Política de Investimentos 2013 SERPROS Fundo Multipatrocinado Plano Serpro I PSI Aprovada pelo Comitê de Aplicações CAP em 13/12/2012 Aprovada pelo Conselho Deliberativo CDE em 19/12/2012
ÍNDICE 1. Introdução...3 2. Governança Corporativa...3 3. Diretrizes Gerais...4 4. Plano de Benefícios...4 5. Alocação de Recursos e os Limites por Segmento de Aplicação...5 6. Derivativos...6 7. Apreçamento de Ativos Financeiros...6 8. Índices de Referência e Metas de Rentabilidade...7 8.1. Meta de Rentabilidade...7 9. Gestão de Riscos...8 9.1. Controle de Riscos em Gestão Externa...8 9.2. Risco de Mercado...8 9.2.1. VaR...9 9.3. Risco de Crédito...9 9.3.1. Exposição a Crédito Privado...11 9.4. Limites de Alocação por Emissor...11 9.5. Limites de Concentração por Emissor e por Investimentos...11 9.6. Risco de Liquidez...12 9.6.1. Indisponibilidade de Recursos para Pagamento de Obrigações...12 9.6.2. Redução de Demanda de Mercado...12 9.7. Risco Legal...12 9.8. Risco Operacional...13 9.9. Risco Sistêmico...13 10. Responsabilidade Socioambientais...13 Página 2 de 12
1. Introdução Visando atingir e preservar o equilíbrio atuarial, a segurança e a solvência do Plano Serpro PSI, foi elaborada esta Política de Investimentos - PI, que estabelece os princípios e diretrizes a serem seguidos na gestão dos investimentos dos recursos correspondentes às respectivas reservas técnicas, fundos e provisões, que estão sob a administração desta Entidade. Este documento foi elaborado com base na Resolução Nº 3.792, de 24 de setembro de 2009, do Conselho Monetário Nacional - CMN, que "dispõe sobre as diretrizes de aplicação dos recursos garantidores dos planos administrados pelas Entidades Fechadas de Previdência Complementar - EFPC". A Entidade deve promover adequações nesta Política de Investimentos sempre que ocorrerem alterações na legislação aplicável às EFPC. Se necessário, promoverá a realização de plano de ajustes estabelecendo critérios e prazos para a sua execução de modo a preservar os interesses do Plano. A elaboração desta Política de Investimento foi conduzida pela Diretoria Executiva, referendada pelo Comitê de Aplicações - CAP e aprovada pelo Conselho Deliberativo CDE em 19/12/2012. Esta Política de Investimentos será válida para o exercício de 2013 e entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de 2013. Esta Política de Investimentos considera as mudanças atuariais nas reservas técnicas decorrentes do saldamento do Plano SERPRO PSI. 2. Governança Corporativa A adoção das melhores práticas de Governança Corporativa garante que os envolvidos no processo decisório da Entidade cumpram seus códigos de ética pré-acordados a fim de minimizar conflitos de interesse ou quebra dos deveres. Assim, com as responsabilidades bem definidas compete à Diretoria Executiva, elaborar a Política de Investimento e submetê-la para aprovação do Conselho Deliberativo, principal agente nas definições das políticas e das estratégias gerais da Entidade. Cabe ainda ao Conselho Fiscal, o efetivo controle da gestão da entidade, de acordo com o Art. 19º, da Resolução CGPC n.º 13, de 1º de outubro de 2004, que deve emitir relatório de controle interno em periodicidade semestral sobre a aderência da gestão de recursos às normas em vigor e a esta Política de Investimento. Esta estrutura garante a adoção das melhores práticas de governança corporativa, evidenciando a segregação de funções adotada inclusive pelos órgãos estatutários. A adoção de Comitê de Investimento é considerada uma boa prática de mercado, sendo outra instância de decisão ou assessoramento aos Conselhos. O Serpros, através do Regimento Interno instituiu seu Comitê de Aplicações que é composto por pessoas tecnicamente qualificadas que subsidiam com informações o processo de análise e tomada de decisão da da Diretoria Executiva. Ainda, podem participar especialistas externos para auxiliar em decisões mais complexas. Ainda de acordo com os normativos, esta Política de Investimento (PI) estabelece os princípios e diretrizes a serem seguidos na gestão dos recursos correspondentes às reservas técnicas, Página 3 de 12
