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1 «BUSH VOLTA A CAIR NAS SONDAGENS»... correspondente em paris lloyd burko

2 Lloyd atira com os lençóis e os cobertores e corre até à porta da rua em roupa interior branca e meias pretas. Apoiando se na maçaneta, fecha os olhos. Uma corrente de ar frio entra por debaixo da porta; ele contrai os dedos dos pés. Mas o patamar está em silêncio. Só se ouve um tropel de saltos altos no andar de cima. A portada de uma janela a gemer no outro lado do pátio. A sua própria respiração, sibilando para dentro das narinas, sibilando para fora. Quase impercetível, chega lhe uma voz de mulher. Ele fecha as pálpebras com mais força, como se quisesse aumentar o volume, mas só consegue distinguir murmúrios: uma conversa de pequeno almoço entre a mulher e o homem do apartamento em frente. Até que, de súbito, a porta abre se: a voz da mulher eleva se, as tábuas do soalho rangem no patamar ela aproxima se. Lloyd recua à pressa, levanta o trinco da janela que dá para o pátio e instala se ali, com um olhar contemplativo sobre a sua esquina parisiense. Ela bate lhe levemente à porta. Entra responde. Não precisas de bater. E, pela primeira vez desde a noite anterior, a sua mulher entra no apartamento. Não desvia o olhar da janela para ver Eileen; limita se a pressionar com mais força os joelhos nus contra a balaustrada de ferro. Ela alisa lhe o cabelo grisalho, atrás. Ele retrai se, surpreendido por ser tocado. Sou eu diz ela. 13

3 Ele sorri, com os olhos engelhados, os lábios entreabertos, sorvendo o ar como se fossem falar. Mas não lhe ocorre nada. Ela retira a mão. Por fim, Lloyd vira se e vê a sentada à frente da gaveta onde guardam as fotografias antigas. Ao ombro, traz um pano da louça e limpa nele os dedos, húmidos de descascar batatas, do detergente da louça e de cortar cebolas aos cubos, perfumados com o cheiro dos cobertores conservados com bolas de naftalina, sujos das floreiras das janelas. Eileen é uma mulher que toca em tudo, prova tudo, atira se de cabeça. Ela põe os óculos de ler. Estás à procura de quê aí dentro? pergunta ele. De uma fotografia minha em Vermont, quando era criança. Quero mostrá la a Didier. Levanta se, levando o álbum de fotografias, e detém se um instante diante da porta. Tens planos para o jantar, não tens? Hum. Lloyd aponta com o queixo para o álbum. Pouco a pouco diz lhe. O que é que queres dizer com isso? Estás a mudar te para o apartamento em frente. Não. Ninguém te impede. Não se opôs à amizade da mulher com Didier, o homem do apartamento em frente. Essa parte da vida, o sexo, ainda não acabou para ela, como acabou para ele. Eileen tem menos dezoito anos, uma diferença de idade que o excitou no passado mas que agora, aos setenta, os separa como um lago. Sopra lhe um beijo e regressa à janela. As tábuas do soalho rangem no patamar. A porta do apartamento de Didier abre se e fecha se: àquela porta, Eileen não bate, limita se a entrar. Lloyd olha de relance para o telefone. Há semanas que não vende um artigo e precisa de dinheiro. Telefona para o jornal, em Roma. Um estagiário transfere lhe a chamada para o chefe de redação, Craig Menzies, um guerreiro que está a ficar careca e que decide grande parte do que é publicado em cada edição. Seja qual for a altura do dia, Menzies está sempre à secretária. O homem não tem mais nada na vida a não ser as notícias. 14

