Introdução às Redes e Protocolos TCP/IP Sessão nº5. Jorge Gomes

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Introdução às Redes e Protocolos TCP/IP Sessão nº5. Jorge Gomes jorge@lip.pt"

Transcrição

1 Introdução às Redes e Protocolos TCP/IP Sessão nº5 Jorge Gomes

2 Wide Area Networking

3 WAN algumas tecnologias Linhas telefónicas Analógicas comutadas com modems Analógicas dedicadas com modems ISDN (Integrated Services Digital Network) Linhas telefónicas digitais Suporte para múltiplos serviços, voz, dados, fax etc DSL (Digital Subscriber Line) Comunicação de dados digital em linhas telefónicas ATM (Asynchronous Transfer Mode) Rede unificada WAN e LAN com suporte para diferentes classes de serviço Baseada em comutação de células em vez de pacotes Ethernet Cada vez mais utilizado em redes WAN pela sua simplicidade

4 Modem Externo Modems linhas comutadas Linhas telefónicas normais ditas comutadas: Tem de haver uma chamada para estabelecer a ligação entre dois pontos Linhas analógicas: Mesmo quando a linha que chega a casa é analógica a voz é digitalizada na central e transmitida de forma digital entre centrais Um canal de voz ocupa 64Kbps (nos EUA em alguns sítios 56Kbps): Modems (Modulator-Demodulator) são usados para codificar a informação digital em sinal analógico e descodifica-la à chegada Um modem para linha comutada nunca poderá atingir mais do que 64K Os modems mais rápidos atingem os 56Kbps (downlink) 33.6Kbps (uplink) Modems comuns assíncronos (start e stop bit entre cada byte) Linha telefónica Telefone analógico Linha serie RS232 Um canal de voz ocupa um leque de frequências entre 300Hz e 3300Hz

5 Modems linhas dedicadas Linha dedicada analógica Ligação ponto-a-ponto: hardwired nas centrais Não tem numero de telefone, ou sinal de marcação Não há chamadas Custo fixo independente do uso Normalmente usam 2 pares de fios Usam-se modems síncronos Mais rápidos que os assíncronos Dados transmitidos em frames com checksums Usam um sinal de clock (externo, parte dos dados) A informação é transmitida em blocos Framing HDLC ou SDLC Possibilitam transmissão de 64Kbps a 2Mbps Modems com interfaces serie: V.35 até 64Kbps V.36 até 2Mbps

6 Linhas telefónicas digitais: ISDN / RDIS Suporte para múltiplos serviços (voz, dados, video, fax, ) Canais de comunicação de 64Kbps Interfaces de acesso: Basic Rate Interface (BRI): 2x 64Kbps + 16Kbps Primary Rate Interface (PRI): 30x 64Kbps + 2x 64Kbps Broadband ISDN (B-ISDN): ISDN sobre ATM Canais: Os canais de dados designam-se por canais B Usualmente é 64Kbps mas em alguns países pode ser 56Kbps O canal de sinalização designa-se por canal D Em comunicação de dados usado: Para acesso Internet como alternativa aos modems Para linhas de backup Para ligar filiais de empresas

7 ISDN / RDIS Muito usado nas centrais telefónicas A central telefónica do LIP usa 4 circuitos BRI Permite 8 conversações simultâneas Melhor qualidade de som Permite marcação directa de extensões Um canal B de um BRI pode ser partilhado entre vários equipamentos Cada equipamento pode usar um ou mais canais B Linha telefónica S/T Telefone digital ISDN Não é um telefone analógico Terminador ISDN BRI NT-1 Computador com adaptador/modem ISDN

8 ISDN / RDIS A comunicação de dados num cenário mais avançado usa routers em vez de adaptadores ISDN Um router pode usar múltiplos BRI ou PRI Um router pode agregar múltiplos canais B Linhas Telefónicas ISDN Terminador ISDN BRI NT-1 Terminador ISDN BRI NT-1 S/T Router com interface ISDN + Ethernet Ethernet Ethernet Switch

9 ISDN / RDIS Linhas Telefónicas ISDN S/T NT-1 Terminador NT-1 Operador De telecom ISDN BRI NT-1 Terminador ISDN BRI Router com interface ISDN + Ethernet NT-1 NT-1

10 ISDN / RDIS Linhas Telefónicas ISDN S/T Router com interface ISDN + Ethernet Terminador ISDN BRI NT-1 Terminador ISDN BRI NT-1 Operador De telecom Terminador ISDN BRI NT-1 Terminador ISDN BRI NT-1 Router com interface ISDN + Ethernet

11 Digital Subscriber Line (DSL) Família de tecnologias para comunicação sobre linhas telefónicas Permite o uso simultâneo da linha para chamadas telefónicas e dados: As frequências mais baixas são reservadas para a voz Abaixo de 4 khz (a transmissão de voz usa 300Hz até 3400Hz) As frequências mais elevadas são usadas para dados Um filtro é necessário para ligar o telefone de forma a garantir que o telefone apenas transmite e recebe frequências até aos 4 khz Algumas tecnologias xdsl: HDSL SDSL ADSL VDSL

12 Digital Subscriber Line (DSL) Pode funcionar em linhas analógicas ou ISDN Foi inicialmente concebido para linhas ISDN Funciona através da criação de canais de comunicação Começando entre os 10 ou 100kHz Terminando por exemplo em 1 ou 4MHz Tipicamente entre 25kHz e 1.1MHz para a norma ADSL Os canais são automaticamente testados Quantos mais canais em boas condições maior será a largura de banda possível A distância e qualidade da linha afectam a largura de banda máxima possível Os canais são divididos em canais de transmissão ou recepção de acordo com o contrato estabelecido com o cliente

13 ADSL Asymmetric Digital Subscriber Line Tecnologia da família DSL para uso domestico É assimétrico porque a largura de banda de download é maior do que a de upload Baseia-se no principio de que a maior parte das utilizações da Internet por clientes domésticos consistem sobretudo em downloads Um simples HTTP get pode ter como resposta Mbytes de informação ADSL2+ (ITU G.992.5) vai até 2.2MHz e possibilita: até 24Mbps de download até 3.5Mbps de upload

14 ADSL Suporta dois modos de transporte: Fast: para transferências de informação que admitam perda de alguns bits (video) Interleaved: para transferência de ficheiros etc onde o tempo de retransmissão não seja um problema A transmissão de protocolos de rede em ADSL é encapsulada em: ATM Ethernet PPPoA PPPoE O encapsulamento é efectuado no modem ADSL

15 Rede domestica: ADSL Splitter e ou filtro, telefone POTS modem ADSL, Router, Switch Frequentemente as funcionalidades estão reunidas Telefones analógicos Linha telefónica analógica Filtro Ethernet Splitter ADSL modem + router Ethernet + switch

16 VDSL Very high bitrate Digital Subscriber Line VDSL2 (ITU-T G.993.2) vai até 30MHz e possibilita: até 100Mbps em ambas as direcções comunicação simétrica desempenho máximo apenas para distancias muito curtas 300m Não existe em Portugal

17 Circuitos As redes WAN (Wide Area Network) são frequentemente baseadas em circuitos disponibilizados por fornecedores de telecomunicações. Muitos dos circuitos que são usados para transportar dados foram concebidos para transportar voz A sua capacidade é medida em múltiplos de 64Kbits Um circuito digital de voz usa codificação PCM de 64kbits São full duplex Nome Mbps Circ. Voz - T1 T2 T3 E1 E2 E Nome (SONET) Mbps C.Voz STS-1 OC-1 STS-3 OC-3 STS-12 OC-12 STS-24 OC-24 STS-48 OC-48 STM-64 OC-92 STM-256 OC , , , ,

18 Fibras Ópticas Multimode (MMF) Core da fibra de maior diâmetro > 10 µm A luz é guiada pela reflexão interna Múltiplos caminhos Singlemode (SMF) Core de diâmetro muito reduzido < 10 µm Um único caminho

19 Ethernet em WAN Algumas normas Ethernet para comunicação com fibra óptica em WAN: 100Base-FX Fibre Multimode 62.5/125µm 100Mb/s 2Km 1000Base-LX Fibre Multimode 62.5/50µm 1000Mb/s 550m 1000Base-LX Fibre singlemode 10µm 1000Mb/s 5Km 1000Base-LX10 Fibre singlemode 1000Mb/s 10Km 10Gbase-LR Fibre singlemode 10000Mb/s 10Km 10Gbase-ER Fibre singlemode 10000Mb/s 40Km 10Gbase-LX4 Fibre singlemode 10000Mb/s 10Km 10Gbase-ZR Fibre singlemode 10000Mb/s 80Km

20 Fibra Escura O termo dark fibre refere-se a: Infra-estruturas de comunicação de dados por fibra instaladas mas não usadas Fornecidas por: operadores de telecomunicações também disponível em ferrovias, auto-estradas, redes eléctricas, redes de gás etc como o custo principal da instalação das fibras é a engenharia civil faz sentido instalar a fibra em conjunto com outras obras dark refere-se à ausência de sinal (fibras não usadas) Trata-se de fibras disponíveis para serem iluminadas O cliente que aluga ou compra as fibras terá ele próprio de instrumentar a fibra (colocar equipamento óptico nos extremos)

