As Estratégias dos Agricultores Familiares e o Desenvolvimento Sustentável Na Região Central do RS.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "As Estratégias dos Agricultores Familiares e o Desenvolvimento Sustentável Na Região Central do RS."

Transcrição

1 As Estratégias dos Agricultores Familiares e o Desenvolvimento Sustentável Na Região Central do RS. Pedro Selvino Neumann, Dr. 1 Resumo O presente artigo identifica as diferentes estratégias (re)produtivas dos agricultores familiares localizados no Rebordo da Serra Geral do Conselho Regional de Desenvolvimento do Centro do Estado do Rio Grande do Sul, analisando o seu impacto sobre o desenvolvimento sustentável da referida região. A pesquisa foi realizada nos 34 municípios do COREDE-Centro 2. A base metodológica utilizada foi a Análise Diagnóstico de Sistemas Agrários, complementada com as técnicas de pesquisa da Análise Multivariada e de técnicas de levantamento de dados (censos municipais). Palavras-Chaves: Agricultura Familiar; Desenvolvimento Regional; Desenvolvimento Sustentável 1. A Identificação de Espaços Agrários Homogênios A evolução histórica da ocupação social revela a formação de dois grandes sistemas agrários na ocupação econômica da região central do RS: (a) o sistema de campo natural, tanto na Depressão Central quanto nos Campos do Planalto, onde se desenvolveu a pecuária extensiva em grandes propriedades; e (b) o sistema agrário da Mata na Região do Rebordo da Serra Geral, onde se estabeleceu a agricultura colonial, baseada na pequena propriedade familiar. A pergunta que orienta a estruturação deste artigo refere-se às atuais diferenças de ocupação e utilização do solo, às condições agroecológicas, às características culturais da área em estudo, e às características e estratégias produtivas dos diferentes atores sociais presentes. A existência, em um mesmo espaço agrário, de um mosaico de diferentes atores sociais e de agricultores com tecnologias, recursos e produções diversas, é fruto do histórico de ocupação, mas também do atual processo de transformação pelo qual passa o meio rural e a agricultura da região. Identificar e compreender esta diferenciação é uma condição importante para se propor alternativas de desenvolvimento. A identificação de espaços agrários homogêneos (zonificação) ocorreu em duas etapas. A primeira etapa abrangeu a delimitação de zonas fisiográficas, e a segunda o estabelecimento de grupos homogêneos de municípios, de acordo com as condições agrícolas e socioeconômicas. A segunda etapa objetivou testar a coerência na classificação de cada município de acordo com o zoneamento estabelecido na primeira etapa e, também, verificar a existência de outras regiões homogêneas, conforme as características agrícolas e socioeconômicas. Na identificação de grupos homogêneos de municípios foram utilizadas técnicas de Análise Multivariada (Análises Fatoriais seguidas das Análises de Agrupamento), utilizando-se, para tal, o programa de estatística "STATISTICA" Determinação das Zonas Fisiográficas Homogêneas Para delimitação de zonas fisiográficas utilizou-se a técnica de sobreposição de mapas temáticos. Após, procedeu-se à distribuição dos municípios em cada zona fisiográfica identificada, de acordo com a localização da maior parte de seu território. A sobreposição dos mapas temáticos 1 Professor Adjunto do departamento de Extensão Rural da UFSM. 2 Localiza-se na região central do Estado, abrangendo uma área de ,53 Km², o que representa 11,61% da área total do Estado do RS

2 existentes (solos, relevo, vegetação) permite a identificação de, no mínimo, três zonas, sendo que, a cada uma corresponde uma paisagem agrícola característica (Figura 01). A zona do Planalto será chamada de Zona I. Nela há predomínio de médias e grandes propriedades, as quais desenvolvem uma agricultura modernizada, com destaque para a cultura da soja e do milho mesclada com a atividade de pecuária de corte. A zona da Serra, logo abaixo da Zona I, será denominada Zona II. É ocupada pela imigração italiana e alemã, caracterizando-se pela agricultura familiar de pequeno porte. A agricultura é bastante diversificada, predominando os sistemas de produção com base no fumo, na batata inglesa, no feijão e no milho. A zona plana, localizada na Depressão Central do Estado, será chamada de Zona III, é a tradicional região de campos. Nesta zona coexistem uma agricultura modernizada, com destaque para a cultura do arroz, e um número expressivo de latifúndios com pecuária extensiva. ZONA I: PLANALTO ZONA II: REBORDO DA SERRA ZONA III: DEPRESSÃO CENTRAL FIGURA1: Zonas Fisiográficas Homogêneas do COREDE-Central, RS.

3 1.2. Determinação de Microrregiões Homogêneas A determinação de microrregiões homogêneas implicou a seguinte seqüência de procedimentos 3 : - Levantamento de variáveis básicas para caracterização sócio-econômica dos municípios 4 ; - Seleção de variáveis discriminantes para diferenciação das microrregiões com base na importância da variável para a região e grau de diferenciação de cada variável com base em Análises Fatoriais em blocos de variáveis 5 ; - análise fatorial da matriz de dados com o objetivo de extrair escores fatoriais para posterior análise de agrupamento; - análise de agrupamentos (análise de clusters). 6 Por meio da análise de agrupamentos os municípios foram agrupados conforme o grau de similaridade nos diferentes fatores. Nas análises de agrupamento foram realizadas várias simulações com a finalidade de testar a coerência dos agrupamentos formados; e - classificação dos municípios novos 7. A análise de agrupamentos revelou que, numa aproximação genérica, há coincidência entre o zoneamento fisiográfico e o sócio-econômico mas, neste caso observa-se baixo grau de diferenciação entre grupos e alto grau de diferenciação interna nos grupos formados. Nestas circunstâncias, para obter uma caracterização adequada requer-se diferenciações com menor nível de agregação. As diversas simulações evidenciam que obtém-se uma boa aproximação da diversidade com a distinção de 6 grupos (cada grupo correspondendo a uma microrregião), como a que se obtém quando se consideram os quatro fatores selecionados 8. Adotando-se este agrupamento, observa-se que a utilização de indicadores socioeconômicos aponta para a necessidade de diferenciar microrregiões dentro da Zona II, conforme evidenciado na figura 2. 3 A seqüência metodológica é apresentada, aqui, de modo abreviado. Um detalhamento dos procedimentos adotados e dos resultados alcançados em cada fase do processo pode ser obtido com consulta à Neumann (2003). 4 Nesta etapa foram construídas mais de 120 variáveis abrangendo estrutura fundiária, principais produtos agrícolas, produção animal, condição do produtor, grupo de atividades econômicas, percentual de pessoal ocupado por categoria de trabalhador, variáveis do inventário florestal contínuo, produto interno bruto, crescimento da população, densidade demográfica e variáveis de eficiência. 5 As variáveis selecionadas abrangem características fundiárias (6 variáveis), produtos agrícolas (7 variáveis), produção animal (3 variáveis), inventário florestal (4 variáveis), atividades econômicas (5 variáveis), condição do produtor (1 variável) e ocupação (1 variável). Além destas variáveis foram selecionadas variáveis complementares para a caracterização dos municípios. São 16 variáveis, muitas das quais indicadores econômicos como o PIB agropecuário, PIB industrial e PIB serviços. 6 A Análise de Agrupamentos é uma técnica empregada na classificação de observações (ou variáveis) em grupos homogêneos, quando há mais de uma dimensão a ser considerada simultaneamente. 7 No caso dos municípios novos foi utilizado só uma parte da matriz de dados, uma vez que ainda não se dispõe de muitas informações sobre os mesmos. 8 Cada fator é uma síntese/combinação diferente do conjunto de variáveis utilizadas, assim no fator 1 o maior poder de discriminação são das variáveis relacionas a estrutura fundiária de pequenas propriedades e as atividades a elas associadas, no fator 2 são as variáveis relacionadas as grandes propriedades e atividades a elas associadas, no fator 3 o maior poder de discriminação são das variáveis relacionadas ao cultivo do arroz e do milho e no fator 4 são as variáveis relacionadas ao cultivo da batata-inglesa

4 Planalto Campanha Alemães Arroz Silveira Martins FIGURA 02: Microrregiões Homogêneas do COREDE-Centro, RS 2. Breve Caracterização das Microregiões Identificadas Os Grupos B, C, D e E são formados pelos municípios da Zona II (Região do Rebordo da Serra Geral), com exceção do município de São Pedro (do Grupo B) que é originário da Zona III. Este resultado indica que também este município, por suas características agrícolas e sócio econômicas, deveria ser incluído na Zona II. Os referidos grupos têm como características principais uma estrutura fundiária de pequenas e médias propriedades e uma agricultura diversificada O Grupo B é formado por municípios originários da Quarta Colônia Italiana, distinguindo-se entre os da Zona II por apresentarem uma estrutura fundiária com a presença de propriedades maiores e por apresentarem uma matriz produtiva muito diversificada (policultura) com a presença de todas as atividades, com destaque para a cultura do milho (a maior expressão na Região), o feijão, o leite, o fumo, a soja e, também, estabelecimentos com lavoura permanente (pecuária de corte). Tal grupo

