/ / <$?> ia^.. . ^HB. e^> fc- .JH. mil



Documentos relacionados
Desafios e metas do Estado de São Paulo

PROGRAMA DE RECUPERAÇÃO AMBIENTAL DA REGIÃO METROPOLITANA DA BAIXADA SANTISTA

Combate à poluição: importante como o ar que você respira.

Departamento de Águas e Energia Elétrica

Região Metropolitana de Belo Horizonte e Norte de Minas receberão novos investimentos em abastecimento de água

VIII EXPOSIÇÃO DE EXPERIÊNCIAS MUNICIPAIS EM SANEAMENTO

COSEMA - FIESP Programas e Ações A para os grandes problemas da RMSP. Paulo Massato Yoshimoto Diretor Metropolitano - Sabesp

A SECRETARIA DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO, no uso de suas atribuições legais, e

As Diretrizes de Sustentabilidade a serem seguidas na elaboração dos projetos dos sistemas de abastecimento de água são:

Instruções Técnicas para Apresentação de Projetos de Bases de Apoio a Empresas Transportadoras de Cargas e Resíduos - Licença de Instalação (LI) -

XII-015 ORÇAMENTO PARTICIPATIVO E SANEAMENTO AMBIENTAL A EXPERIÊNCIA DE SANTO ANDRÉ (SP) DE 1998 A 2003

DOSSIÊ Sistema Alto Tietê

- RJ O Gerenciamento dos Recursos HídricosH nas grandes Cidades. Paulo Massato Yoshimoto Diretor Metropolitano - Sabesp

2.6. Sistemas de Abastecimento de Água

DOSSIÊ Sistema Rio Grande

Shopping Iguatemi Campinas Reciclagem

TUDO SOBRE ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA

SANEAMENTO É SAÚDE João José da Silva

PROJETO DE LEI Nº, DE 2014

Protegida pelas últimas ramificações da Serra da Mantiqueira, em pleno vale do Rio Camanducaia.

3.5 SANTOS DUMONT. Quanto ao sistema de esgotamento sanitário, sua operação e manutenção cabe a Prefeitura local, através da Secretaria de Obras.

Enchente - caracteriza-se por uma vazão relativamente grande de escoamento superficial. Inundação - caracteriza-se pelo extravasamento do canal.

MINISTÉRIO DA SAÚDE FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE Coordenação Regional de santa Catarina ATENÇÃO

O AGENTE DA MOBILIDADE URBANA NO SISTEMA MUNICIPAL DE DEFESA CIVIL

Normatização e legislação aplicada: diretrizes e parâmetros de licenciamento e controle no estado de São Paulo

NOTA TÉCNICA MANUTENÇÃO DA PRODUÇÃO DO SISTEMA CANTAREIRA PARA A POPULAÇÃO DA RMSP

LIGAÇÃO COMERCIAL OU INDUSTRIAL DE ESGOTO

Gestão da Demanda de Água Através de Convênios e Parcerias com o Governo do Estado de São Paulo e Prefeitura da Cidade de São Paulo SABESP

EDITAL DE LICITAÇÃO CONCORRÊNCIA Nº 017/2015 ANEXO Q12 DIRETRIZES DE SAÚDE, MEIO AMBIENTE E SEGURANÇA PARA CONTRATOS SERVIÇOS ÍNDICE

COPASA COMPANHIA DE SANEAMENTO DE MINAS GERAIS

PROJETO DE LEI Nº, DE 2012 (Do Sr. Laércio Oliveira)

REQUERIMENTO (Do Sr. Vittorio Medioli)

Introdução. Gestão Ambiental Prof. Carlos Henrique A. de Oliveira. Introdução à Legislação Ambiental e Política Nacional de Meio Ambiente - PNMA

BOA GOVERNANÇA PARA GESTÃO SUSTENTÁVEL DAS ÁGUAS URBANAS PROGRAMA DRENURBS

SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL ABNT NBR ISO 14001

9.3 Descrição das ações nos Sistemas de Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário

Prêmio Nacional da Qualidade em Saneamento

DÚVIDAS FREQUENTES SOBRE O DIESEL S-50. Fonte: Metalsinter

SANEAMENTO BÁSICO E SAÚDE. Desenvolvimento é sinônimo de poluição?

INFORMAÇÃO PARA A PREVENÇÃO

QUALIFICAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DE PROFESSORES DAS UNIDADES DE ENSINO NA ELABORAÇÃO DE PROGRAMAS FORMAIS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

INSPEÇÃO DE FONTES ALTERNATIVAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA PARA A COBRANÇA DOS ESGOTOS

Aplicação do software Elipse E3 na Estação de Tratamento de Esgoto ABC ETEABC, em São Paulo

PLANOS DE CONTINGÊNCIAS

SÉRIE ISO SÉRIE ISO 14000

SOFTWARES DA ELIPSE SÃO UTILIZADOS NOS PROCESSOS DE REDUÇÃO DE PERDAS DE ÁGUA E EFICIENTIZAÇÃO ENERGÉTICA DA ÁGUAS GUARIROBA

Legislação Anterior Novo Código Florestal Avanços

Lei nº 7653 DE 24/07/2014

Prezado colega, você sabia:

ESTUDO SOBRE O PLANO INTEGRADO DE MELHORIA AMBIENTAL NA ÁREA DE MANANCIAIS DA REPRESA BILLINGS Relatório Final

Gestão da Qualidade Políticas. Elementos chaves da Qualidade 19/04/2009

AULA 04 - TABELA DE TEMPORALIDADE

INDICADORES DE GESTÃO AMBIENTAL

O que é saneamento básico?

Desafios e perspectivas do reuso de esgotos sanitários em áreas urbanas: O projeto da ETE Penha - CEDAE. Edição 26/03/08

COMISSÃO ESPECIAL DE INVESTIGAÇÃO DO CONTRATO ENTRE FOZ DO BRASIL, PREFEITURA DE BLUMENAU E SAMAE.

Nas cidades brasileiras, 35 milhões de pessoas usam fossa séptica para escoar dejetos

DÚVIDAS FREQUENTES SOBRE O DIESEL S-50

Água - Recurso Natural

Audiência Pública. Piedade. 20 de Junho de 2013

Dúvidas e Esclarecimentos sobre a Proposta de Criação da RDS do Mato Verdinho/MT

Controle de Indicadores por Setor de Manobra Ferramenta para o Gerenciamento de Redes

Gerenciamento de Incidentes

Comentários sobre o. Plano Decenal de Expansão. de Energia (PDE )

Podemos encontrar uma figura interessante no PMBOK (Capítulo 7) sobre a necessidade de organizarmos o fluxo de caixa em um projeto.

FUNDAÇÃO MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE DE PALMAS DIRETORIA DE CONTROLE AMBIENTAL GERÊNCIA DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL

As Lições da Crise Hídrica na Região Metropolitana de São Paulo João Alberto Viol

ELIPSE E3 REDUZ AS DESPESAS DA COGERH COM MANUTENÇÃO E CONSUMO DE ÁGUA

Universidade Federal de Ouro Preto Escola de Minas Departamento de Engenharia Civil CIV 640 Saneamento Urbano

CONTRIBUIÇÃO DO GRUPO CMS (CPEE, CSPE, CJE E CLFM) PARA A AUDIÊNCIA PÚBLICA ANEEL No 019/2005

CAPÍTULO X DOS RESÍDUOS GASOSOS

1 INTRODUÇÃO. 1.1 Motivação e Justificativa

M ERCADO DE C A R. de captação de investimentos para os países em desenvolvimento.

PLANO DE REDUÇÃO DE PERDAS FÍSICAS NO SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DE GUARULHOS

APRESENTAÇÃO. Sistema de Gestão Ambiental - SGA & Certificação ISO SGA & ISO UMA VISÃO GERAL

INTEGRAÇÃO DOS INSTRUMENTOS DE GESTÃO DE RECURSOS HÍDRICOS COM O PLANO DE BACIA

PRÊMIO ESTANDE SUSTENTÁVEL ABF EXPO 2014

P L A N O M U N I C I P A L D E S A N E A M E N T O B Á S I C O

Sistema de Gestão Ambiental. Seis Sigma. Eco Six Sigma

Sistema de Informações de Crédito do Banco Central Solidez para o Sistema Financeiro Nacional Facilidades para os tomadores de empréstimos

Gestão Participativa e os Comitês de Bacias

ANEXO IV AO PROTOCOLO AO TRATADO PARA A ANTÁRTIDA SOBRE A PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE PREVENÇÃO DA POLUIÇÃO MARINHA. Artigo 1.

Sistema de Gestão de Segurança e Saúde Ocupacional Identificação: PROSHISET 06

LICENCIAMENTO AMBIENTAL

O sistema ora descrito apresenta as seguintes unidades operacionais: O sistema conta com dois mananciais, ambos com captações superficiais:

SAÚDE E SEGURANÇA QUALIDADE DE VIDA CIPA 5 S SUSTENTABILIDADE SMS RESPONSABILIDA DE SOCIAL

Regulamentação e Licenciamento Ambiental. Oscar Graça Couto Lobo & Ibeas

Programa Consumo Responsável. Julho 2015

CURSO FREE PMES PREPARATÓRIO JC

Abril Educação Água Aluno(a): Número: Ano: Professor(a): Data: Nota:

Norma Técnica Interna SABESP NTS 024

Revisão Participativa dos Instrumentos de Planejamento e Gestão da Cidade de São Paulo Volume 1

Segurança e Saúde dos Trabalhadores

O TRATAMENTO DOS ESGOTOS DOMÉSTICOS E A ATUAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO: Ana Maria Moreira Marchesan, Promotora de Justiça.

Transcrição:

mil / / <$?> e^> ia^... ^HB fc- A?.JH

Governador do Estado Paulo Egydio Martins Secretario de Obras e do Meio Ambiente Francisco H.F.de Barros Presidente da Companhia de Saneamento Basico do Estado de Sao Paulo Reynaldo Emygdio de Barros Presidente da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental Renato Joao Baptista Delia Togna Superintendente do Departamento de Aguas e Energia Eletrica Marcelo Oreste Bogaert Superintendente do Departamento de Edificios e Obras Publicas Lenine Marques Junqueira da Rocha 1975/1979

Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental - Cetesb Diretoria de Tecnologia de Saneamento do Ar e de Controle de Fontes de Poluicao: Nelson Nefussi Diretoria de Tecnologia de Residuos Solidos: Werner Eugenio Zulauf Diretoria de Desenvolvimento, Pesquisa, Engenharia e Tecnologia: Diretoria de Financas, Administracao e Informatica: Luiz Augusto de Lima Pontes Jose Bruno de Saboia Fiuza Diretoria Comercial: Henrique Hirschfeld Companhia de Saneamento Basico do Estado de Sao Paulo - Sabesp Diretoria de Planejamento: Diretoria de Construcoes: Eduardo Riomey Oscar Felomeno Yassuda Lotito Diretoria de Operacoes: Jose Vulf Kochen Diretoria Financeira: Francisco de Oliveira Alves Diretoria Administrativa: Octavio Augusto Speranzini

Departamento de Aguas e Energia Eletrica - DAEE Diretoria de Eletrificacao e Telefonia Rurais: Diretoria de Planejamento e Controle: Orlando Sala Arnaldo Pereira da Silva Diretoria de Energia e Telecomunicacoes: Nelson Sant'Anna Franco Diretoria de Administracao: Noray de Paula e Silva Diretoria de Obras Gerais: Carlos Alberto Janotti Diretoria do Vale do Paraiba: Milton Spencer Veras Junior Diretoria do Vale do Tiete: Salvador Coti Procuradoria Juridica: Jose Luiz Guimaraes Amendola Centra Tecnologico de Hidraulica: Ruben La Laina Porto Departamento de Edificios e Obras Publicas - DOP Diretoria de Administracao Financeira: Isaac Kiliminic Diretoria Administrativa: Diretoria de Planejamento e Controle: Jorge Benedicto Gastao Phelipe Farah Silveira Diretoria de Construcoes: Alvaro Paschoal Nassif Gabriele Diretoria de Transportes: Oswaldo Bastos