21 Fibra Escura Vantagens: Elevado desempenho através da multiplexagem Aumento da largura de banda sem instalar novas fibras Uma vez adquirida a fibra pode ser instrumentada com a tecnologia que se considere mais adequada (flexibilidade) Possibilidade de usar tecnologias futuras com mais desempenho pagando apenas a nova instrumentação Comprar hoje para utilização a 10Gbps no futuro usar 100Gbps Base para infra-estruturas de rede com tecnologia WDM FCCN usa Fibra Escura e WDM no seu backbone

22 Wave Division Multiplexing WDM é uma tecnologia de multiplexagem para comunicação através de fibras ópticas: Permite múltiplos sinais ópticos na mesma fibra múltiplos canais de comunicação na mesma fibra comunicação bidireccional numa única fibra Cada sinal num comprimento de onda diferente (cor) designa-se cada comprimento de onda por lambda Hoje é possível transmitir 80 ~ 160 canais (lambdas) de 10Gbps numa única fibra (1.6Tbps) Fibras: Fibras single-mode com 9 µm (mais usual) Amplificação do sinal a cada 80 ~ 100Km Tipos de WDM: Conventional: 16 canais Coarse: 16 canais e maior afastamento entre canais Dense: 80 canais Ultra dense: 160 canais

23 Wave Division Multiplexing ITU-T G.709: Recomendação interfaces para redes ópticas de transporte Forma de transportar múltiplos protocolos sobre WDM ATM, Ethernet, SDH/SONET, etc Formato dos frames Data rates 2.6Gbps 10.7Gbps 43Gbps Gestão e monitorização das ligações WDM

24 Wave Division Multiplexing 10Gbase-LR 1x fibra em cada direcção 6x 10.7 Gbps Lambdas Comunicação bidireccional 3x lambdas em cada direcção Numa única fibra 10Gbase-LR 1x fibra em cada direcção WDM O/E/O terminal WDM O/E/O terminal

25 ATM Asynchronous Transfer Mode (ATM) Tecnologia de transmissão de dados: Conjunto de normas e protocolos Garantia de qualidade de serviço Flexibilidade na alocação de largura de banda Transporte de dados, video, audio etc na mesma ligação física Muito apoiado pelos operadores de telecomunicações Conceito abrangente de tecnologia de rede universal WAN/LAN Criação de aplicações directamente sobre ATM Baseado: No transporte de pequenas células de tamanho fixo em vez de frames de tamanho variável (48 bytes data + 5 bytes header) Modelo orientado à conexão em que é necessário estabelecer um circuito virtual (VC) antes de poder transmitir informação Muito adequado a redes WAN e dados de tempo real

26 ATM contexto Surgiu como tecnologia unificadora que pretendia substituir as tecnologias LAN e WAN então usadas: As redes Ethernet eram ainda de 10Mbps e estavam ainda a ser desenvolvidas/especificadas normas para 100Mbps O ATM prometia LANs de 155Mbps Em WAN ainda usava-se ligações serie e redes ópticas SDH O aparecimento do FastEthernet 100Mbps mudou tudo: Os equipamentos FastEthernet eram muito mais baratos O ATM era extremamente complexo e possuía uma filosofia muito diferente do Ethernet, TokenRing e FDDI A largura de banda FastEthernet era na prática suficiente e semelhante à largura de banda efectiva do ATM 135Mbps O aumento da largura de banda nas redes FastEthernet diminuiu a necessidade de mecanismos de alocação/reserva O desenvolvimento do VOIP diminuiu a necessidade do ATM

27 Vantagens do ATM: ATM As células de tamanho fixo permitem diminuir os atrasos da transmissão de informação de tempo real Especialmente na presença grandes bursts de dados Permite oferecer diversos tipos de serviços com requisitos diferentes sobre uma única ligação ou infra-estrutura Ao nível WAN o ATM ainda é muito usado: xdsl Circuitos até 622 Mbps Quando há necessidade de oferecer serviços diferenciados numa mesma ligação No backbone dos operadores de telecomunicações As tecnologias tipo Ethernet, VLAN, WDM, IP, MPLS etc são cada vez mais usadas em redes WAN: Permitem maior largura de banda (Ethernet e WDM) separação de tráfego (VLAN) Qualidade de serviço em IP (MPLS)

28 Serviços ATM Network Architecture Service Model Guarantee? Bandwidth Loss Order Timing Congestion Feedback Internet best effort none no no no no (infered via loss) ATM CBR constant rate yes Yes yes no congestion ATM VBR guarantee rate yes yes yes no congestion ATM ABR guarantee minimum no yes no yes ATM UBR none no yes no no

29 ATM AAL ATM Adaptation Layers (AAL) Permitem suportar o transporte de outros protocolos não baseados em ATM sobre ATM: Ethernet, Frame Relay, UMTS, SONET, TCP/IP etc As AAL lidam com: Segmentação e reconstrução Erros de transmissão Células perdidas ou fora se sequência Controlo de fluxo e validade temporal Exemplo de algumas AAL: AAL 1 CBR emulação de circuitos ex. T1/E1, ISDN etc AAL 2 VBR-RT informação tempo real ex. voz AAL 3/4 VBR-NRT ex. Frame Relay, X.25 AAL5 VBR-NRT ex. IP, Ethernet, LAN Emulation

30 ATM celulas UNI User-Network Interface NNI Network-Network Interface GFC = Generic Flow Control (4 bits) (default: 4-zero bits) VPI = Virtual Path Identifier (8 bits UNI) or (12 bits NNI) VCI = Virtual channel identifier (16 bits) PT = Payload Type (3 bits) CLP = Cell Loss Priority (1-bit) HEC = Header Error Control (8-bit CRC, polynomial = X 8 + X 2 + X + 1)

31 ATM Interfaces User-Network Interface (UNI): liga equipamentos terminais a um switch ATM Network-Network Interface (NNI): interliga dois switches ATM

32 ATM VP/VC Conexões Virtuais ATM: Virtual Path (VP): identificado pelo VPI é um caminho virtual Virtual Channel (VC): identificado pelo VCI é um canal dentro de um caminho O VPI e o VCI: Não são endereços apenas identificam um circuito Possuem apenas significado local (a outra ponta pode ter VPI e VCI diferentes) Serviços ATM: Permanent Virtual Circuit (PVC): conexão permanente entre pontos Switched Virtual Circuit (SVC): conexão criada e eliminada dinamicamente

33 ATM VP/VC Diversas categorias de serviços podem ser transmitidos através de um único VP No segundo caso dois VPs do tipo Constant Bit Rate transportam multiplos VCs de tipos diferentes

34 ATM VP/VC Point-to- Point-to- Connection Point Multipoint Transit Terminate Permanent virtual channel link (PVCL) X X Permanent virtual path link (PVPL) X X Permanent virtual channel connection X X X X (PVCC) 1 Permanent virtual path connection (PVPC) 1 X X X Soft permanent virtual channel connection (soft PVCC) Soft permanent virtual path connection (soft PVPC) X X X X Switched virtual channel connection (SVCC) X X X X Switched virtual path connection (SVPC) X X X

35 ATM endereços Os endereços ATM são usados para estabelecer SVCs Existem dois tipos de endereços: Públicos: usam endereços E.164 tipo número de telefone Privados: usam um endereço de 20bytes designado conhecido por ATM End System Address (AESA)

36 ATM VP/VC Permanent Virtual Path Circuit (PVPC) Todos os detalhes dos VPIs ao longo do caminho Soft Permanent Virtual Channel Circuit (SPCC) Os detalhes do caminho não são necessários, apenas os extremos são relevantes

37 ATM VP/VC O ATM permite comunicação ponto-multiponto Uma mesma célula é enviada através dos 3 VCs

38 ATM ILMI Interim Local Managment Interface (ILMI) Protocolo de gestão baseado no SNMP (sem TCP/IP) Permite obter e reportar informação sobre as interfaces ATM Cada dispositivo ATM troca informação sobre a configuração das suas interfaces com os dispositivos adjacentes via ILMI Um dos usos principais é a autoconfiguração Permite reportar o endereço ATM de uma interface e obter o prefixo a usar Os protocolos de routing do ATM (PNNI e IISP) usam esta informação para identificar os componentes da rede e levar os circuitos entre os vários switches de uma rede

39 ATM e IP Estratégias para IP sobre ATM: O protocolo IP pode ser transportado directamente sobre ATM Como lidar com o mapeamento endereço IP MAC? O protocolo IP pode usar uma camada de abstracção Emulação ATM de uma LAN clássica LAN Emulation (LANE)

40 IP sobre ATM: ATM e IP Necessita de mapeamento entre endereços IP e endereços ATM Em ethernet o protocolo ARP é usado para resolução de endereços IP em endereços MAC O protocolo ARP em Ethernet baseia-se em broadcasts Em ATM não existem broadcasts A implementação de ARP para ATM usa um servidor de ARP Cada servidor de ARP mantém a lista das correspondências para a sua subnet e pode ser consultado pelas estações Os pacotes IP são segmentados em células A perda de uma célula é a perda de um pacote O AAL5 tenta mitigar este problema marcando o inicio e fim de cada pacote

