PRIMEIRA SEMANA MUNDIAL DAS NAÇÕES UNIDAS DE SEGURANÇA VIÁRIA 23 a 29 de abril de Mensagens chave

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1 PRIMEIRA SEMANA MUNDIAL DAS NAÇÕES UNIDAS DE SEGURANÇA VIÁRIA 23 a 29 de abril de 2007 (Documento da OMS traduzido e adaptado pela Coordenação de Doenças e Agravos Não Transmissíveis/Departamento de Análise de Situação em Saúde/Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. Brasília, fevereiro/2007). Mensagens chave A Primeira Semana Mundial das Nações Unidas de Segurança Viária será uma oportunidade única para elevar a percepção sobre o impacto das lesões no trânsito ocorridas em vias públicas e rodovias, principalmente entre jovens usuários, visando a promoção de ações em torno dos principais fatores relacionados a lesões, bem como a prevenção destas. Qual seja a forma que o evento esteja sendo planejado para a Semana, seria útil que se articulasse em torno das seguintes mensagens: 1. Lesões de trânsito são sério problema global de saúde pública e de desenvolvimento. Espera-se que a sua magnitude aumente consideravelmente nos próximos anos. Quase 1,2 milhões de pessoas morrem como resultado de colisões de trânsito a cada ano, representando mais de 2,1% da mortalidade global, comparável ao número de mortes provocadas por causas como a malária e a tuberculose. Outros milhões são lesionados e freqüentemente tornam-se deficientes pelo resto da vida. Em torno de 85% das mortes por acidentes de trânsito ocorrem em países de baixa e média renda, a um custo de 1% a 1,5% do produto nacional bruto a cada ano. Sem uma providência, mortes e deficiência por acidentes de trânsito deverão aumentar devido ao crescimento do número de veículos. 2. Lesões de trânsito têm um impacto imenso sobre as vidas dos jovens. Lesões de trânsito são a segunda maior causa de mortes para as pessoas de 5 a 25 anos. Nesse grupo etário, homens jovens pedestres, ciclistas, motociclistas, motoristas novatos e passageiros ficam três vezes mais sujeitos a serem mortos ou lesionados nas vias e rodovias do que as mulheres jovens. 3. Lesões de trânsito podem ser evitadas. Em alguns países, pelo esforço deliberado de alguns indivíduos, os números de lesões de trânsito foram reduzidos, apesar do aumento do número de veículos. Agindo em alguns fatores de risco, em particular dirigir alcoolizado, alta velocidade, não usar capacetes e cintos de segurança e o desenho e infra-estrutura das vias e rodovias, muitas vidas podem ser salvas e recursos financeiros economizados. 4. Segurança nas vias e rodovias não é um acidente. A segurança nas vias e rodovias ocorrem através de esforços propositais de muitos indivíduos e setores da sociedade governamentais e não governamentais. O compromisso político é essencial. As histórias de sucesso de hoje freqüentemente são resultado de decisões em altos níveis do governo para a melhoria da segurança no trânsito. 5. A cooperação internacional é crucial para o fortalecimento nacional dos esforços pela segurança nas vias e rodovias. A cooperação internacional pode fortalecer os esforços nacionais para a segurança nas vias e rodovias pelo compartilhamento de informações, estratégias, programas de sucesso e pela mobilização de recursos adicionais. A cooperação internacional pode também assegurar que a segurança nas rodovias está entre as principais prioridades nas agendas de Saúde Pública e desenvolvimento dos países em todo o mundo. 1