5 caracteriza-se, também, por apresentar os menores valores em termos de PIB/per capita, PIB agropecuário/população rural, PIB agropecuário/km 2 e densidade demográfica entre os grupos da Zona II.Dois subgrupos distintos podem ser observados no interior deste grupo. Um subgrupo formado pelos municípios de Nova Palma, Pinhal Grande, Ivorá e Toropi que se aproximam mais das características dos municípios da Zona I (Grupo A) e que apresentam uma matriz produtiva mais diversificada, e um subgrupo formado pelo restante dos municípios (São Pedro, Mata, Jaguari e Nova Esperança) que guardam mais semelhanças com a Zona III, região da Campanha (Grupo F). O grupo C é representado, exclusivamente, pelo município de Silveira Martins, município sede da Quarta Colônia, que apresenta uma estrutura fundiária muito próxima aos municípios do Grupo B, diferenciando-se, contudo, por sua matriz produtiva, especializada na atividade da batata inglesa e na atividade leiteira, e pela pouca superfície de mata nativa. Outros municípios destacam-se também na produção da batata inglesa (Ivorá, São Martinho da Serra e Júlio de Castilhos), entretanto, nenhum apresenta as características de Silveira Martins. O referido município possui o maior PIB/per capita, formado, praticamente, pelo PIB agrícola. Também possui o maior PIB Agrícola e VAA/Km entre todos os municípios do COREDE Centro/RS. Estes expressivos valores talvez encontrem explicação no fato da maioria dos agricultores possuírem áreas de cultivo de batatinha em outros municípios da Região. O município destaca-se ainda pelo alto crescimento da população rural. O Grupo D é formado pelos municípios especializados no cultivo do arroz. Embora a atividade de arroz seja a atividade mais importante do COREDE - Central, este pequeno grupo de municípios apresenta a peculiaridade de depender, quase que exclusivamente, dessa atividade. É composto por municípios da Quarta Colônia Italiana, localizados entre a Colônia Alemã de Santo Ângelo e a Colônia Italiana. São municípios que apresentam claramente duas zonas distintas de paisagem agrícola: a área serrana (de morro), onde se desenvolve predominantemente a cultura do fumo de galpão, e a área de várzeas, com o cultivo do arroz. É a Microrregião que concentra o maior número de estabelecimentos de 20 a 50 hectares (49,9% dos estabelecimentos), e possui ótimos indicadores de eficiência produtiva (PIB/Per Capita, PIB Agropecuário e VAA/Km). Apresenta, igualmente, uma alta percentagem da superfície ocupada por florestas nativas (média de 41 % do território). O grupo E é formada pelos municípios que integravam a antiga Colônia Alemã de Santo Ângelo. Os municípios que formam este grupo apresentam a mesma paisagem agrícola do grupo anterior (Grupo D), diferenciando-se, entretanto, pelo fato de sofrerem maior influência da Zona Serrana. É o grupo que apresenta a maior percentagem de superfície ocupada com florestas nativas (média de 49,5%) e com a maior presença de propriedades menores de 20 hectares (40% dos estabelecimentos). A matriz produtiva é caracterizada pela forte presença da cultura do fumo de estufa, tendo a cultura do arroz como a segunda atividade mais importante. O grupo caracteriza-se por ser constituído por municípios eminentemente rurais (78,4% da população, o maior contingente de população rural do COREDE-Central), pelo uso intensivo dos solos, apresentando o mais elevado VAA/Km se for considerada a Superfície Agrícola Útil (um valor sete vezes maior que o obtido pelos municípios do Planalto e cinco vezes maior que o dos municípios da Campanha), pela alta densidade demográfica (19 habitantes/km) e o maior crescimento populacional da Região. Assim como os municípios do Grupo D, este grupo possui os melhores indicadores de eficiência produtiva. Contraditória e diferentemente dos municípios do Grupo D, apresenta os piores índices de IDH e ISMA, provavelmente pelo pouco desenvolvimento de seus centros urbanos.

6 TABELA 01: Média das Variáveis de cada Grupo de Municípios VARIÁVEIS Planalto A Policultura B Silveira C Arroz D Alemães E Campanha F Unidades de até 5 ha 0,3 0,8 1,9 1,4 4,6 0,4 U. de 5 a 10 ha 0,9 2,8 4,9 4,8 9,5 0,9 U ha 2,5 10,1 14,7 13,8 21,6 2,7 U ha 8,4 31,9 44,3 49,9 41,0 8,2 U ha 8,8 22,7 28,4 25,2 14,7 9,3 U ha 23,7 9,8 0,0 0,0 2,2 21,7 U ha 21,3 5,8 0,0 0,0 1,7 19,6 U. mais de ,0 1,0 0,0 0,0 0, VAA do Arroz VAA da Batata Inglesa VAA do Fumo VAA do Milho VAA da Soja VAA do Trigo VAA do Feijão Bovinos/Km Suínos/Km Área de Floresta Nativa Área Agrícola Área de Solo Exposto Área de Campo Estabelec. De Pecuária 41,2 14,3 9,9 9,3 3,6 35,9 Arrendatários 7,0 3,3 2,7 5,9 7,9 10,2 Empreg. Permanentes 9,9 2,3 0,3 2,0 1,2 17,2 TABELA 02: Médias das Variáveis Complementares de Cada Grupo Variáveis Planalto Policultura Silveira Arroz Alemães Campanha PIB AGRO 37,4 35,9 58,8 26,6 48,0 30,2 PIB INDUSTRIA 7,9 14,4 1,9 20,3 12,6 17,1 PIB SERVIÇOS 54,7 49,7 39,3 53,1 39,3 52,6 POP. RURAl 49,7 56,6 60, ,1 HAB/Km 3, , ,7 PIB/PERCAPITA PIB.AGRO/Pop.Rural PIB.A/Km VAA/Km VAA/SAL IDH 0,73 0,69 0,70 0,72 0,68 0,71 ISMA CRESC. TOTAL -0,1-0,5 1,23-2,9 1,7-0,7 CRESC. RUR.AL -0,7-2,1 2,4-3,98 1,6-2,3

7 CRESC. URBANO -3,0 2,3-1,38-0,34 2,9 0,28 3. As Estratégias Produtivas do Agricultores Familiares A Zona do reborda da Serra Geral, objeto do presente estudo, é formada por 16 municípios que se originaram da implantação de duas colônias oficiais (provinciais, com o apoio do Império): a Colônia Alemã de Santo Ângelo 9, e a Colônia de Silveira Martins 10. Foi a partir da expansão dessas duas colônias, com a criação de núcleos e também de colônias particulares, que se povoou todo o Rebordo da Serra Geral da Região. A agricultura colonial caracterizava-se, fundamentalmente, por ser uma agricultura baseada na própria força de trabalho familiar (em contraste com as grandes propriedades baseadas na mão de obra escrava), pelo desenvolvimento de uma gama variada de atividades (cultivos) nas unidades de produção, pelo processamento de grande parte dos produtos agrícolas na própria unidade de produção ou na comunidade local e pelo estabelecimento de uma vasta rede de casas comerciais no âmbito local/regional. Os produtos cultivados pelos imigrantes europeus e a tecnologia desenvolvida no processo produtivo agrícola não se diferenciavam muito em relação aos tipos de cultivos e às técnicas empregadas pelos índios e posseiros que anteriormente ocupavam as áreas agora reservadas aos colonos. A agricultura itinerante 11, praticada pelos imigrantes, guarda semelhanças, também, com a agricultura desenvolvida na Europa, antes da primeira revolução agrícola. Para os colonos, essa técnica empregada na Região até há pouco tempo era importante para recuperar a força (fertilidade) da terra e era um processo muito importante no combate a doenças e ervas daninhas, principalmente as gramíneas que infestavam as lavouras após anos seguidos de cultivo. Durante o período colonial, um grupo de atividades produtivas esteve no centro das relações comerciais das colônias: é caso do feijão, o milho, a criação de porcos para banha, o cultivo do tabaco, o arroz, a cana de açúcar, a batata inglesa, o trigo e a alfafa. A diversificação da produção, além de ter sido uma estratégia de auto-suficiência alimentar, parece ter sido uma estratégia de diminuir o risco frente às oscilações dos preços dos produtos agrícolas da época. Como algumas atividades eram altamente concorrentes pela mesma mão de obra, o incremento de uma ou outra dependia das condições do mercado. Embora tenha havido diferenças entre a agricultura praticada na Colônia Alemã e na Italiana, acabou ocorrendo, pela proximidade das colônias, uma influência mútua, principalmente da alemã, já instalada, sobre a nova Colônia Italiana. Assim, com algumas diferenças nas atividades comerciais, não existiam grandes diferenciações no sistema agrário na Região do Rebordo da Serra ocupado pela agricultura colonial. Esse tipo de agricultura predominou, na Região, por um período de mais de cem anos, o seu declínio está associado à modernização agrícola ocorrida no Rio Grande do Sul a partir da década de 1960/70. Do ponto de vista das estratégias de reprodução, no primeiro período de expansão, no final do Século XIX, ocorreu um avanço sobre as áreas particulares que não haviam sido loteadas, mas já no início do Século XX esta possibilidade, praticamente, se esgotou. A partir daí, ocorreu um verdadeiro 9 Criada a partir de1857, na região dos atuais municípios de Agudo, Paraíso do Sul, parte de D. Francisca e Cachoeira 10 Criada a partir de 1878 e atualmente conhecida como Quarta Colônia Italiana, nos municípios de Santa Maria e Silveira Martins 11 O processo consistia a cada ano, de se abrir uma roça de aproximadamente 0,5 a 1 hectare, sendo cultivado fumo nos dois primeiros anos e por mais dois anos feijão e milho, deixando-se depois a terra em descanso por um período de 7 a 15 anos antes de plantá-la novamente