A Secretaria de Obras e do Meio Ambiente - que recebeu esta denominapao logo no inicio da administrapao Paulo Egydio Martins, ao centralizar todos os orgaos voltados para a defesa da qualidade de vida da populacao paulista - demonstrou com sua atuacao nos ultimos quatro anos a importancia de intervir com sensibilidade, para levar a comunidade a certeza de que o governo tern como protege-la e nao mede esforcos para faze-lo. Com investimentos na aquisicao de equipamentos, formapao de pessoal especializado e desenvolvimento de tecnologia adequada, foi aberto o caminho para que possamos legar as gerapoes futuras um patrimonio ambiental. Ha quern diga que os investimentos no controle ambiental sao excessivos, opiniao que minimiza as ameapas que rondam o homem moderno, hoje detentor de tecnologias poderosissimas, capazes de realizar profundas modificapoes no seu meio ambiente. No Estado de Sao Paulo, onde se concentram as atividades produtoras do Pais, essa questao assume dimensao especial, uma vez que - acreditamos - a ele cabe manter e ate acelerar o ritmo de desenvolvimento do Brasil. Dai o pioneirismo paulista na luta para harmonizar o progresso com a imprescindivel defesa da saude das populapoes. Nao pode haver interrupcao nas acoes desencadeadas com esse objetivo, sob pena de sofrermos, ainda nesta gerapao, graves consequencias. Em quatro anos investindo macicamente, a politica de prevencao e controle de poluipao tornou-se uma realizapao concreta. As enchentes foram combatidas e eliminadas em varios pontos; milhoes de pessoas passaram a receber agua tratada; a disposipao final dos esgotos na Grande Sao Paulo foi equacionada; o Interior recebeu atenpao constante e centenas de obras de saneamento foram concluidas; pequenas pontes, centros de saude, foruns e muitas outras obras foram construidas, em articulapao com as necessidades de outras secretarias de Estado. Tudo isso demonstra que foi dada efetiva prioridade as apoes que beneficiassem diretamente o homem, seguindo a diretriz estabelecida pelo governador Paulo Egydio Martins, que sempre apoiou as iniciativas da Secretaria de Obras e do Meio Ambiente. Francisco H. F. de Barros Secreta>io de Obras e do Meio Ambiente

Central da Telemetna da Quaiid<ide a

A dinamizacao das atividades da Cetesb voltada para o saneamento ambiental foi desenvomda para que sua agao protegesse tanto os habitantes da regiao metropolitana de Sao Paulo - onde seconcentram os maiores problemasdb qualidade de vida do Estado - quanto o homem do Interior, evitando. agave's de acoes preventives, queoprocesso de degradacao ambientalvenha a atingi-lo. A consolidac&o das estruturas te'cnicas necessarias para essa tarefa inadiivel permitiu atingir resultados imediatos, que tendem a ser progressivamente mais expressivos nos prdximos anos. A Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental - Cetesb, 6rgao da Secretaria de Obras e do Meio Ambiente, assumiu, efetivamente, as atribuigoes de prevencao e controle da poluigao ambiental durante a administracao Paulo Egydio Martins. Em quatro anos, ampliou significativamente seus laborat6rios e quadros de pessoal. Esse crescimento demonstrou a preocupacao com a qualidade de vida, atraves do cumprimento de metas prioritarias de saneamento basico e ambiental, possivel somente com a aplicacao de recursos e tecnologia adequada. Assim, entre outras realizacoes, implantou laboratbrios de testes de veiculos, radioquimicos e de recursos audiovisuais, projetou e instalou sistemas de monitoramento da qualidade do ar e das 3guas e, principalmente, desenvolveu o embasamento legal necessario para a aplicacao de medidas preventivas e corretivas da poluicao. Em 1975. a Secretaria de Obras e do Meio Ambiente desencadeou a "Operacao Branca" e iniciou amplo levantamento das fontes poluidoras para formar seu Banco de Dados. No ano seguinte, desencadeou a primeira Operacao Inverno, obtendo grandes reducoes nas concentracoes dos poluentes na atmosfera, as quais Foram mantidas nos anos seguintes. As acoes da Cetesb levaram ao completo equacionamento dos problemas de poluicao das aguas interiores e costeiras, de destino final do lixo, para protecao do solo, e da contaminacao da atmosfera, afastando riscos agudos a saude.

i iiiiliillllliiliilfiill imiiuifiiii»hti'tiiili!...lill»llllllhi»»'tm,.,:, Ji, -; >: i'l'lhlii i in unit iiitiiiiiiniiti J;j.Il*, V'* + ' " 'I * S ''? SislslipH!' '" liuiti -** : : liisiflili ',l!!!!!!l tnimiiiitiiiiiiimmm ik;tiiiyiiiiiiiii!!il!l i '* - I SiiiiHiHiiiiHiii i IlillliiiiilillllHI!!!!!! Ill tuiitiiiiitiii 1!«PII(MHH1 itiiiiiiii t mm *"lilt«ll-» llt.tlutls'.ilt 111111111111111 i«tprrr::*itt nii83;r.l*;iii HIllllllltlH llpillhutit insma HiiAto IHI1I1II11I Em abril de 75, atraves do decreto 5.993, a Cetesb assumiu as atribuicoes da Susam (Superintendencia do Saneamento Ambiental) relativas ao controle da qualidade do ar. Em agosto, atraves do decreto 6,503, a Secretaria de Servicos e Obras Piiblicas era transformada em Secretaria de Obras e do Meio Ambiente, ao mesmo tempo em que era encaminhado a Assembleia Legislativa o pnmeiro anteprojeto de lei sistematizado, no Brasil, sobre a protecao do meio ambiente. Depois de meses de debates, foi aprovada a Lei n. 997, de 31/5/76. regulamentada em 8/9/76 pelo decreto 8.468. A legislacao determina, alem de outras medidas de carater corretivo. que todos os projetos de loteamentos e arruamento, instalacao. construcao ou ampliacao de estabelecimentos industrials, no Estado de Sao Paulo, devem ser analisados pela Cetesb. que emite parecer favoravel ou nao ao projeto, em relacao a preservacao do meio ambiente, criando as necessarias condicoes para a efetiva prevencao da poluicao. Pela primeira vez no Pais estabelececeu-se urn sistema de controle do meio ambiente, incluindo a protecao das aguas. ar e do solo. E com o decreto de regulamentacao procurou-se dar um tratamento diverso aos aspectos preventivos e corretivos dos problemas relacionados com o meio ambiente, com enfase especial no processo preventive atraves da exigencia previa de licencas de instalacao e funcionamento para novas fontes de poluicao.

Assim, novas industrias nao podem se instalar no Estado sem que sejam equacionados os problemas relativos aos lancamentos decorrentes do processamento industrial, sejam no ar, agua ou solo. Depois de obter a licenca de instalacao, antes de entrar em operacao, a empresa precisa obter a licenca de funcionamento, que s6 sera concedida se tiverem sido obedecidas todas as exigencias tecnicas de controle de poluicao estabelecidas quando da obtencao da licenca de instalacao, de acordo com a legislacao. Ja para as fontes de poluicao existentes foi exigido o registro na Cetesb, com a finalidade de controle corretivo, se necessario. Portanto, com o controle das novas fontes de poluicao a serem instaladas e com o registro daquelas ja existentes, a Cetesb passou a exercer vigilancia permanente sobre a qualidade do meio ambiente, para evitar a sua degradacao e os inconvenientes ao bem-estar publico. Alem das penalidades estabelecidas, a legislacao procurou assegurar ao infrator a possibilidade de corrigir as irregularidades apontadas pela fiscalizacao. antes que seja penalizado com multas em dinheiro. Assim, ao ser constatada uma infracao. desde que seja a primeira, cabe ao agente credenciado a aplicacao de penalidade de advertencia, oferecendo-se prazo para a correcao da irregularidade apontada. A lei preve ainda a aplicacao de penalidade administrativa de multa ou de interdicao temporaria ou definitiva, neste ultimo caso observada a legislacao federal pertinente. A principal inovacao mtroduzida na legislacao em vigor, com relacao as multas. diz respeito a possibilidade de aplicacao de multa diaria quando decorrido o prazo fixado para a correcao da irregularidade. Operacao Branca - Otrabalho mais expressivo na area da regiao metropolitana de Sao Paulo, em 1975, foi iniciado no dia 6 de outubro com o lancamento da "Operacao Branca", que mobilizou uma extensa equipe de estagiarios e especialistas, com duas finalidades principals: atender as reclamacoes da populacao contra empresas poluidoras - 24 horas por dia - e realizar urn inventario das fontes industrials de poluicao do ar. Ate o final de 75 haviam sido recebidas 1.880 queixas (das quais 1.474 repetitivas, ou seja, reclamacoes referentes a empresas ja apontadas em queixas anteriores). Nos tres ultimos meses do ano foram lavradas 490 autuacoes por emissao de fumaca preta e verificadas 602 queimas de lixo ao ar livre, que deram origem a 193 autuacoes. No mesmo periodo, 64 empresas assinaram termos de compromisso com a Cetesb definindo metodos e prazos para minimizar significativamente as emissoes de poluentes. Tambem em 75, alem de criar mais duas unidades regionais, em Bauru (SP) e Brasilia (ao lado das quatro regionais ja instaladas em Santos, Taubate, Campinas e Ribeirao Preto, e da existente em Recife, Pernambuco), a Cetesb ampliou suas atribuicoes que, ate entao, se

Iimitavam a inspecoes de materials e fiscalizacao de obras no ambito do controle de poluicao das aguas: cada regional passou a funcionar como uma mini-cetesb, no controle e defesa de todo o meio ambiente. Em 1 976 a Cetesb recebeu, ate o dia 5 de outubro (ao se completar um ano do lancamento da "Operacao Branca"). 2.834 reclamacoes da populacao referentes a incomodos causados por industrias poluidoras. Desse total, 995 queixas referiam-se a empresas ja denunciadas anteriormente. Ao mesmo tempo, foram inventariadas 8.355 industrias. A fiscalizacao de emissoes de fumaca preta por fontes fixas lavrou 61 9 autuacoes e aplicou 91 multas. Foram detectadas 1.839 queimas de lixo ao ar livre. que deram origem a 276 autuacoes e a 14 multas. No mesmo periodo, foram assinados 790 termos de compromisso com empresas que estabeleceram, de acordo com a Cetesb. prazos e tecnicas para controlar as suas emissoes poluidoras. Banco de Dados - No final de 76, estava em conclusao a implantacao do Banco de Dados da Cetesb, permitindo saber, numa consulta rapida. quais os tipos de poluentes industrials e suas quantidades emitidas diariamente em uma determinada regiao da Grande Sao Paulo. 0 Banco de Dados incorporou as informacoes coletadas durante a Operacao Branca, que levantou um total de 29.076 industrias e cadastrou 10.664 empresas, nas quais foram verificados dados como as principals materias-primas utilizadas por dia pela fabrica; a producao diaria, mensal ou anual; o combustivel utilizado para a producao. seu tipo e procedencia; porcentagem de enxofre em peso, em que equipamento e utilizado e em que quantidade. Esses dados permitiram a elaboracao do inventano das fontes de poluicao do ar, incluindo a quantidade de fontes poluidoras de cada industria. seu periodo de funcionamento em horas por dia. o material utilizado, seu tipo e quantidade, a ventilacao exaustora para o meio ambiente (em metros cubicos por minuto). e a existencia de aparelhos de controle de poluentes. A implantacao do Banco de Dados da Cetesb permite, em momentos criticos de poluicao do ar, localizar com rapidez as fontes poluidoras e determinar a reducao de suas atividades para impedir um agravamento da situacao. Prevencao da Colera - Em outubro de 77, ao se constatar a ocorrencia de um surto de cdlera na Siria, alem de sua presenca, em carter endemico, em algumas regioes da Africa, o secretario de Obras e do Meio Ambiente determinou a Cetesb que ampliasse o numero de amostras coletadas para constatar a eventual presenca do vibriao colerico. o agente causador da colera. Nesse mes foi iniciada a coleta de amostras em 23 pontos, indicados como possiveis vias de entrada do microrganismo - aeroportos. estacoes rodoviarias e ferroviarfas, cais do porto e hospitals - enquanto. ate entao. a amostragem era feita em oito pontos.

Ao mesmo tempo em que. a partir de 1975. era elaborado o Piano Estadual de Controle de Poluicao das Aguas, a Cetesb, por orientacao da Secretaria de Obras e ao Meio Ambiente, realizou diversas acoes de controle em setores industrials: foi intensificada a fiscalizacao junto as quinze maiores mdustrias paulistas de papel e celulose; houve maior frequencia e rigor na inspecao das 78 usinas de acucar e alcool do Estado; foi intensificada a fiscalizacao de curtumes e matadouros; foi desenvolvida a estrutura funcional da Cetesb, permitindo que todas asfontes potenciais de poluicao no Estado sejam inspecionadas ao menos tres vezes ao ano. Ao final de quatro anos de atuacao. 85% da poluicao industrial do Interior e Litoral do Estado estavam controlados. Ao lado desse esforco de controle corretivo. foi realizada a classificacao das aguas paulistas, de acordo com a Portana 1 3. do Ministeno do Interior. Assim. em 23/11/77, foi publicado no Diano Oficial o decreto 10.755, do govemador Paulo Egydio Martins, enquadrando nas quatro classes os rios paulistas e prevendo que a Cetesb podera fixar outros limites para os parametros de efluentes de qualquer natureza lancados as aguas interiores, desde que mais restritivos do que os estabelecidos pelo decreto estadual 8.468, que regulamentou a legislacao de controle de poluicao. Ja no final de 1977. todas as bacias hidrograficas do Estado de Sao Paulo estavam inteiramente sob controle. quanto ao monitoramento da qualidade das aguas. As vazoes sao medidas pelo Departamento de Aguas e Energia Eletrica (DAEE) e a qualidade da agua 6 sistematicamente venficada pela Cetesb. que coleta amostras e faz analises para a deteccao de poluentes. A comparacao entre os resultados permite venficar se aumentou ou diminuiu a concentracao de uma determinada substancia e. em funcao dos valores registrados. e determinada a eventual intensificacao da fiscalizacao. A rede de monitoramento da qualidade das aguas da Cetesb recolhe amostras rotineiramente, em 73 pontos ao longo dos rios paulistas. para a determinacao em laboratorio de cerca de 30 indicadores de poluicao. As analises informam se as aguas estao mantendo os niveis de qualidade das classes em que foram enquadradas, de acordo com seu uso preponderante. Em casos de desvios significativos. sao investigadas as causas e adotadas medidas para impedir a degradacao das aguas. 0 conjunto de acoes integradas - planejamento. classificacao. monitoramento. fiscalizacao - possibilitou urn controle efetivo da qualidade das aguas. atendendo multiplas finalidades: desde a defesa da saude da populacao (no caso da preservacao dos mananciais para distribuicao as redes de abastecimento publico) ate o restabelecimento do equilibrio ecologico. com a consequente recuperacao da flora e da fauna nativas dos cursos de agua de cada regiao.