41 LANE: Emulação de uma Ethernet ATM e IP Cada interface ATM aparece como uma ou mais interfaces Ethernet Conceitos: LANE Client (LEC): é uma qualquer estação da rede LANE server (LES): servidor em que todos os LEC se registam e que mantém a correspondência entre endereços MAC e implementa o LANE ARP (LE_ARP) Broadcast and Unknown Server (BUS): um servidor que encaminha broadcasts, multicasts e pacotes com destino desconhecido LANE configuration server (LECS): redirecciona cada LEC para a sua LAN de acordo com uma configuração (de facto redireciona cada LEC para o LES correcto)

42 WiMAX Worldwide Interoperability for Microwave Access IEEE Tecnologia wireless de longo alcance (Kms) Acesso móvel com antena omnidireccional Acesso fixo com antena direccional Largura de banda partilhada d (acesso fixo) Alcance até 50Km Exemplo 10Mbps a 9Km Desempenho 15 a 35Mbps e (acesso móvel) Desempenho 15 a 35Mbps m 1Gbps fixo 100Mbps móvel

43 Introdução ao TCP / IP

44 Estandardização do TCP/IP Existem quatro grupos responsáveis pela supervisão dos processos de estandardização do TCP/IP: ISOC (Internet Society) Suporta, facilita e promove a evolução e crescimento da Internet como infra estrutura de comunicações. IAB (Internet Architecture Board) Coordenação e supervisão técnica dos standards. Efectua a revisão e garante a qualidade dos standards. IETF (Internet Engineering Task Force) Desenvolve especificações técnicas que mais tarde se podem tornar standards. IRTF (Internet Research Task Force) Coordena projectos de investigação a longo prazo.

45 RFCs Os standards são publicados sob a forma de RFCs Request for Comments Cada RFC é identificado por um numero. RFC 0007 Host-IMP Interface G.Deloche May 1969 Um RFC não é obrigatoriamente um standard: muitos são publicados para fins informativos outros não chegam sequer a ser aceites como standards. Os RFCs encontram-se disponíveis para download Existe um índex com cada RFC e o seu estado: Standard, Informational, Experimental, Proposed Standard, Draft Standard, Best Current Practice, Historic, Unknown

46 RFCs Alguns RFCs importantes: RFC 1700 Parâmetros (números) usados em protocolos. RFC 2500 Estado de estandardização dos protocolos. RFC 1122 Requisitos para hosts nível de comunicação RFC 1123 Requisitos para hosts nível aplicativo RFC 1127 Perspectivas sobre os requisitos RFC 1812 Requisitos para routers IP V4 Antes de ler um RFCs deve-se verificar se existe uma versão mais recente: Obsoleted by RFCxxxx

47 Níveis Os protocolos de comunicação modernos são normalmente baseados em camadas. O modelo OSI (Open Systems Interconnection) define o processo de comunicação como um conjunto de sete níveis. As camadas implementam diferentes funcionalidades. O TCP/IP possui quatro níveis. Modelo OSI Aplicação Apresentação Sessão Transporte Rede Ligação Físico TCP / IP Aplicação Transporte Rede Ligação SSH, HTTP, , etc. TCP, UDP IP, ICMP, IGMP Frames, endereçamento físico, controlo do envio de dados no meio físico

48 Níveis e Funcionalidade 1. O nível de ligação inclui o driver e a interface de rede correspondente. É responsável por lidar com todos os detalhes da ligação física entre o sistema e a rede. 2. O nível de rede lida com a movimentação de pacotes de dados na rede. O encaminhamento (routing) é efectuado neste nível. O IP, ICMP e IGMP são protocolos de nível de rede. 3. O nível de transporte lida com os fluxos de dados usados pelas aplicações para comunicar entre dois sistemas. O TCP e o UDP são protocolos de nível de transporte

49 Níveis e Funcionalidade 4. O nível de aplicação é constituído pelos programas usados pelos utilizadores. Por exemplo: cliente SSH usado para efectuar logins remotos. cliente FTP usado para transferir ficheiros. servidor HTTP usado para dar acesso a documentos.

50 Níveis e Funcionalidade Cliente SSH Protocolo Telnet Servidor SSH Aplicação Processos modo Utilizador TCP Protocolo TCP TCP Transporte IP Protocolo IP IP Rede modo Kernel Driver e Interface Protocolo Ethernet Driver e Interface Ligação Hardware Ethernet

51 Níveis e Funcionalidade No exemplo anterior são exibidos quatro protocolos, um em cada nível. O TCP/IP é um conjunto de muitos mais protocolos. Embora o nome do conjunto de protocolos seja TCP/IP o TCP e o IP são apenas dois dos protocolos. Outro nome possível para o TCP/IP é Protocolo Internet. O termo Internet surge de Internetwork ou seja a combinação de múltiplas redes numa só através da sua interligação física e de um protocolo comum.

52 Níveis e Funcionalidade internet não Internet Para criar uma internet basta: instalar e configurar o TCP/IP nos vários sistemas. criar pelo menos duas redes interligar as duas redes através de um dispositivo de encaminhamento (router ou switch L3). É na função de encaminhamento que o nível de rede IP assume o seu destaque.

53 Níveis e Funcionalidade Um sistema que possui mais de um interface de rede chama-se multihomed. Qualquer sistema pode ser multihomed. A um sistema multihomed que encaminha tráfego entre as suas varias interfaces chama-se router. Um host não faz encaminhamento de pacotes A host = OK B host = OK A B = KO Um router faz encaminhamento de pacotes A host = OK B host = OK A B = OK host router A B A B

54 Níveis e Funcionalidade Cliente SSH Protocolo Telnet Servidor SSH TCP IP Protocolo IP Protocolo TCP Router IP Protocolo IP TCP IP Driver Ethernet Interface Protocolo Ethernet Ethernet Driver Ethernet Interface Driver FDDI Interface Protocolo FDDI FDDI Driver FDDI Interface

55 Níveis e Funcionalidade O nível de rede (IP) implementa um serviço não fiável: Best Effort O IP nada garante: Não garante a entrega de pacotes Não garante a sequencia de chegada Os níveis acima do IP nada sabem sobre: topologia física da rede a existência de routers

56 TCP Níveis e Funcionalidade O TCP implementa um fluxo (byte stream) de dados fiável entre dois sistemas. Conceito de ligação (estabelecimento, transmissão e fim) Divide os dados em pacotes e envia-os. Implementa o mecanismo de acks, timeouts e retransmissão. Garantir a chegada dos pacotes Recebe os pacotes e reconstrói o fluxo de dados. Garantir a entrega dos dados às aplicações na mesma sequencia com que foram enviados Como é um protocolo fiável a aplicação não precisa de se preocupar com detalhes como retransmissão ou ordenação dos pacotes na recepção.

57 UDP Níveis e Funcionalidade O UDP implementa um serviço simples e não garantido Como o IP mas orientado para aplicações Não possui conceito de ligação (pacote a pacote) Envia pacotes de dados (datagramas) entre duas aplicações em dois sistemas. Não oferece garantias de que os pacotes cheguem na mesma sequencia em que foram enviados. Não oferece sequer garantia de que os pacotes cheguem ao destino. As aplicações que usem UDP têm elas mesmo de implementar um protocolo fiável Se tal for desejável.

58 Níveis e Funcionalidade Processo Processo Processo Processo Aplicação TCP UDP Transporte ICMP IP IGMP Rede ARP Interface de rede RARP Ligação Rede Física

59 Endereços IP Dentro de uma rede cada interface tem de possuir um endereço IP diferente. Um endereço IP (v4) é um numero de 32 bits (4 bytes). Um endereço IP é normalmente representado como: quatro números decimais separados por pontos. cada numero representa um dos quatro bytes Exemplos:

60 Endereços IP Uma vez que os endereços das interfaces têm de ser únicos a sua atribuição tem de ser controlada. O ICANN Internet Corporation for Assigned Names and Numbers supervisiona a delegação do espaço de endereçamento. A ICANN delega o espaço de endereçamento a Regional Internet Registries (RIR): ARIN: América do Norte RIPE: Europa, Médio Oriente APNIC: Ásia/Pacifico AfriNIC: África LACNIC: América Latina Cada RIR pode delegar a atribuição de partes do espaço de endereçamento a Local Internet Registries. Os Local Internet Registries (LIR) dependem dos RIR e são operados tipicamente por service providers para alocação de endereços aos seus clientes

61 Endereços IP O espaço de endereçamento IP era originalmente dividido em 5 classes: 0 Rede 7bits Sistema 24bits Classe A Rede 14bits Sistema 16bits Rede 21bits Sistema 8bits Grupo de multicast 28bits Reservado 27bits Classe B Classe C Classe D Classe E

62 Endereços IP O modelo de classes possui sérios problemas de escalabilidade. O modelo actual designa-se por Classless and Subnet Address Extensions (CIDR). No CIDR a divisão entre endereço de rede e de maquina não é limitada às 5 classes. Qualquer divisão do número de bits entre endereço de rede e de maquina é valida. Na nova notação a separação entre endereço de rede e de maquina é efectuada especificando o numero de bits alocados ao endereço de rede. O número de bits de rede é especificado sob a forma de um numero decimal separado do endereço IP por um /

