ANÁLISE DE CONJUNTURA
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- Juan Vilanova Mendes
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1 ANÁLISE DE CONJUNTURA 3º TRIMESTRE 2015 EDIÇÃO ELETRÓNICA CCI - CÂMARA DE COMÉRCIO E INDÚSTRIA
2 Análise de conjuntura elaborada com informação até
3 FICHA TÉCNICA Propriedade CIP - Confederação Empresarial de Portugal Praça das Indústrias LISBOA Diretor João Costa Pinto Edição CIP - Departamento de Assuntos Económicos Coordenação Pedro Capucho Redação Rui Madaleno Lurdes Fonseca Nuno Torres Sede de Redação CIP - Confederação Empresarial de Portugal Praça das Indústrias LISBOA NIF Design Gráfico Mariana Barros Periodicidade Trimestral ISSN X Registo na ERC É autorizada a reprodução dos trabalhos publicados, desde que citada a fonte e informada a direção da revista. Índice de Assuntos EDITORIAL ENQUADRAMENTO Enquadramento internacional Enquadramento nacional ATIVIDADE ECONÓMICA GLOBAL Evolução recente do PIB e de outros indicadores de atividade Projeções macroeconómicas nacionais e internacionais Constituições, dissoluções e insolvências de empresas INTERNACIONALIZAÇÃO Comércio internacional Comércio internacional de bens Comércio internacional de serviços Balança de bens e serviços Termos de troca de bens e de serviços Investimento direto FINANCIAMENTO Taxas de juro Crédito bancário Mercado de capitais MERCADO DE TRABALHO CUSTOS DAS MATÉRIAS-PRIMAS CUSTOS DA ENERGIA Eletricidade Gás natural Combustíveis COMPETITIVIDADE PELOS PREÇOS E PELOS CUSTOS LABORAIS Competitividade pelos preços: câmbios e inflação Competitividade pelos custos laborais AJUSTAMENTO DA ECONOMIA PORTUGUESA Equilíbrio externo Endividamento Contas públicas
4 EDITORIAL 1. Este número da Envolvente Empresarial é publicado num momento em que a Economia Mundial é atravessada por uma complexa onda de incertezas.. As chamadas Economias Emergentes que desde a crise de 2007/2008 contribuíram para o relançamento do comércio mundial, estão a enfrentar dificuldades crescentes, como reflexo de um complexo conjunto de fatores estes vão desde a queda da procura de matérias-primas, até a um comportamento adverso dos mercados financeiros, passando por problemas de natureza política. A Economia chinesa, em particular, tem vindo a desacelerar como reflexo do esgotamento do modelo que tem sustentado o seu crescimento, o que está a contribuir para travar o relançamento da Economia Mundial.. Esta evolução tem vindo a induzir um movimento de saída de capitais da generalidade das Economias Emergentes, num contexto marcado pelas expectativas quanto ao fim das políticas monetárias não convencionais. Em particular, a convicção de que a Reserva Federal se prepara para inverter o ciclo de taxas baixas e de aquisição de ativos (Quantitative Easing) tem, por sua vez, contribuído para uma maior instabilidade dos mercados financeiros.. Na Área Euro, embora o BCE esteja a prosseguir o seu programa de compra de ativos, permanecem riscos de deflação, como reflexo da continuada retração da generalidade dos agentes económicos. Como resultado, o relançamento da atividade económica permanece contido e incapaz de induzir uma aceleração visível do crescimento. 2. É assim num contexto mundial e europeu complexo e muito marcado pela incerteza que a nossa Economia tem vindo a procurar relançar a atividade económica e o crescimento. Se, por um lado, a Economia cresceu a taxas homólogas de cerca de 1,6%, por outro, esta evolução ficou a dever-se a uma aceleração da procura interna, sobretudo impulsionada pelo consumo de bens duradouros. 4
5 Embora o peso das exportações no PIB tenha aumentado para um máximo de 41.2%, as importações aceleraram com um crescimento de quase 12%. Deste modo, a nossa Economia apesar das mudanças verificadas continua a reproduzir um modelo de crescimento excessivamente dependente do consumo, com os riscos que tal implica. Assume assim grande importância a orientação que vier a ser imprimida à ação do próximo Governo, questão a abordar em próximas publicações. João Costa Pinto 5
6 1. ENQUADRAMENTO 1.1 Enquadramento internacional Seleção de destaques de envolvente internacional de final de junho a final de setembro: Presidência luxemburguesa da UE coloca investimento como principal prioridade No Conselho de Assuntos Económicos e Financeiros de 14 julho, a Presidência luxemburguesa apresentou o seu programa de trabalho e colocou o investimento no centro das suas prioridades, garantindo a rápida implementação do plano de ação da UE em matéria de investimento e o apoio à criação de uma união dos mercados de capitais. O Conselho debateu ainda as próximas etapas para o aprofundamento da União Económica e Monetária, com base no documento conhecido por Relatório dos cinco Presidentes. 1 Acordo sobre o programa nuclear iraniano No dia 15 de julho, o Irão e as maiores potências mundiais alcançaram um acordo sobre o programa nuclear iraniano que poderá colocar fim a 12 anos de embargo àquele país, possibilitando o aumento das exportações de petróleo e o fim das restrições às importações, ao mesmo tempo que contribui para travar a corrida ao armamento no Médio Oriente. No dia 19 de agosto, a Comissão Europeia e a Grécia assinaram um memorando de entendimento com as condições para um novo empréstimo até 86 mil M, incluindo um Novo empréstimo à Grécia, que reedita coligação governamental conjunto considerável de reformas estruturais consideradas indispensáveis. No dia seguinte, o Primeiro-ministro grego demitiu-se e anunciou a convocação de eleições antecipadas, que decorreram no dia 20 de setembro, acabando por resultar na reedição da coligação governamental. No dia 21 desse mês, Alexis Tsipras do Partido Syriza tomou posse como Primeiro-ministro, tendo decidido manter o ministro das Finanças que acordou o ME. Autoridades chinesas tentam travar abrandamento da economia e desvalorização das ações Medidas para responder à crise de refugiados na Europa No decurso de agosto e início de setembro, as autoridades chinesas anunciaram várias medidas de estímulo para contrariar os sinais de abrandamento da atividade económica e a forte queda do mercado acionista, com destaque para a descida das taxas de juro diretoras do banco central, a desvalorização do yuan renmimbi e o anúncio de um programa de investimento bastante significativo (na ordem nos 3% do PIB). Os receios sobre a economia chinesa levaram a fortes desvalorizações nos mercados internacionais de ações e matérias-primas. No dia 14 de setembro, o Conselho Europeu anunciou um conjunto de medidas para responder à crise de refugiados na Europa, incluindo a recolocação de emergência de 120 mil refugiados da Grécia, Itália e Hungria (3 mil para Portugal), a criação de um mecanismo de 1 O relatório propõe, entre outras medidas, um Conselho Orçamental Europeu (para avaliar o desempenho dos orçamentos nacionais), um Fundo de Estabilização Orçamental para a área euro (para amortecer o impacto de choques que tenham efeito em outros Estados-membros), um Sistema Europeu de Seguros de Depósitos comum (correspondente ao terceiro pilar de uma União Bancária), e um Tesouro da área euro (que permitirá a tomada de decisões coletivas sobre tributação e repartição das despesas orçamentais). O Primeiro-Ministro português considerou que a proposta discutida contém aspetos positivos, mas que deveria contemplar também um verdadeiro fundo monetário europeu e uma capacidade orçamental própria para financiar reformas, apoiar o investimento e responder a choques à escala da área euro. 6
7 recolocacão permanente para todos dos Estados-membros, uma lista europeia comum dos países de origem seguros para efeitos de pedidos de asilo, contribuições financeiras para combater a instabilidade e conflitos nos países de origem dos refugiados, e a instituição de um Fundos de Reserva para África para combater as causas da imigração ilegal nesse continente. BCE reduz previsões de crescimento face a menor procura externa Em termos de política monetária, salienta-se que o BCE manteve as suas taxas de juro diretoras nas reuniões de julho e setembro (0.05% no caso da taxa aplicável às operações principais de refinanciamento) e prosseguiu com o programa de compra de ativos. As perspetivas do BCE para o crescimento real do PIB da área euro foram revistas em baixa (para 1.4% em 2015, 1.7% em 2016 e 1.8% em 2017) devido sobretudo a uma menor procura externa em virtude do crescimento mais fraco nos mercados emergentes, havendo o risco de que continuem a afetar negativamente o crescimento mundial por via do comércio e da confiança. As perspetivas para a inflação foram revistas em baixa (para 0.1% em 2015, 1.1% em 2016 e 1.7% em 2017), devido, em grande medida, aos preços do petróleo mais baixos. A Reserva Federal dos EUA também voltou a manter as suas taxas de juro diretoras em Fed aponta para subida das taxas diretoras ainda em 2015 mínimos na reunião de setembro (de 0% a 0.25%, no caso da taxa fed funds), mas a grande maioria dos membros do Comité de Política Monetária aponta para o início do ciclo de subidas ainda em A Fed indicou que os riscos para a atividade económica e o mercado do trabalho estão quase equilibrados, mas que irá ter em conta os desenvolvimentos internacionais, nomeadamente nos mercados financeiros. 1.2 Enquadramento nacional Seleção de legislação nacional de final de junho a final de setembro: Novo regime de Zona Franca da Madeira A Lei n.º 64/2015 de 1/07 aprova o novo regime especial aplicável às entidades licenciadas na Zona Franca da Madeira a partir de 1 de janeiro de 2015, e altera o Estatuto dos Benefícios Fiscais, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 215/89, de 1 de julho. A Portaria n.º 218/2015 de 23/07 aprova o novo Código de Contas que identifica as contas e Alterações no SNC respetivas notas de enquadramento de aplicação específica para todas as entidades sujeitas ao Sistema de Normalização Contabilística (SNC), incluindo as entidades do setor não lucrativo e as Microentidades, na sequência das alterações que o Decreto-Lei n.º 98/2015 de 2/06 introduziu no Decreto-Lei n.º 158/2009 de 13/07, que aprovou o SNC. A Resolução do Conselho de Ministros n.º 52-A/2015 de 23/07 estabelece o quadro de IFRRU 2020 funcionamento do Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas (IFRRU 2020), e cria a sua Estrutura de Gestão. Publicada a versão final revista do PETI3+ A Resolução do Conselho de Ministros n.º 61-A/2015 de 20/08/2015 aprova a versão final revista do Plano Estratégico dos Transportes e Infraestruturas - PETI3+, para o horizonte
