Environmental supply chain management of appliance industries. Gestão ambiental da cadeia de suprimentos das empresas de linha branca

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1 Environmental supply chain management of appliance industries Gestão ambiental da cadeia de suprimentos das empresas de linha branca Tatiane Fernandes Zambrano Brassolatti, Manoel Fernando Martins Departamento de Engenharia de Produção, Universidade Federal de São Carlos, telefone (16) , Brasil, Abstract: This paper proposes a model for environmental supply chain management of appliance industries. This model was developed from a literature review and in conducting case studies in four main appliance industries in Brazil. Keywords: environmental management, supply chain, refrigerator industries. Resumo: O objetivo deste artigo é propor um modelo para a gestão ambiental da cadeia de suprimento das empresas de linha branca. Este modelo foi elaborado a partir de uma revisão bibliográfica e da realização dos estudos de caso nas quatro principais empresas de linha branca do Brasil. Palavras-chave: gestão ambiental, cadeia de suprimentos, linha branca. 1. INTRODUÇÃO Nos últimos anos, o interesse das organizações em relação à Gestão da Cadeia de Suprimentos (GCS) tem aumentado devido a várias razões. Primeiramente, porque o foco na GCS promove melhorias entre as empresas trazendo uma vantagem competitiva para a cadeia. A segunda razão é que as organizações se concentram nas suas competências essenciais e delegam às outras a fabricação de componentes que não fazem parte destas competências, este fato conduziu a formação da Cadeia de Suprimentos (CS) e, consequentemente, seu gerenciamento. A terceira razão é que a formação da CS é uma resposta prática a globalização, a desregulamentação de mercados e ao aumento da concorrência, ou seja, uma forma das empresas se manterem 1

2 competitivas. Finalmente, a disseminação dos conceitos de produção enxuta e JIT que requerem a cooperação entre as empresas (BURGESS; SINGH, 2006). A GCS pode ser definida como a integração dos principais processos de negócios desde o consumidor final até os fornecedores de matérias-primas, fornecendo produtos, serviços e informação que adicionam valor aos consumidores e demais partes interessadas das organizações (Global Supply Chain Forum, 2008). Por outro lado, a Gestão Ambiental da Cadeia de Suprimentos (GACS) deve expandir o conceito tradicional da GCS englobando as questões ambientais. Hagelaar e Van Der Vorst (2002) definem a GACS como o conjunto de políticas, ações adotadas e os relacionamentos formados pelas empresas que compõem a CS, objetivando a preservação do meio ambiente. Neste contexto, o método Análise do Ciclo de Vida (ACV) se torna o principal instrumento para o GACS. Além disso, Grossmann (2004) propõe que a minimização dos impactos ambientais pode ser conseguida através da integração das seguintes áreas: projeto e desenvolvimento de produto, otimização da CS e da ACV. Durante o desenvolvimento de produto são determinadas as características que influenciarão na escolha do processo produtivo e na possibilidade de reciclagem dos componentes do mesmo. Assim, a fase de desenvolvimento deve atentar para o ciclo de vida do produto. A integração com os fornecedores é fundamental para a adequação ambiental de toda a CS. Desta forma, o objetivo principal deste artigo é propor um modelo para a gestão ambiental da cadeia de suprimentos das empresas de linha branca. 2. MÉTODO DE PESQUISA Esta pesquisa se iniciou com uma revisão bibliográfica sobre os temas: GCS, GACS, desenvolvimento ambiental de produtos, logística reversa e empresas de linha branca no Brasil. 2