8 enxameamento 12 dos colonos. São grandes as levas de descendentes de imigrantes alemães e italianos que partem em busca de terras mais distantes. Já nas décadas de 1970/80 foi forte a migração para as cidades que ofertavam empregos urbanos (principalmente as fábricas de sapatos), como Farroupilha, Canoas e Porto Alegre. Neste período, ocorreu também uma significativa migração pela busca de áreas de arroz nos municípios da Campanha. A partir da década 80, fecham-se cada vez mais as oportunidades de empregos, e começa a se acentuar as diferentes estratégias (re)produtivas utilizados pelos agricultores familiares da região, resultando daí em uma acentuada diferenciação entre os municípios da referida região. Essa diferenciação pôde ser comprovado através da técnica da análise de agrupamentos (análise multivariada) 13, pois enquanto os municípios da zona do Planalto (Zona I) e da Campanha (Zona II) formam dois grupos coerentes de municípios, os municípios do Rebordo da Serra (Zona III), aglutinam-se em 4 distintos grupos: a Microrregião da Policultura (Grupo A), formada por municípios originários da Colonização Italiana e apresenta, como particularidade, uma estrutura fundiária com o predomínio de unidades de produção de porte médio e uma matriz produtiva bastante diversificada; a Microrregião da Batatinha (Grupo B), formada por um único município (antiga sede da Colônia Italiana), é muito semelhante à microrregião dos municípios da Policultura, mas distingue-se por apresentar uma matriz produtiva altamente especializada na batatinha; a Microrregião do Arroz (Grupo C), localizada na zona de transição entre a Colônia Italiana e a Alemã, apresenta como particularidade uma estrutura fundiária com o amplo predomínio de pequenas unidades de produção e a ocorrência de uma matriz produtiva especializada no cultivo do arroz, havendo, em menor escala, o cultivo do fumo; e a Microrregião de Colonização Alemã (Grupo D), que tem uma estrutura fundiária semelhante à Microrregião do Arroz, e também apresenta uma matriz produtiva com duas culturas principais - o fumo e o arroz predominando, entretanto, a cultura do fumo. 4. Considerações Finais Na Microrregião da Policultura (antiga região da Colônia Italiana) ocorreu uma reconcentração fundiária, com o aumento da área média por unidade de produção, o que permitiu, associado ao sistema de plantio direto (com o uso intensivo de herbicídas), continuar utilizando a estratégia da diversificação da produção. Outra estratégia amplamente utilizada pela microrregião para aumentar a superfície de área útil (e para contornar a legislação ambiental) é transformação das áreas de capoeira e de mata secundária em áreas de campo. Pode ser observado também, o aumento de unidades de produção só com idosos (aposentados), e, em algumas comunidades, uma forte masculinização da população rural. Na região da Colônia Alemã ocorreu uma especialização produtiva (fumo de estufa nas regiões serras e o arroz nas áreas de várzeas). Esta estratégia, associada ao uso de herbícidas na cultura do fumo (somadas às restrições legais ao desmatamento), foi responsável por um considerável incremento na área de mato da microrregião 14, pelo aumento da população rural e pela diminuição do tamanho média das unidades produtivas. Na Microrregião do Arroz, a especialização no cultivo (intensivo) do arroz provocou uma enorme valorização das terras e também um intenso fracionamento dos lotes. Fato, que por sua vez, acaba conformando unidades de produção com áreas muito fragmentadas (3 a 6 lotes dispersos) e com formatos anacrônicos dos lotes 15. Aspectos que aumentam consideravelmente os 12 É o termo usado por Jean Rouche para designar o deslocamento de pessoas de um meio rural para outro, motivados pelo excesso de população e/ou esgotamento da terra. 13 que teve como base uma matriz de dados formadas por mais de 120 variáveis sócio-econômicas da região (fontes do IBGE, FEE, Inventário Florestal) 14 mais de 50 % da superfície total da região é coberta por mato nativo. 15 Muito estreitos e compridos ou seja, com 30 a 90 metros de larguras por 800 a 1600 metros de comprimento.

9 custos de produção, e, a estratégia dos agricultores, perante a ameaça de exclusão, é o aumento da produtividade física através da intensificação do sistema e da ampliação da superfície de área cultivada, majorando assim, ainda mais, o nível de fragmentação das lavouras, o que se torna um caminho para a insustentabilidade do sistema. 5. BIBLIOGRAFIA DUFUMIER, M. Les projets de développement agricole: Manual d expertise. Paris: Ed. Khartala/CTA, 1996 FEE- Fundação De Economia E Estatística. Dados Econômicos dos Municípios do Estado do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, GARCIA FILHO, D. P.. Guia Metodológico Diagnóstico de Sistemas Agrários. Brasília, FAO/INCRA, 1999 IBGE. Dados do Censo Econômico e Agropecuário. Brasília,1996 NEUMANN, P. S. O Impacto da Fragmentação e do Formato das Terras nos Sistemas Familiares de Produção. Florianópolis, Tese (Doutorado em Engenharia de Produção) Programa de Pósgraduação em Engenharia de Produção, EPS UFSC, SPONCHIADO, Breno Antoni. Imigração & 4 a Colônia. Nova Palma & Pe. Luizinho. Universidade Federal de Santa Maria. Santa Maria, p. WERLANG, Willian. História da Colônia Santo Ângelo. Pallotti, Santa Maria, p.

TIPOLOGIA DOS ESTABELECIMENTOS RURAIS DO MUNICÍPIO DE PARAÍSO DO SUL

TIPOLOGIA DOS ESTABELECIMENTOS RURAIS DO MUNICÍPIO DE PARAÍSO DO SUL TIPOLOGIA DOS ESTABELECIMENTOS RURAIS DO MUNICÍPIO DE PARAÍSO DO SUL Andréia Furtado da FONTOURA 1 Pedro Selvino NEUMANN 1 Andréia Nunes Sá BRITO 1 Carla Patrícia Noronha DORNELLES 1 Marcos DIEHL 1 Michelle

Leia mais

Atlas Digital de MINAS GERAIS 1 de 18

Atlas Digital de MINAS GERAIS 1 de 18 Atlas Digital de MINAS GERAIS 1 de 18 Características Agropecuárias A sociedade brasileira viveu no século XX uma transformação socioeconômica e cultural passando de uma sociedade agrária para uma sociedade

Leia mais

Domínios Morfoclimáticos

Domínios Morfoclimáticos Domínios Morfoclimáticos Os domínios morfoclimáticos representam a interação e a integração do clima, relevo e vegetação que resultam na formação de uma paisagem passível de ser individualizada. Domínios

Leia mais

Brasil e suas Organizações políticas e administrativas. Brasil Atual 27 unidades político-administrativas 26 estados e distrito federal

Brasil e suas Organizações políticas e administrativas. Brasil Atual 27 unidades político-administrativas 26 estados e distrito federal Brasil e suas Organizações políticas e administrativas GEOGRAFIA Em 1938 Getúlio Vargas almejando conhecer o território brasileiro e dados referentes a população deste país funda o IBGE ( Instituto Brasileiro

Leia mais

Estrutura Populacional e Indicadores socioeconômicos

Estrutura Populacional e Indicadores socioeconômicos POPULAÇÃO BRASILEIRA Estrutura Populacional e Indicadores socioeconômicos Desde a colonização do Brasil o povoamento se concentrou no litoral do país. No início do século XXI, a população brasileira ainda

Leia mais

Serviço Nacional de Aprendizagem Rural PROJETO FIP-ABC. Produção sustentável em áreas já convertidas para o uso agropecuário (com base no Plano ABC)

Serviço Nacional de Aprendizagem Rural PROJETO FIP-ABC. Produção sustentável em áreas já convertidas para o uso agropecuário (com base no Plano ABC) Serviço Nacional de Aprendizagem Rural Serviço Nacional de Aprendizagem Rural PROJETO FIP-ABC Produção sustentável em áreas já convertidas para o uso agropecuário (com base no Plano ABC) Descrição do contexto

Leia mais

Roteiro de visita a campo

Roteiro de visita a campo Roteiro de visita a campo 4Fs Brasil - The Forest Dialogue (TFD) 11-14 Novembro 2012, Capão Bonito, Brasil Dia 1 Domingo, 11 de Novembro 8:00 Saída dos hotéis 8:30 Chegada ao IDEAS e informações sobre

Leia mais

O MATOPIBA e o desenvolvimento "destrutivista" do Cerrado

O MATOPIBA e o desenvolvimento destrutivista do Cerrado O MATOPIBA e o desenvolvimento "destrutivista" do Cerrado Paulo Rogerio Gonçalves* No dia seis de maio de 2015 o decreto n. 8447 cria o Plano de Desenvolvimento Agropecuário do Matopiba e seu comitê gestor.