4 É uma boa altura para te propor uma coisa? pergunta Lloyd. Por acaso, estou um bocado ocupado. Podes enviar me um e mail? Não dá. Problemas com o computador. O problema é que ele não tem um: ainda trabalha com uma antiga máquina de escrever eletrónica, colheita de Posso imprimir qualquer coisa e enviar te por fax. Diz me pelo telefone. Mas, por favor, se possível, podias pôr o teu computador a funcionar? Sim: «levar computador a arranjar». Já está registado. Lloyd arranha com o dedo o bloco de notas, como se procurasse desencantar uma ideia melhor do que a que ali está rabiscada. Interessa vos um artigo sobre a Sombria? É uma iguaria francesa, uma ave, uma espécie de tentilhão, penso eu, cuja venda é ilegal aqui em França. Eles enfiam na numa gaiola, arrancam lhe os olhos, para ela não conseguir distinguir a noite do dia, e dão lhe de comer a todas as horas. Quando já está a rebentar, afogam na em conhaque e cozinham na. Foi a última refeição do Mitterrand. Hum responde Menzies, circunspecto. Mas, desculpa, qual é a notícia? Não é uma notícia. É só um artigo. Tens mais alguma coisa? Lloyd volta a arranhar o caderno. E que tal uma reportagem de economia sobre vinhos: vendas do rosé ultrapassam as do branco pela primeira vez em França? Isso é verdade? Acho que sim. Tenho de voltar a confirmar. Tens alguma coisa mais atual? Não queres a Sombria? Não me parece que tenhamos espaço para isso. É um dia apertado: quatro páginas de notícias. Todas as outras publicações para que Lloyd trabalhava como freelancer deixaram no cair. Agora, suspeita que o jornal, o seu último recurso, o último cliente que ainda lhe dava trabalho, está a querer afastá lo também. Tu conheces as nossas dificuldades financeiras, Lloyd. Neste momento, só estamos a comprar aos freelancers histórias de fazer cair o queixo. O que 15

5 não quer dizer que as tuas não sejam boas. Só estou a dizer que Kathleen já só quer material de primeira linha. Terrorismo, Irão nuclear, o ressurgimento da Rússia, coisas assim. O resto, basicamente, tiramos das agências. É o dinheiro, não tem nada a ver contigo. Lloyd desliga o telefone e regressa à janela; contempla os blocos de apartamentos do 6ème Arrondissement: paredes brancas, manchadas nos lugares onde caiu a chuva miúda ou os canos verteram água; a pintura a descamar se; portadas hermeticamente fechadas; em baixo, pátios onde se amontoam as bicicletas dos residentes um emaranhado de guiadores, pedais e raios entalados uns nos outros; em cima, telhados de zinco, tubos de chaminé com tampa riscando com fumo branco o céu branco. Ele dirige se à porta da rua e ali se detém, parado, à escuta. Quem sabe se, num impulso, Eileen não regressará da casa de Didier? Afinal, aquela é a casa dela, pelo amor de Deus. Quando chega a hora do jantar, faz o máximo de barulho possível, batendo com a porta no bengaleiro e simulando um ataque de tosse à saída. Tudo isto para se certificar de que Eileen, no apartamento em frente, o ouve sair para o pretenso jantar combinado, embora não haja nenhuma combinação. Simplesmente, não quer voltar a sen tar se à mesa de mais um jantar de caridade com ela e Didier. Para matar o tempo, desce calmamente o Boulevard de Montparnasse, compra uma caixa de calissons 1 para oferecer à filha, Charlotte, e volta para casa. Empenha se agora em ser discreto como antes fora ruidoso. Ao entrar no apartamento, levanta a porta nas dobradiças, para abafar o rangido, e fecha a com delicadeza. Não acende a luz principal: Eileen poderia vê la por baixo da porta. Atravessa a cozinha às apalpadelas e deixa a porta do frigorífico aberta, para iluminar a casa. Em seguida, abre uma lata de grão de bico e come diretamente dela, com um garfo. Ao fazê lo, repara na mão direita, pintalgada com as manchas da idade. Muda, então, o garfo para a mão esquerda, enfiando a direita decrépita bem fundo no bolso das calças, onde afaga uma fina carteira de pele. 1 Pequenos bolos de doçaria tradicional francesa que consistem numa fina pasta de fruta confitada e amêndoa, coberta de açúcar cristalizado. (NT) 16