fundos e provisões, sob a administração desta entidade, visando atingir e preservar o equilíbrio atuarial e a solvência do Plano Serpro I. 3. Diretrizes Gerais As diretrizes aqui estabelecidas são complementares, isto é, coexistem com aquelas estabelecidas pela legislação aplicável1, sendo os administradores e gestores incumbidos da responsabilidade de observá-las concomitantemente, ainda que não estejam transcritas neste documento. Os princípios, metodologias e parâmetros estabelecidos nesta Política de Investimentos visam assegurar ao longo do tempo, a segurança, liquidez e rentabilidade adequada e suficiente ao equilíbrio atuarial do Plano, bem como evitar a exposição excessiva a riscos para os quais as rentabilidades pagas pelo mercado não sejam atraentes ou compatíveis com os objetivos do Plano. Esta política está de acordo com a Resolução CMN 3.792 mais especificamente em seu Capítulo 5 Da Política de Investimentos, que dispõe sobre parâmetros mínimos como alocação de recursos e limites, utilização de instrumentos derivativos, taxa mínima atuarial ou índices de referência do plano, as metas de rentabilidade, metodologias adotadas para o apreçamento dos ativos financeiros e gerenciamento de riscos, além dos princípios de responsabilidade socioambiental adotados. Em havendo mudanças na legislação que de alguma forma tornem estas diretrizes inadequadas, durante a vigência deste instrumento, esta Política de Investimentos e os seus procedimentos serão alterados gradativamente, de forma a evitar perdas de rentabilidade ou exposição desnecessária a riscos. Caso seja necessário, deve ser elaborado um plano de adequação, com critérios e prazos para a sua execução, sempre com o objetivo de preservar os interesses do Plano. 4. Plano de Benefícios Esta política de investimento apresenta as diretrizes para a aplicação dos recursos garantidores do Plano Serpro I, administrado pelo Serpros cujas principais características são: Tipo de Plano: Benefício Definido BD; CNPB: 198.000.161-8; Meta Atuarial: INPC + 6,00% ao ano; Administrador Responsável pelo Plano de Benefícios (ARPB): Diretor de Benefícios do SERPROS; Administrador Estatutário Tecnicamente Qualificado (AETQ): Diretor de Investimentos do SERPROS. 5. Alocação de Recursos e os Limites por Segmento de Aplicação A modalidade do plano de benefícios, seu grau de maturação, suas especificidades e as características de suas obrigações, bem como o cenário macroeconômico, determinam as seguintes diretrizes dos investimentos: as metas de resultado do plano de benefícios e dos segmentos de aplicação; a alocação dos recursos e os limites inferiores e superiores de aplicação em cada segmento. Página 4 de 12
A Supervisão Baseada em Riscos apresentada pela PREVIC verifica a exposição a riscos e os controles sobre eles exercidos, atua de forma prudencial sobre as origens dos riscos e induz uma gestão proativa das entidades. A análise e avaliação das adversidades e das oportunidades, observadas em cenários futuros, contribuem para a formação de uma visão ampla do sistema de previdência complementar fechado e do ambiente em que este se insere, visando assim a estabilidade e a solidez do sistema. Os estudos de ALM Asset Liability Management (gerenciamento de ativos e passivos) são úteis na gestão dos planos de benefícios e definição das diretrizes de investimento. O controle de riscos em planos de previdência passa necessariamente pela identificação do passivo, que pode consistir em obrigações futuras ou expectativas de retorno, de acordo com os