Leia mais

Mudanças percebidas nos ecossistemas rurais do município de Bambuí/MG, face à implantação de uma usina alcooleira na região¹

Mudanças percebidas nos ecossistemas rurais do município de Bambuí/MG, face à implantação de uma usina alcooleira na região¹ IV Semana de Ciência e Tecnologia do IFMG campus Bambuí, IV Jornada Científica, 06 a 09 de dezembro de 2011 Mudanças percebidas nos ecossistemas rurais do município de Bambuí/MG, face à implantação de

Leia mais

Programa de Produção Sustentável de Óleo de Palma no Brasil. Programa de Produção Sustentável de Óleo de Palma no Brasil

Programa de Produção Sustentável de Óleo de Palma no Brasil. Programa de Produção Sustentável de Óleo de Palma no Brasil Programa de Produção Sustentável de Óleo de Palma no Brasil Objetivo: Disciplinar a expansão da produção de óleo de palma no Brasil e ofertar instrumentos para garantir uma produção em bases ambientais

Leia mais

CADERNO DE ATIVIDADES

CADERNO DE ATIVIDADES COLÉGIO ARNALDO 2014 CADERNO DE ATIVIDADES GEOGRAFIA ATENÇÃO: Este trabalho deverá ser realizado em casa, trazendo as dúvidas para serem sanadas durante as aulas de plantão. Aluno (a): 5º ano Turma: Professora:

Leia mais

10º LEVANTAMENTO DE SAFRAS DA CONAB - 2012/2013 Julho/2013

10º LEVANTAMENTO DE SAFRAS DA CONAB - 2012/2013 Julho/2013 10º LEVANTAMENTO DE SAFRAS DA CONAB - 2012/2013 Julho/2013 1. INTRODUÇÃO O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), realiza sistematicamente

Leia mais

Novo retrato da agricultura familiar em Santa Catarina

Novo retrato da agricultura familiar em Santa Catarina Novo retrato da agricultura familiar em Santa Catarina Resumo Lauro Mattei Professor dos cursos de Graduação e de Pós-Graduação do Departamento de Economia da UFSC. E-mail: mattei@cse.ufsc.br Este artigo

Leia mais

1) INSTRUÇÃO: Para responder à questão, considere as afirmativas a seguir, sobre a Região Nordeste do Brasil.

1) INSTRUÇÃO: Para responder à questão, considere as afirmativas a seguir, sobre a Região Nordeste do Brasil. Marque com um a resposta correta. 1) INSTRUÇÃO: Para responder à questão, considere as afirmativas a seguir, sobre a Região Nordeste do Brasil. I. A região Nordeste é a maior região do país, concentrando

Leia mais

7ºano 2º período vespertino 25 de abril de 2014

7ºano 2º período vespertino 25 de abril de 2014 GEOGRAFIA QUESTÃO 1 A Demografia é a ciência que estuda as características das populações humanas e exprime-se geralmente através de valores estatísticos. As características da população estudadas pela

Leia mais

exercícios _ SANTA CATARINA

exercícios _ SANTA CATARINA exercícios _ SANTA CATARINA CONTEXTUALIZANDO SANTA CATARINA EM ATIVIDADES 1. Assinale as proposições que estiverem de acordo com a hidrografia de Santa Catarina e/ou com o mapa a seguir. HIDROGRAFIA DE

Leia mais

Estudo Para Subsidiar a Proposta de Resolução de Santa Catarina ao CONAMA relativa à Lei 11.428 / 2006

Estudo Para Subsidiar a Proposta de Resolução de Santa Catarina ao CONAMA relativa à Lei 11.428 / 2006 Estudo Para Subsidiar a Proposta de Resolução de Santa Catarina ao CONAMA relativa à Lei 11.428 / 2006 1 - Introdução e Objetivos O presente estudo foi elaborado pela EPAGRI/CIRAM com base na proposta

Leia mais

Jornal Brasileiro de Indústrias da Biomassa Biomassa Florestal no Estado de Goiás

Jornal Brasileiro de Indústrias da Biomassa Biomassa Florestal no Estado de Goiás Jornal Brasileiro de Indústrias da Biomassa Biomassa Florestal no Estado de Goiás O Estado de Goiás está situado na Região Centro-Oeste do Brasil e, segundo dados oficiais, ocupa área territorial de 340.111,783

Leia mais

A atividade agrícola e o espaço agrário. Prof. Bruno Batista

A atividade agrícola e o espaço agrário. Prof. Bruno Batista A atividade agrícola e o espaço agrário Prof. Bruno Batista A agropecuária É uma atividade primária; É obtida de forma muito heterogênea no mundo países desenvolvidos com agricultura moderna, e países

Leia mais

O IBGE divulgou a pouco o primeiro prognóstico para a safra de 2011: www.ibge.gov.br Em 2011, IBGE prevê safra de grãos 2,8% menor que a de 2010

O IBGE divulgou a pouco o primeiro prognóstico para a safra de 2011: www.ibge.gov.br Em 2011, IBGE prevê safra de grãos 2,8% menor que a de 2010 O IBGE divulgou a pouco o primeiro prognóstico para a safra de 2011: www.ibge.gov.br Em 2011, IBGE prevê safra de grãos 2,8% menor que a de 2010 O IBGE realizou, em outubro, o primeiro prognóstico para

Leia mais

Pesquisa e Desenvolvimento em Agricultura Familiar na Embrapa Arroz e Feijão

Pesquisa e Desenvolvimento em Agricultura Familiar na Embrapa Arroz e Feijão Pesquisa e Desenvolvimento em Agricultura Familiar na Embrapa Arroz e Feijão ISSN 1678-9644 Dezembro, 2004 Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Centro Nacional de Pesquisa de Arroz e Feijão Ministério

Leia mais

O espaço rural brasileiro 7ºano PROF. FRANCO AUGUSTO

O espaço rural brasileiro 7ºano PROF. FRANCO AUGUSTO O espaço rural brasileiro 7ºano PROF. FRANCO AUGUSTO Agropecuária É o termo utilizado para designar as atividades da agricultura e da pecuária A agropecuária é uma das atividades mais antigas econômicas

Leia mais

ENTREVISTA COLETIVA. Senadora Kátia Abreu Presidente da CNA. 10 de julho de 2013. Compromisso com o Brasil

ENTREVISTA COLETIVA. Senadora Kátia Abreu Presidente da CNA. 10 de julho de 2013. Compromisso com o Brasil ENTREVISTA COLETIVA Senadora Kátia Abreu Presidente da CNA 10 de julho de 2013 Compromisso com o Brasil 1 Uso do Solo no Brasil Cidades e Infraestrutura 0,2% Terras Devolutas do Incra 17,6% Outros Usos:

Leia mais

CONTEÚDOS DE GEOGRAFIA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL COM BASE NOS PARÂMETROS CURRICULARES DO ESTADO DE PERNAMBUCO

CONTEÚDOS DE GEOGRAFIA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL COM BASE NOS PARÂMETROS CURRICULARES DO ESTADO DE PERNAMBUCO DE GEOGRAFIA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL COM BASE NOS PARÂMETROS CURRICULARES DO ESTADO DE PERNAMBUCO GOVERNADOR DE PERNAMBUCO João Lyra Neto SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO E ESPORTES Ricardo Dantas SECRETÁRIA EXECUTIVA

Leia mais

Relatório Metodológico da Tipologia dos Colegiados de Gestão Regional CGR. O presente relatório tem por objetivo apresentar uma tipologia dos CGR

Relatório Metodológico da Tipologia dos Colegiados de Gestão Regional CGR. O presente relatório tem por objetivo apresentar uma tipologia dos CGR Relatório Metodológico da Tipologia dos Colegiados de Gestão Regional CGR Apresentação O presente relatório tem por objetivo apresentar uma tipologia dos CGR Colegiados de Gestão Regional do Brasil segundo

