OS REFLEXOS DE UM PRETÉRITO IMPERFEITO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "OS REFLEXOS DE UM PRETÉRITO IMPERFEITO"

Transcrição

1 OS REFLEXOS DE UM PRETÉRITO IMPERFEITO Helem Juliane de Oliveira Dias Universidade Estadual de Montes Claros- UNIMONTES Grupo de trabalho: Desenvolvimento e Criminalidade (comunicação coordenada) 1. Introdução Um dos maiores desafios da sociedade moderna é auxiliar o sujeito que defronta com obstáculos advindos do encarceramento, seja ele durante o tempo de prisão, ou após esta, quando o egresso se encontra numa situação de liberdade, a do convívio em sociedade. É, a saber, que o sistema prisional brasileiro encontra-se falido, experiências mostram que os ex-presos não são recuperados no atual modelo praticado pelas instituições prisionais. Há falta de recursos, de infra-estrutura e inexistência de prioridade para com o desenvolvimento da cidadania do preso 1. Dentro desta perspectiva, lidar com o egresso é um grande desafio, porque envolve preconceitos. A lei de Execução Penal LEP no art. 26 define egresso estabelecendo duas categorias deste, a primeira compreendendo o condenado libertado definitivamente, que pelo prazo de um ano após sua saída do estabelecimento é assim considerado, compreendendo também aqui o desinternado de Medida de Segurança, pelo mesmo prazo. Outra categoria é o liberado condicional, mas somente durante o seu período de prova. Nesse contexto, o Estado e a sociedade terão de encarar este desafio e buscar soluções urgentes, deste modo a Secretaria de Defesa Social do Estado por meio da Superintendência de Prevenção a Criminalidade, e através do Núcleo de Prevenção a Criminalidade desenvolveu um programa voltado a ressocialização e reintegração social 1 BRASIL. Relatório da Situação do Sistema Prisional Brasileiro. Síntese realizada pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias Câmara dos Deputados em parceria com a Pastoral Carcerária CNBB. Brasília, 2006.

2 de egressos à sociedade: Programa de Reintegração Social de Egressos do Sistema Penitenciário - PRESP, localizado em Montes Claros - MG. 2. O egresso do cárcere resguardado pela lei de execução penal LEP. Em 1984, com a reforma da Parte Especial do Código Penal Brasileiro, promulgou-se a Lei de Execuções Penais - LEP 2. Nesta lei estipula-se que o apenado terá direito à assistência material, à saúde, jurídica, educacional, social e religiosa. Explicita o art. 10 que a assistência ao preso e ao internado é dever do Estado, objetivando prevenir o crime e orientar o retorno à convivência em sociedade. A lei, garantindo uma série de assistência aos presos, amplia o rol dos beneficiados incluindo nele os egressos do sistema penitenciário (BRASIL. Lei 7210, Art. 10, parágrafo único). Quanto ao trabalho, a LEP lhe atribui importância social, sendo caracterizado como dever social e condição de dignidade humana, tendo finalidade educativa e produtiva. Sabe-se que, a contribuição do trabalho prisional dá-se na esfera simbólica, pois consegue distinguir entre presos trabalhadores e presos comuns. Outra constatação que muitos estudiosos evidenciam é quanto ao trabalho prisional não garantir a ressocialização, por ser muito diferente do trabalho fora da prisão; assim, os ofícios aprendidos na prisão, na maioria dos casos, não terão mercado de trabalho fora dela. Deste modo, o trabalho prisional acaba por ser útil apenas para passar o tempo 3, mas não no sentido de reeducar completamente o individuo, com o propósito de torná-lo um trabalhador fora da prisão. Desta forma, se faz necessário observar se os egressos do sistema penitenciário encontram lugar no mercado de trabalho formal ou somente encontram trabalhos informais. E, o que estes percebem que lhes falta para a sua reintegração na sociedade. No art. 25 da Lei de Execução Penal LEP refere-se à assistência ao egresso, consistindo na orientação e apoio para reintegrá-lo à vida em liberdade. Em termos conceituais, entende-se por reintegração social o processo pelo qual a sociedade (re)inclui aqueles que ela excluiu, através de estratégias nas quais esses 'excluídos' tenham uma participação ativa, isto é, não como meros objetos de assistência, mas como sujeitos (SÁ, 2005, p.05). Segundo o Departamento 2 BRASIL, Lei nº 7210, de 13 de julho de Institui a lei de Execução Penal. Diário Oficial da Republica Federativa do Brasil, Brasília, DF, 13/07/ GOFFMAN, Eving. Manicômios, prisões e conventos.7.ed. São Paulo: Perspectiva, RAMALHO,J.R. O mundo do crime: a ordem pelo avesso. 3. ed. São Paulo: IBCCRIM,2002.

3 Penitenciário Nacional DEPEN, órgão do Ministério da Justiça responsável pela definição da política e das diretrizes penitenciárias a serem seguidas pelos Estados da Federação 4, [...] as ações de reintegração social podem ser definidas como um conjunto de intervenções técnicas, políticas e gerenciais levadas a efeito durante e após o cumprimento de penas ou medidas de segurança, no intuito de criar interfaces de aproximação entre Estado, comunidade e pessoas beneficiárias, como forma de lhes ampliar a resiliência e reduzir a vulnerabilidade frente ao sistema penal (DEPEN, site oficial, extraído em 24/09/2009). É importante ressaltar que, ressocializar significa tornar o ser humano capaz de viver em sociedade novamente, consoante à maioria dos homens fazem. A palavra ressocializar poderia, a princípio, referir-se apenas ao comportamento do ex-preso, aos elementos externos que nós podemos resumir da seguinte forma: ressocializar é modificar o comportamento do ex-detento, para que seja harmônica com o comportamento socialmente aceito e não nocivo à sociedade. Entretanto, como sabemos, antes do comportamento existem os valores, nós agimos atuamos em função desses valores. O comportamento é um elemento externo, dessa forma, é essencial influir nos valores diretamente, tornando-os o máximo possível sociáveis. Logo entendemos que, ressocializar não significa apenas dar um emprego ao preso na prisão ou quando ele for libertado, ou não ter preconceitos contra os expresidiários. Estas são atitudes positivas é evidente, todavia, o processo da ressocialização é muito mais complexo e inicia por uma reversão dos valores nocivos do condenado, para valores benéficos para a sociedade. Como conseguir essa transformação é um grande desafio. Tendo em vista os problemas advindos da falência do sistema prisional e o não cumprimento da LEP foi criado um programa voltado à ressocialização e reintegração social de ex-detentos do sistema penitenciário - PRESP. Deste modo, compreendermos a concepção de ressocialização para o programa - PRESP e para os egressos do sistema penitenciário inseridos neste programa, se torna fundamental. Uma vez que, podemos verificar se as idéias estão sendo compatíveis, e assim atingirmos os ex-presos no que estes esperam do programa - PRESP. Portanto, dentro do processo de ressocialização do preso condenado é fundamental uma práxis que resgate, enquanto ainda esteja encarcerado, os seus valores de pessoa, de ser humano, os valores em comum com a sociedade livre. Isto só pode ser 4

4 conseguido através de um ambiente de experiências favorável à assimilação destes. Este ambiente de experiências favorável deve ser o mais amplo possível. O efetivo cumprimento da Lei de Execuções Penais LEP, a qual tem o status de uma espécie de Constituição Federal do preso - é crucial neste processo. Na prática este objetivo de ressocialização é completamente frustrado. E devido às supracitadas razões que Alessandro BARATTA (2002) propõe que o conceito de reintegração social seja repensado de forma crítica. A estigmatização do ex-presidiário é um dos fatores que dificultam sua reintegração, o que acaba provando sua nova exclusão, e consequentemente, o retorno à vida do crime é possível, e provavelmente à vida no cárcere em algum momento futuro (HULSMANN,1993,p.69). A estigmatização tem um aspecto simbólico, que é o da sua representação como ex-presidiário, e assim como um sinal de perigosidade para a sociedade como um todo (família, mercado de trabalho, polícia ) e tem também um aspecto material, que é o da personalidade estigmatizada desenvolvida pelo preso na cadeia e agora reforçada, quando em liberdade. Num momento em que se busca resgatar valores humanos, a exclusão social dos egressos do sistema penitenciario manifesta de diversas formas e assume, muitas vezes, um refinamento que assusta a todos. Atos aparentemente simples desta exclusão, implica privações, falta de recursos ou de uma forma mais abrangente ausência de cidadania. Deste modo, é importante compreendermos o que os ex-detentos pensam sobre sua realidade social. 3. O Programa de Reintegração Social de Egressos do Sistema Penitenciário - PRESP A pesquisa busca perceber a atuação de um programa desenvolvido pela Secretaria de Defesa Social do Estado por meio da Superintendência de Prevenção a Criminalidade, e através do Núcleo de Prevenção a Criminalidade, voltado a ressocialização e reintegração social de egressos à sociedade: Programa de Reintegração Social de Egressos do Sistema Penitenciário - PRESP, localizado em Montes Claros - MG. Este programa atende aos egressos liberados definitivamente do sistema penitenciário, em livramento condicional, em prisão domiciliar e em prisão albergue, somente quando houver alguma condição imposta pelo juiz que viabilize a atuação do

