional, ressaltando os serviços prestados pelo pretenso agraciado em prol da população do Espírito Santo. Por fim, cumpre ao Plenário manifestar-se sobre a valoração dos ditos serviços, em suma, sobre o seu mérito, aprovando ou não a presente concessão do honroso Título de Cidadão Espírito-Santense, que assim se encontra redigido, verbis: Art. 1º Fica concedido o Título de Cidadão Espírito-Santense ao Sr. Idelbrando Silva de Freitas Quanto ao aspecto da técnica legislativa empregada no projeto em apreço, deve ficar evidenciado o atendimento às regras estabelecidas pela Lei Complementar Federal n.º 95/98, e as alterações introduzidas pela Lei Complementar Federal n.º 107/01, que rege a redação dos atos normativos, o que ocorre in casu. Cumpre-nos ressaltar que a análise restringe-se, tão somente, ao aspecto jurídico, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar à avaliação de mérito sobre a conveniência e a oportunidade acerca da concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense ao Sr. Idelbrando Silva de Freitas. Pelas razões supra, conclui-se pela constitucionalidade, juridicidade e legalidade do Projeto de Decreto Legislativo de n.º 17/2010, de autoria do Deputado Estadual GIVALDO VIEIRA, com a fundamentação supra demonstrada, ao tempo em que sugerimos aos demais membros desta douta Comissão a adoção do seguinte: PARECER N.º 268/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela constitucionalidade, juridicidade, legalidade e boa técnica legislativa o Projeto de Decreto Legislativo n.º 17/2010, de autoria do Deputado Estadual Givaldo Vieira. Sala das Sessões, 14 de junho de THEODORICO FERRAÇO Presidente/Relator CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG LUZIA TOLEDO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI
65 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS PARECER N.º 23/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 17/2010, de autoria do Deputado Givaldo Vieira visa conceder o Título de Cidadão Espírito-santense ao Senhor Idelbrando Silva de Freitas. Depois de juntado o parecer técnico da Procuradoria, a proposta foi encaminhada a Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação para análise e parecer, manifestando-se pela constitucionalidade e legalidade do projeto em consonância com o parecer técnico. Seguindo o trâmite regimental o aludido tema foi distribuído a esta Comissão, cabendo-nos examinála e oferecer parecer em conformidade ao ordenamento do art. 52, do Regimento Interno (Resolução n.º 2700/2009), de acordo com o despacho do Presidente da Mesa Diretora em 17 de maio de É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Decreto Legislativo n.º 17/2010, de autoria do Deputado Givaldo Vieira, que concede o Título de Cidadão Espírito-Santense ao Senhor Idelbrando Silva de Freitas já foi analisado pela Comissão de Justiça quanto à sua constitucionalidade e legalidade, cabendo apenas a esta Comissão a análise do mérito. Cumpre-nos ressaltar o presente opinamento restringe-se ao aspecto jurídico, verificadas as regras legais contidas no artigo 25, 1º da Constituição Federal e artigo 56, inciso XXIX e 61, inciso IV da Carta Estadual, além de conferido os requisitos previstos no artigo 1º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832/04, alterada pela Lei n.º 8.957/08, incumbência, portanto, à discricionariedade parlamentar à avaliação de mérito sobre a conveniência e à oportunidade acerca do Título de Cidadão Espírito- Santense ao homenageado. Diante do Exposto, somos adoção do seguinte: PARECER N.º 23/2010 A COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS é pela APROVAÇÃO do Projeto de Decreto Legislativo n.º 17/2010, de autoria do Deputado Givaldo Vieira, na forma do Artigo 52, do Regimento Interno Resolução n.º 2.700/2009. Sala das Comissões, 21 de junho de JANETE DE SÁ Presidenta/Relatora DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI LUZIA TOLEDO (Comparece o Senhor Deputado Wanildo Sarnáglia) O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Publiquem-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 269/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 18/2010, de autoria do Deputado Givaldo Vieira, Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor José Francisco Costa. Na justificativa o autor apresenta que o homenageado, nasceu no Estado de Minas Gerais, e na década de 60, veio para este Estado, para o município de Ecoporanga, e morou até 1996, no Córrego da Dourada, onde trabalhou como lavrador. Foi membro da Pastoral da Juventude e Pastoral Social, filiando-se ao Partido dos Trabalhadores, quando então começou a se envolver com os movimentos sociais. Eleito conselheiro tutelar em 1999 sendo reeleito em 2002, período em que lutou para que o Estatuto da Criança e do Adolescente fosse cumprido garantindo a todos o direito á educação, segurança, alimentação. Em 2005, o homenageado foi eleito vereador, sendo reeleito em 2008, e no seu município Ecoporanga, trabalha para que os direitos da mulher, idosos, crianças sejam respeitados, bem como as condições de vida dos trabalhadores do campo e dos assentados sejam respeitadas. A matéria foi protocolizada no dia 11/05/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 17/05/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo DPL, edição do dia 19/05/2010, às pags. 09/10. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação para exame e parecer na forma do art. 41, I, do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/09). Distribuída a matéria, coube-nos examiná-la e emitir parecer. É o relatório. PARECER DO RELATOR DA ANÁLISE QUANTO AO ASPECTO DA LEGALIDADE, DA CONSTITUCIONALIDADE FORMAL E MATERIAL E DA JURIDICIDADE
66 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Sob o prisma da constitucionalidade e legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista no artigo 25, 1º, da Constituição Federal. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos pela exegese da regra constitucional contida no art. 61, IV, da Carta Estadual, que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o Decreto Legislativo, estando o Projeto, neste aspecto, em sintonia com a Constituição Estadual. Quanto à iniciativa da matéria em apreço, concluímos por sua subjunção aos preceitos constitucionais, tendo em vista que o art. 63, caput, da Constituição Estadual, estabelece a iniciativa legiferante concorrente da matéria em questão. No que tange ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que, a princípio, a análise é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação. E, sua votação é por maioria simples e nominal. Após aprovado, será promulgado o Decreto Legislativo e publicado no Diário do Poder Legislativo DPL. Após análise dos aspectos constitucionais formais, resta-nos analisar os aspectos materiais, comparando as regras do Projeto com os preceitos constitucionais. Assim, as normas introduzidas no referido projeto encontram compatibilidade com os preceitos constantes das Constituições, Federal e Estadual, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Em especial, cumpre-nos evidenciar que o Projeto em análise atende aos requisitos previstos no art. 1º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , posto que o homenageado apresenta em seu currículo relevantes serviços à comunidade, que, embora não tenha nascido neste Estado - nasceu no Estado de Minas Gerais o adotou como sua cidade natal. Quanto ao aspecto da técnica legislativa empregada no projeto em apreço, deixo a critério da Diretoria Legislativa de Redação - DLR, a quem compete sugerir modificações na forma da Lei Complementar Federal n.º 95/98, com alterações introduzidas pela Lei Complementar Federal n.º 107/2001, e, dispositivos do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/09), que regem a redação dos atos normativos, o que ocorre in casu. Cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se ao aspecto jurídico, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar quanto à avaliação de mérito sobre a conveniência e a oportunidade acerca da Concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense ao Senhor José Francisco Costa. Por todo o exposto, concluímos pela constitucionalidade e legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 18/2010, de autoria do Deputado Gilvado Vieira, com fundamento nos artigos 25, 1º, da Constituição Federal e 63, caput, da Constituição Estadual e na legislação infraconstitucional, em especial, a Lei Estadual n.º 7.832/04, alterada pela Lei n.º 8.957/08, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Sendo assim, sugerimos aos demais membros desta douta Comissão, a adoção do seguinte: PARECER N.º 269/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela CONSTITUCIONALIDADE e LEGALIDADE do Projeto de Decreto Legislativo n.º 18/2010, de autoria do Deputado Givaldo Vieira. Sala Rui Barbosa, 14 de junho de THEODORICO FERRAÇO Presidente/Relator CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG LUZIA TOLEDO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS PARECER N.º 24/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 18/2010, de autoria do Deputado Givaldo Vieira, Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor José Francisco Costa. Na justificativa o autor apresenta que o homenageado, nasceu no Estado de Minas Gerais, e na década de 60, veio para este Estado, para o município de Ecoporanga, e morou até 1996, no Córrego da Dourada, onde trabalhou como lavrador. Foi membro da Pastoral da Juventude e Pastoral Social, filiando-se ao Partido dos Trabalhadores, quando então começou a se envolver com os movimentos sociais. Eleito conselheiro tutelar em 1999 sendo reeleito em 2002, período em que lutou para que o Estatuto da Criança e do Adolescente fosse cumprido garantindo a todos o direito á educação, segurança, alimentação. Em 2005, o homenageado foi eleito vereador, sendo reeleito em 2008, e no seu município Ecoporanga, trabalha para que os direitos da mulher, idosos, crianças sejam respeitados, bem como as
67 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo condições de vida dos trabalhadores do campo e dos assentados sejam respeitadas. A matéria foi protocolizada no dia 11/05/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 17/05/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo DPL, edição do dia 19/05/2010, às pags. 09/10. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão para exame e parecer de mérito, atendendo normas regimentais estabelecidas no art. 52 (Resolução n.º 2.700/2009). É o relatório. PARECER DO RELATOR Sob o prisma da constitucionalidade e legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista no artigo 25, 1º, da Constituição Federal. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos pela exegese da regra constitucional contida no art. 61, IV, da Carta Estadual, que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o Decreto Legislativo, estando o Projeto, neste aspecto, em sintonia com a Constituição Estadual. Quanto à iniciativa da matéria em apreço, concluímos por sua subjunção aos preceitos constitucionais, tendo em vista que o art. 63, caput, da Constituição Estadual, estabelece a iniciativa legiferante concorrente da matéria em questão. No que tange ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que, a princípio, a análise é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação. E, sua votação é por maioria simples e nominal. Após aprovado, será promulgado o Decreto Legislativo e publicado no Diário do Poder Legislativo DPL. Após análise dos aspectos constitucionais formais, resta-nos analisar os aspectos materiais, comparando as regras do Projeto com os preceitos constitucionais. Assim, as normas introduzidas no referido projeto encontram compatibilidade com os preceitos constantes das Constituições, Federal e Estadual, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Em especial, cumpre-nos evidenciar que o Projeto em análise atende aos requisitos previstos no art. 1º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , eis que o homenageado apresenta em seu currículo relevantes serviços à comunidade, que, embora não tenha nascido neste Estado - nasceu no Estado de Minas Gerais o adotou como sua cidade natal. Quanto ao aspecto da técnica legislativa empregada no projeto em apreço, deixo a critério da Diretoria Legislativa de Redação - DLR, a quem compete sugerir modificações na forma da Lei Complementar Federal n.º 95/98, com alterações introduzidas pela Lei Complementar Federal n.º 107/2001, e, dispositivos do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/09), que regem a redação dos atos normativos, o que ocorre in casu. Porquanto, cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se apenas à análise de MÉRITO, eis que cabe à Comissão de Constituição e Justiça a análise da constitucionalidade e da legalidade, pertencendo, ainda, à discricionariedade parlamentar quanto à avaliação sobre a conveniência e a oportunidade acerca da Concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense ao Senhor José Francisco Costa. Por todo o exposto, concluímos pela constitucionalidade e legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 18/2010, de autoria do Deputado Gilvado Vieira, com fundamento nos artigos 25, 1º, da Constituição Federal e 63, caput, da Constituição Estadual e na legislação infraconstitucional, em especial, a Lei Estadual n.º 7.832/04, alterada pela Lei nº 8.957/08, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Pelas razões aludidas anteriormente relativas à matéria, entendemos que a mesma deve ser aprovada, razão pela qual, recomendamos aos demais membros desta Comissão o seguinte: PARECER N.º 24/2010 A COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS é pela APROVAÇÃO do Projeto de Decreto Legislativo n.º 18/2010, de autoria do Deputado Givaldo Vieira. Sala das Comissões, 21 de junho de JANETE DE SÁ Presidenta/Relatora DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI LUZIA TOLEDO O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Publiquem-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 271/2010 Parecer do Relator: Projeto de Decreto Legislativo n.º 20/2010.
68 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Autora: Deputado Wanildo Sarnáglia. Ementa: Concede Título de Cidadania Espíritosantense ao Senhor PAULO CÉZAR DE FREITAS OGAWA. RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 20/2010, de autoria do Deputado Wanildo Sarnáglia, Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor PAULO CÉZAR DE FREITAS OGAWA Na justificativa do Projeto de Decreto Legislativo, o autor apresenta que o homenageado nasceu em Santos, Estado de São Paulo. Veio para o Estado do Espírito Santo em 1995, acompanhando a família, pois o pai é engenheiro da CST. Concluiu o ensino médio no Estado e, cursou Odontologia na Unifenas, em Minas Gerais. Exerce a profissão desde 2001 e possui Consultório Odontológico em Jacaraípe, Serra-ES. A matéria foi protocolizada no dia 12/05/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 17/05/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo DLP, edição do dia 19/05/2010, às pags. 10 e 11. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação para exame e parecer na forma do disposto no art. 41, I, do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/09). É o relatório. PARECER DO RELATOR DA ANÁLISE QUANTO AO ASPECTO DA LEGALIDADE E DA CONSTITUCIONALIDADE FORMAL E MATERIAL Sob o prisma da constitucionalidade e legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista no artigo 25, 1º, da Constituição Federal. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos pela exegese da regra constitucional contida no art. 56, XXIX, da Carta Estadual, que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o Decreto Legislativo, estando o Projeto, neste aspecto, em sintonia com a Constituição Estadual. Quanto à iniciativa da matéria em apreço, concluímos por sua subjunção aos preceitos constitucionais, tendo em vista que o art. 63, caput, da Constituição Estadual, estabelece a iniciativa legiferante concorrente da matéria em questão. No que tange ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que, a princípio, a análise é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação. E, sua votação é por maioria simples e nominal. Após aprovado, será promulgado o Decreto Legislativo e publicado no Diário do Poder Legislativo DPL. Após análise dos aspectos constitucionais formais, resta-nos analisar os aspectos materiais, comparando as regras do Projeto com os preceitos constitucionais. Assim, as normas introduzidas no referido projeto encontram compatibilidade com os preceitos constantes das Constituições, Federal e Estadual, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Em especial, cumpre-nos evidenciar que o Projeto em análise atende aos requisitos previstos no art. 1º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , posto que o homenageado presta relevantes serviços à comunidade, que, embora não tenha nascido neste Estado - nasceu no Estado de São Paulo - o adotou como sua cidade natal. Está radicado no Espírito Santo desde 1995, é formado em Odontologia, com Consultório Odontológico em Jacaraípe, Serra-ES. Quanto ao aspecto da técnica legislativa empregada no projeto em apreço, acolhemos as sugestões da Diretoria Legislativa de Redação - DLR, (fls. 08), a quem compete sugerir modificações na forma da Lei Complementar Federal n.º 95/98, com alterações introduzidas pela Lei Complementar Federal n.º 107/2001, que regem a redação dos atos normativos, o que ocorre in casu. Cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se ao aspecto jurídico, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar a avaliação de mérito sobre a conveniência e a oportunidade acerca da Concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense ao Sr. PAULO CÉZAR DE FREITAS OGAWA. Por todo o exposto, concluímos pela constitucionalidade e legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 20/2010, de autoria do Deputado Wanildo Sarnáglia, com fundamento nos artigos 25, 1º, da Constituição Federal e 56, XXIX e 63, da Constituição Estadual e na legislação infraconstitucional, em especial, na Lei Estadual n.º 7.832/04, alterada pela Lei n.º 8.957/08, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Sendo assim, sugerimos aos demais membros desta douta Comissão, a adoção do seguinte: PARECER N.º 271/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é
69 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo pela constitucionalidade e legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 20/2010, de autoria do Deputado Wanildo Sarnáglia. Sala Rui Barbosa, 14 de junho de THEODORICO FERRAÇO Presidente/Relator CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG LUZIA TOLEDO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS PARECER N.º 26/2010 RELATÓRIO O PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N.º 20/2010, de autoria do Deputado Wanildo Sarnáglia, Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor Paulo Cézar de Freitas Ogawa. Depois de juntado o parecer técnico da Procuradoria, a proposta foi encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça, Serviço e Redação para análise e parecer, manifestando-se pela constitucionalidade e legalidade do projeto em consonância com o parecer técnico. Seguido o trâmite regimental, o aludido tema foi distribuído a esta Comissão, cabendo-nos examiná-la e oferecer parecer em conformidade ao ordenamento do art. 52, do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/09), de acordo com o despacho do presidente da Mesa Diretora em 17/05/10. É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Decreto Legislativo n.º 20/2010, de autoria do Deputado Wanildo Sarnáglia, que Concede Título de Cidadania Espírito-Santense ao Senhor Paulo Cézar de Freitas Ogawa já foi analisado pela Comissão de Justiça quanto à sua constitucionalidade e legalidade, cabendo apenas a esta comissão a análise do mérito. Cumpre-nos ressaltar que o presente opinamento restringe-se ao aspecto jurídico, verificando as regras legais contidas no art. 25, 1º da Constituição Federal e art. 56, inc. XXIX e 61, inc. IV da Carta Estadual, além de conferidos os requisitos previstos no art. 1º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832/04, alterada pela Lei n.º 8.957/08, incumbência, portanto, à discricionariedade parlamentar à avaliação de mérito sobre à conveniência e à oportunidade acerca da concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense ao homenageado. Diante do exposto, somos pela adoção do seguinte: PARECER N.º 26/2010 A COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS é pela aprovação do Projeto de Decreto Legislativo n.º 20/2010, de autoria do Deputado Wanildo Sarnáglia na forma do art. 52 do Regimento Interno Resolução n.º 2.700/2009. Sala das Comissões, 21 de junho de JANETE DE SÁ Presidenta/Relatora DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI LUZIA TOLEDO O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Publiquem-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 274/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 23/2010, de autoria do Deputado Wanildo Sarnáglia, concede título de Cidadão Espírito-Santense ao Sr. Walter Ney Vieira. A matéria foi protocolada em 13/05/2010, lida no expediente do dia 17/05/2010 e encontra-se publicada no Diário do Poder Legislativo-DPL do dia 19/05/2010, conforme despacho de fl. 06 dos autos. É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Decreto Legislativo n.º 23/2010, de autoria do Deputado Wanildo Sarnáglia, concede título de Cidadão Espírito-Santense ao Sr. Walter Ney Vieira. Na justificativa do projeto em tela, o autor observa que o Sr. Walter Ney Vieira é natural da cidade de Lagoa Vermelha, Estado do Rio Grande do Sul, casado com a Senhora Iliria Maria Hoffmmann Vieira, há 26 anos, com quem tem dois filhos: Tatiane e Felipe Hoffmmann Vieira. Radicado em Jacaraípe, município de Serra desde 1990, exerce a profissão de Corretor de Imóveis desde então. Membro da Loja Maçônica
70 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Caridade e Esperança desde 1996, onde exerce a função de Venerável Mestre e desenvolve várias atividades comunitárias, dentre as quais atualmente se destaca o projeto da Maçonaria da Serra - Alfa e Ação - Alfabetização. Reconhecendo sua atuação em solo espíritosantense é que pedimos aos nobres pares o apoio para aprovação do projeto em foco. Pela descrição do projeto, constatamos que o mesmo trata a matéria de competência estadual, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista nos artigos 25, 1º, da Constituição Federal e art. 63 da Carta Estadual, in verbis: Constituição Federal Art. 25. Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem, observados os princípios desta Constituição. 1º - São reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas por esta Constituição. (...) Constituição Estadual Art. 61. O processo legislativo compreende a elaboração de: I (...) IV decretos legislativos; Art. 63. A iniciativa das Leis cabe a qualquer membro ou comissão da Assembléia Legislativa, ao Governador do Estado, ao Tribunal de Justiça, ao Ministério Público e aos cidadãos, satisfeitos os requisitos estabelecidos nessa Constituição. Ademais, vale mencionar que o art. 151, 2º do Regimento Interno deste Poder estabelece que os projetos de decreto legislativo são destinados a regular a matéria de competência exclusiva da Assembleia Legislativa, que não disponha, integralmente, sobre assunto de sua economia interna. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos pela exegese das regras constitucionais contidas nos artigos 56, XXIX, 61, IV e 63, caput, todos da Carta Estadual, estando assim, o projeto, em sintonia com Constituição Estadual. Quanto à iniciativa da matéria em apreço, concluímos por sua subjunção aos preceitos constitucionais, tendo em vista que o artigo 63, caput, da Constituição Estadual, estabelece a iniciativa legiferante concorrente da matéria em questão. No que tange ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumprenos evidenciar que, a princípio, é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação, conforme ditames do Regimento Interno, (Resolução n.º 2.700/09). Quanto ao quorum para aprovação da matéria na Comissão e o respectivo processo de votação são de maioria simples e processo de votação nominal. Em especial, no que se refere ao aspecto da legalidade, cumpre-nos evidenciar que o projeto em apreço atende os requisitos previstos no art. 1º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de Ressalte-se, por fim, que cumpre ao Plenário manifestar-se sobre a valoração dos ditos serviços, em suma, sobre o seu mérito, aprovando ou não a presente concessão. Cumpre-nos destacar ainda, que o presente opinamento restringe-se ao aspecto jurídico, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar à avaliação de mérito sobre a conveniência e a oportunidade acerca da concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense ao Sr. Walter Ney Vieira. Em conclusão, opinamos pela CONSTITUCIONALIDADE E LEGALIDADE DO PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N.º 23/2010, com fundamento nos artigos 25, 1º, da Constituição Federal e 56, XXIX, 61, IV e 63 da Constituição Estadual e na legislação infraconstitucional pertinente, em especial, a Lei Estadual n.º 7.832/04, com alterações introduzidas pela Lei n.º 8.957/08, ao tempo em que sugerimos a adoção do seguinte: PARECER N.º 274/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela CONSTITUCIONALIDADE e LEGALIDADE do Projeto de Decreto Legislativo n.º 23/2010, de autoria do Deputado Wanildo Sarnáglia. Sala das Comissões, 14 de junho de THEODORICO FERRAÇO Presidente/Relator CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG LUZIA TOLEDO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI
71 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS PARECER N.º 29/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 23/2010, de autoria do Deputado Wanildo Sarnáglia, concede título de Cidadão Espírito-Santense ao Sr. Walter Ney Vieira. Na justificativa do projeto em tela, o autor observa que o Sr. Walter Ney Vieira é natural da cidade de Lagoa Vermelha, Estado do Rio Grande do Sul, casado com a Senhora Iliria Maria Hoffmmann Vieira, há 26 anos, com quem tem dois filhos: Tatiane e Felipe Hoffmmann Vieira. Radicado em Jacaraípe, município de Serra desde 1990, exerce a profissão de Corretor de Imóveis desde então. Membro da Loja Maçônica Caridade e Esperança desde 1996, onde exerce a função de Venerável Mestre e desenvolve várias atividades comunitárias, dentre as quais atualmente se destaca o projeto da Maçonaria da Serra - Alfa e Ação - Alfabetização. Reconhecendo sua atuação em solo espíritosantense é que pedimos aos nobres pares o apoio para aprovação do projeto em foco. A matéria foi protocolada em 13/05/2010, lida no expediente do dia 17/05/2010 e encontra-se publicada no Diário do Poder Legislativo-DPL do dia 19/05/2010, conforme despacho de fl. 06 dos autos. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão para exame e parecer de mérito, atendendo normas regimentais estabelecidas no art. 52 (Resolução n.º 2.700/09). É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Decreto Legislativo em análise, de autoria do Deputado Wanildo Sarnáglia, já foi analisado anteriormente pela Comissão de Constituição e Justiça quanto à sua constitucionalidade e legalidade, nesta oportunidade, cabe a esta Comissão de Defesa da Cidadania e dos Direitos Humanos tão somente a análise do mérito. Sob o prisma da constitucionalidade e legalidade, o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista no artigo 25, 1º, da Constituição Federal. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos pela exegese da regra constitucional contida no art. 61, IV, da Carta Estadual, que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o Decreto Legislativo, estando o Projeto, neste aspecto, em sintonia com a Constituição Estadual. Quanto à iniciativa da matéria em apreço, concluímos por sua subjunção aos preceitos constitucionais, tendo em vista que o art. 63, caput, da Constituição Estadual, estabelece a iniciativa legiferante concorrente da matéria em questão. No que tange ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que, a princípio, a análise é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação. E, sua votação é por maioria simples e nominal. Após aprovado, será promulgado o Decreto Legislativo e publicado no Diário do Poder Legislativo DPL. Após análise dos aspectos constitucionais formais, resta-nos analisar os aspectos materiais, comparando as regras do Projeto com os preceitos constitucionais. Assim, as normas introduzidas no referido projeto encontram compatibilidade com os preceitos constantes das Constituições, Federal e Estadual, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Em especial, cumpre-nos evidenciar que o Projeto em análise atende aos requisitos previstos no art. 1º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , eis que o homenageado apresenta em seu currículo relevantes serviços à comunidade, que, embora não tenha nascido neste Estado o adotou como sua cidade natal. Quanto ao aspecto da técnica legislativa empregada no projeto em apreço, deixo a critério da Diretoria Legislativa de Redação - DLR, a quem compete sugerir modificações na forma da Lei Complementar Federal n.º 95/98, com alterações introduzidas pela Lei Complementar Federal n.º 107/2001, e, dispositivos do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/09), que regem a redação dos atos normativos, o que ocorre in casu. Porquanto, cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se apenas à análise de MÉRITO, eis que cabe à Comissão de Constituição e Justiça a análise da constitucionalidade e da legalidade, pertencendo, ainda, à discricionariedade parlamentar quanto à avaliação sobre a conveniência e a oportunidade acerca da Concessão do Título de Cidadão Espírito- Santense Senhor Walter Ney Vieira. Por todo o exposto, concluímos pela aprovação do Projeto de Decreto Legislativo n.º 23/2010, de autoria do Deputado Wanildo Sarnáglia, com fundamento nos artigos 25, 1º, da Constituição Federal e 63, caput, da Constituição Estadual e na legislação infraconstitucional, em especial, a Lei Estadual n.º 7.832/04, alterada pela Lei n.º 8.957/08, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Sendo assim, sugerimos aos demais membros desta douta Comissão, a adoção do seguinte:
72 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 PARECER N.º 29/2010 A COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS é pela APROVAÇÃO do Projeto de Decreto Legislativo n.º 23/2010, de autoria do Deputado Wanildo Sarnáglia. Sala das Comissões, 21 de junho de JANETE DE SÁ Presidenta/Relatora PAULO FOLETTO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Publiquem-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 275/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 24/2010, de autoria do Deputado Dary Pagung, concede título de Cidadão Espírito-santense ao Dr. Antonio Carlos Gomes da Silva Júnior. Na justificativa do projeto em tela, o autor expõe a trajetória curricular-profissional do Dr. Antonio Carlos Gomes da Silva Junior no âmbito da Administração Pública exercida nos Estados de Minas Gerais e Bahia, atuando como fiscal da lei, defensor dos interesses dos cidadãos e professor universitário. Atualmente, é Promotor de Justiça do Estado do Espírito Santo, desde outubro de Após juntado o parecer técnico da Procuradoria, a proposta seguiu os trâmites regimentais e, distribuída a esta Comissão de Constituição e Justiça, cabendo-nos agora examiná-la e oferecer parecer em conformidade com o que preceitua o artigo 41, inciso I, do Regimento Interno (Resolução 2.700/2009). Tendo em vista que a aprovação dessa matéria é, a princípio, de competência das comissões, nos termos do art. 60, 2º, da Constituição Estadual. O Projeto encontra-se publicado no Diário do Poder Legislativo, edição do dia 19/05/2010, vindo a esta Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação, para emissão de parecer, conforme despacho de fl. 05, do projeto supra. É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Decreto Legislativo n.º 24/2010, concede Título de Cidadão Espírito-Santense ao Dr. Antonio Carlos Gomes da Silva Júnior. Pela descrição do projeto, constatamos que o mesmo trata a matéria de competência estadual, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista nos artigos 25, 1º, da Constituição Federal e art. 63 da Carta Estadual, in verbis: Constituição Federal Art. 25. Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem, observados os princípios desta Constituição. 1º - São reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas por esta Constituição. (...) Constituição Estadual Art. 63. A iniciativa das Leis cabe a qualquer membro ou comissão da Assembleia Legislativa, ao Governador do Estado, ao Tribunal de Justiça, ao Ministério Público e aos cidadãos, satisfeitos os requisitos estabelecidos nessa Constituição. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos pela exegese das regras constitucionais contidas nos artigos 56, XXIX (Redação dada pela EC. nº 62/09) e 61, IV, todos da Carta Estadual, que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o Decreto Legislativo, estando o projeto, neste aspecto, em sintonia com Constituição Estadual. Quanto à iniciativa da matéria em apreço, concluímos por sua subjunção aos preceitos constitucionais, tendo em vista que o artigo 63, caput, da Constituição Estadual, estabelece a iniciativa legiferante concorrente da matéria em questão. Em cumprimento ao Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/2009), no que tange ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que, a princípio, é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação, em conformidade com o art. 41, inc. I e após a sua publicação no Diário do Poder Legislativo - DPL, a matéria tramita para o processo votação nominal e por maioria simples de acordo com o ordenamento do art. 277, todos do mesmo estatuto.
73 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo Após análise dos aspectos constitucionais formais, resta-nos analisar os aspectos materiais, comparando as regras do projeto com os preceitos constitucionais. Assim, as normas introduzidas no referido projeto encontram compatibilidade com os preceitos constantes das Constituições, Federal e Estadual, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Em especial, no que se refere ao aspecto da legalidade, cumpre-nos evidenciar que o projeto em apreço atende os requisitos previstos no art. 1º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , eis que o autor expõe a trajetória curricular-profissional do Dr. Antonio Carlos Gomes da Silva Junior no âmbito da Administração Pública exercida nos Estados de Minas Gerais e Bahia, atuando como fiscal da lei, defensor dos interesses dos cidadãos e professor universitário. Atualmente, é Promotor de Justiça do Estado do Espírito Santo, desde outubro de Ressalte-se, por fim, que cumpre ao Plenário manifestar-se sobre a valoração dos ditos serviços, em suma, sobre o seu mérito, aprovando ou não a presente concessão. Quanto ao aspecto da técnica legislativa empregada no projeto em apreço, deve ficar evidenciado o atendimento às regras introduzidas pela Lei Complementar Federal n.º 95/98, com introduções apresentadas pela Lei Complementar Federal n.º 107/01, que rege a redação dos atos normativos, o que ocorre in casu. Cumpre-nos advertir que o presente opinamento restringe-se ao aspecto jurídico, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar à avaliação de mérito sobre a conveniência e a oportunidade acerca da concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense ao Dr. Antonio Carlos Gomes da Silva Júnior. Em conclusão, opinamos pela CONSTITUCIONALIDADE E LEGALIDADE DO PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N.º 24/2010, com fundamento nos artigos 25, 1º, da Constituição Federal e 56, XXIX (Redação dada pela EC. Nº 62/09), 61, IV e 63, caput, da Constituição Estadual e na legislação infraconstitucional pertinente, em especial, a Lei Estadual n.º 7.832/04, com alterações introduzidas pela Lei n.º 8.957/08, ao tempo em que sugerimos a adoção do seguinte: PARECER N.º 275/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela CONSTITUCIONALIDADE e LEGALIDADE do Projeto de Decreto Legislativo n.º 24/2010, de autoria do Deputado Dary Pagung. Sala das Comissões, 14 de junho de THEODORICO FERRAÇO Presidente/Relator CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG LUZIA TOLEDO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS PARECER N.º 30/2010 RELATÓRIO O PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N.º 24/2010, de autoria do Deputado DARY PAGUNG, visa conceder título de Cidadão Espírito-Santense ao Dr. ANTONIO CARLOS GOMES DA SILVA JÚNIOR. Depois de juntado o parecer técnico da Procuradoria, a proposta foi encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça, Serviço e Redação para análise e parecer, manifestando-se pela constitucionalidade e legalidade do projeto em consonância com o parecer técnico. Seguindo o trâmite regimental, o aludido tema foi distribuído a esta Comissão, cabendo-nos examinála e oferecer parecer em conformidade ao ordenamento do art. 52, do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/2009), de acordo com o despacho do Presidente da Mesa Diretora em 17/05/10. É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Decreto Legislativo n.º 24/2010, de autoria do Deputado DARY PAGUNG, que concede título de Cidadania Espírito-Santense ao Dr. ANTONIO CARLOS GOMES DA SILVA JÚNIOR, já foi analisado pela Comissão de Justiça quanto à sua constitucionalidade e legalidade, cabendo apenas a esta Comissão a análise do mérito. O homenageado é merecedor de ser agraciado com o título proposto, não só pelo que consta da justificativa de fl. 03 do projeto supra, mas por ser personalidade pública. Atuando no Estado do Espírito Santo, tem tido oportunidade de prestar relevantes serviços à população, o que, certamente, se reverte em incontestáveis benefícios à sociedade. Diante do exposto, somos pela adoção do seguinte: PARECER N.º 30/2010 A COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS é pela APROVAÇÃO do Projeto de Decreto Legislativo n.º 24/2010, de autoria do Deputado Dary Pagung, na forma do art. 52, do Regimento Interno Resolução n.º 2.700/2009. Sala das Comissões, 21 de junho de JANETE DE SÁ Presidenta/Relatora LUZIA TOLEDO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI
74 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Publiquem-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 276/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 25/2010, de autoria do Deputado Dary Pagung, Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor Dr. Marcelo Victor Valente Gouveia Teixeira. Na justificativa o autor apresenta que o homenageado, nasceu na Cidade do Rio de Janeiro - RJ em 03 de junho de Graduado em Bacharel em Direito pela Universidade Estácio de Sá Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, em Atualmente é Promotor de Justiça do Estado do Espírito Santo, Titular da 2.ª Promotoria de Justiça Cumulativa de Pancas-ES. A matéria foi protocolizada no dia 13/05/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 17/05/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo DPL, edição do dia 27/05/2010, às páginas 9087/9088. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação para exame e parecer na forma do art. 41, I, do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/09). Distribuída a matéria, coube-nos examiná-la e emitir parecer. É o relatório. PARECER DO RELATOR DA ANÁLISE QUANTO AO ASPECTO DA LEGALIDADE, DA CONSTITUCIONALIDADE FORMAL E MATERIAL E DA JURIDICIDADE Sob o prisma da constitucionalidade e legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista no artigo 25, 1º, da Constituição Federal. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos pela exegese da regra constitucional contida no art. 61, IV, da Carta Estadual, que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o Decreto Legislativo, estando o Projeto, neste aspecto, em sintonia com a Constituição Estadual. Quanto à iniciativa da matéria em apreço, concluímos por sua subjunção aos preceitos constitucionais, tendo em vista que o art. 63, caput, da Constituição Estadual, estabelece a iniciativa legiferante concorrente da matéria em questão. No que tange ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que, a princípio, a análise é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação. E, sua votação é por maioria simples e nominal. Após aprovado, será promulgado o Decreto Legislativo e publicado no Diário do Poder Legislativo DPL. Após análise dos aspectos constitucionais formais, resta-nos analisar os aspectos materiais, comparando as regras do Projeto com os preceitos constitucionais. Assim, as normas introduzidas no referido projeto encontram compatibilidade com os preceitos constantes das Constituições, Federal e Estadual, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Em especial, cumpre-nos evidenciar que o Projeto em análise atende aos requisitos previstos no art. 1º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , eis que o homenageado apresenta em seu currículo relevantes serviços à comunidade, que, embora não tenha nascido neste Estado o adotou como sua cidade natal. Quanto ao aspecto da técnica legislativa empregada no projeto em apreço, deixo a critério da Diretoria Legislativa de Redação - DLR, a quem compete sugerir modificações na forma da Lei Complementar Federal n.º 95/98, com alterações introduzidas pela Lei Complementar Federal n.º 107/2001, e, dispositivos do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/09), que regem a redação dos atos normativos, o que ocorre in casu. Cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se ao aspecto jurídico, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar quanto à avaliação de mérito sobre a conveniência e a oportunidade acerca da Concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense ao Senhor Dr. Marcelo Victor Valente Gouveia Teixeira. Por todo o exposto, concluímos pela constitucionalidade e legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 25/2010, de autoria do Deputado Dary Pagung, com fundamento nos artigos 25, 1º, da Constituição Federal e 63, caput, da Constituição Estadual e na legislação infraconstitucional, em especial, a Lei Estadual n.º 7.832/04, alterada pela Lei n.º 8.957/08, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Sendo assim, sugerimos aos demais membros desta douta Comissão, a adoção do seguinte: PARECER N.º 276/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é
75 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo pela CONSTITUCIONALIDADE e LEGALIDADE do Projeto de Decreto Legislativo n.º 25/2010, de autoria do Ex. mo Deputado Dary Pagung. Sala Rui Barbosa, 14 de junho de THEODORICO FERRAÇO Presidente/Relator CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG LUZIA TOLEDO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS PARECER N.º 31/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 25/2010, de autoria do Deputado Dary Pagung, Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor Dr. Marcelo Victor Valente Gouveia Teixeira. Na justificativa o autor apresenta que o homenageado, nasceu na Cidade do Rio de Janeiro - RJ em 03 de junho de Graduado em Bacharel em Direito pela Universidade Estácio de Sá Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, em Atualmente é Promotor de Justiça do Estado do Espírito Santo, Titular da 2ª Promotoria de Justiça Cumulativa de Pancas-ES. A matéria foi protocolizada no dia 13/05/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 17/05/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo DPL, edição do dia 27/05/2010, às páginas 9087/9088. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão para exame e parecer de mérito, atendendo normas regimentais estabelecidas no art. 52 (Resolução n.º 2.700/2009). É o relatório. PARECER DO RELATOR Sob o prisma da constitucionalidade e legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista no artigo 25, 1º, da Constituição Federal. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos pela exegese da regra constitucional contida no art. 61, IV, da Carta Estadual, que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o Decreto Legislativo, estando o Projeto, neste aspecto, em sintonia com a Constituição Estadual. Quanto à iniciativa da matéria em apreço, concluímos por sua subjunção aos preceitos constitucionais, tendo em vista que o art. 63, caput, da Constituição Estadual, estabelece a iniciativa legiferante concorrente da matéria em questão. No que tange ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que, a princípio, a análise é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação. E, sua votação é por maioria simples e nominal. Após aprovado, será promulgado o Decreto Legislativo e publicado no Diário do Poder Legislativo DPL. Após análise dos aspectos constitucionais formais, resta-nos analisar os aspectos materiais, comparando as regras do Projeto com os preceitos constitucionais. Assim, as normas introduzidas no referido projeto encontram compatibilidade com os preceitos constantes das Constituições, Federal e Estadual, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Em especial, cumpre-nos evidenciar que o Projeto em análise atende aos requisitos previstos no art. 1º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , eis que o homenageado apresenta em seu currículo relevantes serviços à comunidade, que, embora não tenha nascido neste Estado o adotou como sua cidade natal. Quanto ao aspecto da técnica legislativa empregada no projeto em apreço, deixo a critério da Diretoria Legislativa de Redação - DLR, a quem compete sugerir modificações na forma da Lei Complementar Federal n.º 95/98, com alterações introduzidas pela Lei Complementar Federal n.º 107/2001, e, dispositivos do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/09), que regem a redação dos atos normativos, o que ocorre in casu. Porquanto, cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se apenas à análise de MÉRITO, eis que cabe à Comissão de Constituição e Justiça a análise da constitucionalidade e da legalidade, pertencendo, ainda, à discricionariedade parlamentar quanto à avaliação sobre a conveniência e a oportunidade acerca da Concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense Senhor Dr. Marcelo Victor Valente Gouveia Teixeira. Por todo o exposto, concluímos pela constitucionalidade e legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 25/2010, de autoria do Deputado Dary Pagung, com fundamento nos artigos 25, 1º, da Constituição Federal e 63, caput, da Constituição Estadual e na legislação infraconstitucional, em especial, a Lei Estadual n.º 7.832/04, alterada pela Lei n.º 8.957/08, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Pelas razões aludidas anteriormente relativas à matéria, entendemos que a mesma deve ser
76 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 aprovada, razão pela qual, recomendamos aos demais membros desta Comissão o seguinte: PARECER N.º 31/2010 A COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS é pela APROVAÇÃO do Projeto de Decreto Legislativo n.º 25/2010, de autoria do Deputado Dary Pagung. Sala das Comissões, 21 de junho de JANETE DE SÁ Presidenta/Relatora LUZIA TOLEDO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Publiquem-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 277/2010 Parecer do Relator: Projeto de Decreto Legislativo n.º 26/2010. Autora: Deputada Estadual Aparecida Denadai. Ementa: Concede Título de Cidadã Espírito- Santense a Senhora Vera Lúcia de Carvalho Demonier. RELATÓRIO Por distribuição do Sr. Presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação, coube-me a relatoria, sobre a análise prévia acerca do aspecto constitucional, legal e regimental do Projeto de Decreto Legislativo n.º 26/2010. A matéria passou pelo crivo da Mesa Diretora, sem restrições e foi lida na sessão Ordinária do dia 17/05/2010, e está publicada no Diário do Poder Legislativo do dia 19 de maio de Apresenta o currículo do homenageado, de forma sucinta, em forma de justificativa devidamente assinada pela autora, preenchendo, desta forma, os requisitos legais necessários. É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Decreto Legislativo de n.º 26/2010, em análise, que tem como finalidade conceder Título de Cidadã Espírito-Santense à Senhora Vera Lúcia de Carvalho Demonier, pelo que passo a exame. DA ANÁLISE DO ASPECTO DA CONSTITUCIONALIDADE, FORMAL E MATERIAL, JURIDICIDADE E LEGALIDADE Pela descrição do projeto, constatamos que o mesmo trata de matéria que diz respeito ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual (Deputado Estadual), no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista no art. 25, 1º, da Constituição Federal da República, in verbis: Art. 25. Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem e observados os princípios desta Constituição. 1º - São reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas por esta Constituição. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, pela exegese das regras constitucionais contidas nos artigos 55, 56 e 61, inc. IV, todos da Carta Estadual, que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o Decreto Legislativo, guardando o projeto, neste aspecto, estrita observância à Constituição Estadual. No que diz respeito à iniciativa da matéria em exame, pode se concluir por sua subjunção aos preceitos constitucionais, com fundamento no art. 63, caput, da Constituição Estadual, que estabelece a iniciativa legislativa concorrente da matéria ora em apreciação. A doutrina vencedora defende que a competência concorrente é típica de repartição vertical de competência no Brasil. Ela se expressa na possibilidade de que sobre uma mesma matéria diferentes entes políticos atuem de maneira a legislar sobre determinada matéria, adotando-se, a predominância da União, que irá legislar normas gerais (art. 25, 1º) e aos Estados estabelece-se a possibilidade, em virtude do poder suplementar, de legislar sobre assuntos referentes aos interesses locais (art. 24, 2º da CF). (...) 2º - A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplementar dos Estados. Em relação ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que a aprovação da matéria, a princípio, é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação. Portanto, o quorum para aprovação da matéria na comissão e o respectivo processo de votação é por meio de maioria simples e processo de votação nominal.