Leia mais

EVOLUÇÃO DA POPULAÇÃO RURAL NOS MUNICÍPIOS DO CENTRO- SUL PARANAENSE NO PERÍODO DE 2000 A 2010

EVOLUÇÃO DA POPULAÇÃO RURAL NOS MUNICÍPIOS DO CENTRO- SUL PARANAENSE NO PERÍODO DE 2000 A 2010 25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1 EVOLUÇÃO DA POPULAÇÃO RURAL NOS MUNICÍPIOS DO CENTRO- SUL PARANAENSE NO PERÍODO DE 2000 A 2010 Juliana Paula Ramos 1, Maria das Graças de Lima 2 RESUMO:

Leia mais

Diagnóstico Ambiental Município de Apiacás MT

Diagnóstico Ambiental Município de Apiacás MT Diagnóstico Ambiental Município de Apiacás MT 2011 Diagnóstico Ambiental do Município de Apiacás MT Carolina de Oliveira Jordão Vinícius Freitas Silgueiro Leandro Ribeiro Teixeira Ricardo Abad Meireles

Leia mais

SETOR DE ALIMENTOS: estabelecimentos e empregos formais no Rio de Janeiro

SETOR DE ALIMENTOS: estabelecimentos e empregos formais no Rio de Janeiro NOTA CONJUNTURAL SETOR DE ALIMENTOS: estabelecimentos e empregos formais no Rio de Janeiro OBSERVATÓRIO DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, DEZEMBRO DE 2012 18 2012 PANORAMA GERAL

Leia mais

Metodologia para elaboração de diagnóstico físico e ambiental no Programa de Gestão de Solo e Água em Microbacias com uso do gvsig

Metodologia para elaboração de diagnóstico físico e ambiental no Programa de Gestão de Solo e Água em Microbacias com uso do gvsig Metodologia para elaboração de diagnóstico físico e ambiental no Programa de Gestão de Solo e Água em Microbacias com uso do gvsig Autores: Milton Satoshi Matsushita 1 e Reinaldo Tadeu O. Rocha 2 1 Engenheiro

Leia mais

LISTA DE FIGURAS... LISTA DE GRÁFICOS... LISTA DE QUADROS... LISTA DE TABELAS...

LISTA DE FIGURAS... LISTA DE GRÁFICOS... LISTA DE QUADROS... LISTA DE TABELAS... 7 SUMÁRIO LISTA DE FIGURAS... LISTA DE GRÁFICOS... LISTA DE QUADROS... LISTA DE TABELAS... INTRODUÇÃO... 1 DETERMINANTES E EVOLUÇÃO DAS DISPARIDADES REGIONAIS: ENTENDIMENTO DO PROBLE- MA... 2 A ELEIÇÃO

Leia mais

O papel da APROSOJA na promoção da sustentabilidade na cadeia produtiva da soja brasileira

O papel da APROSOJA na promoção da sustentabilidade na cadeia produtiva da soja brasileira O papel da APROSOJA na promoção da sustentabilidade na cadeia produtiva da soja brasileira Clusters para exportação sustentável nas cadeias produtivas da carne bovina e soja Eng Agrônomo Lucas Galvan Diretor

Leia mais

OS LIMITES DO DESENVOLVIMENTO LOCAL: ESTUDOS SOBRE PEQUENOS MUNICÍPIOS DO INTERIOR DE SÃO PAULO

OS LIMITES DO DESENVOLVIMENTO LOCAL: ESTUDOS SOBRE PEQUENOS MUNICÍPIOS DO INTERIOR DE SÃO PAULO OS LIMITES DO DESENVOLVIMENTO LOCAL: ESTUDOS SOBRE PEQUENOS MUNICÍPIOS DO INTERIOR DE SÃO PAULO Tayla Nayara Barbosa 1 RESUMO: O presente estudo científico teve como objetivo estudar mais detalhadamente

Leia mais

URBANIZAÇÃO LUGAR É A BASE

URBANIZAÇÃO LUGAR É A BASE URBANIZAÇÃO LUGAR É A BASE. DA REPRODUÇÃO DA VIDA E PODE SER ANALISADO PELA TRÍADE HABITANTE- IDENTIDADE-LUGAR. OBJETIVOS ESPECÍFICOS A. Caracterizar o fenômeno da urbanização como maior intervenção humana

Leia mais

Palavras-chave: integração lavoura-pecuária, zoneamento agroecológico, geoprocessamento.

Palavras-chave: integração lavoura-pecuária, zoneamento agroecológico, geoprocessamento. Zoneamento Agroecológico da Microrregião de Bom Despacho diagnosticando a sua Aptidão Potencial para expansão do Sistema de Integração Lavoura-Pecuária Elena Charlotte Landau 1 e Daniel Pereira Guimarães

Leia mais

1) A Agricultura Familiar em 2006 (segundo a Lei nº 11.326, de 24 de julho de 2006)

1) A Agricultura Familiar em 2006 (segundo a Lei nº 11.326, de 24 de julho de 2006) 1) A Agricultura Familiar em 2006 (segundo a Lei nº 11.326, de 24 de julho de 2006) 1.1) Considerações preliminares O Censo Agropecuário de 2006 veio possibilitar o preenchimento de uma importante lacuna

Leia mais

O Agronegócio Mundial e Brasileiro

O Agronegócio Mundial e Brasileiro O Agronegócio Mundial e Brasileiro Eugênio Stefanelo Segundo Porter, você é competitivo quando tem um desempenho em longo prazo acima da média dos concorrentes. O agronegócio, que engloba as operações

Leia mais

HABILIDADES PARA RECUPERAÇÃO

HABILIDADES PARA RECUPERAÇÃO Componente Curricular: Geografia Professor (a): Oberdan Araújo Ano: 6º Anos A e B. HABILIDADES 1º Bimestre Conceituar e caracterizar: espaço cultural (urbano e rural) e espaço natural. Identificar e caracterizar

Leia mais

Palavras-chave: história econômica, desenvolvimento econômico, impactos socioeconômicos.

Palavras-chave: história econômica, desenvolvimento econômico, impactos socioeconômicos. IMPACTOS SOCIOECONÔMICOS DA PERPETUAÇÃO DA HISTÓRIA ECONÔMICA - o caso de Palmeira das Missões/RS. Alex Santos* Andre Braganholo* Christiane Senhorinha S. Campos** Gilmar almeida dos Santos* Nilmar Machad*

Leia mais

B I O G E O G R A F I A

B I O G E O G R A F I A B I O G E O G R A F I A BIOMAS BRASILEIROS 2011 Aula VII BRASIL E VARIABILIDADE FITOGEOGRÁFICA O Brasil possui um território de dimensões continentais com uma área de 8.547.403 quilômetros quadrados. 4.320

Leia mais

AS DESIGUALDADES REGIONAIS NO RIO GRANDE DO SUL: UMA ANÁLISE MULTIDIMENSIONAL

AS DESIGUALDADES REGIONAIS NO RIO GRANDE DO SUL: UMA ANÁLISE MULTIDIMENSIONAL AS DESIGUALDADES REGIONAIS NO RIO GRANDE DO SUL: UMA ANÁLISE MULTIDIMENSIONAL Silvana Longo Moraes 1 Augusto Mussi Alvim 2 Resumo Frente às desigualdades existentes no Rio Grande do Sul, a literatura recente

Leia mais

Dinâmica demográfica e qualidade de vida da população brasileira Parte II

Dinâmica demográfica e qualidade de vida da população brasileira Parte II Dinâmica demográfica e qualidade de vida da população brasileira Parte II A nova Pirâmide Etária do Brasil; Crescimento horizontal devido às migrações; É um tipo de gráfico que representa os dados sobre

Leia mais

PUBVET, Publicações em Medicina Veterinária e Zootecnia. Disponível em: .

PUBVET, Publicações em Medicina Veterinária e Zootecnia. Disponível em: <http://www.pubvet.com.br/texto.php?id=125>. PUBVET, Publicações em Medicina Veterinária e Zootecnia. Disponível em: . Recuperação de áreas degradadas com tração animal em Rondônia Ricardo Gomes de Araújo

Leia mais

VIII Simpósio Técnicas de Plantio e Manejo de Eucalipto para Usos Múltiplos

VIII Simpósio Técnicas de Plantio e Manejo de Eucalipto para Usos Múltiplos VIII Simpósio Técnicas de Plantio e Manejo de Eucalipto para Usos Múltiplos Linhas de crédito para o setor florestal Homero José Rochelle Engº Agrônomo ESALQ 1979 Plano de Safra 2014/2015 MAPA - Ministério

Leia mais

GEOGRAFIA. D) os países que apresentam as maiores taxas de emigração neste início de século.

