Aplicação do Canteiro Bio-Séptico e Círculo das Bananeiras no Assentamento Dandara no Municipio de Uberaba - MG

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1 Aplicação do Canteiro Bio-Séptico e Círculo das Bananeiras no Assentamento Dandara no Municipio de Uberaba - MG Felipe Neres Santana* Marcos Leopoldo Borges** Resumo: Os sistemas Canteiro Bio-Séptico e Círculo das bananeiras se referem a Sistemas Ecológicos de Tratamento de Esgoto, com finalidade de melhorar a qualidade na saúde do trabalhador rural, tanto diretamente, acabando o contato direto do esgoto com a população, como indiretamente, atuando na qualidade dos produtos que são produzidos por esta parcela. Devido as grandes distâncias entre as residências rurais torna-se inviável a aplicação dos métodos convencionais para a captação do esgoto aplicado em zonas urbanas. A aplicação deste tratamento de esgoto possui várias vantagens, em destaque a independência de uma rede de esgoto, pois estes são totalmente tratados in loco, e a sustentabilidade, todo material recolhido é utilizado como parte do sistema (sistema auto-sustentável). Este artigo relata a forma de aplicação utilizada no Associação de Assentados pela Reforma Agrária Dandara assim como suas implicações e o mecanismo de funcionamento do ponto mecânico, do ponto microbiológico e ainda retrata a aceitação dos moradores do assentamento em relação às novas técnicas. Palavras-chave: Tratamento de Esgoto. Captação do Esgoto. Auto-sustentável. Ecológico. Assentamento Introdução: De acordo com dados da DT/Gás-Monitoria - Sipra Web de 31/01/2013, existem atualmente de famílias assentadas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). Considerando-se que o tamanho médio dessas famílias gira em torno de 4 pessoas, a população de assentados no Brasil é de cerca de 5,1 milhões de pessoas. Segundo o relatório Pesquisa Sobre a Qualidade de Vida, Produção e Renda dos Assentamentos da Reforma Agrária (INCRA-DEZ/2010), a situação dos assentamentos com relação ao saneamento básico é a seguinte: 34,3 % dos assentados utilizam fossa simples, 29,83% fossa * Estudante de Engenharia Civil pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) ** Universidade Federal do Triânguo Mineiro (UFTM)

2 negra, 11,60% fossa séptica, 1,14% rede de esgoto, 22,75% outros tipos e 0,39% não possui nenhum tipo de sistema. Infelizmente o serviço de tratamento de esgoto não atende a toda população. Na zona rural, quando se fala em assentamentos, o problema é ainda mais grave, como as casas são afastadas uma das outras montar uma rede de esgoto se torna demasiadamente complicado, e os moradores recorrem a métodos alternativos como a fossa negra ou até mesmo despejo direto a céu aberto, práticas que colocam em risco a saúde dos moradores e até mesmo de pessoas de fora que consomem produtos produzidos nessa região, podendo causar doenças como febre tifóide, paratifóide, amebíase, ancilostomíase, esquistosomose, teniase, ascaridiase, diarréia aguda, entre outros, e os danos ao meio ambiente, poluindo cursos de água, contaminando o solo e lençol freático. A proposta deste trabalho é implantar um Sistema Ecológico de Tratamento de Esgoto que atenda a necessidade de saneamento de todas as famílias do Assentamento Dandara. Estes sistemas se dividem em dois grupos. O primeiro que atende a demanda das águas cinzas, normalmente rica em nutrientes compostos por restos de alimentos (pia da cozinha), terra, poeira e suor (tanque de lavar roupa e chuveiro), além de outros restos orgânicos da casa (papel, e restos de cozinha). O segundo atende a demanda de água negra, provinda de vasos sanitários. Para receber a água cinza empregou-se a tecnologia do Círculo das Bananeiras e para a água negra o Canteiro Bio-Séptico. Com este projeto busca-se contribuir para a diminuição dos impactos ambientais e dos riscos à saúde das pessoas que utilizam meios inadequados propondo a implantação de Canteiros Bio-Sépticos e o Círculo das Bananeiras além de oferecer educação ambiental na linha de tratamento de esgoto, inicialmente aos moradores do assentamento Dandara, e posteriormente, pretende-se estender o projeto aos demais assentamentos relacionados no quadro 01 a seguir:

3 Assentamento Número de Famílias Número de Lotes Área (ha) Por Lote Total Associação dos Assentados pela Reforma Agrária Dandara BR Próximo ao Tijuco Associação dos Acampados do Assentamento Santa Tereza do Cedro estrada da Palestina Assentamento Monte Castelo BR Antiga Fazenda Hildo Toti ,7 395, , , ,4 Tabela 1: Assentamento do INCRA município de Uberaba - MG. Fonte: Jornal de Uberaba Metodologia: A relação do Meio ambiente com o ser humano se tornou predatória, e em 1987 foi apresentado o Relatório Brundtland que propõe o desenvolvimento sustentável, que é: o desenvolvimento que encontra as necessidades atuais sem comprometer a habilidade das futuras gerações de atender suas próprias necessidades. [1]. Varias universidades têm dado uma atenção especial ao desenvolvimento sustentável e a cidadania, incorporando, além de cursos específicos, incentivos para projetos de pesquisa e extensão de forma a criar um desenvolvimento com sustentabilidade. Este projeto faz parte dos projetos de Extensão Universitária da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), para dar inicio as atividades foi necessário recorrer a estudos aprofundados sobre o assunto, para decisão de onde o projeto iria se implantar, de acordo com as necessidades foi escolhido aplicação em assentamentos da região. Em seguida, juntamente com órgãos públicos competentes foram realizados estudos sobre acesso, condição dos moradores, em vários pontos como programas que atendem as necessidades dessa família assim como os órgão responsáveis, recursos hídricos, principais fontes de renda. Com todos os dados colhidos a Associação dos Assentados pela Reforma Agrária Dandara BR Próximo ao Tijuco foi escolhido devido a maior facilidade de

4 acesso, proximidade, pois é necessário varias visitas durante todo o processo, e o assentamento com mais recursos hídricos dos localizados no município de Uberaba MG. Após realizado a escolha do assentamento foram realizadas varias reuniões e visitas ao assentamento com os alunos interessados acompanhados do orientador para definir o funcionamento do projeto. Com todas as informações em mãos foi feito uma reunião da equipe do projeto de extensão com a equipe do Projeto Cerrado Vivo Goianésia -GO, patrocinado pela Petrobras por meio do programa Petrobras Ambiental, já com experiência na aplicação desta tecnologia em Assentamentos desde 2009, onde foi decidido a realização da 1ª Oficina sobre Sistemas Ecológicos de Tratamento de Esgoto, que aborda assuntos como montagem e funcionamento dos sistemas, assim como manejo e cuidados, além de um minicurso sobre educação ambiental, a equipe técnica do Projeto Cerrado Vivo se encarregou de ministrar os cursos da oficina. Foi decidido que seriam 3 dias de oficina com a participação de todos os moradores desde e a construção em regime de mutirão. O projeto foi escrito formalmente de acordo com o edital e enviado à pro-reitoria de extensão, e em seguida já aprovado. Para dar início as atividades foi necessário uma reunião com o presidente da Associação dos Assentados e demais famílias interessadas para uma apresentação formal do projeto, da proposta de trabalho e dos mecanismos utilizados. Em seguida foram feitos diagnósticos em cada parcela para obter informações como; as atividades realizadas na parcela; o tipo de cultivo, o que é produzido para consumo e para venda; os animais que vivem na região, domésticos e selvagens; a presença de nascentes e córregos na parcela (os que são de conhecimento do morador), o número de pessoas na casa; o número de cômodos (principalmente banheiros); histórico de doenças na família e grau de escolaridade de cada integrante. Realizado o diagnóstico com todas as famílias interessadas foi possível montar um banco de dados dos moradores do Assentamento Dandara. Analisando os dados houve uma pré-seleção das parcelas com mais problemas causados pelo saneamento e disponibilidade de tempo para a data da oficina. Em comum acordo com os moradores e a equipe de extensão foi escolhida a parcela do sr. Moacir como a primeira a ser contemplada com o sistema juntamente com a 1ª oficina.