77 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo Após análise dos aspectos constitucionais formais, resta-nos analisar os aspectos materiais, comparando as regras do projeto com os preceitos constitucionais. Assim, as normas introduzidas no referido projeto encontram compatibilidade com os preceitos constante das Constituições Federal e Estadual, bem como da legislação infraconstitucional pertinente á espécie. Em especial, no que se refere ao aspecto da legalidade, cumpre-nos evidenciar que o projeto em apreço atende os requisitos previstos no art. 1º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , e a Lei de n.º 8.957/2008, eis que o autor apresenta na justificativa e no currículo de informações a respeito da vida educacional e profissional, onde consta os serviços prestados pela pretensa agraciada em prol da população do Espírito Santo. Ressalte-se, por fim, que cumpre ao Plenário manifestar-se sobre a valoração dos ditos serviços, em suma, sobre o seu mérito, aprovando ou não a presente concessão do honroso Título de Cidadã Espírito-Santense, que assim se encontra redigido, verbis: Art. 1º Fica concedido o Título e Cidadã Espírito-Santense a Senhora Vera Lúcia de Carvalho Demonier. Quanto ao aspecto da técnica legislativa empregada no projeto em apreço, deve ficar evidenciado o atendimento às regras estabelecidas pela Lei Complementar Federal n.º 95/98, e as alterações introduzidas pela Lei Complementar n.º 107/01, que rege a redação dos atos normativos, o que ocorre in casu. Cumpre-nos ressaltar que a análise restringe-se, tão somente, ao aspecto jurídico, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar a avaliação de mérito sobre a conveniência e a oportunidade acerca da concessão do Título de Cidadã Espírito-Santense a Senhora Vera Lúcia de Carvalho Demonier. Pelas razões supra, conclui-se pela constitucionalidade, juridicidade e legalidade do Projeto de Decreto Legislativo de n.º 26/2010, de autoria da Deputada Estadual APARECIDA DENADAI com a fundamentação supra demonstrada, ao tempo em que sugerimos aos nobres pares desta douta Comissão a adoção do seguinte: PARECER N.º 277/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela constitucionalidade, juridicidade, legalidade e boa técnica legislativa o Projeto de Decreto Legislativo n.º 26/2010, de autoria da Deputada Estadual Aparecida Denadai. Sala das Sessões, 14 de junho de THEODORICO FERRAÇO Presidente/Relator CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG LUZIA TOLEDO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS PARECER N.º 32/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 26/2010, de autoria da Deputada Aparecida Denadai visa conceder o Título de Cidadão Espírito-Santense à Senhora Vera Lúcia de Carvalho Demonier. Depois de juntado o parecer técnico da Procuradoria, a proposta foi encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação para análise e parecer, manifestando-se pela constitucionalidade e legalidade do projeto em consonância com o parecer técnico. Seguindo o trâmite regimental, o aludido foi distribuído a esta Comissão, cabendo-nos examiná-la e oferecer em conformidade ao ordenamento do art. 52, do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/09), de acordo com o despacho do Presidente da Mesa Diretora em 17 de maio de É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Decreto Legislativo n.º 26/2010, de autoria da Deputada Aparecida Denadai, que concede o Título de Cidadania Espírito-Santense à Senhora Vera Lúcia de Carvalho Demonier já foi analisado pela Comissão de Justiça quanto à sua constitucionalidade e legalidade, cabendo apenas e esta Comissão a análise do mérito. Cumpre-nos ressaltar que o presente opinamento restringe-se ao aspecto jurídico, verificadas as regras legais contidas no artigo 25, 1º da Constituição Federal e artigo 56, inciso XXIX e 61, inciso IV da Carta Estadual, além de conferidos os requisitos previstos no artigo 1º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832/04, alterada pela Lei n.º 8.957/08, incumbência, portanto, à discricionariedade parlamentar à avaliação de mérito sobre a conveniência e a oportunidade acerca do título de Cidadão Espírito- Santense ao homenageado. Diante do exposto, somos pela adoção do seguinte: PARECER N.º 32/2010 A COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITROS HUMANOS é pela APROVAÇÃO do Projeto de Decreto Legislativo n.º 26/2010, de autoria da Deputada Aparecida Denadai, na forma do artigo 52, do Regimento Interno Resolução n.º 2.700/2009. Sala das Comissões, 21 de junho de JANETE DE SÁ Presidenta/Relatora DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI LUZIA TOLEDO
78 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Publiquem-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 281/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 30/2010, de autoria do Deputado Da Vitória, Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor Luiz Gonzaga Machado. Na justificativa o autor apresenta que o homenageado, nasceu na Cidade de Maricá, Rio de Janeiro. Chegou ao Estado do Espírito Santo em junho de 1975, representando a empresa Quartzolit. Percebendo a oportunidade de crescimento, fundou a empresa Argalit Indústria de Revestimentos Ltda., em Cachoeiro de Itapemirim e, três anos depois, mudou-se para Cariacica. Neste ano, o Grupo Argalit completa 28 anos de história no mercado capixaba. O homenageado é Presidente do Grupo Argalit e é visto pelos seus parceiros de negócios como um grande empreendedor. A matéria foi protocolizada no dia 14/05/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 17/05/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo DPL, edição do dia 27/05/2010, às páginas O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação para exame e parecer na forma do art. 41, I, do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/09). Distribuída a matéria, coube-nos examiná-la e emitir parecer. É o relatório. PARECER DO RELATOR DA ANÁLISE QUANTO AO ASPECTO DA LEGALIDADE, DA CONSTITUCIONALIDADE FORMAL E MATERIAL E DA JURIDICIDADE Sob o prisma da constitucionalidade e legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista no artigo 25, 1º, da Constituição Federal. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos pela exegese da regra constitucional contida no art. 61, IV, da Carta Estadual, que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o Decreto Legislativo, estando o Projeto, neste aspecto, em sintonia com a Constituição Estadual. Quanto à iniciativa da matéria em apreço, concluímos por sua subjunção aos preceitos constitucionais, tendo em vista que o art. 63, caput, da Constituição Estadual, estabelece a iniciativa legiferante concorrente da matéria em questão. No que tange ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que, a princípio, a análise é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação. E, sua votação é por maioria simples e nominal. Após aprovado, será promulgado o Decreto Legislativo e publicado no Diário do Poder Legislativo DPL. Após análise dos aspectos constitucionais formais, resta-nos analisar os aspectos materiais, comparando as regras do Projeto com os preceitos constitucionais. Assim, as normas introduzidas no referido projeto encontram compatibilidade com os preceitos constantes das Constituições, Federal e Estadual, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Em especial, cumpre-nos evidenciar que o Projeto em análise atende aos requisitos previstos no art. 1º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , eis que o homenageado apresenta em seu currículo relevantes serviços à comunidade, que, embora não tenha nascido neste Estado o adotou como sua cidade natal. Quanto ao aspecto da técnica legislativa empregada no projeto em apreço, deixo a critério da Diretoria Legislativa de Redação - DLR, a quem compete sugerir modificações na forma da Lei Complementar Federal n.º 95/98, com alterações introduzidas pela Lei Complementar Federal n.º 107/2001, e, dispositivos do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/09), que regem a redação dos atos normativos, o que ocorre in casu. Cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se ao aspecto jurídico, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar quanto à avaliação de mérito sobre a conveniência e a oportunidade acerca da Concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense ao Senhor Luiz Gonzaga Machado. Por todo o exposto, concluímos pela constitucionalidade e legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 30/2010, de autoria do Deputado Da Vitória, com fundamento nos artigos 25, 1º, da Constituição Federal e 63, caput, da Constituição Estadual e na legislação infraconstitucional, em especial, a Lei Estadual n.º 7.832/04, alterada pela Lei n.º 8.957/08, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Sendo assim, sugerimos aos demais membros desta douta Comissão, a adoção do seguinte:
79 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo PARECER N.º 281/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela CONSTITUCIONALIDADE e LEGALIDADE do Projeto de Decreto Legislativo n.º 30/2010, de autoria do Ex. mo Deputado Da Vitória. Sala Rui Barbosa, 14 de junho de THEODORICO FERRAÇO Presidente/Relator CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG LUZIA TOLEDO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS PARECER N.º 36/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 30/2010, de autoria do Deputado Da Vitória, Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor Luiz Gonzaga Machado. Na justificativa o autor apresenta que o homenageado, nasceu na Cidade de Maricá, Rio de Janeiro. Chegou ao Estado do Espírito Santo em junho de 1975, representando a empresa Quartzolit. Percebendo a oportunidade de crescimento, fundou a empresa Argalit Indústria de Revestimentos Ltda., em Cachoeiro de Itapemirim e, três anos depois, mudou-se para Cariacica. Neste ano, o Grupo Argalit completa 28 anos de história no mercado capixaba. O homenageado é Presidente do Grupo Argalit e é visto pelos seus parceiros de negócios como um grande empreendedor. A matéria foi protocolizada no dia 14/05/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 17/05/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo DPL, edição do dia 27/05/2010, às páginas O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Procuradoria para exame e parecer de mérito, atendendo normas regimentais estabelecidas no art. 52 (Resolução n.º 2.700/2009). É o relatório. PARECER DO RELATOR Sob o prisma da constitucionalidade e legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista no artigo 25, 1º, da Constituição Federal. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos pela exegese da regra constitucional contida no art. 61, IV, da Carta Estadual, que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o Decreto Legislativo, estando o Projeto, neste aspecto, em sintonia com a Constituição Estadual. Quanto à iniciativa da matéria em apreço, concluímos por sua subjunção aos preceitos constitucionais, tendo em vista que o art. 63, caput, da Constituição Estadual, estabelece a iniciativa legiferante concorrente da matéria em questão. No que tange ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que, a princípio, a análise é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação. E, sua votação é por maioria simples e nominal. Após aprovado, será promulgado o Decreto Legislativo e publicado no Diário do Poder Legislativo DPL. Após análise dos aspectos constitucionais formais, resta-nos analisar os aspectos materiais, comparando as regras do Projeto com os preceitos constitucionais. Assim, as normas introduzidas no referido projeto encontram compatibilidade com os preceitos constantes das Constituições, Federal e Estadual, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Em especial, cumpre-nos evidenciar que o Projeto em análise atende aos requisitos previstos no art. 1º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , eis que o homenageado apresenta em seu currículo relevantes serviços à comunidade, que, embora não tenha nascido neste Estado o adotou como sua cidade natal. Quanto ao aspecto da técnica legislativa empregada no projeto em apreço, deixo a critério da Diretoria Legislativa de Redação - DLR, a quem compete sugerir modificações na forma da Lei Complementar Federal n.º 95/98, com alterações introduzidas pela Lei Complementar Federal n.º 107/2001, e, dispositivos do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/09), que regem a redação dos atos normativos, o que ocorre in casu. Porquanto, cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se apenas à análise de MÉRITO, eis que cabe à Comissão de Constituição e Justiça a análise da constitucionalidade e da legalidade, pertence, ainda, à discricionariedade parlamentar quanto à avaliação sobre a conveniência e a oportunidade acerca da Concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense ao Senhor Luiz Gonzaga Machado. Por todo o exposto, concluímos pela aprovação do Projeto de Decreto Legislativo n.º 30/2010, de autoria do Deputado Da Vitória, com fundamento nos artigos 25, 1º, da Constituição Federal e 63, caput, da Constituição Estadual e na
80 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 legislação infra-federal e 63 caput, da Constituição Estadual e na Legislação infra-constitucional em especial, a Lei Estadual n.º 7.832/04, alterada pela Lei n.º 8.957/08, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Sendo assim, sugerimos aos demais membro desta douta Comissão, a adoção do seguinte: PARECER N.º 36/2010 A COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS é pela APROVAÇÃO do Projeto de Decreto Legislativo n.º 30/2010, de autoria do Deputado Da Vitória. Sala das Comissões, 21 de junho de JANETE DE SÁ Presidenta/Relatora DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI LUZIA TOLEDO O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Publiquem-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 283/2010 Parecer do Relator: Projeto de Decreto Legislativo n.º 33/2010. Autor: Deputado Euclério Sampaio. Ementa: Concede Título de Cidadania Espíritosantense ao Senhor EDUARDO CASSEB LOIS. RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 33/2010, de autoria do Deputado Euclério Sampaio, Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor EDUARDO CASSEB LOIS. Na justificativa do Projeto de Decreto Legislativo, o autor apresenta que o homenageado nasceu em São José do Rio Preto São Paulo, residente em Vitória, Espírito Santo. É formado em Direito pela UNIRP Centro Universitário de Rio Preto. Fez estágios na Advocacia Silvério Polotto e Advogados Associados, na Prefeitura de São José do Rio Preto (Departamento de Execuções Fiscais), no Robens Incorporação Ltda. (Departamento Jurídico) e na Advocacia, Consultoria e Assessoria Jurídica (prestando serviços de advocacia e consultoria jurídica). Hoje atua como Procurador do Município de Vitória, lotado na Gerência Tributária e Financeira. A matéria foi protocolizada no dia 17/05/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 19/05/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo DLP, edição do dia 20/05/2010, às pags. 11 e 12. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação para exame e parecer na forma do disposto no art. 41, I, do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/09). É o relatório. PARECER DO RELATOR DA ANÁLISE QUANTO AO ASPECTO DA LEGALIDADE E DA CONSTITUCIONALIDADE FORMAL E MATERIAL Sob o prisma da constitucionalidade e legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista no artigo 25, 1º, da Constituição Federal. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos pela exegese da regra constitucional contida no art. 56, XXIX, da Carta Estadual, que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o Decreto Legislativo, estando o Projeto, neste aspecto, em sintonia com a Constituição Estadual. Quanto à iniciativa da matéria em apreço, concluímos por sua subjunção aos preceitos constitucionais, tendo em vista que o art. 63, caput, da Constituição Estadual, estabelece a iniciativa legiferante concorrente da matéria em questão. No que tange ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que, a princípio, a análise é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação. E, sua votação é por maioria simples e nominal. Após aprovado, será promulgado o Decreto Legislativo e publicado no Diário do Poder Legislativo DPL. Sendo assim, sugerimos aos demais membros desta douta Comissão, a adoção do seguinte: PARECER N.º 283/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela constitucionalidade e legalidade do Projeto de
81 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo Decreto Legislativo n.º 33/2010, de autoria do Deputado Euclério Sampaio. Sala Rui Barbosa, 14 de junho de THEODORICO FERRAÇO Presidente/Relator CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG LUZIA TOLEDO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS PARECER N.º 38/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 33/2010, de autoria do Deputado Euclério Sampaio, Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor Eduardo Casseb Lois. Na justificativa do Projeto de Decreto Legislativo, o autor apresenta que o homenageado nasceu em São José do Rio Preto, São Paulo, residente em Vitória, Espírito Santo. É formado em Direito pela UNIRP Centro Universitário de Rio Preto. Fez estágios na Advocacia Silvério Polotto e Advogados Associados, na Prefeitura de São José do Rio Preto (Departamento de Execuções Fiscais), no Robens Incorporação Ltda. (Departamento Jurídico) e na Advocacia, Consultoria e Assessoria Jurídica (prestando serviços de advocacia e consultoria jurídica). Hoje atua como Procurador do Município de Vitória, lotado na Gerência Tributária e Financeira. A matéria foi protocolizada no dia 17/05/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 19/05/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo DLP, edição do dia 20/05/2010, às pags. 11 e 12. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão para exame e parecer de mérito, atendendo normas regimentais estabelecidas no art. 52 (Resolução n.º 2.700/2009). É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Decreto Legislativo n.º 33/2010, de autoria do Deputado Euclério Sampaio, Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor Eduardo Casseb Lois. Sob o prisma da legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o decreto legislativo. Em especial, no que se refere ao aspecto da legalidade, cumpre-nos evidenciar que o projeto em apreço atende os requisitos previstos no art. 1º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , posto que o autor apresenta na justificativa do projeto, os serviços prestados pelo pretenso agraciado, que, embora não tenha nascido neste Estado - nasceu no Estado de São Paulo - o adotou como sua cidade natal. Está radicado no Espírito Santo, é formado em Direito, hoje atuando como Procurador da Prefeitura Municipal de Vitória, lotado na Gerência Tributária e financeira. Ressalte-se, que incumbe ao Plenário manifestar-se sobre a valoração dos serviços prestados pelo homenageado, em suma, sobre o seu mérito, aprovando ou não a presente concessão. Cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se ao aspecto de mérito, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar a avaliação do mesmo sobre a conveniência e a oportunidade acerca da concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense ao Senhor Eduardo Casseb Lois. Por todo o exposto, concluímos pela legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 33/2010, de autoria do Deputado Euclério Sampaio, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Pelas razões aludidas anteriormente relativas à matéria, entendemos que a mesma deve ser aprovada, razão pela qual, recomendamos aos demais membros desta Comissão o seguinte: PARECER N.º 38/2010 A COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS é pela APROVAÇÃO do Projeto de Decreto Legislativo n.º 33/2010, de autoria do Deputado Euclério Sampaio. Sala das Comissões, 21 de junho de JANETE DE SÁ Presidenta/Relatora DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI LUZIA TOLEDO O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Publiquem-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê:
82 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 284/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 34/2010, de autoria do Deputado Euclério Sampaio, Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor Almir Neres. Na justificativa do Projeto de Decreto Legislativo, o autor apresenta que o homenageado, nasceu no município de Ibirapoã, Estado da Bahia, tendo chegado em 1974 ao Espírito Santo. Participou ativamente de trabalhos sociais junto à comunidade vilavelhense. Tem participado também de sua vida pública e política, chegando hoje à Câmara Municipal de Vila Velha na qualidade de um dos vereadores mais bem votados do município. A matéria foi protocolizada no dia 17/05/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 19/05/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo DLP, edição do dia 20/05/2010 à pag. 12. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação para exame e parecer na forma do art. 41, I, do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/2009). Distribuída a matéria, coube-nos examiná-la e emitir parecer. É o relatório. PARECER DO RELATOR DA ANÁLISE QUANTO AO ASPECTO DA LEGALIDADE, DA CONSTITUCIONALIDADE FORMAL E MATERIAL E DA JURIDICIDADE Sob o prisma da constitucionalidade e legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista no artigo 25, 1º, da Constituição Federal. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos pela exegese da regra constitucional contida no art. 61, IV, da Carta Estadual, que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o Decreto Legislativo, estando o Projeto, neste aspecto, em sintonia com a Constituição Estadual. Quanto à iniciativa da matéria em apreço, concluímos por sua subjunção aos preceitos constitucionais, tendo em vista que o art. 63, caput, da Constituição Estadual, estabelece a iniciativa legiferante concorrente da matéria em questão. No que tange ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que, a princípio, a análise é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação. E, sua votação é por maioria simples e nominal. Após aprovado, será promulgado o Decreto Legislativo e publicado no Diário do Poder Legislativo DPL. Após análise dos aspectos constitucionais formais, resta-nos analisar os aspectos materiais, comparando as regras do Projeto com os preceitos constitucionais. Assim, as normas introduzidas no referido projeto encontram compatibilidade com os preceitos constantes das Constituições, Federal e Estadual, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Em especial, cumpre-nos evidenciar que o Projeto em análise atende aos requisitos previstos no art. 1º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei nº 8.957, de , posto que o homenageado presta relevantes serviços à comunidade, que, embora não tenha nascido neste Estado - nasceu no Estado da Bahia o adotou como sua cidade natal. Está radicado no Espírito Santo há 36 (trinta e seis) anos. Quanto ao aspecto da técnica legislativa empregada no projeto em apreço, acolho as sugestões apresentadas pela Diretoria Legislativa de Redação - DLR, constante de folhas 07 dos autos, na forma da Lei Complementar Federal n.º 95/98, com alterações introduzidas pela Lei Complementar Federal n.º 107/2001, e, dispositivos do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/09), que regem a redação dos atos normativos, o que ocorre in casu. Cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se ao aspecto jurídico, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar a avaliação de mérito sobre a conveniência e a oportunidade acerca da Concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense ao Senhor Almir Neres. Por todo o exposto, concluímos pela constitucionalidade e legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 34/2010, de autoria do Deputado Euclério Sampaio, com fundamento nos artigos 25, 1º, da Constituição Federal e 63, caput, da Constituição Estadual e na legislação infraconstitucional, em especial, a Lei Estadual n.º 7.832/04, alterada pela Lei n.º 8.957/08, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Sendo assim, sugerimos aos demais membros desta douta Comissão, a adoção do seguinte: PARECER N.º 284/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela CONSTITUCIONALIDADE e LEGALIDADE
83 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo do Projeto de Decreto Legislativo n.º 34/2010, de autoria do Deputado Euclério Sampaio. Sala Rui Barbosa, 14 de junho de THEODORICO FERRAÇO Presidente/Relator CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG LUZIA TOLEDO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS PARECER N.º 39/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 34/2010, de autoria do Deputado Euclério Sampaio, Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor Almir Neres. Na justificativa do Projeto de Decreto Legislativo, o autor apresenta que o homenageado, nasceu no município de Ibirapoã, Estado da Bahia, tendo chegado em 1974 ao Espírito Santo. Participou ativamente de trabalhos sociais junto à comunidade vilavelhense. Tem participado também de sua vida pública e política, chegando hoje à Câmara Municipal de Vila Velha na qualidade de um dos vereadores mais bem votados do município. A matéria foi protocolizada no dia 17/05/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 19/05/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo DLP, edição do dia 20/05/2010 à pag. 12. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão para exame e parecer de mérito, atendendo normas regimentais estabelecidas no art. 52 (Resolução n.º 2.700/2009). É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Decreto Legislativo n.º 34/2010, de autoria do Deputado Euclério Sampaio, Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor Almir Neres. Sob o prisma da legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o decreto legislativo. Em especial, no que se refere ao aspecto da legalidade, cumpre-nos evidenciar que o projeto em apreço atende os requisitos previstos no art. 1º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , posto que o autor apresenta na justificativa do projeto, os serviços prestados pelo pretenso agraciado, que, embora não tenha nascido neste Estado, nasceu no Estado da Bahia, mas veio para o Estado do Espírito Santo no ano de Ressalte-se, que incumbe ao Plenário manifestar-se sobre a valoração dos serviços prestados pelo homenageado, em suma, sobre o seu mérito, aprovando ou não a presente concessão. Cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se ao aspecto de mérito, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar a avaliação do mesmo sobre a conveniência e a oportunidade acerca da concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense ao Sr. Almir Neres. Por todo o exposto, concluímos pela legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 34/2010, de autoria do Deputado Euclério Sampaio, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Pelas razões aludidas anteriormente relativas à matéria, entendemos que a mesma deve ser aprovada, razão pela qual, recomendamos aos demais membros desta Comissão o seguinte: PARECER N.º 39/2010 A COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS é pela APROVAÇÃO do Projeto de Decreto Legislativo n.º 34/2010, de autoria do Deputado Euclério Sampaio. Sala das Comissões, 21 de junho de JANETE DE SÁ Presidenta/Relatora DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI LUZIA TOLEDO O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Publiquem-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 285/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 35/2010, de autoria do Deputado Euclério Sampaio,
84 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor Denner Januário da Silva. Na justificativa do Projeto de Decreto Legislativo, o autor apresenta que o homenageado, nasceu no Estado da Paraíba, mas é residente há 25 anos no Bairro de Goiabeiras, Vitória, Espírito Santo. Formado em Administração de Empresas, hoje ocupa o cargo de Supervisor Legislativo na Assembleia Legislativa e desenvolve um grande trabalho de liderança em Goiabeiras A matéria foi protocolizada no dia 13/05/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 19/05/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo DLP, edição do dia 20/05/2010 à pag. 12. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação para exame e parecer na forma do art. 41, I, do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/2009). Distribuída a matéria, coube-nos examiná-la e emitir parecer. É o relatório. PARECER DO RELATOR DA ANÁLISE QUANTO AO ASPECTO DA LEGALIDADE, DA CONSTITUCIONALIDADE FORMAL E MATERIAL E DA JURIDICIDADE Sob o prisma da constitucionalidade e legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista no artigo 25, 1º, da Constituição Federal. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos pela exegese da regra constitucional contida no art. 56, XXIX, da Carta Estadual, que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o Decreto Legislativo, estando o Projeto, neste aspecto, em sintonia com a Constituição Estadual. Quanto à iniciativa da matéria em apreço, concluímos por sua subjunção aos preceitos constitucionais, tendo em vista que o art. 63, caput, da Constituição Estadual, estabelece a iniciativa legiferante concorrente da matéria em questão. No que tange ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que, a princípio, a análise é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação. E, sua votação é por maioria simples e nominal. Após aprovado, será promulgado o Decreto Legislativo e publicado no Diário do Poder Legislativo DPL. Após análise dos aspectos constitucionais formais, resta-nos analisar os aspectos materiais, comparando as regras do Projeto com os preceitos constitucionais. Assim, as normas introduzidas no referido projeto encontram compatibilidade com os preceitos constantes das Constituições, Federal e Estadual, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Em especial, cumpre-nos evidenciar que o Projeto em análise atende aos requisitos previstos no art. 1º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , posto que o homenageado presta relevantes serviços à comunidade, que, embora não tenha nascido neste Estado - nasceu no Estado da Paraíba o adotou como sua cidade natal. Está radicado no Espírito Santo há 25 (vinte e cinco) anos. É formado em Administração de Empresas, hoje ocupa o cargo de Supervisor Legislativo na Assembléia Legislativa e desenvolve um grande trabalho de liderança em Goiabeiras, Vitória-ES, onde reside. Quanto ao aspecto da técnica legislativa empregada no projeto em apreço, acolhemos as sugestões da Diretoria Legislativa de Redação - DLR, (fls. 07), a quem compete sugerir modificações na forma da Lei Complementar Federal n.º 95/98, com alterações introduzidas pela Lei Complementar Federal n.º 107/2001, que regem a redação dos atos normativos, o que ocorre in casu. Cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se ao aspecto jurídico, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar a avaliação de mérito sobre a conveniência e a oportunidade acerca da Concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense ao Sr. Denner Januário da Silva. Por todo o exposto, concluímos pela constitucionalidade e legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 35/2010, de autoria do Deputado Euclério Sampaio, com fundamento nos artigos 25, 1º, da Constituição Federal e 56, XXIX e 63, da Constituição Estadual e na legislação infraconstitucional, em especial, a Lei Estadual n.º 7.832/04, alterada pela Lei n.º 8.957/08, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. É como entendemos e opinamos. PARECER N.º 285/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela constitucionalidade e legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 35/2010, de autoria do Deputado Euclério Sampaio. Sala Rui Barbosa, 14 de junho de THEODORICO FERRAÇO Presidente/Relator CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG LUZIA TOLEDO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI
85 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS PARECER N.º 40/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 35/2010, de autoria do Deputado Euclério Sampaio, Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor Denner Januário da Silva. Na justificativa do Projeto de Decreto Legislativo, o autor apresenta que o homenageado, nasceu no Estado da Paraíba, mas é residente há 25 anos no Bairro de Goiabeiras, Vitória, Espírito Santo. Formado em Administração de Empresas, hoje ocupa o cargo de Supervisor Legislativo na Assembleia Legislativa e desenvolve um grande trabalho de liderança em Goiabeiras. A matéria foi protocolizada no dia 13/05/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 19/05/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo DLP, edição do dia 20/05/2010 à pag. 12. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão para exame e parecer de mérito, atendendo normas regimentais estabelecidas no art. 52 (Resolução n.º 2.700/2009). É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Decreto Legislativo n.º 35/2010, de autoria do Deputado Euclério Sampaio, Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor Denner Januário da Silva. Sob o prisma da legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o decreto legislativo. Em especial, no que se refere ao aspecto da legalidade, cumpre-nos evidenciar que o projeto em apreço atende os requisitos previstos no art. 1º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , posto que o autor apresenta na justificativa do projeto, os serviços prestados pelo pretenso agraciado, que, embora não tenha nascido neste Estado - nasceu no Estado da Paraíba o adotou como sua cidade natal. Está radicado no Espírito Santo há 25 (vinte e cinco) anos. É formado em Administração de Empresas, hoje ocupa o cargo de Supervisor Legislativo na Assembleia Legislativa e desenvolve um grande trabalho de liderança em Goiabeiras, Vitória-ES, onde reside. Ressalte-se, que incumbe ao Plenário manifestar-se sobre a valoração dos serviços prestados pelo homenageado, em suma, sobre o seu mérito, aprovando ou não a presente concessão. Cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se ao aspecto de mérito, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar a avaliação do mesmo sobre a conveniência e a oportunidade acerca da concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense ao Senhor Denner Januário da Silva. Por todo o exposto, concluímos pela legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 35/2010, de autoria do Deputado Euclério Sampaio, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Pelas razões aludidas anteriormente relativas à matéria, entendemos que a mesma deve ser aprovada, razão pela qual, recomendamos aos demais membros desta Comissão o seguinte: PARECER N.º 40/2010 A COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS é pela APROVAÇÃO do Projeto de Decreto Legislativo n.º 35/2010, de autoria do Deputado Euclério Sampaio. Sala das Comissões, 21 de junho de JANETE DE SÁ Presidenta/Relatora DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI LUZIA TOLEDO O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Publiquem-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 286/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 36/2010, de autoria do Deputado LUCIANO PEREIRA, Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor Marcos Arthur Fulgencio de Avelar. Na justificativa o autor apresenta que o homenageado, nasceu em Belém, Estado do Pará, mas reside no Estado do Espírito Santo há 61 anos. Formado pela Escola de Medicina da Santa Casa de Misericórdia de Vitória EMESCAM,
86 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 exercendo medicina há 35 anos como pediatra no Município de Barra de São Francisco. A matéria foi protocolizada no dia 18/05/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 24/05/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo DPL, edição do dia 25/05/2010, página 01. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação para exame e parecer na forma do art. 41, I, do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/2009). Distribuída a matéria, coube-nos examiná-la e emitir parecer. É o relatório. PARECER DO RELATOR DA ANÁLISE QUANTO AO ASPECTO DA LEGALIDADE, DA CONSTITUCIONALIDADE FORMAL E MATERIAL E DA JURIDICIDADE Sob o prisma da constitucionalidade e legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista no artigo 25, 1º, da Constituição Federal. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos pela exegese da regra constitucional contida no art. 61, IV, da Carta Estadual, que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o Decreto Legislativo, estando o Projeto, neste aspecto, em sintonia com a Constituição Estadual. Quanto à iniciativa da matéria em apreço, concluímos por sua subjunção aos preceitos constitucionais, tendo em vista que o art. 63, caput, da Constituição Estadual, estabelece a iniciativa legiferante concorrente da matéria em questão. No que tange ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que, a princípio, a análise é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação. E, sua votação é por maioria simples e nominal. Após aprovado, será promulgado o Decreto Legislativo e publicado no Diário do Poder Legislativo DPL. Após análise dos aspectos constitucionais formais, resta-nos analisar os aspectos materiais, comparando as regras do Projeto com os preceitos constitucionais. Assim, as normas introduzidas no referido projeto encontram compatibilidade com os preceitos constantes das Constituições, Federal e Estadual, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Em especial, cumpre-nos evidenciar que o Projeto em análise atende aos requisitos previstos no art. 1º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , eis que o homenageado apresenta em seu currículo relevantes serviços à comunidade, que, embora não tenha nascido neste Estado o adotou como sua cidade natal. Quanto ao aspecto da técnica legislativa empregada no projeto em apreço, deixo a critério da Diretoria Legislativa de Redação - DLR, a quem compete sugerir modificações na forma da Lei Complementar Federal n.º 95/98, com alterações introduzidas pela Lei Complementar Federal n.º 107/2001, e, dispositivos do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/09), que regem a redação dos atos normativos, o que ocorre in casu. Cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se ao aspecto jurídico, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar quanto à avaliação de mérito sobre a conveniência e a oportunidade acerca da Concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense ao Senhor Marcos Arthur Fulgencio de Avelar. Por todo o exposto, concluímos pela constitucionalidade e legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 36/2010, de autoria do Deputado Luciano Pereira, com fundamento nos artigos 25, 1º, da Constituição Federal e 63, caput, da Constituição Estadual e na legislação infraconstitucional, em especial, a Lei Estadual n.º 7.832/04, alterada pela Lei n.º 8.957/08, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Sendo assim, sugerimos aos demais membros desta douta Comissão, a adoção do seguinte: PARECER N.º 286/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela CONSTITUCIONALIDADE e LEGALIDADE do Projeto de Decreto Legislativo n.º 36/2010, de autoria do Ex. mo Deputado Luciano Pereira. Sala Rui Barbosa, 14 de junho de THEODORICO FERRAÇO Presidente/Relator CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG LUZIA TOLEDO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS PARECER N.º 41/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 36/2010, de autoria do Deputado LUCIANO PEREIRA,
87 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor Marcos Arthur Fulgencio de Avelar. Na justificativa o autor apresenta que o homenageado, nasceu em Belém, Estado do Pará, mas reside no Estado do Espírito Santo há 61 anos. Formado pela Escola de Medicina da Santa Casa de Misericórdia de Vitória EMESCAM, exercendo medicina há 35 anos como pediatra no município de Barra de São Francisco. A matéria foi protocolizada no dia 18/05/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 24/05/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo DPL, edição do dia 25/05/2010, página 01. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão para exame e parecer de mérito, atendendo normas regimentais estabelecidas no art. 52 (Resolução n.º 2.700/2009). É o relatório. PARECER DO RELATOR Sob o prisma da constitucionalidade e legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista no artigo 25, 1º, da Constituição Federal. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos pela exegese da regra constitucional contida no art. 61, IV, da Carta Estadual, que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o Decreto Legislativo, estando o Projeto, neste aspecto, em sintonia com a Constituição Estadual. Quanto à iniciativa da matéria em apreço, concluímos por sua subjunção aos preceitos constitucionais, tendo em vista que o art. 63, caput, da Constituição Estadual, estabelece a iniciativa legiferante concorrente da matéria em questão. No que tange ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que, a princípio, a análise é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação. E, sua votação é por maioria simples e nominal. Após aprovado, será promulgado o Decreto Legislativo e publicado no Diário do Poder Legislativo DPL. Após análise dos aspectos constitucionais formais, resta-nos analisar os aspectos materiais, comparando as regras do Projeto com os preceitos constitucionais. Assim, as normas introduzidas no referido projeto encontram compatibilidade com os preceitos constantes das Constituições, Federal e Estadual, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Em especial, cumpre-nos evidenciar que o Projeto em análise atende aos requisitos previstos no art. 1º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , eis que o homenageado apresenta em seu currículo relevantes serviços à comunidade, que, embora não tenha nascido neste Estado o adotou como sua cidade natal. Quanto ao aspecto da técnica legislativa empregada no projeto em apreço, deixo a critério da Diretoria Legislativa de Redação - DLR, a quem compete sugerir modificações na forma da Lei Complementar Federal n.º 95/98, com alterações introduzidas pela Lei Complementar Federal n.º 107/2001, e, dispositivos do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/09), que regem a redação dos atos normativos, o que ocorre in casu. Porquanto, cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se apenas à análise de MÉRITO, eis que cabe à Comissão de Constituição e Justiça a análise da constitucionalidade e da legalidade, pertencendo, ainda, à discricionariedade parlamentar quanto à avaliação sobre a conveniência e a oportunidade acerca da Concessão do Título de Cidadão Espírito- Santense Senhor Marcos Arthur Fulgencio de Avelar. Por todo o exposto, concluímos pela constitucionalidade e legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 36/2010, de autoria do Deputado Luciano Pereira, com fundamento nos artigos 25, 1º, da Constituição Federal e 63, caput, da Constituição Estadual e na legislação infraconstitucional, em especial, a Lei Estadual n.º 7.832/04, alterada pela Lei n.º 8.957/08, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Pelas razões aludidas anteriormente relativas à matéria, entendemos que a mesma deve ser aprovada, razão pela qual, recomendamos aos demais membros desta Comissão o seguinte: PARECER N.º 41/2010 A COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS é pela APROVAÇÃO do Projeto de Decreto Legislativo n.º 36/2010, de autoria do Deputado Luciano Pereira. Sala das Comissões, 21 de junho de JANETE DE SÁ Presidenta/Relatora DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI LUZIA TOLEDO O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Publiquem-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê:
88 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 289/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 39/2010, de autoria do Deputado César Colnago, concede título de Cidadão Espírito-Santense ao Pastor Rodrigo André Seidel. Na justificativa do projeto em tela, o autor expõe a trajetória curricular-ministerial do Pastor Rodrigo André Seidel, formou-se em Teologia em 1996, tendo agido em diversas pastorais, comportando, cada uma, várias comunidades dentro e fora do Estado, realizando com dedicação, boa parte do seu tempo a trabalhos sociais por entender necessário evangelizar a juventude além de conscientizá-los quanto ao perigo do uso de drogas e demais atrativos nocivos à saúde e ao convívio social. Atualmente à frente da Diretoria do Hospital Nossa Senhora da Penha em St.ª Leopoldina, atuante na mobilização da sociedade quanto à participação mais efetiva dela para que o Hospital continue dando atendimento digno à população. Após juntado o parecer técnico da Procuradoria, a proposta seguiu os trâmites regimentais e, distribuída a esta Comissão de Constituição e Justiça, para exame e parecer em conformidade com o que preceitua o artigo 41, inciso I, ambos do Regimento Interno (Resolução 2.700/2009). Tendo em vista que a aprovação dessa matéria é, a princípio, da competência das comissões, nos termos do art. 60, 2º, da Constituição Estadual. A matéria foi protocolada em 18/05/10, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 24/05/10 e encontra-se publicada no Diário do Poder Legislativo DPL, do dia 25/05/10, às páginas 01 e 02, conforme despacho de fl. 06. É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Decreto Legislativo n.º 39/2010, concede Título de Cidadão Espírito-Santense ao Pastor Rodrigo André Seidel. Pela descrição do projeto, constatamos que o mesmo trata a matéria de competência estadual, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista nos artigos 25, 1º, da Constituição Federal e art. 63, caput, da Carta Estadual, in verbis: Constituição Federal Art. 25. Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem, observados os princípios desta Constituição. 1º - São reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas por esta Constituição. (...) Constituição Estadual Art. 63. A iniciativa das Leis cabe a qualquer membro ou comissão da Assembleia Legislativa, ao Governador do Estado, ao Tribunal de Justiça, ao Ministério Público e aos cidadãos, satisfeitos os requisitos estabelecidos nessa Constituição. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos pela exegese das regras constitucionais contidas nos artigos 56, XXIX (Redação dada pela EC. N.º 62/09) e 61, IV, todos da Carta Estadual, que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o Decreto Legislativo, estando o projeto, neste aspecto, em sintonia com Constituição Estadual. Quanto à iniciativa da matéria em apreço, concluímos por sua subjunção aos preceitos constitucionais, tendo em vista que o artigo 63, caput, da Constituição Estadual, estabelece a iniciativa legiferante concorrente da matéria em questão. Após análise dos aspectos constitucionais formais, resta-nos analisar os aspectos materiais, comparando as regras do projeto com os preceitos constitucionais. Assim, as normas introduzidas no referido projeto encontram compatibilidade com os preceitos constantes das Constituições, Federal e Estadual, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Em especial, no que se refere ao aspecto da legalidade, cumpre-nos evidenciar que o projeto em apreço atende os requisitos previstos no art. 1º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , eis que o autor expõe a trajetória curricular-ministerial do Pastor Rodrigo André Seidel, formou-se em Teologia em 1996, tendo agido em diversas pastorais, comportando, cada uma, várias comunidades dentro e fora do Estado, realizando com dedicação, boa parte do seu tempo a trabalhos sociais por entender necessário evangelizar a juventude além de conscientizá-los quanto ao perigo do uso de drogas e demais atrativos nocivos à saúde e ao convívio social. Atualmente à frente da Diretoria do Hospital Nossa Senhora da Penha em Stª Leopoldina, atuante na mobilização da sociedade quanto à participação mais efetiva dela para que o Hospital continue dando atendimento digno à população. Ressalte-se, por fim, que cumpre ao Plenário manifestar-se sobre a valoração dos ditos serviços,
89 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo em suma, sobre o seu mérito, aprovando ou não a presente concessão. Quanto ao aspecto da técnica legislativa empregada no projeto em apreço, deve ficar evidenciado o atendimento às regras estabelecidas pela Lei Complementar Federal n.º 95/98, com as alterações introduções pela Lei Complementar Federal n.º 107/01, que rege a redação dos atos normativos, o que ocorre in casu. Cumpre-nos advertir que o presente opinamento restringe-se ao aspecto jurídico, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar à avaliação de mérito sobre a conveniência e a oportunidade acerca da concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense ao Pastor Rodrigo André Seidel. Em conclusão, opinamos pela CONSTITUCIONALIDADE E LEGALIDADE DO PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N.º 39/2010, com fundamento nos artigos 25, 1º, da Constituição Federal e 56, XXIX (Redação dada pela EC. N.º 62/09), 61, IV e 63, caput, da Constituição Estadual e na legislação infraconstitucional pertinente, em especial, a Lei Estadual n.º 7.832/04, com alterações introduzidas pela Lei n.º 8.957/08, ao tempo em que sugerimos a adoção do seguinte: PARECER N.º 289/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela CONSTITUCIONALIDADE e LEGALIDADE do Projeto de Decreto Legislativo n.º 39/2010, de autoria do Deputado César Colnago. Sala das Comissões, 14 de junho de THEODORICO FERRAÇO Presidente/Relator CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG LUZIA TOLEDO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS PARECER N.º 44/2010 RELATÓRIO O PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N.º 39/2010, de autoria do Deputado CÉSAR COLNAGO, visa conceder título de Cidadão Espírito-Santense ao Pastor RODRIGO ANDRÉ SEIDEL. Depois de juntado o parecer técnico da Procuradoria, a proposta foi encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça, Serviço e Redação para análise e parecer, manifestando-se pela constitucionalidade e legalidade do projeto em consonância com o parecer técnico. Seguindo o trâmite regimental, o aludido tema foi distribuído a esta Comissão como preceitua o art. 52, do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/2009), cabendo-nos examiná-la e oferecer parecer, de acordo com o despacho do Presidente da Mesa Diretora em 24/05/10. É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Decreto Legislativo n.º 39/2010, de autoria do Deputado CÉSAR COLNAGO, que concede título de Cidadania Espírito-Santense ao Pastor RODRIGO ANDRÉ SEIDEL, já foi analisado pela Comissão de Justiça quanto à sua constitucionalidade e legalidade, cabendo apenas a esta Comissão a análise do mérito. O homenageado é merecedor de ser agraciado com o título proposto, não só pelo que consta da justificativa de fls. 03 e 04 do projeto supra, mas por ser personalidade pública. Atuando no Estado do Espírito Santo, tem tido oportunidade de prestar relevantes serviços à população, o que, certamente, se reverte em incontestáveis benefícios à sociedade. Diante do exposto, somos pela adoção do seguinte: PARECER N.º 44/2010 A COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS é pela APROVAÇÃO do Projeto de Decreto Legislativo n.º 39/2010, de autoria do Deputado César Colnago. Sala das Comissões, 21 de junho de JANETE DE SÁ Presidenta/Relatora DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI LUZIA TOLEDO O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Publiquem-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 293/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 43/2010, de autoria do Deputado Luciano Pereira,
90 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor Antonio Fernando Calvão. Na justificativa o autor apresenta que o homenageado, nasceu em Aimorés, Minas Gerais. Estudou em Belo Horizonte, onde se formou em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais. O homenageado, Dr. Antonio Fernando Calvão, reside há 22 anos em Barra de São Francisco, é filiado pela COOPERCIGES e trabalha com cirurgia geral, gastroenterologista, realizando exames de endoscopia digestiva alta, colonoscopia e retossigmoidoscopia. A matéria foi protocolizada no dia 18/05/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 24/05/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo DPL, edição do dia 25/05/2010, às páginas 04. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação para exame e parecer na forma do art. 41, I, do Regimento Interno ( Resolução n.º 2.700/2009). Disribuída a matéria, coube-nos examiná-la e emitir parecer. É o relatório. PARECER DO RELATOR DA ANÁLISE QUANTO AO ASPECTO DA LEGALIDADE, DA CONSTITUCIONALIDADE FORMAL E MATERIAL E DA JURIDICIDADE Sob o prisma da constitucionalidade e legalidade, o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista no artigo 25, 1º, da Constituição Federal. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos pela exegese da regra constitucional contida no art. 61, IV, da Carta Estadual, que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o Decreto Legislativo, estando o Projeto, neste aspecto, em sintonia com a Constituição Estadual. Quanto à iniciativa da matéria em apreço, concluímos por sua subjunção aos preceitos constitucionais, tendo em vista que o art. 63, caput, da Constituição Estadual, estabelece a iniciativa legiferante concorrente da matéria em questão. No que tange ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que, a princípio, a análise é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação. E, sua votação é por maioria simples e nominal. Após aprovado, será promulgado o Decreto Legislativo e publicado no Diário do Poder Legislativo DPL. Após análise dos aspectos constitucionais formais, resta-nos analisar os aspectos materiais, comparando as regras do Projeto com os preceitos constitucionais. Assim, as normas introduzidas no referido projeto encontram compatibilidade com os preceitos constantes das Constituições, Federal e Estadual, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Em especial, cumpre-nos evidenciar que o Projeto em análise atende aos requisitos previstos no art. 1.º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , eis que o homenageado apresenta em seu currículo relevantes serviços à comunidade, que, embora não tenha nascido neste Estado o adotou como sua cidade natal. Quanto ao aspecto da técnica legislativa empregada no projeto em apreço, deixo a critério da Diretoria Legislativa de Redação - DLR, a quem compete sugerir modificações na forma da Lei Complementar Federal n.º 95/98, com alterações introduzidas pela Lei Complementar Federal n.º 107/2001, e, dispositivos do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/09), que regem a redação dos atos normativos, o que ocorre in casu. Cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se ao aspecto jurídico, pertencendo exclusivamene à discricionariedade parlamentar quanto à avaliação sobre a conveniência e a oportunidade acerca da Concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense Senhor Antonio Fernando Calvão. Por todo o exposto, concluímos pela aprovação do Projeto de Decreto Legislativo n.º 43/2010, de autoria do Deputado Luciano Pereira, com fundamento nos artigos 25, 1º, da Constituição Federal e 63, caput, da Constituição Estadual e na legislação infraconstitucional, em especial, a Lei Estadual n.º 7.832/04, alterada pela Lei n.º 8.957/08, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Sendo assim, sugerimos aos demais membros desta douta Comissão, a adoção do seguinte: PARECER N.º 293/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela CONSTITUCIONALIDADE do Projeto de Decreto Legislativo n.º 43/2010, de autoria do Deputado Luciano Pereira. Sala Rui Barbosa, 14 de junho de THEODORICO FERRAÇO Presidente/Relator CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG LUZIA TOLEDO DARY PAGUNG ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS
91 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo PARECER N.º 48/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 43/2010, de autoria do Deputado Luciano Pereira, Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor Antonio Fernando Calvão. Na justificativa o autor apresenta que o homenageado, nasceu em Aimorés, Minas Gerais. Estudou em Belo Horizonte, onde se formou em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais. O homenageado, Dr. Antonio Fernando Calvão, reside há 22 anos em Barra de São Francisco, é filiado pela COOPERCIGES e trabalha com cirurgia geral, gastroenterologista, realizando exames de endoscopia digestiva alta, colonoscopia e retossigmoidoscopia. A matéria foi protocolizada no dia 18/05/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 24/05/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo DPL, edição do dia 25/05/2010, às páginas 04. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão para exame e parecer de mérito, atendendo normas regimentais estabelecidas no art. 52 (Resolução n.º 2.700/2009). É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Decreto Legislativo em análise, de autoria do Deputado Luciano Pereira, já foi analisado anteriormente pela Comissão de Constituição e Justiça quanto à sua constitucionalidade e legalidade, nesta oportunidade, cabe a esta Comissão de Defesa da Cidadania e dos Direitos Humanos tão somente a análise do mérito. Sob o prisma da constitucionalidade e legalidade, o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista no artigo 25, 1º, da Constituição Federal. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos pela exegese da regra constitucional contida no art. 61, IV, da Carta Estadual, que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o Decreto Legislativo, estando o Projeto, neste aspecto, em sintonia com a Constituição Estadual. Quanto à iniciativa da matéria em apreço, concluímos por sua subjunção aos preceitos constitucionais, tendo em vista que o art. 63, caput, da Constituição Estadual, estabelece a iniciativa legiferante concorrente da matéria em questão. No que tange ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que, a princípio, a análise é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação. E, sua votação é por maioria simples e nominal. Após aprovado, será promulgado o Decreto Legislativo e publicado no Diário do Poder Legislativo DPL. Após análise dos aspectos constitucionais formais, resta-nos analisar os aspectos materiais, comparando as regras do Projeto com os preceitos constitucionais. Assim, as normas introduzidas no referido projeto encontram compatibilidade com os preceitos constantes das Constituições, Federal e Estadual, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Em especial, cumpre-nos evidenciar que o Projeto em análise atende aos requisitos previstos no art. 1.º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , eis que o homenageado apresenta em seu currículo relevantes serviços à comunidade, que, embora não tenha nascido neste Estado o adotou como sua cidade natal. Quanto ao aspecto da técnica legislativa empregada no projeto em apreço, deixo a critério da Diretoria Legislativa de Redação - DLR, a quem compete sugerir modificações na forma da Lei Complementar Federal n.º 95/98, com alterações introduzidas pela Lei Complementar Federal n.º 107/2001, e, dispositivos do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/09), que regem a redação dos atos normativos, o que ocorre in casu. Porquanto, cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se apenas à análise de MÉRITO, eis que cabe à Comissão de Constituição e Justiça a análise da constitucionalidade e da legalidade, pertencendo, ainda, à discricionariedade parlamentar quanto à avaliação sobre a conveniência e a oportunidade acerca da Concessão do Título de Cidadão Espírito- Santense Senhor Antonio Fernando Calvão. Por todo o exposto, concluímos pela aprovação do Projeto de Decreto Legislativo n.º 43/2010, de autoria do Deputado Luciano Pereira, com fundamento nos artigos 25, 1º, da Constituição Federal e 63, caput, da Constituição Estadual e na legislação infraconstitucional, em especial, a Lei Estadual n.º 7.832/04, alterada pela Lei n.º 8.957/08, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Sendo assim, sugerimos aos demais membros desta douta Comissão, a adoção do seguinte: PARECER N.º 48/2010 A COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS é pela APROVAÇÃO do Projeto de Decreto Legislativo n.º 43/2010, de autoria do Deputado Luciano Pereira. Sala das Comissões, 21 de junho de JANETE DE SÁ Presidenta/Relatora DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI LUZIA TOLEDO
92 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Publiquem-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 295/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 45/2010, de autoria do Deputado Marcelo Coelho, concede título de Cidadão Espírito-Santense ao Sr. Luiz Henrique Pessanha de Souza. A matéria foi protocolada em 24/05/2010, lida no expediente do dia 25/05/2010 e encontra-se publicada no Diário do Poder Legislativo - DPL do dia 26/05/2010, conforme despacho de fl. 06 dos autos. É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Decreto Legislativo n.º 45/2010, concede título de Cidadão Espírito-Santense ao Sr. Luiz Henrique Pessanha de Souza. Na justificativa do projeto em tela, o autor observa que o Sr. Luiz Henrique é natural da cidade de Campos, Estado do Rio de Janeiro. Reside no nosso Estado desde 1981, veio para trabalhar na Aracruz Celulose onde atuou durante 14 anos no departamento de manutenção. O pretenso agraciado participou de vários cursos de especialização no setor industrial, inclusive fora do país. Em seguida, ingressou no setor no mercado de prestação de serviços no setor industrial. Sua empresa, a Vector Bombas, atua hoje no Espírito Santo, Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro. Reconhecendo sua atuação em solo espíritosantense é que pedimos aos nobres pares o apoio para aprovação do projeto em foco. Pela descrição do projeto, constatamos que o mesmo trata a matéria de competência estadual, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista no artigo 25, 1º, da Constituição Federal e nos artigos 61 e 63 da Carta Estadual, in verbis: Constituição Federal Art. 25. Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem, observados os princípios desta Constituição. 1º - São reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas por esta Constituição. (...) Constituição Estadual Art. 61. O processo legislativo compreende a elaboração de: I (...) IV decretos legislativos; Art. 63. A iniciativa das Leis cabe a qualquer membro ou comissão da Assembléia Legislativa, ao Governador do Estado, ao Tribunal de Justiça, ao Ministério Público e aos cidadãos, satisfeitos os requisitos estabelecidos nessa Constituição. Ademais, vale mencionar que o art. 151, 2.º do Regimento Interno deste Poder estabelece que os projetos de decreto legislativo são destinados a regular a matéria de competência exclusiva da Assembleia Legislativa, que não disponha, integralmente, sobre assunto de sua economia interna. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos pela exegese das regras constitucionais contidas nos artigos 55, 56 e 68, parágrafo único, todos da Carta Estadual, estando assim, o projeto, neste aspecto, em sintonia com Constituição Estadual. Quanto à iniciativa da matéria em apreço, concluímos por sua subjunção aos preceitos constitucionais, tendo em vista que o artigo 63, caput, da Constituição Estadual, estabelece a iniciativa legiferante concorrente da matéria em questão. No que tange ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que, a princípio, é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação, conforme ditames do Regimento Interno, (Resolução n.º 2.700/09). Quanto ao quorum para aprovação da matéria na Comissão e o respectivo processo de votação são de maioria simples e processo de votação nominal. Em especial, no que se refere ao aspecto da legalidade, cumpre-nos evidenciar que o projeto em apreço atende os requisitos previstos no art. 1.º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de Ressalte-se, por fim, que cumpre ao Plenário manifestar-se sobre a valoração dos ditos serviços, em suma, sobre o seu mérito, aprovando ou não a presente concessão. Cumpre-nos destacar ainda, que o presente opinamento restringe-se ao aspecto jurídico,
93 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar à avaliação de mérito sobre a conveniência e a oportunidade acerca da concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense ao Sr. Luiz Henrique Pessanha de Souza. Em conclusão, opinamos pela CONSTITUCIONALIDADE E LEGALIDADE DO PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N.º 45/2010, com fundamento nos artigos 25, 1º, da Constituição Federal e 55, 56, 61 e 63 da Constituição Estadual e na legislação infraconstitucional pertinente, em especial, a Lei Estadual n.º 7.832/04, com alterações introduzidas pela Lei n.º 8.957/08, ao tempo em que sugerimos a adoção do seguinte: PARECER N.º 295/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela CONSTITUCIONALIDADE e LEGALIDADE do Projeto de Decreto Legislativo n.º 45/2010, de autoria do Deputado Marcelo Coelho. Sala das Comissões, 14 de junho de THEODORICO FERRAÇO Presidente/Relator CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG LUZIA TOLEDO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS PARECER N.º 50/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 45/2010, de autoria do Deputado Marcelo Coelho, Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Sr. Luiz Henrique Pessanha de Souza. Na justificativa do projeto em tela, o autor observa que o Sr. Luiz Henrique é natural da cidade de Campos, Estado do Rio de Janeiro. Reside no nosso Estado desde 1981, veio para trabalhar na Aracruz Celulose onde atuou durante 14 anos no departamento de manutenção. O pretenso agraciado participou de vários cursos de especialização no setor industrial, inclusive fora do país. Em seguida, ingressou no setor no mercado de prestação de serviços no setor industrial. Sua empresa, a Vector Bombas, atua hoje no Espírito Santo, Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro. A matéria foi protocolada em 24/05/2010, lida no expediente do dia 25/05/2010 e encontra-se publicada no Diário do Poder Legislativo - DPL do dia 26/05/2010, conforme despacho de fl. 06 dos autos. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão para exame e parecer de mérito, atendendo normas regimentais estabelecidas no art. 52 (Resolução n.º 2.700/2009). É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Decreto Legislativo n.º 45/2010, de autoria do Deputado Marcelo Coelho, concede Título de Cidadania Espírito-Santense ao Senhor Luiz Henrique Pessanha de Souza. Sob o prisma da legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o decreto legislativo. Em especial, no que se refere ao aspecto da legalidade, cumpre-nos evidenciar que o projeto em apreço atende os requisitos previstos no art. 1.º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , posto que o autor apresenta na justificativa do projeto, os serviços prestados pelo pretenso agraciado, que, embora não tenha nascido neste Estado - nasceu no Rio de Janeiro, na cidade de Campos, mas veio para o Estado do Espírito Santo no ano de Ressalte-se, que incumbe ao Plenário manifestar-se sobre a valoração dos serviços prestados pelo homenageado, em suma, sobre o seu mérito, aprovando ou não a presente concessão. Cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se ao aspecto de mérito, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar a avaliação do mesmo sobre a conveniência e a oportunidade acerca da concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense ao Sr. Luiz Henrique Pessanha de Souza. Por todo o exposto, concluímos pela legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 45/2010, de autoria do Deputado Marcelo Coelho, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Pelas razões aludidas anteriormente relativas à matéria, entendemos que a mesma deve ser aprovada, razão pela qual, recomendamos aos demais membros desta Comissão o seguinte: PARECER N.º 50/2010 A COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS é pela APROVAÇÃO do Projeto de Decreto
94 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Legislativo n.º 45/2010, de autoria do Deputado Marcelo Coelho. Sala das Comissões, 21 de junho de JANETE DE SÁ Presidenta/Relatora DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI LUZIA TOLEDO O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Publiquem-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 296/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 46/2010, de autoria do Deputado César Colnago, Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor Geraldo Pedro de Souza. Na justificativa do Projeto de Decreto Legislativo, o autor apresenta que o homenageado, nasceu no Estado de Minas Gerais, na cidade de Santa Maria de São Felix, em 1960 chegou à cidade de Nova Venécia. Em 1992 entrou na carreira política e foi eleito vereador de Nova Venécia, sendo reeleito por 5 (cinco) mandatos consecutivos. Atualmente é o Presidente da Câmara Municipal de Nova Venécia. A matéria foi protocolizada no dia 19/05/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 24/05/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo DLP, edição do dia 25/05/2010 à pag. 05. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação para exame e parecer na forma do art. 41, I, do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/2009). Distribuída a matéria, coube-nos examiná-la e emitir parecer. É o relatório. PARECER DO RELATOR DA ANÁLISE QUANTO AO ASPECTO DA LEGALIDADE, DA CONSTITUCIONALIDADE FORMAL E MATERIAL E DA JURIDICIDADE Sob o prisma da constitucionalidade e legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista no artigo 25, 1º, da Constituição Federal. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos pela exegese da regra constitucional contida no art. 61, IV, da Carta Estadual, que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o Decreto Legislativo, estando o Projeto, neste aspecto, em sintonia com a Constituição Estadual. Quanto à iniciativa da matéria em apreço, concluímos por sua subjunção aos preceitos constitucionais, tendo em vista que o art. 63, caput, da Constituição Estadual, estabelece a iniciativa legiferante concorrente da matéria em questão. No que tange ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que, a princípio, a análise é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação. E, sua votação é por maioria simples e nominal. Após aprovado, será promulgado o Decreto Legislativo e publicado no Diário do Poder Legislativo DPL. Após análise dos aspectos constitucionais formais, resta-nos analisar os aspectos materiais, comparando as regras do Projeto com os preceitos constitucionais. Assim, as normas introduzidas no referido projeto encontram compatibilidade com os preceitos constantes das Constituições, Federal e Estadual, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Em especial, cumpre-nos evidenciar que o Projeto em análise atende aos requisitos previstos no art. 1.º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , posto que o homenageado presta relevantes serviços à comunidade, que, embora não tenha nascido neste Estado - nasceu no Estado de Minas Gerais o adotou como sua cidade natal. Está radicado no Espírito Santo há 50 (cinquenta) anos. Quanto ao aspecto da técnica legislativa empregada no projeto em apreço, acolhemos as sugestões da Diretoria Legislativa de Redação - DLR, (fls. 07), a quem compete sugerir modificações na forma da Lei Complementar Federal n.º 95/98, com alterações introduzidas pela Lei Complementar Federal n.º 107/2001, que regem a redação dos atos normativos, o que ocorre in casu. Cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se ao aspecto jurídico, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar a avaliação de mérito sobre a conveniência e a oportunidade acerca da Concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense ao Sr. Geraldo Pedro de Souza. Por todo o exposto, concluímos pela constitucionalidade e legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 46/2010, de autoria do Deputado César Colnago, com fundamento nos artigos 25, 1º, da Constituição Federal e 63, caput, da Constituição Estadual e na legislação
95 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo infraconstitucional, em especial, a Lei Estadual n.º 7.832/04, alterada pela Lei n.º 8.957/08, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Sendo assim, sugerimos aos demais membros desta douta Comissão, a adoção do seguinte: PARECER N.º 296/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela constitucionalidade e legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 46/2010, de autoria do Deputado César Colnago. Sala Rui Barbosa, 14 de junho de THEODORICO FERRAÇO Presidente/Relator CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG LUZIA TOLEDO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS PARECER N.º 51/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 46/2010, de autoria do Deputado César Colnago, Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor Geraldo Pedro de Souza. Na justificativa do Projeto de Decreto Legislativo, o autor apresenta que o homenageado, nasceu no Estado de Minas Gerais, na cidade de Santa Maria de São Felix, em 1960 chegou à cidade de Nova Venécia. Em 1992 entrou na carreira política e foi eleito vereador daquele Município, sendo reeleito por 5 (cinco) mandatos consecutivos. Atualmente é o Presidente da Câmara Municipal de Nova Venécia. A matéria foi protocolizada no dia 19/05/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 24/05/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo DLP, edição do dia 25/05/2010 à pag. 05. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão para exame e parecer de mérito, atendendo normas regimentais estabelecidas no art. 52 (Resolução n.º 2.700/2009). É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Decreto Legislativo n.º 46/2010, de autoria do Deputado César Colnago, concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor Geraldo Pedro de Souza. Sob o prisma da legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o decreto legislativo. Em especial, no que se refere ao aspecto da legalidade, cumpre-nos evidenciar que o projeto em apreço atende os requisitos previstos no art. 1.º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , posto que o autor apresenta na justificativa do projeto, os serviços prestados pelo pretenso agraciado, que, embora não tenha nascido neste Estado - nasceu em Minas Gerais, na cidade de Santa Maria de São Felix, mas veio para o Estado do Espírito Santo no ano de Ressalte-se, que incumbe ao Plenário manifestar-se sobre a valoração dos serviços prestados pelo homenageado, em suma, sobre o seu mérito, aprovando ou não a presente concessão. Cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se ao aspecto de mérito, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar a avaliação do mesmo sobre a conveniência e a oportunidade acerca da concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense ao Sr. Geraldo Pedro de Souza. Por todo o exposto, concluímos pela legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 46/2010, de autoria do Deputado César Colnago, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Pelas razões aludidas anteriormente relativas à matéria, entendemos que a mesma deve ser aprovada, razão pela qual, recomendamos aos demais membros desta Comissão o seguinte: PARECER N.º 51/2010 A COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS é pela APROVAÇÃO do Projeto de Decreto Legislativo n.º 46/2010, de autoria do Deputado César Colnago. Sala das Comissões, 21 de junho de JANETE DE SÁ Presidenta/Relatora DOUTOR WOMAR CAMPOSTRINI LUZIA TOLEDO O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Publiquem-se. Continua a leitura do Expediente.
96 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 297/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 47/2010, de autoria do Deputado Elcio Alvares, Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor Valmor Ricardi. Em sua justificativa o autor aduz que o homenageado Pr. Valmor Ricardi é natural de Ipumirim, Santa Catarina, formou-se em Teologia em 1979, pelo então Instituto Adventista de Ensino (IAE), hoje Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP) um dos principais representantes da segunda maior rede educacional privada do mundo. Durante estes 30 anos tem servido à obra em departamentos como: escola sabatina, colportagem, mordomia, ADRA, missão global e distrito pastoral. Concluiu o Bacharelado em teologia em 1979, em SP, UNASP. Começou o ministério no distrito de Tocantins, Juiz de Fora e Belo Horizonte, Minas Gerais, lá permanecendo por um período de 11 anos. Em seguida transferiu-se para Aracajú, onde permaneceu por um ano. Por conta de um reconhecido desempenho, o Pr. Valmor Ricardi, desta feita foi convidado para transferir-se para São Paulo e em seguida para o Rio de Janeiro, por lá permanecendo por quatro e três anos respectivamente. Há onze anos o Pr. Valmor Ricardi transferiu-se do Rio de Janeiro para a vizinha Niterói, onde se encontra até hoje, e há sete anos dedica-se à função de diretor da ADRA da União ESTE Brasileira (Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro). A matéria foi protocolizada no dia 19/05/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 24/05/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo DPL, edição do dia 25/05/2010, às páginas 05/06. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação para exame e parecer na forma do art. 41, I, do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/2009). Distribuída a matéria, coube-nos examiná-la e emitir parecer. É o relatório. PARECER DO RELATOR DA ANÁLISE QUANTO AO ASPECTO DA LEGALIDADE, DA CONSTITUCIONALIDADE FORMAL E MATERIAL E DA JURIDICIDADE Sob o prisma da constitucionalidade e legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista no artigo 25, 1º, da Constituição Federal. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos pela exegese da regra constitucional contida no art. 61, IV, da Carta Estadual, que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o Decreto Legislativo, estando o Projeto, neste aspecto, em sintonia com a Constituição Estadual. Quanto à iniciativa da matéria em apreço, concluímos por sua subjunção aos preceitos constitucionais, tendo em vista que o art. 63, caput, da Constituição Estadual, estabelece a iniciativa legiferante concorrente da matéria em questão. No que tange ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que, a princípio, a análise é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação. E, sua votação é por maioria simples e nominal. Após aprovado, será promulgado o Decreto Legislativo e publicado no Diário do Poder Legislativo DPL. Após análise dos aspectos constitucionais formais, resta-nos analisar os aspectos materiais, comparando as regras do Projeto com os preceitos constitucionais. Assim, as normas introduzidas no referido projeto encontram compatibilidade com os preceitos constantes das Constituições, Federal e Estadual, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Em especial, cumpre-nos evidenciar que o Projeto em análise atende aos requisitos previstos no art. 1.º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , eis que o homenageado apresenta em seu currículo relevantes serviços à comunidade, que, embora não tenha nascido neste Estado o adotou como sua cidade natal. Quanto ao aspecto da técnica legislativa empregada no projeto em apreço, deixo a critério da Diretoria Legislativa de Redação - DLR, a quem compete sugerir modificações na forma da Lei Complementar Federal n.º 95/98, com alterações introduzidas pela Lei Complementar Federal n.º 107/2001, e, dispositivos do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/09), que regem a redação dos atos normativos, o que ocorre in casu. Cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se ao aspecto jurídico, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar quanto à avaliação de mérito sobre a conveniência e a oportunidade acerca da Concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense ao Senhor Valmor Ricardi.
97 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo Por todo o exposto, concluímos pela constitucionalidade e legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 47/2010, de autoria do Deputado Elcio Alvares, com fundamento nos artigos 25, 1º, da Constituição Federal e 63, caput, da Constituição Estadual e na legislação infra-constitucional, em especial, a Lei Estadual n.º 7.832/04, alterada pela Lei n.º 8.957/08, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Sendo assim, sugerimos aos demais membros desta douta Comissão, a adoção do seguinte: PARECER N.º 297/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela CONSTITUCIONALIDADE e LEGALIDADE do Projeto de Decreto Legislativo n.º 47/2010, de autoria do Ex. mo Deputado Elcio Alvares. Sala Rui Barbosa, 14 de junho de THEODORICO FERRAÇO Presidente/Relator CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG LUZIA TOLEDO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS PARECER N.º 52/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 47/2010, de autoria do Deputado Elcio Alvares, Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor Valmor Ricardi. Em sua justificativa o autor aduz que o homenageado Pr. Valmor Ricardi é natural de Ipumirim, Santa Catarina, formou-se em Teologia em 1979, pelo então Instituto Adventista de Ensino (IAE), hoje Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP) um dos principais representantes da segunda maior rede educacional privada do mundo. Durante estes 30 anos tem servido à obra em departamentos como: escola sabatina, colportagem, mordomia, ADRA, missão global e distrito pastoral. Concluiu o Bacharelado em teologia em 1979, em SP, UNASP. Começou o ministério no distrito de Tocantins, Juiz de Fora e Belo Horizonte, Minas Gerais, lá permanecendo por um período de 11 anos. Em seguida transferiu-se para Aracajú, onde permaneceu por um ano. Por conta de um reconhecido desempenho, o Pr. Valmor Ricardi, desta feita foi convidado para transferir-se para São Paulo e em seguida para o Rio de Janeiro, por lá permanecendo por quatro e três anos respectivamente. Há onze anos o Pr. Valmor Ricardi transferiu-se do Rio de Janeiro para a vizinha Niterói, onde se encontra até hoje, e há sete anos dedica-se à função de diretor da ADRA da União ESTE Brasileira (Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro). A matéria foi protocolizada no dia 19/05/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 24/05/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo DPL, edição do dia 25/05/2010, às páginas 05/06. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão para exame e parecer de mérito, atendendo normas regimentais estabelecidas no art. 52 (Resolução n.º 2.700/2009). É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Decreto Legislativo em análise, de autoria do Deputado Elcio Alvares, já foi analisado anteriormente pela Comissão de Constituição e Justiça quanto à sua constitucionalidade e legalidade, nesta oportunidade, cabe a esta Comissão de Defesa da Cidadania e dos Direitos Humanos tão somente a análise do mérito. Sob o prisma da constitucionalidade e legalidade, o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista no artigo 25, 1º, da Constituição Federal. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos pela exegese da regra constitucional contida no art. 61, IV, da Carta Estadual, que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o Decreto Legislativo, estando o Projeto, neste aspecto, em sintonia com a Constituição Estadual. Quanto à iniciativa da matéria em apreço, concluímos por sua subjunção aos preceitos constitucionais, tendo em vista que o art. 63, caput, da Constituição Estadual, estabelece a iniciativa legiferante concorrente da matéria em questão. No que tange ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que, a princípio, a análise é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação. E, sua votação é por maioria simples e nominal. Após aprovado, será promulgado o Decreto Legislativo e publicado no Diário do Poder Legislativo DPL. Após análise dos aspectos constitucionais formais, resta-nos analisar os aspectos materiais, comparando as regras do Projeto com os preceitos constitucionais. Assim, as normas introduzidas no referido projeto encontram compatibilidade com os preceitos constantes das Constituições, Federal e
98 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Estadual, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Em especial, cumpre-nos evidenciar que o Projeto em análise atende aos requisitos previstos no art. 1.º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , eis que o homenageado é Teólogo apresentando em seu currículo relevantes serviços em prol deste Estado na função de diretor da ADRA da União ESTE Brasileira (Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro). Quanto ao aspecto da técnica legislativa empregada no projeto em apreço, deixo a critério da Diretoria Legislativa de Redação - DLR, a quem compete sugerir modificações na forma da Lei Complementar Federal n.º 95/98, com alterações introduzidas pela Lei Complementar Federal n.º 107/2001, e, dispositivos do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/09), que regem a redação dos atos normativos, o que ocorre in casu. Porquanto, cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se apenas à análise de MÉRITO, eis que cabe à Comissão de Constituição e Justiça a análise da constitucionalidade e da legalidade, pertencendo, ainda, à discricionariedade parlamentar quanto à avaliação sobre a conveniência e a oportunidade acerca da Concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense ao Senhor Valmor Ricardi. Por todo o exposto, concluímos pela aprovação do Projeto de Decreto Legislativo n.º 47/2010, de autoria do Deputado Elcio Alvares, com fundamento nos artigos 25, 1º, da Constituição Federal e 63, caput, da Constituição Estadual e na legislação infraconstitucional, em especial, a Lei Estadual n.º 7.832/04, alterada pela Lei n.º 8.957/08, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Sendo assim, sugerimos aos demais membros desta douta Comissão, a adoção do seguinte: PARECER N.º 52/2010 A COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS é pela APROVAÇÃO do Projeto de Decreto Legislativo n.º 47/2010, de autoria do Deputado Elcio Alvares. Sala das Comissões, 21 de junho de JANETE DE SÁ Presidenta/Relatora DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI LUZIA TOLEDO O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Publiquem-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 254/2010 Parecer do Relator: Projeto de Lei de n.º 48/2010. Autor: Deputado Elcio Alvares. Ementa: Concede Título de Cidadania Espírito- Santense ao Sr. JOAB COELHO. RELATÓRIO Em atendimento à solicitação da Diretoria Legislativa coube-me fazer o parecer técnico, sobre a análise prévia acerca do aspecto constitucional, legal e regimental do Projeto de Decreto Legislativo n.º 48/2010. A matéria passou pelo crivo da Mesa Diretora, sem restrições e foi lida na sessão Ordinária do dia 24/05/2010, e esta publicado no Diário do Poder Legislativo do dia 1.º de junho de 2010, o currículo do homenageado em forma de justificativa devidamente assinada pelo autor, preenche os requisitos necessários, distribuído pelo Presidente da Comissão, coube-me a relatoria, pelo que passo a examinar a matéria. É o relatório. PARECER DO RELATOR Trata-se de Projeto de Decreto Legislativo de n.º 48/2010, em análise, que tem como finalidade conceder Título de Cidadania Espírito-Santense ao Sr. Joab Coelho, em que o Deputado autor, fez uma sucinta explanação do currículo do homenageado dando conta do profícuo trabalho no campo dos dependentes químicos no estado. DA ANÁLISE DO ASPECTO DA CONSTITUCIONALIDADE, FORMAL E MATERIAL, JURIDICIDADE E LEGALIDADE Pela descrição do projeto, constatamos que o mesmo trata de matéria que diz respeito ao Estado, uma vez que o título de cidadania é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual (deputado estadual), no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista no art. 25 1º, da Constituição Federal da República, in verbis: Art. 25. Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem e observados os princípios desta Constituição. 1º - São reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas por esta Constituição.
99 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, pela exegese das regras constitucionais contidas na Carta Estadual, que a espécie normativa adequada para tratar do tema é a lei ordinária, guardando o projeto, neste aspecto, estrita observância à Constituição Estadual. No que diz respeito à iniciativa da matéria em exame, pode se concluir por sua subjunção aos preceitos constitucionais, com fundamento no art. 63, caput, da Constituição Estadual, que estabelece a iniciativa legislativa concorrente da matéria ora em apreciação. A doutrina vencedora defende que a competência é típico de repartição vertical no Brasil. Ela se expressa na possibilidade de que sobre uma mesma matéria diferentes entes políticos atuem de maneira a legislar sobre determinada matéria, adotando-se, a predominância da União, que irá legislar normas gerais (art. 25, 1.º) e aos Estados estabelece-se a possibilidade, em virtude do poder suplementar, de legislar sobre assuntos referentes aos interesses locais (art. 24, 2.º da CF). (...) 2º A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplementar dos Estados. Em relação ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que a aprovação da matéria, a princípio, é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação. Portanto, o quorum para aprovação da matéria na comissão e o respectivo processo de votação é por meio de maioria simples e processo de votação nominal. Após análise dos aspectos constitucionais formais, resta-nos analisar os aspectos materiais, comparando as regras do projeto com os preceitos constitucionais. Assim, as normas introduzidas no referido projeto encontram compatibilidade com os preceitos constante das Constituições Federal e Estadual, bem como da legislação infraconstitucional pertinente à espécie. Em especial, no que se refere ao aspecto da legalidade, cumpre-nos evidenciar que o projeto em apreço atende os requisitos previstos no art. 1º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7832, de , e a Lei de n.º 8.957/2008, posto que o autor na justificativa em forma de currículo, vasto de informações a respeito da vida profissional, onde os serviços prestados pelo pretenso agraciado em prol da população do Espírito Santo. Ressalta-se, por fim, que cumpre ao Plenário manifestar-se sobre a valoração dos ditos serviços, em suma, sobre o seu mérito, aprovando ou não a presente concessão do honroso Título de Cidadão Espírito-Santense, que assim se encontra redigido, verbis: Art. 1º Fica concedido ao Sr. Joab Coelho, o Título de Cidadão Espírito-Santanse. Quanto ao aspecto da técnica legislativa empregada no projeto em apreço, deve ficar evidenciado o atendimento às regras introduzidas pela Lei Complementar Federal n.º 95/98, que rege a redação dos atos normativos, a cargo do setor competente, o que ocorre in casu. Cumpre-nos ressaltar que a análise restringese, tão somente, ao aspecto jurídico, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar a avaliação de mérito sobre a conveniência e a oportunidade acerca da concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense ao Sr. JOAB COELHO. Pelas razões supra, conclui-se pela constitucionalidade, juridicidade e legalidade do Projeto de Decreto Legislativo de n.º 48/2010, de autoria do Deputado Estadual Elcio Alvares, com a fundamentação supra demonstrada. PARECER N.º 254/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela constitucionalidade, juridicidade, legalidade e boa técnica legislativa do Projeto de Decreto Legislativo de n.º 48/2010, de autoria do Deputado Estadual ELCIO ALVARES. Sala das Comissões, 14 de junho de THEODORICO FERRAÇO Presidente/Relator CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG LUZIA TOLEDO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS PARECER N.º 53/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 48/2010, de autoria do Deputado Elcio Alvares, Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor Joab Coelho. Na justificativa do projeto em tela, o autor observa que o Sr. Joab Coelho é natural da cidade mineira de Ipanema e reside no Estado do Espírito Santo há vinte e seis anos. Formado em teologia há doze anos, é desde 2004, Pastor Presidente da Igreja Assembléia de Deus Nova Aliança, localizada no centro de Vitória.