2 Alguns fatos sobre lesões por trânsito rodoviário e sua prevenção Os dados e informações a seguir foram obtidos do Relatório Mundial de Prevenção de Lesões de Trânsito nas Vias e Rodovias e outros estudos recentes. São de natureza global e regional. Tomados junto com informações de fontes de nível nacional, estes dados e informações podem ser úteis para grupos que desejam desenvolver seus próprios materiais de advocacy ( pleito ) para a Primeira Semana Mundial das Nações Unidas de Segurança Viária: A cada ano os acidentes de trânsito nas vias e rodovias matam aproximadamente 1,2 milhões de pessoas e lesionam mais 20 a 50 milhões de pessoas que ficam incapacitadas; A menos que medidas drásticas sejam tomadas para reverter esta tendência, o número de mortes e de lesionados e incapacitados por acidentes de trânsito nas rodovias continuará a aumentar nas próximas três décadas e fará das lesões de trânsito a oitava causa de mortes até 2030; No mundo, mais de 40% de todas as mortes por acidentes nas vias e rodovias ocorrem no grupo etário 0-25; Lesões por acidente de trânsito são a segunda principal causa de mortes para jovens na faixa de 5-25 anos; A mais alta taxa de fatalidades na faixa 0-25 ocorre entre usuários das rodovias, jovens em países de baixa e média renda, principalmente na África e Leste do Mediterrâneo; Homens contam 75% de todas as fatalidades no trânsito, entre aqueles abaixo dos 25 anos; Em países de baixa e média renda, jovens que têm grande probabilidade de serem envolvidos em acidentes de trânsito são usuários vulneráveis pedestres, ciclistas, motociclistas e passageiros de transportes públicos ou privados com a variação regional; Nos países de alta renda são os motoristas que estão em maior risco; Estima-se que, a cada ano, acidentes de trânsito custem mundialmente US$ 518 bilhões de dólares; Em países de baixa e média renda acidentes de trânsito têm custo estimado de US$ 100 bilhões de dólares, o que excede o total de ajuda externa para o desenvolvimento recebido por esses países; Acidentes de trânsito custam por volta de 1 a 1,5% do Produto Interno Bruto/PIB em países de baixa e média renda e por volta de 2% do PIB nos países ricos; Acidentes de trânsito são previsíveis e podem ser prevenidos. Muitos países conseguiram reduzir drasticamente o número dos acidentes de trânsito e conseqüentemente o número e severidade das lesões relacionadas ao trânsito apenas abordando assuntos chave. Intervenções que foram provadas como efetivas, incluem aquelas que lidam com: Velocidade: A velocidade é o principal fator que contribui para as lesões no trânsito das vias e rodovias na maioria dos países; Homens jovens em particular têm a probabilidade de dirigirem com velocidade alta ou inapropriada; 2

3 A redução de 1 (um) km/h na velocidade do trânsito tem demonstrado que leva à redução de 4 a 5% nos acidentes fatais; A redução da velocidade do movimento do trânsito também protege os pedestres; Velocidade apropriada deve ser estabelecida e forçada a ser cumprida. Dirigir alcoolizado: O consumo de álcool aumenta a probabilidade e a gravidade das lesões sofridas nos acidentes; Motoristas homens adolescentes têm cinco vezes a probabilidade de serem envolvidos em um acidente do que motoristas com 30 anos ou mais, em todos os níveis alcoolemia (álcool no sangue) acima de zero; Alguns países têm limites mais baixos para o nível de alcoolemia de motoristas jovens ou inexperientes - esta estratégia pode reduzir acidentes de 4 a 24%; A concentração dos níveis de álcool no sangue para todos os motoristas deve ser estabelecida, bem como exigido o cumprimento da mesma. Cintos de Segurança: Cintos de segurança salvam mais vidas do que qualquer outro tipo de intervenção de segurança nas vias e rodovias, no caso de um acidente; Constatou-se que motoristas homens jovens usam cintos de segurança com menor freqüência que outros grupos; Cintos de segurança podem reduzir o risco de todas as lesões de 40-50% e as lesões fatais em 40-60%; Leis obrigatórias sobre o uso de cintos de segurança devem ser introduzidas, bem como exigido cumprimento destas. Contensão de crianças: Contensão de crianças, tais como cadeiras para bebês e crianças pequenas e assentos adaptados, tem se apresentado altamente efetivos na prevenção de fatalidades entre bebês e crianças que viajavam em automóveis; Contensão de crianças reduz a