tipos de plano de benefícios. A avaliação do risco atuarial integrada aos investimentos tem como objetivo assegurar os padrões de segurança econômico-financeira, com fins específicos de preservar a liquidez, a solvência e o equilíbrio dos planos de benefícios administrados. O ALM é o modelo que melhor representa o equilíbrio entre ativos e passivos previdenciários no longo prazo. É capaz de representar o fluxo de caixa, apoiar a estruturação de planos de ação e de contingência e possibilitar a representação das interações entre variáveis em projeções de cenários de longo prazo. Em linha com o que estabelece o Guia de Melhores Práticas para Investimentos Previc em seu item 35:... A política de investimento, no caso dos planos de benefício definido, precisa ser orientada pelo passivo atuarial e, portanto, utilizar-se de ferramentas como o estudo de gerenciamento de ativos e passivos. Tomando como referência os meios para realizar a Supervisão Baseada em Riscos, o Estudo de ALM deste Plano, anexo a esta Política de Investimento, busca oferecer uma solução mais adequada para definição de regras que objetivam a preservação do equilíbrio e da solvência dos planos, tendo como foco a gestão de riscos com base na compreensão dos fatores determinantes no resultado de uma Entidade/Plano. A tabela a seguir apresenta os limites de aplicação em cada um dos segmentos definidos pela Resolução CMN nº 3792/2009. Essa alocação foi definida com base em estudo de macroalocação de ativos, elaborado com o intuito de determinar a alocação estratégica a ser perseguida ao longo do exercício desta Política de Investimento. SEGMENTO DE APLICAÇÃO LIMITE LEGAL INFERIOR LIMITES SUPERIOR Renda Fixa 100% 55,00% 97,00% Renda Variável 70% 3,00% 25,82% Investimentos Estruturados 20% 0,00% 15,00% Investimentos no Exterior 10% 0,00% 2,00% Imóveis 8% 0,00% 4,00% Operações com Participantes 15% 0,00% 10,00% Os limites inferiores e superiores das alocações foram obtidos a partir de carteiras presentes na fronteira eficiente do estudo de macro alocação, o que contribui também para a alocação estratégica dos recursos, permitindo movimentos táticos para que sejam feitos ajustes conforme as condições de mercado. Página 5 de 12
Mudanças no cenário macroeconômico inevitavelmente alteram as expectativas de retorno dos ativos, bem como suas volatilidades, o que pode obrigar os administradores do plano a buscar um novo ponto de equilíbrio dentro dos limites de alocação de cada segmento. Serão admitidos investimentos no exterior desde que através de Fundos de investimentos terceirizados e evidenciadas as oportunidades negociais, ressalvadas as demais disposições desta Política de Investimentos. 6. Derivativos As operações com derivativos são permitidas, desde que respeitados os limites, restrições e demais condições estabelecidas pela Resolução CMN nº 3.792/2009 e regulamentações posteriores. Além disso, estas operações também deverão ser previamente aprovadas pelo Comitê de Aplicações CAP. 7. Apreçamento de Ativos Financeiros Os títulos e valores mobiliários integrantes das carteiras e fundos de investimentos, exclusivos ou não, nos quais o plano aplica recursos, podem ser marcados a valor de mercado ou contabilizados até o vencimento pela taxa do papel (método chamado de marcação na curva), de acordo com os critérios recomendados pela CVM e pela ANBIMA. A metodologia para apreçamento deve observar as possíveis classificações dos ativos adotados pela EFPC (para negociação ou mantidos até o vencimento), observado adicionalmente o disposto na Resolução CGPC nº 04, de 30 de janeiro de 2002, e respectivas alterações. O método e as fontes de referência adotados para apreçamento dos ativos pela Entidade são os mesmos estabelecidos por seus Agentes Custodiantes. Os títulos e valores mobiliários classificados no segmento de renda fixa devem, preferencialmente, ser negociados por meio de plataformas eletrônicas administradas por sistemas autorizados a funcionar pelo Bacen ou pela CVM, nas suas respectivas áreas de competência, observados os critérios estabelecidos pelo CGPC, visando assim maior transparência. 