63 Alocação de Endereços Evolução da alocação de endereços IP v4 pelo ICANN / IANA até finais de 2009

64 Endereços IP Exemplos de endereços classless :... / Endereço de rede Endereço de sistema (host) / Endereço de rede Endereço de sistema (host)

65 Mascara de Rede A mascara de rede identifica os bits de rede Assumindo 23 bits de endereço de rede mascara da rede IP ser representada: /23 Ou como mascara de bits / Endereço de rede Endereço de sistema mascara de rede

66 Endereço de Broadcast Um datagrama de broadcast chega a todos os hosts de uma rede IP Cada rede IP possui um endereço de broadcast O Endereço de broadcast tem todos os bits do host a 1 Rede /24 broadcast Rede /23 broadcast / / Endereço de rede Endereço de broadcast

67 Configurar uma Interface Em Linux: ifconfig Exemplo: ifconfig eth netmask up ifconfig eth0 down Em Windows o comando ipconfig/all em janela de comando permite ver a informação sobre as interfaces

68 Configurar uma Interface Em RedHat Linux: /etc/sysconfig/network-scripts/ifcfg-eth0 Configuração típica: DEVICE=eth0 BOOTPROTO=none BROADCAST= HWADDR=00:17:39:7E:A0:67 IPADDR= NETMASK= NETWORK= ONBOOT=yes TYPE=Ethernet GATEWAY= Iniciar e parar uma interface configurada em ifcfg-eth0: /sbin/ifup eth0 /sbin/ifdown eth0

69 Parar e Iniciar a Rede Em RedHat Linux: ou /etc/init.d/network start service network start /etc/init.d/network stop /etc/init.d/network restart /etc/init.d/network status

70 Configurar uma Interface Num router com IOS (CISCO) ou similar Tem de se entrar em modo de configuração comando config Interface GigabitEthernet2/1 no switchport description Ligação ao router B ip address ip address secondary no shutdown Interface GigabitEthernet2/1 shutdown no ip address secondary no ip address no description

71 Endereços IP privados Existem três blocos de endereços IP ditos privados: reservados para redes fechadas que não estão ligadas directamente à Internet (RFC 1918). estes endereços não são validos na Internet. os endereços privados podem ser utilizados livremente. existem múltiplas redes privadas a reutilizar estes endereços. Blocos: a a a a O LIP usa endereços dos blocos privadas: / /16

72 Endereços IP privados A utilização de NAT (Network Address Translation) permite que uma organização possa estar ligada à Internet usando na sua rede interna endereços RFC O NAT efectua a conversão dos endereços privados em endereços públicos através do mapeamento temporário ou permanente destes endereços em endereços públicos atribuídos à organização A conversão é efectuada nos dispositivos que efectuam a ligação entre a rede local e a Internet (firewalls/routers) O NAT aumenta a segurança porque esconde a topologia interna da rede, e impede o acesso a sistemas internos O NAT permite a criação de redes de grandes dimensões sem recurso aos escassos endereços IP públicos.

73 DNS Embora as interfaces de rede as maquinas e o encaminhamento de pacotes seja feito com base no endereço IP para conveniência dos humanos é possível usar nomes em vez de endereços IP. O mecanismo que permite a tradução de nomes em endereços IP e vice versa chama-se Domain Name System (DNS). O DNS é uma base de dados hierárquica distribuída. As aplicações convertem nomes em endereços através de funções de biblioteca, este processo designa-se de lookup. Da mesma forma o processo de obtenção de um nome com base num endereço IP designa-se reverse lookup. A maior parte das aplicações que aceita nomes também aceita endereços IP no formato dotted decimal.

74 Resolver em RedHat Linux: /etc/resolv.conf DNS $ cat /etc/resolv.conf # Generated by NetworkManager search lip.pt nameserver nameserver Em Fedora preferencialmente mudar em: /etc/sysconfig/network-scripts/ifcfg-eth0 DNS1= DNS2= DOMAIN=lip.pt

75 Encapsulamento Os dados transmitidos por uma aplicação são enviados pelas varias camadas até chegarem à rede física. Cada camada acrescenta informação especifica do protocolo sob a forma de headers e trailers. Cada protocolo encapsula os dados enviados pela camada imediatamente acima num pacote que também contem o header e trailer correspondente. Cada tipo de pacote possui um nome especifico. Datagrama IP Segmento TCP Datagrama UDP

Redes de Computadores I ENLACE: PPP ATM

Redes de Computadores I ENLACE: PPP ATM Redes de Computadores I ENLACE: PPP ATM Enlace Ponto-a-Ponto Um emissor, um receptor, um enlace: Sem controle de acesso ao meio; Sem necessidade de uso de endereços MAC; X.25, dialup link, ISDN. Protocolos

Leia mais

Módulo 9 Conjunto de Protocolos TCP/IP e endereçamento IP

Módulo 9 Conjunto de Protocolos TCP/IP e endereçamento IP CCNA 1 Conceitos Básicos de Redes Módulo 9 Conjunto de Protocolos TCP/IP e endereçamento IP Introdução ao TCP/IP 2 Modelo TCP/IP O Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DoD) desenvolveu o modelo de

Leia mais

Redes de Computadores

Redes de Computadores TCP/IP Adriano Lhamas, Berta Batista, Jorge Pinto Leite Março de 2007 Pilha TCP/IP Desenvolvido pelo Departamento de Defesa dos EUA Objectivos: garantir a comunicação sob quaisquer circunstâncias garantir

Leia mais

1. INTRODUÇÃO AO ATM. O nome ATM vem de ASYNCHRONOUS TRANSFER MODE.

1. INTRODUÇÃO AO ATM. O nome ATM vem de ASYNCHRONOUS TRANSFER MODE. 1. INTRODUÇÃO AO ATM O nome ATM vem de ASYNCHRONOUS TRANSFER MODE. O Protocolo ATM vem se tornando a cada dia que passa o mas importante no meio das Telecomunicações Mundiais. Tudo leva a crer que desempenhará

Leia mais

6.3 Tecnologias de Acesso

6.3 Tecnologias de Acesso Capítulo 6.3 6.3 Tecnologias de Acesso 1 Acesso a redes alargadas Acesso por modem da banda de voz (através da Rede Fixa de Telecomunicações) Acesso RDIS (Rede Digital com Integração de Serviços) Acesso

Leia mais

Redes de Computadores

Redes de Computadores Departamento de Informática UFPE Redes de Computadores Nível de Redes - Exemplos jamel@cin.ufpe.br Nível de Rede na Internet - Datagramas IP Não orientado a conexão, roteamento melhor esforço Não confiável,

Leia mais

TCP é um protocolo de TRANSMISSÃO, responsável pela confiabilidade da entrega da informação.

TCP é um protocolo de TRANSMISSÃO, responsável pela confiabilidade da entrega da informação. Protocolo TCP/IP PROTOCOLO é um padrão que especifica o formato de dados e as regras a serem seguidas para uma comunicação a língua comum a ser utilizada na comunicação. TCP é um protocolo de TRANSMISSÃO,

Leia mais

Redes de Computadores (RCOMP 2014/2015)

Redes de Computadores (RCOMP 2014/2015) Redes de Computadores (RCOMP 2014/2015) Tecnologias WAN: ATM/ISDN e DSL 1 WAN Redes ATM A tecnologia ATM (Asynchronous Transfer Mode ) está disponível há bastante tempo, mas a expansão da sua utilização

Leia mais

Abordar os Conceitos Básicos Definir Principais Siglas Comentar Problemas e Pespectivas Apresentar Estudo de Caso Equipamentos IBM no CBPF/REMAV

Abordar os Conceitos Básicos Definir Principais Siglas Comentar Problemas e Pespectivas Apresentar Estudo de Caso Equipamentos IBM no CBPF/REMAV Tutorial ATM Prof. Nilton Alves Objetivos e Público Alvo Abordar os Conceitos Básicos Definir Principais Siglas Comentar Problemas e Pespectivas Apresentar Estudo de Caso Equipamentos IBM no CBPF/REMAV

Leia mais

Modelo de referência OSI. Modelo TCP/IP e Internet de cinco camadas

Modelo de referência OSI. Modelo TCP/IP e Internet de cinco camadas Modelo de referência OSI. Modelo TCP/IP e Internet de cinco camadas Conhecer os modelo OSI, e TCP/IP de cinco camadas. É importante ter um padrão para a interoperabilidade entre os sistemas para não ficarmos

Leia mais

Introdução. Redes de computadores

Introdução. Redes de computadores Introdução Redes de computadores Usos das s de computadores Hardware das s de computadores Periferia da Tecnologias de comutação e multiplexagem Arquitectura em camadas Medidas de desempenho da s Introdução

Leia mais

REDES DE COMPUTADORES II. Ricardo José Cabeça de Souza www.ricardojcsouza.com.br

REDES DE COMPUTADORES II. Ricardo José Cabeça de Souza www.ricardojcsouza.com.br REDES DE COMPUTADORES II Ricardo José Cabeça de Souza www.ricardojcsouza.com.br REDE PÚBLICA x REDE PRIVADA Rede Pública Circuitos compartilhados Rede Privada Circuitos dedicados Interligação entre Dispositivos