GEOGRAFIA. D) os países que apresentam as maiores taxas de emigração neste início de século. GEOGRAFIA INSTRUÇÃO: Responder às questões 16 e 17 com base no mapa abaixo. NORTE ESCALA 0 2.448 4.896 km 16) Nas áreas destacadas no mapa, estão A) os maiores pólos econômicos do mundo. B) os membros

Leia mais

Estratégias de ação vinculadas ao manejo da agrobiodiversidade com enfoque agroecológico visando a sustentabilidade de comunidades rurais

Estratégias de ação vinculadas ao manejo da agrobiodiversidade com enfoque agroecológico visando a sustentabilidade de comunidades rurais Estratégias de ação vinculadas ao manejo da agrobiodiversidade com enfoque agroecológico visando a sustentabilidade de comunidades rurais O desenvolvimento das ações em diferentes projetos poderão identificar

Leia mais

PROCERRADO PROJETO DE REDUÇÃO DO DESMATAMENTO E DAS QUEIMADAS NO CERRADO DO PIAUÍ TERMO DE REFERÊNCIA

PROCERRADO PROJETO DE REDUÇÃO DO DESMATAMENTO E DAS QUEIMADAS NO CERRADO DO PIAUÍ TERMO DE REFERÊNCIA PROCERRADO PROJETO DE REDUÇÃO DO DESMATAMENTO E DAS QUEIMADAS NO CERRADO DO PIAUÍ Acordo de Doação Nº TF016192 TERMO DE REFERÊNCIA TERMO DE REFERÊNCIA PARA CONTRATAÇÃO DE CONSULTORIA INDIVIDUAL DE LONGO

Leia mais

NEIVA SALETE DE OLIVEIRA ROMAN

NEIVA SALETE DE OLIVEIRA ROMAN NEIVA SALETE DE OLIVEIRA ROMAN A AGRICULTURA FAMILIAR, AS CONTRIBUIÇÕES DO PROJOVEM CAMPO E O CONTEXTO DA PRODUÇÃO AGRÍCOLA NO MUNICÍPIO DE LINDOESTE - PR Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à banca

Leia mais

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA LUIZ DE QUEIROZ DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS FLORESTAIS LCF-1581

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA LUIZ DE QUEIROZ DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS FLORESTAIS LCF-1581 UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA LUIZ DE QUEIROZ DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS FLORESTAIS LCF-1581 Recursos Florestais em Propriedades Agrícolas Trabalho final: Projeto de adequação

Leia mais

BIOVESTIBA.NET BIOLOGIA VIRTUAL Profº Fernando Teixeira UFRGS. ECOLOGIA Conceitos e Sucessão Ecológica

BIOVESTIBA.NET BIOLOGIA VIRTUAL Profº Fernando Teixeira UFRGS. ECOLOGIA Conceitos e Sucessão Ecológica UFRGS ECOLOGIA Conceitos e Sucessão Ecológica 1. (Ufrgs 2014) Considere as seguintes afirmações sobre conceitos utilizados em ecologia. I. Nicho ecológico é a posição biológica ou funcional que um ecossistema

Leia mais

PLANO DE REORDENAÇÃO SUSTENTÁVEL DA AGRICULTURA FAMILIAR DE SANTA CATARINA I. B.

PLANO DE REORDENAÇÃO SUSTENTÁVEL DA AGRICULTURA FAMILIAR DE SANTA CATARINA I. B. PLANO DE REORDENAÇÃO SUSTENTÁVEL DA AGRICULTURA FAMILIAR DE SANTA CATARINA SITUAÇÃO AGRICULTURA FAMILIAR Esta errado o pensamento de que agricultura familiar é só de sobrevivência Ela é responsável pela

Leia mais

Impacto das Alterações do Código Florestal: Quais Políticas de Conservação no Pós Código?

Impacto das Alterações do Código Florestal: Quais Políticas de Conservação no Pós Código? Impacto das Alterações do Código Florestal: Quais Políticas de Conservação no Pós Código? Dr. Sergius Gandolfi IV Simpósio sobre RAD - Ibt 16/11/2011-14h- Capital (SP) Biólogo, Laboratório de Ecologia

Leia mais

Economia de Santa Catarina A economia de Santa Catarina é diversificada, no território são desenvolvidas atividades econômicas no ramo da indústria, extrativismo (animal, vegetal e mineral), agricultura,

Leia mais

Linhas de Crédito PISCICULTURA INVESTIMENTO CUSTEIO. Obs.: As informações atinentes às linhas de crédito estão sujeitas a alterações.

Linhas de Crédito PISCICULTURA INVESTIMENTO CUSTEIO. Obs.: As informações atinentes às linhas de crédito estão sujeitas a alterações. PISCICULTURA CUSTEIO INVESTIMENTO Obs.: As informações atinentes às linhas de crédito estão sujeitas a alterações. financiar as despesas normais de custeio da produção agrícola e pecuária. Linhas de Crédito

Leia mais

EVOLUÇÃO DO ESPAÇO AGRÁRIO DO MUNICÍPIO DE QUEVEDOS-RS EVELINE FAVERO; LUCIANE DE MOURA; PEDRO SELVINO NEUMANN;

EVOLUÇÃO DO ESPAÇO AGRÁRIO DO MUNICÍPIO DE QUEVEDOS-RS EVELINE FAVERO; LUCIANE DE MOURA; PEDRO SELVINO NEUMANN; EVOLUÇÃO DO ESPAÇO AGRÁRIO DO MUNICÍPIO DE QUEVEDOS-RS EVELINE FAVERO; LUCIANE DE MOURA; PEDRO SELVINO NEUMANN; DEAER-UFSM SANTA MARIA - RS - BRASIL evelinefavero@yahoo.com.br APRESENTAÇÃO SEM PRESENÇA

Leia mais

11.1. INFORMAÇÕES GERAIS

11.1. INFORMAÇÕES GERAIS ASPECTOS 11 SOCIOECONÔMICOS 11.1. INFORMAÇÕES GERAIS O suprimento de energia elétrica tem-se tornado fator indispensável ao bem-estar social e ao crescimento econômico do Brasil. Contudo, é ainda muito

Leia mais

CONSELHO PERMANENTE DE AGROMETEOROLOGIA APLICADA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

CONSELHO PERMANENTE DE AGROMETEOROLOGIA APLICADA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CONSELHO PERMANENTE DE AGROMETEOROLOGIA APLICADA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Prognósticos e recomendações para o período Maio/junho/julho de 2014 Boletim de Informações nº

Leia mais

CRESCIMENTO POPULACIONAL NO BRASIL

CRESCIMENTO POPULACIONAL NO BRASIL GEOGRAFIA CRESCIMENTO POPULACIONAL NO BRASIL 1. ASPECTOS GERAIS O Brasil atualmente apresenta-se como o quinto país mais populoso do mundo, ficando atrás apenas da China, Índia, Estados Unidos e Indonésia.

Leia mais

O Programa Nacional de Produção e Uso do

O Programa Nacional de Produção e Uso do O Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel PNPB PNPB e a Agricultura amiliar Balanço l do Selo Comb. Social il Participação da A. F. no PNPB Estratégia do MDA com a A.F. Pólos, Cooperativas, Crédito,

Leia mais

CAPÍTULO 5 A REGIÃO NO CONTEXTO DA ECONOMIA PARANAENSE. Maria da Piedade Araújo

CAPÍTULO 5 A REGIÃO NO CONTEXTO DA ECONOMIA PARANAENSE. Maria da Piedade Araújo CAPÍTULO 5 A REGIÃO NO CONTEXTO DA ECONOMIA PARANAENSE Maria da Piedade Araújo 170 5.1 INTRODUÇÃO Este capítulo tem por objetivo apresentar um comparativo da Mesorregião Oeste do Paraná em relação ao Estado.