8. Índices de Referência e Metas de Rentabilidade A Resolução CMN nº 3.792/2009 exige que as Entidades Fechadas de Previdência Complementar definam índices de referência (benchmarks) e metas de rentabilidade para cada segmento de aplicação. Entende-se como índice de referência, ou benchmark, o índice que melhor reflete a rentabilidade esperada para determinado segmento de aplicação, conforme as características do investimento. Por sua vez, a meta de rentabilidade reflete a expectativa de retorno dos investimentos realizados nos segmentos citados a seguir. SEGMENTOS ÍNDICE DE REFERÊNCIA META DE RENTABILIDADE RENDA FIXA INPC + 5,48% INPC + 4,55% RENDA VARIÁVEL IBOVESPA INPC + 8,50% INVESTIMENTOS ESTRUTURADOS INPC + 6,86% INPC + 6,86% Página 6 de 12
INVESTIMENTOS NO EXTERIOR INPC + 6,12% INPC + 6,12% IMÓVEIS INPC + 6,00% INPC OPERAÇÕES COM PARTICIPANTES INPC + 6,00% INPC + 17,84% 8.1. Meta de Rentabilidade META DE RENTABILIDADE Investimento Consolidado META DE RENTABILIDADE INPC + 6,00% a.a Conforme apontado acima, a meta de rentabilidade para os investimentos do plano, de forma consolidada, é a variação do INPC somada a juros de 6,00% a.a. Entretanto, as expectativas de rentabilidade para cada um dos segmentos de aplicação podem variar de acordo com a relação risco/retorno de cada um. As projeções de rentabilidade foram elaboradas a partir dos cenários utilizados no estudo de ALM. 9. Gestão de Riscos Em linha com o que estabelece o Capítulo III, Dos Controles Internos e de Avaliação de Risco, da Resolução CMN nº 3792/2009, este tópico estabelece quais serão os critérios, parâmetros e limites de gestão de risco dos investimentos. Os procedimentos descritos a seguir buscam estabelecer regras que permitam identificar, avaliar, controlar e monitorar os diversos riscos aos quais os recursos do plano estão expostos, entre eles os riscos de mercado, crédito, liquidez, exposição em derivativos, operacional, legal e sistêmico. O gestor que eventualmente extrapolar algum dos limites de risco estabelecidos nesta política de investimentos deve comunicar à Entidade, que deve tomar a medida mais adequada diante do cenário e das condições de mercado da ocasião. Os limites de risco estabelecidos nesta política de investimento também podem ser monitorados pela própria Entidade, com eventual auxílio de consultoria externa, uma vez que a mesma responde pelos seus investimentos perante órgãos fiscalizadores. Esse tópico disciplina, ainda, o controle de riscos referente ao monitoramento dos limites de alocação estabelecidos pela Resolução CMN nº 3.792/2009 e por esta política de investimento. 9.1. Controle de Riscos em Gestão Externa Em se tratando da terceirização dos recursos garantidores do Plano, caberá aos administradores/gestores externos zelar pelo controle e monitoramento de todos os riscos mencionados anteriormente, com observância aos ditames da Resolução CMN nº 3.792/2009. O gestor que eventualmente extrapolar algum dos limites de risco estabelecidos nesta política de investimentos deve comunicar à Entidade, que deve tomar a medida mais adequada diante do cenário e das condições de mercado da ocasião. Página 7 de 12