100 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Dono de admirável oratória, o Pastor Joab Coelho Pinto, também desenvolve reconhecida vocação para enfretamento das dificuldades postas diante da sociedade em razão da crescente desigualdade de valores percebidas em nosso País. Diante disso, elaborou um projeto que traduz numa verdadeira batalha na busca pela reabilitação de pessoas usuárias de drogas moradoras da região da Grande Vitória e também, em cidade do interior do nosso Estado, o qual vem liderando com brilhantismo, permitindo assim a gradativa inclusão social dessas pessoas. A matéria foi protocolada em 14/05/2010, lida no expediente do dia 24/05/2010 e encontra-se publicada no Diário do Poder Legislativo - DPL do dia 01/06/2010, à página 01, conforme despacho de fl. 06 dos autos. O projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão para exame e parecer de mérito, atendendo normas regimentais estabelecidas no art. 52 (Resolução n.º 2.700/2009). É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Decreto Legislativo n.º 48/2010, de autoria do Deputado Elcio Alvares, concede Título de Cidadania Espírito-Santense ao Senhor Joab Coelho. Sob o prisma da legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o decreto legislativo. Em especial, no que se refere ao aspecto da legalidade, cumpre-nos evidenciar que o projeto em apreço atende os requisitos previstos no art. 1.º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7732, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , posto que o autor apresenta na justificativa do projeto, os serviços prestados pelo pretenso agraciado, que, embora não tenha nascido neste Estado nasceu na cidade mineira de Ipanema, mas reside no Estado do Espírito Santo há Vinte e seis anos. Ressalta-se, que incumbe ao Plenário manifestar-se sobre a valoração dos serviços prestados pelo homenageado, em suma, sobre o seu mérito, aprovando ou não a presente concessão. Cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se ao aspecto de mérito, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar a avaliação do mesmo sobre a conveniência e a oportunidade acerca da concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense ao Sr. Joab Coelho. Por todo o exposto, concluímos pela legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 48/2010, de autoria do Deputado Elcio Alvares, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Pelas razões aludidas anteriormente relativas à matéria, entendemos que a mesma deve ser aprovada, razão pela qual, recomendamos aos demais membros desta Comissão o seguinte: PARECER N.º 53/2010 A COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS é pela APROVAÇÃO do Projeto de Decreto Legislativo n.º 48/2010, de autoria do Deputado Elcio Alvares. Sala das Comissões, 21 de junho de JANETE DE SÁ Presidenta/Relatora DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI LUZIA TOLEDO O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Publiquem-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 298/2010 Parecer do Relator: Projeto de Decreto Legislativo de n.º 49/2010. Autor: Deputado Elcio Alvares. Ementa: Concede Título de Cidadania Espírito- Santense ao Sr. WINTER DO NASCIMENTO DA ROCHA. RELATÓRIO Em atendimento à solicitação da Diretoria Legislativa coube-me fazer o parecer técnico, sobre a análise prévia acerca do aspecto constitucional, legal e regimental do Projeto de Decreto Legislativo n.º 49/2010. A matéria passou pela análise da Mesa Diretora, sem restrições e foi lida na sessão Ordinária do dia 24/05/2010, e esta publicado no Diário do Poder Legislativo do dia 1.º de junho de 2010, o currículo do homenageado em forma de justificativa devidamente assinada pelo autor, preenche os requisitos necessários, distribuído pelo Presidente da Comissão, coube-me a relatoria, pelo que passo a examinar a matéria. É o relatório.
101 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo PARECER DO RELATOR Trata-se de Projeto de Decreto Legislativo de n.º 49/2010, em análise, que tem como finalidade conceder Título de Cidadania Espírito-Santense ao Sr. Winter do Nascimento da Rocha, em que o Deputado autor, fez uma sucinta explanação do currículo do homenageado dando conta do profícuo trabalho no campo dos dependentes químicos no estado. DA ANÁLISE DO ASPECTO DA CONSTITUCIONALIDADE, FORMAL E MATERIAL, JURIDICIDADE E LEGALIDADE Pela descrição do projeto, constatamos que o mesmo trata de matéria que diz respeito ao Estado, uma vez que o título de cidadania é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual (deputado estadual), no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista no art. 25, 1.º, da Constituição Federal da República, in verbis: Art 25. Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem e observados os princípios desta Constituição. 1º - São reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas por esta Constituição. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, pela exegese das regras constitucionais contidas nos artigos 56, XXIX (Redação dada pela EC. Nº 62/09) e 61, inc. IV, todos da Carta Estadual, que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o Decreto Legislativo, guardando o projeto, neste aspecto, estrita observância à Constituição Estadual. No que diz respeito à iniciativa da matéria em exame, pode se concluir por sua subjunção aos preceitos constitucionais, com fundamento no art. 63, "caput", da Constituição Estadual, que estabelece a iniciativa legislativa concorrente da matéria ora em apreciação. Em relação ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que a aprovação da matéria, a princípio, é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação. Portanto, o quorum para aprovação da matéria na Comissão e o respectivo processo de votação é por meio de maioria simples e processo de votação nominal. Após análise dos aspectos constitucionais formais, resta-nos analisar os aspectos materiais, comparando as regras do projeto com os preceitos constitucionais. Assim, as normas introduzidas no referido projeto encontram compatibilidade com os preceitos constante das Constituições Federal e Estadual, bem como da legislação infraconstitucional pertinente à espécie. Em especial, no que se refere ao aspecto da legalidade, cumpre-nos evidenciar que o projeto em apreço atende os requisitos previstos no art. 1.º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832/2004, e a Lei de n.º 8.957/2008, posto que o autor na justificativa em forma de currículo, vasto de informações a respeito da vida profissional, onde os serviços prestados pelo pretenso agraciado em prol da população do Espírito Santo. Ressalte-se, por fim, que cumpre ao Plenário manifestar-se sobre a valoração dos ditos serviços, em suma, sobre o seu mérito, aprovando ou não a presente concessão do honroso Título de Cidadão Espírito-Santense, que assim se encontra redigido, verbis: "Art. 1º Fica concedido ao Sr. Winter do Nascimento da Rocha, o Título de Cidadão Espírito-santense" Quanto ao aspecto da técnica legislativa empregada no projeto em apreço, deve ficar evidenciado o atendimento às regras estabelecidas pela Lei Complementar Federal n.º 95/98, com as alterações introduzidas pela Lei Complementar 107/01, que rege a redação dos atos normativos, a cargo do setor competente, o que ocorre in casu. Cumpre-nos ressaltar que a analise restringese, tão somente, ao aspecto jurídico, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar a avaliação de mérito sobre a conveniência e a oportunidade acerca da concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense ao Sr. WINTER DO NASCIMENTO DA ROCHA. Pelas razões supra, conclui-se pela constitucionalidade, juridicidade e legalidade do Projeto de Decreto Legislativo de n.º 49/2010, de autoria do Deputado Estadual Elcio Alvares, com a fundamentação supra demonstrada. Sendo assim, sugerimos aos demais membros desta douta Comissão a adoção do seguinte: PARECER N.º 298/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela constitucionalidade, juridicidade, legalidade e boa técnica legislativa do Projeto de Decreto Legislativo de n.º 49/2010, de autoria do Deputado Estadual ELCIO ALVARES. Sala das Sessões, 14 de junho de THEODORICO FERRAÇO Presidente/Relator CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG LUZIA TOLEDO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI
102 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS PARECER N.º 54/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 49/2010, de autoria do Deputado Elcio Alvares, "Concede Título de Cidadão Espírito-Santense ao Sr. WINTER DO NASCIMENTO DA ROCHA". Na justificativa do Projeto de Decreto Legislativo, o autor apresenta que o homenageado é natural do Rio de Janeiro, o Pr. Winter do Nascimento Rocha há dezesseis anos reside no Estado do Espírito Santo. É Pastor vice-presidente da Igreja Assembleia de Deus Nova Aliança, em Vitória, e também, presidente da Associação das Missões e Evangelismo Mundial. Formado em Teologia pela Escola de Ensino Teológico da Assembleia de Deus, o Pastor Winter Rocha, também se destaca como músico, cantor evangélico, e apresentador de um programa televisivo de entrevistas semanal. A matéria foi protocolada no dia 19/05/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 24/05/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo - DLP, edição do dia 01/06/2010 às pags. 01 e 02. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão para exame e parecer de mérito, atendendo normas regimentais estabelecidas no art. 52 (Resolução n.º 2.700/2009). É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Decreto Legislativo n.º 49/2010, de autoria do Deputado Elcio Alvares, "Concede Título de Cidadão Espírito-Santense ao Sr. Winter do Nascimento da Rocha." Sob o prisma da legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente (art. 25, 1.º, da CF). Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o decreto legislativo, conforme dispõe o art. 61, IV, da Constituição Estadual. Em especial, no que se refere ao aspecto da legalidade, cumpre-nos evidenciar que o projeto em apreço atende os requisitos previstos no art. 1.º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , eis que o autor apresenta na justificativa do projeto, os serviços prestados pelo pretenso agraciado, que, nasceu no Rio de Janeiro, mas veio para o Estado do Espírito Santo há dezesseis anos. Reside atualmente no município de Vila Velha. Ressalte-se, que incumbe ao Plenário manifestar-se sobre a valoração dos serviços prestados pelo homenageado, em suma, sobre o seu mérito, aprovando ou não a presente concessão. Cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se ao aspecto de mérito, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar a avaliação do mesmo sobre a conveniência e a oportunidade acerca da concessão do Título de Cidadão Espírito-santense ao Sr. Winter do Nascimento da Rocha. Por todo o exposto, concluímos pela legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 49/2010, de autoria do Deputado Elcio Alvares, devendo, desta forma, seguir sua tramitação normal. Pelas razões aludidas anteriormente relativas à matéria, entendemos que a mesma deve ser aprovada, razão pela qual, recomendamos aos demais membros desta Comissão o seguinte: PARECER N.º 54/2010 A COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS é pela APROVAÇÃO do Projeto de Decreto Legislativo n.º 49/2010, de autoria do Deputado Elcio Alvares. Sala das Comissões, 21 de junho de JANETE DE SÁ Presidenta/Relatora DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI LUZIA TOLEDO O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Publiquem-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 299/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 50/2010, de autoria da Deputada Luzia Toledo, concede título de Cidadão Espírito-santense ao Sr. Moysés Monteiro de Oliveira. Na sua justificativa a autora informa a trajetória de vida do Sr. Moysés Monteiro de Oliveira, que chegando a St.ª Teresa-ES, se encantou com as belezas daquela terra trazendo sua família de
103 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo Belo Horizonte para firmar nova residência. Atualmente o Sr. Moysés é um próspero comerciante local, morando no mesmo município há mais de 28 anos, participando ativamente do desenvolvimento da cidade gerando empregos e renda para a localidade. Participante assíduo da sociedade organizada de St.ª Teresa, sendo membro efetivo dos Conselhos de Saúde e Segurança Pública e, também da Loja Maçônica Vale do Canaã. Após juntado o parecer técnico da Procuradoria, a proposta seguiu os trâmites regimentais e, distribuída a esta Comissão, cabendonos agora examiná-la e oferecer parecer em conformidade com o que preceitua o artigo 41, inciso I, ambos do Regimento Interno (Resolução 2.700/09). Tendo em vista que a aprovação dessa matéria é, a princípio, de competência das comissões, nos termos do art. 60, 2.º, da Constituição Estadual. A matéria foi protocolada em 19/05/10, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 24/05/10 e encontra-se publicada no Diário do Poder Legislativo - DPL do dia 25/05/10, às páginas 06 e 07, conforme despacho de fl. 05. É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Decreto Legislativo n.º 50/2010, concede Título de Cidadão Espírito-santense ao Sr. Moysés Monteiro de Oliveira. Pela descrição do projeto, constatamos que o mesmo trata a matéria de competência estadual, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista nos artigos 25, 1.º, da Constituição Federal e art. 63 da Carta Estadual, in verbis: Constituição Federal Art. 25. Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem, observados os princípios desta Constituição. 1º - São reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas por esta Constituição. (...) Constituição Estadual Art. 63. A iniciativa das Leis cabe a qualquer membro ou comissão da Assembléia Legislativa, ao Governador do Estado, ao Tribunal de Justiça, ao Ministério Público e aos cidadãos, satisfeitos os requisitos estabelecidos nessa Constituição. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos pela exegese das regras constitucionais contidas nos artigos 56, XXIX (Redação dada pela EC. nº 62/09) e 61, IV, todos da Carta Estadual, que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o Decreto Legislativo, estando o projeto, neste aspecto, em sintonia com Constituição Estadual. Quanto à iniciativa da matéria em apreço, concluímos por sua subjunção aos preceitos constitucionais, tendo em vista que o artigo 63, caput, da Constituição Estadual, estabelece a iniciativa legiferante concorrente da matéria em questão. No que tange ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que, a princípio, é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação, conforme ditames do Regimento Interno, (Resolução n.º 2.700/09). Quanto ao quorum para aprovação da matéria na Comissão e o respectivo processo de votação são de maioria simples e processo de votação nominal. Em especial, no que se refere ao aspecto da legalidade, cumpre-nos evidenciar que o projeto em apreço atende os requisitos previstos no art. 1.º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , posto que a autora informa a trajetória de vida do Sr. Moysés Monteiro de Oliveira, que chegando a St.ª Teresa-ES, se encantou com as belezas daquela terra trazendo sua família de Belo Horizonte para firmar nova residência. Atualmente o Sr. Moysés é um próspero comerciante local, morando no mesmo município há mais de 28 anos, participando ativamente do desenvolvimento da cidade gerando empregos e renda para a localidade. Participante assíduo da sociedade organizada de St.ª Teresa, sendo membro efetivo dos Conselhos de Saúde e Segurança Pública e, também da Loja Maçônica Vale do Canaã. Ressalte-se, por fim, que cumpre ao Plenário manifestar-se sobre a valoração dos ditos serviços, em suma, sobre o seu mérito, aprovando ou não a presente concessão. Quanto ao aspecto da técnica legislativa empregada no projeto em apreço, deve ficar evidenciado o atendimento às regras introduzidas pela Lei Complementar Federal n.º 95/98, com introduções apresentadas pela Lei Complementar Federal n.º 107/01, que rege a redação dos atos normativos, o que ocorre in casu. Cumpre-nos advertir que o presente opinamento restringe-se ao aspecto jurídico, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar à avaliação de mérito sobre a conveniência e a oportunidade acerca da concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense ao Sr. Moysés Monteiro de Oliveira. Em conclusão, opinamos pela CONSTITUCIONALIDADE E LEGALIDADE DO
104 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N.º 50/2010, com fundamento nos artigos 25, 1º, da Constituição Federal e 56, XXIX (Redação dada pela EC. N.º 62/09), 61, IV e 63, caput, da Constituição Estadual e na legislação infraconstitucional pertinente, em especial, a Lei Estadual n.º 7.832/04, com alterações introduzidas pela Lei n.º 8.957/08, ao tempo em que sugerimos a adoção do seguinte: PARECER N.º 299/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela CONSTITUCIONALIDADE e LEGALIDADE do Projeto de Decreto Legislativo n.º 50/2010, de autoria da Deputada Luzia Toledo. Sala das Comissões, 14 de junho de THEODORICO FERRAÇO Presidente/Relator CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG LUZIA TOLEDO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS PARECER N.º 55/2010 RELATÓRIO O PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N.º 50/2010, de autoria da Deputada LUZIA TOLEDO, visa conceder título de Cidadão Espírito-Santense ao Sr. MOYSÉS MONTEIRO DE OLIVEIRA. Depois de juntado o parecer técnico da Procuradoria, a proposta foi encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça, Serviço e Redação para análise e parecer, manifestando-se pela constitucionalidade e legalidade do projeto em consonância com o parecer técnico. Seguindo o trâmite regimental, o aludido tema foi distribuído a esta Comissão, cabendo-nos examiná-la e oferecer parecer em conformidade ao ordenamento do art. 52, do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/2009), de acordo com o despacho do Presidente da Mesa Diretora em 24/05/10. É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Decreto Legislativo n.º 50/2010, de autoria da Deputada LUZIA TOLEDO, que concede título de Cidadania Espírito-Santense ao Sr. MOYSÉS MONTEIRO DE OLIVEIRA, já foi analisado pela Comissão de Justiça quanto à sua constitucionalidade e legalidade, cabendo apenas a esta Comissão a análise do mérito. O homenageado é merecedor de ser agraciado com o título proposto, não só pelo que consta da justificativa de fls. 03 e 04 do projeto supra, mas por ser personalidade pública. Atuando no Estado do Espírito Santo, tem tido oportunidade de prestar relevantes serviços à população, o que, certamente, se reverte em incontestáveis benefícios à sociedade. Diante do exposto, somos pela adoção do seguinte: PARECER N.º 55/2010 A COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS é pela APROVAÇÃO do Projeto de Decreto Legislativo n.º 50/2010, de autoria da Deputada Luzia Toledo. Sala das Comissões, 21 de junho de JANETE DE SÁ Presidenta/Relatora DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI LUZIA TOLEDO O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Publiquem-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1. º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 300/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 51/2010, de autoria do Deputado Givaldo Vieira, Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor Rosendo Valésio dos Santos. Na justificativa o autor apresenta que o homenageado, nasceu no Estado da Bahia, onde passou sua adolescência, mas aprovado no curso de Educação Física mudou-se para o Estado do Espírito Santo, em Durante o período acadêmico, participou de vários movimentos estudantis. Após concluir a graduação em Educação física, trabalhou por dois anos na Bahia. Retornou ao Espírito Santo após casar com Selma Tereza Holz Santos, também professora de Educação Física, com quem tem dois filhos.
105 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo Foi Professor de Educação Física no Colégio Dr. Jones dos Santos Neves, antigo Polivalente, e no Colégio Estadual José Damasceno filho. O Sr. Rosendo foi coordenador municipal do SINDIUPES, em Baixo Guandu, por mais de 20 anos, onde foi diretor da região Norte. Atualmente voltou à coordenação do município, sempre participando nas lutas em favor da melhoria da educação e valorização do magistério. Atualmente, é professor aposentado, mas militante político e participante do corpo de jurados do município de Baixo Guandu. A matéria foi protocolizada no dia 19/05/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 24/05/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo DPL, edição do dia 25/05/2010, às pags. 07. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação para exame e parecer na forma do art. 41, I, do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/09). Distribuída a matéria, coube-nos examinála e emitir parecer. É o relatório. PARECER DO RELATOR DA ANÁLISE QUANTO AO ASPECTO DA LEGALIDADE, DA CONSTITUCIONALIDADE FORMAL E MATERIAL E DA JURIDICIDADE Sob o prisma da constitucionalidade e legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista no artigo 25, 1º, da Constituição Federal. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos pela exegese da regra constitucional contida no art. 61, IV, da Carta Estadual, que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o Decreto Legislativo, estando o Projeto, neste aspecto, em sintonia com a Constituição Estadual. Quanto à iniciativa da matéria em apreço, concluímos por sua subjunção aos preceitos constitucionais, tendo em vista que o art. 63, caput, da Constituição Estadual, estabelece a iniciativa legiferante concorrente da matéria em questão. No que tange ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que, a princípio, a análise é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação. E, sua votação é por maioria simples e nominal. Após aprovado, será promulgado o Decreto Legislativo e publicado no Diário do Poder Legislativo DPL. Após análise dos aspectos constitucionais formais, resta-nos analisar os aspectos materiais, comparando as regras do Projeto com os preceitos constitucionais. Assim, as normas introduzidas no referido projeto encontram compatibilidade com os preceitos constantes das Constituições, Federal e Estadual, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Em especial, cumpre-nos evidenciar que o Projeto em análise atende aos requisitos previstos no art. 1.º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , eis que o homenageado apresenta em seu currículo relevantes serviços à comunidade, que, embora não tenha nascido neste Estado o adotou como sua cidade natal. Quanto ao aspecto da técnica legislativa empregada no projeto em apreço, deixo a critério da Diretoria Legislativa de Redação - DLR, a quem compete sugerir modificações na forma da Lei Complementar Federal n.º 95/98, com alterações introduzidas pela Lei Complementar Federal n.º 107/2001, e, dispositivos do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/09), que regem a redação dos atos normativos, o que ocorre in casu. Cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se ao aspecto jurídico, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar quanto à avaliação de mérito sobre a conveniência e a oportunidade acerca da Concessão do Título de Cidadão Espírito- Santense ao Sr. Rosendo Valésio dos Santos. Por todo o exposto, concluímos pela constitucionalidade e legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 51/2010, de autoria do Deputado Gilvado Vieira, com fundamento nos artigos 25, 1º, da Constituição Federal e 63, caput, da Constituição Estadual e na legislação infraconstitucional, em especial, a Lei Estadual n.º 7.832/04, alterada pela Lei n.º 8.957/08, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Sendo assim, sugerimos aos demais membros desta douta Comissão, a adoção do seguinte: PARECER N.º 300/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela CONSTITUCIONALIDADE e LEGALIDADE do Projeto de Decreto Legislativo n.º 51/2010, de autoria do Deputado Givaldo Vieira. Sala Rui Barbosa, 14 de junho de THEODORICO FERRAÇO Presidente/Relator CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG LUZIA TOLEDO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI
106 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS PARECER N.º 56/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 51/2010, de autoria do Deputado Givaldo Vieira, Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor Rosendo Valésio dos Santos. Na justificativa o autor apresenta que o homenageado, nasceu no Estado da Bahia, onde passou sua adolescência, mas aprovado no curso de Educação Física mudou-se para o Estado do Espírito Santo, em Durante o período acadêmico, participou de vários movimentos estudantis. Após concluir a graduação em Educação física, trabalhou por dois anos na Bahia. Retornou ao Espírito Santo após casar com Selma Tereza Holz Santos, também professora de Educação Física, com quem tem dois filhos. Foi Professor de Educação Física no Colégio Dr. Jones dos Santos Neves, antigo Polivalente, e no Colégio Estadual José Damasceno filho. O Sr. Rosendo foi coordenador municipal do SINDIUPES, em Baixo Guandu, por mais de 20 anos, onde foi diretor da região Norte. Atualmente voltou à coordenação do município, sempre participando nas lutas em favor da melhoria da educação e valorização do magistério. Atualmente, é professor aposentado, mas militante político e participante do corpo de jurados do município de Baixo Guandu. A matéria foi protocolizada no dia 19/05/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 24/05/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo DPL, edição do dia 25/05/2010, às pags. 07. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão para exame e parecer de mérito, atendendo normas regimentais estabelecidas no art. 52 (Resolução n.º 2.700/2009). É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Decreto Legislativo em análise, de autoria do Deputado Givaldo Vieira, já foi analisado anteriormente pela Comissão de Constituição e Justiça quanto à sua constitucionalidade e legalidade, nesta oportunidade, cabe a esta Comissão de Defesa da Cidadania e dos Direitos Humanos tão somente a análise do mérito. Sob o prisma da constitucionalidade e legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista no artigo 25, 1.º, da Constituição Federal. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos pela exegese da regra constitucional contida no art. 61, IV, da Carta Estadual, que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o Decreto Legislativo, estando o Projeto, neste aspecto, em sintonia com a Constituição Estadual. Quanto à iniciativa da matéria em apreço, concluímos por sua subjunção aos preceitos constitucionais, tendo em vista que o art. 63, caput, da Constituição Estadual, estabelece a iniciativa legiferante concorrente da matéria em questão. No que tange ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que, a princípio, a análise é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação. E, sua votação é por maioria simples e nominal. Após aprovado, será promulgado o Decreto Legislativo e publicado no Diário do Poder Legislativo DPL. Após análise dos aspectos constitucionais formais, resta-nos analisar os aspectos materiais, comparando as regras do Projeto com os preceitos constitucionais. Assim, as normas introduzidas no referido projeto encontram compatibilidade com os preceitos constantes das Constituições, Federal e Estadual, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Em especial, cumpre-nos evidenciar que o Projeto em análise atende aos requisitos previstos no art. 1.º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , eis que o homenageado apresenta em seu currículo relevantes serviços à comunidade, que, embora não tenha nascido neste Estado o adotou como sua cidade natal. Quanto ao aspecto da técnica legislativa empregada no projeto em apreço, deixo a critério da Diretoria Legislativa de Redação - DLR, a quem compete sugerir modificações na forma da Lei Complementar Federal n.º 95/98, com alterações introduzidas pela Lei Complementar Federal n.º 107/2001, e, dispositivos do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/09), que regem a redação dos atos normativos, o que ocorre in casu. Porquanto, cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se apenas à análise de MÉRITO, eis que cabe à Comissão de Constituição e Justiça a análise da constitucionalidade e da legalidade, pertencendo, ainda, à discricionariedade parlamentar quanto à avaliação sobre a conveniência e a oportunidade acerca da Concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense ao Senhor Rosendo Valésio dos Santos Por todo o exposto, concluímos pela aprovação do Projeto de Decreto Legislativo n.º
107 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo /2010, de autoria do Deputado Gilvado Vieira, com fundamento nos artigos 25, 1.º, da Constituição Federal e 63, caput, da Constituição Estadual e na legislação infraconstitucional, em especial, a Lei Estadual n.º 7.832/04, alterada pela Lei n.º 8.957/08, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Sendo assim, sugerimos aos demais membros desta Comissão a adoção do seguinte: PARECER N.º 56/2010 A COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS é pela APROVAÇÃO do Projeto de Decreto Legislativo n.º 51/2010, de autoria do Deputado Givaldo Vieira. Sala das Comissões, 21 de junho de JANETE DE SÁ Presidenta/Relatora DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI LUZIA TOLEDO O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Publiquem-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 301/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 52/2010, de autoria do Deputado Atayde Armani, Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor José Adilson de Oliveira. Na justificativa do Projeto de Decreto Legislativo, o autor apresenta que o homenageado, nasceu no Estado de Minas Gerais, tendo chegado em 1981 ao Espírito Santo. Veio para trabalhar na Indústria de Fertilizante Brefertil, sendo seu Gerente de Marketing e Vendas pelo período de 10 anos. Atualmente é Gerente da Unidade de Fiscalização do Crea-ES e Presidente da Sociedade Espírito-Santense de Engenheiros Agrônomos SEEA. A matéria foi protocolizada no dia 20/05/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 24/05/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo DLP, edição do dia 25/05/2010 à pag. 07/08. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação para exame e parecer na forma do art. 41, I, do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/2009). Distribuída a matéria, coube-nos examiná-la e emitir parecer. É o relatório. PARECER DO RELATOR DA ANÁLISE QUANTO AO ASPECTO DA LEGALIDADE, DA CONSTITUCIONALIDADE FORMAL E MATERIAL E DA JURIDICIDADE Sob o prisma da constitucionalidade e legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista no artigo 25, 1º, da Constituição Federal. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos pela exegese da regra constitucional contida no art. 56, XXIX, da Carta Estadual, que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o Decreto Legislativo, estando o Projeto, neste aspecto, em sintonia com a Constituição Estadual. Quanto à iniciativa da matéria em apreço, concluímos por sua subjunção aos preceitos constitucionais, tendo em vista que o art. 63, caput, da Constituição Estadual, estabelece a iniciativa legiferante concorrente da matéria em questão. No que tange ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que, a princípio, a análise é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação. E, sua votação é por maioria simples e nominal. Após aprovado, será promulgado o Decreto Legislativo e publicado no Diário do Poder Legislativo DPL. Após análise dos aspectos constitucionais formais, resta-nos analisar os aspectos materiais, comparando as regras do Projeto com os preceitos constitucionais. Assim, as normas introduzidas no referido projeto encontram compatibilidade com os preceitos constantes das Constituições, Federal e Estadual, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Em especial, cumpre-nos evidenciar que o Projeto em análise atende aos requisitos previstos no art. 1.º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , posto que o homenageado presta relevantes serviços à comunidade, que, embora não tenha nascido neste Estado - nasceu no Estado de Minas Gerais o adotou como sua cidade natal. Está radicado no Espírito Santo há 30 (trinta) anos. Quanto ao aspecto da técnica legislativa empregada no projeto em apreço, deixo a critério da Diretoria Legislativa de Redação - DLR, a quem compete sugerir modificações na forma da Lei Complementar Federal n.º 95/98, com alterações
108 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 introduzidas pela Lei Complementar Federal n.º 107/2001, e, dispositivos do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/09), que regem a redação dos atos normativos, o que ocorre in casu. Cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se ao aspecto jurídico, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar a avaliação de mérito sobre a conveniência e a oportunidade acerca da Concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense ao Senhor José Adilson de Oliveira. Por todo o exposto, concluímos pela constitucionalidade e legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 52/2010, de autoria do Deputado Atayde Armani, com fundamento nos artigos 25, 1º, da Constituição Federal e 56, XXIX e 63 da Constituição Estadual e na legislação infraconstitucional, em especial, a Lei Estadual n.º 7.832/04, alterada pela Lei n.º 8.957/08, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Sendo assim, sugerimos aos demais membros desta douta Comissão, a adoção do seguinte: PARECER N.º 301/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela CONSTITUCIONALIDADE e LEGALIDADE do Projeto de Decreto Legislativo n.º 52/2010, de autoria do Deputado Atayde Armani. Sala Rui Barbosa, 14 de junho de THEODORICO FERRAÇO Presidente/Relator CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG LUZIA TOLEDO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS PARECER N.º 57/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 52/2010, de autoria do Deputado Atayde Armani, Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor José Adilson de Oliveira. Na justificativa do Projeto de Decreto Legislativo, o autor apresenta que o homenageado, nasceu no Estado de Minas Gerais, tendo chegado em 1981 ao Espírito Santo. Veio para trabalhar na Indústria de Fertilizante Brefertil, sendo seu Gerente de Marketing e Vendas pelo período de 10 anos. Atualmente é Gerente da Unidade de Fiscalização do Crea-ES e Presidente da Sociedade Espírito-Santense de Engenheiros Agrônomos SEEA. A matéria foi protocolizada no dia 20/05/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 24/05/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo DLP, edição do dia 25/05/2010 à pag. 07/08. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão para exame e parecer de mérito, atendendo normas regimentais estabelecidas no art. 52 (Resolução n.º 2.700/2009). É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Decreto Legislativo n.º 52/2010, de autoria do Deputado Atayde Armani, Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor José Adilson de Oliveira. Sob o prisma da legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o decreto legislativo. Em especial, no que se refere ao aspecto da legalidade, cumpre-nos evidenciar que o projeto em apreço atende os requisitos previstos no art. 1.º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , posto que o autor apresenta na justificativa do projeto, os serviços prestados pelo pretenso agraciado, que, embora não tenha nascido neste Estado - nasceu em Minas Gerais, mas veio para o Estado do Espírito Santo no ano de Ressalte-se, que incumbe ao Plenário manifestar-se sobre a valoração dos serviços prestados pelo homenageado, em suma, sobre o seu mérito, aprovando ou não a presente concessão. Cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se ao aspecto de mérito, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar a avaliação do mesmo sobre a conveniência e a oportunidade acerca da concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense ao Sr. José Adilson de Oliveira. Por todo o exposto, concluímos pela legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 52/2010, de autoria do Deputado Atayde Armani, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Pelas razões aludidas anteriormente relativas à matéria, entendemos que a mesma deve ser aprovada, razão pela qual, recomendamos aos demais membros desta Comissão o seguinte:
109 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo PARECER N.º 57/2010 A COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS, é pela APROVAÇÃO do Projeto de Decreto Legislativo n.º 52/2010, de autoria do Deputado Atayde Armani. Sala das Comissões, 21 de junho de JANETE DE SÁ Presidenta/Relatora DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI LUZIA TOLEDO O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Publiquem-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 305/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 56/2010, de autoria do Deputado Paulo Foletto, Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor Tadeu Pissinati Sant Anna. Na justificativa o autor apresenta que o homenageado, nasceu em 30/10/1963, na Cidade do Rio de Janeiro, RJ. Desde 1977 reside em Vitória, Espírito Santo. Iniciou sua trajetória escolar no Espírito Santo, no Colégio Salesiano, cursando o ensino fundamental. Em 1981, enquanto cursava no IFES o curso técnico de Eletrotécnica, fazia estágio supervisionando o curso de técnico em Mecânica na CVRD. Dando seguimento a sua vida acadêmica na UFES, no curso de Engenharia Mecânica. Em 1983, estagiou no curso técnico em Eletrotécnica da CST (hoje Arcelor-Mital Tubarão), na área de telecomunicações. Aprovado em concurso público, no ano de 1984 para o cargo de Técnico Eletricista do DETRAN-ES (Setor de Sinalização Semafórica). Professor da Escola Técnica Federal do Espírito Santo (hoje IFES Campus Vitória desde 1985, tendo lecionado várias disciplinas nos cursos daquela Instituição Federal de Ensino. Além de Consultor e facilitador de oficinas pedagógicas para a capacitação de dirigentes, pedagogos e professores junto a instituições educativas públicas, privadas e do terceiro setor. A matéria foi protocolizada no dia 28/05/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 31/05/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo DPL, edição do dia 01/06/2010, às páginas 02/03. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação para exame e parecer na forma do art. 41, I, do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/2009). Distribuída a matéria, coube-nos examiná-la e emitir parecer. É o relatório. PARECER DO RELATOR DA ANÁLISE QUANTO AO ASPECTO DA LEGALIDADE, DA CONSTITUCIONALIDADE FORMAL E MATERIAL E DA JURIDICIDADE Sob o prisma da constitucionalidade e legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista no artigo 25, 1º, da Constituição Federal. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos pela exegese da regra constitucional contida no art. 61, IV, da Carta Estadual, que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o Decreto Legislativo, estando o Projeto, neste aspecto, em sintonia com a Constituição Estadual. Quanto à iniciativa da matéria em apreço, concluímos por sua subjunção aos preceitos constitucionais, tendo em vista que o art. 63, caput, da Constituição Estadual, estabelece a iniciativa legiferante concorrente da matéria em questão. No que tange ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que, a princípio, a análise é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação. E, sua votação é por maioria simples e nominal. Após aprovado, será promulgado o Decreto Legislativo e publicado no Diário do Poder Legislativo DPL. Após análise dos aspectos constitucionais formais, resta-nos analisar os aspectos materiais, comparando as regras do Projeto com os preceitos constitucionais. Assim, as normas introduzidas no referido projeto encontram compatibilidade com os preceitos constantes das Constituições, Federal e Estadual, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Em especial, cumpre-nos evidenciar que o Projeto em análise atende aos requisitos previstos no art. 1.º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , eis que o homenageado apresenta em seu currículo relevantes serviços à comunidade, que, embora não tenha nascido neste Estado, o adotou como sua cidade natal.
110 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Quanto ao aspecto da técnica legislativa empregada no projeto em apreço, deixo a critério da Diretoria Legislativa de Redação - DLR, a quem compete sugerir modificações na forma da Lei Complementar Federal n.º 95/98, com alterações introduzidas pela Lei Complementar Federal n.º 107/2001, e, dispositivos do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/09), que regem a redação dos atos normativos, o que ocorre in casu. Cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se ao aspecto jurídico, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar quanto à avaliação de mérito sobre a conveniência e a oportunidade acerca da Concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense ao Senhor Tadeu Pissinati Sant Anna. Por todo o exposto, concluímos pela constitucionalidade e legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 56/2010, de autoria do Deputado Paulo Foletto, com fundamento nos artigos 25, 1º, da Constituição Federal e 63, caput, da Constituição Estadual e na legislação infraconstitucional, em especial, a Lei Estadual n.º 7.832/04, alterada pela Lei n.º 8.957/08, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Sendo assim, sugerimos aos demais membros desta douta Comissão, a adoção do seguinte: PARECER N.º 305/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela CONSTITUCIONALIDADE e LEGALIDADE do Projeto de Decreto Legislativo n.º 56/2010, de autoria do Ex. mo Deputado Paulo Foletto. Sala Rui Barbosa, 14 de junho de THEODORICO FERRAÇO Presidente/Relator CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG LUZIA TOLEDO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS PARECER N.º 61/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 56/2010, de autoria do Deputado Paulo Foletto, Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor Tadeu Pissinati Sant Anna. Na justificativa o autor apresenta que o homenageado, nasceu em 30/10/1963, na Cidade do Rio de Janeiro, RJ. Desde 1977 reside em Vitória, Espírito Santo. Iniciou sua trajetória escolar no Espírito Santo, no Colégio Salesiano, cursando o ensino fundamental. Em 1981, enquanto cursava no IFES o curso técnico de Eletrotécnica, fazia estágio supervisionando o curso de técnico em Mecânica na CVRD. Dando seguimento a sua vida acadêmica na UFES, no curso de Engenharia Mecânica. Em 1983, estagiou no curso técnico em Eletrotécnica da CST (hoje Arcelor-Mital Tubarão), na área de telecomunicações. Aprovado em concurso público, no ano de 1984 para o cargo de Técnico Eletricista do DETRAN-ES (Setor de Sinalização Semafórica). Professor da Escola Técnica Federal do Espírito Santo (hoje IFES Campus Vitória desde 1985, tendo lecionado várias disciplinas nos cursos daquela Instituição Federal de Ensino. Além de Consultor e facilitador de oficinas pedagógicas para a capacitação de dirigentes, pedagogos e professores junto a instituições educativas públicas, privadas e do terceiro setor. A matéria foi protocolizada no dia 28/05/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 31/05/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo DPL, edição do dia 01/06/2010, às páginas 02/03. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão para exame e parecer de mérito, atendendo normas regimentais estabelecidas no art. 52 (Resolução n.º 2.700/2009). É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Decreto Legislativo em análise, de autoria do Deputado Paulo Foletto, já foi analisado anteriormente pela Comissão de Constituição e Justiça quanto à sua constitucionalidade e legalidade, nesta oportunidade, cabe a esta Comissão de Defesa da Cidadania e dos Direitos Humanos tão somente a análise do mérito. Sob o prisma da constitucionalidade e legalidade, o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista no artigo 25, 1º, da Constituição Federal. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos pela exegese da regra constitucional contida no art. 61, IV, da Carta Estadual, que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o Decreto Legislativo, estando o Projeto, neste aspecto, em sintonia com a Constituição Estadual. Quanto à iniciativa da matéria em apreço, concluímos por sua subjunção aos preceitos constitucionais, tendo em vista que o art. 63, caput, da Constituição Estadual, estabelece a iniciativa legiferante concorrente da matéria em questão.
111 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo No que tange ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que, a princípio, a análise é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação. E, sua votação é por maioria simples e nominal. Após aprovado, será promulgado o Decreto Legislativo e publicado no Diário do Poder Legislativo DPL. Após análise dos aspectos constitucionais formais, resta-nos analisar os aspectos materiais, comparando as regras do Projeto com os preceitos constitucionais. Assim, as normas introduzidas no referido projeto encontram compatibilidade com os preceitos constantes das Constituições, Federal e Estadual, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Em especial, cumpre-nos evidenciar que o Projeto em análise atende aos requisitos previstos no art. 1º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , eis que o homenageado apresenta em seu currículo relevantes serviços à comunidade, que, embora não tenha nascido neste Estado o adotou como sua cidade natal. Quanto ao aspecto da técnica legislativa empregada no projeto em apreço, deixo a critério da Diretoria Legislativa de Redação - DLR, a quem compete sugerir modificações na forma da Lei Complementar Federal n.º 95/98, com alterações introduzidas pela Lei Complementar Federal n.º 107/2001, e, dispositivos do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/09), que regem a redação dos atos normativos, o que ocorre in casu. Porquanto, cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se apenas à análise de MÉRITO, eis que cabe à Comissão de Constituição e Justiça a análise da constitucionalidade e da legalidade, pertencendo, ainda, à discricionariedade parlamentar quanto à avaliação sobre a conveniência e a oportunidade acerca da Concessão do Título de Cidadão Espírito- Santense Senhor Tadeu Pissinati Sant Anna. Por todo o exposto, concluímos pela aprovação do Projeto de Decreto Legislativo n.º 56/2010, de autoria do Deputado Paulo Foletto, com fundamento nos artigos 25, 1º, da Constituição Federal e 63, caput, da Constituição Estadual e na legislação infraconstitucional, em especial, a Lei Estadual n.º 7.832/04, alterada pela Lei n.º 8.957/08, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Sendo assim, sugerimos aos demais membros desta douta Comissão, a adoção do seguinte: PARECER N.º 61/2010 A COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS é pela APROVAÇÃO do Projeto de Decreto Legislativo n.º 56/2010, de autoria do Deputado Paulo Foletto. Sala das Comissões, 21 de junho de JANETE DE SÁ Presidenta/Relatora DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI LUZIA TOLEDO O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Publiquem-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 306/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 57/2010, de autoria do Deputado Reginaldo Almeida, Concede Título de Cidadania Espíritosantense ao Senhor Paulo Feu de Oliveira. Na justificativa do Projeto de Decreto Legislativo, o autor apresenta que o homenageado, nasceu no Estado do Rio de Janeiro, mas reside no Estado do Espírito Santo há aproximadamente 18 anos. Nascido em berço evangélico, atuou em diversas atividades no Estado, iniciando seu pastorado há 23 anos, e atualmente é o Pastor Presidente da Igreja Evangélica Assembléia de Deus em Nova Rosa da Penha, município de Cariacica e Coordenador da Convenção CEADER no Estado do Espírito Santo. A matéria foi protocolizada no dia 01/06/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 07/06/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo DLP, edição do dia 08/06/2010 à página 01. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação para exame e parecer na forma do art. 41, I, do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/2009). Distribuída a matéria, coube-nos examiná-la e emitir parecer. É o relatório. PARECER DO RELATOR DA ANÁLISE QUANTO AO ASPECTO DA LEGALIDADE, DA CONSTITUCIONALIDADE FORMAL E MATERIAL E DA JURIDICIDADE Sob o prisma da constitucionalidade e legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista no artigo 25, 1º, da Constituição Federal. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos pela exegese da regra constitucional contida no art. 61, IV, da Carta Estadual, que a espécie normativa adequada
112 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 para tratar do tema é o Decreto Legislativo, estando o Projeto, neste aspecto, em sintonia com a Constituição Estadual. Quanto à iniciativa da matéria em apreço, concluímos por sua subjunção aos preceitos constitucionais, tendo em vista que o art. 63, caput, da Constituição Estadual, estabelece a iniciativa legiferante concorrente da matéria em questão. No que tange ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que, a princípio, a análise é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação. E, sua votação é por maioria simples e nominal. Após aprovado, será promulgado o Decreto Legislativo e publicado no Diário do Poder Legislativo DPL. Após análise dos aspectos constitucionais formais, resta-nos analisar os aspectos materiais, comparando as regras do Projeto com os preceitos constitucionais. Assim, as normas introduzidas no referido projeto encontram compatibilidade com os preceitos constantes das Constituições, Federal e Estadual, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Em especial, cumpre-nos evidenciar que o Projeto em análise atende aos requisitos previstos no art. 1.º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , posto que o homenageado presta relevantes serviços à comunidade, que, embora não tenha nascido neste Estado - nasceu no Estado do Rio de Janeiro o adotou como sua cidade natal. Está radicado no Espírito Santo há aproximadamente 18 (dezoito) anos. Quanto ao aspecto da técnica legislativa empregada no projeto em apreço, deixo a cargo da Diretoria Legislativa de Redação - DLR, a quem compete oferecer sugestões na forma da Lei Complementar Federal n.º 95/98, com alterações introduzidas pela Lei Complementar Federal n.º 107/2001, e, dispositivos do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/2009), que regem a redação dos atos normativos, o que ocorre in casu. Cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se ao aspecto jurídico, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar a avaliação de mérito sobre a conveniência e a oportunidade acerca da Concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense ao Senhor Paulo Feu de Oliveira. Por todo o exposto, concluímos pela constitucionalidade e legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 57/2010, de autoria do Deputado Reginaldo Almeida, com fundamento nos artigos 25, 1º, da Constituição Federal e 63, caput, da Constituição Estadual e na legislação infraconstitucional, em especial, a Lei Estadual n.º 7.832/04, alterada pela Lei n.º 8.957/08, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Sendo assim, sugerimos aos demais membros desta douta Comissão, a adoção do seguinte: PARECER N.º 306/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela CONSTITUCIONALIDADE e LEGALIDADE do Projeto de Decreto Legislativo n.º 57/2010, de autoria do Deputado Reginaldo Almeida. Sala Rui Barbosa, 14 de junho de THEODORICO FERRAÇO Presidente/Relator CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG LUZIA TOLEDO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS PARECER N.º 62/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 57/2010, de autoria do Deputado Reginaldo Almeida, Concede Título de Cidadania Espíritosantense ao Senhor Paulo Feu de Oliveira. Na justificativa do Projeto de Decreto Legislativo, o autor apresenta que o homenageado nasceu no Estado do Rio de Janeiro, mas reside no Estado do Espírito Santo há aproximadamente 18 anos. Nascido em berço evangélico, atuou em diversas atividades no Estado, iniciando seu pastorado há 23 anos, e atualmente é o Pastor Presidente da Igreja Evangélica Assembléia de Deus em Nova Rosa da Penha, município de Cariacica e Coordenador da Convenção CEADER no Estado do Espírito Santo. A matéria foi protocolizada no dia 01/06/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 07/06/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo DLP, edição do dia 08/06/2010 à página 01. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão para exame e parecer de mérito, atendendo normas regimentais estabelecidas no art. 52 (Resolução n.º 2.700/2009). É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Decreto Legislativo n.º 57/2010, de autoria do Deputado Reginaldo Almeida, Concede Título de Cidadania Espíritosantense ao Senhor Paulo Feu de Oliveira.
113 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo Sob o prisma da legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o decreto legislativo. Em especial, no que se refere ao aspecto da legalidade, cumpre-nos evidenciar que o projeto em apreço atende os requisitos previstos no art. 1º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , posto que o autor apresenta na justificativa do projeto, os serviços prestados pelo pretenso agraciado, que, embora não tenha nascido neste Estado, nasceu no Estado do Rio de Janeiro, mas reside no Estado do Espírito Santo há aproximadamente 18 (dezoito) anos. Ressalte-se, que incumbe ao Plenário manifestar-se sobre a valoração dos serviços prestados pelo homenageado, em suma, sobre o seu mérito, aprovando ou não a presente concessão. Cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se ao aspecto de mérito, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar a avaliação do mesmo sobre a conveniência e a oportunidade acerca da concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense ao Senhor Paulo Feu de Oliveira. Por todo o exposto, concluímos pela legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 57/2010, de autoria do Deputado Reginaldo Almeida, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Pelas razões aludidas anteriormente relativas à matéria, entendemos que a mesma deve ser aprovada, razão pela qual, recomendamos aos demais membros desta Comissão o seguinte: PARECER N.º 62/2010 A COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS, é pela APROVAÇÃO do Projeto de Decreto Legislativo n.º 57/2010, de autoria do Deputado Reginaldo Almeida. Sala das Comissões, 21 de junho de JANETE DE SÁ Presidenta/Relatora DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI LUZIA TOLEDO O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Publiquem-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 307/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 58/2010, de autoria do Deputado Reginaldo Almeida, Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor Mário Lúcio dos Santos." Na justificativa do Projeto de Decreto Legislativo, o autor apresenta que o homenageado, nasceu na cidade de Caxambu, no Estado de Minas Gerais, mas reside no Estado do Espírito Santo há aproximadamente 24 (vinte e quatro) anos. Iniciou seu pastorado há 16 anos, e atualmente é o Pastor Presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Ibatiba. Por dois mandatos consecutivos assumiu a presidência do Conselho Estadual da Criança e do Adolescente. A matéria foi protocolizada no dia 01/06/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 07/06/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo - DLP, edição do dia 08/06/2010 à página 01. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação para exame e parecer na forma do art. 41, I, do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/2009). Distribuída a matéria, coube-nos examiná-la e emitir parecer. É o relatório. PARECER DO RELATOR DA ANÁLISE QUANTO AO ASPECTO DA LEGALIDADE, DA CONSTITUCIONALIDADE FORMAL E MATERIAL E DA JURIDICIDADE Sob o prisma da constitucionalidade e legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista no artigo 25, 1º, da Constituição Federal. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos pela exegese da regra constitucional contida no art. 61, IV, da Carta Estadual, que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o Decreto Legislativo, estando o Projeto, neste aspecto, em sintonia com a Constituição Estadual. Quanto à iniciativa da matéria em apreço, concluímos por sua subjunção aos preceitos
114 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 constitucionais, tendo em vista que o art. 63, caput, da Constituição Estadual, estabelece a iniciativa legiferante concorrente da matéria em questão. No que tange ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que, a princípio, a análise é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação. E, sua votação é por maioria simples e nominal. Após aprovado, será promulgado o Decreto Legislativo e publicado no Diário do Poder Legislativo - DPL Após análise dos aspectos constitucionais formais, resta-nos analisar os aspectos materiais, comparando as regras do Projeto com os preceitos constitucionais. Assim, as normas introduzidas no referido projeto encontram compatibilidade com os preceitos constantes das Constituições, Federal e Estadual, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Em especial, cumpre-nos evidenciar que o Projeto em análise atende aos requisitos previstos no art. 1, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , posto que o homenageado presta relevantes serviços à comunidade, que, embora não tenha nascido neste Estado - nasceu na cidade de Caxambu, no Estado de Minas Gerais - o adotou como sua cidade natal. Está radicado no Espírito Santo há aproximadamente 24 (vinte e quatro) anos. Quanto ao aspecto da técnica legislativa empregada no projeto em apreço, deixo a cargo da Diretoria Legislativa de Redação - DLR, a quem compete oferecer sugestões na forma da Lei Complementar Federal n.º 95/98, com alterações introduzidas pela Lei Complementar Federal n.º 107/2001, e, dispositivos do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/09), que regem a redação dos atos normativos, o que ocorre in casu. Cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se ao aspecto jurídico, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar a avaliação de mérito sobre a conveniência e a oportunidade acerca da Concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense ao Senhor Mário Lúcio dos Santos. Por todo o exposto, concluímos pela constitucionalidade e legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 58/2010, de autoria do Deputado Reginaldo Almeida, com fundamento nos artigos 25, 1º, da Constituição Federal e 63, "caput", da Constituição Estadual e na legislação infra-constitucional, em especial, a Lei Estadual n.º 7.832/04, alterada pela Lei n.º 8.957/08, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Sendo assim, sugerimos aos demais membros desta douta Comissão, a adoção do seguinte: PARECER N.º 307/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela CONSTITUCIONALIDADE e LEGALIDADE do Projeto de Decreto Legislativo n.º 58/2010, de autoria do Deputado Reginaldo Almeida. Sala Rui Barbosa, 14 de junho de THEODORICO FERRAÇO Presidente/Relator CLAUDIO VEREZA LUZIA TOLEDO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI DARY PAGUNG ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS PARECER N.º 63/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 58/2010, de autoria do Deputado Reginaldo Almeida, "Concede Título de Cidadania Espíritosantense ao Senhor Mário Lúcio dos Santos". Na justificativa do Projeto de Decreto Legislativo, o autor apresenta que o homenageado, nasceu na cidade de Caxambu, no Estado de Minas Gerais, mas reside no Estado do Espírito Santo há aproximadamente 24 (vinte e quatro) anos. Iniciou seu pastorado há 16 anos, e atualmente é o Pastor Presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Ibatiba. Por dois mandatos consecutivos assumiu a presidência do Conselho Estadual da Criança e do Adolescente. A matéria foi protocolizada no dia 01/06/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 07/06/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo - DLP, edição do dia 08/06/2010 à página 01. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão para exame e parecer de mérito, atendendo normas regimentais estabelecidas no art. 52 (Resolução n.º 2.700/2009). É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Decreto Legislativo n.º 58/2010, de autoria do Deputado Reginaldo Almeida, Concede Título de Cidadania Espíritosantense ao Senhor Mário Lúcio dos Santos". Sob o prisma da legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma
115 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o decreto legislativo. Em especial, no que se refere ao aspecto da legalidade, cumpre-nos evidenciar que o projeto em apreço atende os requisitos previstos no art. 1º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , posto que o autor apresenta na justificativa do projeto, os serviços prestados pelo pretenso agraciado, que, embora não tenha nascido neste Estado, nasceu na cidade de Caxambu, no Estado de Minas Gerais, mas reside no Estado do Espírito Santo há aproximadamente 24 (vinte e quatro) anos. Ressalte-se, que incumbe ao Plenário manifestar-se sobre a valoração dos serviços prestados pelo homenageado, em suma, sobre o seu mérito, aprovando ou não a presente concessão. Cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se ao aspecto de mérito, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar a avaliação do mesmo sobre a conveniência e a oportunidade acerca da concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense ao Senhor Mário Lúcio dos Santos. Por todo o exposto, concluímos pela legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 58/2010, de autoria do Deputado Reginaldo Almeida, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Pelas razões aludidas anteriormente relativas à matéria, entendemos que a mesma deve ser aprovada, razão pela qual, recomendamos aos demais membros desta Comissão o seguinte: PARECER N.º 63/2010 A COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS é pela APROVAÇÃO do Projeto de Decreto Legislativo n.º 58/2010, de autoria do Deputado Reginaldo Almeida. Sala de Comissões, 21 de junho de JANETE DE SÁ Presidenta/Relatora DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI LUZIA TOLEDO (Comparece o Senhor Deputado Giulianno dos Anjos) O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Publiquem-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 308/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 59/2010, de autoria da Deputada Janete de Sá, Concede Titulo de Cidadania Espirto-santense à Senhora, Mariangela Gonçalves Coelho. Na justificativa do Projeto de Decreto Legislativo, a autora apresenta que a homenageada, nasceu no Estado do Rio de Janeiro, tendo chegado ao Espírito Santo no ano de Atualmente exerce atividades no Hospital Dório Silva, desempenhando a função de gerente do pronto socorro daquele hospital Dentre outras funções que exerceu no Hospital Dório Silva, foi chefe do núcleo de trabalho de assistência farmacêutica. A matéria foi protocolizada no dia 02/06/2010, lida no expediente Sessão Ordinária do dia 07/06/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo DLP, edição do dia 08/06/2010 às páginas 01/02. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação para exame e parecer na forma do art. 41, I, do Regimento interno (Resolução n.º 2.700/2009). Distribuída a matéria, coube-nos examiná-la e emitir parecer. E relatório. PARECER DO RELATOR DA ANÁLISE QUANTO AO ASPECTO DA LEGALIDADE, DA CONSTITUCIONALIDADE FORMAL E MATERIAL E DA JURIDICIDADE Sob o prisma da constitucionalidade e legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista no artigo 25, 1º, da Constituição Federal. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos pela exegese da regra constitucional contida no art. 61, IV, da Carta Estadual, que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o Decreto Legislativo, estando o Projeto, neste aspecto, em sintonia com a Constituição Estadual. Quanto à iniciativa da matéria em apreço, concluímos por sua subjunção aos preceitos constitucionais, tendo em vista o art. 63. caput, da
116 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Constituição Estadual, estabelece a iniciativa legiferante concorrente da matéria em questão. No que tange ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que, a princípio, a análise é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação. E, sua votação é por maioria simples e nominal. Após aprovado, será promulgado o Decreto Legislativo e publicado no Diário do Poder Legislativo DPL. Após análise dos aspectos constitucionais formais, resta-nos analisar os aspectos materiais, comparando as regras do Projeto com os preceitos constitucionais. Assim, as normas introduzidas no referido projeto encontram compatibilidade com os preceitos constantes das Constituições, Federal e Estadual, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Em especial, cumpre-nos evidenciar que o Projeto em análise atende aos requisitos previstos no art. 1.º, caput e parágrafo único da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , posto que a homenageada presta relevantes serviços à comunidade, que, embora não tenha nascido neste Estado nasceu no Estado do Rio de Janeiro o adotou como sua cidade natal. Está radicada no Estado do Espírito Santo há 17 (dezessete) anos. Quanto ao aspecto da técnica legislativa empregada no projeto em apreço, deixo a cargo da Diretoria Legislativa de Redação DLR, a quem compete oferecer sugestão na forma da Lei Complementar Federal n.º 95/98, com alterações introduzidas pela Lei Complementar Federal n.º 107/2001, e, dispositivo do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/09), que regem a redação dos atos normativos, o que ocorreu in casu. Cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se ao aspecto jurídico, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar a avaliação de mérito sobre a conveniência e a oportunidade acerca da Concessão do Titulo de Cidadão Espírito-Santense à Senhora Mariangela Gonçalves Coelho. Por todo o exposto, concluímos pela constitucionalidade e legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 59/2010, de autoria da Deputada Janete de Sá, com fundamento nos artigos 25, 1.º, da Constituição Federal e 63, caput, da Constituição Estadual e na legislação infraconstitucional, em especial a Lei Estadual n.º 7.832/04, alterada pela Lei n.º 8.957/08, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Sendo assim, sugerimos aos demais membros desta douta Comissão, a adoção do seguinte: PARECER N.º 308/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela CONSTITUCIONALIDADE e Legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 59/2010, de autoria da Deputada Janete de Sá. Sala Rui Barbosa, 14 de junho de THEODORICO FERRAÇO Presidente/Relator CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG LUZIA TOLEDO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS PARECER N.º 64/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 59/2010, de autoria da Deputada Janete de Sá, Concede Título de Cidadania Espírito-santense à Senhora Mariangela Gonçalves Coelho. Na justificativa do Projeto de Decreto Legislativo, a autora apresenta que a homenageada, nasceu no Estado do Rio de Janeiro, tendo chegado ao Espírito Santo no ano de Atualmente exerce atividades no Hospital Dório Silva, desempenhando a função de gerente do pronto socorro daquele hospital. Dentre outras funções que exerceu no Hospital Dório Silva, foi chefe do núcleo de trabalho de assistência farmacêutica. A matéria foi protocolizada no dia 02/06/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 07/06/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo DLP, edição do dia 08/06/2010 às páginas 01/02. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão para exame e parecer de mérito, atendendo normas regimentais estabelecidas no art. 52 (Resolução n.º 2.700/2009). É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Decreto Legislativo n.º 59/2010, de autoria da Deputada Janete de Sá, Concede Título de Cidadania Espírito-santense à Senhora Mariangela Gonçalves Coelho. Sob o prisma da legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos que a
117 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo espécie normativa adequada para tratar do tema é o decreto legislativo. Em especial, no que se refere ao aspecto da legalidade, cumpre-nos evidenciar que o projeto em apreço atende os requisitos previstos no art. 1º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , posto que a autora apresenta na justificativa do projeto, os serviços prestados pela pretensa agraciada, que, embora não tenha nascido neste Estado, nasceu no Estado do Rio de Janeiro, mas veio para o Estado do Espírito Santo no ano de Ressalte-se, que incumbe ao Plenário manifestar-se sobre a valoração dos serviços prestados pelo homenageado, em suma, sobre o seu mérito, aprovando ou não a presente concessão. Cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se ao aspecto de mérito, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar a avaliação do mesmo sobre a conveniência e a oportunidade acerca da concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense à Senhora Mariangela Gonçalves Coelho. Por todo o exposto, concluímos pela legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 59/2010, de autoria da Deputada Janete de Sá, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Pelas razões aludidas anteriormente relativas à matéria, entendemos que a mesma deve ser aprovada, razão pela qual, recomendamos aos demais membros desta Comissão o seguinte: PARECER N.º 64/2010 A COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS é pela APROVAÇÃO do Projeto de Decreto Legislativo n.º 59/2010, de autoria da Deputada Janete de Sá. Sala das Comissões, 21 de junho de DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI Presidente LUZIA TOLEDO Relatora JANETE DE SÁ O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Publiquem-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 311/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 62/2010, de autoria do Deputado Cacau Lorenzoni, Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor Flávio de Campos Gonçalves. Na justificativa do Projeto de Decreto Legislativo, o autor apresenta que o homenageado, nasceu na cidade de Trajano de Moares, no Estado do Rio de Janeiro, mas reside no Estado do Espírito Santo há aproximadamente 38 (trinta e oito anos) anos. Chegou ao Estado do Espírito Santo em agosto de 1972, a fim de concluir seus estudos. Formou-se em técnico em contabilidade, atuou por muitos anos no ramo da construção civil. Em 1998 foi convidado a participar da fundação da Interport Transportes e Serviços Intermodais Ltda, empresa que atuava no ramo do comércio exterior, prestando serviços de armazenagem, transporte e reparo de contêiner. Em 2007, a empresa passou por um processo de cisão, e em 2009 a empresa se tornou o Grupo Interport, um complexo logístico formado por quatro empresas atuantes nos segmentos de Logística, Offshore, Transporte e Certificação de equipamento, tornando-se uma das maiores empresas do Estado do Espírito Santo. A matéria foi protocolizada no dia 08/06/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 08/06/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo DLP, edição do dia 09/06/2010 à página 01. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação para exame e parecer na forma do art. 41, I, do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/2009). Distribuída a matéria, coube-nos examiná-la e emitir parecer. É o relatório. PARECER DO RELATOR DA ANÁLISE QUANTO AO ASPECTO DA LEGALIDADE, DA CONSTITUCIONALIDADE FORMAL E MATERIAL E DA JURIDICIDADE Sob o prisma da constitucionalidade e legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista no artigo 25, 1º, da Constituição Federal. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos pela exegese da regra constitucional contida no art. 61, IV, da Carta Estadual, que a espécie normativa adequada
118 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 para tratar do tema é o Decreto Legislativo, estando o Projeto, neste aspecto, em sintonia com a Constituição Estadual. Quanto à iniciativa da matéria em apreço, concluímos por sua subjunção aos preceitos constitucionais, tendo em vista que o art. 63, caput, da Constituição Estadual, estabelece a iniciativa legiferante concorrente da matéria em questão. No que tange ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que, a princípio, a análise é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação. E, sua votação é por maioria simples e nominal. Após aprovado, será promulgado o Decreto Legislativo e publicado no Diário do Poder Legislativo DPL. Após análise dos aspectos constitucionais formais, resta-nos analisar os aspectos materiais, comparando as regras do Projeto com os preceitos constitucionais. Assim, as normas introduzidas no referido projeto encontram compatibilidade com os preceitos constantes das Constituições, Federal e Estadual, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Em especial, cumpre-nos evidenciar que o Projeto em análise atende aos requisitos previstos no art. 1.º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , posto que o homenageado presta relevantes serviços à comunidade, que, embora não tenha nascido neste Estado - nasceu na cidade de Trajano de Moares, no Estado do Rio de Janeiro o adotou como sua cidade natal. Está radicado no Espírito Santo há aproximadamente 38 (trinta e oito) anos. Quanto ao aspecto da técnica legislativa empregada no projeto em apreço, deixo a cargo da Diretoria Legislativa de Redação - DLR, a quem compete oferecer sugestões na forma da Lei Complementar Federal n.º 95/98, com alterações introduzidas pela Lei Complementar Federal n.º 107/2001, e, dispositivos do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/09), que regem a redação dos atos normativos, o que ocorre in casu. Cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se ao aspecto jurídico, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar a avaliação de mérito sobre a conveniência e a oportunidade acerca da Concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense ao Senhor Flávio de Campos Gonçalves. Por todo o exposto, concluímos pela constitucionalidade e legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 62/2010, de autoria do Deputado Cacau Lorenzoni, com fundamento nos artigos 25, 1º, da Constituição Federal e 63, caput, da Constituição Estadual e na legislação infraconstitucional, em especial, a Lei Estadual n.º 7.832/04, alterada pela Lei n.º 8.957/08, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Sendo assim, sugerimos aos demais membros desta douta Comissão, a adoção do seguinte: PARECER N.º 311/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela CONSTITUCIONALIDADE e LEGALIDADE do Projeto de Decreto Legislativo n.º 62/2010, de autoria do Deputado Cacau Lorenzoni. Sala Rui Barbosa, 16 de junho de THEODORICO FERRAÇO Presidente/Relator CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG LUZIA TOLEDO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS PARECER N.º 67/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 62/2010, de autoria do Deputado Cacau Lorenzoni, Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor Flávio de Campos Gonçalves. Na justificativa do Projeto de Decreto Legislativo, o autor apresenta que o homenageado, nasceu na cidade de Trajano de Moares, no Estado do Rio de Janeiro, mas reside no Estado do Espírito Santo há aproximadamente 38 (trinta e oito anos) anos. Chegou ao Estado do Espírito Santo em agosto de 1972, a fim de concluir seus estudos. Formou-se em técnico em contabilidade, atuou por muitos anos no ramo da construção civil. Em 1998 foi convidado a participar da fundação da Interport Transportes e Serviços Intermodais Ltda, empresa que atuava no ramo do comércio exterior, prestando serviços de armazenagem, transporte e reparo de contêiner. Em 2007, a empresa passou por um processo de cisão, e em 2009 a empresa se tornou o Grupo Interport, um complexo logístico formado por quatro empresas atuantes nos segmentos de Logística, Offshore, Transporte e Certificação de equipamento, tornando-se uma das maiores empresas do Estado do Espírito Santo. A matéria foi protocolizada no dia 08/06/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 08/06/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo DLP, edição do dia 09/06/2010 à página 01.
