UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS PRPPG MECM CONHECIMENTO E DIVERSIDADE CULTURAL Religiosidade Africana Douglas Aires GOIÂNIA, 2012
Religião Africana O africano tem a religião como um modo de vida que é caracterizada, principalmente, pela crença: em um deus único, o olorum. em um panteão de divindades, os orixás. em dois mundos distintos. O animismo africano: elementos da natureza. A providência divina não é punitiva: tudo é imediatista, por meio das possessões. A religião africana é alegre, celebrada numa atmosfera de música, cantos, danças; clima de festa.
Religiões Afro-brasileiras Chegada dos escravos negros ao Brasil e a separação das clãs. A formação das nações e a manifestação da religiosidade: festas aos orixás e voduns. O CANDOMBLÉ: a busca das raízes africanas. Catolicismo X Candomblé: O sincretismo religioso. A religião como movimento de resistência sociocultural.
Religiões Afro-brasileiras O candomblé como meio de integração social. O candomblé como um meio de defesa, já que a fé era a única arma que eles possuíam. O suicídio como volta às origens. A Conspiração dos Alfaiates A Revolta dos Malés.
O Espiritismo Branco: predecessor da UMBANDA Enquanto o Candomblé predominava-se no Nordeste, o Espiritismo consolidou-se no Sudeste. Misturava filosofia, ciência e religião. Originou-se em Paris, e ganhou prestígio da classe média branca. Foi perseguida pela Igreja Católica e distinguiu o alto do baixo espiritismo, donde este era o referente às religiões afro-brasileiras. Para os Kardecistas, os espíritos dos africanos e dos indígenas brasileiros eram vistos inferiores, recusando a admissão de tais nas sessões.
Das MACUMBAS... A MACUMBA: termo vulgar para baixo espiritismo. Originou-se no Rio de Janeiro. Mistura e ecletismo a caracterizam. Com ela aparecem o arquétipo do Preto Velho e Caboclo. Difundiu-se em todos os setores sociais, inclusive elites. Mediou o antagonismo religioso entre baixo e alto espiritismo.
...à UMBANDA É vista como a maior síntese entre as tradições entre as tradições religiosas Afro-brasileiras e Ameríndias, o Espiritismo Kardecista e o Catolicismo. Fundada em 1920 por Zélio, branco, classe média, filho de Kardecista que achava a macumba mais emocionante, mas reprovava o sacrifício de animais. Cosmologia Umbanda: O mundo astral A terra O submundo
A Desafricanização da Umbanda A Umbanda corresponde à integração das práticas africanas na moderna sociedade brasileira. A África deixa de constituir em fonte de inspiração sagrada. Se identificou principalmente com o Espiritismo, devido a perseguição que o baixo espiritismo estava sofrendo na Ditadura Falseou a origem da religião
O enbranquecimento da Umbanda Considerava o Candomblé com um mal necessário para a legitimação da religião. O Candomblé foi tido como um estágio anterior e da linha de magia negra, enquanto a Umbanda seria a evolução deste e da linha de magia branca. A desafricanização e o enbranquecimento da Umbanda durou até o fim do Regime Militar. Durante esse período o Candomblé não ganhou muitos fiéis e foi muito perseguido.
A africanização da Umbanda Com o fim da ditadura, a Umbanda foi buscar suas raízes africanas. As religiões afro-brasileiras sofreram perseguição da Igreja Católica, amenizada por padres que adotaram o pluralismo litúrgico. Em 1977 a proibição do Candomblé chega ao fim favorecendo o crescimento deste. A Umbanda resgatou valores do Candomblé, inclusive a formação dos pais-de-santo nos terreiros. Essa aproximação Umbanda-Candomblé formou o que estudiosos denominam de umbandomblé ou candobanda.
Enquanto isso, na África... Colonialismo e adesão ao Cristianismo e Islamismo. Paradoxo africano. A descolonização Cristã Islã Igrejas independentes
Intolerância Religiosa
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