8 Regime de crowdfunding A Lei n.º 102/2015 de 24/08/2015 aprova o regime jurídico do financiamento colaborativo, ou crowdfunding (com quatro modalidades: donativo, recompensa, capital e empréstimo), bem como das entidades gestoras das plataformas eletrónicas que o suportam. A Lei n.º 133/2015 de 07/09/2015 cria um mecanismo para proteção das trabalhadoras grávidas, puérperas e lactantes que impede a candidatura de empresas a subsídios ou subvenções públicos se tiverem sido condenadas nos dois anos anteriores (sentença transitada em julgado) por despedimento ilegal dessas trabalhadoras. Norma de pagamentos do POCI O Despacho n.º A/2015 de 10/09/2015 aprova o regulamento que define os procedimentos relativos a pagamentos aos beneficiários do Sistema de Incentivos no domínio da Competitividade e Internacionalização. A Lei n.º 151/2015 de 11/09/2015 aprova a Lei de Enquadramento Orçamental. No mesmo Nova LEO e novo SNC para as Ad. Publicas dia, o Decreto-Lei n.º 192/2015 de 11/09/2015 aprovou o Sistema de Normalização Contabilística para as Administrações Públicas, que inclui subsistemas de contabilidade orçamental, contabilidade financeira e contabilidade de gestão, esperando-se que contribua para uniformizar os procedimentos e aumentar a fiabilidade da consolidação de contas. O Decreto-Lei n.º 200/2015 de 16/09/2015 estabelece o instrumento de investimento territorial Criação do ITI Mar integrado relativo ao mar (ITI Mar), que assegura a articulação entre a aplicação dos Fundos Europeus Estruturais e de Investimento (FEEI) e as políticas públicas no mar, em consonância com as prioridades definidas no âmbito da Estratégia Nacional para o Mar O Decreto-Lei n.º 202/2015 de 17/09/2015 estabelece o regime de Legal Entity Identifier Regime do identificador LEI (LEI), o identificador único alfanumérico que permite identificar internacionalmente entidades que sejam contrapartes em transações financeiras e comerciais, no âmbito de um projeto em desenvolvimento (Global LEI System) por recomendação do G20, e no qual participam o Banco de Portugal e a CMVM, visando o combate ao branqueamento de capitais. Estratégia Nacional para a Segurança e Saúde no Trabalho A Resolução do Conselho de Ministros n.º 77/2015 de 18/09/2015 aprova a Estratégia Nacional para a Segurança e Saúde no Trabalho , que visa a aproximação aos padrões europeus neste domínio. A Portaria n.º 297/2015 de 21/09/2015 regulamenta o regime fiscal de apoio ao investimento Regulamentação do RFAI e do DLRR (RFAI) e o regime da dedução por lucros retidos e reinvestidos (DLRR) estabelecidos, respetivamente, nos Capítulos III e IV do Código Fiscal do Investimento, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 162/2014. Seleção de notícias de envolvente nacional de final de junho a final de setembro: CE aprova 159M de projetos portugueses de infraestruturas No dia 29 de junho, a Comissão Europeia aprovou projetos portugueses de infraestruturas de transportes, submetidos ao Connecting Europe Facility, no valor de 195 M (2.7% do total de apoios desta fase da candidatura, acima do peso de 1.3% do PIB português na UE). 8
9 Memorando de entendimento para as interligações energéticas No dia 1 de julho, Portugal, Espanha, França e a Comissão Europeia assinaram um memorando de entendimento para as interligações energéticas, com vista a apresentar as rotas específicas dos projetos que, conforme a Declaração de Madrid assinada em Março pelos três países, permitirão atingir os 10% de interligações energéticas até No dia 10 de julho, Carlos Costa foi reconduzido como Governador do Banco de Portugal, após a aprovação da designação para um segundo mandato no Conselho de Ministros de dia 2. O Conselho de Ministros de 9 de julho aprovou a dissolução e o processo de liquidação da Reprivatização da CP Carga e liquidação da Empordef Empordef, Empresa Portuguesa de Defesa, SGPS, S.A., tendo em vista a respetiva extinção. O Conselho de Ministros de 23 de julho aprovou a reprivatização total da CP Carga, com a venda ao grupo MSC Rail por 53 M, e anulou a privatização da Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF). Site de recolha de ideias para reduzir burocracia Renegociação das PPP rodoviárias poupa 7353 M Em agosto, o Governo anunciou a criação do site integrado no programa Simplificar, para recolher ideias de cidadãos e empresas com vista a diminuir a burocracia no seu dia-a-dia, e simplificar e desmaterializar processos na administração pública. No dia 27 de agosto, o Secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, Sérgio Monteiro, afirmou que chegou ao fim o processo de renegociação de 14 Parcerias Público-Privadas rodoviárias, permitindo uma poupança estimada em 7353 M. O Conselho de Ministros de 24 de setembro aprovou: Aprovação do Fundo de Capital e Quase Capital, e do Fundo de Dívida e Garantias, geridos pela IFD (i) o Fundo de Capital e Quase Capital (FC&QC), gerido pela Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD) e vocacionado para a criação ou reforço de instrumentos financeiros de capitalização de empresas com recurso a FEEI. O fundo, com autonomia administrativa e financeira, terá particular atenção às fases de criação e de arranque de empresas (start-up, seed, early stages), bem como a empresas com projetos de crescimento e/ou reforço da capacitação empresarial para o desenvolvimento de novos produtos e serviços ou com inovação ao nível de processos, produtos, organização ou marketing; (ii) o Fundo de Dívida e Garantias, também gerido pela IFD, vocacionado para operações que visem colmatar insuficiências de mercado no financiamento das PME, com recurso aos FEEI. Este fundo, em conjunto com o Fundo de Capital e Quase Capital, vai acelerar a atividade financeira do IFP e a abertura de concursos para os operadores de mercado apresentarem Emissão de novas Obrigações do Tesouro de Rendimento variável propostas de criação de instrumentos financeiros de apoio às empresas; (iii) a emissão das novas Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável, contribuindo para a estratégia de diversificação dos instrumentos de financiamento do Estado. 9
10 2. ATIVIDADE ECONÓMICA GLOBAL 2.1 Evolução recente do PIB e de outros indicadores de atividade PIB mantém ritmo de crescimento no 2T 15 No segundo trimestre de 2015, o PIB manteve um crescimento real de 0.5% em cadeia e de 1.6% em termos homólogos, segundo dados revistos (pelos resultados das contas nacionais definitivas de 2013, que implicaram alterações nos dados anuais e trimestrais em 2014 e 2015). Quadro 2.1.1: PIB e componentes de despesa T 14 4T 14 1T 15 2T 15 PIB Tvcr (%) Tvhr (%) Componentes de despesa (tvhr, %) Consumo Final Consumo Privado, do qual: Bens alimentares Bens duradouros Bens correntes não alim., serviços Consumo Público FBC, da qual: FBCF Recursos biológicos cultivados Outras máq. e eq., sist. Armamento Eq. de transporte Construção Produtos de propriedade intelectual Exportações Bens Serviços Importações Bens Serviços Contributos para a tvhr do PIB (p.p.) Procura Interna Procura Externa Líquida Fonte: INE, Contas nacionais (base 2011, SEC 2010). Tvc(h)r = taxa de variação em cadeia (homóloga) real; p.p.=pontos percentuais; FBC(F)=Formação Bruta de Capital (Fixo). Reforço da procura interna contraria procura externa líquida mais negativa Importações aceleram mais que as exportações, em termos reais A manutenção do crescimento homólogo do PIB traduziu uma subida do contributo positivo da procura interna (de 1.7 p.p. para 3.5 p.p.) compensada por um agravamento de igual intensidade no contributo negativo da procura externa líquida (de -0.1 p.p. para -1.9 p.p.), que traduziu a aceleração mais forte das importações (de 7.1% para 11.9%) do que das exportações (de 7.0% para 7.4%), em termos reais. 10
11 A evolução da procura interna resultou da aceleração do consumo privado (de 2.5% para Aceleração do consumo privado e da FBC, mas devido à variação de existências, já que a FBCF abrandou 3.3%, incluindo uma subida de 16.8% nos bens duradouros; o consumo público, com menor peso, recuperou de -0.5% para 0.6%) e da FBC (de 1.2% para 8.2%), mas esta evolução decorreu do contributo positivo da variação de existências, já que a FBCF desacelerou (de 8.8% para 5.1%) com origem sobretudo nas outras máquinas e equipamentos (de 12.5% para 8.6%) e na construção (de 8.5% para 2.0%), que contrariaram o reforço do crescimento no equipamento de transporte (de 25.9% para 32.5%), outra das rubricas com peso significativo. Aceleração homóloga nominal do PIB Em termos nominais, o PIB registou uma variação de 3.4% em termos homólogos (2.8% no primeiro trimestre) e de 0.9% em cadeia (1.4%). Peso das exportações no PIB em máximo (41.2%) Salienta-se ainda que o peso das exportações no PIB aumentou para um máximo de 41.2% no segundo trimestre de 2015 (29.8% nos bens e 11.3% nos serviços). Figura 2.1.1: Intensidade exportadora (total, bens e serviços) T 14 3T 14 4T 14 1T 15 2T 15 Fonte: INE Exportações totais (% do PIB a preços correntes) Exportações de bens (% do PIB a preços correntes) Exportações de serviços (% do PIB a preços correntes) Quadro 2.1.2: VAB por ramos T 14 4T 14 1T 15 2T 15 VAB total e por ramos (tvhr, %)* Agricultura, Silvicultura e Pesca Indústria Energia, Águas e Saneamento Construção Comércio e rep. aut, Aloj. e Restauração Transp. e armaz., Inf. e comunicação Ativ. Financeira, Seguradora e Imobiliária Outros Serviços INE, Contas nacionais (base 2011, SEC 2010). Tvhr=taxa de variação homóloga real; VAB=Valor Acrescentado Bruto. *VAB a preços base (sem impostos líquidos de subsídios). 11
