Materiais Compósitos
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- Walter Zagalo Espírito Santo
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1 Materiais Compósitos
2 Introdução Material que combina propriedades complementares btenção de propriedades que não se conseguem com os componentes isolados. São combinações de pelo menos dois materiais distintos, com uma interface clara entre eles. Estes materiais são constituídos por uma fase de reforço, que é constituída por fibras, partículas ou folhas (elementos de reforço), dispersa numa matriz (fase contínua). Folhas Partículas Part culas Fibras As propriedades dos compósitos dependem quer da natureza dos materiais usados quer do grau de ligação entre eles através da interface. s materiais usados nestas combinações podem ser polímeros, cerâmicos ou metais
3 Materiais Compósitos Compósitos de matriz polimérica Compósitos de matriz cerâmica Compósitos de matriz metálica
4 Compósitos de matriz polimérica Misturas imiscíveis com domínios macroscópicos. Matrizes elastoméricas Matrizes termoendurecíveis Matrizes termoplásticas Matriz polimérica: Suporta as fibras, partículas ou folhas Absorve as deformações Conferem resistência quando em compressão Fibras: Aumentam a tenacidade (resistência ao impacto) em extensão (relevância da orientação das fibras)
5 Uso de fillers (partículas coloidais) para reforço de polímeros elastoméricos Partículas com superfície funcionalizada para se ligarem às cadeias do elastómero (ligações cruzadas) s pneus dos automóveis combinam vários materiais, mas são essencialmente constituídos por uma matriz de borrachas natural e sintética, reticuladas com enxofre, e contêm aço ou nylon como materiais de reforço
6 Uso de fibras para reforço de materiais termoendurecíveis e termoplásticos s compósitos modernos são formados por fibras e matrizes Fibras Vidro Kevlar C C n
7 Fibra de carbono poliacrilonitrilo fibra de carbono (secção de uma banda grafítica) Polietileno
8 Matrizes termoendurecíveis Resinas: Uso de resinas na forma de reagentes ou pré-polímeros que são, depois de colocadas no molde, curadas. Poli(imidas) Resinas epóxido -4 2
9 Resinas de fenol-formaldeído excesso C p ~ SnR 4 ou M(R) n Reacção com excesso de fenol Pré-Polímero (n ~ 3-10) (ovolac) a moldagem junta-se mais formaldeído (ou paraformaldeído ou hexametilenotetramina) n (>230ºC) REDE DESA ovolac (pré-polímero linear com n ~ 3-10) 2 C - Baquelite - Caixas e partes de material eléctrico - Interruptores - Telefones (antigos) - Aquecedores, etc. - Revestimentos de mobiliário Resite - Insolúvel - Infusível Polímero reticulado 2 C
10 Resinas de ureia-formaldeído C + 2 C 2 ureia 2 C + C + 2 C C etc. C C REDE DESA C C C - Resina tenaz, incolor - Revestimentos de mobiliário - Isolador eléctrico C C Polímero reticulado
11 Resinas de melamina-formaldeído 2 2 C C 2 C melamina etc. - Revestimentos de mobiliário (Formica ) REDE DESA
12 Fiberglas - obtém-se por adição de uma mistura formada por estireno e um poliéster com ligações duplas a fibras de vidro contidas num molde + n Fibras de vidro num molde que são s o impregnadas com a solução solu o da resina de poliˇster, poliéster, que será ser curada. depois curada Promove-se depois a reacção química radicalar entre os dois componentes orgânicos. btem-se uma resina dura (matriz) com as fibras de vidro incorporadas
13 Matrizes termoplásticas Matriz - poliamidas, polipropileno, policarbonato Reforço - fibras de vidro e de carbono Utilização: indústria automóvel (em tubos e painéis, por exemplo) na indústria eléctrica e electrónica (no fabrico de invólucros, equipamento electrónico, fichas eléctricas ) no fabrico de máquinas e ferramentas (rodas dentadas, caixas de rolamentos, rotores e pás de ventoínhas, )
14 Materiais cerâmicos: Compósitos de matriz cerâmica elevada dureza uma baixa resistência à tracção (suportam deformações muito pequenas antes da ruptura) baixa resistência ao impacto mecânico baixa resistência ao choque térmico. Materiais de reforço (adicionados antes da sinterização): fibras de vidro fibras de carbono fibras de carboneto de silício (SiC) s compósitos cerâmicos são leves, rígidos e resistentes.
15 Utilização: indústria aeronáutica (e.g. nas turbinas e nos sistemas de travagem dos aviões) e militar (no fabrico de mísseis), onde são capazes de suportar temperaturas até cerca de 3000 o C. em artigos de desporto em carroçarias de automóveis.
16 Compósitos de matriz metálica s cerâmicos são os materiais de reforço mais usados. Combinações mais importantes: matrizes - ligas metálicas leves (à base de alumínio, magnésio ou titânio) fase de reforço: partículas de alumina (Al 2 3 ) e de carboneto de silício (SiC) fibras (de SiC, grafite e alumina), filamentos (de SiC ou boro). s compósitos de matriz de alumínio destinam-se sobretudo a aplicações no sector industrial dos transportes (por exemplo, no fabrico de discos de travagem) e os de matriz de titânio na área da aviação militar e aeroespacial.
17 anocompósitos Materiais reforçados com pequenas quantidades (<5%) de partículas nanométricas. anopartículas possuem elevada razão de aspecto (aspect ratio). á uma área interfacial extensa! Problemas de adesão na interface! Fonte: Materials Today, ovember 2004
18 anocompósitos poliméricos anopartículas de reforço mais usadas: silicatos com estruturas lamelares nanotubos de carbono - tenacidade próxima dos valores máximos previstos e possuem significativa flexibilidade Fonte: Materials Today, ovember 2004
19 anocompósitos poliméricos com argilas (clays) Fonte: Materials Today, ovember 2004 anopartículas de argila - melhoram a resistência ao fogo e as propriedades mecânicas s compósitos podem ser opticamente transparentes, porque as dimensões das partículas são «λ vis. Problemas de adesão porque a maioria dos polímeros são hidrofóbicos e não são compatíveis com argilas hidrofílicas.
20 Só para pequenos teores de partículas de reforço se tem verificado que as propriedades mecânicas dos nanocompósitos polímeros/argilas são melhores do que as dos compósitos convencionais reforçados com fibras Fonte: Materials Today, ovember 2004
21 Metais e cerâmicos reforçados com nanotubos de carbono Fabrico: Como obter uma dispersão uniforme? Possibilidade de degradação dos nanotubos durante a sinterização (cerâmicos) Formação de nanotubos no interior de poros\ Propriedades: Resultados mistos! Fonte: Materials Today, ovember 2004
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