Consórcio Machadinho UHE MACHADINHO
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- Diana Azenha Osório
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1 Consórcio Machadinho e UHE MACHADINHO Contrato n UHIT.NARU RELATÓRIO MENSAL MONITORAMENTO DAS ÁGUAS SUPERFICIAIS CAMPANHA: janeiro/2012 Florianópolis, fevereiro de 2012.
2 1 INTRODUÇÃO Neste relatório são descritas as atividades desenvolvidas na 113ª Campanha do Monitoramento da Qualidade das Águas Superficiais do reservatório da UHMA, relativo a janeiro de Os trabalhos tiveram a coordenação e supervisão da SOCIOAMBIENTAL que também realizou as coletas em campo. As análises laboratoriais dos parâmetros físicoquímicos e bacteriológicos foram efetuadas sob a responsabilidade do Laboratório ECOLABOR. Participam deste trabalho os seguintes técnicos: SOCIOAMBIENTAL Ricardo M. Arcari Eng. Sanitarista e Ambiental Carlito Duarte Eng. Sanitarista e Ambiental Edijan Corrêa Eng. Sanitarista e Ambiental Érico Porto Filho Limnólogo José Olimpio da Silva Junior Biólogo Carlos Nazaré Técnico em Saneamento Bruno Siegel da Rosa Técnico em Saneamento Sandra R. A. Ramos Estagiária Mayara Garcia Trilha Estagiária Este relatório encontra-se itemizado da seguinte forma: 1 INTRODUÇÃO DESCRIÇÃO DA COLETA E IMPRESSÕES DE CAMPO INFORMAÇÕES CLIMÁTICAS COMPORTAMENTO DO RESERVATÓRIO RESULTADOS RESULTADOS BIOLÓGICOS COMUNIDADE BENTÔNICA OUTUBRO/ / / Página 2 de 19
3 2 DESCRIÇÃO DA COLETA E IMPRESSÕES DE CAMPO Entre os dias 10 e 12 de janeiro de 2012 foi realizada a centésima décima terceira campanha de amostragem de água nos pontos estabelecidos para o reservatório da UHMA. Nesta campanha foram realizadas coletas de amostras de água em todos os pontos do reservatório, a jusante e nos tributários (Figura 2-I). No momento da coleta foram realizadas as seguintes determinações: Transparência; Temperatura do ar; Perfil da temperatura da água; Perfil do percentual de saturação e teor de oxigênio dissolvido; ph; Condutividade elétrica. A campanha foi realizada sob condição climática favorável, com temperatura do ar em torno de 26,8 C. As condições de campo observadas nesta campanha estão apresentadas no Quadro 2-I e na memória fotográfica da Figura 2-II. Os resultados obtidos nas medidas e registros dos parâmetros físico-químicos em campo para cada ponto são apresentados no Quadro 3-I. 2.1 INFORMAÇÕES CLIMÁTICAS Segundo o CPTEC (Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos) no mês de janeiro de 2012 a precipitação ocorrida na bacia do rio Uruguai, assim como no mês anterior, foi inferior a média de longo termo (MLT), com aproximadamente 60,0mm. A vazão natural afluente registrada no mês de janeiro também foi inferior à vazão média de longo termo (MLT), conforme é possível observar na Figura 2.1-I. Figura 2.1-I: Dados de precipitação e vazão Fonte: CPTEC Página 3 de 19
4 Figura 2-I: Mapa de localização dos pontos de amostragem. Página 4 de 19
5 Ponto Quadro 2-I: Condições de campo durante a realização da 113ª campanha de monitoramento da qualidade das águas do reservatório da UHMA. Cota do Data de Condição Temperatura Turvação da Coloração Amostragens Horário Reservatório Tipo de Coleta Observações Coleta do Tempo do Ar (ºC) Água da Água Realizadas (m) 01 18/01/12 14:40 Bom/Sol 25,4 - Transparente Acinzentada Superficial QA e B /01/12 14:00 Bom/Sol 28,9 468,88 Transparente Esverdeada Superficial QA e B /01/12 12:30 Bom/Sol 26,8 468,88 Transparente Esverdeada Completa/Perfil QA e B /01/12 11:00 Bom/Sol 26,8 468,86 Transparente Esverdeada Completa/Perfil QA /01/12 12:05 Bom/Sol 27,3 468,86 Turva Esverdeada Superficial QA e B Presença de algas /01/12 13:10 Bom/Sol 27,3 468,86 Transparente Esverdeada Completa/Perfil QA Presença de algas /01/12 13:20 Bom/Sol 27,7 468,84 Transparente Acinzentada Completa/Perfil QA /01/12 08:48 Bom/Sol 23,2 468,88 Transparente Esverdeada Completa/Perfil QA Presença de algas /01/12 09:40 Bom/Sol 25,0 468,88 Turva Marrom Superficial QA e B /01/12 15:00 Bom/Sol 29,9 468,84 Transparente Acinzentada Superficial QA e B /01/12 12:50 Bom/Sol 27,0 468,86 Transparente Esverdeada Superficial QA Presença de algas. Amostragens: QA (qualidade da água), F (fitoplâncton), Z (zooplâncton) e B (bentos) Página 5 de 19