12 Quanto ao VAB (que passou de uma variação homóloga real de 0.8% para 0.9% excluindo VAB recupera na Indústria, acelera na Agricultura e pescas e no Comércio, mas abranda na Construção no 2ºT impostos líquidos de subsídios), o detalhe por ramos permite destacar a retoma do crescimento na Indústria (de -0.3% para 2.0%), a aceleração na Agricultura, Silvicultura e Pesca (de 1.3% para 1.5%) e no Comércio e reparação automóvel, Alojamento e Restauração (de 3.2% para 3.5%), bem como o abrandamento na Construção (de 7.3% para 2.0%). Apenas os ramos da Energia, Águas e Saneamento e dos Transportes e armazenamento, Informática e comunicação mantiveram variações homólogas negativas (-5.8% e -2.0%, respetivamente). Figura 2.1.2: PIB e Indicador Coincidente para a evolução homóloga tendencial de atividade do Banco de Portugal (tvhr, %) T 14 4T 14 1T 15 2T 15 jul-15 set-15 Fontes: INE; BdP PIB Ind. coincidente tendencial de atividade económica do BdP (%) No que se refere a informação de conjuntura mais recente, o indicador coincidente Indicador coincidente tendencial do BdP aponta para continuação da retoma para a evolução homóloga tendencial de atividade do BdP registou o sétimo valor positivo consecutivo em agosto (0.6%, após um valor de 0.8% no segundo trimestre), apontando para a continuação da retoma económica a um ritmo semelhante ou ligeiramente inferior nos próximos meses. O indicador coincidente análogo para o consumo privado também se manteve positivo em agosto (2.1%), continuando a oscilar dentro de uma banda estreita. Por sua vez, o indicador de FBCF do INE, interrompeu a trajetória de abrandamento no trimestre até julho (variação homóloga de 2.1%, após 1.9% no segundo trimestre e 8.5% no primeiro), devido à melhoria de andamento no equipamento de transporte. Indicador avançado de clima do INE em máximo de quase sete anos e meio mostra consolidação da retoma No que se refere a indicadores avançados, o Indicador de Clima do INE (calculado a partir do inquérito do INE às empresas e consumidores sem correção de sazonalidade) manteve-se num máximo de quase sete anos e meio em agosto, refletindo o recuo no indicador de confiança do comércio e a subida nos restantes indicadores de confiança. 12
13 Figura 2.1.3: Indicador de Clima Económico (tvh; média móvel de 3 meses, mm3) e Indicadores de Confiança, IC (saldo de respostas extremas, sre; mm3) ago-14 out-14 dez-14 fev-15 abr-15 jun-15 ago-15 IC Consum. IC Ind. Transf. IC Constr. e Obras Púb. IC Comércio Fonte: INE IC Serviços Indicador de clima ec. (esc. dta) 0.0 ISE corrige em baixa mas mantémse acima da média de longo prazo No mesmo mês, o Índice de Sentimento Económico da Comissão Europeia para Portugal (valores efetivos corrigidos de sazonalidade) desceu para pontos (um valor abaixo da Área Euro e da UE), após atingir um máximo de sete anos em abril. Apesar da correção em baixa nos últimos meses, o indicador e sentimento económico de Portugal está ainda significativamente acima da média de longo prazo (100 pontos). Figura 2.1.4: Indicador de Sentimento Económico em Portugal, Área Euro e UE (média =100, valores ajustados de sazonalidade) set-14 out-14 nov-14 dez-14 jan-15 fev-15 mar-15 abr-15 mai-15 jun-15 jul-15 ago-15 Fonte: Comissão Europeia Portugal Área Euro UE Média = Projeções macroeconómicas nacionais e internacionais Projeções para Portugal As previsões macroeconómicas para a economia portuguesa, evidenciadas no quadro abaixo, não sofreram atualização desde o anterior relatório trimestral. Note-se, contudo, que 13
14 houve atualização das projeções para a economia internacional (analisadas mais abaixo), com influência sobre Portugal. Quadro 2.2.1: Projeções económicas para Portugal BdP FMI OCDE CE Gov. Jun-15 Jun-15 Mai-15 Mai-15 Abr-15 jun jun-15 PIB (tvar, %) Consumo privado Consumo público FBCF Exportações Importações Contributos brutos para a tvar do PIB (p.p.) Exportações líquidas (do total de importações) Procura Interna Contributos líquidos das respetivas importações (p.p.)* Exportações 0.6* 1.2* 1.2* Procura Interna 1.1* 0.7* 0.8* Proc. externa relevante (tvar, %) Emprego (tva, %) Taxa de desemprego (%) Inflação (tva do IHPC, %) Bal. Corr. e de capital (% PIB) Balança corrente (% PIB) Bal. de bens e serviços (% PIB) Bal. de bens (% PIB) Saldo orçamental (% PIB) Dívida pública bruta (% PIB) Fontes: Banco de Portugal, BdP, Boletim Económico Junho 2015; Fundo Monetário internacional, FMI, Portugal Concluding Statement of the Second Post-Program Monitoring Discussions; Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, OCDE, OECD Economic Outlook June 2015; Comissão Europeia, CE, European Economy - Spring 2015; Governo, Programa de Estabilidade e Crescimento Tva = taxa de variação anual; tvar= taxa de variação anual real; p.p.= pontos percentuais. *Contributo de cada componente expurgada do respetivo conteúdo importado (lógica de valor acrescentado nacional), uma abordagem diferente da tradicional (contributos brutos), em que a procura interna inclui importações e a procura externa líquida considera as exportações deduzidas das importações totais. Segundo o BdP, o cálculo dos conteúdos importados foi feito com base em informação relativa ao ano de 2005 (seguindo uma metodologia descrita no Boletim Económico de Junho de 2014). Nota: as previsões do BdP incorporam as medidas incluídas no OE 2015 e no Programa de Estabilidade , com exceção das relativas à sustentabilidade da Segurança Social e à reforma e racionalização dos serviços públicos, por não se encontrarem especificadas com detalhe suficiente. 14
15 Projeções para a economia mundial e principais mercados OCDE reduz previsões de crescimento mundial No início de setembro, a OCDE divulgou uma atualização intercalar das suas projeções económicas, onde reviu ligeiramente em baixa as perspetivas de crescimento da economia mundial em 2015 (-0.1 p.p., para 3.0%) e 2016 (-0.2 p.p., para 3.6%), com valores abaixo das previsões mais recentes do FMI, divulgadas em julho (3.3% em 2015 e 3.8% em 2016). Segundo a OCDE, os indicadores recentes de atividade dão conta de uma recuperação lenta nas economias avançadas e um abrandamento nas economias emergentes, especialmente as exportadoras de matérias-primas (como é o caso do Brasil, em que se verifica uma forte deterioração das perspetivas) ou com uma intensidade comercial elevada com a China, que tem exibido sinais de uma desaceleração mais forte do que o antecipado e do que os dados do PIB demonstram. Destaca-se, em particular, o enfraquecimento das importações chinesas, que ajuda a explicar o menor crescimento do comércio mundial e a descida dos preços das matérias-primas nos últimos meses. As suspeitas sobre a economia chinesa ficaram refletidas na forte correção do mercado acionista do país em agosto, uma evolução que gerou instabilidade nos mercados financeiros globais e levou à intervenção das autoridades chinesas (redução das taxas de juro diretoras, desvalorização da moeda e promessa de aumento dos gastos públicos, além de uma série de medidas para tentar travar a queda do mercado de ações), como já referido. Abrandamento da China coloca em risco a retoma mundial apenas se conjugado com correção bolsista acentuada A OCDE considera que o impacto de uma desaceleração acima do antecipado na procura chinesa pelos canais do comércio internacional e do investimento seria significativo, em particular para as economias mais endividadas, mas não descarrilaria a retoma da economia global a não ser que se juntasse o efeito de uma forte e abrangente correção nos mercados financeiros globais. Para evitar um abrandamento abrupto, as autoridades chinesas deverão promover estímulos de política monetária e orçamental, no entender da OCDE, que defende OCDE defende estímulos económicos na China; a subida muito gradual das taxas de juro nos EUA; a reparação dos canais de crédito na Área Euro ainda um conjunto de outras medidas, como o aumento das despesas sociais. Em relação às maiores economias avançadas, a OCDE realça que a retoma económica dos EUA (alicerçada no crescimento do consumo, dado que o investimento tem desapontado) tem permitido descer a taxa de desemprego e que, nesta altura, a redução da capacidade não utilizada requer uma trajetória de aumento, ainda que muito gradual, das taxas de juro diretoras. No caso da Área Euro, a economia deveria estar a crescer a um ritmo mais rápido em face dos vários fatores favoráveis de que está a beneficiar, como a descida das taxas de juro, a depreciação do euro e o recuo dos preços do petróleo. Neste caso, a OCDE considera que é necessário continuar a reparar os canais de crédito através de uma melhoria nos balanços. A este respeito, a OCDE mostra claramente que a desalavancagem registada nos EUA foi muito mais rápida e intensa do que a ocorrida na Área Euro, onde o crédito apenas recentemente começou a recuperar. 15
16 A OCDE conclui, assim, que as perspetivas globais se deterioraram ligeiramente e há incertezas importantes no horizonte. A retoma da economia mundial está a progredir nas economias mais Deterioração ligeira das perspetivas de crescimento mundial e incertezas importantes avançadas, mas a estagnação do comércio global e a deterioração das condições nos mercados financeiros está a reduzir as perspetivas nas economias emergentes. Com efeito, as economias menos desenvolvidas têm vulnerabilidades que poderão ser expostos pela subida das taxas de juro dos EUA e/ou uma desaceleração mais acentuada na China, com potencial para gerar turbulência económica e financeira que poderá afetar também significativamente as economias avançadas. A continuação dos estímulos de política económica é necessária para suportar a procura global, mas o mix necessário de políticas difere de país para país e as escolhas terão de ser consistentes com a estabilidade financeira e a retoma do crescimento de longo prazo. Quadro 2.2.2: Previsões de crescimento económico mundo e mercados (tvar, %) OCDE, set-15 FMI, jul[abr]-15 BM, jun-15 CE, mai Mundo Ec. Avançadas EUA Japão UE [1.8] [1.9] Área Euro Alemanha França Itália Espanha Holanda [1.6] [1.6] RU OCDE Ec. em Desenvolvimento Angola [4.5] [3.9] Moçambique [6.5] [8.1] Brasil Rússia Índia China Fontes: Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, OCDE, OECD Interim Report September 2015; Fundo Monetário internacional, FMI, World Economic Outlook - Update July 2015 [World Economic Outlook April 2015]; Banco Mundial, BM, Global Economic Prospects - June 2015; Comissão Europeia, CE, European Economy - Spring Tvar= taxa de variação anual real. 16