5 programa. O programa também atende aos pré-egressos, e ainda amplia o rol de beneficiados atendendo também os familiares destes egressos. O objetivo do programa - PRESP é promover a construção da cidadania, fortalecendo o vínculo familiar, proporcionando a inclusão produtiva, viabilizando condições de auto-sustentabilidade e evitando a reincidência criminal. Portanto, o programa age preventivamente no combate à violência e criminalidade; acolhendo sujeitos do sistema prisional e seus familiares; desta forma o programa compõe rede de ação integrada; promove políticas públicas de inclusão social; rompe com ciclos de violência; minimiza a vulnerabilidade pessoal do sujeito do sistema prisional e seus familiares e dispõe de condições para formação de Agente de Promoção de Cidadania. Sabemos que, a saída do sistema penitenciário coloca para o preso uma situação dificil, de extrema complexidade, no que concerne ao modo de sobrevivência que virá desenvolver, pois retorna a sociedade despreparado e estigmatizado como criminoso, destarte o programa PRESP se manifesta positivamente na vida destes egressos. Além da dificuldade de enfrentar determinadas situações da vida livre devido ao desculturamento, proveniente do período de tempo levado em regime fechado, o expresidiario terá de conviver com o estigma e a rejeição. Diante disso, além de deixar o preso em uma posição inferior ao que ocupava, leva-o a sentir piedade de si próprio. O estigma é conceituado por GOFFMAN (1978,p.29) como um atributo que torna diferentes dos outros(...) deixamos de considerá-lo criatura comum e total, reduzindo-o a uma pessoa estranha e diminuida. Consequentemente, este se torna um instrumento de exclusão social, à medida que comprova que o individuo é um ex-presidiario. Assim, a pesquisa parte do pressuposto de que o fato a prisão não garantir a ressocialização dos egressos do sistema penitenciário é de extrema importância criar um mecanismo para amparar estas falhas, assim o Programa de Reintegração Social de Egressos do Sistema Penitenciário - PRESP obtém resultados significativos no que concerne a reintegração e ressocialização dos ex-presos, haja vista que tanto um como o outro percebem como ressocialização e reintegração social o acesso ao emprego e a capacitação profissional. Porém, mesmo diante destas supracitadas condições, o egresso percebe que a sociedade o rejeita, o estigmatiza e o repugna. 4. Cárcere, sistema punitivo, mercado de trabalho: interpretações sobre a sua realidade.

6 Durkheim (1983) nos expõe que o crime é produzido pela sociedade em termos abstratos e praticado em concreto por um determinado membro da sociedade, que não aderiu à ordem social. A teoria estrutural-funcionalista de Durkheim (1983) nos revela que o crime é normal em determinado limite. O que podemos perceber é que os indivíduos não partilham entre si os mesmos sentimentos com a mesma intensidade, uns interiorizam alguns sentimentos mais do que outros, o que implica que possa existir conduta que pelo seu grau de desvio venham a apresentar-se como criminosas. Destarte, mais do que normal o crime também é necessário para promover a mudança e desta forma a evolução da sociedade. Deste modo, tratar do crime como um fato social de caráter normal e necessário, permite-lhe-a reabilitar cientificamente o fenômeno criminal e demonstrar que na prática do crime poderá depender não tanto do individuo, que de acordo com esta concepção age e pensa sob a pressão dos múltiplos constrangimentos que se desenvolve na sociedade, mas, diversamente poderá apresentar em abstrato uma ampla raiz de imputação social. Segundo Durkheim (1983) a sociedade não é produto da ação e da consciência individual. A sociedade é para ele um depositório de valores que de uma forma mais ou menos regular se consensualiza. Desta forma, a sociedade funciona como um ambiente verdadeiramente condicionador da ação individual. A teoria das subculturas criminais de Cloward-Ohlin e Sutherland citado por Baratta (2002, p.10-11) nos mostra que a desigual distribuição estrutural do acesso a meios legítimos para realizar metas culturais compele minorias desfavorecidas para modelos de comportamentos desviantes, difundidos por aprendizagem através da comunicação e a associação subcultural: a existência estratificada dos grupos sociais, com valores e normas específicos interiorizados por aprendizagem, permitiria contextualizar o comportamento em sistemas valorativos e normativos concorrentes (...) e assim, explicar o crime como atitude conforme a valores e normas sociais e não, propriamente, como atitudes contrárias aos valores e normas sociais. (...). Se a escolha dos sistemas de valores e de normas não é livre, mas determinada por condições sociais e por mecanismo de aprendizagem e de comunicação subcultural, poderia parecer inconsistente uma concepção ética da culpabilidade, que reprova pela atitude interior como expressão de livre determinação contra valores institucionalizados.

7 Contudo, se a sociedade condiciona a ação individual o individuo não se torna somente o responsável pela a sua ação, deste modo, a sociedade tem que criar mecanismos para deter algumas falhas que poderão surgir, como por exemplo, alguns indivíduos causarem a desordem social, e um destes mecanismos é a pena. Para Beccaria (1998) o fim da pena é a defesa social. A pena não tem, ou não tem somente, a função de retribuir, mas de prevenir o crime. Do mesmo modo que, uma sanção abstratamente prevista pela lei, tem a função de criar uma justa e adequada contramotivação ao comportamento criminoso. Argumenta-se então que, a sanção concreta exerce a função de ressocializar o delinqüente; desta forma afirma Romagnosi citado por Baratta (2002,p.35) se depois do primeiro delito existisse uma certeza moral de que não ocorreria nenhum outro, a sociedade não teria direito algum de puni-lo (o delinqüente). Não obstante, a pena não é o único meio de defesa social, temos que ambicionar a prevenção do delito, através do melhoramento e desenvolvimento das condições de vida social. Na análise do capitalismo contemporâneo Baratta (2002) nos apresenta a relação entre cárcere/marginalização social, onde o cárcere seria o momento culminante de mecanismos de criminalização, inteiramente infrutuoso para reeducar os condenados, uma vez que a educação deve promover a liberdade e o auto-respeito; mas sabe-se que o cárcere produz degradação e repressão. Consequentemente, a pena não pode transformar homens violentos em indivíduos sociáveis, portanto, institutos penais não podem ser institutos de educação. Segundo Baratta (2002), a prisão se caracteriza por dois processos complementares: um processo de desculturação em face da sociedade, com redução da vontade, perda do senso de responsabilidade, formação de imagens ilusórias da realidade e distanciamento progressivo dos valores sociais; e um outro processo de aculturação em face da prisão, com absorção de valores e adoção de modelos de comportamento próprios da cultura carcerária: o condenado ou assume o papel de bom preso, com atitudes de conformismo e oportunismo, ou assume o papel de criminoso, compondo a minoria dominante na cárcere, com poder sobre recursos e culto à violência ilegal. Rusche e Kirchheimer (2004) complementam o que Baratta (2002) nos manifesta e estes nos exibem as relações existentes entre mercado de trabalho, sistema punitivo e cárcere.

8 É, a saber, que o mercado de trabalho no sistema capitalista assume uma dimensão não só econômica, mas política e econômica ao mesmo tempo, sobre a qual influi o sistema de status e o poder estatal. É claro que, o processo de exclusão implicado no mercado de trabalho representa um terreno de cultura para a marginalização criminal. Desta forma, a tentativa de executar uma ressocialização mediante o trabalho não pode, portanto, ter sucesso, sem incidir sobre a exigência própria da acumulação capitalista de alimentar periodicamente a exclusão. A marginalização criminal revela o caráter impuro da acumulação capitalista, que implica necessariamente os mecanismos econômicos e políticos do parasitismo e da renda. A esperança de socializar, através do trabalho setores da marginalização criminal, se choca com a lógica da acumulação capitalista, que tem necessidade de manter ativos setores marginais do sistema e mecanismos de renda e parasitismo. Ou seja, é impossível enfrentar o problema da marginalização criminal sem incidir na estrutura da sociedade capitalista, que tem necessidade de desempregados, que tem necessidade por motivos ideológicos e econômicos, de uma marginalização criminal. Diante disso, Young (2002) nos revela de maneira espetacular a questão da exclusão social e afirma que, o essencialismo dá uma base cultural de conflitos e é o pré-requisito necessário para a demonização de partes da sociedade. O autor expõe que a demonização é importante porque permite que os problemas da sociedade sejam colocados nos ombros dos outros, em geral percebidos como atuados na margem da sociedade. Ocorre então a inversão da realidade causal, em vez de reconhecer que temos problemas na sociedade por causa do núcleo básico de contradições na ordem social, afirma-se que todos os problemas da sociedade são devidos aos próprios problemas. Deste modo, o crime é moeda forte desta demonização, ou seja, a imputação de criminalidade ao outro desviante é uma parte necessária da exclusão (YOUNG,2002,p.165). Diante disso, Young (2002) afirma que a exclusão social ameaça o sentido de identidade de um individuo ou grupo, torna-o ontologicamente inseguro, abrindo-o assim à adoção de essências; ainda esta exclusão faz com que os atores podem adotar também essências para compensar uma falta de identidade; e finalmente por bloquear oportunidades a exclusão social tanto materialmente quanto em termos de possibilidade de adotar identidades alternativas, pode ser realizadora das aspirações do individuo.

