MINUTA DE REGULAMENTO RELATIVO ÀS MEDIDAS DE APOIO À CULTURA DO MILHO ASSOCIAÇÃO DE BENEFICIÁRIOS DO MIRA MEDIDAS DE APOIO À CULTURA DO MILHO

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1 ASSOCIAÇÃO DE BENEFICIÁRIOS DO MIRA MEDIDAS DE APOIO À CULTURA DO MILHO PROPOSTA DE REGULAMENTO OUTUBRO DE 2014

2 INTRODUÇÃO O presente regulamento visa estabelecer as regras de acesso ao FUNDO DE APOIO À CULTURA DO MILHO, no montante global de ,00 (um milhão de Euros), criado por deliberação de Assembleia Geral da Associação de Beneficiários do Mira em vinte sete de Março de A medida tem por objecivo o aumento da área regada fomentando a prática agrícola, evitando-se assim que uma parte substancial de área dentro do Perímetro Hidroagrícola do Mira, permaneça inculta anos a fio. Como tal será anualmente avaliada a repercussão da medida em área regada, aferindo-se anualmente em Assembleia Geral a realizar-se em Março, da necessidade da manutenção da medida e em caso afirmativo da fixação do valor de retribuição da tonelada para o ano em causa.

3 SECÇÃO I DISPOSIÇÕES GERAIS NORMA I - Objecto O presente regulamento visa o estabelecimento de regras de acesso à utilização do Fundo de medidas de apoio à cultura do Milho, estabelecendo quem pode aceder, em que circunstâncias e quais os requisitos para poder usufruir de tais medidas. NORMA II - Âmbito O presente regulamento aplica-se ao milho grão de regadio cultivado dentro de área beneficiada pelo perímetro Hidroagrícola do mira, independentemente do Beneficiário em causa ser ou não ser associado da ABMIRA. NORMA III - Definições i. Beneficiário Para efeitos do presente regulamento considera-se Beneficiário, toda e qualquer entidade ou particular que sendo proprietário, arrendatário ou possuidor (por qualquer outro título) de um terreno, em área abrangida pelo perímetro hidroagrícola do mira, nesse mesmo terreno queira produzir milho grão. NORMA IV Determinação de valor A determinação do montante a pagar pela TONELADA DE MILHO GRÃO, será revista anualmente em março de cada ano, para o ano em curso em Assembleia Geral a realizar até 31 de Março, sendo que para o corrente ano de 2014, o valor da tonelada, de conformidade com a deliberação da Assembleia Geral de 27 de Março de 2014, fixou-se esse montante em 200,00 (duzentos euros) a tonelada. SECÇÃO II PROCESSO DE CANDIDATURAS E ADMISSÃO NORMA V Condições de acesso Para acesso ao FUNDO DE APOIO À CUTURA DO MILHO, o Candidato-Beneficiário terá de reunir cumulativamente, as seguintes condições:

4 a) Não ter dívidas para com a ABMira, ou em caso de as ter as mesmas estarem sob o processo de regularização aprovado pela Direcção e não estar em incumprimento. b) Área Beneficiada estar inscrita na ABmira em nome do Candidato-Beneficiário e para efeitos de cultura de Milho Grão. c) No ano de candidatura o Candidato-Beneficiário aumentar a área de inscrição em relação ao ano imediatamente anterior, salvo nos casos em que o beneficiário em questão já esteja no limite da área de que é titular ou em que a cultura de milho grão não seja tecnicamente viável naquela área. d) Aceitar todas as normas constantes do presente regulamento, comprometendo-se a cumpri-las escrupulosamente. NORMA VI Candidatura O Candidato- Beneficiário que reúna as condições constantes da norma antecedente, terá de entregar o formulário de candidatura (moldelo constante do ANEXO A), devidamente preenchido e acompanhado da documentação solicitada até 30 de Junho. NORMA VII Forma de organização de processo de candidatura 1. O processo de candidatura inicia-se com o recebimento do formulário mencionado na norma antecedente. 2. À candidatura é atribuído um n.º de ordem, sendo a mesma inscrita na tabela de candidaturas, e atribuído ao n.º de ordem o n.º de hectares inscritos. 3. Em 30 de Junho, após a recepção de todos as candidaturas, é verificado o n.º de hectares totais inscritos. 4. De acordo com esse n.º de hectares inscritos, é previamente feita uma previsão de tonelagem prevista para o ano em questão, tendo por base uma média de 12 toneladas/hectare em área de pivot e tratamento adequado de cultura. 5. Posto isto é verificado, em relação ao montante disponível no fundo, a viabilidade de aceitação integral das candidaturas. 6. Em caso de insuficiência fundo, o número de hectares proposto será rateado, tendo em conta as disponibilidades do fundo. NORMA VIII Admissão Uma vez verificadas as condições de acesso, a existência de verba e caso seja necessário, feito o rateio, é comunicada ao candidato a admissão da candidatura e consequentemente o número de hectares candidatos efectivamente abrangidos pela medida.