17 2.3 Constituições, dissoluções e insolvências de empresas Criação líquida de empresas sobe com nascimentos a aumentarem mais que encerramentos Segundo dados da Informa D&B, no período de janeiro a julho de 2015 registou-se um crescimento homólogo de 11.2% na criação líquida de empresas (1630 empresas), a refletir um aumento mais forte dos nascimentos (8.4%) do que dos encerramentos (3.0%), o que permitiu uma subida ligeira do rácio de nascimentos por encerramento (para 3.0). Quadro 2.3.1: Criação líquida de empresas e insolvências 2014 Jan-Jul 14 Jan-Jul 15 Tvh Nascimentos de empresas (A) % Encerramentos de empresas (B) % Criação líquida de empresas=a-b % Rácio nascimentos/encerramentos=a/b Empresas com processos de insolvência % Fonte: Informa D&B. Tvh= Taxa de variação homóloga. Criação líquida de empresas sobe na maioria dos setores Por setores, apenas as atividades financeiras, o comércio por grosso e a construção registaram uma redução homóloga da criação líquida de empresas, tendo os maiores aumentos ocorrido nas rubricas outros serviços ; alojamento e restauração; atividades imobiliárias; indústrias transformadoras; agricultura, pecuária, pesca e caça; e telecomunicações. Figura 2.3.1: Criação líquida de empresas por setor (nº de empresas) Outros serviços Comércio a retalho Alojamento e restauração Comércio por grosso Agricultura, pecuária, pesca e caça Indústrias transformadoras Atividades imobiliárias Construção Telecomunicações Transportes Atividades financeiras Gás, eletricidade e água Indústrias extrativas Fonte: Informa D&B e cálculos próprios. Jan-jul 14 Jan-jul 15 Insolvências em queda até julho De acordo com a mesma fonte, o número de empresas com processos de insolvência reduziu-se 6.7% em termos homólogos nos sete primeiros meses do ano (para 2746). 17
18 3. INTERNACIONALIZAÇÃO 3.1 Comércio internacional Nesta secção são apresentadas as principais tendências das exportações e importações de bens e de serviços, incluindo o cálculo e análise de quotas de mercado das exportações Comércio internacional de bens Saldo da balança de bens Quadro : Saldo da balança de bens 2014 Var. homóloga Jan-Jul 15 Var. homóloga Valor (M ) Valor (M ) Tvhn (%) Valor (M ) Valor (M ) Tvhn (%) Total Exportações (FOB) Importações (CIF) Saldo Taxa de Cobertura (%) Intra-UE Exportações (FOB) Importações (CIF) Saldo Taxa de Cobertura Extra-UE Exportações (FOB) Importações (CIF) Saldo Taxa de Cobertura Total sem combustíveis Exportações (FOB) Importações (CIF) Saldo Taxa de Cobertura Fonte: INE. Tvhn = taxa de variação homóloga nominal. M = Milhões de euros. CIF (Cost, Insurance and Freight) significa a inclusão dos custos inerentes ao transporte das mercadorias e FOB (Free on Board) o contrário. Subida nominal das exportações acima das importações reduz défice da balança de bens A balança de bens acumulou um défice de 5630 M nos sete primeiros meses de 2015, o que representa um desagravamento de 7.0% em termos homólogos (422 M ), traduzindo uma subida mais forte das exportações do que das importações (5.7% e 3.5% em termos nominais, respetivamente), refletida numa melhoria da taxa de cobertura das importações (de 82.4% 18
19 para 84.2%). Note-se, contudo, que a melhoria da balança de bens foi fortemente influenciada pela redução das importações de combustíveis (em 1166 M ). Melhoria da balança de bens influenciada pela redução das importações de combustíveis Para este comportamento contribuiu a queda nos preços das importações, mais forte do que a registada nos preços das exportações (ver análise da secção 3.1.4). Excluindo combustíveis, as exportações de bens cresceram 5.2% e as importações 8.4%, o que se traduziu num agravamento do saldo deficitário (em 996 M, para M ). Exportações de bens Crescimento das exportações com contributos de um conjunto variado de produtos De acordo com o detalhe das exportações de bens por produtos, as rubricas de Combustíveis e óleos minerais e de Material de transporte foram as que mais contribuíram para o crescimento das exportações no período de janeiro a julho (cada uma com um contributo de 0.9 p.p.), seguindo-se contributos também significativos das rubricas Máquinas e aparelhos, Animais vivos e produtos animais e vegetais, e gorduras (0.6 p.p.), Metais, Madeira e cortiça, e Alimentação, bebidas e tabaco (0.4 p.p.), além de um conjunto variado de contributos mais pequenos. Apenas os Químicos registaram um contributo negativo, mas pouco expressivo (-0.1 p.p.). Produtos NC8 e respetivos códigos Quadro : Exportações de bens por tipo de produto Valor (M ) 2014 Jan-Jul 15 Tvhn (%) Contributo (p.p.) Valor (M ) Tvhn (%) Contributo (p.p.) Máquinas e aparelhos: S16 (84-85) Material de Transporte: S17 (86-89) Combustíveis e óleos minerais: S5 (27) Metais: S15 (72-83) Madeira e cortiça: S9 (44-46) e S10 (47-49) Plásticos e borracha: S7 (39-40) Alimentação, bebidas e tabaco, S4 (16-24) Animais vivos, produtos animais e vegetais, e gorduras: S1 (1-5), S2 (6-14), S3 (15) Vestuário: S11 (61-62) Químicos: S6 (28-38) Calçado: S12 (64-67) Têxteis: S11 (50-60, 63) Pedra, cerâmica e vidro: S13 (68-70) Mobiliário: S20 (94) Outros Produtos minerais exceto combustíveis: S5 (25-26) Peles e couros S8 (41-43) Total Total sem combustíveis Fonte: INE. Tabela ordenada pelo valor das exportações em NC8 = Nomenclatura combinada de mercadorias da UE a oito dígitos; M = milhões de euros; tvhn = taxa de variação homóloga nominal; p.p. = pontos percentuais. 19
20 UE impulsiona a subida das exportações Por mercados, o crescimento homólogo das exportações de janeiro a julho (5.7%) repartiu-se entre 5.0 p.p. na UE e apenas 0.7 p.p. na no mercado extracomunitário. O crescimento dos 20 principais mercados nesse período foi semelhante ao verificado no total das exportações (5.7%), mantendo assim o seu peso. Quadro : Exportações de bens nos 20 principais mercados de Jan-Jul 2015 Valor (M ) Tvhn (%) Contributo (p.p.) Valor (M ) Tvhn (%) Contributo (p.p.) Espanha França Alemanha Angola Reino Unido Estados Unidos Países Baixos Itália Bélgica China Brasil Marrocos Argélia Suécia Polónia Suíça Turquia República Checa Moçambique Dinamarca Subtotal Total Intra-UE Extra-UE Fonte: INE. Tabela ordenada pelo valor das exportações em M = milhões de euros; tvhn = taxa de variação homóloga nominal; p.p. = pontos percentuais. Entre esses mercados, o maior contributo positivo para o aumento das exportações foi dado por Espanha (2.8 p.p.), seguindo-se os EUA (1.2 p.p.), o Reino Unido (0.8 p.p.), a França (0.5 p.p.) e a Alemanha (0.4 p.p.). Apenas cinco mercados registaram contributos negativos: Angola (-1.6 p.p.), Suécia, Turquia (-0.2 p.p.), Argélia e Bélgica (-0.1 p.p.). Angola passa de 4º para 6º no ranking de mercados de exportação A forte quebra no mercado de Angola (tvh de -26.9%) reduziu para 4.2% o seu peso nas exportações (após 6.6% em 2014), passando da 4ª para a 6ª posição no ranking dos nossos principais mercados de exportação (ultrapassado pelos mercados do Reino Unido e dos EUA). 20
21 Quotas de mercado das exportações de bens Quota de mercado mundial das exportações nacionais de 0.339% no 1ºT 15 De acordo com dados revistos, a quota de mercado das exportações nacionais no mercado mundial de bens situou-se em 0.339% no primeiro semestre de 2015 (0.770% no mercado da UE e % no mercado extracomunitário), traduzindo uma subida muito ligeira face à quota de mercado média em Quadro : Quotas de mercado das exportações de bens (%) S 15 Mundo Intra-UE Extra-UE Fontes: OMC e INE. Nota metodológica: as quotas foram calculadas dividindo as exportações de Portugal (dados trimestrais da OMC em milhões de dólares, repartidos entre os mercados intra-ue e extra-ue usando a estrutura de exportações de Portugal calculada a partir de informação do INE para os períodos em causa) pelas importações totais nos vários mercados (obtidas na mesma base de dados trimestrais da OMC). Figura : Evolução homóloga das exportações de mercadorias, da procura externa relevante e dos ganhos de quota de mercado T 14 3T 14 4T 14 1T 15 2T 15 Fonte: INE e cálculos próprios Exportações de mercadorias (tvhn, %) Procura externa relevante (tvhn, %) Ganho (+) / Perda (-) de quota de mercado Em comparação homóloga, a evolução parece ser também positiva. Segundo dados do INE, as Ganho de quota reforça-se no 2º Trimestre exportações de mercadorias cresceram mais do que a procura externa relevante no segundo trimestre de 2015 (variações homólogas de 7.3% e 5.3% respetivamente), o que se traduz num ganho homólogo de quota de mercado de cerca de 2.0%, superior ao registado no primeiro trimestre (0.3%). Ganhos de quota expressivos na China, em Espanha e na Argélia, e perda forte em Angola Os cálculos efetuados das quotas de mercado nos 20 principais mercados de exportação de bens nos sete primeiros meses de 2015 revelam uma melhoria face a 2014 em 10 dos 19 países com informação disponível para os sete primeiros meses de 2015 (1º semestre, no caso de Angola), uma queda em seis casos e uma estabilização nos restantes três. 21