3 O próximo passo foi a realização de estudos de caso em empresas de linha branca para analisar a gestão de fornecedores e ambiental. De acordo com a revisão bibliográfica e dos estudos de caso foi proposto o modelo para a GACS das empresas de linha branca. 3. ESTUDOS DE CASO Os estudos de caso foram realizados nas quatro principais empresas de linha branca do Brasil. Estas organizações fabricam refrigeradores, freezers, fogões, lavadoras e secadoras de roupas, lava-louças, microondas, etc. As empresas foram nomeadas: A, B, C e D. Durante os estudos de caso, as empresas foram questionadas quanto às práticas de gestão de fornecedores e ambiental, como: O método para selecionar e avaliar periodicamente os fornecedores; A empresa verifica se os fornecedores atendem a legislação ambiental? Comentários sobre os programas de adequação à legislação ambiental brasileira, adesão ao selo PROCEL e a Diretiva ROHS; A empresa possui certificação NBR ISO 14001; A empresa exige que seus fornecedores sejam certificados NBR ISO ou tenham estação de tratamento de efluentes ou pratiquem coleta seletiva; Existem exemplos de projetos entre a empresa e os seus fornecedores para minimizar os impactos ambientais do produto; Exemplos de técnicas de produção mais limpa; A empresa realiza a análise do ciclo de vida? Melhorias do produto que tenha resultado na redução dos impactos ambientais; Escolha das embalagens dos produtos adquiridos e vendidos; 3

4 A empresa atua sobre o fluxo reverso? Existe projetos para facilitar a desmontagem ou reciclagem dos componentes? As práticas de gestão de fornecedores e ambientais das empresas pesquisadas que foram consideradas exemplares fazem parte do modelo proposto neste artigo. 4. MODELO PARA A GACS DAS EMPRESAS DE LINHA BRANCA O ponto inicial para a GACS é a definição de um agente coordenador da cadeia (TOLEDO et al., 2004; MANRING; MOORE, 2006). O agente coordenador deve ser formado por uma equipe multidisciplinar que contemple os assuntos pertinentes a cadeia e a gestão ambiental. Os profissionais que farão parte desta equipe podem pertencer às empresas que compõe a cadeia ou em instituições que representem o setor. A seguir, têm-se as responsabilidades do agente coordenador: Organizar reuniões periódicas com os representantes das empresas da cadeia para definir políticas, objetivos e metas para a CS; Auxiliar as empresas da cadeia a desdobrarem as políticas ambientais; Identificar problemas ou oportunidades de melhoria, acompanhar a implementação dos planos de melhoria; Gerir o sistema de informação da cadeia; Quando necessário, viabilizar o compartilhamento de ativos físicos, tecnologia ou estrutura de treinamento entre os atores da cadeia (ASSUMPÇÃO, 2003). A primeira tarefa do agente coordenador para implementar a GACS é a definição dos membros-chaves da cadeia, ou seja, quais são as principais empresas que representam a cadeia. Os critérios para a definição dos membros-chaves podem ser volume de compra, custo e qualidade (critério adotado pela maioria das empresas pesquisadas). O próximo passo é reunir os representantes destas empresas para discutir os seguintes temas: 4

5 Conscientização dos problemas ambientais, aumento do rigor da legislação ambiental, possibilidades de ganhos com a adequação ambiental; Determinação de um método de coordenação que é o sistema de informação adotado pelos agentes da cadeia (TOLEDO et al., 2004); Solicitação para que cada agente da cadeia realize a quantificação dos seus impactos ambientais. O método ACV os auxiliará neste levantamento. Os resultados destas análises devem ser registrados no sistema de informação comum entre as empresas da cadeia (método de coordenação); Levantamento dos requisitos ambientais da sociedade, da cadeia, legais e do consumidor final; Possibilidades de melhorias ambientais dos produtos e processo, além da implementação de produção mais limpa; Definição da política ambiental, dos objetivos e das metas ambientais. Para a definição da política ambiental é essencial a análise dos requisitos ambientais da sociedade, da cadeia, legais e do consumidor final. As políticas ambientais devem ser desdobradas em objetivos e metas comuns para as empresas participantes da cadeia. Os resultados da quantificação dos impactos ambientais de cada empresa da cadeia auxiliarão no estabelecimento dos objetivos e metas ambientais. O próximo passo é o desdobramento dos objetivos e das metas ambientais para todas as áreas das empresas que compõe a CS. As atividades que as áreas das organizações que compõe a cadeia devem realizar para se adequarem ambientalmente estão descritas nos itens a até g. Posteriormente, quando as áreas das organizações que compõe a CS já tiverem se adequado ambientalmente é necessário atentar para as possibilidades de melhoria. O item recomendações para melhoria da Figura 1 engloba a: 5

