Análise de Risco na Interface Humano-animal

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1 Análise de Risco na Interface Humano-animal Jéssica Kayamori Lopes DMV MSc Comissão Estadual de Saúde Única VII Encontro das Inspeções Sanitárias & IV Encontro de Saúde Pública do Paraná 13 e 14 de Setembro de 2018 Guarapuava - PR

2 O QUE É SAÚDE ÚNICA?

3 O QUE É SAÚDE ÚNICA? SAÚDE ÚNICA ÁREA DE SAÚDE CONCEITO ESTRATÉGIA SAÚDE DO COLETIVO Prevenir o desenvolvimento ou a disseminação de patologias e demais problemas de saúde por meio da implantação de perfis sanitários condizentes com a cultura e a necessidade de uma região SAÚDE DA FAMÍLIA É considerada uma estratégia primordial para a organização e o fortalecimento da atenção básica (NASF)

4 Entre a medicina humana e animal não há uma linha divisória e nem deve haver. O objeto de estudo é diferente, mas a experiência obtida constitui a base de toda a medicina. Rudolf Virchow ( )

5 One Health: Saúde única é o esforço colaborativo de múltiplas profissões da ciência e da saúde que juntas, com devidas disciplinas e instituições trabalham em níveis local, nacional e internacional para obter um status ótimo de saúde humana, animal, de plantas e do meio ambiente (One Health Comission) Copyright MAN-IMAL

6 Globalização Cadeia Produtiva Multidisciplinar Riscos Ecossistema Biológico Químico Físico 6

7 Multidisciplinar e Multisetorial Setores Envolvidos Disponível em:

8 Perspectivas População Mundial Crescimento populacional acelerado Urbanização e ocupação Necessidade de produzir alimentos Produção de dejetos

9 Interface Humano-Animal INTERAÇÕES EM GERAL! Vetores Desmatamento Animais produção X selvagens

10 Berkner et al., 2014

11 Tripartite Alliance Prevenir e controlar riscos de saúde na interface humanoanimal-ecossistemas Desenvolvimento de estratégias e ferramentas globais harmonizadas Mobilizar parceiros (público/privado) e países membros Impactos econômico e na saúde Fonte: Acervo pessoal

12 A cada 5 novas doenças humana, 3 possuem origem animal 60% de doenças infecciosas humanas são Zoonoses 80% dos Patógenos com potencial BIOTERRORISTA são de origem animal 20% das perdas em Produção Animal são doenças globais 75% de doenças emergentes tem origem animal

13 Análise de Risco Identificação de perigo CIÊNCIA Avaliação de risco - Liberação - Exposição - Consequências - Estimação do risco POLÍTICA Gestão de risco - Avaliação de opções - Implementação - Monitoramento e revisão Comunicação de risco Components of Risk Analysis (adapted from Covello and Merkhofer, 1993)

14 Definições PERIGO (Hazard) Fonte potencial de dano que pode causar efeito adverso em uma pessoa/coisa. RISCO (Risk) Chance ou probabilidade que uma pessoa/coisa possa sofrer danos/efeitos adversos quando exposto à um perigo. RISCO = PERIGO x EXPOSIÇÃO

15 Análise de Risco Objetivo: - Informar - Reduzir/mitigar riscos - Focar recursos Considerar uma metodologia específica e adaptada Correlacionar ciência x realidade Identificar lacunas Coleta e análise de dados: - Revisão de literatura - Investigação e dados epidemiológicos (humano-animal) 15

16 Análise de Risco Aplicação Doenças Medicina Ocupacional (LER ou DORT) Medicina do Tráfego Saúde Humana Saúde Animal Doenças animais *ZOONOSES* Importação/Exportação Poluição Resíduos Impactos ambientais Saúde Ambiental Segurança alimentar Qualidade de produtos Níveis de contaminação Importação/Exportação Setor financeiro

17 Análise de Risco Emergências Catástrofes naturais Surtos de doença Zoonoses

18 Quem faz Análise de Risco? Organizações internacionais Setor público Setor privado ex.: Empresas de consultoria

19 Qualitativo x Quantitativo Rápido Qualitativa Necessita metodologia adaptada Opinião de experts Avaliação subjetiva de probabilidade e impacto Quantitativa Longo tempo necessário Estimativa de tempo/custo Pode necessitar ferramentas sofisticadas Modelos matemáticos Baixa Média Alta

20

21

22 Exemplo Análise de risco qualitativa Doença Emergente Metodologia AGAH-FAO

23 - Ordem: Nidovirales - Família: Coronavidae - Linhagem C - Gênero: CoV - Envelopado e RNA (+) Potencial Zoonótico! Agosto 2016 Soro sanguíneo de dromedários arquivadas Setembro o caso notificado Arábia Saudita Abril Jordânia Maio 2013 Formalmente nomeado pelo Comitê Internaional de Taxonomia de Vírus (ICTV) Casos Importados - Coréia do Sul - Europa - África Epidemias humanas - Pen;insula Arábica - Coréia do Sul Casos: 1,810 Casos primários: ±157 Casos secundários: nosocomial Mortes: 691 Países afetados: 27 INTERESSE PÚBLICO! 1

24 Qual a probabilidade de: - Subprodutos - Corrida de camelos - Mercado animal - Cultura - Religião - Eventos - Origem do vírus - Doenças semelhantes - Outras espécies - Análises laboratoriais - Genéticas - Outras sp - Transmissão - Histórico de viagem - Eventos 24

25 12

26 13

27 27

28 Fonte: Acervo pessoal? Casos: 1,810 Mortes: 691 Países: Casos: 2,189 Mortes: 782 Países: 27 Investigação, pesquisa, experimentos, casos, análises laboratoriais,

29 Para que fazer análise de risco? Identificar e priorizar riscos: - Focar investimento financeiro - Suporte no desenvolvimento de políticas públicas - Definir epidemiologia de doenças estratégias de vigilância (risk based surveillance) COMPARTILHAR conhecimento Metodologia adaptada Necessidade de capacitação técnica (nível mundial)

30 ONE HEALTH 30

31 facebook.com/crmvpr instagram.com/crmvpr youtube.com/crmv PR OBRIGADA! JÉSSICA KAYAMORI LOPES

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