Esparta: um Estado fortificado 1 Transformavam seus vizinhos (Messênia VIII a. C.) em escravos. Eram os servos do Estado. 2 Como eram mais numerosos os messênios se rebelaram. Depois da vitória, os espartanos transformaram a sociedade num acampamento militar.
Estrutura política de Esparta Ápela Gerúsia Éforos Diarquia
Sociedade espartana Esparciatas Descendentes dos dórios Gozavam de todos os direitos e viviam sob rígida disciplina militar Periecos Antigos habitantes da Lacônia. Se dedicavam ao artesanato e ao comércio. Não tinham direitos políticos, embora fossem livres e cultivassem sua própria terra. Hilotas Espécie de escravos da pólis. Eram destinados aos esparciatas para cultivarem suas terras. Sofriam massacres constantes como forma de controlar seu crescimento demográfico.
Atenas, Aristóteles e a divisão da sociedade Eupátridas (aristocracia) Georgói (camponeses) Demiurgói (artesãos)
Entre 800 e 500 a.c., as cidades tornaram-se núcleos residenciais nos quais se concentravam proprietários rurais e lavradores. A maioria dos agricultores vivia dentro dos muros das muralhas urbanas. Cada cidade e os campos a seu redor se transformaram numa cidade-estado com sua própria organização socioeconômica e política.
A principal característica da pólis era a existência de uma assembleia que discutia os assuntos de interesse da comunidade, tendo como princípio a igualdade entre todos os aristocratas. De início, apenas os aristocratas eram cidadãos, mas ao longo do tempo os setores mais pobres foram sendo incluídos, como é o caso de Atenas.
Além das atividades agropastoris, a economia das cidades-estado favoreceu o desenvolvimento do comércio e do artesanato. Moedas eram cunhadas para facilitar o comércio e também para afirmar a autonomia política das cidades. A base da economia era a agricultura.
As terras mais férteis pertenciam, em geral, às famílias aristocráticas. A transmissão da terra era hereditária, entre os filhos homens. Esse processo conduzia a uma carência de terras e esgotamento dos lotes ao longo do tempo. Os aristocratas, também, arrebatavam as terras dos mais pobres, que se tornavam seus empregados.
Havia também os escravos. Alguns dos quais eram camponeses empobrecidos que não conseguiam pagar suas dívidas contraídas com os grandes proprietários. Entre os séculos VIII e VI a. C., o desenvolvimento da escravidão por dívida ampliou as fileiras da mão-de-obra cativa mas não caracteriza a caracteriza a sociedade grega do período como escravista.
A falta de terras, somada a um aumento populacional, gerou fortes tensões sociais e colocou a necessidade das cidades-estado fundarem colônias em outras regiões. A colonização grega do Mediterrãneo incentivou o comércio entre as cidades e também proporcionou a construção entre as cidades e também proporcionou a construção de uma identidade cultural entre os gregos.
Ao conquistarem novas terras entraram em contato com diferentes povos, com línguas, religiões e modos de vida diversos. Foi esse sentimento que levou os descendentes dos aqueus, eólios, jônios e dórios se autodesignarem HELENOS. (HELENO) aquele que é natural da Hélade, denominação da Grécia Antiga.
No plano político, o período entre 650 e 510 a.c., caracterizou-se pelo advento da TIRANIA em algumas cidade-estado. Os tiranos eram, em geral, membros da aristocracia que buscavam apoio político no demos. Seus poderes baseavam-se em atender a algumas reivindicações da massa desprivilegiada dos habitantes urbanos e camponeses pobres, como a partilha de terras e abolição das dívidas.
No final do século VIII a. C. camponeses, artesãos e comerciantes começaram a exigir maior participação política na vida das cidades. Ao dissolver a dominação tradicional dos aristocratas, as tiranias constituíram-se numa transição crucial para a pólis do período clássico. Fonte: História das cavernas ao terceiro milênio. Patrícia Ramos Braick