119 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão para exame e parecer de mérito, atendendo normas regimentais estabelecidas no art. 52 (Resolução n.º 2.700/2009). É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Decreto Legislativo n.º 62/2010, de autoria do Deputado Cacau Lorenzoni, Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor Flávio de Campos Gonçalves. Sob o prisma da legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o decreto legislativo. Em especial, no que se refere ao aspecto da legalidade, cumpre-nos evidenciar que o projeto em apreço atende os requisitos previstos no art. 1º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , posto que o autor apresenta na justificativa do projeto, os serviços prestados pelo pretenso agraciado, que, embora não tenha nascido neste Estado, nasceu na cidade de Trajano de Moares, no Estado do Rio de Janeiro, mas reside no Estado do Espírito Santo há aproximadamente 38 (trinta e oito) anos. Ressalte-se, que incumbe ao Plenário manifestar-se sobre a valoração dos serviços prestados pelo homenageado, em suma, sobre o seu mérito, aprovando ou não a presente concessão. Cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se ao aspecto de mérito, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar a avaliação do mesmo sobre a conveniência e a oportunidade acerca da concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense ao Senhor Flávio de Campos Gonçalves. Por todo o exposto, concluímos pela legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 62/2010, de autoria do Deputado Cacau Lorenzoni, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Pelas razões aludidas anteriormente relativas à matéria, entendemos que a mesma deve ser aprovada, razão pela qual, recomendamos aos demais membros desta Comissão o seguinte: PARECER N.º 67/2010 A COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS é pela APROVAÇÃO do Projeto de Decreto Legislativo n.º 62/2010, de autoria do Deputado Cacau Lorenzoni Sala das Comissões, 21 de junho de JANETE DE SÁ Presidenta/Relatora DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI LUZIA TOLEDO O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Publiquem-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 312/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 63/2010, de autoria do Deputado Cacau Lorenzoni, Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor Carlos Alberto Aguiar. Na justificativa do Projeto de Decreto Legislativo, o autor apresenta que o homenageado, nasceu no Estado de Minas Gerais, tendo chegado ao Espírito Santo no ano de Empresário do ramo imobiliário, foi sócio da empresa Refrigerantes Zanotti S.A Indústria Pepsi Cola, Diretor do Country Clube de Guarapari, dentre outras atividades. É proprietário do Condomínio Fazenda dos Lagos, situado em Alfredo Chaves. A matéria foi protocolizada no dia 08/06/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 08/06/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo DLP, edição do dia 09/06/2010 à pág. 02. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação para exame e parecer na forma do art. 41, I, do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/2009). Distribuída a matéria, coube-nos examiná-la e emitir parecer. É o relatório. PARECER DO RELATOR DA ANÁLISE QUANTO AO ASPECTO DA LEGALIDADE, DA CONSTITUCIONALIDADE FORMAL E MATERIAL E DA JURIDICIDADE
120 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Sob o prisma da constitucionalidade e legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista no artigo 25, 1º, da Constituição Federal. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos pela exegese da regra constitucional contida no art. 61, IV, da Carta Estadual, que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o Decreto Legislativo, estando o Projeto, neste aspecto, em sintonia com a Constituição Estadual. Quanto à iniciativa da matéria em apreço, concluímos por sua subjunção aos preceitos constitucionais, tendo em vista que o art. 63, caput, da Constituição Estadual, estabelece a iniciativa legiferante concorrente da matéria em questão. No que tange ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que, a princípio, a análise é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação. E, sua votação é por maioria simples e nominal. Após aprovado, será promulgado o Decreto Legislativo e publicado no Diário do Poder Legislativo DPL. Após análise dos aspectos constitucionais formais, resta-nos analisar os aspectos materiais, comparando as regras do Projeto com os preceitos constitucionais. Assim, as normas introduzidas no referido projeto encontram compatibilidade com os preceitos constantes das Constituições, Federal e Estadual, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Em especial, cumpre-nos evidenciar que o Projeto em análise atende aos requisitos previstos no art. 1º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , posto que o homenageado presta relevantes serviços à comunidade, que, embora não tenha nascido neste Estado - nasceu no Estado de Minas Gerais o adotou como sua cidade natal. Está radicado no Espírito Santo há 52 (cinquenta e dois) anos. Quanto ao aspecto da técnica legislativa empregada no projeto em apreço, deixo a cargo da Diretoria Legislativa de Redação - DLR, a quem compete oferecer sugestões na forma da Lei Complementar Federal n.º 95/98, com alterações introduzidas pela Lei Complementar Federal n.º 107/2001, e, dispositivos do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/09), que regem a redação dos atos normativos, o que ocorre in casu. Cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se ao aspecto jurídico, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar a avaliação de mérito sobre a conveniência e a oportunidade acerca da Concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense ao Senhor Carlos Alberto Aguiar. Por todo o exposto, concluímos pela constitucionalidade e legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 63/2010, de autoria do Deputado Cacau Lorenzoni, com fundamento nos artigos 25, 1º, da Constituição Federal e 63, caput, da Constituição Estadual e na legislação infraconstitucional, em especial, a Lei Estadual n.º 7.832/04, alterada pela Lei n.º 8.957/08, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Sendo assim, sugerimos aos demais membros desta douta Comissão, a adoção do seguinte: PARECER N.º 312/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela CONSTITUCIONALIDADE e LEGALIDADE do Projeto de Decreto Legislativo n.º 63/2010, de autoria do Deputado Cacau Lorenzoni. Sala Rui Barbosa, 16 de junho de THEODORICO FERRAÇO Presidente/Relator CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG LUZIA TOLEDO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS PARECER N.º 68/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 63/2010, de autoria do Deputado Cacau Lorenzoni, Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor Carlos Alberto Aguiar. Na justificativa do Projeto de Decreto Legislativo, o autor apresenta que o homenageado, nasceu no Estado de Minas Gerais, tendo chegado ao Espírito Santo no ano de Empresário do ramo imobiliário, foi sócio da empresa Refrigerantes Zanotti S.A Indústria Pepsi Cola, Diretor do Country Clube de Guarapari, dentre outras atividades. É proprietário do Condomínio Fazenda dos Lagos, situado em Alfredo Chaves. A matéria foi protocolizada no dia 08/06/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 08/06/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo DLP, edição do dia 09/06/2010 à pág. 02. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão para exame e parecer de mérito, atendendo
121 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo normas regimentais estabelecidas no art. 52 (Resolução n.º 2.700/2009). É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Decreto Legislativo n.º 63/2010, de autoria do Deputado Cacau Lorenzoni, Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor Carlos Alberto Aguiar. Sob o prisma da legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o decreto legislativo. Em especial, no que se refere ao aspecto da legalidade, cumpre-nos evidenciar que o projeto em apreço atende os requisitos previstos no art. 1º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , posto que o autor apresenta na justificativa do projeto, os serviços prestados pelo pretenso agraciado, que, embora não tenha nascido neste Estado, nasceu no Estado de Minas Gerais, mas veio para o Estado do Espírito Santo no ano de Ressalte-se, que incumbe ao Plenário manifestar-se sobre a valoração dos serviços prestados pelo homenageado, em suma, sobre o seu mérito, aprovando ou não a presente concessão. Cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se ao aspecto de mérito, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar a avaliação do mesmo sobre a conveniência e a oportunidade acerca da concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense ao Senhor Carlos Alberto Aguiar. Por todo o exposto, concluímos pela legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 63/2010, de autoria do Deputado Cacau Lorenzoni, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Pelas razões aludidas anteriormente relativas à matéria, entendemos que a mesma deve ser aprovada, razão pela qual, recomendamos aos demais membros desta Comissão o seguinte: PARECER N.º 68/2010 A COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS é pela APROVAÇÃO do Projeto de Decreto Legislativo n.º 63/2010, de autoria do Deputado Cacau Lorenzoni. Sala das Comissões, 21 de junho de JANETE DE SÁ Presidenta/Relatora DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI LUZIA TOLEDO O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Publiquem-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 313/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 64/2010, de autoria da Deputado Paulo Roberto, Concede Título de Cidadania Espírito-santense à Senhora Iracy Carvalho Machado Baltar Fernandes. Na justificativa do Projeto de Decreto Legislativo, o autor apresenta que a homenageada nasceu no Estado do Rio de Janeiro, tendo adotado o Município de Montanha, no nosso Estado, como sua terra. Desenvolveu importantes trabalhos naquela localidade. Atualmente, a frente do Poder Executivo Municipal, vem desenvolvendo diversos projetos que priorizam o social e a preocupação ambiental, para as quais conta com o envolvimento e o comprometimento de todas as Secretarias. A matéria foi protocolizada no dia 08/06/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 09/06/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo DLP, edição do dia 10/06/2010 às páginas 01/02. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação para exame e parecer na forma do art. 41, I, do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/2009). Distribuída a matéria, coube-nos examiná-la e emitir parecer. É o relatório. PARECER DO RELATOR DA ANÁLISE QUANTO AO ASPECTO DA LEGALIDADE, DA CONSTITUCIONALIDADE FORMAL E MATERIAL E DA JURIDICIDADE
122 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Sob o prisma da constitucionalidade e legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista no artigo 25, 1º, da Constituição Federal. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos pela exegese da regra constitucional contida no art. 61, IV, da Carta Estadual, que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o Decreto Legislativo, estando o Projeto, neste aspecto, em sintonia com a Constituição Estadual. Quanto à iniciativa da matéria em apreço, concluímos por sua subjunção aos preceitos constitucionais, tendo em vista que o art. 63, caput, da Constituição Estadual, estabelece a iniciativa legiferante concorrente da matéria em questão. No que tange ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que, a princípio, a análise é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação. E, sua votação é por maioria simples e nominal. Após aprovado, será promulgado o Decreto Legislativo e publicado no Diário do Poder Legislativo DPL. Após análise dos aspectos constitucionais formais, resta-nos analisar os aspectos materiais, comparando as regras do Projeto com os preceitos constitucionais. Assim, as normas introduzidas no referido projeto encontram compatibilidade com os preceitos constantes das Constituições, Federal e Estadual, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Em especial, cumpre-nos evidenciar que o Projeto em análise atende aos requisitos previstos no art. 1º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , posto que a homenageada presta relevantes serviços à comunidade, que, embora não tenha nascido neste Estado - nasceu no Estado do Rio de Janeiro o adotou como sua cidade natal desde o ano de Quanto ao aspecto da técnica legislativa empregada no projeto em apreço, deixo a cargo da Diretoria Legislativa de Redação - DLR, a quem compete oferecer sugestões na forma da Lei Complementar Federal n.º 95/98, com alterações introduzidas pela Lei Complementar Federal n.º 107/2001, e, dispositivos do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/09), que regem a redação dos atos normativos, o que ocorre in casu. Cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se ao aspecto jurídico, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar a avaliação de mérito sobre a conveniência e a oportunidade acerca da Concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense à Senhora Iracy Carvalho Machado Baltar Fernandes. Por todo o exposto, concluímos pela constitucionalidade e legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 64/2010, de autoria do Deputado Paulo Roberto, com fundamento nos artigos 25, 1º, da Constituição Federal e 63, caput, da Constituição Estadual e na legislação infra-constitucional, em especial, a Lei Estadual n.º 7.832/04, alterada pela Lei n.º 8.957/08, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Sendo assim, sugerimos aos demais membros desta douta Comissão, a adoção do seguinte: PARECER N.º 313/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela CONSTITUCIONALIDADE e LEGALIDADE do Projeto de Decreto Legislativo n.º 64/2010, de autoria da Deputado Paulo Roberto. Sala Rui Barbosa, 16 de junho de THEODORICO FERRAÇO Presidente/Relator CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG LUZIA TOLEDO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS PARECER N.º 69/2010 RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n.º 64/2010, de autoria do Deputado Paulo Roberto, Concede Título de Cidadania Espírito-santense à Senhora Iracy Carvalho Machado Baltar Fernandes. Na justificativa do Projeto de Decreto Legislativo, o autor apresenta que a homenageada nasceu Estado do Rio de Janeiro, tendo adotado o Município de Montanha, no nosso Estado, como sua terra. Desenvolveu importantes trabalhos naquela localidade. Atualmente, a frente do Poder Executivo Municipal, vem desenvolvendo diversos projetos que priorizam o social e a preocupação ambiental, para as quais conta com o envolvimento e o comprometimento de todas as Secretarias. A matéria foi protocolizada no dia 08/06/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 09/06/2010 e publicada no Diário do Poder
123 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo Legislativo DLP, edição do dia 10/06/2010 às páginas 01/02. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão para exame e parecer de mérito, atendendo normas regimentais estabelecidas no art. 52 (Resolução n.º 2.700/2009). É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Decreto Legislativo n.º 64/2010, de autoria do Deputado Paulo Roberto, Concede Título de Cidadania Espírito-santense à Senhora Iracy Carvalho Machado Baltar Fernandes. Sob o prisma da legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o decreto legislativo. Em especial, no que se refere ao aspecto da legalidade, cumpre-nos evidenciar que o projeto em apreço atende os requisitos previstos no art. 1º, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n.º 7.832, de , alterada pela Lei n.º 8.957, de , posto que o autor apresenta na justificativa do projeto, os serviços prestados pela pretensa agraciada, que, embora não tenha nascido neste Estado - nasceu no Estado do Rio de Janeiro o adotou como sua cidade natal desde o ano de Ressalte-se, que incumbe ao Plenário manifestar-se sobre a valoração dos serviços prestados pelo homenageado, em suma, sobre o seu mérito, aprovando ou não a presente concessão. Cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se ao aspecto de mérito, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar a avaliação do mesmo sobre a conveniência e a oportunidade acerca da concessão do Título de Cidadão Espírito-Santense à Senhora Iracy Carvalho Machado Baltar Fernandes. Por todo o exposto, concluímos pela legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n.º 64/2010, de autoria do Deputado Paulo Roberto, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Pelas razões aludidas anteriormente relativas à matéria, entendemos que a mesma deve ser aprovada, razão pela qual, recomendamos aos demais membros desta Comissão o seguinte: PARECER N.º 69/2010 A COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS é pela APROVAÇÃO do Projeto de Decreto Legislativo n.º 64/2010, de autoria do Deputado Paulo Roberto. Sala das Comissões, 21 de junho de JANETE DE SÁ Presidenta/Relatora DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI LUZIA TOLEDO O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Publiquem-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO REQUERIMENTO N.º 150/2010 Senhor Presidente, O Deputado infra-assinado, no uso de suas prerrogativas regimentais, com fulcro no artigo 306 da Resolução n.º 2700/2009 Regimento Interno REQUER a Vossa Excelência LICENÇA para tratamento de saúde, por 02 (dois) dias, contados a partir do dia 15 de junho do ano em curso, conforme atestado médico em anexo. Palácio Domingos Martins, 21 de junho de WANILDO PASCOAL SARNÁGLIA Deputado Estadual Líder do PTdoB O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Defiro. À Secretaria para providenciar ato de licença. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO S/N.º-2010, do Deputado Dary Pagung, de voto de pesar pelo falecimento do Senhor Benigno Leandro Rosmann. O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Transmita-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO
124 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Senhor Presidente, INDICAÇÃO N.º 171/2010 O Deputado Estadual que ora subscreve, com fundamento nos artigos 141, VIII e art , do Regimento Interno da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo, requer a V. Ex. a que seja encaminhado ao Excelentíssimo Senhor Governador do Estado do Espírito Santo, Senhor Paulo Cesar Hartung Gomes, a seguinte INDICAÇÃO: - Sejam ampliados os bicicletários nos Terminais do Sistema Transcol, localizados na Grande Vitória, como forma de incentivar o uso desse meio de transporte sustentável e não poluente. Esta indicação visa fomentar a utilização da bicicleta como meio principal de transporte dos moradores da Grande Vitória, ao menos até os Terminais do Sistema Transcol. Esse meio de transporte proporcionará melhoria nas vias urbanas, no meio ambiente, além de propiciar bem estar e qualidade de vida aos capixabas que dele se utilizarem. O uso da bicicleta como modalidade de transporte acontece com grande frequência nas cidades brasileiras, especialmente naquelas onde a topografia favorece o uso do equipamento (como é o caso da grande vitória), sendo eficaz para propiciar o deslocamento entre pequenas distâncias. Apesar de bastante difundido, o uso de bicicletas não recebe a atenção devida como modalidade de transporte, ótica equivocada que chega a culminar com o pensamento de que a sua utilização gera problemas de atritos entre outras modalidades de transporte, pois dividem o mesmo espaço nas vias urbanas. O uso eficiente da bicicleta como modalidade de transporte urbano é bastante viável no Estado do Espírito Santo, principalmente na região Metropolitana da Grande Vitória. Além disso, é um equipamento acessível a quase toda a população, devido ao preço compatível com a baixa renda média do brasileiro. Além de ambientalmente eficiente e saudável para o usuário, conforme registrado acima, o uso da bicicleta como modo de transporte pode representar uma economia considerável para milhões de brasileiros, mas depende de políticas públicas voltadas para a segurança dos usuários, melhoria das vias urbanas com a criação de ciclovias, conscientização dos motoristas quanto ao respeito e a preferência dos ciclistas no trânsito. Não se pode esquecer também da importância de se promover campanhas publicitárias visando disseminar as regras de trânsito correlatas à espécie, bem como para fomentar o das bicicletas em razão dos seus benefícios. Não se pretende eliminar o uso de veículos motorizados particulares, condição imprescindível para o desenvolvimento das grandes cidades, mas possibilitar o incentivo ao uso de outras formas de mobilidade, enfatizando o que elas representam em termos de benefícios individuais, sociais e ambientais. A medida ora proposta é de iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo, nos termos do parágrafo único do art. 63, da Constituição Estadual, mas que deve ser implantada em parceria com os municípios capixabas, notadamente os integrantes da Região Metropolitana, por tratar-se de interesse local, no tocante ao zoneamento urbano. Diante de tudo o que foi exposto e certo da importância do tema venho à presença de Vossa Excelência solicitar apoio no sentido de encampar a idéia contida nesta Indicação, além de encaminhá-la ao Excelentíssimo Governador Paulo Hartung Palácio Domingos Martins, 17 de junho de CLAUDIO VEREZA Deputado Estadual PT 1 Art Indicação é a proposição em que se sugere aos poderes do Estado medidas de interesse público cuja iniciativa legislativa ou execução administrativa não seja de competência de Poder Legislativo O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Em discussão a Indicação n.º 171/2010, que acaba de ser lida. (Pausa) Não havendo quem queira discuti-la, declaro encerrada a discussão. Em votação. Os Senhores Deputados que a aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovada. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO Senhor Presidente, INDICAÇÃO N.º 172/2010 O Deputado Estadual que ora subscreve, com fundamento nos artigos 141, VIII e art. 174, do Regimento Interno da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo, requer a V. Ex. a que seja encaminhado ao Excelentíssimo Senhor Governador do Estado do Espírito Santo, Senhor Paulo César Hartung Gomes, a seguinte INDICAÇÃO 1 :
125 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo Seja promovido o recapeamento do asfalto e a construção de acostamento em todo o trecho da Rodovia ES 341 até o fim da Rodovia ES 164, com início no trevo que liga o Município de Pancas à cidade de Mantenópolis/ES, passando pelo Município de Alto Rio Novo. Trata-se trecho Rodoviário Estadual que se inicia no trevo que dá acesso ao Município de Pancas, passa pela cidade de Alto Rio Novo e termina no Município de Mantenópolis. É sabido que as duas Rodovias Estaduais na situação em que atualmente se encontram trazem muito perigo aos motoristas, pedestres e moradores que margeiam a estrada, que é protagonista de constantes acidentes com mortes, seja em razão da péssima condição do pavimento do asfalto, seja pela sinuosidade do trecho, com muitas curvas perigosas. É sabido que o Estado, assim como o País, passa por um excelente momento de crescimento econômico propiciando o deslocamento de pessoas e o crescimento de diversas cidades do interior do nosso Espírito Santo. A melhoria dessas Rodovias contribuirá para atrair investimentos e impulsionar a economia local dos três municípios diretamente beneficiados pela medida ora indicada, quais sejam: Pancas, Alto Rio Novo e Mantenópolis. Sem contar que as duas Rodovias também são utilizadas para o escoamento da safra de café e para o transporte de diferentes tipos de cargas oriundas de municípios próximos como, por exemplo, Barra de São Francisco, um dos grandes pólos capixabas de rochas ornamentais. Diante de tudo o que foi exposto e convicto da importância da obra ora proposta venho à presença de Vossa Excelência solicitar apoio no sentido de encampar a ideia contida nesta Indicação, além de encaminhá-la ao Excelentíssimo Governador Paulo Hartung para o encaminhamento pertinente, com vistas à sua efetivação Palácio Domingos Martins, 17 de junho de CLAUDIO VEREZA Deputado Estadual PT 1 Art Indicação é a proposição em que se sugere aos poderes do Estado medidas de interesse público cuja iniciativa legislativa ou execução administrativa não seja de competência de Poder Legislativo O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Em discussão a Indicação n.º 172/2010, que acaba de ser lida. (Pausa) Não havendo quem queira discuti-la, declaro encerrada a discussão. Em votação. Os Senhores Deputados que a aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovada. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO Senhor Presidente, INDICAÇÃO N.º 173/2010 O Deputado Estadual que ora subscreve, com fundamento nos artigos 141, VIII e art , do Regimento Interno da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo, requer a V. Ex. a que seja encaminhado ao Excelentíssimo Senhor Governador do Estado do Espírito Santo, Senhor Paulo Cesar Hartung Gomes, a seguinte INDICAÇÃO: - Seja promovida a implantação de projetos para garantir a efetivação da Lei n /1988, que trata da preservação permanente da vegetação natural existente ao redor e ao longo da Lagoa de Jabaeté, situada no município de Vila Velha. Tal proposição possui o objetivo de alertar quanto ao não cumprimento da Lei Estadual acima referida. É que a Lei n /1988 estabelece normas gerais e critérios básicos para a preservação da vegetação natural existente ao redor e ao longo da Lagoa de Jabaeté, situada no Município de Vila Velha/ES. O que notadamente podemos perceber é que a supramencionada lagoa presentemente passa por um processo de degradação e abandono havendo a necessidade de se instituir políticas públicas destinadas a garantir a sua efetiva preservação. Entretanto é forçoso reconhecer a necessidade de se manter a lagoa saudável, pois o manancial abriga várias espécies de animais e vegetais, além de muitas espécies marinhas como moluscos, crustáceos e peixes. No que toca a alguns dados, características e curiosidades sobre a Lagoa Jabaeté peço vênia para colacionar as informações abaixo, extraídas do sitio do Jornal Século Diário 2, senão vejamos: É um patrimônio ambiental e possui grande potencial turístico, localizase a poucos quilômetros do centro
126 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 urbano. Trata-se de uma lagoa costeira formada por avanços e recuos do nível do mar (regressão e transgressão marinha), que abriga espécies de moluscos, crustáceos, peixes e outras espécies animais e vegetais que se desenvolvem dentro e em suas imediações. De acordo com a cobertura aerofotogramétrica, a Área de Preservação Permanente (APP) da Lagoa de Jabaeté abrange uma área de ,69 m². Segundo o art. 75 da Lei n 1980/82, as florestas e demais formas de vegetação natural situadas no entorno da Lagoa Jabaeté já são consideradas como Áreas de Preservação Permantente (APP). Está previsto ainda pelo art. 188 da Lei n.º 2621/90, do Plano Diretor Urbano, que a área da Lagoa Jabaeté é considerada como Área de Interesse Ambiental, na categoria de APA, devido a florestas e demais formas de vegetação natural situadas no entorno da Lagoa Jabaeté. O art. 11 do ato das Disposições Finais e transitórias, da Lei Orgânica de Vila Velha, determina que o município deverá implantar, dentre outras, a Unidade de Conservação Lagoa Jabaeté, encostas e bacia de drenagem. Já a Resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) nº 303/02, constitui Área de Preservação Permanente (APP) a área situada ao redor de lagos e lagoas naturais, em faixa com metragem mínima de 30 m para as que estejam situadas em áreas urbanas consolidadas; de 100 m para as que estejam em áreas rurais, exceto os corpos d água com até 20 hectares de superfície, cuja faixa marginal será de 50 m. Com efeito, por se tratar de área de preservação permanente e de um importante ecossistema para o Estado do Espírito Santo venho à presença de Vossa Excelência solicitar apoio no sentido de encampar a idéia contida nesta Indicação, além de encaminhá-la ao Excelentíssimo Governador Paulo Hartung Palácio Domingos Martins, 17 de junho de CLAUDIO VEREZA Deputado Estadual PT 1 Art A Indicação é a proposição em que se sugere aos poderes do Estado medidas de interesse público cuja iniciativa legislativa ou execução administrativa não seja de competência de Poder Legislativo 2 o/meio_ambiente/19_03_09.asp O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Em discussão a Indicação n.º 173/2010, que acaba de ser lida. (Pausa) Não havendo quem queira discuti-la, declaro encerrada a discussão. Em votação. Os Senhores Deputados que a aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovada. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO Senhor Presidente, INDICAÇÃO N.º 174/2010 O Deputado Estadual que ora subscreve, com fundamento nos artigos 141, VIII e art , do Regimento Interno da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo, solicita a V. Ex. a. que seja encaminhado ao Excelentíssimo Senhor Governador do Estado do Espírito Santo, Senhor Paulo Cesar Hartung Gomes, a seguinte INDICAÇÃO: - Seja construído Centro de Atendimento Toxicológico do Espírito Santo TOXCEN, em um dos Municípios que compõe a Região Serrana do Estado do Espírito Santo e às margens da Rodovia BR 262. O presente Projeto de Indicação tem como objetivo suprir a demanda em relação ao atendimento para tratamento toxicológico na Região Serrana, no interior do Estado, pois às vezes os casos graves de intoxicação não conseguem chegar a tempo ao Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória (HINSG), onde atualmente está localizado o Centro de Atendimento Toxicológico do Espírito Santo TOXCEN. Extraindo os dados sobre o tema do site do Governo do Estado 2 temos que o funcionamento ininterrupto 24 horas por dia, tem como objetivos: assessorar médicos e outros profissionais de saúde pública ou privada, no atendimento do paciente com suspeita ou confirmação de intoxicação aguda, seja da Grande Vitória ou do interior, neste ou em outro estado. O paciente intoxicado pediátrico que chega ao HINSG tem seu atendimento direto. Os demais pacientes (adultos e crianças que chegam aos outros
127 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo serviços de urgência/emergência), o atendimento é pelo telefone Quando um colega recebe um paciente onde há suspeita ou confirmação de intoxicação, o colega, à partir do exame físico, entra em contato conosco, há uma avaliação do caso pelo plantonista e passado a melhor forma de atendimento e o tratamento ideal. O contato entre os profissionais permanece até que o paciente esteja em condições de alta toxicológica. Diante de tudo o que foi exposto e certo da importância do tema venho à presença de Vossa Excelência solicitar apoio no sentido de encampar a ideia contida nesta Indicação, além de encaminhá-la ao Excelentíssimo Governador Paulo Hartung Palácio Domingos Martins, 17 de junho de CLAUDIO VEREZA Deputado Estadual PT 1 Art Indicação é a proposição em que se sugere aos poderes do Estado medidas de interesse público cuja iniciativa legislativa ou execução administrativa não seja de competência de Poder Legislativo 2 O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Em discussão a Indicação n.º 174/2010, que acaba de ser lida. (Pausa) Não havendo quem queira discuti-la, declaro encerrada a discussão. Em votação. Os Senhores Deputados que a aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovada. O SR. CLAUDIO VEREZA Senhor Presidente, pela ordem! Peço a palavra para justificação de voto. O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Concedo a palavra ao Senhor Deputado Claudio Vereza. O SR. CLAUDIO VEREZA (Sem revisão do orador) Senhor Presidente, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, procedemos a indicação de quatro proposituras ao Governador do Estado, sendo essa última, a Indicação n.º 174/2010, para construção de Centro de Atendimento Toxicológico do Espírito Santo Toxcen, nova nomenclatura definida pela Secretaria de Estado da Saúde, em um dos municípios que compõe a Região Serrana do Estado do Espírito Santo e às margens da Rodovia BR 262. Observamos que os dez centros que estão em processo de construção no Estado estão bem distribuídos nas regiões Norte, Noroeste, Sul. Mas a Região Serrana, que fica às margens da Rodovia BR 262, ficou sem a definição de um centro como esse, tão necessário. Nesta semana em que estamos realizando vários debates sobre drogas, ficamos feliz que este Plenário tenha aprovado a Indicação n.º 174/2010. Temos certeza de que o Secretário Anselmo Tozi, muito sensível a essa causa e bastante ligado às políticas nacional e, agora, estadual sobre drogas, incluirá esse décimo primeiro Centro de Atendimento Toxicológico, que é uma linha nova de trabalho da Secretaria de Saúde para atendimento aos dependentes químicos de uma maneira geral. É uma excelente proposta que contempla as atividades realizadas por entidades não governamentais, que já atuam há tempos na área de atendimento a dependentes químicos. Justificamos nosso voto aprovando a Indicação n.º 174/2010, assim como as três indicações anteriores. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Solicito ao Senhor 1.º Secretário que continue a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 1319/2010, da Deputada Aparecida Denadai, de voto de congratulações com o Senhor Luiz Carlos Prezote Rocha, diretorpresidente da Centrais de Abastecimento do Espírito Santo Ceasa/ES, pelo trigésimo terceiro aniversário. O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Em votação o Requerimento n.º 1319/2010, que acaba de ser lido. (Pausa) Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 1320/2010, do Deputado Da Vitória, de voto de congratulações com o Senhor Marcos Geraldo Guerra, Prefeito do Município de São Roque do Canaã, pelo décimo quinto aniversário de emancipação política do Município. O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Em votação o Requerimento n.º 1320/2010, que acaba de ser lido. (Pausa) Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 1321/2010, do Deputado Atayde Armani, de voto de congratulações com a Senhora Eliane Pavesi Paes Lorenzoni, Prefeita do Município de Marechal Floriano; com o Vice- Prefeito Tarcísio Antônio Borgo, e com o Senhor
128 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 José Joaquim Stem, Presidente da Câmara Municipal, pela realização do XI Festival Ítalo-Germânico- Italemanha. O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Em votação o Requerimento n.º 1321/2010, que acaba de ser lido. (Pausa) Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 1322/2010, do Deputado Atayde Armani, de voto de congratulações com o Senhor Geder Camata, Prefeito do Município de Marilândia; com o Vice-Prefeito José Paulo Dondoni, e com o Senhor Tenório Gomes da Silva, Presidente da Câmara Municipal, pelas solenidades de assinatura das ordens de serviço para construção da Unidade de Saúde da Gente; para pavimentação alfáltica de Marilândia e Alto Liberdade -Projeto Caminhos do Campo; para entrega de maquinários para Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, e pela visita às obras de construção do Centro de Referência em Assistência Social - CRAS. O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Em votação o Requerimento n.º 1322/2010, que acaba de ser lido. (Pausa) Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 1323/2010, do Deputado Atayde Armani, de voto de congratulações com o Senhor Hilário Roepke, Prefeito do Município de Santa Maria de Jetibá; com o Vice-Prefeito Florentino Guilherme, e com o Senhor Nelson Miertschink, Presidente da Câmara Municipal, pela realização da 1.ª Feira Estadual do Morango. O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Em votação o Requerimento n.º 1323/2010, que acaba de ser lido. (Pausa) Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 1324/2010, do Deputado Atayde Armani, de voto de congratulações com o Senhor Tarciso Celso Vieira de Vargas, Secretário de Estado do Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social Setades, pela realização do Encontro Estadual de Famílias Emancipadas do Programa Bolsa Família; pela assinatura do Termo de Compromisso de Construção de CRAS e pela apreciação da Lei que regulamenta o repasse fundo a fundo da Assistência Social. O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Em votação o Requerimento n.º 1324/2010, que acaba de ser lido. (Pausa) Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. A Presidência comunica aos Senhores Deputados e a todos os servidores desta Casa que na próxima sexta-feira será concedido ponto facultativo, a fim de que todos tenham a oportunidade de assistir com tranquilidade ao jogo do Brasil na Copa do Mundo Após a publicação do ato, ajustaremos o sistema de compensação de horário. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 1325/2010, do Deputado Atayde Armani, de voto de congratulações com o Senhor Enio Bergoli da Costa, Secretário de Estado da Agricultua, Abastecimento, Aquicultura e Pesca Seag, e com o Senhor Luiz Carlos Prezote Rocha, presidente da Centrais de Abastecimento do Espírito Santo S.A Ceasa- ES, pela solenidade em comemoração aos trinta e três anos de fundação dessa Central. O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Em votação o Requerimento n.º 1325/2010, que acaba de ser lido. (Pausa) Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 1326/2010, do Deputado Atayde Armani, de voto de congratulações com o Senhor Neivaldo Bragato, Secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas Setop, e com o Senhor Eduardo Antônio Mannato Gimenes, diretor do Departamento de Estradas e Rodagens do Estado do Espírito Santo DER/ES, pela realização da visita técnica para início da obra de asfaltamento do trecho que liga São Roque do Canaã a Agrovila. O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Em votação o Requerimento n.º 1326/2010, que acaba de ser lido. (Pausa) Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente.
129 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 1327/2010, do Deputado Atayde Armani, de voto de congratulações com o Senhor Mateus Vasconcelos, Prefeito do Município de Pedro Canário; com o Vice-Prefeito José Erivan Tavares de Moraes; com o Senhor Ernaldo Francisco Gonçalves, Presidente da Câmara Municipal, e com o Senhor Anselmo Tozi, Secretário de Estado da Saúde, pela solenidade de assinatura de ordem de serviço para construção de duas Unidades Saúde da Família. O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Em votação o Requerimento n.º 1327/2010, que acaba de ser lido. (Pausa) Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 1328/2010, do Deputado Atayde Armani, de voto de congratulações com o Senhor Leonardo Deptulsky, Prefeito do Município de Colatina; com o Vice-Prefeito Cirilo de Tarso Batista; com o Senhor Sérgio Meneguelli, Presidente da Câmara Municipal, e com o Senhor Anselmo Tozi, Secretário de Estado da Saúde, pela solenidade de assinatura da ordem de serviço da Unidade Saúde da Família e do Centro de Tratamento ao Toxicômano. O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Em votação o Requerimento n.º 1328/2010, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 1329/2010, do Deputado Atayde Armani, de voto de congratulações com o Prefeito Helder Salomão; com o Vice-Prefeito Geraldo Luzia de Oliveira, e com o Senhor Adilson Avelina dos Santos, Presidente da Câmara Municipal, pela comemoração dos cento e vinte anos do Município de Cariacica. O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Em votação o Requerimento n.º 1329/2010, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 1330/2010, do Deputado Atayde Armani, de voto de congratulações com o Senhor Eduardo Mannato Gimenes, diretor do Departamento de Estradas e Rodagens do Estado do Espírito Santo - DER/ES; com o Senhor Rômualdo Antônio Gaigher Milanese, Prefeito do Município de Boa Esperança; com o Vice-Prefeito Valdir Turini, e com o Senhor Antônio de Assis Sopeletto Milanese, Presidente da Câmara Municipal, pela solenidade de inauguração da ponte na comunidade de Monte Serrat - Rio do Norte/Km 20. O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Em votação o Requerimento n.º 1330/2010, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 1331/2010, do Deputado Atayde Armani, de voto de congratulações com o Senhor Enio Bergoli da Costa, Secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca Seag; com o Prefeito Mateus Vasconcelos; com o Vice-Prefeito José Erivan Tavares de Moraes, e com o Senhor Ernaldo Francisco Gonçalves, Presidente da Câmara Municipal, pela solenidade de entrega de máquinas e caminhões no Município de Pedro Canário. O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Em votação o Requerimento n.º 1331/2010, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 1332/2010, do Deputado Atayde Armani, de voto de congratulações com Senhor Enio Bergoli da Costa, Secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca Seag; com o Senhor Antônio Carlos Machado, Prefeito do Município de Pinheiros; com o Vice- Prefeito João Luiz Bayer, e com o Senhor Leilson Duarte, Presidente da Câmara Municipal, pela solenidade de entrega de sessenta e três resfriadores de leite às associações, cooperativas e prefeituras de dezoito municípios das regiões Norte e Noroeste do Espírito Santo e entrega de uma retroescavadeira ao Município de Pinheiros. O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Em votação o Requerimento n.º 1332/2010, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente.
130 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 1333/2010, do Deputado Atayde Armani, de voto de congratulações com o Senhor Jacinto Soella Ferrigheto, presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e da Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pequisas do Estado do Espírito Santo, Sescon ES, pela solenidade de posse da diretoria, triênio 2010/2013. O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Em votação o Requerimento n.º 1333/2010, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 1334/2010, do Deputado Atayde Armani, de voto de congratulações com o Senhor Anselmo Tozi, Secretário de Estado da Saúde; com o Prefeito Geder Camata; com o Vice- Prefeito José Paulo Dondoni, e com o Senhor Tenório Gomes da Silva, Presidente da Câmara Municipal, pela solenidade de assinatura de ordem de serviço da Unidade Saúde da Família Marilândia. O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Em votação o Requerimento n.º 1334/2010, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 1335/2010, do Deputado Atayde Armani, de voto de congratulações com o Senhor André de Albuquerque Garcia, Secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social - SESP, pela palestra A Importância das Unidades de Polícia Pacificadora na Segurança Pública, proferida pelo Secretário de Segurança do Estado do Rio de Janeiro. O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Em votação o Requerimento n.º 1335/2010, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 1336/2010, do Deputado Freitas, de voto de congratulações com a atleta Veneciana Luíza Zaché Toscano por ter conquistado Medalha de Ouro nos cinquenta Metros Costas e Revezamento 4 x50 Livre, no campeonato de natação dos Jogos da Juventude em Impéria - Itália. O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Em votação o Requerimento n.º 1336/2010, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 1337/2010, do Deputado Freitas, de voto de congratulações com o Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas do Estado do Espírito Santo - Sescon-ES, pela solenidade de posse da diretoria eleita para gestão do triênio 2010/2013. O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Em votação o Requerimento n.º 1337/2010, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 1338/2010, do Deputado Doutor Hércules, de voto de congratulações com o escrito Jurandyr Adiverci pelo lançamento do livro Sem Medo das Ilusões. O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Em votação o Requerimento n.º 1338/2010, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 1339/2010, do Deputado Doutor Hércules, de voto de congratulações com o Doutor Homero Junger Mafra, presidente da Ordem dos Advogados - Secção Espírito Santo, pela realização da Semana de Prerrogativas. O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Em votação o Requerimento n.º 1339/2010, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 1340/2010, do Deputado Doutor Hércules, de voto de congratulações com o Senhor Umberto Messias de Souza, Presidente do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo, pela
131 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo realização do Seminário Controle na Administração Pública. O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Em votação o Requerimento n.º 1340/2010, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 1341/2010, do Deputado Doutor Hércules, de voto de congratulações com Senhor Idalécio Carone Neto, presidente da Rede TV Espírito Santo, pela estreia do Programa Primeira Classe, na Rede TV - Espírito Santo. O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Em votação o Requerimento n.º 1341/2010, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 1342/2010, do Deputado Doutor Hércules, de voto de congratulações com a jornalista Roberta Salgueiro pela estreia do Programa Primeira Classe, na Rede TV - Espírito Santo. O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Em votação o Requerimento n.º 1342/2010, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 1343/2010, do Deputado Doutor Hércules, de voto de congratulações com jornalista Wesley Sathler pela estreia do Programa Primeira Classe, na Rede TV - Espírito Santo. O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Em votação o Requerimento n.º 1343/2010, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTOS N. os 1344/2010 e 1346/2010, do Deputado Theodorico Ferraço, de voto de congratulações com Senhora Norma Ayub Alves, Prefeita do Município de Itapemirim, e com a Câmara Municipal de Itapemirim pela realização do VII Confabani Concurso Nacional de Fanfarras e Bandas de Itapemirim. O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Em votação os Requerimentos n. os 1344/2010 e 1346/2010, que acabam de ser lidos. Os Senhores Deputados que os aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovados. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 1345/2010, do Deputado Theodorico Ferraço, de voto de congratulações com o Senhor Rubens Moreira, diretor-presidente do Sicoob Sul Capixaba, pela inauguração de uma nova agência bancária do Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil, no centro de Cachoeiro de Itapemirim. O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Em votação o Requerimento n.º 1345/2010, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. (Comparece o Senhor Deputado Sérgio Borges e retira-se momentaneamente o Senhor Deputado Euclério Sampaio) O SR. 1.º SECRETÁRIO (PAULO FOLETTO) - Senhor Presidente, informo a V. Ex.ª que não há mais Expediente a ser lido. O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Não havendo mais Expediente a ser lido, passa-se à fase das Comunicações. Concedo a palavra ao Senhor Deputado Euclério Sampaio. (Pausa) Ausente, concedo-a ao Senhor Deputado Rodrigo Chamoun. O SR. RODRIGO CHAMOUN (Sem revisão do orador) Senhor Presidente, Senhores Deputados e Senhoras Deputadas, boa-tarde. Leremos um artigo que o jornal A Gazeta publicou ontem, do jornalista Ronald Mansur, com o título Muniz Freire, um exemplo. É importante fazermos uma reflexão sobre esse artigoa porque destaca a união muito competente e a organização dos produtores de café do Município de Muniz Freire. Diz o artigo: Muniz Freire, um exemplo Em 2002, oito cafeicultores de Muniz Freire resolveram mudar a maneira e
132 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 a forma de trabalhar. A ação individual foi substituída pela ação coletiva ao financiarem e montarem um despolpador com a capacidade de processar 30 balaios de café por hora. De uma produção de 400 sacas de café pilado, eles chegaram nesta safra a sacas. O centro da mudança foi a necessidade de evitar a saída deles do meio rural rumo à cidade, caminho já trilhado por milhares de produtores. A baixa produtividade e o trabalho individual foram os pontos atacados inicialmente. Hoje a colheita é em mutirão, sendo realizada em rodízio: a cada dia numa propriedade. Eles trocam serviços. No início, a colheita era feita apenas pelo grupo, mas com o aumento da produção, hoje é reforçada com mão de obra extra. Apenas um associado não participa do grupo da colheita, por ter grande número de braços na sua família. O café colhido hoje estará seco quando o rodízio da colheita voltar. O esquema possibilita ao produtor ter uma área de estufa de secagem menor do que teria se fizesse a colheita de uma só vez. Como o objetivo é ter café de qualidade, normalmente eles fazem a colheita seletiva, pegando o máximo possível de café cereja. Neste ano a lavoura sofreu com a seca de janeiro e fevereiro, o que mudou a colheita. Ela está sendo feita numa única apanha, mas a cada dia numa propriedade. Com o tempo, outras mudanças foram acontecendo, melhor trato com a lavoura, novos plantios com variedades que dão resposta em produtividade e uma maior integração dos associados. Com o aumento da produção, o descascador de 2002 foi trocado por um maior balaios por hora -, em A mudança diminuiu o tempo de trabalho. Era normal eles irem até 23 horas, hoje ficam até as 21.(...) Tempo precioso para o descanso da família. No ano de 2005 surgiu a Munizcafé, uma associação que hoje tem 140 sócios e uma capacidade de produção na faixa de 40 mil sacas piladas. (...) O grupo do Ipe foi o embrião da Munizcafé, segundo o produtor Roberto Paulucio, (...) Que hoje é o Presidente da Munizcafé. O técnico do Incaper, Paulo Lugon, foi outra peça importante. O Poder Público cumpre o seu papel, de estar ao lado de quem produz, gera renda, trabalho e faz crescer a todos. Destacamos o papel dos produtores da Munizcafé, no Município de Muniz Freire, porque lá houve uma integração e uma construção inteligente com foco na produtividade, na manutenção do homem no campo, e na força dos produtores para negociar seus insumos; adubo, mão de obra e trabalho de mutirão para a colheita. Tivemos a honra de ajudar esses produtores filiados a essa cooperativa com uma emenda parlamentar, e presenciamos a ajuda que o município de Muniz Freire, por intermédio do Prefeito Ezanilton Delson de Oliveira, ofereceu aos produtores de café local, reproduzido no artigo: Muniz Freire, um exemplo, do jornalista Ronald Mansur, do jornal A Gazeta. (Muito bem!) (Comparecem os Senhores Deputados Doutor Rafael Favatto e Aparecida Denadai) O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Concedo a palavra ao Senhor Deputado Doutor Hércules. O SR. DOUTOR HÉRCULES (Sem revisão do orador) Senhor Presidente, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, na noite de ontem, nesta Casa, realizamos uma sessão especial de importância relevante, com a duração de quatro horas, quando debatemos os delitos de trânsito e suas conseqüências, causados por condutores embriagados. A sessão especial foi transmitida pela TV Assembleia e contou com a presença de várias autoridades e especialistas no assunto, além de uma plateia importante. Também muitos participaram da sessão por meio da internet e do Twitter. Esteve presente na sessão especial Dona Diza Gonzaga, criadora da Fundação Thiago Gonzaga, que leva o nome de seu filho, morto num acidente de automóvel conduzido por um motorista embriagado. Todos os dias acontecem acidentes de trânsito com vítimas fatais neste Estado, no Brasil e no mundo. Vimos isso todos os dias. Recentemente, logo depois da linda festa de abertura da Copa do Mundo, na África do Sul, ficamos sabendo do acidente automobilístico, causado por um cidadão embriagado, que vitimou a bisneta do ex-presidente da República daquele país, Senhor Nelson Mandela.