6 Esteve teso muitas vezes. Sempre gastou melhor do que poupou: em fatos feitos por medida na Jermyn Street; caixas de Château Gloria de 1971; apostas em corridas de cavalos que quase lhe davam dinheiro a ganhar; férias improvisadas no Brasil, com mulheres improvisadas; táxis para toda a parte. Lloyd come mais uma garfada de grão. Sal. Precisa de sal. Deita uma pitada na lata. De madrugada, acorda por baixo de várias camadas de colchas e cobertores. Já não acende o aquecimento a não ser quando Eileen está em casa. Hoje, fará uma visita a Charlotte, mas não sente prazer nisso. Na cama, vira se para o outro lado, como se se voltasse da filha para o filho, Jérôme. Uma joia de miúdo. Torna a virar se. Tão acordado, tão cansado. Preguiçoso. Tornou se preguiçoso. Como é que isso aconteceu? Faz um esforço para sair de baixo das cobertas. A tiritar, de meias e roupa interior, dirige se à secretária. Ali, debruça se sobre velhos números de telefone: centenas de papéis, agrafados, afixa dos com fita cola, colados ao tampo. É cedo para telefonar a al guém. Sorri para os nomes de antigos colegas: o diretor que o escorraçou por ele ter falhado os primeiros tumultos de Paris, em 68, porque se tinha embriagado, na banheira, com uma amiga. Ou o coordenador de Internacional que o tinha posto num avião rumo a Lisboa para cobrir o golpe de 74, apesar de ele não falar uma palavra de português. Ou o repórter a quem provocara um ataque de riso, numa conferência de imprensa de Giscard d Estaing, acabando ambos por serem expulsos e repreendidos pela assessora de imprensa. Quantos daqueles velhos números ainda estariam operacionais? Os cortinados da sala iluminam se aos poucos, por detrás. Ele abre os. Não se vê o Sol, nem as nuvens, só prédios. Pelo menos, Eileen não se apercebeu da sua situação financeira. Se descobrisse, tentaria ajudá lo. E depois, o que é que lhe restaria? Abre a janela, inspira com força, pressiona os joelhos contra a balaustrada. A magnificência de Paris: a sua altura e amplitude e dureza e suavidade, a sua perfeita simetria, vontade humana imposta à pedra, aos relvados aparados, aos desobedientes arbustos de rosas. Essa Paris reside noutro lado. A sua é mais pequena, só o contém a ele, à janela, às tábuas do soalho que rangem no apartamento em frente. 17

7 Às nove da manhã, caminha para norte, pelos Jardins do Luxemburgo. No Palácio da Justiça, descansa. Com falta de forças, já? Maldito preguiçoso. Obriga se a retomar a marcha, atravessa o Sena, sobe a Rue Montorgueil, passa pelos Grands Boulevards. A loja de Charlotte fica na Rue Rochechouart, não muito lá para cima, felizmente. O estabelecimento ainda não abriu e ele dirige se vagamente a um café, mas muda de ideias ao chegar à porta: não há dinheiro para gastar em luxos. Espreita pela montra da loja, que está cheia de chapéus feitos à mão, desenhados por Charlotte e fabricados por uma equipa de jovens raparigas, que usam touca e avental de linho com o cós subido, como as criadas do século xviii. A filha chega mais tarde do que a hora de abertura afixada no letreiro. Oui? diz, ao ver o pai. Com ele, só fala em francês. Estava a admirar a tua montra responde Lloyd. O arranjo é primoroso. Ela abre a loja e entra. Porque é que estás de gravata? Tens de ir a algum lado? Aqui. Vim aqui para te ver. Entrega lhe a caixa de doces. Trouxe te calissons. Não os como. Pensei que adoravas. Não sou eu. É a Brigitte. Brigitte é a mãe, a segunda ex mulher de Lloyd. Podes dar lhos a ela? Ela não vai querer nada de ti. Estás tão zangada comigo, Charlie... Charlie atravessa a loja em grandes passadas, limpando como se estivesse em guerra. Entra um cliente e ela põe um sorriso na cara. Lloyd retira se para um canto. O cliente sai e Charlotte retoma o seu pugilato na limpeza do pó. Fiz alguma coisa de errado? pergunta ele. Meu Deus, és tão egocêntrico. Lloyd espreita para as traseiras da loja. Ainda não chegaram dispara ela. Quem? 18