Leia mais

Redes de Computadores

Redes de Computadores Redes de Computadores Professor: Rodrigo Caetano Filgueira Tecnologias WAN TECNOLOGIAS WAN Quando uma empresa cresce e passa a ter instalações em várias localidades, é necessário interconectar as redes

Leia mais

2. PROTOCOLOS DE ACESSO

2. PROTOCOLOS DE ACESSO TECNOLOGIA DE ACESSO A REDES Prof. André Ciriaco andreciriaco@hotmail.com Aula 03 ObjetivodaAula 2. PROTOCOLOS DE ACESSO 2.1 HDLC (High Level Data Link Control) 2.2 SLIP (Serial Line Internet Protocol)

Leia mais

Noções básicas de redes

Noções básicas de redes Noções básicas de redes Bits Pacotes Largura de banda pac/seg, bit/seg Tempo de transmissão Congestionamento Exercícios... Taxa de bits/seg para pac/seg e vice-versa Tempo de transmissão de pacotes com

Leia mais

Arquitetura e Protocolos de Rede TCP/IP. Modelo Arquitetural

Arquitetura e Protocolos de Rede TCP/IP. Modelo Arquitetural Arquitetura e Protocolos de Rede TCP/IP Modelo Arquitetural Motivação Realidade Atual Ampla adoção das diversas tecnologias de redes de computadores Evolução das tecnologias de comunicação Redução dos

Leia mais

Arquitetura e Protocolos de Rede TCP/IP. Modelo Arquitetural

Arquitetura e Protocolos de Rede TCP/IP. Modelo Arquitetural Arquitetura e Protocolos de Rede TCP/IP Modelo Arquitetural Agenda Motivação Objetivos Histórico Família de protocolos TCP/IP Modelo de Interconexão Arquitetura em camadas Arquitetura TCP/IP Encapsulamento

Leia mais

7.1 Modelo TCP / IP Departamento de Engenharia, Electrónica, Telecomunicações e Computadores Redes de Computadores

7.1 Modelo TCP / IP Departamento de Engenharia, Electrónica, Telecomunicações e Computadores Redes de Computadores 7.1 Modelo TCP / IP Instituto Superior de Engenharia de Lisboa Departamento de Engenharia, Electrónica, Telecomunicações e Computadores Redes de Computadores Historial Inicio dos anos 60 : Arpanet Motivação

Leia mais

Arquitetura TCP/IP. Filosofia da Internet

Arquitetura TCP/IP. Filosofia da Internet Arquitetura TCP/IP Filosofia da Internet foi projetada p/: ser aberta o bastante p/ permitir a execução em uma grande variedade de equipamentos de resistir a possíveis danos que prejudicassem seu funcionamento

Leia mais

Protocolos, DNS, DHCP, Ethereal e comandos em Linux

Protocolos, DNS, DHCP, Ethereal e comandos em Linux Redes de Computadores Protocolos, DNS, DHCP, Ethereal e comandos em Linux Escola Superior de Tecnologia e Gestão Instituto Politécnico de Bragança Março de 2006 Endereços e nomes Quaisquer duas estações

Leia mais

Redes de Computadores

Redes de Computadores Redes de Computadores Protocolos da camada de ligação de Escola Superior de Tecnologia e Gestão Instituto Politécnico de Bragança Maio de 2006 Modelo OSI Redes de Computadores 2 1 Camada de Ligação de

Leia mais

1 TCI/IP... 3 1.1 MODELO TCP/IP... 3 1.1.1 Camada de Aplicação... 4

1 TCI/IP... 3 1.1 MODELO TCP/IP... 3 1.1.1 Camada de Aplicação... 4 TCP/IP Brito INDICE 1 TCI/IP... 3 1.1 MODELO TCP/IP... 3 1.1.1 Camada de Aplicação... 4 1.1.1.1 Camada de Transporte... 4 1.1.1.2 TCP (Transmission Control Protocol)... 4 1.1.1.3 UDP (User Datagram Protocol)...

Leia mais

Rede d s d e d Com o pu p t u ado d r o es Conceitos Básicos M d o e d los o de d Re R de d s:

Rede d s d e d Com o pu p t u ado d r o es Conceitos Básicos M d o e d los o de d Re R de d s: Tecnologia em Redes de Computadores Redes de Computadores Professor: André Sobral e-mail: alsobral@gmail.com Conceitos Básicos Modelos de Redes: O O conceito de camada é utilizado para descrever como ocorre

Leia mais

Trabalho De Redes de Computadores PPP PPPoE X.25

Trabalho De Redes de Computadores PPP PPPoE X.25 Trabalho De Redes de Computadores PPP PPPoE X.25 3 de novembro de 2013 Otávio Thomas Daniel Nicolay Giovane Monari 1 O que é PPP e PPPoE? Protocolo Ponto a Ponto (PPP) e Protocolo Ponto a Ponto sobre Ethernet

Leia mais

Professor: Gládston Duarte

Professor: Gládston Duarte Professor: Gládston Duarte INFRAESTRUTURA FÍSICA DE REDES DE COMPUTADORES Computador Instalação e configuração de Sistemas Operacionais Windows e Linux Arquiteturas físicas e lógicas de redes de computadores

Leia mais

Modelo TCP / IP. História da família TCP/IP Modelo utilizado pela família TCP/IP Comparação com o modelo OSI

Modelo TCP / IP. História da família TCP/IP Modelo utilizado pela família TCP/IP Comparação com o modelo OSI Modelo TCP / IP História da família TCP/IP Modelo utilizado pela família TCP/IP Comparação com o modelo OSI Historial Inicio dos anos 60 : Arpanet Motivação : Guerra fria (sputnik) ARPA (Advanced Research

Leia mais

TÉCNICO EM REDES DE COMPUTADORES. Pilha de Protocolos TCP/IP

TÉCNICO EM REDES DE COMPUTADORES. Pilha de Protocolos TCP/IP Camadas do Modelo TCP TÉCNICO EM REDES DE COMPUTADORES Pilha de Protocolos TCP/IP 1 A estrutura da Internet foi desenvolvida sobre a arquitetura Camadas do Modelo TCP Pilha de Protocolos TCP/IP TCP/IP

Leia mais

Modelo em Camadas Arquitetura TCP/IP/Ethernet. Edgard Jamhour

Modelo em Camadas Arquitetura TCP/IP/Ethernet. Edgard Jamhour Modelo em Camadas Arquitetura TCP/IP/Ethernet Edgard Jamhour Ethernet não-comutada (CSMA-CD) A Ethernet não-comutada baseia-se no princípio de comunicação com broadcast físico. a b TIPO DADOS (até 1500

Leia mais

Modelo e arquitectura do TCP/IP

Modelo e arquitectura do TCP/IP Modelo e arquitectura do / 3ª aula prática de Engenharia de Redes Resumo Introdução a protocolos de rede Protocolos comuns Introdução ao / Análise protocolar Introdução a protocolos de rede Tipos de protocolos

Leia mais

Redes. Pablo Rodriguez de Almeida Gross

Redes. Pablo Rodriguez de Almeida Gross Redes Pablo Rodriguez de Almeida Gross Conceitos A seguir serão vistos conceitos básicos relacionados a redes de computadores. O que é uma rede? Uma rede é um conjunto de computadores interligados permitindo

Leia mais

UNIVERSIDADE DA BEIRA INTERIOR Faculdade de Engenharia Departamento de Informática

UNIVERSIDADE DA BEIRA INTERIOR Faculdade de Engenharia Departamento de Informática 1. Esta teste serve como avaliação de frequência às aulas teóricas. 2. Leia as perguntas com atenção antes de responder. São perguntas de escolha múltipla. 3. Escreva as suas respostas apenas na folha

Leia mais

Introdução. Professor: Leandro Engler Boçon E-mail: leandro@facear.edu.br Disciplina: Comunicação de Dados

Introdução. Professor: Leandro Engler Boçon E-mail: leandro@facear.edu.br Disciplina: Comunicação de Dados Introdução Professor: Leandro Engler Boçon E-mail: leandro@facear.edu.br Disciplina: Comunicação de Dados 1 Objetivo Apresentar os conceitos básicos do: Modelo de referência OSI. Modelo de referência TCP/IP.