9 De Giorgi (2006) reafirma o que Young (2002) nos expõe sobre a necessidade de projetar o problema no outro desviante ou em classes perigosas, e nos mostra que a metrópole pós-fordista isola, no seu interior, espaços de reclusão que desarticulam violentamente as multidões, reproduzindo uma separação artificial entre aquilo que o autor define como excesso negativo e excesso positivo 5, diferenciando seletivamente as possibilidades de movimento e interação. Assim, dentro do ambiente citadino existe uma série de controles, e estes controles se materializam numa arquitetura que não regula o encontro, mas o impede, não governa a interação, mas cria barreiras a ela, não disciplina as presenças, mas as torna invisíveis. (DE GIORGI,2006, p.104). Assim, cria-se no ambiente da cidade resistências simbólicas e fronteiras materiais que produzem a exclusão social. A contenção do excesso negativo alimenta a sua construção social como classe perigosa, como entidade imprevisível. Então se evidencia a decadência de um poder disciplinar que cultivava a ambição de produzir sujeitos úteis, e alvorecer de um poder de controle que se limita a vigiar populações cujas formas de vida não conseguem alcançar. Deste modo, tem por conseqüência, o desvio, o autor nos expõe que, visto no contexto da interação social, é essencialmente, mais projetado do que materializado, mais temido do que deplorado, mais evitado do que contrastado, mais prevenido do que suprimido. De Giorgi (2006) nos mostra que trata-se de uma esfera sociocognitiva completamente renovada que emerge do conflito bem delineado entre territórios governados e outros perigosos. Dentro desta perspectiva, de fazer incidir o problema no outro desviante ou em classes perigosas Poternoster e Iovanni (1996) nos favorece com as perspectivas da rotulagem e delinqüência e elaboram uma teoria e uma avaliação das evidencias; estes autores trabalham com duas teorias: A teoria do conflito onde o poder político/econômico determina o que e quem é rotulado, assim a definição do desvio é baseada na norma. 5 O excesso negativo se define como um conjunto de subjetividades que excedem a lógica governamental, haja vista a ênfase na contradição entre uma cidadania social ainda baseada no trabalho e uma esfera produtiva que cada vez menos tem necessidade do trabalho braçal. O excesso positivo representa assim, o conjunto de subjetividades que excedem a racionalidade capitalista pois agudizam a contradição entre uma potencialidade produtiva sem limites e cooperativa e um arranjo das relações de produção que cria obstáculos à autonomia do comando capitalista, impondo às relações de produção uma valorização baseada na competição ( YOUNG,2002,p. 90)

10 Poternoster e Iovanni (1996) nos mostram que a orientação do conflito na teoria da rotulagem se manifesta em diversos níveis de análise: Elaboração coletiva de regras, quando grupos econômicos e politicamente mais poderosos utilizam da suas influências para definir como fora da lei os comportamentos que consideram ofensivos e dirigem a elaboração das regras contra grupos identificados como envolvidos nessa atividade; processamento organizacional onde o processo de rotulagem e negociação dos rótulos nas agências de controle social de nível médio; e relações interpessoais onde acontece a negociação acerca do rótulo nos encontros do dia-a-dia. Poternoster e Iovanni (1996) também trabalham com a teoria do interacionismo simbólico onde estes nos revelam que as experiências de ser rotulados é instrumental para a criação tanto de um caráter quanto de um estilo de vida mais desviante. Deste modo é interessante identificarmos que o individuo após ser rotulado, pode se comportar aceitando este rotulo ou negando-o. Porém, o fato de ser rotulado traz algumas conseqüências; se o fato é mantido particular a atribuição do rotulo não leva ao desvio secundário; deste modo ser rotulado não o exclui das rotinas normais da vida. Agora, se o status de desviante dos atores é amplamente divulgado é mais provável que este autor sofra práticas de exclusão. Os teóricos caracterizam a reação societal e o processo da rotulagem como abrangendo: uma audiência social hostil que imputa atribuições negativas ao caráter, o que pode também restringir o acesso do ator as atividades e oportunidades normais; ao apoio por parte de uma audiência não desviante, o que pode fazer imputações não desviantes ao ator, permitindo-lhe rejeitar as prescrições negativas e manter rotinas normais abertas; e também apoio por parte de uma audiência desviante que pode tornar a aceitação por parte do ator menos solitária, apresentando-lhe ao mesmo tempo rotinas e oportunidades desviantes. 5. O método de investigação Com o propósito de investigar a realidade social dos egressos do sistema penitenciário define-se a abordagem qualitativa como a mais adequada para este estudo. Isso se justifica pelos conceitos dados à pesquisa qualitativa, como uma atividade que situa o pesquisador no mundo do sujeito, por meio de um conjunto de interpretações, materiais e práticas que tornam esse mundo visível e o transformam. As práticas que constituem a pesquisa qualitativa traduzem o mundo em uma série de representações, tornando-a um método interpretativo, que estuda os fenômenos

11 na sua área natural, buscando os significados que as pessoas dão a eles (DENZIN e LINCOLN, 2006). Galvão (2004) se refere à pesquisa qualitativa como muito rica em termos de reflexibilidade e de possibilidades de atuação, caracterizada por um aspecto multidirecional, porém fundamentada, principalmente, por leituras da área especifica em questão. Denzin e Lincon (2006) comentam a respeito da palavra qualitativa, cuja implicação está na ênfase às qualidades, processos e significados que não são experimentalmente examinados ou medidos em termos de quantidade, soma, intensidade ou freqüência, mas sim destacada a natureza da realidade construída socialmente, a relação entre pesquisador, pesquisado e aquilo que está sendo estudado, bem como as situações restritas que incorporam a investigação. Ao apontar o caráter natural do estudo, busca-se investigar o que diz respeito ao modo como uma experiência social é construída e o significado dado a ela. Para isso, a pesquisa qualitativa dispõe de uma variedade de práticas interpretativas, procedimentos e instrumentos, a fim de obter uma melhor compreensão do assunto estudado. Entretanto, cada uma delas torna o mundo visível de uma forma diferente. Dai a importância do comprometimento quanto ao uso dessas práticas e instrumentos de coletar de dados em qualquer que seja a pesquisa. A pesquisa será realizada com os egressos do sistema penitenciário inseridos num programa desenvolvido pela Secretaria de Defesa Social do Estado por meio da Superintendência de Prevenção a Criminalidade e através do Núcleo de Prevenção a Criminalidade, voltado a ressocialização e reintegração social de egressos à sociedade: Programa de Reintegração Social de Egressos do Sistema Penitenciário - PRESP, localizado em Montes Claros. Utilizaremos do método funcionalista,uma vez que este como afirma Lakatos (1991) é a rigor mais um método de interpretação do que de investigação, levando em consideração que a sociedade é formada por partes componentes, diferenciadas, inter-relacionadas e interdependentes, satisfazendo, cada uma, funções essenciais da vida social, e que as partes são bem mais entendidas compreendendo-se as funções que desempenham no todo. O método funcionalista considera, de um lado, a sociedade como uma estrutura complexa de indivíduos, reunidos numa trama de ações e reações sociais; de outro, como um sistema de instituições correlacionadas entre si, agindo e reagindo umas em relação às outras(lakatos,1991,p.110).

12 Como instrumentos de coleta de dados utilizaremos entrevistas não dirigida individual. Considera-se esse instrumento adequado aos objetivos propostos neste estudo, visto que apresenta grande possibilidade de obtenção de informações com maior profundidade a respeito das experiências e raciocínio dos participantes. Lakatos (1991) expõe os benefícios da entrevista não dirigida, uma vez que existe uma liberdade total do entrevistado em expressar suas opiniões e sentimentos. Assim a função do entrevistador é o de incentivo, levando o entrevistado a falar sobre determinado assunto. Chizzotti (2005) nos afirma ainda que o acesso as informações mais significativas requer alguns cuidados especiais. O entrevistador deve manter em escuta ativa e com a atenção receptiva a todas as informações prestadas, quaisquer que sejam elas, intervindo com discretas interrogações de conteúdos ou com sugestões que estimulem a expressão mais circunstanciada de questões que interessem a pesquisa.a atitude disponível à comunicação, a confiança manifesta nas formas e escolhas de um diálogo descontraído devem deixar o informante inteiramente livre para exprimir-se, sem receio, falar sem constrangimentos sobre seus atos e atitudes, interpretandoos no contexto em que ocorrem (CHIZZOTTI,2005,p.93) O critério de seleção para participar da pesquisa, se constituiu na caracterização dos egressos inseridos no programa, PRESP. Como forma de avaliação do papel que o programa desempenha e compreendermos a concepção da ressocialização do programa buscaremos saber a partir de entrevistas não dirigidas, quais as visões de sua diretoria, de seus voluntários, funcionários e parceiros, quanto a atuação do programa. 6. REFERÊNCIAS BECCARIA, Cesare Bonesana. Dos Delitos e das Penas. 2.ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998 BAUER, Martins W; GASKELL, George. Pesquisa Qualitativa com textos, imagem e som: um manual pratico. Tradução de Pedrinho A. Guareschi. Petrópolis: Vozes, BARATTA, Alessandro. Criminologia Critica do Direito Penal: introdução a sociologia do direito penal; tradução Juarez Cirino dos Santos. 3ª ed. Rio de janeiro: Revan: Instituto Carioca de criminologia, 2002.