A Operacao Inverno, deflagrada pela pnmeira vez em 14 de junho de 1 976, nasceu da necessidade de proteger a saude da populacao da Grande Sao Paulo, ameacada pela possibilidade de ocorrencia. durante os meses de inverno, de concentracoes de poluentes na atmosfera em niveis perigosos, principalmente para as pessoas mais susceptiveis: cnancas, idosos e portadores de afeccoes respirat6rias e circulat6rias. A adocao de sistemas de controle e fiscalizacao mais intensos durante o Inverno foi decidida porque na maior parte do ano os poluentes se dispersam na atmosfera, sem provocar altas concentracoes localizadas de poluicao, enquanto nessa estacao do ano ocorre maior incidencia de inversoes termicas (fenomeno meteorologico que forma uma "tampa" sobre a cidade) e calmarias. 0 que leva ao aumento das substancias t6xicas na atmosfera. Ao lado de todas as outras acoes de controle de poluicao do ar desenvolvidas pela Secretaria de Obras e do Meio Ambiente, atraves da Cetesb, a Operacao Inverno contribuiu para uma grande reducao nos niveis de poluicao. Em 1 976, primeiro ano de sua aplicacao, houve uma reducao de 20% nas concentracoes de dioxido de enxofre em toda a area metropolitana. Na area industrial de Capuava, considerada critica. foi obtida uma reducao, tambem em 1976, de 37% em relacao ao ano anterior. E em 1 978, essa reducao foi de 47% em relacao ao mesmo ano de 1 975. As reducoes nas concentracoes dos poluentes na atmosfera comprovam

que, alem de deter o crescimento dos niveis, as agoes desenvolvidas conseguiram inverter sua ameacadora curva ascensional. Sao Paulo parou a poluigao do ar. A Rede Estadual de Amostragem do Ar, utilizada pela Cetesb para analisar a qualidade do ar respirado em todo o Estado de Sao Paulo, foi estendida em 1978 a 106 municfpios, para permitir o acompanhamento permanente das concentracoes de poluentes na atmosfera. Os criterios adotados para a implantagao dessa.rede de amostragem de poluentes atmosfericos estabeleceram a inclusao de todos os municipios que, pelo censo de 1970, tinham mais de 100 mil habitantes; todos com mais de 300 estabelecimentos industrials; todos os municipios em que havia mais de 5 mil trabalhadores como pessoal ocupado; todos os municipios incluidos no programa de cidades medias; e as 37 cidades que compoem a regiao metropolitana. A instalagao. operagao e manutencao ' da rede de estagoes medidoras em 106 cidades do Estado e imprescindivel para que se conhega de forma quantitativa e qualitativa o ar das diversas regioes. assim como a distribuicao espacial dessa qualidade. As informagoes fornecidas pela rede permitem definir: 1) quais sao os principals poluentes presentes na atmosfera; 2) em que locais eles ocorrem; 3) qual o grau de reducao nas emissoes poluidoras - das fontes ja existentes - que deve ser exigido pelas agoes corretivas; 4) quais as fontes de poluigao e em que locais a instalagao deve ser permitida ou proibida pelas agoes de controle preventive assim como qual o nivel de controle de emissoes que deve ser exigido. Sistema Telemetrico - A qualidade do ar da Grande Sao Paulo sera analisada por dois sistemas, simultaneamente, ate 14 de abril de 1979. AISm da rede de 14 estagoes atualmente em funcionamento (de avaliagao diaria de di6xido de enxofre e poeira em suspensao), durante esse periodo estarao em operagao as 27 estacoes fixas e os dois laboratories volantes do sistema telemetrico, com a amostragem automatica de mon6xido de carbono, dibxido de enxofre, material particulado (poeira em suspensao). hidrocarbonetos, 6xidos de nitrogsnio oz6nio e determinacao de parsmetros meteorologicos. Enquanto os dois sistemas estiverem funcionando em paralelo, seus dados serao constantemente comparados. Com a implantagao da rede de estagoes telemetricas. a capacidade de amostragem do ar para a regiao metropolitana sera consideravelmente aumentada. E como a rede e inteiramente automatica, fornecera dados instantaneamente, o que 6 de grande utilidade para a aplicacao do Piano de Agao de EmergSncia para Epis6dios Criticos de Poluigao do Ar. Com essa rede as medidas de controle podem ser adotadas preventivamente, uma vez que se obtetn informagoes precisas sobre a qualidade do ar a todo instante, apontando elevagoes anormais das concentragoes de poluentes.

Laborat6rio de Ruido - Em outubro de 77. a Cetesb recebeu seu Laborat6rio de Ruido e Vibracao, constituido por equipamentos importados da Dinamarca - os mais avancados da tecnologia moderna - para utilizacao em trabalhos relativos a concessao de licencas de instalacao e funcionamento de industrias, no atendimento as reclamacoes da populacao e tambem em estudos e pesquisas. Como objetivo principal, o laborat6rio realiza levantamento dos niveis de som na oomunidade, ao lado do controle sobre as fontes industrials. Como objetivo secundario esta o fornecimento de subsidios aos governos federal e municipals encarregados de fiscalizar fontes de ruido especificas (ruido ocupacional. de veiculos e de outras fontes). 0 Laborat6rio de Ruido e Vibracao e formado por oito medidores de nivel de pressao sonora, portateis; tres medidores de precisao. incluindo complementos para medicao de vibracoes; cinco analisadores de ruido com resposta estatistica; dois analisadores de tempo real; um gravador e dois registradores em papel; quatro dosimetros individuals; e diversos acess6rios e calibradores necessarios a uma correta analise dos dados coletados. Controle de Qualidade - De 1975 a 1978 a Cetesb consolidou sua atuacao como 6rgao tecnico do Banco Nacional da Habitacao. analisando mais de mil estudos e projetos tecnicos relativos a sistemas de abastecimento de agua. tratamento de esgotos, canalizacaodecorregos, pavimentacao de ruas e urbanizacao em varios Estados brasileiros. desenvolvendo ainda atividades de controle de qualidade de materials para obras de saneamento-. Fumaca preta na Grande Sao Paulo - Em novembro de 1976 a Cetesb, atendendo as determinacoes da Secretaria de Obras e do Meio Ambiente, desencadeou a fiscalizacao das emissses de fumaca preta provocadas por veiculos movidos a oleo diesel na Grande Sao Paulo, utilizando a escala de Ringelmann (cartela com escalas de tons, do cinza claro ao preto, que permite comparar visualmente a emissao de fumaca para determinar se o veiculo esta ou nao emitindo fumaca fora dos padroes legais). Nos dois primeiros meses os motoristas foram apenas advertidos, seguindo-se a aplicacao de multas. Durante todo o ano de 1977 foram advertidos 2.904 e 1 577 foram multados (Janeiro; 71; fevereiro: 116; marco: 1 64; abril: 11 9; maio: 1 52; junho: 159; julho: 181; agosto: 168; setembro: 148; outubro: 133; novembro: 117; dezembro: 49). Em 1 978, foram advertidos 806 e 278 foram multados (Janeiro: 33; fevereiro: 37; marco: 25; abril: 40; maio: 39; junho: 1 6; julho: 5; agosto: 6; setembro: 22; outubro: 26; novembro: 21; dezembro: 8). Santuario Ecologico - No final de 1 977, a Secretaria de Obras e do Meio Ambiente obteve do governador Paulo Egydio Martins autorizacao

para concretizar seu piano de transformar a regiao lagunar de Iguape - Cananeia em Santuano Ecologico. Com cerca de 100 quilometros de extensao. essa regiao e considerada o maior viveiro maritimo nacional.segundo pesquisas do Instituto Oceanografico da Universidade de Sao Paulo, que marcou peixes desovados na regiao. capturados. anos depois, ja adultos. a centenas de quilometros. nas costas de Fernando de Noronha, Rio Grande do Sul e Espirito Santo, comprovando a importancia da area para a reproducao das especies. Em trabalho conjunto com a Secretaria da Agricultura, a Secretaria de Obras e do Meio Ambiente - atraves da Cetesb - desenvolveu durante 1 978, os projetos do primeiro Piano Diretor Ecol6gico do Pais, destinado a garantir a protecao do viveiro continental e ecossistema cuja destruicao se refletiria em todas as aguas territoriais brasileiras. Acompanhando o pr6prio significado da palavra "santuario", os estudos procuram encontrar os instrumentos legais para tornar as lagunas da regiao em algo sagrado e mtocavel. A Companhia de Saneamento ESasico do Estado de Sao Paulo fara o tratamento dos esgotos da area e serao montados postos de estudos para a elaboracao de trabalhos tecnicos de hidrologia, climatologia, hidrogeografia. batimetria. sedimentometria, observacao de mares, comportamento do fitoplanton e dos cardumes que procuram o Mar Pequeno, entre a ilha Comprida e o continente, no extremo Sul do litoral paulista.

'* *l 4. AA^I-A**.,^ Comite de Defesa do Litoral - Instituido no final do primeiro semestre de 1 977, o Comite de Defesa do Litoral (Codel) foi formalizado. um ano depois, atraves do Decreto Estadual 11.762. de 22 dejunhode 1978, destinado a coordenar a atuacao das diversas entidades que possam cooperar com a protecao do meio ambiente no litoral do Estado de Sao Paulo e para cooperacao com os diversos 6rgaos federals e estaduais interessados. Ap6s reunioes preparat6rias, foi definida a aquisicao dos equipamentos basicos necessarios para utilizacao em treinamento e para acoes emergenciais de controle de derramamentos de petroleo no mar. 0 material inclui 1.500 metros de barreiras de aco para contencao de 6leo, com alta resistencia a correnteza; 10 bombas a vacuo de membrana; unidade de separacao de oleo da agua; cinco recipientes de armazenamento para 6leo recuperado; esteiras para captacao de oleo em praias; uma barcaca coletora: dispersantes e absorventes. Grupo de Acao de Emergencia - Ja parcialmente estruturado em Janeiro de 1 978, quando o petroleiro "Brazilian Marina" despejou grande quantidade de 6leo no canal de Sao Sebastiao. provocando a contaminacao de extensa area do litoral Norte do Estado de Sao Paulo, o Codel pode acompanhar o acidente e adotar-aigumas medidas para minimizar o impacto ambiental. Desde entao foram indicados e treinados os membros do Grupo de Acao de Emergencia para Controle de Poluicao (GAEP) responsavel pelos varios setores de atividade., A prioridade para os m6todos mecanicos de remocao de petr6leo no mar, evitando quando possivel a utilizacao de dispersantes e detergentes, vem sendo defendida pela Secretaria de Obras e do Meio Ambiente desde a criacao do Codel. Essa orientacao e apoiada em pareceres tecnicos de especialistas em poluicao marinha que apontam mais prejuizos a fauna e a flora causados pelos detergentes do que os provocados pelo proprio 6leo. Assim, em casos de emergencia, quando grandes quantidades de 6leo forem despejadas no mar, a orientacao do Codel e para a adocao de solucoes mecanicas, como bombas de succao, cortinas de plastico e tanques flutuantes. Os dispersantes so serao usados em casos criticos, quando os equipamentos nao puderem controlar a poluicao. Mesmo nestes casos, o Codel e quern determinara quando, em que quantidade e que tipos de dispersantes serao aplicados, assessorado pela Cetesb. Na reuniao de outubro de 1 978 do Codel, a Petrobras aceitou oficialmente a sugestao de que a utilizacao de produtos quimicos no mar para a dispersao de manchas de 6leo seja controlada pela Cetesb, que respondera pela decisao de utilizar ou nao os produtos quimicos em casos de acidentes. A Lavagem de Petroleiros - Uma das providencias do Codel, para impedir o constante despejo de oleo

realizado por petroleiros no literal paulista, foi solicitar a Secretaria Especial do Meio Ambiente (Sema). do Ministerio do Interior, a edicao de legislacao federal obrigando os portos a manterem equipamentos de lavagem de navios. Isso porque grande parte do oleo despejado nas costas do Estado de Sao Paulo - cerca de-40 mil toneladas anuais - provem da lavagem de navios que chegam carregados de oleo e tern que ser lavados para receber cargas de minerio para a viagem de volta. Com os equipamentos especiais sugeridos para os portos, a agua-de lavagem que contem oleo seria recolhida em tanques, evitando que.fosse atirada ao mar, pois habitualmente essa limpeza e feita, no Brasil, em desacordo com as normas de navegacao maritima internacional. As convencoes maritimas estabelecem que urn navio pode descarregar, no maximo. 60 litros de 6leo por milha percorrida durante a lavagem, sempre a mais de 50 milhas de distancia da costa. Nos casos de descarga de oleo em Santos ou Sao Sebastiao e carga de minerio em Tubarao (ES), o navio, a velocidade media de 1 5 nos. precisaria de sete dias para fazer a lavagem correta do tanque. Por esse motivo, a Secretaria de Obras e do Meio Ambiente acredita que sera mais interessante para os armadores terem os seus petroleiros imobilizados por um pequeno periodo para a lavagem e posterior descarga dos tanques nas barcacas. do que terem de cumprir as normas internacionais que regulam esses despejos.