133 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo Acidentes desse tipo acontecem todos os dias e em ordem crescente. Precisamos tomar providências fazendo alguma coisa, apresentando soluções. Participou da sessão especial o Doutor Fabiano Contarato, um batalhador, que estuda as leis de trânsito e luta por mudanças nessas leis há muito tempo, apesar de hoje não ser o titular da Delegacia de Delitos de Trânsitos. A sessão especial contou ainda com a presença do Doutor Marcelo Ferraz, diretor do Detran/ES; da Doutora Luciene Becacici, subsecretária Estadual de Mobilidade Urbana; e do chefe do núcleo de comunicação da Polícia Rodoviária Federal no Estado do Espírito Santo, Inspetor Edmar Camata. Não é possível considerar que o cidadão embriagado, ao matar uma pessoa, receba como pena o pagamento de algumas cestas básicas. Isso é brincar com a vida do cidadão, e naturalmente com o sentimento da população. É preciso leis mais severas. O cidadão ainda lúcido sabe que não pode dirigir se beber, pois se dirigir bêbado estará cometendo um crime. Se esse crime ocorrer seguido de atropelamento com vítima fatal, o motorista cometeu um crime doloso e não culposo, como a lei estabelece hoje. Juízes de Direito falaram sobre a frieza da lei. S. Ex. as explicaram a importância de se aplicar a lei, pois são juízes e sabem que as leis são feitas pelos políticos: deputados estaduais, deputados federais e senadores. Dessa reunião tiraremos nosso posicionamento e a enviaremos aos dez deputados federais e aos três senadores da bancada capixaba, no Congresso Nacional, no intuito de melhorar um pouco essa situação. Muitas pessoas acham que é dever da escola ensinar ao cidadão a não se tornar um criminoso com um veículo na mão. Temos de começar em casa. A escola ensina matemática, inglês, português e outras matérias, mas o caráter deve ser ensinado por nós, em casa e essa luta deve começar cedo. Se alguém for ao Hospital São Lucas verá que setenta por cento das pessoas internadas são vítimas de acidentes de trânsito causados por motoristas embriagados. É preciso fazer algo. Não podemos cruzar os braços enquanto tantas pessoas perdem a vida dessa forma tão cruel. (Muito bem!) (Comparece o Senhor Deputado Givaldo Vieira) O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Concedo a palavra ao Senhor Deputado Claudio Vereza. O SR. CLAUDIO VEREZA - (Sem revisão do orador) - Senhor Presidente, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, boa-tarde. Falaremos sobre dois fatos importantes. O primeiro trata do setor pesqueiro capixaba que começa a dar importantes passos na organização. Atualmente, o setor da pesca e da aquicultura conta com diversos projetos voltados para a consolidação deste setor econômico, estando previstas criações de fóruns e também de organizações de federações das colônias de pesca. Uma matéria sobre a Superintendência de Pesca e Aquicultura do Estado do Espírito Santo foi postada no site do Ministério da Pesca e Aquicultura e diz: No dia 25 de maio, por exemplo, foi criado o Fórum Capixaba para o Desenvolvimento da Aquicultura e Pesca - Focap, no Instituto Federal do Espírito Santo - IFES, Campus Piúma, onde está sendo instalada uma escola de pesca. Portanto, é um instituto federal com ênfase na aquicultura e na pesca. O Superintendente Federal de Pesca e Aquicultura do Espírito Santo, Senhor Cledson de Sousa Felippe, foi eleito coordenador do Focap, e declarou: Esta instância coletiva formada é de enorme relevância para a busca da sinergia das políticas públicas, pois a integração é pressuposto do desenvolvimento fundamental para a eficiência e eficácia dos investimentos realizados no setor pelos diferentes atores sociais e institucionais. Segundo o Engenheiro de pesca e Diretor-Geral do IFES de Piúma, Senhor César Ademar Hermes, eleito coordenador do Fórum Capixaba para o Desenvolvimento da Aquicultura e Pesca, cerca de trinta entidades entre representantes do poder público, setor pesqueiro e da sociedade civil participaram do grupo que formou o fórum: A cada seis meses a plenária irá se reunir para se discutir assuntos ligados à pesca e propor melhorias para o
134 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 setor. Esse é um trabalho conjunto e irá reunir esforços de todas as entidades participantes. Outro fórum que está sendo criado no Estado é o Fórum de Secretários Municipais de Pesca e Aquicultura do Estado do Espírito Santo Fosempa/ES. A Secretária de Pesca e Aquicultura do Município de Presidente Kennedy, Senhora Rossana Costalonga, foi eleita presidente do fórum e pretende discutir com os demais municípios políticas e melhorias para o setor da pesca. Nesta sessão, deveremos votar o projeto que cria a Semana da Aquicultura e da Pesca para que a cada ano aconteça, assim como já existe em nível nacional, uma série de atividades para o desenvolvimento deste setor; seja a divulgação do produto oriundo da pesca e da aquicultura, no sentido de que seja mais consumido pela população; seja no sentido de divulgar cardápios com a utilização dos produtos oriundos da pesca e da aquicultura. Outro registro a fazer é sobre o excelente seminário ocorrido nesta data, pela manhã, nas dependências do SEST/SENAT do Município de Cariacica, que falou sobre o tema empregabilidade das pessoas com deficiência no setor de transporte, com o título Construindo Caminhos: o setor de transportes buscando a acessibilidade de todos. Uma promoção da Federação de Empresas de Transportes do Espírito Santo, buscando construir caminhos para a garantia da aplicação da Lei de Cotas, que obriga empresas com mais de cem trabalhadores a empregar pessoas com deficiência em seu quadro de funcionários. O setor de transportes visa cumprir essa lei e trouxe duas experiências bastante positivas durante o seminário de hoje: a da Chocolates Garoto e a da TAM Transportes Aéreos. Essas duas empresas estão aplicando, com grande sucesso, a Lei de Cotas para pessoas com deficiência. No caso da Chocolates Garoto, a empresa emprega mais de duzentas pessoas deficientes auditivos. No caso da TAM, a empresa emprega mais de quinhentas pessoas com deficiência em todo o Brasil, pessoas que trabalham com grande desempenho. São duas experiências positivas e que o setor de transportes visou hoje absorver para o setor no Estado do Espírito Santo. Muito obrigado. (Muito bem!) O SR. SÉRGIO BORGES Senhor Presidente, pela ordem! Registramos com pesar, em nome da Bancada do PMDB, o falecimento da Senhora Adalgisa Maria Moreira Espíndula, irmã do subdiretor geral desta Casa de Leis, Senhor Otávio Espíndula, Tavinho, para quem mandamos um abraço carinhoso e o sentimento de pesar pelo passamento que enlutou a família Espíndula. O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Concedo a palavra ao Senhor Deputado Paulo Foletto. O SR. PAULO FOLETTO (Sem revisão do orador) Senhor Presidente, Senhoras Deputadas, Senhores Deputados, população capixaba que nos prestigia por meio da TV Assembleia, boatarde. Neste instante pedimos que o cinegrafista focalizasse o panfleto que temos em mãos. Trata-se da Semana Estadual Sobre Drogas, que está sendo realizada entre os dias 21 e 27 de junho, patrocinada pelo Conselho Estadual Sobre Drogas do Espírito Santo. Droga é uma endemia, atinge o mundo inteiro e principalmente as populações de baixa renda. Os meninos pobres começam a consumir drogas e sem dinheiro para pagar por ela acabam morrendo. Não existe outra regra nesse jogo. O Senhor Deputado Rodrigo Chamoun propôs a criação de uma Comissão Permanente de Política Antidroga na Assembleia Legislativa. Será a segunda Assembleia Legislativa do País a criar uma Comissão nesse sentido. Parabenizamos o Senhor Deputado Rodrigo Chamoun, que será indicado pela liderança do PSB para compor a Comissão. Não tenha dúvida que a iniciativa de V. Ex.ª é um passo adiante no combate às drogas. Achamos que o Governo Federal tem sido condescendente na punição aos grandes traficantes. Achar que ir para a boca de fumo prender mulinha resolverá o problema das drogas é ledo engano, e aumenta a comunidade prisional. No Estado do Espírito Santo a comunidade prisional é cinco vezes maior do que a do Estado de Alagoas. Precisamos ter ações mais eficientes do Governo Federal, mas sabemos que precisa existir uma política conjunta de combate aos grandes traficantes. Sabemos do aumento da oferta de drogas no mercado. Aumentou a oferta, baixou o preço e pessoas que não podiam começaram a comprar e consumir. Aí, virou esse desastre que podemos constatar principalmente na população mais pobre. Porque rico cheira, fuma, faz o que quer e tem dinheiro para pagar. Aproveitamos a oportunidade para informar que a Universidade de Vila Velha UVV, criou no Estado do Espírito Santo o primeiro curso de Engenharia de Petróleo e Gás. Aliás, implantou no País, Deputado Doutor Hércules, Parlamentar que representa aquela região. Vila Velha foi o primeiro Município a implantar esse curso. Até então eram cursos de especialização em química ou engenharia de produção. Quando o curso de Engenharia de Petróleo e Gás foi implantado, ainda na metade do curso os alunos já tinham perspectiva de emprego,
135 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo pois a Petrobras inseriu no edital de concurso o termo Engenheiro de Petróleo e Gás, e para quem se habilitasse naquele momento a empresa ainda deu prazo de dois anos para o aluno apresentar o diploma. Os sessenta e nove alunos que cursavam Engenharia de Petróleo e Gás já sairiam da faculdade com emprego garantido. Essa é uma das histórias que a Universidade de Vila Velha tem para mostrar à sociedade. Essa Universidade é parceira de primeira linha do programa Nossa Bolsa, do Governo do Estado, que no início do segundo semestre, por intermédio da Secretaria de Ciência e Tecnologia, chamará cinquenta jovens oriundos de escola pública para que façam o curso de Engenharia de Petróleo e Gás. A UVV tem doze mil alunos, cinquenta cursos, e é uma instituição referência de ensino não só no nosso Estado, mas em todo o País. Começou pequena, como uma série de outras instituições de ensino privado no nosso Estado, mas tem contribuição positiva na formação e qualificação de muitos jovens que representarão nosso País. Senhor Presidente, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, o Ficha Limpa é uma boa coisa para a eleição deste ano. O povo fala: Este ano tem política; mas não concordamos e respondemos: Este ano tem eleição, porque política fazemos todos os dias e em todas as horas. Pedimos ao eleitor cuidado na hora de votar. Porque tem muita gente que já foi banida da história do Espírito Santo querendo voltar à cena. Sem condenar e sem culpar ninguém, não podemos voltar a patamares de 2002, pois evoluímos e muito no processo de limpeza no Espírito Santo. Agora é só manter essa coerência no crescimento socioeconômico do nosso Estado. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Concedo a palavra ao Senhor Deputado Marcelo Santos. O SR. MARCELO SANTOS (Sem revisão do orador) Senhor Presidente, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, cumprimentamos os presentes nas galerias desta Casa de Leis e os telespectadores que nos assistem pela TV Assembleia. Aproveitamos este momento para falar da comemoração dos cento e vinte anos de emancipação política da nossa cidade Cariacica. São cento e vinte e anos que o povo persegue o sonho e o desejo de transformar aquela região num lugar cada vez melhor para se viver. Cariacica tem hoje cerca de quatrocentos mil habitantes. Só no bairro Nova Rosa da Penha tem em torno de oitenta mil habitantes. Dificilmente um município capixaba possui um número de pessoas como tem o bairro Nova Rosa da Penha. Durante muitos anos, Deputado Dary Pagung, o Município de Cariacica foi alvo da injustiça social praticada por governantes que, em sua maioria, demagogicamente participavam de eventos públicos lá realizados. Ainda menino muitas vezes presenciei líderes que davam ordem de serviço em grandes obras da nossa cidade, e posteriormente aquele papel de autorização era jogado na lata de lixo e a obra nunca saia do papel. De 1980 a 2000 Cariacica foi administrada por dezoito prefeitos. Uma alternância administrativa que causou prejuízos enormes ao nosso povo e à nossa cidade, Deputado Claudio Vereza. Cassa prefeito; mata prefeito; afasta prefeito; retorna com o prefeito e a cidade pagou essa conta. Quantas vezes os políticos da nossa cidade brigaram? E não brigaram defendendo a cidade; brigaram pelo exercício efêmero do poder, onde a vantagem era muito mais pessoal do que coletiva. E quem pagou essa conta, Senhora Deputada Aparecida Denadai? A nossa cidade. Nasci na beira de um valão chamado Maria Preta, nos pés do antigo Morro da Favela, hoje conhecido como São Geraldo, com muito orgulho. Nasci, estudei, casei, constituí família e continuo morando lá até hoje, porque acredito, com certeza, nos avanços que aconteceram nos últimos oito anos. A nossa cidade de Cariacica já tem, mas terá muito mais importância como vetor do desenvolvimento da nossa Grande Vitória e do Estado do Espírito Santo. Queremos comemorar com os senhores e as senhoras, cidadãos de Cariacica, esses cento e vinte anos, agradecendo ao Governo do Estado a justiça que pratica em nossa cidade. De 2003, época em que nos elegemos deputado nesta Assembleia Legislativa, até a data de hoje, mais de um bilhão de reais foram investidos em nossa cidade. E não é apenas a frieza dos números; foram investidos em recursos para garantir uma melhor qualidade de vida às pessoas na Saúde, na Educação, no social, garantindo aos cidadãos da nossa cidade o orgulho de morar em Cariacica. Essa é a bandeira, Senhor Presidente, que carregamos; essa é a história que temos e dela não nos envergonhamos. Essa é a cidade que defendemos nesta Casa e nos orgulhamos em fazê-lo. Esses são os cento e vinte anos de uma cidade que sofreu, pagou conta demais, que elegeu tantos e tantos políticos com discursos bonitos, que foram lá e que nunca mais voltaram. O último, um Deputado Federal, que por lá se elegeu levando da nossa cidade quase oito mil votos, mas que nenhuma emenda destinou à nossa cidade. Senhor Deputado Claudio Vereza, estivemos na convenção do PSB no último sábado, dia 19 de junho, e contamos com a participação da Deputada Federal Iriny Lopes, que cumpriu o compromisso firmado com nossa cidade e colocou recursos do Orçamento Federal para Cariacica, cidade onde moramos e que completa cento e vinte anos neste mês. Obrigado. (Muito bem!) (Comparecem os Senhores Deputados Luciano Pereira e César Colnago, e retiram-se momentaneamente os Senhores Deputados Theodorido Ferraço e Janete de Sá) O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) Concedo a palavra à Senhora Deputada Janete de Sá. (Pausa) Ausente, concedo-a ao Senhor Deputado Theodorico Ferraço. (Pausa)
136 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Ausente, concedo-a ao Senhor Deputado Rudinho de Souza. (Pausa) O SR. RUDINHO DE SOUZA - Senhor Presidente, declino. O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) - Tendo S. Ex.ª declinado, concedo a palavra ao Senhor Deputado Giulianno dos Anjos. O SR. GIULIANNO DOS ANJOS - Senhor Presidente, declino. O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) - Tendo S. Ex.ª declinado e não havendo mais oradores que queiram fazer uso da palavra na fase das Comunicações, passa-se à ORDEM DO DIA: Votação adiada, com discussão única encerrada, em regime de urgência, do Projeto de Lei Complementar n.º 16/2010, da Deputada Aparecida Denadai, que revoga o inciso III do parágrafo único, do art. 5.º, da Lei Complementar n.º 455/2008, que dispõe sobre o limite de idade máxima de 30 (trinta) anos para os cargos de Agente Penitenciário e de Agente de Escolta e Vigilância Penitenciário Estadual. Publicado no DPL do dia 19/05/2010. Pareceres orais da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade; da Comissão de Defesa da Cidadania, da Comissão de Assistência Social, da Comissão de Segurança e da Comissão de Finanças, todos pela aprovação. Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei n.º 304/2009, da Deputada Luzia Toledo, que determina a inclusão de informação sobre o seguro DPVAT, nos boletins de ocorrência lavrados em razão de acidentes de trânsito. Publicado no DPL do dia 10/07/2009. Pareceres n. os 433/09, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade; 30/09, da Comissão de Defesa do Consumidor e 08/09, da Comissão de Segurança, ambos pela aprovação. Na Comissão de Finanças, o Deputado Atayde Armani se prevaleceu do prazo regimental para relatar a matéria na Sessão Ordinária do dia 16/06/2010. (Prazo até o dia 23/06/2010). (COMISSÃO DE FINANÇAS). Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei n.º 10/2009, do Deputado Doutor Hércules, que autoriza o Poder Executivo a implementar ações de controle de qualidade para o uso adequado das radiações ionizantes. Publicado no DPL do dia 17/02/2009. Na Comissão de Justiça, o parecer n.º 134/2009, que é pela inconstitucionalidade, foi publicado no DPL do dia 24/04/2009 e rejeitado em Plenário na Sessão Ordinária do dia 11/05/2009. Pareceres n. os 63/09, da Comissão de Defesa da Cidadania e 07/09, da Comissão de Ciência e Tecnologia, ambos pela aprovação. Na Comissão de Saúde não houve quorum para deliberação da matéria e na Comissão de Finanças, o Deputado Atayde Armani se prevaleceu do prazo regimental para relatar a matéria na Sessão Ordinária do dia 16/06/2010. (Prazo até o dia 23/06/2010). (COMISSÃO DE FINANÇAS). Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei n.º 576/2009, da Deputada Aparecida Denadai, que dispõe sobre a instalação de sanitários nos postos de pedágio das Rodovias Estaduais privatizadas e dá outras providências. Publicado no DPL do dia 02/12/2009. Pareceres n. os 47/10, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e 03/10, da Comissão de Defesa do Consumidor, pela aprovação. Na Comissão de Finanças, o Deputado Atayde Armani se prevaleceu do prazo regimental para relatar a matéria na Sessão Ordinária do dia 16/06/2010. (Prazo até o dia 23/06/2010). (COMISSÃO DE FINANÇAS). Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei n.º 200/2009, do Deputado Euclério Sampaio, que obriga as companhias fornecedoras de água potável no Estado a colocarem na conta mensal a quantidade de água consumida em litros. Publicado no DPL do dia 20/05/2009. Pareceres n. os 403/09, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e 34/09, da Comissão de Defesa do Consumidor, pela aprovação. Na Comissão de Finanças, o Deputado Atayde Armani se prevaleceu do prazo regimental para relatar a matéria na Sessão Ordinária do dia 16/06/2010. (Prazo até o dia 23/06/2010). (COMISSÃO DE FINANÇAS). Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei Complementar n.º 22/2010, oriundo da Mensagem Governamental n.º 101/2010, que dispõe sobre a qualificação de pessoa jurídica de direito privado como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público - OSCIP e dá outras providências. Publicado no DPL do dia 15/06/2009. Na Comissão de Justiça, o Deputado Claudio Vereza se prevaleceu do prazo regimental para relatar a matéria na Sessão Ordinária do dia 16/06/2010. (Prazo até o dia 23/06/2010). (COMISSÕES DE JUSTIÇA, DE CIDADANIA, DE ASSISTÊNCIA SOCIAL E DE FINANÇAS). Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei n.º 439/2009, do Deputado Paulo Roberto, alterando a redação do parágrafo único do art. 1.º da Lei n.º de 19 de novembro de 2003, que Institui a Moqueca Capixaba como prato típico do Espírito Santo e dá outras providências. Publicado no DPL do dia 11/09/2009. Pareceres n. os 541/09, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade; 17/09, da Comissão de Cultura e 02/10, da Comissão de Turismo, ambos pela aprovação. (Em anexo, por se tratar de matéria correlata, Projeto de Lei n.º 158/2010, de autoria do Deputado Atayde Armani, publicado no DPL do dia 07/06/2010). (COMISSÃO DE FINANÇAS). Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei n.º 517/2009, do Deputado Giulianno dos Anjos, que dispõe sobre a obrigatoriedade de assegurar às mulheres usuárias
137 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo do serviço de transporte coletivo de passageiros em ônibus exclusivos, na Região Metropolitana da Grande Vitória, na forma que especifica. Publicado no DPL do dia 09/11/2009. Na Sessão Ordinária do dia 16/12/2009, as Comissões de Justiça, de Cidadania e de Defesa do Consumidor, ofereceram pareceres orais em Plenário, pela constitucionalidade e aprovação e na Comissão de Infraestrutura, recebeu parecer 01/10, pela rejeição. (COMISSÃO DE FINANÇAS). Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei n.º 299/2009, da Deputada Janete de Sá, obriga as empresas, localizadas no Estado, a afixarem cartaz com aviso contendo o número de reclamações que sofreram no cadastro do PROCON. Publicado no DPL do dia 30/06/2009. Pareceres n. os 678/09, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e 02/10, da Comissão de Defesa do Consumidor, pela aprovação. (COMISSÃO DE FINANÇAS). Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei n.º 544/2009, do Deputado César Colnago, que dispõe sobre a inclusão de medidas de conscientização, prevenção, diagnose e combate ao bullying escolar no projeto pedagógico elaborado pelas escolas públicas e privadas de educação básica e dá outras providências. Publicado no DPL do dia 16/03/2010. Parecer n.º 236/10, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade, com emendas. Existe substitutivo a ser analisado pelas Comissões. (COMISSÕES DE CIDADANIA, DE EDUCAÇÃO E DE FINANÇAS). Discussão única na forma do art. 277, 2.º do Regimento Interno, do Projeto de Lei n.º 94/2010, do Deputado Claudio Vereza, que institui o Dia Estadual da Aquicultura e Pesca e a Semana Estadual da Pesca. Publicado no DPL do dia 03/03/2010. Pareceres n. os 215/2010, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, com emendas e 01/2010, da Comissão de Aquicultura, pela aprovação. Em virtude de recurso interposto na forma do art. 34, XV do Regimento Interno, o Projeto será votado pelo Plenário. Votação adiada, com discussão prévia encerrada, do Projeto de Lei n.º 542/2009, do Deputado Euclério Sampaio, que isenta de pagamento de pedágio, nas rodovias capixabas, os veículos de propriedade das associações dos Pais e Amigos dos Excepcionais - APAE s. Publicado no DPL do dia 23/11/2009. Parecer n.º 231/2010, da Comissão de Justiça, pela inconstitucionalidade, publicado no DPL do dia 09/06/2010. A votação será nominal conforme requerimento do autor, aprovado em Plenário na Sessão Ordinária do dia 16/05/2010. Votação adiada, com discussão prévia encerrada, do Projeto de Lei n.º 615/2009, da Deputada Aparecida Denadai, que dispõe sobre a gratuidade de emissão de segunda via de documentos na forma que especifica. Publicado no DPL do dia 20/01/2010. Parecer n.º 234/2010, da Comissão de Justiça, pela inconstitucionalidade e ilegalidade, publicado no DPL do dia 09/06/2010. Votação adiada, com discussão prévia encerrada, do Projeto de Lei n.º 663/2009, do Deputado Da Vitória, que dispõe sobre reserva de assentos em espaços culturais, salas de projeção e transportes coletivos no Estado. Publicado no DPL do dia 03/02/2010. Parecer n.º 210/2010, da Comissão de Justiça, pela inconstitucionalidade e ilegalidade, publicado no DPL do dia 07/06/2010. Votação adiada, com discussão prévia encerrada, do Projeto de Lei n.º 706/2009, da Deputada Aparecida Denadai, que dispõe sobre a utilização de Embalagens Indevassáveis de molhos e temperos de mesa e congêneres, nos Bares, Restaurantes, Padarias, Lanchonetes e Similares e dá outras providencias. Publicado no DPL do dia 04/02/2010. Parecer n.º 209/2010, da Comissão de Justiça, pela inconstitucionalidade e ilegalidade, publicado no DPL do dia 07/06/2010. Votação adiada, com discussão prévia encerrada, do Projeto de Lei n.º 06/2010, do Deputado Vandinho Leite, que dispõe sobre a obrigatoriedade da utilização de alternativas tecnológicas, ambientalmente sustentáveis, nos conjuntos de moradias organizadas de forma horizontal ou vertical e dá providências correlatas. Publicado no DPL do dia 23/02/2010. Parecer n.º 200/2010, da Comissão de Justiça, pela inconstitucionalidade e ilegalidade, publicado no DPL do dia 07/06/2010. Votação adiada, com discussão prévia encerrada, do Projeto de Lei n.º 36/2010, do Deputado Giulianno do Anjos, que dispõe sobre o controle e a fiscalização do acesso do público aos estádios de futebol do Estado do Espírito Santo com capacidade superior a (cinco mil) pessoas. Publicado no DPL do dia 04/03/2010. Parecer n.º 201/2010, da Comissão de Justiça, pela inconstitucionalidade e ilegalidade, publicado no DPL do dia 07/06/2010. Votação adiada, com discussão prévia encerrada, do Projeto de Lei n.º 38/2010, do Deputado Euclério Sampaio, que proíbe no Estado a atividade denominada de flanelinha. Publicado no DPL do dia 03/03/2010. Parecer n.º 230/2010, da Comissão de Justiça, pela inconstitucionalidade e ilegalidade, publicado no DPL do dia 09/06/2010. Discussão especial, em 2.ª sessão, do Projeto de Lei n.º 417/2008, da Deputada Aparecida Denadai, que dispõe sobre a obrigatoriedade de manter aparelhos desfibriladores em eventos de grande concentração de pessoas. Publicado no DPL do dia 10/12/2008. Discussão especial, em 2.ª sessão, do Projeto de Lei n.º 470/2008, do Deputado Euclério Sampaio, que torna obrigatória a fixação de cartazes com fotos
138 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 de crianças e adolescentes desaparecidos nas estações rodoviárias localizadas no Estado. Publicado no DPL do dia 16/12/2008. Discussão especial, em 2.ª sessão, do Projeto de Lei n.º 362/2009, da Deputada Aparecida Denadai, que dispõe sobre a proibição da comercialização e utilização do brometo de metila no Estado do Espírito Santo. Publicado no DPL do dia 13/08/2009. Discussão especial, em 2.ª sessão, do Projeto de Lei n.º 447/2009, da Deputada Aparecida Denadai, que obriga a manutenção dos calibradores de pressão de pneumática e a sua aferição periódica pelos respectivos proprietários dos estabelecimentos comerciais. Publicado no DPL do dia 22/09/2009. Discussão especial, em 2.ª sessão, do Projeto de Lei n.º 455/2009, do Deputado Luciano Pereira, alterando o art. 1.º da Lei n.º de 26 de dezembro de 2001, que dispõe sobre a obrigação das Empresas concessionárias dos direitos de fornecimento de água e luz (ESCELSA e CESAN) a enviarem suas cobranças mensais lacradas. Publicado no DPL do dia 24/09/2009. Discussão especial, em 2ª sessão, do Projeto de Lei n.º 503/2009, do Deputado Da Vitória, que institui o Programa de Utilização de Energia Eólica, Solar e Híbrida no Estado. Publicado no DPL do dia 05/11/2009. Discussão especial, em 2.ª sessão, do Projeto de Lei n.º 504/2009, do Deputado Da Vitória, que obriga as Concessionárias de Energia Elétrica que atuam no Espírito Santo a dispor de Energia Eólica, Solar e Híbrida para a Iluminação Pública. Publicado no DPL do dia 05/11/2009. Discussão especial, em 2.ª sessão, do Projeto de Resolução n.º 07/2010, do Deputado Doutor Hércules, que altera a Resolução n.º 1506/1988, que criou o Prêmio Orlando Bonfim Junior de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana. Publicado no DPL do dia 27/05/2010. Discussão especial, em 1.ª sessão, do Projeto de Decreto Legislativo n.º 68/2010, do Deputado Giulianno dos Anjos, que concede Título de Cidadão Espírito-Santense ao Senhor Edivaldo Rocha Santana. Publicado no DPL do dia 22/06/2010. Discussão especial, em 1ª sessão, do Projeto de Decreto Legislativo n.º 69/2010, da Deputada Luzia Toledo, que concede Título de Cidadão Espírito- Santense ao Senhor Ronald Zomignan Carvalho. Publicado no DPL do dia 22/06/2010. Discussão especial, em 1.ª sessão, do Projeto de Lei n.º 141/2010, do Deputado Dary Pagung, que dispõe sobre a obrigatoriedade dos cinemas que exibem filmes em terceira dimensão (3D) a promover a higienização nos óculos - acessórios utilizados para este fim. Publicado no DPL do dia 25/05/2010. O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) Votação adiada, com discussão única encerrada, em regime de urgência, do Projeto de Lei Complementar n.º 16/2010. Em votação. A SR.ª APARECIDA DENADAI - Senhor Presidente, pela ordem! Fazemos um apelo para que os Senhores Deputados que estão nas imediações compareçam ao Plenário, porque precisamos de quorum qualificado para votar essa matéria. O SR. GIULIANNO DOS ANJOS Senhor Presidente, pela ordem! Reiteramos o apelo da Senhora Deputada Aparecida Denadai, principalmente ao Senhor Deputado Theodorico Ferraço, que esbravejava ontem neste microfone a ausência dos Senhores Deputados em Plenário. Gostaríamos que S. Ex.ª tivesse a responsabilidade de estar presente neste Plenário para votação dessa matéria. O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) - Senhores Deputados, compareçam ao Plenário para votar o Projeto de Lei Complementar n.º 16/2010, de autoria da Senhora Deputada Aparecida Denadai, que precisa de quorum qualificado. É uma matéria importante e as pessoas estão interessadas na votação. A votação desse projeto tem sido protelada; devemos votá-lo hoje. A SR.ª APARECIDA DENADAI - Senhor Presidente, pela ordem! Até para não termos mais adiamento dessa votação, em respeito aos Agentes que estão presentes nas galerias pela terceira ou quarta vez consecutiva, requeiro a V. Ex.ª a suspensão desta sessão por até cinco minutos para que possamos ir aos gabinetes dos Deputados e trazê-los ao Plenário, pois necessitamos da presença de deputados em Plenário para alcançarmos o quorum necessário à votação da matéria. O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) - Senhora Deputada Aparecida Denadai, não vejo necessidade de suspender a sessão, mas concedo o tempo de três minutos para que os Senhores Deputados compareçam ao Plenário. Reitero o apelo para que os Senhores Deputados compareçam ao Plenário para votação da matéria. Trata-se do primeiro projeto da pauta e necessitamos da presença de deputados para alcançar o quorum necessário à votação. O SR. GIULIANNO DOS ANJOS Senhor Presidente, pela ordem! O Senhor Deputado Theodorico Ferraço encontra-se na Procuradoria, temos certeza de que S. Ex.ª não está sabendo dessa votação. Agradecemos se alguém puder avisá-lo. O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Daremos um prazo para que os Senhores Deputados compareçam ao Plenário. Não será bom deixarmos de votar essa matéria. Senhores Parlamentares, por favor, compareçam ao Plenário.
139 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo O SR. MARCELO SANTOS - Senhor Presidente, pela ordem! Comunicamos que a Senhora Deputada Janete de Sá está chegando ao Plenário para votar. O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Em votação o Projeto de Lei Complementar n.º 16/2010. A presente proposição exige votação nominal, que será realizada utilizando-se o painel eletrônico. Os Senhores Deputados que forem favoráveis ao projeto votarão SIM; os que forem contrários votarão NÃO. Solicito aos Senhores Deputados que registrem o voto nos terminais eletrônicos. (Pausa) (Procede-se ao registro dos votos) (De acordo com o registrado no painel eletrônico, retiram-se os Senhores Deputados Cacau Lorenzoni, Euclério Sampaio, Luiz Carlos Moreira, Reginaldo Almeida e Wanildo Sarnáglia) (Votam SIM os Senhores Deputados César Colnago, Aparecida Denadai, Claudio Vereza, Dary Pagung, Doutor Hércules, Doutor Rafael Favatto, Giulianno dos Anjos, Givaldo Vieira, Janete de Sá, Luciano Pereira, Marcelo Santos, Paulo Foletto, Rodrigo Chamoun, Rudinho de Souza, Sérgio Borges e Theodorico Ferraço) O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) Senhores Deputados, votaram SIM dezesseis Senhores Parlamentares; uma abstenção do Presidente, regimentalmente impedido de votar. Em consequência, fica aprovado o Projeto de Lei Complementar n.º 16/2010. À Secretaria para extração de autógrafos. A SR.ª APARECIDA DENADAI - Senhor Presidente, pela ordem! Peço a palavra para justificação de voto. O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) Concedo a palavra à Senhora Deputada Aparecida Denadai. A SR.ª APARECIDA DENADAI - (Sem revisão da oradora) - Senhor Presidente, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, agradecemos aos colegas deputados o empenho na aprovação do Projeto de Lei Complementar n.º 16/2010. Parabenizamos os agentes penitenciários que nos últimos dias estiveram presentes neste Plenário acompanhando a tramitação do referido projeto. É uma vitória dos Senhores, é uma vitória da legalidade. Sabemos que a lei, da forma que estava além de inconstitucional, era ilegal. Parabenizamos os Agentes pelo esforço. (Muito bem!) A SR.ª JANETE DE SÁ - Senhor Presidente, pela ordem! Peço a palavra para justificação de voto. O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) Concedo a palavra à Senhora Deputada Janete de Sá. A SR.ª JANETE DE SÁ (Sem revisão da oradora) - Senhor Presidente, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, justificamos aos companheiros que se encontram nas galerias que tivemos que ir ao Tribunal de Contas, mas ficamos monitorando o andamento dos trabalhos deste Plenário por meio do telefone, e conseguimos chegar a tempo porque sabemos o que significa a aprovação do Projeto de Lei Complementar n.º 16/2010 para os Senhores. Por isso chegamos ao Plenário neste momento, pois achamos que a luta dessa categoria é justa. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei n.º 304/2009. Concedo a palavra à Comissão de Finanças, para que esta ofereça parecer oral ao projeto. O SR. PRESIDENTE DA COMISSÃO (SÉRGIO BORGES) Convoco os membros da Comissão de Finanças, Senhores Deputados Theodorico Ferraço, Janete de Sá e Doutor Rafael Favatto. (Pausa) Senhor Presidente, estando o relator ausente e ainda dispondo de prazo regimental, devolvo a palavra à Mesa. O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) Informo que a Mesa Diretora decidiu que na próxima sexta-feira, dia 25 de junho de 2010, será ponto facultativo. As horas de trabalho serão compensadas e os funcionários desta Casa, bem como os deputados, estão eximidos de qualquer atividade nesta Casa de Leis. Passo a presidência dos trabalhos ao Senhor Deputado Rodrigo Chamoun. (Pausa) O SR. PRESIDENTE (RODRIGO CHAMOUN) Assumo a Presidência neste momento, para dar continuidade aos trabalhos. Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei n.º 10/2009. Concedo a palavra à Comissão de Finanças, para que esta ofereça parecer oral ao projeto. O SR. PRESIDENTE DA COMISSÃO (SÉRGIO BORGES) Convoco os membros da Comissão de Finanças, Senhores Deputados Theodorico Ferraço, Janete de Sá e Doutor Rafael Favatto. (Pausa) Senhor Presidente, estando ausente o relator, Senhor Deputado Atayde Armani, e ainda dispondo de prazo regimental, devolvo a palavra à Mesa. O SR. PRESIDENTE (RODRIGO CHAMOUN) Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei n.º 576/2009.
140 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Senhores Deputados, o Senhor Deputado Atayde Armani se prevaleceu do prazo regimental na sessão ordinária realizada dia 16 de junho de Portanto, tem prazo até o dia 23 de junho de Estando S. Ex.ª ausente, continuará se prevalecendo do prazo regimental para oferecer parecer ao Projeto de Lei n.º 576/2009. (Pausa) Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei n.º 200/2009. Senhores Deputados, o Senhor Deputado Atayde Armani se prevaleceu do prazo regimental na sessão ordinária realizada dia 16 de junho de Portanto, tem prazo até o dia 23 de junho de Estando S. Ex.ª ausente, continuará se prevalecendo do prazo regimental para oferecer parecer ao Projeto de Lei n.º 200/2009. (Pausa) O SR. PRESIDENTE (RODRIGO CHAMOUN) Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei Complementar n.º 22/2010. Concedo a palavra à Comissão de Justiça, para que esta ofereça parecer oral ao projeto. O SR. PRESIDENTE DA COMISSÃO (THEODORICO FERRAÇO) Convoco os membros da Comissão de Justiça, Senhores Deputados Claudio Vereza, Doutor Hércules, Janete de Sá e Dary Pagung. Senhor Presidente, informo a V. Ex.ª que o relator, Senhor Deputado Claudio Vereza, continuará se valendo do prazo regimental para oferecer parecer. O SR. PRESIDENTE (RODRIGO CHAMOUN) É regimental. Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei n.º 439/2009. Em anexo, por se tratar de matéria correlata, Projeto de Lei n.º 158/2010, de autoria do Senhor Deputado Atayde Armani. Concedo a palavra à Comissão de Finanças, para que esta ofereça parecer oral ao projeto. O SR. PRESIDENTE DA COMISSÃO (SÉRGIO BORGES) Convoco os membros da Comissão de Finanças, Senhores Deputados Theodorico Ferraço, Janete de Sá e Doutor Rafael Favatto. (Pausa) Avoco o projeto para relatar. (Pausa) Senhores membros da Comissão de Finanças, o Projeto de Lei n.º 439/2009, de autoria do Senhor Deputado Paulo Roberto, está anexado ao Projeto de Lei n.º 158/2010, de autoria do Senhor Deputado Atayde Armani, por se tratar de matéria correlata. Portanto, opinamos pela aprovação do referido projeto. (Muito bem!) (Pausa) Em discussão o parecer. (Pausa) Encerrada. Em votação. Como votam os Senhores Deputados? O SR. THEODORICO FERRAÇO Com o relator. A SR.ª JANETE DE SÁ Com o relator. O SR. DOUTOR RAFAEL FAVATTO Com o relator. O SR. SÉRGIO BORGES Senhor Presidente, o parecer foi aprovado à unanimidade pela Comissão de Finanças. Devolvo o projeto à Mesa. O SR. PRESIDENTE (RODRIGO CHAMOUN) - Em discussão o Projeto de Lei n.º 439/2009. (Pausa) Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. Em votação. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. À Secretaria para extração de autógrafos. Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei n.º 517/2009. Concedo a palavra à Comissão de Finanças, para que esta ofereça parecer oral ao projeto. O SR. PRESIDENTE DA COMISSÃO (SÉRGIO BORGES) Convoco os membros da Comissão de Finanças, Senhores Deputados Theodorico Ferraço, Janete de Sá e Doutor Rafael Favatto. Avoco o projeto para relatar. (Pausa) Senhores membros da Comissão de Finanças, opinamos pela aprovação do Projeto de Lei n.º 517/2009, de autoria do Senhor Deputado Giulianno dos Anjos. (Muito bem!) (Pausa) Em discussão o parecer. (Pausa) Encerrada. Em votação. Como votam os Senhores Deputados? O SR. THEODORICO FERRAÇO Com o relator. A SR.ª JANETE DE SÁ Com o relator. O SR. DOUTOR RAFAEL FAVATTO - Com o relator.
141 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo O SR. SÉRGIO BORGES Senhor Presidente, o parecer foi aprovado à unanimidade pela Comissão de Finanças. Devolvo o projeto à Mesa. O SR. PRESIDENTE (RODRIGO CHAMOUN) Em discussão o Projeto de Lei n.º 517/2009. (Pausa) Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. Em votação o Projeto de Lei n.º 517/2009. O SR. SÉRGIO BORGES Senhor Presidente, pela ordem! Requeiro a V. Ex.ª preferência para votação do projeto na forma do parecer da Comissão de Finanças. O SR. PRESIDENTE (RODRIGO CHAMOUN) O requerimento de V. Ex.ª depende do apoiamento do Plenário. Em votação. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado, contra um voto. O SR. GIULIANNO DOS ANJOS Senhor Presidente, pela ordem! Peço a palavra para justificação de voto. O SR. PRESIDENTE (RODRIGO CHAMOUN) Concedo a palavra ao Senhor Deputado Giulianno dos Anjos. O SR. GIULIANNO DOS ANJOS (Sem revisão do orador) Senhor Presidente, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, agradeço ao Senhor Deputado Sérgio Borges e aos demais Pares. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE (RODRIGO CHAMOUN) Em votação o Projeto de Lei n.º 517/2009, na forma do parecer da Comissão de Finanças. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. À Secretaria para extração de autógrafos. Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei n.º 299/2009. Concedo a palavra à Comissão de Finanças, para que esta ofereça parecer oral ao projeto. O SR. PRESIDENTE DA COMISSÃO (SÉRGIO BORGES) Convoco os membros da Comissão de Finanças, Senhores Deputados Theodorico Ferraço, Janete de Sá e Doutor Rafael Favatto. Avoco o projeto para relatar. (Pausa) Senhores membros da Comissão de Finanças, opinamos pela aprovação do Projeto de Lei n.º 299/2009. (Muito bem!) (Pausa) Em discussão o parecer. (Pausa) Encerrada. Em votação. Como votam os Senhores Deputados? O SR. THEODORICO FERRAÇO Com o relator. A SR.ª JANETE DE SÁ Com o relator. O SR. DOUTOR RAFAEL FAVATTO - Com o relator. O SR. SÉRGIO BORGES Senhor Presidente, o parecer foi aprovado à unanimidade pela Comissão de Finanças. Devolvo o projeto à Mesa. O SR. PRESIDENTE (RODRIGO CHAMOUN) - Em discussão o Projeto de Lei n.º 299/2009. (Pausa) Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. Em votação. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. À Secretaria para extração de autógrafos. Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei n.º 544/2009. Concedo a palavra à Comissão de Defesa da Cidadania, para que esta ofereça parecer oral ao projeto. (Retira-se momentaneamente o Senhor Deputado Luciano Pereira) A SR.ª PRESIDENTA DA COMISSÃO - (JANETE DE SÁ) Convoco os membros da Comissão de Defesa da Cidadania, Senhor Deputado Doutor Wolmar Campostrini. (Pausa) Ausente, convoco a Senhora Deputada Luzia Toledo. (Pausa) Ausente, convoco o Senhor Deputado Euclério Sampaio. (Pausa) Ausente, convoco o Senhor Deputado Reginaldo Almeida. (Pausa) Ausente, convoco o Senhor Deputado Luciano Pereira. (Pausa) Ausente, convoco o Senhor Deputado Paulo Foletto. (Pausa) Presente. Senhor Presidente, não há quorum na Comissão para oferecer parecer ao projeto, razão por que o devolvo à Mesa.
142 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 O SR. PRESIDENTE (RODRIGO CHAMOUN) - Concedo a palavra à Comissão de Educação, para que esta ofereça parecer oral ao projeto. O SR. PRESIDENTE DA COMISSÃO - (SÉRGIO BORGES) Senhor Presidente, na forma regimental assumo a presidência da Comissão de Educação e convoco seus membros, Senhor Deputado Vandinho Leite. (Pausa) Ausente, convoco o Senhor Deputado Doutor Wolmar Campostrini. (Pausa) Ausente, convoco a Senhora Deputada Luzia Toledo. (Pausa) Ausente, convoco o Senhor Deputado Atayde Armani. (Pausa) Ausente, convoco o Senhor Deputado Da Vitória. (Pausa) Ausente, convoco o Senhor Deputado Paulo Roberto. (Pausa) Ausente. Senhor Presidente, não há quorum na Comissão para oferecer parecer ao projeto, razão por que o devolvo à Mesa. O SR. PRESIDENTE (RODRIGO CHAMOUN) - Concedo a palavra à Comissão de Finanças, para que esta ofereça parecer oral ao projeto. O SR. PRESIDENTE DA COMISSÃO - (SÉRGIO BORGES) Convoco os membros da Comissão de Finanças, Senhores Deputados Doutor Rafael Favatto, Janete de Sá e Theodorico Ferraço. Avoco o projeto para relatar. (Pausa) Senhores membros da Comissão de Finanças, opinamos pela aprovação do Projeto de Lei n.º 544/2009, de acordo com o parecer da Comissão de Justiça e com o substitutivo apresentado pelo Deputado César Colnago, autor do projeto. (Muito bem!) (Pausa) Em discussão o parecer. (Pausa) Encerrada. Em votação. Como votam os Senhores Deputados? O SR. DOUTOR RAFAEL FAVATTO - Com o relator. A SR.ª JANETE DE SÁ - Com o relator. O SR. THEODORICO FERRAÇO - Com o relator. O SR. SÉRGIO BORGES Senhor Presidente, o parecer foi aprovado à unanimidade pela Comissão de Finanças. Devolvo o projeto à Mesa. O SR. PRESIDENTE (RODRIGO CHAMOUN) - Concedo a palavra à Comissão de Justiça, para que esta analise o substitutivo ao Projeto de Lei n.º 544/2009. O SR. PRESIDENTE DA COMISSÃO - (THEODORICO FERRAÇO) Convoco os membros da Comissão de Justiça, Senhores Deputados Claudio Vereza, Janete de Sá e Doutor Hércules. (Pausa) Avoco o substitutivo para relatar. (Pausa) Senhores membros da Comissão de Justiça, opinamos pelo acolhimento das emendas na Comissão de Finanças, além do substitutivo apresentado pelo Deputado César Colnago, autor do projeto. (Muito bem!) (Pausa) Em discussão o parecer. (Pausa) Encerrada. Em votação. Como votam os Senhores Deputados? O SR. CLAUDIO VEREZA - Com o relator. A SR.ª JANETE DE SÁ - Com o relator. O SR. DOUTOR HÉRCULES - Com o relator. O SR. THEODORICO FERRAÇO Senhor Presidente, o parecer foi aprovado à unanimidade pela Comissão de Justiça, acatando as emendas e o substitutivo apresentado pelo Deputado César Colnago, autor do projeto. Devolvo o projeto à Mesa. O SR. PRESIDENTE (RODRIGO CHAMOUN) Em discussão o Projeto de Lei n.º 544/2009. (Pausa) Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão Em votação o Projeto de Lei n.º 544/2009, na forma do parecer da Comissão de Justiça. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. À Comissão de Justiça para redação final. Discussão única, na forma do art. 277, 2.º do Regimento Interno, do Projeto de Lei n.º 94/2010. Em virtude de recurso interposto na forma do art. 34, XV, do Regimento Interno, o projeto será votado pelo Plenário. O SR. CLAUDIO VEREZA Senhor Presidente, pela ordem! Requeiro a V. Ex.ª preferência para votação do projeto na forma do parecer da Comissão de Justiça. O SR. PRESIDENTE (RODRIGO CHAMOUN) O requerimento de V. Ex.ª depende do apoiamento do Plenário. Em votação.
143 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Em discussão o Projeto de Lei n.º 94/2010.(Pausa) Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. Em votação o Projeto de Lei n.º 94/2010, na forma do parecer da Comissão de Justiça. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. À Comissão de Justiça para redação final. Votação adiada, com discussão prévia encerrada, do Projeto de Lei n.º 542/2009. Informo aos Senhores Deputados que a votação do parecer da Comissão de Justiça, pela inconstitucionalidade da matéria, será nominal, conforme requerimento formulado pelo Senhor Deputado Euclério Sampaio na sessão ordinária realizada dia 16 de junho de O Presidente, de ofício, solicita recomposição de quorum para efeito de votação. Solicito aos Senhores Deputados que registrem presença nos terminais eletrônicos. (Pausa) (Procede-se ao registro das presenças) (De acordo com o registrado no painel eletrônico, retiram-se os Senhores Deputados Elcio Alvares, Aparecida Denadai, Doutor Rafael Favatto, Luciano Pereira, Paulo Foletto e Sérgio Borges, e comparece o Senhor Deputado Freitas) (Registram presença os Senhores Deputados Claudio Vereza, César Colnago, Dary Pagung, Doutor Hércules, Freitas, Giulianno dos Anjos, Givaldo Vieira, Janete de Sá, Marcelo Santos, Rodrigo Chamoun, Rudinho de Souza e Theodorico Ferraço) O SR. PRESIDENTE (RODRIGO CHAMOUN) Senhores Deputados, registraram presença doze Senhores Deputados. Não há quorum para votação, pelo que fica adiada. Votação adiada, com discussão prévia encerrada, do Projeto de Lei n.º 615/2009. Em votação o Parecer n.º 234/2010, da Comissão de Justiça. Não há quorum para votação, pelo que fica adiada. Votação adiada, com discussão prévia encerrada, do Projeto de Lei n.º 663/2009. Em votação o Parecer n.º 210/2010, da Comissão de Justiça. Não há quorum para votação, pelo que fica adiada. Votação adiada, com discussão prévia encerrada, do Projeto de Lei n.º 706/2009. Em votação o Parecer n.º 209/2010, da Comissão de Justiça. Não há quorum para votação, pelo que fica adiada. Votação adiada, com discussão prévia encerrada, do Projeto de Lei n.º 06/2010. Em votação o Parecer n.º 200/2010, da Comissão de Justiça. Não há quorum para votação, pelo que fica adiada. Votação adiada, com discussão prévia encerrada, do Projeto de Lei n.º 36/2010. Em votação o Parecer n.º 201/2010, da Comissão de Justiça. Não há quorum para votação, pelo que fica adiada. Votação adiada, com discussão prévia encerrada, do Projeto de Lei n.º 38/2010. Em votação o Parecer n.º 230/2010, da Comissão de Justiça. Não há quorum para votação, pelo que fica adiada. Discussão especial, em 2.ª sessão, do Projeto de Lei n.º 417/2008. Em discussão. (Pausa) Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. O projeto segue à 3.ª sessão. Discussão especial, em 2.ª sessão, do Projeto de Lei n.º 470/2008. Em discussão. (Pausa) Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. O projeto segue à 3.ª sessão. Discussão especial, em 2.ª sessão, do Projeto de Lei n.º 362/2009. Em discussão. (Pausa) Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. O projeto segue à 3.ª sessão. Discussão especial, em 2.ª sessão, do Projeto de Lei n.º 447/2009. Em discussão. (Pausa) Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. O projeto segue à 3.ª sessão.
144 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Discussão especial, em 2.ª sessão, do Projeto de Lei n.º 455/2009. Em discussão. (Pausa) Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. O projeto segue à 3.ª sessão. Discussão especial, em 2.ª sessão, do Projeto de Lei n.º 503/2009. Em discussão. (Pausa) Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. O projeto segue à 3.ª sessão. Discussão especial, em 2.ª sessão, do Projeto de Lei n.º 504/2009. Em discussão. (Pausa) Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. O projeto segue à 3.ª sessão. Discussão especial, em 2.ª sessão, do Projeto de Resolução n.º 07/2010. Em discussão. (Pausa) Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. O projeto segue à 3.ª sessão. Discussão especial, em 1.ª sessão, do Projeto de Decreto Legislativo n.º 68/2010. Em discussão. (Pausa) Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. O projeto segue à 2.ª sessão. Discussão especial, em 1.ª sessão, do Projeto de Decreto Legislativo n.º 69/2010. Em discussão. (Pausa) Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. O projeto segue à 2.ª sessão. Discussão especial, em 1.ª sessão, do Projeto de Lei n.º 141/2010. Em discussão. (Pausa) Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. O projeto segue à 2.ª sessão. (Retiram-se momentaneamente os Senhores Deputados Dary Pagung, Janete de Sá e César Colnago) Finda a Ordem do Dia, passa-se à fase do Grande Expediente, dividido em duas partes: Lideranças Partidárias e Oradores Inscritos. Concedo a palavra ao Líder do PSB, Senhor Deputado Paulo Foletto. (Pausa) Ausente, concedo-a ao Líder do PT, Senhor Deputado Claudio Vereza. (Pausa) O SR. CLAUDIO VEREZA Senhor Presidente, declino. O SR. PRESIDENTE - (RODRIGO CHAMOUN) Tendo S. Ex.ª declinado, concedo a palavra à Líder do PMN, Senhora Deputada Janete de Sá. (Pausa) Ausente, concedo-a ao Líder do PR, Senhor Deputado Doutor Rafael Favatto. (Pausa) Ausente, concedo-a ao Líder do PP, Senhor Deputado Cacau Lorenzoni. (Pausa) Ausente, concedo-a ao Líder do PRP, Senhor Deputado Dary Pagung. (Pausa) Ausente, concedo-a ao Líder do PSDB, Senhor Deputado César Colnago. (Pausa) Ausente, concedo-a ao Líder do PSC, Senhor Deputado Reginaldo Almeida. (Pausa) Ausente, concedo-a ao Líder do PT do B, Senhor Deputado Wanildo Sarnáglia. (Pausa) Ausente, concedo-a ao Líder do Governo, Senhor Deputado Paulo Roberto. (Pausa) Ausente, concedo-a ao Líder do DEM, Senhor Deputado Atayde Armani. (Pausa) Ausente. O SR. THEODORICO FERRAÇO - Senhor Presidente, pela ordem! Na ausência do Líder do DEM, na forma regimental assumo a Liderança. O SR. PRESIDENTE - (RODRIGO CHAMOUN) Concedo a palavra ao Senhor Deputado Theodorico Ferraço. O SR. THEDORICO FERRAÇO (Sem revisão do orador) - Senhor Presidente, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, ficamos satisfeitos com a notícia que acabamos de receber de que a Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo também está providenciando o plano de carreira para os servidores. Não é justo que votemos e providenciemos projetos para o Ministério Público, o Tribunal de Justiça e o Tribunal de Contas sem colocar em consideração um plano de cargos também para os funcionários desta Casa. A declaração do Presidente desta Casa, Senhor Deputado Elcio Alvares, nos trouxe muita alegria. É uma decisão que tem de partir realmente da Mesa Diretora. Não somos nós, deputados, responsáveis pela apresentação desse projeto. A Comissão que S. Ex.ª está formando com os demais servidores é importante para fazer justiça. Independente do protesto, o importante é fazer justiça. É uma notícia muito importante para todos nós.(pausa) Neste momento, faremos a leitura do Ofício HIFA/SUP n.º 69/10, do Hospital Infantil Francisco
145 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo de Assis, do Município de Cachoeiro de Itapemirim, ao Senhor Governador do Estado. Diz a carta: É com muita alegria que recebemos Vossa Excelência em nossas singelas e orgulhosas instalações e neste momento de glória cívica e humana quando ampliamos a nossa capacidade de leitos intensivos em mais de 50% (cinquenta por cento), nesse momento que nos tornamos a maior instituição hospitalar pediátrica intensiva do Estado do Espírito Santo, nesse momento que temos o imenso orgulho de demonstrar o trabalho que realizamos em prol da redução da morbi-mortalidade infantil de nossa região, trabalho esse totalmente direcionado pelo valoroso projeto de Governo de Vossa Excelência e do seu competente, brilhante e honrado Secretário de Estado da Saúde, Dr. Anselmo Tozi, vimos então, Senhor Governador:... solicitar sua pessoal e necessária participação de homem público e gestor de comprovada capacidade técnica e política, para buscar soluções nos problemas relacionados à finalização das obras do Hospital do Aquidabam de Cachoeiro de Itapemirim, que tem o braço de Vossa Excelência, quando Senador da República, que destinou recursos para que essa obra pudesse ser iniciada. Com todas as melhorias que esta instituição vem desenvolvendo, nada se compara as estruturas que foram planejadas para aquele Hospital, que a nosso ver estão praticamente finalizadas, bastando, no entanto, ajustes que são meramente atribuídos ao senso do entendimento, da razão que primam pelo coletivismo, pelo bem estar da população e que estão infinitamente superiores aos sentimentos individualistas do homem. Não são palavras minhas, mas da Diretoria do Hospital Infantil. Continuaremos a ler a carta: Registramos então Excelentíssimo Senhor Governador, que a nossa Região, entre todas as demais, possui o maior índice de mortalidade infantil. Esforços vimos desenvolvendo para atenuar este quadro, mas fundamentalmente, é a junção da política materno-infantil, o tratamento especializado com o binômio mãe e filho que vão fazer a reversão do atual quadro. Para tanto, estamos solicitando a sua interveniência, a sua participação nesse processo, para que este projeto seja alcançável e possível de ser realizado. Nossa contrapartida foi dada, quando cedemos o nosso maior patrimônio físico na época, a cessão de 47 (quarenta e sete) que foram conseguidos com muita luta e dedicação de homens voluntários e sonhadores, onde já estava preparado para se instalar o nosso projeto materno-infantil. Contamos Excelentíssimo Senhor Governador com a sua participação neste processo, ao mesmo tempo externamos toda nossa gratidão, admiração e respeito pelo valoroso e histórico trabalho desenvolvido em prol do povo capixaba. Assinam: Winston Roberto Soares Vieira Machado, Presidente; Carlos Santana, Vice- Presidente; e o Administrador Jailton Alves Pedroso, Superintendente. Senhor Presidente, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, trata-se de um documento e este deputado ficou muito alegre e satisfeito porque não há uma vírgula sequer que tenha sido por mim elaborada ou solicitada. É difícil compreender. O hospital infantil presta relevantes serviços à população do Sul do Espírito Santo, particularmente a Cachoeiro de Itapemirim espremido por seu espaço em uma construção de mais de quarenta anos, feita pelo calor humano e caridade dos que fundaram o Hospital Infantil Francisco de Assis. Assomei a esta tribuna para dar meu depoimento. O que registraram na carta é rigorosamente verdadeiro. Em minha administração como Prefeito recebemos a doação do melhor terreno de Cachoeiro, localizado no Centro da Cidade. O Senhor Deputado Doutor Hércules sabe disso porque é cachoeirense, tem cuidado desse assunto e feito reuniões na Comissão de Saúde. Foi feita uma obra que, após sairmos da prefeitura, lamentavelmente ainda não está funcionando.
146 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 A diretoria do hospital infantil pede para ir para esse lugar. Quer melhoria nas instalações, pois não dá para o hospital continuar onde está. No atual local não há sequer estacionamento para ambulância. Esse manifesto elaborado pela diretoria do Hospital Francisco de Assis entregue ao Governador do Estado partiu do coração dos diretores, das mães e das crianças que não acreditam ver instalações como aquelas, da melhor qualidade, prontas para funcionar mas ainda sem funcionamento. Quando saí da Prefeitura, deixei em caixa um milhão e quinhentos mil reais e nem um tostão sequer foi empregado, nem para fazer a instalação da estação de gases e nem a conclusão de um muro. Não é possível conviver com essa situação. É preciso dizer neste Plenário em alto e bom som que alguma providência tem de ser tomada. Não providências políticas nas madrugadas, não providências profissionais abusivas, sujas, imundas, porque o prédio do hospital foi feito por nós, mas com dinheiro público, da Prefeitura, do Governo Federal, em favor da criança e de todo o Sul do Espírito Santo. Já disse que se não querem que o hospital funcione porque foi obra minha, podem tirar o meu nome, podem se esquecer de mim. Quero ser lembrado pelas crianças e pelas mães que sabem que quando fui prefeito encontrei o Hospital Infantil com a Dona Jandira Pinheiro, uma santa mulher que tomava conta daquele hospital junto com o Senhor José Renato Federici, com o Senhor Satyro Pereira e com tantos outros. Entregaram-me a chave daquele hospital que não tinha condições de funcionamento. Declarei de utilidade pública, estado de emergência, desapropriei em comum acordo com a associação, depositei apenas um real e eles passaram todo aquele patrimônio para a prefeitura e fui vítima inclusive de processos. Se forem ao Tribunal de Contas da União verão que a minha ficha é limpa, graças a Deus. Outros, por certo, não terão a ficha limpa. Não é problema meu. Tive todas as contas aprovadas, rigorosamente. O rugir daqueles animais selvagens que confundem a obra de um hospital com assuntos político-eleitoreiros e desonestos, não encontrarão nunca ressonância no coração da mãe e da criança. Há cinco anos funciona lá a Superintendência da Secretaria da Saúde do Governo do Estado. Se pode funcionar a Superintendência, que realiza e executa serviços fantásticos em favor da Saúde de todo o sul do Espírito Santo, por que não pode ser aproveitado? Por que não pode ser atendido? Basta uma mãozinha sincera, honesta, responsável; chamar os dirigentes do Hospital Francisco de Assis e entregar as chaves para eles porque o terreno era deles, um terreno adquirido com rifas, com festas, com religião, com sentimento de amor a Cachoeiro de Itapemirim. Por isso não se entende. Claro que muita gente entende. Aquela obra não poderia ser feita pelo Ferraço, não poderia ter o meu nome, não poderia colocar a obra para funcionar. Mas e as crianças? Para quem tem plano de saúde, para quem é rico, não tem problema nenhum. Mas a mãe que fica correndo atrás de uma UTI em busca da saúde do seu filho não entende como uma obra daquela não está aberta ao público, com instalações maravilhosas, com capacidade de vinte UTIs, cento e vinte leitos que a Comissão de Saúde, presidida pelo Senhor Deputado Doutor Hércules, constatou in loco. Imaginem uma criança saindo do Sul do Estado e vindo para Vitória. Quando chega, encontra uma fila enorme. O Governo está tomando uma providência muito importante para fazer um novo hospital infantil. Por que não coloca o hospital de Cachoeiro de Itapemirim para funcionar meu Deus? Honra seja feita. Já foi oferecido ao prefeito, por intermédio de documentos. Não sabemos o que acontece. Já disse nesta Casa que não entendo como vai tanto dinheiro para Cachoeiro de Itapemirim. Fico satisfeito com isso. Em primeiro lugar o dinheiro deveria ir para a Saúde. Enquanto o Hospital Infantil não funcionar, não poderia haver outra liberação de dinheiro mais pura, mais sagrada, mais santa do que é esse hospital. Quando o Senhor Anselmo Tozzi, Secretário de Saúde, esteve nesta Casa tive a oportunidade de ter um diálogo franco, sincero e S. Ex.ª foi muito feliz na prestação de contas. Não há o que contestar. O Governo está fazendo muita coisa importante para a Saúde. Mas continuo dizendo que o meu território é Cachoeiro de Itapemirim, a minha praia é Cachoeiro de Itapemirim. Se lá não tem praia, tem o Rio Itapemirim. Não entendo como aquele hospital não foi colocado em funcionamento. O Sr. Doutor Hércules Parabenizamos V. Ex.ª, Senhor Deputado Theodorico Ferraço, pelo discurso equilibrado e sincero. Somos testemunhas porque conhecemos muito bem o Hospital Infantil de Cachoeiro de Itapemirim. Conhecemos também como está funcionando há muitos anos e V. Ex.ª que foi prefeito desse município por quatro vezes ajudou muito o Hospital Infantil Francisco de Assis, hoje um lugar totalmente superado. Nosso colega continua operando naquele hospital, passa por uma batalha muito grande e até, muitas vezes, caminha por verdadeiros becos em frente ao campo do Estrela. enquanto uma obra igual aquela continua paralisada. Já realizamos mais de uma audiência pública em Cachoeiro de Itapemirim e mais uma vez nos colocamos à disposição. Ficamos satisfeito por V. Ex.ª parabenizar o Governo por enviar recursos para aquele município porque esse é o sentimento de V. Ex.ª que muito tem sofrido por aquele hospital e colocado verba pessoal à disposição. Senhor Deputado Theodorico Ferraço, não somente como cachoeirense, médico, deputado estadual e muito menos como presidente da Comissão de Saúde, ajudaremos a intermediar no funcionamento daquele hospital porque o conhecemos e também conhecemos o coração de V.
