INFORMAÇÃO Nº 0086/2015-GTE 1

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1 PROCESSO : CF-2297/2014 INTERESSADO : Confea ASSUNTO : Estudos sobre o PRONATEC ORIGEM : Comissão de Educação e Atribuição Profissional CEAP (Deliberação n 766/2014-CEAP) INFORMAÇÃO Nº 0086/2015-GTE 1 Trata o processo de Deliberação n 766/2014 da Comissão de Educação e Atribuição Profissional CEAP, que determina à Gerência Técnica GTE, do Confea, efetuar estudo detalhado sobre o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego PRONATEC, abordando, dentre outros aspectos, o seguinte: objetivos; 1) Explicação sobre o programa em si, delimitando sua atuação e detalhando seus 2) Estudo sobre as características dos cursos técnicos que serão ofertados pelo programa, detalhando: 2.1) Se o projeto pedagógico também deve seguir as Diretrizes Curriculares do Ensino Técnico; 2.2) Se os cursos ofertados pelo programa tratam apenas de uma complementação referente ao ensino técnico ou se os egressos receberão certificado de Técnico de Nível Médio; 2.3) Se os cursos ofertados pelo programa deverão atender a carga horária mínima definida pelo Catálogo Nacional de Cursos Técnicos, atentando para o fato que poderão haver cursos de somente um ano; 2.4) Se os egressos (desde que os cursos afetos ao Sistema Confea/Crea), em função das características do curso, terão direito a registro no Crea com as atribuições do Decreto n , de 1985; 3) Verificar se há alguma previsão de ingressantes no programa, detalhando, se for possível, aqueles ingressantes de cursos afetos ao Sistema Confea/Crea; estado; e 4) Verificar se, em relação à previsão solicitada acima, há a previsão de vagas por 5) Outras informações que julgarem pertinentes para o tema. 1. O que é o PRONATEC? Conforme informações fornecidas pelo Ministério da Educação MEC 2, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (PRONATEC) foi criado pelo Governo Federal, em 2011, por meio da Lei n , de 2011 (fls. 09/21), alterado pela Lei n , de 2013, com o objetivo de expandir, interiorizar e democratizar a oferta de cursos de educação profissional e tecnológica no país, além de contribuir para a melhoria da qualidade do ensino médio público. O PRONATEC busca ampliar as oportunidades educacionais e de formação profissional qualificada aos jovens, trabalhadores e beneficiários de programas de transferência de renda. Os cursos, financiados pelo Governo Federal, são ofertados de forma gratuita por instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica e das redes 1 \\Sw08r02\gac2\ATE\2015-Informação\Outros\INF 0086 PC doc 2 Página 1 de 9

2 estaduais, distritais e municipais de educação profissional e tecnológica. Também são ofertantes as instituições do Sistema S, como o SENAI, SENAT, SENAC e SENAR. A partir de 2013, as instituições privadas, devidamente habilitadas pelo Ministério da Educação, também passaram a ser ofertantes dos cursos do Programa. O programa atende, prioritariamente, estudantes de ensino médio da rede pública, inclusive da educação de jovens e adultos; trabalhadores; beneficiários dos programas federais de transferência de renda; e estudante que tenha cursado ensino médio completo em escola da rede pública ou em instituições provadas na condição de bolsista integral. De 2011 a 2014, por meio do PRONATEC, conforme dados divulgados pelo Governo Federal, foram realizadas mais de 8 milhões de matrículas, entre cursos técnicos e de formação inicial e continuada. 2. Objetivos: São os seguintes objetivos do PRONATEC definidos no parágrafo único do art. da Lei n , de 2011: expandir, interiorizar e democratizar a oferta de cursos de educação profissional técnica de nível médio presencial e a distância e de cursos e programas de formação inicial e continuada ou qualificação profissional; fomentar e apoiar a expansão da rede física de atendimento da educação profissional e tecnológica; contribuir para a melhoria da qualidade do ensino médio público, por meio da articulação com a educação profissional; ampliar as oportunidades educacionais dos trabalhadores, por meio do incremento da formação e qualificação profissional; estimular a difusão de recursos pedagógicos para apoiar a oferta de cursos de educação profissional e tecnológica.; e estimular a articulação entre a política de educação profissional e tecnológica e as políticas de geração de trabalho, emprego e renda. 3. Ações para desenvolvimento do PRONATEC: Conforme art. 4 da Lei n , de 2011, o PRONATEC será desenvolvido por meio das seguintes ações: ampliação de vagas e expansão da rede federal de educação profissional e tecnológica; fomento à ampliação de vagas e à expansão das redes estaduais de educação profissional; incentivo à ampliação de vagas e à expansão da rede física de atendimento dos serviços nacionais de aprendizagem; oferta de bolsa-formação, nas modalidades: Bolsa-Formação Estudante; e Bolsa-Formação Trabalhador. financiamento da educação profissional e tecnológica; fomento à expansão da oferta de educação profissional técnica de nível médio na modalidade de educação a distância; Página 2 de 9