A expansao das atividades da Sabesp, voltada para o saneamento basico, comprovou a energica decisao de intervir no setor, para defender a saude da populacao, atraves do fornecimento regular de agua encanada e tratamento de esgotos. No inicio da administracao Paulo Egydio Martins, a Sabesp operava apenas dois sistemas de abastecimento de agua no Interior; no final de 1978, ma is de 200 cidadesja eram servidas pela empresa. Embora outros fatores tambem influam sobre as condicoes de saude da populacao, essas realizacoes sao um passo decisivo para romper o circulo vicioso das doencas transmitidas pelas aguas. A Sabesp - Companhia de Saneamento Basico do Estado de Sao Paulo - e o orgao da Secretaria de Obras e do Meio Ambiente responsavel pela elaboracao e execucao dos pianos de desenvolvimento das redes de agua e esgotos, e pela infra-estrutura necessaria a esse atendimento em todo o Estado. A Sabesp aplicou. em quatro anos, Cr$ 42,3 bilhoes em obras de saneamento basico nos 215 municipios paulistas, incluindo a Capital, em que a Companhia opera os servicos de agua e esgotos. Desse total, Cr$ 1 6.6 bilhoes foram destinados as obras do Programa de Abastecimento de Agua para a Regiao Metropolitana de Sao Paulo. Foram executadas 485 mil ligacoes domiciliates gratuitas; implantados 1.300 km de redes de esgoto; 80 km de coletores-tronco; e abertas 110 mil novas ligacoes. Por outro lado, ja foram iniciados os trabalhos da primeira etapa do Piano Diretor Sanegran, a ser concluida em 1983. Para essas obras foram assegurados Cr$ 17 bilhoes (UPC de agosto de 77; hoje esse valor e de Cr$ 24 bilhoes), para que ate o final da primeira etapa o nivel de atendimento por servicos de esgoto seja elevado de 38% (atualmente) para 55% da populacao metropolitana. No Interior e Litoral do Estado, a Sabesp conseguiu, tambem, importantes realizacoes. Em 1975, apenas dois municipios paulistas tinham seus sistemas de abastecimento operados pela Companhia. Em dezembro de 1978, este numero passou para os 21 5 atuais.

0 Programa de Abastecimento de Agua para a Regiao Metropolitana de Sao Paulo desenvolvido atraves da Sabesp pela Secretaria de Obras e do Meio Ambiente beneficioi aproximadamente 4 milhoes de pessoas, ate dezembro de 1 978. Exigindo investimentos da ordem de Cr$ 13 bilhoes, este programa incluiu obras tao diversificadas como o barramento de rios. a construcao de estacoes de tratamento, a implantacao de grandes adutoras e de redes domiciliares. numa escala sem precedentes em termos de saneamento basico. Em relacao a capacidade de producao de agua potavel. a Grande Sao Paulo teve obras prioritarias da Sabesp. Os oito sistemas produtores da regiao - Cantareira, Guarapiranga. Rio Claro. Rio Grande. Ribeirao da Estiva. Alto e Baixo Cotia e Cabucu - que no primeiro semestre de 1975 contribuiam, globalmente, com pouco mais de 20 metros cubicos de agua por segundo, estao com sua capacidade ja elevada para 31 m 3 /s, o que representa urn acrescimo de 55%. Isso foi possivel devido a conclusao da primeira etapa do Sistema Cantareira, duplicacao do Sistema Rio Claro e ampliacao de outros sistemas. como o Rio Grande, que atende aos municipios da regiao do ABC. As obras da etapa final do Sistema Cantareira permitirao ainda um reforco de mais 22 metros cubicos por segundo. totalizando uma producao de 53 m 3 /s. A agua produzida pelos sistemas e aduzida atraves do SAM - Sistema Adutor Metropolitano, um

complexo integrado por tubulacoes de grande diametrd, reservatorios e estacoes elevatorias. As obras do SAM - ja concluidas - representam um acrescimo de 146 quilometros de grandes adutoras na regiao (em 1975, havia 468 km). Foram executados 450 quilometros de interligacoes de redes terminals - fechamento da malha de distribuicao - e tambem 180 quilometros de reforcos na rede de abastecimento. A capacidade de armazenamento de agua passou de 784 milhoes de litros, em 1 975, para 1 bilhao e 412 milhoes de litros. A partir dos reservatorios do SAM, a agua e encaminhada aos consumidores atraves do Sistema de Distribuicao, que abrange redes e estacoes elevatorias. Em 1975, Sao Paulo contava com 7.100 quilometros de redes em carga, 1.200 quilometros em carga mas sem ligacoes, e 238 quilometros de redes secas, para um total de 750 mil ligacoes. Atualmente, o sistema atinge 1 5.986 quilometros de redes totalmente ligadas e em carga, possibilitando o abastecimento da populacao atraves de mais de 1 milhao e 173 mil ligacoes domiciliares. As novas ligacoes nao implicaram em despesas para os usuarios. como resultado da politica de ligacoes domiciliares gratuitas. Isto tornou possivel atender. principalmente, aos moradores da periferia, que anteriormente nao tinham condicoes de pagar a ligacao, cujo custo variava, em 1 975, entre os valores de um e dois anos de contas de agua de um pequeno consumidor.

Os investimentos feitos em obras de aducao, tratamento, e distribuicao de agua permitiram a expansao de adutoras e subadutoras em municipios da Baixada Santista e do Litoral. Dentre estas obras. destaca-se a reabilitacao da estacao de tratamento de agua de Cubatao, a um custo de Cr$ 35.097.000,00. o que proporcionou abastecimento satisfatorio de agua tratada a Santos e Sao Vicente, mesmo em epocas de temporada. Outras obras de importancia na regiao inclui'ram os sistemas produtores de agua do Guaruja (com duplicacao da adutora do rio Jurubatuba, numa extensao de 1.600 metros). alem do assentamento de 6.700 metros de novas redes da subadutora; Praia Grande, assentamento de 12.91 5 metros de adutoras e subadutoras, de Vila Caicara ate Cidade Ocian; Ribeira, assentamento de 7.000 metros de adutoras para abastecimento da Praia de Itagua ate a Praia Grande. Cerca de Cr$ 220 milhoes estao sendo aplicados em Itanhaem, na construcao de 25 km de adutoras de agua. 55 quilometros de redes, 3 reservatorios de 1 5 milhoes de litros e 2.700 ligacoes domiciiiares. No total, essas obras beneficiarao 50 mil pessoas. solucionando o problema da falta de agua nas temporadas. Em Ubatuba, onde estao sendo aplicados Cr$ 183,5 milhoes, a Sabesp esta construindo 30 quilometros de adutoras, 1 25 quilometros de redes, um reservatdrio de 5 milhoes de litros. 5.300 ligacoes domiciiiares. Caraguatatuba

tera sua rede de agua aumentada em 89 quilometros. paralelamente a construcao de 9 quilometros de adutoras, dois reservatorios de 1,85 milhao de litros e 4 mil ligacoes domiciliares, totalizando investimentos de Cr$ 93,6 milhoes. Mais Cr$ 26 milhoes estao sendo aplicados em Sao Sebastiao. para a construcao de 3,6 quilometros de adutoras. 6,4 quilometros de redes, urn reservat6rio de 1,75 milhao de litros e 600 ligacoes domiciliares. Ainda em Sao Sebastiao, a Sabesp esta aplicando CrS 1 63 milhoes em 2.250 ligacoes domiciliares, 3 quilometros de mterceptores. 4 estacoes elevatorias, 3 quilometros de linha de recalque e unidade de tratamento. A Sabesp iniciou recentemente o programa de atendimento a pequenas comunidades do Litoral. Serao executadas obras padronizadas (reservat6rios, estacoes de tratamento, redes de distribuicao) em localidades (bairros, distritos etc) com menos de cinco mil habitantes atraves de linhas de credito especiais do BNH. Estes esforcos destinam-se a assegurar ao Litoral do Estado. especialmente a areas de intenso fluxo de veranistas. urn abastecimento de agua potavel satisfatorio, contribuindo para uma infra-estrutura turistica compativel com a crescente demanda. 0 antigo sistema de agua do Litoral, alguns com mais de 50 anos, nao atendia as necessidades da populacao, mostrando-se ainda mais deficitario nas temporadas e nos fins de semana, quando cerca de 1 milhao de pessoas procuram as praias locais. Despejos diarios de cerca de 2 bilhoes de iitros de esgoto domestico e 1 bilhao de litros de residuos industrials lancados "in natura" na bacia hidrica do Alto Tiete; cerca de 6 milhoes de pessoas desprovidas ate da simples captacao e afastamento de seus esgotos, tendo portanto de se utilizar de fossas. Apenas estes numeros podem dar uma ideia da situacao sanitaria da regiao da Grande Sao Paulo, encontrada no inicio da gestao Paulo Egydio Martins com todo o quadro provocado por essa mesma situacao: altos indices de mortalidade infantil, completa saturacao do solo, insalubridade, saude da populacao comprometida. As duas estacoes de esgotos entao existentes - localizadas em Pinheiros e Vila Leopoldina - tratavam menos de 5% do esgoto coletado. em nivel primario, o que significa que estes esgotos permanecem com 85% de seu potencial poluidor. As redes coletoras e os coletores-tronco, com 4.720 quilometros de extensao, conseguem atender apenas a cerca de 40% da populacao da regiao, com a agravante de que estas redes acabam despejando, direta ou indiretamente, os efluentes no rio Tiete. O equacionamento de todos estes problemas resuitou na elaboracao do Piano Diretor de Esgotos da Grande Sao Paulo - Sanegran, que estabeleci como meta o atendimento da demanda de tratamento de esgotos prevista ate o ano 2000, mediante a execucao progressiva de redes coletoras, coletores-tronco, interceptores, estacoes de recalque e

de tratamento na Capital e em 21 municipios vizinhos. totalizando 27.500 quilometros de redes e abrangendo recursos iniciais da ordem de Cr$ 24 bilhoes. A primeira etapa do programa estara concluida em 1 983. quando estarao em funcionamento os primeiros modulos das Estacoes de Barueri, ABC e Suzano, totalizando uma capacidade de tratamento de 14.500 litros por segundo. Ate 1 983, esta prevista a implantacao das redes coletoras de esgotos em mais 5.500 quilometros, 60 km de interceptores e a execucao de 550 mil ligacoes domiciliares, elevando o atendimento com esse service de quatro milhoes de pessoas, para 7,5 milhoes. Dentro de dois anos, a Estacao de Suzano - implantada numa area de 840 mil m 2. para atender Suzano, Mogi das Cruzes, Poa. Ferraz de Vasconcelos. Itaquaquecetuba e parte de Sao Paulo - permitira o tratamento de 1.500 litros/segundo, promovendo o saneamento das cabeceiras do rio Tiete. Em Barueri, estao em execucao os trabalhos de terraplenagem e concretagem de uma das mais modernas estacoes de tratamento de esgotos do mundo. Ocupando uma area de 1,4 milhao de m 2, a Estacao de Barueri, quando em operacao em sua primeira etapa, tratara 7.500 litros de esgotos por segundo, servindo os municipios de Barueri, Jandira, Itapevi, Carapicuiba, Guarulhos, Taboao da Serra, Osasco, Embu, Itapecerica e a quase totalidade de Sao Paulo.