6 Elaboração de novos planos de melhoria, objetivando a evolução da GACS; Elaboração de planos de reação, quando os resultados da implementação dos planos de melhoria não forem satisfatórios; Comunicação destes planos para as empresas da CS. A análise das recomendações de melhoria deve ser analisada para a redefinição de políticas, objetivos e metas ambientais buscando o aperfeiçoamento contínuo da GACS. A seguir, a Figura 1 ilustra o modelo proposto para a GACS. Agente coordenador liderar o GACS Informações de entrada para o GACS - Requisitos ambientais da sociedade, da cadeia, legais e do consumidor final; - Levantamentos dos impactos ambientais de cada empresa da cadeia Gerenciamento Ambiental da Cadeia de Suprimentos (GACS) - Definição de uma política ambiental para a CS; - Desdobramento da política ambiental em objetivos e metas ambientais para as empresas da cadeia. - Determinação do método de coordenação (sistema de informação definir quais são as informações que serão trocadas entre os agentes da cadeia, a frequência e o meio de troca de informações). Empresa de extração de matériaprima Empresa X Empresa Y Empresa Z Montadora de Linha Branca Empresa de desmontagem do produto, reutilização ou reciclagem dos componentes Produto após a vida útil Aterro sanitário Produto durante a vida útil Recomendações para melhoria Legenda: Informações Produto Empresa / Local Fluxo de Informação Fluxo Direto ou Reverso (g) Figura 1. Modelo para a Gestão Ambiental da Cadeia de Suprimentos. 6

7 A Figura 2 ilustra o fluxo interno de cada empresa da CS. a. Sistema de gestão ambiental b. Desenvolvimento de Produto c. Desenvolvimento de Fornecedores Produto desenvolvido especificações determinadas c. Aquisição d. Produção e. Recursos humanos f. Vendas Legenda: Fluxo de informação Fluxo Direto ou Reverso (g) Processo Produto Figura 2. Fluxo interno das empresas da cadeia de suprimentos. Os processos das empresas que compõem a CS devem se adequar ambientalmente e cumprir a política ambiental. Os itens abaixo detalham como deve ser realizada esta adequação. a) Sistema de gestão ambiental (SGA) O primeiro passo é determinar as características do SGA que as empresas que compõem a cadeia irão adotar (este sistema pode ser a norma NBR ISO 14001). Posteriormente, tem-se a elaboração de planos e a definição de prazos para as empresas se adequarem. De forma geral, têm-se algumas recomendações para o SGA: Realização de auditorias ambientais internas e nos fornecedores. Elaboração de uma lista de verificação para ser utilizada durante as auditorias e definição da freqüência das auditorias internas e nos fornecedores; Atentar para a atualização legal, analisando as legislações municipais, estaduais, federais e a dos países para onde o produto é exportado; 7

8 Verificação do vencimento das licenças ambientais da empresa ou a necessidade de novas licenças. b) Desenvolvimento de produto Vários autores pesquisados, como Hagelaar e Van Der Vorst (2002), Grossman (2004), Luttropp e Lagerstedt (2006), Fijal (2007), Seuring e Müller (2008), consideram que os temas ACV, desenvolvimento de produto e GACS estão intensamente relacionados. De acordo com ABNT (2009), a ACV compreende as seguintes etapas: definição de objetivo e escopo, análise do inventário do ciclo de vida, avaliação de impactos e interpretação dos dados e resultados. Uma vez definida as etapas da ACV, a utilização desta ferramenta deve fornecer informações para a área de desenvolvimento de produtos, possibilitando a melhorias ambientais dos produtos. Posteriormente, têm-se algumas recomendações para o processo de desenvolvimento de produto: Não usar substâncias tóxicas ou substituir as matérias-primas tóxicas por outras menos tóxicas (LUTTROPP; LAGERSTEDT, 2006 e Empresa D ); Minimizar a energia e o consumo de recursos naturais na fase de produção e utilização do produto (LUTTROPP; LAGERSTEDT, 2006); Investir na melhoria da qualidade dos materiais, no tratamento de superfícies ou em mecanismos estruturais para proteger os produtos da sujeira, corrosão e desgaste, garantindo a redução das manutenções e o aumento da vida útil do produto (LUTTROPP; LAGERSTEDT, 2006); 8