3 apoio técnico voltado à execução das ações desenvolvidas no âmbito do Programa; estímulo à expansão de oferta de vagas para as pessoas com deficiência, inclusive com a articulação dos Institutos Públicos Federais, Estaduais e Municipais de Educação; articulação com o Sistema Nacional de Emprego; e articulação com o Programa Nacional de Inclusão de Jovens - PROJOVEM, nos termos da Lei no , de 10 de junho de Cursos: No PRONATEC são oferecidos cursos gratuitos nas escolas públicas federais, estaduais e municipais, nas unidades de ensino do SENAI, do SENAC, do SENAR e do SENAT, em instituições privadas de ensino superior e de educação profissional técnica de nível médio. São três tipos de modalidade de educação profissional e tecnológica oferecidos no programa definidos em lei: de formação inicial e continuada ou qualificação profissional, que são relacionados pelo Ministério da Educação com carga horária mínima de 160 horas; de educação profissional técnica de nível médio; de formação de professores em nível médio na modalidade normal Curso de Qualificação Profissional: Os cursos de qualificação profissional foram incluídos na Lei n , de 1996, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB, pela Lei n , de 2008, e têm o objetivo de propiciar formação inicial e continuada que oportunizam aquisição e/ou complementação de conhecimentos em diversas áreas, permitindo a capacitação e atualização exigida pelo mercado de trabalho. Atendendo ao disposto no 1 do art. 5 da Lei n , de 2011, o Ministério da Educação por meio da Portaria n 899, de 20 de setembro de 2013 (fls. 22/27), aprovou a terceira edição do Guia PRONATEC de Cursos de Formação Inicial e Continuada FIC, revisada e atualizada pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica SETEC. Conforme portaria, são exemplos de cursos de qualificação profissional: Título Eixo Tecnológico Escolaridade Mínima Carga Horária Agente de Aeroporto Infraestrutura Ensino Médio completo 200 Agente de Estação Ferroviária Infraestrutura Ensino Fundamental completo 400 Agente de Limpeza de Aeronaves Infraestrutura Ensino Fundamental completo 160 Agricultor Familiar Recursos Naturais Ensino Fundamental incompleto 200 Aplicador de Revestimento Cerâmico Infraestrutura Ensino Fundamental incompleto 160 Armador de Ferragem Infraestrutura Ensino Fundamental incompleto 200 Auxiliar de Manutenção Predial Infraestrutura Ensino Fundamental incompleto 180 Auxiliar Técnico em Agroecologia Recursos Naturais Ensino Médio incompleto 360 Beneficiador de Minérios Produção Industrial Ensino Fundamental incompleto 160 Carpinteiro de Obras Infraestrutura Ensino Fundamental incompleto 200 Desenhista de Topografia Infraestrutura Ensino Fundamental incompleto 160 Página 3 de 9