8 As raparigas. As tuas empregadas? Porque é que estás a dizer me isso? Chegaste cedo de mais. Má pontaria. Charlotte alega que Lloyd perseguiu todas as mulheres que ela lhe apresentou, começando pela sua melhor amiga de lycée, Nathalie, que os acompanhara numas férias em Antibes e perdera, nas ondas, a parte de cima do biquíni. Charlotte vira Lloyd a olhar. Felizmente, nunca chegara a saber que as coisas tinham ido muito mais longe entre o pai e Nathalie. Mas tudo isso acabou. Esgotou se, finalmente. É tão absurdo, olhando para trás foi tal o desperdício de energia. A libido: tem sido a tirana dos seus tempos, lançando o, outrora, em nome da aventura e da conquista, dos braços confortáveis da América para o seio da pecadora Europa; casando o quatro vezes, passando lhe a rasteira outras cem, distraindo o e degradando o e levando o quase à ruína. Agora, porém, ele já sofreu o seu golpe de misericórdia, o desejo esmo recendo nos últimos anos, tão misterioso na despedida como o fora na chegada. Pela primeira vez desde os seus doze anos, Lloyd con tem pla o mundo sem uma finalidade. E sente se completamente perdido. Não gostas mesmo dos doces? pergunta ele. Não tos pedi. Não, não pediste. Sorri, com pesar. Mas há alguma coisa que eu possa fazer por ti? Para quê? Para ajudar. Eu não quero a tua ajuda. Muito bem diz ele. Muito bem, então. Aquiescendo, suspira e vira se para a porta. Ela sai atrás dele. Lloyd estende a mão, para lhe tocar no braço, mas ela sacode o. Devolve lhe a caixa de calissons. Não vou fazer nada com isto. De volta a casa, Lloyd percorre a agenda telefónica e acaba por telefonar a um velho amigo repórter, Ken Lazzarino, que agora trabalha numa revista, em Manhattan. Trocam novidades e sentem se nostálgicos durante alguns minutos, mas uma nota de fundo 19

9 atravessa a conversa: ambos sabem que Lloyd quer algo, mas não tem coragem para pedir. Por fim, desembucha. E se eu vos quisesse propor alguma coisa? Tu nunca escreveste para nós, Lloyd. Eu sei, estou só a imaginar se... Eu faço edição online, agora. Já não interfiro no conteúdo. Há alguém com quem pudesses pôr me em contacto? Depois de ouvir várias variações de «não», Lloyd pousa o auscultador do telefone. Come mais uma lata de grão e volta a tentar Menzies, no jornal. E que tal se for eu a fazer hoje a síntese da economia europeia? Agora é Hardy Benjamin quem se ocupa disso. Eu sei que é uma seca para vocês eu não ter esta coisa do e mail a trabalhar. Mas posso enviar um fax. É a mesma coisa. Por acaso até não é. Mas, olha, eu ligo te se precisarmos de alguma coisa de Paris. Ou dá me um toque se tiveres alguma cacha. 2 Lloyd abre uma revista de atualidades francesa, na esperança de roubar ideias para uma história. Passa as páginas com impaciência não reconhece metade dos nomes. Quem diabo é aquele tipo na fotografia? Ele costumava saber tudo o que estava a acontecer naquele país. Nas conferências de imprensa, estava sempre na primeira fila, de braço erguido, e corria, no fim, para lançar perguntas das laterais. Nos cocktails das embaixadas, metia se casualmente ao lado dos embaixadores, de sorriso rasgado, bloco de notas emergindo do bolso de trás. Agora, se vai por acaso assistir a uma conferência de imprensa, fica na fila de trás, a escrevinhar, a dormitar. Convites com selo branco fazem pilha na mesa de centro. Furos, pequenos e grandes, passam lhe ao lado. Ainda tem inteligência suficiente para fazer as peças mais óbvias essas consegue escrevê las embriagado, de olhos fechados, em roupa interior. Lloyd atira a revista de atualidades para cima de uma cadeira. De que lhe vale tentar? Telefona para o telemóvel do filho. Acordei te? pergunta, em francês, a língua que usam para falar um com o outro. 2 Notícia importante publicada por órgão de imprensa antes dos demais. 20