6 Foto 01: Medição de transparência no ponto 02. Foto 02: Coleta de profundidade no ponto 03. Foto 03: Medição de transparência no ponto 04. Foto 04: Aspecto visual do ponto 05. Foto 05: Coleta superficial no ponto 06. Foto 06: Coleta superficial no ponto 07. Foto 07: Coleta de profundidade no ponto 08. Foto 08: Medição de transparência no ponto 09. Figura 2-II: Memória fotográfica da 113ª Campanha de monitoramento das águas superficiais no reservatório de UHMA Página 6 de 19
7 2.2 COMPORTAMENTO DO RESERVATÓRIO Durante a campanha verificamos que a cota do reservatório da UHMA estava em torno de 468,9m e com volume útil de 25,7%. O gráfico da Figura 2-III ilustra o comportamento do reservatório durante o período em que foi realizada esta campanha. NA máximo 480,0 477,5 Comportamento do Reservatório 100,0 90,0 80,0 Cota (m) 475,0 472,5 470,0 70,0 60,0 50,0 40,0 30,0 Volume Útil (%) 467,5 20,0 10,0 465,0 NA mínimo 10/jan 11/jan 12/jan Data 0,0 Figura 2-III: Comportamento do nível das águas do reservatório da UHMA durante a realização da 113ª Campanha de monitoramento. Página 7 de 19
8 3 RESULTADOS Para avaliação da qualidade da água utilizou-se como padrão os limites estabelecidos pela Resolução Conama nº 357, artigo 15, de 17/03/05. A transparência média da água observada nesta campanha foi de 1,69 m. Nos pontos 07 e 05 encontramos a maior e menor transparência, com 2,48 e 0,41m, respectivamente. No ponto 01 observamos a concentração de Oxigênio Dissolvido abaixo do limite determinado pela Resolução Conama nº 357/05, para águas de Classe II. O ponto 05 apresentou valor de ph acima da faixa estabelecida pela Resolução Conama nº 357/05. Os pontos 03-M, 03-F, 04-S, 04-M e 05 apresentaram concentração de Fósforo Total acima do que determina a Resolução Conama, para águas de Classe II. No ponto 09 detectamos concentração de Nitrogênio Total acima do que determina a Resolução Conama 357/05, para águas de Classe II. A Figura 3-I ilustra graficamente a qualidade da água do reservatório da UHMA, bem como dos principais tributários durante a campanha 113. As medições de temperatura indicaram novamente elevação significativa nas camadas superficiais e estratificação térmica em todos os pontos do reservatório. Com relação ao Oxigênio Dissolvido, verificamos perfis clinogrados, mas com boa distribuição em toda a coluna d água, conforme Tabela 3-I e Figuras 3-II e 3-III. Página 8 de 19
9 Quadro 3-I: Planilha dos resultados laboratoriais dos pontos monitorados no reservatório da UHMA, referente à campanha de janeiro de 2012 (1/2) Página 9 de 19
10 Quadro 3-I: Planilha dos resultados laboratoriais dos pontos monitorados no reservatório da UHMA, referente à campanha de janeiro de 2012 (2/2) Página 10 de 19
11 Figura 3-I: Representação gráfica da qualidade da água do reservatório da UHMA Página 11 de 19
12 Tabela 3-I: Variação de profundidade da temperatura e do oxigênio dissolvido na coluna d água dos pontos monitorados no reservatório da UHMA. Página 12 de 19
13 Figura 3-II: Perfis de OD representativos para os pontos do reservatório para o último trimestre. Página 13 de 19
14 Figura 3-III: Perfis da temperatura da água para os pontos no reservatório no último trimestre e RTC para a campanha 113. Página 14 de 19