4 São cursos que possuem carga horária reduzida e que não conferem um diploma de Técnico e sim uma Certificação para determinada função, impossibilitando, desta forma, o registro no âmbito do Sistema Confea/Crea, mesmo porque são cursos que tem por objetivo a qualificação de mão de obra Curso Técnico de Nível Médio: A Educação Profissional Técnica de Nível Médio possui uma seção específica na LDB são cursos de longa duração, podendo ter carga horária mínima de 800 horas a acima de horas, dependendo da forma ofertada. Ao seu término o aluno recebe um diploma que lhe confere a Habilitação Técnica cursada juntamente com o Ensino Médio ou após a conclusão do mesmo. No caso específico do PRONATEC, conforme 2 do art. 5 da Lei n , de 2011, os cursos submetem-se às diretrizes curriculares nacionais definidas pelo Conselho Nacional de Educação, bem como às demais condições estabelecidas na legislação aplicável, devendo constar do Catálogo Nacional de Cursos Técnicos, organizado pelo Ministério da Educação. Desta forma, os cursos deverão atender a carga horária mínima definida pelo Catálogo Nacional de Cursos Técnicos, bem como ao seu final, os egressos em função das características do curso, terão direito a registro no Crea com as atribuições do Decreto n , de Recentemente, por meio do Edital n 1, de 30 de janeiro de 2015 (fls. 28/36), a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica SETEC/MEC do Ministério da Educação, tornou público o cronograma e demais procedimentos para adesão das instituições de ensino ao Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica SISUTEC, onde o curso ofertado deverá seguir às seguintes condições: estar incluído na relação de cursos técnicos constante do Catálogo Nacional de Cursos Técnicos; estar incluído na relação de cursos técnicos constante do Anexo da Portaria SETEC/MEC nº 01, de 29 de janeiro de 2014, no caso das vagas ofertadas no âmbito da Bolsa- Formação do PRONATEC; e possuir ato autorizativo válido aprovado em órgão competente, conforme a legislação em vigor. Como forma de controle na qualidade dos cursos, o SETEC/MEC somente autoriza a oferta de cursos na Bolsa-Formação Estudante pelas instituições privadas de ensino superior que apresentarem Conceito Preliminar de Curso 3 (CPC) igual ou superior a 3 no curso de graduação em área de conhecimento correlata ao curso técnico a ser ofertado. Essa correlação é feita por meio de tabela de mapeamento, publicada como Anexo da Portaria SETEC/MEC nº 01, de 29 de janeiro de 2014 (fls. 37/54). Desta forma, para ofertar o curso Técnico em Edificações a instituição de ensino deverá ter CPC 3 em um dos seguintes cursos de nível superior: Técnico em Edificações Arquitetura e Urbanismo CST em Construção de Edifícios CST em Controle de Obras Engenharia Civil Engenharia de Fortificação e Construção 3 Índice avaliado e consolidado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), no âmbito do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES), de que trata a Lei nº , de 14 de abril de Página 4 de 9