13 BRASIL, Lei nº 7210, de 13 de julho de Institui a lei de Execução Penal. Diário Oficial da Republica Federativa do Brasil, Brasília, DF, 13/07/1984. BRASIL. Relatório da Situação do Sistema Prisional Brasileiro. Síntese realizada pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias Câmara dos Deputados em parceria com a Pastoral Carcerária CNBB. Brasília, CHIZZOTTI, Antonio. Pesquisa em ciências humanas e sociais.7.ed. São Paulo: Cortez, DENZIN, Norman; LINCOLN, Yvonna. O planejamento da pesquisa qualitativa: teorias e abordagens. Porto Alegre, Bookman,2006. DURKHEIM, Émile. As regras do método sociológico. 2ª ed. Trad. de Margarida Garrido Esteves. São Paulo, Abril Cultural, (Coleção Os Pensadores) GALVÃO, Afonso Celso T. Pesquisa Qualitativa. Texto de apoio à aula. Brasília:UCB,2004. GIORGI, Alessandro De. A miséria governada através do sistema penal. Rio de Janeiro: Revan:ICC, GOFFMAN, E. Estigma: notas sobre a manipulação da identidade deteriorada. Rio de Janeiro: Zahar,1978. GOFFMAN, Eving. Manicômios, prisões e conventos.7.ed. São Paulo: Perspectiva, HULSMAN, Louk, CELIS, Jacqueline Bernat de.penas perdidas; o sistema penal em questão. Rio de Janeiro : Lumen, LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de Metodologia Cientifica. 3.ed. São Paulo: Atlas,1991. SÁ, A. A.Sugestão de um esboço de bases conceituais para um sistema penitenciário. In: Manual de Projetos de Reintegração Social. Governo do Estado de São Paulo / Secretaria da Administração Penitenciária, YOUNG,Jock. A sociedade excludente: exclusão social, criminalidade e diferença na modernidade recente. Rio de Janeiro: Revan, Site consultado :

CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS INSTITUIÇÃO: FACULDADE ZUMBI DOS PALMARES AUTOR(ES): MARIANA TOLEDO ALVES TEIXEIRA

CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS INSTITUIÇÃO: FACULDADE ZUMBI DOS PALMARES AUTOR(ES): MARIANA TOLEDO ALVES TEIXEIRA TÍTULO: "DIÁRIO" DE UM EX - DETENTO : AS DIFICULDADES E PRECONCEITOS ENCONTRADOS, NO DIA A DIA,PARA RESSOCIALIZAÇÃO DO EX - PRESIDIÁRIO NEGRO NO BRASIL. CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E

Leia mais

Políticas Publicas de Ressocialização

Políticas Publicas de Ressocialização Primeiro Encontro Mato Grossense de Conselhos da Comunidade Políticas Publicas de Ressocialização ão Rosangela Peixoto Santa Rita 26 de junho de 2008. O Brasil já tem mais de 423 mil presos em seus cárceres;

Leia mais

CARTA DE BRASÍLIA I ENCONTRO NACIONAL DOS CONSELHOS DA COMUNIDADE Brasília 6 e 7 dezembro de 2012

CARTA DE BRASÍLIA I ENCONTRO NACIONAL DOS CONSELHOS DA COMUNIDADE Brasília 6 e 7 dezembro de 2012 CARTA DE BRASÍLIA I ENCONTRO NACIONAL DOS CONSELHOS DA COMUNIDADE Brasília 6 e 7 dezembro de 2012 Os participantes do I ENCONTRO NACIONAL DOS CONSELHOS DA COMUNIDADE, representantes de Conselhos da Comunidade

Leia mais

PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO APRESENTAÇÃO O Projeto Político Pedagógico da Escola foi elaborado com a participação da comunidade escolar, professores e funcionários, voltada para a

Leia mais

JANE PAIVA ELIONALDO FERNANDES JULIÃO

JANE PAIVA ELIONALDO FERNANDES JULIÃO EDUCAÇÃO EM PRISÕES Refere-se à oferta de educação como direito de jovens e adultos em privação de liberdade, no marco dos direitos humanos, em modalidade de atendimento que considera necessidades específicas

Leia mais

PARECER DO CRESS/SP SOBRE A RESOLUÇÃO SAP 88, de 28/04/2010.

PARECER DO CRESS/SP SOBRE A RESOLUÇÃO SAP 88, de 28/04/2010. 1/7 CONSIDERANDO a Lei de Execução Penal 7.210/1984, a partir da redação em vigor dada pela Lei 10.792/2003, especificamente no que diz respeito ao Exame Criminológico; CONSIDERANDO a Súmula Vinculante

Leia mais

PROGRAMA PATRONATO: RESSOCIALIZAÇÃO EM BUSCA DE DIGNIDADE

PROGRAMA PATRONATO: RESSOCIALIZAÇÃO EM BUSCA DE DIGNIDADE 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( X ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO

Leia mais

PROPOSTAS PARA A REDUÇÃO DA VIOLÊNCIA

PROPOSTAS PARA A REDUÇÃO DA VIOLÊNCIA PROPOSTAS PARA A REDUÇÃO DA VIOLÊNCIA 1. Criar o Fórum Metropolitano de Segurança Pública Reunir periodicamente os prefeitos dos 39 municípios da Região Metropolitana de São Paulo para discutir, propor,

Leia mais

Egressos e mercado de trabalho. Sonora Édio Araújo : 00:26/00:45

Egressos e mercado de trabalho. Sonora Édio Araújo : 00:26/00:45 Egressos e mercado de trabalho Imagens externas de presídios no Rio de Janeiro. Imagem Édio Araújo Cooperativa eu quero Liberdade. Gráfico e imagens de apoio. Imagem Maíra Fernandes Presidente do conselho

Leia mais

Realização. Estados Vizinhos Convidados

Realização. Estados Vizinhos Convidados Relatório-síntese do III Seminário de Articulação Nacional e Construção de Diretrizes para a Educação no Sistema Penitenciário Regional Sul Centro Administrativo Porto Alegre - RS 6 e 7 de março de 2006

Leia mais

Diretrizes para Implementação dos Serviços de Responsabilização e Educação dos Agressores

Diretrizes para Implementação dos Serviços de Responsabilização e Educação dos Agressores PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA SECRETARIA DE POLÍTICAS PARA MULHERES SECRETRIA DE ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES Diretrizes para Implementação dos Serviços de Responsabilização e Educação dos Agressores

Leia mais

Princípios norteadores

Princípios norteadores Princípios norteadores A Associação pela Reforma Prisional, Conectas Direitos Humanos, Instituto dos Defensores de Direitos Humanos, Instituto Sou da Paz, Instituto Terra, Trabalho e Cidadania, Instituto

Leia mais

CIDADANIA: o que é isso?

CIDADANIA: o que é isso? CIDADANIA: o que é isso? Autora: RAFAELA DA COSTA GOMES Introdução A questão da cidadania no Brasil é um tema em permanente discussão, embora muitos autores discutam a respeito, entre eles: Ferreira (1993);

Leia mais

PORTARIA NORMATIVA INTERMINISTERIAL Nº- 17, DE 24 DE ABRIL DE 2007

PORTARIA NORMATIVA INTERMINISTERIAL Nº- 17, DE 24 DE ABRIL DE 2007 PORTARIA NORMATIVA INTERMINISTERIAL Nº- 17, DE 24 DE ABRIL DE 2007 Institui o Programa Mais Educação, que visa fomentar a educação integral de crianças, adolescentes e jovens, por meio do apoio a atividades

Leia mais

AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL: ELEMENTOS PARA DISCUSSÃO 1

AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL: ELEMENTOS PARA DISCUSSÃO 1 AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL: ELEMENTOS PARA DISCUSSÃO 1 Sandra M. Zákia L. Sousa 2 As demandas que começam a ser colocadas no âmbito dos sistemas públicos de ensino, em nível da educação básica, direcionadas

Leia mais

GISELE CALDEIRA DE FREITAS PROJETO DE PESQUISA APLICADA: A RESSOCIALIZAÇÃO DO PRESO FRENTE AO SISTEMA PENITENCIÁRIO BRASILEIRO

GISELE CALDEIRA DE FREITAS PROJETO DE PESQUISA APLICADA: A RESSOCIALIZAÇÃO DO PRESO FRENTE AO SISTEMA PENITENCIÁRIO BRASILEIRO GISELE CALDEIRA DE FREITAS PROJETO DE PESQUISA APLICADA: A RESSOCIALIZAÇÃO DO PRESO FRENTE AO SISTEMA PENITENCIÁRIO BRASILEIRO IBAITI 2013 3 AUÍLIO FINANCEIRO A CURSOS PROJETO DE PESQUISA APLICADA SUMÁRIO

Leia mais

TRABALHO SOCIAL COM FAMÍLIAS NO SUAS IRACI DE ANDRADE DRA. SERVIÇO SOCIAL

TRABALHO SOCIAL COM FAMÍLIAS NO SUAS IRACI DE ANDRADE DRA. SERVIÇO SOCIAL TRABALHO SOCIAL COM FAMÍLIAS NO SUAS IRACI DE ANDRADE DRA. SERVIÇO SOCIAL OBJETIVO DO CURSO Capacitar trabalhadores da assistência social para a utilização dos instrumentos técnico-operativos trabalho

Leia mais

Re s p o n s a b i l i z a ç ã o e

Re s p o n s a b i l i z a ç ã o e Anexo II Di r e t r i z e s Ge r a i s d o s Se rv i ç o s d e Re s p o n s a b i l i z a ç ã o e Educação do Agressor SERVIÇO DE RESPONSABILIZAÇÃO E EDUCAÇÃO DO AGRESSOR Ap r e s e n ta ç ã o A presente

Leia mais

Principais Sociólogos

Principais Sociólogos Principais Sociólogos 1. (Uncisal 2012) O modo de vestir determina a identidade de grupos sociais, simboliza o poder e comunica o status dos indivíduos. Seu caráter institucional assume grande importância

Leia mais

Propostas dos GTs da Conferência Municipal de São Paulo. Princípios e diretrizes de Segurança Pública

Propostas dos GTs da Conferência Municipal de São Paulo. Princípios e diretrizes de Segurança Pública Propostas dos GTs da Conferência Municipal de São Paulo Princípios e diretrizes de Segurança Pública Eixo 1 1. Fortalecimento do pacto federativo; 2. Municipalização da Segurança Pública; 3. Estabelecer

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS CURSO DE ADMINISTRAÇÃO. Gestão de Conflitos Organizacionais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS CURSO DE ADMINISTRAÇÃO. Gestão de Conflitos Organizacionais UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS CURSO DE ADMINISTRAÇÃO Gestão de Conflitos Organizacionais Jefferson Menezes de Oliveira Santa Maria, dezembro de 2006 INTRODUÇÃO

Leia mais

O PAPEL DO GESTOR COMO MULTIPLICADOR

O PAPEL DO GESTOR COMO MULTIPLICADOR Programa de Capacitação PAPEL D GESTR CM MULTIPLICADR Brasília 12 de maio de 2011 Graciela Hopstein ghopstein@yahoo.com.br Qual o conceito de multiplicador? Quais são as idéias associadas a esse conceito?

