MEIO AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE Sustentabilidade significa permanecer vivo. Somos mais de 7 bilhões de habitantes e chegaremos a 9 bilhões em 2050, segundo a ONU. O ambiente tem limites e é preciso fazer mais com menos. A prática do desenvolvimento sustentável depende da disseminação de conteúdos com informação qualificada e da construção de uma economia global de baixo carbono. O Solidariedade acredita no poder do trabalho de mais de 4 milhões de famílias que vivem de agricultura familiar e tantos outros brasileiros que tem relação intrínseca com a terra. Defendemos uma reforma agrária baseada nos princípios do equilíbrio ecológico e justiça social. O Brasil faz parte de um grupo de 20 países que, juntos, possuem mais de 70% da biodiversidade do planeta. Temos a maior diversidade de animais e vegetais, maior quantidade de biomassa, segunda maior área florestal e 13% da água superficial da Terra. Essa riqueza precisa ser reconhecida e preservada pelo povo brasileiro.
DADOS Economia para a sustentabilidade O papel do Estado é fundamental para promover práticas sustentáveis, via investimentos públicos, ações diretas ou indiretas, como estímulos e incentivos. O Solidariedade acredita que a sustentabilidade deve ser utilizada como critério de contratação pública. Além disso, acreditamos em incentivos econômicos (tributários, fiscais e creditícios) para atividades econômicas sustentáveis, geradoras de empregos verdes e serviços socioambientais estratégicos, especialmente energias renováveis, mobilidade urbana, concessões e manejo florestal e ecoturismo. Defendemos também o desenvolvimento sustentável de povos e comunidades tradicionais, em todas as regiões do País. Clima Combustíveis fósseis (petróleo, gás e carvão) causam aquecimento da atmosfera, verões mais quentes, invernos mais frios, desertificação e perdas de áreas agricultáveis. A população ainda não despertou para esse problema. O Brasil ainda está entre os maiores emissores de gases de efeito estufa no mundo 1,49 bilhão de toneladas de CO2 em 2012. Nosso país também é muito vulnerável as mudanças climáticas, 17 milhões de brasileiros (8,5% da população), em 3.781 municípios, foram afetados por desastres naturais. Desse total, quase nove milhões foram atingidos pela seca e mais de cinco milhões por inundações (89% dessas na região Norte). O partido Solidariedade defende o incentivo a utilização das fontes limpas e a valorização de políticas voltadas para uma economia de baixo carbono, trabalhando de acordo com os indicadores ambientais, entre eles a valorização e cultivo sustentável para produção do etanol, marca de uma tecnologia desenvolvida nos laboratórios brasileiros. O Brasil precisa voltar a ter papel de liderança nas questões climáticas e participar ativamente de eventos globais que tocam esta temática, como a COP21, que acontece dezembro, em Paris, onde novas metas de redução dos GEE devem ser lançadas. Energia O apagão de 2001 fez com que a população brasileira reduzisse o consumo de energia em 20%. É possível ser mais consciente. O compromisso do partido Solidariedade é de nos tornar líder mundial em fontes renováveis. Investir em energia a base solar e eólica, limpa, cada vez mais barata e altamente sustentável, ao contrário da nossa frágil matriz hídrica. É preciso incentivos tributários e tarifários para ajudar a viabilizar essas e outras fontes energéticas renováveis.