22 Salientamos os ganhos de quota significativos na China, em Espanha e na Argélia, e a perda acentuada no mercado angolano (ver quadro abaixo). Quadro : Quotas de mercado nos 20 maiores mercados de exportação de bens Quotas (%) Variação (p.p.) Jan-Jul Jan-Jul 15 Espanha Alemanha França Angola* (1S 15) (1S 15) Reino Unido Estados Unidos Países Baixos Itália Bélgica Brasil Marrocos China Argélia Suécia Polónia Suíça Turquia República Checa Moçambique* Dinamarca Fontes: OMC, INE Angola, INE Moçambique, INE, BdP, cálculos próprios. Tabela ordenada pelo ranking das exportações em 2014 (como no quadro ). P.p. = pontos percentuais. *Pesos de Portugal nas importações de mercadorias desses países, obtidas a partir de dados dos respetivos institutos nacionais de estatística. As restantes quotas seguem a metodologia descrita na nota do quadro anterior (mas aqui com dados mensais). Importações de bens Crescimento das importações de material de transporte e químicos, e descida nos combustíveis A desagregação das importações por produtos mostra que a evolução homóloga nos sete primeiros meses de 2015 (variação de 3.5%) foi fortemente influenciada pelo contributo negativo da rubrica de combustíveis (-3.4 p.p.) e pelos contributos positivos do material de transporte (2.1 p.p.) e dos químicos (1.1 p.p.). 22
23 Produtos NC8 e respetivos códigos Quadro : Importações de bens por tipo de produto Valor (M ) 2014 Jan-Jul 15 Tvhn (%) Contributo (p.p.) Valor (M ) Tvhn (%) Contributo (p.p.) Combustíveis e óleos minerais: S5 (27) Máquinas e aparelhos: S16 (84-85) Material de Transporte: S17 (86-89) Animais vivos, produtos animais e vegetais, e gorduras: S1 (1-5), S2 (6-14), S3 (15) Químicos: S6 (28-38) Metais: S15 (72-83) Plásticos e borracha: S7 (39-40) Alimentação, bebidas e tabaco, S4 (16-24) Outros Madeira e cortiça: S9 (44-46) e S10 (47-49) Vestuário: S11 (61-62) Têxteis: S11 (50-60, 63) Peles e couros S8 (41-43) Mobiliário: S20 (94) Calçado: S12 (64-67) Pedra, cerâmica e vidro: S13 (68-70) Produtos minerais exceto combustíveis: S5 (25-26) Total Total sem combustíveis Fonte: INE. Tabela ordenada pelo valor das importações em NC8 = Nomenclatura combinada de mercadorias da UE a oito dígitos; M = milhões de euros; tvhn = taxa de variação homóloga nominal; p.p. = pontos percentuais. Apenas importações intra-ue sobem, sobretudo as de Espanha A evolução por mercados de origem teve contributos de 4.6 p.p. nas importações intra-ue e -1.1 p.p. nas extracomunitárias, destacando-se os contributos positivos de Espanha (2.1 p.p.) e França (0.5 p.p.), e negativos de Nigéria (-1.4 p.p.) e Angola (-0.6 p.p.). 23
24 Quadro : Importações de bens nos 20 principais mercados de 2014 Valor (M ) 2014 Jan-Jul 2015 Tvhn (%) Contributo (p.p.) Valor (M ) Tvhn (%) Contributo (p.p.) Espanha Alemanha França Itália Países Baixos Reino Unido Angola China Bélgica Estados Unidos Brasil Cazaquistão Arábia Saudita Argélia Rússia Suécia Irlanda Nigéria Polónia Índia Subtotal Total Intra-UE Extra-UE Fonte: INE. Tabela ordenada pelo valor das importações em M = milhões de euros; tvhn = taxa de variação homóloga nominal; p.p. = pontos percentuais Comércio internacional de serviços Excedente da balança de serviços sobe impulsionado pela rubrica de Viagens e turismo, a única com saldo positivo O excedente da balança de serviços registou uma subida homóloga de 3.8% (233 M ) no período de janeiro a julho de 2015, para 6303 M, correspondendo a um aumento absoluto das exportações superior ao das importações (587 e 354 M, respetivamente), ainda que a taxa de variação tenha sido inferior (4.5% e 5.1%). A rubrica de Viagens e turismo deu o principal contributo para o aumento das exportações (5.0 p.p., traduzindo uma tvh de 12.2%) e das importações (2.4 p.p. e 8.8%), tendo sido a única rubrica com saldo positivo. 24
25 Quadro : Balança de serviços 2014 Var. homóloga Jan-Jul 15 Var. homóloga Valor (M ) Valor (M ) Tvhn (%) Contributo (p.p.) Valor (M ) Valor (M ) Exportações Transformação, manut., reparação Tvhn (%) Contributo (p.p.) Transportes Viagens e turismo Outros serviços forn. por empresas Outros Importações Transformação, manut., reparação Transportes Viagens e turismo Outros serviços forn. por empresas Outros Saldo Transformação, manut., reparação Transportes Viagens e turismo Outros serviços forn. por empresas Outros s.s. Fonte: BdP. M = milhões de euros; tvhn = taxa de variação homóloga nominal; p.p. = pontos percentuais; s.s. = sem significado. De acordo com os dados disponíveis da OMC, a quota das exportações nacionais nas importações mundiais de serviços comerciais situou-se em 0.63% no ano de Balança de bens e serviços Excedente da BBS aumenta O saldo positivo da balança de bens e serviços (BBS) subiu para 1481 M nos sete primeiros meses de 2015 (face a 1056 M no período homólogo), traduzindo um menor défice da balança de bens e um excedente mais elevado nos serviços, segundo dados do Banco de Portugal (note-se que a componente de bens difere dos dados acima apresentados do INE ver nota do quadro abaixo). O peso dos serviços na estrutura da BBS manteve-se praticamente Subida do peso das viagens e turismo no total de exportações de bens e serviços inalterado em comparação homóloga (31.6% nas exportações e de 17.6% nas importações). Destaca-se ainda o aumento do peso das Viagens e turismo no total das exportações de bens e serviços, passando de 13.1% para 13.9%. 25
26 Valor (M ) Quadro : Balança de bens e serviços Exportações Importações Saldo Jan-Jul Jan-Jul Jan-Jul Peso (%) Valor (M ) Peso (%) Bens (FOB) Serviços Transformação, manut., reparação Valor (M ) Peso (%) Valor (M ) Peso (%) Valor (M ) Transportes Viagens e turismo Outros serviços forn. por empresas Outros serviços Total Valor (M ) Fonte: Banco de Portugal. M = milhões de euros. Nota: devido a diferenças de natureza metodológica, ocorre uma diferença significativa de valores na balança de bens entre este quadro e o quadro , que tem como fonte o INE. As diferenças têm origem sobretudo nas importações, em boa medida porque esta componente se encontra expressa em valores CIF nos dados do INE e em valores FOB nos do Banco de Portugal (ver nota ao quadro ) Termos de troca de bens e de serviços Melhoria menos intensa dos termos de troca no 2º T Segundo dados revistos (já tendo em conta os dados definitivos das contas nacionais de 2013), no segundo trimestre de 2015 registou-se uma melhoria menos intensa dos termos de troca, (2.4%, em termos homólogos, após 3.2% no trimestre anterior), abrangendo tanto os bens (de 2.7% para 2.2%) como os serviços (de 2.0% para 0.7%). A melhoria dos termos de troca, ainda que menos intensa, favorece o saldo da balança de bens e serviços. Quadro : Evolução dos termos de troca (tvh, %) Deflator exportações, tvh (1) Deflator importações, tvh (2) Termos de troca (p.p.)= (1)-(2) Bens (FOB) Serviços Total Bens (FOB) Serviços Total Bens (FOB) Serviços T T Fonte: INE (Contas nacionais base 2011, SEC 2010) e cálculos próprios. Tvh = taxa de variação homóloga. FOB: ver nota ao quadro Total Nos bens, os preços das exportações desagravaram-se menos (de -2.7% para -1.3%) do que os das importações (de -5.5% para -3.4%), enquanto nos serviços os preços abrandaram nas exportações (de 2.3% para 1.6%) e aceleraram nas importações (de 0.4% para 0.9%). 26
27 3.2 Investimento direto Segundo dados revistos do BdP (seguindo o princípio direcional), a posição de investimento Aceleração da posição de investimento direto líquido e estrangeiro, e recuperação da posição de investimento direto no exterior direto líquido (IDE) situou-se em M no final do segundo trimestre de 2015, traduzindo um crescimento homólogo de 11.9%, que resultou de um aumento mais forte na posição de investimento direto estrangeiro (10.0%, para M ) do que na posição de investimento direto no exterior (7.9%, para M ). Em comparação com a evolução homóloga no final do primeiro trimestre, os dados mostram uma aceleração da posição de investimento direto líquido e da posição de investimento direto estrangeiro, e uma recuperação da posição de investimento no exterior. Quadro 3.2.1: Investimento direto (posição em final de período em M, salvo outra indicação) T 15 2T 15 Posição de Investimento Direto líquido = (1)-(2) Tvh (%) Posição de Investimento Direto Estrangeiro (1) Tvh (%) Posição de Investimento Direto no Exterior (2) Tvh (%) Fonte: BdP. Tvha =taxa de variação homóloga; M = milhões de euros. 27
28 ago-14 set-14 out-14 nov-14 dez-14 jan-15 fev-15 mar-15 abr-15 mai-15 jun-15 jul-15 ago-15 3T FINANCIAMENTO 4.1 Taxas de juro Quadro 4.1.1: Taxas de juro T 14 4T 14 1T 15 2T 15 Jul-15 Ago-15 Taxas de juro (%) Mercado monetário Taxa Refi do BCE (fim de período) Taxas Euribor (valores médios) 3 meses meses meses Dívida soberana: OT (valores médios) Yield PT, 10 anos (a) Yield Área Euro, 10 anos Yield Alemanha, 10 anos (b) Prémio de risco de PT = (a) (b) Crédito a empresas Novas operações até 1 M (exclui descobertos bancários) Taxa de juro média pond. em PT Tx. de juro média pond. na A. Euro Fontes: EMMI (European Money Markets Institute), BdP, BCE e Eurostat. OT = Obrigações do Tesouro; PT = Portugal; Taxa Refi do BCE = taxa de juro aplicável às operações principais de refinanciamento do Eurosistema. Figura 4.1.1: Taxas Euribor a 3, 6 e 12 meses (valores médios mensais, %) Fonte: EMMI Euribor 3m Euribor 6 m Euribor 12 m Taxas Euribor em novos mínimos e com um valor médio negativo a 3 meses No mercado monetário europeu, as taxas Euribor renovaram mínimos históricos em agosto (valores médios de % no prazo de três meses, 0.044% a seis meses e 0.161% a 12 meses), em resultado da política monetária expansionista do BCE. A taxa Euribor média a 3 28