10 Jérôme cobre o telefone e tosse. Estava a pensar pagar te o almoço mais logo diz Lloyd. Não devias estar no ministério, a esta hora? Mas, como Jérôme está de folga, combinam encontrar se num bistrô para os lados da Place de Clichy, que fica perto do lugar onde vive o jovem, embora a localização exata da casa de Jérôme seja um mistério tão grande para Lloyd como os pormenores do trabalho do rapaz no Ministério dos Negócios Estrangeiros francês. O miúdo é reservado. Lloyd chega ao bistrô antes da hora marcada, para ver os preços na lista. Abrindo a carteira, conta o dinheiro e, depois, instala se numa mesa. Quando Jérôme entra, Lloyd levanta se e sorri. Quase me tinha esquecido de como gosto de ti. O rapaz senta se rapidamente, como se apanhado no jogo das cadeiras. Estás estranho. Sim. É verdade. Jérôme desdobra o guardanapo com um gesto sacudido e passa a mão pelos caracóis largos, deixando mechas de cabelo embaraçadas. A mãe, Françoise, uma atriz de teatro com os dedos amarelecidos pelo tabaco, tinha o mesmo tique de despentear o cabelo, que a tornava ainda mais atraente, mas, com o passar dos anos, sem emprego, passara a dar lhe um ar desgrenhado. Jérôme, aos vinte e oito, já é um maltrapilho, vestido com roupas que parecem saídas de uma loja em segunda mão, um casaco de veludo cujas mangas terminam a meio caminho dos antebraços e uma camisa às riscas demasiado justa, com mortalhas de cigarros a espreitar de um rasgão no bolso do lenço. Deixa me comprar te uma camisa diz Lloyd, impulsivamente. Precisas de uma camisa como deve ser. Vamos lá abaixo, ao Hilditch & Key, ali no Rivoli. Apanhamos um táxi. Vá lá. Fala sem pensar, não teria dinheiro para comprar uma camisa nova. Mas Jérôme recusa. Lloyd estica o braço sobre a mesa e agarra no polegar do filho. Passou tanto tempo... Que diabo, vivemos na mesma cidade. Jérôme retira o polegar e examina a lista. Decide se pela salada com nozes e queijo de cabra. 21

11 Come alguma coisa de jeito protesta Lloyd. Pede um bife! Sorri, embora o seu olhar percorra a lista até se deter no preço do bife. Contrai os dedos dos pés. A salada está bem diz Jérôme. Lloyd também pede uma salada, já que é o prato mais barato da lista. Oferece uma garrafa de vinho ao filho e fica aliviado com o facto de, também esta, ser recusada. Depois, devora a comida e todo o pão que está no cesto. Demasiadas latas de grão, pouca carne. Jérôme, entretanto, debica o queijo de cabra e ignora a alface. De brincadeira, Lloyd diz lhe, em inglês: Come a verdura, rapaz! Na cara do filho, surgem rugas de incompreensão, e Lloyd vê se obrigado a traduzir para o francês. Jérôme chegara a falar inglês, numa determinada fase, mas Lloyd saiu de casa quando o miúdo tinha seis anos e, depois disso, ele teve poucas oportunidades de praticar a língua. Como é singular, para Lloyd, ver no rosto daquele rapaz francês os traços do seu há muito falecido pai de Ohio. Ignore se o cabelo e, em tudo o resto, a parecença é flagrante: o nariz acha tado e os nebulosos olhos castanhos. Até o seu hábito de usar três palavras quando seriam precisas vinte. Com a ressalva, naturalmente, de as palavras de Jérôme estarem na língua errada. Uma ideia inquietante atravessa o pensamento de Lloyd: um dia, o seu filho vai morrer. É um facto puro e simples, mas nunca lhe tinha ocorrido. Anda diz, vamos chamar aquela empregada bonita. Levanta o braço para atrair a atenção da rapariga. É gira, não é? Deixa me arranjar te o número dela acrescenta. Queres o número dela? Jérôme puxa o braço do pai para baixo. Não é preciso responde, enrolando um cigarro à pressa. Já passaram meses desde a última vez que se encontraram e a explicação não pode ser mais óbvia: gostam um do outro, mas não têm muito assunto. O que sabe Lloyd a respeito de Jérôme? Grande parte do seu conhecimento decorre dos primeiros anos de vida do miúdo: que ele era tímido, que andava sempre a ler as 22

