Asociación Latinoamericana de Estudios de Asia y África XIII Congreso Internacional de ALADAA

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1 A correspondência entre o Mahatma Mohandas Karamchand Gandhi ( ) e o conde Lev Nikoláevitch Tolstói ( ) : onde a teoria e a prática se encontram? Aurora Bernardini Sobre el autor Aurora Fornoni Bernardini: Professora Titular da USP ( Universidade de S. Paulo) Especialista em Literatura Russa e Literatura Italiana. Orientadora de pós-graduação em Literatura Russa e em Teoria Literária e Literatura Comparada. Tradutora,Ensayista, Ficcionista. Resumen When analyzing the letters between Mohandas Karamchand Gandhi ( ) and Lev Nikolaevich Tolstoy ( ) one discovers immediately that the principal point of the correspondence concerns the proposition of non-violence and peaceful resistance, one of Christ s teachings of the Sermon of the Mountain. Gandhi took a vivid interest in the concept when working as a barrister of the Indian emigrés in Transvaal (South Africa) between 1893 and Back to India (1915), he employed non-cooperation, non-violence and peaceful resistance as his weapons in the long struggle for freeing India from the British Empire (1945). In spite of J.J. Rousseau one of Tolstoy s great inspirers having been in favor of The Sermon of the Mountain s precept of universal love, in his Contrat Social he analyses the distance which exists between the Christian teaching and the concept of social spirit.

2 A correspondência entre o Mahatma Mohandas Karamchand Gandhi ( ) e o conde Lev Nikoláevitch Tolstói ( ) : onde a teoria e a prática se encontram? Aurora Bernardini 1. Apresentação e síntese da correspondência Gandhi- Tolstoi 1.1 Letter on Non-Resistance from Lev Tolstoy to E. H. Crosby N.York, 1896 Refere-se Tolstói inicialmente à Declaração de Não Resistência de William Lloyd Garrison, adotada na Convenão sobre a Paz ocorrida em Boston entre 8-20 de setembro de Pondera que a verdadeira questão é How must each man act to fulfil his allotted task, to save his soul and to do the Will of God [Como deve agir cada homem para cumprir a tarefa que lhe foi dada, para salvar sua alma e satisfazer a Vontade do Senhor] cuja síntese ele aponta como sendo oblige all men to refrain from violence [obrigar todo homem a não praticar a violência].aqui vão alguns trechos básicos da carta: The universe and I, says to himself a man with this conception, exists by the will of God. I cannot know the whole of the universe, nor can I know my position in it, but I do know with certainty what God demands from me. This is revealed to me: [ Eu e o universo, diz a si próprio um homem que tem essa concepção existe pela vontade de Deus. Eu não posso conhecer a totalidade do universo, nem posso saber qual é minha posição nele, mas eu sei, com certeza, o que Deus quer de mim. Isto me é revelado:] a. by collective wisdom of the best men who have gone before me, i.e. by tradition: I shall do onto others as I would that they should do unto me e I ll cooperate in the development of love among created beings [ pela sabedoria coletiva dos melhores homens que me antecederam, i.e. pela tradição: faça aos outros o que gostarias que fizessem a ti e cooperarei no desenvolvimento do amor entre as criaturas ];

3 b. by my own reason [ por minha própria razão] :Se todos o fizerem, a mais alta felicidade para todos é alcançável; c. by my heart [ por meu próprio coração], só assim me sinto feliz, a mais alta aspiração de minha natureza mais concórdia e amor, aniquilação da discórdia: o lobo deitará com o cordeiro. O homem sente instintivamente o que não fazer. A impossibilidade moral atuará como a impossibilidade física. Porém, o fato de, às vezes, a mentira e a morte serem inevitáveis não invalida a lei: Thou shalt not kill [ não matarás].( Quem garante, para citar um caso, que o bebê que ia ser morto pelo ladrão que você matou para salvá-lo, iria ser melhor que o ladrão?) Fais ce que dois, advienne ce que pourra. Igrejas : falsidade Cristo: não há desculpa para a violência. 1.2 A Letter to a Hindu ( TarakNath Das) by Lev Tolstoy ( 1908), with preface by Mohandas K. Ghandi God is in the whole, we are in the parts[deus está no todo, nós estamos nas partes] Vedas Do not seek quiet and rest in those earthly realms where delusions and desires are engendered, for if thou dost, thou wilt be dragged through the rough wilderness of life, which is far from Me.[Não procures calma e descanso nos domínios terrestres em que as ilusões e os desejos são engendrados, pois se o fizeres serás arrastado na grosseira selvageria da vida, que está longe de Mim].