Leia mais

EDUCAÇÃO PARA O TRABALHO NO SISTEMA PRISIONAL: CONTRIBUIÇÕES E IMPASSES DE UMA POLÍTICA DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL DO HOMEM PRESO.

EDUCAÇÃO PARA O TRABALHO NO SISTEMA PRISIONAL: CONTRIBUIÇÕES E IMPASSES DE UMA POLÍTICA DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL DO HOMEM PRESO. EDUCAÇÃO PARA O TRABALHO NO SISTEMA PRISIONAL: CONTRIBUIÇÕES E IMPASSES DE UMA POLÍTICA DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL DO HOMEM PRESO. Marilsa Fátima Favaro, FE/UNICAMP. mfavaro99@hotmail.com Resumo: A proposta

Leia mais

PAIF. Programa de Atenção Integral à Família - PAIF CRAS

PAIF. Programa de Atenção Integral à Família - PAIF CRAS Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Secretaria Nacional de Assistência Social Programa de Atenção Integral à Família - PAIF CRAS PAIF IMPORTANTE INTERRELAÇÃO ENTRE PAIF E CRAS CRAS O

Leia mais

Texto base para discussão na Jornada Pedagógica julho/2009 O PLANO DE ENSINO: PONTE ENTRE O IDEAL E O REAL 1

Texto base para discussão na Jornada Pedagógica julho/2009 O PLANO DE ENSINO: PONTE ENTRE O IDEAL E O REAL 1 Texto base para discussão na Jornada Pedagógica julho/2009 O PLANO DE ENSINO: PONTE ENTRE O IDEAL E O REAL 1 É comum hoje entre os educadores o desejo de, através da ação docente, contribuir para a construção

Leia mais

EDUCADOR INFANTIL E O PROCESSO FORMATIVO NA CONSTRUÇÃO DE ATORES REFLEXIVOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA

EDUCADOR INFANTIL E O PROCESSO FORMATIVO NA CONSTRUÇÃO DE ATORES REFLEXIVOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA GT-1 FORMAÇÃO DE PROFESSORES EDUCADOR INFANTIL E O PROCESSO FORMATIVO NA CONSTRUÇÃO DE ATORES REFLEXIVOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA RESUMO Maria de Lourdes Cirne Diniz Profa. Ms. PARFOR E-mail: lourdinhacdiniz@oi.com.br

Leia mais

EDUCAÇÃO INCLUSIVA. Profa.: Jane Peruzo Iacono Projeto: UNIOESTE/MEC 2006

EDUCAÇÃO INCLUSIVA. Profa.: Jane Peruzo Iacono Projeto: UNIOESTE/MEC 2006 EDUCAÇÃO INCLUSIVA Profa.: Jane Peruzo Iacono Projeto: UNIOESTE/MEC 2006 Por que é equivocado dizer que a INCLUSÃO refere se a um processo direcionado aos alunos com necessidades educacionais especiais,

Leia mais

A RELAÇÃO ENTRE A GESTÃO ADOTADA NA ESCOLA E A CONSTRUÇÃO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO

A RELAÇÃO ENTRE A GESTÃO ADOTADA NA ESCOLA E A CONSTRUÇÃO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO A RELAÇÃO ENTRE A GESTÃO ADOTADA NA ESCOLA E A CONSTRUÇÃO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO Maribel Manfrim Rohden PUCPR Ana Maria Eyng PUCPR Este trabalho apresenta a reflexão desenvolvida num projeto de

Leia mais

CONSELHO SUPERIOR DA DEFENSORIA PÚBLICA RESOLUÇÃO CSDPE Nº 016/2013

CONSELHO SUPERIOR DA DEFENSORIA PÚBLICA RESOLUÇÃO CSDPE Nº 016/2013 CONSELHO SUPERIOR DA DEFENSORIA PÚBLICA RESOLUÇÃO CSDPE Nº 016/2013 Dispõe sobre as atribuições da Coordenação de Atendimento ao Preso Provisório da Defensoria Pública da Capital e dá outras providências.

Leia mais

O desafio da educação nas prisões

O desafio da educação nas prisões Fotos: Christian Montagna O desafio da educação nas prisões A educação prisional, mais do que um instrumento de reintegração social, é um direito conferido aos presos pela igualdade sacramentada na Declaração

Leia mais

Destacando que a responsabilidade primordial e o dever de promover e proteger os direitos humanos, e as liberdades fundamentais incumbem ao Estado,

Destacando que a responsabilidade primordial e o dever de promover e proteger os direitos humanos, e as liberdades fundamentais incumbem ao Estado, Declaração sobre o Direito e o Dever dos Indivíduos, Grupos e Instituições de Promover e Proteger os Direitos Humanos e as Liberdades Fundamentais Universalmente Reconhecidos 1 A Assembléia Geral, Reafirmando

Leia mais

COMISSÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA E COMBATE AO CRIME ORGANIZADO, VIOLÊNCIA E NARCOTRÁFICO

COMISSÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA E COMBATE AO CRIME ORGANIZADO, VIOLÊNCIA E NARCOTRÁFICO COMISSÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA E COMBATE AO CRIME ORGANIZADO, VIOLÊNCIA E NARCOTRÁFICO PROJETO DE LEI Nº 7.311, DE 2002 (Apenso o Projeto de Lei nº 788, de 2003) Dispõe sobre a obrigatoriedade de presença

Leia mais

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO CONDUCENTE AO MESTRADO EM CRIMINOLOGIA A REALIZAR NO BRASIL E A REALIZAR EM PORTUGAL

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO CONDUCENTE AO MESTRADO EM CRIMINOLOGIA A REALIZAR NO BRASIL E A REALIZAR EM PORTUGAL FUNDAÇÃO SOUSÂNDRADE INSTITUTO UNIVERSITÁRIO ATLÂNTICO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO CONDUCENTE AO MESTRADO EM CRIMINOLOGIA A REALIZAR NO BRASIL E A REALIZAR EM PORTUGAL UNIVERSIDADE FERNANDO PESSOA São Luis

Leia mais

ANEXO 01. CURSO: Tecnólogo em Segurança Pública e Social UFF

ANEXO 01. CURSO: Tecnólogo em Segurança Pública e Social UFF ANEXO 01 CURSO: Tecnólogo em e Social UFF SELEÇÃO DE VAGAS REMANESCENTES DISCIPLINAS / FUNÇÕES - PROGRAMAS / ATIVIDADES - PERFIS DOS CANDIDATOS - NÚMEROS DE VAGAS DISCIPLINA/FUNÇÃO PROGRAMA/ATIVIDADES

Leia mais

Declaração de Pequim adotada pela Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres: Ação para Igualdade, Desenvolvimento e Paz (1995)

Declaração de Pequim adotada pela Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres: Ação para Igualdade, Desenvolvimento e Paz (1995) Declaração de Pequim adotada pela Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres: Ação para Igualdade, Desenvolvimento e Paz (1995) 1. Nós, os Governos, participante da Quarta Conferência Mundial sobre as

Leia mais

Projeto Novos Horizontes: Grupo Reflexivo Para Homens Autores de Violência de Gênero

Projeto Novos Horizontes: Grupo Reflexivo Para Homens Autores de Violência de Gênero Projeto Novos Horizontes: Grupo Reflexivo Para Homens Autores de Violência de Gênero Mostra Local de: Apucarana (Municípios do Vale do Ivaí) Categoria do projeto: II Projetos em implantação (projetos que

Leia mais

Em nome do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime. UNODC quero agradecer ao coordenador residente, sr. Jorge

Em nome do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime. UNODC quero agradecer ao coordenador residente, sr. Jorge Boa tarde! Em nome do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime UNODC quero agradecer ao coordenador residente, sr. Jorge Chediek, e a toda sua equipe, pela oportunidade em participar desse importante

Leia mais

O Trabalho Coletivo na Escola

O Trabalho Coletivo na Escola O Trabalho Coletivo na Escola Profa. Dra. Myrtes Alonso 1. A gestão da escola: uma relação pedagógico-administrativa Antes de ingressarmos propriamente no tema enunciado, devemos ter bem claro os modernos

Leia mais

PROGRAMA ÉTICA E CIDADANIA construindo valores na escola e na sociedade. Democracia na escola Ana Maria Klein 1

PROGRAMA ÉTICA E CIDADANIA construindo valores na escola e na sociedade. Democracia na escola Ana Maria Klein 1 PROGRAMA ÉTICA E CIDADANIA construindo valores na escola e na sociedade Democracia na escola Ana Maria Klein 1 A escola, instituição social destinada à educação das novas gerações, em seus compromissos

Leia mais

SERVIÇO DE PROTEÇÃO SOCIAL ESPECIAL PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA, IDOSAS E SUAS FAMÍLIAS NO SUAS Tipificação Nacional dos Serviços SUAS/2009

SERVIÇO DE PROTEÇÃO SOCIAL ESPECIAL PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA, IDOSAS E SUAS FAMÍLIAS NO SUAS Tipificação Nacional dos Serviços SUAS/2009 MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME SECRETARIA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL SNAS DEPARTAMENTO DE PROTEÇÃO SOCIAL ESPECIAL - DPSE SERVIÇO DE PROTEÇÃO SOCIAL ESPECIAL PARA PESSOAS COM

Leia mais

A REALIZAR NO BRASIL E A REALIZAR EM PORTUGAL NA UNIVERSIDADE FERNANDO PESSOA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR PORTUGUESA

A REALIZAR NO BRASIL E A REALIZAR EM PORTUGAL NA UNIVERSIDADE FERNANDO PESSOA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR PORTUGUESA CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM CRIMINOLOGIA CONDUCENTE AO MESTRADO EM CRIMINOLOGIA A REALIZAR NO BRASIL E A REALIZAR EM PORTUGAL NA UNIVERSIDADE FERNANDO PESSOA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR PORTUGUESA ÍNDICE

Leia mais

As Propostas da Pastoral Carcerária Nacional em relação ao Eixo 6 Sistema Penitenciário da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (I CONSEG).