A Estacao de Tratamento de Esgotos do ABC. cuja capacidade, em 1983, sera de 6.500 litros/segundo, beneficiara diretamente as populacoes de Santo Andre, Sao Bernardo, Sao Caetano, Diadema, Maua, Ribeirao Pires, Rio Grande da Serra e parte de Sao Paulo, permitindo a melhoria da qualidade da agua do no Tamanduatei e, consequentemente. do Tiete. Com relacao a tratamento de esgotos, a Sabesp ja tern em execucao obras no valor de CrS 2,9 bilhoes, incluindo o fornecimento de equipamentos, contratados ap6s concorrencia internacional. As Estacoes de Barueri e do ABC exigirao urn movimento de terra de 8.70O.OOO m3, dos quais 2.330.000 m 3 ja foram executados. Tendo como meta o inicio de operacao da Estacao de Suzano. em 1981, a Sabesp estabeleceu um cronograma cujos prazos serao cumpndos ngidamente. Em abnl de 1978 foram abertas as concorrencias para as obras civis que exigirao 75.000 m 3 de concreto e 700.000 m 3 de terraplenagem, dos quais cerca de 300.000 m 3 ja foram executados. Os trabalhos de concretagem serao iniciados ainda no primeiro trimestre de 1 979. Devido a similaridade de processo e prazo de implantacao, as Estacoes de Tratamento do ABC e Barueri vem sendo desenvolvidas em paralelo. Dessa forma, foram realizadas, na mesma epoca. as concorrencias de obras e de equipamentos. Em fevereiro de 1978 foram abertas as concorrencias para as obras de terraplenagem das duas estacoes e, em abril, foram assinados os contratos. A Estacao do ABC preve a movimentacao de, aproximadamente, 2 milhoes de metros ciibicos de terra, 30% dos quais ja foram executados. 0 contrato para a Estacao de Barueri preve a movimentacao de 6 milhoes de m3, dos quais ja foram movimentados 1 milhao e 400 mil m3 Do total de Cr$ 24 bilhoes (Cr$ 1 7 bilhoes em agosto de 1 977), assegurados para a execucao da primeira etapa do Sanegran, CrS 1,9 bilhao cobrira as obras civis da primeira fase de implantacao da Estacao de Tratamento de Esgotos em Barueri. que trara beneficios diretos a cerca de 2 milhoes de habitantes, e beneficios indiretos a toda a regiao, uma vez que promovera o saneamento do rio Tiete. Estao liberados. tambem. CrS 781 milhoes para obras civis da primeira fase da Estacao de Tratamento de Esgotos do ABC. que beneficiara 1.570.000 habitantes da Grande Sao Paulo. Para as obras civis da primeira etapa da Estacao de Tratamento de Esgotos de Suzano, e compra de equipamentos e montagem das Estacoes Elevatorias de Una e Taiacupeba, serao destinados CrS 2,7 bilhoes. Mais CrS 2 bilhoes serao destinados ao assentamento de 283 quilometros de redes coletoras de esgotos, beneficiando diretamente 1 62 mil habitantes da Grande Sao Paulo, com 32.300 ligacoes domiciliares. e de 52 quilometros de coletores-tronco beneficiando indiretamente 388 mil habitantes.

**& K)4^f De marco de 1 975 a dezembro de 1 978. a Secretaria de Obras e do Meio Ambiente. atraves da Sabesp, aplicou Cr$ 1.586.220.870.00 em obras de saneamento em municipios do interior do Estado. No inicio da atual administracao, a Sabesp operava os servicos de agua e esgotos de duas cidades paulistas - Aguas da Prata e Botucatu. Hoje, sao 21 5 municipios que tern seus servicos operados-pela companhia. Depois de assumir a operacao dos sistemas, a Sabesp realizou obras de ampliacao. melhoria, implantacao de redes, utilizacao de pocos profundos, construcao de estacoes de tratamento de esgotos e agua ou outros tipos de servicos e obras na maioria dos municipios. Conclui 75 reservatorios, 527 quilometros de redes de agua e cerca de 600 quilometros de redes de esgotos. Indagado sobre as vantagens de as Prefeituras passarem para a Sabesp a responsabilidade desses servicos, o secretano de Obras do Meio Ambiente, Francisco de Barros, enumerou, entre outras, a possibilidade de obtencao de financiamentos junto ao BNH; a experiencia que a empresa tern acumulado no setor; e o seu desenvolvimento tecnologico, que possibilita a implantacao de eficientes sistemas de saneamento basico. "Muitas Prefeituras - acrescentou - nao tern possibilidades financeiras sequer de manter os

atuais sistemas ou implantar novos servicos de agua e esgotos. Por isso, preferem que essas responsabilidades passem para a Sabesp. Ha aquelas que possuem servicos ja implantados, podem opera-los. mas se encontram impossibilitadas financeiramente de arcar com os grandes investimentos que o setor requer. Estas, tambem, preferem passar os servicos de agua e esgotos para a Sabesp. Uma outra vantagem e a de, uma vez passadas para a Sabesp tais responsabilidades, as Prefeituras podem concentrar seus esforcos em outras areas de servicos publicos". A confianca que os municipios do Interior tern depositado nas possibilidades de iniciativa da Sabesp pode ser demonstrada pelo numero de cidades que ja passaram. atraves de leis municipals, seus servicos de agua e esgotos para a empresa. Para o secretano Francisco de Barros, as obras deste tipo - recuperacao, manutencao e melhoria dos sistemas de saneamento basico - demonstram a preocupacao do governo do Estado com as pequenas comunidades. na tentativa de harmonizar o desenvolvimento de toda a area sob sua responsabilidade. "Alem das grandes obras, urgentes, que reaiizamos nos grandes centros, ou o Sanegran, nao podemos nos descuidar das pequenas obras em distritos e bairros interioranos, para humanizar o nosso desenvolvimento", afirma o secretario.

Na elaboracao de pianos diretores de carater regional, a Sabesp definiu alguns "objetivos principals" como sendo as situacoes que pretende alcancar e manter em seu Piano Diretor para o Saneamento Basico no Estado de Sao Paulo: - Dotar as comunidades urbanas do Estado de Sao Paulo de servicos de agua e esgotos sanitarios em niveis de atendimento condizentes com as metas do Planasa e as condicoes socio-economicas locals e do Estado. - Prover o Estado de Sao Paulo de mstalacoes para o tratamento de descargas hidricas poluidoras, em sistemas integrados ou isolados. contribuindo para a garantia de niveis adequados de qualidade de seus corpos de agua, - Realizar a alocacao dos recursos hidricos. dentro do horizonte de planejamento, fixando para cada segmento do recurso seu uso sanitano predominante ou preferencial Correspondentemente a cada comunidade ou regiao, determinar os mananciais abastecedores e os corpos de agua receptores de seus esgotos. - Definir as necessidades de regularizacao dos cursos de agua da regiao, visando ao abastecimento de agua e ao controle da poluicao em harmonia com os pianos globais de desenvolvimento dos recursos hidricos da regiao, elaborados por outras entidades, em especial pelo Departamento de Aguas e Energia Eletnca. pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambienta e pelo Departamento Nacional de Aguas e Energia Eletrica. Ao lado dos recursos dotados pelo Banco Nacional de Habitacao ao Sanegran, em 1977, foi destinada a importancia de Cr$ 1,35 bilhao para obras de esgotos em Santos, Sao Vicente, Praia Grande, Peruibe e Sao Sebastiao. Esta sendo ampliado o sistema de coleta e afastamento de esgotos de Santos Noroeste e Sao Vicente, com a implantacao. tambem. de sistema de coleta e afastamento de esgotos na Praia Grande. As obras em realizacao nas tres cidades custarao Cr$ 1,97 bilhao. incluindo 1 26 quilometros de redes coletoras, 32 mil ligacoes domiciliates, 7 quilometros de interceptores, 8 estacoes elevatorias e 5 quilometros de linhas de recalque. Em Praia Grande, ate 1981, serao beneficiados 260 mil habitantes permanentes e flutuantes. dos bairros de Boqueirao e Vila Guilhermma, atraves da implantacao, respectivamente, de 24 e 32 quilometros de redes coletoras, 3 elevatorias com 1,6 quilometro de emissano e interceptor litoraneo de 3 quilometros. A entrada em operacao desse complexo permitira o lancamento dos esgotos a dois e meio quilometros da praia do Boqueirao, eliminando, definitivamente, os despejos diretos que hoje chegam as praias atraves dos canais de drenagem das aguas das chuvas. Em Sao Vicente e na zona Noroeste de Santos, a ampliacao do sistema coletor permitira o aumento da descarga do novo emissa>io submarino de Santos, contribuindo ainda para o alivio de parte do

sistema de esgotos existente. 0 sistema coletor em implantacao beneficiara as populacoes de Bom Retiro, Sao Jorge, Caneleiro. Santa Maria. Areia Branca e Catipoa. Em Peruibe, a Sabesp esta implantando urn sistema de coleta e tratamento de esgoto a urn custo de Cr$ 88 milhoes. incluindo 10 quilometros de rede coletora, 1.632 ligacoes domiciliares, 3,7 quilometros de interceptores. 0,7 quildmetro de linha de recalque e lagoa de tratamento. A rede coletora a ser implantada em Peruibe beneficiara, ja em 1981. 13 mil habitantes. Em Sao Sebastiao, a Sabesp esta aplicando Cr$ 163 milhoes em 21 quilometros de redes de esgotos, 2.250 ligacoes domiciliares, 3 quilometros de interceptores. 4 estacses elevat6rias. 3 quilometros de linha de recalque e unidade de tratamento. Por outro lado, as obras do Emissario Submarino de Santos, concluidas durante a atual administracao estadual, exigiram investimentos que totalizaram Cr$ 700 milhoes e estao contribuindo.para que o esgotamento sanitario de Santos e de Sao Vicente tenha um sistema adequado. iniciando-se, assim. a recuperacao das praias locais. Iniciada em 1974. a obra do emissario sofreu atrasos, sendo que. em 1975, quando assumiu o atual governo estadual, estava totalmente paralisada. Novo cronograma foi estabelecido pela Sabesp, mas novos problemas surgiram, principalmente os relacionados com a importacao de equipamentos.

A ampliacao das atividades do DAEE voltado para a administracao dos recursos hidricos paulistas, energia e telefonia rurais, levou a urn melhor atendimento das cidades do Interior, atraves da cessao de equipamentos pesados para a realizacao de retificacao, desassoreamento, dragagem de rios e corregos e outras obras de interesse de centenas de municipios. Ao /ado dessas realizacoes. o DAEE combate as grandes enchentes de rios da regiao metropolitana, de graves implicacoes economicas e psico-sociais, com a retificacao do Tiete e a construcao da nova caixa do Tamanduatei. 0 Departamento de Aguas e Energia Eletrica (DAEE) e o 6rgao responsavel pela politica de utilizacao dos recursos hidricos no Estado de Sao Paulo. Vinculada a Secretaria de Obras e do Meio Ambiente, esta autarquia tern ainda as atribuicoes de estabelecer as diretrizes nos campos da energia e telecomunicacoes, em ambito estadual, e de executar. em convenio com outras entidades, servicos e obras de saneamento. Dessa forma, o Departamento de Aguas e Energia Eletrica tern uma atuacao bastante ampla, que vai desde a retificacao e composicao de novos leitos de rios. na Capital e no Interior, ate a construcao de barragens de cabeceiras, passando por obras de irrigacao, perfuracao de pocos profundos, controle de enchentes. combate a erosao, bem como programas de telefonia e eletrificacao rurais. No contexto do combate as enchentes. o DAEE executa, paralelamente. obras de saneamento basico e de defesa ambiental. em inumeros municipios. A autarquia exerce, ainda, o controle acionario das empresas que atuam nos setores dos recursos hidricos, energia eletrica, telecomunicacoes e defesa do meio ambiente, nos quais o Governo do Estado de Sao Paulo e acionista majoritario. Sao elas a Companhia Energetica de Sao Paulo (CESP). Companhia de Saneamento Basico do Estado de Sao Paulo (Sabesp), Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) e Servicos Especiais de Telecomunicacoes do Estado de Sao Paulo (Setasa).