4 Krishna Very strange phenomenon in India [ Há um estranho fenômeno na Índia], onde mais de duzentos milhões de pessoas bem dotadas fisicamente e mentalmente acham-se em poder de um pequeno número de pessoas distantes delas em pensamento, e inferiores a elas em termos de moralidade religiosa (...), mas com as conclusões imorais por essa minoria deduzidas e geralmente chamadas de civilização...) A causa principal, se não a única da escravização do povo indiano está na mera ausência de uma consciência religiosa e numa guia, para a conduta, dela derivada.. Em cada indivíduo se manifesta um elemento espiritual que dá vida a tudo o que existe e que luta para unir-se a tudo que tenha uma natureza semelhante, através do amor.vê se isso no Bramanismo, Judaísmo, Mazdaísmo, (Zoroastro), Budismo, Taoísmo,Confucianismo. Gregos, Romanos, Cristianismo, Moametismo. O fato de surgir em tantas crenças e lugares diferentes mostra que ele é inerente à natureza humana e contém a verdade. Este elemento espiritual deve dirigir a vida. Será arquétipo? Em volta dessa verdade /crença se agruparam os dominadores e a deturparam. Para ela vingar teve que furar o cerco dos misinterpretantes, que se havia manifestado obscuramente, et pourtant. Blessing are offered onto all my children, but many times they fail to see it.[ [Bençãos são oferecidas a todos os meus filhos, mas muitas vezes eles não conseguem vê-las] Krishna Não resistência ao mal Cooptação: melhor vingança: e a vergonha deles diante de tua bondade. Se fizeres mal de manhã, recebê-lo-ás de volta à noite Kural Hindu É natural para os homens amarem-se e ajudarem-se uns aos outros.

5 Hoje, por sofisticações históricas e científicas: the suppression of some for the protection of the majority [ a supressão de alguns para a proteção da maioria] acham que a coerção é inevitável; reconhecem a força como princípio de ordem social. Deixar de acreditar na reencarnação e outras ficções religiosas para acreditar apenas na Lei do Amor: If only people freed themselves from their beliefs in all kind of Brahams, Sabbaoths... [ Se apenas as pessoas se libertassem de sua crença em todo tipo de Brahams. Sabbaoths...] Se o homem perceber que todas as coisas estão contidas no espírito mais alto nada poderá tratar com desprezo. 1.3 From Mohandas K. Ghandi to Lev Tolstoy ( 01/10/1909) Mohandas K. Ghandi relata a Tolstói a situação no Transvaal nos primeiros três anos em que lá viveu: British English population of : we should not submit to legislation [ População inglesa britânica de indivíduos: não deveremos nos submeter às leis deles] 100 resistentes passivos contra a força bruta Reação: evasão Aprisionamento Ruina financeira Quem poderia escrever um essay sobre Ética?[ Pergunta Ghandi a Tolstói] Agradeceria alguns nomes.para ajudar a causa, poder-se ia encetar um concurso. O que o senhor acha? ( método empregado na França de Rousseau) cf. Confessions I,223 Os mandatários locais acham que os indianos não resistirão.

6 Vim a Londres falar com autoridades. A delegação indiana era fraca 1.4 From Lev Tolstoy to Mohandas K. Ghandi ( 07/10/1909) Conflito entre a lei religiosa e a civil: recusar-se ao serviço militar, etc. Não excluir a palavra reencarnação ( caso deseje publicar, em tradução, 20 mil exemplares de Carta a um hindu ): a fé na reencarnação nunca poderá ser tão forte como a fé na imortalidade da alma e na justiça e amor de deus. 1.5 Letter from Mohandas K. Ghandi to Lev Tolstoy ( 10/11/1909), in English (no answer) Filho de Ghandi preso pela quarta vez. Trabalho forçado de 6 meses Pede para popularizar o livro de Mr. Doke, um inglês favorável a seu movimento. If the movement succeeds it will not only be a triumph of religion, love and truth over irreligion, hatred and falsehood, but it is higly likely to serve as an example to the millions in India... to break up the party of violence.[se o movimento tiver êxito não será apenas um triunfo da religião, do amor e da verdade sobre a irreligião, o ódio, a falsidade, mas servirá certamente como exemplo para milhões de indianos para alquebrar o partido da violência]. 1.6 Letter from Mohandas K. Ghandi to Lev Tolstoy ( 04/04/1910) G. envia a T. um livro que ele escreveu (Indian Home Rule) sobre resistência pacífica 1.7Answer from Lev Tolstoy to Mohandas K. Gandhi ( 08/04/1910), T. acha-o da maior importância