As Propostas da Pastoral Carcerária Nacional em relação ao Eixo 6 Sistema Penitenciário da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (I CONSEG). PASTORAL CARCERÁRIA NACIONAL - CNBB Praça Clovis Bevilácqua, 351, conj.501 Centro - 01018-001 - São Paulo - SP Tel/fax (11) 3313-5735, 3227-8683, 3101-9419 - gzgubic@uol.com.br - www.carceraria.org.br

Leia mais

O Indivíduo em Sociedade

O Indivíduo em Sociedade O Indivíduo em Sociedade A Sociologia não trata o indivíduo como um dado da natureza isolado, livre e absoluto, mas como produto social. A individualidade é construída historicamente. Os indivíduos são

Leia mais

FACULDADE DE DIREITO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM NOME DO ALUNO A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA DENTRO DO SISTEMA CARCERÁRIO BRASILEIRO

FACULDADE DE DIREITO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM NOME DO ALUNO A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA DENTRO DO SISTEMA CARCERÁRIO BRASILEIRO FACULDADE DE DIREITO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM NOME DO ALUNO A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA DENTRO DO SISTEMA CARCERÁRIO BRASILEIRO CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM 2010 NOME DO ALUNO A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA

Leia mais

EDUCAÇÃO INCLUSIVA: UMA ANÁLISE NA RELAÇÃO ENTRE ALUNOS PORTADORES DE DEFICIÊNCIA FÍSICA E ALUNOS NÃO PORTADORES DE DEFICIÊNCIA FÍSICA.

EDUCAÇÃO INCLUSIVA: UMA ANÁLISE NA RELAÇÃO ENTRE ALUNOS PORTADORES DE DEFICIÊNCIA FÍSICA E ALUNOS NÃO PORTADORES DE DEFICIÊNCIA FÍSICA. EDUCAÇÃO INCLUSIVA: UMA ANÁLISE NA RELAÇÃO ENTRE ALUNOS PORTADORES DE DEFICIÊNCIA FÍSICA E ALUNOS NÃO PORTADORES DE DEFICIÊNCIA FÍSICA. Edicarlos Dos Santos Freitas, Luzimara Silveira Braz Machado, Rose

Leia mais

Carta de Campinas 1) QUANTO AO PROBLEMA DO MANEJO DAS CRISES E REGULAÇÃO DA PORTA DE INTERNAÇÃO E URGÊNCIA E EMERGÊNCIA,

Carta de Campinas 1) QUANTO AO PROBLEMA DO MANEJO DAS CRISES E REGULAÇÃO DA PORTA DE INTERNAÇÃO E URGÊNCIA E EMERGÊNCIA, Carta de Campinas Nos dias 17 e 18 de junho de 2008, na cidade de Campinas (SP), gestores de saúde mental dos 22 maiores municípios do Brasil, e dos Estados-sede desses municípios, além de profissionais

Leia mais

Política de Responsabilidade Socioambiental

Política de Responsabilidade Socioambiental Política de Responsabilidade Socioambiental SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO... 3 2 OBJETIVO... 3 3 DETALHAMENTO... 3 3.1 Definições... 3 3.2 Envolvimento de partes interessadas... 4 3.3 Conformidade com a Legislação

Leia mais

CERCA DE 76% DOS CONDENADOS NO BRASIL ESTÃO OCIOSOS NA PRISÃO, APONTA ESTUDO. Do UOL Notícias Em São Paulo

CERCA DE 76% DOS CONDENADOS NO BRASIL ESTÃO OCIOSOS NA PRISÃO, APONTA ESTUDO. Do UOL Notícias Em São Paulo CERCA DE 76% DOS CONDENADOS NO BRASIL ESTÃO OCIOSOS NA PRISÃO, APONTA ESTUDO Ana Sachs* 20/09/2009-07h00 Do UOL Notícias Em São Paulo Ainda que seja uma exigência da lei de Execuções Penais, o trabalho

Leia mais

LEITURAS DO MEDO: As notícias sobre violência e sua relação com o aumento do sentimento de insegurança.

LEITURAS DO MEDO: As notícias sobre violência e sua relação com o aumento do sentimento de insegurança. LEITURAS DO MEDO: As notícias sobre violência e sua relação com o aumento do sentimento de insegurança. Jaquelaine SOUSA 1 Dalva Borges de SOUZA 2 Programa de Pós-Graduação em Sociologia/Faculdade de Ciências

Leia mais

Categorias Sociológicas

Categorias Sociológicas Categorias Sociológicas Fato Social DURKHEIM, E.; AS REGRAS DO MÉTODO SOCIOLÓGICO.São Paulo, Abril, Os Pensadores, 1973 p. 389-90. O que é fato social O objeto de estudo da Sociologia é o fato social.

Leia mais

Indisciplina escolar: um breve balanço da pesquisa em educação. Juliana Ap. M. Zechi FCT/UNESP

Indisciplina escolar: um breve balanço da pesquisa em educação. Juliana Ap. M. Zechi FCT/UNESP Indisciplina escolar: um breve balanço da pesquisa em educação Juliana Ap. M. Zechi FCT/UNESP Complexidade do assunto e multiplicidade de interpretações que o tema encerra. Ações mais assemelhadas à indisciplina

Leia mais

Análise Sociológica do Filme -Notícias de Uma Guerra Particular [1999], (de Katia Lund e João Moreira Salles)

Análise Sociológica do Filme -Notícias de Uma Guerra Particular [1999], (de Katia Lund e João Moreira Salles) FACULDADE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE Curso de Bacharel em Direito Turma A Unidade: Tatuapé Ana Maria Geraldo Paz Santana Johnson Pontes de Moura Análise Sociológica do Filme -Notícias de Uma Guerra Particular

Leia mais

A PRÁTICA DE FORMAÇÃO DE DOCENTES: DIFERENTE DE ESTÁGIO Maria de Fátima Targino Cruz Pedagoga e professora da Rede Estadual do Paraná.

A PRÁTICA DE FORMAÇÃO DE DOCENTES: DIFERENTE DE ESTÁGIO Maria de Fátima Targino Cruz Pedagoga e professora da Rede Estadual do Paraná. A PRÁTICA DE FORMAÇÃO DE DOCENTES: DIFERENTE DE ESTÁGIO Maria de Fátima Targino Cruz Pedagoga e professora da Rede Estadual do Paraná. O Curso de Formação de Docentes Normal, em nível médio, está amparado

Leia mais

Tabela 1 Total da população 2010 Total de homens Total de mulheres Homens % Mulheres % Distrito Federal 2.562.963 1.225.237 1.337.

Tabela 1 Total da população 2010 Total de homens Total de mulheres Homens % Mulheres % Distrito Federal 2.562.963 1.225.237 1.337. PROGRAMA TÉMATICO: 6229 EMANCIPAÇÃO DAS MULHERES OBJETIVO GERAL: Ampliar o acesso das mulheres aos seus direitos por meio do desenvolvimento de ações multissetoriais que visem contribuir para uma mudança

Leia mais

o planejamento, como instrumento de ação permanente; a organização do trabalho, como produto efetivo do planejamento;

o planejamento, como instrumento de ação permanente; a organização do trabalho, como produto efetivo do planejamento; FRANCISCO BITTENCOURT Consultor Sênior do MVC VISÃO, AÇÃO, RESULTADOS Visão sem ação é um sonho, sonho sem visão é um passatempo. Fred Polak INTRODUÇÃO No conhecido diálogo entre Alice e o gato Ceeshire,

Leia mais

Lei Maria da Penha: uma evolução histórica

Lei Maria da Penha: uma evolução histórica Lei Maria da Penha: uma evolução histórica Karina Balduino Leite e Rivadavio Anadão de Oliveira Guassú Maria da Penha foi uma entre as incontáveis vítimas de violência doméstica espalhadas pelo planeta.

Leia mais

A Educação Inclusiva, realidade ou utopia?

A Educação Inclusiva, realidade ou utopia? A Educação Inclusiva, realidade ou utopia? Gloria Contenças Marques de Arruda (Escola Municipal Luiz de Lemos) Baseado em informações dos conteúdos estudados, Michels (2006) diz que "[...] as reformas

Leia mais

I Semana de Educação Matemática da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia UESB.

I Semana de Educação Matemática da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia UESB. I Semana de Educação Matemática da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia UESB. Tema: Educação Inclusiva. Palestrante: Professor Nivaldo Vieira Santana Inicialmente desejo agradecer aos organizadores

Leia mais

Carta do Conselho da Europa sobre a Educação para a Cidadania Democrática e a Educação para os Direitos Humanos

Carta do Conselho da Europa sobre a Educação para a Cidadania Democrática e a Educação para os Direitos Humanos Carta do Conselho da Europa sobre a Educação para a Cidadania Democrática e a Educação para os Direitos Humanos Introdução A educação desempenha um papel essencial na promoção dos valores fundamentais

Leia mais

A GESTÃO DE UM CURSO SUPERIOR: DESAFIOS OU FRUSTRAÇÕES?