147 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo Ex.ª. Quem está assomando a esta tribuna é o Senhor Theodorico Ferraço que conhecemos e que fala com o coração e com a alma para defender o povo que precisa. Dessa forma, me coloco à disposição de V. Ex.ª. Conversaremos com o Senhor Anselmo Tozi, Secretário de Estado da Saúde, com o Governador Paulo Hartung e com o Prefeito de Cachoeiro de Itapemirim para fazermos aquele hospital funcionar. Enquanto isso não acontecer temos certeza de que V. Ex.ª não dormirá em paz porque o conhecemos muito bem. Muito obrigado. O SR. THEODORICO FERRAÇO Queremos que o Município de Cachoeiro de Itapemirim receba todos os recursos. Estivemos com nove vereadores no Governo do Estado e fizemos as melhores e maiores reivindicações em favor de obras para esse município. Colocamos em primeiro lugar o hospital, atendendo esse pedido podem levar todo o dinheiro do Estado para o Município de Cachoeiro de Itapemirim que terão nossos aplausos. Gostaríamos, realmente, que o Hospital Infantil Francisco de Assis sem cor partidária e sem cor política, entre em funcionamento porque não é possível que o Município de Cachoeiro de Itapemirim ainda tenha esse guindaste no nosso coração. No nosso município a mortalidade infantil é muito alta. É preciso união, entendimento para que o Hospital Infantil Francisco de Assis seja deslocado para as instalações o mais rápido possível. O Sr. Claudio Vereza Senhor Deputado Theodorico Ferraço, parabenizamos V. Ex.ª pela compreensão da situação do Município de Cachoeiro de Itapemirim,V. Ex.ª é de lá e conhece muito mais a realidade e sabe que o município necessita de obras e recursos do Governo do Estado. Ficamos feliz por V. Ex.ª defender um município tão importante do sul do Estado. Em relação ao Hospital Infantil Francisco de Assis, na convenção de sábado indagamos o prefeito Carlos Casteglione, companheiro de partido, o motivo que está travando a conclusão das obras, a instalação de equipamentos e o funcionamento do hospital. A informação de S. Ex.ª foi a de que o Tribunal de Contas da União, infelizmente, exige uma série de documentos e prestação de contas a respeito de uma parcela das obras. Isso faz com que, Senhores Deputados Doutor Hércules, Theodorico Ferraço e demais parlamentares, o Governador não tenha como ajudar o município a concluir e instalar um hospital tão importante. Concordamos plenamente com V. Ex.ª, seria de imensa importância que o Ministério da Saúde autorizasse o município a complementar as obras e a instalar o hospital no Município de Cachoeiro de Itapemirim. Mas, infelizmente há um problema. E é semelhante ao problema do Aeroporto de Eurico Sales, em Vitória. Não sei se posso declarar assim, mas a encrenca do Tribunal de Contas da União trava uma série de obras. Há recursos à disposição dos Gestores, do Governador, do Prefeito, de V. Exª em contribuir, mas existe um entrave, em uma instância Superior Federal Tribunal de Contas da União. Agradecemos a V. Exª o pronunciamento. (Muito bem!) O SR. THEODORICO FERRAÇO Senhor Deputado Claudio Vereza, tem algum fundamento o que V. Ex.ª acaba de nos dizer, de que existem alguns problemas com o Tribunal de Contas da União. Felizmente não é conosco. Estamos quites com o Tribunal de Contas. Todas as contas foram prestadas e quando saímos o prefeito que nos sucedeu recebeu três prestações, mas S. Ex.ª entendeu que não deveria gastar dinheiro no hospital. Com isso, prosseguindo essa batalha que agora está explodindo com o próprio sucessor. Mas existe uma coisa importante que V. Ex.ª como um brilhante deputado desta Casa há de convir. Queremos que o Governo do Estado leve todo o dinheiro para Cachoeiro de Itapemirim, empregando-o no Hospital Infantil em primeiro lugar. Deputado Claudio Vereza, basta a Prefeitura com a Secretaria de Saúde - e sabemos que existe boa vontade para isso - transferir à diretoria do Hospital Infantil. Quando doaram aquele terreno para a construção havia um compromisso de que iríamos fazer a mudança para melhorarmos a Saúde do Município de Cachoeiro de Itapemirim; o que está faltando é entendimento. Quem deve as prestações de conta, paga. Não citaremos nomes, nem faremos julgamentos, cada um tem seus problemas na vida; não somos nós. Não acreditamos que tenham desviado verbas para o bolso de alguém. O que aconteceu é que utilizaram aqueles recursos para outras obras, sem ser o hospital. O atual Prefeito, muito sabiamente, entrou na Justiça Federal mostrando que a Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim não poderia pagar por um ato que não era de responsabilidade de S. Ex.ª ; e ganhou. Por isso, terei que fazer um pagamento indevido que será reparado a qualquer momento até com o bloqueio de meus bens. Fato que não me trouxe nenhum problema porque a justiça virá. Tenho certeza de que aqueles que estão agindo com má-fé, imprudentemente, fora da lei, receberão um castigo Divino. É o mais importante. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE (RODRIGO CHAMOUN) Findo o tempo destinado às Lideranças Partidárias, concedo a palavra ao Senhor Deputado Doutor Hércules, orador inscrito. O SR. DOUTOR HÉRCULES (Sem revisão do orador) Senhor Presidente, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados presentes, Rodrigo
148 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Chamoun, Claudio Vereza, Theodorico Ferraço e Giulianno dos Anjos, parabenizamos o Senhor Deputado Theodorico Ferraço pelo equilíbrio do discurso. Um outro discurso que S. Ex.ª fez, referindo-se ao Hospital Materno Infantil de Cachoeiro de Itapemirim, não foi tão equilibrado como este. S. Ex.ª, hoje demonstra aquele Ferraço que tem um coração imenso, querendo o bem daquele município - sua terra -onde foi prefeito por quatro vezes. Imaginem só uma pessoa que já foi prefeito da cidade dele por quatro vezes, se não quer bem àquela cidade. Parabenizamos o Senhor Deputado Theodorico Ferraço por lutar pelo funcionamento do Hospital Materno Infantil. Temos um colega de turma que o levamos para Cachoeiro de Itapemirim, o Senhor José Renato Federici, cirurgião, pediatra que se candidatou e se elegeu vereador exatamente para ver se com a força política melhoraria a saúde, principalmente a das crianças de Cachoeiro de Itapemirim. Parabenizamos o Senhor Deputado Theodorico Ferraço por compreender e dizer publicamente o que quer; que levem mais recursos para Cachoeiro de Itapemirim, porque é assim que V. Ex.ª sempre foi e é. Em Cachoeiro de Itapemirim o Senhor Deputado Theodorico Ferraço tinha o apelido de caminhão, porque em alguns momentos de revolta passava lotado e derrubava todo mundo. Apesar de ser muito mais velho do que eu, lembro-me de S. Ex. a jogando ainda no segundo time do Estrela. O Senhor Deputado Claudio Vereza falou sobre a paralisação das obras do aeroporto de Vitória, mas hospital é diferente. O fim das obras do aeroporto ajudará no transporte de pessoas entubadas, monitoradas e que precisam ser transferidas com urgência para um grande centro, como São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, mas a abertura do Hospital Infantil em Cachoeiro de Itapemirim é muito mais. O Tribunal de Contas da União não pode continuar fazendo essa covardia com o povo de Cachoeiro de Itapemirim, porque todo mundo sofre. Sofre o Senhor Deputado Theodorico Ferraço; o atual Prefeito Carlos Casteglione; o Senhor Governador Paulo Hartung; o Secretário da Saúde Anselmo Tozi. Todos estão ávidos pela abertura daquele hospital. O Governador do nosso Estado já colocou a equipe para ajudar no que for necessário para o funcionamento daquela instituição hospitalar. Vamos continuar ajudando o Prefeito do Município de Cachoeiro de Itapemirim, como temos feito com o Prefeito de Vila Velha. Perdemos a eleição naquele Município, mas continuamos ajudando porque amamos Vila Velha. Não podemos querer mal àquela cidade. Ficamos tristes quando alguém fala mal de Vila Velha, quando alguém fala mal da administração municipal. Queremos que dê certo. Estamos torcendo para que o Prefeito Neucimar Fraga faça uma boa administração e que o Município cresça, melhore e que seja ainda melhor para se viver, para se trabalhar. Que não precisemos sair para trabalhar em outros municípios; queremos trabalhar, morar em Vila Velha. Não queremos que aquele Município seja uma cidade-dormitório. Isso é coisa do passado. Devemos ajudar a sua administração, porque assim estaremos ajudando a nós mesmos. É assim que deve ser. O Senhor Theodorico Ferraço deu uma demonstração de altruísmo, de sinceridade, de muita emoção, defendendo principalmente as crianças, que são o começo de tudo; defendendo as grávidas, com seus filhos dentro do útero. Não é difícil juntar todas as forças no sentido de fazer aquele hospital funcionar. Independentemente de filiação partidária, estamos lutando pela população de Cachoeiro do Itapemirim, que precisa do hospital materno-infantil, que é uma bela construção com um espaço ótimo, com estacionamento à vontade. Ontem, chegamos nesta Casa faltando cinco minutos para as 14h e saímos de madrugada. Realizamos uma sessão especial para debater as consequências jurídicas e sociais dos acidentes de trânsito causados por motoristas embriagados e que se encerrou depois das 23h. O aborrecimento de algumas pessoas é normal, mas cada um tem sua função e cada um tem sua obrigação. Quantas vezes levantamos de madrugada para atender cidadãos que nos procuram. É nossa profissão, é nossa missão. Parabenizamos os que permaneceram sorrindo até quase meia noite, mas não podemos deixar de registrar a expressão não muito simpática de alguns funcionários durante a sessão especial de ontem. Talvez façam uma cara bonita no dia em que tiverem um parente ou um ente querido atropelado por um motorista embriagado e tiverem que reconhecer o corpo no IML ou quando o estiverem velando em um culto ou em uma missa. Ontem na sessão especial defendemos a vida. Permanecemos na sessão até quase meia noite para acabar com essa barbárie, com o fato de um motorista embriagado ocasionar um acidente e matar um ente querido nosso. Porque, de acordo com a atual legislação ele tem somente de pagar duzentos, trezentos reais de fiança para ser liberado, e posteriormente se for condenado por homicídio culposo, terá de pagar cestas básicas como se a vida valesse dez ou vinte cestas básicas. Essas pessoas têm de ir para a cadeia, porque o indivíduo sóbrio tem consciência de que se beber ficará embriagado, e que se dirigir embriagado poderá matar alguém. Então, ele não é inocente. Precisamos fazer alguma coisa para mudar esse estado de sofrimento que vive a população. Se vocês forem neste momento visitar hospitais que atendem urgência e emergência poderão constatar que setenta por cento dos pacientes são vítimas de acidentes de trânsito causado por automóvel ou moto, e que setenta por cento deles foram vítimas de acidentes ocasionados por condutores embriagados. O Senhor Fabiano Contarato, palestrante da noite de ontem, informou que foi feito um levantamento em que se constatou a ocorrência de
149 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo mais de duas mil mortes em acidentes de trânsito ocasionados por motorista embriagado. Sabem quantas pessoas estão presas? Nenhuma. A cesta básica passou a valer uma vida e a vida passou a valer quase nada. É preciso mudar a lei. É preciso que esses motoristas, que dirigem embriagados e matam pessoas sejam presos, e não condenados por homicídio culposo e recebendo como pena o pagamento de cestas básicas. Nosso sistema de presídio não comporta colocar esse motorista, que atropelou um cidadão, em uma mesma cela com assaltantes? Esse não é problema nosso, e sim das autoridades competentes do sistema carcerário. O Senhor Fabiano Contarato convidou todos para assistir a uma missa no Convento Nossa Senhora da Penha no dia 1.º de agosto, domingo, às 14h. Rezaremos em intenção das vítimas de condutores embriagados, assassinos que estão soltos. Outra palestrante da sessão especial de ontem foi a Senhora Diza Gonzaga, com quem fizemos uma reunião de mais de quatro horas após a sessão. Nesta reunião resolvemos reservar um dia para fazer um culto ecumênico em intenção das almas das vítimas. A Senhora Diza Gonzaga veio do Rio Grande do Sul para ministrar a palestra, perdeu um filho de dezoito anos em um acidente de automóvel provocado por condutor embriagado. Ela inclusive publicou um livro. Jovens voluntários também participaram desta sessão especial, o que muito nos comoveu. São tantas pessoas boas trabalhando em favor da vida. A Senhora Diza Gonzaga, por exemplo, é uma mulher que perdeu um filho de dezoito anos e que poderia ter desanimado de tudo. Mas não, engajou-se em uma luta, escreveu um livro, criou a Fundação Thiago Gonzaga, nome do filho dela, e viaja o Brasil inteiro pregando a missão de tentar salvar vidas. Senhor Presidente, agradecemos a tolerância de V. Ex.ª, mas tinha que deixar registrada a realização dessa sessão especial importante que aconteceu ontem, neste Plenário. Lembramos que no dia 1.º de agosto, às 14h, subiremos a ladeira do Convento de Nossa Senhora da Penha para rezar por essas vítimas de acidentes. Posteriormente escolheremos uma data para realizar um culto ecumênico, num local ainda a ser definido, pelas almas dessas vítimas de trânsito, mas que infelizmente os assassinos estão soltos. (Muito bem!) O SR. GIULIANNO DOS ANJOS Senhor Presidente, pela ordem! Registramos, com satisfação, a presença de Bernardo Teteco, nosso amigo e futuro Deputado Estadual, nas dependências desta Casa. Aproveitamos a oportunidade para parabenizar os jogadores da seleção brasileira pela vitória de três a um sobre a Seleção da Costa do Marfim. Os jogadores daquela seleção falavam que eram monstros e que derrotariam a seleção brasileira. Gostaríamos ainda de dizer ao Senhor Diego Maradona, Técnico da seleção Argentina, que Pelé será sempre Pelé pelo resto da vida. O SR. PRESIDENTE (RODRIGO CHAMOUN) Concedo a palavra ao Senhor Deputado Theodorico Ferraço, orador inscrito. O SR. THEODORICO FERRAÇO Senhor Presidente, declino. O SR. PRESIDENTE (RODRIGO CHAMOUN) Tendo S. Ex.ª declinado, concedo a palavra ao Senhor Deputado Doutor Wolmar Campostrini, orador inscrito. (Pausa) Ausente, concedo a palavra à Senhora Deputada Luzia Toledo, oradora inscrita. (Pausa) Ausente, concedo-a ao Senhor Deputado Euclério Sampaio, orador inscrito. (Pausa) Ausente. Não havendo mais oradores inscritos e nada mais havendo a tratar, vou encerrar a presente sessão. Antes, porém, convoco os Senhores Deputados para a próxima, solene, hoje, às 19h, em comemoração aos 45 anos da Juventude Batista Capixaba Jubac, para a qual designo Expediente: o que ocorrer, e comunico que haverá sessão ordinária dia 23 de junho de 2010, cuja Ordem do Dia é a seguinte: discussão única, em regime de urgência, dos Projetos de Lei n. os 304/2009, 10/2009, 576/2009 e 200/2009; discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei Complementar n.º 22/2010; votação adiada, com discussão prévia encerrada, dos Projetos de Lei n. os 542/2009, 615/2009, 663/2009, 706/2009, 06/2010, 36/2010 e 38/2010; discussão especial, em 3.ª sessão, dos Projetos de Lei n.º 417/2008, 470/2008, 362/2009, 447/2009, 455/2009, 503/2009 e 504/2009; discussão especial, em 3.ª sessão, do Projeto de Resolução n.º 07/2010; discussão especial, em 2.ª sessão, dos Projetos de Decreto Legislativo n. os 68/2010 e 69/2010; discussão especial, em 2.ª sessão, do Projeto de Lei n.º 141/2010; discussão especial, em 1.ª sessão, do Projeto de Lei n.º 660/2009; discussão especial, em 1.ª sessão, do Projeto de Decreto Legislativo n. os 70/2010 e 71/2010. Está encerrada a sessão. Encerra-se a sessão às dezessete horas e dois minutos. *De acordo com o registrado no painel eletrônico, deixaram de comparecer a presente sessão os Senhores Deputados Atayde Armani, Da Vitória, Doutor Wolmar Campostrini, Luzia Toledo, Paulo Roberto, Vandinho Leite, e, por estar afastado por decisão judicial, o Senhor Deputado Robson Vaillant.
150 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 DÉCIMA TERCEIRA SESSÃO SOLENE DA QUARTA SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA DÉCIMA SEXTA LEGISLATURA, REALIZADA EM 22 DE JUNHO DE ÀS DEZENOVE HORAS E CINQUENTA MINUTOS, OCUPA A CADEIRA DA PRESIDÊNCIA O SENHOR DEPUTADO VANDINHO LEITE. O SR. CERIMONIALISTA (SÉRGIO SARKIS FILHO) Senhoras e Senhores, Deputados presentes, é com satisfação que a Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo recebe todos para a sessão solene em comemoração aos 45 Anos da Juventude Batista Capixaba Jubac, uma organização da Convenção Batista do Estado do Espírito Santo CBEES, criada com o objetivo de integrar e mobilizar jovens batistas capixabas na denominação e na sociedade. Encontram-se à Mesa os Senhores Deputados Vandinho Leite e Doutor Rafael Favatto, proponentes desta sessão solene. (Pausa) Passo a palavra ao Senhor Deputado Vandinho Leite, proponente desta sessão solene, para os procedimentos regimentais de abertura dos trabalhos. O SR. PRESIDENTE (VANDINHO LEITE) Invocando a proteção de Deus, declaro aberta a sessão e solicito ao Senhor Deputado Doutor Rafael Favatto que proceda à leitura de um versículo da Bíblia. (Pausa) (O Senhor Doutor Rafael Favatto lê João, 1:14) O SR. PRESIDENTE (VANDINHO LEITE) Boa noite a todos. Saudamos todos os presentes com a graça e a paz do nosso Senhor Jesus Cristo. É um prazer imenso realizarmos esta sessão solene. Dispenso a leitura da ata da sessão anterior. Informo ao Senhor Deputado Doutor Rafael Favatto e demais presentes que esta sessão é solene, em comemoração aos 45 Anos da Juventude Batista Capixaba Jubac, conforme requerimento de minha autoria e de autoria do Deputado Doutor Rafael Favatto, aprovado em Plenário. Conhecemos o trabalho da Juventude Batista ao longo desses anos porque participamos no Município de Serra da Abase e da Jubase. Com certeza Deus fez grandes coisas por intermédio dessas pessoas que se mobilizam na Juventude Batista, instituição que recupera vidas, transformar caráter e mobiliza jovens com a cultura da paz, acreditando que com Deus é possível termos uma sociedade melhor e mais justa. (Pausa) Devolvo a palavra ao cerimonialista, Senhor Sérgio Sarkis Filho, para que dê continuidade ao rito da sessão. O SR. CERIMONIALISTA (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido para compor a Mesa a Senhora Dilcea Marvila de Oliveira, vice-prefeita do Município de Marataízes; o Senhor Francisco José de Oliveira Castro, presidente da Juventude Batista Capixaba - Jubac; o Pastor Evaldo Carlos dos Santos, vice-presidente da Convenção Batista, e o Pastor Orivaldo Pimentel Lopes. (Pausa) (Tomam assento à Mesa os referidos convidados) O SR. CERIMONIALISTA (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido todos para, de pé, e voltados para as Bandeiras, ouvirmos a execução do Hino Nacional e o do Espírito Santo. (Pausa) (É executado o Hino Nacional e o do Espírito Santo) O SR. CERIMONIALISTA (SÉRGIO SARKIS FILHO) Agradecemos ao Senhor Patrick Aguiar, subsecretário de Trânsito do Município de Vila Velha, a presença nesta sessão solene. (Pausa) Passo a palavra ao Senhor Deputado Vandinho Leite, para que dê continuidade aos trabalhos da sessão. O SR. PRESIDENTE (VANDINHO LEITE) Concedo a palavra ao Senhor Deputado Doutor Rafael Favatto. O SR. DOUTOR RAFAEL FAVATTO (Sem revisão do orador) - Senhor Deputado Vandinho Leite, também proponente desta sessão; componentes da Mesa, Senhora Dilcea Marvila de Oliveira, vice-prefeita do Município de Marataízes, nossa amiga, que realiza um belo trabalho naquele Município; Senhor Francisco José de Oliveira Castro, presidente da Juventude Batista Capixaba - Jubac; Pastor Evaldo Carlos dos Santos, vice-presidente da Convenção Batista do Estado do Espírito Santo, e Pastor Orivaldo Pimentel Lopes, boa noite a todos. Nesta sessão solene estamos comemorando os 45 Anos da Juventude Batista Capixaba Jubac, o que é muito importante, pois precisamos valorizar os jovens e trazê-los para junto da família, composta pela casa, pela Igreja e pelo trabalho que enobrece o homem. Portanto, a juventude precisa aprender o valor da família e o da Igreja, que mostra os princípios trabalhados pela Juventude Batista Capixaba, pois assim teremos jovens, homens, mulheres, sociedade, Estado e País mais cidadãos e mais comprometidos com esses princípios. Constantemente vemos noticiários na televisão, ou lemos matérias de jornais, dando-nos conta de jovens envolvidos com entorpecentes, com a criminalidade, e verificamos que parte desses jovens está perdida, desviada dos caminhos e dos ensinamentos cristãos. A Juventude Batista Capixaba tem como objetivo resgatar esses jovens. Há quarenta
151 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo e cinco anos, quando a Igreja Batista foi idealizada, montada com a proposta de transmitir ensinamento básico, o seu objetivo era: o resgate da família, trazendo o jovem para dentro da Igreja. Sabemos que não se acaba com a violência das ruas só por meio da polícia armada, da força, de armas de fogo ou de leis, mas sim por meio do amor e da palavra de Deus. Precisamos que as Igrejas cristãs se unam e se fortaleçam em direção aos projetos sociais, a exemplo da Igreja Batista. Em visita ao bairro Nova Rosa da Penha, no Município de Cariacica, região que há algum tempo era provida de criminalidade, percebemos que o número de policiais continua o mesmo. Ou seja, aumentou a população do bairro, mas diminuiu a incidência de criminalidade. Isso ocorreu não por fruto de força policial, pois não só a polícia interferiu no problema da criminalidade na região, mas também por meio das Igrejas, que oferecem atenção especial à juventude local, aos novos cidadãos. O pastor, que vive naquela comunidade e visita as famílias, entendeu que o jovem inserido na Igreja é um cidadão a menos para ser abraçado pelo traficante, é um jovem a menos para o roubo, é um jovem a menos desviado do bom caminho. Projetos como esse têm que ser valorizados, e este Poder, pois aqui é Casa do povo, precisa reconhecer os bons projetos. Ontem, Deputado Vandinho Leite, foi realizado neste Plenário uma sessão especial para debater o uso do álcool no trânsito. Muitas vidas são ceifadas porque as pessoas se embriagam e dirigem achando que estão aptas a pegar no volante. Pastor Evaldo, quantas e quantas notícias chega a nós de uma pessoa que estava parada num ponto de ônibus e foi atropelada por um indivíduo embriagado. Ela não estava dirigindo, não estava embriagada e foi atingida por um veículo desgovernado, tendo no volante um motorista irresponsável que misturou bebida e direção. Ontem, na sessão especial sobre delitos no trânsito, chamei à luz todas as OSCIPs, as instituições governamentais e não governamentais para o tema. Hoje, peço auxílio às Igrejas para que os pastores falem sobre isso, não por que os membros da Igreja não usam álcool, mas porque frequentam faculdades e seus colegas ingerem bebida alcoólica, e porque nos locais onde trabalha seus colegas também ingerem álcool. Mas como membros que somos das Igrejas, devemos disseminar essa ideia no nosso trabalho, na escola, na faculdade, no ônibus, enfim, no nosso dia a dia. Muito se fala também dos jovens que perdem a vida. E as crianças, que ficam em casa? Sou médico, com especialidade em ginecologia, e já fiz parto de uma menina de dez anos de idade e com doze anos estava grávida novamente de outro homem. Que responsabilidade tem essa menina? Um menino de dezesseis ou dezessete anos, por exemplo, engravida uma mulher e tem um filho. Esse jovem ao completar dezoito anos ganha uma Carteira de Habilitação e acha que pode tudo, que tem porte de arma: uma carteira de motorista, e ao sair de uma festa, acha que está apto a dirigir e causa um acidente. Esse jovem mata um pai de família, muitas vezes deixando em casa uma criança que nem se lembrará desse pai mais tarde, o que é lamentável. Infelizmente juízo não dá em árvore e não se encontra para comprar. Parabenizamos as pessoas que organizam movimentos como esse da Juventude Batista Capixaba - Jubac, que comemora quarenta e cinco anos de existência com orgulho, com dedicação, com serviço prestado ao nosso Estado. A Juventude Batista Capixaba está de parabéns. Ainda é uma criança! O Deputado Vandinho Leite, que está com quase quarenta e cinco anos - é mais velho que eu -, pode passar essa experiência para nós. Quem tem quarenta e cinco anos ainda é jovem, ainda é uma criança. Esperamos que vocês, jovens, disseminem boas ideias, e contaminem a população. Vamos ser luz, vamos irradiar o que é bom. Não pegue seu talento e o enterre. Muito obrigado a todos. (Muito bem!) (Palmas) O SR. PRESIDENTE - (VANDINHO LEITE) Passo a presidência dos trabalhos ao Senhor Deputado Doutor Rafael Favatto, para que possa fazer uso da palavra. (Pausa) O SR. PRESIDENTE - (DOUTOR RAFAEL FAVATTO) Neste momento assumo a Presidência e concedo a palavra ao Senhor Vandinho Leite. O SR. VANDINHO LEITE (Sem revisão do orador) Boa noite a todos. Sempre que assomo à tribuna da Assembleia Legislativa, seja em sessões ordinárias, extraordinárias, especiais ou solenes, inicio minhas palavras agradecendo a Deus o privilégio de estar aqui neste momento com vida e saúde. Saúdo novamente todos os irmãos com a paz de nosso Senhor Jesus Cristo! É um prazer estar aqui participando deste momento alegre e festivo: uma sessão solene em comemoração aos 45 Anos da Juventude Batista Capixaba de serviços prestados ao longo desses anos. Faremos uma reflexão sobre sonhos, objetivos, persistência e motivação. Quando falamos em juventude, não conseguimos nos reportar a ela sem falar sobre sonhos. A minha reflexão nesta noite será exatamente sobre esse tema. Cumprimento os componentes da Mesa, o Senhor Deputado Doutor Rafael Favatto, do meu partido, o PR, que realiza um belo trabalho nesta Casa de Leis; a Senhora Dilcea Marvila de Oliveira, vice-prefeita do Município de Marataízes; Pastor Orivaldo Pimentel Lopes, o primeiro presidente da Jubac, no ano de 1965, muito obrigado por sua presença; o Senhor Francisco José de Oliveira Castro, mais conhecido como Chicão e atual presidente da Jubac, e o grande amigo Pastor Evaldo Carlos dos Santos, vice-presidente da Convenção Batista do Estado do Espírito Santo, também Pastor da 1.ª Igreja Batista da Praia da Costa e pastor do evento Jesus Vida Verão, é um prazer enorme, irmão, tê-lo hoje conosco.
152 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 A reflexão que farei, peço a atenção de todos, inclusive dos que nos assistem por meio da TV Assembleia - estamos ao vivo - é sobre sonhos. Falar sobre juventude é falar sobre sonhos. O jovem está sonhando com seu futuro e em alcançar seus objetivos. Nos dois primeiros anos de mandato fui presidente da Comissão de Educação desta Casa, depois fui reeleito. E em visita às escolas, conversando com os jovens, perguntei-lhes sobre sonhos, o que me levou a fazer uma reflexão da importância da Igreja e de uma instituição como a Jubac. Infelizmente, hoje as famílias não estão preparadas para orientar seus filhos para o futuro. O Deputado Doutor Rafael Favatto falou sobre algumas questões e nos perguntou o que queremos dizer com isso. Queremos dizer que muitas vezes não vivemos o que a Bíblia diz, ou seja: (...) que fomos criados para ser cabeça e não cauda; que em Cristo somos mais que vencedores. Claro que tudo na vida não é fácil, não será fácil, e nem venceremos de primeira. A Bíblia também diz que na terra teríamos aflições. Mas se em Cristo somos mais que vencedores, temos que buscar em Deus o que é melhor para cada um de nós. Faço diversas palestras nas escolas, oportunidade em que falo a diversos jovens por meio dos versículos. Algumas questões são interessantes serem colocadas para que entendam a reflexão que queremos fazer. Hoje é possível um aluno de escola pública - falaremos da importância da Jubac -, que passa por dificuldade, da classe média baixa ou da classe baixa, cursar nível superior em uma faculdade privada, paga pelo poder público. O Deputado Doutor Rafael Favatto nos acrescentou alguns anos, sou mais novo, mas no nosso tempo de estudante, há dez, doze anos, quando fizemos ensino médio não existia essa possibilidade. Hoje é possível ingressar na Universidade Federal do Espírito Santo - UFES por meio de cotas para alunos de escolas públicas. É inclusão, igualdade e oportunidades. O Governo compra vagas dos cursos técnicos de instituições privadas e as oferecem aos alunos de escolas públicas, por merecimento. O que significa por merecimento? A vaga é dada ao aluno que tira as melhores notas. Quando vamos às escolas conversar com as pessoas, vemos a desestrutura familiar, a falta de informação dos pais para lidar com certas situações, para orientar os filhos e para mostrar a eles que a Igreja tem um papel importantíssimo. Toda segunda-feira fazemos um café da manhã em nosso gabinete. Sempre estão presentes diversos líderes de juventude e líderes do nosso segmento evangélico. Falamos da importância da Igreja. É claro que a Igreja não substituirá o papel da família, mas contribui muito. Conhecemos filhos de pais e mães que nos disseram que não lhes deram nenhuma condição, nenhum exemplo, que seus pais se envolveram em coisas erradas e por isso estão presos, e na Igreja tiveram orientação. Estudaram, constituíram família e hoje servem de exemplos. A Igreja tem um papel importantíssimo e a Jubac também. Precisamos entender que a família é a base de tudo e continuará sendo. E as Igrejas trabalham e têm de trabalhar cada dia mais e falar sempre que quem cuida, orienta e educa os filhos são os pais. Somos Presidente da Comissão de Educação desta Casa, e sabemos que professor e polícia não educam filho de ninguém. Temos um filho de três anos, e sabemos que temos de ter responsabilidade na sua educação. A juventude que está presente e a Juventude Batista fazem um trabalho importantíssimo em diversas áreas, discutindo sobre prevenção às drogas, sexualidade e temas de interesse da sociedade ao longo desses quarenta e cinco anos. Com certeza cumpriu e cumpre seu papel. Entendemos que isso é muito importante para a nossa sociedade. Pedimos a Deus que continue fomentando nossos sonhos, os da juventude e os da sociedade. O nosso principal motivo de querer sonhar é por acreditar que para Deus tudo é possível, principalmente nas questões difíceis do dia a dia, para vencermos todas as dificuldades. Se colocarmos todas as nossas dificuldades nas mãos de Deus e fizermos um trabalho acreditando que com Ele tudo é possível, venceremos as batalhas. Persistência e motivação são fatores importantíssimos. Para finalizar, digo que o meu caso é um exemplo de tudo isso. Sou filho de um caminhoneiro, com muito orgulho, que depois se tornou líder comunitário no Município de Serra. A minha mãe era professora numa época em que não se recebia salário, ou seja, ela ficava cinco, seis, até sete meses sem receber pagamento, num passado não tão longe. Por que gosto tanto de falar sobre capacitação profissional e sonhos? Porque aconteceu comigo, Pastor Evaldo. Entrei em uma escola de 2.º Grau e nela cursei Técnico em Informática. Depois fui convidado para estagiar. Eu saia de casa às 05h, no Município de Serra, para estagiar na empresa Águia Branca, que fica no Município de Cariacica. Seis meses depois me contrataram, e um ano depois a Fábrica de Chocolates Garoto quis me contratar. Naquele momento os dois gerentes de informática se reuniram e disseram: Você monta uma empresa e presta serviço às empresas. Montei uma empresa que prestou serviços à Vale, à Águia Branca e à CST. Ou seja, Deus realiza em nossas vidas coisas muito maiores do que pensamos. Depois decidi entrar para a vida pública. Alguns amigos me incentivaram e muitos diziam: Mas, Vandinho, será que é isso mesmo que você quer? Respondia: Acho que é isso sim. Deus guiará meus passos com persistência, motivação e perseverança e será feita a vontade Dele. Elegi-me Vereador e Deputado Estadual em dois anos. Hoje, nesta tribuna, digo: estou Deputado, e não sou Deputado. Isto é, estou Deputado porque Deus me colocou aqui, pois não tinha outra forma em tão pouco tempo de chegar à Assembleia Legislativa, como não tinha outra forma de alguém me colocar nesta Casa. Fico muito feliz de estar neste Parlamento nesta noite. Há pessoas que não conheço e é um prazer enorme conhecê-las. Quem me conhece e anda comigo sabe um pouquinho de mim, isto é, sabe que sou extremamente motivado porque acredito nos sonhos e quis passar um pouquinho dessa experiência a cada um de vocês.
153 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo Tudo isso que falei aconteceu em minha vida em pouco tempo, ou seja, em pouco mais de dez anos. Falei da minha experiência quando tinha dezoito anos até os trinta e um anos de idade, e a idade que tenho hoje. Agradeço muito a Deus tudo que aconteceu. Mas sempre coloco tudo nas mãos Dele, com muita humildade. Por que estou Deputado? Porque o dia em que Deus não quiser mais que esteja nesta Casa de Leis, não estarei. Porém, tenho de entender uma coisa: enquanto Deus quiser, ficarei aqui porque a porta que Deus abre ninguém fecha. A vitória é de Deus e quando ela chega e faz parte da sua vida, você tem que segurá-la e abraçá-la. Para mim é um privilégio estar nesta Assembleia Legislativa participando desta sessão solene. Parabéns à Jubac. Desde a época que frequentava a Adolescentes Batista de Serra Abase, participava dos movimentos em nível estadual e conheço muitas pessoas. Não sei se alguém me conhece daqueles tempos, era um dos bateras que tocava nos congressos. Aposentei a bateria depois que entrei na vida pública. Mas estudei música durante muitos anos, principalmente com o pessoal da igreja da Grande Vitória, com quem tive contato maior. De vez em quando encontro alguém, que diz: Vandinho, vamos fazer um som. Ultimamente estou um pouco enferrujado. Mas o pessoal tocará daqui a pouco neste Plenário. Agradecemos muito a Deus a Jubac e o trabalho dos adolescentes batistas porque é um trabalho importantíssimo. Outro dia brincamos com o pessoal do Município de Serra dizendo que deveriam movimentar a base. É importante essa discussão em relação aos adolescentes, pois parece que depois que se chega aos trinta anos, Deputado Doutor Rafael Favatto, começamos a achar que adolescente e jovem são a mesma coisa, não é isso? Mas para nós, que já passamos pela fase da adolescência e da juventude, vemos que não é a mesma coisa, é diferente. Comigo acontecia o seguinte: quando era adolescente, meu irmão era jovem - era cinco anos mais velho que eu -, eu tinha de treze para quatorze anos e de dezoito para dezenove anos. Ia namorar e não queria que fosse atrás. Portanto, os jovens são diferentes dos adolescentes. É uma brincadeira que faço para motivar também o trabalho dos adolescentes, que é bonito, importante, tem conteúdo e divulga a palavra da Bíblia. Gosto da Igreja Batista porque ela trabalha a Bíblia, trabalha a escola dominical, trabalha o cristão para que tenha conteúdo ao ensinar o caminho por onde seu filho deve andar e aí nunca mais se desviará desse caminho. Parabéns à Juventude Batista e à Convenção Batista. É um prazer e um privilégio estar nesta Casa de Leis participando desta sessão solene. Que Deus abençoe a todos. Amém! (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE (DOUTOR RAFAEL FAVATTO) Devolvo a presidência dos trabalhos ao Senhor Deputado Vandinho Leite. (Pausa) O SR. PRESIDENTE (VANDINHO LEITE) Assumo a Presidência neste momento e passo a palavra ao cerimonialista para conduzir a próxima fase da sessão. O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Assistiremos agora à apresentação do músico Roberto Rigo, do projeto Alpha, com a música Seja Engrandecido. O SR. ROBERTO RIGO Boa noite a todos. Estava escutando a fala do Senhor Deputado Vandinho Leite e cheguei a uma conclusão simples e óbvia, mas que às vezes passa despercebida principalmente devido à correria em que vivemos. Esses quarenta e cinco anos da Jubac - assim como o pequeno tempo de vida pública e o sucesso do Deputado Vandinho Leite - são frutos de uma aliança. Estamos numa Casa que vive de alianças, principalmente em ano eleitoral. Mas a aliança maior e fundamental na nossa vida, até para o sucesso do Deputado Vandinho Leite e os quarenta e cinco anos de existência da Jubac, é a aliança com Deus. Convido cada uma das pessoas presentes nesta noite para, juntamente comigo, fechar essa aliança com Deus: o Deus da aliança real, o Deus da aliança perfeita, o Deus da aliança que não falha. Vamos engrandecê-lo neste instante. Não precisa ser com toda sua voz, mas que seja com todo seu coração. (Pausa) (O músico se apresenta) O SR. CERIMONIALISTA (SÉRGIO SARKIS FILHO) Agradeço ao músico Roberto Rigo, do projeto Alpha, a apresentação. (Pausa) Convido para fazer uso da palavra o Pastor Evaldo Carlos dos Santos, da 1.ª Igreja Batista da Praia da Costa e vice-presidente da Convenção Batista. O SR. EVALDO CARLOS DOS SANTOS (Sem revisão do orador) - Boa noite a todos. Saúdo os queridos irmãos e irmãs com a graça e paz de Jesus Cristo. Saúdo o Presidente desta sessão solene, o Senhor Deputado Vandinho Leite, uma das mentes brilhantes desta Assembleia Legislativa, não só no sentido da atuação neste Poder, mas pelo testemunho como crente em Jesus Cristo. Louvo a Deus pela sua vida e parabenizo-o pela iniciativa desta sessão solene em comemoração aos 45 Anos da Juventude Batista, a nossa querida Jubac. Saúdo o Senhor Deputado Doutor Rafael Favatto pelo brilhante trabalho que desempenha nesta Casa de Leis, e louvo a Deus pela vida de S. Ex.ª, especialmente pelo apoio que dá ao Hospital Evangélico de Vila Velha, onde acompanha de perto o trabalho lá desenvolvido, do qual também fazemos parte, pois a Igreja Batista é uma das mantenedoras daquele hospital; a Senhora Dilcea Marvila de Oliveira, vice-prefeita do Município de Marataízes; o Senhor Francisco José de Oliveira Castro, conhecido carinhosamente como Chicão, presidente da Jubac, e o Senhor Diego Bravim, executivo da Jubac. S. S. as desenvolvem um trabalho belíssimo no meio da
154 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 denominação Batista. Louvo a Deus pela vida de S. S. as. Formam uma dupla que posso chamar de dupla dinâmica e que tem sido uma benção para a obra Batista. Saúdo o nosso querido irmão que chamamos carinhosamente de Papíssimo, Orivaldo Pimentel Lopes. Os batistas não têm papa, mas brincamos com ele. Louvamos a Deus por sua vida, pelo seu carinho, pelo seu amor e por ter abençoado a vida dos batistas. É uma alegria, nesta noite, estar nesta Casa de Leis participando desta sessão solene representando a Convenção Batista. Está presente o Pastor Herodiel Mendes Bastos, nosso secretário geral, e outros irmãos queridos que fazem parte da denominação Batista, muito obrigado pela presença. É grande a nossa alegria em compartilhar com todos vocês os quarenta e cinco anos da Jubac. A Jubac envelheceu? Não. A Jubac amadureceu. São quarenta e cinco anos. A Jubac está mais madura, já sabe aonde quer chegar, já sabe o que quer, tem planos. A palavra de Deus, diz: Como purificará o jovem o seu caminho? Observando de acordo com a palavra, louvo a Deus porque a Jubac tem pautado seus caminhos na palavra de Deus e por isso tem sido próspera, alcançado vidas e feito a diferença. Hoje, a Jubac está presente não só nas mais de quatrocentas Igrejas Batistas e também nas mais de duzentas congregações, mas na sociedade de uma maneira geral. As suas atividades não estão apenas circunscritas ao âmbito Batista. Quando a Jubac vai às escolas, aos presídios, quando realiza eventos na sociedade vai além dos seus arraiais. Louvo a Deus pela visão que a liderança da Jubac tem alcançado na formação de líderes, na conscientização dos adolescentes e dos jovens e também na preparação desse grupo para enfrentar os desafios desses novos tempos. Sabemos que a juventude precisa estar preparada não só para o Poder Legislativo, mas também para os Poderes Judiciário e Executivo, e principalmente para enfrentar o dia a dia lá fora. Estamos acompanhando um grande evento mundial que chama a atenção de todos os povos, considerado o maior evento da terra. Quantos jovens estão na África do Sul participando daquele evento. A juventude também está presente na evangelização, nos testemunhos. A juventude não está presente só com os missionários, está também com as pessoas que estão participando daquele evento como Kaká, jogador da seleção brasileira de futebol, uma pessoa que tem temor a Deus e não tem receio de falar: Eu creio em Jesus, Jesus é o Senhor da minha vida; e tantos outros jogadores das outras seleções do mundo inteiro. Meu desejo sincero, minha oração, meu estímulo é para que a Juventude Batista continue sendo um farol usado por Deus para fazer a diferença neste tempo em que vivemos. Martin Luther King, disse: I have a dream, e o Senhor Deputado Vandinho Leite também falou: Eu tenho um sonho. Que essa juventude nunca perca de vista os sonhos de Deus e - crendo nesses sonhos - que seja o veículo de Deus para colocá-los em prática. Deus abençoe a juventude e a todos vocês. (Muito bem!) O SR. CERIMONIALISTA (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Dilcea Marvila de Oliveira, vice-prefeita do Município de Marataízes, para fazer uso da palavra. A SR.ª DILCEA MARVILA DE OLIVEIRA (Sem revisão da oradora) Boa noite a todos e a todas. Graça e paz irmãos. É com muita alegria que estamos hoje participando desta sessão solene e como o Pastor Oliveira Araújo e os Senhores Deputados Doutor Rafael Favatto e Vandinho Leite deixaram bem claro, estamos naquela situação de madura nesses quarenta e cincos anos da Jubac. Há quarenta e cinco anos estamos na luta desse movimento. Deus nos chama, e é a causa do Senhor. Fico muito feliz em participar desta sessão solene com vocês e com o Senhor Deputado Vandinho Leite, que tem sido para nós do Sul um exemplo como Deputado nesta Assembleia Legislativa e como deputado missionário, porque quando S. Ex.ª vai ao nosso Município sentimos uma presença muito forte e isso é muito importante. Agradeço também ao Senhor Deputado Doutor Rafael Favatto a homenagem. Quando o Pastor Oliveira Araújo falava, recordava que também já fiz parte fui da diretoria da Jubac do Município de Marataízes. Estou acompanhada de um jovem da Igreja Batista da cidade de Boa Vista do Sul, divisa com o Município de Presidente Kennedy. Estamos neste Estado em uma grande missão, pois um grande evento se realizará no mês de agosto e ficamos muito feliz quando Deus nos usa pelo talento que temos. Deus tem buscado e resgatado jovens no meio batista, evangélico e católico que tenham dom, pois muitos estão enterrando seus dons. Hoje, quantos talentos têm por aí e não são colocados nas mãos do Senhor? Dizia, esta semana, em minha casa. Deus não me deu o dom de louvar, talvez, como os cantores, que cantam muitos hinos, mas Ele deu dom às pessoas de louvarem de outra forma, como em línguas estranhas e de evangelizar. Hoje vemos a Juventude Batista de nosso país como exemplo do evangelismo. No interior, muitas vezes, quando fazíamos nossos encontros a juventude não tinha ônibus para o transporte, muito menos com ar-condicionado, mas tinha caminhão com cheiro de abacaxi, recém-chegado do Estado do Rio de Janeiro. Mesmo num sábado lá estávamos, jovens e professores, animados na luta em busca de uma alma para Cristo e fazendo a diferença. Parabenizamos os Senhores Deputados Vandinho Leite e Doutor Rafael Favatto por este momento e por disponibilizar esta Casa de Leis para a realização deste evento, e também o Pastor Evaldo Carlos do Santos, pois sabemos que sozinho ninguém constrói uma história; simplesmente escrevemos uma página da nossa história. E hoje a Juventude Batista, por meio dos Deputados
155 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo Vandinho Leite e Doutor Rafael Favatto, está escrevendo sua história nesta Assembleia Legislativa. Temos uma missão muito grande de cada dia escrever mais uma página dessa história. Que possamos ser exemplo de vida para a nossa família e para nossos jovens. É triste vermos hoje um jovem acabando com a sua vida por causa do crack. Perguntamos: o que temos feito? Os jovens muitas vezes precisam da palavra de pessoas mais amadurecidas, dos veteranos para sustentar suas ações, só que muitas vezes estamos sem gás, sem pique. Fala-se: Mas vai dar muito trabalho. Se as mães, os pais e os avós pensassem como é trabalhoso sair de casa com bebê pequeno, nem ficariam animados em arrumar a mala, pois a bagagem é grande. Os jovens quando vão a uma comunidade dependem sim do nosso apoio, porque foram àquele local em busca de uma palavra de conforto, foram levar à Igreja tesouros valiosos, que são almas para Cristo. Que Jesus possa nos abençoar cada vez mais. O Senhor Deputado Vandinho Leite falou dos sonhos e o Senhor Deputado Doutor Rafael Favatto da perseverança. Então, que cada um presente a este evento verifique se colocou esta semana algum jovem no seu coração. Se há alguém, busque-o para que ele possa ficar cada vez mais próximo de nós e de Cristo. Uma boa noite a todos. (Muito bem!) O SR. CERIMONIALISTA (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido para fazer uso da palavra o Senhor Francisco José de Oliveira Castro, presidente da Juventude Batista Capixaba - Jubac. O SR. FRANCISCO JOSÉ DE OLIVEIRA CASTRO (Sem revisão do orador) Boa noite a todos. É muito bom estar nesta Casa e melhor ainda é estar comemorando os quarenta e cinco anos de uma juventude forte, sólida, que sonha, que tem perseverança e que consegue caminhar nos passos do Senhor. Saúdo o Senhor Deputado Vandinho Leite, pessoa querida, que sonha. Sou morador de Jacaraípe há três anos e antes de vir para esta Casa fui sondar a história de S. Ex.ª no Município de Serra. Constatei como é querido por aquele povo e que possui uma história de sonhos realizados. Agradeço ao Senhor Deputado Doutor Rafael Favatto a realização desta sessão solene e saúdo a presença da Senhora Dilcea Marvila de Oliveira, vice-prefeita do Município de Marataízes. No dia 30 de maio de 2010 estivemos pregando na 1.ª Igreja Batista de Marataízes. A Juventude Batista do Extremo Sul é muito querida, que abraça a causa dos jovens do nosso Estado e com certeza está muito bem representada nesta Casa. Saúdo também o Pastor Evaldo Carlos dos Santos. A Juventude Batista Capixaba Jubac não está apegada a cargos e sim a pessoas que sonham. E é por isso que estaremos sempre juntos com o Pastor Evaldo, pois sentimos nele essa vontade de lutar jun to conosco. Saúdo o Pastor Orivaldo Pimentel Lopes, primeiro presidente da Convenção Batista. E, quebrando o protocolo, contarei que tomei um puxão de orelha do Pastor Orivaldo, e nunca mais esqueci. Tinha muito medo de conversar com ele, até que um dia esse medo caiu por terra e graças a Deus hoje tenho um conselheiro, uma pessoa querida, de quem gosto de ouvir experiências. Portanto, um dia conversando com ele falei que queria realizar pelo menos dez por cento de tudo que já havia feito. Respondeu-me que se continuasse no mesmo caminho talvez conseguisse. Agradecemos ao nosso povo batista, que está muito bem representado nesta sessão solene pelo Pastor Herodiel Mendes Bastos, diretor-executivo da Convenção Batista do Estado do Espírito Santo; ao Senhor André Costa Reis, presidente da Juventude Batista de Cariacica; ao Senhor José Carlos Soares Fernandes; ao Senhor Jurandir Rodrigues de Souza, grande líder de Cariacica, enfim, a todos que estão conosco nesta caminhada. Esta é uma noite de festa, de comemoração, de alegria, mas não podemos esquecer que a luta é grande, que a peleja é grande. Viajamos pelo Estado do Espírito Santo cortando estradas atrás da nossa juventude. E sabemos o quanto é difícil abrir mão daquilo que ainda faz parte da nossa juventude em prol de outros jovens. Mas existem pessoas que se colocam à disposição de Deus para lutar por essa juventude, pela Juventude Batista estadual. Quebrando o protocolo mais uma vez, Senhor Deputado Vandinho Leite - sei que vai me perdoar por isso - não poderia deixar de registrar o trabalho de uma pessoa presente neste Plenário e a sua luta por essa juventude. Peço que Diego Bravim, executivo da Juventude Batista Capixaba, fique de pé para receber uma salva de palmas. (Palmas) Diego, não conseguiria falar sem lembrar das vezes que viajamos, trabalhamos, choramos, sorrimos e lutamos juntos para que a juventude batista deste Estado fizesse a diferença. Muito obrigado pelo seu trabalho e por ter me ensinado a sonhar e a lutar por essa juventude. Como disse o Pastor Evaldo, a nossa juventude hoje é amadurecida, sonha e planeja o futuro, mas preserva e honra seu passado, do qual fazem parte pessoas que jamais serão esquecidas e que deram seu suor para que isso acontecesse. O trabalho deles será reconhecido, talvez não na Terra, mas com certeza nos céus. Militantes, pessoas como o Pastor Evaldo, pessoas como a minha mãe, que durante muito tempo militou na Juventude Batista Capixaba, ensinaram-nos a ter carinho pela causa do Evangelho do Senhor. Pessoas que deixaram sua marca, que marcaram seu tempo. E nessa caminhada pudemos observar tudo o que foi plantado. O Pastor Washington, primeiro executivo da Juventude Batista Capixaba, plantou muita coisa que podemos colher hoje. A juventude tem sido responsabilizada pela nossa sociedade por vários males. Tem sido responsabilizada pelo consumo de drogas, de álcool e por causar acidentes de trânsito. A maioria das pessoas que se envolvem em acidentes de trânsito é jovem, assim como a maioria dos consumidores de
156 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 drogas e álcool. Nossa juventude tem sido responsabilizada pela sociedade pelo alto índice de gravidez e pela sexualidade promíscua. Quando vamos aos locais e trabalhamos por uma juventude sadia, encontramos várias dificuldades, mas encontramos pessoas e parceiros que sonham conosco. Pôncio Pilatos teve a oportunidade de salvar Jesus. Diante dele foi colocado um problema, assim como a sociedade tem responsabilizado os jovens. A decisão de Pôncio Pilatos foi de lavar as mãos, de não se envolver, mas a Jubac não tem decidido por lavar as mãos. A Jubac tem se envolvido, tem mostrado, tem trabalhado para que a juventude não seja vista com esses olhos, mas que tenha possibilidade de sonhar. Do jeito que a sociedade acusa nossa juventude, até sonhar tem sido difícil. Com o apoio de pessoas como os Senhores Deputados Vandinho Leite e Doutor Rafael Favatto, assim como de vários outros parceiros que têm caminhado com nossa juventude, nós, da Jubac, colocamo-nos à disposição dos Senhores para fazer a diferença na vida da atual geração de jovens. Temos certeza de que a possibilidade de sonhar é que faz com que geração após geração alcance o sucesso tão desejado. Não estou sendo pretensioso ao falar isso, o que colocamos em nosso coração para que seja realizado, realizamos. Sabemos que ainda falta muita coisa, temos consciência disso, mas não vamos sossegar, não vamos descansar nem um segundo enquanto os jovens estiverem caminhando a passos largos para o inferno, para as drogas, para o álcool, para a sexualidade promíscua. Lutaremos até o fim. Essa é a palavra de despertamento para que você seja um parceiro da Jubac na luta pela juventude. Muito obrigado, Senhor Deputado Vandinho Leite, por realizar esta sessão solene em comemoração aos 45 Anos da Juventude Batista Capixaba, e continue orando e acompanhando o trabalho da Juventude Batista Capixaba. (Muito bem!) O SR. CERIMONIALISTA (SÉRGIO SARKIS FILHO) Por solicitação do Senhor Deputado Doutor Rafael Favatto, registramos a presença da Irmã Eunice. Registramos também a presença do Pastor Solimar Lopes, do Município de Cariacica. Neste momento assistiremos à apresentação do Coral Caminhando Com Cristo, do bairro Vista Linda, Município de Cariacica, entoando as canções Anjos de Glória e Único Deus. (Pausa) (O coral se apresenta) O SR. CERIMONIALISTA (SÉRGIO SARKIS FILHO) Neste momento os Senhores Deputados Vandinho Leite e Doutor Rafael Favatto iniciarão a entrega das placas aos homenageados pelos relevantes serviços prestados ao Estado do Espírito Santo, no resgate de princípios e valores eternos, em comemoração aos 45 Anos da Juventude Batista Capixaba. (Pausa) Convido o Senhor Washington Pereira Viana, Pastor da 1.ª Igreja Batista do bairro Bento Ferreira, Município de Vitória, e primeiro diretor-executivo da Jubac, para receber a placa em comemoração aos 45 Anos da Juventude Batista Capixaba das mãos dos Senhores Deputados Vandinho Leite e Doutor Rafael Favatto. (Pausa) (O homenageado recebe a placa) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) - Convido o Senhor Orivaldo Pimentel Lopes, pastor emérito da Igreja Batista do bairro Mata da Praia, Município de Vitória, expresidente da Convenção Batista do Estado do Espírito Santo, e primeiro presidente da Jubac, no ano de 1965, para receber a placa em comemoração aos 45 Anos da Juventude Batista Capixaba das mãos dos Senhores Deputados Vandinho Leite e Doutor Rafael Favatto. (Pausa) (O homenageado recebe a placa) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) - Convido o Senhor Sérgio Pimentel de Freitas, pastor-auxiliar da 1.ª Igreja Batista da Praia da Costa, Município de Vitória, presidente da Juventude Batista Brasileira, e ex-presidente da Jubac, para receber a placa em comemoração aos 45 Anos da Juventude Batista Capixaba das mãos dos Senhores Deputados Vandinho Leite e Doutor Rafael Favatto. (Pausa) (O homenageado recebe a placa) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) - Convido o Senhor Herodiel Mendes Bastos, diretor-executivo da Convenção Batista do Estado do Espírito Santo, ex-diretor-executivo interino da Jubac, e membro da Igreja Batista do bairro Jardim Camburi, Município de Vitória, para receber a placa em comemoração aos 45 Anos da Juventude Batista Capixaba das mãos dos Senhores Deputados Vandinho Leite e Doutor Rafael Favatto. (Pausa) (O homenageado recebe a placa) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) - Convido o Senhor Francisco José de Oliveira Castro, membro da 1.ª Igreja Batista do bairro Jacaraípe, Município de Serra, e atual presidente da Jubac, para receber a placa em comemoração aos 45 Anos da Juventude Batista Capixaba das mãos dos Senhores Deputados Vandinho Leite e Doutor Rafael Favatto. (Pausa) (O homenageado recebe a placa) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) - Convido o Senhor Diego
157 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo Bravim, membro da 1.ª Igreja Batista do bairro Bento Ferreira, Município de Vitória, e atual diretorexecutivo da Jubac, para receber a placa em comemoração aos 45 Anos da Juventude Batista Capixaba das mãos dos Senhores Deputados Vandinho Leite e Doutor Rafael Favatto. (Pausa) (O homenageado recebe a placa) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) - Convido o Senhor Gerson Peçanha para, em nome de seu pai, Senhor Jairo Mendes Peçanha, membro da Igreja Batista do bairro Praia do Canto, Município de Vitória, e ex-presidente da Jubac, receber a placa em comemoração aos 45 Anos da Juventude Batista Capixaba das mãos dos Senhores Deputados Vandinho Leite e Doutor Rafael Favatto. (Pausa) (O convidado recebe a placa em nome do homenageado) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) - Convido o Senhor Hegel Encarnação Silva, membro da 1.ª Igreja Batista do bairro Bento Ferreira, Município de Vitória, e apoiador do trabalho da Jubac, para receber a placa em comemoração aos 45 Anos da Juventude Batista Capixaba das mãos dos Senhores Deputados Vandinho Leite e Doutor Rafael Favatto. (Pausa) (O homenageado recebe a placa) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) - Neste momento os Senhores Deputados Vandinho Leite e Doutor Rafael Favatto procederão à entrega dos diplomas em comemoração aos 45 Anos da Juventude Batista Capixaba aos seus homenageados, pelos relevantes serviços prestados ao Estado do Espírito Santo no resgate de princípios e valores eternos. (Pausa) Convido o Senhor Arilson Rodrigues e sua esposa, Senhora Lindinalva Rodrigues, membros da Igreja Batista do bairro Glória, Município de Vila Velha, e coordenadores do Ministério de Casais da Jubac, para receberem o diploma em comemoração aos 45 Anos da Juventude Batista Capixaba das mãos dos Senhores Deputados Vandinho Leite e Doutor Rafael Favatto. (Pausa) (Os homenageados recebem o diploma) O SR. CERIMONIALISTA (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Leni Antônio de Oliveira Estevam Vieira, membro da 1.ª Igreja Batista do bairro Jacaraípe, Município de Serra, e ex-coordenadora de missões da Jubac, para receber o diploma em comemoração aos 45 Anos da Juventude Batista Capixaba das mãos dos Senhores Deputados Vandinho Leite e Doutor Rafael Favatto. (Pausa) (A homenageada recebe o diploma) O SR. CERIMONIALISTA (SÉRGIO SARKIS FILHO) Neste momento ouviremos, com o Quarteto da 1ª e 2ª Igrejas Batistas do bairro Glória, Município de Vila Velha, composto pelos músicos Carlos Berto, Bruno Radke, Adolfo Silva e Sandra Berto, a apresentação da música O nome Cristo. (Pausa) (O Quarteto se apresenta) O SR. CERIMONIALISTA (SÉRGIO SARKIS FILHO) Agradecemos ao Quarteto a apresentação. (Pausa) Convido para fazer uso da palavra, em nome dos homenageados, o Pastor Orivaldo Pimentel Lopes, primeiro presidente da Jubac, no ano de O SR. ORIVALDO PIMENTEL LOPES (Sem revisão do orador) - Saudamos nossos ilustres Deputados Vandinho Leite e Doutor Rafael Favatto; a Senhora Dilcea Marvila de Oliveira, vice-prefeita do Município de Marataízes, e o nosso querido amigo Francisco José de Oliveira Castro, presidente da Juventude Batista Capixaba. Gosto desse nome, pois é o nome do meu pai, e não gosto que o chamem de Chicão, embora chamassem meu pai de Chico Lopes. Há duas coisas boas em falar por último: uma é se falamos no início imaginamos ter ainda muitos oradores para falar depois de nós; a outra é se falamos por último corremos risco de ver acontecer o que já está acontecendo. Isso não é bom, mas serve de alerta para não ser prolixo. É com muita alegria que participamos deste acontecimento marcante, mas não poderíamos deixar de dizer algumas palavras: quando o Brigadeiro Eduardo Gomes era candidato à Presidência da República, descobriram que era um dos decantados dezoito heróis do Forte de Copacabana, porém, depois de tantos anos descobriram que não eram dezoito, mas dezenove. Os repórteres perguntaram ao Brigadeiro Eduardo Gomes: Explica-nos, eram dezoito ou dezenove? Porque todos dizem dezoito e o Senhor não fala nada. E ele disse: Olha, na realidade eram dezenove, mas nunca alguém me perguntou. De forma que também estou neste Plenário na mesma situação, ou seja, fui o primeiro presidente da Convenção Batista do Estado do Espírito Santo, e a convenção já tem cem anos, e o primeiro presidente da Juventude Batista Capixaba, e a Jubac fez quarenta e cinco anos. Não tenho a idade dos Deputados ocupantes da Mesa, mas também não sou tão velho. Em 1965, houve uma reformulação em toda a estrutura da nossa denominação Batista no Espírito Santo. Havia duas convenções, duas juventudes, etc. Houve então uma arrumação, um ajuntamento. Na realidade estou muito atrás desses quarenta e cinco anos, porque fui presidente da Primeira Juventude, não no seu início, mas muitos anos depois que houve a fusão. Por que fui o primeiro presidente? Porque como primeiro presidente da Convenção Batista do
158 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Estado do Espírito Santo, na junção, passei a presidir as organizações. Cheguei a ser presidente da União Feminina Missionária Batista do Estado do Espírito Santo - UFMBES, mas nunca me homenagearam. Mas os jovens sim. Então, essa é a explicação desse fato. Congratulamo-nos imensamente com essa juventude. Disse muito bem o Senhor Deputado Doutor Rafael Favatto ao ler a palavra de Deus, na carta de João, I:14: Vocês são fortes e por isso lhes escrevo para que permaneçam nesta fortaleza. Essa força, sem dúvida alguma, é a da juventude. O Apóstolo João falava aos jovens fortes, mas era a força da juventude somada à força do Cristianismo que estava se iniciando. Então, se vocês são fortes por serem jovens, são muito mais fortes por serem jovens cristãos. Essa juventude nos faz vibrar. Quem passou pela juventude, quem os cabelos estão caindo... Aliás, Pastor Washington Pereira Viana, cuidado, porque tinha cabelo quando fui o primeiro presidente da Jubac. O Senhor tinha cabelo ao assumiu o cargo de primeiro diretor-executivo da Jubac. Os meus já se foram; os seus estão indo. Acautele-se. Ocorre que corremos atrás dos jovens, pois já passamos dessa fase, e não conseguimos acompanhálos. Por isso corremos atrás. O mundo inteiro corre, nestes dias, atrás da juventude que está disputando a Copa do Mundo de Futebol na África do Sul. O mundo inteiro corre atrás deles. E corremos atrás da bola, da linda e contestada bola chamada Jabulani. O grande locutor da rede Globo de televisão deu um tom dantesco à Jabulani. E estamos todos correndo atrás dela, é bem verdade que por meio da câmera da televisão. Mas nos envolvemos com a atuação dos nossos atletas, que são jovens. Nenhum deles tem mais de trinta anos, espero. Os Deputados presentes a esta sessão têm por volta dos quarenta e cinco anos de idade. São jovens, são garotos, comparados aos meus setenta e sete anos de idade. Perguntei ao Deputado Doutor Rafael Favatto qual a proporção de Deputados evangélicos nesta Casa. S. Ex.ª relacionou alguns e concluí que são aproximadamente trinta por cento. A nossa Seleção Brasileira de Futebol tem também mais ou menos trinta por cento de evangélicos. Quando isso acontecia no tempo em que se iniciou a Jubac? Deputado evangélico era raridade. Atletas evangélicos jogando futebol, era até pecado. Mas, naturalmente podemos ver que essa juventude, quer seja de jogador de futebol, quer seja de estudantes, quer seja de médicos, quer seja de deputados, conduz-nos, direciona-nos em que direção correr. E com certeza corremos atrás dos jovens. Os jovens batistas deste Estado não correm atrás de vultos, nem de bola, embora gostem de correr, correm atrás de Jesus Cristo, autor e consumador da nossa fé. Essa sim é a jornada do servo de Deus, jovem que tem em Jesus Cristo o seu padrão. Por isso disse João, I:14: Vocês são fortes e por isso lhes escrevo para que permaneçam nesta fortaleza. Estamos aqui para celebrar, não a Juventude Batista Capixaba, não os que já passaram, não os seus ex-líderes, mas o nome de Deus. Graças a Ele na nossa juventude havia muitos jovens fortes, mas não tanto quanto agora. E celebramos a Deus pela juventude, pela vida dos nossos jovens que são hoje fortes e padrão. A Bíblia diz ao jovem: torna-te padrão. E é isso que este veterano obreiro tem para dizer a vocês, jovens: tornem-se padrão da ética, da fé, da coragem, do trabalho, do amor, da evangelização. Muito obrigado ao nosso Deus pelo privilégio de participar desta celebração em comemoração aos 45 Anos da Juventude Batista Capixaba. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE (VANDINHO LEITE) Convido o Senhor Frederico Nilson de Oliveira Castro, seminarista, para receber o diploma em comemoração aos 45 Anos da Juventude Batista Capixaba das mãos do Senhor Deputado Doutor Rafael Favatto. (Pausa) (O homenageado recebe o diploma) O SR. PRESIDENTE (VANDINHO LEITE) - Agradecemos ao Senhor Deputado Doutor Rafael Favatto, proponente desta sessão solene, o empenho na organização deste evento. Agradecemos também à Senhora Dilcea Marvila de Oliveira, viceprefeita do Município de Marataízes; aos jovens e dirigentes da Jubac, representada pelo Senhor Francisco José de Oliveira Castro, mais conhecido como Chicão; a todos os homenagedos, pois foi um prazer tê-los em nossa Casa; ao Coral Caminhando com Cristo, do bairro Rio Marinho, Município de Cariacica; ao Senhor Diego Bravin, diretor-executivo da Jubac, que participou ativamente da organização desta sessão; ao Pastor Solimar, amigo e ex-presidente da Jubac; ao Senhor Arilson Rodrigues, e à Senhora Lindinalva Rodrigues, que estiveram em nosso gabinete solicitando a realização desta sessão solene. Que Deus abençoe a vida de cada um e leve-os de volta aos seus lares com segurança e saúde. Este momento é de solenidade e tivemos oportunidade de estar em comunhão com os irmãos. Que Deus abençoe a vida de cada um. Foi um prazer enorme recebê-los nesta Casa de Leis. Ao realizarmos esta sessão solene o objetivo principal foi homenagear a Jubac, importante entidade da Igreja Batista. Procuramos mostrar à sociedade e a todos que nos assistem pela TV Assembleia que essa é uma entidade religiosa preocupada com os jovens e com o futuro do nosso Estado. Nada mais havendo a tratar, vou encerrar a presente sessão. Antes, porém, convoco os Senhores Deputados para a próxima, ordinária, dia 23 de junho de 2010, para a qual designo: EXPEDIENTE: O que ocorrer. ORDEM DO DIA: anunciada na quinquagésima quarta sessão ordinária, realizada dia 22 de junho de Está encerrada a sessão. Encerra-se a sessão às vinte e uma horas e trinta minutos.