Leia mais

CENTRO DE ESTUDOS PSICOPEDAGÓGICOS DE MACEIÓ PROFª. MÔNICA GUIMARÃES GEOGRAFIA - 7º ANO

CENTRO DE ESTUDOS PSICOPEDAGÓGICOS DE MACEIÓ PROFª. MÔNICA GUIMARÃES GEOGRAFIA - 7º ANO CENTRO DE ESTUDOS PSICOPEDAGÓGICOS DE MACEIÓ PROFª. MÔNICA GUIMARÃES GEOGRAFIA - 7º ANO REGIÃO NORDESTE AS SUB-REGIÕES DO NORDESTE ZONA DA MATA AGRESTE SERTÃO MEIO-NORTE MEIO NORTE SERTÃO ZONA DA MATA

Leia mais

OS ARRENDAMENTOS DE TERRA PARA A PRODUÇÃO DE CANA- DE- AÇÚCAR

OS ARRENDAMENTOS DE TERRA PARA A PRODUÇÃO DE CANA- DE- AÇÚCAR Tamires Silva Gama Acadêmica do Curso de Geografia da UEM. Bolsista do CNPq Tamires_gama@hotmail.com OS ARRENDAMENTOS DE TERRA PARA A PRODUÇÃO DE CANA- DE- AÇÚCAR INTRODUÇÃO Frente os avanços da modernização

Leia mais

SISTEMA DE INTELIGÊNCIA TERRITORIAL

SISTEMA DE INTELIGÊNCIA TERRITORIAL SISTEMA DE INTELIGÊNCIA TERRITORIAL Lucíola Alves Magalhães Analista de Geoprocessamento Grupo de Inteligência Territorial Estratégica (GITE) GRUPO DE INTELIGÊNCIA TERRITORIAL ESTRATÉGICA Coordenado pelo

Leia mais

EQUILÍBRIOS E ASSIMETRIAS NA. distribuição da população e do pib. entre núcleo e periferia. nas 15 principais regiões. metropolitanas brasileiras

EQUILÍBRIOS E ASSIMETRIAS NA. distribuição da população e do pib. entre núcleo e periferia. nas 15 principais regiões. metropolitanas brasileiras CONSELHO FEDERAL DE ECONOMIA - COFECON COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL INSTITUTO BRASILIENSE DE ESTUDOS DA ECONOMIA REGIONAL IBRASE EQUILÍBRIOS E ASSIMETRIAS NA distribuição da população e do pib

Leia mais

Século XVIII e XIX / Europa

Século XVIII e XIX / Europa 1 I REVOLUÇÃO AGRÍCOLA Século XVIII e XIX / Europa! O crescimento populacional e a queda da fertilidade dos solos utilizados após anos de sucessivas culturas no continente europeu, causaram, entre outros

Leia mais

Questão 1. Resposta A. Resposta B

Questão 1. Resposta A. Resposta B Questão 1 Ao longo do século XX, as cidades norte-americanas se organizaram espacialmente de um modo original: a partir do Central Business District (CBD), elas se estruturaram em circunferências concêntricas

Leia mais

Tabela 2 - População residente, segundo as unidades da federação 1991/2000/2010

Tabela 2 - População residente, segundo as unidades da federação 1991/2000/2010 A distribuição populacional de Goiás frente aos dados do Censo demográfico 2010 Daniel da Silva Souza 1 Resumo: A configuração da rede demográfica goiana está em processo de forte alteração. A taxa de

Leia mais

Mudanças na composição agropecuária e florestal paulista - 1999 e 2008

Mudanças na composição agropecuária e florestal paulista - 1999 e 2008 Mudanças na composição agropecuária e florestal paulista - 1999 e 2008 José Alberto Ângelo Danton Leonel de Camargo Bini Denise Viane Caser Paulo José Coelho Carlos Nabil Ghobril alberto@iea.sp.gov.br

Leia mais

Fórum ABAG, ESALQ, AEASP e CREA-SP. Gestão Territorial

Fórum ABAG, ESALQ, AEASP e CREA-SP. Gestão Territorial Fórum ABAG, ESALQ, AEASP e CREA-SP Piracicaba (SP), 10 de outubro de 2012 Ocupação e Uso do Solo: Gestão Territorial Claudio Spadotto e Equipe O território i rural é alterado por expansão, concentração,

Leia mais

Biomas Brasileiros. 1. Bioma Floresta Amazônica. 2. Bioma Caatinga. 3. Bioma Cerrado. 4. Bioma Mata Atlântica. 5. Bioma Pantanal Mato- Grossense

Biomas Brasileiros. 1. Bioma Floresta Amazônica. 2. Bioma Caatinga. 3. Bioma Cerrado. 4. Bioma Mata Atlântica. 5. Bioma Pantanal Mato- Grossense Biomas Brasileiros 1. Bioma Floresta Amazônica 2. Bioma Caatinga 3. Bioma Cerrado 4. Bioma Mata Atlântica 5. Bioma Pantanal Mato- Grossense 6. Bioma Pampas BIOMAS BRASILEIROS BIOMA FLORESTA AMAZÔNICA

Leia mais

BRASIL REGIONALIZAÇÕES. Mapa II

BRASIL REGIONALIZAÇÕES. Mapa II BRASIL REGIONALIZAÇÕES QUESTÃO 01 - Baseado na regionalização brasileira, apresentados pelos dois mapas a seguir, é INCORRETO afirmar que: Mapa I Mapa II A B D C a. ( ) O mapa II apresenta a divisão do

Leia mais

ENCONTRO E PROSA PARA MELHORIA DE PASTAGENS: SISTEMAS SILVIPASTORIS

ENCONTRO E PROSA PARA MELHORIA DE PASTAGENS: SISTEMAS SILVIPASTORIS ENCONTRO E PROSA PARA MELHORIA DE PASTAGENS: SISTEMAS SILVIPASTORIS 10 DE DEZEMBRO DE 2013 REALIZAÇÃO: CATI SECRETARIA DE AGRICULTURA E ABASTECIMENTO E SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE GOVERNO DO ESTADO DE

Leia mais

Uma leitura histórica no contexto das diferenças sócio-culturais e naturais do estado do Rio Grande do Sul

Uma leitura histórica no contexto das diferenças sócio-culturais e naturais do estado do Rio Grande do Sul A CONSTITUIÇÃO DAS REDES DE CIDADES NO RIO GRANDE DO SUL A PARTIR DE UMA LEITURA HISTÓRICA DENTRO DO CONTEXTO DAS DIFERENÇAS SÓCIO- CULTURAIS E NATURAIS Adriana M. Rodrigues Pilar Mestranda do Programa

Leia mais

ANÁLISE DO USO DO SOLO EM ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE NO ALTO CURSO DA BACIA DO RIO COTEGIPE, FRANCISCO BELTRÃO - PR

ANÁLISE DO USO DO SOLO EM ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE NO ALTO CURSO DA BACIA DO RIO COTEGIPE, FRANCISCO BELTRÃO - PR ANÁLISE DO USO DO SOLO EM ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE NO ALTO CURSO DA BACIA DO RIO COTEGIPE, FRANCISCO BELTRÃO - PR Lucas Ricardo Hoenig Universidade Estadual do Oeste do Paraná UNIOESTE Campus de

Leia mais

III CONGRESSO BRASILEIRO DO CACAU: INOVAÇÃO TECNOLÓGICA E SUSTENTABILIDADE

III CONGRESSO BRASILEIRO DO CACAU: INOVAÇÃO TECNOLÓGICA E SUSTENTABILIDADE III CONGRESSO BRASILEIRO DO CACAU: INOVAÇÃO TECNOLÓGICA E SUSTENTABILIDADE Painel 8: O papel de Instituições Públicas para Desenvolvimento da Cacauicultura Brasileira O Cacau e a Agricultura Familiar Adriana

Leia mais

Panorama do Saneamento Básico no Brasil: situação em 2008 e os investimentos previstos para a Copa do Mundo de 2014

Panorama do Saneamento Básico no Brasil: situação em 2008 e os investimentos previstos para a Copa do Mundo de 2014 Panorama do Saneamento Básico no Brasil: situação em 2008 e os investimentos previstos para a Copa do Mundo de 2014 INTRODUÇÃO Reconhecendo a importância da oferta de saneamento para a melhoria da infraestrutura

Leia mais

Questão 25. Questão 26 Questão 27. alternativa D. alternativa A

Questão 25. Questão 26 Questão 27. alternativa D. alternativa A Questão 25 De modo geral, os espaços geográficos cujo clima é influenciado pela maritimidade apresentam a) menor amplitude térmica anual. b) chuvas escassas e mal distribuídas durante o ano. c) maior amplitude

Leia mais

Oceania. *Melanésia constituem ilhas localizadas mais próximas da Austrália onde predominam povos de pele escura, de grupos negróides.

Oceania. *Melanésia constituem ilhas localizadas mais próximas da Austrália onde predominam povos de pele escura, de grupos negróides. Oceania Vamos estudar nessa aula um continente formado por uma grande quantidade de ilhas: a Oceania. Esse continente possui uma área de 8.480.354 Km_ com uma população total de pouco mais de 30 milhões

Leia mais

População Brasileira

População Brasileira População Brasileira O QUE SOMOS? INCLASSIFICÁVEIS que preto, que branco, que índio o quê? que branco, que índio, que preto o quê? que índio, que preto, que branco o quê? que preto branco índio o quê?

Leia mais

Evolução Recente do Pronaf-Crédito 1999 a 2013

Evolução Recente do Pronaf-Crédito 1999 a 2013 1 Evolução Recente do Pronaf-Crédito 1999 a 2013 Fernando Gaiger Silveira Alexandre Arbex Valadares Resumo: O PRONAF está prestes a completar 20 anos, tendo seu carro chefe, o crédito, apresentado um desempenho,

Leia mais

Vestibular UFRGS 2015. Resolução da Prova de Geografia

Vestibular UFRGS 2015. Resolução da Prova de Geografia Vestibular UFRGS 2015 Resolução da Prova de Geografia 51. Alternativa (B) Orientação. A questão pede a localização de países que apresentam iluminação solar oposta a do Brasil. Como estava começando o

Leia mais

Panorama Municipal. Município: Barreiros / PE. Aspectos sociodemográficos. Demografia

Panorama Municipal. Município: Barreiros / PE. Aspectos sociodemográficos. Demografia Município: Barreiros / PE Aspectos sociodemográficos Demografia A população do município ampliou, entre os Censos Demográficos de 2000 e 2010, à taxa de 0,40% ao ano, passando de 39.151 para 40.732 habitantes.