12 ban das dese nhadas do Lucky Lucke e que queria ser cartoonista. Lloyd dissera lhe para ser jornalista. A melhor profissão do mundo, afirmava. Então pergunta, ainda desenhas? Se desenho? Os teus cartoons? Já não faço isso há anos. Desenha me agora. Num guardanapo. Jérôme, olhando para baixo, abana a cabeça. Este almoço acabará em breve. Lloyd tem de fazer a pergunta que o levou a marcar aquele encontro. Apodera se da conta, repelindo a mão estendida do filho. Nem pensar. Esta é minha. Lá fora, ainda poderia fazer a pergunta a Jérôme. Chega a última oportunidade. Em vez disso, diz: Onde é que vives agora? Vou mudar de casa. Depois, dou te pormenores. Queres caminhar um pouco? Vou na direção oposta. Dão um aperto de mão. Obrigado diz Lloyd. Por teres vindo ter comigo. Por todo o caminho até casa, Lloyd roga pragas a si próprio. Perto de Les Halles, para no passeio para contar o dinheiro que tem na carteira. Nesse momento, um adolescente, de lambreta, desce o passeio na sua direção, buzinando como um louco. Para onde devo ir? grita Lloyd. Por onde queres que eu vá? O rapaz abranda, a praguejar, a motorizada roça na perna de Lloyd. Cretino de merda diz. Nunca chegou a fazer a pergunta a Jérôme. No apartamento, Eileen diz lhe: Gostava que o trouxesses cá. Adorava preparar lhe uma refeição. Não seria encantador se ele passasse por aqui de vez em quando? Ele tem a vida dele. 23

13 No ministério? Suponho que sim. Não sei. Faço lhe perguntas e obtenho estas vagas... Lloyd abre a mão, à procura, olha para a palma da mão sem conseguir encontrar a palavra. Não sei. Pergunta lhe tu. Está bem, mas tens de trazê lo aqui primeiro. Ele tem uma namorada? Não sei. Não precisas de virar te contra mim. Não estou a virar me contra ti. Mas, como é que eu posso saber, Eileen? Deve ser interessante trabalhar no ministério. Ele até pode andar a fazer fotocópias, tanto quanto sei. Não, tenho a certeza que não. Mas devo dizer que acho muito estranho. Achas estranho o quê? Lloyd hesita. Só o facto de ele, sabendo o que faço na vida, aquilo que ajudou a criá lo, que o sustentou na infância: sabe que eu sou um repórter e, no entanto, nunca me deu, nem uma única vez, o mínimo rebuçado, absolutamente nada do ministério. Não é nenhuma tragédia. Simplesmente, acho que ele o teria feito. Talvez não tenha nada para te dar. Eu sei como é que estes sítios funcionam. Ele tem material que eu podia usar. Provavelmente, não está autorizado a falar com repórteres. Ninguém está. Mas falam. Chama se fuga de informação. Eu sei como se chama. Não era isso que eu queria dizer. Desculpa. Toca lhe no braço. Está tudo bem diz lhe. Eu já estou bem. Na manhã seguinte, acorda furioso. Algo o enfureceu enquan to dormia, mas não consegue recordar o que foi. Quando Eileen chega para tomar o pequeno almoço, diz lhe que volte e coma em casa de Didier. Ela sai, e ele deseja que ela não tivesse saído, que tivesse passado lá a noite. Abre a carteira. Sabe que dinheiro lá tem, mas verifica, mesmo assim. Se não conseguir ganhar alguma coisa depressa, não vai poder ficar naquele apartamento. Se sair, Eileen não sairá com ele. 24