29 mai-11 jul-11 set-11 nov-11 jan-12 mar-12 mai-12 jul-12 set-12 nov-12 jan-13 mar-13 mai-13 jul-13 set-13 nov-13 jan-14 mar-14 mai-14 jul-14 set-14 nov-14 jan-15 mar-15 mai-15 jul-15 ago-13 set-13 out-13 nov-13 dez-13 jan-14 fev-14 mar-14 abr-14 mai-14 jun-14 jul-14 ago-14 set-14 out-14 nov-14 dez-14 jan-15 fev-15 mar-15 abr-15 mai-15 jun-15 jul-15 ago-15 3T 15 meses registou um valor médio negativo, pelo quarto mês consecutivo, a refletir a taxa de depósito negativa do BCE e as limitações na colocação de fundos. No dia 24 de setembro, as taxas Euribor situaram-se em %, 0.032% e 0.148% a 3, 6 e 12 meses, respetivamente. Figura 4.1.2: Yields soberanas a 10 anos de alguns países da Área Euro (%) Fonte: Eurostat Alemanha Espanha Grécia Irlanda Portugal No mercado secundário de dívida pública, a yield média a 10 anos de Portugal recuou pelo Yield das OT a 10 recua com fim do impasse na Grécia segundo mês seguido em agosto (para 2.52%, ainda acima do mínimo histórico de 1.74% registado em março), para o que contribuiu o fim do impasse na Grécia. O diferencial face à yield alemã (medida do prémio de risco-país) também recuou pelo segundo mês seguido, atingindo 1.91 p.p.. Já em setembro, a yield diária a 10 anos situou-se em 2.60% no dia 22. Figura 4.1.3: Taxas de juro sobre novas operações (até 1 M, excluindo descobertos bancários) a sociedades não financeiras por inst. fin. monetárias (médias ponderadas, %) Fontes: BCE, Eurostat Chipre Alemanha Espanha França Grécia Irlanda Itália Luxemburgo Portugal Zona Euro 29
30 mai-11 jul-11 set-11 nov-11 jan-12 mar-12 mai-12 jul-12 set-12 nov-12 jan-13 mar-13 mai-13 jul-13 set-13 nov-13 jan-14 mar-14 mai-14 jul-14 set-14 nov-14 jan-15 mar-15 mai-15 jul-15 3T 15 Taxa de juro do crédito às empresas perto de mínimos mas ainda das mais altas da Área Euro A taxa de juro média dos empréstimos às Sociedades Não Financeiras (operações até 1 M ) de Portugal subiu ligeiramente em julho (para 4.09%), mas manteve-se próximo de um mínimo de mais de 15 anos. Apesar da tendência de descida, o valor é ainda um dos mais elevados da área euro (cuja média se situou em 2.78% nesse mês), apenas abaixo dos níveis registados no Chipre e na Irlanda (não estão disponíveis dados recentes para a Grécia). 4.2 Crédito bancário Quadro 4.2.1: Stock de crédito (final de período) Jun-14 Set- 14 Dez-14 Mar-15 Abr-15 Crédito interno total (M ) Tvh (%) Crédito a soc. não financeiras * * Tvh (%) -6.1 s.s s.s. s.s. s.s. Crédito à Ind. Transf * * Tvh (%) -2.6 s.s s.s. s.s. s.s. Fonte: BdP. Tvh =taxa de variação homóloga; M = milhões de euros; s.s.=sem significado. *Quebra de série. Figura 4.2.1: Stock de crédito interno do setor financeiro monetário às sociedades não financeiras (M, tvh e tvc, em %) % % 2% 0% -0.4% -2% -4% -6% -8% -10% -12% Fonte: BdP. Quebra de série em dez-14 Stock de crédito interno às soc. não fin. (esc. esq.) tvc (taxa de variação em cadeia) tvh (taxa de variação homóloga) Retorno da queda mensal do stock de crédito ao Setor Não Financeiro, mas ainda dentro de uma tendência desagravamento Os dados mais recentes do stock de crédito às Sociedades Não Financeiras evidenciaram uma redução em cadeia de 0.4% em junho, para M, após uma subida ligeira no mês anterior (0.1%). Apesar do retorno da descida mensal, a tendência recente é ainda de desagravamento, tendo-se registado apenas quatro meses de queda nos sete primeiros meses do ano, quando em 2014 a descida foi persistente (note-se que, devido a uma quebra de série no final de 2014, não é possível a comparação em termos homólogos). Em variação absoluta, o stock de crédito às Sociedades Não Financeiras diminuiu 1223 M nos sete primeiros meses de 2015, abaixo das descidas de 3047 M nas Sociedades 30
31 Subida do stock de crédito à Ad. Pública contraria queda no setor privado Financeiras e 2301 M nos Particulares. Esta evolução foi mais do que compensada pelo aumento de 6596 M no stock de crédito às Administrações Públicas, explicando o aumento de 385 M no crédito interno total desde dezembro (para M ). Figura 4.2.2: Empréstimos bancários a sociedades não financeiras por setor de atividade (saldos em final de mês, não incluindo títulos; M ) Construção Indústria transformadora Comércio Atividades imobiliárias Transportes e armazenagem SGPS 5516 Atividades de consultoria, técnicas 5141 Alojamento, restauração e similares Eletricidade, gás, vapor e água; Educação, saúde e outras 3730 Agricultura, produção animal, Outras atividades Fonte: BdP. Nota: quebra de série em Dez-14 dez-14 jul-15 Crédito melhora na no alojamento e restauração, e na IT Por setor de atividade, os dados permitem destacar o aumento do crédito entre dezembro de 2014 e julho de 2015 no alojamento, restauração e similares (174 M ), na indústria transformadora (148 M ), na educação, saúde e outros (87 M ), nas atividades de consultoria, técnicas e administrativas (43 M ) e, em menor medida, na agricultura e pescas (5 M ). Figura 4.2.3: Crédito do setor financeiro monetário e não monetário às sociedades não financeiras: PME, grandes empresas e exportadoras (taxa de variação anual, tva, %) PME Grandes empresas Empresas exportadoras Fonte: BdP dez-13 dez-14 jul-15 Menor queda do crédito a PME e grandes empresas, e aceleração nas exportadoras Ainda nas Sociedades Não Financeiras, os dados mostram uma atenuação da queda do crédito tanto às PME como às grandes empresas (taxa de variação anual, tva, de -2.3% e -2.5% em 31
32 julho, respetivamente, após -4.0% e -7.6% em dezembro). Salienta-se ainda a aceleração significativa do crédito às empresas exportadoras (de uma tva de 0.9% para 2.3%) Mercado de capitais Valor transacionado cai na Euronext Lisbon e no PEX, mas sobe na Easynext Lisbon Queda generalizada da capitalização PSI-20 corrige em baixa No período de janeiro a agosto, o valor transacionado no mercado secundário cifrou-se em M, o que representa uma redução homóloga de 33.3%, refletindo sobretudo a evolução da Euronext Lisbon (tvh de -33.7% para M ), o mercado com maior peso. Nos sistemas de negociação multilateral (com menores exigências de listagem, mais apropriados à participação das PME), pelo contrário, assistiu-se a um crescimento acentuado (57.5%, para 213 M ), com origem na evolução da Easynext Lisbon (81.1%, para M ), que contrariou a descida registada no PEX (-85.6%, para 2.8 M ), não se tendo registado transações significativas na Alternext Lisbon. Em termos de capitalização, os dados de agosto mostraram homólogas quebras na Euronext Lisbon, na Easynext Lisbon e na Alternext Lisbon (tvh de -5.3%, -1.4% e -49.0%, respetivamente). No final de agosto, o índice acionista de referência PSI-20 registou uma variação homóloga de -11.5% e mensal de -8.0%, mas com um ganho acumulado no ano de 9.6%. Quadro 4.3.1: Transações e capitalização bolsista (M, salvo outra indicação) Valor transacionado Capitalização bolsista Jan-ago 15 dez-13 dez-14 ago-15 Mercados regulamentados Tvh (%) Euronext Lisbon Tvh (%) Sistemas de neg. multilateral Tvh (%) EasyNext Lisbon Tvh (%) AlterNext Lisbon Tvh (%) s.s PEX Tvh (%) Total (merc. secund. contado) Tvh (%) Fonte: CMVM. Tvh = taxa de variação homóloga; s.s.=sem significado. 2 Nota: os dados deste parágrafo não são diretamente comparáveis com o anterior, por incluírem empréstimos de instituições não monetárias, mas excluírem o crédito titularizado. 32
33 T 11 2T 11 3T 11 4T 11 1T 12 2T 12 3T 12 4T 12 1T 13 2T 13 3T 13 4T 13 1T 14 2T 14 3T 14 4T 14 1T 15 2T 15 3T MERCADO DE TRABALHO A taxa de desemprego situou-se em 11.9% no segundo trimestre de 2015, um mínimo Taxa de desemprego em 11.9% no 2T 15, um mínimo da série iniciada em 2011 da nova série, iniciada em 2011, traduzindo uma descida significativa face ao período homólogo (13.9%) e também face ao trimestre anterior (13.7%), evolução esta que pode ser influenciada por sazonalidade. O número de desempregados diminuiu 14.9% em termos homólogos, o emprego aumentou 1.5% e a população ativa recuou 0.8% Figura 5.1: Taxa de desemprego total, jovem e de longa duração (%, sem correção de sazonalidade) Taxa de desemprego total Fonte: INE Taxa de desemprego jovem (15-24 anos) Taxa de desemprego de longa duração (12 ou mais meses) O detalhe dos dados mostra que a subida homóloga do emprego apenas ocorreu nos setores Setor secundário com a maior subida homóloga do emprego e o setor primário com a maior descida do desemprego secundário e terciário (3.2% e 2.5%, respetivamente), contrariando a queda no setor primário (-10.6%), e que os contratos de trabalho com termo foram os que mais aumentaram entre os trabalhadores por conta de outrem (10.9%, face a 2.3% nos sem termo). No que se refere ao desemprego, registaram-se tvh de -19.2% no setor primário, -18.3% no secundário e -11.6% no terciário. Desemprego desce menos nas qualificações intermédias Por grau de qualificação, a redução homóloga do desemprego foi mais forte nos níveis de ensino básico (tvh de -18.7%) e superior (-15.2%) do que no secundário (-6.2%). Taxas de desemprego jovem e de longa duração em mínimos de vários anos Realça-se ainda a queda da taxa de desemprego de longa duração (para 7.6%, o mínimo desde o primeiro trimestre de 2012) e da taxa de desemprego jovem (para 29.8%, o valor mais baixo desde o segundo trimestre de 2011) para mínimos de vários anos. 33
34 Quadro 5.1: Inquérito trimestral ao emprego do INE 2T 14 1T 15 2T 15 Tvh (%) Tvc (%) População ativa (10 3 indivíduos) Taxa de atividade (%) População empregada (10 3 ) Sector Primário Sector Secundário Sector Terciário Trabalhadores por conta de outrem (10 3 ) Com contrato de trabalho sem termo Com contrato de trabalho com termo População desempregada (10 3 ) Ensino básico: até 3º ciclo Ensino secundário ou pós-secundário Ensino superior Desemp. à procura de novo emprego (10 3 ) Oriundos do Sector Primário Oriundos do Sector Secundário Oriundos do Sector Terciário Taxa de desemprego (%) Homens Mulheres Jovens (15-24 anos) Longa duração (12 ou mais meses) Regiões Norte Centro A. M. Lisboa Alentejo Algarve R. A. Açores R. A. Madeira População inativa (10 3 indivíduos) Fonte: INE. Tvh(c)= taxa de variação homóloga (em cadeia). A descida da taxa de desemprego abrangeu todas as regiões. A maior queda homóloga da Queda significativa da taxa de desemprego em todas as regiões taxa de desemprego ocorreu na Região Autónoma dos Açores (-4.7 p.p., para 11.3%), seguida pelo Algarve (-2.7 p.p., para 10.8%), Área metropolitana de Lisboa (-2.4 p.p., para 12.7%), R. A. da Madeira (-2.1 p.p., para 13.6%), Centro (-1.9 p.p., para 8.5%), Norte (-1.6 p.p., para 13.4%) e Alentejo (-1.4 p.p., para 12.6%). Em termos de variação em cadeia, destaca-se a forte descida registada no Algarve (-5.6 p.p., para 10.8%), explicada pelo incremento sazonal da atividade turística na região, que deixou assim de registar o valor mais elevado de taxa de desemprego a nível nacional, uma posição agora ocupada pela R. A. da Madeira (13.6%). O Centro continuou a registar a taxa de desemprego mais baixa (8.5%). 34