Rio Tiete - Principal coletor das aguas da Grande Sao Paulo, recebeu, no periodo 1975-78. grande niimero de obras que aumentaram de 30% a sua capacidade de vazao, na area urbana. exigindo investimentos superiores a Cr$ 1,7 bilhao. Em consequencia desse trabalho, em 1978 o rio nao transbordou, pela primeira vez em muitos anos. 0 Departamento de Aguas e Energia Eletrica, responsavel pelos servicos no Tiete. dividiu as obras em varios trechos, acima e abaixo da Capital. No periodo de 1 975 a 1 978, no Trecho V, abaixo de Sao Paulo, o DAEE iniciou e concluiu obras de retificacao na extensao de 2.667 metros, com volume de escavacao e derrocamento de quase 4 milhoes de metros cubicos. Nosanosde 1977 e 1978. num trecho de 43.400 metros de extensao, entre a represa Edgard de Souza e a ponte Gabriela Mistral, foram realizados servicos de manutencao. conservacao e melhorias do canal, com escavacoes que atingiram o volume de 3 milhoes de m 3 de assoreamento e 7.300 m 3 de derrocamento rochoso. No Trecho IV, entre marco e setembro de 1 976, foram executados as obras de retificacao, na extensao de 2.320 metros. As dragas do proprio DAEE executaram, no periodo 77/78, servicos de desassoreamento, retirando mais de 840 mil m 3 de material do leito do no. Na divisa de Sao Paulo com Osasco, na extensao de 4.690 metros, foram removidos 300 mil m 3 de material; entre a ponte ferroviaria da Fepasa e a ponte da Vila dos Remedios, na extensao de 3.800 metros. foram retirados mais de 230 mil m 3 de material; outros servicos de desassoreamento compreenderam a remocao de mais de 560 mil m 3 de entulho. No chamado Trecho A, acima de Sao Paulo, foi retificado o trecho entre a foz do rio Cabucu de Cima e a ponte Gabriela Mistral, com 760 metros, ao custo de Cr$ 25 milhoes. No mesmo trecho, miciou-se a retificacao de mais 2.800 metros, ao custo de Cr$ 220 milhoes. Com conclusao prevista para o final de 1 979, esta em andamento a obra de retificacao do Trecho A, na extensao total de 6.100 metros. onde se inclui o servico de escavacao para construcao da futura barragem dapenha - que tera a finalidade de confer o rio, em epocas de chuva. Este servico exigira a remocao de mais de 4,6 milhoes de m 3 de entulho. e custara Cr$ 400 milhoes. Para manutencao e conservacao do trecho de canal retificado. desde a barragem Edgard de Souza ate a barragem da Penha, foi iniciada, em novembro de 1978, a retirada de 900 mil m 3 de material de 45 quilometros do Tiete, o que representara investimento superior a Cr$185 milhoes. Tamanduatei - o Departamento de Aguas e Energia Eletrica iniciou, a partir de 1977. um trabalho constante de desassoreamento do rio Tamanduatei,

para combater as enchentes na Grande Sao Paulo. Ao lado dessa tarefa. o DAEE vem executando a nova caixa do canal deste rio, bem como a nova foz. Ap6s a remocao de 400 mil m 3 de entulho, em carater de emergencia, o DAEE projetou a nova caixa do Tamanduatei, que vem sendo construida, em 11 de seus 1 2,2 quilometros de extensao. I Iniciada em abril de 1978. a obra devera ser concluida em 24 meses. apesar de o rio ser margeado por avenidas intensamente movimentadas. A vazao do Tamanduatei. de I 130 m 3 /s (era de apenas 100 m 3 /s antes dos trabalhos de desassoreamento. que incluiram. I ainda. a remocao de obstaculos artificials) passara para 484 m3/s. sendo que a vazao maxima que o rio podera atingir. num periodo de recorrencia de 500 anos. sera de 470 m 3 /s. [ 0 novo canal tera secao transversal de forma retangulo-trapezoidal. boca de 28 metros de largura (contra-24. atualmente) e o leito sofrera rebaixamento de dois metros. Vem sendo empregado, na jconstrucao, o processo VSL, que compreende o lancamento de um colchao de plastico, que e preenchido com argamassa coloidal. (Assim, os taludes submersos sao revestidos sem necessidade de se desviar o curso do rio. Outro importante sistema previsto. para a contencao de enchentes na Capital e municipios situados a Leste da Grande Sao Paulo, e a construcao de barragens de cabeceira no Tiete.

Esta prevista a feitura de 5 barragens, duas das quais, Ponte Nova e Taiacupeba. responsaveis pelo controle de 45% do problema das cheias. estao em operacao, A barragem de Taiacupeba foi construida em dois anos (1975-77). ao custo de Cr$ 1 bilhao, aproximadamente. Resta construir as barragens de Biritiba-Jundiai (que formam um so sistema) e Paraitinga. No caso de Biritiba-Jundiai. os servicos foram iniciados. devendo estar concluidos em 3 anos. ao custo de Cr$ 840 milhoes. Para a barragem de Paraitinga, o DAEE conclui o piojeto executive e esta efetuando desapropriacoes. Esta obra. orcada em Cr$ 450 milhoes. devera estar pronta em dois anos. O DAEE elaborou, tambem, projetos de barragens intermediaries, a serem construidas ao longo do canal retificado do Tiete, entre Sao Paulo e Mogi das Cruzes. 0 esquema de operacao delas - Penha. Sao Miguel, Itaquaquecetuba e Bras Cubas - permitira defasar os picos de cheia do Tiete. A primeira dessas barragens intermediarias. a da Penha, devera custar ao Governo do Estado aproximadamente Cr$ 260 milhoes. Desde o final de 1 975, o DAEE vem desenvolvendo a montagem da Rede Telemetrica de Hidrologia para acompanhar os nfveis de chuvas. o comportamento dos rios da bacia da Grande Sao Paulo, e controlar as barragens e demais mecanismos de contencao de cheias. Nos periodos de chuvas de 1976-77. o sistema funcionou de modo

precario, com informacoes transmitidas por radio e telefone No periodo 1 978-79. esta funcionando um sistema-piloto utilizando sensores remotos que permitem a coleta instantanea de dados. No edificiosede da Secretaria de Obras e do Meio Ambiente foi instalado um terminal de video. Iigado a um computador programado para calcular a chuva media em cada sub-bacia, emitir graficos e analisar a tendencia do comportamento dos rios. Varios aparelhos a serem utilizados na rede piloto de telemetria foram desenvolvidos com tecnologia inteiramente nacional. Durante o ano de 1 979. serao aplicados Cr$ 5,5 milhoes para garantir o funcionamento da rede definitiva, ap6s os testes. 0 funcionamento da Rede Telemetrica de Hidrologia, em sua fase final, permitira o acionamento, em poucos minutos, de regras operativas de controle de todo o sistema hidnco da Grande Sao Paulo. Parque Ecologico - Na faixa de 80 quilometros em que o rio Tiete esta sendo retificado, a Secretaria de Obras e do Meio Ambiente vem criando a maior area verde de Sao Paulo e imensas areas de lazer para milhares de pessoas. Aproveitando o antigo tracado do no, o qual, apos a retificacao. seria fatalmente urbanizado, o Governo do Estado decidiu ai estabelecer o Parque Ecologico do Tiete, que abrigara 60 milhoes de m 2 de areas verdes - o sextuplo da atual area verde de Sao Paulo. Nos pontos suscetiveis a

cheias periodicas, serao plantadas arvores, e naqueles definitivamente livres das enchentes serao construidos equipamentos de iazer. 0 principal merito deste piano e o de demonstrar a viabilidade economica da construcao de uma imensa area recreativa para uma populacao carente de entretenimentos. a partir de um trabalho normal de retificacao. 0 projeto do Parque Ecologico do Tiete preve a construcao de centros culturais e comunitarios, parques infantis, conjuntos esportivos, estadio distrital, centra ecologico, banco de mudas e sementes, portos hidroviarios. dois museus historicos, Cidade da Crianca, Cidade Nautica e 14 lagos de recreacao. 0 Parque Ecologico esta dividido em dois trechos. 0 maior, de 60 quilometros de extensao. vai da represa de Ponte Nova a Guarulhos, na regiao onde se localizam Biritiba-Mirim. Mogi das Cruzes, Jundiapeba, Suzano, Poa, Itaquaquecetuba, Sao Miguel Paulista, Ermelino Matarazo, Cangaiba e Guarulhos. A outra faixa, de 20 quilometros, vai de Osasco a Santana do Parnaiba. passando por Carapicuiba e Barueri. No segundo trecho, entre Barueri e Santana do Parnaiba, ficou pronta a primeira obra do Parque Ecologico do Tiete, a Una do Tambore. Esta ilha artificial de 31 5 mil m 2. esta cercada pelas aguas limpas do corrego Garcia, que fica a direita do leito retificado. Sua infra-estrutura de Iazer e pratica de atividades culturais e esportivas visa a atender 300 mil pessoas de cidades prdximas. 0 prdximo empreendimento do

Parque Ecologico do Tiete a ser entregue ao publico sao dois centros de lazer, na divisa de Sao Paulo com Guarulhos, que beneficiarao 1,2 milhao de pessoas. Ambos a margem de um lago, que regularizara a vazao do Tiete. Pesquisa encomendada pela Secretana de Obras e do Meio Ambiente indicou que, se concluido hoie, o Parque Ecol6gico do Tiete seria frequentado diariamente por 50 mil pessoas, e por 500 mil nos fins de semanas. Grupo Tarefa - A partir de um levantamento efetuado, em 1 975, por tecnicos do DAEE. constatou-se que 485 municipios paulistas apresentavam problemas hidricos. E a maioria esmagadora dessas cidades nao dispunha de recursos para conservar seus nos, corregos, lagoas, sistemas de captacao de aguas e de drenagem de cheias, o que levava as enchentes ciclicas, permanente insalubridade, e facilitava a expansao dos processos de erosao. Aproveitando parte da estrutura do Departamento de Aguas e Energia Eletrica, a Secretaria de Obras e do Meio Ambiente criou o Grupo Tarefa de Atendimento aos Municipios, capaz de prestar assistencia as cidades com problemas hidricos. Como, em geral, tais problemas eram de pequena monta. mas exigiam solucoes nadiaveis, o Grupo Tarefa pode atender, ate 1978. 370 cidades, permanecendo de 30 a 60 dias em cada uma, utilizando draglines, retro-escavadeiras, tratores e outros equipamentos. Conhecido como o pronto-socorro do Interior, o Grupo Tarefa de Atendimento aos Municipios tern condicoes de prestar servicos em situacoes de emergencia. Em Janeiro de 1977, por exemplo, essa forca volante de atendimento ao Interior colaborou para atenuar os efeitos do rompimento de duas barragens no Rio Pardo. evidenciando a necessidade de o Estado de Sao Paulo contar com uma instituicao desse tipo. Um dos aspectos mais importantes do trabalho do Grupo Tarefa de Atendimento aos Municipios e o combate a erosao, fenomeno que se manifesta com intensidade em todo o Centro-Oeste do Estado de Sao Paulo. So na regiao paulista dos nos do Peixe e Paranapanema, dos 1 39 municipios. 64 (mais de 40 por cento) apresentam problemas de erosao. especialmente Marilia. Florida Paulista, Pompeia, Panorama, Getulina e Assis. O Nordeste do Estado do Parana, e o Sul de fvlato Grosso do Sul, vizinhos a essa regiao, apresentam grandes areas eiodidas. consequencia da baixa coesao do solo e da ma conservacao dos recursos hidricos. Como desdobramento da acao do Grupo Tarefa. a Secretaria de Obras e do Meio Ambiente criou uma equipe dedicada apenas ao estudo dos problemas de erosao no Estado. 0 primeiro projeto dessa equipe, que conta com equipamentos do Grupo Tarefa de Atendimento aos Municipios, foi executado com pleno exito em Assis, contendo a vocoroca de um quilometro de extensao, 100 metros de largura e 20 metros de altura, que destruiu dezenas de casas.

No lugar do "buracao" foi erguido urn centra esportivo e de lazer para a populacao de Assis. Projetos semelhantes vem sendo executados em outras cidades. A atuacao desse grupo se fazia urgente porque, em alguns municipios, os processos erosivos comecam a chegar as zonas rurais, apos destrui'rem bairros inteiros. Valo Grande- Em 1827, os moradores de Iguape comecaram a abnr um canal ligando o rio Ribeira ao mar, abreviando de 52 quilometros o trajeto que os navegantes precisavam cumprir para alcancar a cidade. As consequencias da abertura desse canal - o Valo Grande - foram de tal modo desastrosas, que a largura passou de 4,40 para 236 metros, sem necessidade de intervencao humana. Esse processo de erosao destruiu centenas de casas, dividiu Iguape ao meio e provocou serios transtornos ecologicos na regiao lagunar de Iguape - um dos maiores viveiros de camaroes, moluscos e peixes nobres do mundo. A agua do mar ficou de tal modo turva que os raios solares mal conseguiam penetra-la, inibindo o processo de fotossintese. Em agosto de 1978, mais de 1 50 anos ap6s a abertura do canal, o Departamento de Aguas e Energia Eletrica fechou o Valo Grande, voltando a unir fisicamente as duas partes de Iguape. As diversas tentativas de fechamento do valo malograram porque a medida que se lancava pedras das duas margens. a velocidade das aguas aumentava, destruindo os bracos da barragem. 'o Valo Grande devoheu Ao assumirem a tarefa, os tecnicos do DAEE decidiram antecipar o cronograma de obras, no momento em que os bracos da barragem se aproximavam, lancando pedras no leito durante 5 dias consecutivos, ao ritmo de 24 horas diarias. Com isso, superou-se o perigo de rompimento. Menos de um mes ap6s o fechamento. os camaroes comecavam a voltar a regiao de Iguape. Irrigacao e Drenagem - No ambito do programa de irrigacao e drenagem, o Departamento de Aguas e Energia Eletrica da enfase a Bacia do rio Pardo, com base em levantamento feito para determinar as regioes mais carentes de projetos desse tipo. Foi escolhida, para a realizacao do primeiro projeto, uma area de 1 8 mil hectares no municipio de Guaira, abrangendo aproximadamente 100 propriedades rurais. A primeira das 3 etapas previstas para este projeto indica a execucao de 20 quilometros de canais nao revestidos. Nessa fase sera bombeado, inicialmente, 1,45 m3/s durante 20 horas por dia, para alimentar 1.700 metros do canal de ligacao. Na segunda fase, sera bombeado 1,86 m 3 /s durante 14 horas por dia, alimentando 4.500 metros do canal principal e 1 3.800 metros dos canais de distribuicao. No total, serao irrigados 2.000 hectares, e o custo das obras sera de Cr$ 48 milhoes. O DAEE firmou, com a prefeitura de Guaira, convenio que possibilita o desenvolvimento de importantes pesquisas sobre irrigacao.