5 Concluindo: Cabe esclarecer que na Lei n 9.394, de 1996, a educação, como politica geral, é dividida em dois ramos não explícitos, não descritos na lei: a educação formal ou regular, condicionada ao nível de escolaridade e que faz jus a diploma; e a formação inicial e continuada ou qualificação profissional (FIC), que não é condicionada ao nível de escolaridade, não faz jus a diploma e sim a certificado de qualificação técnica. Cursos técnicos devem respeitar as cargas horarias mínimas de 800, ou horas, conforme indicadas para as respectivas habilitações profissionais no Catalogo Nacional de Cursos Técnicos, instituído e mantido pelo MEC. As cargas horarias mínimas dos cursos técnicos foram definidas pelo Conselho Nacional de Educação nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional Técnica de Nível Médio (Resolução CNE/CEB n 6, de 2012). Os cursos FIC estão descritos no Guia PRONATEC de Cursos FIC, elaborado pelo MEC, e devem contar com carga horaria mínima de 160 a 400 horas, conforme disposto na Lei do PRONATEC Matrículas: Segundo dados do Governo Federal, do lançamento, em 2011, até o final de 2014, o PRONATEC obteve como resultados o crescimento de matrículas, a expansão física de redes públicas e melhorias na estruturação pedagógica dos cursos. O número de matrículas chegou a mais de 8 milhões 2,3 milhões em cursos técnicos e 5,8 milhões em cursos de formação inicial e continuada (FIC). Mais de 4 mil municípios foram atendidos, com cerca de 200 cursos técnicos e 600 cursos FIC. A meta oficial é de atingir 18 milhões de matrículas até O MEC aponta que a taxa de abandono dos cursos do programa é de 13% e o total de alunos que não avança no curso é de 7,5% para formação inicial e continuada e de 2,8% para técnicos de nível médio. Com a alteração da Lei n 7.998, de 1990, a União poderá condicionar o recebimento da assistência financeira do Programa de Seguro-Desemprego à comprovação da matrícula e da frequência do trabalhador segurado em curso de formação inicial e continuada ou qualificação profissional, com carga horária mínima de 160 (cento e sessenta) horas. Página 5 de 9

6 Dos dados pesquisados para formulação de respostas à demanda da CEAP, não é possível precisar o número de ingressantes de cursos afetos ao Sistema Confea/Crea. O número de matrículas realizadas é obtido no Sistema Nacional de Informações da Educação Profissional e Tecnológica SISTEC do Ministério da Educação. Conforme informação constante no Relatório de Auditoria Anual de Contas 2013, de agosto/2014, realizada pela Controladoria Geral da União CGE no PRONATEC Bolsa-Formação, atualmente somente a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica SETEC consegue visualizar dados gerenciais do programa de forma integrada, tais como: número de matrículas por estado; número de matrículas por eixo tecnológico, número de matrículas por rede de ensino, os demais usuários do sistema não fazem uso desta ferramenta. Importante salientar que, a exemplo do que ocorre com os cursos ofertados na modalidade à distância (EaD), o diploma pode não fazer menção a forma de oferta (presencial; semi-presencial, concomitante, subsequente ou a distância), tampouco se foi concluído com recursos próprios, FIES ou Bolsa-Formação do PRONATEC. 5. Outras informações: De forma resumida, o programa PRONATEC na sua grande demanda é o financiamento público do ensino em instituições privadas e principalmente nas instituições de ensino dos serviços nacionais de aprendizagem (Sistema S ), condicionada ao atendimento dos seguintes requisitos: atuação em curso de graduação em áreas de conhecimento correlatas à do curso técnico a ser ofertado ou aos eixos tecnológicos previstos no Catálogo Nacional de Cursos Técnicos, organizado pelo Ministério da Educação; Página 6 de 9

7 excelência na oferta educativa comprovada por meio de índices satisfatórios de qualidade, nos termos estabelecidos em ato do Ministro de Estado da Educação; promoção de condições de acessibilidade e de práticas educacionais inclusivas. Em uma leitura completa da Lei n , de 2011, é possível verificar que além de instituir o programa PRONATEC e alterar diversas leis visando a obtenção de recursos para o seu financiamento, a lei autoriza os serviços nacionais de aprendizagem (Sistema S ) a criar instituições de educação profissional técnica de nível médio, de formação inicial e continuada e de educação superior, observada a competência de regulação, supervisão e avaliação da União. Além disso, as instituições de educação dos serviços nacionais de aprendizagem terão autonomia, com autorização do órgão colegiado superior do respectivo departamento regional da entidade, para: criação de cursos superiores de tecnologia, na modalidade presencial; alteração do número de vagas ofertadas nos cursos superiores de tecnologia; criação de unidades vinculadas, nos termos de ato do Ministro de Estado da Educação; e registro de diplomas Relatório de Auditoria Anual de Contas 2013: No Relatório de Auditoria Anual de Contas 2013 (fls. 55/120), de 27 de agosto de 2014, realizada pela Controladoria Geral da União CGU para avaliar os controles internos instituídos pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica SETEC na Ação de Governo 20RW Apoio a Formação Profissional e Tecnológica (PRONATEC Bolsa-Formação), as informações apresentadas são bem discrepantes com os dados divulgados pelo Governo Federal. Conforme relatório, o número absoluto de beneficiários do PRONATEC Bolsa- Formação distribuídos por rede de ensino ofertante no período de 2011 a maio de 2014 é a seguinte: Redes de Ensino Total Geral SENAI SENAC Rede Federal Rede Privada Rede Estadual SENAR SENAT Rede Municipal Total Geral , Fonte: SETEC Data de Referência 31/05/2014 Do total de beneficiários do programa, constatamos que 71,37% das matrículas estão concentradas nos serviços nacionais de aprendizagem (Sistema S ) e 9,37% na rede privada de ensino. Página 7 de 9