9 Realização do teste de manufatura reversa que consiste em desmontar o produto para avaliar a facilidade de desmontagem. Separar os componentes e quantificar a percentagem de materiais plásticos, metálicos, etc (Empresa C ); Identificação das partes plásticas (Empresas B, C e D ); Facilitar a reciclagem (LUTTROPP; LAGERSTEDT, 2006); Utilizar sistemas simples de fixação (LUTTROPP; LAGERSTEDT, 2006); Atentar para a legislação brasileira ambiental aplicada ao produto. Por exemplo: os profissionais da área de projeto devem atentar para as regras do PROCEL. A adesão ao PROCEL é voluntária, porém, a maioria dos entrevistados citou que este selo pode ser um diferencial de venda do produto; Atentar para a legislação ambiental aplicada ao produto nos países que o mesmo será comercializado. c) Seleção de Fornecedores e Aquisição As atividades desta área se dividem em selecionar fornecedores, adquirir os produtos e avaliar periodicamente dos fornecedores. A seguir, têm-se outras recomendações para o processo de seleção de fornecedores: Realização de auditorias ambientais; Detecção prévia do risco relacionado com os fornecedores (verificar se estes estão envolvidos com processos legais) (KOPLIN et al., 2006; KOVÁCS, 2008); Verificar se os fornecedores atendem a legislação ambiental (solicitar as licenças da CETESB, bombeiros, CADRI e cadastro no IBAMA). Atentar para o prazo de vencimento e renovação das mesmas ((Empresas A, B, C e D ); 9

10 Pontuar os fornecedores de acordo com o certificado ISO 14001, existência de estação de tratamento de efluentes, coleta seletiva, adoção de técnicas de produção mais limpa, etc (Empresas A, B, C e D ); Evitar a seleção e a avaliação de fornecedores apenas utilizando questionários de auto-avaliação (SEURING; MÜLLER, 2008). Quanto ao método de avaliação periódica, a maioria das empresas pesquisadas avalia os fornecedores em relação à: Atendimento ao prazo de entrega; Análise de conformidade do componente; Preço: avaliação comercial. Propõe-se que além destes índices, os fornecedores sejam avaliados periodicamente quanto à evolução do SGA. Por exemplo, um fornecedor que não possuía estação de tratamento de efluentes e investiu em uma, deve ser diferenciado. Outra recomendação para o processo de aquisição é a realização de consultorias ambientais nos fornecedores. Estas consultorias podem ser uma forma de melhorar a integração entre as empresas da CS e fazerem parte das informações de entrada para o planejamento da GACS. Por fim, uma atividade importante da área de aquisição é o planejamento das embalagens dos produtos comprados. As recomendações são: Utilizar embalagens retornáveis (TSOULFAS; PAPPIS, 2006; FIJAL, 2007); Planejar o fluxo das embalagens entre a empresa e os seus fornecedores; Realização de estudos para reduzir a massa das embalagens e a alteração por materiais de maior reciclabilidade (Empresa B ); Reduzir a utilização de isopor nas embalagens adquiridas (Empresas C e D ). 10

11 d) Produção Umas das recomendações mais relevantes para a área de produção é a minimização dos impactos ambientais, neste sentido tem-se a adoção de práticas de prevenção à poluição (SARKIS, 2003; FIJAL, 2007). Durante a realização dos estudos de caso, foram observadas algumas iniciativas de produção mais limpa que podem servir de referência para outras empresas. Estas iniciativas são: Utilização de circuito fechado de água, com a reutilização da água proveniente do tratamento da estação de efluentes; Redução do consumo de água através do diagnóstico de ponto de vazamento e intervenção nos mesmos (Empresa A ); Intervenção ou modernização da rede elétrica (Empresas A e B ); Intervenção nos processos de pintura tanto dos eletrodomésticos como na manutenção predial, preferindo tintas menos tóxicas (Empresas A e C ); Tratamento dos efluentes gasosos, por exemplo, a utilização de lavador de gases para prevenir a poluição atmosférica (Empresa D ); Instalação de estação de tratamento de efluentes; Redução da quantidade de produtos químicos utilizados (Empresa D ); Priorizar as práticas de redução, reuso, reprocessamento, reciclagem. Quando estas práticas não puderem ser adotadas, deverá ser definida a disposição final dos rejeitos (aterro sanitário, incineração, etc). Por exemplo, as Empresas A e B reciclam internamente os resíduos poliméricos; Encaminhar os óleos lubrificantes ou refrigerantes degradados para o rerrefino em empresa cadastrada na Agência Nacional de Petróleo (Empresas A, B, C e D ) ou recuperação interna dos óleos degradados; Atentar para a legislação ambiental aplicada ao processo; 11