5 A 1ª Oficina sobre Sistemas Ecológicos de Tratamento de Esgoto programada para atender os moradores do Assentamento Dandara e alunos da Universidade Federal do Triângulo Mineiro ocorreu juntamente com o primeiro sistema construído, durante o evento houve transporte saindo do campus da engenharia, Instituto de Ciências Tecnológicas e Exatas (ICTE) ao assentamento, foram três dias para a construção sendo que as palestras e a educação ambiental ocorreram na tarde do primeiro dia. Os participantes receberam certificados de participação. Para descrever os mecanismos dos sistemas é conveniente separá-los. O Canteiro Bio-Séptico (figura 1) é um sistema completo, ligado diretamente ao vaso sanitário. Para melhor explicar o funcionamento deste deve-se entender a composição da água negra. Cerca de 99,9% de sua composição é água e 0,1% material sólido, causador da poluição. No dejeto humano existem grande quantidade de água, matérias orgânicas e inorgânicas, as fezes humanas são ricas em albumina, gorduras, hidratos de carbono e proteínas e a urina contém uréia. Conhecendo o que o Canteiro irá enfrentar pode-se seguir a explicação, os dejetos são despejados diretamente dentro da pirâmide onde inicia-se um processo de digestão anaeróbia. Nesta etapa não há presença de oxigênio, as bactérias anaeróbias convertem o material complexo em compostos de menor peso molecular, esta etapa resulta em metano, amoníaco e gás sulfídrico, que serão expelidos por um suspiro. Figura 1: Modelo do Canteiro Bio-Séptico

6 O início da segunda etapa começa quando os dejetos escoam pelos furos dos blocos de cerâmica. Na parte externa da pirâmide há a presença de gás oxigênio e inicia-se o processo de digestão aeróbia, esse processo de oxidação ocorre mais rápido que a digestão anaeróbia e seus produtos são gás carbônico, nitratos, sulfatos e água, elementos facilmente assimilados por organismos superiores, plantas e vegetais por exemplo. As bactérias assumem um papel importante no sistema pois elas são responsáveis pela decomposição e estabilização da matéria orgânica, transformando-a em matéria estável. Neste ponto as raízes das plantas absorvem toda a água e nutrientes resultantes da digestão, pode-se utilizar várias espécies plantas no canteiro, todos os frutos que que crescem acima da terra podem ser consumidos, é sugerido a utilização de bananeiras devido o alto índice de evapotranspiração, podendo chegar a 80 litros por dia dependendo da época do ano, da variedade e do local. Para a construção do canteiro são necessários alguns materiais de construção civil (tabela 2) e outros materiais orgânicos que variam de acordo com a disponibilidade na região. QTD Unidade Descrição 06 Latas Brita Un Tijolo 06 furos 08 Un Cimento 20 Latas Areia Fina 11 Latas Areia Grossa 01 Un Cal Hidratado 02 Un Joelhos de 100 mm 03 Metros Cano 50 mm 06 Metros Cano 100 mm Tabela 2: Relação de Materiais usados na construção do Canteiro Os materiais orgânicos que são utilizados para a construção dos sistemas variam, podendo ser bagaço de cana, capim, casca de coco, palhas, galhos secos. A área de implantação deve apresentar declividade suficiente para instalação do sistema de canos que liga o banheiro (vaso) ao Canteiro Bio-séptico. A construção deve ocorrer a um nível mais baixo em relação à residência da família. É fundamental observar a incidência do sol no local, pois as plantas que fazem parte do processo precisa de sol. Se possível alocar o canteiro em um local onde tenha incidência de sol pela manhã. Em seguida escava-se um fosso com as seguintes