0 Departamentb de Aguas e Energia Eletrica mantem, na Cidade, urn campo de demonstracao de irrigacao, com 9 hectares, onde se realizam varios ensaios hidro-agricolas experimentais, aberto a visitacao dos interessados nos projetos. Determinadas areas do Vale do Paraiba, do Vale do Ribeira e da Bacia do rio Pardo vem recebendo, pioneiramente, importantes obras de irrigacao e drenagem que tornarao possivel o aproveitarnento de cerca de 70 mil hectares de terras para o cultivo. Os programas de irrigacao e drenagem vem sendo executados, em Sao Paulo, pelo DAEE, com o objetivo de reabilitar regioes onde a pequena ou excessiva presenca de aguas superficiais impede sua exploracao. Tais programas preveem, entre outras obras, a construcao de polders, areas protegidas por diques onde a irrigacao e controlada independentemente das condicoes climaticas, pois a agua e represada ou distribuida de acordo com as necessidades das culturas. So numa area de 50 mil hectares do Vale do Paraiba, sera preciso erguer 300 quilometros de diques, que formarao 41 polders. 0 Polder-I, unidade piloto, fica no municipio de Registro, no Vale do Ribeira. Ele conta com urn dique de protecao de 9.600 metros de extensao, sistema viario de 1 6 quilometros, rede eletrica, duas casas de bombas de drenagem e uma rede de canais de irrigacao e drenagem, alimentada pelo no Ribeira de Iguape Na escolha das areas onde os projetos serao aplicados, o DAEE leva em consideracao itens como tipos de solo, topografia, disponibilidades hidricas, padroes de cultivo, titulos de propnedade das terras, distribuicao fundiaria e indices de mecanizacao. Rio Cubatao - pela primeira vez em muitos anos, o municipio de Cubatao, na Baixada Santista, nao sofreu inundacoes.emi 978,emconsequencia das obras de retificacao, alargamento e canalizacao dos nos Cubatao e Pereque, realizadas pelo DAEE, e que exigiram recursos da ordem de Cr$ 490 milhoes. A vazao do rio Cubatao passou de 285 para 600 m 3 /s na primeira etapa dos trabalhos, atingmdo, recentemente 1.080 m 3 /s, gracas a incorporacao de diques as margens do canal. Esses diques incorporados propiciaram, ainda, um metro de borda livre, o que significa que o no pode atingir a vazao de 1.400 m 3 /s sem transbordar. Coma construcao da nova ponte sobre a avenida Nove de Abril, conclufda em setembro de 1 978, foi possivel executar o alargamento. de 30 para 90 metros, do Cubatao, junto a Companhia Brasileira de Estireno eliminando, no local, um meandro do rio que provocava o transbordamento dasaguas. Avelha ponte foi desativada. Os trabalhos realizados pelo DAEE compreenderam, alem da construcao da nova ponte, a retirada de 725 mil m 3 de terra e lodo, a retificacao e alargamento de 2.500 metros do Cubatao e de 450 metros do Pereque, incluindo, tambem, o lancamento de 11 3 mil m 3 de pedras para enrocar os canais, e a remocao de 420 metros de estacas.

Pocos profundos - Do volume total de recursos hidricos do Estado de Sao Paulo, da ordem de 100 bilhoes de m 3 por ano, um terco escoa na superficie, e os dois tercos restantes localizam-se nos lencois de agua subterranea. As reservas subterraneas paulistas dariam para abastecer 650 milhses de pessoas, em condicoes satisfatonas. A Secretaria de Obras e do Meio Ambiente, atraves do DAEE, elaborou um Programa de Aguas Subterraneas que visa a explorar os aquiferos paulistas. por meio de pocos profundos, e cujos resultados niciais sao altamente promissores. Este programa e necessario, num momento em que boa parte dos recursos de superficie (rios, corregos e lagos) esta comprometida, seja pelo excesso de solicitacao, seja pela poluicao. A exploracao dos aquiferos e mais barata, porque normalmente estao proximos aos centros de consumo e dispensam estacoes de tratamento, pois quase sempre sao despoluidos. Os 49 pocos profundos abertos ate agora no Interior, pelo DAEE, fornecem agua para 370 mil pessoas. Em Sao Jose do Rio Preto e Presidente Prudente, o Departamento de Aguas e Energia Eletrica utilizou tecnica que ate entao nao tinha sido empregada no Brasil. nem mesmo na exploracao de petroleo. Esses pocos, de respectivamente 1,100 e 1.900 metros de profundidade, tern vazao 30% maior que os pocos medios e, juntos, suprem um terco das necessidades de agua dos 240 mil habitantes dessas cidades.

Eletrificacao - Ate o final de 1980, mais 90 mil propriedades rurais paulistas terao energia eletrica, quase o dobro das eletrificacoes rurais executadas em 50 anos, no Estado de Sao Paulo. Atingido esse objetivo, 1 50 mil das 300 mil propriedades agricolas paulistas passarao a contar com o beneficio da eletricidade. No mesmo periodo, milhares de sitios e fazendas terao telefones instalados. Isto vem sendo conseguido atraves dos programas de eletrificacao e telefonia rurais desenvolvidos pelo Departamento de Aguas e Energia Eletrica em associacao com outros dois orgaos da Secretaria de Obras e do Meio Ambiente, a Companhia Energetica de Sao Paulo (CESP) e a Companhia Paulista de Forca e Luz (CPFL), com entidades de credito e com a Telecomunicacoes de Sao Paulo (Telesp). Ambos os pianos fundamentam-se na formacao de cooperativas de agricultores, visto que a extensao de linhas de eletrificacao e telefonia sao, inegavelmente, caras. Cada cooperativa conta com 100 participantes, no minimo. O DAEE orienta a formacao desses grupos, canaliza recursos para os mesmos, e presta assistencia de todo tipo. Ate 1 978, o DAEE formou 33 cooperativas de eletrificacao rural, que exigiram investimento global de Cr$ 714 milhoes, dos quais 100 milhses foram cedidos pela autarquia. Quanto a telefonia rural, o Departamento de Aguas e Energia Eletrica formou, em 1 978, 11 novas cooperativas, beneficiando 5.800 propriedades. Engenharia Hidraulica - Na Cidade Universitaria. o Departamento de Aguas e Energia Eletrica mantem o Centro Tecnologicc de Hidraulica, que desenvolve atividades de estudo, pesquisa e prestacao de servicos relacionados a Engenharia Hidraulica. O CTH funciona em convenio com a Escola Politecnica da Universidade de Sao Paulo, e fornece apoio tecnologico a projetos desenvolvidos nao so pelo DAEE como, quando solicitado, por outras entidades estatais ou particulares. Seu laboratorio de hidraulica e muito requisitado para a elaboracao de modelos reduzidos de portos, barragens e usinas hidreletricas, e para testes e ensaios de novos equipamentos. Os principals modelos reduzidos executados pelo Centro Tecnologico de Hidraulica, nos ultimos anos, foram os seguintes: barragens de Sobradinho, Itapanca e Paulo Afonso IV, todas no no Sao Francisco; barragem de Pedra do Cavalo, no no Paraguacu, na Bahia; hidreletrica de Curuauna, em Santarem, e de Couto Magalhaes, no rio Araguaia; porto de Praia Mose, em Tubarao, no Espirito Santo; modelo geral do rio Tiete, entre a barragem de Edgard de Souza e o municipio de Osasco; sistema Jaguari, da Sabesp; modelo da barragem do Valo Grande, em Iguape, foz do no Tamanduatei; e, para a CESP, modelos das barragens de Porto Primavera (no no Parana), Tres Irmaos, Nova Avanhandava (no rio Tiete), Rosana e Taquarucu (no Paranapanema).

HESSEi ""''''iiillil

A racionalizacao das atividades do DOP, voltado para a realizacao de projetos, acompanhamento e construcao de obras publicas para quase todas as secretarias do Governo do Estado de Sao Paulo, foi efetuada com a padmnizacao de projetos de centros de saude. delegacias. foruns e pontes, permitindo construcoes mais batatas e em prazos menores. A mesma filosofia e evidenciada pela adocao de projetos modulares. para construcao de edificios que. com a ampliacao das necessidades de cada municipio, podem ser aumentados com rapidez, sem alterar suas estruturas basicas. 0 quadrienio de 1 975 a 1 979 foi um dos mais proficuos no setor de obras publicas: as novas diretrizes fixadas pela Secretaria de Obras e do Meio Ambiente para o Departamento de Edificios e Obras Publicas (DOP) a partir de 1 975 permitiram que esse setor tivesse decisiva participacao na administracao do governador Paulo Egydio Martins. Para tanto. contribuiram. alem do piano de integracao entre as varias secretarias de Estado, uma racionalizacao de praticamente todos os servicos do DOP. Um exemplo foi a agilizacao dos processos de concorrencia e de acompanhamento das obras; outro foi a celebracao de um convenio com a Prodesp - Companhia de Processamento de Dados do Estado de Sao Paulo - atraves do qual pode o DOP exercer um controle importante das obras publicas sob sua competencia. Os resultados dessa politica se fizeram sentir logo nos primeiros meses de governo, quando o DOP, alem de desenvolver numerosos projetos de obras publicas, pode prestar assistencia aos municipios na elaboracao de estudos e planejamento territorial. Neste sentido. o quadrienio que ora se conclui instaurou um novo tipo de procedimento nas atividades do orgao. Nao se tratou apenas de cumprir os termos do decreto que estabeleceu como principals finalidades do DOP a construcao de edificios e de obras publicas mas tambem no atendimento direto dos municipios, atraves do Piano de Desenvolvimento Regional (PDR). Por esse programa, o DOP realizou