Leia mais

Redes de Computadores

Redes de Computadores Redes de Computadores Teoria e Prática Douglas Rocha Mendes Novatec Sumário Agradecimentos...15 Sobre o autor...15 Prefácio...16 Capítulo 1 Introdução às Redes de Computadores...17 1.1 Introdução... 17

Leia mais

Projeto e Instalação de Servidores Estrutura da Internet e do TCP/IP

Projeto e Instalação de Servidores Estrutura da Internet e do TCP/IP Projeto e Instalação de Servidores Estrutura da Internet e do TCP/IP Prof.: Roberto Franciscatto TCP/IP, endereçamento e portas TCP/IP? Dois protocolos TCP = Transfer Control Protocol IP = Internet Protocol

Leia mais

INTERNET = ARQUITETURA TCP/IP

INTERNET = ARQUITETURA TCP/IP Arquitetura TCP/IP Arquitetura TCP/IP INTERNET = ARQUITETURA TCP/IP gatewa y internet internet REDE REDE REDE REDE Arquitetura TCP/IP (Resumo) É útil conhecer os dois modelos de rede TCP/IP e OSI. Cada

Leia mais

Glossário de Redes de Computadores

Glossário de Redes de Computadores Glossário de Redes de Computadores 10Base-2 Ethernet - uma implementação da tecnologia Ethernet, com velocidades até 10Mbps e transmissão através de cabo coaxial com comprimento máximo de 185 metros por

Leia mais

TELECOMUNICAÇÕES Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com.br

TELECOMUNICAÇÕES Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com.br - Aula 3 - REDES PARA INFORMÁTICA 1. INTRODUÇÃO Muito se falou sobre telecomunicações aplicadas as diversas áreas da comunicação. Todas as áreas de uma forma ou de outra são dependentes da computação/informática

Leia mais

Redes WAN. Prof. Walter Cunha

Redes WAN. Prof. Walter Cunha Redes WAN Conceitos Iniciais Prof. Walter Cunha Comutação por Circuito Todos os recursos necessários em todos os subsistemas de telecomunicação que conectam origem e destino, são reservados durante todo

Leia mais

Redes WAN Conceitos Iniciais. Prof. Walter Cunha

Redes WAN Conceitos Iniciais. Prof. Walter Cunha Redes WAN Conceitos Iniciais Prof. Walter Cunha Comutação por Circuito Todos os recursos necessários em todos os subsistemas de telecomunicação que conectam origem e destino, são reservados durante todo

Leia mais

1.1 Motivação e âmbito... 1 1.2 Objetivos e abordagem... 3 1.3 Organização do presente texto... 4

1.1 Motivação e âmbito... 1 1.2 Objetivos e abordagem... 3 1.3 Organização do presente texto... 4 Índice de figuras XVII Índice de tabelas XXII Agradecimentos XXIII Nota prévia XXIV 1- Introdução 1 1.1 Motivação e âmbito... 1 1.2 Objetivos e abordagem... 3 1.3 Organização do presente texto... 4 2 -

Leia mais

REDES DE COMPUTADORES II. Ricardo José Cabeça de Souza www.ricardojcsouza.com.br

REDES DE COMPUTADORES II. Ricardo José Cabeça de Souza www.ricardojcsouza.com.br REDES DE COMPUTADORES II Ricardo José Cabeça de Souza www.ricardojcsouza.com.br Surgiu final década de 1980 Tecnologia de comutação em infraestrutura redes RDSI-FL(B-ISDN) Recomendação I.121 da ITU-T(1988)

Leia mais

Capítulo 1 PROTOCOLOS FUNDAMENTAIS DA INTERNET

Capítulo 1 PROTOCOLOS FUNDAMENTAIS DA INTERNET Capítulo 1 PROTOCOLOS FUNDAMENTAIS DA INTERNET protocolos TCP/IP são um conjunto de standards que permitem que computadores de todas marcas e feitios comuniquem entre si Algumas datas históricas: 1968

Leia mais

Bateria REDES MPU Prof. Walter Cunha http://www.waltercunha.com/blog http://twitter.com/timasters http://br.groups.yahoo.com/group/timasters/

Bateria REDES MPU Prof. Walter Cunha http://www.waltercunha.com/blog http://twitter.com/timasters http://br.groups.yahoo.com/group/timasters/ Bateria REDES MPU Prof. Walter Cunha http://www.waltercunha.com/blog http://twitter.com/timasters http://br.groups.yahoo.com/group/timasters/ STJ 2008 Com relação a transmissão de dados, julgue os itens

Leia mais

Índice NETWORK ESSENTIALS

Índice NETWORK ESSENTIALS NETWORK ESSENTIALS Índice Estruturas Físicas... 3 Adaptador de Rede... 4 Tipos de par trançado... 5 Coaxial... 6 Tipos de cabos coaxial... 6 Fibra Óptica... 7 Tecnologias comunicação sem fios... 8 Topologias

Leia mais

PROTOCOLO PPP. Luciano de Oliveira Mendes 1 Ricardo dos Santos 2

PROTOCOLO PPP. Luciano de Oliveira Mendes 1 Ricardo dos Santos 2 PROTOCOLO PPP Luciano de Oliveira Mendes 1 Ricardo dos Santos 2 RESUMO Neste trabalho é apresentado o Protocolo PPP, Suas principais características e seu funcionamento. Suas variações também são enfocadas

Leia mais

5. Camada ATM (I.361)

5. Camada ATM (I.361) 5. Camada ATM (I.361) 5.1 Estrutura da célula Bits8 7 6 5 4 3 2 1 Cabeçalho (5 octetos) Campo de informação (48 octetos) 1... 5 6..... 53 octetos - Os octetos são enviados por ordem crescente começando

Leia mais

CCNA 1 Modelos OSI e TCP/IP. Kraemer

CCNA 1 Modelos OSI e TCP/IP. Kraemer CCNA 1 Modelos OSI e TCP/IP Modelos OSI e TCP/IP Modelo em camadas Modelo OSI Modelo TCP/IP Comparação dos modelos Endereçamento de rede Modelo de camadas Encapsulamento Desencapsulamento Modelo OSI Sistema

Leia mais

A Camada de Rede. Romildo Martins Bezerra CEFET/BA Redes de Computadores II

A Camada de Rede. Romildo Martins Bezerra CEFET/BA Redes de Computadores II A Camada de Rede Romildo Martins Bezerra CEFET/BA Redes de Computadores II A Camada de Rede e o protocolo IP... 2 O protocolo IP... 2 Formato do IP... 3 Endereçamento IP... 3 Endereçamento com Classes

Leia mais

Redes de Computadores. Revisões

Redes de Computadores. Revisões Redes de Computadores Revisões Classifique, com V ou F, as afirmações seguintes! A comunicação entre sistemas (ex: computadores), tendo em vista a execução de aplicações telemáticas, só é possível se existir

Leia mais

REDE DE COMPUTADORES TECNOLOGIA ETHERNET

REDE DE COMPUTADORES TECNOLOGIA ETHERNET SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL REDE DE COMPUTADORES TECNOLOGIA ETHERNET Prof. Airton Ribeiro de Sousa E-mail: airton.ribeiros@gmail.com ARQUITETURA ISDN (Integrated Services Digital Network)

Leia mais

Arquiteturas de Redes Prof. Ricardo J. Pinheiro

Arquiteturas de Redes Prof. Ricardo J. Pinheiro Fundamentos de Redes de Computadores Arquiteturas de Redes Prof. Ricardo J. Pinheiro Resumo Arquiteturas de Redes Organizações de padronização Modelos de referência Modelo OSI Arquitetura IEEE 802 Arquitetura

Leia mais

AGENTE PROFISSIONAL - ANALISTA DE REDES

AGENTE PROFISSIONAL - ANALISTA DE REDES Página 1 CONHECIMENTO ESPECÍFICO 01. Suponha um usuário acessando a Internet por meio de um enlace de 256K bps. O tempo mínimo necessário para transferir um arquivo de 1M byte é da ordem de A) 4 segundos.

Leia mais

RCO2. WAN: Frame Relay ATM

RCO2. WAN: Frame Relay ATM RCO2 WAN: Frame Relay ATM 1 WAN WAN: Wide Area Network Cobrem longas distâncias Conectividade provida por operadoras de serviço, cuja infraestrutura é compartilhada pelos clientes; cobrança por largura

Leia mais

ICORLI. INSTALAÇÃO, CONFIGURAÇÃO e OPERAÇÃO EM REDES LOCAIS e INTERNET

ICORLI. INSTALAÇÃO, CONFIGURAÇÃO e OPERAÇÃO EM REDES LOCAIS e INTERNET INSTALAÇÃO, CONFIGURAÇÃO e OPERAÇÃO EM REDES LOCAIS e INTERNET 2010/2011 1 Protocolo TCP/IP É um padrão de comunicação entre diferentes computadores e diferentes sistemas operativos. Cada computador deve

Leia mais

Rede Digital com Integração de Serviços de Banda Larga ATM Asynchronous Transfer Mode

Rede Digital com Integração de Serviços de Banda Larga ATM Asynchronous Transfer Mode Universidade do Minho Escola de Engenharia Departamento de Electrónica Industrial Rede Digital com Integração de Serviços de Banda Larga ATM Asynchronous Transfer Mode Princípios Básicos Mestrado Integrado

Leia mais

Novas Tecnologias em Redes de Computadores: xdsl, ATM e IPv6

Novas Tecnologias em Redes de Computadores: xdsl, ATM e IPv6 Novas Tecnologias em Redes de Computadores: xdsl, ATM e IPv6 Maio de 1998 Adailton J. S. Silva Coord. Adj. LCT/RNP Novas Tecnologias em Redes de Computadores: XDSL, ATM e IPv6 Índice: Acesso Remoto - xdsl

Leia mais

Estrutura do Trabalho. Conceito Histórico Características Básicas Modo de Operação Integração com outras Tecnologias Tendências para o Futuro

Estrutura do Trabalho. Conceito Histórico Características Básicas Modo de Operação Integração com outras Tecnologias Tendências para o Futuro Redes ATM Estrutura do Trabalho Conceito Histórico Características Básicas Modo de Operação Integração com outras Tecnologias Tendências para o Futuro Conceito O Modo de Transferência Assíncrono(ATM) é

Leia mais

Encaminhamento IP. Entrega Directa e Indirecta de Datagramas Tabela de Encaminhamento

Encaminhamento IP. Entrega Directa e Indirecta de Datagramas Tabela de Encaminhamento Encaminhamento IP Entrega Directa e Indirecta de Datagramas Tabela de Encaminhamento Encaminhamento IP Características Baseado em tabelas de encaminhamento (routing) Efectuado pelos routers e pelas máquinas

Leia mais

10/10/2014. Interligação de redes remotas. Introdução. Introdução. Projeto Lógico da rede. WAN do Frame Relay. Flexibilidade do Frame Relay

10/10/2014. Interligação de redes remotas. Introdução. Introdução. Projeto Lógico da rede. WAN do Frame Relay. Flexibilidade do Frame Relay Interligação de redes remotas Introdução Frame Relay é um protocolo WAN de alto desempenho que funciona nas camadas física e de enlace do modelo OSI. Serviços Comutados por pacote Frame Relay / X.25 Prof.