8 Desse total, o número absoluto de beneficiários do PRONATEC Bolsa-Formação, distribuídos por rede ofertante e por cursos FIC e Técnicos no mesmo período é a seguinte: Parceiro Ofertante Curso FIC Técnico Total Geral SENAI SENAC Rede Federal Rede Privada Rede Estadual SENAT SENAR Rede Municipal Total Geral Fonte: SETEC Data de Referência 31/05/2014 De acordo com a base de dados da SETEC, de 2011 a maio de 2014, foram ofertados 638 cursos FIC e 158 cursos técnicos para de beneficiários do Programa Bolsa-Formação, distribuídos em 13 eixos tecnológicos: Ambiente e Saúde; Controle e Processos Industriais; Desenvolvimento Educacional e Social; Gestão e Negócios; Informação e Comunicação; Infraestrutura; Militar; Produção Alimentícia; Produção Cultural e Design; Produção Industrial; Recursos Naturais; Segurança; e Turismo, Hospitalidade e Lazer. O gráfico a seguir apresenta a distribuição dos cursos Técnicos por eixo tecnológico, evidenciando uma predominância de bolsas-formação em cursos do eixo Gestão e Negócios. Nos principais eixos cujas profissões são regulamentadas e fiscalizadas pelo Sistema Confea/Crea (Controle e Processos Industriais, Infraestrutura, Produção Industrial e Recursos Naturais) há um total de matrículas. Fonte: SETEC Data de Referência 31/05/2014 Dos Achados da Auditoria n , no item Avaliação dos Controles Internos Administrativos, chamam a atenção os seguintes itens: (fl. 85) Página 8 de 9

9 Termos de Adesão/Cooperação das redes de ensino não possuem cláusulas que detalhem metas, prazos, garantias, padrões de qualidade e especificações dos cursos. Os termos não estão disponíveis à sociedade, dificultando o controle social (fl. 98) Os critérios de seleção, contratação e remuneração dos profissionais que trabalham nos cursos do PRONATEC Bolsa-Formação carecem de padrões pré-definidos de qualidade (fl. 101) Problemas de operacionalização do Sistema dificultam a aferição do alcance dos resultados quantitativos da Bolsa-Formação. Como guardião do padrão de qualidade da oferta do ensino ofertado no país, a atividade reguladora do Ministério da Educação tem duas vertentes principais: regulação e supervisão. Conforme manifestação do Conselho Nacional de Educação CNE, não cabe aos conselhos de fiscalização profissional definir condições de funcionamento de cursos e programas educacionais, competindo aos órgãos de fiscalização do exercício profissional a definição das atribuições profissionais correspondentes, a partir da respectiva lei de regulamentação da profissão. Os achados do da Controladoria Geral da União CGU são importantes, mas temas relacionados a formação acadêmica, regulação e supervisão da educação competem ao Ministério da Educação, enquanto temas relacionados ao exercício profissional são de competência dos Conselhos Profissionais. É a nossa informação. Brasília, 14 de abril de ADILSON JOSÉ DE LARA Analista Mat. 432 Página 9 de 9

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