taxa de mortalidade em acidentes por 71% entre os bebês e 54% entre as crianças jovens; Leis para a contensão de crianças devem ser introduzidas, bem como exigido o cumprimento da mesma. Capacetes: Utilizar capacetes é a única forma mais efetiva de reduzir lesões à cabeça e fatalidades resultantes de acidentes com motocicletas, patinetes e bicicletas; Capacetes de motociclista têm demonstrado uma redução de risco e severidade das lesões em torno de 70%; Leis para capacetes devem ser introduzidas, bem como exigido o cumprimento da mesma. Desenho das Vias e Rodovias e Infra-estrutura: Medidas para a melhoria do desenho de vias e rodovias e suas infra-estruturas incluem: a separação dos diversos tipos de tráfego, provimento de caminhos seguros para pedestres e ciclistas (como passarelas, ciclovias, faixas de segurança, etc); construção de pisos e sinalizações de travessia visíveis para os pedestres; redução da velocidade pela construção de quebra-molas, sonorizadores e rotatórias, dentre outras ações que voltadas para a mobilidade urbana sustentável e mobilidade humana; Algumas dessas medidas podem ser implementadas a baixo custo. Serviços de Emergência: Muitas vítimas de acidentes nas rodovias morrem antes de chegarem aos hospitais por causa de serviços de resgate ineficientes, incluindo serviços médicos, dos bombeiros e policiais; A melhoria dos serviços de resgate para o hospital e além, ampliará a chance de sobrevivência daqueles envolvidos em acidentes nas vias e rodovias, evitando incapacidades e lesões de longa duração. 3

4 Planejando um evento Eventos marcando a Primeira Semana Mundial das Nações Unidas de Segurança Viária acontecerão em nível mundial, nacional, estadual, regional ou local. Todavia, é amplamente reconhecido que eventos que são realizados local ou nacionalmente são os que possivelmente terão o maior impacto sobre o adiantamento da agenda de segurança nas vias e rodovias. Eventos nacionais e regionais 1. Quais os primeiros passos no planejamento de um evento? A preparação para um evento nacional pode ser liderada pela pessoa responsável nomeada oficialmente pelo governo para a Semana. A pessoa responsável deve trabalhar com outros como parte de um comitê que represente todos os setores relevantes, governamentais, não governamentais e privados, que guie a estratégia geral e direção para a Semana. Importante o envolvimento da sociedade civil, dos movimentos sociais e usuários do trânsito, dentre outros. O comitê deve colaborar com outros parceiros para determinar os objetivos do país para a Semana, identificar as atividades mais apropriadas para atingir esses objetivos e assegurar que o que está sendo proposto é relevante aos formuladores de políticas, à mídia e às pessoas jovens. 2. Quem deve se envolver? Os seguintes grupos de pessoas devem ser considerados para serem envolvidos nas atividades da Semana: - Representantes do governo, os ministros da Saúde, das Cidades, dos Transportes, da Educação, do Trabalho e seu pessoal, bem como outros ministérios; - Representantes de organizações não governamentais, movimentos sociais e sindicais de trabalhadores do trânsito; - Representantes do Poderes Legislativo e Judiciário; - Representante do Ministério Público; - Profissionais de segurança das vias e rodovias, como a Polícia Rodoviária Federal e guardas estaduais e municipais; - Gestores e trabalhadores da saúde; - Representantes de associações de automotivos; - Educadores e estudantes; - Seguradoras; - Fabricantes de veículos; - Os meios de comunicação e a mídia; - As vítimas de acidentes de trânsito e suas famílias, etc. A participação de personalidades conhecidas pode ajudar a chamar a atenção aos eventos e ao assunto da segurança viária em geral. Tais personalidades podem ser das artes, ciência, política, moda, esporte, comércio e da academia, assim como as vítimas de acidentes de trânsito nas vias e rodovias e suas famílias, que estejam dispostos a compartilhar suas histórias e experiências. 