História de Gení Rosa De Amaro Somavilla * Nascimento: 22/04/1936 Falecimento: 02/02/2011 Gení nasceu em Estrela Velha, em abril de 1936. Teve uma infância difícil, o pai era tropeiro e a mãe trabalhava na agricultura, e devido à pobreza deram-na para um casal: José Vicente Amaro e Maria Rosa Amaro, que a criaram desde bebê. Teve muitos irmãos, adotados e biológicos, sendo os biológicos: Nair, Helena, Arlindo, Armando, e Cândido. Nasceu e cresceu no interior, superando as dificuldades e a pobreza da época. Seus pais biológicos ela conheceu quando já era adulta. Estudou até a quinta série na escola da comunidade. Era uma excelente aluna, muito dedicada e inteligente, que gostava de estudar e se dava muito bem com os colegas e professores, pois os pais exigiam boas notas e muita educação. Era colona e cultivava de tudo, sempre gostou de agricultura, de plantar e cuidar das plantações. Não teve escolha sobre qual profissão seguir, mas foi feliz morando no interior. Também gostava de cuidar da casa, de cozinhar e costurar.
Teve um amor frustrado, que a iludiu e prometeu se casar ela. Mas quando chegou ao cartório ela descobriu que ele havia prometido se casar, mas depois de casados iriam um para cada lado. Como a mulher decidida que era, Gení tomou a decisão de abandoná-lo no cartório, e assim não se casaram. Gení ficou como mãe solteira e criou sozinha o filho José Teobaldo Amaro. Algum tempo depois conheceu outro amor, Arcanjo Luiz Amaro, ele tinha 50 e ela apenas 18 anos. Ele a conhecia desde pequena, quando ela brincava com a filha dele. Ele se apaixonou por ela e algum tempo depois se casaram no cartório, em 16 de agosto de 1997. Ficaram juntos e tiveram mais dois filhos, Pedro Luiz Amaro e Pedrolina de Fátima de Amaro. Gení e Arcanjo nesta época moravam em Jacuizinho, onde criaram os três filhos e viveram juntos 14 anos de casamento, e décadas a mais de convivência. Gení enfrentou ao longo da vida grandes dificuldades, principalmente quando os filhos ficavam doentes, e ela precisava caminhar muitos quilômetros no interior para conseguir um atendimento, pois não tinha dinheiro para leva-los a um hospital ou pagar um bom médico particular.
Adorava costurar, tanto para a família quanto para a venda, principalmente cobertas para o inverno. Era boa pra todo mundo, acreditava no poder da cura e na dedicação para com o próximo, benzia as pessoas e realmente as curava, ela tinha, inegavelmente, o dom da cura. Também adorava visitar os vizinhos, jogar bingo e viajar com o clube da terceira idade, que eram seus melhores amigos e com os quais aproveitou e se divertiu muito. Os momentos mais importantes da vida dela foram o nascimento dos três filhos, e o casamento com Arcanjo. Gení tinha personalidade forte, era um pouco brava e se irritada facilmente. Mas se dava muito bem com a família, teve nove netos (Marçano, Mônica, Rudimar, Daiane, Leana, Edson, Elton, Éder e Flávia), quinze bisnetos e um tataraneto. Seu maior sonho era ter uma vida melhor para ela e para os filhos. Foi uma vida difícil, com certa idade ela teve um derrame e ficou debilitada, necessitando alguém que cuidasse dela. Foi então morar com a filha Pedrolina. Em maio mudou-se para Santa Cruz do Sul para morar com a filha, e em outubro teve outro derrame, que a deixou de cadeira de rodas e com necessidade de cuidados especiais, a filha tendo que dar banho e comida na boca dela. Gení morou com a filha por quase dez anos, até 2011,
quando foi internada e faleceu por insuficiência respiratória, broncopneumonia bacteriana e acidente vascular cerebral. Dedicada, ensinou os filhos a serem sempre honestos e determinados. Foi uma perda muito triste para a família. A perda de uma mulher guerreira, que venceu muitos obstáculos ao longo da vida, superando as dificuldades, a pobreza e os percalços da vida, com muita garra e determinação. Quando se perde a mãe não se é mais a mesma pessoa, pois é ela que a gente procura quando se tem algum problema. Saudades eternas. Pedrolina de Fátima de Amaro Behling Mãe Nem mesmo O céu nem mesmo A lua e o infinito, Não é maior que O meu amor, nem mais bonito...
Seu nome sempre estará entrelaçado em meu coração. Te amo muito! Pode dizer Deus Eterno, Tu és o meu defensor e o meu Protetor. Tu és o meu Deus, e eu Confio em Ti.