7 1.8 Letter from Mohandas K. Gandhi to Lev Tolstoy ( 15/08/1910) Gandhi menciona o sr. Kallenbach que deu o nome de Tolstoy para uma sua propriedade, cujo usufruto deu a resistentes pacíficos do Transvaal. A reportagem saiu e um número do jornal Indian Opinion G. diz ter lido e apreciado as Confissões de T. em que ele descreve experiências realizadas em Iásnaia Poliana. 1.9Answer from Lev Tolstoy to Mohandas K. Gandhi ( 07/09/1910) Pensamentos suscitados pela leitura de Indian Opinion: Com a aproximação da morte quero explicar que a não-violência é a disciplina do amor, livre de falsas interpretações. O amor é a aspiração das almas humanas à união, mais a atividade que provém dessa aspiração = a suprema lei da vida humana. Cada pessoa sabe disso no fundo de sua alma este fato torna-se mais evidente nas crianças). Não se pode responder ao golpe com o golpe: isso é dito por todos os profetas, inclusive por Cristo Não se pode usar a força para retomar o que lhe foi tirado. Durante 19 séculos a civilização cristã desenvolveu-se sobre uma contradição e sobre equívocos conscientes e inconscientes. Violência é o poder do mais forte Há uma contradição entre amor e violência Só no Cristianismo a doutrina do amor foi expressa claramente. Mas os homens do mundo cristão permitiram-se o uso da violência.

8 Ou não aceitamos qualquer ensinamento moral-religioso ou os órgãos jurídicos-políticos devem ser abolidos Socialismo/Comunismo/Exército da Salvação/crescimento da criminalidade/desemprego/aumento do luxo/crescimento do número de suicídios são sinais das contradições internas. Os governos sabem no que consiste o seu maior perigo e focalizam atentamente esta questão. (Na Rússia há recusa do serviço militar) Nessa questão estão não apenas seus interesses, mas sua própria sobrevivência. 2. Comentários. Em sua primeira carta ( 01/10/1909) a Lev Tolstói, após a leitura da Carta a um hindu deste último( 1908), para informar o conde sobre a situação dos indianos no Transvaal e tecer considerações quanto à superioridade da resistência pacífica sobre a força bruta, Gandhi comunica-lhe o desejo de traduzir e publicar, junto com um amigo, 20 mil exemplares da referida carta de Tolstói. A esse respeito escreve Gandhi: I would also venture to make a suggestion. In the concluding paragraph you seem to dissuade the reader from a belief in reincarnation. I do not know whether (if it is not impertinent on my part to mention this) you have specially studied the question. Reincarnation or transmigration is a cherished belief with millions, in India, indeed, in China, also. With many, one might almost say, it s a matter of experience, no longer a matter of academic acceptance. It explains reasonably the many mysteries of life. With some of the passive resisters who have gone through the gaols in Transvaal, it has been their solace. My object in writing this is not to convince you of the truth of the doctrine, but to ask you if you will please remove the word reincarnation from the other things you have dissuaded your reader from.

9 [Eu quero também aventurar uma sugestão. No parágrafo final de sua carta, o senhor parece dissuadir o leitor de crer na reencarnação. Não sei se o senhor estudou particularmente a questão (se não for impertinência minha mencionar isso). Reencarnação ou transmigração é uma crença muito cara a milhões, na Índia, com certeza, e na China, também. Para muitos, poderíamos dizer, se trata de quase poder-se dizer que é uma questão de experiência, e não mais de aceitação acadêmica.explica razoavelmente os muitos mistérios da vida. Foi um alívio para alguns dos resistentes passivos que estiveram presos, no Transvaal. Meu objetivo aqui não é convencer o senhor da verdade da doutrina, mas saber se poderia,por favor, retirar a palavra reencarnação da série de outras coisas das quais o senhor dissuadiu seus leitores.] O pedido de Gandhi quanto à fé na doutrina da reencarnação ( metempsicose) explica-se por seu profundo conhecimento do espírito dos hindus, cuja religiosidade não devia ser abalada, mas sim intensificada, tendo em vista os propósitos pelos quais ele lutaria, primeiro como advogado da causa indiana na África do Sul ( ) e depois, de volta à Índia (1915), por sua libertação do jugo do Império Britânico ( 1945). É um estranho fenômeno a Índia escreve Tolstói em sua Carta a um hindu onde mais de duzentos milhões de pessoas bem dotadas fisicamente e mentalmente se acham em poder de um pequeno número de pessoas distantes delas em pensamento, e inferiores a elas em termos de moralidade religiosa (...) mas com as conclusões imorais por essa minoria deduzidas e geralmente chamadas de civilização (...) A causa principal, se não a única da escravização do povo indiano está na mera ausência de uma consciência religiosa e num guia para a conduta, dela derivada.. Foi justamente essa considerável diferença de número e de crença, observada por Tolstói, que se tornaria o argumento-chave para que Gandhi - o guia de quem os indianos estavam à espera - exigisse sua libertação dos ingleses, e a resistência pacífica passaria a ser justamente a melhor estratégia para a conquista de sua independência. A resposta de Tolstói (07/10/1909) ao pedido de Gandhi é a seguinte:

10 Prefiro não excluir o termo reicarnation porque, em minha opinião, a fé na reincarnation nunca poderá ser tão forte ( tviórda) como a fé na imortalidade da alma, e na justiça e no amor de Deus. Entretanto, façam como queiram. Para o pobre povo russo os preceitos aos quais Tolstói reduziu o Sermão da Montanha eram segundo o escritor os mais importantes naquela contingência histórica. Em particular, citando novamente a Carta a um hindu, o preceito do amor universal: Em cada indivíduo se manifesta um elemento espiritual que dá vida a tudo o que existe e que luta para unir-se a tudo que tenha uma natureza semelhante, através do amor.vê se isso no Bramanismo, Judaísmo, Mazdaísmo, (Zoroastro), Budismo, Taoísmo,Confucianismo. Gregos, Romanos, Cristianismo, Moametismo. O fato de surgir em tantas crenças e lugares diferentes mostra que ele é inerente à natureza humana e contém a verdade. Este elemento espiritual deve dirigir a vida. Se a resistência pacífica, impulsionada por Gandhi e adotada em escala nacional por um povo que reconhecia nele seu guia político-religioso foi um sucesso na Índia, o preceito do amor universal proposto claramente pelo Cristianismo Antigo - só vinga, entretanto, para seres humanos isolados, cujo guia só pode ser quando existe sua própria consciência. Veja-se, a esse respeito, o que diz Rousseau no Contrato Social: A religião considerada na sua relação com a sociedade, que é geral ou particular, pode igualmente ser dividida em duas espécies, a saber, a religião do homem e a religião do cidadão. A primeira, desprovida de templos, de altares, de ritos, circunscrita ao culto puramente interior do Deus supremo e aos deveres eternos da moral, é a genuína e simples religião do Evangelho, o teísmo verdadeiro, 1 e o que se pode chamar de direito divino natural. A outra, inscrita num só país, confere-lhe seus deuses, seus patronos próprios e tutelares: esta possui seus dogmas, seus ritos, seu culto exterior prescrito por leis; fora da única nação que a professa, tudo é para ela infiel, estrangeiro, bárbaro; ela só estende os deveres e os direitos do homem até onde se 1 Ver o Emílio, Livro IV. (NT)