Atualmente, o programa Luz para Todos atende centenas de comunidades isoladas no país, com fornecimento de painéis solares fotovoltaicos em lugares onde a rede elétrica não chega. Uma de nossas propostas é implantar o programa em caráter universal, em todos municípios e domicílios, barateando o custo de instalação e promovendo o uso de energia limpa. Recursos hídricos A redução da cobertura verde da Amazônia é o fenômeno causador da falta de chuvas no Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Os rios voadores, que carregam bilhões de litros de vapor d água, sentem o impacto do desmatamento de 800 milhões de hectares. É preciso pensar em práticas mais sustentáveis para evitar o desperdício. Dos 96 principais rios e mananciais brasileiros, apenas 11% tem água considerada boa para consumo, quase metade deles, 49%, é apenas regular, o resto é impróprio para consumo. Precisamos de políticas que direcionem para o uso consciente dos recursos hídricos. O Solidariedade acredita que a responsabilidade do uso racional da água é de todos e que governo, empresas privadas, ONGs e comitês de bacia e outras instituições precisam investir fortemente em educação ambiental e conservação. Biodiversidade Existem 50 milhões de hectares em situações de abandono no Brasil. É preciso enxergar o manejo florestal de maneira sustentável, incluindo as atividades extrativistas. Amazônia Apoiamos as propostas do Plano Amazônia Sustentável (PAS) e defendemos a soberania territorial e respeito cultura e às tradições das comunidades indígenas. O Solidariedade acredita na regulamentação e controle das atividades de mineração, incluindo iniciativas não poluentes e a recomposição da cobertura vegetal das lavras após sua exploração. Resíduos Sólidos Atualmente, apenas 18% dos municípios do País tem algum sistema de coleta seletiva e cerca de 3% do lixo produzido é reciclado. Do total de lixo recolhido, mais da metade tem destino inadequado, sendo que 35% dos resíduos produzidos são potencialmente
utilizáveis para reciclagem. A lei 12.305/2010 estabelece o fechamento dos lixões até 2014, o que ainda não aconteceu. Queremos a aplicação adequada da Lei 12.305/2010, conhecida como Lei da Ordem reversa, que responsabiliza as empresas por todo o processo de gerenciamento dos resíduos oriundos dos seus produtos. Hoje, existem 400 a 600 mil catadores de materiais recicláveis no Brasil, entre autônomos ou organizados em cooperativas. Eles realizam coleta seletiva em 72% dos municípios onde ela é praticada e tem sido atores essenciais para o bom desempenho da gestão de recursos sólidos no Brasil. O Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis MNCR- deve ser incentivado a fim de promover ainda mais o uso racional do lixo em nosso País. Cidades Sustentáveis A sustentabilidade também se dá no âmbito de reverter todas as tendências que hoje contribuem para o colapso da vida em sociedade. Mobilidade urbana, habitações e padrões de consumo devem ser revistos para evitar um destino incompatível com a sobrevivência humana na Terra. O Solidariedade defende o desenvolvimento de projetos ligados a ecopolos ou parque industriais ecológicos, que coloquem em um patamar superior de sustentabilidade indústrias que invistam e trabalhem, justamente, com desenvolvimento de tecnologia sustentável. Acreditamos que são necessários incentivos para contração pública de empresas verdes, ou seja, indústrias que tenham seus processos certificados como sustentáveis. Dando um enfoque sustentável não apenas para cadeia de suprimentos, mas também em logística, embalagens e treinamento da força de trabalho. Queremos garantir a implantação do Plano Nacional para os Resíduos Sólidos (PNRS )de maneira adequada, antes do prazo final de 2018. BANDEIRAS Sustentabilidade é essencial para permanecermos vivos neste planeta. O ambiente tem limites e é preciso fazer mais com menos. O Solidariedade tem propostas que atingem as temáticas ligadas ao meio ambiente: clima, biodiversidade, água, energia e resíduos sólidos, focadas principalmente em: Incentivar a reciclagem de lixo e o uso de energia solar em todo o País. Apoiando empresas que queiram investir nesse campo Apoiar o desenvolvimento de ecopolos com indústrias com focos em inovação e sustentabilidade
Trabalhar em um melhor aproveitamento do potencial econômico do País, aplicando o manejo sustentável das práticas extrativistas PROGRAMA OPERACIONAL PARA A ÁREA DE SUSTENTABILIDADE Âmbito Municipal 1. Apoiar projeto que obrigue que áreas comuns (condomínios, conjuntos comerciais) tenham porcentagem de energia vinda de fontes limpas (painéis solares etc.) e reutilizem água; 2. Participar ativamente dos comitês de Bacia, prezando os interesses da sociedade e defendo um manejo sustentável; 3. Apoiar projeto que incentiva construção de usinas de reciclagem nos municípios. Âmbito Estadual 1. Por meio de incentivos, desenvolver indústrias de reciclagem de lixo, que gerem empregos e deem destino útil aos resíduos que hoje são descartados 2. Apoiar o desenvolvimento de ecopolos com indústrias com focos em inovação e sustentabilidade Âmbito Federal 1. Fazer valer a lei das licitações que obriga que toda a contratação de serviços de órgãos públicos sejam feitas por empresas que comprovem que suas práticas são sustentáveis 2. Sugerir aos parlamentares que destinem uma porcentagem de suas emendas anuais para construções de centros de reciclagem de lixo 3. Apoiar projetos que desenvolvam práticas mais sustentáveis de agricultura, principalmente para os pequenos produtores 4. Ampliar, ano a ano, a coleta seletiva nos municípios brasileiros 5. Incentivar a esfera pública e suas instituições a praticarem a reciclagem 6. Defender o manejo sustentável das áreas desmatadas