Leia mais

UNIDADE II. Fonte: SGC Estácio e João Bosco M. Sobral

UNIDADE II. Fonte: SGC Estácio e João Bosco M. Sobral UNIDADE II Aula 8 Redes ATM Fonte: SGC Estácio e João Bosco M. Sobral A RDSI-FE (Rede Digital de Serviços Faixa Estreita) apareceu como uma evolução das tradicionais redes telefônicas, para redes de tecnologia

Leia mais

TCP-IP - Introdução. Aula 02. Professor Sérgio Teixeira E-mail: sergio.professor@multicast.com.br Telefone: (27) 9989-1122

TCP-IP - Introdução. Aula 02. Professor Sérgio Teixeira E-mail: sergio.professor@multicast.com.br Telefone: (27) 9989-1122 TCP-IP - Introdução Aula 02 Professor Sérgio Teixeira E-mail: sergio.professor@multicast.com.br Telefone: (27) 9989-1122 História 1969 - Advanced Research Project Agency (ARPA) financia a pesquisa e o

Leia mais

Nome do Curso: Técnico em Informática. Nome da Disciplina: Redes de Computadores. Número da Semana: 2. Nome do Professor: Dailson Fernandes

Nome do Curso: Técnico em Informática. Nome da Disciplina: Redes de Computadores. Número da Semana: 2. Nome do Professor: Dailson Fernandes Nome do Curso: Técnico em Informática Nome da Disciplina: Redes de Computadores Número da Semana: 2 Nome do Professor: Dailson Fernandes Elementos da Comunicação Protocolos Regras Padrões Controle Possibilitam

Leia mais

Placa de Rede. Rede de Computadores. Tipos de Redes LAN (Local Area Network) Rede local. Placa de Rede

Placa de Rede. Rede de Computadores. Tipos de Redes LAN (Local Area Network) Rede local. Placa de Rede Rede de Computadores Prof. André Cardia Email: andre@andrecardia.pro.br MSN: andre.cardia@gmail.com Placa de Rede Uma placa de rede (NIC), ou adaptador de rede, oferece capacidades de comunicações nos

Leia mais

Exercícios do livro: Tecnologias Informáticas Porto Editora

Exercícios do livro: Tecnologias Informáticas Porto Editora Exercícios do livro: Tecnologias Informáticas Porto Editora 1. Em que consiste uma rede de computadores? Refira se à vantagem da sua implementação. Uma rede de computadores é constituída por dois ou mais

Leia mais

Informática I. Aula 22. http://www.ic.uff.br/~bianca/informatica1/ Aula 22-03/07/06 1

Informática I. Aula 22. http://www.ic.uff.br/~bianca/informatica1/ Aula 22-03/07/06 1 Informática I Aula 22 http://www.ic.uff.br/~bianca/informatica1/ Aula 22-03/07/06 1 Critério de Correção do Trabalho 1 Organização: 2,0 O trabalho está bem organizado e tem uma coerência lógica. Termos

Leia mais

Placa de Rede. Tipos de Redes LAN (Local Area Network) Rede local. MAN (Metropolitan Area Network) Rede Metropolitana

Placa de Rede. Tipos de Redes LAN (Local Area Network) Rede local. MAN (Metropolitan Area Network) Rede Metropolitana Rede de Computadores Parte 01 Prof. André Cardia Email: andre@andrecardia.pro.br MSN: andre.cardia@gmail.com Placa de Rede Uma placa de rede (NIC), ou adaptador de rede, oferece capacidades de comunicações

Leia mais

Escola Profissional Vasconcellos Lebre

Escola Profissional Vasconcellos Lebre CURSO UNIDADE LOCAL DE FORMAÇÃO DURAÇÃO FORMADORA EFA-NS/NÍVEL 3 TEC. INF. GESTÃO DE REDES FT8 PROTOCOLOS DE REDES INSTALAÇÃO E CONFIGURAÇÃO ESCOLA PROFISSIONAL VASCONCELLOS LEBRE 50 HORAS Diogo Lourenço

Leia mais

Redes de Computadores IEEE 802.3

Redes de Computadores IEEE 802.3 Redes de Computadores Ano 2002 Profª. Vívian Bastos Dias Aula 8 IEEE 802.3 Ethernet Half-Duplex e Full-Duplex Full-duplex é um modo de operação opcional, permitindo a comunicação nos dois sentidos simultaneamente

Leia mais

Fundamentos de Redes. Protocolos de Transporte. Djamel Sadok Dênio Mariz. {jamel,dmts}@cin.ufpe.br

Fundamentos de Redes. Protocolos de Transporte. Djamel Sadok Dênio Mariz. {jamel,dmts}@cin.ufpe.br Fundamentos de Redes Protocolos de Transporte Djamel Sadok Dênio Mariz {jamel,dmts}@cin.ufpe.br Cin/UFPE, JUN/2003 1 Internet e TCP/IP Internet Agrupamento de grande quantidade de redes ao redor do mundo,

Leia mais

REDES DE COMPUTADORES Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com.br

REDES DE COMPUTADORES Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com.br - Aula 2 - MODELO DE REFERÊNCIA TCP (RM TCP) 1. INTRODUÇÃO O modelo de referência TCP, foi muito usado pela rede ARPANET, e atualmente usado pela sua sucessora, a Internet Mundial. A ARPANET é de grande

Leia mais

Estrutura de um Rede de Comunicações. Redes e Sistemas Distribuídos. Tarefas realizadas pelo sistema de comunicação. Redes de comunicação de dados

Estrutura de um Rede de Comunicações. Redes e Sistemas Distribuídos. Tarefas realizadas pelo sistema de comunicação. Redes de comunicação de dados Estrutura de um Rede de Comunicações Profa.. Cristina Moreira Nunes Tarefas realizadas pelo sistema de comunicação Utilização do sistema de transmissão Geração de sinal Sincronização Formatação das mensagens

Leia mais

ATM. Redes de Longa Distância Prof. Walter Cunha

ATM. Redes de Longa Distância Prof. Walter Cunha Redes de Longa Distância Prof. Walter Cunha Orientado à conexão Modo assíncrono* Comutação por Células ATM Aplicações que requerem classes de qualidade de serviço diferenciadas Pacotes de tamanho fixo

Leia mais

Fundamentos de Redes de Computadores. Arquitetura TCP/IP Endereçamento das Redes Classes de redes Principais protocolos

Fundamentos de Redes de Computadores. Arquitetura TCP/IP Endereçamento das Redes Classes de redes Principais protocolos Fundamentos de Redes de Computadores Arquitetura TCP/IP Endereçamento das Redes Classes de redes Principais protocolos Histórico O TCP/IP é um padrão de comunicação entre diferentes computadores e diferentes

Leia mais

Redes de Computadores e Teleinformática. Zacariotto 4-1

Redes de Computadores e Teleinformática. Zacariotto 4-1 Redes de Computadores e Teleinformática Zacariotto 4-1 Agenda da aula Introdução Redes de computadores Redes locais de computadores Redes de alto desempenho Redes públicas de comunicação de dados Computação

Leia mais

Modelo OSI, TCP/IP e outros protocolos de comunicação

Modelo OSI, TCP/IP e outros protocolos de comunicação Modelo OSI, TCP/IP e outros protocolos de comunicação 43 O Modelo OSI Para que sistemas diferentes possam comunicar em rede, é necessário garantir que todos eles respeitem as mesmas regras. Para isso,

Leia mais

Redes de Dados. Aula 1. Introdução. Eytan Mediano

Redes de Dados. Aula 1. Introdução. Eytan Mediano Redes de Dados Aula 1 Introdução Eytan Mediano 1 6.263: Redes de Dados Aspectos fundamentais do projeto de redes e análise: Arquitetura Camadas Projeto da Topologia Protocolos Pt - a Pt (Pt= Ponto) Acesso

Leia mais

O endereço IP (v4) é um número de 32 bits com 4 conjuntos de 8 bits (4x8=32). A estes conjuntos de 4 bits dá-se o nome de octeto.