11 encontram os seus altares. Tais foram todas as religiões dos primeiros povos, às quais se pode designar como direito divino civil ou positivo 2. Há uma terceira espécie de religião mais bizarra, que dando aos homens duas ligações, dois chefes, duas pátrias, os submete a deveres contraditórios e os impede de poderem ser,simultaneamente, devotos e cidadãos. Tal é a religião dos lamas, 3 a dos japoneses, o cristianismo romano. A este ultimo podemos chamar religião do padre, do que resulta uma espécie de direito misto insociável 4 que não tem nome. Se considerarmos essas três formas de religião veremos que todas elas têm seus defeitos. A terceira forma é tão conspicuamente má que seria perda de tempo empenhar-se em demonstrá-la. Tudo o que rompe a unidade social não vale nada. Todas as instituições que levam o homem à contradição consigo mesmo nada valem. 5 A segunda 6 é boa pois une o culto divino ao amor às leis e porque, fazendo da pátria o objeto da adoração dos cidadãos, ensina-lhes que servir o Estado é servir ao deus tutelar. É uma espécie de teocracia, na qual não se deve, em absoluto, ter outro pontífice que não seja o Príncipe, nem outros sacerdotes senão os magistrados. E então morrer por seu país é alcançar o martírio, transgredir as leis é ser ímpio e submeter um culpado à execração pública é devotá-lo à ira dos deuses: sacer stod. 7 Mas ela é má pelo fato de sido fundada no erro e na mentira, engana os homens, os torna crédulos, supersticiosos, submergindo o verdadeiro culto da divindade em um vão cerimonial. Inda é má quando, fazendo-se exclusiva e tirânica, torna um povo sanguinário e 2 Esta analise rousseauniana da religião pode ser comparada com proveito com a bergsoniana. Em Les deux souces de la morale et la religion (As duas fontes da moral e da religião), Bérgson distingue duplamente a religião (religião estática e religião dinâmica), atrelando-as à sociedade fechada e à sociedade aberta. (NT) 3 Sacerdote do budismo tântrico, modalidade praticada no Tibete. (NT) 4 O sentido é especifico: que não permite estabelecer relações de sociabilidade. Isto se reporta em Rousseau à indivisibilidade da soberania: o homem não poderia prestar obediência a dois senhores. (NT) 5 Isto é axiomático para Rousseau, na trilha de Aristóteles: o homem só se atualiza enquanto homem como integrante da polis (πολιζ). E a unidade social reclama necessariamente a unidade psicológica do individuo humano. (NT). 6 Ou seja, o que Rousseau chama de religião do cidadão. (NT) 7 Declarar sagrado com esta fórmula (estar sagrado) alguém corresponderia a emitir ordem: Que seja entregue aos deuses infernais, amaldiçoados. (NT)

12 intolerante, de sorte que esse se limita a respirar assassínio e crê realizar uma ação santa matando quem quer que não reconheça os seus deuses. Isto põe um povo num estado natural de guerra contra todos os outros, o que é muito nocivo à sua própria segurança. Resta, portanto, a religião do homem ou o cristianismo, não este da atualidade, mas aquele do Evangelho que é totalmente diferente, pois nessa religião santa, sublime, verdadeira, os homens, filhos do mesmo Deus, se reconhecem todos como irmãos e a sociedade que os une não se dissolve nem por ocasião da morte. 8 Mas não tendo essa religião nenhuma relação particular com o corpo político, deixa as leis exclusivamente com a força que extraem de si mesmas, sem juntar-lhes qualquer outra e, em função disso, um dos grandes liames da sociedade particular fica sem efeito. Mas ainda: longe de unir os corações dos cidadãos ao Estado, ela os desliga de todas as coisas da terra: não conheço nada mais contrário ao espírito social. Dizem que um povo de verdadeiros cristãos formaria a mais perfeita das sociedades imaginável. No que toca à sua suposição, só vejo uma grande dificuldade: uma sociedade de verdadeiros cristãos não seria mais uma sociedade humana. Digo até que essa sociedade suposta não seria graças a toda sua perfeição nem a mais forte, nem a mais duradoura. À força de ser perfeita lhe faltaria coesão; seu vício aniquilador residiria na sua própria perfeição. Cada um cumpriria o seu dever; o povo estaria submetido às leis, os chefes seriam justos e moderados, os magistrados íntegros, incorruptíveis, os soldados desdenhariam da morte, não haveria nem vaidade nem luxo. Tudo isso é excelente, mas olhemos mais longe. O cristianismo é uma religião inteiramente espiritual, ocupada unicamente das coisas do céu. A pátria do cristão não pertence a esse mundo. Ele cumpre seu dever, é verdadeiro, mas age com profunda indiferença quanto ao bom ou mau resultado de seus cuidados. Contanto que não tenha nada de que se censurar, pouco se lhe dá se tudo vai bem ou mal cá 8 Por mais obvio que nos possa parecer hoje, no seu tempo Rousseau foi um dos poucos que ousou assinalar com clareza (sem complexidade filosófica) a disparidade flagrante entre o cristianismo oficial e institucional da Igreja e o cristianismo genuíno do Evangelho de Cristo. (NT)