3. Quais atividades que ocorrerão a nível nacional e local? Eventos nacionais e locais podem ter em seu escopo desde políticas de alto nível até assembléias nacionais de jovens ou cerimônias dedicadas às vítimas e sobreviventes de acidentes de trânsito. A lista que segue apresenta algumas idéias e sugestões para eventos. Por Formuladores de Políticas: Discussões, conferências e seminários de alto nível sobre as políticas, juntando os principais grupos e indivíduos interessados em definir e redefinir a abordagem de segurança nas vias e rodovias do país; Anúncio de novas metas de segurança nas vias e rodovias; Lançamento de novas estratégias ou planos de ação de prevenção de acidentes de trânsito e de promoção da cultura da paz no trânsito; Implantação de nova legislação e formulação para a sua aplicação; 4

5 Divulgação de novas pesquisas sobre aspectos específicos de segurança nas rodovias; Assinatura de documentos relevantes; Criação ou liberação de novos financiamentos dando suporte a iniciativas provadas e com potenciais de êxito na segurança das vias públicas e rodovias. Com os jovens: Uma assembléia nacional de jovens, tendo como modelo a Assembléia Mundial de Jovens pela Segurança Viária, também promovida pela OMS e que ocorrerá durante a Semana Mundial das Nações Unidas de Segurança Viária, no período de 23 a 29 de abril deste ano; Campanhas de prevenção voltadas para não dirigir alcoolizado; Programas de distribuição de capacetes; Iniciativas baseadas na escola, incluindo revisão e melhoria de ambientes em torno das escolas, tendo em vista a segurança no trânsito e demonstrações de caminhadas seguras de casa para a escola e da escola para casa; Treinamentos em parques de trânsito para crianças; Fotos, pinturas, redações e outros tipos de competições; Lançamento de novo desenho animado para crianças e jovens; Lançamento de site interativo na WEB. Com as vítimas e sobreviventes: Cerimônias dedicadas a vítimas e sobreviventes, tais como minuto de silêncio e vigília com velas; Inauguração de memoriais às vítimas e sobreviventes, como jardins comemorativos ou sites memoriais na internet; Anúncio dos eventos no Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidentes das Vias e Rodovias, realizado no terceiro domingo de novembro a cada ano. Com a mídia: Conferência coletiva com a imprensa; Palestras e entrevistas na televisão; Suplementos especiais nos jornais; Debates televisionados; Outros esforços para atrair a mídia para novas informações, relatórios e iniciativas sobre segurança viária. Com o público em geral: Campanhas para a promoção do uso de capacetes, cintos de segurança e outros métodos de contensão de crianças; Campanhas para a prevenção do não conduzir alcoolizado e/ou em alta velocidade em particular campanhas levadas em conjunto com o lançamento de nova legislação pertinente; Disseminação de material informativo relacionado a tais campanhas; Publicidade quanto à instalação de nova sinalização e semáforos; Dia aberto para visita às alas de emergências nos hospitais; Questionários para testar conhecimentos em segurança nas vias e rodovias; Demonstrações de rua, exposições agropecuárias, caminhadas e outros eventos semelhantes; Lançamento de selo comemorativo; Demonstrações de primeiros socorros; Eventos esportivos beneficentes; Concertos beneficentes, etc. Variações dessas ações listadas foram realizadas durante a Semana de Segurança nas Rodovias e no Dia Mundial da Saúde de 2004 e a descrição de algumas dessas atividades estão compiladas no documento Marcadores Internacionais em Segurança Viária: Dia Mundial da Saúde 2004 e além. O link para este documento que oferece inspiração para atividades para a Semana está na seção Publicações e resoluções sobre segurança nas rodovias da OMS/OPAS. 5

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