9.2. Risco de Mercado Segundo o Art. 13 da Resolução CMN nº 3792/2009, as entidades devem acompanhar e gerenciar o risco e o retorno esperado dos investimentos diretos e indiretos com o uso de modelo que limite a probabilidade de perdas máximas toleradas para os investimentos. Em atendimento ao que estabelece a legislação, o acompanhamento do risco de mercado será feito através do Value-at-Risk (VaR), que estima, com base nos dados históricos de volatilidade dos ativos presentes na carteira analisada, a perda esperada. Cabe apontar que os modelos de controle apresentados nos tópicos a seguir foram definidos com diligência, mas estão sujeitos a imprecisões típicas de modelos estatísticos frente a situações anormais de mercado. 9.2.1. VaR O controle de risco de mercado será feito por meio do Value-at-Risk (VaR), com o objetivo da Entidade controlar a volatilidade dos retornos dos investimentos. O VaR será calculado segundo os seguintes parâmetros: Modelo: não paramétrico; Intervalo de Confiança: 95%; Horizonte: 21 dias úteis. O controle de riscos deve ser feito de acordo com os seguintes limites: SEGMENTO LIMITE HORIZONTE Renda Fixa 2,35% 21 dias úteis Renda Variável 16,00% 21 dias úteis Multimercados Estruturados 4,00% 21 dias úteis 9.3. Risco de Crédito O risco de crédito dos investimentos do plano será avaliado com base em estudos e análises produzidos pela própria Entidade ou contratados junto a prestadores de serviço. Além disso, a Entidade utilizará para essa avaliação uma metodologia de equivalência de ratings (Escala SERPROS). O estudo determina uma escala única de classificação de crédito para cada emissão. Os ativos serão enquadrados em duas categorias: Baixo Risco de crédito; Médio / Alto Risco de crédito. Para checagem do enquadramento, os títulos privados devem, a princípio, ser separados de acordo com suas características. Posteriormente, é preciso verificar se o papel possui nota, de acordo com a escala SERPROS, igual ou superior a classificação mínima. Os títulos emitidos por instituições não financeiras podem ser analisados pelo rating de emissão ou do emissor. No caso de apresentarem notas distintas entre estas duas classificações, será considerado, para fins de enquadramento, o pior rating. Página 8 de 12
Os investimentos que possuírem rating igual ou superior às notas indicadas na tabela serão enquadrados na categoria baixo risco de crédito, desde que observadas as seguintes condições: Os títulos que não possuem rating pelas agências elegíveis (ou que tenham classificação inferior às que constam na tabela) devem ser enquadrados na categoria médio/alto risco de crédito; O enquadramento dos títulos será feito com base no rating vigente na data da verificação da aderência das aplicações à política de investimento. Posteriormente, é preciso verificar se o papel possui rating por uma das agências elegíveis e se a nota é, de acordo com a escala da agência, igual ou superior à classificação mínima apresentada na tabela a seguir. ESCALA SERPROS ESCALA DE COMPATIBILIZAÇÃO DE RATINGS ENTRE AGÊNCIAS MOODY'S S&P FITCH SR RATING LF RATING AUSTIN AAA Aaa AAA AAA AA+ Aa1 AA+ AA+ AAA AAA AAA AA Aa2 AA AA AA+ AA+ AA+ AA- Aa3 AA- AA- AA AA AA A+ A1 A+ A+ AA- AA- AA- A A2 A A A+ A+ A+ A- A3 A- A- A A A BBB+ Baa1 BBB+ BBB+ A- A- A- BBB Baa2 BBB BBB BBB+ BBB+ BBB+ BBB- Baa3 BBB- BBB- BBB BBB BBB BB+ Ba1 BB+ BB+ BBB- BBB- BBB- BB Ba2 BB BB BB+ BB+ BB+ BB- Ba3 BB- BB- BB BB BB+ B+ B1 B+ B+ BB- BB- BB- B B2 B B B+ B+ B+ B- B3 B- B- B B B CCC+ Caa1 CCC+ CCC+ B- B- B- CCC Caa2 CCC CCC CCC CCC CCC CCC- Caa3 CCC- CCC- CC CC CC CC Ca CC CC C C C Ratings Admitidos pela Tabela SERPROS: Risco de Crédito Bancário: => BBB+ Risco de Crédito Não Bancário: => A- Os investimentos que possuírem rating Serpros igual ou superior às notas A- e BBB+ (em destaque na tabela), serão enquadrados na categoria baixo risco de investimento, desde que observadas as seguintes condições: No caso de emissões de instituições financeiras, para fins de enquadramento, a avaliação deve considerar o rating do emissor; nos demais casos consideram-se o rating da emissão; Página 9 de 12