14 Sem ela, para onde é que ele vai? Precisa de dinheiro; precisa de uma história. Estou a acordar te pela segunda vez consecutiva. A que horas é que costumas acordar? pergunta a Jérôme, ao telefone. Ouve, preciso de encontrar me contigo outra vez. Jérôme chega ao café e dá um aperto de mão ao pai. Como ensaiado, Lloyd diz: Lamento incomodar te outra vez. Mas há uma coisa importante que preciso de confirmar, para o trabalho. Comigo? É uma coisa pequena. Estou a escrever um artigo relacionado com a política externa francesa. É urgente. O prazo de entrega é hoje. Esta tarde. Jérôme recosta se na cadeira. Não sei nada de útil. Ainda nem sequer ouviste a minha pergunta. Não sei nada, a sério. O que é que fazes lá dentro? replica Lloyd, contendo em seguida o acesso de fúria. O que quero dizer é que ainda nem sequer ouviste o que tenho para perguntar. Já lá deves estar há três anos. Não me deixas fazer te uma visita, não me falas do teu trabalho. Será que és porteiro e estás com medo de admiti lo? Ri se. Eles deram te uma secretária, certo? Sim. Muito bem, um jogo de adivinhas. Só me dás respostas de uma palavra. Acabarei por lá chegar. A tua secretária fica perto do lugar onde o ministro se senta? Ou longe? Jérôme muda de posição, desconfortável. Não sei. A uma distância média. Média é próxima. Não é assim tão próxima. Pelo amor de Deus, isto é como arrancar dentes. Ouve, preciso de uma história. Deixa me só pedir te umas dicas. Pensei que tinhas uma pergunta específica. Mas, tens alguma ideia? É um facto que te paguei o almoço, ontem. Acrescenta: Estou a brincar. 25

15 Não posso. Não vou citar te. E não estou a pedir te que entres lá dentro e roubes algum documento, ou algo do género. Que género de coisa é que pretendes? Não tenho a certeza. Alguma coisa relacionada com o terrorismo, talvez. Ou com o Iraque. Ou Israel. Não sei murmura Jérôme para os joelhos. Por esta altura, os outros filhos de Lloyd já o teriam mandado embora. Só Jérôme é leal. As três filhas são como o pai: sempre a batalhar, sempre a tentar chegar a algum lado. Jérôme, no entanto, não o repele. Só ele lhe é fiel. E prova o, dizendo: Só se for aquela história de uma força em Gaza. Que força em Gaza? anima se Lloyd. Não sei todos os pormenores. Mas, espera lá, dá me um minuto. O ministério está a falar de uma força em Gaza? Acho que ouvi isso. Achas? Acho que sim. Lloyd ilumina se. Se calhar, temos aqui alguma coisa. Se calhar temos, se calhar... Tira para fora um bloco de notas e regista o que foi dito. Depois, saca a pepita, puxa a com força, torce a, dá lhe um sacão. Um arrepio atravessa lhe o corpo: é nisto que ele é bom. Mas, Jérôme está a fechar se em copas. Tarde de mais, já se abriu. Aí vem ela. Vamos lá. Não podes usar nada disto. Garanto te que não vais meter te em sarilhos. A informação é minha diz Jérôme. Não é tua. É só informação. Não pertence a ninguém. Existe independentemente de ti. Agora, não posso não saber. Queres que eu rasteje? Pedi te ajuda. Não vejo porque é que isto é tão difícil. Desculpa conclui, mas tu deste ma. Lloyd corre para casa. Talvez ainda consiga cumprir o prazo. Telefona a Menzies. Ah, porra, pensa com os seus botões, enquanto lhe transferem a chamada. Bem, meu amigo diz ele, arranjei te uma história. 26