15 4 RESULTADOS BIOLÓGICOS Neste relatório são apresentados os resultados da análise da Comunidade Bentônica de outubro/ COMUNIDADE BENTÔNICA OUTUBRO/11 Em outubro de 2011 foi realizada a coleta de sedimento do reservatório em cinco pontos predefinidos para fins de análise da comunidade bentônica, a saber, pontos 02, 03, 05, 09 e 10. A comunidade bentônica no reservatório da UHMA, no mês de outubro de 2011, esteve composta por 5 grupos taxonômicos. O grupo Diptera esteve representado por três táxons, demonstrando maior riqueza nos pontos amostrados, para o mês de outubro. A lista dos táxons amostrados no reservatório da UHMA está apresentada abaixo: Táxon OLIGOCHAETA Tubificidae DIPTERA Chironomidae Goeldchironomus Polypedilum Chironomus AMPHIPODA Os resultados obtidos através da identificação e contagem dos organismos são apresentados no Quadro 4.1-I e demais figuras, correspondendo às ocorrências dos táxons por grupos, com sua freqüência relativa (%). Quadro 4.1-I: Freqüência relativa dos grupos taxonômicos (%) da comunidade bentônica encontrada do reservatório da UHMA, em outubro de O Quadro 4.1-I apresenta os dados de ocorrência dos táxons nos pontos de monitoramento do reservatório da UHMA. Tais dados são expressos em freqüência relativa (%), a fim de caracterizar quais os táxons de maior ocorrência no reservatório, para o mês de outubro. De acordo com o Quadro 4.1-I e a Figura 4.1-I, o grupo de maior freqüência relativa foram Oligochaeta Tubificidae com uma freqüência relativa de 80%. Página 15 de 19
16 90 FO % FO % Tubificidae Goeldichironomus Polipedilum Chironomus Amphipoda Grupos Taxonômicos Figura 4.1-I: Freqüência relativa, em %, dos grupos bentônicos amostrados no reservatório da UHMA em outubro de De acordo com a Figura 4.1-II, os maiores números de táxons foram encontrados nos pontos 3; 5 e 9 com 3 táxons. Já o menor número de táxons foi observado no ponto 2 com nenhum táxon encontrado. Riqueza de Táxons 3,5 3 2,5 2 1,5 1 0, Pontos de Coleta Figura 4.1-II: Riqueza de táxons bentônicos por estação de coleta do reservatório da UHMA, em outubro de Na Tabela 4.1-I e Figuras 4.1-III a 4.1-VI, observamos a maior densidade no ponto 5 com 314 ind.m- 2 cada. Os grupos Oligochaeta Tubificidae e Chironomidae - Chironomus foram os que obtiveram maior densidade, com 343 ind.m- 2. Página 16 de 19
17 Tabela 4.1-I: Densidade (ind/m2) de macroinvertebrados bentônicos, amostrados no sedimento dos pontos de coleta do reservatório da UHMA, em outubro de P3 Amphipoda Chironomus Polipedilum Goeldichironomus Chironomidae Diptera Tubificidae Oligochaeta Ind. m² Figura 4.1-III: Densidade total dos taxa bentônicos (ind.m-2) amostrados no ponto 3 no reservatório da UHMA, em outubro de P5 Amphipoda Chironomus Polipedilum Goeldichironomus Chironomidae Diptera Tubificidae Oligochaeta Ind. m² Figura 4.1-IV: Densidade total dos taxa bentônicos (ind.m-2) amostrados no ponto 5 no reservatório da UHMA, em outubro de Página 17 de 19
18 P9 Amphipoda Chironomus Polipedilum Goeldichironomus Chironomidae Diptera Tubificidae Oligochaeta Ind. m² Figura 4.1-V: Densidade total dos taxa bentônicos (ind.m-2) amostrados no ponto 9 no reservatório da UHMA, em outubro de P10 Amphipoda Chironomus Polipedilum Goeldichironomus Chironomidae Diptera Tubificidae Oligochaeta Ind. m² Figura 4.1-VI: Densidade total dos taxa bentônicos (ind.m-2) amostrados no ponto 10 no reservatório da UHMA, em outubro de Abundância Total AMPHIPODA DIPTERA OLIGOCHAETA Figura 4.1-VII: Abundância total dos grupos bentônicos amostrados nos pontos de coleta no reservatório da UHMA, em outubro de Página 18 de 19
19 Ind. m-² AMPHIPODA DIPTERA OLIGOCHAETA Figura 4.1-VIII: Abundância relativa (%) dos grupos bentônicos amostrados nos pontos de coleta no reservatório da UHMA, em outubro de Na Tabela 4.1-II e Figura 4.1-IX, encontramos que o ponto 3 apresentou a maior diversidade 1,58 bits/ind e o ponto 10 a menor diversidade com 1,00 bits/ind. O ponto 2 não foi calculado o índice de Diversidade de Shannon-Wiener e Equidade, pois não apresentaram nenhuma espécie. Tabela 4.1-II: Valores do Índice de Diversidade de Shannon-Wiener e Eqüidade dos pontos de coleta da UHMA, em outubro de Pontos Diversidade Equidade 3 1,58 1, ,46 0, ,37 0, ,00 1,000 Diversidade 1,8 1,6 1,4 1,2 1 0,8 0,6 0,4 0, Pontos de Amostragem 1,05 1,00 0,95 0,90 0,85 0,80 0,75 Equidade Diversidade Equidade Figura 4.1-IX: Índice de diversidade e eqüidade nos pontos de coleta do reservatório da UHMA, em outubro de Página 19 de 19
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