No caso específico de DPGE (Depósitos a Prazo com Garantia Especial), esses títulos serão considerados na categoria baixo risco de investimento, desde que o investimento observe o limite da garantia do Fundo Garantidor de Crédito - FGC; Para os investimentos já realizados que não estiverem enquadrados na escala Serpros, devem ser enquadrados na categoria médio/alto risco de investimento; Caso duas ou mais agências elegíveis classifiquem o mesmo papel, será considerado, para fins de enquadramento na Escala SERPROS, o menor rating; Ao longo da vigência desta Política de Investimento poderão ser consideradas as novas agências de crédito em funcionamento no país, que não encontram-se listadas na tabela anterior (Escala SERPROS). Seu enquadramento se dará da mesma forma que as demais, considerando a abrangência de atuação (local ou internacional). 9.3.1. Exposição a Crédito Privado O controle da exposição a crédito privado é feito através do percentual de recursos alocados em títulos privados, considerada a categoria de risco dos papéis. O controle do risco de crédito deve ser feito em relação aos recursos garantidores, de acordo com os seguintes limites: CATEGORIA DE RISCO LIMITE Baixo risco de crédito 80% Médio/Alto risco de crédito 15% Total 80% O limite para títulos classificados na categoria médio/alto risco de crédito visa a comportar eventuais rebaixamentos de ratings de papéis já integrantes da carteira consolidada de investimentos, papéis que já se enquadram nesta categoria e eventuais ativos presentes em fundos de investimentos. Nesse sentido, o limite acima previsto não deve ser entendido, em nenhuma hipótese, como aval para aquisição de títulos que se enquadrem na categoria médio/alto risco de crédito por parte dos gestores das carteiras e fundos. 9.4. Limites de Alocação por Emissor O SERPROS aplicará os limites de alocação dos recursos para Plano Serpro PSI conforme disposições previstas na Resolução CMN nº 3.792/2009 e regulamentações posteriores. 9.5. Limites de Concentração por Emissor e por Investimentos O SERPROS deve observar os limites de concentração por emissor de acordo com os limites previstos na Resolução CMN nº 3.792/2009 e regulamentações posteriores. EMISSOR LIMITE LEGAL Tesouro Nacional 100% Instituição financeira autorizada a funcionar pelo Bacen 20% Tesouro estadual ou municipal 10% Companhia aberta com registro na CVM ou assemelhada 10% Página 10 de 12
Organismo multilateral 10% Companhia securitizadora 10% Patrocinador do plano de benefícios 10% FIDC ou FIC de FIDC 10% Fundo de Índices referenciado em cesta de ações de Cia Aberta 10% Sociedade de Propósito Específico SPE 10% FI ou FIC FI do segmento de Investimentos Estruturados 10% Demais emissores (ver Art. 41, inciso IV da Res. CMN nº 3.792/09) 5% 9.6. Risco de Liquidez O risco de liquidez pode ser dividido em duas classes: possibilidade de indisponibilidade de recursos para pagamento de obrigações; possibilidade de redução da demanda de mercado. Os itens a seguir detalham as características destes riscos e a forma como eles serão geridos. É importante registrar que os instrumentos de controle apresentados são baseados em modelos estatísticos, que por definição estão sujeitos a desvios decorrentes de aproximações, ruídos de informações ou de condições anormais de mercado. 9.6.1. Indisponibilidade de Recursos para Pagamento de Obrigações O risco de liquidez está relacionado ao casamento dos fluxos de ativos e passivos, de forma que os recursos não estejam disponíveis na data do pagamento dos benefícios e demais obrigações do plano. A medida que os prazos de vencimentos das obrigações se aproximam, a alocação dos recursos deve privilegiar ativos mais líquidos. Além disso, o planejamento garante que as alienações dos ativos ocorram no prazo certo e no preço justo. O controle desse risco no SERPROS é feito através do ALM Estocástico. A metodologia utilizada no modelo de ALM consiste na projeção da carteira de ativos e do fluxo de caixa previdenciário do Plano. Na simulação são consideradas premissas de reinvestimento para a liquidez. 