12 Realizar a coleta seletiva de materiais. e) Recursos humanos A conscientização dos funcionários sobre as questões ambientais pode ser realizada através de murais, livros e revistas ecológicas, do conhecimento de projetos de preservação, etc. Por outro lado, alguns treinamentos específicos são indispensáveis como: Treinamento de integração para os novos funcionários da empresa, incluindo a conscientização de como as práticas individuais podem afetar o sistema; Auditoria ambiental, com a finalidade de formar auditores que irão atuar nas auditorias internas e em fornecedores; Gerenciamento de resíduos e efluentes; Produção mais limpa e análise do ciclo de vida; Legislação ambiental aplicada ao processo e ao produto; Acidentes ambientais, etc. Para a manutenção dos programas de gestão ambiental é imprescindível a periodicidade dos treinamentos, assim, recomenda-se o estabelecimento de um planejamento e um cronograma de treinamentos. f) Vendas Uma das informações de entrada do modelo de GACS, para a definição de políticas ambientais, são os requisitos dos consumidores. A área de vendas possui um relacionamento estreito com o consumidor, assim, uma das atividades desta área é o levantamento das necessidades dos consumidores e a transmissão destas informações para os funcionários ou áreas que irão gerir a CS. Uma recomendação importante para a área vendas é participar da determinação das embalagens dos produtos vendidos. Geralmente, as embalagens dos produtos de 12

13 linha branca vendidos são papelão, isopor e filmes plásticos. Recomenda-se a realização de estudos para a minimização em massa destas embalagens e dar preferência a materiais com maior reciclabilidade. g) Fluxo direto e reverso de materiais Outro componente importante do modelo, descrito nas Figuras 1 e 2, é o fluxo direto e reverso de materiais (SARKIS, 2003; PRAHINSKI; KOCABASOGLU, 2006; KUMAR; MALEGEANT, 2006; SVENSSON, 2007). Este componente abrange: a determinação do meio de transporte dos produtos tanto na cadeia direta como reversa e a minimização de rotas. 5. CONCLUSÕES A implementação do modelo proposto neste artigo aumentará a integração dos principais atores da CS de linha branca. Estes atores são empresas de grande, médio e pequeno porte. Geralmente, as empresas de grande porte já possuem certificação ambiental, porém, as mesmas adquirem produtos de empresas de médio e pequeno porte que tem maior dificuldade ao acesso as tecnologias limpas, por exemplo. Este é o grande desafio da gestão ambiental ao longo da CS. A presença do agente coordenador é imprescindível para viabilizar a GACS. O papel do agente coordenador é reunir os representantes dos principais elos da cadeia para discutir políticas, objetivos e metas ambientais. A definição das metas ambientais dependerá do levantamento e da quantificação dos impactos ambientais relacionados com o processo e o produto que cada representante dos elos da cadeia irá realizar. A partir das políticas, objetivos e metas ambientais, os representantes dos principais elos da cadeia poderão discutir as melhorias ambientais a fim de facilitar o acesso a tecnologias limpas das empresas com menor poder aquisitivo, realizar melhoria 13