A GESTÃO DE UM CURSO SUPERIOR: DESAFIOS OU FRUSTRAÇÕES? A GESTÃO DE UM CURSO SUPERIOR: DESAFIOS OU FRUSTRAÇÕES? BARREIROS, Marat Guedes Especialização em Gestão Estratégica de Recursos Humanos Coordenador de Curso, Professor Faculdade do Guarujá GODOY, Valdir

Leia mais

ADOLESCENTES EM CONFLITO COM A LEI NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: DESAFIOS DA ESCOLA E DO EDUCADOR

ADOLESCENTES EM CONFLITO COM A LEI NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: DESAFIOS DA ESCOLA E DO EDUCADOR ADOLESCENTES EM CONFLITO COM A LEI NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: DESAFIOS DA ESCOLA E DO EDUCADOR Resumo Ronaldo Revejes Pedroso 1 - NEJA/UNESP Francisco José Carvalho Mazzeu 2 - UNESP Grupo de Trabalho

Leia mais

Plano Integrado de Capacitação de Recursos Humanos para a Área da Assistência Social PAPÉIS COMPETÊNCIAS

Plano Integrado de Capacitação de Recursos Humanos para a Área da Assistência Social PAPÉIS COMPETÊNCIAS PAPÉIS E COMPETÊNCIAS O SERVIÇO PSICOSSOCIAL NO CREAS... O atendimento psicossocial no serviço é efetuar e garantir o atendimento especializado (brasil,2006). Os profissionais envolvidos no atendimento

Leia mais

Proposta de tradução da Definição Global da Profissão de Serviço Social

Proposta de tradução da Definição Global da Profissão de Serviço Social Proposta de tradução da Definição Global da Profissão de Serviço Social O Serviço Social é uma profissão de intervenção e uma disciplina académica que promove o desenvolvimento e a mudança social, a coesão

Leia mais

Lei N X.XXX de XX de XXXXX de XXX

Lei N X.XXX de XX de XXXXX de XXX Lei N X.XXX de XX de XXXXX de XXX Dispõe sobre a Educação Ambiental, institui a Política Estadual de Educação Ambiental e dá outras providências. A GOVERNADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: FAÇO SABER

Leia mais

INSERÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA EM UMA UNIDADE DE SAÚDE EM PONTA GROSSA-PR

INSERÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA EM UMA UNIDADE DE SAÚDE EM PONTA GROSSA-PR INSERÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA EM UMA UNIDADE DE SAÚDE EM PONTA GROSSA-PR SANTOS, Elaine Ferreira dos (estagio II), WERNER, Rosiléa Clara (supervisor), rosileawerner@yahoo.com.br

Leia mais

PROGRAMA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL PRS-FACIIP

PROGRAMA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL PRS-FACIIP PROGRAMA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL PRS-FACIIP Aprovado na Reunião do CONASU em 21/01/2015. O Programa de Responsabilidade Social das Faculdades Integradas Ipitanga (PRS- FACIIP) é construído a partir

Leia mais

CRIMES CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL - ATUALIZAÇÕES

CRIMES CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL - ATUALIZAÇÕES CRIMES CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL - ATUALIZAÇÕES - Evasão de divisas e lavagem de capitais as alterações da Lei 12.683/12 - Investigação de crimes financeiros - Cooperação jurídica internacional

Leia mais

REFLEXÕES ACERCA DO PAPEL DO PEDAGOGO NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL: ARTICULANDO OS SABERES DO DOCENTE E DO PEDAGOGO

REFLEXÕES ACERCA DO PAPEL DO PEDAGOGO NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL: ARTICULANDO OS SABERES DO DOCENTE E DO PEDAGOGO REFLEXÕES ACERCA DO PAPEL DO PEDAGOGO NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL: ARTICULANDO OS SABERES DO DOCENTE E DO PEDAGOGO BACHETI, Luciane Serrate Pacheco, FERNANDES, Márcia Alessandra de Souza, SILVA, Maria Izabel

Leia mais

Informativo Fundos Solidários nº 13

Informativo Fundos Solidários nº 13 Informativo Fundos Solidários nº 13 Em dezembro de 2014, em Recife, Pernambuco, foi realizado o 2º seminário de Educação Popular e Economia Solidária. Na ocasião, discutiu-se sobre temas relevantes para

Leia mais

AULA 08. CONTEÚDO DA AULA: Teorias da Conduta (cont). Teoria social da ação (cont.). Teoria pessoal da ação. Resultado. Relação de Causalidade Início.

AULA 08. CONTEÚDO DA AULA: Teorias da Conduta (cont). Teoria social da ação (cont.). Teoria pessoal da ação. Resultado. Relação de Causalidade Início. Turma e Ano: Flex A (2014) Matéria / Aula: Direito Penal / Aula 08 Professora: Ana Paula Vieira de Carvalho Monitora: Mariana Simas de Oliveira AULA 08 CONTEÚDO DA AULA: Teorias da (cont). Teoria social

Leia mais

ANEXO AO MODELO DO PLANO DE AULA DO PROCESSO SELETIVO DOCENTE GERAL (PSD-G) 2015.1

ANEXO AO MODELO DO PLANO DE AULA DO PROCESSO SELETIVO DOCENTE GERAL (PSD-G) 2015.1 ANEXO AO MODELO DO PLANO DE AULA DO PROCESSO SELETIVO DOCENTE GERAL (PSD-G) 2015.1 ARQUITETURA E URBANISMO Graduar arquitetos e urbanistas com uma sólida formação humana, técnico-científica e profissional,

Leia mais

Sugestões de como trabalhar (ensinar) a turma toda Cinara Rizzi Cecchin Uma das primeiras certezas que o professor deve ter é que as crianças sempre

Sugestões de como trabalhar (ensinar) a turma toda Cinara Rizzi Cecchin Uma das primeiras certezas que o professor deve ter é que as crianças sempre Sugestões de como trabalhar (ensinar) a turma toda Cinara Rizzi Cecchin Uma das primeiras certezas que o professor deve ter é que as crianças sempre sabem alguma coisa, todo educando pode aprender, mas

Leia mais

Rompendo os muros escolares: ética, cidadania e comunidade 1

Rompendo os muros escolares: ética, cidadania e comunidade 1 PROGRAMA ÉTICA E CIDADANIA construindo valores na escola e na sociedade Rompendo os muros escolares: ética, cidadania e comunidade 1 Ulisses F. Araújo 2 A construção de um ambiente ético que ultrapasse

Leia mais

POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO DA CEMIG COM A COMUNIDADE Substitui a NO-02.15 de 23/06/2009

POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO DA CEMIG COM A COMUNIDADE Substitui a NO-02.15 de 23/06/2009 03/08/2010 Pág.01 POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO DA CEMIG COM A COMUNIDADE Substitui a NO-02.15 de 23/06/2009 1. INTRODUÇÃO 1.1 A Política de Comunicação da CEMIG com a Comunidade explicita as diretrizes que

Leia mais

Resumo. Introdução. Grupo de pesquisadores da rede municipal de ensino da cidade do Recife PE.

Resumo. Introdução. Grupo de pesquisadores da rede municipal de ensino da cidade do Recife PE. TRABALHO DOCENTE: POR UMA EDUCAÇÃO AMBIENTAL CRÍTICA, TRANSFORMADORA E EMANCIPATÓRIA OLIVEIRA, Marinalva Luiz de Prefeitura da Cidade do Recife GT-22: Educação Ambiental Resumo Este trabalho tem o objetivo

Leia mais

Os direitos das crianças e adolescentes no contexto das famílias contemporâneas. Ana Paula Motta Costa anapaulamottacosta@gmail.

Os direitos das crianças e adolescentes no contexto das famílias contemporâneas. Ana Paula Motta Costa anapaulamottacosta@gmail. Os direitos das crianças e adolescentes no contexto das famílias contemporâneas Ana Paula Motta Costa anapaulamottacosta@gmail.com Pressuposto: Direito à Convivência Familiar, um direito fundamental de

Leia mais

Os territórios e suas abordagens de desenvolvimento regional / local. Cleonice Alexandre Le Bourlegat

Os territórios e suas abordagens de desenvolvimento regional / local. Cleonice Alexandre Le Bourlegat Os territórios e suas abordagens de desenvolvimento regional / local Cleonice Alexandre Le Bourlegat Complexidade sistêmica e globalização dos lugares A globalidade (conectividade em rede) do planeta e

Leia mais

Mostra de Projetos 2011 "UMA REFLEXÃO ACERCA DA VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO BAIRRO DO XARQUINHO, NO MUNICÍPIO DE GUARAPUAVA-PR"

Mostra de Projetos 2011 UMA REFLEXÃO ACERCA DA VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO BAIRRO DO XARQUINHO, NO MUNICÍPIO DE GUARAPUAVA-PR Mostra de Projetos 2011 "UMA REFLEXÃO ACERCA DA VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO BAIRRO DO XARQUINHO, NO MUNICÍPIO DE GUARAPUAVA-PR" Mostra Local de: Guarapuava Categoria do projeto: Projetos

Leia mais

VIII Jornada de Estágio de Serviço Social. A PRÁTICA DO SERVIÇO SOCIAL NA ASSOCIAÇÃO MINISTÉRIO MELHOR VIVER- AMMV

VIII Jornada de Estágio de Serviço Social. A PRÁTICA DO SERVIÇO SOCIAL NA ASSOCIAÇÃO MINISTÉRIO MELHOR VIVER- AMMV A PRÁTICA DO SERVIÇO SOCIAL NA ASSOCIAÇÃO MINISTÉRIO MELHOR VIVER- AMMV SILVA, D. Pollyane¹ MORO, M. Silvana ² SOUSA, G. Cristiane³ Resumo Este trabalho tem o intuito de descrever a Prática Profissional

Leia mais

Projeto de Extensão. Título: Esporte e Inclusão Social no Instituto de Educação Física da Universidade Federal Fluminense

Projeto de Extensão. Título: Esporte e Inclusão Social no Instituto de Educação Física da Universidade Federal Fluminense Projeto de Extensão Título: Esporte e Inclusão Social no Instituto de Educação Física da Universidade Federal Fluminense 1.0 - JUSTIFICATIVA Considerando que a Extensão Universitária tem entre as suas

Leia mais

O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA.