segundo as hecessidades dos municipios mais carentes. uma serie de pequenas obras, cujos resultados foram de grande valia para o desenvolvimento de numerosas regioes do Estado. No Vale do Ribeira. por exemplo. varios municipios receberam obras de pequeno porte, que interligaram regioes isoladas ate entao, com pouca possibilidade de colocagao de sua producao agricola. Numerosos outros municipios foram igualmente beneficiados por pontilhoes, tubulagoes e toda uma serie de obras de pequeno porte. Com isso, houve, evidentemente, uma mudanga de enfoques na consideragao das prioridades do DOP. Obras de grande porte foram construidas ao longo deste quadrienio (como, por exemplo, a serie de viadutos unindo avenidas em varias importantes cidades do Interior), mas enfase especial foi dada as obras para atender as necessidades de regioes com menos recursos economicos. Nos quatro anos da administragao Paulo Egydio Martins, o Departamento de Edificios e Obras Publicas desenvolveu pesquisas, solugoes funcionais e economicas para a construgao, reforma ou ampliagao de edificios publicos, construgao de obras de travessia de vias publicas, ferrovias ou cursos d'agua entre outras atividades. 0 resultado e que so entre obras iniciadas e concluidas o DOP aplicou 2,6 bilhoes de cruzeiros. Com isso, 2.500 obras foram contratadasi abrangendo desde construgoes novas, ampliacoes e reformas ate servicos preliminares e complementares; ou seja, no total, em quatro anos, o DOP concluiu em media duas obras por dia no valor aproximado de urn milhao de cruzeiros cada. Alem de executar obras proprias, o DOP atendeu ainda solicitacoes das secretarias de Justica, Saude, Seguranga, Fazenda, Promocao Social, Interior, de Neg6cios Metropolitanos e de Cultura e Tecnologia. Aspecto importante nas atividades do DOP, neste quadrienio, foi o desenvolvimento de uma nova mentalidade no setor de obras publicas. Por orientagao do secretario de Obras e do Meio Ambiente, este 6rgao padronizou projetos de centros de saude. delegacias, f6runs e pontes. Com isto, foram possiveis construcoes em prazos menores e mais economicas, com a sensivel reducao de erros, alem de maior equilibrio e seguranca na programacao de projetos. Foram ainda implantados os projetos modulares, com os quais se tomou possivel construir edificios perfeitamente adequados as necessidades dos municipios, evitando-se assim desperdicios de investimentos. Esses "projetos modulares" permitem a ampliacao a qualquer momento, com rapidez, de predios publicos, pois toda a estrutura basica e os m6dulos a serem acrescentados ja foram previstos no projeto inicial, para crescerem na medida do desenvolvimento das comunidades a que se destinam. Neste quadro, os maiores beneficiarios da nova politica implantada no DOP foram as diversas secretarias de Estado, que puderam realizar maior numero de obras, a um custo mais reduzido. Alem de implantar uma ncva sistematica na construgao de obras, coube ao DOP introduzir movacoes tambem no sistema de contratacao. A primeira destas modalidades permite a empresa licitante a apresentacao da melhor solugao tecnica. Anteriormente. as coordenadas do projeto eram dadas pelo pr6prio DOP. Com esta inovagao. poderao ser implantados novos processos de tecnologia com inegavel abertura para a adogao de solugoes menos onerosas e mais coerentes com os objetivos do Estado. Outra inovagao no setor das licitagoes e a que permite a redugao do prazo proposto pelo Departamento de Edificios e Obras Publicas. Um terceiro sistema corresponde a combinacao dos dois primeiros. Os resultados destas inovacoes sao obvios: ainda que as melhores solugoes sejam exequiveis, a diminuicao dos prazos corre por conta e risco da vencedora da concorrencia. Secretaria da Saude - Em quatro anos. o DOP elaborou projetos e construgoes no valor de 550 milhoes de cruzeiros para um total de 798 obras de construgao. ampliiacao e reformas de hospitals e cerntros de saude. A maioria dessas obras foi construida a partir de projetos padroes e modulados. Em Guarulhos foram construidlos dois centros de saude a partir die elementos pre-moldados. Cerca de 300 municipios foram beneficiados com ampliacoes. reformas ie construgoes de centros de saude. Entre as obras mais importantes da administragao Paulo Egydio Martins no setor de saude estao a conclusao do Instituto Adolfo Lutz da Capital e a ampliagao do Hospital Candido Fontoura. Secretaria da Justica - Este foi um dos setores com os quais o DOP mais colaborou no quadrienio. Dentro do amplo programa de atendimento das necessidades da Secretaria da Justiga. o Departamento de Edificios e Obras Publicas construiu penitenciarias em Itirapina, Sorocaba. Araraquara. Pirajui e Sao Vicente. Novas solugoes foram incorporadas aos projetos. para que se compatibilizassem com os principios adotados pela Secretaria de Justica na recuperapao de penitenciados. Em todas foram construidas oficinas e. em alguns casos. foram projetadas verdadeiras fabricas. Neste setor foram ainda construidas e ampliadas ou reformadas 342 obras. visando a descentralizacao da Justica. S6 para a Secretaria de Justiga, o DOP construiu obras num montante de 569 milhoes de cruzeiros. Secretaria de Seguranga - Para este 6rgao governamental. o DOP realizou varias obras de porte. Alem da ampliagao da Casa de Detencao de Sao Paulo, foram construidas em Campinas. Sorocaba, Marilia e Sao Jose do Rio Preto obras especiais. os "cadeioes". aos quais se juntaram obras em Sao Caetano do Sul, Caraguatatuba e Santos (3. DP), mais o 44., o 46., 47."

e 49. Distritos Policiais, delegacias em Cacapava. Pitangueiras, Sao Carlos e Sao Sebastiao. No perfodo de 1 975 ate o fim da atual administracao, o DOP executou para a Secretaria de Seguranca Publics 307 obras no valor aproximado de 432 milhoes de cruzeiros. Secretarias da Fazenda e da Promocao Social - A conduta basica do DOP nestes quatro anos caracterizou-se pelo atendimento aos diversos setores do Governo, segundo as diretrizes e a filosofia politica de cada setor. Tendo em vista, por exemplo, a implantacao das delegacias regionais tributarias. o DOP construiu unidades destas delegacias em Campinas, Presidente Prudente, Bauru e Aracatuba. Durante o periodo, o DOP construiu para a Fazenda obras no valor de 166 milhoes de cruzeiros, A atencao ao problema do menor desajustado foi uma das preocupacoes basicas da Secretaria da Promocao Social, sobrevindo dai a necessidade da construcao de tres institutos nas rodovias Imigrantes e Raposo Tavares e urn nucleo profissionalizante, no montante de 1 80 milhoes de cruzeiros: alem da obra da Nova Cetrem - Central de Triagem e Encaminhamento. em Pirituba, criada para resolver o problema do recolhimento e encaminhamento do desabrigado, no valor de 50 milhoes de cruzeiros. As obras construidas pelo DOP na area da promocao social chegaram a um montante de 230 milhoes de cruzeiros. DOP/Soma - Ao longo destes quatro anos, com verba pr6pria, o Departamento de Edificios e Obras Publicas pode desenvolver numerosos programas da propria Secretaria de Obras e do fvleio Ambiente. atraves da construcao de varias obras viarias de vital importancia para o desenvolvimento economico de cidades do Interior. Entre outros, o viaduto sobre os trilhos da antiga Noroeste do Brasil. em Andradina, com 234 metros; um viaduto sobre os trilhos da Fepasa em Botucatu, com 318 metros; e um viaduto sobre os trilhos da Fepasa em Catanduva, com 390 metros. Merecem ainda especial destaque, nesta serie de obras, a conclusao da ponte da Praia dos Santos, sobre o no Itanhaem - que custou 40 milhoes de cruzeiros; os viadutos de Caieiras, sobre os trilhos da Rede Ferroviaria Federal, no valor de 30 milhoes de cruzeiros, e de Franco da Rocha, que custou 1 2 milhoes de cruzeiros. Estas duas ultimas obras foram executadas com recursos do Fundo Metropolitano de Financiamento. Ao todo, contando com financiamentos pr6prios, o DOP concluiu no quadrienio 638 pontes, viadutos e pontilhoes num montante de 633 milhoes de cruzeiros. A extensao global dessas obras de travessia alcancou 1 2 quilometros. Outras Unidades - Sempre em seu programa de prestacao de servicos a unidades da

administrate) estadual, o DOP concluiu numerosas obras esparsas em varias secretarias: 37 Centros Sociais e Urbanos, 22 para a Secretaria do Interior e 1 5 para a dos Neg6cios Metropolitanos da Grande Sao Paulo, com investimento de 238 milhoes de cruzeiros, considerados todos os bens e recursos canalizados em terrenos e construcoes. Outra obra especial encomendada ao DOP: a construcao de um auditbrio em Campos de Jordao. para a Secretaria de Ciencia. Cultura e Tecnologia. 0 audit6rio de Campos de Jordao, que se destina aos festivals de musica ja tradicionais naquela cidade, foi orcado em 44 milhoes de cruzeiros e podera ser utilizado ja no festival deste ano. Piano de Desenvolvimento Regional - 0 piano de Desenvolvimento Regional, ou PDR, foi colocado em pratica pela Secretaria de Obras e do Meio Ambiente no primeiro semestre de 1977. Foi criado com base no decreto 6.520, de 26 de agosto de 1970, que em seu capitulo 1., inciso IV, dispoe que o "Departamento de Edificios e Obras Publicas - DOP - deve colaborar com as prefeituras na construcao e reformas de pontes e viadutos em vias publicas municipals, assim como a execucao de outros melhoramentos consentaneos com o piano de desenvolvimento regional". No ano em que foi iniciado, o PDR foi estruturado para dar atendimento as prefeituras do Interior, atraves do fornecimento de materials. Em principio, os convenios entre prefeituras e o DOP estipulavam que o Departamento, a partir dos pedidos dos municipios, sem onus para estes, elaborava pianos simples para a construcao de pequenas pontes, ligando areas isoladas dos municipios. Posteriormente, desde que fosse necessario. o DOP forneceria o material. Nesta primeira fase, foram gastos mais de 8 milhoes de cruzeiros em material distribuido entre 200 obras pequenas em 1 35 municipios. Mas o PDR precisou ser modificado. Como 6 DOP nao possui almoxarifado para armazenamento do material, surgiram dificuldades previsiveis neste setor. Alem disso, o custo final da obra acabava consideravelmente aumentado, ja que havia problemas de transporte. Por isso. ja ao fim daquele ano, foi elaborada uma outra dinamica de auxilio aos municipios no Piano Regional de Desenvolvimento. Atraves de um mecanismo legal, que faculta a transferencia de capital as prefeituras ("verba 433"), foi possfvel reformular o PDR com sensiveis reducoes nos custos e significativo aumento na demanda para o beneficiamento imediato dos municipios mais carentes. Ou seja, alem do projeto, o DOP passou a fornecer diretamente a cada cidade a quantia necessaria. Por essa nova orientacao. o DOP passou a ter uma participacao maxima de 50 equivalencias salariais vigentes. Desde que essa quantia fosse ultrapassada, caberia a prefeitura completar o restante. A partir dai o DOP, atraves do PDR, passou nao s6 a estudar projetos. reformular outros, ou mesmo a elaborar projetos novos: comecou tambem a financiar diretamente pequenas obras de arte - pontilhoes de concrete armado, pontes de madeira linhas de tubos e galerias. O resultado das novas providencias foram irnediatos. Nesta nova fase, em um ano, o DOP atendeu 272 pedidos. abrangendo 231 municipios com um total de 867 obras. E. ao todo, em um ano, a Secretaria de Obras e do Meio Ambiente despendeu Cr$ 46.970.440,00 no PDR. Obra Virtual - Um fato a parte e que nao pode ser esquecido neste quadrienio foi a introducao pela Secretaria de Obras e do Meio Ambiente do conceito de Obra Virtual, o qual permitiu dar maior dinamismo as concorrencias do DOP. A chamada Obra Virtual e uma construcao orcada em funcao da media ponderada das obras mais frequentes no Departamento, levando-se em conta suas areas construidas, suas quantidades e a natureza dos servicos. Por essa pratica, mensalmente os pregos nesse orcamento eram atualizados, constatando-se a variacao do custo total das obras. A defasagem percentual permitiu, com isso, uma constante atualizacao do Boletim de Precos do DOP. Outra novidade importante introduzida pela. Secretaria de Obras e do Meio Ambiente foi a celebracao de um convenio com a Prodesp - Companhia de Processamento de Dados do Estado de Sao Paulo - para agilizar o acompanhamento de obras por meio de computadores. Em resume durante o desenvolvimento de seu programa de obras no ultimo quadrienio a preocupacao fundamental do Departamento de Edificios e Obras Publicas foi a protecao do homem, segundo a filosofia estabelecida peio secretario Francisco de Barros. A grande maioria dos projetos aprovados e executados correspondeu a esta diretriz, atraves da construcao de pontes, viadutos, interligacoes e melhorias viarias em areas rurais, ou em entroncamentos urbanos de acesso as estradas rurais, o que permitiu que estas obras levassem efetivamente beneficios, servicos e generos indispensaveis a localidades com dificuldades de acesso, ao mesmo tempo em que disciplinavam o escoamento da producao agricola, racionalizando-a e impedindo interrupcoes nas epocas de cheias. Enfim. criando possibilidades reais de progresso a largas faixas da populacao rural. As pontes de madeira existentes em muitas estradas da zona rural, alem de serem transitaveis apenas em determinadas epocas do ano, tern uma durabilidade media de 10 anos, enquanto as pontes construidas pelo DOP sao permanentes, o que da seguranca aos pequenos proprietaries e, em certas regioes, possibilitam ate maior rendimento e melhor aproveitamento da producao local pelas facilidades de transporte colocadas a disposipao. Outra parcela significativa das obras realizadas pelo DOP no

periodo correspondeu a satisfacao de outro tipo de necessidade. tambem de grande importancia para muitos municipios do Interior do Estado: a dmamizacao de areas que, por diversos motivos, tornaram-se bolsoes estagnados Executadas sempre depois de estudos preliminares de topografia e sondagem do terreno, estas obras, em alguns casos, chegaram a transformar o panorama da cidade, recuperando areas praticamente condenadas e trazendo novas perspectivas de desenvolvimento aos municipios. Urn dos exemplos mais significativos desta politica adotada pelo DOP foi o caso de Catanduva, onde o nudeo inicial da cidade - Bairro de Sao Francisco - acabou praticamente ilhado e distante do atual centra, pela acao dos corregos de Sao Domingos e Minguta. Para resolver este grave problema, o DOP construiu cinco pontes sobre aqueles dois corregos, alem de dois viadutos sobre os trilhos da estrada de ferro que corta a cidade. Desta maneira, o bairro de Sao Francisco foi reintegrado a paisagem urbana de Catanduva, ficando em condicoes de receber melhorias de infra-estrutura que permitam fixar sua populacao em condicoes satisfat6nas.