7 dimensões: 1,90m de largura x 2,20m de comprimento x 1,20m de profundidade. Este canteiro é calculado para o atendimento de uma residência familiar média, com 6 pessoas. Após a escavação do fosso, inicia-se a construção do contrapiso do canteiro, com altura de 10 cm. Este contrapiso será responsável pela impermeabilização, retendo os resíduos sólidos depositados no fundo de chegarem ao lençol freático. Com o contrapiso construído, inicia-se a construção das paredes de isolamento do canteiro, que ficam acima do nível do solo, para construção das bordas de proteção. Utilizam-se blocos de alvenaria para construção. As paredes são construídas a uma distância de 10 cm da parede do fosso. Essa distância é preenchida com o solo retirado do fosso. Construído a estrutura de isolamento do fosso (contrapiso e paredes), inicia-se a construção da Pirâmide no centro do canteiro, deixando cerca de 20 cm de cada lado. A pirâmide é responsável pelo recebimento dos dejetos sólidos da residência e é formada por 4 camadas de tijolos, dispostos frente a frente um para o outro. Por fim estala-se um cano que sai de dentro da pirâmide e sobe a dois metros de altura, chamado de suspiro, responsável pela eliminação dos gases resultantes da digestão aeróbia. As medidas dos sistemas podem variar de acordo com o local, as necessidades e possibilidades. No caso do Canteiro é possível modificar o tamanho utilizando proporção da largura, por exemplo, um canteiro com 1,90m de largura x 2,20m de comprimento x 1,20m de profundidade atende uma residência com seis pessoas, caso uma família tenha oito pessoas morando na casa, faz-se as proporções e obtêm os seguintes valores 2,53m de largura x 2,20m de comprimento x 1,20m de profundidade. Além de alterar as proporções pode-se construir mais de um canteiro quando for um numero grande de pessoas, por exemplo uma escola, neta ocasião é necessário de um calculo mais aprofundando para atender a necessidade. Para preencher o canteiro utiliza-se de material poroso, que podem ser restos de construção, telhas quebradas entre outro, que podem ser encontrado na própria residência, deve preencher o fosso com esse material até pouco antes de cobrir a pirâmide, esta camada servirá para abrigar microrganismos aeróbios, em seguida coloca-se uma camada de material orgânico, pode ser, casca de coco, bagaço de cana, palha ou qualquer outro material que estiver ao alcance na propriedade. Esta camada servirá de âncora para as raízes das plantas. Em seguida coloca-se uma camada de composto orgânico seguido de terra ate preencher totalmente o canteiro,

8 planta-se as bananeiras e recomenda-se isolar o canteiro quando há a presença de animais. É necessário realizar o manejo do canteiro sempre que for necessário, e prestar atenção na umidade da terra, que deve estar sempre umedecida, pois este é o indicador do funcionamento do sistema, com ele é possível saber se a água que vai para o canteiro esta sendo escassa ou está em excesso. Para receber o restante dos esgoto da casa, as águas cinzas, foi construído o Círculo das Bananeiras, todo o processo de montagem é feito com matérias primas da região, exceto os canos. Para construir é necessário marcar um círculo com 2 metros de diâmetro, em seguida cavar um buraco com 1 metro de profundidade no centro, amontoando a terra escavada ao redor. Concluída esta parte cobre-se o buraco com papelão ou folhas molhadas ou até mesmo folhas de bananeira e preencher com matéria orgânica grossa como galhos grossos, folhas, palha entre outros. Em seguida deve-se cobrir o círculo com composto orgânico e terra. Pelo lado de fora planta-se bananeiras contornando-o. Existem várias vantagens no tratamento e reuso local de águas cinzas, dentre elas: promove a recarga do lençol freático, diminui o consumo de água tratada (para irrigação), mantém os nutrientes no local, promove o crescimento das plantas e árvores (Causa menor demanda de energia e uso de químicos), diminui o volume de esgoto e consequentemente o impacto em fossas e na rede de tratamento. Estes sistemas já são empregados em vários outros lugares como no Assentamento Presente de Deus em Goinésia-GO por meio do Projeto Cerrado Vivo e no Assentamento Vitória em Goianésia-GO por meio do projeto Verde Vida, ambos patrocinados pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Ambiental. Além de implantar o Canteiro bio-séptico e o Círculo das Bananeiras estes projetos ainda contemplam outros trabalhos na linha ambiental, como sistemas de captação de água da chuva, cercamento de nascentes dentre outros que futuramente podem ser também implantados nos assentamentos da região por meio de outros projetos de extensão universitária. O término da construção dos sistemas é seguido por pelo menos 4 meses de acompanhamento para realizar monitoramento e avaliação. É importante recolher uma amostra da terra e de água nas nascentes e rios e, também nas casas, antes da utilização, e após um período de tempo refazer as análises para como forma de comparação e para obter a eficiência de cada sistema. É importante salientar que de