9.6.2. Redução de Demanda de Mercado A segunda classe de risco de liquidez pode ser entendida como a possibilidade de redução ou inexistência de demanda pelos títulos e valores mobiliários integrantes da carteira. A gestão deste risco será feita com base no percentual da carteira que pode ser negociada em condições adversas. O controle do risco de liquidez de demanda de mercado é feito periodicamente, por meio do controle do percentual mínimo da carteira que, em condições adversas (20% do volume médio de negócios), pode ser negociada em um determinado horizonte de tempo. Esses valores deverão obedecer aos seguintes limites: HORIZONTE PERCENTUAL MÍNIMO DA CARTEIRA 1 (um) dia útil 5% 7 (sete) dias úteis 7,5% 21 (vinte e um) dias úteis 10% Página 11 de 12
9.7. Risco Legal O risco legal está relacionado a autuações, processos ou mesmo a eventuais perdas financeiras decorrentes da não execução de contratos e/ou do não cumprimento de normas legais. O controle dos riscos dessa natureza, que incidem sobre atividades e investimentos que envolvam a elaboração de contratos específicos, será feito por meio: Da realização periódica de relatórios que permitam verificar a aderência dos investimentos às diretrizes da legislação em vigor e à política de investimento; Da revisão periódica dos regulamentos dos fundos, exclusivos ou não; Da utilização de pareceres jurídicos para contratos com terceiros. 9.8. Risco Operacional O Risco Operacional é a possibilidade de perdas decorrentes da inadequação na especificação ou na condução de processos, sistemas ou projetos de entidade, bem como de eventos externos que causem prejuízos nas suas atividades normais ou danos a seus ativos físicos. A gestão destes riscos é realizada de forma preventiva pela adoção de normas, políticas e instruções normativas e de forma corretiva através da identificação de eventos e do valor de exposição dos riscos, resultando na melhoria constante dos processos da Entidade alinhada aos artigos 1º e 13º da Resolução CGPC nº 13, de 01/08/2004. 9.9. Risco Sistêmico O risco sistêmico se caracteriza pela possibilidade de que o sistema financeiro seja contaminado por eventos pontuais, como a falência de um banco ou de uma empresa. Por concepção é um risco que não se controla, o que não significa que deve ser relevado. Para tentar reduzir a suscetibilidade dos investimentos a esse risco, a alocação dos recursos deve levar em consideração os aspectos referentes à diversificação de setores e emissores, bem como a diversificação de gestores externos de investimento. Como medida de avaliação dos investimentos são realizadas análises de stress que passam necessariamente pela definição de cenários de stress, que podem considerar mudanças bruscas em variáveis importantes para o apreçamento dos ativos, como taxas de juros e preços de determinados ativos. As análises de stress são realizadas por meio do cálculo do valor a mercado da carteira, considerado o cenário atípico de mercado, e a estimativa de perda que isso pode gerar à Entidade. 10. Responsabilidade Socioambientais A entidade continuará observando, ao longo da vigência desta política, um conjunto de ações que favoreça o investimento responsável. Buscará também estabelecer em seus procedimentos internos a prática que determine os princípios de sustentabilidade. Dentre os fatos relevantes que evidenciam o interesse desta Entidade com a Sustentabilidade estão as participações no Carbon Disclosure Project CDP como patrocinador ou signatário desde 2007 e a criação, em 2011, dos Comitês de Responsabilidade Socioambiental e de Pró- Equidade de Gênero, Raça e Diversidade. Página 12 de 12