35 fev-05 ago-05 fev-06 ago-06 fev-07 ago-07 fev-08 ago-08 fev-09 ago-09 fev-10 ago-10 fev-11 ago-11 fev-12 ago-12 fev-13 ago-13 fev-14 ago-14 fev-15 ago-15 3T CUSTOS DAS MATÉRIAS-PRIMAS Índice global de matérias-primas cai com receios sobre a China O índice global de matérias-primas do FMI desvalorizou-se pelo terceiro mês seguido em agosto (-9.4%, após variações em cadeia de -6.9% em julho e -4.0% no segundo trimestre), a refletir os receios de um abrandamento mais forte da economia chinesa, com quedas nas principais componentes (-13.8 na energia, -5.8% nas matérias-primas agrícolas, -3.3% nos metais e -3.1% na alimentação e bebidas). Entre os preços das matérias-primas selecionadas, destaca-se queda da cotação do brent em julho (-10.4%) e agosto (-15.9%). Quadro 6.1: Índices e cotações das matérias-primas (médias de período) T 15 2T 15 Jul-15 Ago-15 Índices (tvc, %) Índice global de matérias-primas (100%) Índice de m.p. agrícolas (7.7%) Índice de metais (10.7%) Índice da energia (63.1%) Índice de alimentação e bebidas (18.5%) Preços de mat.-primas industriais Algodão (cts. $/libra de peso) Tvc (%) Cobre ($/tonelada) Tvc (%) Minério de ferro ($/tonelada) Tvc (%) Petróleo (barril de brent, $) Tvc (%) Fonte: FMI. Tvc = taxa de variação em cadeia; cts=cêntimos. Figura 6.1: Índice global de matérias-primas e componentes de inputs industriais: metais, matérias-primas agrícolas e energia (2005=100, valores mensais) Fonte: FMI M.P. Agrícolas Metais Energia Índice global M.P. 35
36 7. CUSTOS DA ENERGIA 7.1 Eletricidade Na altura do corte de informação deste relatório, não estavam disponíveis novos dados sobre os preços da eletricidade, pelo que se mantém atual a análise abaixo, contida no anterior relatório. De acordo com dados revistos relativos ao segundo semestre de 2014, os preços sem IVA e outros impostos dedutíveis da eletricidade pagos pela indústria nacional registaram variações homólogas mais elevadas do que na UE, com exceção do quarto e do quinto escalões de consumo. Os dados já disponíveis para o conjunto da UE permitem confirmar que Portugal continuou a situar-se na metade de países em que a indústria mais paga pela eletricidade, sendo ainda de notar que Portugal tem défice e dívida tarifários, não repercutidos no preço, uma situação só com paralelo em Espanha dentro da UE. Quadro 7.1.1: Preços sem IVA (e outros imp. ded.) da eletricidade na indústria ( /KWh) Portugal UE (28) 2S 13 1S 14 2S 14 2S 14 1S 14 2S 14 #UE 28 (sem imp., taxas) Bandas de consumo IA: Consumo < 20 MWh º em 28 (11º em 28) IB Tvh (%) IB: [20Wh; 500 MWh [ º em 28 (8º em 28) Tvh (%) IC: [500Wh; MWh [ º em 28 (7º em 28) Tvh (%) ID: [2 000; MWh [ º em 28 (9º em 28) Tvh (%) IE: [20 000Wh; MWh [ º em 28 (12º em 28) Tvh (%) IF: [70 000; MWh] º em 26 (12º em 26) Tvh (%) Fonte: Eurostat. # UE 28 (sem imp., taxas) = ranking do preço de Portugal sem IVA e outros impostos dedutíveis (sem todos os impostos e taxas) na UE 28; Mwh= megawatts/hora; tvh= taxa de variação homóloga. Nota: não há dados para Portugal (e vários outros países europeus) no escalão de consumo acima de MWh. As posições no ranking de preços dentro da UE sofrem algumas alterações quando se exclui a totalidade de impostos e taxas (permitindo aferir os preços de mercado sem a influência global da fiscalidade), aumentando nalguns escalões e descendo noutros, mas conclui-se que também neste caso Portugal está claramente na metade dos países com preços mais elevados. 36
37 7.2 Gás natural Na altura do corte de informação deste relatório, não estavam disponíveis novos dados sobre os preços do gás natural, pelo que se mantém atual a análise abaixo, contida no anterior relatório. No caso do gás natural à indústria, os preços médios nacionais (sem IVA e outros impostos e taxas dedutíveis) são mesmo dos mais elevados entre os países europeus com informação disponível, sobretudo nos dois primeiros escalões de consumo (1ª posição nos dois casos). A situação agravou-se no segundo semestre de 2014, altura em que os preços do gás natural da indústria sem IVA e outros impostos dedutíveis registaram variações homólogas acima de 5% nos vários escalões de consumo, em claro contraste com as quedas registadas na média da UE (entre 2.8% e 8.6%). Quadro 7.2.1: Preços sem IVA (e outros imp. ded.) do gás natural na indústria ( /GJ) Portugal UE (28) 2S 13 1S 14 2S 14 2S 14 1S 14 2S 14 #UE (sem imp. taxas) Bandas de consumo I1: Consumo < GJ º em 25 (1º em 25) IB Tvh (%) I2: [1 000; GJ [ º em 26 (1º em 26) Tvh (%) I3: [10 000; GJ [ º em 26 (2º em 26) Tvh (%) I4: [ ; GJ [ º em 26 (3º em 26) Tvh (%) I5: [ ; GJ] º em 21 (1º em 21) Tvh (%) Fonte: Eurostat. # UE (sem imp., taxas) = ranking do preço de Portugal sem IVA e outros impostos e taxas dedutíveis (sem todos os impostos e taxas) nos países com informação disponível da UE. ; GJ= gigajoules; tvh= taxa de variação homóloga. Nota: não há dados para Portugal (e vários outros países europeus) no escalão acima de GJ. Excluindo todos os impostos e taxas, verifica-se que Portugal sobe uma posição nos escalões três e quatro, e quatro posições no quinto escalão. 7.3 Combustíveis Preço do gasóleo sem impostos com queda homóloga de 18.2% até julho O preço do gasóleo rodoviário sem impostos registou uma variação homóloga de -18.2% de janeiro a julho de 2015 (-19.9% na UE), continuando a apresentar um valor acima da média europeia (0.587 e /litro, respetivamente), sendo já o 9º mais elevado da UE. O preço de venda ao público (com impostos) permaneceu abaixo da média da UE (1.217 e /litro, respetivamente) devido a um peso da tributação inferior à UE (51.7% e 56.0% do 37
38 Preço do gasóleo com impostos na metade dos países com valores mais elevados e acima de Espanha preço final), mas com um forte aumento face a 2014 (mais do que na UE), o que explica a entrada na metade de países com preços mais elevado (11ª posição, quando no conjunto de 2014 foi a 19ª). Portugal passou também a apresentar um preço com impostos superior ao de Espanha (1.156 /litro), quando no período homólogo os valores eram praticamente iguais. Quadro 7.3.1: Preço do gasóleo rodoviário em Portugal e na UE ( /litro) Jan-jul 15 Ago-15 Preço do gasóleo rodoviário sem impostos Portugal * Tvh (%) Ranking na UE (28) 8º 13º 9º UE (28) Tvh (%) Preço de venda ao público do gasóleo rodoviário Portugal * Tvh (%) Ranking na UE (28) 15º 19º 11º UE (28) Tvh (%) Peso da tributação no preço (%) Portugal UE (28) Fonte: DGEG (Direção-geral de Energia e Geologia). Nota: a tributação inclui o IVA (dedutível) e o ISP, do qual estão isentas as instalações abrangidas pelo CELE (Comércio Europeu de Licenças de Emissão) e as empresas abrangidas pelos ARCE (Acordos de Racionalização de Consumos Energéticos) nº 2 do artº 89 do CIEC (Código dos Impostos Especiais sobre o Consumo). * Preços do gasóleo simples. Queda do preço do gasóleo acentua-se em agosto e setembro Já em agosto, os dados disponíveis mostram uma descida mais forte dos preços do gasóleo em Portugal (-22.4% antes de impostos e -11.6% após impostos), considerando os valores do gasóleo simples. No dia 21 de setembro, o preço do gasóleo simples situou-se em /litro antes de impostos e /litro após impostos, abaixo dos valores médios de agosto. A evolução dos preços dos combustíveis reflete a cotação do petróleo que, depois de uma correção em alta no segundo trimestre, tem vindo novamente a recuar de forma significativa (ver secção 6). Segundo os últimos dados disponíveis, o preço do barril de brent situou-se em dólares no dia 24 de setembro, um pouco acima da média de agosto (47.0 dólares). 38
39 8. COMPETITIVIDADE PELOS PREÇOS E PELOS CUSTOS LABORAIS 8.1 Competitividade pelos preços: câmbios e inflação Os indicadores de competitividade-preço da Comissão Europeia não foram atualizados desde o anterior número da Envolvente Empresarial, pelo que se mantém a análise. Em 2014 observou-se uma melhoria de 0.5% da competitividade-preço em Portugal (correspondente a uma depreciação no Índice de Taxa de Câmbio Real Efetiva, ITCRE, medido com o deflator IPC face a 42 parceiros comerciais 3 ), após uma deterioração ligeira em 2013 (0.3%), com o efeito desfavorável da apreciação cambial do euro (aferida pelo Índice de Taxa de Câmbio Nominal Efetiva, ITCNE, medido também face a 42 parceiros comerciais) a ser mais do que compensado pelo efeito favorável do diferencial de inflação negativo face ao exterior (-1.3 p.p.). A melhoria da competitividade foi conseguida apenas na segunda metade do ano (1.3% no terceiro trimestre e 1.7% no quarto trimestre, em termos homólogos), altura em que o euro começou a depreciar-se devido à política mais expansionista do BCE. Figura 8.1.1: Evolução da competitividade-preço e das componentes cambial e de diferencial de preços face ao exterior: 42 parceiros (tvh em % dos ITCRE e ITCNE, e diferença em p.p.) T 14 2T 14 3T 14 4T 14 Fonte: Comissão Europeia Ganho (-) ou perda (+) de competitividade-preço (ITCRE_IPC, tvh em %) Componente cambial (ITCNE, tvh em %) Componente preços (diferença em p.p.) Diferencial de inflação face à UE aumenta Os últimos dados do IHPC (Índice Harmonizado de Preços no Consumidor) mostram que, no segundo trimestre de 2015, a taxa de inflação homóloga subiu mais em Portugal (de 0.0% para 0.7%) do que na UE (de -0.3% para 0.1%, que compara com 0.0% nos EUA), implicando um aumento do diferencial de inflação (para 0.6 p.p.), que entretanto subiu até 0.7 p.p. em agosto (mês em que a inflação nacional estabilizou em 0.7%), uma situação desfavorável à competitividade-preço, mas que tem sido contrariada pela queda do euro (ver análise abaixo) parceiros: 37 parceiros [UE (28)+9 outros países industrializados (Austrália, Canadá, EUA, Japão, Noruega, Nova Zelândia, México, Suíça e Turquia)]+5 outros países industrializados (Rússia, China, Brasil, Coreia do Sul e Hong Kong). 39