O endereço IP (v4) é um número de 32 bits com 4 conjuntos de 8 bits (4x8=32). A estes conjuntos de 4 bits dá-se o nome de octeto. Endereçamento IP Para que uma rede funcione, é necessário que os terminais dessa rede tenham uma forma de se identificar de forma única. Da mesma forma, a interligação de várias redes só pode existir se

Leia mais

Prof. Luís Rodolfo. Unidade III REDES DE COMPUTADORES E TELECOMUNICAÇÃO

Prof. Luís Rodolfo. Unidade III REDES DE COMPUTADORES E TELECOMUNICAÇÃO Prof. Luís Rodolfo Unidade III REDES DE COMPUTADORES E TELECOMUNICAÇÃO Redes de computadores e telecomunicação Objetivos da Unidade III Apresentar as camadas de Transporte (Nível 4) e Rede (Nível 3) do

Leia mais

Tópicos. Introdução Conexão Camadas Roteamento Comutação Células. Interfaces. Características ATM. LANs Virtuais. Categorias de Serviço.

Tópicos. Introdução Conexão Camadas Roteamento Comutação Células. Interfaces. Características ATM. LANs Virtuais. Categorias de Serviço. Redes ATM Tópicos Introdução Conexão Camadas Roteamento Comutação Células Interfaces Características ATM LANs Virtuais Categorias de Serviço LAN Emulation Introdução a ATM ATM = Asynchronous Transfer Mode

Leia mais

TCP/IP TCP UDP IP HTTP HTTPS FTP TFTP TELNET POP3 IMAP SMTP SNMP DHCP

TCP/IP TCP UDP IP HTTP HTTPS FTP TFTP TELNET POP3 IMAP SMTP SNMP DHCP TCP/IP TCP UDP IP HTTP HTTPS FTP TFTP TELNET POP3 IMAP SMTP SNMP DHCP HTTP (Hypertext Transfer Protocol ) Protocolo usado na Internet para transferir as páginas da WWW (WEB). HTTPS (HyperText Transfer

Leia mais

Capítulo 9 - Conjunto de Protocolos TCP/IP e Endereçamento. Associação dos Instrutores NetAcademy - Julho de 2007 - Página

Capítulo 9 - Conjunto de Protocolos TCP/IP e Endereçamento. Associação dos Instrutores NetAcademy - Julho de 2007 - Página Capítulo 9 - Conjunto de Protocolos TCP/IP e Endereçamento IP 1 História e Futuro do TCP/IP O modelo de referência TCP/IP foi desenvolvido pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DoD). O DoD exigia

Leia mais

REDES ATM DE ALTO DESEMPENHO

REDES ATM DE ALTO DESEMPENHO REDES ATM DE ALTO DESEMPENHO Flávia Oliveira Santos de Sá Lisboa* Introdução O desenvolvimento da tecnologia ATM (Asynchronous Transfer Mode) tinha como principais objetivos integrar em uma única rede

Leia mais

Modelos de Camadas. Professor Leonardo Larback

Modelos de Camadas. Professor Leonardo Larback Modelos de Camadas Professor Leonardo Larback Modelo OSI Quando surgiram, as redes de computadores eram, em sua totalidade, proprietárias, isto é, uma determinada tecnologia era suportada apenas por seu

Leia mais

Introdução ao Protocolo TCP/IP. Prof. Gil Pinheiro UERJ/FEN/DETEL

Introdução ao Protocolo TCP/IP. Prof. Gil Pinheiro UERJ/FEN/DETEL Introdução ao Protocolo TCP/IP Prof. Gil Pinheiro UERJ/FEN/DETEL Introdução ao Protocolo TCP/IP Protocolo Inter Redes Histórico Estrutura do Protocolo TCP/IP Equipamentos de Interconexão Endereçamento

Leia mais

Redes de Computadores. Trabalho de Laboratório Nº7

Redes de Computadores. Trabalho de Laboratório Nº7 Redes de Computadores Curso de Eng. Informática Curso de Eng. de Electrónica e Computadores Trabalho de Laboratório Nº7 Análise do tráfego na rede Protocolos TCP e UDP Objectivo Usar o Ethereal para visualizar

Leia mais

Redes e Serviços em Banda Larga

Redes e Serviços em Banda Larga Redes e Serviços em Banda Larga Redes Locais de Alta Velocidade Paulo Coelho 2002 /2003 1 Introdução Fast Ethernet Gigabit Ethernet ATM LANs 2 Características de algumas LANs de alta velocidade Fast Ethernet

Leia mais

Universidade Tuiuti do Paraná Faculdade de Ciências Exatas. Tecnologia de Análise e Desenvolvimento de Sistemas. TCP/IP x ISO/OSI

Universidade Tuiuti do Paraná Faculdade de Ciências Exatas. Tecnologia de Análise e Desenvolvimento de Sistemas. TCP/IP x ISO/OSI Universidade Tuiuti do Paraná Faculdade de Ciências Exatas Tecnologia de Análise e Desenvolvimento de Sistemas TCP/IP x ISO/OSI A Internet não segue o modelo OSI. É anterior a ele. Redes de Computadores

Leia mais

Revisão. 1.1 Histórico 1.2 Protocolo 1.3 Classificação 1.4 Lan 1.5 Wan

Revisão. 1.1 Histórico 1.2 Protocolo 1.3 Classificação 1.4 Lan 1.5 Wan Tecnologia Revisão 1.1 Histórico 1.2 Protocolo 1.3 Classificação 1.4 Lan 1.5 Wan Comunicação de Dados As redes de computadores surgiram com a necessidade de trocar informações, onde é possível ter acesso

Leia mais

9. Redes Locais ATM. Redes com Integração de Serviços Redes ATM Prof. Augusto Casaca. 1 Capitulo 9

9. Redes Locais ATM. Redes com Integração de Serviços Redes ATM Prof. Augusto Casaca. 1 Capitulo 9 9. Redes Locais ATM 1 2 Desafios ATM é caracterizado por um serviço do tipo CO (Connection Oriented). Nos níveis superiores, os serviços mais utilizados são do tipo CL (Connectionless) 3 9.1 Suporte de

Leia mais

Protocolos. Prof. Wladimir da Costa

Protocolos. Prof. Wladimir da Costa Prof. Wladimir da Costa Introdução Até o presente momento discutimos sobre a infraestrutura de redes (hardware, sistema operacional e cabeamento). Agora vamos ver como realmente é feito a troca de informação

Leia mais

Curso: Sistemas de Informação Disciplina: Redes de Computadores Prof. Sergio Estrela Martins

Curso: Sistemas de Informação Disciplina: Redes de Computadores Prof. Sergio Estrela Martins Curso: Sistemas de Informação Disciplina: Redes de Computadores Prof. Sergio Estrela Martins Material de apoio 2 Esclarecimentos Esse material é de apoio para as aulas da disciplina e não substitui a leitura

Leia mais

Interligação de Redes

Interligação de Redes REDES II HETEROGENEO E CONVERGENTE Interligação de Redes rffelix70@yahoo.com.br Conceito Redes de ComputadoresII Interligação de Redes Quando estações de origem e destino encontram-se em redes diferentes,

Leia mais

Redes de Computadores Concursos de TI

Redes de Computadores Concursos de TI Redes de Computadores Concursos de TI CONCEITOS DE REDES PARTE 1 Prof. Bruno Guilhen Arquitetura e Protocolo de Redes www.concursosdeti.com.br E1 E9 Conceito de Protocolo E2 N1 R1 R3 R2 N5 R4 Como esses

Leia mais

Protocolos de Redes Revisão para AV I

Protocolos de Redes Revisão para AV I Protocolos de Redes Revisão para AV I 01 Aula Fundamentos de Protocolos Conceituar protocolo de rede; Objetivos Compreender a necessidade de um protocolo de rede em uma arquitetura de transmissão entre

Leia mais

M3 Redes de computadores avançado (36 horas - 48 TL)

M3 Redes de computadores avançado (36 horas - 48 TL) M3 Redes de computadores avançado (36 horas - 48 TL) Redes de Comunicação Ano lectivo 2013/2014 Camada de rede do modelo OSI Routers e portos de interface de routers (I) 2 Nesta camada imperam os routers.

Leia mais

Fundamentos dos protocolos internet

Fundamentos dos protocolos internet Fundamentos dos protocolos internet - 2 Sumário Capítulo 1 Fundamentos dos protocolos internet...3 1.1. Objetivos... 3 1.2. Mãos a obra...4 Capítulo 2 Gerenciando... 14 2.1. Objetivos... 14 2.2. Troubleshooting...

Leia mais

UNIVERSIDADE DA BEIRA INTERIOR Faculdade de Engenharia Departamento de Informática

UNIVERSIDADE DA BEIRA INTERIOR Faculdade de Engenharia Departamento de Informática 1 1. Este é o exame de 2ª época. 2. Leia as perguntas com atenção antes de responder. São 100 perguntas de escolha múltipla. 3. Escreva as suas respostas apenas na folha de respostas que é dada em separado.

Leia mais

ESCOLA SECUNDÁRIA C/ 3º CICLO DE MANUEL DA FONSECA, SANTIAGO DO CACÉM

ESCOLA SECUNDÁRIA C/ 3º CICLO DE MANUEL DA FONSECA, SANTIAGO DO CACÉM ANO: 11º Redes de Comunicação ANO LECTIVO: 2008/2009 p.1/8 Componentes de um sistema de comunicações; Sistemas Simplex, Half-Duplex e Full- Duplex; Transmissão de sinais analógicos e digitais; Técnicas

Leia mais