159 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo - 1 PUBLICAÇÃO AUTORIZADA PODER LEGISLATIVO ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N. 073/2010 Concede título de cidadão espírito-santense ao Sr.Enésio Paiva Soares. A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Art. 1 Fica concedido ao Sr. Enésio Paiva Soares o título de cidadão espírito-santense. Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, 29 de junho de DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI Deputado Estadual PDT JUSTIFICATIVA Atual Superintendente Regional do Trabalho e Emprego no ES, nascido no Estado do Rio de Janeiro. Fundador da Associação Profissional dos Propagandistas Vendedores do Espírito Santo (APROVES) em Em 1988 fundou o Sindicato dos Propagandistas e Vendedores de Produtos Farmacêuticos e Viajantes do Comércio/ES SEPROVES, sendo eleito presidente. Formado em Administração e Markenting. Sendo assim, nada mais justo do que homenagearmos este Título de Cidadão Espírito Santense no que diz respeito principalmente à assessoria na área pública. Estas são as razões que me levam a apresentar o presente Projeto de Decreto Legislativo a requerer sua aprovação pelos nobres Pares. PARECERES COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n 65/2010, de autoria do Deputado Giulianno dos Anjos, "Concede Título de Cidadania Espíríto-santense ao Senhor Serafino Tome." Na justificativa do Projeto de Decreto Legislativo, o autor apresenta que o homenageado nasceu na Itália, na cidade de Ponte In Vatellina. Mudou-se para o Brasil no ano de 2000, a fim de contribuir com trabalho voluntário. Iniciou seu trabalho junto à Pastoral Rural da Diocese de São Mateus, onde foi nomeado "Missionário Leigo". Apoiou o Projeto Social PACOVI (Projeto Arte com Vida), criou a ONG "Dança da Vida", o projeto "Recostruire La Vita", dentre outros importantes trabalhos realizados no município de São Mateus. A matéria foi protocolizada no dia 09/06/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 14/06/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo - DLP, edição do dia 15/06/2010 à pág. 01. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação para exame e parecer na forma do art. 41, l, do Regimento Interno (Resolução n 2.700/09). Distribuída a matéria, coube-nos examiná-la e emitir parecer. É o relatório. PARECER DO RELATOR DA ANÁLISE QUANTO AO ASPECTO DA LEGALIDADE, DA CONSTITUCIONALIDADE FORMAL E MATERIAL E DA JURIDICIDADE. Sob o prisma da constitucionalidade e legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista no artigo 25, 1, da Constituição Federal. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos pela exegese da regra constitucional contida no art. 61, IV, da Carta Estadual, que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o Decreto Legislativo, estando o Projeto, neste aspecto, em sintonia com a Constituição Estadual. Quanto à iniciativa da matéria em apreço, concluímos por sua subjunção aos preceitos constitucionais, tendo em vista que o art. 63, caput, da Constituição Estadual, estabelece a iniciativa legiferante concorrente da matéria em questão. No que tange ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que, a princípio, a análise é de competência da Comissão de
160 2 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação. E, sua votação é por maioria simples e nominal. Após aprovado, será promulgado o Decreto Legislativo e publicado no Diário do Poder Legislativo - DPL. Após análise dos aspectos constitucionais formais, resta-nos analisar os aspectos materiais, comparando as regras do Projeto com os preceitos constitucionais. Assim, as normas introduzidas no referido projeto encontram compatibilidade com os preceitos constantes das Constituições, Federal e Estadual, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Em especial, cumpre-nos evidenciar que o Projeto em análise atende aos requisitos previstos no art. 1, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n 7.832, de , alterada pela Lei n 8.957, de , posto que o homenageado presta relevantes serviços à comunidade, que, embora não tenha nascido neste País nasceu na Itália - adotou o Brasil, mais precisamente o nosso Estado, como sua terra natal. Está radicado no Espírito Santo há 10 (dez) anos. Quanto ao aspecto da técnica legislativa empregada no projeto em apreço, deixo a cargo da Diretoria Legislativa de Redação - DLR, a quem compete oferecer sugestões na forma da Lei Complementar Federal n 95/98, com alterações introduzidas pela Lei Complementar Federal n 107/2001, e, dispositivos do Regimento Interno (Resolução n 2.700/09), que regem a redação dos atos normativos, o que ocorre In casu. Cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringese ao aspecto jurídico, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar a avaliação de mérito sobre a conveniência e a oportunidade acerca da Concessão do Título de Cidadão Espírito-santense ao Senhor Serafino Tome. Por todo o exposto, concluímos pela constitucionalidade e legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n 65/2010, de autoria do Deputado Giulianno dos Anjos, com fundamento nos artigos 25, 1, da Constituição Federal e 63, "caput", da Constituição Estadual e na legislação infraconstitucional, em especial, a Lei Estadual n 7.832/04, alterada pela Lei n 8.957/08, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Sendo assim, sugerimos aos demais membros desta douta Comissão, a adoção do seguinte: PARECER Nº 314/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO, é pela CONSTITUCIONALIDADE e LEGALIDADE do Projeto de Decreto Legislativo n 65/2010, de autoria do Deputado Giulianno dos Anjos. Sala Rui Barbosa, em 22 de junho de THEODORICO FERRAÇO Presidente e Relator CLAUDIO VEREZA LUIZ CARLOS MOREIRA JANETE DE SÁ COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n 65/2010, de autoria do Deputado Giulianno dos Anjos, "Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor Serafino Tome." Na justificativa do Projeto de Decreto Legislativo, o autor apresenta que o homenageado nasceu na Itália, na cidade de Ponte In Vatellina. Mudou-se para o Brasil no ano de 2000, a fim de contribuir com trabalho voluntário. Iniciou seu trabalho junto à Pastoral Rural da Diocese de São Mateus, onde foi nomeado "Missionário Leigo". Apoiou o Projeto Social PACOVI (Projeto Arte com Vida), criou a ONG "Dança da Vida", o projeto "Recostruire La Vita", dentre outros importantes trabalhos realizados no município de São Mateus. A matéria foi protocolizada no dia 09/06/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 14/06/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo - DLP, edição do dia 15/06/2010 à pág. 01. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão para exame e parecer de mérito, atendendo normas regimentais estabelecidas no art. 52 (Resolução n 2.700/09). É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Decreto Legislativo n 65/2010, de autoria do Deputado Giulianno dos Anjos, "Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor Serafino Tome." Sob o prisma da legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos que a espécie
161 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo - 3 normativa adequada para tratar do tema é o decreto legislativo. Em especial, no que se refere ao aspecto da legalidade, cumpre-nos evidenciar que o projeto em apreço atende os requisitos previstos no art. 1, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n 7.832, de , alterada pela Lei n 8.957, de , posto que o autor apresenta na justificativa do projeto, os serviços prestados pelo pretenso agraciado, que, embora não tenha nascido neste País nasceu na Itália - adotou o Brasil, mais precisamente o nosso Estado, como sua terra natal. Está radicado no Espírito Santo há 10 (dez) anos. Ressalte-se, que incumbe ao Plenário manifestar-se sobre a valoração dos serviços prestados pelo homenageado, em suma, sobre o seu mérito, aprovando ou não a presente concessão. Cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringese ao aspecto de mérito, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar a avaliação do mesmo sobre a conveniência e a oportunidade acerca da concessão do Título de Cidadão Espírito-santense ao Senhor Serafino Tome. Por todo o exposto, concluímos pela legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n 65/2010, de autoria do Deputado Giulianno dos Anjos, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Pelas razões aludidas anteriormente relativas à matéria, entendemos que a mesma deve ser aprovada, razão pela qual, recomendamos aos demais membros desta Comissão o seguinte: PARECER Nº 70/2010 A COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS, é pela APROVAÇÃO do Projeto de Decreto Legislativo n 65/2010, de autoria do Deputado Giulianno dos Anjos. Sala das Comissões, em 28 de junho de 2010 JANETE DE SÁ Presidente e Relatora DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI LUZIA TOLEDO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n 66/2010, de autoria da Deputada Janete de Sá, "Concede Título de Cidadania Espíríto-santense ao Senhor Ramon Raimundo Batista dos Santos." Na justificativa do Projeto de Decreto Legislativo, a autora apresenta que o homenageado nasceu no Estado do Maranhão, formou-se em direito no Rio de Janeiro e, logo em seguida, veio para o Espírito Santo exercer o seu ofício. Atualmente é procurador municipal de Cariacica e, a par da sua atuação pública, exerce a advocacia criminal e de família, sempre atento às necessidades e dificuldades do povo de seu município. A matéria foi protocolizada no dia 11/06/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 14/06/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo - DLP, edição do dia 15/06/2010 à pág. 02. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação para exame e parecer na forma do art. 41, l, do Regimento Interno (Resolução n 2.700/09). Distribuída a matéria, coube-nos examiná-la e emitir parecer. É o relatório. PARECER DO RELATOR DA ANÁLISE QUANTO AO ASPECTO DA LEGALIDADE, DA CONSTITUCIONALIDADE FORMAL E MATERIAL E DA JURIDICIDADE. Sob o prisma da constitucionalidade e legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista no artigo 25, 1, da Constituição Federal. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos pela exegese da regra constitucional contida no art. 61, IV, da Carta Estadual, que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o Decreto Legislativo, estando o Projeto, neste aspecto, em sintonia com a Constituição Estadual. Quanto à iniciativa da matéria em apreço, concluímos por sua subjunção aos preceitos constitucionais, tendo em vista que o art. 63,caput,da Constituição Estadual, estabelece a iniciativa legiferante concorrente da matéria em questão. No que tange ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que, a princípio, a análise é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação. E, sua votação é por maioria simples e nominal. Após aprovado, será promulgado o Decreto Legislativo e publicado no Diário do Poder Legislativo - DPL.
162 4 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Após análise dos aspectos constitucionais formais, resta-nos analisar os aspectos materiais, comparando as regras do Projeto com os preceitos constitucionais. Assim, as normas introduzidas no referido projeto encontram compatibilidade com os preceitos constantes das Constituições, Federal e Estadual, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Em especial, cumpre-nos evidenciar que o Projeto em análise atende aos requisitos previstos no art. 1, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n 7.832, de , alterada pela Lei n 8.957, de , posto que o homenageado presta relevantes serviços à comunidade, que, embora não tenha nascido neste Estado nasceu no Estado do Maranhão o adotou como sua terra natal. Quanto ao aspecto da técnica legislativa empregada no projeto em apreço, deixo a cargo da Diretoria Legislativa de Redação - DLR, a quem compete oferecer sugestões na forma da Lei Complementar Federal n 95/98, com alterações introduzidas pela Lei Complementar Federal n 107/2001, e, dispositivos do Regimento Interno (Resolução n 2.700/09), que regem a redação dos atos normativos, o que ocorre in casu. Cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se ao aspecto jurídico, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar a avaliação de mérito sobre a conveniência e a oportunidade acerca da Concessão do Título de Cidadão Espírito-santense ao Senhor Ramon Raimundo Batista dos Santos. Por todo o exposto, concluímos pela constitucionalidade e legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n 66/2010, de autoria da Deputada Janete de Sá, com fundamento nos artigos 25, 1, da Constituição Federal e 63, "caput", da Constituição Estadual e na legislação infraconstitucional, em especial, a Lei Estadual n 7.832/04, alterada pela Lei n 8.957/08, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Sendo assim, sugerimos aos demais membros desta douta Comissão, a adoção do seguinte: PARECER Nº 315/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO, É PELA CONSTITUCIONALIDADE E LEGALIDADE do Projeto de Decreto Legislativo nº 66/2010, de autoria da Deputada Janete de Sá Sala Rui Barbosa, em 22 de junho de THEODORICO FERRAÇO Presidente e Relator CLAUDIO VEREZA LUIZ CARLOS MOREIRA JANETE DE SÁ COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n 66/2010, de autoria da Deputada Janete de Sá, "Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor Ramon Raimundo Batista dos Santos." Na justificativa do Projeto de Decreto Legislativo, a autora apresenta que o homenageado, nasceu no Estado do Maranhão, formou-se em direito no Rio de Janeiro e, logo em seguida, veio para o Espírito Santo exercer o seu ofício. Atualmente é procurador municipal de Cariacica e, a par da sua atuação pública, exerce a advocacia criminal e de família, sempre atento às necessidades e dificuldades do povo de seu município. A matéria foi protocolizada no dia 11/06/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 14/06/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo - DLP, edição do dia 15/06/2010 à pág. 02. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão para exame e parecer de mérito, atendendo normas regimentais estabelecidas no art. 52 (Resolução n 2.700/09). É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Decreto Legislativo n 66/2010, de autoria da Deputada Janete de Sá, "Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor Ramon Raimundo Batista dos Santos." Sob o prisma da legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o decreto legislativo. Em especial, no que se refere ao aspecto da legalidade, cumpre-nos evidenciar que o projeto em apreço atende os requisitos previstos no art. 1, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n 7.832, de , alterada
163 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo - 5 pela Lei n 8.957, de , posto que a autora apresenta na justificativa do projeto, os serviços prestados pelo pretenso agraciado, que, embora não tenha nascido neste Estado, nasceu no Estado do Maranhão, o adotou como sua terra natal. Ressalte-se, que incumbe ao Plenário manifestar-se sobre a valoração dos serviços prestados pelo homenageado, em suma, sobre o seu mérito, aprovando ou não a presente concessão. Cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringese ao aspecto de mérito, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar a avaliação do mesmo sobre a conveniência e a oportunidade acerca da concessão do Título de Cidadão Espírito-santense ao Senhor Ramon Raimundo Batista dos Santos." Por todo o exposto, concluímos pela legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n 66/2010, de autoria da Deputada Janete de Sá, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Pelas razões aludidas anteriormente relativas à matéria, entendemos que a mesma deve ser aprovada, razão pela qual, recomendamos aos demais membros desta Comissão o seguinte: PARECER Nº 71/2010 A COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS, é pela APROVAÇÃO do Projeto de Decreto Legislativo n 66/2010, de autoria da Deputada Janete de Sá. Sala das Comissões, em 28 de junho de DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI Presidente LUZIA TOLEDO - Relatora PAULO FOLETTO JANETE DE SÁ COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n 67/2010, de autoria do Deputado Rafael Favatto "Concede Título de Cidadania Espíríto-santense ao Senhor Luciano Rocha Barbosa." Na justificativa do Projeto de Decreto Legislativo, o autor apresenta que o homenageado nasceu no Estado do Rio de Janeiro, tendo chegado ao Espírito Santo há cerca de 20 (vinte) anos. Servidor desta Casa de Leis desde 1994, hoje é responsável pelo Sistema de Tecnologia da Informação. A matéria foi protocolizada no dia 11/06/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 14/06/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo - DLP, edição do dia 15/06/2010 à pág. 02. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação para exame e parecer na forma do art. 41, l, do Regimento Interno (Resolução n 2.700/09). Distribuída a matéria, coube-nos examiná-la e emitir parecer. É o relatório. PARECER DO RELATOR DA ANÁLISE QUANTO AO ASPECTO DA LEGALIDADE, DA CONSTITUCIONALIDADE FORMAL E MATERIAL E DA JURIDICIDADE. Sob o prisma da constitucionalidade e legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente prevista no artigo 25, 1, da Constituição Federal. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos pela exegese da regra constitucional contida no art. 61, IV, da Carta Estadual, que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o Decreto Legislativo, estando o Projeto, neste aspecto, em sintonia com a Constituição Estadual. Quanto à iniciativa da matéria em apreço, concluímos por sua subjunção aos preceitos constitucionais, tendo em vista que o art. 63, caput, da Constituição Estadual, estabelece a iniciativa legiferante concorrente da matéria em questão. No que tange ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que, a princípio, a análise é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação. E, sua votação é por maioria simples e nominal. Após aprovado, será promulgado o Decreto Legislativo e publicado no Diário do Poder Legislativo - DPL. Após análise dos aspectos constitucionais formais, resta-nos analisar os aspectos materiais, comparando as regras do Projeto com os preceitos constitucionais. Assim, as normas introduzidas no referido projeto encontram compatibilidade com os preceitos constantes das Constituições, Federal e Estadual, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Em especial, cumpre-nos evidenciar que o Projeto em análise atende aos requisitos previstos no art. 1, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n 7.832, de , alterada pela Lei n 8.957, de , posto que o homenageado presta relevantes serviços
164 6 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 à comunidade, que, embora não tenha nascido neste Estado - nasceu no Estado do Rio de Janeiro -- o adotou como sua terra natal. Está radicado no Espírito Santo há cerca de 20 (vinte) anos. Quanto ao aspecto da técnica legislativa empregada no projeto em apreço, deixo a cargo da Diretoria Legislativa de Redação - DLR, a quem compete oferecer sugestões na forma da Lei Complementar Federal n 95/98, com alterações introduzidas pela Lei Complementar Federal n 107/2001, e, dispositivos do Regimento Interno (Resolução n 2.700/09), que regem a redação dos atos normativos, o que ocorre In casu. Cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringe-se ao aspecto jurídico, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar a avaliação de mérito sobre a conveniência e a oportunidade acerca da Concessão do Título de Cidadão Espírito-santense ao Senhor Luciano Rocha Barbosa. Por todo o exposto, concluímos pela constitucionalidade e legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n 67/2010, de autoria do Deputado Rafael Favatto, com fundamento nos artigos 25, 1, da Constituição Federal e 63, "caput", da Constituição Estadual e na legislação infra-constitucional, em especial, a Lei Estadual n 7.832/04, alterada pela Lei n 8.957/08, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Sendo assim, sugerimos aos demais membros desta douta Comissão, a adoção do seguinte: PARECER Nº 316/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO, é pela CONSTITUCIONALIDADE e LEGALIDADE do Projeto de Decreto Legislativo n 67/2010,de autoria do Deputado Rafael Favatto. Sala Rui Barbosa, em 22 de junho de 2010 THEODORICO FERRAÇO Presidente e Relator CLAUDIO VEREZA LUIZ CARLOS MOREIRA JANETE DE SÁ COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS RELATÓRIO O Projeto de Decreto Legislativo n 67/2010, de autoria do Deputado Rafael Favatto, "Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor Luciano Rocha Barbosa." Na justificativa do Projeto de Decreto Legislativo, o autor apresenta que o homenageado, nasceu no Estado do Rio de Janeiro, tendo chegado ao Espírito Santo há cerca de 20 (vinte) anos. Servidor desta Casa de Leis desde 1994, hoje é responsável pelo Sistema de Tecnologia da Informação. A matéria foi protocolizada no dia 11/06/2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 14/06/2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo - DLP, edição do dia 15/06/2010 à pág. 02. O Projeto de Decreto Legislativo veio a esta Comissão para exame e parecer de mérito, atendendo normas regimentais estabelecidas no art. 52 (Resolução n 2.700/09). É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Decreto Legislativo n 67/2010, de autoria do Deputado Rafael Favatto "Concede Título de Cidadania Espírito-santense ao Senhor Luciano Rocha Barbosa." Sob o prisma da legalidade, entendemos que o Projeto de Decreto Legislativo trata de matéria afeta ao Estado, uma vez que o título de cidadão é uma honraria concedida por liberalidade da administração pública estadual no exercício de sua competência legislativa remanescente. Constatada a competência legislativa do Estado na matéria em exame, verificamos que a espécie normativa adequada para tratar do tema é o decreto legislativo. Em especial, no que se refere ao aspecto da legalidade, cumpre-nos evidenciar que o projeto em apreço atende os requisitos previstos no art. 1, caput e parágrafo único, da Lei Estadual n 7.832, de , alterada pela Lei n 8.957, de , posto que o autor apresenta na justificativa do projeto, os serviços prestados pelo pretenso agraciado, que, embora não tenha nascido neste Estado, nasceu no Estado do Rio de Janeiro, o adotou como sua terra natal. Está radicado no Espírito Santo há cerca de 20 (vinte) anos. Ressalte-se, que incumbe ao Plenário manifestar-se sobre a valoração dos serviços prestados pelo homenageado, em suma, sobre o seu mérito, aprovando ou não a presente concessão. Cumpre-nos ressaltar que o presente parecer restringese ao aspecto de mérito, pertencendo exclusivamente à discricionariedade parlamentar a avaliação do mesmo sobre a conveniência e a
165 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo - 7 oportunidade acerca da concessão do Título de Cidadão Espírito-santense ao Senhor Luciano Rocha Barbosa. Por todo o exposto, concluímos pela legalidade do Projeto de Decreto Legislativo n 67/2010, de autoria do Deputado Rafael Favatto, devendo, desta forma seguir sua tramitação normal. Pelas razões aludidas anteriormente relativas à matéria, entendemos que a mesma deve ser aprovada, razão pela qual, recomendamos aos demais membros desta Comissão o seguinte: PARECER Nº 72/2010 A COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS, é pela APROVAÇÃO do Projeto de Decreto Legislativo n 67/2010, de autoria do Deputado Rafael Favatto. Sala das Comissões, em 28 de junho de 2010 JANETE DE SÁ Presidente e Relatora DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI COMISSÃO DE FINANÇAS, ECONOMIA, ORÇAMENTO, FISCALIZAÇÃO, CONTROLE E TOMADA DE CONTAS RELATÓRIO Através da Mensagem nº 73/10, o Exmo. Senhor Governador do Estado do Espírito Santo, Paulo Hartung, encaminha a esta Assembleia Legislativa o Projeto de Lei nº 135/10, que dispõe sobre as Diretrizes Orçamentárias para o exercício de A matéria foi recebida nesta Casa em 30 de abril de 2010, prazo limite para o cumprimento dos termos da Lei Complementar nº 07, de , lida na Sessão Ordinária de 03 de maio de 2010 e publicada no Diário do Poder Legislativo de 07 de maio de 2010, às páginas 01 e 44 e foi protocolada nesta Comissão em 10 de maio de 2010 para exame e parecer. É o relatório. PARECER Em cumprimento ao disposto no artigo 150, 2º da Constituição Estadual, o Chefe do Poder Executivo do Estado do Espírito Santo encaminha a esta Casa o Projeto de Lei nº 135/10 que dispõe sobre as Diretrizes Orçamentárias para Seguindo tramitação regulamentar, a matéria, cuja relatoria avoquei, permaneceu em pauta nesta Comissão para recebimento de emendas. Conforme explicitado na Mensagem nº 73/10, a proposição governamental encontra-se formulada segundo as disposições constitucionais pertinentes, bem como em conformidade com a legislação infraconstitucional que disciplina a matéria, como a Lei Complementar Federal nº 101, de (Lei de Responsabilidade Fiscal LRF) e a Lei Federal nº 4.320, de O Projeto sob exame apresenta no artigo 1º do Capítulo I os temas relacionados às Diretrizes Gerais para a elaboração do Orçamento Estadual de 2011, em cumprimento ao disposto no artigo 150, 2º da Constituição Estadual, compreendendo: I as metas e prioridades da administração pública estadual; II a estrutura e organização dos orçamentos; III as diretrizes para elaboração e execução dos orçamentos do Estado e suas alterações; IV as disposições relativas às despesas do Estado com pessoal e encargos sociais; V as disposições relativas às despesas do Estado com pessoal e encargos sociais; VI as disposições sobre as alterações na legislação tributária; VII a política de aplicação dos recursos da agência financeira oficial de fomento; e VIII as disposições gerais. Também integram, conforme citado no parágrafo único do artigo 3º, os 12 (doze) eixos estratégicos que balizaram o Plano Plurianual para o exercício a seguir discriminados: I saúde; II educação; III defesa social e justiça; IV redução da pobreza; V desenvolvimento econômico; VI interiorização do desenvolvimento e agricultura; VII rede de cidades e serviços; VIII logística e transportes;
166 8 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 IX meio ambiente; X identidade e imagem capixaba; XI inserção estratégica regional; e XII gestão pública e qualidade das instituições. Em cumprimento ao que dispõe o 1º do artigo 4º da Lei Complementar Federal nº 101/00 (LRF), integra o presente Projeto de Lei o Anexo de Metas Fiscais, compreendendo: os demonstrativos das metas anuais em valores correntes e constantes relativos a receitas, às despesas, aos resultados nominais e primários e ao montante da dívida pública para o exercício financeiro de 2011, bem como as estimativas para o exercício de 2012 e Também integra os Anexos do presente Projeto de Lei o que determina o artigo 4º, 2º, incisos I, II, III, IV e V e 3º da Lei de Responsabilidade Fiscal: Art. 4º (...) 2º O Anexo conterá, ainda: I avaliação do cumprimento das metas relativas ao ano anterior; II demonstrativo das metas anuais, instruído com memória e metodologia de cálculo que justifiquem os resultados pretendidos, comparando-as com as fixadas nos três exercícios anteriores, e evidenciando a consistência delas com as premissas e os objetivos da política econômica nacional; III evolução do patrimônio líquido, também nos últimos três exercícios, destacando a origem e a aplicação dos recursos obtidos com a alienação de ativos; IV avaliação da situação financeira e atuarial: a) dos regimes geral de previdência social e próprio dos servidores públicos e do Fundo de Amparo ao Trabalhador; b) dos demais Fundos Públicos e programas estatais de natureza atuarial; V demonstrativos da estimativa e compensação da renúncia de receita e da margem de expansão das despesas obrigatórias de caráter continuado. 3º A Lei de Diretrizes Orçamentárias conterá Anexo de Riscos Fiscais, onde serão avaliados os passivos contingentes e outros riscos capazes de afetar as contas públicas, informando as providências a serem tomadas, caso se concretizem. Integra o Projeto de Lei em exame, também, o Anexo III, com as prioridades e metas da Administração Pública Estadual, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subsequente, em conformidade com o 2º do artigo 150 da Constituição Estadual. As emendas apresentadas pelas Senhoras e pelos Senhores Deputados, perfazendo um total de 175 (cento e setenta e cinco) emendas, foram publicadas no Diário do Poder Legislativo do dia 08 de junho de Além das emendas acima citadas esta relatoria protocolizou mais 4 (quatro) emendas de nºs 176, 177, 178 e 179, que foram publicadas no Diário do Poder Legislativo no dia 15 de junho de 2010 e as emendas de nºs 180, 181 e 182 que serão publicadas. Esta relatoria por orientação técnica desta Comissão retira as emendas nº 008, 127, 176, 177, 178 e 179. As emendas de números: 150, 174 e 175 foram retiradas pelos seus autores através dos Ofícios de números 126/2010 GDLP e 291/2010 GDES, respectivamente, sendo deferidos por esta relatoria, tendo os mesmos sido publicados no Diário do Poder Legislativo, dia 08 de junho de Esta relatoria ainda acatou os Ofícios nº 72/10-GDWS, publicado do Diário do Poder Legislativo, dia 08 de junho de 2010 e nº 126/10-GAB/DEP/AA, publicado no Diário do Poder Legislativo, dia 11 de junho de 2010, que corrige as emendas nºs 20, 129 a 134, e 136 a 138, respectivamente, conforme abaixo mencionadas: Emenda nº 020 onde se lê: artigo 11 leia-se artigo 12; e Emenda nº 129 onde se lê: artigo 2º leia-se artigo 3º; Emenda nº 130 onde se lê: artigo 2º leia-se artigo 3º; Emenda nº 131 onde se lê: artigo 2º leia-se artigo 3º; Emenda nº 132 onde se lê: artigo 46 leia-se artigo 47-inclua-se parágrafo; Emenda nº 133 onde se lê: artigo 22 leia-se artigo 23 Emenda nº 134 onde se lê: artigo 24 leia-se 25- inclua-se parágrafo; Emenda nº 136 onde se lê: alínea k leia-se alínea a ; Emenda nº 138 onde se lê: artigo 2º leia-se artigo 3º;
167 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo - 9 Por conseguinte as emendas foram acatadas, rejeitadas e prejudicadas conforme abaixo: a) As emendas de números: 001, 002, 003, 004, 005, 006, 007, 009, 010, 011, 012, 013, 014, 015, 016, 017, 018, 019, 020, 021, 024, 061, 062, 129, 130, 131, 132, 133, 134, 135, 136, 138, 143, 144, 145, 146, 147, 148, 149, 153, 154, 155, 156, 160, 161, 162, 163, 165, 166, 167, 168, 169, 170, 171, 172 e 180 perfazendo um total de 56 (cinquenta e seis) emendas, não apresentam vícios de inconstitucionalidade ou de ilegalidade, e foram INTREGALMENTE ACATADAS, pois são de suma importância para a qualificação de uma gestão intrapoderes compartilhada e propositiva. Esta relatoria, para acatamento das emendas acima citado, corrige as indicações as quais se reportam os textos das emendas abaixo relacionadas: Emenda nº 061 onde se lê: artigo 13 leiase artigo 14; Emenda nº 062 onde se lê: artigo 2º leiase artigo 3º; Emenda nº 143 onde se lê: artigo 2º leiase artigo 3º; Emenda nº 144 onde se lê: artigo 2º leiase artigo 3º; Emenda nº 172 onde se lê: artigo 11 leiase artigo 12; b) Ficam acatadas em parte as emendas abaixo relacionadas: Emendas nº 022 com a redação da emenda nº 164; Emenda nº Inclua-se alínea ao inciso VIII do artigo 40 com a seguinte redação; Alínea: Considerar como prioritária, para concessão de empréstimo ou financiamento, as empresas que desenvolvem e apóiam os projetos de responsabilidade social e socioambiental. Emenda nº 157 com a redação da emenda nº 181; Emenda nº 181 Modifica-se o 4º do art º Para fins de acompanhamento e controle de custo serão utilizados o Sistema Integrado de Gestão Administrativa SIGA e o Sistema Integrado de Administração Financeira para Estados e Municípios SIAFEM. Para fins de cumprimento do inciso XIII do art. 56 da Constituição Estadual, o Poder Legislativo utilizará o SIGA Sistema Integrado de Gestão Administrativa e o SIAFEM. Fica o Poder Legislativo obrigado a dotar a Comissão de Finanças, Economia, Orçamento, Fiscalização, Controle e Tomada de Conta dos instrumentos necessários para o cumprimento do artigo acima citado. Emenda nº 158 com a redação da emenda nº 182 Emenda nº 182 Modifica-se o 5º do art º O acompanhamento dos programas financiados com recursos do Orçamento Fiscal será feto no módulo de monitoramento do gasto público do Sistema Plano Plurianual SISPPA e no Sistema de Administração Financeira para os Estados e Municípios SIAFEM. Para fins de cumprimento do inciso XIII do art. 56 da Constituição Estadual, o Poder Legislativo utilizará o SIGA Sistema Integrado de Gestão Administrativa e o SIAFEM. Fica o Poder Legislativo obrigado a dotar a Comissão de Finanças, Economia, Orçamento, Fiscalização, Controle e Tomada de Conta dos instrumentos necessários para o cumprimento do artigo acima citado. c) As emendas de números: 023, 126, 128, 137, 139, 140, 141, 142, 151, 152, 159 e 173, perfazendo um total de 12 (doze) emendas, foram rejeitadas por este relator, conforme a seguir: Emenda nº 023: A relatoria rejeita esta emenda e fica mantido o texto original do Projeto de Lei nº 135/10. Emenda de nº 126: Fomentar a produção literária, o estímulo à leitura e às bibliotecas públicas não faz parte do mandato institucional do BANDES, sendo de responsabilidade de outras instituições públicas. O negócio do BANDES, enquanto agente do sistema financeiro estadual, e oferecer soluções financeiras à realização de investimentos predominantemente privados. Emenda nº 128: A relatoria rejeita esta emenda e fica mantido o texto original do Projeto de Lei nº 135/10. Emenda nº 137: A emenda trata da expansão dos serviços do BANDES por meio do BANESTES. Essa questão já está atendida no inciso VIII do artigo 40. Emendas de nºs 139 a 142 e 173: A Constituição Estadual em seu artigo 57, permite a Assembleia Legislativa ou qualquer
168 10 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 uma de suas comissões, através da Mesa, convocar os Secretários de Estado. Emenda nº 151: A relatoria rejeita esta emenda e fica mantido o texto original do Projeto de Lei nº 135/10. Emenda nº 152: A relatoria rejeita esta emenda e fica mantido o texto original do Projeto de Lei nº 135/10. Emenda nº 159: A relatoria rejeita esta emenda e fica mantido o texto original do Projeto de Lei nº 135/10. d) As emendas de número: 025, 026, 027, 028, 029, 030, 031, 032, 033, 034, 035, 036, 037, 038, 039, 040, 041, 042, 043, 044, 045, 046, 047, 048, 049, 050, 051, 052, 053, 054, 055, 056, 057, 058, 059, 060, 063, 064, 065, 066, 067, 068, 069, 070, 071, 072, 073, 074, 075, 076, 077, 078, 079, 080, 081, 082, 083, 084, 085, 086, 087, 088, 089, 090, 091, 092, 093, 094, 095, 096, 097, 098, 099, 100, 101, 102, 103, 104, 105, 106, 107, 108, 109, 110, 111, 112, 113, 114, 115, 116, 117, 118, 119, 120, 121, 122, 123, 124 e 125, perfazendo um total de 99 (noventa e nove) emendas, ficam prejudicas com base no 2º e 3º e do inciso II do art. 151, pois está introduzindo novos programas a LDO, que não constam no PPA Plano Plurianual. No sentido de cumprir efetivamente o nosso papel de Parlamentar, no pleno exercício de nossas prerrogativas constitucionais e regimentais, representando legitimamente os anseios do povo Espírito-Santense, e, ainda, com a finalidade de contribuirmos de forma decisiva para o desenvolvimento social, administrativo e econômico do Estado do Espírito Santo e para o fortalecimento das instituições democráticas, somos pela adoção do seguinte: PARECER Nº 05/2010 A COMISSÃO DE FINANÇAS, ECONOMIA, ORÇAMENTO, FISCALIZAÇÃO, CONTROLE E TOMADA DE CONTAS é pela aprovação do Projeto de Lei nº 135/10, com as emendas acolhidas e apresentadas por esta relatoria. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 21 de junho de SÉRGIO BORGES Presidente e Relator ATAYDE ARMANI PAULO ROBERTO WANILDO SARNÁGLIA DOUTOR RAFAEL FAVATTO PODER EXECUTIVO GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO GOVERNADOR Vitória, 29 de junho de MENSAGEM Nº 118/2010 Senhor Presidente: No uso da competência que me é outorgada pelos artigos 66, 2º e 91,IV, da Constituição Estadual, comunico a essa Casa Legislativa que decidi vetar totalmente, Projeto de Lei nº 281/2006, de autoria do Deputado Marcelo Santos, que após aprovado nessa Casa de Leis, foi transformado no Autógrafo de Lei nº 94/2010 e Dispõe sobre a concessão de isenção da taxa de licenciamento para os veículos de propriedade de pessoas com deficiência.. Verificou-se vício de inconstitucionalidade material, no artigo 2º do Projeto de Lei, por ofensa ao princípio da separação entre os poderes, vez que a atribuição nele contida é competência privativa do Chefe do Poder Executivo. Constatou-se, ainda, a inobservância ao artigo 14 da Lei Complementar nº. 101, (Lei de Responsabilidade Fiscal), propiciando renúncia de receita. As justificativas que subsidiam a aposição do veto total estão alinhadas no parecer emitido pela Procuradoria Geral do Estado, que acolho e transcrevo: Da constitucionalidade formal: O Autógrafo de Lei n.º 94/2010 versa sobre matéria tributária. Isso porque a quantia devida em razão de licenciamento de veículo automotor configura a espécie tributária denominada taxa, já que oriunda de exercício de poder de polícia por parte do Estado do Espírito Santo, com arrimo nos artigos 77 e 78 do CTN. Por isso, nele não se divisa qualquer vício procedimental, na medida em que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal vem admitindo a validade formal de lei de iniciativa do Poder Legislativo que verse sobre matéria tributária, conforme indica o seguinte julgado: Ementa AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI
169 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo - 11 Nº 553/2000, DO ESTADO DO AMAPÁ. DESCONTO NO PAGAMENTO ANTECIPADO DO IPVA E PARCELAMENTO DO VALOR DEVIDO. BENEFÍCIOS TRIBUTÁRIOS. LEI DE INICIATIVA PARLAMENTAR. AUSÊNCIA DE VÍCIO FORMAL. 1. Não ofende o art. 61, 1º, II, b da Constituição Federal lei oriunda de projeto elaborado na Assembléia Legislativa estadual que trate sobre matéria tributária, uma vez que a aplicação deste dispositivo está circunscrita às iniciativas privativas do Chefe do Poder Executivo Federal na órbita exclusiva dos territórios federais. Precedentes: ADI nº 2.724, rel. Min. Gilmar Mendes, DJ , ADI nº 2.304, rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ e ADI nº MC, rel. Min. Moreira Alves, DJ A reserva de iniciativa prevista no art. 165, II da Carta Magna, por referir-se a normas concernentes às diretrizes orçamentárias, não se aplica a normas que tratam de direito tributário, como são aquelas que concedem benefícios fiscais. Precedentes: ADI nº 724-MC, rel. Min. Celso de Mello, DJ e ADI nº 2.659, rel. Min. Nelson Jobim, DJ de Ação direta de inconstitucionalidade cujo pedido se julga improcedente. (ADI 2464/AP, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, Julgamento: 11/04/2007, Órgão Julgador: Tribunal Pleno) Ementa Ação direta de inconstitucionalidade. Medida liminar. Lei 6.486, de 14 de dezembro de 2000, do Estado do Espírito Santo. - Rejeição das preliminares de falta de interesse de agir e de vedação da concessão de liminar com base na decisão tomada na ação declaratória de constitucionalidade nº 4. - No mérito, não tem relevância jurídica capaz de conduzir à suspensão da eficácia da Lei impugnada o fundamento da presente argüição relativo à pretendida invasão, pela Assembléia Legislativa Estadual, da iniciativa privativa do Chefe do Executivo prevista no artigo 61, 1º, II, "b", da Constituição Federal, porquanto esta Corte (assim na ADIMEC 2.304, onde se citam como precedentes as ADIN's - decisões liminares ou de mérito - 84, 352, 372, 724 e 2.072) tem salientado a inexistência, no processo legislativo, em geral, de reserva de iniciativa em favor do Executivo em matéria tributária, sendo que o disposto no art. 61, 1º, II, "b", da Constituição Federal diz respeito exclusivamente aos Territórios Federais. Em conseqüência, o mesmo ocorre com a alegação, que resulta dessa pretendida iniciativa privativa, de que, por isso, seria também ofendido o princípio da independência e harmonia dos Poderes (artigo 2º da Carta Magna Federal). Pedido de liminar indeferido. (ADI- MC 2392/ES, Relator(a): Min. MOREIRA ALVES, Julgamento: 28/03/2001, Órgão Julgador: Tribunal Pleno) Apesar de discordamos da amplitude de tal entendimento deve-se reputar que o texto normativo sob análise vence um juízo de constitucionalidade formal. Da constitucionalidade material. Fixada a validez formal da legislação em conformação, cabe adentrar na análise de sua adequação material com os preceitos estampados na Constituição Federal de Quanto a isso, tem-se que não há vício a ser inculcado ao autógrafo em apreço. Muito pelo contrário, a integração social dos portadores de deficiência física, objetivo final do texto sob exame, é valor que se encontra positivado nos artigos 7º, inc. XXXI; 23, inc. II; 24, inc. XIV; 37, inc. VIII; 208, inc. III; e 227, 1º e 2º, todos da CF/88. A única exceção a essa conclusão exitosa configura o art. 2º do autógrafo em tela. Com efeito, tal preceito, ao fixar a obrigatoriedade de o Poder Executivo efetuar a regulamentação da lei em nascimento em específico prazo, é inconstitucional. Assim já decidiu o STF no seguinte julgado: INFORMATIVO Nº 462 TÍTULO ADI e Exame Gratuito de DNA - 3 PROCESSO
170 12 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 ADI ARTIGO No que se refere ao art. 3º da citada lei, que autoriza o Chefe do Poder Executivo a proceder à regulamentação da lei no prazo de sessenta dias a contar de sua publicação, aduziu-se que a autorização para o exercício do poder regulamentar seria despicienda, uma vez que se cuidaria de simples regulamento de execução. Não obstante, reputou-se inconstitucional a determinação de prazo para que o Chefe do Poder Executivo exerça a função regulamentar de sua atribuição, por afronta ao princípio da interdependência e harmonia entre os poderes. Quanto ao parágrafo único desse art. 3º, que credencia um órgão público para o efetivo cumprimento do objeto da lei, por meio de dotação orçamentária governamental, afirmou-se que esse credenciamento de um órgão público indeterminado, apesar de tecnicamente incorreto, não seria inconstitucional. Esclareceu-se, no ponto, que o texto do parágrafo único do art. 3º conforma a regulamentação da lei pelo Executivo, que a desenvolverá de acordo com a conveniência da Administração, no quadro do interesse público. Vencidos os Ministros Ricardo Lewandowski e Joaquim Barbosa, que também declaravam a inconstitucionalidade do art. 1º, caput, da lei impugnada, ao fundamento de que se estaria criando uma despesa para a administração pública, sem previsão orçamentária prévia. Precedentes citados: ADI 2072 MC/RS (DJU de ); RE /MS (DJU de ); RE /MS (DJU de ); ADI 2393/AL (DJU de ); ADI 546/RS (DJU de ). ADI 3394/AM, rel. Min. Eros Grau, (ADI-3394) O porquê dessa invalidez é bem externado pelo Ministro CARLOS BRITTO, no voto proferido no citado aresto, ao esclarecer que não se pode obrigar o poder Executivo a regulamentar a lei. É uma competência que ele detém por explícita previsão constitucional, sem que o legislador ordinário possa obrigá-lo a fazer num determinado limite temporal. Destarte, o artigo em tela não pode ter sua validade chancelada, porquanto malfere o princípio da separação dos Poderes, estatuído no art. 2º da CF/88. Da observância do art. 14 da Lei Complementar n.º 101/ Não consta dos autos qualquer documento que comprove que o benefício tributário em foco atenda o disposto no art. 14 da LC n.º 101/2000, preceito que incide no presente caso e possui a seguinte legenda: LC 101/2000 Art. 14. A concessão ou ampliação de incentivo ou benefício de natureza tributária da qual decorra renúncia de receita deverá estar acompanhada de estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva iniciar sua vigência e nos dois seguintes, atender ao disposto na lei de diretrizes orçamentárias e a pelo menos uma das seguintes condições: I - demonstração pelo proponente de que a renúncia foi considerada na estimativa de receita da lei orçamentária, na forma do art. 12, e de que não afetará as metas de resultados fiscais previstas no anexo próprio da lei de diretrizes orçamentárias; II - estar acompanhada de medidas de compensação, no período mencionado no caput, por meio do aumento de receita, proveniente da elevação de alíquotas, ampliação da base de cálculo, majoração ou criação de tributo ou contribuição. 1º A renúncia compreende anistia, remissão, subsídio, crédito presumido, concessão de isenção em caráter não geral, alteração de alíquota ou modificação de base de cálculo que implique redução discriminada de tributos ou contribuições, e outros benefícios que correspondam a tratamento diferenciado. 2º Se o ato de concessão ou ampliação do incentivo ou benefício de que trata o caput deste artigo decorrer da condição contida no inciso II, o benefício só entrará em vigor quando implementadas as medidas referidas no mencionado inciso. Ocorre que a análise pormenorizada, de cunho técnico, da adequação financeira do vertente autógrafo às disposições lançadas no citado art. 14 deve ser realizada pelo setor pertinente do Poder Executivo Estadual, com atenção inclusive aos autos do processo legislativo da Assembleia Legislativa. É certo que tal omissão não representa vício de inconstitucionalidade, não afetando a validade do autógrafo de lei sob exame. Porém, a inobservância do art. 14 da LC n.º 101/2000, caso confirmada, possibilita que o Chefe do Executivo promova o veto
171 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo - 13 desse ato normativo, pois a norma por ele lançada não ostentará vigor ou eficácia até que sejam cumpridas as exigências contidas na mencionada legislação nacional. As razões apontadas no parecer da PGE, respaldam a decisão pelo veto total ao Projeto de Lei nº 281/2006 Atenciosamente PAULO CESAR HARTUNG GOMES Governador do Estado GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO GOVERNADOR Vitória, 29 de junho de MENSAGEM Nº 119/2010 Senhor Presidente: Usando da competência que é atribuída pela Constituição Estadual, em seus artigos 66, 2º e 91, IV, decidi vetar integralmente, o Projeto de Lei nº 490/2008, por vícios de inconstitucionalidade, pois invade a competência privativa da União, prevista no art. 24, V da CF/88. O PL em análise, de autoria do Deputado Euclério Sampaio, depois de aprovado nessa Casa, foi transformado no Autógrafo de Lei nº 96/2010, com o seguinte teor: Ficam obrigadas as empresas que fabricam e comercializam bebidas alcoólicas no Estado a incluírem nos rótulos fotografias de veículos em colisão e estatística de acidentes de trânsito. Solicitada a manifestação da Procuradoria Geral do Estado, aquele órgão jurídico emitiu o Parecer abaixo, que adoto e transcrevo: Da competência legislativa concorrente para a matéria produção e consumo Artigo 24, V da CF competência da União para a edição de normas gerais e do Estado para suplementá-las. Inicialmente, destacamos que o autógrafo cuida de matéria relacionada à produção e consumo de bebidas alcoólicas, já que dispõe sobre os rótulos de bebidas alcoólicas fabricadas e comercializadas no Estado, ou seja, rotulagem para comercialização. A competência legislativa em matéria de produção e consumo é concorrente, nos termos do art. 24, V da CF. Assim, uma vez editadas normas gerais pela União, os Estados poderão, dentro da competência legislativa suplementar que lhes é assegurada no 2 do art. 24 da CF, publicar normas que, respeitados os limites estabelecidos pela União, atendam às peculiaridades estaduais, como dispõe o art. 19 da Constituição Estadual. Neste sentido ensina o Colendo Supremo Tribunal Federal: 1. A Constituição do Brasil contemplou a técnica da competência legislativa concorrente entre a União, os Estadosmembros e o Distrito Federal, cabendo à União estabelecer normas gerais e aos Estados-membros especificá-las. 2. É inconstitucional lei estadual que amplia definição estabelecida por texto federal, em matéria de competência concorrente. 3. Pedido de declaração de inconstitucionalidade julgado procedente. O espaço de possibilidade de regramento pela legislação estadual, em casos de competência concorrente abre-se: (1) toda vez que não haja legislação federal, quando então, mesmo sobre princípios gerais, poderá a legislação estadual dispor; e (2) quando, existente legislação federal que fixe os princípios gerais, caiba complementação ou suplementação para o preenchimento de lacunas, para aquilo que não corresponda à generalidade; ou ainda, para a definição de peculiaridades regionais. Precedentes. 6. Da legislação estadual, por seu caráter suplementar, se espera que preencha vazios ou lacunas deixados pela legislação federal (...) "O art. 24 da CF compreende competência estadual concorrente não-cumulativa ou suplementar (art. 24, 2º) e competência estadual concorrente cumulativa (art. 24, 3º). Na primeira hipótese, existente a lei federal de normas gerais (art. 24, 1º), poderão os Estados e o DF, no uso da competência suplementar, preencher os vazios da lei federal de normas gerais, a fim de afeiçoá-la às peculiaridades locais (art. 24, 2º); na segunda hipótese, poderão os Estados e o DF, inexistente a lei federal de normas gerais, exercer a competência legislativa plena para atender a suas peculiaridades (art. 24, 3º). Sobrevindo a lei federal de normas gerais, suspende esta a eficácia da lei estadual, no que lhe for contrário (art. 24, 4º). A Lei , de , do Estado de São Paulo foi além da competência estadual concorrente nãocumulativa e cumulativa, pelo que afrontou a
172 14 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Constituição Federal, art. 22, XXIV, e art. 24, IX, 2º e 3º." Dentro de sua competência para a edição de normas gerais sobre produção e consumo, e ante a necessidade de uniformidade nacional na produção de bebidas, fiscalização, bem como informações prestadas ao consumidor, a União editou a Lei n 8.918/1994 que dispõe sobre a padronização, a classificação, o registro, a inspeção, a produção e a fiscalização de bebidas, autoriza a criação da Comissão Intersetorial de Bebidas, regulamentada hodiernamente pelo Decreto n 6.871/2009. A Lei n 8.918/1994, determina em seu artigo 11 que a rotulagem das bebidas observará o disposto em decreto, e o Decreto n 6.871/2009 (que a regulamenta) discrimina o rol de informações que devam constar do rótulo das bebidas em diversos de seus dispositivos. Assim, seja pela necessidade de tratamento nacional uniforme, seja por cuidar de normas gerais sobre produção de bebidas, ou ainda porque a União possui Lei que disciplina a matéria de forma diversa do autógrafo em comento, mostra-se indevida a atuação parlamentar em apreço. Note-se, portanto, que, muito embora a competência legislativa do Estado-membro para a matéria de produção e consumo seja suplementar, o legislador capixaba claramente ultrapassa o âmbito de sua competência para suplementar normas gerais editadas pela União em matéria de produção e comércio de bebidas, afrontando o disposto no art. 24, V da CF. Neste tocante, destacamos a lição do Exmo. Ministro Gilmar Mendes: Os Estados-membros e o Distrito Federal podem exercer, com relação às norma gerais, competência suplementar (art. 24, 2 ), o que significa preencher claros, suprir lacunas. Não há falar em preenchimento de lacuna, quando o que o que os Estados ou Distrito Federal fazem é transgredir lei federal já existente. Em caso semelhante aos autos, já sedimentou entendimento nossa Corte Maior no julgamento da ADI n 910 pela impossibilidade de atuação residual do Estado-membro em relação à informações contidas em rótulos de bebidas por existir norma federal regulamentando a matéria: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. OBRIGATORIEDADE DE INFORMAÇÕES EM EMBALAGENS DE BEBIDAS. COMÉRCIO INTERESTADUAL E INTERNACIONAL. EXISTÊNCIA DE LEGISLAÇÃO FEDERAL. ATUAÇÃO RESIDUAL DO ESTADO-MEMBRO. IMPOSSIBILIDADE. OFENSA AO ARTIGO 24, V, DA CF/88. ARTIGO 2o, DA LEI ESTADUAL 2089/93. FIXAÇÃO DE COMPETÊNCIA PARA REGULAMENTAR A MATÉRIA. SIMETRIA AO MODELO FEDERAL. COMPETÊNCIA PRIVATIVA DO GOVERNADOR DO ESTADO. 1. Rótulos de bebidas. Obrigatoriedade de informações. Existência de normas federais em vigor que fixam os dados e informações que devem constar dos rótulos de bebidas fabricadas ou comercializadas no território nacional. Impossibilidade de atuação residual do Estadomembro. Afronta ao artigo 24, V, da Constituição Federal. Precedentes. 2. (...) 3. Ação Direta de Inconstitucionalidade julgada procedente para declarar a inconstitucionalidade da Lei 2089, de 12 de fevereiro de 1993, do Estado do Rio de Janeiro. (ADI 910, Relator(a): Min. MAURÍCIO CORRÊA, Tribunal Pleno, julgado em 20/08/2003, DJ PP EMENT VOL PP-00177) Os vícios de inconstitucionalidade aqui apontados, por força do nexo de absoluta interdependência lógico-jurídica com os demais dispositivos da proposição apresentada, gravam todo o Autógrafo de Lei nº 96/2010. Com respaldo nos subsídios ofertados pela Procuradoria Geral do Estado, decidi pelo veto integral ao Projeto de Lei nº 490/2008. Atenciosamente PAULO CESAR HARTUNG GOMES Governador do Estado GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO GOVERNADOR Vitória, 29 de junho de MENSAGEM Nº 120/2010
173 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo - 15 Senhor Presidente: Fazendo uso das prerrogativas constantes dos artigos 66, 2º e 91, IV, da Constituição Estadual, comunico a essa Assembléia Legislativa que decidi pelo veto total ao Projeto de Lei nº 140/2010, aprovado nessa Casa de Leis e transformado no Autógrafo de Lei nº 95/2010, porque ele padece de vícios de inconstitucionalidade formal, eis que trata de normas gerais que se situam fora da competência dos Estados e afrontam a competência privativa da União, conforme disposto no artigo 22, VIII, da CF/88. O PL em exame, de autoria da Deputada Janete de Sá Garante ao consumidor o direito de saber o valor dos tributos embutidos no preço do produto ou serviço. Solicitada sua manifestação, a Procuradoria Geral do Estado emitiu o bem argumentado parecer que aprovo e transcrevo: O vertente autógrafo padece de inconstitucionalidade formal. Conclusão que se adota por força das conclusões esposadas em parecer anterior desta setorial, confeccionado por este parecerista, que analisou questão jurídica idêntica à que está sob exame nos autos do processo administrativo n.º , cujo objeto consistia na análise da legitimidade do Autógrafo de Lei n.º 19/2005, que estatuía o direito dos consumidores de serem informados do valor dos impostos embutidos no preço do produto ou do serviço. Eis, por oportuno, o que restou consignado por mim naquela oportunidade. In verbis: [...] O texto normativo em estudo estabelece o direito dos consumidores capixabas de serem informados, durante todo o processo de adquisição de produtos e serviços, do valor dos impostos que estão embutidos no preço, estatuindo, inclusive, sanções para o caso de não-observância de tais prescrições. Eis o seu conteúdo literal: Art. 1º É direito do consumidor saber, antes, durante a negociação e depois da compra, o valor dos impostos embutidos no preço do produto ou do serviço. 1º A divulgação dos preços deve ser feita de forma destacada e acessível, permitindo que o consumidor diferencie imediatamente o valor do produto dos impostos embutidos no preço final. 2º O disposto neste artigo aplica-se a toda e qualquer exposição pública para a venda, inclusive vitrines e similares. 3º O disposto neste artigo é inaplicável à propaganda comercial, que deve observar a legislação federal pertinente. 4º Esta lei somente é aplicável às empresas que se enquadrem no conceito de fornecedor, nos termos do artigo 3º da Lei Federal n.º 8.078, de Código de Defesa do Consumidor. Art. 2º O Poder Executivo poderá regulamentar a presente Lei e dispensar categorias econômicas de seu cumprimento, quando esse for inviável. Parágrafo único. A ausência de regulamentação não impede a eficácia imediata da presente Lei. Art. 3º Qualquer cidadão tem legitimidade para representar ao Ministério Público ou aos órgãos de defesa do consumidor informando sobre o descumprimento desta Lei. Art. 4º O descumprimento das disposições contidas na presente Lei sujeitará ao infrator a multa de 30 (trinta) Valores de Referência do Tesouro Estadual VTREs, que serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa do Consumidor FEDC. Art. 5º Esta Lei entra em vigor 30 (trinta) dias após sua publicação. Calha registrar, inicialmente, e para fins de análise comparativa, que projeto de lei com teor normativo semelhante ao texto em foco já foi objeto de discussão no Estado do Rio Grande do Sul. Trata-se do Projeto de Lei n. 156/2004 da Assembléia Legislativa do citado Estado, que visa a criar o dever dos estabelecimentos comerciais e de serviços de discriminarem o ICMS incidente sobre o produto ou serviço adquirido, o qual foi arquivado no mesmo ano de Encerradas as notas introdutórias, passo a encetar o esquadrinhamento da questão. Em uma investigação de legitimidade de um projeto de lei, faz-se necessário definir qual é a natureza jurídica das normas por ele
174 16 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 veiculadas, isso porque é com base nessa premissa que se pode afirmar (i) a competência do Estado para cuidar do tema, bem como, no caso de existir tal competência, (ii) o seu válido exercício no pormenor, em cotejo com os princípios e as regras gerais aplicáveis ao setor jurídico pertinente. Contudo, tal mister, no presente caso, não se mostra tarefa acaciana. Pelo contrário, as normas lançadas pelo veículo introdutor aprovado pela Assembléia Legislativa adejam, numa primeira análise, dois ramos do Direito Público: o Direito do Consumidor e o Direito Tributário. Com efeito, perquirindo o conteúdo do Projeto de Lei aprovado, tem-se que seu escopo primacial é regular determinado aspecto contido nas relações jurídicas travadas entre consumidores (art. 2º do CDC) e fornecedores (art. 3º do CDC), qual seja, o direito do consumidor de ser informado sobre a caga tributária que é componente da formação do preço dos produtos e dos serviços. Isso em prol de sanar a sua vulnerabilidade quanto ao conhecimento das informações econômicas dos produtos e dos serviços, para poder fortalecer sua atuação não apenas em face do fornecedor (sonegação fiscal), mas sim enquanto segmento social afetado pelo impacto econômico das políticas adotadas na área tributária. Tal fato denota a satisfação do principal requisito para a identificação de uma relação de consumo: a relação de vulnerabilidade, a qual abarca a fragilidade do consumidor no aspecto cognitivo, conforme se pode notar da seguinte lição doutrinária acerca do critério norteador da aplicação do CDC: O eixo interpretativo é o princípio da vulnerabilidade, disposto pelo art. 4º, inc. I, do Código do Consumidor (Cláudia Lima Marques, 1999: ). A vulnerabilidade pode ser técnica ( o comprador não possui conhecimentos específicos sobre o objeto que está adquirindo e, portanto, é mais facilmente enganado quanto às características do bem e quanto à sua utilidade, o mesmo ocorrendo em matéria de serviços ), jurídica ou científica ( falta de conhecimentos jurídicos específicos, conhecimentos de contabilidade ou de economia ) ou fática ou socioeconômica ( o ponto de concentração é o outro parceiro contratual, o fornecedor que por sua posição de monopólio, fático ou jurídico, por seu grande poder econômico ou em razão da essencialidade do serviço, impõe sua superioridade a todos que com ele contratam ). (LIMA, Rogério Medeiros Garcia de. Aplicação do código de defesa do consumidor. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2003, p ) Tanto é assim que o texto da lei em gênese centra-se, em todos os seus artigos, nos dois pólos da relação de consumo: o fornecedor e o consumidor, segundo os ditames expostos no CDC. Se vicejam razões para inserir as normas em testilha no ramo do Direito do Consumidor, há, por outro lado, uma razão de grande monta para situá-las no ramo do Direito Tributário: o art. 150, 5º, da CF/88; in verbis: Art Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: [...] 5º - A lei determinará medidas para que os consumidores sejam esclarecidos acerca dos impostos que incidam sobre mercadorias e serviços. Como se vê, o transcrito parágrafo 5º do art. 150 da Carta da República determina, com clareza meridiana, a regulação, por meio de edição de lei, da mesma matéria versada no projeto de lei em apreço. Ora, como tal artigo está situado no Capítulo I, do Título VI, da CF/88, que cuida do sistema tributário nacional, mais precisamente na Seção destinada ao regramento das limitações do poder de tributar, não seria nenhum absurdo concluir que direito de tal estirpe é componente ingênito do intitulado estatuto constitucional do contribuinte, que pode ser assim definido: Define-se o estatuto do contribuinte, ao pé de nossa realidade jurídico-positiva, como a somatória, harmônica e organizada, dos mandamentos constitucionais sobre matéria tributária, que, positiva ou negativamente, estipulam direitos, obrigações e deveres do sujeito passivo, diante das pretensões do Estado (aqui utilizado na sua acepção mais ampla e abrangente entidade tributante). E quaisquer desses direitos, deveres e obrigações, por ventura encontrados em outros níveis da escala jurídico-normativa,
175 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo - 17 terão de achar respaldo de validade naqueles imperativos supremos, sob pena de flagrante injurídicidade. (CARVALHO, Paulo de Barros apud CARRAZA, Roque Antonio. Curso de direito constitucional tributário. 16. ed. São Paulo: Malheiros, 2001, p ) Nessa perspectiva, e apesar de o texto da Constituição direcionar seu comando aos consumidores, é certo que a eficácia do direito em tela irá beneficiar qualquer contribuinte de fato, não importando se ele for, ou não, consumidor para fins de aplicação do CDC. Fato que pode perfeitamente descaracterizar a sua qualidade de prerrogativa imanente à condição do consumidor, configurando-o como direito peculiar dos contribuintes de fato, conclusão que encontra amparo na localização constitucional do preceito, como já visto. Apresentados esses dois enfoques, tem-se, porém, que a definição por um deles é totalmente despicienda para os fins pragmáticos deste parecer, vez que, seja qual for a natureza jurídica das normas em disquisição (Tributárias ou Consumeristas), elas encontram-se eivadas de inconstitucionalidade formal. Isso ocorre porque a competência legislativa dos Estados-membros, quer em relação ao Direito Tributário, quer em relação ao Direito do Consumidor, é do tipo concorrente limitada, restando-lhe, nesse caso, a denominada competência legislativa suplementar, que consiste na atribuição de complementar as normas gerais expelidas pela União Federal, criando normas específicas, e, no caso de ausência de legislação nacional de cunho geral quanto a um determinado tema, exercer a competência legislativa plena, com uma atuação supletiva em relação à lacuna em questão, em prol de atender as suas peculiaridades. Conclusões que são extraídas facilmente da disciplina constitucional sobre o tema: Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: I - direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico; II - orçamento; III - juntas comerciais; IV - custas dos serviços forenses; V - produção e consumo; [...] 1º - No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á a estabelecer normas gerais. 2º - A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplementar dos Estados. 3º - Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a competência legislativa plena, para atender a suas peculiaridades. 4º - A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei estadual, no que lhe for contrário. Bem por isso é que se pode afirmar que, em se tratando de competência legislativa concorrente limitada, a União Federal não pode invadir o espaço reservado aos Estados para elaborar suas normas específicas (podendo apenas, como é óbvio, estabelecêlas para os órgãos federais), e, por outro lado, o Estado não poderá, prima facie, confeccionar normas gerais sobre o tema objeto desse tipo de competência. O resultado dessa delimitação de poderes legislativos é a inconstitucionalidade das normas editadas fora dos limites desenhados pelos parágrafos do art. 24 da Carta da República, como ensina FERNANDA DIAS MENEZES DE ALMEIDA: [...] no campo da competência concorrente cumulativa, em que há definição prévia do campo de atuação legislativa de cada centro de poder em relação a uma mesma matéria, cada um deles, dentro dos limites definidos, deverá exercer sua competência com exclusividade, sem subordinação hierárquica. Com a conseqüência de que a invasão do espaço legislativo de um centro de poder por outro gera a inconstitucionalidade da lei editada pelo invasor. (A repartição das competências na constituição brasileira de ed., São Paulo: Atlas, 2005, p. 146) Focando a questão nos Estados Federados, fica claro que, em relação às matérias arroladas no art. 24 da CF/88, sua atuação regular restringe-se à criação de normas específicas, não podendo adentrar no campo das normas gerais. Mas, o que seriam normas gerais? Tal indagação foi objeto de grandes debates por juristas de escol, sem que se chegasse a um denominador comum, um conceito apriorístico, capaz de definir com precisão todas as celeumas que gravitam em torno do
176 18 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 tema. Tal se deve à riqueza de conotações que a expressão norma geral pode portar. Vale dizer, no discurso jurídico não há definição de um conceito único, condutor de um valor preciso, capaz de separar as normas gerais das específicas, existindo, na verdade, o câmbio de sua definição de acordo com a necessidade de solução de um caso concreto. Nesse mote, são de especial clarividência as lições de TERCIO SAMPAIO FERRAZ JR.: A expressão normas gerais tem de ser interpretada pela dogmática analítica, com ajuda de suas distinções tipológicas. Que significa geral? É a norma geral no sentido do destinatário, da facti species ou do espaço de incidência? Se um Estado federado, digamos, vier a definir um produto como nocivo à saúde e proibir sua comercialização em seu território, estaria respeitando o preceito constitucional? Para resolver o conflito, o jurista tem de combinar diferentes critérios, como o critério da generalidade abstrata e o do espaço de incidência. A vedação da comercialização e a qualificação do produto é objeto de norma geral-abstrata nacional, isto é, seu âmbito é todo o território nacional. (Introdução ao estudo do direito. 3. ed., São Paulo: Atlas, 2001, p. 125) Extrai-se do escólio acima transcrito que a identificação das normas gerais em contraponto às normas específicas se dá com fulcro em três ordens de idéias: (i) âmbito de incidência espacial (em todo o território nacional, no território dos Estados, ou só no território dos municípios); (ii) âmbito de incidência pessoal (ter como destinatário todas as pessoas políticas ou apenas aquela que editou a norma); (iii) natureza da matéria disciplinada pela norma (quando o tratamento de uma determinada questão, por seu cunho de generalidade, por sua importância nacional ou mesmo pela necessidade de uniformização de uma dada disciplina, deva ser feito por intermédio de uma regra de validade geral). É certo que há uma inextirpável imbricação entre esses três conceitos apresentados. Contudo, os dois primeiros são mais objetivos, e até por isso foram os que ganharam destaque no início das discussões sobre o tema. Mas, a adoção pelas recentes Constituições brasileiras, de forma cada vez mais ampla, da técnica da competência concorrente limitada (na qual cada ente da federação tem um papel específico de atuação legislativa), aliada à crescente intervenção do Estado na sociedade com a inevitável inflação legislativa, fez emergir a necessidade de se dar uniformidade de tratamento a certas matérias, sob o acicate do interesse nacional, o que tornou cada vez mais relevante o terceiro critério: o da natureza da matéria veiculada pela norma, conforme se pode depreende do seguinte trecho de aresto do STF: No caso, é evidente que a lei paulista contraria a lei federal, pois esta última, longe de vedar o emprego do amianto crisotila, regula a forma adequada para sua legitima extração, industrialização, utilização e comercialização. A situação implica, desde logo, a ilegalidade dos dispositivos em análise. Para fins de controle concentrado, no entanto, a questão de relevo é que a legislação local cuida de normas gerais sobre produção e consumo de amianto, o que afronta as regras de repartição de competência concorrente previstas no artigo 24 da Constituição Federal. [...] Não há dúvida que o art. 1º do ato em exame legislou sobre matéria reservada à União. Invadiu, pois, competência que não era sua. Por outro lado, em tema de proteção e defesa da saúde pública e meio ambiente, a questão do uso de amianto não revela qualquer particularidade que justifique a exceção pretendida pelo Estado de São Paulo. Com se evidencia, trata-se de questão de interesse nacional, sendo legítima e cogente a regulamentação geral editada pela União Federal. (ADI 2656 / SP - SÃO PAULO, Relator(a): Min. MAURÍCIO CORRÊA. Julgamento: 08/05/2003, Órgão Julgador: Tribunal Pleno) Destarte, o estudo da natureza da matéria tratada pela norma jurídica tem, também, papel de relevo na identificação de sua eventual generalidade para fins de aplicação das disposições veiculadas pelo art. 24 do Texto Maior. Vem à tona, por conseguinte, a lição assaz repetida pela doutrina de que as normas gerais são aquelas que veiculam princípios, bases e diretrizes, que irão fundamentar a disciplina de um dado tema, reservando-se às normas específicas a função de complementar o tratamento geral existente, descendo a pormenores, em prol de sua
177 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo - 19 aplicabilidade e adaptação às peculiaridades locais. Tal ensinamento, que é ligado à natureza da matéria tratada, apesar de não ser uma inverdade, precisa, porém, ser aperfeiçoado, acrescentado-lhe especificidades, sob pena de se perder a precisão do conceito. Isso porque as normas gerais não se restringem ao estabelecimento de diretrizes, bases e princípios, no sentido específico de serem princípios-valores, enunciados carreadores de axiomas com a ingente função de servirem de vetores impositivos da interpretação e da aplicação das normas jurídicas postas sob seu pálio. Ao revés, há normas gerais que, sem perder a característica de base da disciplina jurídica de uma matéria, assumem o caráter de meras regras (normas jurídicas stricto sensu), com a estrutura hipotético-condicional que é peculiar a essa categoria, sendo despidas, de certo modo, da função de vetor interpretativo de um segmento do ordenamento jurídico. Isso sem prejuízo do caráter cogente de suas disposições em relação ao universo das pessoas políticas. Toda essa exposição serve apenas para afirmar que normas jurídicas em sentido estrito (denominadas também de regras jurídicas), apresentadas sob a forma de uma hipótese ligada a uma conseqüência, e veiculadoras de direitos e deveres específicos, podem ser também consideradas verdadeiras normas gerais, bastando, para tanto, que contenham em seu bojo pelo menos um dos três critérios, acima apresentados, de identificação dessa estirpe de normas: (i) ter como âmbito de incidência territorial todo o território nacional; (ii) ter com âmbito de incidência pessoal todos os entes da federação; ou (iii) conter o regramento de uma matéria que, por sua peculiar natureza, revela a necessidade de uma regulação homogenia, tendo em vista ser ela de interesse nacional. Fixada essa premissa, e em atenção ao caso sub examine, tem-se que as normas jurídicas contidas no Projeto de Lei n.º 134/04, aprovado pela Assembléia Legislativa, são verdadeiras normas gerais, já que satisfazem todos os critérios aplicáveis na identificação de tal classe de normas. Vejamos: A criação do dever dos fornecedores de explicitarem a carga tributária, relativa aos impostos, componente dos preços dos produtos e dos serviços constitui matéria de interesse nacional, a demandar tratamento uniforme em todo o território brasileiro. De fato, as normas em comento não especificam tratamento jurídico porventura existente acerca dessa matéria, não constituem uma solução optativa escolhida sob a influência determinante de uma norma geral. Pelo contrário, elas inovam o ordenamento, criando um direito/dever dantes não previsto, e que é do interesse do segmento dos consumidores/contribuintes como um todo. Não se trata, portanto, de tratamento específico de diretrizes veiculadas por uma norma geral, em adaptação às peculiaridades regionais. Em suma: a matéria objeto das normas veiculadas pelo Projeto de Lei em estudo (i) demanda um tratamento geral e uniforme, por ser de interesse nacional; (ii) não configura mero desdobramento de disciplina contida em um regramento geral preexistente; (iii) não têm nenhuma conexão com as peculiaridades locais do Estado federado. Ainda: as normas contidas no Projeto de Lei em discussão acabam por gerar efeitos na esfera jurídica de todos os entes da federação, o que denota que elas satisfazem um segundo critério identificador das normas gerais: ter como âmbito de eficácia pessoal todas as pessoas políticas. Realmente, pode-se mencionar, a título de exemplo, que o dever de apresentação da carga tributária originada por impostos gera reflexos, mesmo que indiretos, na disciplina normativa de tributos federais, como o IPI, sem contar, ainda, as contribuições sociais, as quais o termo impostos utilizado pelo texto em análise certamente visa a abarcar. Nessa perspectiva, tem-se que essa disciplina acaba por limitar o poder da União Federal de regular determinado aspecto, mesmo que secundário, de seus próprios tributos, nota da influência das normas em testilha sobre sua esfera jurídica. A necessidade de tratamento nacional do tema em foco, por conta da natureza da matéria em questão e da qualidade dos destinatários dos seus efeitos, é muito bem exposta por ROQUE ANTONIO CARRAZA: O art. 150, 5º, da CF estatui que a lei determinará medidas para que os consumidores sejam esclarecidos acerca dos impostos que incidam sobre mercadorias e serviços.