16 Menzies ouve o até ao fim. Mas, espera aí, a França está a propor uma força das Nações Unidas para manter a paz em Gaza? Israel nunca iria na conversa. É um tiro ao lado. Tens a certeza absoluta? Seja como for, estou a transmitir te que os Franceses estão a propor a ideia. O que vai acontecer a seguir é outra história. Teríamos de confirmar isto. Posso fazê lo. Tens quatro horas até ao fecho. Olha, põe te a escrever essa merda e volta a ligar me daqui a noventa minutos. Lloyd pousa o auscultador do telefone. Dá uma vista de olhos pela sua lista de contactos. Nem sequer tem material atualizado a respeito de Gaza. Telefona para o telemóvel de Jérôme, que toca e continua a tocar. Encontra um número do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Talvez consiga obter pormenores sem revelar que Jérôme é a sua fonte. Claro que consegue. Já fez este tipo de coisa milhares de vezes. Telefona para o gabinete de imprensa do ministério, grato, pela primeira vez, por a louca Françoise ter mudado o apelido do filho para o nome dela: ninguém relacionará «Lloyd Burko» com Jérôme. Começa, então, por fazer algumas perguntas introdutórias à assessora de serviço. Mas ela está mais interessada em extrair informação do que em fornecê la, por isso, ele abrevia a conversa. Assim que desliga, o telefone começa a tocar: é Menzies. Agora, és tu que me telefonas afirma, com uma nota de triunfo na voz. Falei da tua história na reunião da tarde e a Kathleen ficou entusiasmada diz ele, referindo se à diretora do jornal. Como sabes, não é aconselhável entusiasmar a Kathleen. Então, vão aproveitar a história? Precisamos de vê la primeiro. Pessoalmente, eu gostava de publicá la. Estão a pensar em quantas palavras? As que precisares. Desde que se aguente. Como já disse, temos de ver o texto primeiro. Achas que isto é material de primeira página? Se a história for publicada na primeira página, tem de saltar para as de dentro, o que significa que precisa de ser mais longa. E mais longa significa mais dinheiro. 27

17 Primeira página diz Lloyd. Definitivamente, primeira página. Estás em cima disto, certo? Acabei agora mesmo de falar com o Ministério dos Negócios Estrangeiros. E? Mais do mesmo. Mas... estás a confirmar a história. É incrível. Não vi isto publicado em lado nenhum. Depois de desligarem, Lloyd anda de um lado para o outro no apartamento, olha pela janela, arranhando a vidraça, passando a memória a pente fino, à procura de alguma fonte que pudesse ser lhe útil. Não há tempo. A única coisa a fazer é trabalhar com o que tem: construir com manha uma história baseada numa única fonte, enchê la de palha e rezar para que passe. Sentando se diante da sua máquina de escrever, redige a peça; ao arrancar a folha de papel, reconhece ser a mais fraca que alguma vez tentou vender. Pousa a de lado. Nenhuma citação, nada. Então, enfia uma folha virgem na máquina e começa de novo, escrevendo a como deveria ter sido escrita: citações completas, datas, número de tropas, conflitos dentro do gabinete, hostilidades transatlânticas. Ele sabe do seu ofício: tudo é formulado em ter mos de possibilidades, propostas, barro atirado à parede. Todas as fon tes inventadas são referidas «na condição de anonimato», são «funcionários próximos de», ou «especialistas familiarizados com». Nenhum nome é citado. Quatrocentas palavras. Lloyd calcula quanto vai ganhar com a peça. O suficiente para pagar a renda, ou um adiamento. O suficiente para comprar uma camisa decente a Jérôme. Para levar Eileen a sair e pagar lhe um copo. Lê o artigo, usando uma caneta vermelha para cortar o que pode ser contestado. Como isto abrevia o texto, engendra uma ou duas citações repetitivas de «uma fonte do governo em Washington». Volta a escrevê lo à máquina, faz correções e envia o por fax de uma central telefónica ao fundo da rua. Depois, regressa a casa a correr, parando sem fôlego no patamar, a tentar sorrir. 28

PORQUE É QUE NÃO DANÇAM?

PORQUE É QUE NÃO DANÇAM? PORQUE É QUE NÃO DANÇAM? Na cozinha, ele serviu se de mais uma bebida e olhou para a mobília de quarto de cama que estava no pátio da frente. O colchão estava a descoberto e os lençóis às riscas estavam

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