5 NORMA IX Processo individual do beneficiário do fundo 1. Para efeitos de arquivo é efectuado um processo individual, respeitante a cada candidatura e que terá por referência o número de ordem atribuído aquando da candidatura. 2. Desse processo constarão cópias de todos os documentos inerentes ao candidato em casa, nomeadamente, formulário de candidatura, com documentos identificativos do próprio canditato e do prédio em questão, documento de admissão, contrato assinado, declaração sob compromisso de honra, documentos de entrega do cereal, pagamentos efectuados no âmbito da vigência do contrato, etc. Secção III DIREITOS E DEVERES DOS BENEFICIÁRIOS DO FUNDO NORMA X Direitos São direitos do Beneficiário do Fundo: a) O recebimento dos montantes contratualizados pela forma e dentro dos prazos estabelecidos no presente regulamento. b) Participar nas Assembleias Gerais onde forem discutidas regras relativas ao presente regulamento independentemente de ser ou não associado, não obstante neste último caso de não ser atribuído qualquer direito de voto. NORMA XI - Deveres São Deveres do Beneficiário do Fundo: a) Cumprir escrupulosamente as normas constantes do presente regulamento; b) Comunicar à Direcção, qualquer vicissitude que possa afectar a sua produção, ou factor que determine o seu incumprimento contratual. c) Entregar toda a documentação que lhe for solicitada dentro dos prazos definidos para o efeito. d) Integrar uma organização de produtores. SECÇÃO IV CONTRATUALIZAÇÃO NORMA XII Documentos necessários:

6 Para efeitos de Outorga do contrato é necessário ao Beneficiário a entrega dos seguintes elementos actualizados: a) Cópia do documento de Identificação (no caso de se tratar de pessoa colectivacertidão permanente actualizada e identificação do legal representante); b) Cópia do cartão de identificação fiscal; c) Comprovativo de morada; d) Comprovativo de NIB em nome do beneficiário, em caso de pagamentos por transferência bancária; NORMA XII Início de vigência e duração do contrato. O contrato celebrado inicia a sua vigência na data de assinatura do mesmo e vigorará pelo período de cinco anos. NORMA XIV - Cessação do contrato 1. Por norma, o contrato vigorará pelo período de cinco anos, no entanto, caso se verifique não estarem reunidas as condições para a continuação do fundo, o mesmo considera-se imediatamente resolvido com a deliberação da Assembleia geral que ponha termo ao mesmo. 2. O contrato considera-se igualmente resolvido, caso o fundo criado pelo presente regulamento não tenha provisão suficiente. 3. Fora os casos previstos nos números anteriores, só é possível fazer cessar o contrato outorgado, por violação por qualquer uma das partes das normas constantes do presente regulamento. NORMA XV - Penalizações por incumprimento 1. Constituem incumprimentos contratuais as seguintes situações: a. A não entrega da quantidade de cereal contratualizado. 2. A verificação das situações descritas no número anterior implica numa penalização correspondente ao montante da ajuda concedida, acrescida de uma penalização entre 10 a 20 % da mesma, conforme vier a ser determinado pela Direcção, nos termos da NORMA XVII e tendo em função os dados carreados para o PROCESSO DE FISCALIZAÇÃO POR INCUMPRIMENTO a instaurar e se a infracção ao presente regulamento foi cometida a título doloso ou negligente.

7 SECÇÃO V - Procedimentos de Gestão e Controlo da Utilização do fundo NORMA XVI - COMPETÊNCIA Cabe à Direcção, determinar os procedimentos de gestão e controlo da utilização do fundo. NORMA XVII- FISCALIZAÇÃO Compete à Direcção a fiscalização do cumprimento normativo do presente fundo, sendo também a mesma a determinação da cessação de contrato e bem assim aplicar as correspondentes penalizações em caso de incumprimento, em PROCESSO DE FISCALIZAÇÃO POR INCUMPRIMENTO. SECÇÃO VI PAGAMENTOS NORMA XVIII - Forma de pagamento Os pagamentos serão efectuados em dinheiro, transferência ou cheque, nos termos do contrato assinado, mediante a correspondente factura. NORMA XIX - Prazos de pagamento 1. Os pagamento, em princípio serão efectuados em dois momentos, 2. O primeiro, no valor de 50 % do montante fixado para o ano em questão, contra entrega do cereal na estrutura de secagem/armazenamento e uma vez verificadas a manutenção de todas as condições de acesso. 3. Um segundo no momento da venda do cereal, ou no máximo até seis meses depois da entrega efectiva do cereal na estrutura de armazenagem/secagem, após a verificação do pagamento do serviço prestado por essa mesma secagem/armazenagem e bem assim se se mantém verificadas todas as condições de acesso no momento do pagamento 4. Caso o agricultor pretenda receber pelo cereal logo numa única tranche, tal facto poderá ser autorizado, mediante deliberação da DIRECÇÃO, contudo o montante a receber será o da cotação média dos 10 dias subsequentes ao pedido efectuado, nos Silos da Trafaria (Porto de Lisboa) SECÇÃO VII DISPOSIÇÕES FINAIS

8 NORMA XX - Duração do fundo O presente fundo será mantido enquanto for essa a vontade dos sócios reunidos em Assembleia Geral, na medida em que anualmente serão revistos os pressupostos e os valores de remuneração da tonelada. NORMA XXI - Alterações ao presente regulamento Toda e qualquer alteração ao presente regulamento, carece de aprovação em Assembleia Geral para o efeito convocada.

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