13 embaixo. Se o Estado é próspero, ele mal ousa usufruir da felicidade pública, receando tornar-se de orgulhoso em relação à glória de seu país; se o Estado sucumbe, ele bendiz a mão de Deus que pesa sobre seu povo. Para que a sociedade fosse pacífica e se mantivesse a harmonia seria necessário que todos os cidadãos sem exceção fossem igualmente bons cristãos. Mas se, por infortúnio, nela se encontrasse um só ambicioso, um só hipócrita, por exemplo um Catilina, um Cromwell, este com certeza mercantilizaria seus piedosos compatriotas. A caridade cristã não permite facilmente que se pense mal do próximo. Bastaria que ele, mediante qualquer manha, achasse a arte de se impor e de se apossar de uma parte da autoridade publica, ei-lo um homem construído em dignidade; Deus quer que se o respeite; e logo temos um poder; Deus quer que se o obedeça. O depositário desse poder abusa? É o látego com o qual Deus castiga seus filhos. Torna-se questão de consciência expulsar o usurpador: ter-se-á de perturbar a tranqüilidade pública, fazer uso da violência, derramar sangue. Tudo isso não se harmoniza bem com a doçura do cristão; e, afinal, que importa que se seja livre ou servo neste vale de miséria? O essencial é atingir o paraíso e a resignação é um passo a mais para isso. [Os grifos são nossos]. Um comentário, que sintetizamos em parte, e com o qual concluímos, é dado a isso, entre muitos, por Alexis de Tocqueville ( ): Para os povos cujos líderes políticos não sejam, ao mesmo tempo, líderes religiosos aos quais se sujeitem, ou seja, para os habitantes dos países democráticos em que vige a igualdade e em que há uma separação entre Estado e Religião, o único guia possível para todos é a lei. Fora disso, resta a consciência individual, pois a igualdade segundo a tese de Alexis de Tocqueville em A Democracia na América- embora introduza grandes bens no mundo, sugere aos homens (...) instintos muito perigosos; tende a isolá-los uns dos outros para levar cada um a ocupar-se apenas de si mesmo. Abre desmesuradamente sua alma ao amor dos prazeres materiais. p. 302, op. cit., e ainda, na mesma página:

14 A maior vantagem das religiões está em inspirar instintos muito contrários. Não há religião que não situe o objeto dos desejos do homem além e acima dos bens da terra, e que não eleve sua alma para regiões muito superiores às dos sentidos.nenhuma há também que não imponha deveres para com a espécie humana ou em comum com ela, e que não o tire, de vez em vez, da contemplação de si mesmo. Por isso os povos religiosos são naturalmente fortes precisamente nos lugares onde os povos democráticos são frágeis

15 Bibliografía -Letter on non-resistance by Lev Tolstoy to E. H. Crosby N.York, 1896, in English -Letter to an Hindu ( TarakNath Das) by Lev Tolstoy ( 1908), with preface by Mohandas K. Ghandi, in English -Letter from Mohandas K. Ghandi to Lev Tolstoy ( 01/10/1909), in English -Answer from Lev Tolstoy to Mohandas K. Ghandi ( 07/10/1909), in Russian - Letter from Mohandas K. Ghandi to Lev Tolstoy ( 10/11/1909), in English (no answer) - Letter from Mohandas K. Ghandi to Lev Tolstoy ( 04/04/1910), in English Answer from Lev Tolstoy to Mohandas K. Ghandi ( 08/04/1910), in Russian - Letter from Mohandas K. Ghandi to Lev Tolstoy ( 15/08/1910), in English Answer from Lev Tolstoy to Mohandas K. Ghandi ( 07/09/1910), in Russian, in English -J.J. Rousseau Contrat Social ou Principes du Droit Politique- Suivi de Discours, Lettre a Dalembert sur les Spectacles, etc. etc.garnier Frères, Paris, J.J. Rousseau Les Confessions Garnier Frères, Paris, J.J. Rousseau ROUSSEAU Do contrato Social. Folha de S. Paulo, A.de Tocqueville - A Democracia na América ( trad. de Neil Ribeiro da Silva) Levoir Oeiras Portugal, O Rosolia História antiga ( os Indus) Livraria Francisco Alves, R.J. S.P. B.H. s/d. -Passos importantes na vida de Gandhi, retirados de Gandhi, de 1982 dirigido por Richard Attenborough: Início; África do Sul; Criando confusão; Nas minas; Bombaim; Índia 1915; A recepção; Gandhi fala; Ele está chegando; A audiência pública; A casa do tenente governador; Impondo uma lição; General Dyer; Mensagem para as massas; Mirabehn; Passeata e tumulto;julgamento; Estado de Porbandar ;A marcha; -Colhendo sal em Dharasana; Na Inglaterra; Margaret Bourke-White; Kasturba; Protestos; Dia da Independência; Fronteira Índia-Paquistão; Jejuar até a morte; Nós paramos... é uma promessa;30 de janeiro de 1948.

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