O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA. O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA. Profa. Elizabeth Rodrigues Felix 1 I- INTRODUÇÃO Com dezoito anos de existência, o

Leia mais

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA Professor, nós, da Editora Moderna, temos como propósito uma educação de qualidade, que respeita as particularidades de todo o país. Desta maneira, o apoio ao

Leia mais

José Fernandes de Lima Membro da Câmara de Educação Básica do CNE

José Fernandes de Lima Membro da Câmara de Educação Básica do CNE José Fernandes de Lima Membro da Câmara de Educação Básica do CNE Cabe a denominação de novas diretrizes? Qual o significado das DCNGEB nunca terem sido escritas? Educação como direito Fazer com que as

Leia mais

Philippe Perrenoud Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação Universidade de Genebra 2009

Philippe Perrenoud Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação Universidade de Genebra 2009 EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA: Passar do Discurso para a Ação Philippe Perrenoud Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação Universidade de Genebra 2009 1º Fórum de Ideias - Cambridge University Press

Leia mais

Por uma Cultura da Paz Vera Maria Candau

Por uma Cultura da Paz Vera Maria Candau Por uma Cultura da Paz Vera Maria Candau Não é fácil situar-nos diante da questão da paz na atual situação do mundo e do nosso país. Corremos o risco ou de negar a realidade ou de não reconhecer o sentido

Leia mais

O PAPEL DESEMPENHADO PELO PROGRAMA LEXT-OESSTE E SUAS CONTRIBUIÇÕES PARA A FORMAÇÃO E PARA O EXERCÍCIO PROFISSIONAL

O PAPEL DESEMPENHADO PELO PROGRAMA LEXT-OESSTE E SUAS CONTRIBUIÇÕES PARA A FORMAÇÃO E PARA O EXERCÍCIO PROFISSIONAL O PAPEL DESEMPENHADO PELO PROGRAMA LEXT-OESSTE E SUAS CONTRIBUIÇÕES PARA A FORMAÇÃO E PARA O EXERCÍCIO PROFISSIONAL Larissa dos Santos Gomes Resumo O presente artigo refere-se ao trabalho de conclusão

Leia mais

Diretrizes: 1. Cumprir as metas do Compromisso Todos Pela Educação- TPE

Diretrizes: 1. Cumprir as metas do Compromisso Todos Pela Educação- TPE IV. CÂMARA TEMÁTICA DA EDUCACÃO, CULTURA E DESPORTOS Diretrizes: 1. Cumprir as metas do Compromisso Todos Pela Educação- TPE Meta 1 Toda criança e jovem de 4 a 17 anos na escola; Meta 2 Até 2010, 80% e,

Leia mais

LEI N.º 7.390, DE 6 DE MAIO DE 2015

LEI N.º 7.390, DE 6 DE MAIO DE 2015 LEI N.º 7.390, DE 6 DE MAIO DE 2015 Institui o Sistema Municipal de Assistência Social do Município de Santo Antônio da Patrulha e dá outras providências. O PREFEITO MUNICIPAL de Santo Antônio da Patrulha,

Leia mais

A UNIVERSIDADE ABERTA À TERCEIRA IDADE (UNATI) NO PROCESSO DE SOCIALIZAÇÃO - CAMPUS DE FRANCA-SP

A UNIVERSIDADE ABERTA À TERCEIRA IDADE (UNATI) NO PROCESSO DE SOCIALIZAÇÃO - CAMPUS DE FRANCA-SP A UNIVERSIDADE ABERTA À TERCEIRA IDADE (UNATI) NO PROCESSO DE SOCIALIZAÇÃO - CAMPUS DE FRANCA-SP Autora: Cristiane de Fátima Poltronieri- Faculdade de Ciências Humanas e Sociais /UNESP Campus de Franca

Leia mais

A Interdisciplinaridade como Metodologia de Ensino INTRODUÇÃO

A Interdisciplinaridade como Metodologia de Ensino INTRODUÇÃO A Interdisciplinaridade como Metodologia de Ensino O bom professor é o que consegue, enquanto fala trazer o aluno até a intimidade do movimento de seu pensamento. Paulo Freire INTRODUÇÃO A importância

Leia mais

DECLARAÇÃO DE BRASÍLIA. A segunda etapa do I Seminário Luso-brasileiro sobre Tráfico de Pessoas e

DECLARAÇÃO DE BRASÍLIA. A segunda etapa do I Seminário Luso-brasileiro sobre Tráfico de Pessoas e DECLARAÇÃO DE BRASÍLIA A segunda etapa do I Seminário Luso-brasileiro sobre Tráfico de Pessoas e Imigração Ilegal/Irregular realizado em Brasília, Brasil, entre os dias 27 e 29 de novembro de 2006, reuniu

Leia mais

As parcerias e suas dinâmicas: considerações a ter em conta para a promoção da mudança

As parcerias e suas dinâmicas: considerações a ter em conta para a promoção da mudança Centro de Recuperação de Menores D. Manuel Trindade Salgueiro Assumar 26 e 27 de Abril de 2013 As parcerias e suas dinâmicas: considerações a ter em conta para a promoção da mudança João Emílio Alves ESE-IPP

Leia mais

Elaboração de Projetos

Elaboração de Projetos Elaboração de Projetos 2 1. ProjetoS Projeto: uma nova cultura de aprendizagem ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini de. Projeto: uma nova cultura de aprendizagem. [S.l.: s.n.], jul. 1999. A prática pedagógica

Leia mais

PERSPECTIVAS DE VIABILIZAÇÃO DO REGIME DE COLABORAÇÃO NA EDUCAÇÃO BÁSICA NO PARANÁ

PERSPECTIVAS DE VIABILIZAÇÃO DO REGIME DE COLABORAÇÃO NA EDUCAÇÃO BÁSICA NO PARANÁ PERSPECTIVAS DE VIABILIZAÇÃO DO REGIME DE COLABORAÇÃO NA EDUCAÇÃO BÁSICA NO PARANÁ Mauricio Pastor dos Santos 1 PUCPR Grupo de Trabalho Políticas Públicas, Avaliação e Gestão da Educação Básica Agência

Leia mais

EDUCAÇÃO PARA TODOS DECLARAÇÃO DE COCHABAMBA

EDUCAÇÃO PARA TODOS DECLARAÇÃO DE COCHABAMBA BR/2001/PI/H/4 EDUCAÇÃO PARA TODOS DECLARAÇÃO DE COCHABAMBA Os Ministros da Educação da América Latina e do Caribe, reunidos a pedido da UNESCO, na VII Sessão do Comitê Intergovernamental Regional do Projeto

Leia mais

CAPÍTULO 10. Enfoque Comportamental na Administração

CAPÍTULO 10. Enfoque Comportamental na Administração CAPÍTULO 10 Enfoque Comportamental na Administração MAXIMIANO /TGA Fig. 9.1 A produção robotizada, que ilustra o sistema técnico das organizações, contrasta com o sistema social, formado pelas pessoas

Leia mais

POLÍTICA DE SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE E SAÚDE - SMS. Versão Data Histórico Aprovação 00 20/10/09 Emissão de documento Aldo Guedes

POLÍTICA DE SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE E SAÚDE - SMS. Versão Data Histórico Aprovação 00 20/10/09 Emissão de documento Aldo Guedes POLÍTICA DE SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE E SAÚDE - SMS. Elaboração Luiz Guilherme D CQSMS 10 00 Versão Data Histórico Aprovação 00 20/10/09 Emissão de documento Aldo Guedes Avaliação da Necessidade de Treinamento

Leia mais

MINISTÉRIO DA FAZENDA Secretaria de Acompanhamento Econômico. Parecer Analítico sobre Regras Regulatórias nº 83/COGEN/SEAE/MF

MINISTÉRIO DA FAZENDA Secretaria de Acompanhamento Econômico. Parecer Analítico sobre Regras Regulatórias nº 83/COGEN/SEAE/MF MINISTÉRIO DA FAZENDA Secretaria de Acompanhamento Econômico Parecer Analítico sobre Regras Regulatórias nº 83/COGEN/SEAE/MF Brasília, 10 de agosto de 2012. Assunto: Contribuição à Consulta Pública nº

Leia mais

Estratégias de Pesquisa

Estratégias de Pesquisa Estratégias de Pesquisa Ricardo de Almeida Falbo Metodologia de Pesquisa Departamento de Informática Universidade Federal do Espírito Santo Agenda Survey Design e Criação Estudo de Caso Pesquisa Ação Experimento

Leia mais

7 CONCLUSÕES A presente dissertação teve como objetivo identificar e compreender o processo de concepção, implantação e a dinâmica de funcionamento do trabalho em grupos na produção, utilizando, para isso,

Leia mais