9 casa para casa, dentro de um mesmo assentamento as condições podem ser bem divergentes, por isso é crucial o acompanhamento e a analise de cada parcela arquivando todos os dados para um possível manejo. Resultados e Discussões: O Assentamento Dandara possui 16 famílias, das quais todas usavam métodos nocivos ao meio ambiente e a saúde. Dentre estes métodos os mais comuns são as fossas negras, que nada mais é que um buraco em forma cilíndrica no chão geralmente de 3 a 5 metros de profundidade, onde todos o esgoto da casa e despejado, e muitas das vezes sem alguma proteção significativa do topo, este sistema permite a contaminação direta do solo, permite a entrada e saída de vetores transmissores de doenças além do odor desagradável. A utilização destes sistemas provavelmente tem influência, também, na qualidade da água do Dandara onde foi observado alto teor de coliformes fecais, ao término do projeto será realizado mais uma coleta de amostras para analise, com fim de comprovar a eficiência dos sistemas ecológicos. O projeto de extensão ainda está em andamento, até o presente momento foi coletado amostra de todas as nascentes, córregos e rios presentes no assentamento, seguido de analise qualitativa, e construído um sistema de tratamento ecológico do esgoto onde foi colhido uma amostra de solo do local, e desde então ele têm sido avaliado periodicamente, e ao final do projeto outra amostra de solo deverá ser colhida para uma futura avaliação completa do projeto. Concluído o primeiro sistema foi realizado uma reunião para analisar a próxima família que será beneficiada, ao final do projeto outra amostra de solo deverá ser colhida para uma futura avaliação de todos os impactos do projeto no assentamento. Para a construção dos demais sistemas está sendo firmado uma parceria com orgãos públicos competentes como a prefeitura municipal de Uberaba MG e o Centro Operacional de Desenvolvimento e Saneamento de Uberaba (CODAU). No início do projeto, nas primeiras visitas ao assentamento, poucas famílias compareceram nas reuniões, que acorreram na sede do Assentamento, porém depois das apresentações das propostas e das formas de trabalho. Os parceleiros que estavam presentes se comprometeram com a ideia, e em seguida foram feitos os respectivos diagnósticos, onde a equipe foi em cada uma das casas e preencheram os questionários do ponto de vista do morador, o que é muito

10 importante para o cruzamento de dados pela vistoria da área e pelo conhecimento do morador sobre sua parcela. No início o projeto contava com 5 famílias, hoje são 12 das 16 famílias que residem no local. A medida que os trabalhos acontecem é perceptível o interesse dos moradores em substituir os sistemas arcaicos por um sistema funcional que não agrida sua terra. Em comum acordo foi decidido entre os moradores, juntamente com a equipe do projeto um regime de trabalho em forma de mutirão, onde todas as famílias se mobilizam e trabalham em conjunto para a construção de cada canteiro, excluindo assim a necessidade o custo da mão de obra, reduzindo significativamente o custo total dos sistemas. A tabela abaixo consta os valores de cada material e a quantidade, lembrando que varia de cidade para cidade e também entre lojas. QTD Unidade Descrição Preço Unitário Valor Total 06 Latas Brita 0 2,00 12, Un Tijolo 06 furos 0,45 180,00 08 Un Cimento 20,00 160,00 20 Latas Areia Fina 2,00 40,00 11 Latas Areia Grossa 1,50 16,50 01 Un Cal Hidratado 1,00 9,00 02 Un Joelhos de 100 mm 4,00 8,00 03 Metros Cano 50 mm 4,50 13,50 06 Metros Cano 100 mm 7,50 45,00 TOTAL GERAL 484,00 Tabela 3: Orçamento para a construção do Canteiro Bio-Séptico. 09/07/2013 Na realização da 1ª Oficina Sobre Tratamento Ecológico de Tratamento de Esgoto, no Assentamento Dandara foram necessários 3 dias, o tempo estimado para a construção do Canteiro Bio-Séptico e do Círculo das Bananeiras foi de 2 dias de trabalho. Os trabalhos são divididos respeitando a seguinte ordem: 1º dia, perfuração do fosso do Canteiro e outro para o Círculo das Bananeiras, respeitando os formatos e tamanhos ja determinados previamente e execução do contrapiso do Canteiro, este deve ter prioridade pois o cimento precisa passar pelo tempo de pega, para no dia seguinte ja ter resistência suficiente para suportar o peso. 2º dia: passar toda tubulação para os sistemas, lembrando da divisão de águas, as vezes esta etapa pode demorar mais dependendo da tubulação original da casa, construção das paredes e pirâmide do Canteiro e preenchimento do canteiro e do círculo seguido do plantio da bananeiras e irrigação dos sistemas, na primeira semana é