40 T 14 4T 14 1T 15 2T 15 jul-15 ago-15 3T 15 Figura 8.1.2: Taxas de inflação homólogas (%) de Portugal, UE (IHPC) e EUA (IPC), e diferencial de inflação entre Portugal e a UE (p.p.) Fonte: Eurostat e BLS Diferencial PT-UE Portugal UE (28) EUA Inflação sobe no 2º T, com retoma nos bens, e estabiliza em julho e agosto A subida da inflação homóloga no segundo trimestre foi explicada pelo valor positivo na componente de bens (variação de 0.3%, após -1.0% no trimestre anterior), já que a dos serviços manteve uma variação de 1.3%, tendo as duas oscilado pouco em julho e agosto. Figura 8.1.3: Inflação (IHPC), total e componentes de bens e serviços (tvh, %) T 14 3T 14 4T 14 1T 15 2T 15 jul-15 ago-15 Fontes: BdP, INE IHPC, total (tvh, %) IHPC, serviços (tvh, %) IHPC, bens (tvh, %) Depreciação homóloga do euro face ao dólar acentua-se no 2ºT e em julho, mas atenua-se em agosto com a perspetiva de atuação da Fed O câmbio euro/dólar (cuja evolução é um bom previsor da ITCNE de Portugal em termos de alteração de andamento, dada a influência sobre os outros câmbios) acentuou a depreciação homóloga no segundo trimestre de 2015 (-19.4%, após -17.7% no trimestre anterior). A queda homóloga do euro intensificou-se em julho (-19.4%), mês em que se aproximou de um mínimo de vários anos, mas depois atenuou-se em agosto (-16.3%, para um valor médio mensal de dólares por euro, correspondendo a uma subida mensal de 1.3%) com a perspetiva de início da subida das taxas de juro de referência da Fed até final do ano. No dia 25 de setembro, o euro cotou-se a dólares, acima da média de agosto. 40
41 fev-99 jan-00 dez-00 nov-01 out-02 set-03 ago-04 jul-05 jun-06 mai-07 abr-08 mar-09 fev-10 jan-11 dez-11 nov-12 out-13 set-14 ago-15 3T 15 Figura 8.1.4: Taxa de câmbio euro/dólar (média mensal) Fonte: BdP 8.2 Competitividade pelos custos laborais Os indicadores de competitividade-custo da Comissão Europeia também não foram atualizados, pelo que se mantém a análise. Os dados da competitividade-custo (avaliada pelo ITCRE medido com o deflator CLU custos laborais unitários) com o número de parceiros comerciais mais elevado (37, neste caso) mostram uma melhoria de 0.9% em 2014 (correspondendo a uma depreciação do ITCRE-CLU nessa magnitude), com o efeito de apreciação cambial do euro (0.4%, neste caso, face a 37 parceiros) a ser contrariada pelo diferencial negativo de variação dos CLU face ao exterior (-0.9 p.p.). A melhoria da competitividade iniciou-se no terceiro trimestre e acentuou-se no quarto trimestre (para uma depreciação homóloga do ITCRE-CLU de 2.6%) com a depreciação do euro e o ligeiro reforço do diferencial negativo de variação dos CLU face ao exterior (-1.6 p.p.). Figura 8.2.1: Evolução da competitividade-custo e das componentes cambial e de diferencial de CLU face ao exterior: 37 parceiros (tvh em % dos ITCRE e ITCNE, e diferença em p.p.) T 14 2T 14 3T 14 4T 14 Fonte: Comissão Europeia Ganho (-) ou perda (+) de competitividade-custo (ITCRE_CLU, tvh em %) Componente cambial (ITCNE, tvh em %) Componente CLU (diferença em p.p.) 41
42 9. AJUSTAMENTO DA ECONOMIA PORTUGUESA 9.1 Equilíbrio externo De acordo com dados revistos (e provisórios) do Banco de Portugal, a balança corrente Balança corrente com excedente de janeiro a julho acumulou um excedente de 103 M de janeiro a julho, traduzindo uma melhoria de 513 face ao saldo negativo registado no período homólogo (-410 M ). A evolução traduziu o aumento do excedente das balanças de bens (em 192 M ) e de rendimentos secundários (em 240 M ), e a redução do défice da balança de serviços (em 233 M ), mais do que compensando o agravamento do saldo negativo da balança de rendimentos primários (em 151 M ). Saldo externo melhora apesar de recuo na balança de capital O excedente da balança de capital (constituída sobretudo por entradas líquidas de fundos comunitários) diminuiu 179 M em termos homólogos, para 1303 M, mas não impediu uma melhoria no saldo conjunto da balança corrente e de capital (335 M, para 1406 M ). Quadro 9.1.1: Balanças corrente e de capital (M ) Jan-Jul 14 Jan-Jul 15 Var. hom. Var. abs. Balança Corrente s.s. 513 Balança de bens e serviços % 425 Bens % 192 Serviços % 233 Rendimentos primários % -151 Rendimentos secundários % 240 Balança de Capital % -179 Balanças corrente e de capital % 335 Fonte: BdP. M = milhões de euros; s.s.=sem significado. Em relação à posição de investimento internacional, o saldo passou de % do PIB no Posição externa líquida piora pouco no 2ºT final de março para % no final do segundo trimestre de 2015, uma deterioração já pouco marcada. Note-se que a posição de investimento internacional é influenciada não só pela evolução do saldo externo, mas também por outros fatores, nomeadamente o preço de mercado das várias componentes. 9.2 Endividamento Queda dos rácios de dívida bruta d os particulares, empresas e setor público não financeiro no 2ºT Segundo dados revistos, a dívida bruta não consolidada do setor não financeiro reduziuse de 402.2% do PIB no final de março para 400.7% no final de junho, com descidas tanto no setor privado (de 152.7% para 152.5% nas empresas e de 84.3% para 83.4% nos particulares) como no setor público não financeiro (de 165.2% para 164.8% do PIB). 42
43 T 14 3T 14 4T 14 1T 15 2T 15 3T 15 Quadro 9.2.1: Rácios de dívida bruta não consolidada no setor não financeiro (% do PIB) Dez12 Dez-13 Dez-14 Mar-15 Jun Setor Público não Financeiro Setor Privado não Financeiro Empresas privadas Microempresas (344 mil) Pequenas empresas (34 mil) Médias empresas (6 mil) Grandes empresas (1 milhar) Particulares Setor não financeiro= Fonte: BdP. Valores (em final de período) de dívida não consolidada, i.e., incluindo as dívidas entre setores. 9.3 Contas públicas Em setembro, o INE divulgou a 2ª notificação de 2015 do Procedimento dos Défices Excessivos, destacando-se, como principal alteração, a subida do défice público de 2014 de 4.5% para 7.2% do PIB, uma revisão que reflete, sobretudo, a inclusão de 4.9 mil milhões de euros relativo à capitalização do Novo Banco (NB) como transferência de capital, bem como a incorporação de dados revistos da Administração Local, do Serviço Nacional de Saúde e da Informação Empresarial Simplificada. Isto porque, como já fora referido, se não ocorresse a venda do NB num espaço de um ano [o que se confirmou com o comunicado de 15 de setembro do Banco de Portugal a interromper o processo de venda], o registo da capitalização seria efetuado de acordo com o caso geral, previsto pelo Manual do Défice e da Dívida das Administrações Públicas, quando estas efetuam uma injeção de capital numa empresa pública. Figura 9.3.1: Défice e dívida pública em Portugal (% do PIB) Fonte: BdP e INE. Dados sem correção de sazonalidade Défice público PT (PDE - anos; Contab. Nacional - trimestres) - esc. esq. Dívida pública PT (PDE) - esc. dta. 43
44 Os dados mais recentes do défice público na ótica das contas nacionais dão conta de um défice de 3.7% do PIB no segundo trimestre de 2015, traduzindo uma descida relativamente ao trimestre anterior (5.7%) e ao trimestre homólogo (6.6%). Défice público de 4.7% do PIB no 1º semestre coloca em risco objetivo anual segundo a UTAO Segundo a UTAO (Unidade Técnica de Apoio Orçamental do Parlamento), o resultado orçamental do 1.º semestre [défice de 4.7% do PIB, 4.6% excluindo operações extraordinárias] coloca em risco o cumprimento do objetivo anual para o défice [2.7% do PIB] e poderá comprometer o encerramento do Procedimento dos Défices Excessivos. Rácio da dívida pública desce para % do PIB no final do 2ºT No que se refere ao rácio da dívida pública no PIB, regista-se uma descida de 130.4% do PIB no primeiro trimestre de 2015 para 128.7% no segundo (120.3% excluindo os depósitos da administração central). A síntese de execução orçamental de janeiro a agosto, na ótica da Contabilidade Pública, Défice do subsetor Estado reduz-se de janeiro a agosto deu conta de um défice acumulado de M no subsetor Estado nesse período, o que traduz uma redução de 7.6% em termos homólogos, representando um crescimento mais forte da receita (4.8%) do que da despesa (2.6%). Jan-Ago 15 Quadro 9.3.1: Execução orçamental do subsetor Estado (contabilidade pública) Execução (M ) Grau execução (%) Tvh (%) Contributo (p.p.) Tvh implícita ao OE (%) Receita Receita fiscal Impostos diretos IRS IRC Outros Impostos indiretos, dos quais: ISP IVA ISV Imposto sobre o tabaco Imposto de selo Contribuições sociais Receita não fiscal Despesa Despesa corrente: Despesas com pessoal Aquisições de bens e serviços Juros Transferências correntes Subsídios Outras despesas correntes Despesa de capital Saldo Fonte: DGO e cálculos próprios. OE= Orçamento de Estado. Grau de execução =100*Execução/ OE
45 Na receita, o aumento de 5.5% da receita fiscal (8.9% no IVA e 12.4% no IRC, com contributos de 3.1 p.p. e 1.2 p.p., respetivamente), mais do que compensou a queda de 7.8% Subida do IVA e do IRC impulsiona receita; juros e transferências com o maior contributo para o aumento da despesa nas contribuições sociais (-0.1 p.p.), tendo-se registado uma variação ligeira na receita não fiscal (0.4%). Os maiores contributos para o aumento da despesa pertenceram às rubricas de juros (1.3 p.p., correspondendo a uma taxa de crescimento de 9.1%), transferências corrente (1.0 p.p. e 1.6%), aquisição de bens e serviços (0.4 p.p. e 14.4%) e despesa de capital (0.1 p.p. e 5.3%), destacando-se ainda o contributo ligeiramente negativo da rubrica de despesas com pessoal (-0.1 p.p.). 45
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