178 20 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Este dispositivo, aparentemente inócuo, visa, na verdade, a fazer, com que os consumidores tenham uma noção exata da carga tributária que estão suportando, na condição de contribuintes de fato, nos chamados impostos indiretos. Com isto, serão induzidos a assumir uma postura menos tolerante no que concerne à sonegação fiscal habitualmente realizada por maus comerciantes e inescrupulosos prestadores de serviços, que costumam deixar de emitir notas fiscais, não documentando, assim, a ocorrência do fato imponível tributário. [...] Embora a Constituição aluda, apenas, à lei, estamos convencidos de que tal lei só pode ser uma lei complementar, já que irá irradiar efeitos sobre todas as unidades federativas, abarcando o IPI, o ICMS, o ISS etc. Uma lei federal não teria força jurídica para irradiar efetios no âmbitos dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal. Mutatis mutantis, a mesma ordem de raciocínio vale para a lei estadual, a lei municipal e a lei distrital. Na realidade, somente uma lei nacional poderá determinar as medidas preconizadas no dispositivo constitucional em tela. [...] (Curso de direito constitucional tributário. 16. ed. São Paulo: Malheiros, 2001, p ) Em arremate, resta pontuar que as normas contidas no texto em apreço espraiam efeitos por todo o território nacional. Com efeito, o Projeto de Lei estabelece o dever de os fornecedores capixabas informarem o valor dos tributos contido no preço dos produtos e dos serviços, criando, logicamente, o direito de os consumidores capixabas exigirem dos fornecedores o cumprimento dessa conduta. Ocorre que as relações de comércio não ocorrem dentro de um quadro estático, onde os fornecedores e os consumidores situam-se dentro do território de um mesmo Estado. Ao contrário, é comum que os consumidores adquiram produtos de fornecedores situados em outros Estados, por intermédio da internet, representantes, catálogos ou mesmo por telefone. Nessa situação, os consumidores capixabas continuam a ter o direito de exigir a demonstração da carga tributária nos termos do Projeto de Lei aprovado (já que são os beneficiários do direito), mas agora em face de fornecedores situados fora dos limites do Estado do Espírito Santo (que não deveriam ser os destinatários do dever). Situação essa que demonstra, claramente, que o âmbito de incidência territorial das normas em análise extravasam as fronteiras de nosso Estado, alcançando todo o território nacional. Tomando por gancho essa última constatação, não sobeja afirmar, no escopo de reforçar a tese de inconstitucionalidade formal do inteiro teor do Projeto de Lei aprovado pela Casa de Leis capixaba, que texto normativo com tal teor, ao fixar um dever que deve ser obedecido em qualquer transação comercial efetivada por um consumidor capixaba, acaba por interferir no comércio interestadual e até mesmo no internacional, cuja disciplina jurídica é da competência privativa da União Federal, conforme preceitua o art. 22, inc. VIII, do Texto Magno: Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: [...] VIII - comércio exterior e interestadual; Nesse sentido já se posicionou em várias ocasiões o Excelso Pretório, como se pode depreender de trecho de Voto prolatado pelo então Ministro Maurício Corrêa, bem como de ementa de julgamento de ADI. Eis, respectivamente, a transcrição de tais textos: Com razão o Procurador-Geral da República ao afirmar que a norma em questão não resiste a um juízo de inconstitucionalidade. A lei local impôs exigências a todas as bebidas comercializadas no âmbito do Estado do Rio de Janeiro, independentemente de sua procedência. Dessa forma, esses produtos, mesmo fabricados nos demais estados da federação ou ainda no exterior, deveriam trazer numeração específica em seus rótulos ou tampinhas para que pudessem ser comercializados naquele ente federado. Parece-me que, de fato, está o Estado do Rio de Janeiro legislando em matéria de comércio interestadual e até mesmo internacional, pois, como se sabe, há uma grande parcela de importação de bebidas produzidas em outros países e que, para serem vendidas no Estado fluminense, estariam sujeitas à identificação numérica prevista. De qualquer sorte, em tema de comércio interestadual é clara a interferência operada pela norma impugnada, visto que notória a comercialização no Estado do Rio de Janeiro de bebidas provenientes de outros entes federados.
179 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo - 21 (ADI 910 / RJ Relator(a): Min. MAURÍCIO CORRÊA. Julgamento: 20/08/2003 Órgão Julgador: Tribunal Pleno) OBRIGATORIEDADE DE INFORMAÇÕES, NAS EMBALAGENS DE PRODUTOS ALIMENTICIOS, COMERCIALIZADOS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (LEI FLUMINENSE N , DE 1991, ART. 2., ITENS II, III E IV). CAUTELAR DEFERIDA, EM FACE DA URGENCIA DA MEDIDA E DA RELEVÂNCIA DA FUNDAMENTAÇÃO JURÍDICA DO PEDIDO (ARTIGOS 24, V E 22, VIII, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL). (ADI 750 MC / RJ - Relator(a): Min. OCTAVIO GALLOTTI Julgamento: 29/06/1992, Órgão Julgador: TRIBUNAL PLENO) De toda sorte, não há dúvidas de que as normas contidas no Projeto de Lei em apreço são verdadeiras normas gerais, quer de Direito Tributário, quer de Direito do Consumidor, o que as tornam formalmente inconstitucionais, porquanto o Estado não tem competência para confeccioná-las. Nem se argumente que o Estado-membro poderia fazer uso da competência legislativa plena prevista no art. 24, 3º, da CF/88, seja (i) para disciplinar de forma primária o tema em questão, em razão da ausência de lei federal de caráter geral, isso no caso de se entender que as normas em foco são tributárias; (ii) seja para suprir omissão contida na lei geral existente sobre o tema (CDC), isso na hipótese de serem tais normas reguladoras de relações de consumo. De fato, a aludida competência legislativa plena dos Estados para a edição de normas gerais não é incondicionada, nem sequer possui os mesmos contornos da competência originariamente destinada à União. Tanto é assim que o próprio artigo que a disciplina estabelece o seu preciso limite, que é fruto de sua específica destinação jurídica; in verbis: 3º - Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a competência legislativa plena, para atender a suas peculiaridades. Exsurge, com clareza hialina, que o Estado somente poderá manejar a sobredita competência plena (supletiva) a fim de atender as suas peculiaridades. Ou seja: apenas poderá estabelecer normas gerais quando destinadas a possibilitar o regramento específico das suas necessidades locais. Entretanto, o presente caso não se subsome a essa hipótese, visto que as normas editadas cuidam de interesse nacional, gerando, outrossim, efeitos para todos os entes da federação, e em todo o território nacional, como foi suficientemente explicitado linhas atrás. Assim pensa a melhor doutrina: As normas específicas do Estado são suplementares, no sentido de que ocupam campo ex novo, embora específico e derivado do espaço aberto pela norma geral (art. 24, 3º), e podem também ser supletivas à medida que suprem a omissão ou a ausência da lei federal, embora, ainda nesse caso, se trate de norma estadual de conteúdo específico, uma vez que o texto condiciona a faculdade legislativa plena do Estado ao atendimento de suas peculiaridades. (FERRAZ, Anna Cândida da Cunha, Apud ALMEIDA, Fernanda Dias Menezes de. A repartição das competências na constituição brasileira de ed., São Paulo: Atlas, 2005, p. 155) Ademais, há ainda outros argumentos que se prestam a afastar o legítimo exercício da competência legislativa plena conferida aos Estados pelo art. 24, 3, da CF/88, na presente hipótese. Vamos a eles: Caso se entenda que os preceitos em debate pertencem ao ramo do Direito do Consumidor, verifica-se que a norma geral editada pela União Federal regulando essa matéria (Código de Defesa do Consumidor) impede que os Estados exerçam a competência legislativa plena prevista no art. 24, 3º, da CF/88. Isso porque o art. 55, caput, do CDC, prescreve que o exercício da competência concorrente no tema deverá restringir-se às respectivas áreas de atuação administrativa das pessoas políticas legiferantes: CDC. Art. 55. A União, os Estados e o Distrito Federal, em caráter concorrente e nas suas respectivas áreas de atuação administrativa, baixarão normas relativas à produção, industrialização, distribuição e consumo de produtos e serviços. Ora, tal regramento indica que não há omissão normativa na regulação das relações de consumo em nível geral abstrato, tendo o CDC reputado esgotado o tratamento desse tema no pormenor. Nesse caso, poderia existir tão-somente a expressa intenção de não disciplinar a matéria, mas nunca omissão, já que a própria lei geral revela que
180 22 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 sua complementação será apenas para adequá-la às respectivas áreas de atuação dos Estados, o que afasta a incidência do art. 24, 3º, da Carta da República. Essa moldura jurídico-normativa realça o vício de inconstitucionalidade apresentado, gerando, também, um vício de ilegalidade, tendo em mira a contrariedade existente entre o Projeto de Lei n.º 134/04 em relação ao citado art. 55 do CDC, ao qual os Estados devem obediência. Por outro giro, caso se entenda que as normas lançadas pelo Projeto de Lei em comento são de Direito Tributário, terá aplicação o comando previsto no art. 146 da CF/88, determinando que tal disciplina jurídica seja efetuada por meio de Lei Complementar editada pela União Federal, como, aliás, ensina a lição doutrina acima citada de ROQUE ANTONIO CARRAZA: Art Cabe à lei complementar: I - dispor sobre conflitos de competência, em matéria tributária, entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios; II - regular as limitações constitucionais ao poder de tributar; III - estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre: Fica caracterizada, assim, a indevida invasão da competência legislativa reservada à União Federal pela CF/88, fato que conspurca o Projeto de Lei em análise com o vício de inconstitucionalidade formal. 3. Conclusão: Do exposto, conclui-se que o inteiro teor do Projeto de Lei n.º 134/04 deve ser objeto de veto a ser efetivado pelo Excelentíssimo Governador do Estado do Espírito Santo, tendo em vista que esse ato normativo padece do vício de inconstitucionalidade formal, (i) seja por se tratar de normas gerais que se situam fora da competência dos Estados prevista no art. 24, e parágrafos, da CF/88, já que na hipótese somente teria aptidão para confeccionar normas específicas, (ii) seja por malferir a competência privativa da União de regrar o comércio internacional e interestadual, a teor do art. 22, VIII, da CF/88. Tais considerações, que se encontram reforçadas pela aprovação no Senado federal de projeto de lei (Projeto de Lei do Senado n.º 174, de 2006), o qual cuida do mesmo assunto tratado pelo autógrafo em apreço, aplicam-se mutatis mutandis à hipótese sob disquisição. Destarte, pode ser concluir pela inconstitucionalidade formal do inteiro teor do Autógrafo de Lei n.º 95/2010, já que esse ato normativo padece do vício de inconstitucionalidade formal, seja por violação ao art. 24, e parágrafos, da CF/88, seja por malferir a competência privativa da União para regrar o comércio internacional e interestadual, a teor do art. 22, VIII, da CF/88. Note-se, em arremate, que não há na lei em nascimento sanção a ser imputada à inobservância do dever por ela criado. Desse modo, pode-se afirmar, de toda sorte, que é conveniente e oportuno que seja vetado o inteiro teor do Autógrafo de Lei n.º 95/2010, na medida em que a ausência de sanção na norma por ele veiculada, afeta a sua validade ou, quando menos, a sua eficácia jurídica. Com efeito, a existência de preceito com essa configuração no ordenamento jurídico capixaba propiciará o seu descumprimento sem que o Estado possa manejar validamente qualquer mecanismo para se contrapor a tal ilícito. Os vícios de inconstitucionalidade apontados, justificam a aposição do veto total ao Projeto de Lei nº 140/2010. Atenciosamente PAULO CESAR HARTUNG GOMES Governador do Estado ATOS LEGISLATIVOS ATOS ATO Nº 680 Concede Medalha Alferes Tiradentes. A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, no uso de suas atribuições regimentais, com base na Resolução 2.543, de , resolve: Art. 1º Fica concedida a Medalha Alferes Tiradentes, ao Tenente Coronel BM Carlos Marcelo D Isep Costa. Art. 2º Este Ato entra em vigor na data de sua publicação.
181 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo - 23 PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 681 Concede Medalha Alferes Tiradentes. A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, no uso de suas atribuições regimentais, com base na Resolução 2.543, de , resolve: Art. 1º Fica concedida a Medalha Alferes Tiradentes, ao Tenente Coronel BM Paulo Cesar Corrêa Lima. Art. 2º Este Ato entra em vigor na data de sua publicação. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 682 Concede Medalha Alferes Tiradentes. A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, no uso de suas atribuições regimentais, com base na Resolução 2.543, de , resolve: Art. 1º Fica concedida a Medalha Alferes Tiradentes, ao Coronel BM RR Carlindo Tristão Charpinel. Art. 2º Este Ato entra em vigor na data de sua publicação. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 683 Concede Medalha Alferes Tiradentes. A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, no uso de suas atribuições regimentais, com base na Resolução 2.543, de , resolve: Art. 1º Fica concedida a Medalha Alferes Tiradentes, ao Major BM Bruno Tadeu Rigo. Art. 2º Este Ato entra em vigor na data de sua publicação. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 684 Concede Medalha Alferes Tiradentes. A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, no uso de suas atribuições regimentais, com base na Resolução 2.543, de , resolve: Art. 1º Fica concedida a Medalha Alferes Tiradentes, ao Capitão BM Jorge Augusto Santana Tabachi. Art. 2º Este Ato entra em vigor na data de sua publicação. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 685 Concede Medalha Alferes Tiradentes. A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, no uso de suas atribuições regimentais, com base na Resolução 2.543, de , resolve:
182 24 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Art. 1º Fica concedida a Medalha Alferes Tiradentes, ao Capitão BM João Rosa Sirtoli. Art. 2º Este Ato entra em vigor na data de sua publicação. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 686 Concede Medalha Alferes Tiradentes. A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, no uso de suas atribuições regimentais, com base na Resolução 2.543, de , resolve: Art. 1º Fica concedida a Medalha Alferes Tiradentes, ao Capitão BM RR Walter Victorino Luz Pinto. Art. 2º Este Ato entra em vigor na data de sua publicação. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 687 Concede Medalha Alferes Tiradentes. A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, no uso de suas atribuições regimentais, com base na Resolução 2.543, de , resolve: Art. 1º Fica concedida a Medalha Alferes Tiradentes, ao 2º Tenente BM Herasmo Damaceno Santana. Art. 2º Este Ato entra em vigor na data de sua publicação. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 688 Concede Medalha Alferes Tiradentes. A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, no uso de suas atribuições regimentais, com base na Resolução 2.543, de , resolve: Art. 1º Fica concedida a Medalha Alferes Tiradentes, ao 2º Sargento BM Antônio Carlos de Souza. Art. 2º Este Ato entra em vigor na data de sua publicação. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 689 Concede Medalha Alferes Tiradentes. A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, no uso de suas atribuições regimentais, com base na Resolução 2.543, de , resolve: Art. 1º Fica concedida a Medalha Alferes Tiradentes, ao 2º Sargento BM João Batista Scottá da Silva. Art. 2º Este Ato entra em vigor na data de sua publicação. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício
183 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo - 25 ATO Nº 690 Concede Medalha Alferes Tiradentes. A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, no uso de suas atribuições regimentais, com base na Resolução 2.543, de , resolve: Art. 1º Fica concedida a Medalha Alferes Tiradentes, ao 3º Sargento BM Joval Martins da Silva. Art. 2º Este Ato entra em vigor na data de sua publicação. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 691 Concede Medalha Alferes Tiradentes. A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, no uso de suas atribuições regimentais, com base na Resolução 2.543, de , resolve: Art. 1º Fica concedida a Medalha Alferes Tiradentes, ao Cabo BM Betuel Garcia Nery. Art. 2º Este Ato entra em vigor na data de sua publicação. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 692 Concede Medalha Alferes Tiradentes. A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, no uso de suas atribuições regimentais, com base na Resolução 2.543, de , resolve: Art. 1º Fica concedida a Medalha Alferes Tiradentes, ao Cabo BM Carlos Roberto Rampinelli Rossi. Art. 2º Este Ato entra em vigor na data de sua publicação. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 693 Concede Medalha Alferes Tiradentes. A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, no uso de suas atribuições regimentais, com base na Resolução 2.543, de , resolve: Art. 1º Fica concedida a Medalha Alferes Tiradentes, ao Cabo BM Carlos Pompermayer Feijó. Art. 2º Este Ato entra em vigor na data de sua publicação. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 694 Concede Medalha Alferes Tiradentes. A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, no uso de suas atribuições regimentais, com base na Resolução 2.543, de , resolve: Art. 1º Fica concedida a Medalha Alferes Tiradentes, ao Cabo BM Salvador Martins. Art. 2º Este Ato entra em vigor na data de sua publicação.
184 26 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 695 Concede Medalha Alferes Tiradentes. A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, no uso de suas atribuições regimentais, com base na Resolução 2.543, de , resolve: Art. 1º Fica concedida a Medalha Alferes Tiradentes, ao Cabo BM Irani Carlos dos Santos. Art. 2º Este Ato entra em vigor na data de sua publicação. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 696 Concede Medalha Alferes Tiradentes. A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, no uso de suas atribuições regimentais, com base na Resolução 2.543, de , resolve: Art. 1º Fica concedida a Medalha Alferes Tiradentes, ao Cabo BM Elson da Penha Fernandes. Art. 2º Este Ato entra em vigor na data de sua publicação. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 697 Concede Medalha Alferes Tiradentes. A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, no uso de suas atribuições regimentais, com base na Resolução 2.543, de , resolve: Art. 1º Fica concedida a Medalha Alferes Tiradentes, ao Cabo BM Rogério Rufino. Art. 2º Este Ato entra em vigor na data de sua publicação. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 698 Concede Medalha Alferes Tiradentes. A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, no uso de suas atribuições regimentais, com base na Resolução 2.543, de , resolve: Art. 1º Fica concedida a Medalha Alferes Tiradentes, ao Soldado BM Anderson Prúcoli Taufner. Art. 2º Este Ato entra em vigor na data de sua publicação. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 699 Concede Medalha Alferes Tiradentes. A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, no uso de suas atribuições regimentais, com base na Resolução 2.543, de , resolve:
185 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo - 27 Art. 1º Fica concedida a Medalha Alferes Tiradentes, ao Soldado BM Anderson Borba Lyrio. Art. 2º Este Ato entra em vigor na data de sua publicação. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício RESOLUÇÕES (*) RESOLUÇÃO Nº Admite na Ordem do Mérito Domingos Martins o Senhor Luis Fernando Fiorotti Mathias. A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando das atribuições que lhe são conferidas pelo artigo 17, XXVI do Regimento Interno, aprovado pela Resolução nº 2.700, de 15 de julho de 2009, combinado com os artigos 2º da Resolução 1.390, de e 4º da Resolução nº 1.391, de , promulga a seguinte Resolução: Art. 1º Admitir na Ordem do Mérito Domingos Martins no Grau de Cavaleiro, o Senhor Luis Fernando Fiorotti Mathias, concedendo-lhe as insígnias e o Diploma do respectivo Grau. DECRETOS DECRETO LEGISLATIVO N 73/2010 Aprova as contas relativas ao exercício de 2007, prestadas pelo Presidente do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo. A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando das atribuições que lhe são conferidas pelo artigo 17, XXVI do Regimento Interno, aprovado pela Resolução nº 2.700, de 15 de julho de 2009, promulga o seguinte Decreto Legislativo: Art. 1º Ficam aprovadas as contas relativas ao exercício de 2007, prestadas pelo Presidente do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo, com base no exame da matéria procedido pela Comissão de Finanças, Economia, Orçamento, Fiscalização, Controle e Tomada de Contas. Art. 2º Este Decreto Legislativo entra em vigor na data de sua publicação. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 29 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATOS ADMINISTRATIVOS Art. 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 28 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício (*) Reproduzida por ter sido redigida com incorreção. ATOS DA MESA DIRETORA ATO Nº 676 APROVA A 10ª ALTERAÇÃO DO QUADRO DE DETALHAMENTO DE DESPESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO. A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, e tendo em vista o que dispõe a Lei nº 9.277, de , e a Lei nº 9.400, de ;
186 28 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 RESOLVE: Art. 1º - Proceder na forma dos anexos I e II a este Ato, a 10ª Alteração do Quadro de Detalhamento de Despesa, publicado em conformidade com o Ato nº 1770, de 26 de janeiro de Art. 2º - Este Ato entra em vigor no data de sua publicação. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 24 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício QUADRO DE DETALHAMENTO DE DESPESA - ANEXO I - SUPLEMENTAÇÃO R$ CÓDIGO ESPECIFICAÇÃO NATUREZA F VALOR ASSEMBLEIA LEGISLATIVA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA ADMINISTRAÇÃO DA UNIDADE Locação de mão-de-obra ,00 TOTAL ,00 QUADRO DE DETALHAMENTO DE DESPESA - ANEXO II ANULAÇÃO CÓDIGO ESPECIFICAÇÃO NATUREZA F VALOR PRORROGAR, por mais 30 (trinta) dias, o prazo de vigência da Comissão de Sindicância, criada pelo Ato da Mesa Diretora de nº 1186/2009, publicado no DPL de , visando apurar fatos narrados no Processo Administrativos nº /2009. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de 2010 ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 701 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: PRORROGAR, por mais 30 (trinta) dias, o prazo de vigência da Comissão de Sindicância, criada pelo Ato da Mesa Diretora de nº 1557/2009, publicado no DPL de , visando apurar fatos narrados no Processo Administrativos nº /2009. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de 2010 ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº ASSEMBLEIA LEGISLATIVA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: ADMINISTRAÇÃO DA UNIDADE Passagens e Despesas com Locomoção Outros Serviços de Terceiros Pessoa Jurídica , ,00 PRORROGAR, por mais 30 (trinta) dias, o prazo de vigência da Comissão de Sindicância, criada pelo Ato da Mesa Diretora de nº 1604/2009, publicado no DPL de , visando apurar fatos narrados no Processo Administrativos nº /2009. ATO Nº 700 TOTAL ,00 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de 2010 ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício
187 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo - 29 DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 703 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: EXONERAR, a pedido, na forma do artigo 61, 2º, alínea b, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, LEANDRO DOS SANTOS VIEIRA, do cargo em comissão de Assistente Legislativo, da Secretaria da Assembleia Legislativa. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 704 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: EXONERAR, na forma do artigo 61, 2º, alínea a, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, MARGARIDA PEREIRA BANHOS, do cargo em comissão de Técnico Júnior de Gabinete de Representação Parlamentar, código TJGRP, do gabinete do Deputado Wanildo Sarnáglia por solicitação do próprio Deputado, contida no processo nº /2010. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 705 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: NOMEAR, na forma do artigo 12, inciso II, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, JOELMA DE SOUZA MORAES LUIZ, para exercer o cargo em comissão de Técnico Júnior de Gabinete de Representação Parlamentar, código TJGRP, no gabinete do Deputado Wanildo Sarnáglia por solicitação do próprio Deputado, contida no processo nº /2010. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 706 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: NOMEAR, na forma do artigo 12, inciso II, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, ANDRESSA MANSKY SÁ PEREIRA, para exercer o cargo em comissão de Assistente Legislativo, da Secretaria da Assembleia Legislativa. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 707 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, e conforme o que consta no Processo Administrativo , resolve: CONCEDER, de acordo com o art. 108 e 118 da Lei Complementar nº 46/94, FÉRIAS- PRÊMIO referente ao decênio de 15/05/2000 a 12/05/2010 à servidora DANIELA DE OLIVEIRA CALIXTE, matrícula , ocupante do cargo efetivo de Assistente de Apoio Legislativo EASAL. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício
188 30 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 708 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, no uso de suas atribuições inscritas no artigo 56, inciso III, da Constituição Estadual, no artigo 247 e seguintes da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994 e no artigo 17, inciso XXIV, do Regimento Interno, resolve: Art. 1º DETERMINAR a abertura de processo de SINDICÂNCIA para apurar os fatos narrados no Processo Administrativo nº /2010. Art. 2º DESIGNAR para compor a Comissão de Sindicância os servidores, João Manoel Miranda Nunes, Hélcio Joaquim Correa Mesquita e Miguel Pedro Amm Filho, devendo a comissão funcionar sob a presidência do primeiro servidor. Parágrafo único. A comissão designada neste artigo terá o prazo de 30 (trinta) dias para conclusão de seus trabalhos, a partir da publicação do presente ato. Art. 3º Este Ato entra em vigor na data de sua publicação PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 709 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: Art. 1º Decreta ponto facultativo no Poder Legislativo, no dia 02 de julho, sexta-feira. Art. 2º Não se aplica a medida contida no art. 1º, aos setores que não podem sofrer solução de continuidade. Art. 3º Este ato entra em vigor na data de sua publicação. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 710 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: TORNAR SEM EFEITO, o ato nº 661, de , publicado em , que nomeou GLAUCO JABOUR MEIRELLES, para exercer o cargo em comissão de Técnico Sênior de Gabinete de Representação Parlamentar TSGRP, no Gabinete do Deputado Rudinho de Souza, por solicitação do próprio deputado, contida no processo nº /2010. ATO Nº 711 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: TORNAR SEM EFEITO, o ato nº 655, de , publicado em , que nomeou ALAN VELASCO MACHADO, para exercer o cargo em comissão de Assistente de Gabinete de Representação Parlamentar ASGRP, no Gabinete do Deputado Rudinho de Souza, por solicitação do próprio deputado, contida no processo nº /2010. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 712 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: EXONERAR, na forma do artigo 61, 2º, alínea a, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, HERBETH FERREIRA DE MORAES, do cargo em comissão de Técnico Júnior de Gabinete de Representação Parlamentar, código TJGRP, do gabinete do Deputado Giulianno dos
189 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo - 31 Anjos, por solicitação do próprio Deputado, contida no processo nº /2010. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 713 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: EXONERAR, na forma do artigo 61, 2º, alínea a, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, JOÃO FERNANDO CARVALHO BALTAR RODRIGUES, do cargo em comissão de Assistente de Gabinete de Representação Parlamentar, código ASGRP, do gabinete do Deputado Freitas, por solicitação do próprio Deputado, contida no processo nº /2010. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 714 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: EXONERAR, na forma do artigo 61, 2º, alínea a, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, JOSÉ FERREIRA, do cargo em comissão de Assistente Legislativo, da Secretaria da Assembleia Legislativa. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 715 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: EXONERAR, na forma do artigo 61, 2º, alínea a, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, GABRIELLE SEQUIM ZANETI, do cargo em comissão de Adjunto Legislativo, da Secretaria da Assembleia Legislativa. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 716 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: EXONERAR, na forma do artigo 61, 2º, alínea a, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, VERA LÚCIA LAYA TRINDADE, do cargo em comissão de Adjunto Legislativo, da Secretaria da Assembleia Legislativa. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 717 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: EXONERAR, na forma do artigo 61, 2º, alínea a, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, SANDRA MARA PELISSARI, do cargo em comissão de Adjunto Legislativo, da Secretaria da Assembleia Legislativa. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de 2010.
190 32 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 718 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: EXONERAR, na forma do artigo 61, 2º, alínea a, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, RICARDO RODRIGUES COSTA, do cargo em comissão de Adjunto de Gabinete de Representação Parlamentar, código ADGRP, do gabinete do Deputado Euclério Sampaio, por solicitação do próprio Deputado, contida no processo nº /2010. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 719 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: EXONERAR, na forma do artigo 61, 2º, alínea a, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, ALCIMAR LOPES SANT ANNA, do cargo em comissão de Assistente Legislativo, da Secretaria da Assembleia Legislativa. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 720 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: NOMEAR, na forma do artigo 12, inciso II, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, EDER LUIZ PARADELA MENDES, para exercer o cargo em comissão de Assistente Legislativo, da Secretaria da Assembleia Legislativa. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 721 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: NOMEAR, na forma do artigo 12, inciso II, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, JOÃO EVANGELISTA DA SILVA, para exercer o cargo em comissão de Adjunto Legislativo, da Secretaria da Assembleia Legislativa. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 722 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: NOMEAR, na forma do artigo 12, inciso II, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, VALERIA ALMEIDA GUASTI, para exercer o cargo em comissão de Assistente Legislativo, da Secretaria da Assembleia Legislativa. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício
191 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo - 33 ATO Nº 723 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: NOMEAR, na forma do artigo 12, inciso II, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, LUCIANA GONÇALVES MUNALDI, para exercer o cargo em comissão de Assistente de Gabinete de Representação Parlamentar, código ASGRP, no gabinete do Deputado Rudinho de Souza, por solicitação do próprio Deputado, contida no processo nº /2010. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 724 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: NOMEAR, na forma do artigo 12, inciso II, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, ANTONIO FRANCISCO POSSATTI, para exercer o cargo em comissão de Técnico Sênior de Gabinete de Representação Parlamentar, código TSGRP, no gabinete do Deputado Rudinho de Souza, por solicitação do próprio Deputado, contida no processo nº /2010. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 725 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: NOMEAR, na forma do artigo 12, inciso II, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, ALCIMAR LOPES SANT ANNA, para exercer o cargo em comissão de Técnico Júnior de Gabinete de Representação Parlamentar, código TJGRP, no gabinete do Deputado Freitas, por solicitação do próprio Deputado, contida no processo nº /2010. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 726 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: NOMEAR, na forma do artigo 12, inciso II, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, MARCOS ANTONIO RIBEIRO PEREIRA, para exercer o cargo em comissão de Adjunto Legislativo, da Secretaria da Assembleia Legislativa. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 727 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: NOMEAR, na forma do artigo 12, inciso II, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, VERA LUCIA LAYA TRINDADE, para exercer o cargo em comissão de Supervisor Legislativo, da Secretaria da Assembleia Legislativa. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício
192 34 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 ATO Nº 728 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: NOMEAR, na forma do artigo 12, inciso II, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, RICARDO RODRIGUES COSTA, para exercer o cargo em comissão de Adjunto Legislativo, da Secretaria da Assembleia Legislativa. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 729 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: NOMEAR, na forma do artigo 12, inciso II, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, SANDRA MARA PELISSARI, para exercer o cargo em comissão de Assistente Legislativo, da Secretaria da Assembleia Legislativa. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 730 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: NOMEAR, na forma do artigo 12, inciso II, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, JENNER FERREIRA DE ALMEIDA, para exercer o cargo em comissão de Adjunto Legislativo, da Secretaria da Assembleia Legislativa. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 731 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: NOMEAR, na forma do artigo 12, inciso II, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, JOÃO FERNANDO CARVALHO BALTAR RODRIGUES, para exercer o cargo em comissão de Adjunto Legislativo, da Secretaria da Assembleia Legislativa. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 732 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: NOMEAR, na forma do artigo 12, inciso II, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, GABRIELLE SEQUIM ZANETI, para exercer o cargo em comissão de Assistente Legislativo, da Secretaria da Assembleia Legislativa. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATO Nº 733 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve:
193 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo - 35 NOMEAR, na forma do artigo 12, inciso II, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, JOSÉ FERREIRA, para exercer o cargo em comissão de Assistente de Gabinete de Representação Parlamentar, código ASGRP, no gabinete do Deputado Freitas, por solicitação do próprio Deputado, contida no processo nº /2010. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 30 de junho de ELCIO ALVARES Presidente GIVALDO VIEIRA 1º Secretário em exercício DARY PAGUNG 2º Secretário em exercício ATOS DO DIRETOR-GERAL PORTARIA Nº 410 O DIRETOR-GERAL DA SECRETARIA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: TRANSFERIR, para serem gozadas integralmente em época oportuna, as férias regulamentares, referentes ao exercício de 2010, da servidora NIZE GUSMÃO KILL DA SILVA, matrícula nº , exercendo o cargo em comissão de Adjunto Legislativo, da Secretaria da Assembleia Legislativa, marcadas anteriormente conforme Portaria nº 594/09. Secretaria da Assembleia Legislativa, em 30 de junho de JOSÉ AUGUSTO FREIRE DE MATOS Diretor-Geral da Secretaria PORTARIA Nº 411 O DIRETOR-GERAL DA SECRETARIA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: TRANSFERIR, para serem gozadas integralmente em época oportuna, as férias regulamentares, referentes ao exercício de 2010, da servidora MARCIA NASSAR COMASSETTO, matrícula nº , exercendo o cargo comissionado de Assistente Legislativo, da Secretaria da Assembleia Legislativa, marcadas anteriormente conforme Portaria nº 594/09. Secretaria da Assembleia Legislativa, em 30 de junho de JOSÉ AUGUSTO FREIRE DE MATOS Diretor-Geral da Secretaria PORTARIA Nº 412 O DIRETOR-GERAL DA SECRETARIA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: TRANSFERIR, para serem gozadas integralmente em época oportuna, as férias regulamentares, referentes ao exercício de 2010, da servidora SIRLEI RODRIGUES ALMEIDA, matrícula nº , exercendo o cargo em comissão de Adjunto Legislativo, da Secretaria da Assembleia Legislativa, marcadas anteriormente conforme Portaria nº 594/2009. Secretaria da Assembleia Legislativa, em 30 de junho de JOSÉ AUGUSTO FREIRE DE MATOS Diretor-Geral da Secretaria PORTARIA Nº 413 O DIRETOR-GERAL DA SECRETARIA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: TRANSFERIR, para o período de 02 a , as férias regulamentares, referentes ao exercício de 2010, da servidora NILZABETE SILVA DE ARAUJO, matrícula nº 28528, titular do cargo efetivo de Agente de Apoio Legislativo, código EAGAL, do Quadro Permanente da Secretaria da Assembleia Legislativa, marcadas anteriormente conforme Portaria nº 594/09. Secretaria da Assembleia Legislativa, em 30 de junho de JOSÉ AUGUSTO FREIRE DE MATOS Diretor-Geral da Secretaria PORTARIA Nº 414 O DIRETOR-GERAL DA SECRETARIA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO
194 36 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: TRANSFERIR, para serem gozadas integralmente em época oportuna, as férias regulamentares, referentes ao exercício de 2010, da servidora CLAUDIA CRISTINA DA SILVA VILELA, matrícula nº , titular do cargo efetivo de Assistente de Apoio Legislativo, código EASAL, do Quadro Permanente, da Secretaria da Assembleia Legislativa, marcadas anteriormente conforme Portaria nº 594/09. Secretaria da Assembleia Legislativa, em 30 de junho de JOSÉ AUGUSTO FREIRE DE MATOS Diretor-Geral da Secretaria PORTARIA Nº 415 O DIRETOR-GERAL DA SECRETARIA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: MARCAR, as férias regulamentares, referentes ao exercício de 2009, para o período de a , da servidora VANILZA MARQUES DA SILVA, matrícula nº , exercendo o cargo em comissão de Diretor Legislativo de Processos Legislativos, código DLPL, da Secretaria da Assembleia Legislativa, transferidas anteriormente conforme Portaria nº 488/09. Secretaria da Assembleia Legislativa, em 30 de junho de JOSÉ AUGUSTO FREIRE DE MATOS Diretor-Geral da Secretaria PORTARIA Nº 416 O DIRETOR-GERAL DA SECRETARIA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: servidora MARCIA NASSAR COMASSETTO, matrícula nº , exercendo o cargo comissionado de Assistente Legislativo, da Secretaria da Assembleia Legislativa, transferidas anteriormente conforme Portaria nº 480/09 Secretaria da Assembleia Legislativa, em 30 de junho de JOSÉ AUGUSTO FREIRE DE MATOS Diretor-Geral da Secretaria PORTARIA Nº 417 O DIRETOR-GERAL DA SECRETARIA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: SUSPENDER, a partir de , as férias regulamentares, referentes ao exercício de 2010, da servidora DANIELLY DOS SANTOS MAGIONI, matrícula nº , exercendo o cargo em comissão de Supervisor Operacional de TV, Referência SOTV, da Secretaria da Assembleia Legislativa, marcadas anteriormente conforme Portaria nº 294/2010, reservando-lhe o direito de gozar os 16 (dezesseis), dias restantes em época oportuna. Secretaria da Assembleia Legislativa, em 30 de junho de JOSÉ AUGUSTO FREIRE DE MATOS Diretor-Geral da Secretaria PORTARIA Nº 418 O DIRETOR-GERAL DA SECRETARIA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, RESOLVE, considerar licenciados, os servidores deste Poder Legislativo, abaixo relacionados, na forma dos Artigos citados pela Lei Complementar nº 46, de 31/01/94: NOME CARGO DIAS ARTIGO A PARTIR MARCAR, 26 (vinte e seis) dias restantes de férias regulamentares, referentes ao exercício de 2008, para o período de a , da Neide Aparecida Silva Gomes Agente de Apoio Legislativo
195 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo - 37 Neide Aparecida Silva Gomes Eduardo Virginio Amorim Magda Carone Fontes Edilamar Mascarenhas Lima Damião Agente de Apoio Legislativo Assistente de Apoio Legislativo Procurador Agente de Apoio Legislativo Rafael Salvador Gracindo Silva Rita Cassia Braggio Bodart Angela Ximenes Aragão Christina Dario Dias da de Assistente Legislativo Assistente de Apoio Legislativo Agente de Apoio Legislativo Assistente de Apoio Legislativo Marisa Oliveira Pontes Merçon de Analista Legislativo Daniela Silva Baihense Moreira da Adjunto Legislativo Maura Helena Miranda Camila Gomes Souza de Assistente Técnico de Supervisão Assistente Legislativo Luiz Claudio Rodrigues Maria da Penha Pereira Motta Adjunto Legislativo Assessor Legislativo Paulo Roberto Torres Nayr Caliari de Aguiar Roberta Machado Soncini Wagner Louzada Lucio Angela Ximenes Aragão Assistente Legislativo Adjunto Legislativo Adjunto Legislativo Supervisor Legislativo Agente de Apoio Legislativo Monica Nogueira de Faria Aguiar Suzana Ferreira Abaurre Esther Miranda do Nascimento Herman Merçon Pinel Marcos Colnago Cunha Assistente Legislativo Adjunto Legislativo Assistente Legislativo Assistente Legislativo Assessor Legislativo Adriana Haddad Vargas Operador de Sistema Júnior Patricia Lima Pimentel Cristo Assistente de Apoio Legislativo Carlos Alberto Gomes Yien Jozelina Aguiar Araujo Luciane Bicas Cunha Kao da Magda de Fatima A. Ribeiro Silva Assistente Legislativo Assistente Legislativo Assessor Legislativo Assistente Legislativo Patricia Lorena Dal Col Sandra Helena Albuquerque da Silva Sidirlene Teixeira Santos Ramos Tania Piubel da Rocha Angelo Nunes Otaviano Assistente Legislativo Assistente Legislativo Assessor Legislativo Assessor Legislativo Assessor Legislativo
196 38 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Anidracir da Fonseca e Castro Couto Supervisor Legislativo Maria da Gloria Ugatti Assistente de Apoio Legislativo Andre Monteiro Silva da Claudeci Helmer Silva Jean Comerio de Holanda Ronald Angeli Monteiro de Assistente Legislativo Assistente Legislativo Assistente Legislativo Assessor Legislativo Ramon Lopes de Lima Mendes Luciana Oliveira Farias Ronald Angeli Monteiro de de Assistente Legislativo Assistente Legislativo Assessor Legislativo Antonio Marcos Gomes Adjunto Legislativo Secretaria da Assembleia Legislativa, em 30 de junho de Carla Tozatto Daniella Rosi Leal Maria Petrina Chiesa Marcelo de Jesus Pereira Maura Helena Miranda Nelzely Gonçalves Lima Sperandio Shanara Sartorio Vieira Alex Hander Ferreira Pacheco Cristina Ercelina Victor Dias Karyna Santos Venturini Assistente Legislativo Assistente Legislativo Assistente Legislativo Assistente Legislativo Assistente Técnico de Supervisão Supervisor Legislativo Assistente Legislativo Supervisor Legislativo Assistente de Apoio Legislativo Assistente Legislativo JOSÉ AUGUSTO FREIRE DE MATOS Diretor-Geral da Secretaria RENOVAÇÃO DO CONTRATO DE COMPLEMENTAÇÃO EDUCACIONAL 1. CONTRATANTE: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO 2. CONTRATADO: MARCOS DE JESUS CÔCO 3. ESPECIFICAÇÃO: ESTÁGIO EDUCACIONAL Ensino Superior 4. VIGÊNCIA: 1º a VALOR MENSAL DO CONTRATO: R$ 320,00 (trezentos e vinte reais). 6. DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA Luciane Bicas Cunha da Assessor Legislativo Secretaria da Assembleia Legislativa, em 28 de junho de Ronald Angeli Monteiro de Assessor Legislativo JOSÉ AUGUSTO FREIRE DE MATOS Diretor-Geral da Secretaria
197 Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 Diário do Poder Legislativo - 39 SECRETARIA DA MESA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL - SMCS PROGRAMAÇÃO - TV ALES QUINTA - FEIRA HS Nº PROGRAMAS RETRANCA REPORTER TEMPO 1º BL 2º BL 08h00 PANORAMA QUARTA-FEIRA Damazio 08h20 BIOGRAFIA LOREN RENO 09h ESPAÇO PARCERIA SBPC/ ESPORTE 09h30 ESPAÇO PARCERIA M. POLITICA/ ANITA LEOCÁDIA 10h30 REP. ESPECIAL DIRETAS JÁ Patricia 11h00 ESPAÇO PARCERIA TV CAMARA LABORATÓRIO BRASIL 12h00 REP. ESPECIAL DIRETAS JÁ 12h ESPAÇO PARCERIA SBPC / OBESIDADE 13h00 49 A. DO CAMPO AGROTURISMO Verônica 13h30 23 UM DEDO DE PROSA ANDREIA DELMAESTRO Katarine 14h00 PANORAMA Damazio 14h20 BIOGRAFIA LOREN RENO 14h30 48 A. PARLAMENTAR TEODORICO FERRAÇO Patrícia 15h00 SESSÃO ESPECIAL TRANSITO (21/06) 19h00 SESSÃO SOLENE AO VIVO / CREA 21h00 24 UM DEDO DE PROSA PEDRO J.NUNES Katarine 21h30 PANORAMA QUINTA-FEIRA Damásio 22h00 ES EM DEBATE PREMIO CIDADE CIDADÃ 22h30 38 PERSONALIDADES HUMBERTO CAPAI 23h00 43 A. PARLAMENTAR SERGIO BORGES Patrícia 23h30 PANORAMA QUINTA-FEIRA Damásio 00h00 47 OPINIÃO ESPORTE Damásio 00h30 REP. ESPECIAL DIRETAS JÁ
198 40 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 01 de julho de 2010 PROGRAMAÇÃO - TV ALES SEXTA - FEIRA HS Nº PROGRAMAS RETRANCA REPORTER 08h00 PANORAMA RESUMO DA SEMANA D.Deus TEMPO 1º BL 2º BL 08h20 BIOGRAFIA CRISTIANO DIAS LOPES 09h00 ESPAÇO PARCERIA FIOCRUZ- CRECHES EM PRESÍDIOS 09h30 PARCERIA/TV CAMARA CONSTRUTORES DO BRASIL 12h30 REPORTAGEM ESPECIAL SOORETAMA ESPAÇO PARCERIA FIOCRUZ- CRECHES EM PRESÍDIOS 13h00 A. DO CAMPO PRODUÇÃO DE MEL Verônica 13h30 UM DEDO DE PROSA HORACIO XAVIER Katarine 14h00 PANORAMA RESUMO DA SEMANA D.Deus 14h20 BIOGRAFIA CRISTIANO DIAS LOPES 14h30 51 A. PARLAMENTAR CESAR COLNAGO Patrícia 15h00 SESSÃO ORDINÁRIA 29/06 SESSÃO ORDINÁRIA 29/06 S.EXTRAORDINÁRIA 29/06 18h00 45 ES EM DEBATE VIOLENCIA CONTRA IDOSO A.Paula 18h30 M. CAPIXABAS MIMOSO DO SUL (INEDITO) Katarine 19h00 42 OPINIÃO MOBILIDADE URBANA Damázio 20h00 ESPAÇO PARCERIA M. POLÍTICA EVANDRO LINS 21h00 08 UM DEDO DE PROSA ORLANDO LOPES Katarine 21h30 PANORAMA RESUMO DA SEMANA 22h00 51 ES EM DEBATE VIOLENCIA CONTRA IDOSO A.Paula 22h30 23 PERSONALIDADES CAMILO COLA 23h00 48 A. PARLAMENTAR CESAR COLNAGO Patrícia 23h30 PANORAMA RESUMO DA SEMANA D.Deus 00h00 47 OPINIÃO MOBILIDADE URBANA Damázio 00h30 M. CAPIXABAS MIMOSO DO SUL Katarine
199 HINO NACIONAL BRASILEIRO Poema: Joaquim Osório Duque Estrada Música: Francisco Manuel da Silva I Ouviram do Ipiranga as margens plácidas De um povo heróico o brado retumbante, E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos, Brilhou no céu da Pátria nesse instante. Se o penhor dessa igualdade Conseguimos conquistar com braço forte, Em teu seio, ó liberdade, Desafia o nosso peito a própria morte! Ó Pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve! Brasil, um sonho intenso, um raio vívido De amor e de esperança à terra desce, Se em teu formoso céu, risonho e límpido, A imagem do Cruzeiro resplandece. Gigante pela própria natureza, És belo, és forte, impávido colosso, E o teu futuro espelha essa grandeza. Terra adorada, Entre outras mil, És tu, Brasil, Ó Pátria amada! Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil II Deitado eternamente em berço esplendido Ao som do mar e a luz do céu profundo, Fulguras, ó Brasil, florão da América, Iluminado ao sol do Novo Mundo! Do que a terra mais garrida Teus risonhos lindos campos têm mais flores; Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida no teu seio mais amores. Ó Pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve! Brasil, de amor eterno seja símbolo O lábaro que ostentas estrelado, E diga o verde-louro desta flâmula -Paz no futuro e glória no passado. Mas, se ergues da justiça a clava forte, Verás que um filho teu não foge à luta, Nem teme, quem te adora, a própria morte. Terra adorada, Entre outras mil, És tu, Brasil, Ó Pátria amada! Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil! HINO DO ESPÍRITO SANTO Música: Arthur Napoleão Letra: Pessanha Póvoa Surge ao longe a estrela prometida Que a luz sobre nós quer espalhar; Quando ela ocultar-se no horizonte, Há de o sol nossos feitos lumiar. Nossos braços são fracos, que importa? Temos fé, temos crença a fartar. Suprem a falta de idade e da força Peitos nobres, valentes, sem par. Estribilho Salve, oh povo espírito-santense. Herdeiro de um passado glorioso, Somos nós a falange do presente Em busca de um futuro esperançoso. Saudemos nossos pais e mestres, A Pátria, que estremece de alegria, Na hora em que seus filhos, reunidos, Dão exemplo de amor e de harmonia. Venham louros, coroas, venham flores Ornar os troféus da mocidade. Se as glórias do presente forem poucas, Acenai para nós Posteridade! Estribilho Salve, oh povo espírito-santense. Herdeiro de um passado glorioso, Somos nós a falange do presente Em busca de um futuro esperançoso. Saudemos nossos pais e mestres, A Pátria, que estremece de alegria, Na hora em que seus filhos, reunidos, Dão exemplo de amor e de harmonia. Venham louros, coroas, venham flores Ornar os troféus da mocidade. Se as glórias do presente forem poucas, Acenai para nós Posteridade! Surge ao longe a estrela prometida Que a luz sobre nós quer espalhar; Quando ela ocultar-se no horizonte, Há de o sol nossos feitos lumiar.
200 ASSEMBLEIA LEGISLATIVA ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DIRETORIAS DO PODER LEGISLATIVO SECRETARIA-GERAL DIRETOR-GERAL DA SECRETARIA JOSÉ AUGUSTO FREIRE DE MATOS SECRETÁRIO-GERAL DA MESA CARLOS EDUARDO CASA GRANDE PROCURADOR-GERAL JULIO CESAR BASSINI CHAMUN SECRETÁRIA DA MESA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL ANA PAULA GARCIA BARROS SUBDIRETOR-GERAL - OCTÁVIO LUIZ ESPINDULA SUBPROCURADOR-GERAL - NILSON ESCOPELLE GOMES DIRETORIAS LEGISLATIVAS Alfredo Ferreira Pereira Administrativa - DLA Paulo Marcos Lemos Mesa Diretora - DLMD Centro de Processamento de Dados - DLCPD Ricardo Wagner Viana Pereira Redação - DLR Vanilza Marques da Silva Processo Legislativo - DLPL Paulo da Silva Martins Procuradoria - DLP Ana Claudia Fernandes Pim Mesa para Assuntos Econômicos - DLMAE Documentação e Informação - DLDI Lucio Scarpelli Serviço Médico - DLSM Marcelo Siano Lima Comissões Permanentes e Temporárias - DLCPT Mariluce Salazar Boghi Taquigrafia Parlamentar - DLTP Luis Carlos Giuberti Assessoria Legislativa de Segurança
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