11 importante molhar todos os dias para que as mudas de bananeira cresça, posteriormente observar a umidade da terra para manter o sistema sempre em bom funcionamento. Na implantação do primeiro sistema apenas as famílias que tinha interesse desde o início do projeto compareceram, porém o sistema de mutirão não foi bem aceito na prática pelos moradores sendo que apenas o parceleiro trabalhou efetivamente durante a construção, no segundo dia houve mais colaboração dos demais moradores além de procura de outras famílias sobre o sistema e foram feitos outros dois diagnósticos, e, após duas semanas da construção, durante uma visita de avaliação as outras 5 famílias procuraram a equipe. Com este projeto pretendese atender as 16 famílias residentes do Assentamento Dandara. Alguns pontos da construção em regime de mutirão devem ser alterados, apenas para otimização do projeto. Os resultados do sistema são imediatos, além de sanar os problemas de esgoto de forma ecológica o morador, ainda é contemplado de um quintal bem organizado, para otimizar o resultado visual pode-se pintar o cercado do canteiro e colocar placas. Na parcela trabalhada a água provinda da cozinha era despejada diretamente na superfície do solo, com os sistemas construídos todo o barro que acumulava no fundo da casa foi coberto e a fossa negra que havia estourada foi aterrada com entulhos, outro resultado rápido foi a redução de moscas e outros vetores de doenças na casa. Após três meses da construção do 1º sistema ecológico de saneamento não houve nenhum problema, o sistema funciona normalmente, os únicos relatos da família foi a necessidade de irrigação devido ao tempo seco, porém poucas vezes houve necessidade.

12 Fotos: 1º Oficina sobre Tratamento Ecológico de Tratamento de esgoto. Conclusão Como o projeto ainda se encontra em execução as analises de solo ainda não foram feitas, porém a primeira coleta de água e análise já foi feita, e o estado atual da qualidade da água está precária, além das medidas de tratamento dos efluentes de esgoto outras medidas serão tomadas em conjunto com outro projeto de extensão que atende o Assentamento Dandara para assegurar uma melhor qualidade de água. A construção dos demais sistemas ainda está pendente com os orgãos responsáveis, porém ainda dentro do limite de prazo, a participação de 75% dos

13 assentados têm dado maior apoio ao projeto, pretende-se atender 100% das famílias ao término do projeto. Por ser uma tecnologia ainda pouco conhecida houve um certo receio quanto aos métodos de funcionamento e construção que durante as reuniões e palestras foram explicados e por fim a comprovação da eficácia dos sistemas. Contudo os sistemas são realmente aplicáveis e possuem um custo relativamente baixo, atendem as necessidades não só de assentamentos mas de toda a população rural que não têm acesso a tratamento de esgoto, além de contribuir com o desenvolvimento sustentável. Referências Bibliográficas: 1. Araújo, N. M. S, [et al.], (2010), Questão Ambiental e Política de Meio Ambiente 2. Castagna, G., Cartilha circulo das bananeiras, tratamento e reuso de aguas cinzas Equipe Águas do cerrado, Cartilha canteiros bio-sépticos. 3. FERREIRA, F. A. B. (2009), manual de saneamento, Fundação Nacional de Saude 3ª edição. 4. FERNANDES, Carlos, (2000) - Esgotos Sanitários, Ed. Univ./UFPB, João Pessoa, 1997, 435p. Reimpressão. 5. FUNDAÇÃO BRASIL CIDADÃO (2009), Cartilha de Olho na Água Canteiro Bioséptico e Cisterna de Captação da Água da Chuva Projeto De Olho na Água, Editora Mais Calango. 5. ONUBR [http://www.onu.org.br/a-onu-em-acao/a-onu-e-o-meio-ambiente/] Acessado as 15:44 do dia 12 de outubro de 2013 [1].

14 6. Revista Permacultura Brasil (2003), edicão 12, Create na Oasis with Greenwater, Art Ludwig, Oasis Design (2005) Branched Drain Greywater Systems, Art Ludwig, Oasis Design (2005). 7. SANTIAGO, F. S., (2012) [et al.]. Bioágua Familiar: Reuso de água cinza para produção de alimentos no Semiárido Recife: Projeto Dom Helder Câmara.

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