O CORTIÇO 13 de maio de 1890
intenção Descrever as habitações coletivas. Diagnóstico do país: descarado alpinismo social dos negociantes portugueses. Usar a literatura como denúncia dos preconceitos e vícios da classe dominante. Fixar os tipos bem característicos do país: Imigrantes, mestiços, classe pobre.
Contrastar o cortiço (pobres) com a hipocrisia e inutilidade dos ricos (sobrado).
características Visão de mundo determinista mecanicista. Ex: meio pressiona o casal Piedade/Jerônimo. Escrita como investigação Destruição do Romantismo. Caráter moralizante da obra, pois denuncia a degradação a que o pobre é submetido.
Antropomorfismo: o cortiço tem vida.ex. Eram cinco da manhã e o cortiço acordava. Zoomorfismo: personagens-animais: nutrição, sexo, sem espiritualidade. Darwinismo: escalada de Romão. Sexualidade brutal. Cores, sinestesias, metáfora, exlamações.
linguagem Língua culta- narrador Língua coloquial- personagens.
Foco narrativo Terceira pessoa onisciente e observador: registra os mínimos detalhes: traço um painel social e moral. Ritmo acelerado, dinâmico, trepidante,
tempo 1872 e 1880: fábricas, cortiços, vinda dos imigrantes italianos.
enredo linear: trajetória de João Romão desde a pobreza até o comerciante abastado. Algumas digressões, para explicar a história.
personagens João Romão- português, dono da estalagem
Espaço Cortiço: vivacidade, riqueza de detalhes. festas, animação, promiscuidade das habitações coletivas. Festas do povo.. Rio de Janeiro: higiene precária: muito lixo, sem rede de água e esgoto. Destruição dos cortiços bota-abaixo Pedreira- rua Marechal Niemeyer. Sobrado Barão de Macaúbas
Personagens Português: explorador do Brasil e obcecado pelo enriquecimento. Brasileiro: fácil de ser explorado, sensual. Mulheres: serviço pesado da lavagem de roupa. Sol: determinismo do meio: imposições do sol e do calor,condiciona o relacionamento humano. Justifica o social e o coletivo.
João Romão: imigrante português, avarento e ambicioso, tara por enriquecer. Representa uma sociedade oportunista, em que o mais forte sobrevive. Modelo capitalista que a sociedade do Rio prestigiou. Explorador do pobre: depena-os.age como senhor de escravos Cínico:Estalagem São Romão. Sócio dos abolicionistas.
Bertoleza: negra, trabalhora perseverante, aceita a condição submissa: não fala, não questiona. Esmagada pela ambição de Romão.
- Miranda: comerciante que representa o burguês aristocrata. Recebe o título de barão; - Seus vícios são escondidos pelas boas maneiras. Stela interesseira, dissimulada. Simboliza as mulheres que se acomodam aos valores econômicos.
Jerônimo- imigrante português que se abrasileira: luxúria, bebida. Piedade- esposa de Jerônimo, entrega-se à sedução e à bebida. Rita Baiana- mulata sensual que abrasileira Jerônimo.Representa o brasileiro, os trópicos. Amasiada com Firmo que também representa o sensual.
Moradores do cortiço Pombinha: torna-se lésbica e prostituta. Léonie; prostituta que desgenera Pombinha. Dona Isabel: mãe de Pombinha, acaba desiludida vivendo da prostituição da filha.
Estereótipos dos moradores do cortiço Bruno e Leocádia- ela o trai com Henrique. Leandra- portuguesa feroz e berradora. Seu filho, Agostinho, morre na pedreira. Paula, a bruxa- cabocla mística, põe fogo no cortiço. Libório vive de esmolas. Albino lavadeiro afeminado. Domingos- caixeiro de João Romão.
Moradores do Sobrado Botelho velho decrépito, simboliza os parasitas, agregados que visam o dinheiro. Promove o contato entre Zulmira e Romão. Henriquinho- jovem rico. Alvo de interesse de Estela de Botelho. Seduz Leocádia;
gênero Romance experimental com valor documental.
finalmentes Desonestidade transforma-se em liberdade. A grande luta não é entre Romão e Miranda, mas entre ricos e pobres.