14 nos produtos para aumentar a eficiência energética e minimizar os impactos ambientais globais. Outro fator muito importante para a aplicação do modelo proposto neste artigo é a baixa rotatividade dos fornecedores-chaves da cadeia. Além disso, quanto maior a participação dos representantes das principais empresas da cadeia e das entidades que representam o setor, maior será a imparcialidade da GACS e menor será a autoridade do agente coordenador, propiciando o equilíbrio entre as partes envolvidas. A GACS seria uma forma de garantir que os requisitos ambientais fossem implementados nas empresas da cadeia. Alguns benefícios seriam: A minimização dos impactos ambientais do produto final e processos, propiciando o melhor atendimento às demandas de mercado como o atendimento as regras do selo PROCEL; O monitoramento do desempenho ambiental dos fornecedores; A diminuição da concorrência entre as empresas que conseguirem se adequar, já que as empresas que não seguirem o modelo seriam excluídas da cadeia. 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 10004: resíduos sólidos classificação. Rio de Janeiro, p. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR ISO 14001: sistemas de gestão ambiental: requisitos com orientações para uso. Rio de Janeiro, p. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR ISO 14044: gestão ambiental: avaliação do ciclo de vida: requisitos e orientações. Rio de Janeiro, p. ASSUMPÇÃO, M. R. P. Reflexão para gestão tecnológica em cadeias de suprimento. Gestão e Produção, v. 10, n. 3, p , BURGESS, K.; SINGH, P. J. A proposed integrated framework for analysing supply chains. Supply Chain Management: An International Journal, v. 11, n. 4, p , FIJAL, T. An environmental assessment method for cleaner production technologies. Journal of Cleaner Production, v. 15, n. 10, p ,

15 GROSSMANN, I. E. Challenges in the new millennium: product discovery and design, enterprise and supply chain optimization, global life cycle assessment. Computers and Chemical Engineering, v. 29, n. 1, p , HAGELAAR, G.J.L.F.; VAN DER VORST J.S.A.J. Environmental supply chain management: using life cycle assessment to structure supply chains. International Food and Agribusiness Management, v. 4, n. 4, p , KOPLIN, J. et al. Incorporating sustainability into supply management in the automotive industry - the case of the Volkswagen AG. Journal of Cleaner Production, v. 15, n , p , KOVÁCS, G. Corporate environmental responsibility in the supply chain. Journal of Cleaner Production, v. 16, n. 15, p , KUMAR, S.; MALEGEANT, P. Strategic alliance in a closed-loop supply chain, a case of manufacturer and eco-non-profit organization. Technovation, v. 26, n. 10, p , LUTTROPP, C.; LAGERSTEDT, J. EcoDesign and the ten golden rules: generic advice for merging environmental aspects into product development. Journal of Cleaner Production, v. 14, n , p , MANRING, S. L.; MOORE, S. B. Creating and managing a virtual inter-organizational learning network for greener production: a conceptual model and case study. Journal of Cleaner Production, v.14, n. 9-11, p , MENTZER, J. T. Defining supply chain management. Journal of Business Logistics, v. 22, n. 2, p. 1-25, SEURING, S.; MÜLLER, M. Integrated chain management in Germany identifying schools of thought based on a literature review. Journal of Cleaner Production, v. 15, p , SEURING, S.; MÜLLER, M. From a literature review to a conceptual framework for sustainable supply chain management. Journal of Cleaner Production, v. 16, n. 15, p , PRAHINSKI, C.; KOCABASOGLU, C. Empirical research opportunities in reverse supply chains. The International Journal of Management Science, v. 34, n. 6, p , SARKIS, J. A strategic decision framework for green supply chain management. Journal of Cleaner Production, v. 11, n. 4, p , SVENSSON, G. Aspects of sustainable supply chain management (SSCM): conceptual framework and empirical example. Supply Chain Management: An International Journal, v.12, n. 4, p , TOLEDO, J. C. et al. Coordenação da qualidade em cadeias de produção: estrutura e método para cadeias agroalimentares. Gestão e Produção, v. 11, n. 3, p , TSOULFAS, G.T.; PAPPIS C.P. Environmental principles applicable to supply chains design and operation. Journal of Cleaner Production, v. 14, n. 18, p , Global Supply Chain Forum. Acesso em: 24 nov 2008, às 14h05min. 7. AGRADECIMENTOS CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. 15

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