Leia mais

Aluno(a): Nº. Professor: Anderson José Soares Série: 7º Disciplina: Geografia. Pré Universitário Uni-Anhanguera

Aluno(a): Nº. Professor: Anderson José Soares Série: 7º Disciplina: Geografia. Pré Universitário Uni-Anhanguera Pré Universitário Uni-Anhanguera Questão 01) A distribuição da população pela superfície do planeta é desigual, orientada por fatores históricos, econômicos ou naturais. No caso do Brasil, conclui-se que

Leia mais

É o estudo do processo de produção, distribuição, circulação e consumo dos bens e serviços (riqueza).

É o estudo do processo de produção, distribuição, circulação e consumo dos bens e serviços (riqueza). GEOGRAFIA 7ª Série/Turma 75 Ensino Fundamental Prof. José Gusmão Nome: MATERIAL DE ESTUDOS PARA O EXAME FINAL A GEOGRAFIA DO MUNDO SUBDESENVOLVIDO A diferença entre os países que mais chama a atenção é

Leia mais

A EVOLUÇÃO DA CULTURA DO CAFÉ E DA CANA-DE-AÇUCAR NO MUNICIPIO DE FRANCA: UM ESTUDO NOS ANOS DE 1990 A 2007

A EVOLUÇÃO DA CULTURA DO CAFÉ E DA CANA-DE-AÇUCAR NO MUNICIPIO DE FRANCA: UM ESTUDO NOS ANOS DE 1990 A 2007 344 A EVOLUÇÃO DA CULTURA DO CAFÉ E DA CANA-DE-AÇUCAR NO MUNICIPIO DE FRANCA: UM ESTUDO NOS ANOS DE 1990 A 2007 Jordanio Batista Maia da Silva (Uni-FACEF) Hélio Braga Filho (Uni-FACEF) 1 INTRODUÇÃO Vivemos

Leia mais

2 ASPECTOS DEMOGRÁFICOS

2 ASPECTOS DEMOGRÁFICOS 2 ASPECTOS DEMOGRÁFICOS Neste capítulo se pretende avaliar os movimentos demográficos no município de Ijuí, ao longo do tempo. Os dados que fomentam a análise são dos censos demográficos, no período 1920-2000,

Leia mais

PALAVRAS-CHAVE Indicadores sócio-econômicos. Campos Gerais. Paraná.

PALAVRAS-CHAVE Indicadores sócio-econômicos. Campos Gerais. Paraná. 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( x ) TRABALHO

Leia mais

NOSSA ASPIRAÇÃO JUNHO/2015. Visão Somos uma coalizão formada por associações

NOSSA ASPIRAÇÃO JUNHO/2015. Visão Somos uma coalizão formada por associações JUNHO/2015 NOSSA ASPIRAÇÃO Visão Somos uma coalizão formada por associações empresariais, empresas, organizações da sociedade civil e indivíduos interessados em contribuir para a promoção de uma nova economia

Leia mais

Laboratório de Análise e Tratamento de Imagens de Satélites LATIS (*)

Laboratório de Análise e Tratamento de Imagens de Satélites LATIS (*) Laboratório de Análise e Tratamento de Imagens de Satélites LATIS (*) RELATÓRIO SOBRE O MAPEAMENTO ADICIONAL DE AGROPECUÁRIA ÁREA COMPREENDIDA POR 18 MUNICÍPIOS DA ÁREA LIVRE DE AFTOSA DO PARÁ REALIZADO

Leia mais

QUALIFICAÇÃO DA PRODUÇÃO LEITEIRA FAMILIAR POR MEIO DE ATIVIDADES DIDÁTICAS

QUALIFICAÇÃO DA PRODUÇÃO LEITEIRA FAMILIAR POR MEIO DE ATIVIDADES DIDÁTICAS QUALIFICAÇÃO DA PRODUÇÃO LEITEIRA FAMILIAR POR MEIO DE ATIVIDADES DIDÁTICAS EJE- EXTENSIÓN, DOCENCIA E INVESTIGACIÓN PICOLI, Tony 1 ; ZANI, João Luíz 2 ; MARQUES, Lúcia Treptow 3 ; SCHUCH, Luís Filipe

Leia mais

"Protegendo as nascentes do Pantanal"

Protegendo as nascentes do Pantanal "Protegendo as nascentes do Pantanal" Diagnóstico da Paisagem: Região das Cabeceiras do Rio Paraguai Apresentação O ciclo de garimpo mecanizado (ocorrido nas décadas de 80 e 90), sucedido pelo avanço das

Leia mais

MIGRAÇÃO E RELAÇÃO CAMPO-CIDADE 1

MIGRAÇÃO E RELAÇÃO CAMPO-CIDADE 1 MIGRAÇÃO E RELAÇÃO CAMPO-CIDADE 1 Débora Aparecida Tombini* Marcos Aurélio Saquet** INTRODUÇÃO Desde o surgimento da vida humana na Terra até o início do século XIX, a população cresceu em ritmo lento

Leia mais

Panorama Municipal. Município: Cabo de Santo Agostinho / PE. Aspectos sociodemográficos. Demografia

Panorama Municipal. Município: Cabo de Santo Agostinho / PE. Aspectos sociodemográficos. Demografia Município: Cabo de Santo Agostinho / PE Aspectos sociodemográficos Demografia A população do município ampliou, entre os Censos Demográficos de 2000 e 2010, à taxa de 1,93% ao ano, passando de 152.836

Leia mais

Potencial Agropecuário da

Potencial Agropecuário da Potencial Agropecuário da região Centro Norte de MT Sumário 1. INTRODUÇÃO... 2 2. CARACTERIZAÇÃO DA REGIÃO... 3 2.1 CARACTERIZAÇÃO DAS ÁREAS E PRODUÇÃO DA REGIÃO... 5 2.2 IMPORTÂNCIA ECONÔMICA... 7 B Geração

Leia mais

Prova 3 Geografia QUESTÕES APLICADAS A TODOS OS CANDIDATOS QUE REALIZARAM A PROVA ESPECÍFICA DE GEOGRAFIA. QUESTÕES OBJETIVAS GABARITO 3

Prova 3 Geografia QUESTÕES APLICADAS A TODOS OS CANDIDATOS QUE REALIZARAM A PROVA ESPECÍFICA DE GEOGRAFIA. QUESTÕES OBJETIVAS GABARITO 3 Prova 3 QUESTÕES OBJETIVAS QUESTÕES APLICADAS A TODOS OS CANDIDATOS QUE REALIZARAM A PROVA ESPECÍFICA DE GEOGRAFIA. UEM Comissão Central do Vestibular Unificado GEOGRAFIA 01 Sobre as rochas que compõem

Leia mais

Fonte: Rondônia Rural Disponível em: Rondônia Rural.com

Fonte: Rondônia Rural Disponível em: Rondônia Rural.com I. INTRODUÇÃO O estado de Rondônia está localizado na região Norte do Brasil, a região Norte é a maior das cinco regiões do Brasil definidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Leia mais

MORATÓRIA DA SOJA: Avanços e Próximos Passos

MORATÓRIA DA SOJA: Avanços e Próximos Passos MORATÓRIA DA SOJA: Avanços e Próximos Passos - Criação e Estruturação da Moratória da Soja - Realizações da Moratória da Soja - A Prorrogação da Moratória - Ações Prioritárias Relatório Apresentado pelo

Leia mais

MULHERES NA FUMICULTURA. Adriana Gregolin

MULHERES NA FUMICULTURA. Adriana Gregolin MULHERES NA FUMICULTURA Adriana Gregolin Características gerais Em 2007 as mulheres representavam 41% do emprego total na agricultura no mundo. Na África mulheres executam 80% dos trabalhos domésticos

Leia mais

O Código Florestal como ferramenta para o Planejamento Ambiental na Bacia Hidrográfica do Córrego do Palmitalzinho - Regente Feijó/ São Paulo

O Código Florestal como ferramenta para o Planejamento Ambiental na Bacia Hidrográfica do Córrego do Palmitalzinho - Regente Feijó/ São Paulo O Código Florestal como ferramenta para o Planejamento Ambiental na Bacia Hidrográfica do Córrego do Palmitalzinho - Regente Feijó/ São Paulo INTRODUÇÃO Aline Kuramoto Gonçalves aline587@gmail.com Graduada

Leia mais